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PROVA DE DIREITO CIVIL

PP.70-85

1. A POSSIBILIDADE DE INGRESSO DE OUTRAS AÇÕES POSSESSÓRIAS


1.1. AÇÃO DE NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA OU EMBARGO DE OBRA NOVA
“Essa ação visa a impedir a continuação de obras no terreno vizinho que lhe prejudiquem
ou que estejam em desacordo com os regulamentos civis e administrativos.” (p.70)
“Note-se que a ação de nunciação pode ser convertida em ação demolitória, conforme
posicionamento da jurisprudência (RT 533/1976). Para essa conversão, todavia, deve-se
levar em conta a razoabilidade, em atenção ao princípio da função social da posse e da
propriedade.” (p.71)
“É forte o entendimento entre os processualistas de que a não concessão da liminar faz
com que a ação de nunciação de obra nova perca seu objeto. (...). Uma vez que a finalidade
da ação de nunciação de obra nova é justamente o embargo liminar que, não sendo
alcançado, frustra o seu objeto.” (p.72)
Art. 1.299. O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver,
salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos.
ATENÇÃO: o CPC/73 previa procedimento especial para esta ação, porém, o
CPC/15 o extinguiu, então se aplica, hoje, apenas o procedimento comum.

1.2. DA AÇÃO DE DANO INFECTO


“Uma medida preventiva, baseada no receio de que o vizinho, em demolição ou vício de
construção, lhe cause prejuízos. Essa ação, em regra, é fundada no domínio, mas
igualmente pode o possuidor obter do vizinho a caução por eventuais futuros danos.”
(p.72)
“A título de exemplo, imagine-se que o caso de um locatário, possuidor de um imóvel,
que ingressa com ação contra o vizinho, exigindo caução por excesso de ruído, o que pode
prejudicar as suas atividades.” (p.72)
“A ação de dano infecto pode ser cumulada com reparação de danos, em caso de prejuízos
causados pelo vizinho. (TJRS, Proc. 70013299325)” (p.72)
SEGUE RITO COMUM
1.3. DOS EMBARGOS DE TERCEIRO
“Trata-se de remédio processual para a defesa da posse, ou mesmo da propriedade, por
aquele que for turbado ou esbulhado por atos de apreensão judicial” (p.73)
“Além da proteção da meação do cônjuge, a jurisprudência tem entendido que também o
companheiro pode fazer uso dos embargos de terceiro para proteção da posse.” (p.73)
“Obviamente, a premissa também vale para o companheiro do mesmo sexo, diante da
consolidação do entendimento segundo o qual as regras e máximas previstas para a união
estável heterossexual igualmente incidem para a união homoafetiva (julgamento do STF
da ADPF 132/RJ, de maio de 2011).” (p.73)
“Em resumo, para a concessão da liminar, o dispositivo prevê o oferecimento de caução,
que deve ser idônea, de acordo com a discricionariedade do aplicador do Direito.” (p.74)

CAPÍTULO VII
DOS EMBARGOS DE TERCEIRO (CPC/2015)

Art. 674. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou ameaça de constrição sobre bens que
possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu
desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro.

§ 1o Os embargos podem ser de terceiro proprietário, inclusive fiduciário, ou possuidor.

§ 2o Considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos:

I - o cônjuge ou companheiro, quando defende a posse de bens próprios ou de sua meação, ressalvado o
disposto no art. 843;

II - o adquirente de bens cuja constrição decorreu de decisão que declara a ineficácia da alienação
realizada em fraude à execução;

III - quem sofre constrição judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade jurídica,
de cujo incidente não fez parte;

IV - o credor com garantia real para obstar expropriação judicial do objeto de direito real de garantia,
caso não tenha sido intimado, nos termos legais dos atos expropriatórios respectivos.

Art. 675. Os embargos podem ser opostos a qualquer tempo no processo de conhecimento enquanto não
transitada em julgado a sentença e, no cumprimento de sentença ou no processo de execução, até 5
(cinco) dias depois da adjudicação, da alienação por iniciativa particular ou da arrematação, mas sempre
antes da assinatura da respectiva carta.

Parágrafo único. Caso identifique a existência de terceiro titular de interesse em embargar o ato, o juiz
mandará intimá-lo pessoalmente.

Art. 676. Os embargos serão distribuídos por dependência ao juízo que ordenou a constrição e autuados
em apartado.

Parágrafo único. Nos casos de ato de constrição realizado por carta, os embargos serão oferecidos no
juízo deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida a carta.

Art. 677. Na petição inicial, o embargante fará a prova sumária de sua posse ou de seu domínio e da
qualidade de terceiro, oferecendo documentos e rol de testemunhas.

§ 1o É facultada a prova da posse em audiência preliminar designada pelo juiz.

§ 2o O possuidor direto pode alegar, além da sua posse, o domínio alheio.

§ 3o A citação será pessoal, se o embargado não tiver procurador constituído nos autos da ação principal.
§ 4o Será legitimado passivo o sujeito a quem o ato de constrição aproveita, assim como o será seu
adversário no processo principal quando for sua a indicação do bem para a constrição judicial.

Art. 678. A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a
suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção
ou a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido.

Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração provisória de


posse à prestação de caução pelo requerente, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente
hipossuficiente.

Art. 679. Os embargos poderão ser contestados no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual se seguirá o
procedimento comum.

Art. 680. Contra os embargos do credor com garantia real, o embargado somente poderá alegar que:

I - o devedor comum é insolvente;

II - o título é nulo ou não obriga a terceiro;

III - outra é a coisa dada em garantia.

Art. 681. Acolhido o pedido inicial, o ato de constrição judicial indevida será cancelado, com o
reconhecimento do domínio, da manutenção da posse ou da reintegração definitiva do bem ou do direito
ao embargante.

1.4. AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE


“A ação é fundada em título de propriedade, sem que o interessado tenha tido posse. O
exemplo típico de propositura dessa ação é para proteger o proprietário que arrematou o
bem em leilão e quer adentrar no imóvel.” (p.74)
“De toda sorte, como a ação é petitória, fundada na propriedade, fica em dúvida a
utilização, na prática, do termo ação de imissão de posse. Talvez seja mais adequado
denominar a demanda como ação reivindicatória, o que melhor condiz com a sua
natureza jurídica.” (p.75)
RITO ESPECIAL NO CPC/2015

Art. 538. Não cumprida a obrigação de entregar coisa no prazo estabelecido na sentença, será expedido
mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse em favor do credor, conforme se tratar de coisa
móvel ou imóvel.

§ 1o A existência de benfeitorias deve ser alegada na fase de conhecimento, em contestação, de forma


discriminada e com atribuição, sempre que possível e justificadamente, do respectivo valor.

§ 2o O direito de retenção por benfeitorias deve ser exercido na contestação, na fase de conhecimento.

§ 3o Aplicam-se ao procedimento previsto neste artigo, no que couber, as disposições sobre o cumprimento
de obrigação de fazer ou de não fazer.

Art. 625. O inventariante removido entregará imediatamente ao substituto os bens do espólio e, caso deixe
de fazê-lo, será compelido mediante mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se
tratar de bem móvel ou imóvel, sem prejuízo da multa a ser fixada pelo juiz em montante não superior a
três por cento do valor dos bens inventariados.
Art. 806. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, constante de título executivo extrajudicial,
será citado para, em 15 (quinze) dias, satisfazer a obrigação.

§ 1o Ao despachar a inicial, o juiz poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação,
ficando o respectivo valor sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo.

§ 2o Do mandado de citação constará ordem para imissão na posse ou busca e apreensão, conforme se
tratar de bem imóvel ou móvel, cujo cumprimento se dará de imediato, se o executado não satisfizer a
obrigação no prazo que lhe foi designado.

1.5. DA AÇÃO PUBLICIANA


“A sua finalidade é retomar a posse por quem a perdeu, mas com fundamento no fato de
já haver adquirido a propriedade pela usucapião. É a ‘reivindicatória’ do proprietário de
fato.”
SEGUE RITO COMUM

2. AS FACULDADES DA LEGÍTIMA DEFESA DA POSSE E DO DESFORÇO


IMEDIATO
“Nos casos de ameaça e turbação, em que o atentado à posse não foi definitivo, cabe a
legítima defesa. Em havendo esbulho, a medida cabível é o desforço imediato, para a
retomada do bem esbulhado.” (p.75)

Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho,
e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

§ 1o O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto
que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou
restituição da posse.

§ 2o Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre
a coisa.

“No desforço possessório, a expressão ‘contanto que o faça logo’ deve ser entendida
restritivamente, apenas como a reação imediata ao fato do esbulho ou da turbação,
cabendo ao possuidor recorrer à via jurisdicional nas demais hipóteses.” (ENUNCIADO
495/ V JORNADA DE DIREITO CIVIL)
“A título de exemplo e obviamente, uma defesa praticada após um ano e um dia não é
imediata, não cabendo a utilização dos institutos de proteção própria.”
“A própria jurisprudência admite a derrubada de uma cerca como ato de desforço
imediato tolerável.”
“Deve, assim, agir nos limites do exercício regular desse direito, servindo como
parâmetro o art. 187/CC, que consagra o abuso de direito como ato ilícito. Os parâmetros,
portanto, são aqueles previstos no dispositivo da codificação: fim social, fim econômico,
boa-fé objetiva e bons costumes.” (p.76)
“O possuidor que não vem cumprindo a função social da posse ou da propriedade pode
fazer uso das defesas de autotutela? A resposta parece ser negativa para esses casos.”
(p.76)
“Por fim, conforme a unanimidade da doutrina, a lei está a autorizar que o possuidor que
faz uso da autotutela utilize o apoio de empregados ou preopostos. Isso porque o
art.1210/CC faz menção à força própria, que inclui o auxílio de terceiros, com quem
mantém vínculos.” (p.77)
3. FORMAS DE AQUISIÇÃO, TRANSMISSÃO E PERDA DA POSSE
Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome
próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade.

“Substitui-se, portanto, uma relação supostamente fechada ou taxativa (numerus clausus)


por um conceito aberto, a ser preenchido caso a caso (numerus apertus).” (p.78)
“Há formas de aquisição originárias, em que há um contato direto entre a pessoa e a
coisa; e formas de aquisição derivadas, em que há uma intermediação pessoal.” (p.78)
Ex. de forma originária: ato de apreensão de bem móvel, quando a coisa não tem dono
ou for abandonada.
Ex. de forma derivada: tradição, que vem a ser a entrega da coisa, principal forma de
aquisição da propriedade móvel.
CLASSIFICAÇÃO DAS TRADIÇÕES
 Tradição real: é aquela que se dá pela entrega efetiva ou material da coisa;
 Tradição simbólica: ocorre quando há um ato representativo da transferência da
coisa, como a entrega das chaves de um apartamento.;
 Tradição ficta: é aquela que se dá por presunção, quando, por exemplo, o
possuidor possuía em nome própria e passa a possuir em nome alheio (o
proprietário vende o imóvel e nele permanece como locatário.)

Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:

I - pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante;

II - por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação.

“A posse das coisas móveis e imóveis também pode ser transmitida pelo constituto
possessório.” (Enunciado n.º 77 CJF/STJ)
“Em havendo a aquisição ou transmissão da posse pelo constituto possessório, não restam
dúvidas de que o novo possuidor poderá defender-se por meio das ações possessórias,
como entendeu o STJ.” (p.79)
Art. 1.206. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres.

“Trata-se de expressão do princípio da continuidade do caráter de posse que, em regra,


mantém os mesmos atributos da sua aquisição.”
“Especializando esse princípio da continuidade, preconiza o art.1207 que o sucessor
universal continua de direito a posse do seu antecessor; e ao sucessor singular é facultado
unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.” (p.79)
“No primeiro caso, a lei preconiza a continuidade; no segundo, a união de posses
(acessão). Como esclarece Orlando Gomes, ‘o que distingue a sucessão da união é o modo
de transmissão da posse, sendo a título universal, há sucessão; sendo o título singular, há
união.” (p.79)
“A faculdade conferida ao sucessor singular de somar ou não o tempo da posse de seu
antecessor não significa que, ao optar por nova contagem, estará livre do vício objetivo
que macula a posse anterior.” (ENUNCIADO 495/ V JORNADA DE DIREITO
CIVIL)
“O princípio da continuidade do caráter da posse não é absoluto, podendo ser mitigado:
Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não
autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência
ou a clandestinidade.” (p.80)

“Ainda no que interessa à transmissão da posse, prescreve o art.1209/CC que a posse do


imóvel faz presumir, até prova contrária, a das coisas móveis que nele estiverem. Em
regra, havendo transmissão da posse de um imóvel (bem principal), haverá a transmissão
dos móveis que o guarnecem ( bem acessório).” (p.80)
“Em relação à perda da posse, o legislador atual também preferiu utilizar expressões
genéricas, ao prever no art.1223 do Código Civil vigente que ‘perde-se a posse quando
cessa, embora contra a vontade do possuidor, o poder sobre o bem, ao qual se refere o
art.1196.” (p.80)
“Se o possuidor não presenciou o momento em que foi esbulhado, somente haverá a perda
da posse se, informado do atentado à posse, não toma as devidas medidas necessárias ou
se sofrer violência ao tentar fazê-lo, não procurando outros caminhos após essa
violência.” (p.81)
4. COMPOSSE OU COMPOSESSÃO
“É a situação pela qual duas ou mais pessoas exercem, simultaneamente, poderes
possessórios sobre a mesma coisa. Há, portanto, um condomínio de posses.” (p.81)
Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre
ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

“Desde que não haja exclusão do direito alheio, qualquer um dos possuidores poderá fazer
uso das ações possessórias, no caso de atentado praticado por terceiro.” (p.81)
“Em relação a terceiros, como se fossem um único sujeito, qualquer dos possuidores
poderá usar os remédios possessórios que se fizerem necessários, tal como acontece no
condomínio. Como ficou claro, há composse de bens entre cônjuges, de acordo com as
correspondentes regras de regime de bens; e também entre conviventes ou companheiros,
havendo união estável (art.1723/CC).”
CLASSIFICAÇÃO DA COMPOSSE:
 Composse pro indiviso ou indivisível: é a situação em que os compossuidores têm
fração ideal da posse.
 Composse pro diviso ou divisível: