Sei sulla pagina 1di 3

RESUMO: 10 LIÇÕES SOBRE MARX

SOCIOLOGIA: FÚLVIO LEITE

ALUNO: ANTONIO FILHO

SPN – 03.05.19

INTRODUÇÃO

O autor começa abordando o tempo em que as obras de Marx e Engels começaram a editadas, ainda na década
de 20, com o intuito de unir as duas obras em um, num total de 42 volumes, sem muito sucesso inicialmente, contudo,
apenas em 70 elas começaram a ser republicadas. Nas décadas seguintes, com apoio de inúmeras empresas, mais obras
foram publicadas, chegando a um total de 52 volumes sequenciais, porém, sabe-se que de forma aleatória tem-se mais
de 114 volumes, possibilitando uma investigação mais profunda sobre ele.

Contudo, este livro trata de forma bem modesta todo trabalho do Alemão, porém, inúmeras fontes foram usadas
para realização de tal analise, inclusive inúmeras fontes na língua original de Karl, de modo que, embora parece simples,
possui raízes bem profundas. Embora, durante todo trabalho e estudo do filosofo alemão ele tenha recebido grande
aporte intelectual do Engels, esta obra trata-se quase que em sua totalidade do que foi produzido por Marx.

Final da década de 80 foi decretada a aniquilação do comunismo, após inúmeras lutas em vários países,
comprovando sua ineficácia, um dos últimos países no leste europeu perde sua hegemonia política, confirmando que
sua força não era tão grande quanto se pensava.

1ª LIÇÃO: O PENSADOR DO SÉCULO?

Como alguém que não conseguiu ver nem sequer o fim do seu século teria tanta relevância para tudo que foi
construído nesse período e nos seguintes? Mas assim ele é enxergado, mesmo não vendo a grande evolução tecnológica
de sua época e nem as posteriores, seus pensamentos (embora sendo fruto de sua época) atravessam gerações,
principalmente por se posicionar contra o que mais se propagou ao longo dos anos: o capitalismo.

Embora em sua época a predominância do capitalismo industrial, que não se assemelhasse em nada com o hoje
tão envolvente capital financeiro, Marx em suas obras finais, começa a descrever o que parecia ser a transição desses
universos, de modo que, mesmo não vivenciando todo esse momento, sua visão abrangente pôde enxergar em seus
últimos anos de vida o que ele chamou de: Capital fictício.

2ª LIÇÃO: O PRIMEIRO MARXISMO.

Embora impossibilitado de ver os grandes avanços tecnológicos de sua época (devido sua morte), suas teorias e
estudos, começam a ganhar forma a medida que o desenvolvimento econômico cresce e juntamente com ele a grande
força do capitalismo. Marx, que vinha de uma família judaica, começa a ganhar gosto pela leitura ao ter como vizinho o
barão Ludwig, funcionário do alto escalão do governo e que viria a ser seu sogro, que o introduziu nas leituras de
Shakespeare e Homero.

Inicia sua vida acadêmica aos 17 anos, porém, sua falta de comprometimento com os estudos, obriga seu pai a
muda-lo de universidade, levando-o da Bonn para Berlim, onde então ele começa a ter contato com mais intelectuais de
sua época, a esquerda hegeliana. Em 1841, ao concluir sua tese de doutorado, Marx já havia tecido sua critica a religião,
e embora seu anseio pelo mundo acadêmico tenha sido frustrado, ele teve a oportunidade de ingressar no jornalismo,
tornando posteriormente editor chefe, onde começou a pincelar seus primeiros pensamentos comunistas, enaltecendo
a classe proletária, contudo, ainda com pouco conhecimento econômico, ainda voltado mais para a parte filosófica. Após
primeiro contato com as obras de Engels, ele começa a trabalhar o conceito comunista de que a classe trabalhadora era
dominada pelos empresários e que esse jogo precisaria virar.
Após ser expulso da França devido ao seu viés ideológico, ele embarca para Bruxelas, associa-se a “liga dos
justos” e da inicio a produção do “Manifesto comunista”, uma das suas obras de maior “relevância” para o mundo.

3ª LIÇÃO: MARXISMO: UMA FILOSOFIA DA PRÁXIS.

Embora suas teorias e estudos tenham atravessado épocas, o próprio Marx não se considerava “Marxista”, não
como se propõe hoje, seus pensamentos (segundo ele) combatia o culto a personalidade e aos ideais defendidos por
Engels. Contudo, alguns historiadores, atribuem a essa crescente forma de pensar, intitulada “Marxista”, ao grande
trabalho de divulgação realizada por Engels, e que o próprio Karl não teria fomentado tantas teorias, se não, aquelas que
saíssem do campo de estudo e se concretizassem na pratica, como melhor interação entre classe operária e
empresários.

Questionado sobre a aplicação de suas ideias, Marx diz que é preciso ir além do que os filósofos já tinham ido,
era preciso sair do campo teórico e adentrar na aplicação do ideal de um mundo melhor, os pensamentos e as teorias já
mais teriam força para transformar o mundo se elas não fossem transformadas em ações práticas.

4ª LIÇÃO: AS CONCEPÇÕES DO ESTADO E DA REVOLUÇÃO.

Embora quisesse trabalhar tanto teoria quanto prática, propondo uma filosofia da práxis como visto
anteriormente, parece que a preocupação de Marx e Engels estava voltada muito mais para a categoria menos
privilegiada do que para quem poderia se posicionar representando ela: O Estado. Assim, eles buscavam o
convencimento da categoria pela luta armada, através da revolução. De modo que muitos de seus comentaristas
notaram que foi dada pouco atenção a organização e funcionamento do Estado e como ele poderia ajuda-los em seus
ideais, por outro lado, eles acabam dando muita ênfase a como o governo também é objeto de opressão contra os
proletariados.

5ª LIÇÃO: O PARTIDO, UM CONCEITO AMPLO.

Embora houvesse clara semelhança entre a estrutura político-social da união soviética com o pensamento
marxista, neste outro, inicialmente trabalhasse a ideia de que a classe trabalhadora deveria lutar sozinha por ela mesma.

Contudo, após inúmeras observações, viu-se a importância de unir esta classe para que todos trabalhassem
juntos, buscando o interesse comum a eles, propondo a elaboração, do que seria chamado posteriormente, de um
partido. Porem, a experiencias ruins, como na liga, o fizeram ficar inseguro quanto a possibilidade de ter novamente um
conjunto de pessoas tomado decisões.

6ª LIÇÃO: DITADURA E DEMOCRACIA; A TRANSIÇÃO PARA O SOCIALISMO.

Em busca da realização desse projeto, de promover uma superdemocracia, estava escondido a ideia de que a
classe trabalhadora precisaria lutar, pois a burguesia nunca “aceitaria” uma sociedade mais igualitária, prevendo que
nesse processo de transição político, certamente se instauraria uma guerra. De modo que, eles entendem que a única
forma de construir uma sociedade igualitária seria através da ditadura do proletariado, com a tomada do poder pela
classe trabalhadora e a imposição de seus ideais.

7ª LIÇÃO: PROLETARIADO, O SUJEITO REVOLUCIONÁRIO.

Mais uma vez, tudo parte do principio de tomada de poder pela classe operaria, dando inicio a uma ditadura do
proletariado. Contudo, essa forma de revolução, juntamente com a divisão das classes e quem se colocaria a frente do
campo de batalha nunca foi trabalhada a fundo por Marx, tendo em vista que, até o momento que faria essa luta
armada e o combate a burguesia opressora seriam os próprios trabalhadores.
8ª LIÇÃO: MATURIDADE E REVISÃO

A maturidade é o estagio suficiente em que se consegue entender e discernir bem suas escolhas, classes e lutas,
não é uma decisão arbitraria sufocando o desenvolvimento material e mental dos indivíduos.

9ª LIÇÃO: A LUGAR PARA MARX NO SECULO 21?

Como já vimos, embora Marx seja temporal, e esteja preso a sua época, aos seus problemas, aos seus conflitos,
suas ideias, sua forma de pensar, suas teorias são atemporais, não estão presas a nós, ou ao ano que aconteceram, ou
ao período de tempo, ou a situação política do país. Pois o que vemos ao longo dos anos é exatamente o contrário, os
ideais socialistas crescerem, a busca por essa igualdade custe o que custar.

10ª LIÇÃO: ETICA E SUJEITO NA TEORIA DE MARX

Há quem diga que a grande preocupação de Marx é realmente com o sofrimento da classe operaria, contra sua
exploração, contra a opressão sofrida, com base nos seus escritos quando ainda estava na adolescência, dando a
entender que o sujeito só cumpre seu papel perante a sociedade quando ele faz o bem ao próximo, a humanidade.