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DÁRIO FERNANDO TREMEA KUBIAK

DESENVOLVIMENTO INFANTIL, PROCESSO AVALIATIVO E TÉCNICAS.

GUAIBA

2018
DÁRIO FERNANDO TREMEA KUBIAK

DESENVOLVIMENTO INFANTIL, PROCESSO AVALIATIVO E TÉCNICAS.

Artigo Científico apresentado como requisito


parcial à conclusão do módulo I do estágio em
processos clínicos, Curso de Psicologia da
universidade Luterana do Brasil – Guaiba RS.

Orientadora: Ingrid D’Avila Francke.

GUAIBA

2018
DESENVOLVIMENTO INFANTIL, PROCESSO AVALIATIVO E TÉCNICAS.

Dário Fernando Tremea Kubiak1

Ingrid D’Avila Francke2

Resumo

O presente artigo visa refletir sobre a avaliação psicológica como experiência de estágio em
processos clínicos e as técnicas utilizadas pelo autor. Para isto, referem-se as que foram
utilizadas no processo de avaliação psicológica durante as atividades realizadas e sua relação
com o desenvolvimento infantil. Consideraram-se também várias questões importantes, em um
processo de avaliação psicológica, dentre elas: a necessidade de se ter pressupostos teóricos
coerentes com o trabalho desenvolvido; a flexibilidade do avaliador; questões preponderantes
levantadas no inicio do processo; o tempo médio de uma avaliação; a importância da
observação e da entrevista; a relevância do uso dos testes psicológicos e o relato escrito dos
resultados. Neste sentido, observa-se a importância de olhar positivamente para o ser humano
biopsicossocial e a essa área do saber como possibilidade de cuidar dos processos subjetivos
com excelência.

Palavras-chave: Avaliação psicológica, técnicas e pratica.

Abstract

summary

The present article aims to reflect on the psychological evaluation as an internship experience in
clinical processes and the techniques used by the author. For this, they refer to those that were
used in the process of psychological evaluation during the activities performed and their
relationship with child development. Several important questions were also considered in a
process of psychological evaluation, among them: the need to have theoretical assumptions
consistent with the work developed; the flexibility of the evaluator; issues raised at the outset of
the proceedings; the average time of an evaluation; the importance of observation and
interview; the relevance of the use of psychological tests and the written report of the results. In
this sense, it is observed the importance of looking positively for the biopsychosocial human
being and this area of knowledge as a possibility to take care of subjective processes with
excellence.

1
Acadêmico do Curso de Psicologia, Universidade Luterana do Brasil - BR 116, nº 5724 · Bairro Moradas
da Colina · CEP 92.500-000 · Guaíba/RS fone (51) 3480.1618, RGS, dariokubiak@yahoo.com.br
2
Professora orientadora, Universidade Luterana do Brasil - BR 116, nº 5724 · Bairro Moradas da Colina ·
CEP 92.500-000 · Guaíba/RS fone (51) 3480.1618, RGS, ingridfrancke@yahoo.com.br
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Introdução

O desenvolvimento infantil não segue um único padrão, pois apresenta


movimentos regressivos, evolutivos e pausas. As crianças adquirem muitas
habilidades à medida que crescem, e algumas dessas habilidades dependem
principalmente do nível de maturidade do corpo e do cérebro, outras, é o
resultado de uma interação complexa entre o temperamento, a personalidade e
a relação com meio.

Quando as respostas comportamentais e emocionais de uma criança


não são funcionais, ou seja, são inadequadas, causam sofrimento e prejudicam
de forma significativa sua adaptação social e acadêmica, presume-se que
estão faltando habilidades comportamentais mais adequadas ou que existem
conteúdos cognitivos disfuncionais ou a capacidade de resolução de problemas
está prejudicada.

Quando o comportamento da criança desvia-se significativamente das


expectativas do desenvolvimento, deve-se procurar ajuda de um profissional
para corrigir estas falhas. Neste sentido a Terapia Cognitivo-Comportamental
alcança resultados significativos pela sensibilidade frente aos aspectos do
desenvolvimento das crianças, bem como por sua ênfase em validar a eficácia
das intervenções que tiveram origem neste modelo.

Neste sentido o estudo propõe mostrar a importância do uso de técnicas


adequadas para avaliar as questões comportamentais e emocionais durante
desenvolvimento da criança, as quais visam garantir o sucesso de um trabalho
cognitivo-comportamental.

Avaliação psicológica infantil

Segundo SANTOS (2015), a avaliação psicológica infantil é um processo


complexo que envolve variadas técnicas, e não somente testagem. Entretanto,
os testes podem contribuir para o diálogo com os pais, escola e outros
profissionais, desde que, sejam utilizados de uma maneira coerente e que
estejam como qualquer outra técnica, a serviço da relação com o cliente.
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Neste sentido, a avaliação psicológica inicial é imprescindível no


atendimento infantil, exigindo do profissional uma postura diferente para este
processo, o qual costuma se diferenciar da psicoterapia. Independentemente
de como conduzimos o processo, o mesmo é carregada de sentidos e fará a
diferença no olhar e no planejamento da prática terapêutica.

O uso destas prerrogativas pelo autor em sua prática clínica (estágio em


processos clínicos) tem-se mostrado úteis para favorecer a formação do
vínculo com a criança, identificar os conceitos e as regras que governam seu
comportamento, verificar sua relação com pessoas dos ambientes em que está
inserido, bem como identificar seus sentimentos em relação a si mesmo, a
determinadas situações do seu cotidiano.

Processo avaliativo técnicas utilizadas.

Entrevista inicial

De acordo com Santos (2014), a entrevista é uma parte integrante de


toda a avaliação e 0 processo terapêutico é um método privilegiado para a
avaliação cognitivo-comportamental, pois o terapeuta solicita ao avaliado que
descreva os pensamentos, sentimentos e comportamentos que ocorrem em
situação em que está exposto, esperando que este lhe forneça informações
importantes. É com base na obtenção destas informações que se estabelece a
relação terapêutica, se tomam decisões e estabelecem-se os objetivos
terapêuticos e prioridades.

Desenho da família.

O teste do desenho da família é um dos mais conhecidos testes de


afetividade infantil. Ele avalia a maneira como a criança ou adolescente
percebe as relações de seu entorno imediato. É uma forma simples de avaliar a
qualidade dos vínculos, da comunicação e do modo como às crianças
constroem sua realidade a partir de seus relacionamentos familiares.

Trabalhar com as emoções


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As técnicas de padrões avaliativos utilizadas entre terapeutas infantis e


seus clientes devem considerar as necessidades da criança, a importância das
brincadeiras e a influência que o ambiente exerce sobre a aquisição e
manutenção de comportamentos. Para tal a utilização de jogos e brincadeiras
tem se mostrado um excelente ferramental avaliativo, os quais favorecem a
identificação de comportamentos não adaptativos importantes nas interações
sociais.

Para Franco & Santos (2015), trabalhar com as emoções desde cedo é
fundamental para o reconhecimento das mesmas e auxiliará a melhor
compreendê-las. Bem como lidar melhor com as situações e o com aquilo que
sente, solucionar conflitos com mais facilidade e com menos sofrimento. É o
início do processo de inteligência emocional.

Muitas vezes uma criança chora para conseguir o que quer, exatamente
porque não sabe compreender e descrever as suas emoções, não sabe
expressá-las da forma mais eficaz, então dispõe da reação que conhece e que
acredita ser a única possível, chorar. Isso explica também diversos
comportamentos, como: uma criança que passa por um processo de luto ou de
conflitos em casa tende a se comportar de maneira agitada e agressiva por não
compreender o que está sentindo e não saber lidar com estes novos
sentimentos.

Reconhecer as emoções é importante também por proporcionar o


desenvolvimento da “empatia” nas crianças, que em linhas gerais é a
capacidade de compreender e se colocar no lugar do outro. Quando a criança
aprende a nomear e a reconhecer as emoções, sabe identifica-las não somente
em si, mas também nos outros.

Trabalhar com os pensamentos relacionados aos sentimentos

Conforme afirma Stallard (2009), as distorções cognitivas são


introduzidas como erros de pensamento que desqualificam a maneira pela qual
os eventos são percebidos. Elas fazem com que os eventos positivos sejam
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negligenciados, ou a sua importância, minimizada. São descritos seis tipos


principais de erros às crianças e aos adolescentes.

Os "derrotistas" são aqueles que focalizam os eventos negativos,


desconsiderando os positivos (abstração seletiva, desqualificação do
positivo). Explodir tudo destaca como a importância vinculada aos
eventos negativos é exagerada (pensamento dicotômico,
magnificação, supergeneralização). Prever o fracasso explica como
se espera que aconteçam coisas ruins (inferência arbitrária). Sentir o
pensamento demonstra como as emoções dominam e obscurecem o
pensamento (raciocínio emocional), enquanto ‘‘preparar-se para o
fracasso destaca como são frequentemente estabelecidos padrões
inatingvíeis (expectativas irrealistas). Finalmente, o culpe-me
identifica como a responsabilidade pelos eventos negativos que
acontecem é assumida automaticamente (personalização) (Stallard,
2009).

Investigar distorções e déficits cognitivos

Para Stallard (2009), o processo de monitoramento do pensamento


oferece uma oportunidade de identificar cognições negativas ou disfuncionais e
crenças e pressupostos irracionais comuns. Isto resulta no aumento da
consciência da natureza e do tipo das distorções cognitivas, dos déficits
cognitivos e do efeito destes sobre o humor e o comportamento.

Monitorar o pensamento

Uma tarefa fundamental é a identificação de cognições e padrões de


pensamento comuns. O monitoramento do pensamento pode enfocar crenças
centrais, pensamentos negativos automáticos ou pressupostos disfuncionais e
envolve lembrar ou proporcionar hipóteses de situações ''tensas'' A tríade
cognitiva fornece uma maneira útil de estruturar e organizar a informação e
avaliar os pensamentos dos jovens sobre si mesmos, o seu mundo e o que
fazem.

Avaliação do pensamento e desenvolvimento de processos cognitivos


alternativos

A identificação de processos cognitivos disfuncionais leva à verificação e


à avaliação sistemática desses pressupostos e crenças e à aprendizagem de
habilidades cognitivas alternativas. A avaliação é a oportunidade de
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desenvolver cognições alternativas, mais equilibradas e funcionais, as quais


reconhecem dificuldades, mas também as capacidades e os sucessos.

Pensamentos, sentimentos e eventos.

Segundo o mesmo autor, a utilização de charadas e quebra-cabeças


permitirá que você determine se a criança é capaz de demonstrar uma
consciência de emoções diferentes em situações diversas. Por exemplo, pode
ser fornecido à criança um conjunto de cartões de sentimentos (p. ex.,
amedrontado, alegre, bravo, etc.), pedindo que ela escolha aquele que melhor
descreve como se sente em várias situações (p. ex., o primeiro dia na escola,
brincar com o melhor amigo, ser repreendida, etc.).

A tarefa pode envolver ainda a combinação de sentimentos com uma


gama de pensamentos diferentes (p. ex., "acho que vou errar", "acho que
joguei bem essa partida", "acho que meus amigos vão implicar comigo").
Alternativamente, essa tarefa pode ser realizada utilizando-se bonecos, quando
a criança tem que descrever como ela ou a seu personagem iriam se sentir em
várias situações (p. ex., se fossem provocadas ou recebessem um convite para
a festa de aniversário de um amigo).

Teste projetivo

Testagem no processo de avaliação em psicoterapia são procedimentos


contínuos cujos objetivos são a formulação de hipóteses sobre os pacientes, o
apoio a estratégias de tratamento, a avaliação de progressos e de resultados.

CAT-A - Teste de Apercepção Infantil - Figuras de Animais


Conforme refere Xavier & Villemor-Amara (2011), o Teste de Apercepção
Infantil com Figuras de Animais – Children's Apperception Test – CAT-A – é
composto por uma série de 10 pranchas com figuras de animais em várias
situações humanas. Destina-se a crianças de 3 a 10 anos de ambos os sexos e
é analisado a partir de dez variáveis que devem ser observadas em cada
história.
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O Cat-a é um dos mais importantes instrumentos projetivos para o


psicodiagnóstico infantil. Tem como objetivo, investigar a estrutura de
personalidade da criança, as defesas e o modo dinâmico de reagir e enfrentar
os problemas do crescimento. Bem como, construir hipóteses de compreensão
de aspectos importantes como: o relacionamento da criança com figuras
importantes em sua vida, a dinâmica das relações interpessoais, e a natureza
das relações familiares.

Considerações finais

Este artigo teve por objetivo, apresentar as técnicas utilizadas na prática


em avaliação psicológica através do estagio em processos clínicos do curso de
graduação em Psicologia, da Universidade Luterana do Brasil, campus Guaiba.
A avaliação psicológica é uma prática importante da Psicologia e configura-se
como uma área em plena expansão. Além disso, seu exercício é um direito e
uma prática privativa do psicólogo. Neste sentido, a qualificação técnica dos
profissionais que atuam na área é primordial.

Para o exercício adequado da avaliação psicológica, é necessária a


compreensão dos seus objetivos e o conhecimento do contexto em que os
indivíduos estão inseridos, para que se possa realizar a condução adequada do
processo e o manejo adequado das técnicas e instrumentos de acordo com a
especificidade de cada demanda.

Entretanto, nota-se a relevância da atenção na formação em avaliação


psicológica pela Universidade. As diretrizes curriculares dos cursos de
graduação visam garantir que estas competências em avaliação psicológica
sejam desenvolvidas. Neste sentido, é fundamental oferecer oportunidades
através de cursos de especialização, treinamentos e projetos de extensão para
que os psicólogos em formação, os quais desejam buscar o aprimoramento e a
atualização dos aspectos teóricos e práticos, desenvolvam essas habilidades.

Por fim, reitera-se a relevância do aprimoramento prático, de modo a


complementar os fundamentos teóricos que, são essenciais para a formação
de psicólogos devidamente capacitados para atuação em avaliação
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psicológica. Entende-se que as ofertas de estágios em processos clínicos


veem proporcionando aos alunos de graduação, desta Universidade, uma
formação completa e qualificativa na área, permitindo a constante integração
entre teoria e prática.

Bibliografia

Franco, M. d., & Santos, N. N. (setembro de 2015). http://www.scielo.br. Acesso


em 06 de novenbro de 2018, disponível em http://www.scielo.br/Psicologia:
Teoria e Pesquisa: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v31n3/1806-3446-ptp-31-03-
00339.pdf

GARCI, R. D. (2011). Técnicas de terapia cognitiva para crianças e


adolescentes. Porto Alegre: Artemd.

Santos, S. G. (setembro de 2014). Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia


– Edição Especial nº 008 Vol.01/2014 set/2014. Acesso em 08 de novembro de
2018, disponível em www.ipog.edu.br: https://www.google.com.br/search?
q=a+primeira+entrevista+em+psicoterapia+pdf&ei=zWfkW961OMyXwATw36OI
Cg&start=20&sa=N&ved=0ahUKEwie0LeHn8XeAhXMC5AKHfDvCKE4ChDy0w
MIhgE&biw=1366&bih=577

SANTOS, T. Q. (2015). Avaliação psicológica no atendimento infantil: Uma


perspectiva. Acesso em 4 de novebbro de 2018, disponível em
https://www.igt.psc.br:https://www.google.com.br/search?
ei=t6HdW5HYGIiNwwShrI3ABA&q=avala
%C3%A7%C3%A3o+psicologicainfantil&oq=avala
%C3%A7%C3%A3o+psicologicainfantil&gs_l=psyab.3..0i13k1l5j0i13i30k1l3j0i1
3i5i30k1l2.9986.15119.0.16974.11.11.0.0.0.0.250.1578.0j10j1.11.0....0...1c

Stallard, P. (2009). Bons pensamentos - bons sentimentos [recurso eletrônico] :


manual de terapia cognitivo-comportamental para crianças e adolescentes /
Paul Stallard ; tradução Carlos Alberto Silveira Netto Soares. . Porto Alegre:
Artmed.

Xavier, M. d., & Villemor-Amaral, A. E. (15 de dezembro de 2011).


http://www.Psicol. Reflex. Crit. vol.26 no.1 Porto Alegre 2013. Acesso em 07 de
novembro de 2018, disponível em http://www.scielo.br:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
79722013000100005