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AGLOMERANTES

Curso: Engenharia Civil


DISCIPLINA: Materiais de Construção
Semestre/ ano: 6°/ 2018
Professor: Eng. Civil Cícero Vicente Miranda
Aula 1
AGLOMERANTES
Aglomerantes são materiais, geralmente pulverulentos,
que misturados à água, formam uma pasta capaz de
endurecer por secagem ou em decorrência de reações
químicas. Os aglomerantes são capazes de ligar os
agregados, formando um corpo sólido e coeso.

AGLOMERANTES AÉREOS
São aqueles cujos produtos de hidratação não resistem à
ação da água, como é o caso da Cal aérea e do Gesso.

AGLOMERANTES HIDRÁULICOS
São aqueles cujas reações químicas com a água de
amassamento, provocam o endurecimento . Estes
aglomerantes formam um produto resistente à água. Entre
eles estão o Cimento Portland , de uso bastante difundido,
e a Cal Hidráulica.
Gesso para construção civil – NBR 13207/94
Gesso para construção: Material moído em forma de pó,
obtido da calcinação da gipsita, constituído
predominantemente de sulfato de cálcio, podendo conter
aditivos controladores do tempo de pega.
Gipsita: Sulfato de cálcio desidratado natural.
TIPOS:
Gesso fino para revestimento; Gesso grosso para
revestimento.
Gesso fino para fundição; Gesso grosso para fundição:
gesso utilizado para fabricação de elementos e/ou
componentes para construção civil.
Gesso para construção civil – NBR 13207/94
Condições Específicas:
Exigências químicas: o gesso para construção civil deve a
tender às exigências indicadas na tabela 1.

Tabela 1 - Exigências químicas do gesso para construção


civil
Determinações químicas Limites
Água livre máx. 1,3
Água de cristalização 4,2 a 6,2
Óxido de cálcio (CaO) mín. 38
Anidrido sulfúrico (SO3) Min. 53
Gesso para construção civil – NBR 13207/94
Exigências físicas e mecânicas: o gesso para construção civil deve atender às exigências indicadas
nas tabelas 2 e 3.
Tabela 2 - Exigências físicas e mecânicas do gesso para construção civil

Determinações físicas e necânicas Unidade Limites


Resistência à compressão (NBR 12129) MPa > 8,40
Dureza (NBR 12129) N/mm2 > 30,00
Massa Unitária (NBR 12129) Kg/m3 > 700,00

Tabela 3 - Exigências físicas do gesso para construção civil


Tempo de Pega (min) (NBR12128) Módulo de finura
Classificação do gesso Início Fim (NBR 12127)

Gesso fino p/ revestimento > 10 > 45 < 1,10


Gesso grosso p/ revestimento > 10 > 45 > 1,10
Gesso fino p/ fundição 4 a 10 20 a 45 < 1,10
Gesso fino p/ fundição 4 a 10 20 a 45 > 1,10
NBR 7175 - Cal hidratada para argamassas
Cal hidratada: Pó obtido pela hidratação da cal virgem, constituído
essencialmente de uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de
magnésio, ou ainda, de uma mistura de hidróxido de cálcio, hidróxido de
magnésio e óxido de magnésio.

Requisitos gerais
Denominação normalizada pelas seguintes siglas:

a) cal hidratada: CH-I;


b) cal hidratada: CH-II;
c) cal hidratada: CH-III.
NBR 7175 - Cal hidratada para argamassas

Embalagem, marcação, entrega e Armazenamento em sacos


Quando a cal hidratada for entregue em sacos, estes devem ter
impressos, de forma visível, na frente e verso, as siglas CH-I, CH-II ou
CH-III, com 40 mm a 60 mm de altura, a denominação normalizada,
massa líquida, nome e marca do fabricante.
Devem ser igualmente impressas nos sacos informações técnicas
adicionais como instrução de uso, data de validade e informações
sobre segurança no manuseio e na utilização da cal.
A cal hidratada deve ser armazenada sobre estrados, em área
coberta, ambiente seco e arejado.
NBR 7175 - Cal hidratada para argamassas
Requisitos específicos
Exigências químicas

Limítes
Compostos CH I CH II CH III
Na fábrica ≤ 5% ≤ 5% ≤ 13%
Anidrido Carbônico (CO2) No depósito ≤ 7% ≤ 7% ≤ 15%

Óxidos de cálcio e magnésio não ≤ 10% ≤ 15% ≤ 15%


hidratado (CaO + MgO)
Óxidos totais na base de não voláteis ≤ 90% ≤ 88% ≤ 88%
NBR 7175 - Cal hidratada para argamassas
NBR 7175 - Cal hidratada para argamassas
As exigências químicas e físicas da seção 5 devem ser verificadas de acordo com os
métodos de ensaios indicados na seção 2, quais sejam:

a) retirada e preparação de amostra: NBR 6471;

b) análise química: NBR 6473;

c) finura: NBR 9289;

d) água da pasta de consistência normal: NBR 14399;

e) retenção de água: NBR 9290;

f) estabilidade: NBR 9205;

g) incorporação de areia: NBR 9207;

h) plasticidade: NBR 9206.


Normas - Cal

NBR 6473:2003 - Cal virgem e cal hidratada - Análise química


NBR 9205:2001 - Cal hidratada para argamassas - Determinação da
estabilidade
NBR 9206:2003 - Cal hidratada para argamassas - Determinação da
plasticidade
NBR 9207:2000 - Cal hidratada para argamassas - Determinação da
capacidade de incorporação de areia no plastômetro de Voss
NBR 9289:2000 - Cal hidratada para argamassas - Determinação da
finura
NBR 9290:1996 - Cal hidratada para argamassas - Determinação de
retenção de água
NBR 14399:1999 - Cal hidratada para argamassas - Determinação da
água da pasta de consistência normal
CIMENTO PORTLAND
Origem

1756, John Smeaton misturou pozolana ao


calcário com elevada taxa de argila. Obteve
material de dureza e cor similar às pedras da
ilha de Portland.

 1824, Joseph Aspdin patenteou o


processo de fabricação do cimento
Portland: o
(1.450 C)
calcário + argila clinker gesso
moído
1912 – Fábrica em Cachoeiro de Itapemirim
Tipos de Cimento Portland

Cimento Portland Comum ( CP I )


Cimento Portland Composto ( CP II )
Cimento Portland de Alto Forno ( CP III )
Cimento Portland Pozolânico ( CP IV )
Cimento Portland de Alta Resistência inicial ( CP V )
Cimento Portland Branco ( CPB )
Cimento Portland para Poços Petrolíferos ( CPP )
Cimento Portland Resistente aos Sulfatos (RS)
Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC)
Cimento Portland
Tipos de cimento Portland produzidos no Brasil
Denominação Tipo de Adição Sigla Tipo – Classe
CP I-S – 32
Cimento Portland Comum Escória, pozolana ou filer (até 5%)
CP I-S – 40

escória (6 – 34%) CP II-E – 32


CP II-E – 40
Cimento Portland Composto pozolana (6 – 14%) CP II-Z – 32

filer (6 – 10%) CP II F – 32
CP II-F – 40

Cimento Portland de Alto-Forno escória (35 – 70%) CP III – 32


CP III – 40

Cimento Portland Pozolânico pozolana (15 – 50%)


CP IV – 32
Cimento Portland de Alta
material carbonático (até 5%)
Resistência Inicial CP V – ARI
Cimento Portland Resistente a estes cimentos são designados pela sigla original acrescida de “RS”.
Sulfatos Ex. CP V-ARI-RS, CP III-32 RS
Cimento Portland de Baixo Calor estes cimentos são designados pela sigla original acrescida de “BC”.
de Hidratação Ex. CP IV-32 BC

Cimento Portland Branco estrutural CPB – 32


não estrutural CPB
Trabalho 1
Responda:
1- O que é normalização?
2- Quais os objetivos da normalização?
3- O que é Norma?
4- Qual a diferença entre ABNT, NBR e NR? Comente a respeito.
5- Quais são as entidades normalizadoras?

Grupos:
Fazer um resumo das Normas: NBR 15310; NBR 7211; NBR 5754; NBR
7222; NBR 7215; NBR 11801; NBR 12127 e NBR 13817.

Obs.: Apresentação/ entrega na próxima aula: 15/08/2018