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Cavitação

A cavitação em bombas centrífugas é a formação de bolhas de vapor e


posterior implosão das mesmas nas pás do impulsor da bomba. Este fenômeno
ocorre quando a pressão estática do fluido bombeado, a uma determinada
temperatura, desce até a pressão de vaporização e posteriormente sofre uma
súbita subida de pressão. Por exemplo: na pressão atmosférica a temperatura
de vaporização da água é de cerca de 100 °C, ao nível do mar. Contudo a uma
pressão menor, a temperatura de vaporização também se reduz.

É fato sabido e previsível, e com a ajuda do teorema de Bernoulli, sabe-


se que um fluído escoando, ao ser acelerado, tem uma redução da pressão,
para que a sua energia mecânica se mantenha constante. Considere-se um
fluído no estado líquido escoando com uma temperatura T0 e a uma pressão
P0. Em certos pontos devido à aceleração do fluído, como em um bocal,
sucção de uma bomba centrífuga ou em uma válvula, a pressão pode cair a um
valor menor que a pressão mínima em que ocorre a vaporização do fluído (PV)
na temperatura T0. Então ocorrerá uma vaporização local do fluído, formando
bolhas de vapor.
Estas bolhas de vapor que se formaram no escoamento devido à baixa
pressão, serão carregadas e podem chegar a uma região em que a pressão
cresça novamente a um valor superior a PV. Então ocorrerá a “implosão”
dessas bolhas se a região do colapso das bolhas for próxima a uma superfície
sólida, as ondas de choque geradas pelas implosões sucessivas das bolhas
podem provocar trincas microscópicas no material da superfície, originando
uma cavidade de erosão localizada. Este e um fenômeno físico a nível
molecular e que se dissemina e tende a aumentar com o tempo causando a
ruínas dos rotores.

A cavitação é comum em bombas de água e de óleo, válvulas, turbinas


hidráulicas, propulsores navais, pistões de automóveis e até em canais de
concreto com altas velocidades, como em vertedores de barragens. Ela deve
ser sempre evitada por causa dos prejuízos financeiros que causados devido à
erosão associada, seja nas pás de turbinas, de bombas, em pistões ou em
canais.
Principais Causas:

 Dimensionamento incorreto da tubulação de sucção;


 Filtro ou linha de sucção obstruída; Reservatórios "despressurizados";
 Filtro de ar obstruído ou dimensionamento incorreto;
 Óleo hidráulico de baixa qualidade;
 Procedimentos incorretos na partida a frio;
 Óleo de alta viscosidade;
 Excessiva rotação da bomba;
 Conexão de entrada da bomba muito alta em relação ao nível de óleo no
reservatório.

Consequências da Cavitação:

- A implosão das bolhas de vapor e o impacto dos jactos microscópicos no


impulsor dão origem a um ruído que é facilmente detectável. Se o nível de
cavitação for significativo, o ruído fará parecer que existe gravilha misturada
com o fluido bombeado.

- Quando as bolhas de vapor existem em número elevado, formam um


agrupamento que irá obstruir parcialmente o canal do impulsor, afetando a
altura manométrica gerada pela bomba e a sua eficiência.

- Sob efeito da cavitação, o fluxo de caudal através do impulsor é turbulento,


resultando no aumento das vibrações na bomba.

- O impacto dos jactos microscópicos na superfície do material é


suficientemente forte para danificar a sua estrutura e provocar erosão. Estima-
se que no ponto de impacto dos jactos microscópicos, a pressão localizada
deverá rondar 10^5 bar. Por efeito da erosão, o material vai ficar sem a
proteção superficial, aumentando substancialmente a sua degradação devido à
ação conjugada de corrosão e erosão.

NPSH

NPSH é um acrônimo para o termo Net Positive Suction Head, cuja


tradução para o português é Altura Livre Positiva de Sucção.
A curva NPSH apresenta a pressão de entrada mínima requerida
(indicada em m) para permitir que a bomba bombeie de acordo com a curva de
desempenho e de forma a evitar a evaporação do fluido bombeado, assim
impedindo a cavitação no interior da bomba. Mesmo com perfeitas condições
de vácuo na entrada da bomba, a pressão atmosférica limita a altura a qual a
bomba pode puxar um líquido. O fato é que existe um limite físico dentro do
qual a bomba pode trabalhar puxando uma determinada coluna de líquido, e
este limite é baseado na pressão externa à bomba. Este é o fator mais
importante para se entender o conceito do NPSH.

O conceito de NPSH pode ser compreendido em duas partes:

NPSH Disponível (NPSH d): Pressão absoluta exercida pelo sistema na


entrada da bomba. O NPSH d é influenciado por quatro variáveis resultantes
do sistema no qual a bomba irá operar. Estas quatro variáveis estão sob
controle dos engenheiros da planta, e, portanto devem ser calculadas.

NPSH Requerido (NPSH r): Pressão mínima exigida na entrada da bomba


para evitar a cavitação. O NPSH r é resultante do projeto da bomba, e é
controlado apenas pelo fabricante. O fabricante da bomba deverá saber
informar o NPSH requerido por suas bombas operando em determinadas
condições.

A Cavitação ocorre numa bomba quando existe insuficiente NPSH disponível


em relação ao NPSH requerido. Todas as bombas que trabalham livre de
cavitação respeitam a seguinte regra:

NPSH d > NPSH r

Onde NPSH d é dado por:

NPSH d = Ps + Pa – Pvp – Pf

Ps = Pressão exercida pela coluna de líquido acima da linha da bomba


Pode ser positiva nos casos em que o tanque se encontra acima da linha da
bomba, ou negativa nos casos em que o tanque se encontra abaixo da linha da
bomba. Para aumentar a pressão da coluna de líquido basta elevar a altura do
tanque de sucção, baixar o nível da bomba, ou aumentar o nível de líquido do
tanque. Alterar a altura do tanque ou da bomba podem se tornar
economicamente inviáveis, no entanto, aumentar o nível de líquido do tanque
não resulta em nenhum custo adicional para a empresa e pode ser suficiente
para resolver a maioria dos problemas de baixo NPSH d.

Pa = Pressão absoluta exercida sobre a superfície do líquido no tanque


sucção.

Os tanques abertos (grande maioria dos casos) estarão sujeitos a pressão


atmosférica do local, mas a pressão poderá ser maior no caso de um tanque
pressurizado. A altitude do local também afeta a pressão atmosférica. Por
exemplo, uma região litorânea terá uma pressão atmosférica maior do que uma
região montanhosa. Como o Brasil não possuí uma geografia com variações de
altitudes significativas, este não é um fator levado em consideração.

P vp = Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento

Pode ser reduzida para assegurar que a pressão na entrada da bomba seja
maior que a pressão vapor do líquido. A única maneira de reduzir a pressão de
vapor de um líquido é diminuindo a sua temperatura. Na absoluta maioria dos
casos isto é inviável e poderá ser ignorado.

Pf = Perdas de carga na linha de sucção

Tubulações, conexões e válvulas na linha de sucção atuam como barreiras que


trabalham contra a passagem do líquido em direção à bomba. A maioria das
tubulações que visitamos em instalações pelo Brasil são configuradas em
condições não ideais. Portanto, esta é uma área que quase sempre pode ser
melhorada nas instalações.

A melhor maneira de se reduzir perdas de carga na linha de sucção é


aumentando o diâmetro da tubulação. Por exemplo, substituindo-se uma
tubulação de 6” de diâmetro por uma tubulação com 8” de diâmetro, pode-se
reduzir uma perda de carga em até 75%.
O usuário pode diminuir a perda de carga numa linha com mesmo diâmetro
através do uso de cotovelos alongados e reduzindo o número de válvulas. O
uso de filtros pode aumentar a perda de carga a níveis inaceitáveis. Nestes
casos deve-se optar por filtros duplos, que permitem manobra para o filtro
limpo quando o filtro em operação atingir saturação máxima.

Veja a seguir uma tabela dos fatores que podem ser ajustados para o
aumento do NPSH d, e consequentemente a eliminação do problema de
cavitação:

Turbinas Hidráulicas

Turbinas Hidráulicas são equipamentos projetados para transformar


força e pressão da água em energia elétrica. O líquido que corre principalmente
água, quando passa pela turbina hidráulica, atinge as lâminas da turbina e faz
girar o eixo. Ao fluir através da turbina hidráulica, a velocidade e a pressão do
líquido diminuem, resultando no desenvolvimento de torque e rotação do eixo
da turbina.

Existem duas classificações para turbinas hidráulicas:

(1) Turbinas de Impulso e (2) Turbinas de Reação.

1. Como exemplo da Turbina de Ação ou Impulso temos a Turbina Pelton


(ou Roda Pelton).
2. As Turbinas de Reação ou Sobrepressão são divididas em duas
principais categorias: Turbina de Escoamento Radial ou Misto; e
Turbina de Escoamento Axial.

 Turbina Radial: como exemplo temos a Turbina Francis.


 Turbina Axial: as turbinas Kaplan são um ótimo exemplo.

Turbina Francis:

Foi concebida por James Bicheno Francis em 1847 como melhoria de


uma turbina patenteada por Samuel Dowd em 1838.

Queda e vazão são as duas características determinantes na geração de


energia hidrelétrica e elas variam muito de acordo com a sazonalidade –
existem épocas em que chove pouco e épocas em que chove muito. Por isso o
distribuidor da Turbina Francis possui um conjunto de pás móveis, cujo objetivo
é ajustar o ângulo de entrada da água, dando maior rendimento à turbina em
uma grande faixa de operação.

A faixa de operação a qual essa turbina funciona com eficiência fica


entre 45 e 400m de queda e 10 a 700m³/s de vazão.

A adaptabilidade faz com que as Turbinas do tipo Francis sejam as mais


versáteis e mais utilizadas em PCHs, apresentando uma eficiência na faixa de
90%.

Elas podem apresentar as seguintes configurações:

 Turbina Francis Horizontal Simples


 Turbina Francis Horizontal Dupla
 Turbina Francis Vertical
 Turbina Francis de Dupla Regulação

Turbina Kaplan:

Foi concebida em 1912 pelo austríaco Victor Kaplan como


aperfeiçoamento da turbina Hélice. A diferença é que as pás da turbina Kaplan
são móveis, enquanto as da turbina Hélice são fixas.
A Turbina Kaplan é projetada para situações onde se têm uma pequena
queda, mas um grande volume de água. Ela opera com maior eficiência – com
relação aos outros tipos de turbina – em quedas de até 60 metros.

Existem algumas variações da Turbina Kaplan:

 Kaplan Vertical
 Kaplan “S”: de montante, de jusante ou Saxo;
 Turbina Bulbo;
 Turbina Open Pit;

Turbina Pelton:

A Turbina Pelton, também chamada de Roda Pelton foi registrada por


Lester Allen Pelton, um engenheiro norte americano, em 1880, recebendo seu
nome.

O modelo é um tanto diferente dos mais tradicionais. O rotor possui pás


em forma de concha e o distribuidor é formado por bocais com jatos de água
direcionados para as pás. Elas podem possuir um, dois, quatro ou seis jatos e
o bocal possuem uma agulha com ajuste da vazão.

As Turbinas do tipo Pelton são utilizadas em situações onde existe uma


pequena vazão e uma grande queda. A faixa de operação é entre 350m e
1100m de queda.

Turbina a Vapor

É uma máquina térmica que aproveita a energia térmica do vapor sob


pressão, gerado por uma caldeira convertendo-a em trabalho mecânico através
de uma transformação de dilatação térmica. Por exemplo, quando a turbina é
acoplada a um gerador, obtém-se a transformação da energia mecânica em
energia elétrica. É mais eficiente que o motor a vapor, tendo assim
substituindo-o.

Do ponto de vista termodinâmico, a eficiência máxima ocorre quando a


expansão a vapor é um processo ideal (transformação reversível) no qual a
pressão do vapor diminui, tornando-se trabalho mecânico, em um número
infinito de etapas.

As turbinas a vapor são caras e exigem processos de fabricação


avançadas e materiais de alta qualidade. Além disso, têm alta eficiência ao
operar a velocidades de milhares de RPM, portanto, se a carga for girar em
velocidades menores, é necessária uma caixa de câmbio.

Uma Turbina a vapor é vantajosa como motor de um gerador elétrico,


uma vez que não requer nenhum membro mecânico que transforme o
movimento alternativo em rotativo. É o que acontece em submarinos e usinas
nucleares.

São basicamente classificadas de acordo com seu tamanho. Turbinas de


potência mais limitadas são usadas como motores para operar máquinas,
como bombas ou compressores, enquanto turbinas maiores são usadas na
geração de eletricidade. Podem ser classificadas também quanto à direção de
seus escoamento ser radial ou axial, ou de acordo com o principio de
funcionamento, sendo ação/ impulso ou reação, ou ainda de quanto a pressão
de escape, sendo turbinas de condensação ou contrapressão.

Nas turbinas de ação/impulso, há transformação da energia termina em


cinética apenas nos bocais, enquanto nas turbinas de reação o gás se expande
em parte nos bocais e em parte nas pás dos rotores. Nas turbinas de
condensação, o vapor de escape entra direto no condensador, que opera a
P<Patm, aumentando a eficiência do ciclo. Nas turbinas de contrapressão, a
pressão de saída é maior que a atmosférica.
http://www.mmtec.com.br/cavitacao/

https://www.ksb.com/ksb-pt/Informacoes_tecnicas-noticias_ch/Arquivo/2015-
info-tecnicas-e-noticias/cavitacao-em-bombas-centrifugas/177256/

https://www.rzrbombas.com.br/suporte/entenda-o-que-e-npsh-e-como-evitar-a-
cavitacao/

http://www.omel.com.br/artigos-tecnicos/escola-de-bombas/centrifugas/npsh-e-
cavitacao/

http://www.tetralon.com.br/entenda-o-que-e-npsh/

http://www.hidroenergia.com.br/tipos-de-turbinas-hidraulicas/

https://www.mecanicaindustrial.com.br/turbinas-hidraulicas/