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ABORDAGEM DESCRITIVA EM EPIDEMIOLOGIA

Em um estudo epidemiológico mais imediato, em nível coletivo, busca se o


resultado do problema através de três variáveis circunstanciais: o tempo, o
lugar ou pessoa, abrindo caminhos para o surgimento de novos conhecimentos
de doenças e dos fatores que as determinam. A epidemiologia moderna busca
associar estatisticamente entre os eventos de saúde-doença e suas possíveis
causas.
Essas variáveis nos permite diferenciar características importantes dos eventos
epidemiológicos que são uteis para a aplicação imediata nas ações de
assistência e prevenção de muitas doenças.
Para selecionar quais serão as variáveis utilizadas é necessário ter um
conhecimento prévio do que será estudado, de perguntas que serão feitas pelo
investigador ou pela equipe de saúde.
E fundamental o conhecimento de circunstancias na qual se desenvolve o
processo saúde-doença na população, saber onde, quando e sobre quem
ocorre a determinada doença, se há grupos especiais que sejam vulneráveis,
se existe época do ano em que há aumento de número de caso, enfim essas e
outras questões poderão auxiliar e permitir hipóteses geradoras de novos
conhecimentos.
Na fase descritiva também e importante ter conhecimento da saúde na
comunidade, o ”perfil epidemiológico”.

VARIÁVEIS RELACIONADAS AO TEMPO

Na epidemiologia a variável Tempo trabalha com no mínimo três conceitos


diferentes: Intervalo de tempo, Intervalo cronológico e Período.

 Intervalo de tempo é o “tempo de incubação”, tempo decorrido entre a


exposição a dado fator de risco e a eclosão dos primeiros sintomas.

 Intervalo cronológico é um intervalo de tempo datado e definido por


marcos cronológicos tirados do calendário oficial.

 Período são partes de tempos delimitadas, marcadas cronologicamente


e especifica.
DISTRIBUIÇÃO CRONOLÓGICA

Para a construção de distribuições cronológicas, levantam-se dados de


morbidade ou de mortalidade, a partir do registro de óbitos, registro de
casos, de hospitais, dados de notificação, inquérito ou investigação
epidemiológica, com os seguintes objetivos: Registrar a história do
evento, mostrar o tipo de variações que caracteriza o processo
estudado, revelar a tendência secular do processo e manifestar o caráter
epidêmico da doença.

Variação Atípica e Variação Cíclica

 Em uma variação Atípica, não e possível vislumbrar


alguma coerência ou alguma lei geral de variação.

 Na variação Cíclica um dado padrão de variação é repetido


de intervalo a intervalo.

Variação Sazonal
Sazonalidade é a propriedade na qual o fenômeno considerado é periódico e
se repete sempre na mesma estação do ano.

Em algumas distribuições cronológicas, observa- se que os mínimos e os


máximos ocorrem sempre no mesmo período, caracterizada por certa
sazonalidade.

Por exemplo, Rouquayrol (1962) observou que a proporção máxima de óbitos


por diarreia em Fortaleza situa-se no inicio da estação chuvosa e quente,
estabelecendo assim uma hipótese à contribuição de fatores do ambiente,
sendo que a variação sazonal da pluviosidade é coincidente com a
contaminação do lençol freático.

Tendência

Eventos de importância epidemiológica quando observados por longos


períodos de tempo podem apresentar estabilidade, aumento ou decréscimo de
suas taxas em função do fenômeno ou período de tempo considerado.

Formalmente, a tendência pode ser expressa pelo coeficiente de inclinação de


uma reta, obtida por regressão a partir das frequências de casos de doenças
ou do numero de óbitos, na forma bruta ou trabalhada.

Os coeficientes de inclinação positivos mostram tendências para o


crescimento, os negativos para o declínio, e o coeficiente zero indica
constância do processo.
VARIÁVEIS RELACIONADAS AO ESPAÇO

O espaço pode ser subdividido em lugares delimitados e perfeitamente


definidos. Deve ser levado em consideração que o espaço físico jamais deixará
de ser uma totalidade abrangente.

As variáveis de lugar podem ser agrupadas em: Variáveis Geopolíticas,


Variáveis político-administrativa, Variáveis geográficas.

 Variáveis Geopolíticas

Exemplos de algumas variáveis geopolíticas possíveis: Países da América,


Países do Terceiro Mundo, Países da ONU.

Quando o espaço é recortado segundo umas dessas variáveis, diz que o


estudo do evento saúde-doença é feito comparativamente em nível
internacional.

As comparações internacionais prestam-se ao monitoramento do estado de


saúde da nação à avaliação do progresso relativo havido no controle das
doenças e na melhoria da qualidade de vida. A detecção de variações na
incidência de doença pode conduzir, e tem conduzido à formulação de
hipóteses produtivas sobre o processo saúde-doença.
Os informes envolvendo doenças e causas de morte, sobre os quais se
apresentam os estudos comparativos, preenchem duas categorias:

 Dados sistemáticos: Recolhidos e publicados como rotina


permanente pelos órgãos de saúde.

 Dados não sistemáticos: Resultantes de inquérito ou estudos


especialmente delineados. Se resultantes de pesquisas bem
planejadas e bem conduzidas, serão fidedignos e poderão servir para
comparações quanto aos detalhes.

Dentre os fatores que fazem variar homogeneidade dos procedimentos e a


fidedignidade das informações, contam-se:

a) Diferenças político-culturais: O desinteresse e o descaso sob os


quais são vistos e com os quais é procedido o registro de casos em
países subdesenvolvidos, o contrário que acontece em países
desenvolvidos.

b) Nível de desempenho dos diferentes serviços de estatística


de saúde: Em regiões onde as pesquisas epidemiológicas são
realmente utilizadas nas discussões e nas tomadas de decisões, os
serviços de melhor qualidade e os informes produzidos são mais
confiáveis. Se os registros estatísticos forem negligenciados e com pouca
procura, o seu nível de confiabilidade será muito baixo.

c) Falta de atendimento médico: Ainda há regiões onde grande


número de pessoas adoece e morre sem que tenha tido qualquer contato
com a assistência especializada.

d) Confusão semântica: Nomes iguais dados a coisas diferentes,


nomes diferentes dados ao mesmo evento. É possível a existência de
disparidades de nomenclatura de país para país e de região para região.

e) Diferentes níveis de certeza no diagnóstico de doenças: De


uma situação para outra, diferem os diagnóstico da mesma doença ou o
mesmo diagnóstico e dado para doenças diferentes. Para a pobreza,
prevalece o diagnóstico terapêutico.

 Variáveis Político-administrativas:
Os territórios nacionais podem estar organizados segundo critérios político-
administrativos. Em situações específicas, podem também se subdivididas
em função de critérios de natureza geográfica.

Comparações tanto regionais, quanto municipais, são necessárias e


poderão expor disparidades nos níveis de saúde, apontar problemas
localizados e, consequentemente, orientar a alocação de recursos para o
controle de doenças e agravos.

 Variáveis Geográficas:

Espaço geográfico é uma determinada porção localizada da superfície


terrestre, ocupada, modificada e organizada por uma população
socialmente estruturada. Os elementos do espaço geográfico que se põe ao
observador constitui a paisagem.

A explicação da doença como fenômeno de massa pede a investigação de


suas vertentes populacionais: social, econômicas e políticas, analisadas
através de seus fatores contribuintes.

Nos estudos epidemiológicos descritivos decorre a proposição de duas


variáveis geográficas: as variáveis ambientais e as populacionais.

Na paisagem são diferenciadas duas categorias de elementos no ponto de


vista da ação organizadora do homem:

 Elementos Naturais que são independentes da intervenção humana.


Exemplos: Fauna e flora nativas, solos, fatores climáticos.

 Elementos Artificiais que são as paisagens modificadas pelo homem.


Exemplos: Obras de irrigações, represas, edificações.

Fatores Populacionais

Os fatores populacionais estão ligados ao conjunto organizado e não a


características individuais dos elementos que o compõem.

Uma população socialmente organizada tem características próprias e


propriedades de conjunto.

Fatores populacionais relacionados ao processo saúde-doença, dentro dos


limites de um espaço definido, são fatores denominados demográficos e
sociais.

Influência de Fatores Demográficos


Dentre as variáveis demográficas, em relação às quais as populações são
diferentes, predomina nos estudos epidemiológicos as variáveis: idade e sexo.
Para visualização da composição de uma população segundo idade e sexo,
são utilizados dispositivos gráficos denominados pirâmides de população.

O conhecimento que se tem da relação entre, de um lado, a composição da


população e, do outro, a morbidade e a mortalidade que nela ocorreram, não é
apenas importante no sentido de que possa sugerir associações significativas
entre a referida composição e fatos vitais, mais principalmente, na aplicação
das medidas de controle específicas.

Variação Urbano-Rural
No Brasil, as áreas urbanas, suburbana e rural são definidas por leis
municipais. A população rural abrangem todos aqueles que moram fora das
cidades, das vilas e das áreas urbanas isoladas.

Os fatores que contribuem para abaixar a saúde da coletividade ou aqueles


que fazem progredir a doença são distribuídos assimetricamente quando
comparadas populações urbanas e rurais.

Variação Local

Abrange as ocorrências que se dão em espaço restrito. Entende-se desde


residências familiares, até comunidades como bairro, distritos, vilas, e espaços
coletivos.

O alto índice de doenças em locais restritos pode ser classificado como surtos
epidêmicos ou conglomerados espaciais.

Uma das técnicas utilizadas no estudo desse tipo de ocorrência é o


geoprocessamento, que exige alguns cuidados de interpretação e muita
investigação para evitar conclusões equivocadas.

VARIÁVEIS RELACIONADAS À PESSOA

As variáveis populacionais ligam- se como variáveis geográficas que são ao


espaço ocupado.

Variáveis relacionadas à pessoa, já provadas epidemiologicamente


significativas em estudos anteriores, relacionados à distribuição de doenças e
causas de morte:

1. Características gerais
 Idade: Dentre todas as variáveis pessoa, idade soma maior
quantidade de relatos em estudos epidemiológicos.
 Sexo: A diferença biológica e social no ponto de vista da
epidemiologia implica disparidades quanto à exposição de riscos.

2. Características familiares
 Estado civil.
 Idade dos pais.
 Dimensão da família.
 Posição na ordem de nascimento.
 Privação de pais, de um ou de ambos.
 Morbidade familiar por causas específicas.

3. Características étnicas
 Raça.
 Cultura.
 Religião.
 Lugar de nascimento.
 Grupo étnico.

4. Nível socioeconômico
 Ocupação.
 Renda pessoal, renda familiar ou renda familiar per capita.
 Nível de instrução.
 Tipo e zona de residência.
 Sinais exteriores de riqueza.

5. Ocorrência durante a vida intrauterina e ao nascer


 Idade materna ao nascer.
 Números de fetos gestados.
 Características e ocorrências durante o parto.
 Condições físicas da mãe e ocorrência vividas por esta durante a
gestação.

6. Características endógenas (da mãe)


 Constituição física.
 Resistencia individual.
 Estado fisiológico.
 Estado de nutrição.
 Doenças intercorrentes.
 Tipo de comportamento.

7. Ocorrências acidentais (vividas pela mãe)


 Ocorrências estressantes.
 Doenças sofridas: medicamentos eventualmente consumidos.
 Acidentes sofridos.

8. Hábitos e atividades
 Atividades ocupacionais.
 Medicamentos usados com certa constância.
 Uso/abuso de inseticidas domésticos e agrícolas.
 Abuso de drogas permitidas (fumo, álcool, medicamentos).
 Uso de drogas ilícitas.
 Comportamento alimentar.
 Atividade física.
 Laser.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Rouquayrol MA. Epidemiologia & Saúde, 2003. 728 p. 6ª Ed.


2. Gráficos retirados da internet.