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O que é conto, quais os tipos e características As características principais de um conto

O que é conto e quais são as etapas


narrativas que devemos usar para são:
classificá-lo? Quais são os passos para a  a) estória em prosa curta e resumida;
elaboração de um e também a relação dos
maiores contistas do Brasil, como Machado  b) a narrativa do conto é precisa;
de Assis e outros.
 c) o conto possui somente um
O que é um conto? conflito, um só drama e uma só ação.
Conto é uma narrativa de ficção que cria Quais são os passos para a elaboração de um
conto?
um cenário de seres, de fantasia ou
acontecimentos. Ele apresenta um narrador,  Encontrar um tema – não pode ser
personagens, ponto de vista e enredo. O complexo. Deve-se inspirar no cotidiano.
conto possui uma narrativa curta, menor do  Construir os personagens – todos os
que o romance e possui apenas um clímax. personagens devem cumprir uma função.
Deve-se pensar em gostos, hábitos,
pontos de vista, etc.
Os tipos de contos que existem são: contos
 Definir o tempo – a narrativa deve ser no
de fadas, contos de encantamento, contos presente, futuro ou passado?
 Escolher o ponto de vista – narrativa em
maravilhosos, contos de enigma ou
terceira ou primeira pessoa? O narrador
mistério e contos jocosos. participa ou não da história?
 Desenvolver a história – um conto é
dividido em três partes: introdução,
desenvolvimento e conclusão.
 esclarecer o enigma, tornando-se um herói após
TIPOS DE CONTOS desmembrar todo o “problema”.

 Conto de Ação: A predominância é a aventura, que é  Conto de Exemplo: São aqueles estruturados pelo
o centro da narrativa, unida aos personagens e antagonismo Bem versus Mal, uma lição de moral.
desenvolvida com problematização até o clímax.
 Conto de Fada: Os contos de fadas têm natureza
 Conto de Animais: Assemelha-se à fábula, são contos espiritual, ética e existencial. Sua origem está ligada
em que os animais são dotados de qualidades, à cultura celta e retratam a história de heróis e
defeitos e sentimentos humanos. heroínas.

 Conto Emocional: O objetivo é gerar uma emoção:  Conto Fantástico: É uma das formas mais livres de
terror, pânico, surpresa, etc. escrever. O conto fantástico é a construção de um
mundo irreal, com situações improváveis e ações que
 Conto de Encantamento: Conto popular caracterizado transpassam a realidade além do humano.
pelo elemento sobrenatural ou fantástico, em que
intervêm seres fabulosos, animais antropomórficos,  Conto Jocoso: A palavra “Jocoso” significa aquilo
objetos mágicos, etc. tem a função de provocar o riso principalmente
através de gozação e zombaria, sua narrativa gira em
 Conto de Enigma: Apresenta um crime ou um torno de algo engraçado, uma comédia.
mistério a ser desvendado. Por esse motivo, essas
histórias, geralmente, apresentam a figura de um  Conto Maravilhoso: Desenvolvem também num
detetive ou de alguém que desempenha o papel de ambiente mágico (animais, gênios, plantas, objetos
mágicos e duendes), sem a presença de fadas.
Considera-se como Conto Maravilhoso toda a
situação que ocorre fora do nosso entendimento da  Conto de Riso: É uma história engraçada, uma
dicotomia espaço/tempo ou realizado em local vago espécie de piada longa e cheia de detalhes.
ou indeterminado na Terra.

 Conto de Mistério: A narrativa se estrutura de forma  Conto de Sabedoria: História que apresenta uma lição
a criar expectativa e suspense. para a vida.

 Conto Religioso: Caracterizam-se pela presença ou  Conto de Terror: É um relato literário ficcional que
interferência divina. visa provocar sentimentos de medo no leitor: a morte,
 as doenças, os crimes, as catástrofes naturais, os escreveram inúmeras narrativas de caráter
espíritos e as bestas sobrenaturais. moralista, em torno de uma idéia. Voltaire foi seu
maior representante, mestre no gênero.
O conto de Ação – é o tipo mais comum; começou
com As mil e uma Noites e nos dias atuais os Nele o contista oferece ao leitor uma síntese,
contos policiais e de mistério lhe dão continuidade. generalizada, das observações que a vida lhe
A predominância da aventura nesse tipo de conto permitiu fazer acerca dos homens e do mundo. O
não significa a ausência das demais. Existem, sem material de que se serve é o usual: personagens,
dúvida, mas em grau de inferioridade em relação à história, ambiente, etc. Porém o objetivo é utilizá-
ação.
los como instrumento para transmitir o que
O Conto de Personagens (menos comum) – o pretende: a idéia que está identificada com a ação
objetivo deste conto é retratar uma personagem. e os personagens, isto é, em vez de escrever para
Mesmo que constitua o objetivo principal do a idéia, o ficcionista escreve um conto e nele
contista, esta nunca atingirá o grau de plenitude, embute a idéia. Em caso contrário, o conto se
específico do romance. Se o contista volta sua transformaria em um mero veículo de idéias
atenção ao exame da personagem, levará, sempre, preconcebidas, ou em panfleto. O Alienista, de
em conta a conjectura própria do conto, ou seja, o Machado de Assis, parece enquadrar-se
fará dentro dos limites próprios à narrativa curta, perfeitamente nesse tipo de conto. Nele Machado
isto é, sintetizada. pretende nos mostrar como sabemos pouco da

O Conto de Cenário ou Atmosfera espécie humana: quem é lúcido? Quem não é?


(raro) - nele predominam o cenário e o Onde a verdade?
ambiente sobre o enredo e os protagonistas.
O Conto de Efeitos Emocionais - visa simular
Na Literatura Brasileira temos como exemplo
uma sensação no leitor, de terror, de pânico, de
o conto de Assombramento, que abre o
surpresa, etc., como nas histórias de Hoffmann,
volume Pelo Sertão, de Afonso Arinos. É uma Poe e outros. Frequentemente vem mesclado com
extensa narrativa em torno de um mal- o conto de ideia. Personagens, ação, ambiente,
entendido. Dizia-se que uma casa tudo nele converge para o objetivo principal, que é
abandonada era assombrada e que a despertar uma emoção em quem lê. Apropriado à
assombração tinha hora certa para se comunicação dos climas de mistério ou de
anunciar. Até que uns destemidos vaqueiros medo. ®Sérgio.
resolvem desvendar o mistério, e descobrem
que a tal assombração era tão somente o Estrutura do conto
vento batendo estridente e sinistramente nas 01. Espaço
velharias da casa mal-assombrada. • O Espaço deve ser reduzido, no geral, uma sala,
O Conto de Ideia - veículo de doutrinas ou mesmo um quarto de dormir, basta para que se
filosóficas, estéticas, políticas, etc., é mais utilizado organize o enredo. No máximo, uma casa, uma
e freqüente que o de ambiente e atmosfera. Teve rua. Um deslocamento maior, o que seria muito
no século XVIII, seu apogeu; época em que se raro, de duas uma: ou a narrativa procura
abandonar sua condição de conto, ou advém da se apenas uma aparece, outra figura deve estar
necessidade imposta pelo conflito que lhe serve de atuando ou vir a atuar, direta ou indiretamente,
base. Portanto, a ação gera o espaço. Para para que se estabeleça o conflito que gera a
exemplificar, tomemos A Missa do Galo, de história.
Machado de Assis. Tudo se passa na sala da frente • Serve de exemplo, O Ladrão, de Graciliano
daquela casa assobradada da Rua do Senado. Ali o Ramos. No conto, o protagonista penetra na calada
drama começa e termina. da noite, em uma casa para roubá-la. Inexperiente
e dominado pelo medo, perde-se pela casa e tarda
02. Tempo para chegar ao quarto de dormir onde estão
• O Tempo fica restrito a um pequeno lapso; horas guardadas as jóias que pretende roubar. Depois de
e, quando muito, dias. Não interessa ao conto o muita indecisão, chega a seu destino. Mas diante
passado ou o futuro das personagens. Se o contista da bela jovem que dormia placidamente, fica
dilata esse tempo para semanas, meses etc., parte desconcertado. Que fazer? As jóias? O amor?
dele ficará sem carga dramática; ou se trata de um Decide beijá-la, mas o alarme é dado e ele é preso.
tempo referido: “passaram-se semanas...”. Esse Vê-se que o protagonista permanece sozinho, e
longo tempo referido aparece, assim, na forma de nesse período de tempo não há um drama, um
síntese dramática. Em a Missa do Galo, não há conflito. É quando a figura da moça lhe aparece que
antecedentes temporais; podemos imaginar que o drama surge e completa-se somente no
tudo ocorra mais ou menos entre as vinte e três momento em que decide beijá-la. Portanto, dois
horas e meia-noite, pela seguinte frase do protagonistas. Dá-se o nome a esse truque
protagonista: “Ouvi bater onze horas, mas quase narrativo de epílogo enigmático.
sem dar por elas, um acaso”.
05. O Diálogo
03. Foco Narrativo • A linguagem deve também ser objetiva e utilizar
• Já vimos que o conto é essencialmente objetivo metáforas simples e de imediata compreensão
e, por isso, costuma ser narrado na terceira pessoa para o leitor. Deve-se evitar uma quantidade
em uma dessas situações: excessiva de palavras e fluências, principalmente,
a) O escritor, como observador, conta a para dizer coisas de pouca importância, ou de
história. pouco conteúdo. O conto prefere a concisão na
b) O escritor, como observador analítico ou linguagem. Quanto ao discurso, deve ser, tanto
onisciente (sabedor de tudo), conta história. quanto possível, dialogado. Como os conflitos
Observação: Todavia, a primeira pessoa residem nas falas das personagens (proferidas ou
também pode ser empregada da seguinte maneira: pensadas e não no resto); sem diálogo não há
A personagem principal conta a história; ou uma discórdia, desavença ou mal-entendido, e sem isso
personagem secundária conta a história da não há conflito, não há ação.
personagem central. • O conto tem preferência pelo diálogo direto
porque põe o leitor diante dos fatos, como
04. Personagens participante direto e interessado. A comunicação
• Levando em consideração, as características de entre o leitor e a narrativa é instantânea. O indireto
tempo e lugar, o conto só pode estabelecer-se com aparece menos, e assim mesmo, só nos casos em
um reduzido número de personagens, que não vale a pena transcrevê-los diretamente.
normalmente duas ou três. Quaisquer outras irão
desempenhar funções secundárias (de ambiente 06. O Epílogo
ou cenário social). As personagens centrais não • O epílogo corresponde, geralmente, ao clímax da
exibem complexidade de caráter, isto é, são história que, via de regra, deve ser enigmático,
previsíveis em suas atitudes, pois a brevidade do imprevisível e abruptamente revelado para
conto não lhe dá tempo suficiente para mostrar surpreender o leitor. Contudo, segundo os
uma faceta imprevisível. Só não parece possível o estudiosos, o cuidado do contista deve estar mais
conto com uma única personagem; em todo caso, no inicio da narrativa - das primeiras linhas
depende o futuro do conto - do que em terminá-lo. • Esta é a parte mais movimentada de um conto.
Pois, se o leitor se deixa prender desde o começo A partir das duas primeiras fases, a narrativa
irá, por certo, até o fim. Caso contrário, desistirá. ganha dinamismo e evolui em cadeia, num avançar
De qualquer maneira, as primeiras linhas seduzem sucessivo de ações (peripécias), que vão culminar
e atraem o leitor e o epílogo contém a chama que na parte final - o desenlace ou desfecho.
lhe dá o êxtase.
Desenlace ou Desfecho
• Um bom exemplo da objetividade do conto, da • Entende-se por desenlace um evento ou conjunto
introdução encostada no epílogo, nos dá o escritor de eventos que, no termo de uma ação narrativa,
americano Willian Saroyan (apontado como um dos resolve tensões acumuladas ao longo dessa ação e
contistas revolucionários do século XX), pela institui uma situação de relativa estabilidade que
autoria deste conto em apenas algumas palavras: em princípio encerra a história; uma morte, um
O padre voltou-se para o homem que o apunhalara casamento, uma conquista ou um reencontro são
nas costas, examinou-lhe cuidadosamente a cara alguns acontecimentos suscetíveis de constituírem
e, morrendo disse: desenlaces.
— Por que me matas? Nunca te fiz nenhum favor’?
• Este conto de Willian é também um bom exemplo Síntese
do conto contemporâneo, que vem substituindo a ● Reduzindo o texto a uma síntese, teríamos o
estrutura clássica, rígida, pela construção de um seguinte:
texto mais curto ainda, com o objetivo de conduzir 1 – Unidade Dramática => uma só célula dramática
o leitor para além das linhas, para além do dito, (um só conflito).
para a descoberta de um sentido nas entrelinhas, 2 – Unidade de Espaço => um só lugar.
o não-dito. A ação se torna ainda mais reduzida, 3 – Número reduzido de personagens.
surgem monólogos e a exploração de um tempo 4 – Diálogo dominante.
interior, psicológico. 5 – Descrição tende a anular-se.
6 – Narração concisa.
RQUITETURA CLÁSSICA DO CONTO
7 – Dissertação praticamente ausente
TRADICIONAL
A arquitetura clássica do conto tradicional é Formular as perguntas e obter as
construída obedecendo às leis da causalidade e respostas ajuda a conhecer o conto por
temporalidade, - um fato anterior causa o que vem
dentro: Quais são os personagens
depois - que determinam a seqüência: princípio,
principais? O que acontece na história?
meio e fim, natural nos contos tradicionais, mas
que podem ser alterados segundo as intenções do
Em que tempo e em que lugar se passa a
ficcionista. No conto tradicional encontramos a história narrada? E algo bem importante:
seguinte arquitetura: Quem narra? De que jeito? O narrador
Situação Inicial ou Exposição
conta de fora ou ele também é um dos
• Os contos começam habitualmente pela
personagens? Depois dessa análise, fica
exposição de uma situação inicial. Enumeram-se os mais fácil interpretar a obra. Já temos
personagens ou o futuro protagonista é uma base para comentar, comparar,
apresentado simplesmente pela menção do seu atribuir valor, julgar. Nossa leitura está
nome ou pela descrição do seu estado. mais fundamentada. Fica mais fácil
Parte Preparatória ou Evolução responder à pergunta: O que você achou
• Nesta fase da narrativa, o conto vai apresentando do conto?... –
os elementos necessários à sua evolução, A palavra narrador é derivada da palavra
anunciando as peripécias (fatos e ações) que só
latina narro que significa permitir que algo
terão lugar na 3ª parte da narrativa.
se torne conhecido. Por isso, o narrador é
Clímax ou Nó da Intriga a entidade narrativa que tem o profundo
conhecimento da história a ser contada e
a torna pública aos leitores pelo ato Para o entendimento de
narrativo. uma narrativa não basta, porém,
observar se ela é contada em primeira ou
De acordo com Platão e Aristóteles, as terceira pessoa porque cada texto
categorias de narradores são três: o apresenta um tipo específico de narrador,
próprio poeta, normalmente pautado na com suas características próprias.
realidade; a voz de outras pessoas, Identificar os tipos de narradores faz
normalmente ficcional e a mistura dos dois parte do processo interpretativo de uma
tipos de vozes. produção literária.

O narrador faz parte da construção da Os tipos de narradores que mais aparecem


narrativa, pois é ele quem organiza as ações nas narrativas são:
que formam uma história narrativa. Porém,
 narrador-personagem.
arquitetar as ações não é a única função do
narrador, cabe a ele também ser a voz que  narrador-protagonista.
permeia, inclusive ideologicamente, o enredo.  narrador-onisciente.
Como classificado por Roland Barthes, o  narrador-observador.
narrador é um “ser de papel” e em muitos  narrador não confiável.
casos é o protagonista da história. A relação
 narrador-testemunha.
leitor/obra muitas vezes não existiria de
maneira satisfatória se não fosse o diálogo
íntimo entre narrador e leitor.
Alguns críticos classificam os narradores
em dois grandes tipos: narrador na
primeira pessoa e narrador na
terceira pessoa. Atualmente a
classificação não é mais vista de maneira
cartesiana e percebe-se que as narrativas
têm sido habitadas por narradores que
assumem papeis narrativos ao longo da
história. Isso significa que ora o narrador
conduz a narrativa em primeira pessoa,
ora mantém certo distanciamento no
contar, usando um discurso em terceira
pessoa.

O autor Gerard Genette propõe outra


classificação ao afirmar que
existem narradores autodiegéticos,
aqueles que narram as próprias
experiências; narradores
homodiegéticos, narram a história, mas
não são um dos personagens principais e
os narradores heterodiegéticos,
aqueles que não fazem parte da história,
mas narram os acontecimentos.