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@ 2009 by Editora MãoSinais Éden Veloso I Valdeci Maia

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.

Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito de Mãos Sinais, poderá ser reproduzida ou transmitida seja quais forem os meios empregados:

eletrônicos,

mecânicos, fotográfi cos, gravações ou quaisquer outros.

Primeira edição:

Julho de 2009

Décima edição:

Agosto de 2015

Ilustrações e arte:

Valdeci Maia

Diagramação, editoração e capa:

Valdeci Maia

Preparação de textos:

Éden Veloso / Valdeci Maia Fotografi a:

Valdeci Maia / Éden Veloso Revisão:

Thais Fernandes / Valdeci Maia / Éden Veloso

Filmagem:

Valdeci Maia / Éden Veloso

Edição de vídeo no OVO:

Éden Veloso / Valdeci Maia

I

,

Proibida a reprodução total ou parcial Todos os direitos reservados

ISBN: 978-85-60683-17-8

Curitiba-PRo

SUmáriQ

• Apresentação

 

5

• Prefácio

7

• Palavra do

autor

(Éden Veloso)

9

• Palavra do

autor (Valdeci Maia)

11

• Informações técnicas

 

13

• Comunicando-se corretamente com os surdos

16

• Por isso é importante lembrar que

19

• Curiosidades sobre os surdos e UBRAS

20

• Sugestões para quando você encontrar um(a) surdo(a)

21

• As características do surdo

22

• Princípios gerais para o aluno

24

• A história dos surdos

25

• Vamos aprender UBRAS?

51

• Conselho para os alunos

52

• Alfabeto manual

53

• Números cardinais

54

• Números ordinais

54

• Lição 1 : Cumprimentos, Pronomes e Verbos

55

Sinais da lição 1

56

• Diálogo da lição

1

68

• Lição 2: Cursos,

Verbos e Vocabulário Extra

69

S Inals d a I' Iça0 -

2

• Diálogo da lição 2

.

70

81

• Lição 3: Identificação Vocabulário Extra

(dados pessoais), Família, Pessoas,

82

Sinais da lição 3

83

• Diálogo da lição 3

94

• Lição 4: Espaço físicos, Transporte, Dias da Semana, Tempo, Verbos e Vocabulário Extra

95

Sinais da lição 4

96

• Diálogo da lção 4

107

Lição 5: Cores, Vestuário, Verbos e Vocabulário Extra

108

Sinais da lição 5

109

• Diálogo da Lição 5

120

• Lição 6: Alimentos, Bebidas, Meses, Talheres, Cozinha, Financeiro e Vocabulário Extra

121

Sinais da lição 6

122

• Diálogo da lição 6

• Lição 7: Emergências, Acidentes, Verbos, Lugares e Vocabulário Extra

Sinais da lição 7

135

136

137

• Diálogo da lição 7

149

• Lição 8: Trabalhos, Verbos e Vocabulário Extra

150

Sinais da lição 8

151

• Diálogo da lição 8

163

• Lição 9: Estado, País, Clima, Natureza, Vocabulário Extra e Transportes

164

Sinais da lição 9

165

• Diálogo da lição 9

177

• Lição 10: Relacionamento, Verbos e Vocabulário Extra

178

Sinais da lição 10

179

• Diálogo da lição 10

192

• Lição 11: Verbos, Materiais Escolar, Lugares e Vocabulário Extra

193

Sinais da lição 11

194

• Diálogo da lição 11

206

• Lição 12: Religião, Bíblia, Vocabulário Extra e Profissões

207

Sinais da lição 12

208

I

Diálogo da lição 12 Vocabulário utilizado em cada lição

• Referências bibliográficas

• Ilustrações

219

221

227

227

Apresentação

A Lingua Brasileira de Sinais (UBRAS) é a língua natural dos Surdos brasileiros e é reconhecida no Brasil peia Lei 10.436(2002 e pelo Decreto-Iei 5.626(2005. Algumas pessoas pensam ou imaginam que a comunicação com os Surdos se dá por meio de mímica ou gestos usuais, mas a língua de sinais não é uma mistura de gestos naturais e mímica, pois ela possui uma estrutura gramatical própria com níveis

linguísticos como fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos. A UBRAS está em constante evolução; devemos lembrar que ela não é uma ciência exata, mas humana e que os sinais são relativos. A UBRAS é um código de comunicação, como o inglês ou o francês, que representa o universo das ideias da comunidade Surda e pode expressar os mesmos conceitos da Lingua Portuguesa. Mas a UBRAS é diferente da Lingua Portuguesa

e a tradução não deve ser literal. É preciso ter bom senso para escolher quais sinais

deverão ser usados obedecendo a estrutura da Língua de Sinais para entender o sentido da mensagem. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas orais é a sua modalidade visual-espacial. Assim, a pessoa que aprende a UBRAS, vivencia a "estranheza'; ou seja, sente como é a maneira de se comunicar sem som, fazendo movimentos no ar com as mãos, acompanhado

de expressão facial e corporal, gestuais visuais baseadas no uso das mãos, dos olhos, da boca, enfim, do corpo todo. Para conversar em UBRAS, não basta apenas conhecer os

sinais de forma ~solada,é necessário conhecer a sua estrutura

em frases. Atualmente, no mundo corporativo, quem domina dois idiomas encontra portas abertas I e devido ás demandas sociais, exige-se que em todos os ambientes haja a presença de profissionais que promovam a acessibilidade aos surdos. Entrar em contato com uma língua de sinais amplia sua rede de comunicação, favorece a inclusão do Surdo na sociedade, além de valorizar sua atividade profissional. Objetivo geral:

gramatical combinando-as

o Adquirir noções e identificar os conceitos básicos relacionados á UBRAS e compreender

o que é a UBRAS e saber da sua importância na fonmação da pessoa Surda.

o Tomar o indivíduo preocupado com a inclusão social, conhecendo a Cultura Surda, bem como a importância desta língua para a comunidade Surda. Objetivo específico:

o caracterizar as variações linguísticas, iconicidade e arbitrariedade da UBRAS.

o Aprofundar o conhecimento lexical da UBRAS e das Configurações de Mãos(CM). Metodologia:

o Através da conversação (sinalização) em UBRAS, proporcionando aos leitores o conhecimento da cultura e da língua de sinais. Público alvo:

o Comunidade Surda, familiares, profissionais da educação, profissionais da área de saúde, de recursos humanos, de igrejas, de empresas pecuenas ou grandes, professores

e instrutores Surdos, pessoas interessadas em aprender e divulgar a UBRAS. Tempo estimado do aprendizado:

Sozinho: 40 horas. Grupo de 10 pessoas ou mais com um professor de UBRAS: 80 horas.

Prefácio

Durante muitos anos a Comunidade Surda Brasileira esteve carente de materiais educa-

cionais produzidos em língua de sinais. Temos que reronhecer que apÓS a oficialização da UBRAS - Língua Brasileira de Sinais em 2002 (Lei: 10.436) houve um aumento na produção de materiais visando sua disseminação entre os ouvintes e também o ensino aos próprios surdos. Atualmente, podemos contar até mesmo com o ensino superior de Letras/UBRAS, o que para nós é um avanço significativo se compararmos com nosso passado recente. Embora tenhamos uma gama de materiais disponíveis em UBRAS, ainda é predso termos como foco seu ensino de modo contextual e não em sinais isolados, O que certa- mente possibilitará aos aprendizes uma aplicação fluente e compreensível. Dessa fomna,

sim, estaremos capacitando os usuários, tais como pais, professores e outros

a se comunicarem de modo eficaz com seus filhos, alunos e dientes surdos. Acreditamos sinceramente que estamos avançando nesse sentido para esta realidade tão aimejada por

todos nós surdos. Rcamos ainda mais felizes, quando vemos que os próprios surdos estão produzindo materiais didáticos em UBRAS, pois sentem na pele a realidade dos que lhe são iguais. Por este motivo é que parabenizamos Éden Veloso e Valded Maia pela iniciativa e coragem de produzir este livro/material didático "Aprenda UBRAS com eficiência e rapidez'; que certamente enriquecerá e aumentará a relação de materiais disponíveis em UBRAS, em nosso país, com o diferencial de ser produzido por um surdo. Meus agradedmentos em nome da Comunidade Surda Brasileira.

profissionais

Profi! Ora. Karin Strobel

Surda, pedagoga e doutora na área de Educação pela UFSC. Autora do livro:"As imagens do outro sobre a Cultura Surda", Diretora-presidente da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS),

órgão sem fins lucrativos, que atua na defesa dos direitos das pessoas surdas. Professora do curso de Letras/UBRAS em

Ucenciatura/bacharelado

dade Federal de Santa Catarina) nas seguintes

disciplinas:

-Fundamentos da Educação dos Surdos -História da Educação dos Surdos -Metodologia do Ensino de UBRAS como

Língua 1 -Metodologia do Ensino da Uteratura Surda

da UFSC (Universi-

Palavra do autor

Sou Surdo profundo de nascença. Passei a minha infância e parte da adolescência aprendendo a lalar e a entender a Língua Portuguesa, ou seja, eu fui oralizado. Em Escola Especial, aprendi a leitura labial e a falar. Até hoje, as pessoas pensam que sou um estrangeiro, pois tenho "sotaque". Na década de 80, os Surdos não aprendiam e nem podiam sinalizar, pois, segundo os professores e estudiosos, isso poderia prejudicar

a aprendizagem da fala da língua oral.

Aos 1S anos de idade, aprendi

LIBRAS convivendo com outros Surdos que não fre-

quentavam escolas especiais ou que vinham de lugares onde os sinais eram permitidos. Em 2002, a comunidade Surda brasileira teve o reconhecimento legal de sua língua:

a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - Lei n.O 10.436, de 24 de abril. A partir de então,

houve a necessidade dos ouvintes e não só dos familiares dos Surdos, aprenderem a LIBRAS, pois, os Surdos, já estavam atuando no mercado de trabalho, estudando em

todos os níveis, em faculdades e até ministrando aulas.

Este livro é o resultado

de muitos anos de luta, aprendizagem

e esforço para

conseguir com que os ouvintes aprendam LIBRAS com mais rapidez e eficiência. Atualmente, faço Letras/LIBRAS na UFSC, e ministro aulas de LIBRAS para em- presas de pequeno, médio e grande porte na região de Curitiba. Essas experiências me motivaram e me deram suporte para criar este material junto com o meu amigo '

Valdeci, que tem como objetivo principal inserir os ouvintes no universo dos Surdos.

Dedico este trabalho primeiramente

a Deus. Pois, sem Ele, nada seria possível e

não estaríamos aqui reunidos, desfrutando, juntos, destes momentos que nos são tão

importantes.

À minha mãe Germília e meu pai Benedito, que me deram a vida com amor; aos meus irmãos Rafael Veloso e Julie Veloso, e a minha filha Manon Veloso que me incentivaram. Também agradeço a intérprete de LIBRAS Joseli Rosalina Simões pelo apolo na

revisão deste livro.

Obrigado,

Palavra do autor

TIVe uma infância normal, pois era uma aiança muito esperta, risonha, brincalhona e que

ouvia perfeitamente. !¥:Js2 anos de idade uma enfermidade infantil muito mmum, o sarampo,

e uma queda resultaram na perda da minha audição. Fato comprovado por médicos e que

mudou radicalmente a minha vida e a da minha famnia. !¥:Js 4 anos acontece algo trágico que entristece toda a famnia: minha mãe e minha irmã de S anos de idade sofrem grave acidente durante uma viagem à campina Grande-PB, culminando no falecimento de ambas. Na época, meu pai trabalhava na Policia Militar e preocupado mm minha surdez, pes- quisou escolas para Surdos e conseguiu, por intermédio de seu comandante, três anos de licença para viajar ao Rio de Janeiro, lugar mm mais recursos para minha educação. Estudei numa Escola Especial para Surdos o INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos) que

era considerada a melhor instituição para Surdos do Brasil. Rquei mu~o feliz, pois descobri

que no mundo existiam outras pessoas surdas como eu. !¥:Js S anos

de idade também fiz

fonoaudiologia e consegui falar algumas palavras. Em Recife-PE, na escola especial onde aprendi llBRAS, me socializei, fiz muitas amizades e aprendi muitas coisas sobre o mundo

e a comunidade Surda. Em 1984, conheci um amigo Surdo vindo do Rio de Janeiro que me ensinou muitos sinais que não conhecia na época. Esse fato resultou em um grande aprendizado de vários sinais e no contato com outros Surdos de diferentes regiões do Brasil, tudo isso me motivou

a ministrar a llBRAS para um grupo de ouvintes em João Pessoa-PB. Atualmente moro e trabalho em Curitiba-PR.

cada autor tem um modo de

expressar suas ideias e através

desses registros fizemos este livro que nos permitem diferentes expe- riências no ensino da llBRAS. Para isso foram pesquisados, filmados e analisados detalhadamente todos os sinais existentes, desde as formas mais primitivas de sinalização até a estrutura e regras gramáticais mais I atuais da llBRAS. Após o conv~e do Éden para juntarmos nossas ideias, realizei meu sonho em organizar um livro de llBRAS, que proporcionará ao universo dos ouvintes um melhor aprendizado. "Antes de tudo, quero agradecer a Deus por ser Surdo, pela Lingua de Sinais me dada e pela identidade como pessoa surda!'; Ele tem aben- çoado todos os dias da minha vida. 'Pois dEle são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém:

I

Obrigado,

1JaUed ?1t:u4

Informações Técnicas

o que é LIBRAS?

A LIBRAS (ungua Brasileira de Sinais) teve sua origem na Língua de Sinais Francesa.

As línguas de sinais não são universais. Cada país possui sua própria língua de sinais que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (regionaiismo), o que a iegitima

ainda mais como língua. Reconhecida peia Iinguística, a LIBRAS é composta de todos os elementos per- tinentes às línguas orais, como a gramática, semântica, pragmática, sintaxe entre

outros, preenchendo os requisitos científicos para ser reconhecida como instrumental linguístico de poder e força . Possui todos os elementos c1assificatórios identificáveis de uma língua e demanda prática para seu aprendizado como qualquer outra língua. Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas. Pesquisas com crianças Surdas de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da língua oral como segunda língua para os Surdos.

A Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, pois

se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas.

Porque LIBRAS é uma língua?

Pesquisas sobre a LIBRAS vêm sendo desenvolvidas, mostrando que esta língua é

comparável em complexidade, expressividade e possui uma estrutura gramatical própria como quaisquer outras línguas orais, porém, utiliza-se de outro canal comunicativo, isto é, a visão ao invés da audição. A LIBRAS é capaz de expressar idéias sutis, complexas, abstratas, pensamentos, poesias e humor. A LIBRAS enriquece seu vocabulário com novos sinais introduzidos pela comunidade Surda em resposta às mudanças culturais e aos modos de uso, que sofrem mudanças com o passar dos tempos. Os seus usuários podem discutir filosofia, literatura, política, esportes, trabalho, etc.

A LIBRAS é a língua de sinais utilizada pelos Surdos que vivem em cidades do Brasil

onde existem comunidades Surdas, mas, além dela, há registros de uma outra língua de sinais que é utilizada pelos índios Urubus-Kaapor, na floresta Amazônica.

A LIBRAS, como toda língua de sinais, é uma língua de modalidade gestual-visual

porque utiliza como canal ou meio de comunicação movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidas pela visão. Portanto, diferencia-se da Língua Portuguesa, que é uma língua de modalidade oral-auditiva, por utilizar como canal ou meio de comunicação sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. Mas as diferenças não estão somente na utilização de canais diferentes, mas, também nas estruturas

gramaticais de cada língua.

Parâmetros da LIBRAS

• Alfabeto manual: é a soletração de palavras com as mãos. É muito aconselhável

soletrar devagar, formando as palavras com nitidez. Entre as palavras soletradas é melhor fazer uma pausa curta ou mover a mão direita para o lado esquerdo, como se estivesse empurrando a palavra já soletrada para o lado. Normalmente o alfabeto manual é utilizado para soletrar os nomes de pessoas, lugares, rótulos, etc., e para os vocábulos não existentes na língua de sinais. Lembre-se que as letras do alfabeto digital representam

as letras do alfabeto oral de um país. Cada letra não significa um sinal, mas somente a

letra da lingua oral esclita .

• Dialetos sociais, regionais ou situações: A UBRAS apresenta dialetos regionais,

o que reforça o seu caráter de língua natural. Nos dialetos sociais, as valiações nas

configurações das mãos e/ou no movimento não modificam o sentido do sinal. Como exemplo podemos citar o sinal VERDE, que é diferente no Rio de Janeiro, São Paulo e

Culitiba. São mudanças histólias que ocorrem no sinal com o passar do tempo, conforme

se modificam os costumes de cada geração que a utiliza. Como exemplo dtamos o sinal

BRANCOque já sofreu algumas alterações com o decorrer dos anos. As comunidades surdas

de diferentes regiões cliam alguns poucos sinais diferentes para as suas necessidades de

comunicação. as sinais são c1iados de acordo com a necessidade de cada grupo, porém,

há alguns sinais mais gerais que, quando c1iados, acabam sendo incorporados à língua .

• Iconicidade e arbitrariedade: A modalidade gestual visual espadal pela qual a

UBRAS é produzida e percebida pelos surdos leva, muitas vezes, as pessoas a pensarem que todos os sinais são o desenho no ar do referente que representam. É daro que, por decorrênda de sua natureza Iinguística, a realização de um sinai pode ser motivada pelas características do dado da realidade a que se refere, mas isso não é uma regra. A grande maiolia dos sinais da UBRAS é arbitrália, não mantendo relação de semelhança alguma com seu referente .

• Sinais icônicos: são sinais que apresentam semelhança com a pessoa ou objeto a

que se referem. Alguns sinais da UBRAS também lembram a imagem do seu significado. Ex.: TELEFONE, CfJSA, XÍCARA, COMER, CARRO, MOTO, CALOR.

as sinais icônicos não são iguais em todas as línguas. Geralmente, cada comunidade

) e os representa

observa diferentes aspectos do

mesmo referente (pessoa,

objeto,

através de seus próplios sinais de forma convencional.

• Sinais: as sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento

das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:

• Configuração de mão (CM): é a forma que a mão assume durante a realização

de um sinal. Pelas pesquisas linguísticas, foi comprovado que na UBRAS existem 63

configurações de mãos, sendo que o alfabeto manual utiliza apenas 26 destas para representar as letras (FERREIRA BRITO, 1990). Por exemplo, os sinais AVIÃO, DESCULPAR, EVITAR, ELÉTRiCO, IDADE e PERFUME possuem a mesma configuração de mão (com a

CM "Y'i, mas são diferentes em seu ponto de articulação e movimentação .

• Ponto de articulação: é o iugar onde incide a mão predominante configurada,

ou seja, e o local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em

um espaço neutro.

• Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais EM

PÉ e SENTADO não têm movimento; Os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento .

• Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais/corporais são de fundamental importânda para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em

língua de sinais é feita pela expressão fadal. Por exemplo,

os sinais AlEGRE e TRISTE .

• Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros

adma. Assim, os verbos IR, VAMOS, VIR, VOU E VAI, opêie-se em relação à diredonalidade.

Convenções da LIBRAS

• A grafia: os sinais em UBRAS, para simplificar a demonstração, serão representados

na língua portuguesa em letra maiúscula. Por exemplo, os sinais: CASA, CARRO, SALA . • A datilologia (alfabeto manual): usada para expressar nomeS de pessoas, lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas palavras

separadas por hífen. Por exemplo: É-D-E-N, V-A-L-D-E-e-I.

• Os verbos: serão apresentados no infinitivo. Todas as concordândas e conjugações estão incorporadas na sinalização. Por exemplo, os sinais: vOCÊ GOSTAR CURSO? (Você gosta do curso?) NOME VOC~ (Como é seu nome?), IDADE VOCÊ? (Quantos anos você tem?) As frases obedecerão à estrutura da UBRAS, e não a da Ungua Portuguesa .

• Os pronomes pessoais: EU, VOCÊ, ELE, ELA, NÓS, VÓS, serão representados pelo

sistema de apontação. Apontar em UBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.

~ Comunicando-se corretamente com os surdos

1 - Fale de frente,

clara-

mente e pausadamente com o Surdo. Uma boa articulação dos lábios facilita a comunicação.

2 - Não olhe para o outro

lado ao conversar. O contato

visual é importante na comu- nicação.

3 - A leitura labial se torna

mais difícil se você gesticula muito ou tem qualquer objeto

na frente dos lábios.

4 - Ambiente claro e boa vi-

sibilidade são importantes para um bom entendimento.

S - Não é preciso gritar. Fale em tom de voz normal.

6 - O Surdo não pode perceber mudanças de tons ou emoções através da voz.

7 - É preciso ser expressivo

para demonstrar seus sentimen- tos.

8 - Se você não entender

o que uma pessoa Surda está falando, não tenha vergonha em perguntar novamente e não perca a paciência.

9 - Peça sempre para repetir

e, se for preciso, escrever. O

mais importante é que exista a

comunicação.

10 - Se precisar falar com uma pessoa Surda, chame a atenção dela tocando em seu braço.

11 - Não adianta chamar de longe.

12 ~ Os avisos visuais são

sempre muito úteis para a in- dependência do Surdo. Na falta deles, o Surdo terá maiores dificuldades.

Por isso é importante lembrar que

~ o É incorreto dizer SURDO-MUDO ou que o surdo é mudo. Ele não é mudo,

~ pois as pessoas Surdas não apresentam defidênda ou limitações no aparelho

fonador. Apague esta ideia. É um termo pejorativo, inadequado e sem fundamento dentífico.

Muitas pessoas Surdas não falam porque não aprenderam a falar, algumas fazem a leitura labial e outras não. Os Surdos podem aprender a falar se forem estimulados junto ao profissional fonoaudiólogo.

o É incorreto dizer que o Surdo é analfabeto, pois ele é "alfabetizado" em UBRAS.

o Quando quiser falar com uma pessoa Surda e ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou tocue, levemente, em seu braço.

com uma pessoa Surda fale de maneira clara

pronundando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua veloddade normal, a não ser

que lhe peçam para falar mais devagar.

o Use um tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

o Quando estiver conversando

o

Fale diretamente com a pessoa, não ao lado ou atrás dela.

o

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à

boca toma impossível a leitura labial.

o Quando falar com uma pessoa Surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo) pois isso dificulta a visualização do seu rosto.

o Se você souber alguma língua de sinais, tente usá-Ia. Se a pessoa Surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apredadas e estimuladas.

o Seja expressivo ao falar. Como as pessoas Surdas não podem ouvir mudanças de tom

de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões

fadais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você

quer dizer.

o Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual; se você desviar o olhar a pessoa Surda pode achar que a conversa terminou.

o Se tiver dificuldade para compreender o que ela estí dizendo não se acanhe em pedir para que repita.

o Geralmente, as pessoas Surdas não se incomodam em repetir quantas vezes for

predso para que sejam compreendidas.

o Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar!

O método não é tão importante.

o Quando a pessoa Surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa Surda e, não ao intérprete.

o Alguns Surdos preferem a comunicação escrita, alguns usam linguagem em código e outros preferem códigos próprios. Esses métodos podem ser lentos, requerem padênda e concentração.

o Tente lembrar que a comunicação é importante. você pode ir tentando com perguntas cuja as respostas sejam sim/não. Se possível, ajude o Surdo a encontrar a palavra certa. Assim, ele não predsará de tanto esforço para passar sua mensagem.

Curiosidades sobre os Surdos e LIBRAS

o o Censo demográfico de 2000 contabilizou 5,75 milhões de pessoas surdas no Brasil, das quais 796.344 com até 24 anos.

o No censo escolar de 2000 foi divulgada a existênda de 50 escolas espedais para Surdos, havia 344 pessoas Surdas nas univer.;ldades brasileiras, 3% dos Surdos conduíram o 2° grau e 0,1% concluíram o curso superior.

o Existe a esaita da UBRAS (Sign Writing). Que é parecida com o mandarim Chinês; não é ainda usada ofidalmente pelos Surdos aqui no Brasil, porém, já vem serda pesquisada e divulgada por estudiosos na área de linguística e é disciplina curricular na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no curso de l.etJas/UBRAS.

o Aproximadamente 30% dos Surdos brasileiros não apresentam um domínio satisfatório da Língua Portuguesa. Os restantes 70% sabem ler Português mas não têm entendimento daro e contextualizado desta língua.

o A maioria dos Surdos não possui um entendimento daro do português escrito, pois sua língua natural é a UBRAS. É corno alguém que aprende outra língua, mas não tem a oportunidade de praticá-Ia falarda e OlNirda.

o Existem alguns Surdos que aprenderam a falar através das vibrações vocais e a entender o que é falado através da leitura labial. São dhamados de "oralizados".

o A pessoa Surda que tem fiuênda tanto na UBRAS como na Língua Portuguesa é considerada tilíngue.

o Quem não é Surdo é dhamado de "ouvinte" na comunidade surda. o A legislação brasileira para ac:es9tilidade de deficientes é uma das mais avançadas do murda.

o A legislação brasileira detenmina que os órgãos da administração pública, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento prioritário em UBRAS para os Surdos (Decreto 5.296/2004).

o No Brasil, de acordo com censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2000, contatilizou 24,5 milhões de pessoas com defidêndas. Gestas, 15,2 milhões em idade de trabalhar. Pela Lei nO8213/91, as empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a disponibilizar uma cota progressiva de 2% a 5% de suas vagas a pessoas com defidênda.

o Aproximadamente 1.053.000 crianças abaixo de 18 anos têm aigum grau de defíciênda auditiva, com índice de prevalênda de 16,1 por 1000 (Bess e Humes 1995).

o Aproximadamente 0,1% das aianças nascem com perda auditiva severa e profunda (Northem e Downs, 1991). Este tipo de perda auditiva é sufidentemente severa para impedir a aquisição da língual oral através do sentido da aud~o.

o Aproximadamente 90% das crianças Surdas de graus severo e profurda são filhos de pais ouvintes (Northem e Downs, 1991).

o Mais de 4% das aianças consideradas de alto risco são diagnosbcadas como portadoras de defidênda auditiva de graus moderado a profundo (ASHA).

o A Língua de Sinais Portuguesa (Portugal) é Merente da UBRAS. Um Surdo de Portugal não conseguiria comunicar-se com um Surdo brasileiro de fonma imediata; ambos teriam que aprender a língua de sinais de cada pais.

Sugestões para quando você encontrar um Surdo

o Muitas pessoas ouvintes ficam confusas quando encontram o Surdo. Isso é normal.

Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto

diminui e pode até mesmo desaparecer, pois existem muitas oportunidades de convi-

vência entre pessoas Surdas e ouvintes.

com um

Surdo como se ele não tivesse uma diferença, vai estar ignorando uma característica

muito importante dele. Desta forma, não estará se relacionando com ele, mas com

outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

o Não faça de conta que a diferença

não existe! Se você relacionar-se

o Aceite a surdez, ela existe e você precisa levá-ia em consideração. Não subestime

as possibilidades, nem superestime as dificuidades.

o Os Surdos têm o direito, pocem e querem tomar suas próprias decisões e assumir

a responsabilidade

melhor ou pior do que um ouvinte.

atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade em outras coisas. Assim

como todo mundo!

por suas escolhas. O fato de ser Surdo não faz com que ele seja

Ele pode ter dificuldade

para realizar aigumas

o A maioria dos Surdos não se importa em responder a perguntas, principalmente

aquelas feitas por crianças, a respeito da sua vida e de como realiza algumas tarefas.

Mas, se você não tem muita intimidade, evite fazer perguntas muito particulares.

o Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Mas sempre espere sua oferta ser aceita

antes de ajudar e, também, pergunte a forma mais adequada de fazê-lo.

o Não se ofenda se sua ajuda for recusada, pois, nem sempre os Surdos precisam

de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem

assistência.

ou seguro para atender a solicitação melhor de um

Surdo, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa

Você não deve ter receio de fazer ou dizer algo errado. Aja com

naturalidade e tudo dará certo.

que possa ajudá-lo.

o Se não se sentir confortável

o Se ocorrer alguma situação embaraçosa,

uma boa dose de delicadeza, sinceridade

e

bom humor nunca falha.

o

Os Surdos são pessoas como você. Têm os mesmos sentimentos, receios e sonhos.

o Nunca jogue objetos ou papel amassado contra um Surdo. Se precisar falar, chame

a

atenção dele(a) tocando levemente em seu braço. Se o Surdo estiver de costas tenha

o

cuidado para não tocar de uma forma brusca, evitando o susto.

o Evite usar óculos de sol escuro quando for conversar com um Surdo; isso pode

dificultar a leitura de suas expressões faciais.

o Faça isso, você verá O quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver

com a diversidade!

As características do Surdo

t

É baseando-se nas impressões recebidas pelos sentidos, que o homem amplia sua percepção de mundo, elabora conceitos e dá significados aos aspectos relacionados ao pensamento e à razão.

Quando há deficiência em um dos sentidos, o mundo das experiências é afetado de tal forma que pode dificultar uma pessoa de receber informações importantes ao

seu desenvolvimento intelectual, afetivo e social. Quando na ausência de um dos sentidos, a experiência e a percepção são desenvolvidas de uma forma diferente, O

que acarretará características de comportamento destoantes do padrão, a não ser que sejam dadas possibilidades de acesso a informações através de outros meios. Para uma pessoa que é ouvinte e perde a audição numa fase adulta, ser surdo é uma

experiência muito dolorosa, pois ela conhece o valor da audição e passa a ser privada dos muitos benefícios que a audição traz.

Para um Surdo, cuja surdez já se tornou parte da sua vida, músicas, fundo musical num filme, buzinas de veículos, latido de um cão e tantas outras coisas que nos pas-

sam como corriqueiras, simplesmente não existem. O mundo do Surdo é basicamente

visual. Estes sons não chegam a ele e, se chegam, podem causar dores ou incômodos.

O Surdo é, antes de tudo, uma pessoa que possui as mesmas necessidades básicas

de um ouvinte, com os mesmos

comunidade. De um modo geral, porém, percebem-se as seguintes características:

-,

direitos de usufruir

do seu espaço na família e na

• Não existe qualquer relação de causas/efeitos entre surdez e debilidade mental.

• Os Surdos têm uma comunicação muito rica através de gestos compreensíveis

e

expressões, mas, alguns, não são compreendidos, sendo destinados ao abandono e isoiamento, o que comprometerá o seu desenvolvimento .

de uma criança surda pode ser mais lento, pois não recebe a

mesma quantidade

perfeita formação de conceitos, necessitando, desta forma, de um ensino especiali- zado e direcionado, em que lhe sejam permitidos todos os meios disponíveis para o desenvolvimento de suas competências .

a sua

• O aprendizado

de estímulos que uma criança ouvinte,

o que prejudica

• Utiliza em larga escala os sentidos visuais (possuem memória fotográfica apurada,

conseguem visualizar melhor os cenários, imagem, cor, quadro, foco, luz, nitidez, notam

os

detalhes dos objetos, são ótimos para observar comportamentos

e ler expressões

corporais) e táteis/cinestésicos (conseguem processar suas sensações

lembrando mais

de suas experiências visuais, toques, gostos, cheiros, emoções) .

 

A timidez, a inibição e a desconfiança

do Surdo provêm do fato

dele, por vezes,

não compreender perfeitamente as conversações, os códigos acompanhados de risos,

etc, da linguagem oral. Assim, também, qualquer pessoa se sente quando está ao lado

de uma outra ou de um grupo de estrangeiros,

• Tem grande sensibilidade aos estímulos visuais e aos movimentos e ficam muito

atentos às expressões faciais. A explosividade e agressividade de muitos Surdos estão

cuja língua não domina .

relacionadas à incompreensão que sentem por parte das pessoas do seu convívio,

pouco habituadas a responder pedidos feitos por uma via não-verbal.

o Os Surdos pré-Iínguais, possuem grandes dificuldades para comunicar-se sem

ser na Língua de Sinais e sua capacidade de leitura e de escrita é muito prejudicada.

o Os problemas e as necessidades dos ensurdecidos são diferentes dos Surdos

pré-linguais e, às vezes, até antagônicos.

o

Em geral, ou é super protegido ou é rejeitado pelo ambiente familiar.

o

O Surdo é um ser bicultural, ou seja, faz parte de um grupo cultural minoritário

e, ao mesmo tempo, participa de uma cultura majoritária, a dos ouvintes.

o Alguns Surdos sentem-se prejudicados com a maneira paternalista dos ouvintes

ao ajudá-los.

o Alguns Surdos sentem-se injustiçados, quando ouvintes resolvem decidir o modo

como devem conviver com a surdez e como devem comunicar-se.

o Embora o Surdo, supostamente, seja silencioso e habite num mundo de silêncio,

ele pode, se assim quiser, gritar bastante alto, talvez para atrair atenção de outras

pessoas. se fala, pode falar muito alto e com uma modulação precária, já

não são capazes de controlar a própria voz pelo ouvido. Finalmente, pode emitir sons

involuntários e, muitas vezes, vigorosos de vários tipos, movimentos acidentais do

sistema vocal, não intencionais, nem controlados, tendendo a acompanhar a emoção

e comunicação excitada. Esses movimentos podem ser percebidos, sempre em grupos

maiores, em relações informais, em que haja liberdade de expressão, sem censuras e

bloqueios por parte dos ouvintes que os cercam.

lingua a UBRAS e faz uso desta lingua através do

canal viso espaço gestual.

Abordagens Educacionais

Apesar de não haver levantamento aprofundado nas questões educacionais que

envolvem o desempenho escolar de pessoas Surdas brasileiras, podemos afirmar que

aproximadamente 10% dos Surdos adultos são alfabetizados em Português e a média

da leitura e da escrita dos alunos com Ensino Médio não é compatível ao seu

grau de

formação. Os Jlfofissionais e a sociedade Surda reconhecem as defasagens escolares

que impedem o adulto Surdo de competir no mercado de trabalho.

que alguns

o O Surdo tem como primeira

Publicação e dados da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos

(FENEIS) a respeito do desempenho escolar em 1995: "Através de pesquisa realizada por

profissionais da PUC do Paraná em convênio com o Centro Nacional de Educação Especial

(CENESP) publicada em 1986, em Curitiba, constatou que o Surdo apresenta muitas

dificuldades em relação aos pré-requisitos quanto à escolaridade, e 74% não chegam

a concluir o Ensino Fundamental". Segundo a FENEIS, o Brasil tem aproximadamente

5% da população Surda total estudando em universidades e a maioria tem dificuldade

em lidar com a Língua Portuguesa escrita.

Princípios gerais para o aluno

Paraque o alunoak:arx:e um nfvel razoávelem seu desenpenho mmunk:ativo, precisará ter o desejo e a oportunidade de cnmunicar-se em UBRAS. f\)r isso, as orientações met0- dológica abaixo 5efVirfu de prinápios que nortearfu o ensino/aprendizagem desta língua:

• Evite falar durante a aula:

Devido ao fato de as línguas de sinais utilizarem o canal gestual visual, muitos alunos ouvintes ficam tentados a falar em sua língua enquanto tentam fonmular uma palavra ou frase na língua que estão aprendendo. Esta atitude ~e ocasionar um ruído na comunicação, ou seja, uma interferênda mútua de códigos que prejudica o processo de aprendizagem de uma segunda língua, já que cada uma tem a sua própria estrutura gramatical.

• Use a escrita ou expressões corporais para se expressar:

Em primeiro momento, devido ao fato de não ter o domínio da língua, o aluno, motivado por uma insegurança natural, é tentado a usar sua língua para perguntar ao professor ou aos seus

cnlegas o que não consegue aprender de imediato. Uma altemativa para evitar esta interferência

é a utilização da expressão corporal e facial a partir do cnntexto .

• Não tenha receio de errar:

O erro não deve ser entendido como uma falha, mas como um processo de aprendizagem. Tenha segurança em si mesmo. Na comunicação o erro está presente, mas o contexto ajuda a perceber a intenção comunicativa .

• Desperte a atenção e memória visual:

Como os falantes de línguas orais-auditivas tendem a ter sua atenção mais voltadas para este

canal, é necessário um esforço para o desenvolvimento da percepção visual do mundo. Um olhar, uma expressão fadal, uma sutil mudança na configuração das mãos são traços que podem alterar

o sentido da mensagem .

• sempre fixe o olhar na face do emissor da mensagem:

As línguas de sinais são articuladas em um espaço neutro à frente do emissor, mas as expressões fadais e corporais podem espedficar tipos de fIoses e expressões adverbiais. É também, considerado falta de educação desviar o olhar durante a fala de alguém pois representa desinteresse no assunto .

• Atente-se para tudo que está acontecendo durante a aula:

Preste atenção na conversa do professor com outro aluno e na conversa de um aluno com o outro. Tudo é aprendizado .

• Demonstre envolvimento pelo que está sendo apresentado:

Através do aceno da cabeça, expressão fadal e certo sinal o receptor demonstra ao emissor da mensagem que está interessado, compreendendo e que este pode continuar sua sinalização (função fática da linguagem) .

• Comunicação com colegas de classe em UBRAS:

Mesmo em horários extraclasse ou em outro contexto, pode-se sempre exercitar e aprender as vantagens de saber uma língua de sinais JXlrexemplo: falar a distanda, ou quando a mensagem deve ser sigilosa.

• Envolva-se com a comunidade surda:

Como todo aprendizado de língua o envolvimento com a cultura e os usuários é importanossimo. Portanto, não basta ir às aulas e revê-Ias através dos vídeos. É preciso também buscar o convívio

com os surdos para poder interagir em UBRAS e, linguístico.

consequentemente, ter um melhor desempenho

ti

No Egito, segundo as antigas leisjudaicas os surdos eram apenas protegidos, mas •C eram consideradosmmo criaturas privil"9iadas, enviados dos deuses.

Aaeditava-se que eles se comunicavam em segredo mm os deuses. Havia um forte sentimento humanitário e de respeito, protegiam e tributavam aos surdos a adoração. No entanto, os surdos tinham vida inativa e não eram educados.

ga

Sócrates

O filósofo grego Sócrates perguntou ao seu discípulo Hermógenes: "Suponha que nós não tenhamos voz ou língua, e queiramos indicar objetos um ao outro. Não deveríamos nós, como os surdos, fazer sinais com as mãos, a cabeça e o resto do corpo?" Hermógenes respondeu: "Como poderia ser de outra maneira, Sócrates?" (Cratylus de Plato, discípulo e cronista).

Hipócrates

O filósofo Hipócrates,

associou a clareza da palavra com a mobilidade da língua, mas nada falou sobre a audição.

o filósofo Aristóteles (384 - 322 a.C.)

Acreditava que quando uma pessoa não verbalizasse, consequentemente não possuía linguagem e tampouco

pensamento. Dizia que: "

a audição que contribuiu mais para a inteligência e o

conhecimento

insensatos e naturalmente incapazes de razão". Ele achava absurdo a intenção de ensinar o surdo a falar.

todas as sensações, é

de

, portanto, os nascidos surdos se tornam

Jesus Cristo

No Novo Testamento

através

de Jesus.

"e trouxeram-lhe um surdo, que falava

dificilmente: e rogaram-lhe que pusesse

a mão sobre ele. E tirando-o à parte de

entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua. Levantando os olhos ao céu, suspirou,

E logo se

e disse: Efatái isto é, Abre-te.

abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente." (Marcos 7: 32-35)

Não davam tratamento digno aos surdos, eram sujeitos estranhos e motivo de curiosidade da sociedade. Aos surdos era proibido receber a comunhão por serem considerados incapazes de confessar seus pecados e também haviam decretos bíblicos contra o casamento de duas pessoas surdas, só sendo permitido aqueles que recebiam autorização do Papa. Existiam as leis que proibiam os surdos de receber heranças e votar e, enfim, de todos os direitos como cidadãos.

Justiniano

Em Roma, os surdos eram consideradas pessoas castigadas ou enfeitiçadas. A questão era resolvida por abandono ou com a eliminação física. Jogavam os surdos no Rio TlQer. Só se salvavam aqueles que do rio conseguiam sobreviver ou aqueles cujos pais os escondiam, mas era muito raro. Também faziam os surdos de escravos obrigando-os a passar tooa a vida dentro do moinho de trigo empurrando a manivela.

Com o Código Justiniano, começa-se a distinguir os graus de deficiência auditiva, mas os surdos não poderiam ser educados.

Bartollo Della Marca d' Ancora

do século XIV faz a primeira

alusão à possibilidade de que o surdo possa aprender

por meio

Advogado e escritor

da língua de sinais ou da língua oral.

Girolamo cardano (1501 - 1576) Médm filósofoque reconheciaa habilidadedo surdo paraa

razão. Afirmava que "

para desenvolver a aprendizagem e que o meio melhor dos

:' e que era um crime

não instruir um surdo. Ele utilizava a língua de sinais e escrita

com os surdos. Interessou-se pelo estudo do ouvido, nariz e cérebro porque seu filho era surdo.

surdos aprenderem é através da escrita

a surdez e mudez não é o impedimento

Rodolfo Agricola (1494 - 1555)

Conheceu um surdo congênito que compreendia

a escrita e se expressava através dela.

Melchor de Yebra (1526 - 1586)

Monge franciscano Yebra, de Madrid, foi o primeiro a escrever um livro

chamado "Refugium

Infirmorum",

que

descreve

e ilustra

um alfabeto

manual

da época, publicado

sete anos após a

morte dele. Yebra usava alfabeto manual para

finalidades religiosas ao promover entre

o povo surdo a compreensão de matérias espirituais. É um documento raro, com ilustração de alfabeto manual da época. Outra representação mais antiga do

Alfabeto Manual é o da figura ao lado, da Veneza, Itália, ano 1579. Observemos a evolução da reprodução

das letras em

três maneiras.

da imagem

pela posição

Nesta época,

só os surdos

que

conseguiam

falar

tinham

direito

à

herança.

Fonte: Radutzky (Gravura de madeira extraída da obra de Cos- mas Rosselius "Theasaurus")

o nome 'Dactilologia' foi inventado por saboureaux de Fontenay, aluno surdo.

A partir daí o alfabeto manual foi introduzido em vários países com modificações,

de acordo com a ortografia linguística e cultura de cada país. Sistema de memória de mão antigo, três variantes. Originalmente publicado em 'ThesaVJVS Artificiosae Memoriae", em Veneza .

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Pedro Ponte de Léon (1520.1584) Monge beneditino da Onã, na Espanha. Estabeleceu a primeira escola para surdos

em um monastério de vaUadolid. Inicialmente ensinava latim, grego e italiano, conceitos de física e astronomia aos dois innãos surdos, Francisco e Pedro Velasco, membros de uma

I importante família de aristocratas espanhóis. Francisco conquistou o cireito de receber a herança como marquês de Berlanger e Pedro /.; se tomou padre com a permissão do Papa.

L.éoné mnsiderado o poirreilO professor de

serviu de base surdos. O ver-

dadelO início da educação do surdo. Educava filhos de rOOres que nasciam oom problemas auditivos. se fossem os filhos poiroogênitDs e não falassen, não receberiam a herança. f\:Jnce de L.eonusava oomo melodoIogia a dadilobgia, esaita e oralização. Mais tarde, ele aiou uma esrola para professores de surdos.

surdosda HistÓlia e seu trabalho para diver= outros educadores

Ele não publicou nada em vida e depois de sua morte o seu método caiu no esqueci- mento. A tradição na época era guardar segredos soI:Keos métodos de educação de surdos. Os monges beneditinos, na Itália, empregavam uma fonna de sirais para comunicar-se entre eles, a fim de não violar o rígido votos de sikêndo.

Na Espanha, Bonet iniciou

a educação com outro membro surdo da FamBia Velasco, Dom Luís, através de sinais, treinamento da fala e o uso de alfabeto dadilológiro. t Teve tanto sucesso que foi nomeado pelo"; Henrique IV oomo "Marquês de Frenzo':

Juan Pablo 80net publicou o primeiro livro sobre a educação de surdos em que expunha o seu método oral, "Reduccion de las letras y arte para enseiiar a hablar a los sordas': em Madrid, Espanha. 80net defendia também o ensino precoce do alfabeto manual aos surdos. Seu método serviu de base para toda Europa (Pereire: países de lín- gua de origem latina, Amman: língua alemã, WalJis: Ilhas Britânicas).

John Bulwer

(1614 - 16B4)

Médico britânico, famoso pelos seus estudos sobre surdos. AO observar dois surdos conversarem em língua gestual, Bulwer entendeu que a língua gestual era essendal na educação dos surdos. Foi o primeiro inglês a desenvotver um método de comunicação entre ouvintes e surdos.

Tentou aiar uma academia de surdos, sem ter sido bem socedido. Em 1644, publioou "A LJngua natural da mão e a arte da retórica manual~ que preconiza a utilização do alfabeto manual, língua de sinais e leitura labial, ideia defendida por George Dalgamo anos mais tarde. John Bulwer acreditava que a língua de sinais era universal e seus elementos constituídos icônicos. Também afinnava que a língua de sinais era capaz de expressar os mesmos conceitos que a língua oral.

John Wallis (1616 -1703) 5eguiu os métDdos de Banet

Considerado fundador do

oralismo na Inglaterra. Logo desistiu de ensinar o J surdo falar. Usava Língua de Sinais (ron- siderou o seu uso importante para ensinar OS Surdos).

~

George Dalgarno

(1626 - 16B7)

Intelectual

inglês interessado em problemas

Iinguísticos. Natural da cidade de Aberdeen (Inglaterra), trabalhou em Oxford, em colaboração com John Wilkins. Dalgamo era tutor de um homem surdo que propôs um sistema linguistico para ser usado pelos surdos. Esse sistema ainda é usado nos E.U.A.

Johann Conrad Amman

Médico suíço, desenvolveu

(1669 - 1724)

e publicou

um mé-

todo pedagógico da fala e da leitura labial: "Surdus Laquens". Criou movimento oralista Alemão (surdo era infortunado, pouco diferente dos animais). 5eguia idéias de 80net e de Wallis. Publicou um livro sobre modelo de educação para surdo na Alemanha e a nível institucional, que foi

iniciado por samuel Heinicke (1729 - 1790).

"A fala tinha poderes especiais. Na voz residia o sopro da vida, o espirito

I de Deus". Era contra a língua de sinais - "atrofia-

va a mente". Porém, ele utilizava sinais e

o alfabeto digital como instrumento para

atingir a fala.

Jacob Rodrigues Pereire (1715 - 1780) Foi provavelmente o primeiro professor espanhol de surdos, o pioneiro no ensino aos surdos na França. Oralizou a sua irmã surda e utilizou o ensino da fala e de exercícios auditivos com os surdos .

•••• de Ciências reconheceu o grande progresso

alcançado por Pereire: "Não temos nenhuma dificuldade em admitir que

a arte da leitura labial com suas

) será de

grande utilidade para os outros surdos

) assim como o

alfabeto manual que o Pereire utiliza".

da mesma classe, (

reconhecidas limitações, (

Samuel Heinicke (1729 - 1790) O "Pai do método alemão" - Oralismo Puro - iniciou as bases da filosofia oralista. Um grande valor era atribuído somente à fala, na Alemanha. Samuel Heinickepublicou uma obra "Observações sobre os surdos e sobre a palavra".

Em 1778, Samuel Heinicke fundou a primeira escola de oralismo puro em Lípsia, uma cidade independente do estado da Saxónia, na Alemanha. Inicialmente a sua escola tinha 9 alunos surdos. Em carta, Heinicke narra: "Meus alunos são ensinados por meio de um processo fácil e lento de fala em sua língua pátria e língua estrangeira através da voz clara e com distintas entonações para aumentar suas habilidades de compreensão".

Chao1es Michel L'Epée (1712 - 1789)

na história da

educação dos surdos. Conheceu duas irmãs gêmeas surdas que se comunicavam através de gestos. Iniciou e manteve contato com os surdos carentes e humildes que perambulavam pela cidade de Paris, procurando aprender seu meio de comunicação e levar a efeito os primeiros estudos sérios sobre a língua de sinais. Proo.Jrou instruir os surdos em sua própria casa, com as oombina<;iies de língua de sinais e gramática francesa sinalizada, denominada de "Sinais metódicos". L'Epée recebeu muita crítica pelo seu trabalho, principalmente dos educadores oralistas, entre eles, Samuel Heinicke.

Abade L'Epée é muito reoonheddo

Na França, Abade Charles Michel de L'Epeé levou a efeito os primeiros estudos sérios sobre a língua de sinais. Defendia que a língua de sinais constitui a linguagem natural dos surdos e que é um verdadeiro meio de comunicação e de desenvolvimento do pensamento.

Publicou o primeiro dicionário de

sinais.

O abade Char1es Michel de L'Epée publicou sobre

o ensino dos surdos por meio de sinais metódicos:

~A verdadeira

colocou as regras sintáticas e também o alfabeto manual inventldo por Pablo Bonnet e estl obra foi mais tlrde oompletada com a teoria pelo abade Roch-Ambroise Sicard. Em 1789, o abade Charies Michel de L'Epée mome.

maneira de instruir os surdos n Abade

Na ocasião de sua morte,

para surdos na França e na Europa.

ele já tinha fundado 21 esooIas

Thomas 8raidwood

Seguiu o trabalho de Wallis (Fala: a chave da razão).

(1715 - 1806)

Fundou a primeira

escola para correção

da fala na

Europa em Edimburgo

(palavras

escritas - significado e

pronúncia

e Leitura Orofacial

(LOF) e Alfabeto

digital).

Na academia Braidwood Dumbie Hoose, Thomas Braidwood estabeleceu a primeira esooIa para surdos e também para crianças incapacitadas na Inglaterra. Ele ensinava 05 surdos a pronunciar a fala das palavras, valori2ando a leitura orofadal. "" crianças incapacitadas eram isoladas na sala.

o projeto de desenvolvimento das escolas especiais para crianças inválidas se iniciou em 1750. Logo foi fundada a primeira escola particular para crianças surdas na Inglaterra. A instituição pública de Londres apoiava a educação das crianças surdas incapacitadas e pobres. Foi aberta em Bermondsey, Londres, em 1792, a instituição pública que separava os surdos de outras crianças inválidas. As crianças pobres que não tinham pais eram tratadas e educadas semelhantemente aos surdos e incapacitados.

Abade Roeh Sieard

(1742 - 1822)

Foi treinado por Charles Michel L'Epée para ser professor de surdos e acabou designado a diretor da escola. Em 1782, abriu uma escola para surdos na cidade de Bordéus, na França. Escreveu sobre a teoria de sinais e considerava o dicionário de sinais muito complicado.

Tommaso Silvestri (1744 - 1789) Na Itália Abade Tommaso Silvestri, que conheceu

e aprendeu com L'Epée os métodos em 1783, fundou

a primeira escola para surdos, em Roma. A partir da

escrita das obras de Sifvestri, sabe-se que a utilização do método foi destinado para o ensino da fala e leitura labial, utilizando sinais como a prindpal forma de comunicação.

Charles Green (1785 - 1870) Primeiro americano na escola de Braidwood. Seu

pai lutou pela implantação de uma escola para surdos

nos EUA numa visão oralista.

Apesar do sucesso de seu filho, quando volta aos EUA, a ide ia muda de concepção e ele começa

acreditar na Língua de Sinais.

Jean Mare Gaspard ltard

(1774 - 1838)

Médico cirurgião e psiquiatra alienista francês, Jean Marc Itard se toma médico residente do Instituto Nacional

de Surdos em Paris. Estudou junto com Philipe Pinel, seguindo os pensamentos do filósofo Condillac, para quem as sensações eram a base para o conhecimento humano e que reconhecia somente a experiênda externa como fonte de conhecimento.

exigida • erradicação 00 •

"diminuição" da surdez para que o surdo tivesse acesso ao conhecimento. Com PhüiJ>'. o que era ronsiderado difereflça passoo. 5el"reconheddo oomo doença e, portanto, passível de tratamento para sua erradicação e • supressão do "mal". Estes dois pilares sobre 05 quais ltlrd rnnstrói seu conhecimento i1tIuenciaram deforma marcante. sua atuação. Para descolrt as causas visM;s da surdez, ltlrd:

Dentro desta Oll ""IJÇão

era

o surdo começava a ser visto, como um doente e, por isso, todas as tentativas possíveis (e impossíveis) para erradicá-Ias eram válidas, levando ao sofrimento ou até mesmo à morte.

Em 1821, ltard publicou o livro "Tratado das doenças do ouvido e da audição", no qual considerava o surdo primitivo do ponto de vista emocional e intelectual. A única esperança para "salvar" o surdo seria através do desenvolvimento da fala, que o transformaria, e isto só poderia ser feito através de treinamento articulatório e da restauração da audição. Se a audição fosse restaurada a fala também o seria. Escolheu alguns alunos da escola que considerou como "JX>dendo se beneficiar do trabalho" e realizou um intenso treinamento auditivo (detectar sons, percepção de ritmo, altura, discriminação de vogais e consoantes, ele). Todo este trenameflto não ajudoo no desenvolvimento da fala. Passou então a treinar a fala diretamente. Isso fez com que os alunos falassem, mas k>go descobriu que eles não o faziam de maneira natural e fiuente. Sua propostl era a transformação do surdo em ouvinte. A ausência de fala fluente não ajudou seu propósito e ele culpou a língua de sinais usada na escola. Após 16 anos de tentativas e experiêndas frustradas de oralização e remediação da surdez, sem conseguir atingir os objetivos desejados, se rendeu ao fato de que o surdo só pode ser realmeflte educado através da língua de sinais. Até os dias de hoje há um reflexo na "medicalização" do surdo, na qual a surdez é tratada como uma "doença", com promessas de rura e reabilitação.

Desenvolveu as primeiras tentativas de educar uma criança de doze anos de idade, chamado Victor. Afirmava que o surdo podia ser treinado para ouvir palavras. ltard foi o responsável pelo clássico trabalho com Victor, mais conhecido como o "Garoto Selvagem de Aveyron" (o menino que foi encontrado vivendo junto com os lobos na floresta de Aveyron, no sul da França. Aparentemente vítima de uma tentativa de asssassinato com danos mentais irreversíveis e deixada na floresta para morrer).

Reo:Jnhecido oomo o primeiro estudKlso a usar métodos sistematizados para O ensino de deficientes, ele estava certo de que a inteligência de seu aiuno era educável.

Comparou o comportamento deste semelhante a um animal por falta de

socialização e educação.

Apesar de não ter obtido sucesso com o "selvagem" em relação à língua francesa, tentoo provar que o senso de memória de Victor era apuradíssimo. Seu pupilo chegou a aprender a pronundar apenas a expressão "Oh Dieu" e não

ficou provado se ele reconhecia corno palavras

o que estava escrevendo.

Não conseguir dar a Victor a habilidade

para falar foi a grande frustração de ltard, cuja reputação de médico sofreu um pouco, mas influenciou a educação especial com o seu programa de adaptação ao ambiente. Mnmava que o ensino de língua de sinais implicava no estímulo da percepção da memória, da atenção

e dos sentidos.

Desde que foram escritos, entre 1801 e 1805, os relatórios de Jean ltard têm conhecido sucessivos eclipses seguidos de redescobertas. Narrativa datada de quase duzentos anos, os relatórios de Jean ltard continuam extremamente atuais e provocadores.

Joseph Marie Baron de Gérando (1772 -1842) Acreditava na superioOOade humana 00s europeus sobre OS

outros

trativo do lnstitlJtD Nacional de Surdos de Paris. Nomeia DesUé

Orú,""ireaxno diretor da esroIa - Ordinaire não entendia nada de surdez e isso fadlitoo a manipulação de Gérando. U!Jlizava

esroIa OS primeiros métodos de ltard para treinar a rala

dos surdos. Substituiu os pofESSOfes surdos por pioí'essoies OlNintEs e OSsilais teriam que ser banidos da educação - não conseguindo o que almejou, mudou de pensamento e a metodologia, utilizando a Ungua de Sinais.

na

povos, que rolSiderava "selvagens': Era dma- adminis-

Thomas Hopkins Gallaudet (1787 - 1851) Em Hartford, nos Estados unidos, o reverendo observava as crianças brincando no seu jardim quando percebeu que uma menina, Alice Gogsv.<!II,não participa'la das_ por ser surda e era rejeitada das demais crianças. Gallaudet fioou profundamente lDGldo pelo mutismo de Alice e pelo rato de ela não ter uma esroIa para frequentar, pois na época não h<Ma nenhuma esroIa para surdos nos Estados Unidos. Gallaudet tentou ensinar-lhe pessoalmente e juntamente com o pai da menina, o Dr. Masson Rtch GogsweJl. Gallaudet pensou na

~

possibilidade de criar

 

~

uma esroIa para surdos.

métOOos de

ensiro aos surdos. Na Ing~, Thomas foi oonhecer

o trabalho reali2ado por Braidwood, na escola "watson's Asyium" (na escola os métOOos eram secretos, caros e dumentlmente guardados) usavam a língua oral na

educação dos surdos. fI:lrán,

lhe a expor a metodologia. Não tendo outra opção, Thomas partiu para a França onde permarereu durante vários meses para aprender o rné\OOoe irnpressico:JlJ- rom a língua de sinais usada pelo abade Si<ard.

Thomas \dtl à Arrérica trazendo o professor surdo laurent Oen; melhor aJuro do "InstituID Nacional para SUrdos'; de Paris. Durante a travessia de 52 dias na viagem de \dtl aos Estados Unidos, laurent Oen: ensirou a língua de sinais para Gallaudet, que por sua vez. lhe ensirou o

inglês. Thomas e Laurente Gere fundam no dia 15 de abfil de 1817 a primeira escola permanente para surdos dos Estados Unidos, em Hartfu<d (CmnediaJt) para

educação e ensiro de pessoas sudas. O SlJCe$()i~

da escola I<wu à abertJJra de outras esooias de surdos nos EstadosUnidos. Quase tOOosos jJi clessaes ouvintes

Thomas parte à Europa para blB::ar

foi impedido e rerusaram-

e surdos eram usuários fluentes em língua de sinais.

Lewis Weld (1796 - 1853) wek:l vai à Europa, onde utilizavam sinais para educar OS surdos. Retoma aos EUA e condui que OS sinais não deveriam ser abolidos. Porém, surge o oralismo e treinamento da l.ertlJra Orofacial (LOF) para quem tivesse oondição de aprender. É criada a primeira escola oralista, uma lnstillJição em Northampton (Massachusetl5) para crianças de are 10 anos. Após esta idade, as crianças iriam à esoola Hartfu<d rode estava sendo implantado o oralismo nos EUA. A tentativa de oralização e Leitura Orofadal (LOF) não teve bons resultados.

Alexander Melville Bell (1B19 - 1905) Professor de surdos, especialista em problemas

auditivos, queria criar o que chamava de "Fala

visível" ou "Unguagem vísivel", sistema que utilizava desenhos dos lábios, garganta, língua, dentes e palato para que os surdos repetissem OSmovimentos e os sons indicados pelo professor. Era um conjunto de símbolos, cada qual representando a posição da boca na pronúnda das vogais e consoantes. Experimentou construir um instrumento capaz de receber um som e de desenhar uma figura que dependesse das características acústicas do som recebido, mas o aparelho não passou de um invento curioso. Em 1871, Alexander Melville 8011 foi oonvidado a treinar professores de uma escola de surdos em Boston, para ensinar o método de pronúncia. No ano seguinte Bel! abriu sua próp<ia escola para surdos e depois se torrou professor da Universidade de Boston.

Alexander e Mabel

Nessa época, oorreçou a se interessar por

telegrafia e a esb dar

para lJansmitir sons e oonstruiu uma reprodução do aparelho fonador. Numa caveira, montou um bJbo, com "cordas vocálicas~ palato, língua, dentEs e lábios. Com um fole, os surdos sopravam a traquéia e a caveira balbudava "ma-ma H imitando uma criança.

,

modos de usar a eIelJiddade

Entre os anos 1870 e 1890, Alex:ander publicou vários artigos criticando casamentos entre pessoas surdas, a culbJra surda e as escolas residenciais para surdos, alegando serem fatores de isolamento dos surdos. Ele era contra a língua de sinais , argumentando que a mesma não propiciava o desenvolvimento intelectual dos surdos. Em 1873, Alexander deu aulas de fisiologia da voz para surdos na Universidade de Boston. Lá ele conheceu a surda Mabel Gardiner Hulbard, com quem se casou no ano 1877.

1 Eduard Huet (1822 • 1882) Professor surdo francês com mestrado em Paris. O1ega ao Brasil sob aprovação do imperador Dom Pedra U, com a intenção de abrir uma escola para inidar um trabalho de educação de pessoas surdas. No Brasil, até

no final do século

XV,

eram considerados

ineducáveis, porém

surgem as novas doutrinas sobre a

educação dos surdos vindas da Europa.

os

surdos

Em 1861, Huet foi embora do Brasil devido

aos seus problemas pessoais, para Iedonar aos surdos no México. Neste período, o INES passou a ser dirigido por Frei do carmo, substituído

posteriormente

por Ernesto do Prado Seixa.

-

Em 1862, foi contratado para cargo de diretor

;; h~~ do INES, Rio de Janera, o Or. Manoel Magalhães

~

r

Couto, que não tinha experiência na educação com os surdos. Em 1868, após a inspeção governamentai, o INES foi considerado um asilo de surdos. O Dr. Manoei Magalhães é demitido e o Sr. Tobias Lette assume a direção.

Em 1875, um ex-aluno do INES, Aausino José da Gama, aos 18 anos, publicou "Imnografia dos Sinais dos Surdos': ou seja, a mação dos símbolos, o primeiro dicionário de iíngua de sinais no Brasil.

Horace Mann (1796 • 1859) Samuel Howe (1801 - 1876) Políticos, filantropos e adversários

Horace Mann

do uso dos sinais. Tiveram grande

influência no processo de eliminação do uso da Ungua de Sinais nos EUA. Em 1844, Harare Mann visitou escolas na Prússia, saxônia e Holanda - viu a linha oralista pura e se espantou com os surdos que podiam falar.

Não podia avaliar a qualidade da linguagem dos surdos, pois não havia visto antes nenhum surdo, tampouco conhecia as fonnas de trabalho e suas fundamentações.

Devido ao relatório de Horace Mann,

o conselho

representante

situação da educação do surdo em alguns

países. Descobriu

da Escola Hartford enviou um

à Europa para verificar

a

que os professores

usavam

fala e sinais,

e que a fala da

maioria

dos alunos

era in inteligível,

apesar de muito este treinamento.

tempo

ser gasto

com

Samuel Howe insistia na necessidade de oralização dos surdos. Nesta época, a educação

com sinais trazia excelentes resultados. Mas para Howe, devido a interesses pessoais envolvidos,

os surdos estavam, através da educação

por

sinais, ficando segregados. Isto deveria

ser

'" evitado e os surdos deveriam ser educados para serem iguais aos ouvintes.

Com ajuda política montou uma escola oralista e, apesar de ver que as tentativas puramente oralistas não tinham dado certo nos EUA, justificava que "até aquele momento os diretores estavam trabalhando com métodos antigos, usando sinais e fala". Dizia que as crianças deveriam ser colocadas em casas de famílias ouvintes, com um método exclusivamente oral e o sucesso estaria garantido. Ha.Ye também era contra o casamento e!1tre

surdos, pois dizia que era muito pergoso ""'"""""

fillos 9JrOOs.

Fundou

em

1867 a C1ark Institution

e

Northampton (Massachussets). A escola proibia todos os sinais e estava estabelecido o oralismo nos EUA.

Laura Redden (1840 - 1923) Ficou surda aos dez anos devido a um ataque de meningite, que também lhe prejudicou a fala. Quando queria se comunicar recorria à escrita.

Em 1859, começou como ajudante de redação. E inidou uma carreira de jornalista, biógrafa e poetisa.

Durante a Guerra Ovil usou o pseudônimo

de

Howard Glyndon e nenhum dos seus leitores sabia

que ela era a primeira jornalístico e da literatura.

mulher surda no campo

Quando a guerra terminou, foi para a Europa, onde aprendeu francês, italiano,

alemão e espanhol. A sua veia poética e jornalística foi reconhecida pelos seus pares.

Edward Miner Gallaudet

(1837

- 1917)

Considerado o pedagogo mais famoso, pois fundou a primeira Universidade Nadonal para Surdos, a "Universidade

Gallaudet" em Washington, Estados Unidos.

O sonho do pai de Thomas Hopkins Gallaudet foi realizado pelo filho Edward, é a única universidade do mundo

cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas. É uma instituição privada que conta com o apoio direto do congresso desse pais.

Edward Miner Gallaudet foi à Europa investigar

as escolas em

Conclusão: método combinado (Língua de Sinais e Oralismo).

sugere a

escola elementar para surdos, melhor treinamento

mais o

inglês escrito nos últimos anos de escola, uso de

leitura Orofadal (LOF) e treinamento de articulação

para aqueles que tinham condições de aprender. Laurent Gerc morre nesta época, quando o Oralismo atinge seu auge (ele lutava pelos sinais).

para os professores, livros-textos,

Retoma

aos EUA e em assembléia

utilizar

Helen Adams Keller (1880 - 1968)

Foi escritora,

conferencista

e ativista

social

estadunidense, nascida no Alabama. Foi um dos maiores exemplos de que as deficiências sensoriais não são obstáculos para se obter sucesso. Helen Keller foi uma extraordinária mulher, com várias modalidades de defidência. Rcou cega e surda desde tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral (hoje, acredita-se que tenha sido escarlatina.

Helen Keller tinha menos de 2 anos de idade quando ficou cega devido a uma febre intensa. Pouco tempo depois, perdeu também a audição. Ela aprendeu a fazer pequenas coisas, mas percebeu que lhe faltava algo. "Às vezes, eu ficava parada entre duas pessoas que estavam conversando e tocava seus lábios. Como não conseguia entender o que diziam, ficava irritada. Em algumas ocasiões, isso me deixava tão brava que gritava e esperneava até a exaustão N , escreveu Keller. Entendo bem a sua raiva. Como fui um bebê prematuro sete meses, me puseram numa incubadora.

de

Naquela época, costumava-se despejar uma grande quantidade de oxigênio sobre o bebê, uma té<nica que, desde então, os médicos aprenderam a usar com extrema cautela. Como resultado, perdi a

visão. Fui estudar numa escola pública para defidentes vtsuais, mas o sistema braile não fazia sentido para mim. Eu achava esquisito o conceito das palavras. l.embro-me de apanhar e ser insultada. Para Hellen, foi ainda mais difidl: Ela era cega e surda. Posso dizer a palavra "ver':. consigo falar a língua daqueles que enxergam. Isso se deve às primeiras conquistas de Hellen Keller, que provou que a língua pode ser a maneira de os cegos e surdos se tomarem mais independentes. E como ela lutou para dominá-Ia. No livro Midstraim, ela descreve sua frustração com o

alfabeto, com a linguagem dos

com a velocidade com que seu professor soletrava as palavras, desenhando-as na palma da mão. Ela era ávida por conhecê-las. Eu me lembro de como me sentia estimulada pelos livros, depois que finalmente consegui aprender em braile. Aquela escola era, para mim, como um orfanato. Mas as palavras, para ela, e, no meu caso, a música, romperam o silêndo.

surdos e até mesmo

Keller conseguiu provar que, com a linguagem, era capaz de se comunicar com O mundo dos 5OI1S e das imagens. Sou uma das benefíaciárias de seu esforço: decidi por conta própria sair da escola de cegos e pude frequentar uma escola pública comum a partir dos 11 anos. "Hoje sou cantora de jazz'; escreveu Keller. Por mais milagroso que pareça o aprendizado de uma linguagem, a conquista de Ke/Ier é resultado de um trabalho conjunto com Anne Sullivan, sua professora, companheira e protetora. Sua maior realização veio depois da morte de Sullivan, em 1936.

Nos 32 anos seguintes, para surpresa daqLeles que apenas conhecem o seu livro 'The Mirade Worker', Keller atuou em muitas outras áreas. "Meu trabalho com os cegos é apenas parte do que eu sou. Sou soIkJária com todos aqLeles que

lutam por justiça", escreveu. Ela foi uma incansável ativista pela igualdade entre os sexos e pelos direitos raciais. Keller gostava de estar diante do público. Ela escreveu que adorava a onda de calor humano pulsando ao seu redor. Foi por isso que aprendeu a falar e discursa, Os cegos, mais do que aqueles que conseguem ver, precisam ser tocados.

o mesmo que um toque

físico. Quando me apresento, tenho esse tipo de sensação com o meu público. Hellen Keller deve ter sentido o mesmo-ela foi nossa primeira grande estrela. SUperou todos os obstáQJlos, tomand<rse uma das mais notáveis personalidades do nosso séaJlo. Ela sentia as ondulações dos pássaros através dos cascos e galhos das árwres de algum parque onde passeava.

Olhar alguém nos olhos é

L

Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas com necessidades especiais.

Helen Keller se encontra com o casal Alexander Grahn 8011 e Mabel (surda).

---

Helen e o presidente John

Kennedy

CONGRfSSO DE MILÃO - IMPÉRIO ORAUSTA Havia representantes da Fr1lnça, Itália, Grã-Bretanha, EUA, canadá, Bélgica, Suécia e Rússia. Apenas um surdo partidpou do Congresso. O Congresso não discutiu diretamente os métodos de ensino para pessoas surdas. O interesse era reafirmar a necessidade de substituição da língua de sinais pela língua oral nacional. Foram retomados velhos ptindpios de Aristóteles que dizia:

•• a fata viva é o privilégio do homem, o único e correto veículo do pensamento, a dádiva divina, da qual foi dito verdadeiramente: a fala é a expressão da alma, como a alma é a expressão do pensamento divino. n Foram colocadas as vantagens da fala e abolidos romplelamente os sinais. A língua de sinais, em todas as suas formas, foi proibida ofidalmente, estigmatizada alegando que a mesma destruía a capacidade da fala dos surdos, argumentando que os surdos são "preguiçosos" para falar, preferindo usar a língua de sinais.

o domínio da Ungua Oral pelo surdo passou a ser

uma condição de aceitação dentro de uma comunidade

majoritária.

Edward Gallaudet, presente no rongresso, defendeu

o sistema combinado (oralidade e língua de sinais) mas não foi ouvido.

As resoluções mais importantes do Congresso foram

as seguintes:

1. Dada a superioridade incontestável da fala

sobre os sinais para reintegrar os surdos na vida social

e para dar-lhes maior facilidade de linguagem, (este

Congresso) declara que o método de articulação deve ter preferência sobre o de sinais na instrução e educação

dos surdos.

de sinais e

fala tem a desvantagem de prejudicar a fala, a leitura oro-facial e a precisão de ideias.

Palavras de G. Ferreri (líder dos educadores italianos surdos) para um jornal de educação do surdo: "Eu sempre declarei que os surdos, mesmo aqueles instruidos,

Posto

que lhes falta, desde a mais tenra infância, o elemento que forma a inteligência, isto é, a língua mãe, eles permanecem para sempre inferiores no seu desenvolvimento

psiroiógico, mesmo quando o mais paciente e habilidoso professor lhe transmite a fala.

G. Ferreri ainda afirma que os surdos privados de uma educação que lhes daria uma apreciação dara e exata da grande dádiva da fala, persistem em considerar como uma língua natural a sua mímica violenta e espasmódica, que pode, na melhor das hipóteses, simplesmente estabelecer O seu parentesco com os famosos primatas. Após o Congresso de Milão, o oralismo puro invadiu a Europa. Começa o desejo do educador de ter o controle total das salas e não se sujeitar a dividir O seu papel com um professor surdo. É a não valorização do surdo enquanto elemento capaz de educar e decidir. Urna das consequências do Congresso de Milão foi a demissão dos professores surdos e a sua eliminação como educadores.

não jXX1em ser colocados no mesmo lugar dos seus educadores ouvintes

2. O método oral puro deve ser preferido porque o uso simultâneo

Era a forma de impedir que eles pudessem ter qualquer tipo de forr;a em organizar

manifestações ou propostas que fossem contra o oralismo.

O congresso de Milão transformou a fala de urna comunicação em uma finalidade

da educação.

A Itália aprovou o oralismo para facilitar o projeto geral de alfabetização

país, eliminando um fator de desvio linguístico. As ciências humanas e pedagógicas aprovaram porque o oralismo respeitava a concepção filosófica Aristotélica em que

o

o mundo do concreto e do material é através dos sinais.

d::>

mundo das ide ias,

abstrações e da razão é representado pela palavra, enquanto

Alexander

Graham

BeU teve

grande influência neste congresso. O

congresso foi organizado, patrocinado e conduzido por muitos especialistas ouvintes na área de surdez, todos

defensores

maioria já havia empenhado muito

antes do congresso em fazer prevalecer o método oral puro no ensino dos surdos).

(a

do oralismo

puro

a infalibilidade do método de Abbé l'Epée que, sem exduir o uso da fala, reconhece a

língua manual oomo o instrume1to mais apropriado para desen\dver o intelecto do SUrdo. }O CXlNGRESSO- OiICAGO - 1893

1° CXlNGRESSO1NTffiNAOONAl DOS SURDOS-l889, PARlS. Foi prodamado: "

]O CXlNGRESSO- G~A

- 1896

Decidiu a favor do sistema combinado de instrução. 4° CXlNGRESSO- PARlS - 1900 Os SUrdos ti>eam reuniões """,radas dos ouvintes, pois muitos dos educadores oralislDs presentes não aprovaram a presença de surdos nas discussões. Século XX - no CDrl'"'9J do séaJlo XX surgem os primeiros relatos dos insu<:esSQSdo oralismo puro. Um inspetor geral de Milão des<reveu que o nível de fala e de aprendizado

da leitura e esaitl dos surdos após sete a oito anos de escolaridade era muito ruim, sendo que estes surdos não estavam preparados para uma função, a não "'" como sapateiros 00 costureiros. Na França isto também foi notado. Os surdos edUG3dos no

aalismo

tinham uma fala ininteligível.

Dois psicólogos, AIfred Binele TheodoroSimon (1910), realizam

a primeira avaliação sisteinática da educação do surdo em duas instituições fioncesas, oonduindo que a educação oralista não

com

pemlitia que eles oonseguis,.,,-n trabalho, trocassem _

estranhos e tivessem uma oonversa real com aqueles pertEncentes

as suas relações pessoais.

Todos os que não progrediam na oralidade eram oonsi:lerados deficientes mentais com necessidades especiais. Depois do Congresso de Milão, o ronceito de surdo pas:soo para "deficiente~ defendido pelo modelo médico. Vem então a

desGlractelização do surdo oomo drferente e a sua caracterização como anormal, como

a "'" tratado e wrado, ncapaz de respoOOeraquilo que era esperado dele.

Antônio Pitanga O e50Jltor surdo pemambucano, formado pela Escola de Belas Artes, foi vencedor dos prêmios: Medalha de prata (e5OJltura Menino sorrindo), Medalha de ouro (e5OJltura Ícaro) e o prêmio viagem à Europa (com a e50Jltura Paraguassu).

sujeito (indelinido)

Vicente de Paulo Penido Burnier O surdo Vicente de Paulo foi ordenado como padre no dia , 22 de setembro. Ele esperou durante três anos uma liberação do Papa da Lei Direito canônico, que na época proibiam os surdos se tomarem padre.

William

Stokoe

(1919

- 2000)

Estudioso que pesquisou extensivamente a Língua Gestual

Americana enquanto trabalhava na Universidade Gallaudet. De 1955 a 1970, trabalhou como professor e chefe do departamento de inglês, na universidade. Publicou Estrutura da Língua Gestual e foi co-autor de um Dicionário de Língua Gestual Americana sobre Princípios Unguislicos (1965). A publicação de sua obra, foi fundamental na mudança da percepção da ASL como uma versão simplificada ou incompleta do inglês para o de uma complexa e próspera língua natural, com uma sintaxe e gramática independentes, fundonais e poderosas como qualquer língua falada no mundo. Ele levantou o prestígio da ASL nos círculos acadêmicos e pedagógicos, provando que ela tinha valor linguístico semelhante às línguas orais e que aJmpria as mesmas funções, com possibilidades de expressão em qualquer nível de abstração. Realizou estudos comparados entre filhos surdos de pais surdos (FSPS) e filhos surdos de pais ouvintes (FSPO), conduindo que:

FSPS: tinham desenvolvimento escolar melhor que seus colegas FSPO, sem detrimento no desenvolvimento da fala e da leitura oro-facial. Stevenson (1964) e Meadow (1966) concluíram que os FSPS eram superiores aos

FSPO em realização acadêmica, matemática, leitura e escrita, vocabulário, sem diferenças na fala e na leitura oro-facial. Como resultado destas pesquisas conduiu- se que os Sinais não prejudicavam o desenvolvimento das crianças surdas, mas, ao

escolar, sem prejuízo para as habilidades orais.

Durante quase cem anos existiu o então chamado "império oralista", e foi em 1971, no Congresso Mundial de Surdos, em Paris, que a Língua de Sinais passou a ser novamente valorizada. Nesse congresso foram também discutidos resultados de pesquisas realizadas nos EUA sobre "comunicação total". No ano de 1975, por ocasião do congresso seguinte, realizado em Washington, já era evidente a conscientização de que um século de oralismo dominante não selViu como solução para e educação de surdos. A constatação de que os surdos eram subeducados com o enfoque oralista puro e de que a aquisição da língua oral deixava muito a desejar; além da realidade inquestionável

contrário, ajudava-as no desenvolvimento

de que a comunicação gestual nunca deixou de existir entre os surdos, fez com que uma nova época se inidasse no processo educativo dos surdos. Os trabalhos de Danielle Bouvet, em Paris, publicados em 1981, e as pesquisas realizadas na Suécia e Dinamarca, na mesma época, introduzem o enfoque bilingue na educação do individuo surdo.

Jorge Sérgio l. Guimãres O surdo brasileiro publicou no Rio de Janeiro o livro "Até onde vai o Surdo'~ no qual narra suas experiências em forma de crônicas.

Eugênio Oates

a

Comunicação Total. O padre americano Eugênio Oates publicou no

Brasil "Linguagem das Mãos", que contém 1258 sinais fotografados.

A Universidade

Gallaudet

adotou

c .••••.

f EnEIDA

Grupo de profissionais ouvintes cria a Feneida, organização que implantou seus ideais de reabilitação dos deficientes auditivos. Por isso, o nome da instituição era Federação Nacional de Educação e Integração dos Defidentes Auditivos.

--

Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos

Foi fundada a (BDS • Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos no dia 17 de novembro de 1984 em São Paulo na ocasião Mário Júlio de Mattos Pimentel (surdo) foi eleito o primeiro presidente da CBOS.

r ~.

Estreou o filme Children of a Lesser God - "Os Filhos do Silêndo':

na qual pela primeira vez uma atriz surda norte-americana, Marlee Beth Matlin (nascida em 24 de agosto de 1%5) conquistou o globo de ouro e o Oscar de melhor atriz dramática nos Estados Unidos (aos 20 anos, a mais jovem a ganhar o prêmio), ao contracenar com o seu marido na época, o ator William Hurt.

Ma~in pefdeu 80% da audição do ouvido direito e esquerdo, quando ainda era bebê (aos 18 meses de vida) devido à doença exantema súbito (Roseola infantum). Ela fez seu primeiro trabalho quando ~nha 7 anos, como !Jorothy, numa versão para o teatro da peça "O maravilhoso mágico de Oz ", e continuou a participar do mesmo grupo de teatro. Matlin trabalhou em vários seriados como: Reasonable Doubts, lhe west Wing, Blue '5 Oues, 5einfeld, Desperate Housewives, Law & Order: Special VlClims Uni! e Picket Fences.

Foi fundada a Feneis - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, no Rio de Janeiro - Brasil, sendo uma reestruturação da antiga ex-Feneida. A Feneis conquistou a sua sede própria no dia 8 de janeiro de 1993, Rio de Janeiro - Brasil.

Closed (aption (acesso à exibição de legenda na televisão) foi iniciado pela primeira vez no Brasil, na emissora Rede Globo, no Jornal Nacional do mês de setembro. A legenda oculta descreve além das falas dos atores ou apresentadores qualquer outro som presente na cena: palmas, passos, trovões, música, risos etc.

NO primeiro método utilizado no SBT e na Globo, os sons são registrados por um estenotipista (através de um estenótipo eletrônico) treinado para digitar em alta velocidade, usando um teclado especial que representa letras e grupos de fonemas. O estenotipista registra o que ouve no mesmo momento em que o telespectador assiste ao programa em seu televisor.

Inicia-se também o primeiro curso universitário de lETRAS/UBRAS Bacharelado (formação de tradutores e intérpretes) em Florianópolis. se.

Este livro é composto pelo

alfabeto manual da LIBRAS e alguns

sinais corriqueiros,

ou seja,

são os sinais mais

usados no dia a dia com os quais

você poderá conversar e aprender

com mais fluência.

Sua utilidade é de

grande importância

pois trata-se de mais um

recurso para o aprendizado desta Iingua,

permitindo uma boa comunicação

entre ouvintes e Surdos.

Esta é a língua natural do Surdo,

portanto, devemos respeitá-Ia

em seus aspectos

funcionais e culturais.

Seja você também um amigo e

integrante da comunidade

Surda, aceitando e aprendendo

a língua Brasíleira de Sinais.

LIÇÃO 1

Cymprimentos;

Oi Bom / Boa Amanhã Dia Manhã Tarde Noite Tudo bem Por favor Com licença Obrigado( a) De nada Tchau Final de semana Adeus Até / Final

pronomes;

Eu

Você Ele / Ela Nós Vós / Vocês Nosso / Nossa Tudo Todos Seu / Sua / Teu / Tua

Comigo Meu / Minha

Verbos;

Pedir Querer Não querer Ver / Olhar

Não ver Desculpar Começar Falar calar Seguir em frente Entender Não entender Abrir a garrafa Abrir Fechar Abrir a porta Fecha r a porta Abrir a janela Fechar a janela Acender a luz Apagar a luz Fechar a tampa Acender a vela Apagar a vela Acender o farol Apagar o farol Acender o fogo Apagar o fogo Acender o isqueiro

Acostumar Brincar (brincadeira) Bater Bater (porta)

Bater (su rra)

Bater (pancadas)

Bater o carro Acordar Despertar Dormir Sonhar Imaginar

Veja o OVO de LIBRAS

Ficar

Afastar

Entrar

Sair

Explicar

Treinar

Reunir

Vocabylário extra:

Reunião Sono Não Sim Nome Curso Secretaria Mais ou menos Talvez Bem Folga Férias Feriado Aqui Hora Minuto Segundo

Ano

Coisa Assim Rápido Demora Como Lindo(a) Bonito(a) Feio(a) Eficaz / Eficiente

Total 103 Sinais

Você

Ele I Ela

iSecretaria

IMais ou menos ITalvez

I 11

Diálogo da Lição 1

o diálogo desta lição tem por objetivo contextualizar o vocabulário visto, simulando o primeiro contato de uma pessoa Surda com o SENAI. Abaixo, uma pessoa (Surda) de nome Éden se dirige à portaria do SENAI para obter as primeiras informações sobre cursos e matrículas.

(Éden):

- Boa tarde, tudo bem?

(Porteiro):

- bem!

Boa ta rde, tudo

(Éden):

- Aqui S-E-N-A-j?

(Porteiro):

- Sim.

(Éden):

- Eu quero curso.

(Porteiro):

- Você seguir-em-frente

ver secretaria, ela explicar curso você.

(Éden):

- Obrigado.

(Porteiro):

- De-nada.

(Éden):

- Com-licença! Oi, tudo bem?

(Secretária):

- Oi, tudo bem!

(Éden):

- Quero

curso Libras.

(Secretária): - Nome você?

(Éden):

- Nome: É-D-E-N V-E-L-O-S-O

(Secretária): - Desculpa, não entendi.

(Éden):

- É-D-E-N V-E-L-O-S-O (digitando devagar)

(Secretária):

- Ok, entendi! Você começar curso Libras amanhã manhã e

noite.

(Éden):

- Obrigado, tchau.

(Secretária): - De-nada, tchau.

Cursos, Verbos e Vocabulário extra.

Cursos;

Alimentos Mecânico de automóveis Confecção Gráfica Transportes Informática Marcenaria Eletricidade Segurança de trabalho Construção civil Serralheria Meio ambiente

Verbos;

Conversar Pensar Saber Não saber / Não sei Ter Não ter Dar Fingir Chamar Mandar Fazer Abraçar Morar Amar Comprar Pagar Voltar Vir / Vamos Vender

Levantar Levantar (em pé) Levantar (a cabeça) Sumir Seguir Combinar (combinação) Combinar (compromisso) Marcar Sentar Subir Subir escada Descer escada Viver / Vida Existir Destruir Deixar (renunciar) Deixar (permitir) Amarrar Crescer Aliviar Aumentar (tamanho) Diminuir (tamanho) Aumentar (valor) Diminuir (valor) Perceber Acreditar Confiar Desconfiar Trocar Incomodar / Amolar Fofocar Sofrer Completar / Concluir Superar

Andar

Acompanhar

Nascer

Matar

Abismar

Admirar

Ir

Vocabulário extrai

Esperto

Vou

Vai

Reais

Centavos

À vista

Quanto custa?

Parcelado

Pagar

Caro

Barato

Ou Rua Onde Já foi (já era) Certo Errado Número Inscrição Também Pronto Antes Depois

Veja o OVO de LIBRAS

Total 96 Sinais

Fazer

IAbraçar

Subir

IPerceber

IAcreditar

IConfiar

IDesconfiar

Ilncomodar I Amolarl

ICaro

Barato

jPronto

Diálogo da Lição 2

Dando rnntinuidade ao diálogo da lição anterior, Éden, Surdo interessado nos cursos do SENAI, segue as instruções do porteiro e se dirige à secretaria do SENAI para informar-se sobre os cursos e matrícula.

(Éden):

- Bom dia.

(Secretário): - Bom dia.

(Éden):

- Quero saber curso?

(Secretário): - Tem curso: informática, eletricidade, costura, mecânico de

automóveis, marcenaria, serralheira, segurança de trabalho.

(Éden):

- Tem gráfica?

(Secretário): - Não-tem.

(Éden):

-

Eu já escolhi informática. Curso pagar?

(Secretário): - De manhã e tarde (aprendizagem), curso de graça.

(Éden):

- Curso noite pagar quanto?

(Secretário): - 100 reais.

(Éden):

- Á vista?

(Secretário): - Não, parcelado.

(Éden):

- Ok, quero fazer curso informática.

(Secretário): - Eu V-O-U dar inscrição você.

(Éden):

- Pronto.

(Secretário): - Certo, você volta aqui amanhã conversar comigo. Eu explico

(Éden):

curso você.

- Entendi, muito obrigado. Até amanhã.

(Secretário): - De nada, tchau. Até.

Note que o diálogo está na estrutura da UBRAS, portanto os verbos se en- contram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulO informações

técnicas.

Dados pessoais (Identificação) Família I Pessoas e Vocabulário extra.

Identificação;

Bebê Jovem Idoso(a) Criança Noivo(a) Namorado(a) Amante Povo Pessoa Padrinho(a) Padrasto Madrasta Bisavô(ó) Genro I Nora Amigo(a) Vocabulário extra:

10, 20, 30 Grau Ano I Série Escolaridade I série Certidão de nascimento Certidão de
10, 20, 30 Grau
Ano I Série
Escolaridade I série
Certidão de nascimento
Certidão de casamento
Documento
Endereço
Carteira de identidade (RG)
CPF
Família I pessoas;
Homem
Pai
Mulher
Mãe
Família I Pais I Parente
Casar
Filho(a)
Divorciado( a)
Gêmeos(as)
Primo(a)
Solteiro( a)
Avô(ó)
Irmão(ã)
Menino(a)
Adolescente
Adulto(a)
Cunhado(a)
Tio(a)
Sobrinho( a)
Sogro(a)
Neto(a)
O que?
Quem
Qual
Quando
Quantos
Qualquer
Nunca
Ninguém
Várias
Frente
Atrás
Ruim
Mas
Mais
Idade
Direita
Esquerda
Veja o OVO de LIBRAS

Cheiroso Cheiro ruim Educado Mal-educado Fome Farto (saciar) Gordo Magro Contente Tomara Esperança Especial Muito I Bastante I Tanto Profundo Fim Preconceito Discriminação Opinião Com I Junto Muitas vezes Firme Cedo Intérprete Tradução Lição Teleone Papel Alto Baixo Acima Embaixo Total Somar Seguro

Total 96 Sinais

•

Fome

IBaixo

ITotal

Acima

IEmbaixo

ISomar

ISeguro

I 11

Diálogo da Lição 3

Neste diálogo voce vera que Eden, já decidido sobre o curso que deseja fazer, retoma à secretaria do SENAI para preencher a sua ficha de inscrição e realizar a matrícula no curso escolhido.

(Éden):

-

Boa noite.

(Secretário):

-

Boa noite.

(Éden):

-

Eu quero inscrição curso.

(Secretário

):

-

Escolheu já?

(Éden):

-

Já escolhi mecânico de automóveis.

(Secretário

): - Certo, eu fazer inscrição você, nome você?

(Éden):

-

É-D-E-N V-E-L-O-S-O.

(Secretário

): - Idade você?

(Éden):

-

32 idade.

(Secretário):

-

Endereço?

(Éden):

-

Rua V-I-T-A-L B-R-A-S-I-L na 3 74 6.

(Secretário

):

-

Número C-E-P também número telefone?

(Éden):

-

C-E-P 8 1. 2 7 6 - 3 5 9 Telefone 3 2 9 - 5 7 6 8.

(Secretário ): - Escolaridade?

(Éden):

(Secretário ): - Documento identidade?

- 2 0 grau completo (pronto).

(Éden):

-

3 5 8 9 O 7 9 - 3.

(Secretário

):

- Número C-P-F?

(Éden):

- O 1 6 2 9 3 9 4 9 - 5 9.

(Secretário):

- Nome seu pai?

(Éden):

- B-E-N-E-D-I-T-O L-E-M-E D-E A-L-M-E-I-D-A.

(Secretário

):

- Nome sua mãe?

(Éden):

-

G-E-R-M-Í-L-I-A V-E-L-O-S-O D-E A-L-M.E-I-D-A.

(Secretário

):

- Pronto, agora você virar direita lá começa curso.

(Éden):

-

Obrigado.

Note que o diálogo está na estrutura da lingua de sinais, portanto os verbos se encon- tram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.

LIÇÃO 4

Espaços Físicos:

Casa

Banheiro

Biblioteca

Sala

Oficina

Cozinha

Refeitório

Escola

Diretoria

Prédio

Apartamento

Auditório

Transportes;

Domingo

Semana

Ontem

Anteontem

Hoje

Agora

Tempo

( meteorológico)

Tempo (momento)

Tempo (pausa)

Passado

Presente

Futuro

Diariamente (todos os dias)

Verbos;

 

Conhecer

Bicicleta

Mostrar

Caminhão

Prazer

Navio

Frequentar

Preocupar

Perder

Carro

Carroça

Metrô

Precisar

Moto

Estar

Morrer

Ônibus

Trator

Perguntar

Responder

Ensinar

Barco

Trem

Dias da semana

Votar

I tempo:

Evitar (prevenir)

Segunda-feira

Ajudar

Terça-feira

Proteger

Quarta-feira

Esconder

Quinta-feira

Aprender

Sexta-feira

Parar

Sábado

Competir

Veja o OVO de LIBRAS

Compensar

Achar

Encontrar

Descansar

Vocabylário extra:

Acho Contra Calmo(a) Nervoso(a) Ouvinte Surdo(a) Longe Perto Grande Pequeno(a) Portaria Mim I Me Às vezes Algumas Saudade Grátis (de graça) Porque I Por que Problema Professor( a) Instrutor( a) Chefe Gerente Dono Sinal Oportunidade I Chance Confusão Coração

ICozinha

ICaminhão

INavio

Carro

I 11

Presente

IPerder

IPrecisar

IEstar

1

2

IDescansar

IAcho

I li

IGrátis (de graça) IPorque I Por quelProblema

I 11

lo ortunidade I chancelConfusão

Diálogo da Lição 4

Éden acaba de iniciar seu curso no SENAI. Ainda não conhece todo o espaço físico da instituição. Pede informação de um funcionário:

(Valdeci): - Você quer conhecer S-E-N-A-j? Sabe como é aqui?

(Éden):

- Sim, mas S-E-N-A-j grande, eu não conheço nada aqui.

(Valdeci): - Não preocupe, eu mostra tudo você, lá auditório, lá biblioteca, ali

banheiro, lá sala diretor.

(Éden):

- Ah legal, muito bonito.

(Valdeci): - Esta oficina tem vários cursos, lá você frequentar.

(Éden):

- Ok, onde refeitório?

(Valdeci): - Você desce-escada, ver prédio, iá tem refeitório perto sala

(Éden):

professores.

- Dia, hora eu começo frequentar curso?

(Valdeci): - Segunda, quarta, sexta, começa 19hs até 21hs. Você mora perto

 

daqui?

(Éden):

- Não,

eu moro ionge, eu vim moto.

(Valdeci): - Você já perguntou porteiro, onde guardar moto?

(Éden):

- Não,

eu guardar moto rua lá, mas vou falar porteiro.

(Valdeci): - Ok, agora você já conhece aqui, semana que vem você começa

(Éden):

curso, me encontra aqui.

- Bom, obrigado.

(Valdeci): - De nada, abraços, tchau. Até outra semana.

(Éden):

- Abraços, tchau!

Note que o diálogo está na estrutura da LIBRAS, portanto os verbos se encontram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capitulo informações técnicas.

LIÇÃO 5

Cores:

Cor Alaranjado / Laranja Amarelo Azul Branco Marrom Preto Rosa Roxo Verde Vermelho Cinza Bege Prata Loura / Loira Dourado Claro Escuro Ouro Brilho

Vestuário;

Vestido

Bermuda

Calça

Saia

Camiseta

Sapato

Tênis

Sutiã

Cueca

Calcinha

Uniforme

Costurar

Meia

Camisa

Verbos:

Escrever Chegar Pegar / Tomar Obedecer Respeitar Receber Dever (obrigação) Culpar Chorar Sentir Aceitar Lembrar Comunicar Visitar Esquecer Beijar Beijar (caliente) Acabar Terminar Bravejar (bravo) Zangar Raivar Gostar Não gostar Tentar Experimentar Brigar Pelejar Esperar

Veja o OVO de LIBRAS

Beber / Tomar Estudar Aproveitar Abusar

Vocabulário extra:

Bruto

Animado(a)

Desanimado(a)

Alegre

Triste

Grosso(a)

Fino(a)

Tecido

É mesmo

Fácil

Difícil

Outro(a)

Uau

Melhor

Pior

Castigo

Egocêntrico

Rancor

Ocupado(a)

Tipo (opção)

Pode

Não pode

Acautela

Comprido(a)

Curto(a)

Ciúme

Calendário

Importante

ILoura I Loira

IDourado

IClaro

ICosturar

IMeia

ICamisa

Receber

IDever (obrigação)'Culpar

I

IChorar

ISentir

IAceitar

IEsquecer

Bri ar

!Abusar

ITecido

IE mesmo

IFácil

ICiúme

ICalendário

!Importante

I li

Diálogo da Lição 5

Este diálogo, além de contextualizar o vocabulário, tem o objetivo de demonstrar como

descrever objetos no espaço. No local os Surdos conversam animadamente, enquanto

Éden escolhe as boas compras.

(Éden):

- Eu preciso comprar roupas dar família. Você pode ajudar escolher

cores?

(Valdeci): - Sim, posso ajudar você, mas precisa roupa boa e barata.

(Éden):

- Eu escolhi calça azul dar meu irmão,

saia bege dar minha esposa,

camisa branca dar meu pai, vestido rosa dar minha filha, tênis preto

dar minha mãe, sapato marrom é para-mim.

(Valdeci): - Bom, muito bonito, mas eu não gosto camisa branca, porque cor

feia, melhor azul claro.

- Hum

eu muito animado dar presente família, minha filha vai

gostar receber presente, Depois ela beijar muito de-mim. (Sorri)

(Valdeci): - Certo, você esqueceu escolher presente sua irmã.

(Éden):

- É mesmo, eu vou pegar vestido verde escuro.

(Valdeci): - Mas ela aceita cor forte? Melhor não, eu não conheço sua irmã.

(Éden):

- Não-sei, melhor camiseta vermelha clara.

(Valdeci): - Certo, olha tecido camiseta é fina.

(Éden):

(Valdeci): - De nada.

- Não-tem problema, obrigado me-ajudar.

Note que o diálogo está na estrutura da LIBRAS, portanto os verbos se encontram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.

LIÇÃO 6

[Bebidas diversas;

Açúcar Sal Chocolate Bolo Leite Chá Coxinha Presunto Macarrão Feijão Carne Frango Pastel Frutas Arroz Picolé Verduras Churrasco Pizza Queijo Cachorro-quente Sorvete Tomate Pão Café Refrigerante Suco Cerveja / Chopp

Meses;

Mês

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Talheres/Cozinha

e diversos;

Copo

Prato

Faca

Geladeira

Garfo

Colher

Fogão

Panela

Mesa

Sofá

Cadeira

Rádio

Televisão

Televisão LCD

Xerox

Lixo

Financeiros

e diversos

Banco BANCO DO BRASIL BRAPESCO ITAU UNIBANCO SANTANDER HSBC BANCO CAIXA BANCO REAL Dinheiro Saldo Mil Milhão Bilhão Trilhão

Veja o OVO de LIBRAS

Poupança Saque Cheque Juros Conta Conta corrente Débito Crédito Dívida Dólar Fiado Economizar Economia Négocio Hora Extra Lucro Multa Nota Nota fiscal Fiscalizar Salário Pagamento Porcentagem Cartão Carta Patrimônio Troco Vencimento Verba Investir Imposto Inflação Finanças Seguro (seguradora) Boleto Descontar Poupar Perdulário (gastador) Emprestar Empréstimo Gastar

1

IPão

IDezembro

[Panela

IMesa

ISofá

I

---------------------

Che

IEconomizar

IEconomia

ócio

Ilnvestir

Ilmposto

Ilnflação

I 111

IEmprestar

IEmpréstimo

IGastar

Diálogo da Lição 6

Na cozinha, os Surdos estão muitos ansiosos para fazer uma comida bem gostosa:

(Éden):

-

Você sabe fazer comida gostosa?

(Valdeci):

- Não, só sei fazer arroz, feijão e carne.

(Éden):

- Quer aprender fazer pizza gostosa?

(Valdeci):

- Quero, mas como fazer?

(Éden):

- Vou ensinar você, abra geladeira, pegue queijo, tomate, frango,

gaveta pegue faca, garfo, colher, também prato, copo, panela e

acenda fogo fogão.

(Valdeci):

- Certo, precisa sal e açúcar?

(Éden):

- Açúcar não, sal sim, ontem eu fiz pastel de queijo. Quer comer?

(Valdeci):

- Não obrigado, eu importante aprender fazer pizza.

(Éden):

-

Ah, quer comer frutas? ou bolo de chocolate? ou beber refrige-

rante? ou café?

(Valdeci):

- Não obrigado.

Mês julho eu fazer curso cozinha.

(Éden):

- Desculpa, na verdade, eu não-sei

fazer pizza.

(Valdeci):

- Não-tem problema, quando nós vamos fazer curso?

(Éden):

- Depois eu fala você mês certo, mas quer experimentar meu

pastel que fiz ontem? quer experimentar?

(Valdeci):

- O-B-A, eu aproveitar comer todo pastel de queijo.

huuuum

que delícia, ótimo!

(Éden):

- ok, pode

comer, vou beber cerveja.

Note que o diálogo está na estrutura da UBRAS, portanto os verbos se encontram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.

Emergências I Acidentes I Verbos I Lugares e Vocabulário extra

Emergências

Fotografar

I Acidentes:

Usar (exercer)

Acidente

Usado (gasto)

Afogamento

Lugares:

Atropelamento

Rodoviária

Choque elétrico

Táxi

Doença / Doente

Trânsito

Dor

Centro

Higiene

Faculdade

Fratura (quebrar)

Praça

Saúde

Ambulância

Mordedura de animais Polícia

Tontura Queimadura

Veneno

Vômito

Vocabulário extra:

~-~=~~=~

Foto / Fotografia Bobagem Piada Engraçado(a)

Festa Famoso(a) Coragem Ousadia Empregado Lugar Cuidado Perigoso(a) Remédio Mundo Livre Aplaudir Mapa Médico Semáforo Escravo(a) Dança

Verbos:

"d

C UI ar Roubar Trabalhar Acontecer / Ocorrer AVisar Cair Cansar Mendigar Viajar Suportar / Aguentar Perseverar Chutar" Despedir (exonerar) Confessar Concentrar Concordar Discordar"

Cheirar / Respirar Sócio (clube)

Judiar Sócio (parceria)

Elevador Exemplo Paciência Experiência Velho(a) Novo(a) Cópia ~assagem Ultimo(a) Çheio / Encher A toa Concurso Desempregado( a) Absurdo Aposentadoria Guerra Cinema Filme Filmadora Orgulho Humilde Submissão Limpo Sujo Sigilo Segredo / Secreto Inimigo Detesto Internet E-mail Msn Quite Valores Defeito Perfeito( a) Imperfeito(a) Novidade

Veja o OVO de LIBRAS

I Total 104 Sinais I

Fratu" (qUebr.r.

Saúde

IMordedura de animaislTontura

Trabalhar

IAcontecer I Ocorrer Avisar

En

Sócio

Cinema