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Exploiting mosquito sugar feeding to

detect mosquito-borne pathogens


SONJA HALL-MENDELIN, SCOTT A. RITCHIE, CHERYL A. JOHANSEN, PAUL

ZBOROWSKI, GILES CORTIS, SCOTT DANDRIDGE, ROY A. HALL, ANDREW F. VAN DER

HURK

Apresentação por: Maycon D. Oliveira


Arbovírus
O QUE SÃO?
Vírus que têm como vetores artrópodes, como

mosquitos e carrapatos;

Flavivirus e Alphavirus - gêneros de vírus contendo

alguns arbovírus de grande importância médica;

Arbovírus são responsáveis por mais de 8 diferentes

tipos de doenças humanas;

Transmissão é favorecida pela expansão urbana,

desmatamento e desastres ou grandes

desequilíbrios em faixas de natureza.


Ciclo de
transmissão
Necessitam de um hospedeiro invertebrado

intermediário;

Para os hospedeiros vertebrados, o artrópode é

vetor do vírus;

Transmissão ocorre quando o artrópode faz o

repasto sanguíneo no hospedeiro vertebrado.


Importância
epidemiológica
Até 2015, no Brasil, Dengue foi responsável

por pelo menos 1.5 milhões de casos de

infecção por arbovírus (Fiocruz, DATASUS);

Nesse mesmo período, foi responsável por

não menos que 811 mortes em território

nacional (Fiocruz, DATASUS);

De acordo com o CDC (2013), casos de

morte por febre amarela no continente

africano foram estimados entre 29.000 e

60.000.
Importância da vigilância

PREVENÇÃO DE

SURTOS E

EPIDEMIAS
REATIVISMO E
Com campanhas de
PROATIVISMO
CONHECIMENTO conscientização, ações

PRÉVIO Permite gerar respostas


preventivas (ex.,

rápidas quando
vigilância da água
Noção da circulação dos
primeiros casos são
parada contra a
patógenos dentro do
notificados ou iniciar
Dengue) e ações
ciclo antes que casos de
campanhas de
afirmativas, surtos e
infecção aconteçam em
prevenção antes dos
epidemias podem ser
grande escala.
mesmos.
prevenidos.
Identificação de arbovírus

DETECÇÃO DE ANIMAIS IDENTIFICAÇÃO

ANTICORPOS SENTINELA DO VÍRUS NO

Bom indicador, mas tardio. Bom indicador precoce, mas ARTRÓPODE

Necessita que casos de envolve o manejo de animais,


Técnica precisa e de alta

infecção já estejam que pode trazer riscos físicos


confiabilidade mas, da forma

ocorrendo, possivelmente até para os manejadores.


executada até então, é

surtos. Animais podem ser


dispendiosa e perigosa para

reservatórios e
a integridade do material

amplificadores do vírus.
genético viral.
A proposta
Aproveitar hábitos alimentares dos mosquitos, usando técnicas de

atração e alimentação artificial consolidadas (armadilhas de CO2 com

iscas embebidas em mel) para fazer a detecção precoce da circulação

de arbovírus entre as populações de mosquitos.


Vírus são
expelidos
durante a
alimentação
Dessa forma, técnicas que envolvem alimentar

artificialmente os mosquitos são capazes de captar RNA

viral da saliva expectorada pelos mosquitos quando se

alimentam.
Os vírus analisados

BARMAH
WEST NILE CHIKUNGUNYA ROSS RIVER
FOREST

Mosquitos do gênero Mosquitos do gênero Mosquitos do gênero Mosquitos do gênero

Culex; Aedes; Culex e Aedes; Culex e Aedes;

Até 2007, 1100 mortes nos Em 2018, 8.508 casos no Arbovirose mais comum na Até 2015, identificado

EUA; Brasil; Australia; apenas na Australia;

Identificado pela primeira Baixa letalidade (0.1% em Cerca de 5000 casos por Doença não letal;

vez no Brasil em 2014. 2004 nas Ilhas Reunião). ano (na Australia). 1855 casos em 2011.
A técnica
utilizada
Usar cartões de papel filtro especiais para captação e

preservação de material genético viral (RNA). Cartões

Flinders Technology Associates filter paper (FTA) foram

utilizados, em comparação com papel filtro comum.

Foram utilizados em armadilhas de CO2 e embebidos

em mel para alimentação.


Testes preliminares
CAPACIDADE DE RETENÇÃO DOS VÍRUS

Importante para o transporte e análise do material em laboratório. Ambos os papéis

(FTA e papel filtro comum) embebidos em mel foram capazes de reter e preservar os

RNAs virais a 23 ºC por pelo menos 28 dias.

CAPACIDADE DE INATIVAÇÃO DA VIRULÊNCIA

Importante pois os cartões seriam posteriormente manipulados, o que poderia se

tornar um risco para os pesquisadores. Papel FTA inativava RRV e WNV ao contato.

Papel filtro comum mantinha vírus infecciosos por mais ou menos 6 horas após contato.
Detecção dos vírus em teste de

laboratório

Culex annulirostris e Aedes aegypti

foram infectados em laboratório

com WNV ou RRV via inoculação

intratorácica (Culex) e CHIKV via

repasto sanguíneo infectado

(Aedes). Após 10 a 12 dias, >30

mosquitos de cada grupo foram

alimentados nos cartões embebidos

em mel por 48h. O mel foi marcado

com tinta azul para verificar a

internalização do alimento.
Resultados

Em alguns casos, RNA viral

foi detectado no substrato

mesmo na ausência de

evidência de alimentação

dos mosquitos. Isso foi

notável em A. aegypti, onde

RNA de CHIKV foi

encontrado em 75% dos

cartões FTA processados,

sem observação da tinta

azul em nenhum dos

mosquitos.
Testes de campo
Autores desenvolveram armadilha de CO2 para

capturar e comportar os mosquitos em  campo;

Armadilhas possuem compartimentos para oferecer

os cartões FTA ou de papel filtro comum para o

repasto dos mosquitos;

Num teste de eficácia conduzido em Cairns, ao norte

de Queensland, Austrália, armadilha desenvolvida se

mostrou mais eficaz que armadilhas de luz do CDC

(Centers for Disease Control dos EUA);

Armadilha dos autores capturou 1,72 vezes mais

mosquitos. Entre 77% e 95% dos mosquitos

capturados se alimentaram do substrato enquanto na

armadilha.
O equipamento desenvolvido
O experimento
de detecção em
campo
Testes realizados em dois locais com histórico de

ocorrência de RRV e BFV: Bunbury e Cairns;

Duas armadilhas com diversos cartões em cada

local, em cada semana;

Mosquitos e cartões foram removidos

semanalmente e enviados ao laboratório para

detecção dos vírus utilizando RT-PCR com

transcriptase reversa.
Resultados: RRV em Bunbury
Foram encontrados 22 cartões positivos em 7 armadilhas diferentes em pelo menos 5 semanas

diferentes;

Em dois casos, também foram encontrados mosquitos positivos juntamente com os cartões.
Resultados: BFV em Bunbury
Foram encontrados cartões positivos em quatro armadilhas diferentes em quatro semanas

diferentes;

Foram encontrados oito grupos de mosquitos positivos em cinco armadilhas diferentes.


Foram usadas, simultaneamente com os

Testes de
testes de campo, armadilhas luminosas com

CO2 para capturar mosquitos que

posteriormente foram processados para

nível de identificar RRV ou BFV (através de detecção

de anticorpos em cultura de células);

atividade Foram processados 3,994 mosquitos de 230

grupos, obtidos próximos dos locais dos

viral em
testes;

Não foi isolado RRV;

Três isolados de BFV foram obtidos, um na

Bunbury semana cinco e dois na semana sete, o que

condiz com as detecções do vírus nos

cartões.
Resultados: RRV em Cairns
Foram encontrados nove cartões positivos em cinco armadilhas diferentes em três semanas

diferentes;

Dois grupos de mosquitos positivos foram encontrados (semana 3 e semana 4);

Não foi encontrado BFV em Cairns.


Discussão
Sistemas atuais para identificação da circulação de vírus são caros e dispendiosos, ou insalubres em algum

nível;

Os resultados do trabalho demonstram que o sistema proposto é eficaz, além de ser relativamente barato,

sensível e fácil de trabalhar e reproduzir;

Isso incorre em maior cobertura geográfica: mais armadilhas podem ser espalhadas, em menos tempo,

numa área maior;

São indicadores da presença do vírus nos artrópodes, parte importante do ciclo de arboviroses. A partir dos

resultados dessas armadilhas, testes mais sensíveis e capturas mais direcionadas podem ser realizados;

Não é um indicador direto da transimissão vetor-vertebrado, mas pode ser um precursor para ensaios

posteriores para verificar a capacidade de transmissão;

Por ser mais rápido e barato, é bastante acessível e aplicável em diversas áreas. O trabalho demonstra que

as armadilhas funcionam em clima temperado (Bunbury) e tropical (Cairns);

O sistema pode ser extrapolado para outros patógenos que não vírus, como Plasmodium, já que é baseado

em um sistema comum de alimentação de açúcar pelos artrópodes.


Referências
HALL-MENDELIN, S. et al. Exploiting mosquito sugar feeding to detect mosquito-borne pathogens. Proceedings of the National

Academy of Sciences, [S.L], v. 107, n. 25, p. 11255-11259, jun. 2010.

CDC. Information on Arboviral Encephalitides. Disponível em

<https://web.archive.org/web/20070127130301/http://www.cdc.gov/ncidod/dvbid/arbor/arbdet.htm>. Acesso em: 06 jun.

2019.

DONALISIO, Maria Rita; FREITAS, André Ricardo Ribas; ZUBEN, Andrea Paula Bruno Von. Arboviruses emerging in Brazil: challenges

for clinic and implications for public health. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 51, 30, 2017. Available from

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102017000100606&lng=en&nrm=iso>. access on 06 June 2019.

Epub Apr 10, 2017. http://dx.doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006889.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Yellow fever. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/yellow-

fever>. Acesso em: 06 jun. 2019.

Fontes na internet: Wikipedia, CDC, Site do Governo de Queensland, Site do Governo de South Australia, Site do Ministério da

Saúde do Espírito Santo, Site da Fiocruz.