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Daisy Libório e Lucimara Terra

Metodologia
científica
Sumário
CAPÍTULO 1 – Informação Científica................................................................................05

Introdução.....................................................................................................................05

1.1 Tipos de conhecimento..............................................................................................05

1.1.1 O ato de conhecer...........................................................................................05

1.2 Conceito de ciência e método....................................................................................07

1.2.1 O método científico..........................................................................................07

1.2.2 A pesquisa científica.........................................................................................09

1.2.3 Tipos de trabalhos científicos.............................................................................10

1.2.4 A redação técnico-científica..............................................................................11

1.3 Fontes de informação................................................................................................12

1.3.1 As distintas fontes de informação.......................................................................12

1.4 Citação, referenciação científica e direitos autorais.......................................................13

1.4.1 Citações..........................................................................................................13

1.4.2 Tipos de citações..............................................................................................14

1.4.3 Indicação de autores na citação........................................................................15

1.4.4 Referenciação..................................................................................................16

Síntese...........................................................................................................................20

Referências Bibliográficas.................................................................................................21

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Capítulo 1 Informação Científica

Introdução
Você já percebeu que os materiais que você geralmente utiliza para realizar os seus trabalhos
universitários possuem uma organização especial das informações? Que a linguagem utilizada
nesses materiais é bem diferente das obras literárias que você costuma ler? Que todas as infor-
mações apresentadas possuem um contexto e que a comprovação e fundamentação dos dados
é algo frequente nesses materiais? A disciplina de Metodologia Científica visa a dar a você um
suporte à sua produção acadêmica, conforme os padrões utilizados pela comunidade científica
e de acordo com as normas divulgadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Mais que um guia para que você elabore os seus trabalhos acadêmicos e científicos, esta disci-
plina visa a fornecer um panorama sobre o fazer científico, a sua importância para o desenvolvi-
mento da sociedade como um todo, apresentando também a sua evolução.

Este capítulo traz informações sobre o conhecimento científico e a sua formação, bem como
outros tipos de conhecimentos, também válidos e importantes para a evolução do homem em
sociedade. Apresenta como a ciência se sistematizou ao longo do tempo e a contribuição das
universidades como um espaço intrinsecamente científico e laico. Também serão abordados os
conceitos de ciência e método científico, os diferentes tipos de trabalhos científicos, os fatores
que fazem parte da elaboração de uma pesquisa científica e o estilo de redação do material cien-
tífico. As diferentes fontes de informação científica – primárias, secundárias e terciárias também
serão discutidas. Além disso, serão apresentados os recursos de padronização da ABNT quanto
às citações, referências e atribuição da autoria.

Tenha uma boa leitura e um ótimo período de estudos!

1.1 Tipos de conhecimento


Ao entrar na vida acadêmica, você se deparou com diversos tipos de trabalhos científicos. Esses
trabalhos possuem uma organização própria, com termos, técnicas e modos de apresentar argu-
mentos bem específicos. A metodologia científica é aplicada às produções acadêmicas e possui
regras e disposições próprias na aquisição, transformação e transmissão do conhecimento, como
veremos nesta disciplina. Veja agora os diferentes tipos de conhecimento e mais especificamente
como o conhecimento científico tem impacto na sua vida.

1.1.1 O ato de conhecer


O conhecimento, ou cognoscere, que em latim significa “ato de conhecer”, é um conceito muito
amplo. Há muitas formas de o homem conhecer o mundo e a si mesmo e utilizar esses entendi-
mentos para o desenvolvimento da sociedade. Todas as culturas possuem formas de conhecer as
coisas e transmitir as suas descobertas.

Entre as formas mais comuns de conhecimento, está o conhecimento sensorial ou sensível, cien-
tífico, artístico, filosófico, a sabedoria popular, teológico ou religioso, etc. – e todas essas formas
de conhecer e sistematizar a compreensão devem ser respeitadas. Em muitos monumentos his-
tóricos das grandes civilizações, são encontrados registros de diferentes tipos de conhecimento,
muitas vezes descritos em conjunto.
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Metodologia científica

Figura 1 – Conhecimento egípcio: convergência da arte, ciência, religião e política.


Fonte: Shutterstock (2015).

Já o conhecimento científico é pautado por método inquisitivo, que utiliza provas observáveis,
empíricas e mensuráveis, cujo método se baseia na coleta de dados por meio de observação e
experimentação, na formulação de hipóteses e teses. Segundo Lakatos e Marconi (2009, p. 7),
o conhecimento científico é real (factual), pois analisa as ocorrências ou fatos, isto é, com toda
“forma de existência que se manifesta de algum modo”. É sistemático, pois compreende o saber
de maneira ordenada, formando um sistema de ideias (teoria), “e não conhecimentos dispersos
e desconexos” (LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 7). É importante entender que o conhecimento
científico não é infalível ou unânime: novas descobertas e o desenvolvimento de técnicas podem
reformular algo que já havia sido comprovado pela ciência.

A investigação científica se inicia quando se descobre que os conhecimentos existentes,


originários quer das crenças do senso comum, das religiões ou da mitologia, quer das teorias
filosóficas ou científicas, são insuficientes e imponentes para explicar os problemas e as dúvidas
que surgem. (LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 30).

Se você parar para pensar, boa parte das coisas que você consome, por exemplo, é produzi-
da com conhecimentos oriundos das investigações científicas: as vacinas e remédios que você
utiliza, as fibras que compõem a sua roupa, a diversidade de alimentos que chega até a sua
mesa, a tecnologia empregada em seus aparelhos eletrônicos, por exemplo. O método cientí-
fico contribui no trato de problemas e processos do dia a dia ou de demandas que envolvem o
desenvolvimento humano como um todo. Assim, o conhecimento torna-se uma premissa para o
desenvolvimento humano, bem como a pesquisa para a consolidação da ciência.

NÃO DEIXE DE VER...


O filme Luz, trevas e método científico, produzido pelo Instituto de Bioquímica Médica
(Laboratório de Bioenergética) da UFRJ, com apoio do CNPq, apresenta de forma sim-
ples o fazer científico, concebido a partir de uma estruturação sistemática e necessária,
mas também como algo comum em diferentes momentos do cotidiano.

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1.2 Conceito de ciência e método
Todo fazer científico possui regras, métodos e direcionamentos que se desenvolveram por muitos
séculos e com a contribuição de muitos pesquisadores. Você verá o que é de fato ciência e como
ela está organizada, tendo em vista que a universidade é a instituição fomentadora e desenvol-
vedora da pesquisa científica. Observe também os diferentes tipos de trabalhos científicos e o
modo de produzi-los, por meio das boas práticas de redação científica.

1.2.1 O método científico


O método científico pode ser definido como um conjunto de regras básicas empregadas em uma
investigação científica, com o objetivo de obter resultados, de forma imparcial e confiável. O
método científico é resultado da contribuição de pensadores de todos os momentos históricos – a
ideia de sistematizar o saber é oriunda da Grécia Antiga e vem sendo revista e analisada por mui-
tos pensadores – como René Descartes (1596-1650), que, na obra Discurso o Método, discute
importantes conceitos que permeiam toda a trajetória da ciência até hoje. O filósofo costumava
dizer que, para compreender o todo, basta compreender as partes, o que exemplifica bem uma
das formas do método científico, que averigua uma questão por etapas, de forma sistemática e
racional, chamada de método dedutivo.

Figura 2 – René Descartes, um dos precursores modernos do método científico.


Fonte: Shutterstock (2015).

Francis Bacon (1561-1626), por exemplo, foi o primeiro a defender a experimentação como
fonte de conhecimento e um dos responsáveis pela base do empirismo. Foi ele quem atribuiu ao
conhecimento um caráter mais funcional, e afirmava que apenas a investigação científica poderia
garantir o desenvolvimento do homem e o domínio deste sobre a natureza. O filósofo ficou co-
nhecido por propor o método indutivo (CHAUÍ, 2010). Posteriormente, muitos outros teóricos lan-
çaram luz sob a questão do método científico, que hoje pode ser concebido por etapas distintas:

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Metodologia científica

Observação

Publicação Hipótese

Conclusão Experimentação

Resultados Teste

Figura 3 – Resumo das etapas do método científico.


Fonte: Elaborada pela autora (2015).

Para elucidar melhor essas etapas, podemos entender da seguinte forma. Confira a seguir!

• Observação – A partir da observação de algum sistema ou situação, o cientista formula


uma questão do seu interesse. A observação científica é sistemática e controlada, a partir
de fatos verificáveis.

• Hipótese – O cientista busca uma possível resposta para explicar o fenômeno observado.
Estas são as afirmações prévias para explicar os fenômenos.

• Experimentação – Para verificar se a hipótese é realmente verdadeira, o cientista irá


realizar experimentos controlados, medir os dados, confirmar ou não as hipóteses – se são
ou não verdadeiras e prováveis.

• Tese – O cientista elaborará um conjunto de fatos alinhados e hipóteses organizadas.


Buscará dados e argumentos que comprovem a sua tese. O cientista pode fazer novos
experimentos, novas observações, reciclar as hipóteses e análise lógica.

• Resultados – Ele verificará se os resultados atingidos corroboram as teorias.


• Conclusões – Ele deve apresentar as conclusões alcançadas com a pesquisa científica.
• Publicação – O cientista apresentará a pesquisa, seu desenvolvimento e os resultados
à comunidade científica, publicando o conteúdo ou apresentando-o para a análise, de
forma organizada.

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CASO
Charles Darwin (1809-1882) visitou as ilhas Galápagos, a oeste do Equador, e observou várias
espécies de tentilhões, pássaros comuns no local, e cada uma destas estava adaptada de ma-
neira única ao seu habitat. O cientista, contudo, constatou, por meio da observação, diferenças
entre os bicos dos tentilhões, indispensáveis na busca por alimentos. Ficou surpreso como tantas
espécies de tentilhão coabitavam uma mesma área geográfica, tão diminuta.

Darwin, então, passou a questionar: o que levou à diversidade de tentilhões das ilhas Galápa-
gos? Darwin formulou a hipótese de que a diversidade desse tipo de ave era resultado de uma
mesma espécie matriz, que se desenvolveu de formas diferentes em distintos ambientes.

Em seguida, Darwin deduziu que houve uma luta pela sobrevivência e pela adaptação das es-
pécies observadas. Darwin conhecia a obra Ensaio sobre o princípio da população, do cientista
Thomas Robert Malthus (1766-1834), que fala sobre a sobrevivência e o crescimento populacio-
nal das espécies – havia um controle natural para que os tentilhões fossem verificados daquela
maneira. Darwin fez testes comparativos em grupo experimental de tentilhões. Na análise das
informações que coletou, chegou à conclusão de que o isolamento geográfico, o ambiente eco-
lógico e a competição entre as espécies de tentilhão contribuíram para a seleção dessas espécies
– ele desenvolveu, dessa forma e em grosso modo, a sua teoria da seleção natural e evolução.
Darwin levou quase 20 anos analisando todos esses dados recolhidos em Galápagos antes de
incluí-los na sua teoria de seleção natural, publicada em seu livro A origem das espécies e a
seleção natural (1859).

1.2.2 A pesquisa científica


A pesquisa, seja para fins profissionais ou científicos, amplia os horizontes e apresenta diretrizes
fundamentais que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento (OLIVEIRA, 2002).
Ao pesquisador, cabem as habilidades para a utilização das técnicas de análise, a compreensão
dos métodos científicos e os procedimentos com o objetivo de encontrar respostas para as per-
guntas formuladas – para isso, ele utilizará conhecimentos teóricos e práticos.

Durante sua vida acadêmica, você utilizará métodos e procedimentos baseados na racionalidade
e comprovação, a partir de um planejamento eficaz de pesquisa e de critérios e instrumentos me-
todológicos adequados, que passem credibilidade e confiança no processo e apresentação dos
resultados atingidos. O mesmo ocorre em sua vida profissional! Para que você possa se manter
atualizado em sua área, será preciso recorrer às obras científicas, pois elas são alteradas fre-
quentemente para abordar as discussões, teorias e práticas mais atuais. Saiba que a universidade
por si só é um espaço voltado ao desenvolvimento das atividades científicas e está estruturada
pela tríade Ensino, Pesquisa e Extensão.

• Ensino – Desenvolver processos de ensino de qualidade.


• Pesquisa – Estimular a investigação científica às respostas necessárias ao desenvolvimento
da sociedade.

• Extensão – Atender às demandas da comunidade local, prestando serviços e assistências,


bem como interagindo com a comunidade em que está inserida.

Você também já compreendeu que a ciência exige um método específico. O método da pesquisa
varia conforme o tipo de trabalho que o pesquisador irá desenvolver. Os resultados da pesquisa
podem ser encontrados sob a forma de um trabalho técnico-científico, publicados em revistas e
periódicos científicos, eventos (como congressos, palestras, seminários, etc.) e em muitos outros
veículos.

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Metodologia científica

NÓS QUEREMOS SABER!


Você compreendeu o que é ciência? Conforme Lakatos e Marconi (2009), a ciência é
um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente,
sistematizados e verificáveis, que fazem referências a objetos da mesma natureza. Mas
o que leva o homem a fazer ciência? É a necessidade de compreender as relações
existentes além das aparências sensíveis dos objetos, fatos ou fenômenos, além das
percepções sensoriais e do senso comum.

1.2.3 Tipos de trabalhos científicos


Mesmo que você reconheça diferenças entre os tipos de trabalhos científicos, é possível verificar
que há semelhanças e até mesmo um padrão entre estes. Todos os modelos possuem uma mesma
divisão: introdução, desenvolvimento e conclusão. Vejamos alguns tipos de trabalhos científicos
com os quais você irá se deparar ao longo do seu percurso acadêmico.

• Trabalhos de graduação – Você elaborará diversos trabalhos como este, para diferentes
disciplinas. Eles servem para motivar o raciocínio lógico, proporcionar uma revisão
bibliográfica e situar o acadêmico com a pesquisa científica.

• Trabalhos de conclusão curso – Conhecidos como TCC – Trabalho de Conclusão de


Curso ou TC – Trabalho de Curso, são monografias sobre um determinado assunto.
Trata-se de uma oportunidade de comprovação de assimilação de conteúdo, uma revisão
bibliográfica, sem aprofundada capacidade investigativa.

• Monografia – É um trabalho científico realizado na obtenção do título de especialista em


cursos lato sensu, bem como exigido em alguns cursos de graduação. Segundo Medeiros
(2000), as monografias servem para comprovar o grau de graduação, as dissertações
para a titulação de mestre e as teses para o grau de doutor – os formatos de texto,
contudo, são bem similares.

• Dissertação – Trata-se de um trabalho direcionado aos cursos pós-graduação stricto


sensu (mestrado) e supõe a reflexão sobre um determinado tema, de forma ordenada e
fundamentada, com completude e informações. Tem caráter experimental ou de exposição
de um estudo científico retrospectivo (NBR 14724, 2011).

• Tese – Corresponde a um trabalho de conclusão de pós-graduação strictu senso


(doutorado), com apresentação de um avanço significativo em determinada área do
conhecimento, um estudo original.

• Artigo científico – Tem a função de levar ao conhecimento do público um novo assunto


ou abordagem, aspectos ainda não explorados, com publicação de autoria declarada.
As afirmações apresentadas devem ser baseadas em evidências e com argumentações
fundamentadas. O artigo científico pode também refutar ideias e fatos, apresentar soluções
e sondagem de opinião. Pode ser um artigo original (com temas e abordagens próprias)
ou artigo de revisão (resumindo, analisando e discutindo informações já publicadas) (NBR
6022, 2003).

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1.2.4 A redação técnico-científica
O texto técnico-científico caracteriza-se por abordar as temáticas relativas à ciência, com teorias
e instrumentos próprios, a fim de levar a questão à discussão, na área para a qual o texto se re-
mete. Você já deve ter notado que a redação científica não é parecida com os textos jornalísticos
ou publicitários, por exemplo.

O estilo seguido pelos textos científicos possui uma linha de raciocínio em nível culto ou padrão
da língua, considerando as regras gramaticais e ortográficas, os estilos de cada área de co-
nhecimento e a normatização técnica. Dessa forma, é importante ressaltar que o estilo do texto
científico será determinado pela natureza do raciocínio científico, conforme a área do saber em
que se situa o seu trabalho (SEVERINO, 2002).

Um artigo científico pressupõe que o autor expresse o que sabe sobre o tema, que utilize os
recursos da língua de forma direta e clara, sem rebuscamentos ou linguagem coloquial. Muitas
vezes, os jargões técnicos ajudam na compreensão do leitor (SECAF, 2004).

Na hora de produzir o seu material acadêmico, considere os princípios básicos da comunicação


técnica:

• Objetividade – Aborde os assuntos de forma simples, evitando os floreios linguísticos,


evitando os significados dúbios e palavras de difícil compreensão. Evite desvios e
considerações irrelevantes ou pessoais.

• Clareza – Não deixe margens para interpretações adversas.


• Precisão – Utilize termos específicos e vocabulário bem direcionado para afirmar as suas
suposições, sem usar termos prolixos.

• Imparcialidade – Evite ideias preconcebidas. No momento em que você assumir uma


posição, ampare o seu texto com fatos, evidências e dados alcançados com a sua pesquisa.

• Encadeamento – É preciso encadear os parágrafos, tópicos e capítulos, por meio de


um desenvolvimento lógico. Harmonize cada parágrafo com o anterior e o posterior – o
mesmo vale para os capítulos e tópicos.

• Impessoalidade – Escreva o seu texto de modo impessoal, na terceira pessoa. Em vez


de usar termos como “a minha pesquisa tem o objetivo de”, utilize “esta pesquisa tem o
objetivo de”.

• Concisão – Construa o máximo de texto com o mínimo de palavras. Se preciso, reescreva


várias vezes o seu texto para verificar repetições de ideias e palavras.

• Coerência – Trata-se de seguir a sequência de ideias previamente destacada logo na


introdução do trabalho. Crie o seu texto científico com um ordenamento lógico entre os
temas.

NÓS QUEREMOS SABER!


O que é concisão? Entende-se como a capacidade de sintetizar as ideias, de expor o
máximo com o mínimo de palavras, de forma harmônica. Muitos acadêmicos sentem
dificuldades no começo das suas produções científicas quanto à concisão. É preciso
praticar para alcançar um ótimo teor científico e um texto direto e articulado.

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Metodologia científica

1.3 Fontes de informação


Como você já deve saber, para produzir um material científico, é preciso recorrer às diferentes
fontes de informação. Uma fonte de informação pode ser qualquer recurso que consiga respon-
der a uma demanda de informação de uma pesquisa ou de um usuário.

Conheça agora as fontes de informação que servem para a construção do trabalho científico.

1.3.1 As distintas fontes de informação


No meio acadêmico, essas fontes são divididas em três grupos distintos, mas que se relacionam
entre si.

• Fontes primárias – São aquelas que o autor usará diretamente para a elaboração
do material, por exemplo, teses, normas técnicas, artigos, legislação, livros, relatórios
científicos, TCCs, patentes, dissertações, teses, entre outros.

• Fontes secundárias – São aquelas que apresentam a participação de um segundo autor,


como as bibliografias, as enciclopédias, as publicações ou periódicos de indexação e
resumos, os artigos de revisão, catálogos, etc. Elas auxiliam o acesso ao conhecimento
das fontes primárias.

• Fontes terciárias – São as bibliografias de bibliografias, catálogos de bibliotecas,


diretórios, e outros recursos similares. Possuem a função de guiar o pesquisador às fontes
primárias e secundárias.

E como identificar as fontes certas para o seu trabalho? Primeiramente, é preciso identificar o tipo
de material que você pretende produzir (projeto, monografia, tese, dissertação, etc.). Veremos
os tipos de trabalhos mais adiante. Em seguida, identifique o tema da pesquisa e defina quais
materiais irá utilizar na pesquisa – impressos, digitalizados, bases de dados, etc. A próxima etapa
chama-se comutação bibliográfica, ou seja, a localização e obtenção do material. Durante a
pesquisa das fontes de informação, é comum aparecerem novos temas, abordagens que você
não havia considerado inicialmente e até mesmo a mudança dos termos-chaves da pesquisa
para conceitos mais assertivos. Essas mudanças fazem parte do processo científico.

NÃO DEIXE DE LER...


KAKU, M. A física do futuro: como a ciência moldará o destino humano e o nosso coti-
diano em 2100. Rio de Janeiro: Rocco, 2012. Esse livro faz uma previsão de como será
a vida das pessoas em 2100, baseada em 300 entrevistas feitas pelo autor a cientistas
de todas as áreas do conhecimento e de todas as partes do mundo. É uma ótima forma
de compreender o avanço da ciência.

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1.4 Citação, referenciação científica e direitos
autorais
Como você pôde perceber, a construção de um material científico faz uso de diversas fontes,
opiniões, argumentos e contribuições de outros especialistas. A pesquisa científica utiliza obriga-
toriamente os conteúdos produzidos e apresentados pela comunidade científica para continuar
se desenvolvendo. E para utilizar referências no seu texto científico, o pesquisador precisa dar
credibilidade e sustentar as suas posições a partir das evidências apresentadas por outras pesso-
as, em um processo colaborativo e gratificante.

Para citar ou referenciar esses materiais, é preciso fazer uso das normas técnicas adequadas ao
texto científico, a fim de identificar e contemplar corretamente a autoria e garantir os direitos
autorais, identificar as fontes de informação utilizadas no processo e organizar o conteúdo e a
disposição das informações. As referência e citações fazem parte de qualquer tipo de trabalho
acadêmico e fundamentam o seu desenvolvimento.

1.4.1 Citações
As citações servem para fundamentar o trabalho científico, creditando as afirmações apresen-
tadas com posicionamento de autoridades no assunto de determinada área do conhecimento,
apresentar ideias, aspectos metodológicos, resultados e interpretações sobre os assuntos. Con-
forme a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 10520, 2002, p. 1), uma cita-
ção nada mais é que “uma menção de uma informação extraída de outra fonte”.

Trata-se de uma inserção de informações de outras fontes no texto acadêmico, que ilustram ou
esclarecem um determinado assunto. É preciso lembrar que não se trata de uma mera cópia ou
paráfrase, e sim um conteúdo exclusivo. Vale dizer também que não é possível fazer pesquisa
científica sem citações que a corroboram.

NÓS QUEREMOS SABER!


Diante do que você estudou até o momento sobre as citações, consegue visualizar os
principais problemas relacionados às citações? O excesso de citações pode descarac-
terizar o trabalho acadêmico. A apropriação de ideias sem citar as fontes pode incidir
em plágio e desconsiderar a pesquisa. A falta de conexão entre as fontes pode trazer
problemas na interpretação do conteúdo. E a documentação inadequada pode impedir
que o leitor faça buscas próprias sobre as ideias apresentadas.

E como citar as fontes no texto? As citações devem ocorrer de modo organizado, seguindo o
estilo do autor, mas contemplando os critérios adotados pela publicação ou instituição à qual
o trabalho científico está vinculado. Os formatos de citações podem ser encontrados na NBR
10520 (2002, p. 3) – esse documento afirma que as citações devem seguir um sistema de cha-
mada: numérico ou autor-data.

• Sistema numérico – Composto por numeração sequencial, com algarismos arábicos, com
fonte citada na nota de rodapé e conforme a normatização das referências bibliográficas.

• Sistema autor-data – A listagem completa das citações pode ser acessada em ordem
alfabética nas referências bibliográficas do trabalho científico. No corpo do texto,
apresenta-se o sobrenome do autor ou nome da instituição, seguido da data e da página

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Metodologia científica

em que se encontra o trecho citado. Esse padrão é o utilizado pela nossa instituição. Veja
o exemplo abaixo!

Segundo Freire (2011, p. 32), a libertação e a autonomia das forças opressoras “não chegarão
pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade
de lutar por ela”.

1.4.2 Tipos de citações


Para ilustrar e fundamentar o seu texto, você poderá utilizar diferentes tipos de citações, o que
torna o trabalho mais completo: há citações diretas e indiretas, longas e curtas, a citação da
citação, entre outros tipos.

• Citação direta curta – Conforme a normatização técnica NBR 10520 (2002, p. 2), trata-
se de uma transcrição literal da parte da obra do autor consultado – nesse caso, você
deve respeitar a redação, a ortografia e a pontuação original. É aplicada em citações
com até três linhas.

Exemplo:

Sobrenome do autor ou autores (data, número da página) – conteúdo citado entre aspas.

Conforme Malhotra et al. (2001, p. 155), a pesquisa qualitativa é a “metodologia de pesquisa


não estruturada e exploratória, baseada em pequenas amostras, que proporciona percepções e
compreensão do contexto do problema”.

Você pode ainda informar os dados de autoria no final da citação, ainda dentro do
parágrafo.

Exemplo:

A pesquisa qualitativa é a “metodologia de pesquisa não estruturada e exploratória, baseada


em pequenas amostras, que proporciona percepções e compreensão do contexto do problema”
(Malhotra et al., 2001, p. 155).

• Citação direta longa – Para citações de mais de três linhas, é preciso transcrevê-las em
parágrafo único, com recuo de 4 centímetros da margem esquerda, espaçamento simples,
sem aspas e em fonte 10. Confira o exemplo!

A ascensão e o estabelecimento dessa extraordinária forma de leitura que chamamos de revista


em quadrinhos se deu ao longo de mais de 60 anos. As revistas em quadrinhos evoluíram
rapidamente da compilação das tiras pré-publicadas em jornais para as histórias completas e
originais e, depois, para graphic novels. Esta última transformação impôs uma necessidade de
sofisticação literária por parte do escritor e do artista maior do que nunca. (EISNER, 2008, p.7).

• Citação direta – a citação da citação – Quando a citação é parte do texto encontrado,


ou seja, quando o autor está também citando algum outro autor, caso não tenha acesso
ao documento informado, usa-se a expressão apud, que significa “citado por”. A ordem
da citação é a seguinte: autor do documento não consultado, seguido da expressão apud
(sem itálico), e o autor da obra consultada.

[...] o signo tem uma natureza triádica, quer dizer, ele pode ser analisado: em si mesmo, nas
suas propriedades internas, ou seja, no seu poder para significar; na sua referência àquilo que
ele indica, se refere ou representa; e nos tipos de efeitos que está apto a produzir nos seus
receptores, isto é, nos tipos de interpretação que ele tem o potencial de despertar nos seus
usuários. (PIERCE apud SANTAELLA, 2002, p. 5).

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• Citação direta com omissão – Quando não é necessário apresentar o trecho completo
na citação, caso não altere o sentido, pode ser expressa apenas parte do texto, utilizando
as reticências em colchetes: [...]. Confira!

Os aprendizes não são mais vistos como objetos, mas sim como sujeitos do processo de
aprendizagem. Sua aprendizagem não consiste mais em receber e processar o conhecimento
oferecido, mas em debater ativamente com um objeto de aprendizagem que eles mesmos
selecionaram em um contexto que é definido a partir da interação simultânea com outros
estudantes e no qual eles mesmos desenvolvem ou alteram estruturas cognitivas individuais. [...]
Os professores não se concentram mais em apresentar conteúdos cognitivos selecionados e
sistematizados, mas em ‘descobrir e dar forma a ambientes de aprendizagem estimulantes que
permitem aos alunos criarem suas próprias construções’. (PETERS, 2004, p. 104).

• Citação indireta – Mantendo o sentido original do texto, você pode citar ideias de um
ou mais autores do texto, ou de uma obra inteira. Nesse caso, você expressará a ideia
original do texto, sem aspas ou recuos das citações diretas. Sempre, no final do parágrafo,
cite entre parênteses o sobrenome do autor e a data.

No período neolítico, por exemplo, não havia recursos materiais tais como há hoje, mas já havia
a mentalidade de dilapidação e aprimoramento e o desejo de usufruir as reservas sem se preo-
cupar com o futuro, por puro prazer. Dessa forma, é possível afirmar que a experiência do luxo
antecede inclusive a produção sistematizada de objetos de luxo (LIPOVETXKY; ROUX, 2005).

1.4.3 Indicação de autores na citação


A autoria das obras citadas também possui alguns aspectos a serem considerados. O que acon-
teceria se, por exemplo, você se deparasse com um livro com mais de dois autores? Como iria
referenciá-lo em seu trabalho científico? Veja a seguir algumas destas situações:

• Citação com um autor – Nesse caso, não há mistérios. Cita-se o trecho, direta ou
indiretamente, com data e página.

Kuazaqui (2000, p. 186) define o marketing como sendo uma “ciência humana que, por meio
da pesquisa de mercado, procura identificar, quantificar e qualificar as necessidades de um de-
terminado mercado”.

• Citação com dois autores – Citam-se os autores pelos sobrenomes, separando-os por
ponto e vírgula, com data e página, ou se estão citados no corpo do texto, apresentam-se
os autores por sobrenomes interligados pela letra “e”.

Segundo Swarbrooke e Horner (2002, p. 226), “a indústria do turismo necessita de dados de


pesquisa para uma série de finalidades”.

Você pode ainda inserir a citação com dois autores da seguinte forma:

“A indústria do turismo necessita de dados de pesquisa para uma série de finalidades” (Swar-
brooke; Horner, 2002, p. 226). São dados que auxiliam a identificar as oportunidades para o
desenvolvimento do produto, estabelecer preços de acordo com a concorrência e com a dispo-
nibilidade do consumidor.

• Citação com mais de três autores – Apresenta-se apenas o primeiro autor em ordem
alfabética, seguido da expressão et al. (com ponto e sem itálico), com data – e página
quando a citação for direta.

As pessoas, quando estão dormindo, não estão inativas (CARDOSO et al., 1997).

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Metodologia científica

1.4.4 Referenciação
As referências bibliográficas são obrigatórias em qualquer trabalho científico. Elas seguem um
padrão bem fácil de lidar e devem ser feitas conforme as normas da ABNT. As referências podem
ter uma ordenação alfabética, cronológica e sistemática (por assunto).

NÃO DEIXE DE LER...


Para todos os outros casos de referenciação que você não encontrar neste material,
sugerimos a leitura da NBR 6023 na íntegra: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio
de Janeiro, 2002.

Para fins de padronização, sugerimos a adoção da ordenação alfabética ascendente. Veja agora
algumas situações de referenciação!

• Livro – Iniciam-se pelo sobrenome do autor (em maiúsculas) e, em seguida, os prenomes


deste. Deve conter o título da obra, o subtítulo, a edição, o local de publicação, a editora
e o ano de publicação.

Exemplo com um autor:

MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Civilização Brasileira, 2006.

Exemplo com dois ou três autores:

SMITH, P. L.; RAGAN, T. J. Instructional design. Toronto: John Wiley & Sons, 1999.

• Livro com autores de nomes estrangeiros – Autores espanhóis e com sobrenomes


separados por traços são referenciados citando os sobrenomes em maiúsculas.

SÁNCHES GAMBOA, Silvio Ancizar. Pesquisa em educação: métodos e epistemologias. Cha-


pecó: Argos, 2007.

MERLEAU-PONTY, Maurice. O visível e o invisível. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.

• Livro com mais de três autores – Usa-se a mesma regra para as citações. Apresenta-se
o sobrenome do primeiro autor na ordem alfabética, seguido da expressão et al., o título
do livro (em negrito), o subtítulo (sem negrito, inclusive os dois pontos), a edição, o local,
a editora e o ano.

BRITO, Edson Vianna et al. Imposto de renda das pessoas físicas: livro prático de consulta
diária. 6. ed. atual. São Paulo: Frase Editora, 1996.

• Livro com autor organizador – Uma obra pode ter diversos autores e um deles ser o
organizador ou coordenador.

Exemplo:

BOSI, Alfredo (Org.). O conto brasileiro contemporâneo. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 1978.

16 Laureate- International Universities


• Entidades – Cita-se, nesse caso, em maiúsculas, o nome da entidade, o título (em
negrito), o subtítulo (sem negrito, inclusive os dois pontos), a edição, o local, a editora e
o ano de publicação.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM. Centro de Estudos em Enfermagem. Informações


sobre pesquisas e pesquisadores em Enfermagem. São Paulo, 1916.

• Entidades governamentais – No caso de entidades governamentais, inicia-se com o


país em maiúsculas, a entidade (ministério, secretarias, etc.), o título (em negrito), o
subtítulo (sem negrito, inclusive os dois pontos), a edição, o local, a editora e o ano de
publicação.

BRASIL. Ministério do Trabalho. Secretaria de Formação e Desenvolvimento Profissional. Educa-


ção profissional: um projeto para o desenvolvimento sustentado. Brasília: Sefor, 1995.

• Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos – São descritas nas referências bibliográficas


na seguinte estrutura:

SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título. Ano. Número de folhas e volumes. Tese, disserta-
ção ou trabalho acadêmico (grau e área) – Unidade de ensino, Instituição, Local: data.

RODRIGUES, M. V. Qualidade de vida no trabalho. 1989. 180 f. Dissertação (Mestrado em


Administração) – Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte, 1989.

• Enciclopédias – As enciclopédias são referenciadas de forma mais simples, seguindo este


formato:

NOME DA ENCICLOPÉDIA. Local de publicação: Editora, ano.

ENCICLOPÉDIA DA TECNOLOGIA. São Paulo: Planetarium, 1974.

• Artigo de jornal – Você pode referenciar o jornal como um todo ou o artigo de um jornal
– com autor definido ou não.

Exemplo de referência de jornal ao todo:

FOLHA DE SÃO PAULO, 12 jan. 2009.

Exemplo de artigo de jornal com autor definido:

SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do artigo. Título do jornal, Cidade, data (dia, mês,
ano). Suplemento (quando houver), número da página, coluna (quando houver).

ADES, C. Os animais também pensam: e têm consciência. Jornal da Tarde, São Paulo, 15 abr.
2001, p. 4D.

Exemplo de artigo de jornal sem autor definido:

TÍTULO do artigo (apenas a primeira palavra em maiúscula). Título do jornal, Cidade, data (dia,
mês, ano). Suplemento (quando houver), número da página, coluna (quando houver).

EFEITOS da lei seca. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 14 mar. 2009. Opinião, p. 2.

17
Metodologia científica

• Revistas e periódicos – Você pode referenciar a revista como um todo, uma coleção de
revistas ou um artigo – como ou sem autor definido.

Exemplo de referência da revista como um todo:

NOME DA REVISTA. Local de publicação: editora, número do volume (v. ____), número do exem-
plar (n. ____), mês. Ano. ISSN (quando informado).

DINHEIRO. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun. 2000.

Exemplo de referências de artigos publicados em periódicos:

SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Título do periódico, Local de publicação (cidade), n.


do volume, n. do fascículo, páginas inicial-final, mês (abreviado), ano.

SAVIANI, Demerval. A universidade e a problemática da educação e cultura. Educação Brasilei-


ra, Brasília, v. 1, n. 3, p. 35-58, maio/ago. 1979.

• Jurisdição – Refere-se aos documentos jurídicos.


Título (especificação da legislação, número e data). Ementa. Dados da publicação.

BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Sena-


do, 1988.

• Internet – As referências retiradas da internet devem ser descritas informando o endereço


completo da página ou site (URL), bem como a data de acesso.

SOBRENOME, Prenomes. Título: subtítulo (se houver). Disponível em: <endereço da URL>.
Acesso em: dia mês (abreviado) ano.

FARBIARZ, Jackeline Lima; FARBIARZ, Alexandre. Uma abordagem dialógica do Design Ins-
trucional. Disponível em: <http://www.dad.puc-rio.br/nel/artigos/06-farbiarz-ped.pdf>. Aces-
so em: 18 nov. 2012.

• Anais – Refere-se ao registro histórico de um evento.


NOME DO EVENTO, Número do evento, ano de realização. Local. Título. Local: Editora, ano de
publicação. Número de páginas ou volume.

SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. 21. São Paulo, SP. Anais. São Paulo:
Novembro de 2000.

• Entrevistas – As entrevistas podem ser publicadas ou não, com referenciação adequada


para os dois casos.

Exemplo de entrevista publicada:

SOBRENOME, Prenomes do entrevistado. Título do tema. Local, data. Nota sobre a entrevista no
veículo de comunicação. A quem a entrevista foi concedida (em negrito).

LATTES, César. História da ciência. Campinas, SP, 1997. Superinteressante, ano 11, n. 5, p. 36-
37, maio 1997. Entrevista concedida a Omar Paixão.

18 Laureate- International Universities


Exemplo de entrevista não publicada:

SOBRENOME, Prenomes do entrevistado. A quem a entrevista foi concedida (em negrito).


Local, dia mês (abreviado) ano.

SILVA, Adelino. Entrevista concedida a Juliana Motta. Curitiba, 24 jan. 2015.

NÃO DEIXE DE VER...


Acesse a Plataforma Lattes do CNPq. Nela, estão cadastrados pesquisadores de todas
as áreas do conhecimento. Você pode também conhecer melhor as instituições, gru-
pos e financiadores de pesquisas científicas no Brasil, obter notícias e atualizações e
cadastrar o seu currículo acadêmico. A plataforma possui esse nome devido aos feitos
científicos de Cesare Mansueto Giulio Lattes, também conhecido como César Lattes
(1924-2005), um físico brasileiro que contribuiu com a descoberta do méson pi. Lattes
era formado em matemática e física e foi um dos físicos brasileiros mais conhecidos e
referenciados. Ele ajudou a criar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), um dos principais órgãos desse gênero no Brasil. Disponível em:
<http://lattes.cnpq.br/>.

19
Síntese Síntese
• Neste capítulo, você pôde compreender melhor os conceitos de ciência e pesquisa
científica, observando também que todo material científico é padronizado por meio de
normas e regras.

• Você observou que a ciência e a metodologia científica possuem grande importância no


desenvolvimento da sociedade, em todos os segmentos.

• Toda pesquisa científica possui etapas distintas, como observação, hipótese,


experimentação, teste, análise, conclusões e, finalmente, publicação dos resultados.

• Outro ponto abordado foram as diferentes fontes de informação e a forma adequada de


buscar fundamentação teórica em lugares distintos.

• A redação científica possui algumas exigências, como impessoalidade, clareza, coerência,


concisão, precisão, objetividade, imparcialidade e encadeamento.

• Você também pôde compreender melhor como ocorrem as citações de outros trabalhos
científicos no texto, os diferentes tipos de referências e atribuição da autoria.

20 Laureate- International Universities


Referências Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação –
artigos em publicação periódica científica impressa. Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos – apresentação.


Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 14724: Trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2010.

Lakatos, E. M.; Marconi, M. A. Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 2009.

OLIVEIRA, S. L.. Metodologia científica aplicada ao Direito. São Paulo: Thomson, 2002.

PINHEIRO, L. V. R. P. Fontes ou recursos de informação: categorias e evolução conceitual. Pes-


quisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia. Rio de Janeiro, v.1, n.1,
2006. Disponível em: <http://www.ibict.br/pbcib/include/getdoc.php?id=76&article=251&mo
de=pdf>. Acesso em: 14 maio 2015.

SECAF, V. Artigo científico: do desafio à conquista. 3. ed. São Paulo: Green Forest do Brasil,
2004.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

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