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As Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT) estão entre os principais

problemas de saúde do adulto, com destaque para Diabete Mellitus (DM) e Hipertensão
Arterial Sistêmica (HAS). São numerosos os determinantes sociais que influenciam o
surgimento desses agravos e necessitam de uma abordagem especial.
É um mecanismo social que se retroalimenta e se sucede em um círculo vicioso.
Baixa renda ou baixa escolaridade, comumente identificados na área de abrangência,
dificultam o entendimento do processo saúde-doença e determinam a exposição a um ambiente
mais estressante, desemprego, dificuldade de alimentação adequada e exposição a drogas,
etilismo e tabagismo.
Infelizmente, o controle dessas variáveis é dificultado, pois estão relacionadas a
questões culturais e econômicas determinantes na saúde do indivíduo. Essa situação é
observada, por exemplo, no caso hipotético, em que a visão social do homem como provedor
da família e com responsabilidades intangíveis na circunstância de um desemprego,
predispuseram sintomas depressivos e baixa auto-estima, com maior suscetibilidade à ingestão
de bebidas alcóolica, tabagismo e sedentarismo; os quais são fatores de risco para o
desenvolvimento de hepatite alcoólica, cirrose hepática, doença pulmonar obstrutiva crônica,
neoplasias, obesidade, HAS, DM, entre outras patologias. Trata-se de uma realidade complexa,
com fatores que se sobrepõem e necessitam de uma atenção integral.
Ainda no contexto sociocultural, existem muitos paradigmas a serem quebrados.
Os pacientes do sexo masculino apresentam mais resistência em comparecer às consultas
médicas, dificultando uma abordagem nesse sentido. Além disso, portadores de doenças
crônicas, como DM e HAS, geralmente procuram atendimento em fases mais avançadas da
doença, que demandam maior cuidado, com presença de complicações. Ainda, muitos
pacientes ainda não valorizam o autocuidado, prevenção de doenças e mudanças de hábitos de
vida.
A prevenção e promoção da saúde são fundamentais para a atenção integral dos
usuários portadores de DANT. Nesse sentido, no caso hipotético, foi realizado o rastreio de
HAS e DM, explicado sobre os riscos dessas doenças e o funcionamento do grupo de
hipertensos e diabéticos da Unidade, estimulada a prática de atividade física, os cuidados com
a alimentação, com os pés e a necessidade de diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas, além
de ressaltar a importância do acompanhamento na unidade e com outras especialidades.
Na comunidade onde trabalho, existem muitos casos como o de Juliano e Antônio.
A promoção da saúde e prevenção desses riscos e agravos tem representado um grande desafio
para a nossa equipe. Muitas vezes esses pacientes são de difícil seguimento, têm pouca adesão
terapêutica e não comparecem às consultas agendadas. Além disso, em decorrência de muitos
determinantes sociais, a mudança de hábito de vida torna-se extremamente difícil, em especial
a prática de atividade física, alimentação saudável e combate ao fumo. Mas com o apoio do
NASF, em especial psicólogo e nutricionista, estamos mudando essa realidade, com ênfase no
papel do indivíduo como o responsável pela sua saúde, sempre respeitando os seus limites e
criando metas plausíveis. Os agentes comunitários de saúde auxiliam na adesão desses
pacientes e estímulo às mudanças; também possuem um papel importante atraindo os pacientes
do sexo masculino à unidade, desmitificando alguns tabus ainda existentes. Promovemos ainda
grupo de apoio, visitas domiciliares, sala de espera para planejar ações que envolvam toda a
família. Uma atenção especial é dada ao pé diabético, visando a manutenção da pele íntegra do
pé dos pacientes com DM, o reconhecimento dos diferentes estágios de evolução os e fatores
de risco, como alteração de sensibilidade, deformidades e diminuição de pulso, e ordenhando
feridas, quando necessário. Além disso, orientamos os pacientes a inspecionar os próprios pés,
hábitos de higiene e sapatos adequados e a procurar o serviço quando necessário.
Ainda assim, é complexo reverter todas essas problemáticas, pois ainda
dependemos da vontade do indivíduo e da sua colaboração. Encontramos também dificuldades
para realização de exames complementares, não existe ambulatório especializado para
acompanhamento de pacientes com doenças crônicas e, muitas vezes, não temos retorno de
contrarreferência do hospital para a Unidade de Saúde da Família, o que dificulta o
acompanhamento desses pacientes.