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7 REDUÇÃO METALOTÉRMICA

7.1 INTRODUÇÃO
Redução Metalotérmica é o tratamento químico de redução de uma substância mineral
pelo emprego de um metal como agente redutor para a produção de outro metal de interesse.

Uma reação genérica que descreve o processo pode ser a seguinte:

MeX + Me' = Me + Me'X,

onde Me' é o metal (agente) redutor e X pode ser: oxigênio, cloro ou flúor - a substância mineral é,
portanto, um óxido ou um haleto e pode ser natural ou o produto de um outro processo.

Uma característica marcante desta operação é o fato do produto Me'X não se apresentar
no estado físico gasoso - estado em que ele é normalmente encontrado em algumas reações de
redução química (compare, por exemplo, com a redução carbotérmica sob fusão). Isto complica o
processo de separação física das fases após a redução, significando um volume perdido no reator e
introduz o perigo potencial de perda do metal de valor pela sua dissolução neste produto. A
presença do produto Me'X nem sempre significa um problema: às vezes ele encontra emprego
como matéria-prima na indústria cerâmica ou de abrasivos.

De uma maneira geral, tendo em vista as observações acima, para a redução


metalotérmica, a carga do reator é idealmente uma mistura de compostos 'pré-purificados',
colocados em íntimo contato - ao invés de ser uma massa de matéria-prima contendo associada a
ela uma certa quantia de ganga, que é separada do metal durante o processo de extração.

Nesse processo temos, no caso mais geral, reagentes no estado sólido e, por isso, uma boa
mistura e compactação mecânica da carga pode ser essencial para que a reação tenha sucesso.

Normalmente, a redução metalotérmica é empregada quando o metal a ser extraído


apresenta uma forte tendência de formar carbonetos pela operação de redução carbotérmica (ela se
apresenta como uma alternativa ao processo de redução eletrolitica em sais fundidos).

A maior aplicação dessa técnica está justamente na produção de ferro-ligas - ou ligas-mãe


- de baixo teor de carbono de alguns metais como: Ti, Nb, V, Cr. As matérias-primas minerais
pertencem, neste caso, à classe dos óxidos; já na produção desses e de outros metais como, por
exemplo, Be, Ta, Hf e Zr sob uma forma 'pura', usualmente a matéria-prima é quimicamente um
haleto.

Si, Al, Mg e, ocasionalmente, Ca, Na e K são empregados como agentes redutores. A


operação leva, respectivamente, o nome de silicotermia, aluminotermia, magnesiotermia,
calciotermia, etc., - genéricamente, de metalotermia. Normalmente se emprega um excesso de
agente redutor na operação, daí pode ser necessário um tratamento final dos produtos com
métodos adequados para recuperá-Io para a sua reutilização no processo.

A redução metalotérmica normalmente é exotérmica. Quanto maior for a afinidade do


agente redutor pelo oxigênio, tanto mais exotérmica será a reação. Isso faz com que algumas delas
cheguem a se completar praticamente somente com uma ignição inicial.

Quando o ponto de fusão do metal produzido é elevado, ele se apresenta sob a forma de
um aglomerado 'poroso' sólido, trazendo entranhado em si os outros componentes. A separação
física dos produtos e mesmo do excesso de agente redutor pode ser difícil e
depende de técnicas auxiliares, que fazem uso da existência de propriedades favoráveis em algum
deles, tais como: boa solubilidade em água e pressão de vapor elevada.

Os reatores usados na redução metalotérmica são geralmente especiais e quase sempre operam
em batelada. Alguns - do tipo vaso de pressão, autoclave ou retorta ('bomba') - são selados, enquanto
que outros, ao contrário, são totalmente abertos, se constituindo apenas de um cilindro na vertical
recoberto internamente de material refratário. Na fabricação das ferro- ligas, normalmente, se usa o
forno elétrico de redução.

Acessar esses sites para obter mais informações sobre os equipamentos e processos para a
produção de titânio
http://www.titanium.org/chinese/English/Video/tiproductionvide.html

http://www.youtube.com/watch?v=oWyrzZh3We0

http://www.youtube.com/watch?v=CYRRk_ky5ZI

7.2 EXEMPLOS NA METALURGIA EXTRATIVA DE METAIS NÃO-FERROSOS

Redução de Magnésio por Silício (Silicotermia)

A reação geral do processo é 4MgO + Si = 2MgO.SiO2 + 2Mgº

De um modo geral, pode-se afirmar que o MgO possui a característica química de reduzir outros
óxidos em temperaturas inferiores a do processo de silicotermia. Por outro lado, Si e Al reduzem o
MgO ao se trabalhar com temperaturas elevadas e pressão normal. Contudo, Al é um reagente caro
quando comparado ao Si que além disso, requer uma temperatura de processo mais baixa com
conseqüente redução de custos.

O processo silicotérmico utiliza atmosfera inerte ou vácuo para evitar a oxidação do Mgº no estado
vapor. O vácuo requer uma temperatura mais baixa de processo e isto auxilia na redução de custos.
A pressão empregada varia de 0,05 a 0,02 mmHg que permite uso de temperatura na faixa de
1160ºC. Ao se empregar pressão atmosférica, a temperatura de processo passaria para 2000ºC,
aproximadamente.

Outro aspecto importante é que o emprego de dolomita é mais atraente para o processo do que o
uso de magnesita porque a presença de CaF2 eleva a cinética da reação e aumenta a recuperação de
Mg associado a dolomita.

No processo silicotérmico para a obtenção do Mgº, pode-se empregar liga Fe-Si que é mais barata
do que o Si metálico. A reação geral é: 2MgO + 2CaO + Fe-Si = 2CaO.SiO2 + Mgº + (Fe)

Aumentando-se a concentração relativa de CaO na reação, praticamente quase todo o Mg


contido na dolomita pode ser reduzido, enquanto que o Fe proveniente da liga Fe-Si não
toma parte da reação e pode ser posteriormente removido sem contaminar o produto final.
Processo Kroll para o Titânio (Magnesiotermia):

Ocorre a 950-1000ºC e a reação química característica é do tipo:

TiCl4 (g) + 2Mgº (l) = 2MgCl2 (l) + Tiº (s) + 122 Kcal
A composição química da esponja de titânio metálico é apresentada a seguir:

espécie teor (%)


Mg 0,5
Cl 0,15
Fe 0,1
H 0,1
O 0,05-0,1
N < 0,05
C 0,04
Ti 99,0 (por diferença)

Leitura Complementar

7.3 TERMODINÂMICA DA REDUÇÃO METALOTÉRMICA


É interessante observar que, na redução metalotérmica dos óxidos metálicos, não existe
praticamente muita variação no valor de i1GO ao serem comparadas diferentes temperaturas de reação.
Isso se deve ao fato das linhas da variação da energia livre padrão de formação dos óxidos em função
da temperatura serem praticamente paralelas (excetuando-se os casos em que o metal ou o óxido
possuem pontos de fusão ou ebulição muito baixos).

Assim, o valor prático do ΔGº da reação de redução é muito semelhante a aquele do ΔHº
e,portanto, a reação que ocorre porque ΔGº é negativo - reação espontânea - também é exotérmica. Por
outro lado, em alguns casos, o óxido do metal a ser produzido é mais estável do que os óxidos dos
agentes redutores comuns. A redução metalotérmica da magnésia(MgO) pelo silício é um exemplo
clássico deste caso; a reação estequiométrica pode ser escrita como:

2 MgO(s) + Si(s) = 2 Mg(g) + Si02(s)

A 1200°C, o ΔGº da reação é +272kJ. Mesmo assim, pela utilização de condições termodinâmicas
favoráveis (pressões e atividades adequadas para que ΔG seja menor do que zero) torna-se possível a
produção comercial deste metal.

Para as reações exotérmicas, o calor da reação pode ser computado a partir de uma reação
genérica que, para o caso da 'aluminotermia', por mol de alumínio, é a seguinte:

(3/2y) MexOy + Al = (3x/2y) Me + (1/2) Al203,

O valor de ΔHo para essa equação, expressa em termos da variação de entalpia de formação dos óxidos
[energia/mol], é:

ΔHº = ½ ΔHº [Al203] - (3/2y) ΔHº [MexOy];

e a soma das massa moleculares dos produtos, Mp [massa/mol], é dada por:

Mp = (1/2) Al2O3 + (3x/2y) Me.

O quociente ΔHº/Mp fornece informações valiosas a respeito do andamento da reação


metalotérmica (veja a Tabela 1 a seguir).
Tabela 1: Efeitos do calor das reações metalotérmicas.

ΔHº/Mp (cal/g) Efeito


>1.100 reação violenta podendo até ser explosiva
550 a 1.100 a reação ocorre de maneira controlada sem a necessidade de
calor externo
<550 o calor da reação é insuficiente para o aquecimento dos
produtos até a fusão