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ULARES
o
. Português

MA
N OVO PR O GR A
METAS CURRIC
ano
CARLOS LETRA | MIGUEL BORGES

Alexandre Honra
do | Ana Maria Magalhães
e Isabel Alçada |
Rosário Alçada
Araújo

LUNO
OFERTA AO A
ção
• Pasta de Avalia
• Caderno de E
scrita
CERTIFICADO
Escola
Superior
de Educação
de Viseu
DO ALUNO
MANUAL
MANUAL DO
PROFESSOR

MANUAL VERSÃO DO PROFESSOR


Organização do manual
Este manual organiza-se em
10 módulos.
No início de cada módulo:

• apresenta-se uma obra de


referência das Metas
Curriculares e o respetivo
autor;
ou
• apresenta-se um dos
escritores dos textos
inéditos e a sua obra.

• integra-se também uma


atividade de Oralidade.

Ao longo dos módulos, apresentam-se sequências de


trabalho que incidem sobre diferentes tipos de textos:

• referenciados nas Metas Curriculares de Português;


• recomendados no PNL;
• inéditos (de Alexandre Honrado, de Ana Maria
Magalhães e Isabel Alçada e de Rosário Alçada
Araújo).
Para todos os textos é integrada uma tarefa de pré-
-leitura (Antes de ler…).
Na sequência da leitura do texto,
contemplam-se questões para trabalhar
a compreensão da leitura.

A rubrica Assim se escreve… permite


adquirir e consolidar conhecimentos
de ortografia.

Nas páginas de
Gramática são
introduzidas
noções sobre
regras e outros
aspetos
fundamentais do
Português.

No final de cada módulo, a Oficina de


Escrita promove o domínio da escrita.
Cada tarefa contempla as etapas:
planificação, textualização e revisão.
Índice Legenda: texto das Metas Curriculares; texto do Plano Nacional de Leitura; texto inédito; textos diversos

Educação literária Pág. Oralidade Pág. Gramática Pág. Escrita Pág.


António Manuel Couto Viana VERSOS DE CACARACÁ Revisões 12 e 13 Assim se escreve
Vida e obra 6 Para cada um • divisão silábica s, ss, c e ç 9
seu modo de ver 7 Assim se escreve
VERSOS DE CACARACÁ • sílaba tónica e sílaba átona
Os dias da semana 8 Contar uma história 11 • classificação de palavras quanto jeg 15
Histórias no mar 10 Recitar poesia 17 ao número de sílabas e à posição Oficina de escrita
VERSOS DE CACARACÁ da sílaba tónica O texto poético 19
Originalidades 14 • classes de palavras: nomes, verbos,
O camaleão 14 adjetivos, determinantes, advérbios
Módulo 1

VERSOS DE CACARACÁ • valores da frase: afirmativo e negativo


Impertinências 16 • família de palavras, palavras variáveis
e invariáveis
• formação de feminino e plural
• conjugação verbal
• formação de palavras: afixos
Revisões 18
• classes de palavras: verbos
• tipos de frase: declarativa e exclamativa
• expansão de frases
• sinónimos e antónimos
• ordem alfabética

Luísa Dacosta Pedir informações 21 Classes de palavras: nomes próprios, Assim se escreve
Vida e obra 20 Adotar um cão 27 comuns e comuns coletivos 24 c e qu 23
História com recadinho (parte I) 22 Formação do plural de nomes Assim se escreve
e adjetivos 34 Palavras homófonas:
Módulo 2

História com recadinho (parte II) 26


conselho/concelho e
NOTÍCIA
sem/cem 29
Banco Escolar angariou 35 mil
euros para crianças carenciadas 28 Assim se escreve
Ah, há e à 31
Magia 30
Escrita criativa
A Alice 32 Acróstico 33
Oficina de escrita
A notícia 35

Alexandre Honrado Nau 37 Feminino de nomes e adjetivos Assim se escreve


Vida e obra 36 Apresentação terminados em consoante 41 Palavras homófonas:
46 vês/vez 45
Módulo 3

O (meu) milagre das rosas 38 do navegador Variação dos nomes em grau


VERSOS DE CARACACÁ Vasco da Gama 43 Adjetivo numeral 50 Oficina de escrita
Uma nau maravilhosa 42 Canção - Hino Nacional 49 A carta 51
O marujo Manuel 42
PANFLETO
Descobrir o Museu da Marinha 44
Dia de férias em Sintra - A Nação 48

Oscar Wilde O Gigante Egoísta 53 Variação dos adjetivos em grau 57 Escrita criativa
Módulo 4

Vida e obra 52 Reconto 56 Sujeito e predicado 62 Caligrama 61


O Gigante Egoísta 54 e 55 Realizar uma entrevista 59 Oficina de escrita
O sonho do Menino Jesus 58 O postal 63
Mistérios de Natal 60

Mia Couto O gato persa 65 Formação de palavras a partir Assim se escreve


Vida e obra 64 Apresentação sobre de prefixos e sufixos 68 Uso correto da vírgula 67
Módulo 5

O gato e o escuro (parte I) 66 «O gato» 71 Palavras simples e complexas 69 Assim se escreve


O gato e o escuro (parte II) 70 Pronomes pessoais (forma átona) 72 Parênteses curvos 75
MISTÉRIOS Organizar famílias de palavras 73 Assim se escreve
A noite 74 Reticências 77
Variação dos verbos em tempo 78
Um problema muito enorme 76 Oficina de escrita
O texto dialogal 79
Educação literária Pág. Oralidade Pág. Gramática Pág. Escrita Pág.
António Torrado TEATRO ÀS TRÊS PANCADAS Variação dos verbos em modo 88 Assim se escreve
Vida e obra 80 História de 89 Translineação 87

Módulo 6
Conjugação dos verbos regulares
TEATRO ÀS TRÊS PANCADAS
um papagaio 81
Conjugação de verbos irregulares 94 Oficina de escrita
Serafim e Malacueco na corte Linguagem informal vs O texto narrativo 95
do rei Escama 82 a 85 linguagem formal 93
MISTÉRIOS
O papagaio louro 90
O sapo e a raposa 92

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada Linguagem informal vs Determinante artigo 101 Assim se escreve
Vida e obra 96 linguagem formal 97 Determinantes possessivos e pronomes ora/hora e

Módulo 7
À luz das estrelas 98 e 99 Formular um aviso 110 possessivos 104 porque/por que 100
A lua 102 Determinantes demonstrativos e Assim se escreve
pronomes demonstrativos 105 há cerca de/acerca 103
O tempo no jardim 106
Assim se escreve
Uma casa no campo 108 agente/a gente 107
Oficina de escrita
O texto descritivo 111

Matilde Rosa Araújo MISTÉRIOS Quantificador numeral 120 Oficina de escrita


Vida e obra 112 Mistérios 113 Preposição 121 O aviso 125

Módulo 8
MISTÉRIOS Apresentação sobre Tipo de frase imperativa 124
O cavalo e a estrela 114 «Estrela» 119
O meu amigo pescador 116
A pequena estrela 118
MISTÉRIOS
Formiguinha descalça 122

Hans Christian Andersen CONTOS DE ANDERSEN Distinguir discurso direto de Assim se escreve
Vida e obra 126 O rouxinol 127 discurso indireto 131 Onomatopeias 130
CONTOS DE ANDERSEN Advérbios de negação e de afirmação 136 Assim se escreve

Módulo 9
O rouxinol 128 e 129 Advérbios de quantidade e grau 137 Palavras com a mesma
VERSOS DE CACARACÁ grafia, mas significado
Expansão e redução de frases 142 diferente: casa/casa
Concerto de insetos 132
e rio/rio 133
CONTOS DE ANDERSEN
A princesa e a ervilha 134 Oficina de escrita
A banda desenhada 143
Um olho roxo e outro cor de laranja 138
AS AVENTURAS DE TINTIN
O ceptro de Ottokar 140

Rosário Alçada Araújo Texto informativo vs Revisões 149 Oficina de escrita


Vida e obra 144 texto de opinião 145 • formação de palavras: prefixos e sufixos O convite 159
O último dia na escola 146 e 147 • antónimos
Uma história cheia de heróis 150 • discurso direto
Hei de ser músico 152 • variação dos adjetivos em grau
As árvores e os livros 156 • variação dos nomes em género, número
e grau
Revisões 154 e 155
Módulo 10

• ordem alfabética
• classes de palavras: nomes, verbos,
adjetivos, determinantes e pronomes
• tempos verbais
• família de palavras
• sujeito e predicado
Revisões 158
• variação dos adjetivos em grau
• sujeito e predicado
• tempos verbais
• expansão de frases
• deslocação de elementos na frase
• classes de palavras: nomes, pronomes,
verbos e advérbios
Módulo 1

O livro

O autor

eia
so s de Ca ca ra cá é uma obra ch
Ver
ora com
onde o autor expl
de cor e de vida, ritmos.
as, os sons e os
humor as palavr idos e
co nt ra rá s miúdos divert nasceu
Nel a, en
lejar e António Manuel Couto Viana
tr ov er ti dos, barcos a ve criança
anim ai s ex
uco em Viana do Castelo em 1923. Em
co r do m ar, peixinhos po de papel
fardas da
cos, construía teatros e personagens
s e pe sc ad ores sorumbáti os!
simpá ti co
susta- com as irmãs e… devorava livr
or iz ad os e ratinhos as s e pe-
burr os m ot
anzol, Cedo começou a escrever poema
ad as de Sol e golpes de de a sua
dos, pi nc el
o res- ças de teatro, sendo A Rosa Ver
s qu e to ca m ra becão e um caçã
inseto sais e primeira peça infantil.
an im ai s que formam ca Lisboa,
mun gã o, Viveu na Casa do Artista, em
coisas mais.
muitas, muitas durante mais de uma década
até à sua

morte em 2010.
A b r i nca r
1. Observa algumas capas de livros que António Manuel Couto Viana escreveu e, a partir
dos grupos de consoantes que se seguem, descobre o título de duas obras deste escritor.

BCHS|DVRSS|M|VRSS

VRSS|D|PLM| |M
MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler as informações sobre o livro e conversar com os alunos • Sugerir uma pesquisa acerca do mesmo para elaboração • A brincar: observar o exercício e levar os alunos a concluir
de modo a antecipar o tema. de cartaz/biografia do autor a trabalhar nesse mês. a falta das vogais.
• Criar expectativas sobre a leitura da obra, formular questões. • Trazer para a sala de aula outras obras do mesmo autor e
• Ler e discutir as informações acerca do autor. partilhar com os alunos para a leitura individual em casa.
No final do mês, cada aluno deve apresentar a obra que leu.
Oralidade

1. Ouve, atentamente, o poema Para cada um seu modo de ver


de António Manuel Couto Viana.

2. Preenche a tabela com os nomes dos animais do poema, de


acordo com o que escutaste.

Informação Animal

Dá gosto nadar nos campos que a chuva transforma num mar!

Eu gosto do sol, tão forte é que não!

Na cova em que vivo, há sempre alegria.

Eu fujo para a noite, se a noite é escura.

Escolho uma cama, bem rica e bem fofa, nos charcos de lama!

Vejo ao luar melhor do que ninguém!

Se a lua é minha aliada, não há um só rato que escape à caçada!

3. Escuta, novamente, o poema e escreve palavras que rimem com as seguintes:


verão cama alegria
nadar aliada dura

4. Escolhe a tua afirmação preferida de um dos animais. Escreve-a e ilustra-a.

4.1 Mostra a ilustração à turma e justifica por que razão o animal faz essa declaração.

7
• Recordar as regras para a escuta de textos: ouvir em • Informar os alunos que terão oportunidade de escutar CD áudio – Faixa 1.
silêncio para facilitar a memorização e a compreensão duas vezes o texto.
dos aspetos mais relevantes; compreender o objetivo da
escuta; tomar notas. História/áudio – Para cada um o seu modo de ver.
Leitura
Antes de ler…
• Agora, que regressaste à escola, como ocupas os teus dias?
• Quais são os dias da semana em que brincas mais? Com quem costumas brincar?

1. Lê o texto que se segue:

Os dias da semana
Vou passar na brincadeira
segunda-feira.
E vou divertir-me à farta
na terça e quarta.
Quinta e sexta vou gozar
sem mais parar.
Para acabar esta festa,
só o sábado me resta.
Quantas horas de alegria
em cada dia.

Segunda, brinco sozinho.


Terça-feira, acompanhado.
Quarta, com o meu vizinho.
Quinta, contigo a meu lado.
Sexta, convido outro amigo
que logo brinca comigo
e no sábado também.
Domingo, dá-me a preguiça,
depois da missa,
e não brinco com ninguém.

Deixa-me, enfim, descansar!


Estarei pronto a brincar
para a semana que vem.

António Manuel Couto Viana,


Versos de Cacaracá,
3.ª edição, Texto Editores, 2010

8
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Mobilizar conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema. • Leitura modelo do Professor. • Realizar atividades com base no poema: rimas, paráfrases,
• Comparar a ocupação dos dias nas férias e em tempo de aulas. • Propor a leitura do poema a pares sinónimos…
• Através da mancha gráfica, concluir que se trata de um poema. (um aluno lê a 1.ª e 3.ª estrofes e o outro a 2.ª estrofe).
• Enumerar as características do texto poético. • Sugerir a criação de um mapa mental do que foi lido.
Animação – Os dias da semana.
Compreensão da leitura

1. Como se chama o autor do texto? O que sabes sobre ele?

2. De que obra foi retirado o texto que leste?

3. Qual é o tema do texto? Justifica a tua resposta.

4. Faz a correspondência correta.

Segunda-feira • • brinco com o meu vizinho.


Terça-feira • • convido outro amigo.
Quarta-feira • • brinco sozinho.
Quinta-feira • • brinco acompanhado.
Sexta-feira • • brinco contigo a meu lado.
5. Explica o sentido dos versos:
«Quantas horas de alegria
em cada dia.»

Assim se escreve…

O que se lê «se» pode escrever-se com s, ss, c, ç:


No início das palavras. Exemplos: semana, segunda, sexta-feira.
s
No meio da palavra, quando não estiver entre vogais. Exemplo: descansar.
ss Quando estiver entre vogais. Exemplos: passar, missa.
c Antes das vogais e, i. Exemplos: doce, cidade.
ç No meio da palavra, antes das vogais a, o, u. Exemplos: terça, poço, açude.

1. No teu caderno, faz listas de palavras com as seguintes grafias:


a) s b) ss c) c d) ç

2. Lê as frases que se seguem. Tenta memorizá-las e escrevê-las no caderno, sem olhar


para elas. Também podes pedir ao(à) professor(a) que faça um ditado.
À segunda não descanso, passo o dia na escola.
No sábado, nem missa, nem escola, só doce preguiça.

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• Relacionar com as páginas de abertura de módulo (págs. • Descrever uma semana de aulas (o vocabulário pode ser Fichas de Trabalho – Ficha 1.
6 e 7) para responder sobre o autor e a obra. direcionado para as áreas disciplinares, tarefas, etc.).
• Promover o uso da paráfrase para justificar as respostas. • Assim se escreve: propor a criação de um ficheiro ortográ-
• Propor a reescrita do poema. fico com listas de palavras; à medida que forem surgindo
palavras que suscitam dúvidas aos alunos relativamente
à sua grafia, serão registadas nesse ficheiro.
Leitura
Antes de ler…
• Gostas de ouvir histórias? E de as contar? Qual é a tua história preferida? Conta-a a um
dos teus colegas.

1. Lê o texto que se segue:

Histórias no mar
– Já se sente a chegada do outono! – comentou o peixe-espada, com um sorriso de
barbatana a barbatana.
As praias começavam a ficar vazias e já se notava os primeiros sinais de arrefecimento
do tempo.
Todos estavam atarefados, menos a estrela-do-mar, que parecia um pouco triste:
– Eu cá vou sentir a falta de uma pessoa… – desabafava, piegas.
– Oh! – brincou o carapau. – Aposto que alguém disse que tu eras linda! És mesmo
vaidosa! Depois eu é que gosto de me armar em carapau de corrida!
A estrela-do-mar lá tinha as suas razões. É que todos os dias, durante o verão, um me-
nino a visitara e lhe contara muitas histórias. Falara-lhe de sítios que a estrela-do-mar
não conhecia, da sua vida na cidade, como era a sua escola e os seus amigos. Sem sair
do mesmo sítio, ela tinha viajado todo o verão, através das palavras daquela criança.
– Não é nada disso! – disse a estrela-do-mar. – É que este verão aprendi a ouvir
histórias!
– Histórias?! – disseram os peixes que estavam ali por perto. – Que significa
«histórias»?
Na verdade, essa era uma palavra que ninguém conhecia no fundo do mar. Ali,
nunca ninguém contara ou escutara algum conto.
A estrela-do-mar começou então a contar uma das
muitas histórias que tinha aprendido e as
suas palavras soaram como música aos
ouvidos dos presentes. Uns de olhos fe-
chados, outros já com eles abertos, todos
sentiram que as personagens da história
estavam ali mesmo, ao seu lado, e di-
vertiram-se à grande com as peripé-
cias que iam ouvindo.
O sucesso foi tal que todas as noites
passou a haver um serão marinho de
contos, onde todos podiam participar,
inventando as suas próprias histórias e
escutando as dos outros.
Rosário Alçada Araújo, Brincar às escondidas
e outras histórias da Mãe Natureza, 2.ª edição,
Edições Gailivro, 2010 (excerto com supressões)

Treino da leitura
os três parágrafos
Lê outra vez os últim 0 palavras). Se um minuto
(aproximadamente 10 rás treinar mais a leitura.
ve
10 não for suficiente, de
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Treino da leitura: aferir o número de palavras que o aluno lê,
• Analisar a ilustração e o título e colocar questões de an- • Solicitar aos alunos que sintetizem o assunto em cada pa- aproximadamente, num minuto. Recorde-se que, nas Metas
tecipação de assunto: Quem contará as histórias?; Quem rágrafo, à medida que se avança na leitura do texto. Curriculares de Português, ao finalizar o 3.º ano, o aluno de-
será que as ouve?; Que histórias serão contadas?… verá «Ler um texto com articulação e entoação corretas e
uma velocidade de leitura de, no mínimo, 110 palavras por
• A partir das marcas gráficas, deduzir que há diálogo. minuto.» – Domínio LE3; Objetivo 5; Descritor 1.
Compreensão da leitura

1. Em que mês do ano se desenrola a história narrada no texto? Justifica a tua resposta.

2. Quem é a personagem principal do texto?

3. Assinala com X a opção que completa a afirmação de acordo com o texto.


A história passa-se…
a) em alto mar. b) na praia. c) dentro de água junto à praia.

3.1 Justifica a tua opção.

4. «Todos estavam atarefados, menos a estrela-do-mar, que parecia um pouco triste.»


Explica o que terá levado a estrela-do-mar a sentir-se assim.

5. Escreve uma expressão, utilizada para pessoas, de sentido equivalente às seguintes:


a) «um sorriso de barbatana a barbatana».

Hora do
b) «gosto de me armar em carapau de corrida».
ditado !
do
Faz um ditado, seguin
so r,
a leitura do profes
dos últimos quatro
parágrafos do texto.
Se cometeres erros,
6. Atribui outro título ao excerto que leste. reescreve as palavras
no teu caderno.

Oralidade

1. No texto, existe alguma frase, cujo significado não percebes? Se existir, diz o que não
entendes e discute com a turma o seu significado.

2. Imagina que eras tu a criança que contava as histórias à estrela-do-mar. Inventa uma
história e conta-a a um colega.
Não te esqueças de estruturar a tua história em três momentos:
Situação inicial Desenvolvimento Conclusão
Pensa no que vais dizer, levanta a cabeça, utiliza um volume de voz adequado e não
fales muito depressa, nem muito devagar.

11
• Solicitar aos alunos que sublinhem no texto as informa- • Exercício 6: discutir a função do título de um texto (síntese • Oralidade: exercício 2: planificar a intervenção oral por
ções que lhes permitem responder às questões. curta e precisa do texto). escrito.
• Exercício 5: contextualizar as expressões no texto; discutir, • Antes da expressão oral, recordar as regras/competências • Hora do ditado: leitura do Professor dos últimos 4 parágra-
em grande grupo, o significado das expressões. para uma boa expressão: volume de voz, articulação, fos do texto.
entoação, ritmo, dicção e olhar os interlocutores. Caderno de Escrita – Título de um texto.
Gramática Revisões

1. Faz a divisão silábica das seguintes palavras, usando um ponto (•):


a) atarefados b) triste c) verão

1.1 Em cada uma dessas palavras, circunda a sílaba que se pronuncia com maior intensidade.
1.2 Como classificas a sílaba que circundaste?
1.3 E como se classificam as outras sílabas da palavra?

2. Podemos classificar as palavras quanto ao número de sílabas. Copia do texto:


a) dois dissílabos b) dois monossílabos

c) dois polissílabos d) dois trissílabos

3. As palavras também se classificam de acordo com a posição que a sílaba, que se pronuncia
com maior intensidade, ocupa na palavra. Preenche a tabela com palavras do texto.

Palavras agudas Palavras graves Palavras esdrúxulas

4. Lê a frase:
Todos os dias um menino visita a estrela-do-mar.
O meu
4.1 Sublinha as palavras que pertencem à classe dos nomes. amigo
contou-me
5. Seleciona com X as opções que completam corretamente a frase: esta
A palavra «visita»... história!

a) refere-se a uma ação. b) é um verbo.


c) refere-se a um objeto. d) é um adjetivo.

6. Observa a ilustração e copia da fala da estrela-do-mar…


a) um determinante possessivo.

b) um determinante demonstrativo.

12
MANUAL DO
PROFESSOR

• Exercício 1: recordar a divisão silábica e recordar que esta • Exercício 2: recordar a classificação das palavras quanto ao • Exercício 6: recordar e enunciar os determinantes posses-
é um processo da oralidade; acompanhar com palmas a número de sílabas e à acentuação; relacionar com a sigla sivos e os determinantes demonstrativos.
divisão silábica das palavras. EGA – antepenúltima = Esdrúxula; penúltima = Grave e Caderno de Escrita – Letra proibida.
última = Aguda.
7. Lê a frase:
As praias não tinham pessoas.

7.1 A frase tem valor negativo ou afirmativo?

7.2 Rodeia o advérbio na frase e classifica-o.

8. Lê a frase: História era uma palavra que, no fundo do mar, ninguém conhecia.
8.1 Forma palavras da família de mar.

8.2 Quantas palavras conseguiste formar? Explica porque pertencem à mesma família.

8.3 Qual das duas palavras (mar e que) é variável? Porquê?

9. Escreve o feminino das seguintes palavras:


a) irmão b) leão c) comilão
d) homem e) padrinho f) cavalo

10. Forma o plural dos seguintes nomes:


a) colchão b) grão c) capitão

11. Completa:
Eu sinto a falta de uma pessoa.
Tu a falta de uma pessoa.
Ele .
Vós .

12. Observa o exemplo e completa com palavras ou acrescentando afixos às palavras.


Exemplo: sossego / desassossego
a) calço / b) igual / c) / realeza
d) claro / e) / incompleto f) / florista

13
• Exercício 7: recordar o valor das frases; identificar palavras • Exercícios 9 e 10: contextualizar as palavras em frases para Fichas de Trabalho – Ficha 2.
que podem atribuir valor negativo ou afirmativo às frases; fazer o feminino e o plural.
exemplificar oralmente.
• Exercício 8: solicitar exemplos de outras palavras variáveis
e invariáveis; pela análise dos exemplos referidos, solicitar
a definição de palavras variáveis e invariáveis.
Leitura
Antes de ler…
• Um dos textos que vais ler dá-te informações objetivas sobre animais. Em que tipo de
livros podes ler estes textos?

1. Lê os textos que se seguem:

Originalidades O camaleão
O Lagarto O camaleão1 é um réptil que mede, consoante a
Zigofarto espécie, 7 a 60 cm de comprimento. É um mestre
é um animal na arte da camuflagem: pode mudar de cor consoante
original! o meio que o rodeia (para passar despercebido aos
olhos das suas presas e dos seus predadores) e con-
Antes de se deitar soante a sua disposição (para mostrar, por exemplo,
começa a recitar que está zangado). Em geral, a fêmea do camaleão
esta história de pasmar. põe ovos e as crias nascem após 6 a 9 meses. Os
olhos do camaleão têm uma particularidade: são
«Perlimpimpim. completamente independentes um do outro, o que
No jardim lhe dá um campo de visão muito grande. É capaz de
faz Sol, lá sim. observar com um olho uma presa à sua frente e de
Toca o clarim. vigiar com o outro olho a eventual presença de ini-
migos nas redondezas… e tudo isto sem ter de virar
Atchim!
a cabeça! As suas presas preferidas são os insetos.
Um pudim
Quando um inseto se encontra ao seu alcance, o ca-
mais a mim, mais a mim
maleão faz-lhe pontaria com os dois olhos para poder
Fim.»
apreciar melhor a distância. Depois estende a sua
língua aderente (que, em extensão, é mais comprida
Creio que não digo mal
que o seu corpo) com uma rapidez e uma precisão
quando digo que o Lagarto incríveis, agarra o inseto e devora-o inteiro!
Zigofarto
é original.
Geneviève Warnau, «Ao encontro dos animais»,
A minha primeira enciclopédia, 1.ª edição, Girassol edições,
2003 (excerto adaptado)
António Manuel Couto Viana,
Versos de Cacaracá, 3.ª edição,
Texto Editores, 2010

classe dos
a aos animais da
signação atribuíd nidae, uma
1
Camaleão – De ília do s Ch am ae leo
répteis, da fam lagartos.
idas famílias de
das mais conhec s de camaleões, a
80 espécie
Existem cerca de bém estão pre-
África, mas tam
maior parte em e Espa nh a.
gal
sentes em Portu tado de www.wikipedia.org
Adap 2/2013)
14 (acedido a 18/0
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Conduzir os alunos a encontrar indícios gráficos e/ou marcas • Leitura enfática do Professor do poema Originalidades • Confrontar as características dos dois textos.
tipográficas que permitam inferir as duas tipologias textuais. seguida de leitura a pares (uma estrofe para cada aluno). • Realizar a Atividade 1 das páginas finais exclusivas para o
• Distinguir entre ficção e não ficção, relacionando com os • Ler o texto informativo O Camaleão, omitindo algumas Professor (página 160 a).
títulos e a ilustração do texto. palavras-chave que os alunos deverão adivinhar.
Compreensão da leitura

1. De que obra foi retirado o texto «Originalidades»?

2. De que obra foi retirado o texto «O camaleão»?

3. Os dois textos referem-se a lagartos. Será que ambos os lagartos existem? Relaciona a tua
resposta com a tipologia dos textos que leste.

4. Faz corresponder as expressões, de acordo com os textos que leste.

• tem como assunto as aventuras de um lagarto


O texto «O camaleão»… • inventado pelo autor.
• tem como assunto uma espécie de lagarto e
transmite informações verdadeiras.
O texto «Originalidades»… •
• pode ser encontrado num livro de poesia.
• pode ser encontrado na internet, numa
enciclopédia ou numa revista.

5. Na tua opinião, a que se deve o título «Originalidades» no poema?

6. O camaleão pode mudar de cor por dois motivos. Quais são?

7. Existe uma ou várias espécies de camaleões? Justifica a tua resposta com uma frase do texto.

7.1 De que texto retiraste essa informação? Porquê?

Assim se escreve…

Para se ler «je», pode escrever-se j ou g.


j Antes das vogais a, o, u. Exemplos: jarro, viajar, jogo, jornalista, ajuda.
g Antes das vogais e, i. Exemplos: gente, geada, mágico, girafa.
Para que a letra g mantenha o som g quando seguida de e ou i, tem de se inserir a letra
u entre elas. Exemplos: guelra, alguém, guitarra, guiador.

1. Completa com j ou g.
pa em ardim le enda ori inal
laran a irassol ma ia umento

15
• Exercício 3: levar os alunos a inferir as características do • Sublinhar no texto as informações ou pistas que permi-
texto informativo: descrevem, explicam e transmitem in- tem responder às questões da «Compreensão da leitura».
formação factual sobre um determinado assunto. • Assim se escreve: elaborar um ficheiro ortográfico com listas
• Realizar, coletivamente, um mapa conceptual para o texto de palavras com o som «j», mas grafadas com j ou g;
informativo. escrever frases onde se utilizem essas palavras.
Leitura
Antes de ler…
• Já alguma vez assustaste alguém ou alguém te assustou? Conta o que aconteceu e
descreve a tua reação.

1. Lê o texto que se segue:

Impertinências Num tremor,


contrafeito,
Um peixinho enleado,
atrevido o peixinho
escondido a corar
num rochedo baixa o olhar:
resolveu – Oh, perdão,
meter medo eu não torno
a um cação1 a brincar!
resmungão
e de lá Confiante,
do rochedo importante,
(que ação má!) o cação
fez com voz segue adiante,
de trovão a nadar
– Ão, ão, ão! no alto mar.

Mas, ai dele! Vendo-o então


o cação já distante,
irritado o peixinho
diz-lhe então: no rochedo
– Malcriado! sem ter medo
mais respeito, vai, num pronto,
por favor! põe-se a rir,
põe-se a rir,
como um tonto!

E é assim
que tem fim
este conto…
António Manuel Couto Viana,
Versos de Cacaracá, 3.ª edição,
Texto Editores, 2010

podem
denominações
rão — as duas tubarão
1
Cação ou tuba te cham am os
rém, usualmen ral,
ser utilizadas. Po de porte, pouco comuns no lito
pé cies de gran ocorrê ncia na
às es , cuja
pequeno porte
e cação às de .
ais comum
16 nossa costa é m
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes de leitura • Concluir que um verso só inicia com letra maiúscula de- Durante a leitura
• Proceder a uma interpretação oral e coletiva da ilustração. pois de um sinal de pontuação que o justifique. • Leitura modelo a ser efetuada pelo Professor.
• Dialogar sobre medos e receios dos alunos. • Efetuar a leitura em grupos de seis alunos; cada aluno lê
• Identificar o tipo de texto pela sua estrutura. uma estrofe.
• Cada grupo repete a leitura, mas dramatizada por gestos.
Compreensão da leitura

1. Onde estava escondido o peixinho?

2. O que resolveu fazer o peixinho?

3. Qual foi a reação do cação à atitude do peixinho?

4. Seleciona com X a afirmação que completa a frase de acordo com o texto.


Quando o cação ralhou com o peixinho, ele baixou o olhar e…
a) foi-se embora. b) pediu perdão ao cação.
c) pôs-se a dançar. d) desatou a chorar.

5. Quando o peixinho disse que não tornava a brincar, o que fez o cação? Justifica a tua
resposta com uma expressão do texto.

6. Quando o cação já estava longe, o que fez o peixinho?

6.1 Na tua opinião, o que terá levado o peixinho a ter esta reação?

6.2 Concordas com esta atitude? Porquê?

7. Copia do texto palavras que rimam com…


a) rochedo. b) cação. c) escondido.

Oralidade

1. Agora vais recitar poesia. Requisita na biblioteca o livro Versos de Cacaracá de António
Manuel Couto Viana. Na página 25 encontras o poema «Cinzento».

1.1 Ouve o poema, declamado pelo(a) professor(a), e acompanha a sua leitura.


1.2 Em grupos de 6 alunos, atribuam uma parte do poema a cada aluno.
1.3 Cada grupo recita o poema para a turma.

17
• Recordar as características do texto poético. • Exercício 6: levar os alunos a perceber as duas reações dis-
• Sugerir a reescrita do texto em prosa, mantendo o seu tintas do peixinho (medo e alívio).
sentido. • Tomar consciência da atitude errada do peixinho, asso-
• Propor que os alunos localizem a ação do poema no espaço. ciando a palavra «tonto» ao seu comportamento.
Gramática Revisões

1. Lê as frases:
Um peixinho pregou um susto a um cação.
O cação segue adiante a nadar no alto mar.

1.1 A que classe de palavras pertencem as palavras destacadas nas frases?

1.2 De acordo com a terminação dos verbos no infinitivo, estes agrupam-se em três
conjugações (-ar, -er, -ir). Completa a tabela:

Infinitivo Conjugação

riu 3.ª conjugação


roeu

nadou nadar

2. Sobre o assunto do texto, escreve…


a) uma frase declarativa.

b) uma frase exclamativa.

3. De acordo com o sentido do texto, expande as frases.


a) O peixinho estava escondido.

b) O cação falou com voz de trovão.

4. Reescreve as frases seguintes substituindo as palavras sublinhadas por antónimos.


a) O peixinho viu o cação distante e pôs-se a rir.

b) O peixinho fez uma má ação e baixou o olhar.

5. Reescreve a frase abaixo substituindo as palavras destacadas a cor por sinónimos.


O cação confiante seguiu adiante a nadar no alto mar.

6. Escreve as palavras por ordem alfabética.


medo maresia marujo maré medida

18
MANUAL DO
PROFESSOR

• Levar os alunos a recordarem: que as palavras que indicam • Distribuir jornais e/ou revistas e solicitar que sublinhem Fichas de Trabalho – Ficha 3.
ações são verbos; que os verbos podem agrupar-se em três com três cores diferentes as palavras que indicam ações: Caderno de Escrita – Abecedário temático.
conjugações; os tipos de frase: declarativa, exclamativa devem associar cada cor a cada conjugação.
e interrogativa; que as frases podem ser expandidas, acres-
centando novos elementos, ou reduzidas, suprimindo
elementos; a ordem alfabética.
Oficina de escrita O texto poético

O texto poético, normalmente, gera-se a partir de uma emoção, de um sentimento do poeta,


de um desejo da pessoa que o escreve de expressar uma ideia, uma visão do seu mundo.
Verso é uma linha do poema, nem que seja apenas uma palavra.
Estrofe é um verso ou conjunto de versos, geralmente com uma unidade de sentido.
Cada estrofe, ao ser escrita, é demarcada da seguinte por um espaço.
Rima é a correspondência de sons entre as últimas palavras dos versos. A rima contribui
para a musicalidade de um poema.

Lê o poema:
Quem sou eu


Sim, senhor!


O meu corpo é aterrador, verso
pesado como um penedo…
Os meus chifres metem medo.
Estrofe Sou fera, feia, esfaimada:
como a casca das árvores e mais nada,
que me dá força e vigor
para enfrentar quem me afronte.
Sim, senhor!
Eu sou o Rinoceronte!
António Manuel Couto Viana, Versos de Cacaracá,
3.ª edição, Texto Editores, 2010

A pares, escreve um poema sobre um leão, seguindo a mesma estrutura do poema Quem sou eu.

Planificação
1. Mantém o 1.º e o 9.º versos.
1.1 Escreve palavras, relacionadas com leão, que rimem com as apresentadas. O número
indica o verso. Nos pares de versos 3.º/4.º e 5.º/6.º podes fazer rimas ao teu critério.

1.º/9.º senhor
10.º Leão 3.º 5.º
2.º
8.º 4.º 6.º
7.º

Textualização

2. Usando como modelo o poema anterior, escreve o rascunho do teu poema no caderno.

Revisão

3. Revê o teu poema, assinalando com X as opções que estão de acordo com o que escreveste.

• Os versos rimam de acordo com o poema modelo.


• Os versos fazem sentido.
• Utilizei correção ortográfica e caligrafia legível.
19
Planificação Textualização • Divulgar os poemas através de um cartaz ou num blogue.
• Conduzir os alunos na análise da estrutura do poema e • Propor a escrita do poema em grupos de 4 ou 5 alunos. Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação diagnóstica (setembro).
identificar os pares de rimas (código de cores). Revisão
• Planificar coletivamente o texto, identificando rimas para • Apresentar o texto à turma, abrindo a possibilidade da
os versos indicados na grelha. turma contribuir com sugestões de aperfeiçoamento. Jogo – Revisões gramaticais.
Módulo 2
O livro

A autora

é sobre
hi st ór ia na rr ada neste livro
A l, em
ha qu e decide fugir do
reino Luísa Dacosta nasceu em Vila Rea
uma br ux in
até aos 70
, on de se sente diferente,
para 1927, e dedicou-se ao ensino,
das br ux as rita com
s ho m en s. Aí, tenta enco
ntrar anos. Em 1955, estreou-se na esc
o mun do do , mas foi
ra «d ar largas à sua
alegria e a coletânea de contos Província
um lo ca l pa eiro livro
ra seu só em 1970 que lançou o seu prim
u hu m or be nf azejo». Mas, pa
ao se mens, guardava
m bé m o mundo dos ho para crianças: O príncipe que
espa nt o, ta
revela
ar da su a be le za exterior, se ovelhas.
apes na sua
on de se acredita que
todas as Sempre estiveram presentes
um m un do o a soli-
e ela não é exce
ção. obra para a infância temas com
bruxas são más ca da feli-
dão, a amizade ou o amor, a bus
descritiva
cidade, etc., numa linguagem
e poética.
A b r i nca r

1. Constrói um «monstruário». Associa as palavras da coluna da tabela e «fabrica»


os teus monstros.

múmia mumiadora
+ É a múmia de um gato. Anda pelos corredores do castelo
miadora assombrado a miar para assustar as pessoas.

mago
+ É um mago que adora jogar futebol e está sempre a marcar golo,
goleador mesmo que seja na baliza da sua equipa.

bruxa bruxatriz
+
atriz

ogre
+ É um ogre que aprecia todas as formas de arte, principalmente o
artista teatro.
MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler as informações sobre o livro e antecipar o seu assunto • Sugerir uma pesquisa acerca da autora, de forma a apro- • A brincar: analisar o exercício com os alunos, levando-os a
principal. fundar a sua biografia e trabalhá-la ao longo do mês. compreender a formação da palavra do primeiro mons-
• Conduzir os alunos a demonstrar conhecimentos e ma- • Pesquisar, numa biblioteca, a existência da obra e, caso tro; completar o exercício, discutindo os nomes dos
nifestar sentimentos em relação às bruxas. exista, requisitá-la e lê-la assim que for oportuno. monstros e as definições com o grupo.
Oralidade

1. A Mariana tem 9 anos e frequenta o 4.º ano


de escolaridade.
Ouve atentamente o pedido de informações
que ela faz ao senhor do quiosque da rua da
sua escola.

2. Assinala com X a resposta correta em cada


situação:

2.1 Como se chama a loja que a Mariana


procurava?
a) Truque misterioso.
b) Pega monstro.
c) Vampiros e companhia.
d) Monstros e Vampiros.

2.2 O que queria a Mariana comprar nessa loja?


a) Uma abóbora.
b) Uma vassoura.
c) Um disfarce.
d) Um doce.

3. Ordena de 1 a 5 as expressões que descrevem o que fez a Mariana.

Pediu informação.

Agradeceu.

Despediu-se.

Saudou e cumprimentou o senhor.

Expôs a situação.

4. No caderno, refaz o pedido de informação da Mariana, dirigindo-o…


a) a uma menina da tua idade.
b) a um casal de idosos.

21
• Explicitar o objetivo da escuta: recolher informações para • Em forma de ditado, solicitar aos alunos que transcrevam CD áudio – Faixa 2.
responder às questões. o pedido da Mariana.
• Fazer uma segunda audição para autocorreção das res- • Discutir com a turma os graus de formalidade e adequação
postas dadas. dos discursos aos interlocutores; solicitar exemplificações. História/áudio – Pedido de informações.
Leitura
Antes de ler…
• Tenta antecipar o tema do texto, observando a ilustração abaixo.

1. Lê o texto que se segue:

História com recadinho (parte I)


Uma vez no reino das bruxas deu-se um acontecimento extraordinário: nasceu uma
bruxinha, radiosa, como o Sol – o que foi considerado de muito mau agoiro. Que fazia
aquele sorriso emoldurado por cachos de caracóis entre vapores peçonhentos?! – pergun-
tavam, desconfiadas, as bruxas velhas, fungando maus pressentimentos à distância. E as
suspeitas confirmaram-se. A bruxinha não mostrava nenhuma das aptidões requeridas
por aquele mundo de trevas, árvores mortas e aves agoirentas.
Volta não vira, escapulia-se na sua vassourinha, faltava às aulas de bruxaria e ria do
mau humor das mestras a quem as suas gargalhadas, tilintantes, arrepiavam como guinchos
de portas ferrugentas. Pior. Libertava os sapos e as cobras destinadas aos caldeirões dos
malefícios. E como se isso não bastasse para acender remoques e achaques das bruxas
todo o dia, dançava e cantava como se um pássaro-borboleta ali tivesse, magicamente,
surgido. Não, o seu reino não era aquele. E numa noite em que uma revoada de bruxas ia
sair para o mundo dos homens a semear maldades, a bruxinha decidiu abandonar aqueles
lugares insalubres e atreitos a constipações. Cautelosa e à distância, seguiu-as para
aprender o caminho. Mas não foi fácil.

Luísa Dacosta, História com recadinho,


1.ª edição, Edições Asa, 2010 (excerto)

22
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Dialogar sobre o Dia das Bruxas e sobre a opinião indivi- • Propor a leitura seletiva do texto, de forma a identificar os • Comparar o que foi antecipado («Antes de ler…») e o con-
dual de cada aluno acerca deste tema. vocábulos desconhecidos, a partir da descoberta do seu teúdo do texto.
• Fazer um paralelismo entre atitudes associadas a este dia significado; identificar palavras-chave.
(pregar partidas) e em relação às praticadas noutros dias.
Animação – História com recadinho.
Compreensão da leitura

1. O que aconteceu de extraordinário no reino das bruxas?

2. Quem fez a seguinte pergunta?


Que fazia aquele sorriso emoldurado por cachos de caracóis entre vapores peçonhentos?

3. A bruxinha era diferente das bruxas velhas. Justifica esta afirmação preenchendo a tabela.

Como a bruxinha era Como queriam as bruxas velhas que ela fosse

4. Seleciona com X a opção que, de acordo com o texto, tem o mesmo sentido das expressões:
Foi considerado de muito mau agoiro.
a) Foi considerado como muito trapalhona.
b) Foi considerado de má educação.
c) Foi considerado de mau presságio.

Acender remoques e achaques das bruxas.


a) Provocar indisposições e doenças às bruxas.
b) Provocar invejas e ciúmes das bruxas.
c) Provocar mal estar e irritação às bruxas.

5. Perante as maldades praticadas pelas bruxas, o que foi que a bruxinha decidiu fazer?

Assim se escreve…

O que se lê «k» pode escrever-se com c ou qu.


Antes de a, o, u. Exemplos: cama, carta, copo, acompanhado, culpado, acudir...
c
Antes de consoante. Exemplos: cravo, clarinete, crente, cravar, claro...
Antes de e e de i, mas o u não se lê. Exemplos: querido, aquilo…
qu
Antes de a e de o e nesses casos lê-se o u. Exemplos: quando, quociente…

1. Lê a frase e circunda as palavras que têm o som «k».


A bruxinha fazia aquele sorriso emoldurado por cachos de caracóis.

1.1 Nas palavras que circundaste, sublinha a(s) sílaba(s) com som «k».

23
• Exercício 1: solicitar que os alunos justifiquem a resposta, • Exercício 5: pedir aos alunos para se colocarem no papel da • Assim se escreve: propor a escrita de outras palavras com o
oralmente, e dialoguem sobre porque foi considerado de bruxinha e dizerem o que é que teriam feito. som «k» escrito com a letra c ou com as letras qu; sugerir a
muito mau agoiro. escrita de frases com as palavras que escreveram.
Gramática Nome: próprio e comum (coletivo)

RECORDA

• Nomes próprios iniciam-se com letra maiúscula e referem-se a uma entidade


particular ou individualizada. Escrevem-se geralmente com letra maiúscula. Nomeiam
uma pessoa, um país, uma cidade ou algo em particular.
Exemplos: Miguel, Lisboa, Portugal...
• Nomes comuns designam elementos que, num conjunto, têm características
idênticas, sem os individualizar.
Exemplos: cadeira, sapo, livro, bruxa...

1. Copia, do texto da página 22, três nomes comuns.

2. Inventa um nome para a bruxinha do texto.

2.1 O nome que inventaste é um nome próprio ou um nome comum? Porquê?

3. Lê as frases que se seguem e completa:


a) A bruxinha tinha um sorriso emoldurado por cachos de uvas.
O sentido da palavra cachos, nesta frase, é de conjunto de .

b) A bruxinha não gostava daquele bando de aves agoirentas.


O sentido da palavra bando, nesta frase, é de conjunto de .

4. Procura no dicionário o significado das palavras da coluna da esquerda e faz


a ligação correta.

cardume • • conjunto de vacas


manada • • conjunto de lobos
equipa • • conjunto de peixes
cáfila • • conjunto de jogadores
alcateia • • conjunto de camelos
Os nomes cardume, manada, equipa, cáfila e alcateia são nomes comuns
que indicam um conjunto de seres da mesma espécie, por isso, são também
designados de nomes comuns coletivos.

Nomes comuns coletivos são nomes comuns que, mesmo no singular, designam um
conjunto de seres (pessoas ou animais) ou de objetos da mesma espécie.

24
MANUAL DO
PROFESSOR

Jogo: propor o «Jogo da Barquinha» para os nomes comuns: 3.º O aluno seguinte completa e assim sucessivamente.
1.º O primeiro aluno indica uma letra e diz: «Lá vai uma bar- Nota: O aluno que não der continuidade ao jogo sai. Ganha Atividade – Organizando os nomes.
quinha carregadinha de…». o aluno que acabar por ficar só. Caso o colega não saiba
2.º O aluno seguinte diz um nome comum iniciado pela completar, deverá ser o aluno que deu a indicação a fazê-
letra em causa e recomeça com outra letra. -lo. Se não conseguir, é ele que sai do jogo.
Aprende alguns nomes comuns coletivos:
Alcateia – conjunto de lobos. Girândola – conjunto de foguetes.
Armada – conjunto de navios de guerra. Junta - par de vacas ou de bois.
Arquipélago – conjunto de ilhas. Laranjal – conjunto de laranjeiras.
Arvoredo – conjunto de árvores. Legião – conjunto de soldados.
Banda – conjunto de músicos. Manada – conjunto de gado graúdo.
Bando – conjunto de aves. Matilha – conjunto de cães.
Batalhão – conjunto de soldados. Montado – conjunto de sobreiros.
Cacho – conjunto de uvas, bananas. Multidão – conjunto de pessoas.
Cáfila – conjunto de camelos. Ninhada – conjunto de aves recém-nascidas.
Cancioneiro – conjunto de canções, poesia. Olival – conjunto de oliveiras.
Cardume – conjunto de peixes. Orquestra – conjunto de músicos.
Constelação – conjunto de estrelas. Quadrilha – conjunto de ladrões.
Coro – conjunto de cantores. Pinhal – conjunto de pinheiros.
Discoteca – conjunto de discos. Pomar – conjunto de árvores de fruto.
Elenco – conjunto de atores. Ramalhete – conjunto de flores.
Enxame – conjunto de abelhas. Rebanho – conjunto de ovelhas.
Equipa – conjunto de jogadores. Souto – conjunto de castanheiros.
Feixe – conjunto de paus. Turma – conjunto de alunos.
Frota – conjunto de navios. Vara – conjunto de porcos.

5. Completa o pequeno texto que se segue com nomes coletivos abaixo destacados.

ninhadas pomar bando floresta enxame ramalhete

A bruxinha, num dos seus passeios, encontrou um que andava a recolher


mel num de flores. Viu, também, as aves que voavam em sobre
a . Era nela que as aves tinham as suas . No entanto outras aves
preferiam o de macieiras para fazerem os seus ninhos.

6. Escreve as frases, substituindo as palavras sublinhadas por nomes comuns coletivos.


a) A bruxinha foi pousar num ramo de cerejeira, onde estão muitos pássaros.

b) A bruxinha ajudou a senhora a carregar um molho de paus.

c) A bruxinha encontrou um professor com o seu grupo de alunos.

7. Escreve, no caderno, uma frase para cada um dos seguintes nomes coletivos.
a) matilha b) armada c) frota d) multidão

25
Jogo: continuar o «Jogo da Barquinha» para os nomes comuns 2.º O aluno seguinte diz o nome comum coletivo que cor- Nota: O aluno que não der continuidade ao jogo sai. Ganha
coletivos: responde a um conjunto de lobos (alcateia). o aluno que acabar por ficar só. Caso o colega não saiba
1.º O primeiro aluno diz: «Lá vai uma barquinha carregadi- 3.º Esse aluno diz: «Lá vai uma barquinha carregadinha completar terá de ser o aluno que deu a indicação a fazê-
nha de…» (por exemplo: lobos). de…» (por exemplo: laranjeiras). -lo. Se não conseguir, é ele que sai do jogo.
4.º O aluno seguinte completa. Fichas de Trabalho – Ficha 4.
Leitura
Antes de ler…
• O que terá acontecido à bruxinha: Terá ela conseguido abandonar a terra das bruxas?
Para onde terá ido? Será ela feliz no mundo dos homens?

1. Lê o texto que se segue:

História com recadinho (parte II)


Ah! Aquele era o seu mundo! Que bom! Que contentamento!
A bruxinha estava ansiosa por dar largas à sua alegria e ao seu humor benfazejo. Pôs-
-se a cavalo na vassourinha e foi pousar num ramo de cerejeira carregadinho de pássaros,
no debique da prova. Ao vê-la, porém, debandaram num gorjeio assustado:
– Uma bruxa! Uma bruxa!
– Não fujam! Não fujam! – gritava a sossegá-los. – Não quero o vosso canto… sou
vossa amiga!
Mas eles já iam longe e nem a ouviam. «Os pássaros têm uma cabecinha de alfinete»,
pensou tentando consolar-se.
Tinha de fazer outra tentativa. Felizmente, oportunidades era o que mais havia. Deci-
diu-se pelas borboletas que andavam na sua gandaia livre, perseguindo-se, namorando-se
num jogo de esconde-esconde.
Que agradável devia ser acompanhar aquele voo dançante!
E a bruxinha abriu a capa, corola ondulada, e juntou-se às borboletas. Mas… –
«Julgarão que quero roubar-lhe as asas?!» – elas fugiram assustadas, deixando-a sozinha.
Sentada num muro, dava-se conta de que ninguém a aceitava e de que praticar o bem
era, afinal, uma tarefa difícil!
Súbito faiscou-lhe uma ideia: tornar-se invisível! Era isso. Desse modo ninguém se as-
sustaria ao vê-la, podia ajudar quem precisasse, brincar com quem quisesse.
Ao outro dia seria um grande dia. E foi.
– Sabes, mãe, hoje estive por um triz de cair ao ribeiro, quando andava à erva para os
coelhos, mas, felizmente, um ramo segurou-me. Que susto!
«Um ramo?!», ria a bruxinha contente. Que divertido ajudar os outros e sentir-se útil
sem que ninguém soubesse! Como as pessoas eram crédulas!
E foi assim que ficou pelo mundo a dar uma mãozinha aos mais precisados. Infelizmente
não chega para as encomendas.
Luísa Dacosta, História com recadinho,
1.ª edição, Edições Asa, 2010 (excerto com supressões)

26
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Associar a reação dos pássaros à reação dos humanos. Após a leitura
• Antecipar conteúdos com base no que se recordam do Durante a leitura • Formular questões sobre o texto, promovendo a com-
texto Histórias com recadinho (parte I) da página 22. • Leitura dialogada: em grupos de três, um aluno lê o que preensão em partes específicas de acordo com a estru-
• Analisar a ilustração e questionar os alunos: O que estará corresponde ao narrador, outro lê as falas da Bruxinha e tura do texto narrativo (situação inicial, desenvolvimento,
a Bruxinha a fazer?; O que demonstram os pássaros? outro lê as falas das restantes personagens. situação final).
Compreensão da leitura

1. De que livro foi retirada esta história?

1.1 Como se chama a autora desta história?

2. Explica o motivo por que a bruxinha estava tão ansiosa.

3. De acordo com o texto, assinala com X a opção que completa a afirmação.


Pôs-se a cavalo na vassourinha e foi pousar num ramo de...
a) eucalipto. b) pereira. c) cerejeira. d) laranjeira.

4. Explica o significado da frase:


Ao vê-la, porém, debandaram num gorjeio assustado.

5. Quem teve o seguinte pensamento?


«Julgarão que quero roubar-lhes as asas?»

6. Os animais tinham motivos para ter medo da bruxinha? Justifica a tua resposta.

Hora do
ditado !
7. Por que motivo queria a bruxinha ser invisível? o
Faz um ditado do text
o
até ao final do sext es
er
parágrafo. Se comet er
cr ev
erros, deverás rees
corretamente essa o.s
rn
palavras no teu cade
Oralidade

1. A bruxinha, que tanto gosta de ajudar os outros, descobriu que estavam três cães num
canil com necessidade urgente de serem adotados. Imagina que ela te pediu ajuda para
convenceres os teus colegas a adotar um cachorro.

1.1 Prepara uma comunicação oral para convenceres os teus colegas a adotarem um cão:
• apresenta os animais que estão para adoção (idade, raça/rafeiro, peso, pelo, etc.);
• expõe os argumentos a favor de ter um cão (faz companhia, guarda a casa, etc.);
• explica as condições de adoção (vacinas em dia, sem custo de aquisição, etc.).
1.2 Faz a tua comunicação à turma ou a um grupo de colegas.

27
• Solicitar aos alunos que sublinhem no texto as informações • Oralidade: planificar a intervenção oral por escrito, usando Fichas de Trabalho – Ficha 5.
que lhes permitem dar resposta às questões ou inferir a os tópicos apresentados em 1.1.
resposta. • Hora do ditado: leitura do Professor dos primeiros 6 pará-
• Antes da expressão oral, recordar as regras para uma boa grafos do texto.
expressão: volume de voz, articulação, entoação, ritmo,
dicção e olhar os interlocutores.
Leitura
Antes de ler…
• A bruxinha não chega para as encomendas no que toca a boas ações que é possível levar
a cabo para ajudar os outros. Refere outras ações que podes pôr em prática para ajudar
os outros.

1. Lê o texto que se segue:

Banco Escolar angariou 35 mil


euros para crianças carenciadas
por Andreia Fonseca

Os portugueses
contribuíram
com mais de 35 mil
euros para a compra
de material escolar
para crianças de
instituições de
solidariedade na
iniciativa Banco
Escolar, promovida
pela associação
Entrajuda.

«A campanha do Banco Escolar foi um êxit


o muito que é uma forma de lutar contra a pobreza
grande e é surpreendente a adesão que os que atinge
portugueses muitas famílias no nosso país», sublinhou
tiveram a este desafio», disse esta quarta-feira Isabel Jonet.
a presidente A presidente da Entrajuda alertou que as situ
da Entrajuda, empresa gestora do Banco Alim ações de
entar contra pobreza se agravaram nos últimos tempos,
a Fome e do Banco de bens doados. com «muito
mais famílias desempregadas e muito mais
Para Isabel Jonet, o sucesso desta iniciativa famílias em
deve-se a que um dos membros do casal está desempr
uma «grande sensibilidade» dos portugueses egado e que
para o tema tinham assumido encargos que agora têm de
da educação e, «sobretudo, a uma manifesta honrar».
preocupação Contudo, sublinhou, «há uma enorme solid
com o combate à pobreza». ariedade
e um conjunto muito grande de iniciativas que
O Banco Escolar assenta na doação de materia têm vindo
l escolar a atenuar a situação de muitas famílias».
a crianças carenciadas, contribuindo para
a prevenção A Entrajuda é uma instituição particular
de casos de insucesso e abandono escolar. O de solida-
valor anga- riedade social, que visa apoiar outras inst
riado este ano vai beneficiar mais de 2700 cria ituições ao
nças. nível da organização e gestão, com o obje
«Os portugueses que foram comprar materia tivo de me-
l escolar lhorar o seu desempenho e eficiência em
para os seus filhos foram solidários, porq benefício de
ue percebem pessoas carenciadas.
http://www.publico.pt/educacao/noticia/banco-escolar-a
ngariou-35-mil-euros-
28 para-criancas-carenciadas-1565718, consultado a 05-10
-2012 (adaptado)
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Contextualizar o tema do texto, relacionando-o com o • Sintetizar a informação à medida que se avança na leitura. • Apropriar-se do vocabulário desconhecido pelo contexto.
assunto principal dos textos anteriores. • Fazer uma leitura seletiva (o que tenho de ler devagar e • Discutir coletivamente a estrutura da notícia estabele-
• Mobilizar conhecimentos prévios sobre o tema. com muita atenção). cendo um paralelismo com outras notícias que os alunos
• Sublinhar o vocabulário desconhecido. poderão trazer de casa.
Compreensão da leitura

1. Uma notícia (texto informativo) é um texto que aborda acontecimentos reais.


1.1 A que acontecimento real se refere a notícia que leste?

1.2 Quem são os intervenientes referidos na notícia?

2. Onde podes encontrar textos deste tipo?

3. Quem escreveu a notícia?

3.1 Qual deverá ser a sua profissão?

4. Segundo o relatado na notícia, a que se deveu o sucesso da iniciativa?

Assim se escreve…

Há palavras que, apesar de se lerem da mesma forma,


apresentam significados e grafias diferentes.
Exemplos:
concerto sessão musical conserto arranjar, reparar
coser costurar cozer cozinhar alimentos

1. Lê e responde:
A associação Entrajuda divulgou um conselho: «Ajuda agora, um dia pode ser o teu
concelho a precisar». São mais de cem as pessoas envolvidas na campanha e todos
trabalham sem descansar.

1.1 Que semelhança têm as palavras destacadas a azul? E a verde?

1.2 E que diferenças têm essas mesmas palavras entre si?

29
• Relacionar ocorrências factuais com as notícias impressas • Assim se escreve: escrever frases, utilizando as palavras tra-
nos jornais. balhadas nos seus diferentes sentidos.
Leitura
Antes de ler…
• Lê o título do texto que segue e faz uma lista de palavras relacionadas com este.

1. Lê o texto que se segue:

Magia
A minha mãe tem pomadas secretas, prontas na hora,
para dias tristes de pisaduras por dentro e por fora.
Hoje, foi um deles: na escola, caí e gozaram-me todo o dia.
A princípio, a minha mãe só me sorria…
Depois, zás, acalmou o silvo da panela de pressão,
onde se debatia o polvo em ebulição…
E enquanto o arroz não levantava fervura,
catrapás, rolou comigo na carpete cor de pão ralado
e fomos croquetes, com gritinhos de ternura!
Pintámos juntas uma história e desatei à gargalhada,
quando ela, com os lápis, virou no forno a carne assada!
As refeições! É sempre aqui que acabam as ilusões
e a minha mãe me deixa para as malditas cebolas descascar.
É então, que aproveita para tudo chorar, sem ninguém suspeitar.
Depois o cansaço envolve-nos como um vaivém de nevoeiro…
De manhã, é ela a primeira a fazer mil coisas para que tudo corra bem.
Uma delas é, com um bâton que eu lhe comprei, disfarçar as olheiras…
Mãe, a nossa magia está para durar!
Teresa Guedes, Real… mente,
1.ª edição, Editorial Caminho, 2005

30
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Antecipar conteúdos com base na ilustração (que ato má- • Leitura do poema em voz alta pelo Professor. • Confrontar previsões feitas com o tema do texto.
gico estará a acontecer na imagem?). • Promover a leitura silenciosa. • Manifestar sentimentos, emoções e sensações individuais
provocados pela leitura do poema.
• Recorrer à paráfrase para recontar o texto.
Compreensão da leitura

1. Como foi o dia da menina? Porquê?

2. Como se sente a menina por brincar com a mãe?

3. O que acontece quando se aproxima a hora das refeições?

4. Na tua opinião, a que se refere a menina com a seguinte expressão?


«Depois o cansaço envolve-nos como um vaivém de nevoeiro…»

5. Na tua opinião, por que razão o título deste texto é Magia?

6. Procura no texto uma palavra que rime com…


a) refeições. b) suspeitar. c) fervura.

Assim se escreve…

1. Lê as vinhetas da banda desenhada e rodeia o som que se repete em palavras com


grafia diferente.

Ah! Que
bela brincadeira!
Não há magia
como a nossa.

Estava à espera da mãe…


Há forma do verbo haver (existir).
À pode indicar movimento e surge depois do verbo.
Ah! exprime espanto, admiração e, geralmente, é seguido de ponto de exclamação.

2. Completa as frases com há, à ou Ah!.

Em casa da minha mãe pomadas secretas.


A minha mãe vai minha escola.
Que belas pinturas!

31
• Solicitar aos alunos que localizem no texto as informa- • Assim se escreve: escrever frases utilizando as palavras tra-
ções que lhes permitem responder às questões ou inferir balhadas nos seus diferentes sentidos. Salientar que à é
a resposta. grafado com acento grave e que é incorreto o uso do
acento agudo.
Leitura
Antes de ler…
• A bruxinha da História com recadinho é uma personagem imaginária. Por vezes, as crianças
também imaginam personagens e amigos com quem falam e brincam. És capaz de
imaginar uma conversa ou brincadeira com um ser imaginário inventado por ti? Conta-a
a um colega.

1. Lê o texto que se segue:

A Alice
Todas, mesmo quase todas, as pessoas quando crescem se transformam em pessoas
grandes. As mãos tornam-se compridas – e são capazes de um adeus que se distingue à
distância; os dedos longos, e às vezes tão longos que quando apontam ficam para lá da
vista, perto de tocarem o que querem apontar. As pernas são quase pontes sem água,
arcos enormes por onde se passa. Os olhos deixam de ver ao perto, e por isso não con-
seguem reparar, mesmo que queiram, nos olhos das formigas, que são de um verde-
-escuro, quase terra; deixam de conseguir ver os homenzinhos de sombra que entram à
noitinha pela janela e nos passeiam pelo quarto fora. E mesmo quando os apontamos
com os nossos dedos pequenos de tocar as coisas próximas, dizem, rindo com a certeza
dos olhos de ver ao longe, que não se trata de homenzinhos a sério, mas da sombra dos
candeeiros que iluminam a noite lá fora.
Mas, antes de ser uma grande pessoa grande, Alice já fora uma grande pequena
pessoa. Por isso, quando cresceu continuou a ver os olhos verde-escuros quase terra das
formigas. A diferença é que agora os via com os seus olhos de grande pessoa que também
conseguia distinguir a pupila azul-celeste-quase-céu nos mesmos olhos verde-escuros-
-quase-terra das formigas. E os seus dedos ficaram tão compridos que tornavam perto as
coisas que estavam muito longe.
Também não era raro encontrá-la com longas conversas demoradas com os homen-
zinhos de sombra que à noite viviam pelos quartos, e que de dia regressavam ao candeeiro
da rua, onde de facto moravam, aconchegados no morno filamento da lâmpada.
Mais, as grandes mãos da Alice nunca se tornaram mãos de dizer adeus ao longe,
mas enormes mãos de se dar enquanto dizia olá.
Rita Taborda Duarte, A verdadeira história da Alice,
2.ª edição, Editorial Caminho, 2000 (excerto)

32
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Contextualizar o tema do texto: amigos e personagens • Sugerir aos alunos que desenhem as imagens que lhes • Referir as ideias mais importantes do texto.
imaginários. surgem enquanto leem o texto. • Mencionar o sentido global do texto.
• Selecionar a informação essencial do texto.
Compreensão da leitura

1. Segundo o texto, o que acontece a quase todas as pessoas pequenas quando crescem?

2. Completa a tabela com o nome de cada parte do corpo, de acordo com o texto.

deixam de ver ao perto.

ficam para lá da vista.

são capazes de um adeus que se distingue à distância.

são arcos enormes por onde se passa.

3. Quem serão os «homenzinhos de sombra» que entram pela janela?

4. Porque será que a autora deste texto diz que «Alice já fora uma grande pequena pessoa»?

5. Quando a Alice cresceu, passou a ver os olhos das formigas com uma diferença. Qual?

6. Copia do texto uma expressão equivalente à que se segue:


«não era pouco frequente vê-la a falar durante muito tempo.»

7. Qual é o tema deste texto?

Escrita criativa

Acróstico é um tipo de texto poético em que a primeira letra de cada verso se lê


verticalmente, formando uma palavra. Os versos podem ser compostos por frases ou
apenas por uma palavra.

1. Lê o acróstico que se segue.


Os dias ficam mais curtos,
Uma folha colorida voa sem prisão,
Também a chuva começa a regressar.
Os dias ficam mais curtos,
Na escola e a brincar e nesta estação
O São Martinho vamos festejar.

1.1 Escreve um acróstico no teu caderno


com a palavra MAGUSTO.

33
• Solicitar aos alunos que sublinhem no texto as informa- • Escrita criativa: realizar uma «chuva de ideais» relacionada • Discutir e compreender a técnica de escrita do acróstico.
ções que lhes permitem responder às questões ou inferir com o «magusto». • Em cartaz, no jornal da escola/agrupamento, blogue, etc.,
a resposta. • Exibir diferentes acrósticos, sobre outros temas, à turma. publicar os trabalhos dos alunos.
Gramática Plural de nomes e adjetivos terminados em consoante

RECORDA

• O plural de um nome ou adjetivo forma-se, geralmente, acrescentando-se um s.


Exemplo: feriado feriados
• Os nomes e adjetivos terminados em ão formam o plural mudando a terminação para
ãos, ões ou ães.
Exemplos: mão mãos, orfão orfãos
melão melões, chorão chorões
pão pães, rufião rufiães
• Nomes ou adjetivos terminados em m formam o plural mudando o m para ns.
Exemplos: atum selvagem atuns selvagens
homem bom homens bons

Como sabes, nem todos os nomes e adjetivos formam o plural da mesma forma.
Aprende as regras de formação do plural de nomes e adjetivos terminados em consoante:

Regras Exemplos

Se terminam com consoante n, r, s ou z, pintor feliz pintores felizes


formam o plural acrescentando es. rapaz cortês rapazes corteses
Se terminam em al, el, ol e ul, formam o plural manual igual manuais iguais
mudando, respetivamente, as terminações para anel azul anéis azuis
ais, eis (éis), óis e uis. caracol amável caracóis amáveis
Se terminam em il e essa terminação faz parte funil funis
da sílaba tónica, formam o plural mudando a gentil gentis
terminação para is.
Se terminam em il e essa terminação faz parte réptil répteis
de uma sílaba átona, formam o plural mudando difícil difíceis
a terminação para eis.

Existem casos especiais na formação do plural de nomes e adjetivos:

Regras Exemplos

Existem nomes e adjetivos que têm uma só forma. o lápis simples os lápis simples

Outros só se usam no plural. calças reles

E outros que só se usam no singular. ouro azul-marinho

1. Reescreve as frases que se seguem no plural.


Ela já só vê a pupila azul da formiga.

O pai está no portão grande com um funil cor de laranja na mão.

34
MANUAL DO
PROFESSOR

• Analisar e discutir a informação que consta na tabela das regras. • Solicitar aos alunos que, em contexto de frase, flexionem Fichas de Trabalho – Fichas 6 e 7.
• Diferenciar nomes de adjetivos qualificativos. em número os nomes e adjetivos terminados em con-
soante.
Atividade – Sou genial… se acertar no plural.
Oficina de escrita A notícia

A notícia é um tipo de texto constituído por três partes:

Título resume a notícia no menor número possível de palavras. É escrito num tamanho de
letra maior e destacado (por exemplo, a negrito).

Subtítulo ou parágrafo guia este parágrafo é normalmente destacado (em carateres maiores
do que o corpo da notícia, mas menores do que os do título) e, sempre que possível, responde
às perguntas: Quem?; O quê?; Onde?; e Quando?

Corpo da notícia ou desenvolvimento aprofunda as respostas às perguntas do subtítulo e,


geralmente, responde às perguntas: Como? e Porquê?

Nesta oficina, vais escrever uma notícia sobre um acontecimento importante que tenha ocorrido
na tua localidade.

Planificação
1. Preenche a tabela, respondendo às questões com palavras-chave.

Título
Quem?
O quê?
Subtítulo
Quando?
Onde?

Corpo Como?
da notícia Porquê?

Textualização
2. Começa por escrever, no caderno, o subtítulo, respondendo às questões Quem?, O quê?,
Onde?, Quando?

2.1 Organiza o corpo da notícia em dois pequenos parágrafos, desenvolvendo a informação


do subtítulo e respondendo às restantes questões da planificação (Como? e Porquê?).

2.2 A notícia deve ser escrita na 3.ª pessoa do singular ou do plural numa linguagem
simples, clara e objetiva.

2.3 No final, deves resumir a notícia que redigiste, escrevendo um título curto e apelativo.

Revisão
3. Verifica se cumpriste os seguintes itens, assinalando com X.

•Escrevi a notícia obedecendo à sua estrutura.


•As informações do subtítulo respondem às questões Quem?, O quê?, Onde?, Quando?
•Escrevi na 3.ª pessoa.
•Utilizei uma linguagem simples, clara e objetiva.
•Utilizei uma pontuação adequada.
35
Planificação Textualização Revisão
• Levar recortes de notícias para a sala de aula, proporcio- • Formular linguisticamente o conteúdo gerado, ligando-o • Ler os textos em voz alta e registar críticas e sugestões.
nando a realização de inferências acerca das característi- à sua expressão, tal como figurará no texto, respeitando Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (outubro).
cas do texto informativo e a identificação das três partes gráfica e estruturalmente a tipologia textual.
que constituem o texto informativo. • Interligar as frases com coesão linguística e coerência lógica.
Jogo – Revisões vampirescas.
Módulo 3

A obra
O autor

ramoto
Alexandre Honra
do di- Nascido em Lisboa, no dia do Ter
Na sua escrita, 5, mas
do, a leitores mai
s novos, que assolou esta cidade em 175
rige-se, por um la xandre
osa ou poesia e,
por outro, duzentos e cinco anos depois, Ale
com livros em pr eira vez
es pré-adolescent
es e ado- Honrado viu a luz do dia pela prim
a leitores em idad a mesma
a escrita mais pr
óxima na Maternidade Alfredo da Costa,
lescentes, com um prémio
que lhe atribuiu, muito depois, um
do diário. de uma
o a natureza, a
Histó- literário pelo livro História dentro
Trata temas com Portugal
or, a família e a
adolescên- garrafa. Escritor – publicado de
ria, a arte, o am rado, que é
onistas são, norm
almente, à Coreia do Sul –, Alexandre Hon
cia, cujos protag na Rádio –
crianças ou adol
escentes. também jornalista – atualmente
animais, insetos, e vontade
uma centena de
títulos. consegue manter a sua paixão
Já assinou quase estando a
de investigar na área da História,
ulo XVIII
desenvolver temas ligados ao séc

A b r i nca r português.

1. Completa os provérbios e explica o significado de cada um.


Gaivotas em terra, tempestade no .

Há mais marés que .


MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler as informações sobre a obra de Alexandre Honrado e • Criar expectativas sobre a leitura do primeiro texto deste • A brincar: «Gaivotas em terra, tempestade no mar» é usado
conversar com os alunos sobre a quem se dirige; que tipo módulo, associando à História de Portugal. pelos pescadores para indicar uma tempestade; «Há mais
de obras tem escrito; que temas se podem encontrar nos • Trazer para a sala outras obras do autor, partilhar com os marés do que marinheiros» significa que se algo correr
seus livros, etc. alunos e levá-los a escolher uma obra para ler em casa e mal num momento pode ser compensado noutro.
apresentá-la posteriormente à turma. • Realizar a Atividade 2 das páginas finais exclusivas para o
Professor (página 160 a).
Oralidade

1. Vais ouvir um texto que te vai dar a conhecer as características das naus usadas na
época dos Descobrimentos.

1.1 Escuta o texto com atenção, de modo a distinguires as informações essenciais,


isto é, que se referem à ideia principal do texto, das informações acessórias,
ou seja, aquelas sem as quais o texto continuaria a ter o mesmo sentido.

1.2 Assinala com X as informações essenciais contidas no texto.


a) A barca dobrou o cabo Bojador em 1434.
b) A nau é a denominação dada, no séc. XV, a navios de grande porte.
c) As naus desenvolveram-se no reinado de D. Fernando I.
d) Vasco da Gama partiu para a Índia com três naus e uma caravela.
e) As naus tinham armação arredondada e castelos de proa e popa.
f) A pirataria assolava a costa portuguesa no reinado de D. Fernando I.

2. Ouve de novo o texto e…


a) confirma as resposta que deste no exercício anterior.
b) regista as características da nau portuguesa.

3. No endereço eletrónico que se segue podes fazer uma visita virtual a uma nau.

http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Porto.VR/vilas.cidades/Vila_Conde/NauQuinhentista.html
(acedido a 14/02/13)

37
• Recordar as regras para a escuta de textos: ouvir em • Informar os alunos que terão oportunidade de escutar CD áudio – Faixa 3.
silêncio para facilitar a memorização e a compreensão duas vezes o texto. E só no final de cada audição, deverão
dos aspetos mais relevantes; compreender o objetivo da efetuar o que lhes é pedido.
escuta; tomar notas. História/áudio – Nau.
• Explicitar o objetivo da escuta.
Leitura
Antes de ler…
• Já ouviste falar da Rainha Santa Isabel e do Milagre das Rosas? Conta aos teus colegas
o que sabes sobre esta lenda da História de Portugal.

1. Lê uma versão do escritor Alexandre Honrado da lenda do Milagre das Rosas.

O (meu) milagre das rosas


Isabel de Aragão ia mesmo gira! Vestidinho leve, toucado colorido, sapatinhos muito
práticos para andar no campo:
– Apre! Está um calor de forno! O sol arde neste janeiro sobre Coimbra! Ainda acabo
por suar o vestidinho.
O Reino estava em crise. Fortíssimas chuvas de inverno tinham provocado as cheias
do Mondego: casas sem telhas, culturas destruídas.
Não havia emprego, nem dinheiro ou felicidade. Sem a ajuda da rainha, os pobres
nem tinham nada para comer. As pessoas tinham-se habituado à sua generosidade.
Todos ficavam satisfeitos com a bondade dela… Todos menos o rei. Achava que a rai-
nha dispunha com bastante liberdade do tesouro real.
D. Dinis franzia as sobrancelhas e falava sozinho:
– Ando a cobrar impostos, a preocupar-me com as contas do reino e vai a rainha e
leva o mealheiro para distribuir o seu conteúdo pelos pobres? Que culpa tenho que os po-
bres sejam pobres? Apre! São as esmolas, as obras das igrejas, os empréstimos, as
dádivas, as doações a conventos… enfim... uma loucura! Basta! Mas porque é que a Isa-
belinha não gasta os trocos em vestidinhos e toucas?

38
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Analisar o título e inferir o sentido da palavra «meu» entre • Dividir a lápis, no texto, a situação inicial, o desenvolvi-
• Fazer uma pesquisa em livros ou na internet sobre a lenda parênteses. mento e a conclusão.
«O milagre das rosas». Durante a leitura • Fazer uma leitura dramatizada do texto, exagerando ex-
• Solicitar aos alunos que recontem este episódio da História • Adivinhar o significado de palavras desconhecidas. pressões e gestos no diálogo entre as personagens.
de Portugal, remetendo para a definição de lenda.
Isabel, viu-o a chegar, ao longe, e deu uma corridinha:
– Se o Dinis me apanha, vai ser um bocado aborrecido.
Deu a corridinha. Escondeu o dinheiro que levava num tronco oco:
– E se me esqueço? Não distingo um cedro de um eucalipto, um carvalho de um
choupo, um buraco de tronco de uma caverna escura ou toca de toupeira.
Apanhou umas rosas selvagens que por ali cresciam.
– Se o rei perguntar, vim colher florzinhas.
O rei também deu uma corrida. Estava mal vestido para um dia tão quente. Estatelou-se!
Grande cambalhota real. A rainha correu, para socorrê-lo.
– Devo ter partido o rádio, o cúbito, o úmero, a omoplata!
– Que dizes? Só partiste uns ramos.
– O meu reino por uma ligadura! – O rei estava vermelho.
– Ao menos puseste protetor solar? – disse a rainha e depois pensou: «falta aí uns oito
séculos para ser inventado, o tal protetor. Safa! Isto é que vai ser um escaldão!»
– Que fazeis por aqui, meu rei?
– Senhora! Ia partir para uma caçada, mas lembrei-me de vos saudar. Podeis dizer-
-me onde ides e o que levais nesse regaço tão cheio? Moedas do meu porquinho mealheiro?
Isabel empalideceu.
– Real Senhor, o que levo no meu regaço... são rosas para enfeitar os altares do mos-
teiro!
– Rosas? Como vos atreveis a mentir, Senhora? Mostrai-me essas rosas!
Dona Isabel abriu o regaço e deixou ver um ramo de rosas maravilhosas, enquanto o
rei murmurava:
– Perdoai-me, Senhora, se vos ofendi. Nunca pensei ver rosas tão lindas neste tempo!
A rainha sorriu. O rei sorriu. «Isto é um milagre: o rei a sorrir», pensou a rainha.
E deu-lhe uma beijoca.

Alexandre Honrado, texto inédito

39
Após a leitura • Discutir com os colegas a versão do autor, comparando-a • Distinguir entre ficção e não ficção.
• Parafrasear partes do texto, tendo em atenção expressões com o texto original.
arcaicas e expressões contemporâneas.
Compreensão da leitura

1. Localiza no tempo e no espaço a ação do texto.

2. Preenche o seguinte esquema, de acordo com o desenrolar da ação do texto.

Introdução Desenvolvimento Conclusão

3. Na tua opinião, os habitantes do reino eram felizes e tinham bens? Justifica a tua resposta.

4. O que fez a rainha quando viu o rei ao longe?

5. Seleciona com X a opção que completa a frase, de acordo com o texto.


A rainha escondeu o dinheiro que levava...
a) num muro oco ao lado de um eucalipto.
b) num buraco de um tronco.
c) num buraco de toupeira junto de um choupo.
d) numa caverna escura.

6. O meu reino por uma ligadura. O que levou o rei a fazer esta afirmação?

7. O que era um milagre para a rainha?

Gramática REVISÕES

1. Copia do texto:
a) um determinante artigo indefinido no feminino e no singular.
b) um nome, no plural, com terminação -ão no singular.
c) os adjetivos qualificativos usados para caracterizar os nomes:
vestidinho chuvas caverna

40
MANUAL DO
PROFESSOR

• Exercício 2: sublinhar no texto as informações necessárias Exercício 6: dinamizar uma atividade lúdica com os alunos, Fichas de Trabalho – Ficha 8.
para completar o esquema. Exemplo: situação inicial – crise pedindo-lhes que cada um complete a frase, de acordo
no reino; desenvolvimento – caridade da rainha contra a com o que desejaria, caso fosse rei: «O meu reino por…».
vontade do rei; problema – levar dinheiro no regaço; so-
lução – esconder o dinheiro e substituir por rosas; conclu-
são – a rainha consegue enganar o rei.
Gramática Feminino de nomes e adjetivos terminados em consoante

RECORDA
Isabelinha,
Os nomes e os adjetivos podem variar em género: chama
• Os nomes que designam seres humanos, animais o médico.
e algumas plantas podem variar em género
(masculino ou feminino).
• Os nomes do género masculino podem ser
precedidos dos determinantes artigos o, os, um, uns.
• Os nomes do género feminino podem ser
precedidos dos determinantes artigos a, as,
uma, umas.
•O feminino dos nomes e dos adjetivos
forma-se, geralmente, mudando o -o final para -a.
Exemplo: médico atento médica atenta
• Os nomes terminados em -ão formam o feminino mudando a terminação para -ã, -oa
ou -ona (ou ana).
Exemplos:
aldeão são aldeã sã, patrão bom patroa boa, João brincalhão Joana brincalhona

Aprende outras regras de formação do género feminino:

Regras Exemplos
Aos nomes e adjetivos terminados senhor traidor senhora traidora
em consoante r ou s, geralmente,
acrescenta-se a vogal a.
Certos nomes e adjetivos que formam lavrador cantador lavradeira cantadeira
o género feminino mudando a terminação príncipe inglês princesa inglesa
para: -eira, -esa, -essa, -isa, -ina, -inha, -triz. conde poeta condessa poetisa
rei herói rainha heroína
Alguns nomes têm formas distintas boi vaca, homem mulher, pai mãe,
para o género masculino e feminino. cavalo égua, abelha zangão
Certos nomes e adjetivos a criança agradável
não variam em género. a testemunha perspicaz
Existem nomes que têm a mesma o atleta a atleta, o guia a guia,
forma para os dois géneros. o estudante a estudante
A alguns nomes acrescenta-se águia macho águia fêmea
a palavra macho ou fêmea. cobra macho cobra fêmea
elefante macho elefante fêmea

1. Reescreve a frase alterando o nome e os adjetivos para o género feminino.


O rei era bondoso e muito amável.

41
• Analisar e discutir a informação da tabela das regras de for- • Solicitar aos alunos que, em contexto de frase, flexionem • Elaborar listas de nomes e adjetivos, que no género mascu-
mação do feminino de nomes e adjetivos. em género os nomes e adjetivos terminados em con- lino terminem em consoante, e passá-los para o feminino.
• Distinguir entre nomes e adjetivos qualificativos. soante.
Leitura
Antes de ler…
• Lê o título dos dois textos. O que há de comum entre eles? Explica aos teus colegas.

1. Lê os textos que se seguem:

Uma nau maravilhosa O marujo Manuel


Vi um dia no mar alto O barquito de papel
uma nau maravilhosa: com que brincava o Manuel
todo d’oiro era o costado na correnteza do rio,
e as velas verde e rosa. sempre a vogar, a vogar,
cresceu e foi ter ao mar:
Desde o porão ao convés é hoje um grande navio.
abarrotava de caixas
com caramelos, confeitos, O Manuel cresceu também:
biscoitos, bombons, bolachas. tem vinte anos, já não tem
aquele branco babeiro
Levava, por equipagem, (que o mar, como ao barco, outrora,
vinte e quatro marinheiros: o chamou) e veste, agora,
duas dúzias de ratinhos a farda de marinheiro.
diligentes e ligeiros.
António Manuel Couto Viana,
Um pato almirante, à popa, Versos de Cacaracá,
de galões e barretina, 3.ª edição, Texto Editores, 2010

comandava a nau doirada


pelo mar de prata fina.

42
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Após a leitura • Realizar a Atividade 3 das páginas finais exclusivas para o
• Oralmente, mencionar palavras relacionadas com «mar». • Evidenciar a estrutura dos dois poemas, propondo con- Professor (página 160 a).
• Comparar e relacionar os títulos dos poemas. tagem de estrofes e de versos: quadras, sextilhas.
• Manifestar sentimentos e desejos relativamente à profissão • Memorizar o poema A nau maravilhosa, em grupos de 4
(cada aluno memoriza uma estrofe) e recitar. Animação – Uma nau maravilhosa/O marujo Manuel.
que pretendem desempenhar no futuro.
Compreensão da leitura

1. Assinala com X a opção que diz respeito ao tipo de texto que leste.
a) banda desenhada b) carta c) poesia d) notícia

2. O texto poético joga com a rima e os sons das palavras. Também tem uma estrutura muito
específica: cada linha de um poema é um verso e cada grupo de versos é uma estrofe.

2.1 De acordo com estas informações, assinala com X a opção correta.


O primeiro poema tem…
a) 16 versos. b) 8 versos. c) 4 versos. d) 12 versos.

O segundo poema tem…


a) 4 estrofes. b) 12 estrofes. c) 2 estrofes. d) 3 estrofes.

2.2 Transcreve o 9.º e 10.º versos do primeiro poema.

3. Completa de acordo com a leitura do primeiro texto:


A nau era com as velas e .
Os marinheiros eram comandados por um .

4. De acordo com a leitura do segundo texto, qual é a profissão do Manuel?

5. Na tua opinião, o Manuel sempre quis ter essa profissão? Justifica a tua resposta.

Oralidade

1. Em trabalho de grupo (de quatro ou cinco elementos), façam uma pesquisa sobre o
navegador português Vasco da Gama na internet ou em documentos escritos como
enciclopédias ou livros dedicados à História de Portugal.

2. Organizem a informação numa apresentação multimédia ou num cartaz:


• onde e quando nasceu e morreu;
• descrição do seu principal feito: viagem marítima para a Índia (data de início e fim,
rei que ordenou a viagem, número e nome das naus, número de pessoas que
participaram, etc.);
• títulos que recebeu.
3. Escolham um porta-voz do grupo para apresentar à turma os resultados da pesquisa.

43
• Exercícios 1 e 2: solicitar a leitura de determinado verso de um • Oralidade: poder-se-á recorrer a um programa de trata- • Realizar a Atividade 4 das páginas finais exclusivas para o
dos poemas, como exemplificação, definindo verso como mento áudio, através do qual os alunos poderão gravar a Professor (página 160 a).
linha do poema e estrofe como conjunto de linhas agrupa- apresentação, com todas as vantagens que as TIC têm na
das, perfazendo sentido no seu todo. Pode fazer um parale- automonitorização da leitura. Fichas de Trabalho – Ficha 9.
lismo entre estrofe e parágrafo de um texto narrativo, Caderno de Escrita – Biografia.
diferenciando a estrutura gráfica desta tipologia textual.
Leitura
Antes de ler…
• Já visitaste algum museu? Conta como foi, o que viste, quem organizou a visita… És capaz
de explicar aos teus colegas o que é um museu?

1. Lê os textos do panfleto seguinte:

(adaptado, com supressões)

44
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Explicitar o objetivo da leitura: ler um folheto para marcar • Utilizar técnicas, como sublinhar e tomar notas, de acordo • Compreender as marcas do texto informativo.
uma visita de estudo. com o objetivo de leitura, o tipo de texto e os conteúdos. • Pesquisar no dicionário o vocabulário desconhecido pre-
• Observar e analisar atentamente o folheto do Museu da • Verificar o tipo de informação que consta num folheto. sente no texto.
Marinha, para compreender a sua organização.
Compreensão da leitura

1. Preenche a tabela com a informação retirada do panfleto informativo que leste.

Objetivo do panfleto A quem se destina

Hora do
ditado !
2. Se quiseres saber mais sobre os Descobrimentos, a que sala do museu
oe
te deves dirigir? Com o manual fechad ra
com muita at en çã o pa
não cometeres erros,
escreve o terceiro
3. Que instrumento podes aprender a construir? parágrafo do texto,
seguindo a leitura
do(a) professor(a).

4. Escreve listas de palavras relacionadas com os Descobrimentos.

Monossílabos Dissílabos Trissílabos Polissílabos

Assim se escreve…

1. Completa os balões das vinhetas com as palavras vez ou vês.

vês – forma do verbo ver vez – ocasião, turno


Espera
,é pela tua
a sala dos .
Descobrimentos.

2. Lê as frases que se seguem. Tenta memorizá-las e escrevê-las no caderno sem olhar


para elas.
Até tu vês bem quando chega a minha vez.
Quando chega a tua vez e vês que eu não estou, chama-me.

45
• Localizar no texto, sublinhando, as informações que per- • Assim se escreve: escrever frases utilizando as palavras tra- Caderno de Escrita – Palavras que se leem da mesma forma,
mitem responder às questões ou inferir as respostas. balhadas nos seus diferentes sentidos. mas se escrevem de forma diferente.
• Exercício 4: solicitar aos alunos as definições de monossí- • Hora do ditado: leitura do 3.º parágrafo do texto por parte
labo, dissílabo, trissílabo e polissílabo. do Professor.
Gramática Variação dos nomes em grau

RECORDA

Os nomes variam em género (masculino e feminino) e em número (singular e plural).

Género Número

Masculino Feminino Singular Plural

Exemplo: aluno Exemplo: aluna Exemplo: caravela Exemplo: caravelas

1. Lê as frases e descobre as diferenças entre ambas.


Na sala dos Descobrimentos propomos aos grupos uma viagem no tempo.
Na salinha dos Descobrimentos propomos aos grupos uma viagenzinha no tempo.

Os nomes, para além de variarem em número e género, também podem variar em grau.

camisolinha camisola camisolão

2. Lê as frases:
O gatinho é malhado.
O gato é siamês.
O gatarrão é persa.

2.1 Com as palavras destacadas a cor,


nas frases, legenda as figuras.

Podes concluir que os nomes variam em grau:


camisolinha, gatinho – grau diminutivo
camisolão, gatarrão – grau aumentativo

46
MANUAL DO
PROFESSOR

• Levar os alunos a compreender que nem todas as pala- • Explicar que há situações em que não estamos perante a • Solicitar aos alunos que reescrevam frases flexionando os
vras admitem aumentativo e diminutivo. variação em grau, mas perante palavras distintas. Exem- nomes em grau (aumentativo e diminutivo).
plos: caixão, trovão, etc.
Lê e aprende sobre a variação dos nomes em grau.

• Grau diminutivo forma-se acrescentando ao nome as


terminações -inho, -zinho, -ita, -ebre, -eta, -eco, -ota..., e indica
pequenez (saleta) ou carinho (mãezinha).
Exemplos: ratinho, cãozinho, asita, casebre, estatueta, jornaleco,
ilhota, etc.

• Grau aumentativo forma-se acrescentando ao nome as


terminações -ão, -arão, -arrão, -arra, -anzil, -aça, -ázio..., e indica
grandeza (por exemplo, passarão). Em alguns casos, pode ter
um sentido depreciativo ou de troça (por exemplo, bocarra).
Exemplos: meninão, casarão, canzarrão, bocarra, corpanzil,
barcaça, copázio, ricaço, etc.

3. Preenche o crucigrama de acordo com as indicações. E G I

A Grau aumentativo de gaveta. A


B Grau aumentativo de homem.
C Grau diminutivo de corpo.
D Grau aumentativo de casa.
F H
E Grau diminutivo de rapaz.
F Grau diminutivo de dente. B
G Grau aumentativo de mala.
H Grau aumentativo de vassoura.
C
I Grau aumentativo de cão.

D
4. Assinala com X as opções corretas.
O nome «mãezinha» é do…
a) género masculino. b) género feminino. c) número singular.
d) número plural. e) grau diminutivo. f) grau aumentativo.

5. Completa a tabela.

Nome Grau diminutivo Grau aumentativo


rato
cabeçorra
narizinho
lobo
colheraça

47
• Verificar que na flexão de graus de nomes há sufixos que • Construir tabelas, por áreas temáticas, com nomes e os • Consultar obras de referência (gramáticas).
se repetem e determinam o grau do nome (-ão = aumen- respetivos aumentativos e diminutivos.
tativo e -inho = diminutivo).
Leitura
Antes de ler…
• Sabes quais são os dois símbolos da República Portuguesa? Descreve-os.

1. Lê o texto que se segue:

2.ª Lição: Dia de férias em Sintra – A Nação


– Hoje vamos abordar a história da Nação – disse o meu pai.
– Da Nação? – perguntei. – Mas o que é isso? Nunca vi nenhuma.
O meu pai riu-se e perguntou-me: – Mas então, não sabes o Hino Nacional?
– Claro que sei! E logo desatei a entoá-lo, um pouco desafinado e num ritmo um tanto
acelerado, porque queria sobretudo mostrar que o sabia…
– Heróis do mar, nobre povo, nação…
– Nação… – repetiu o meu pai.
– Valente – acrescentei logo, afogueado.
– Então, sabes ou não sabes o que é a Nação?
– Sei… mas, não sei bem… – respondi, um pouco envergonhado, como se tivesse
sido apanhado em falso.
– A Nação é, por exemplo, Portugal.
– Então, Nação é como os países – Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Estados
Unidos…? – perguntei logo, feliz por afinal saber até muito daquilo.
– Sim, é isso.
– E então os Portugueses, os Espanhóis, os Americanos, também são a «Nação»?
O meu pai explicou-me que a Nação é um território e um povo, mas disse também
que há povos que não são independentes.
– Como quando os Romanos ocuparam a Península Ibérica? – disparei.
– É mais ou menos isso, mas o que interessa é que há muitos países no mundo, e que
um país é, em geral, constituído por um território, uma população ou um povo que habita
esse território e que tudo isso está organizado num Estado…
– Organizado num Estado? – perguntei.
– Sim, sim. Mas por hoje chega, agora tenho de sair. Continuamos amanhã com «o
Estado» – rematou o meu pai.

Jorge Sampaio, O meu primeiro livro de política,


2.ª edição, Texto, 2009 (excerto adaptado)

Treino da leitura
a fala das duas
A pares, distribuam últimos parágrafos e leiam
personagens dos seis não ultrapassar um minuto.
48 com entoação. Tentem
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Dialogar sobre os símbolos da Nação e a noção de Estado, • Promover a leitura dialogada (dois alunos, sendo um o • Inferir que o narrador e o filho são os mesmos, apresen-
fazendo a interligação ao Estudo do Meio. narrador e o filho e outro o pai). tando-se, neste caso, como narrador-personagem. Justificar
• Mobilizar conhecimentos prévios sobre o tema do texto. com marcas textuais que remetam para a 1.ª pessoa.
• Discutir o significado de vocabulário desconhecido.
Compreensão da leitura

1. Qual foi o tema proposto pelo pai para conversarem naquele dia?

1.1 Na tua opinião, o que levou o pai a rir?

2. Assinala com X o significado da seguinte expressão:


«Como se tivesse sido apanhado em falso»
a) Como se tivesse perdido alguma coisa.
b) Como se tivesse sido apanhado a mentir.
c) Como se tivesse encontrado alguém.

3. Qual foi o motivo que levou o narrador a cantar o Hino Nacional num ritmo um pouco
acelerado? Justifica a tua resposta com uma expressão do texto.

4. Assinala com X os nomes dos países que o narrador apontou como exemplos de Nação.
a) Portugal b) França c) Alemanha d) Espanha
e) Inglaterra f) Estados Unidos g) Brasil h) Itália

5. Explica o significado de Nação, de acordo com o texto.

Gramática REVISÕES

1. Regista três palavras da mesma família de nação.

2. Constrói uma frase com, pelo menos, duas dessas palavras.

Oralidade

1. Com ajuda do(a) professor(a) pesquisa a letra e a música do Hino Nacional.


1.1 Diz qual é o título da canção, o autor da letra e o autor da música.
1.2 Regista a letra e distribui-a aos teus colegas.
1.3 Cantem, em conjunto, o Hino Nacional.

49
• Encorajar o aluno a identificar informações do texto que Oralidade: levar os alunos a compreender a importância Fichas de Trabalho – Ficha 10.
não compreendeu ou que teve dificuldade em com- histórica e a notoriedade do Hino Nacional demonstrando
preender. respeito quando se canta.
• Discutir, coletivamente, o significado dessas informações
do texto e registar o seu significado.
Gramática Adjetivo numeral

RECORDA

Os adjetivos qualificativos são palavras que indicam estados, qualidades ou características


de seres ou objetos. Acompanham o nome a que se referem, podendo aparecer antes ou
depois.
Exemplos: Que lindo país é Portugal!
Portugal é um país lindo!

1. Lê as frases:
O primeiro governo de Portugal era uma Monarquia.
A segunda forma de governo de Portugal foi a República.

1.1 És capaz de explicar a que classe pertencem as palavras destacadas a verde?

As palavras destacadas são classificadas de adjetivos numerais.


O adjetivo numeral acompanha o nome, surgindo habitualmente antes dele, e indica a
ordem que esse nome ocupa numa série.
Exemplos de alguns adjetivos numerais:

primeiro sétimo décimo terceiro sexagésimo


segundo oitavo ... septuagésimo
terceiro nono vigésimo octogésimo
quarto décimo trigésimo nonagésimo
quinto décimo primeiro quadragésimo centésimo
sexto décimo segundo quinquagésimo milésimo

Os adjetivos numerais variam em género (feminino ou masculino) e em número


(singular ou plural).
Exemplos:
O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga.
A primeira República foi implementada em 1910.
A primeira guerra que Portugal travou foi há muitos anos.
Nas primeiras guerras derramou-se muito sangue.

2. Lê as frases e sublinha os adjetivos numerais.


a) Portugal foi um dos primeiros países a descobrir novos mundos.
b) A Rita anda no quarto ano da segunda maior escola de Lisboa.

3. No caderno, escreve frases em que uses os adjetivos numerais indicados.


a) terceiro b) décima quarta c) vigésimo segundo

50
MANUAL DO
PROFESSOR

• Recolher, por exemplo em jornais e revistas, frases sobre • Dizer essas frases, usando uma entoação tipo relator de Fichas de Trabalho – Ficha 11.
temas, como as competições desportivas, que conte- futebol, intensificando o adjetivo numeral, como se de Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (novembro).
nham adjetivos numerais. um golo se tratasse.
Oficina de escrita A carta

A carta é um texto que se escreve com a finalidade de dar notícias,


formular pedidos, fazer convites, reclamar, etc.
• É enviada pelo(s) remetente(s) e dirigida ao(s) destinatário(s).

Escreve uma carta para marcar uma visita de estudo no Museu da Marinha.

Planificação
1. Preenche a grelha que se segue com as informações que deves incluir na carta.

Local e data de envio


Saudação inicial
Introdução

Desenvolvimento
(assunto)

Conclusão
Despedida
Assinatura do remetente

Textualização
2. Escreve o texto, no teu caderno, seguindo a estrutura da carta:

Local e data
Saúda o destinatário a quem estás a escrever,
Saudação inicia
usando uma forma de tratamento formal. l

1.o parágrafo
Cumprimenta o destinatário.

Parágrafos seguintes Desenvolvimen


to
Expõe o motivo que te levou a escrever.

Último parágrafo
Inclui uma frase em jeito de conclusão.
Despedida

Escreve uma frase de despedida formal. Assinatura

Coloca o nome do remetente.

Revisão
3. Verifica se a tua carta está bem escrita, assinalando com X aquilo que cumpriste ao escrevê-la.

• Respeitei a estrutura da carta.


• Transmiti a mensagem.
• Utilizei linguagem adequada.
3.1 Se não cumpriste algum(ns) do(s) item(ns) anterior(es), deves reescrever a tua carta.

51
• Discutir a importância das cartas na comunicação. Textualização Revisão
• Pesquisar sobre a evolução dos CTT em Portugal. • Formular linguisticamente o conteúdo gerado, ligando-o Regressar ao texto para aperfeiçoar e melhorar.
Planificação à sua expressão, tal como figurará no texto, respeitando
gráfica e estruturalmente a carta informal.
• Levar cartas para a sala de aula (formais e informais) para
os alunos identificarem os diferentes tipos. Jogo – Uma cruzada pelas revisões.
Módulo 4

O livro

O autor

lores
ta enaltece os va
O Gigante Egoís
do amor.
generosidade e
da partilha, da um senti-
o egoísmo como
Apresenta-nos ssa a ha-
a alma e onde pa
mento que gela o.
temente o invern
bitar permanen e o
ar do muro, qu Ir-
Só com o derrub Oscar Wilde nasceu em Dublin,
ele pode
te ergueu, é que Escreveu
egoísmo do Gigan com as landa, a 16 de outubro de 1854.
se e convivendo e contos
ser feliz, dando- romances, novelas, teatro, poesia
crianças. a-nos infantis.
car Wilde lembr a os
Neste conto, Os Escreveu os contos infantis par
alcançar
Amor podemos avés da
que só através do imavera seus filhos, preocupando-se, atr
zer com que a pr utilização de uma linguagem
simples e
a felicidade e fa
os corações. clara, em transmitir lições de vid
a.
chegue a todos
maio-
Oscar Wilde é considerado um dos
ratura.
res escritores da história da lite
A b r i nca r
1. Adivinha:
O que é que há no meio do coração?
MANUAL DO
PROFESSOR

• Antecipar os temas do livro através do título. • Sugerir uma pesquisa mais profunda e orientada acerca • A brincar – No meio de CORAÇÃO há a letra A.
• Ler as informações sobre o livro e verificar com os alunos do autor para elaboração de uma biografia e afixação
os temas que nele poderão encontrar. desta num cartaz em sala de aula.
• Desenvolver expectativas sobre a leitura da obra.
Oralidade

1. Ouve com atenção o texto.

2. Assinala com X a opção que completa a frase de acordo com o texto.


2.1 As crianças costumavam ir brincar para o jardim…
a) municipal. b) do Gigante. c) da escola.

2.2 Quando o Gigante viu as crianças ficou…


a) contente porque adorava crianças.
b) contente por lhe terem guardado o jardim.
c) chateado e expulsou-as do seu jardim.

2.3 Era um gigante muito egoísta porque…


a) esperava que o tempo melhorasse.
b) não queria partilhar o jardim com as crianças.
c) gostava de ver o jardim cheio de neve.

3. Realiza um debate com os teus colegas, no qual uma parte deverá defender a atitude
do Gigante e a outra parte deverá defender o ponto de vista das crianças.
Não se esqueçam de…
• formar grupos de acordo com os dois pontos de vista, elegendo um porta-voz, que
deverá defender o ponto de vista de cada grupo;
• eleger um moderador do debate;
• respeitar a vez do outro;
• defender o seu ponto de vista, justificando-o e fundamentando-o;
• tomar notas e intervir apenas quando for oportuno.
Bom debate!

53
• Explicitar o objetivo da escuta: recolher informações para • Exercício 3: para preparar o debate, elaborar uma lista com CD áudio – Faixa 4.
responder às questões. os argumentos de defesa para o grupo que toma a posi-
ção do Gigante e outra para os alunos que vão defender
a posição das crianças. História/áudio – O Gigante Egoísta.
Leitura
Antes de ler…
• Gostas de brincar em jardins? Porquê? Que brincadeiras costumas fazer nos jardins? Tens
alguns cuidados especiais ao brincar em jardins?

1. Lê o texto que se segue:

O Gigante Egoísta
Uma bela manhã, estava o Gigante ainda deitado, quando ouviu música muito suave.
Soava tão docemente aos seus ouvidos que supôs serem os músicos do rei que passavam.
Na realidade, era um Pintarroxo que cantava perto da sua janela, que lhe pareceu a
música mais bela do mundo.
– Parece que a primavera chegou finalmente – exclamou o Gigante.
Por um buraco pequenino do muro, as crianças tinham entrado e estavam sentadas
nos ramos das árvores. E as árvores ficaram tão contentes ao vê-las de novo, que se co-
briram de flores. As aves voavam e chilreavam alegremente, as flores espreitavam por
entre a relva e riam.
Era um espetáculo encantador e só num recanto do pomar havia ainda inverno. Era
o recanto mais afastado do jardim, e via-se lá um rapazito tão pequeno que não podia
trepar aos ramos das árvores e chorava amargamente.
E o coração do Gigante enterneceu-se.
– Como tenho sido egoísta! – disse ele. – Vou pôr o rapazinho em cima da árvore e
depois derrubar o muro.
Estava realmente arrependido do que tinha feito. Desceu então
a escada, abriu a porta devagarinho e entrou no jardim.
Mas as crianças, ao vê-lo, fugiram aterradas, e o inverno
regressou. Só o rapazinho não fugiu, porque tinha
os olhos tão cheios de lágrimas que não viu chegar
o Gigante. E ele, aproximando-se cautelosamente,
pegou-lhe com todo o carinho e colocou-o num
galho. E logo a árvore desabrochou em flores, as
aves vieram cantar sobre ela e o rapazinho estendeu
os braços, abraçou e beijou o Gigante. E as outras
crianças, quando viram que ele já não era mau,
voltaram a correr e com elas regressou a primavera.
– Agora o jardim é vosso, meus meninos – disse
o Gigante. Pegou numa grande picareta e derrubou
o muro.
– Mas onde está o vosso pequeno companheiro? –
perguntou ele –, o rapazinho que eu pus em cima da
árvore?
– Não sabemos – responderam as crianças –, foi-se
embora.
– Digam-lhe que não falte, que volte amanhã.

54
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Selecionar partes do texto para reler, de modo a com-
• Associar sentimentos, emoções e sensações que o título • Propor uma leitura, parágrafo a parágrafo, para sistema- preenderem melhor.
do texto possa despertar nos alunos. tização de assuntos. • Sublinhar palavras desconhecidas.
• Implicar o significado de egoísmo. • Sugerir aos alunos que criem imagens mentais, enquanto
leem o texto.
Todas as tardes, quando a escola acabava, as crianças vinham brincar com o Gigante.
Passaram os anos e o Gigante ficou muito velho e fraco. Como já não podia brincar,
sentava-se numa grande cadeira de braços, a ver as crianças.
– Tenho muitas flores bonitas – dizia –, mas as crianças são as mais bonitas de todas.
Uma manhã de inverno, olhou pela janela enquanto se vestia. De repente, esfregou
os olhos de espanto e olhou, tornou a olhar. Era um espetáculo maravilhoso.
No canto mais afastado do jardim estava uma árvore completamente coberta de flores
brancas. Os seus ramos eram todos de ouro e deles pendiam frutos de prata. Debaixo da
árvore estava o rapazinho de que ele tanto gostava. O Gigante desceu apressadamente as
escadas e correu para o jardim. E, quando chegou muito perto dele, a sua face enrubesceu
de cólera e disse:
– Quem ousou ferir-te?
– Quem ousou ferir-te? – repetiu o Gigante. – Diz-mo, para que eu o mate.
– Não, não – respondeu o menino. – Estas são as feridas do Amor.
– Quem és tu então? – perguntou o Gigante. Um estranho temor invadiu-o e ele ajoe-
lhou-se diante da criancinha. E a criancinha, sorrindo ao Gigante, disse-lhe:
– Tu deixaste-me brincar uma vez no teu jardim; hoje virás comigo para o meu, que é
o Paraíso.
E, quando as crianças vieram nessa tarde, encontraram o Gigante morto debaixo duma
árvore, todo coberto de flores brancas.

Oscar Wilde, O Gigante Egoísta seguido de O Príncipe Feliz,


3.ª edição, Nova Vega, 2008 (excerto adaptado, com supressões)

55
Após a leitura • Identificar diferentes sentimentos das personagens e asso- • Confrontar previsões feitas com o conteúdo do texto.
• Identificar o problema e a resolução deste. ciá-los a outras personagens que conheçam do universo da • Recorrer à paráfrase para recontar a história.
literatura infantil.
Compreensão da leitura Hora do
ditado !
1. Que sentimentos te despertou a leitura da história?
, escreve
Em situação de ditado grafo

o terceiro e quarto pa . No final,
do texto da pá gi na 54
tado e se
2. Qual a razão para a primavera ter voltado ao jardim do Gigante? revê o texto do teu di e-os.
ig
cometeres erros corr

3. Transcreve a frase que indica o motivo pelo qual era sempre inverno no jardim do Gigante.

4. O que sentiu o Gigante quando o rapaz não conseguiu subir à árvore? Assinala com X.

a) Ódio. b) Arrependimento. c) Solidão.

4.1 Qual a decisão que o Gigante tomou de seguida?

5. Escreve as perguntas que poderão originar as seguintes respostas:


a)
Não, as crianças não sabiam onde vivia nem quem era o rapazinho.
b)
Com o passar dos anos, o Gigante ficou velho e fraco.

6. Explica, por palavras tuas, o que o menino quis dizer ao Gigante no final.

Gramática REVISÕES

1. Assinala com X, de acordo com o exemplo.

Número Género Grau


singular plural feminino masculino diminutivo aumentativo
rapazinho X X X
criancinhas
homenzarrões
casarão
ramalhão
florzinhas

Oralidade

1. Imagina que és o Gigante. Reconta a história do seu ponto de vista, usando a 1.ª pessoa.
Deves começar por planificá-la, no teu caderno, anotando as informações que vais
colocar na introdução, no desenvolvimento e na conclusão.

56
MANUAL DO
PROFESSOR

• Elaborar o retrato psicológico do Gigante no início e no • Exercício 6: trabalhar o tema da morte e a crença, em algu- • Hora do ditado: leitura do Professor dos 3.º e 4.º parágrafos do
final do texto e estabelecer as diferenças. mas culturas e religiões, da vida após a morte. texto.
• Exercício 2: associar as mudanças das estações de ano às • Oralidade: evidenciar as diferentes perspetivas face ao mesmo
mudanças de humor do Gigante. assunto.
Gramática Variação dos adjetivos qualificativos em grau

1. Lê as frases:
A. Ele ouviu música suave.
B. Ele ouviu música suavíssima.

1.1 Qual a diferença entre as frases A e B?

Na frase A, o adjetivo está no grau normal (suave). Exprime uma qualidade sem referir a
intensidade. Na frase B, o adjetivo mudou de grau, exprimindo qualidade, mas também
intensidade (suavíssima).

Aprende a variação dos adjetivos em grau:


Grau comparativo – permite comparar adjetivos. Para isso, faz-se acompanhar dos
elementos: mais... do que, menos... do que, tão... como.

de superioridade de igualdade de inferioridade

A árvore é mais alta O Gigante é tão alto O rapazinho é menos alto


do que o Gigante. como o muro. do que o muro.
Grau superlativo – exprime a qualidade no grau mais elevado sem fazer comparação.
Superlativo absoluto – pode dizer respeito apenas ao nome que o caracteriza.
• analítico – O Gigante é muito alto.
• sintético – A árvore é altíssima.
Superlativo relativo – indica qualidade, mas posiciona o nome na classe a que pertence.
• de superioridade – Este gigante é o mais alto.
• de inferioridade – O rapazinho é o menos alto.

2. Classifica os adjetivos das seguintes frases quanto ao grau.


a) O Gigante é muito egoísta. b) O jardim é o mais bonito. c) O rapaz é pequeníssimo.

3. Copia os adjetivos da primeira frase do texto da página 54.

3.1 Indica em que grau se encontram.

57
• Solicitar aos alunos que, oralmente, digam adjetivos que 2.º Com estes alunos, exercitar todos os graus dos adjetivos Fichas de Trabalho – Ficha 12.
qualifiquem o Gigante, os meninos, o jardim e as árvores. sem os identificar. Exemplo: colocar lado a lado os de
• Jogo: promover o «Jogo da Altura»: altura igual e levar os alunos a inferir que «o ... é tão alto
como o ...»).
1.º Selecionar quatro alunos: o mais alto, o mais baixo e
dois de altura igual.
Leitura
Antes de ler…
• O que é para ti o Amor?
• Que importância têm para ti as palavras: amizade, paz e solidariedade?

1. Lê o texto que se segue:

O sonho do Menino Jesus


O menino nasceu de um sonho
tecido como um novelo
feito com os fios de luz
de uma estrela no cabelo.
Os poderosos de então,
O menino olhou em volta
fossem judeus ou romanos,
para ver mais adiante
queriam-no bem vigiado
e aquilo que encontrou
por muitos e muitos anos.
foi raro e deslumbrante.
Mas ele, que nasceu livre,
Chamou a vaca e o burro
em liberdade quis crescer,
para estarem junto de si
seguido de gente boa
e eles obedeceram
que com ele ia aprender.
não saindo mais dali.
E o seu maior milagre
Era um rei pequenino
o que tem maior valor,
de um reino apenas sonhado
foi ter mostrado ao Homem
e traçou o seu destino
a força que há no amor.
num presépio acanhado.

José Jorge Letria, O livro do Natal,


2.ª edição, Oficina do Livro, 2011

58
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Enumerar as características do texto poético (rima, versos, • Leitura modelo a apelar à musicalidade do poema. • Sugerir a elaboração de uma lista para cada uma das
ritmo, sonoridade…) • Ler, em separado, as palavras que rimam: novelo/cabelo; rimas do poema e ir acrescentando palavras a esta lista.
adiante/deslumbrante; si/dali; pequenino/destino; sonhado/ • Dialogar sobre o tema do texto (Amor).
acanhado; romanos/anos; crescer/aprender; valor/ amor.
Compreensão da leitura

1. A que tipologia pertence o texto que leste? Porquê?

1.1 Quantos versos tem o texto? E estrofes?

1.2 Neste texto, em cada estrofe há dois versos que rimam entre si. Que posição ocupam?

2. De acordo com o texto, de onde nasceu o menino?

3. A afirmação seguinte é verdadeira ou falsa? Justifica a tua resposta com um verso do texto.
Os animais ficaram um pouco junto do menino e depois foram embora.

4. De acordo com o poema, seleciona com X as afirmações verdadeiras.


a) O rei de um reino que não existia era pequenino.
b) O destino do rei pequenino foi traçado no salão de festas do palácio.
c) O menino traçou o seu destino num presépio acanhado.
d) Os judeus e os romanos queriam o rei pequenino bem vigiado.
e) A gente boa com ele ia aprender.

5. Qual é o maior milagre do menino?

Oralidade
Uma entrevista é uma conversa entre um entrevistador (que faz as perguntas) e
entrevistado (que responde a essas perguntas).
1. Entrevista um colega da turma ou da escola, um funcionário ou um professor sobre o
Natal. Procura saber o que costuma fazer nesta época.

1.1 Escolhe o entrevistado.


1.2 Prepara três a cinco perguntas (devem ser curtas, claras e respeitar o tema).
1.3 Prepara os materiais para a recolha das respostas (pode ser por escrito ou através
de gravação de áudio ou video).

1.4 Apresenta à turma a entrevista que realizaste.

59
• Solicitar aos alunos que, à medida que vão lendo as ques- • Antes da oralidade, recordar as regras para uma boa ex- • Oralidade: planificar a entrevista para a intervenção oral.
tões, sublinhem no poema as informações que lhes per- pressão: volume de voz, articulação, entoação, ritmo e
mitem dar resposta às questões ou inferir a resposta. olhar os interlocutores.
Leitura
Antes de ler…
• Explica aos teus colegas como é o dia a dia de uma criança da tua idade. Quem te ajuda
a preparar para ires para a escola? O que fazem os teus pais enquanto estás na escola?

1. Lê o texto que se segue:

Mistérios de Natal
Quando o despertador tocou, a casa inteira parecia ainda adormecida. Lavínia sen-
tou-se na cama e, de repente, lembrou-se que o Natal estava à porta.
«Meu Deus», exclamou, «tanta coisa para fazer e eu aqui deitada!»
Não tardaria a ver a Mãe chegar a pedir-lhe o pequeno-almoço, ou o Pai a resmungar
porque queria ter ficado mais tempo na cama. «Adultos…», pensou, «é preciso ter muita
paciência com eles…»
A Mãe andava agora com aquela mania de que o Pai Natal não existia! Lavínia sorrira,
e cheia de boa vontade lá lhe explicara que isso era mentira, que ela não devia acreditar
em tudo o que lhe diziam no emprego.
O emprego era para onde Lavínia levava a Mãe e o Pai todos os dias. Lá estavam
outros adultos, e todos brincavam muito uns com os outros, até que chegava o momento
de voltarem para casa. Depois era a hora de tomar banho, Lavínia contava-lhes uma
história e eles adormeciam.
Mas nestes últimos tempos, com o Natal à porta, andavam muito excitados.
– O Pai Natal não existe. Eu sei – dizia a Mãe.
– O Pai Natal é mentira. Toda a gente sabe – dizia o Pai.
Então Lavínia, cheia de paciência, contava-lhes a história verdadeira do Pai Natal, e
todo o trabalho que ele tinha na noite de 24 de dezembro, para escorregar pelas chaminés
abaixo e deixar, na cozinha de cada criança, aquilo que cada criança tinha pedido.
– E como é que ele cabe na chaminé? – perguntava a Mãe.
– Não se está mesmo a ver que é mentira? – dizia o Pai.
Lavínia sorria, sorria sempre. Eram tão engraçados, os adultos! O pior é que o tempo
passava muito depressa. Não tardariam a ficar crianças, e então perdiam a graça toda.
Era aproveitar agora.
Alice Vieira, 2 histórias de Natal,
1.ª edição, Editorial Caminho, 2002

Treino da leitura
os cinco parágrafos
Lê de novo os primeir ente 125 palavras).
am
do texto (aproximad do que um minuto para
es de m ai s
Se precisar
de ve rá s tr einar mais a leitura.
60 o fazeres,
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Rodear marcas tipográficas que permitam identificar de
• Mobilizar conhecimentos prévios de regras, comporta- • Leitura modelo do texto pelo Professor. que tipo de texto se trata.
mentos e atitudes nas relações pais/filhos e filhos/pais. • Propor jogos de leitura. Exemplos: cada aluno lê um pa-
• Inferir as falas das personagens a partir das marcas gráficas. rágrafo; cada aluno lê só até encontrar um sinal de pon-
tuação e diz o nome desse sinal… Animação – Mistérios de Natal.
Compreensão da leitura

1. Quem são as personagens deste texto?

2. Localiza no tempo a ação do texto.

3. Quando é que os adultos perdiam a graça toda?

4. Explica o que quis a autora dizer com a afirmação:


«Era aproveitar agora.»

5. Preenche a tabela de acordo com as tarefas que a Lavínia e os pais desempenham.

Lavínia Tu Pais da Lavínia Os teus pais


De manhã
À tarde
À noite

5.1 O que podes concluir? Os procedimentos que registaste são normais?

Escrita criativa

O caligrama é um poema visual que consiste num texto em que


as frases formam uma figura relacionada com a mensagem do
texto, como se usasses as palavras para desenhar.

1. Escreve, no caderno, um pequeno texto (uma ou


duas frases) sobre o Natal.

2. Transforma o texto em caligrama, representando


uma estrela com as palavras.

61
• Justificar, mobilizando ou inferindo ideias a partir das in- • Exercício 5: levar os alunos a descobrir o mundo ao contrá- • Escrita criativa: recordar o que é um caligrama e escrever,
formações do texto. rio e fazer um levantamento de opiniões, devidamente coletivamente, no quadro, um caligrama sobre um tema
• Exercício 1: sublinhar no texto a primeira intervenção de justificadas, acerca desta temática. votado.
cada personagem.
• Exercício 2: localizar no texto a época a que a ação reporta.
Gramática Identificar as funções sintáticas: sujeito e predicado

RECORDA

• Frase é uma palavra ou um conjunto de palavras organizadas com sentido que


pertencem a várias classes e que cumprem as regras gramaticais.
Exemplo: O despertador toca muito alto.

• Não frase é um conjunto de palavras que não respeita as regras gramaticais.


Exemplo: tocou o alto despertador muito.

1. Lê a frase.
A Lavínia conta uma história.

1.1 Quem conta a história?

Com a tua resposta indicaste quem praticou a ação, ou seja, o sujeito da frase.

1.2 O que faz a Lavínia?

Com a tua resposta indicaste a ação que foi praticada, ou seja, o predicado da frase.

Os elementos de uma frase desempenham diferentes funções:


Sujeito – designa a entidade (pessoa, coisa, animal …) acerca de quem se fala,
afirmando, negando ou questionando alguma coisa. Na frase, é o grupo que contém
o nome ou o pronome que normalmente desempenha esta função.
Exemplo: A Lavínia.
Predicado – designa a ação que é praticada pelo sujeito.
Exemplo: contou uma história.

2. Lê as frases e sublinha o sujeito a vermelho e o predicado a verde.

O Pai Natal escorrega pela chaminé.

Ele distribui presentes.

As crianças adoram esta época.

Os adultos abrem os presentes.

Eles brincam.

62
MANUAL DO
PROFESSOR

• Descobrir o sujeito e o predicado através de jogos. Por • Evitar dar exemplos com os verbos ser, parecer, estar, Fichas de Trabalho – Fichas 13 e 14.
exemplo: solicitar a um aluno que deite um lápis ao chão. permanecer, pois não indicam ações, mas estados, de-
De seguida, efetuar as perguntas: Quem deitou o lápis ao sempenhando na frase a função de predicativo do sujeito.
chão?; Quem praticou a ação?; Que ação praticou?… • Realizar a Atividade 5 das páginas finais exclusivas para o
Professor (página 160 b).
Oficina de escrita O postal

Um postal tem um espaço muito pequeno para se escrever. Normalmente, é utilizado para
escrever mensagens curtas, quando nos ausentamos ou temos familiares e amigos ausentes,
informando sobre locais onde nos encontramos ou acontecimentos relevantes.

Escreve um postal de Natal dirigido a um familiar ou amigo que esteja longe, desejando-lhe
um Feliz Natal e um Bom Ano Novo. Ilustra-o a teu gosto.

Planificação
1. Preenche a tabela que se segue com as informações que deves incluir no postal.

Morada do remetente
Local e data de envio
Saudação inicial
Texto do postal (descreves como
estás e desejas boas festas)
Saudação de despedida
Assinatura
Nome e morada do destinatário

Textualização
2. De acordo com os elementos da planificação, escreve, no caderno, um texto curto, com
uma mensagem clara e com frases curtas e simples. Segue a estrutura do postal:

Remetente
e morada € 0,32
do remetente
Local
e data
Saudação
inicial

Texto do
postal

Despedida

Assinatura
Nome e morada
do destinatário
Revisão
3. Verifica se o teu postal está bem escrito, assinalando com X.

• Respeitei a estrutura do postal e contemplei todos os seus elementos.


• Cumpri o objetivo do postal.
• Usei frases curtas e claras.
• Escrevi com caligrafia legível.
• Escrevi o endereço do destinatário completo, tal como o do remetente.
3.1 Se necessário, reescreve o teu postal tendo em conta os itens anteriores.

63
• Recolher postais e analisar, coletivamente, a disposição Textualização Fichas de Trabalho – Ficha 15.
dos espaços para escrita e inferir sobre a sua organização. • Interligar as frases com coesão linguística e coerência lógica. Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação trimestral (dezembro).
Planificação Revisão
• Sugerir que os alunos leiam e compreendam todas as in- • Na revisão do texto, integrar a revisão da construção frásica.
dicações do quadro antes de iniciar o seu preenchimento. Jogo – Fazendo revisões pela terra do Natal.
Módulo 5

O livro O autor

hecido
António Emílio Leite Couto, con
da Beira
gua- como Mia Couto, nasceu na Cidade
rrendo a uma lin uma famí-
Mia Couto, reco (Moçambique) em 1955, filho de
venta pa-
ncia africana, in lia de emigrantes portugueses. O
nome «Mia»
gem com influê svendar.
idos fáceis de de deve-se à sua paixão por gatos e
ao facto de
lavras com sent ve-nos a
No livro O gato
e o escuro descre seu irmão mais novo não conseguir
pronun-
o, às ma-
gatinho amarel
aventura de um e ignora ciar o seu nome corretamente.
, o Pintalgato, qu Mia Couto publicou os primeiros
poemas
lhas e às pintas assa a
sua mãe e ultrap 14 anos.
os conselhos da o escuro, no jornal Notícias da Beira, com
Assim conhece mas, Raiz
fronteira da luz. Estreou-se com um livro de poe
Pintalgato
eito do sonho, de Orvalho (1983), só publicado
em Portu-
seu irmão. Ref o enros-
rir um gato pret sença de
acaba por descob gal em 1999. Com uma forte pre
do do mundo. licou nos
cado do outro la Moçambique na sua escrita, pub
e o escuro
últimos anos, entre outros, O gato
e O beijo da palavrinha.
A b r i nca r
1. A partir das ilustrações inventa palavras, como nos exemplos.

persianar Pintalgato
MANUAL DO
PROFESSOR

• Analisar a capa do livro, tendo em vista antecipar conteú- • Localizar Moçambique no planisfério e identificar a lusofo- • A brincar: analisar o exercício com os alunos, levando-os a
dos com base na descrição do livro, título e ilustrações, nia do mesmo. compreender a forma como o autor inventou as
através de uma «chuva de ideias». • Pesquisar acerca de tradições, costumes e lendas moçam- palavras «persaniar» (ato de abrir uma persiana) ou
• Ler as informações sobre a obra, dinamizar um diálogo bicanos. «Pintalgato» (gato com pintas).
sobre a mesma e criar expectativas sobre a sua leitura.
Oralidade

1. Ouve o texto informativo O gato persa com atenção.

2. De acordo com o texto, seleciona as opções que respondem às perguntas.


2.1 Poderá haver um gato persa branco?
a) Sim. b) Não.

2.2 De que outra raça deriva o gato persa moderno?


a) Oriental. b) Siamês. c) Angorá. d) Chinchila.

3. Das imagens que se seguem, assinala com X a que representará um gato persa.

4. «Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto.»
A partir da frase acima, retirada do livro O gato e o escuro de Mia Couto, imagina que
um gato persa tinha ficado totalmente escuro devido a um susto. Que susto teria sido
esse? Conta-o aos teus colegas. Não te esqueças de planificar previamente a tua
história, no teu caderno.

65
• Explicitar o objetivo da escuta: reconhecer as caracterís- • Propor que os alunos desenhem um gato persa, enquanto CD áudio – Faixa 5.
ticas da raça persa. ouvem o texto.
• Efetuar uma segunda audição, com pausas, para confrontar
o desenho com o texto e aperfeiçoá-lo. História/áudio – O gato persa.
Leitura
Antes de ler…
• Observa a ilustração abaixo e tenta antecipar o conteúdo do texto. Regista as tuas ideias
para depois as comparares com as do autor do texto.

1. Lê o texto que se segue:

O gato e o escuro (parte I)


Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história. Pois ele nem
sempre foi dessa cor.
Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Tanto que lhe
chamavam o Pintalgato.
Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto.
A mãe se afligia e pedia:
– Nunca atravesse a luz para o lado de lá.
Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho
dizia que sim, acenava consentindo.
Mas fingia obediência.
Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o
proibido, seus olhos pirilampiscavam.
Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se
enrosca a dormir.
Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho.
Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite.
E passou mesmo todo inteiro para o lado de além da claridade.
À medida que avançava o seu coração tiquetaqueava.
Temia o castigo. Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro. Andou,
andou, atravessando a imensa noitidão.
Só quando desaguou na outra margem do tempo ele ousou despersianar os olhos.
Olhou o corpo e viu que já nem a si se via. Que aconteceu? Virara cego? Por que razão o
mundo se embrulhava num pano preto?

Mia Couto, O gato e o escuro, 1.ª edição,


Editorial Caminho, 2001 (excerto com supressões)

66
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Dividir a narrativa em dois momentos: presente – prepa-
• Relembrar a importância de ler com tom de voz e entoação • Leitura em diferentes tons: voz alta, voz baixa, sussurrando… ração para a história que vai contar (3 primeiros parágra-
apropriados, evidenciando a expressividade dos sinais de fos) e passado – analepse (explicação do gato ser preto).
Após a leitura
pontuação.
• Criar uma imagem ou mapa mental do que foi lido (asso-
ciações a vivências dos alunos; sentimentos; etc.). Animação – O gato e o escuro.
Compreensão da leitura

1. Quem é a personagem principal (de maior relevância) neste texto? Descreve-a.

2. Qual era a preocupação da mãe do Pintalgato?

3. Escreve frases com sentido equivalente das seguintes.


a) «Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam.»

b) «À medida que avançava, o seu coração tiquetaqueava.»

4. Explica o que aconteceu ao Pintalgato, respondendo às questões do último parágrafo do


texto no teu caderno.

5. Constrói um dicionário de palavras inventadas por Mia Couto e acrescenta algumas


inventadas por ti. Podes já começar, escrevendo o significado das seguintes palavras:
a) pirilampiscavam b) sobrancelhado c) despersianar d) noitidão

Assim se escreve…

1. Relaciona corretamente para explicares o uso da vírgula.

E o escuro, sentindo-se triste, A vírgula enumera diferentes


desabou em lágrimas. • • elementos na frase.
O escuro tinha as patas, as orelhas, A vírgula é usada para separar
o rabo e as pernas escuras. • • diferentes ideias na frase.

2. Lê as frases.
A. Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho.
B. De cada vez, foi ganhando mais confiança e se adentrou um bocadinho.

2.1 Em que diferem estas duas frases? O que podes concluir?


A vírgula também é usada para deslocar elementos numa frase.

3. Escreve a frase que se segue, no teu caderno, alterando a posição de alguns elementos,
mas sem lhe modificar o sentido.
O gato preto ficou desta aparência, em totalidade negra, por causa de um susto.

67
• Propor a realização de quatro desenhos, tendo em vista • Elaborar caligramas acerca do Pintalgato (ver o modelo • Assim se escreve: recorrer a materiais de referência para tra-
a elaboração de uma banda desenhada. do desenho do gato). balhar o uso da vírgula.
• Comparar a importância das personagens no desenrolar • Produzir um texto coletivo que responda às questões do Caderno de Escrita – Sinais de pontuação e sinais auxiliares
da narrativa. último parágrafo do texto e continue a história. de escrita.
Gramática Formação de palavras a partir de prefixos e sufixos
Palavras simples e complexas
RECORDA

Radical é o elemento básico da palavra, a sua raiz, não varia e


exprime a ideia geral da palavra. É a parte comum a um conjunto
de palavras da mesma família:
Exemplos: escuro, escuridão, escurecer, …
radical radical radical

Os afixos são constituintes da palavra que se juntam ao


radical e podem ser de dois tipos: prefixos e sufixos.
Exemplo: infelizmente
prefixo sufixo
radical

Aprende mais sobre afixos:


Prefixos são colocados antes do radical. Sufixos são colocados depois do radical.

Significado Prefixo Exemplos Função Sufixo Exemplos

negação; des- descontente formam -inho bocadinho


ação contrária i- ilegal diminutivos -ito gatito
im- impulso -zinho passeiozinho
in- injusto -zito cãozito
posição ante- anteprojeto formam -ão camisolão
anterior pré- pré-escola aumentativos -zão pezão
posição -dade crueldade
pós- pós-graduação formam
posterior -eza beleza
nomes
-or cantor
oposição
o- opor formam -onho tristonho
adjetivos -oso ventoso
substituição pro- pronome -ar cantar
formam -izar realizar
repetição re- reler verbos -ificar falsificar
bis- bisneto -ecer amortecer

1. A partir das palavras indicadas, forma novas palavras acrescentando


prefixos e escreve o significado da nova palavra.
Repara no exemplo:
dizer desdizer – negar o que se disse.
fiel
lembrar

1.1 Faz o mesmo, mas agora acrescentando sufixos.


chuva
riso
certo

68
MANUAL DO
PROFESSOR

• Analisar e discutir a informação regular dos quadros com os • Produzir uma lista de palavras complexas, formadas por • Identificar os sufixos em palavras, separando-os do radical.
significados dos prefixos e dos sufixos mais comuns. prefixação e sufixação, e identificar, coletivamente, o sen-
tido dos prefixos e sufixos.
2. Lê a frase e atenta na palavra destacada a cor:
O gato desobedeceu à sua mãe.
A palavra gato é constituída pelo radical, não tendo sido adicionado
qualquer outro constituinte. Por isso, é uma palavra simples.

3. Completa agora com variações da palavra gato.


a) É uma .
b) São várias .
c) São vários .

3.1 Podes concluir que a palavra simples pode variar em e em

4. Lê a frase e observa a palavra destacada a cor:


O gatinho temia o castigo.

4.1 Identifica o sufixo na palavra destacada. Sublinha-o.


4.2 Explica como se formou a palavra destacada.

5. No texto da página 66 existem várias palavras complexas. Seleciona duas e faz como no
exemplo.
Exemplo: namoriscando = namoro + iscando

Podemos classificar as palavras do seguinte modo:


Palavras simples são formadas apenas por um radical, podendo variar em número
e em género (mas há palavras simples, como lápis, que não variam).
Exemplos: preto, mãe, história...
Palavras complexas são formadas a partir de um radical, ao qual se acrescenta(m)
outro(s) constituinte(s).
Exemplos: pretinho, mãezinha, gatito…

6. Preenche a tabela formando palavras de acordo com as indicações.

Prefixo + Radical Radical + Sufixo

graça

feliz

conforto

69
• Rodear, em jornais e revistas, usando cores diferentes, • Criar um dicionário de palavras complexas. • Realizar a Atividade 6 das páginas finais exclusivas para o
palavras simples e complexas. Anotar as palavras com- Professor (página 160 b).
plexas e identificar os afixos e o seu significado.
Leitura
Antes de ler…
• Vais continuar a ler a história O gato e o escuro. Relembra o que leste na página 66
fazendo um resumo da primeira parte da história.

1. Lê o texto.

O gato e o escuro (parte II)


– Quem é?
– Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada.
Estava-se naquele desfile de queixas e tristezas quando se aproximou uma grande
gata. Era a mãe do gato desobediente. O gatinho Pintalgato se arredou, receoso que a
mãe lhe trouxesse um castigo. Mas a mãe estava ocupada em consolar o escuro. E lhe
disse:
– Pois eu dou licença a teus olhos: fiquem verdes, tão verdes que amarelos.
E os olhos do escuro se amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas
amarelas em fundo preto. O escuro ainda chorava:
– Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
– Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós.
– Não entendo, Dona Gata.
– Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos.
Agora me entendes?
– Não estou claro, Dona Gata.
– Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nossos medos.
A mãe gata sorriu bondades, ronronou ternuras, esfregou carinho no corpo do escuro.
E foram carícias que ela lhe dedicou, muitas e tantas que o escuro adormeceu. Quando
despertou viu que as suas costas estavam das cores todas da luz.
O espanto ainda o abraçava quando escutou a voz da gata grande:
– Você quer ser meu filho?
– Mas, mãe: sou irmão disso aí?
– Duvida, Pintalgatito? Pois vou-lhe provar que sou mãe dos dois. Olhe bem para os
meus olhos e verá.
Pintalgato acordou, todo estremolhado, e viu que, afinal, tudo tinha sido um
sonho. Chamou pela mãe. Ela se aproximou e ele notou seus olhos, viu uma estra-
nheza nunca antes reparada. Quando olhava o escuro, a mãe ficava com os olhos
pretos. Como se engravidassem de breu, a abarrotar de pupilas.
Ante a luz, porém, seus olhos todos se amarelavam, claros e luminosos,
salvo uma estreitinha fenda preta.
Então, o gatinho Pintalgato espreitou nessa fenda escura como se des-
lumbrasse o abismo. Por detrás dessa fenda o que é que ele viu? Adivinham?
Pois ele viu um gato preto, enroscado do outro lado do mundo.

Treino da leitura Mia Couto, O gato e o escuro, 1.ª edição,


nta ler corretamente Editorial Caminho, 2001 (excerto com supressões)
Durante um minuto te os (aproximadamente 125
af
os últimos seis parágr não for suficiente, deverás
. Se um m inu to
palavras)
.
70 treinar mais a leitura
MANUAL DO
PROFESSOR

Durante a leitura • Treino da leitura: se um minuto não for suficiente, propor Após a leitura
• Após a leitura modelo do Professor, fazer diálogo cruzado que se treine mais a leitura. Nas Metas Curriculares de • Conversar com os alunos sobre a atitude do Pintalgato
entre as três personagens e dramatizar os momentos de Português está: Domínio LE4; Objetivo 6; Descritor 3 – Ler (desobediência) e respetivas consequências.
narração. um texto com articulação e entoação corretas e uma velo-
cidade de leitura de, no mínimo, 125 palavras por minuto. • Conversar com os alunos acerca da atitude da Dona Gata.
Compreensão da leitura

1. Identifica as personagens presentes neste excerto.

2. Atenta na frase: «Somos nós que enchemos o escuro com os nossos medos». Concordas
com esta afirmação da mãe gata? Justifica a tua resposta.

3. Ordena os acontecimentos do texto, numerando as frases de 1 a 5.

Pintalgato viu um gato preto enroscado do outro lado do mundo.

O escuro chorava porque nenhum menino gostava dele.

A mãe gata pediu ao escuro para ser seu filho.

A mãe do gato desobediente consolou o escuro.

Pintalgato acordou e percebeu que tudo não passava de um sonho.

4. A que conclusão chegou Pintalgato quando acordou?

Hora do ditado !
Com o livro fechado e com mu
ita
para não cometeres erros, vai atenção
os três últimos parágrafos s escrever
do texto,
seguindo a leitura do(a)
professsor(a).

Oralidade

1. Deverão formar-se grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo deverá efetuar uma pesquisa
sobre gatos na internet, em enciclopédias, em revistas, etc.
2. Organizem a informação escrevendo-a em tópicos (habitat, raças, gatos famosos, etc.).
3. Alternadamente, cada elemento do grupo assume o papel de porta-voz e apresenta à
turma o tópico do texto que lhe corresponde.
4. Os alunos dos outros grupos deverão colocar perguntas sobre cada exposição, às quais
tentarão responder de forma esclarecedora.
5. Quando estiverem a ouvir a exposição dos outros grupos, tentem formular perguntas
relacionadas com a exposição deles.
6. No final, podem elaborar um cartaz sobre «O gato». Escolham um material (por
exemplo, cartolina) selecionem um título e a informação (texto e imagem) a inserir e
ensaiem a sua disposição antes de escrever ou colar. Os textos devem ser curtos e a
caligrafia deve ser cuidada.
71
• Oralidade: realizar uma pesquisa a partir de um esquema • Hora do ditado: leitura pelo Professor dos três últimos pará-
como o apresentado ao lado, onde os tópicos sejam dis- Gatos grafos do texto.
cutidos e criados coletivamente.
Habitat Gatos famosos Fichas de Trabalho – Ficha 16.

Raças ? ?
Gramática Pronomes pessoais (forma átona)

RECORDA

Os pronomes pessoais são palavras que Número Pessoa Pronomes pessoais


substituem os nomes e indicam… (forma tónica)
Singular 1.ª pessoa Eu
• quem fala: eu, nós 2.ª pessoa Tu
• com quem se fala: tu, vós 3.ª pessoa Ele, ela
• de quem se fala: ele, ela, eles, elas Plural 1.ª pessoa Nós
Estes são os pronomes pessoais na forma 2.ª pessoa Vós
tónica. 3.ª pessoa Eles, elas

1. De acordo com o excerto O gato e o escuro (parte II),


completa as frases com pronomes pessoais na forma
tónica.
– não sabem que o escuro existe dentro de .
– não entendo, Dona Gata.

2. Lê a frase:
A mãe estava ocupada em consolar o escuro e disse-lhe.

2.1. A quem se refere o componente destacado a verde?


A forma -lhe usa-se para substituir o nome a que diz respeito. Por isso, classifica-se de
pronome pessoal, apresentando-se neste caso na forma átona.

Aprende outros pronomes pessoais na forma átona:

Número Pessoa Pronomes pessoais


(forma átona) Os pronomes pessoais na forma
átona que se empregam a seguir
Singular 1.ª pessoa (eu) me ao verbo separam-se deste com
2.ª pessoa (tu) te um hífen.
3.ª pessoa (ele, ela) o, a, lhe
Exemplos:
Plural 1.ª pessoa (nós) nos viu-o, disse-lhe, consolou-o.
2.ª pessoa (vós) vos
3.ª pessoa (eles, elas) os, as, lhes

3. Completa as frases com os pronomes pessoais em falta, de acordo com o exemplo.


O escuro disse à Dona Gata que não entendia. Ele disse-lhe que não entendia.
A mãe viu o Pintalgato. viu- .
A mãe disse ao escuro que era lindo. disse- que era lindo.
A mãe consolou o escuro. consolou- .

4. Inventa e escreve, no caderno, três frases em que uses diferentes pronomes pessoais.

72
MANUAL DO
PROFESSOR

• Relembrar os pronomes pessoais na forma tónica, já • Escrever frases onde se apliquem os pronomes pessoais, Caderno de Escrita – Pronomes.
abordados em anos letivos anteriores. na forma átona e na forma tónica.
• Reler o texto para assinalar distintivamente os pronomes • Reescrever frases, substituindo os pronomes por nomes
pessoais na forma tónica e na forma átona. e os nomes por pronomes. Animação – Memória de pronomes.
• Memorizar os pronomes pessoais.
Gramática Organizar famílias de palavras

RECORDA

Família de palavras é o conjunto de palavras formadas a partir de um


radical comum.
Exemplos: verde, verdura, esverdear...

1. Observa a imagem e lê a frase.


A florista tem uma planta florida na floreira.

1.1 Copia da frase as palavras que pertencem à mesma família


e sublinha em cada uma o radical.

2. Indica as palavras que deram origem a cada uma das seguintes famílias de palavras.

A B C D E

medroso papelaria escuridão clarão grandioso


amedrontar papeleiro escurecer clarear engrandecer
medricas papelão escurinho claridade grandiosidade
amedrontado papelito escurecido claramente grandeza

3. Risca, em cada grupo, a palavra que não pertence à mesma família.

A B C D E

marinheiro terrestre chuvisco malefício corrida


maresia terreiro chuto maldade correria
marujo terrível chuvada mala corredor
marmanjo terreno chuveirada maldizente correção

4. Com as palavras indicadas, escreve famílias de palavras.

vento chave luz água folha

73
• Discutir com os alunos os conceitos de «família», «familiar» • Elaborar famílias de palavras relacionadas com temas do
e «familiaridade». interesse dos alunos.
Leitura
Antes de ler…
• O escuro da noite é para muitas crianças e alguns adultos motivo de medo. Todos nós já
passamos por situações de medo. Conta uma ocasião em que também tu tiveste medo.

1. Lê o poema que se segue:

A noite
Na relva da noite adormecidas
As últimas flautas de Sol
Um cão sozinho na rua escura
E fria
Ladra à Lua
E continua o seu ladrar
Num uivar estremecido
Então a menina acorda
Na cama estreita
E chora sozinha
Até se cansar
Tem medo
Mas depois
A sorrir
Adormece
E o cão fica calado
Deitado
No chão frio
As flautas de Sol
São caninhas verdes
Que cantam
Para o cão
E para a menina

Matilde Rosa Araújo, Mistérios,


1.ª edição, Livros Horizonte, 1988

74
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Observar a estrutura do poema: número de estrofes, de • Leitura do poema em coro.
• Elaborar uma lista de palavras relacionadas com «noite». versos, o uso ou não de pontuação, a existência de irre- Após a leitura
gularidade na «extensão» de cada verso…
• Associar sentimentos e emoções à palavra «noite». • Localizar no tempo a ação deste poema (desenhando as
Durante a leitura «últimas flautas de Sol»).
• Descrever a ilustração do poema, destacando a expressão
facial da menina. • Leitura modelo pelo Professor.
Compreensão da leitura

1. Seleciona com X a afirmação que está de acordo com o sentido do poema.


a) Um cão acompanhado estava numa rua escura.
b) Um cão solitário estava numa rua escura.
c) Um cão sozinho estava numa rua ao sol.
d) Um cão triste estava numa rua clara.

2. O que fez com que a menina acordasse?

3. Na tua opinião, o que fez chorar a menina?

4. A menina chorou muito ou pouco? Justifica a tua resposta.

Gramática REVISÕES

1. Sublinha a vermelho o sujeito e a azul o predicado da frase.


As caninhas verdes cantavam.

Assim se escreve…

Os parênteses curvos ( ) são um sinal auxiliar de escrita e servem para


isolar frases, expressões ou palavras e para dar informação adicional,
mas não essencial, para a compreensão do texto ou da frase.

1. Risca, nas duas frases que se seguem, a informação considerada não essencial para
o sentido da frase.

A. O cão continuava a ladrar (até se ouvia longe) num uivar estremecido.

B. O cão (tem dificuldade em adormecer) ficou calado no chão frio.

2. Nas frases que se seguem faltam parênteses curvos que devem ser usados duas
vezes. Coloca-os nos locais adequados.

A menina que estava cansada de procurar não sabia onde estava o cão. O cão
cansado e esfomeado embora não quisesse regressou para o lado da menina.

75
• Solicitar aos alunos que localizem no texto, sublinhando, • Assim se escreve: analisar e discutir, coletivamente, a utili- Caderno de Escrita – Sinais de pontuação e sinais auxiliares
as informações que lhes permitem responder às questões zação dos parênteses curvos. de escrita.
ou inferir a resposta.
• Exercício 4: deduzir que o choro é uma manifestação do
sentimento de medo. Distinguir sentimentos de manifes-
tações físicas dos sentimentos.
Leitura
Antes de ler…
• Por vezes, os nossos sentidos traem-nos e julgamos ver ou ouvir coisas que não passam
da nossa imaginação. Temos reações muito variadas, como medo, alegria, curiosidade…
Na tua opinião, poderá haver alguma situação de ilusão que possa constituir um grande
problema? Qual?

1. Lê o texto que se segue:

Um problema muito enorme


O Coelho encontrou o rasto prateado do Caracol
e seguiu-o. O que levou o seu tempo. Mas, por fim,
lá o encontrou. Estava debruçado sobre uma poça
de água, a falar sozinho.
– O que estás a fazer, Caracol?
– Estou a falar com este caracol.
O Coelho aproximou-se e espreitou:
– Não vejo nenhum caracol – disse ele.
– Ora põe-te aqui no meu lugar...
O Coelho ocupou o lugar do Caracol e
inclinou-se sobre a poça de água.
– O que vês agora? – perguntou o Caracol.
– Vejo um coelho como eu, só que um bocadinho mais feio – respondeu o Coelho.
– Então já não está aí o tal caracol? – admirou-se o Caracol.
– Não. Está o tal coelho. Já te disse.
– Não estou a perceber – disse o Caracol. – Ora sai daí…
O Caracol afastou o Coelho, pôs-se no lugar dele e debruçou-se sobre a poça de água.
– Ah! Cá está ele outra vez – disse satisfeito. – É um caracol como eu, mas também
um bocadinho mais feio.
O coelho aproximou-se por detrás e espreitou.
– Olha, e agora também apareceu o tal coelho que é como eu, mas um bocadinho
mais feio – disse ele.
– A mim, parece-me um coelho como tu. Ia jurar que eras tu – disse o caracol.
O Coelho ganhou melhor posição.
– O caracol que estou a ver agora é que me parece um caracol como tu – disse
ele. – Ia jurar que eras tu.
– Eu? Espantou-se o caracol. – Como poderia estar eu ali, se estou aqui a
olhar para lá?
Foi então que uma pinha se soltou de um pinheiro alto e caiu na
poça de água, apagando todos os coelhos e caracóis que lá estavam.
Álvaro Magalhães, Um problema muito enorme – Novíssimos contos
da mata dos medos, 1.ª edição, Texto Editores, 2008
(excerto com supressões)

76
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Antecipar o assunto do texto com base na observação da • Leitura em grupo (um aluno lê as partes do narrador, • Confrontar previsões feitas com o conteúdo do texto.
ilustração. outro lê as falas do Coelho e outro lê as falas do Caracol). • Recorrer à paráfrase para recontar a história sem diálogo,
• Analisar a forma do texto para encontrar chaves contex- introduzindo o discurso indireto.
tuais (indícios gráficos e marcas tipográficas) de diálogo.
Compreensão da leitura

1. Escreve perguntas para as seguintes respostas.


a)
As personagens do texto são o Coelho e o Caracol.

b)
O Caracol estava debruçado sobre uma poça de água a
falar sozinho.

2. Assinala com X a opção que completa corretamente a frase.


O Caracol estava a falar…
a) com o seu reflexo numa poça de água.
b) com um caracol que estava escondido.
c) com um amigo imaginário.

3. Como é que os animais desta história interpretavam os seus reflexos? Justifica a resposta.

4. De acordo com o Caracol, por que razão o reflexo não podia ser ele próprio?

Gramática REVISÕES

1. Identifica as palavras simples e complexas, com S ou C, respetivamente.


a) caracol b) coelheira c) prateado d) pinheiro

Assim se escreve…

As reticências … interrompem uma ideia e indicam que não se disse tudo o que havia
para se dizer. Também podem expressar hesitação, surpresa ou dúvida.

1. Identifica no texto duas frases que terminem com reticências (...).


1.1 Na tua opinião, o sentido destas frases foi interrompido ou a frase já havia terminado?

2. Completa as frases com os sinais de pontuação reticências e vírgula.

Disseste que – dizia o Caracol para o Coelho quando este o interrompeu.

Mas eu ainda queria dizer

77
• Analisar e discutir, coletivamente, a utilização das reticências. • Substituir, num texto, palavras ou expressões pelas reti- Fichas de Trabalho – Ficha 17.
• Identificar e explicar a utilização das reticências no texto. cências sem alterar o sentido do texto nem dificultar a Caderno de Escrita – Sinais de pontuação e sinais auxiliares
compreensão do mesmo. de escrita.
Gramática Variação dos verbos em tempo

RECORDA

As terminações dos verbos no infinitivo indicam a conjugação a que pertencem.


1.ª conjugação verbos terminados em -ar. Exemplos: saltar, jogar...
2.ª conjugação verbos terminados em -er. Exemplos: crescer, correr...
3.ª conjugação verbos terminados em -ir. Exemplos: dormir, partir...
Nota: O verbo pôr pertence à 2.ª conjugação, porque vem do antigo verbo ponere.

1. Lê as frases, sublinha os verbos e indica a que conjugação pertencem.


a) O Coelho segue o Caracol.
b) O Coelho espreita para a poça de água.
c) Agora também aparece o tal coelho.

2. Observa as imagens e lê as frases.

O Coelho olha para a água.


Tempo verbal: presente
A ação está a acontecer no momento.

O coelho olhou para a água.


Tempo verbal: pretérito perfeito
A ação já aconteceu e foi limitada no tempo.

O Coelho olhava para a água.


Tempo verbal: pretérito imperfeito
A ação prolongou-se e repetiu-se no tempo passado.

O Coelho olhará para a água.


Tempo verbal: futuro
A ação ainda está para acontecer.

Existem diferentes tempos verbais de acordo com o momento em que decorre a ação.

3. Completa com as formas verbais dos verbos indicados e relaciona.

Quando era pequeno, eu (brincar) contigo. • • presente


Amanhã, ele (conhecer) a professora nova. • • futuro
Agora, eu (falar) contigo. • • pretérito perfeito
No mês passado, eles (partir) para França. • • pretérito imperfeito
78
MANUAL DO
PROFESSOR

• Elaborar listas de verbos das três conjugações. • Fornecer um conjunto de frases numa tabela, no pretérito • Diferenciar os verbos de outras classes, cujas palavras
• Elaborar, no quadro ou num cartaz, uma linha do tempo perfeito e no pretérito imperfeito, onde os alunos assina- terminam em ar, er, ir, or e ur.
com identificação de situações vividas pela turma, orga- larão qual das ações passadas aconteceu num momento • Realizar a Atividade 7 das páginas finais exclusivas para o
nizando-as de acordo com o momento em que aconte- ou se prolongou no tempo. Professor (página 160 b).
ceram (passado, presente e futuro).
Fichas de Trabalho – Ficha 19.
Oficina de escrita O texto dialogal

O texto dialogal é caracterizado pela existência de marcas de diálogo:


– Usam-se marcas gráficas que mostram quando algum dos intervenientes vai falar: dois
pontos, parágrafo, travessão.
Usam-se verbos para introduzir ou finalizar os diálogos, como: sussurrar, murmurar, perguntar,
responder, dizer, afirmar, exclamar, segredar, explicar, reconhecer, protestar.

A partir do texto Um problema muito enorme, imagina que o Coelho encontrava a Toupeira
e lhe contava o que tinha acontecido com ele e o Caracol. Escreve esse diálogo.

Planificação
1. Planifica o diálogo.
Coelho Toupeira

Tópicos
da
conversa

Textualização

2. Escreve agora o diálogo entre as duas personagens, usando corretamente os seguintes


sinais de pontuação.
• os dois pontos, seguidos de parágrafo, indicam que a personagem vai falar;
• o travessão inicia a fala das personagens e também serve para isolar a intervenção do
narrador (Exemplo «– Não vejo nenhum caracol – disse ele.»).
Podes introduzir a seguinte frase no início do diálogo:
Regressava tranquilamente o Coelho a sua casa,
quando encontrou a Toupeira a descansar encostada
a uma pedra e com um livro na mão. Ansioso por lhe
contar a «aventura» com o Caracol, cumprimentou-a:

Revisão
3. De acordo com os tópicos seguintes, revê o teu texto. Altera-o se pensas que o podes melhorar.

• Escrevi sobre o assunto proposto.


• Utilizei o travessão para iniciar a fala das personagens.
• Utilizei corretamente o travessão depois da fala de uma personagem
para separar a intervenção do narrador dessa fala.

• Fiz os parágrafos necessários.


• Evitei a repetição do verbo «disse».
79
Planificação Textualização Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (janeiro).
• Sistematizar no quadro as marcas gráficas do texto dialogal. • Formular, linguisticamente, o conteúdo gerado, e respei-
• Fazer uma lista de verbos introdutores de diálogo. tando gráfica e estruturalmente a sua tipologia.
Revisão Jogo – Um jogo de revisões.
• Ler de forma dramatizada e registar as sugestões de melhoria.
Módulo 6

O livro

O autor

a cole-
pancadas é um
Teatro às três diverti-
a de pe ça s de teatro curtas e António Tor rado nasceu em
Lisboa
tâne entadas
s qu e pr et en dem ser repres em 1939. Dedicou-se à escrita
desde
da
nças. a publicar
para ou com cria muito novo, tendo começado
Perna
mo o Pirata da
Personagens co livros aos 18 anos.
grafo com
Pa u, o Pa pa ga io Falador, o Fotó É considerado um dos autore
s mais
de muito pa-
se u «o lh’o pa ss arinho», um Zé importantes na literatura infa
ntil portu-
o ao palco e
ta , o du o Co rv o-Raposa sobem guesa, devido à sua obra extens
a e diver-
te rtimento
o in ício ao espe táculo para dive sificada, que integra textos de raiz
popular

tadores. idade a
dos leitores/espe e tradicional, sendo o teatro a ativ
tempos.
que mais se dedica nos últimos

A b r i nca r
1. As palavras que se seguem ficaram desordenadas porque agitaste o livro ao
tirá-lo da mochila. Faz uma pesquisa sobre a obra de António Torrado e ordena
essas palavras de modo a formares títulos de quatro dos livros deste autor.
h i s t ó r i a s | d i s p o s ta s | A | 1 0 0 | n u v e m | e | o | s e |
la ra n j a | f a z | c o r | d e | c a ra c o l | C o m o | b e m
MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler as informações sobre o livro e conversar com os alu- • Dedicar o mês a este escritor, levando a obra à sala de • Realizar a Atividade 8 das páginas finais exclusivas para o
nos acerca da característica principal do texto dramático: aula para dramatização de uma das peças. Professor (página 160 c).
ser representado. • A brincar: soluções: 100 histórias bem-dispostas, Como se
• Criar expectativas sobre a leitura da obra. faz cor de laranja e A nuvem e o caracol.
• Ler, interpretar e discutir as informações acerca do autor.
Oralidade

1. Ouve a leitura dramatizada da peça de teatro História de um papagaio.

2. Identifica as personagens que intervêm na peça de teatro.

2.1 Escreve o nome de cada personagem, junto da respetiva fala.


«Ó louro, tu vales três mil euros?»
«Quem quer comprar um papagaio?»

3. Requisita numa biblioteca o livro Teatro às três pancadas de António Torrado.


3.1 Ouve de novo a peça de teatro e acompanha a audição com a leitura da peça
História de um papagaio.

3.2 Assinala com X as características do texto escutado e as características do texto lido:

Texto Texto
Características
escutado lido

Nome das personagens antes de cada fala.

Percebe-se o nome das personagens pelo contexto.

Sugestões para o cenário.

Indicações para o ator representar.

Aborda apenas a história.


Percebe-se como o autor quer que a história seja
representada.

3.3 O texto que leste corresponde exatamente ao texto que escutaste? Justifica a tua
resposta com base na tabela anterior.

81
• Escutar para recolher as informações necessárias para res- • Na segunda audição, o aluno deve ter acesso ao texto es- CD áudio – Faixa 6.
ponder às questões. crito, que consta nas páginas finais deste manual versão
• Fazer uma segunda audição para autocorreção das res- do Professor (página 160 g), a fim de constatar que no
postas dadas. texto escrito existem as indicaçõe cénicas que não são lo- História/áudio – História de um papagaio.
cucionadas na versão áudio.
Leitura
Antes de ler…
• Já alguma vez assististe à representação de uma peça de teatro? Se sim, diz de que peça
se tratava e reconta a história.

1. Coletivamente, façam a leitura dramatizada do texto que se segue:

Serafim e Malacueco na corte do rei Escama


CENA 1 – Personagens: Serafim, Malacueco e Pirata da Perna de Pau

Cenário: a fachada de uma casa simples – uma porta e uma janela.

Aparecem dois vagabundos esfarrapados: Serafim, o magro, Malacueco, o gordo.


Serafim: Estou com uma fome...
Malacueco: E eu com uma larica... Vamos àquela casa. Pode ser que nos deem de comer.
Batem à porta da casa. Abre-se a porta e aparece o Pirata da Perna de Pau.
Pirata da Perna de Pau: Quem são vocês?
Serafim (muito encolhido, com a voz a sumir-se): Serafim...
Pirata da Perna de Pau (para Malacueco): E tu?
Malacueco (trémulo e gaguejando): Ma... la... cué... cué... cué... cueco.
Pirata da Perna de Pau (designando-os com a espada): Serafim e Malacueco?
Serafim e Malacueco (em coro): Dois criados ao vosso dispor. (Desajeitada vénia.)
Pirata da Perna de Pau (rindo-se): Meus criados? Eh! Eh! Estão contratados. Eh! Eh!
O vosso patrão, a partir de agora, sou eu.
Malacueco (para o Serafim): Parece que falámos de mais.
Pirata da Perna de Pau: Sabem quem eu sou? Eh! Eh! Eu sou (cantarolando) o Pirata
da Perna de pau, do olho de vidro, da cara de mau...
Serafim e Malacueco: Brr! Que medo!
Pirata da Perna de Pau: Vocês dois fazem parte da equipagem do meu navio.
Serafim: E se o barco vai ao fundo?
Malacueco: Nós não sabemos nadar...
Pirata da Perna de Pau: Dentro de água é que se aprende. Eh! Eh! À minha frente, marchem!
Aparece em cena a estrutura lateral de um barco a
remos. Entram dentro do barco. O Pirata comanda.
Pirata da Perna de Pau: Toca a remar. (cantando):
Eu sou o Pirata da Perna de Pau, do olho de vidro, da
cara de mau...
Aparece em cena uma minúscula ilha.

António Torrado, Teatro às três pancadas, 3.a edição,


Editorial Caminho, 2011 (excerto adaptado, com supressões)

Treino da leitura
tua escolha.
Rodeia 95 palavras à num minuto. Vais ver que
es
Esforça-te para as ler
82 és capaz!
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Treino da leitura: se um minuto não for suficiente, propor
• Analisar a mancha gráfica para inferirem as principais ca- • Propor uma leitura dramatizada. que se treine mais a leitura. Recorde-se as Metas Curricu-
racterísticas do texto dramático: a existência de texto lares de Português: ler corretamente um mínimo de 95
• Treinar a entoação expressiva e os gestos. palavras por minuto de uma lista de palavras de um texto
principal (falas das personagens) e texto secundário (di-
dascálias); a sequência: apresentação das personagens, • Sugerir que as didascálias sejam ditas em coro pelos alu- apresentadas quase aleatoriamente.
do espaço e do tempo, do conflito e respetivo desenlace. nos que não fazem o papel de nenhuma personagem.
Compreensão da leitura

1. A que finalidade se destina este texto?

2. Repara nas frases escritas em cinzento e em itálico.


2.1 Quem deve estar atento às indicações sobre os gestos e as movimentações em cena?

2.2 E para que servem as informações sobre vestuário (figurinos) e objetos (adereços)?

3. Como se chamam as duas personagens que entram em diálogo no início da peça?

4. O que os levou a bater à porta de uma casa?

5. Explica o significado da frase: «Parece que falámos de mais.»

6. Que tarefa é que o dono dessa casa deu aos dois amigos?

7. Seleciona com X a opção que completa a frase de acordo com o texto.


Enquanto Serafim e Malacueco remavam, o Pirata...
a) dormia a sesta. b) vigiava o mar.

c) estudava o caminho a seguir. d) comandava e cantava.

Gramática REVISÕES

1. Assinala com X a classe a que pertence cada palavra.

Nomes Pronomes Verbos Adjetivos


mau
tu
sou
água
remar
simples

83
Após a leitura • Compreender que a noção de espaço e de tempo são,
• Explorar a compreensão do texto e a prática cénica: do muitas vezes, apresentadas no cenário (didascálias).
História/áudio – Serafim e Malacueco na corte do rei Escama.
vocabulário e do papel de cada personagem; das intera-
ções de cada personagem; das relações entre a história e
o espaço cénico.
Leitura

1. Continuem a leitura coletiva da peça de teatro seguinte:

Serafim e Malacueco na corte do rei Escama


CENA 2 – Personagens: Serafim, Malacueco, Pirata da
Perna de Pau e Rei

Pirata da Perna de Pau: Terra à vista!


A ilha aproxima-se do barco. Por trás da ilha aparece o Rei.
Pirata da Perna de Pau (dirigindo-se ao Rei, ameaçadora-
mente): Quero os teus tesouros, depressa. Toca a despachar.
Rei: Sabeis porventura que estais falando com um rei?
Pirata da Perna de Pau: Eh! Eh! Rei de quê, pode saber-se?
Rei: Rei desta ilha, D. Ordonho I, rei das Espinhas de Carapau
e das Escamas de Bacalhau.
Pirata da Perna de Pau: Eh! E os teus vassalos, onde estão?
Rei: Não tenho vassalos. Vivo sozinho. Se os tivesse não me deixavam ser rei como quero.
Pirata da Perna de Pau: Eh! Eh! Pois então dá cá o teu tesouro.
Rei: O meu tesouro é constituído por espinhas de carapau e escamas de bacalhau.
Pirata da Perna de Pau: O nosso barco... Onde está ele? Socorro! (O barco afasta-se e
desaparece.) Vão buscá-lo, vadios. Tragam o meu barco, malandros.
Serafim: Nós não sabemos nadar...
Pirata da Perna de Pau (chorando): Nem eu!
Rei: Descansai que eu vos darei guarida no meu reino, enquanto não arranjardes transporte.
Serafim: E nós?
Rei: Vós passais a pertencer ao meu séquito. Nomeio-vos Duque das Águas Claras. O vosso
companheiro tomará o título de Marquês das Águas Turvas.
Pirata da Perna de Pau: Também quero um título, ó Rei das Espinhas! Eh! Eh!
Rei: Vós sereis o Almirante-Mor da esquadra do reino.
Pirata da Perna de Pau: Tratem do nosso almoço.
Serafim (prostrando-se): Mas eu sou Duque…
Malacueco: E eu, Marquês...
Rei: Pescar e cozinhar para o rei é uma honra. (Dá-lhes uma cana de pesca e uma enorme
frigideira ou sertã.) Vá, Marquês e Duque, ide, ide... E vós, Almirante, vinde comigo.
Rei e Pirata afastam-se, até deixarem de ser vistos.
Malacueco: Ai! Ai! Serafim, piquei um peixe muito grande. Vê tu como ele puxa. (A linha
estica-se.) Ajuda-me, Serafim.
Serafim: Puxa-nos para o mar! Socorro!
Caem à «água» e montam a frigideira ou sertã, que terá um rodado de patins.
Serafim: Ai que eu não sei nadar.
Malacueco: Nem eu. Agarra-te que vamos de sertã aquática.
António Torrado, Teatro às três pancadas, 3.ª edição,
Editorial Caminho, 2011 (excerto adaptado, com supressões)

84
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Reconto oral da cena 1 da peça de teatro Serafim e Mala- • Continuar a leitura dramatizada, de acordo com a suge- • Levar os alunos a identificar as características do discurso
cueco na corte do rei Escama, da página 82. rida na página 82, mas acrescentar expressividade aos oral presentes nas falas de algumas personagens: inter-
gestos e às feições que acompanham a leitura. jeições, onomatopeias, repetições, etc.
Compreensão da leitura

1. Consulta um dicionário e escreve um sinónimo de:


a) vassalos b) guarida c) séquito

2. Quem é atacado pelo Pirata da Perna de Pau?

3. Seleciona com X o que faz parte do tesouro do Rei.


a) espinhas de carapau b) conchas e búzios c) escamas de bacalhau

4. Relaciona corretamente:
Serafim • • Duque das Águas Claras
Malacueco • • Almirante-Mor
Pirata • • Marquês das Águas Turvas
5. Identifica a personagem que ordenou o seguinte:
Tratem do nosso almoço.

5.1 Como é que Serafim e Malacueco reagiram a esta ordem?

5.2 E tu? Reagirias do mesmo modo? Porquê?

6. Se fosses uma das personagens deste texto, como gostarias que o rei te nomeasse? Inventa
um nome.

6.1 E se fosses o rei, como seria o teu tesouro?

7. No teatro, há uma equipa que trabalha para a peça ser apresentada. Pesquisa na internet e
descobre a profissão relacionada com a tarefa que cada um desempenha e faz a ligação
correta.
Cenógrafo • • Concebe e cria o espetáculo.
Figurinista • • Representa uma ou mais personagens.
Ator • • Trata do som do espetáculo.
Aderecista • • Seleciona os objetos que as personagens usam.
Encenador • • É responsável pela luz que se usa no espetáculo.
Técnico de luz • • Desenha a roupa que as personagens vestem.
Técnico de som • • Cria o cenário (objetos, etc.).
85
• Exercício 7: investigar sobre o funcionamento de uma com- • Se possível, levar a turma a assistir a uma peça de teatro, • Realizar a Atividade 9 das páginas finais exclusivas para o
panhia de teatro e sobre o papel que cada um desempenha no teatro municipal. Professor (página 160 c).
dentro da companhia.
Leitura

1. Leiam agora, coletivamente, a cena 3 da peça.

Serafim e Malacueco na corte do rei Escama


CENA 3 – Personagens: Serafim e Malacueco

No mesmo cenário da Cena 1. Os dois vagabundos estão caídos por terra.


Malacueco: Olha, Serafim, onde o peixe nos deixou...
Serafim: Que bom, Malacueco. Estamos salvos.
Malacueco: E o Rei e o Pirata da Perna de Pau? Que será feito deles?
Serafim: Continuam à espera do almoço. Deixá-los esperar...
Risonhamente, abrem a porta da casa que era do Pirata da Perna de Pau e cantam:

Serafim: Malacueco:
Não nos chamem vagabundos Trabalhamos, mas não tanto,
vagabundos, vagamundos entretanto descansamos.
que vagabundos não somos. Nós somos causa de espanto.
Andamos por esse mundo Não temos chefes nem amos,
não temos patrões nem donos protetores, senhores que mandam.
nem criados nem mordomos. Cantamos, quando cantamos.

Serafim e Malacueco (em coro): Serafim e Malacueco (em coro):


Nem criados nem mordomos. Cantamos, quando cantamos...
António Torrado, Teatro às três pancadas, 3.a edição,
Editorial Caminho, 2011 (excerto adaptado, com supressões)

Compreensão da leitura

1. Aonde terão chegado Serafim e Malacueco a «surfar» numa sertã?

2. De que é que o Serafim e o Malacueco se salvaram?

3. Das paisagens que se seguem, assinala com X aquela(s) por onde se poderá ter desenrolado
a aventura de Serafim e Malacueco.

4. Com a ajuda do(a) professor(a), elejam quatro elementos da turma para serem os atores.
Distribuam os papéis, recolham os materiais necessários para o cenário e representem a
peça de teatro Serafim e Malacueco na corte do Rei Escama.

86
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Recordar o cenário da cena 1. Se necessário, reler as indi- • Continuar a leitura dramatizada, nos mesmos moldes da • Requisitar a obra Teatro às três pancadas numa biblioteca
cações cénicas prévias à cena 1, na página 82. sugerida na página 82, mas permitir que os alunos se mo- e ler a peça na íntegra.
vimentem e trabalhem uma coreografia quando cantam. • Dramatizar a versão integral do texto dramático e apre-
Esta interpretação pode ser feita em hip-hop. sentar à comunidade.
Gramática REVISÕES

1. Lê a frase: Nós não sabemos nadar.


1.1 Sublinha o pronome na frase e classifica-o.

2. Separa com | o sujeito e o predicado das seguintes frases.


O peixe levou-os.
O Malacueco e o Serafim cantam.

Assim se escreve…

• Como sabes, na translineação de palavras devem respeitar-se a divisão silábica e


outras regras.
Exemplos:

p§i§ra- pe§i- @e§q§u§i- @e§s§p§i- c§r§i-


ta «e p§a§ge§m n§h§a§ß a§d§oß
• As consoantes dobradas cc, • Também se podem separar as consoantes seguidas
cç, mm, nn, rr e ss separam-se. que não pertencem à mesma sílaba: ct, dj, pt, dm, sc,
Exemplos: st, bd, gn… Exemplos:

te§r- va§ß- p§a§c- s§ú§b-


®§a s§a§l§oß ™§o d§i§t§oß

• Nas palavras com hífen, ao mudar de linha, repete-se o hífen na linha seguinte.
®§i§n§d§o- p§re§s§t§a§i-
-se -me

1. Observa o recado ao lado. ata,


Caro senhor Pir
1.1 Como se efetuou a translineação das fac-
Malacueco, de
Nós, Serafim e s
palavras destacadas a vermelho?
os fa rtos de ser seus cria do
to estam
gabundos.
2. Faz a translineação das palavras no caderno, e não so mos va dir-
intenção era pe
A nossa única , despe-
na sílaba indicada dentro de parênteses. omo não a tem
-lhe co mida. C
a) ritmo (1.ª) b) adaptado (2.ª) dimo-nos!
c) deu-lhe (1.ª) d) adjetivo (1.ª) Adeus!
e) guarda-chuva (2.ª) f) gnomo (1.ª)

87
• Assim se escreve: criar uma atividade lúdica. Por exemplo: • Solicitar aos alunos que distingam divisão silábica (som) Caderno de Escrita – Translineação.
um aluno vai ao quadro e escreve uma palavra que possa e translineação (escrita).
suscitar dúvida na translineação. O aluno seguinte faz a
translineação dessa palavra e escreve uma nova palavra
para o aluno seguinte.
Gramática Variação dos verbos em modo

RECORDA

Os verbos variam:
• Em número: singular e plural.
• Em pessoa gramatical: 1.ª, 2.ª e 3.ª pessoa do singular e 1.ª, 2.ª e 3.ª pessoa do plural.
• A terminação do verbo varia conforme a pessoa gramatical e o número.
Pessoa
Número Exemplo
gramatical
Singular 1.ª pessoa Eu canto
2.ª pessoa Tu cantas
3.ª pessoa Ele, ela canta
Plural 1.ª pessoa Nós cantamos
2.ª pessoa Vós cantais
3.ª pessoa Eles, elas cantam

1. Observa o exemplo e lê as frases, indicando a pessoa gramatical e o número em que se


encontram as formas verbais.
Exemplo: Tu falas com o Pirata. verbo falar, 2.ª pessoa, singular
Eles olham para o Pirata.
O Pirata mostra a sua espada.

Observa a imagem e lê as frases: Rema,


Malacueco!

Nestas duas frases, o verbo remar


encontra-se em modos diferentes.
Assim sendo, os verbos também
variam em modo:
O Malacueco rema.
Modo infinitivo – forma que identifica o verbo.
Exemplo: remar
Modo indicativo – a pessoa que fala apresenta a ação como verdadeira.
Exemplo: O Malacueco rema.
Modo imperativo – a pessoa que fala dá uma ordem ou faz um pedido.
Exemplo: Rema, Malacueco!

2. Indica em que modo se encontra o verbo de cada uma das seguintes frases.
a) Eu pesco um peixe. b) Mostre-me o peixe! c) Remar até não poder mais.

88
MANUAL DO
PROFESSOR

• Descobrir os modos verbais através de uma atividade. • Jogo: « O Rei manda», sendo que os alunos devem repre- • Realizar a Atividade 10 das páginas finais exclusivas para o
Exemplo: um aluno diz uma frase com o verbo no infinitivo sentar o rei e usar o modo imperativo. Por exemplo: co- Professor (página 160 c).
(concluir que este modo verbal não permite conhecer quem loca um pé no ar e dá três saltos!
praticou a ação: cantar o fado. Quem canta?);
Atividade – Oficina dos verbos.
Gramática Conjugação de verbos regulares

1. Completa as frases com formas dos verbos indicados.


a) Verbo entrar
Agora, eu em cena.
Ontem, eu em cena.
Amanhã, eu em cena.
b) Verbo levantar
Agora, eu a cabeça.
Ontem, eu a cabeça.
Amanhã, eu a cabeça.

1.1 Compara as terminações das diferentes formas verbais. O que podes concluir?

Certos verbos respeitam as terminações da conjugação a que pertencem, mantendo o


radical, qualquer que seja a forma verbal em que se apresentem. Estes verbos designam-se
verbos regulares.
Falar Correr Partir

Modo 1.a conjugação 2.a conjugação 3.a conjugação


Tempo Pessoa
verbal (-ar) (-er) (-ir)
Eu falo corro parto
Tu falas corres partes
Ele, ela fala corre parte
Presente
Nós falamos corremos partimos
Vós falais correis partis
Eles, elas falam correm partem
Eu falei corri parti
Tu falaste correste partiste
Pretérito Ele, ela falou correu partiu
perfeito Nós falámos corremos partimos
Vós falastes correstes partistes
Eles, elas falaram correram partiram
Indicativo
Eu falava corria partia
Tu falavas corrias partias
Pretérito Ele, ela falava corria partia
imperfeito Nós falávamos corríamos partíamos
Vós faláveis corríeis partíeis
Eles, elas falavam corriam partiam
Eu falarei correrei partirei
Tu falarás correrás partirás
Ele, ela falará correrá partirá
Futuro
Nós falaremos correremos partiremos
Vós falareis correreis partireis
Eles, elas falarão correrão partirão
Tu fala corre parte
Imperativo
Vós falai correi parti

2. No caderno, conjuga os seguintes verbos no tempo pretérito perfeito do modo indicativo.


a) cantar b) vender c) existir

89
• Traçar, no quadro, uma linha de tempo simples, com a in- Após terem sido ditas várias frases, parte-se para a análise • Completar a tabela com mais exemplos de conjugação
dicação, ao centro, de agora, uma seta, a apontar para a es- das terminações escritas de todos os verbos. Desta forma, de verbos regulares.
querda, com a indicação de antes, e outra seta com a pode-se concluir a regularidade das terminações. • Em coro, conjugar os verbos a cantar.
indicação de depois a apontar para o lado direito. Cada aluno
diz uma frase e regista na linha de tempo a forma verbal
contida na frase (sugerir a utilização de verbos regulares).
Leitura
Antes de ler…
• Lê o título do poema. Conheces alguma história em que uma das personagens seja um
papagaio? Conta-a aos teus colegas. Se não conheces nenhuma história, descreve um
papagaio.

1. Lê o texto que se segue:

O papagaio louro
Papagaio louro
Cachecol vermelho
Gaiola de folha
Casaquinho velho

Casaquinho velho
Verde casaquinho
Com penas de fogo
Falando sozinho

Alisa tais penas


O bico tão negro
Papagaio louro
Não tem sossego

Peuguinha cinzenta
Corrente de argola
Falando sozinho
Bem preso à gaiola

Seus olhos da cor


Do fogo a acabar
Olham sem espanto
Os homens falar

Aprende palavras
Que graça escutá-las
Meu verde estudante
Sem livros, sem malas.

Matilde Rosa Araújo, Mistérios,


1.a edição, Livros Horizonte, 1988

90
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Sugerir uma primeira leitura silenciosa seguida de leitura
• Analisar a estrutura do poema: Quantas estrofes tem?; • Nesta fase, é muito importante aprender a gostar de poe- individual em que cada aluno lê uma quadra.
Quantos versos tem cada estrofe?, etc. sia. Por isso, é fundamental a prática de uma leitura fluida, Após a leitura
• Assimilar, pela audição, a sonoridade da poesia: Como está capaz de apelar à evocação dos sentimentos e memórias. • Exprimir sentimentos, emoções e opiniões provocados
organizada a rima?; Os versos são longos ou curtos?… pela leitura do poema.
Compreensão da leitura

1. De acordo com o texto, relaciona os nomes com os adjetivos.


cachecol • • verde
bico • • cinzenta
casaquinho • • vermelho
peuguinha • • negro
2. O que é o casaquinho do papagaio?

2.1 Porque será que a autora deste poema diz que o casaquinho é velho?

3. Será que o papagaio do texto é um grande palrador? Porquê?


Justifica a tua resposta com um verso do texto.

4. De acordo com o texto, seleciona com X a opção que completa a frase.


O papagaio passa o tempo...
a) a dormir. b) a aprender palavras. c) a voar livremente.

Gramática REVISÕES

1. Copia os adjetivos da primeira estrofe e classifica-os quanto ao género e número.

1.1 Escreve a primeira estrofe colocando os adjetivos no grau superlativo absoluto analítico.

Oralidade
Algumas espécies de papagaios que vivem em liberdade estão em vias de extinção.
Conheces alguns fatores que contribuem para dificultar o normal desenvolvimento dessas
espécies? Faz uma pesquisa sobre este assunto e prepara uma apresentação oral de três
minutos, seguindo as indicações:
• organiza a informação recolhida em tópicos, seguindo um encadeamento lógico e
treina a sua comunicação;
• sê breve, claro e preciso, respeitando o tempo;
• no final, responde a questões que surjam.
91
• Exercício 1: sugerir aos alunos que sublinhem no texto, a • Exercício 2: trabalhar o significado implícito desta expres- • Oralidade: pesquisar na internet animais que estão em via
azul, os elementos da coluna da esquerda e, a verde, os são, referindo exemplos de qualidades próprias da per- de extinção e os fatores que provocaram a sua extinção.
elementos da coluna da direita. sonagem que são transferidas para elementos.
Leitura
Antes de ler…
• Nas histórias tradicionais em que entra uma raposa, quase sempre ela se destaca das
outras personagens pela sua astúcia. Com base na afirmação anterior e na ilustração tenta
antecipar o conteúdo do texto.

1. Lê o texto que se segue:

O sapo e a raposa
O sapo e a raposa resolveram e acordaram fazer uma sementeira a meias.
Fizeram a sementeira, debulharam-na e arranjaram um belo monte de trigo e outro de
palha. Depois de tudo arranjado foram deitar-se nas suas camas. Logo de manhã ergueu-
-se a raposa e foi estar com o seu vizinho e compadre sapo e disse-lhe:
– Compadre e amigo, venho fazer-lhe uma proposta vantajosa. Vamos ambos ao
mesmo tempo até à eira, e o que lá chegar primeiro fica com o trigo todo.
– Olhe, minha comadre, fiz umas juras de nunca aceitar propostas sem ouvir os con-
selhos de um meu colega. Volte a comadre daqui a uma hora.
A raposa afastou-se e o sapo foi estar com outro sapo e expôs-lhe a proposta da raposa.
– A coisa arranja-se e a raposa há de cair – respondeu-lhe o colega consultado.
– De que modo?
– Somos ambos iguais e tão semelhantes que a raposa já não é capaz de nos diferençar.
Eu parto já para a eira e trato de ensacar o trigo. Tu vais estar com a raposa e, depois de
longa discussão, aceitas a proposta. Não dês porém sinal de partida, enquanto eu não
estiver na eira. Quanto à palha, podemos dar-lha toda; no entanto, vou esconder-lhe
dentro um cão para bem a receber quando ela for tomar posse da palha.
À hora marcada a raposa dirigiu-se para a eira de corrida. Quando chegou ali, já o
sapo tinha o trigo metido nos sacos.
– Mas como andou o meu compadre tão depressa? – observou a raposa, despeitada.
– Fiz das pernas coração, comadre – respondeu o sapo, mas como sou muito seu
amigo, cedo-lhe de boa vontade toda a palha, embora esta não entrasse no contrato.
A raposa, de bico caído, aceitou a proposta e dirigiu-se para o monte da palha a ex-
perimentar se estava bem moída. Salta de lá o cão e...
José António Gomes, Fiz das pernas coração,
2.a edição, Caminho, 2007 (excerto com supressões)

92
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Explorar a noção de fábula: texto narrativo ou poético, onde • Sugerir uma primeira leitura silenciosa. • Identificar as 4 unidades de significado: 1.ª - o acordo para
as personagens são animais que apresentam características • Proceder à leitura dramatizada do texto. Para isso, selecionar ser efetuada a sementeira; 2.ª – a proposta da raposa;
humanas e veiculam uma moralidade de carácter educa- um grupo de 4 alunos e distribuir as falas das personagens 3.ª – a combinação entre os dois sapos e 4.ª – a partida
tivo. e do narrador por estes alunos. que os dois amigos pregaram à raposa e a conclusão.
Compreensão da leitura

1. Preenche a tabela com informações do texto.


Quem Quando Onde O quê Como
(personagens) (tempo em que (local em que (qual a situação (de que forma
decorre a ação) decorre a ação) problema) se solucionou)

2. De acordo com o sentido do texto, assinala com X a opção que completa a afirmação.
O sapo e a raposa…
a) resolveram ir à feira. b) combinaram fazer um plantio.
c) resolveram fazer uma sementeira. d) acordaram colher as sementes.

3. Perante a proposta da raposa, qual foi a atitude do sapo?


Hora do
ditado !
3.1 Qual a tua opinião sobre essa atitude? Porquê?
Escreve as primeiras
11 linhas do texto, ,
em situação de ditado )
(a
seguindo a leitura do a,
. De se gu id
professor(a)
relê o que es crev es te
4. Qual foi a sugestão que o amigo deu ao sapo?
e se cometeste erros
corrige-os.

5. Como ficou a raposa depois de ver o trigo colocado nos sacos? Justifica a tua resposta.

Escrita criativa

1. Com muita imaginação escreve no caderno um final para a história do texto e refere:
• o que aconteceu a cada personagem;
• o desfecho dos acontecimentos;
• a lição que cada personagem aprendeu.
Oralidade
A linguagem informal é usada quando o emissor tem uma relação de proximidade com
o recetor (é amigo, familiar, etc.). Geralmente, usa-se a segunda pessoa.
Exemplo: Tu vais estar com a raposa e aceitas a proposta.
A linguagem formal é usada entre pessoas que não têm qualquer relação de proximidade
ou pertencem a faixas etárias diferentes.
Exemplo: – Compadre, venho fazer-lhe uma proposta vantajosa.
1. Imagina que a raposa se dirigia à Polícia para apresentar queixa do sapo. O que diria?

93
• Hora do ditado: leitura modelo por parte do Professor das • Escrita criativa: encontrar provérbios populares que vão de • Oralidade: dinamizar situações de tratamento formal e infor-
primeiras 11 linhas do texto. encontro à moral da fábula. Por exemplo: Quem tudo mal. Iniciar com situações simples. Exemplo: aluno a informar
• Exercício 1: sublinhar no texto os elementos para preencher quer, tudo perde. um colega que não vai ao ginásio e de seguida a informar o
o quadro. Professor. À medida que se desenvolve a atividade, integrar
situações que exijam maior formalismo.
Gramática Conjugação de verbos irregulares

1. Completa as frases com formas dos verbos indicados.


a) Verbo pedir
Agora, eu_____________ um conselho.
Ontem, eu ____________ um conselho.
Amanhã, eu___________ um conselho.
b) Verbo ir
Agora, eu_____________ à sementeira.
Ontem, eu ____________ à sementeira.
Amanhã, eu___________ à sementeira.
1.1 Compara as terminações das diferentes formas verbais. O que podes concluir?

Certos verbos não respeitam o modelo da conjugação a que pertencem e não mantêm o
radical em todas as suas formas. Estes verbos designam-se verbos irregulares.

Estar Fazer Ir

Modo 1.a conjugação 2.a conjugação 3.a conjugação


Tempo Pessoa
verbal (-ar) (-er) (-Ir)
Eu estou faço vou
Tu estás fazes vais
Ele, ela está faz vai
Presente
Nós estamos fazemos vamos/imos
Vós estais fazeis vades/ides
Eles, elas estão fazem vão
Eu estive fiz fui
Tu estiveste fizeste foste
Pretérito Ele, ela esteve fez foi
perfeito Nós estivemos fizemos fomos
Vós estivestes fizestes fostes
Eles, elas estiveram fizeram foram
Indicativo
Eu estava fazia ia
Tu estavas fazias ias
Pretérito Ele, ela estava fazia ia
imperfeito Nós estávamos fazíamos íamos
Vós estáveis fazíeis íeis
Eles, elas estavam faziam iam
Eu estarei farei irei
Tu estarás farás irás
Ele, ela estará fará irá
Futuro
Nós estaremos faremos iremos
Vós estareis fareis ireis
Eles, elas estarão farão irão
Tu está faz vai
Imperativo
Vós estai fazei ide

2. Sublinha no texto O sapo e a raposa da, página 92, cinco verbos irregulares.
2.1 Escreve, no caderno, uma das formas verbais sublinhadas no futuro do indicativo.

94
MANUAL DO
PROFESSOR

• Traçar, no quadro, uma linha de tempo simples, com a indi- Após terem sido ditas várias frases, partir para a análise das Fichas de Trabalho – Fichas 20 e 21.
cação, ao centro, de agora, uma seta, a apontar para a es- terminações escritas de todos os verbos. Desta forma, pode- Caderno de Escrita – Flexão de verbos regulares e irregulares.
querda, com a indicação de antes, e outra seta com a -se concluir a irregularidade das terminações e o facto de
indicação de depois a apontar para o lado direito. Cada aluno em alguns casos não se manter o radical.
diz uma frase e regista na linha de tempo a forma verbal
contida na frase (sugerir a utilização de verbos irregulares).
Oficina de escrita O texto narrativo

No texto narrativo existe um narrador que conta uma história real ou imaginada, o qual pode
ou não ser uma personagem, e uma ação, onde intervêm personagens, que se desenrola num
espaço e num tempo.
O texto narrativo, geralmente, remete para acontecimentos passados (verbos no tempo
pretérito).
Pode-se estruturar em três partes:
• Introdução: localização no espaço (onde se desenrola a ação), localização no tempo
(quando se desenrola a ação) e apresentação das personagens (quem intervém na ação);
• Desenvolvimento: onde é exposta a situação problema (o quê) e a sua resolução (como);
• Conclusão: parágrafo final que apresenta o desfecho dos acontecimentos.
Vais transformar a cena 2 do texto dramático Serafim e Malacueco na corte do Rei Escama
(página 84) num texto narrativo.

Planificação
1. Começa por planificar o teu texto.

Localização no espaço (onde)

Introdução Localização no tempo (quando)

Personagens (quem)

Situação problema (o quê)


Desenvolvimento
Resolução do problema (como)

Conclusão Desfecho dos acontecimentos

Textualização

2. Com as informações da planificação, escreve o teu texto.


Tem atenção às palavras de ligação entre frases e parágrafos, assim como à pontuação,
à ortografia, às regras de translineação e à caligrafia.

Revisão

3. Verifica se o teu texto está bem escrito assinalando com X.

• O texto que escrevi tem introdução, desenvolvimento e conclusão.


• Localizei a ação no espaço e no tempo.
• Apresentei as personagens.
• Expus a situação problema.
• Apresentei a solução para o problema.
• Respeitei regras de ortografia, pontuação e translineação.
95
Textualização Revisão Fichas de Trabalho – Ficha 22.
• Formular, linguisticamente, o conteúdo gerado, ligando-o • Apresentar o texto aos colegas e ao Professor. Registar as Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (fevereiro).
à sua expressão, tal como figurará no texto, respeitando críticas e sugestões da turma e do Professor, para depois
gráfica e estruturalmente a tipologia textual regressar ao texto para o melhorar e aperfeiçoar.
Caderno de Escrita – Contectores discursivos. Jogo – Uma corrida pelas revisões.
Módulo 7

A obra

As autoras

de lite- Ana Maria Magalhães nasceu


em Lis-
duas escritoras
Da obra destas
a coleção boa a 14 de abril de 1946. Iniciou
a atividade
venil destaca-se
ratura infanto-ju ros pu- História
m mais de 50 liv profissional como professora de
Uma aventura, co série de bique.
u origem a uma de Portugal em 1969, em Moçam
blicados, que de a 29
filme. Isabel Alçada nasceu em Lisboa
televisão e a um dos por seguir
livros recomenda de maio de 1950. Em 1976 optou
As autoras têm
ra todos carreira como professora de Por
tuguês e
nal de Leitura pa
pelo Plano Nacio no básico.
laridade do ensi História.
os anos de esco s são m-se
s suas história Estas duas escritoras conhecera
Os mundos da
ais aos se- em 1976 e em 1982 escreveram
o primeiro
, desde os anim
muito variados lendas de
passando pelas livro da coleção Uma aventura.
res fantásticos,
tras culturas. Poderás descobrir mais em:
outros povos e ou
www.uma-aventura.pt

A b r i nca r
1. Adivinha:
O que é que se vê no começo da lua e no fim do sol?
MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler e discutir as informações acerca das autoras. • Perguntar se conhecem livros ou textos das autoras, se já • A brincar: solução: a letra L.
leram algum livro delas, etc. Se já tiverem lido, propor que
o apresentem, oralmente, à turma.
Oralidade
Num contexto em que se está rodeado pela família ou pelos amigos, normalmente,
recorre-se a uma linguagem informal, podendo usar-se expressões do dia a dia, mais
íntimas.
Por outro lado, a linguagem formal deve ser usada quando não existe familiaridade ou
intimidade, por exemplo, quando nos dirigimos a pessoas que ocupam cargos superiores
ou quando falamos para um público mais alargado ou desconhecido.

1. Ouve com atenção os enunciados orais A, B, C e D. Regista na tabela com X o tipo de


registo (formal ou informal) utilizado em cada um dos textos ouvidos.

Tipo de registo
Textos
Formal Informal

Texto A

Texto B

Texto C

Texto D

2. Imagina que as escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada vão visitar a tua escola
e que tu terás a responsabilidade de apresentar esse acontecimento no telejornal de
um canal de televisão. Inventa o conteúdo desta notícia e apresenta-a oralmente, como
se fosses um jornalista, contemplando resposta às questões: Quem?, O quê?, Quando?,
Onde?, Como?, Porquê?. (Se necessário, revê a Oficina de Escrita da página 35).

97
• Explicitar o objetivo da escuta: identificar se os discursos • Criar um «ambiente» na sala de aula propício à dramati- CD áudio – Faixa 7.
ouvidos se situam num registo formal ou informal. zação da apresentação do telejornal onde se anuncia a
• Realizar uma segunda audição para verificação das res- visita das escritoras.
postas registadas. História/áudio – Enunciados orais.
• Produzir um discurso oral curto num registo formal.
Leitura
Antes de ler…
• De acordo com o título e com a ilustração do texto seguinte, quais das seguintes palavras
poderão constar do texto?
acampamento computador escola noite serra telemóvel
• Explica aos teus colegas o motivo da tua escolha.

1. Lê o texto que se segue:

À luz das estrelas


A Inês é mais velha do que o irmão, gosta imenso dele e ansiava que regressasse do
campo de férias para retomarem as habituais conversas secretas. Todos os dias recebia
mensagens no telemóvel, ora divertidas, ora enigmáticas que lhe aguçavam a curiosidade.
Por que motivo teria o Manel escrito «Acampamento = sistema solar»? Ou «Lua mentirosa.
Obrigada Inês»? Talvez se referisse a jogos organizados pelos monitores, mas alguma
coisa lhe dizia que aquelas palavras podiam ter significado mais interessante.
– Tomara que volte, para o bombardear com perguntas!
Finalmente chegou o dia de o ir esperar à estação. Na plataforma estavam várias fa-
mílias de máquina fotográfica em punho. Quando o comboio parou, que algazarra!
Rapazes, raparigas, monitores carregados de mochilas e de sacos, todos delirantes, alguns
a entoar lengalengas de despedida, outras já a abraçar pais, tios e avós. E só se ouviam
elogios.
– Foi ótimo!
– Adorei!
Manel avançou para ela de braços abertos e segredou-lhe ao ouvido:
– Repara naquele tipo de cabelo loiro quase branco.
– Porquê?
– Eu depois explico. Olha bem para ele, que vale a pena. Em casa falamos.
Nada fácil observá-lo no meio da confusão, ainda assim, pelo olhar, pelo sorriso, pela
maneira como os outros se despediam dele, percebia-se que devia ser uma pessoa especial.
Mais tarde, em casa, o irmão confirmou.
– É um autêntico sol.
– Por causa dos cabelos loiríssimos?

98
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Antecipar conteúdos com base no título e nas imagens, • Após a leitura silenciosa do texto pelos alunos, propor a • Relacionar o que no texto se diz sobre as fases da Lua com as
recorrendo a uma atividade de «chuva de ideias». leitura dialogada: narrador, Inês e Manel. informações que constam no manual de Estudo do Meio.
• Registar o conteúdo do texto antecipado pelos alunos. • Selecionar as partes que devem ser lidas mais devagar e • Confrontar previsões feitas com o conteúdo do texto.
com mais atenção.
– Não! Por causa da maneira de ser. Transborda energia sem perder a calma e o mais
extraordinário é que nem se arma em bom. Sorri, conversa, transmite alegria, simpatia,
calor humano. Basta aparecer para pôr tudo a girar à volta dele. Por isso dizíamos que o
nosso acampamento era uma espécie de sistema solar. Ele no centro, a estrela, o sol. Nós
os planetas em permanente movimento de translação.
– Bem visto. Agora trata de explicar a história da lua mentirosa que me agradeceste.
– Não adivinhas?
– Não, porque pode significar mil coisas.
– Pois, é simples. Na segunda noite, como o céu estava limpo, reunimos numa eira
para observar os astros. Alguns sabiam que o planeta Vénus parece uma estrela e até con-
seguiram localizá-lo. Outros sabiam os nomes das constelações. Ursa Maior, Ursa Menor,
Orion, Cassiopeia. E aprendemos a localizar a Estrela Polar que ajudava os marinheiros a
orientarem-se no mar alto.
À medida que falava, Manel entusiasmava-se revivendo a noite passada com os amigos
no alto da serra, à luz das estrelas.
– Mas só eu é que consegui identificar a fase da lua. Como tinha a forma de um D,
gritei logo «está em quarto crescente porque a lua é mentirosa. Se aparece desenhada
como o D de diminuir, está a crescer. Se forma um C de crescer, está a diminuir, ou seja
em quarto minguante».
De olhos brilhantes, acrescentou:
– Fiz sucesso, bateram-me palmas e acho que a miúda mais gira se apaixonou por
mim. Tudo graças a ti, que me ensinaste as fases da lua. É muito fixe ter uma irmã sábia!
Obrigado, Inês!
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Texto inédito

99
• Encontrar justificação para o título dado ao texto pelas Trabalho de grupo: pesquisar na internet, em enciclopédias Caderno de Escrita – Texto informativo.
autoras. e no manual de Estudo do Meio, informações sobre o
Sistema Solar e fazer uma pequena apresentação aos
colegas. História/áudio – À luz das estrelas.
Compreensão da leitura

1. Ordena as frases seguintes, numerando-as de 1 a 4, de acordo com o sentido do texto.

O Manel avançou para a irmã de braços abertos.

A Inês pediu ao irmão que lhe explicasse a história da lua mentirosa.

A Inês observou o rapaz de cabelo loiro.

O Manel escreveu mensagens à Inês.

2. Explica por que motivo o Manel mandou a mensagem «Lua mentirosa. Obrigada, Inês» à irmã.

3. Que opinião tinham os rapazes e as raparigas sobre o acampamento em que participaram?


Justifica com uma frase do texto.

4. De acordo com o texto, identifica as fases da lua.

_____________________ _____________________

Gramática REVISÕES

1. Lê a frase e completa tendo em conta a palavra destacada a cor:


A Inês é mais velha do que o irmão.
A palavra é uma forma do verbo conjugado na
pessoa do número do modo do tempo . É um
verbo (regular/irregular) que pertence à conjugação.

Assim se escreve…
Ora – mas, porém, contudo, agora, no momento presente, além disso, umas vezes, etc.
Hora – cada uma das vinte e quatro unidades de tempo em que se divide o dia.
Porque – por qual motivo (causa ou fim).
Por que – pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais.

1. Completa as frases com as palavras porque, por que, ora e hora.

Não fui ver os astros estava cansado.


motivo teria o Manel escrito «Acampamento = sistema solar»?

Todos os dias, à certa, recebia mensagens, divertidas,


enigmáticas.

100
MANUAL DO
PROFESSOR

• Criar um pequeno texto coletivo que justifique e explique • Assim se escreve: explicitar o uso de porque (antecipado de Fichas de Trabalho – Ficha 23.
a expressão «Lua mentirosa». forma verbal), distinguindo-o de por que (antecipado de
• Sublinhar, no texto das páginas 98 e 99, a informação ne- nomes: motivo, razão, etc., e significa pelo que).
cessária para responder às questões sobre o texto.
Gramática Determinantes artigos

RECORDA

Determinantes artigos são palavras que se encontram antes dos nomes e que ajudam a
determinar o número (singular/plural) e o género (masculino/feminino).
Exemplos: o irmão; uma pessoa
São determinantes artigos as palavras: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.

1. Lê as frases, sublinha os determinantes e classifica-os quanto ao género e ao número.


Ela leu uma mensagem no telemóvel.
Género: Número:
Tinha-lhe ensinado as fases da Lua.
Género: Número:

2. Seleciona com X as opções onde os determinantes artigos identificam


uma entidade específica (ficamos a saber do que é que se fala).
a) um dia b) uns jogos
c) as cadeiras d) a mochila

Quando os determinantes artigos referem:


• uma entidade específica, que é facilmente identificada, designam-se determinantes
artigos definidos.
Exemplos: os planetas, a Estrela Polar, etc.

• uma entidade não específica, que não é possível identificar, designam-se determinantes
artigos indefinidos.
Exemplos: uma máquina, uns astros, etc.

Determinantes artigos definidos Determinantes artigos indefinidos

masculino feminino masculino feminino


singular o a singular um uma
plural os as plural uns umas

3. Observa o exemplo e preenche a tabela assinalando com X.

Determinante artigo definido Determinante artigo indefinido


masculino feminino singular plural masculino feminino singular plural
o irmão X X
uma irmã
a lua
uns sacos
as férias

101
• Identificar e memorizar os determinantes artigos definidos • Rodear, com cores diferentes, os determinantes artigos
e indefinidos, mobilizando conhecimentos anteriores. definidos e indefinidos que existem no texto das páginas
98 e 99.
Leitura
Antes de ler…
• Os textos que vais ler são textos informativos sobre a lua e o fascínio que sempre exerceu
sobre as pessoas. Em que livros podes ler este tipo de textos?

1. Lê os textos que se seguem:

A Lua
As pessoas sempre foram fascinadas pela Lua. Inventaram histórias sobre ela, estudaram-na
através de telescópios e lançaram missões para a visitarem e estudarem.

Culturas antigas
Os Antigos Gregos acreditavam que a deusa Selena iluminava a Lua
com a sua coroa luminosa. Usavam a Lua para medir o tempo. Um mês
era o número de dias que a lua cheia demorava a aparecer e a reaparecer.

Rocha e luz
A maioria das pessoas acreditava que a Lua emitia a sua própria luz. Mas Anaxágoras, um fi-
lósofo grego, sugeriu que era apenas um rochedo que refletia a luz do Sol.

Alterações das marés


Aristóteles sabia que existia uma relação entre a Lua e as alterações
nos níveis do mar. Mais tarde, Isaac Newton aplicou a sua teoria da gra-
vidade às marés. Percebeu que eram provocadas pela atração da gravidade
da Lua sobre a Terra.

Metamórfica
O pensador chinês Shen Kuo concluiu que a Lua era uma esfera. Ex-
plicou as suas diferentes formas, a que chamamos fases. À medida que vai
orbitando a Terra, a porção da Lua que é iluminada pelo Sol, altera-se:

O génio Galileu
Galileu transformou uma nova invenção de guerra, um telescópio, num instrumento para
observar o céu. Observou que as manchas na superfície lunar eram vales e as zonas mais claras
eram montanhas. Também descobriu que, embora a Lua orbite a Terra, o seu lado visível é
sempre o mesmo.

O Homem na Lua
Finalmente, depois de muita contemplação e fantasia, a missão
americana Apollo 11 aterrou na Lua.
A Terra recebeu imagens de Neil Armstrong, o primeiro Homem
a pisar a Lua.
Anna Claybourne & Adam Larkum, A história da ciência,
2.ª edição, Texto, 2011 (excerto adaptado, com supressões)

102
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Identificar a tipologia textual (texto informativo) através • Leitura em voz alta pelo Professor. • Pesquisar informações sobre a viagem do Homem à Lua.
da mancha e estrutura gráfica. • Fazer a leitura de cada parágrafo como se fosse um apre- • Escrever um texto, em grupo, sobre «o Homem na Lua».
• Conversar sobre as características das enciclopédias, sentador de telejornal.
questionando os alunos sobre a sua utilidade.
Compreensão da leitura

1. De acordo com o sentido do texto, completa a frase abaixo com uma das seguintes palavras.
crédulas abaladas atraídas assustadas afeiçoados informadas
As pessoas sempre foram pela Lua.

2. Em que é que os Antigos Gregos acreditavam sobre a Lua?

3. Quem é que em 445 a.C. sugeriu que a Lua refletia a luz do Sol?
3.1 O que era essa pessoa?

3.2 Concordas com a sua teoria? Porquê?

4. Com que finalidade foi inventado o telescópio? Justifica com uma expressão do texto.

4.1 Quem o transformou num objeto para estudar os astros?

5. Relaciona corretamente, tendo em conta as descobertas de Galileu referidas no texto:


Uma mancha na superfície lunar • • é sempre o mesmo.
Uma zona mais clara da Lua • • é um vale.
O lado da Lua que se vê da Terra • • é uma montanha.

6. Quem foi o primeiro Homem a pisar solo lunar e em que ano o fez?

Assim se escreve…

Há cerca – forma do verbo haver (há), seguida de cerca; remete para o passado.
Acerca – pode traduzir-se por a respeito de, relativo a.

1. De acordo com o que aprendeste, completa as frases.

de 400 anos, Galileu inventou o telescópio.


Ontem, vi um documentário das descobertas de Galileu.
O chinês ShenKuo refletiu da forma da Lua.
O povo grego acreditava numa deusa que iluminava a Lua,
de 3000 anos.

103
• Assim se escreve: enfatizar «há cerca» como referente temporal. • Escrever frases onde se utilize «acerca» e «há cerca». Caderno de Escrita – Palavras que se leem da mesma forma,
mas se escrevem de forma diferente.
Gramática Determinantes e pronomes possessivos

RECORDA

Determinantes possessivos são palavras que surgem antes dos nomes, indicam posse e
ajudam a determinar o género e o número.
Exemplo: A deusa iluminava a Lua com a sua coroa luminosa.

1. Lê a frase que se segue e seleciona com X as opções corretas:


Galileu observava o céu com o seu telescópio.

A palavra destacada a cor indica...


a) o modelo do telescópio. b) a quem pertence o telescópio.

A palavra destacada a cor surge...


a) antes do nome. b) em vez do nome.

1.1 Classifica essa palavra:

2. Lê a frase e repara nas palavras destacadas a cor.


Eu levo o meu telescópio e tu levas o teu.

2.1 Qual a relação entre as palavras destacadas e o nome telescópio? Faz a ligação, de
modo a responderes corretamente.
meu • • substitui o nome, dando ideia de posse.
teu • • antecede o nome, indicando posse.

A palavra meu é um determinante possessivo, já que antecede o nome e indica posse.


A palavra teu é um pronome possessivo, porque substitui o nome e indica posse.
Aprende outros pronomes possessivos:

Pronomes possessivos
Singular Plural
masculino feminino masculino feminino
1.ª pessoa meu minha meus minhas
Singular
(apenas 1 2.ª pessoa teu tua teus tuas
possuidor)
3.ª pessoa seu sua seus suas
1.ª pessoa nosso nossa nossos nossas
Plural
(vários 2.ª pessoa vosso vossa vossos vossas
possuidores)
3.ª pessoa seu sua seus suas
Nota: Os determinantes possessivos são iguais aos pronomes possessivos, mas distinguem-se
porque surgem antes dos nomes, enquanto os pronomes os substituem.

3. Nas frases que se seguem, rodeia os pronomes possessivos.


Vem à minha festa a seguir à lua cheia que eu depois vou à tua.
Os seus pensamentos e saberes eram diferentes dos nossos.
104
MANUAL DO
PROFESSOR

• Relembrar o que aprenderam sobre pronomes possessi- • Distinguir entre determinantes e pronomes possessivos,
vos no 3.º ano de escolaridade. rodeando os nomes nas frases.
Atividade – Universo possessivo.
• Pesquisar e copiar, para o caderno, frases com determi- • Memorizar os pronomes possessivos do quadro.
nantes e pronomes possessivos.
Gramática Determinantes e pronomes demonstrativos

RECORDA

Determinantes demonstrativos são palavras que surgem antes dos nomes e indicam a
posição que ocupam no espaço. Variam em género e em número.
Exemplo: Aquelas pessoas sempre foram fascinadas pela Lua.

1. Observa a imagem, lê o que diz o menino e completa:


Este indica que está (perto/longe). Este livro
é meu e aquele
Aquele indica que está (perto/longe).
telescópio é teu.
As palavras este e aquele são determinantes porque
antecedem o (nome/verbo).

2. Lê a frase com atenção.


Aquelas imagens da Lua são iguais a estas.
determinante pronome

2.1 A que nome se refere o pronome estas?

Neste caso a palavra estas é um pronome demonstrativo, porque está a substituir o nome
imagens e a indicar a proximidade.
Pronomes demonstrativos são palavras que substituem os nomes e estabelecem relação
de proximidade ou distância, variando em género e número.

Pronomes demonstrativos
Variáveis
Posição
singular plural Invariáveis
masculino feminino masculino feminino
Próximo do emissor este esta estes estas isto
Algo afastado do emissor
esse essa esses essas isso
e mais próximo do recetor
Afastado do emissor
aquele aquela aqueles aquelas aquilo
e do recetor
Nota: Os determinantes possessivos são iguais aos pronomes possessivos, mas distinguem-se
porque surgem antes dos nomes, enquanto os pronomes os substituem.

3. Nas frases que se seguem, sublinha os pronomes demonstrativos.


a) Não vejo bem com este telescópio, prefiro aquele.
b) Aquele calendário lunar não está correto, mas este está bem.

3.1 Indica a que nome se referem os pronomes que sublinhaste em cada frase:
a) b)

105
• Relembrar o que aprenderam sobre pronomes demons- • Distinguir entre determinantes e pronomes demonstra- Fichas de Trabalho – Ficha 24.
trativos no 3.º ano de escolaridade. tivos, rodeando os nomes nas frases.
• Pesquisar e copiar, para o caderno, frases com determi- • Memorizar os pronomes demonstrativos do quadro.
nantes e pronomes demonstrativos. Atividade – Planetas demonstrativos.
Leitura
Antes de ler…
• Já alguma vez te sentaste num banco de jardim a observar o que te rodeia? O que
sentiste? O que mais gostaste do que viste à tua volta?

1. Lê o texto que se segue:

O tempo no jardim
Estavam um velho e uma velha
Sentados
Num banco de um jardim
À luz da tarde
A conversar:
– Lembras-te, Maria? Há quantos anos foi
Que viemos para este bairro?
– Eu sei lá, José! Já nem tem conta…
O vento repousava nas árvores do jardim
Espreguiçado
E os pássaros quase adormeciam
E uma lagartixa parou no chão admirada
Não sei de quê
E as flores dos canteiros ensonadas pendiam
Das corolas
E os meninos parados no meio do escorrega
Sem gritar
Calados
O baloiço vazio
No ar suspenso
– Que horas são, Maria?
– Já é tarde…
Ambos se deram as mãos
Enrugadas, quase frias
E os meninos olhavam admirados
Calados
O que é que os meninos sabiam?
Matilde Rosa Araújo, Mistérios,
1.a edição, Livros Horizonte, 1988

106
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Descrever a ilustração do poema, enfatizando as expres- • Leitura modelo pelo Professor. • Levar os alunos a exprimirem sentimentos suscitados
sões faciais das personagens. • Associar uma música calma e clássica à leitura do poema. pela leitura do poema.
• Contar uma história acerca do casal idoso: Quando se • Sugerir aos alunos que criem imagens mentais, enquanto • Memorizar o poema para recitá-lo.
terão conhecido?; Como?; Que relação eles têm?… leem o texto.
Compreensão da leitura

1. Quem estava sentado no banco de jardim?

1.1 O que faziam?

2. A que altura do dia diz respeito o texto? Transcreve o verso que justifica a tua resposta.

3. Havia muito movimento no escorrega? Justifica a tua resposta com um verso do texto.

4. Na tua opinião, o que é que os meninos sabiam?

Gramática REVISÕES

1. Reescreve os versos, substituindo as palavras sublinhadas por sinónimos.


«Enrugadas, quase frias»
«E os meninos olhavam admirados»

2. Copia do texto um determinante demonstrativo e classifica-o quanto ao número e género.

Assim se escreve…
agente – pessoa que trata de negócios de outros ou elemento da autoridade.
a gente – grupo de pessoas.

1. Lê as frases, observa as palavras destacadas e diz o que significam.

Toda a gente que via aqueles dois velhinhos ficava admirada.

O senhor agente gostava daqueles dois velhinhos.

2. Completa a frase com agente e a gente.

Toda falava dos dois velhinhos, até o da autoridade, que


não os via há mais de duas semanas.

107
• Solicitar aos alunos que localizem no texto, sublinhando, • Assim se escreve: alertar para o erro comum «a gente vamos», • Levar os alunos a visitarem um Centro de Dia e a prepararem
as informações que lhes permitem responder às questões já que, embora reporte a mais do que uma pessoa, com- uma leitura do poema da página 106 para o partilharem
ou inferir as respostas. porta-se na frase como 3.ª pessoa do singular (ele). com os idosos.
Leitura
Antes de ler…
• Lê o título do texto e rodeia, na lista de palavras, três que poderão aparecer no texto:
astros castanheiro compotas pomar lua

1. Lê o texto que se segue:

Uma casa no campo


Era uma vez um rapaz que morava numa casa no campo. Era uma casa pequena e
branca, com uma chaminé muito alta por onde saía o fumo da lareira, que no inverno
estava sempre acesa, e que servia para cozinhar e para aquecer a casa.
À roda da casa havia um pomar com árvores de fruto e, como as árvores eram de
várias espécies, havia sempre fruta fresca durante quase todo o ano. No inverno as árvores
davam laranjas e tangerinas, na primavera davam peras e maçãs vermelhas, no verão era
a vez das ameixas, das cerejas e dos pêssegos, no fim do verão e no outono chegavam os
figos e os marmelos e a parreira grande que dava sombra enchia-se de uvas. E, quando
passava a estação própria de cada fruta, podia-se comer as compotas que a mãe do rapaz
tinha feito e guardava em tigelas de barro e boiões de vidro que davam sempre um cheiro
perfumado a toda a casa.
Mas, além das árvores do pomar, o campo à roda da casa onde o rapaz vivia tinha
também outras árvores, muito altas e grossas e que eram tão antigas que já estavam lá
antes de a casa ter sido feita pelo avô do rapaz. O castanheiro dava castanhas, a nogueira
dava nozes, mas, acima de tudo, as árvores grandes e antigas, como os dois carvalhos em
frente da casa, davam sombra e pareciam guardar a casa e fazer companhia.
Junto ao ribeiro, que passava à frente do terreno, havia faias, altas e esguias, e
chorões, cuja copa densa caía até ao chão e debaixo dos quais o rapaz brincava às
cabanas com os amigos e com os dois irmãos mais novos.
Mas o sítio preferido do rapaz era o ribeiro. O ribeiro era um braço do
rio que passava lá ao longe, na aldeia, e que de repente se separava dele
e serpenteava pelo meio dos campos, entre os arrozais e os campos
de milho do verão, até voltar a encontrar-se outra vez com o rio
principal, já depois de passada a casa.
O ribeiro fazia uma curva e depois mergulhava numa
pequena cascata de pedras, antes de se alargar e formar
um lago, mesmo em frente da casa. O chão era de areia
e pequenas pedras, que se chamam seixos, e a água era
transparente e ótima para beber.
Aí, nesse pequeno lago que o ribeiro formava, o
rapaz aprendera a nadar ainda muito pequeno e pas-
sava lá todos os dias de verão a tomar banho.
Miguel Sousa Tavares, O segredo do rio, 13.a edição,
Oficina do Livro, 2008 (excerto adaptado, com supressões)

108
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Após a leitura • Sugerir a leitura integral da obra O segredo do Rio, de
• Sugerir outras palavras que se poderão relacionar com o • Sublinhar os adjetivos no texto, deduzindo que se trata Miguel Sousa Tavares.
texto que vão ler, procurando antecipar o seu conteúdo. de uma característica da tipologia textual e levando os Caderno de Escrita – Descrição na narrativa.
Durante a leitura alunos a relacioná-la com o texto descritivo.
• Leitura do Professor, seguida de leitura silenciosa dos alunos.
Compreensão da leitura

1. Assinala com X a opção que melhor caracteriza o texto que leste:


a) Trata-se de uma narrativa. b) É um texto descritivo. c) É um poema.

1.1 Justifica a opção que escolheste.

2. Preenche os espaços com as palavras do quadro, de acordo com o texto.


compotas
O rapaz vivia numa casa no . branca
A casa era e . fruto
pequena
À volta da casa havia um com árvores de . pomar
campo
Quando passava a estação própria de cada fruta, a mãe fazia .

3. Assinala com X as opções que permitem completar a afirmação:


Mas, além das árvores do pomar, o campo à roda tinha…
a) eucaliptos. b) castanheiros. c) amendoeiras.
d) sobreiros. e) nogueiras. f) carvalhos.

4. O que dava um cheiro perfumado a toda a casa?

5. Qual era o sítio preferido do rapaz?

6. De acordo com o texto, relaciona cada fruto com a respetiva árvore, como no exemplo.
laranja laranjeira tangerina pera
maçã ameixa cereja

Oralidade

1. Formula um aviso para as pessoas não poluírem


o ribeiro, pois a água é utilizada para beber,
cozinhar, nadar e pescar.

109
• Expor uma imagem em que um dos elementos seja uma • Oralidade: alertar para o grau de formalidade do discurso, o
casa, mas inserida num ambiente distinto. Solicitar aos alu- ritmo e a adequada articulação e enfatização das palavras.
nos que reescrevam o texto adaptando-o a essa imagem.
Gramática REVISÕES

1. Nas frases que se seguem, sublinha a azul os pronomes demonstrativos e a verde os


determinantes demonstrativos.
Aquele rapaz mora numa casa no campo.
Essa casa é tão pequena como esta. Aquela do outro lado do rio é maior.

2. Assinala com X o conjunto em que todas as palavras são nomes comuns.


a) rapaz, casa, campo, lareira, nascia, árvores
b) chaminé, laranjas, deliciosa, tangerinas, maçãs, uvas
c) ribeiro, nozes, vidro, compotas, faias, tijelas

3. Copia do texto um nome comum coletivo.

4. Completa as frases seguintes com nomes comuns coletivos.


a) Um campo com muitas laranjeiras é um
b) Um campo com muitos castanheiros é um

5. Sublinha nas frases que se seguem os adjetivos e completa:


a) Era uma casa pequena.
O adjetivo está no grau

b) A casa tinha uma chaminé muito alta.


O adjetivo está no grau

c) A água era ótima para beber.


O adjetivo está no grau

6. Lê a frase:
O rapaz tomava banho no rio.

6.1 Sublinha a verde o sujeito e a vermelho o predicado.


6.2 Rodeia o verbo na frase e completa:
é a forma do verbo na pessoa do
no tempo do modo .

6.3 Reescreve a frase com o verbo no tempo futuro.

7. Lê a frase e classifica gramaticalmente cada uma das palavras sublinhadas.


Aquele ribeiro, que era um braço do rio, ficava junto de sua casa.

110
MANUAL DO
PROFESSOR

• Relembrar os conceitos abordados nesta página: deter- Fichas de Trabalho – Ficha 25.
minantes e pronomes demonstrativos; nomes; adjetivos;
sujeito e predicado; tempos verbais.
Oficina de escrita O texto descritivo

O texto descritivo é um tipo de texto onde se apresentam, de forma pormenorizada, as


características de uma pessoa: retrato físico e psicológico, de um objeto, de um animal, de
uma paisagem ou de qualquer situação.

Observa as montras de uma loja de brinquedos e escreve um texto, onde as descrevas


pormenorizadamente.

Planificação
1. Preenche as grelhas com os nomes dos elementos que observas na imagem e os adjetivos
que os caracterizam.

Nomes Adjetivos Nomes Adjetivos

Textualização
2. Escreve o teu texto, descrevendo a imagem como se estivesse diante de ti. Não te esqueças
de dar um título ao texto.

Revisão
3. Assinala com X os itens que respeitaste ao redigir o teu texto.

• Incluí informações sobre todos os elementos.


• Apresentei os elementos de acordo com a ordem como os visualizo.
• Utilizei adjetivos na descrição dos elementos.
• Fiz os parágrafos necessários.
• Utilizei sempre o mesmo tempo verbal.
3.1 Se não cumpriste algum(ns) do(s) item(ns) anterior(es), deves reescrever o teu texto.

111
Planificação • Interligar as frases, seguindo apenas um sentido na descri- Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação trimestral (março).
• Discutir o registo de nomes e de adjetivos, coletivamente, ção (por exemplo, da esquerda para a direita).
previamente à escrita do texto. Revisão
Textualização • Apresentar os textos à turma, recolher opiniões e regres- Jogo – Revisões espaciais.
• Formular linguisticamente o conteúdo gerado. sar ao texto para o melhorar e aperfeiçoar.
Módulo 8

A autora

O livro
em Lis-
Matilde Rosa Araújo nasceu
boa em 1921 e faleceu em 2010.
como
Exerceu a atividade profissional,
professora, na cidade do Porto.
s com
Recebeu os seguintes prémio
: Grande
obras de Literatura para a Infância
a (1980);
Prémio de Literatura para Crianç
rangeiro
Prémio para o melhor livro est
emas,
e vinte e dois po com a novela O Palhaço Verde
(Brasil,
Mistérios reún e meni-
e co nt am hi st órias de meninos 1991); Prémio para o melhor
livro para
qu animais
reza infantil, de s Fadas
na s, na su a pu a Infância, pelo livro de poema
povoado
e fa la m en tr e si – num mundo Verdes (1996).
qu rros –,
r pá ss ar os , formigas ou bu Escreveu diversos livros de con
tos e
po mar e
ho m en s lig ad os à terra ou ao poesia para adultos e mais
de duas
de
em ao chão. sia para
de plantas que ca dezenas de livros de contos e poe
te em
ma está presen crianças, dos quais se destacam
: A escola
Nesta obra, a ri
perando
do s os po em as , entoando e recu de Rio Verde, A velha do bosque
, Balada
to
ntiga popular. des, Mis-
uma ou outra ca das vinte meninas, As fadas ver
dourado,
térios, O cantar da Tila, O gato
.
O livro da Tila e O Palhaço Verde

A b r i nca r
1. Encontra palavras que rimem com as seguintes:
cor alegria cantar

1.1 Escreve um poema com as seis palavras. Não te esqueças que devem rimar.
MANUAL DO
PROFESSOR

• A partir das informações sobre a autora e o livro, pesquisar • A brincar: como complemento, sugerir a criação de um
outras obras poéticas, escolher uma, requisitar na biblioteca poema visual.
e ler, para depois produzir uma ficha de leitura. Nessa ficha,
deve constar um resumo do livro, além dos elementos pa-
ratextuais. Explicitar as características de uma sinopse.
Oralidade

1. Ouve com atenção o poema Mistérios de Matilde Rosa Araújo e seleciona


com X as respostas corretas.

1.1 Quais os afazeres do pescador?


a) O pescador parte de manhã, apanha os peixes, lança
a rede e regressa à tarde.
b) O pescador parte de manhã, lança a rede, apanha
os peixes e regressa à noite.
c) O pescador pesca de noite, lança a rede, apanha
os peixes e regressa de manhã.
d) O pescador caça de noite, lança a armadilha, apanha
os javalis e regressa de manhã.

1.2 A que mistérios se refere a poetisa, com a seguinte frase?


«Quem come um peixe não sonha estes mistérios»
a) Aos peixes voadores que aparecem ao nascer do dia.
b) Às tarefas dos pescadores para nos trazerem o peixe.
c) Aos golfinhos que nadam, acompanhando os barcos.
d) Às cores do mar e ao nascer do sol.

2. Pensa numa profissão que gostarias de ter quando fores adulto.


2.1 Numa folha de papel, anota três características dessa profissão, as razões que te
levam a quereres exercê-la e os argumentos que fazem dela a profissão ideal.

2.2 De acordo com o que escreveste, prepara um discurso, através do qual convenças
os teus colegas de que essa é a melhor profissão que se pode ter.

2.3 Junta-te com um colega de turma e faz o teu discurso dirigindo-o a ele. De
seguida, invertam os papéis.

113
• Explicitar o objetivo da escuta: recolher informação para • Exercício 2: dialogar sobre a profissão que cada aluno gos- CD áudio – Faixa 8.
responder a questões sobre o texto ouvido. taria de ter quando for adulto.
• Fazer listas das características de cada uma das profissões.
História/áudio – Mistérios.
Leitura
Antes de ler…
• Com base no título e na ilustração do texto seguinte, tenta antecipar o seu conteúdo.
Regista as tuas ideias para depois as comparares com as da autora do texto.

1. Lê o texto que se segue:

O cavalo e a estrela
Esta história muito antiga Começa o cavalo a falar:
Contou-ma foi minha mãe: – Sou filho da primavera
Quem conta um conto acrescenta E eu vim anunciar
Um ponto Que ela está na serra à espera.
E eu acrescento-o também.
E o cavalo correu, voou,
Era uma vez um pastor Ganhou asas a arder:
No abrigo de uma serra, O cavalo cor de mel
Chamada Serra da Estrela Era a manhã a nascer.
Quase no cabo da terra.
Matilde Rosa Araújo, Mistérios, 1.ª edição,
No inverno a neve branca Livros Horizonte, 1988 (excerto com supressões)
O chão da serra cobria
E naquela solidão
O pastor assim vivia.

Para as ovelhas guardar


– Que os lobos matam rebanhos!
O pastor tinha um cão
De meigos olhos castanhos.

Caía o luar na serra,


Tudo na serra luzia,
Quando apareceu o cavalo
A correr na serra fria.

Foi acordado o pastor,


Ladrou o seu cão fiel,
E ali parou o cavalo,
Castanho da cor do mel.

Caiu uma estrela cadente


Na sua cabeça tão fina
Eram os olhos mais azuis
Como a água de uma mina.

114
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Discutir sobre o significado de algumas palavras que, no en- • Leitura silenciosa individual, seguida de leitura coletiva • Ler a lenda da Serra da Estrela aos alunos para estabele-
tender do Professor, possam suscitar dúvidas na leitura. (sendo atribuída uma estrofe a um aluno diferente). cerem comparações entre os dois textos.
• Repetir a leitura até se obter uma leitura fluente.
Animação – O cavalo e a estrela.
Compreensão da leitura

1. De acordo com o texto, assinala com X as afirmações verdadeiras.


a) No inverno, a neve branca cobria o chão da serra.
b) O pastor vivia na serra do Marão.
c) O pastor acordou quando surgiu o cavalo e o cão ladrou.
d) O pastor tinha um cão fiel.
e) O cavalo era filho do outono.

2. Quem anunciou que a primavera estava na serra à espera?

3. Seleciona com X a opção que completa corretamente a afirmação.


O animal que era filho da primavera tinha o corpo...
a) branco como a neve. b) azul da cor da água. c) castanho da cor de mel.

4. Quem era o cavalo?

5. Explica, por palavras tuas, o significado da expressão:


Quem conta um conto acrescenta um ponto.

5.1 No teu caderno, continua a história do poema acrescentando duas estrofes.

Gramática REVISÕES

1. Copia do texto um nome…


comum do género masculino e número plural.
comum do género feminino e número singular.
comum coletivo.

2. Reescreve a seguinte frase com os nomes sublinhados no grau diminutivo.


Pastor meu amigo, fica com o teu cão.

3. Sublinha na seguinte frase o adjetivo qualificativo.


Esta história muito antiga foi minha mãe que ma contou.

3.1 Indica o grau em que se encontra o adjetivo que sublinhaste.

115
• Exercício 5: explorar, coletivamente, a expressão e exem-
plificar através de uma atividade concreta. Apresentar
uma pequena notícia e sugerir a um aluno que a conte
aos colegas, acrescentando-lhe pelo menos mais um
facto.
Leitura
Antes de ler…
• Já visitaste algum aquário? És capaz de descrevê-lo?
• Conheces o nome de alguns peixes que podem viver em aquários? Quais?

1. Lê o texto que se segue:

O meu amigo pescador


Como quem não quer a coisa, o meu amigo pescador, passeando e conversando,
encaminha-me os passos até às portas de um grande edifício, que tem, sobre a
entrada, em grandes letras a palavra Aquário Vasco da Gama.
– Vamos dar uma vista-de-olhos? – propõe o meu amigo.
Nunca o contrario.
Lá dentro, o meu amigo chega a um aquário, um determinado aquário, encaixado
na parede. Para, aponta e comenta:
– É o melhor exemplar que eles cá têm.
Eu, que já conheço a história de cor, não o desminto. Ali ficamos os dois, que
tempos, a olhar para o aquário. Passam por nós outros visitantes, que, vendo-nos tão
atentos, espiam o aquário até ao fundo. Depois, intrigados, observam-nos de novo.
– O que é que está ali dentro? – perguntam uns aos outros em voz baixa.
– Não sei. Por mim não vejo nada.
Encolhem os ombros e seguem o seu caminho. O meu amigo sorri para mim e diz-me,
também em voz baixa:
– Como é que eles queriam ver o que está ali dentro, se o peixe é invisível...
Eu concordo. Concordo sempre.
De facto, naquele aquário de águas um tanto turvas, está um peixe especial, um
peixe fora do vulgar, um peixe – garante o meu amigo – um peixe invisível.
Claro que a gente olha para o aquário e não vê peixe nenhum. Se eu não
tivesse confiança no meu amigo, também eu diria que aquele aquário a meio do
corredor, à esquerda, depois dos salmonetes, estava vazio. Quando, pela pri-
meira vez, o meu amigo me revelou quem lá vivia, fiquei que tempos a fitar o
vidro fosco, num respeitoso silêncio. Eu estava a ver, isto é, não estava a ver
um peixe fabuloso, um peixe invisível.
Desde então, confesso que o que mais me agrada naquelas visitas,
o que mais me cativa é o aquário, aparentemente desabitado, do
peixe invisível. E não sei ao certo o que mais admire: se a atenção
fascinada do meu amigo a olhar para o peixe invisível, se o próprio,
o tal peixe invisível, que, sinceramente nunca vi, a olhar para nós.
António Torrado, Os meus amigos,
9.ª edição, Edições Asa, 2008 (excerto, com supressões)

116
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Mobilizar conhecimentos prévios sobre aquários, relem- • Leitura individual e em silêncio, sublinhando as palavras • Conduzir os alunos a pesquisarem o significado das mesmas.
brando, por exemplo, uma visita ao Aquário Vasco da que não compreendem. • Dividir a turma em dois grupos, sendo que um deverá efe-
Gama (abordado no texto) ou ao Oceanário. tuar perguntas sobre o texto e o outro deverá responder a
• Inferir a tipologia textual a partir das marcas gráficas. essas perguntas.
Compreensão da leitura

1. De acordo com o texto que leste, indica:


as personagens
o espaço
a ação

2. Qual foi a proposta do amigo pescador?

3. Assinala com X as afirmações que estão de acordo com o sentido do texto.


Os visitantes que passavam pelos dois amigos...
a) observavam bem o aquário.
Hora do
b) olhavam de relance para o aquário. ditado !
de
c) ficavam curiosos e observavam-nos. Escreve, em situação tura
ditado e se gu in do a lei
d) questionavam-se uns aos outros. do(a) professor(a), os
os
últimos dois parágraf
4. Na tua opinião, o aquário contém mesmo o tal peixe invisível? Porquê? do texto. Re lê o qu e
escreveres e corrige
.
os erros, se existirem

5. No texto, a expressão «que tempos» aparece duas vezes. Explica o seu significado.

Gramática REVISÕES

1. Lê a frase:
«– É o melhor exemplar que eles cá têm.»

1.1 A quem se refere a palavra sublinhada?

1.2 Indica a que classe de palavras pertence e em que género e número se encontra.

2. Copia do texto uma frase com um advérbio de negação.

3. Com os afixos «des», «in» e «zinho», forma palavras a partir das indicadas.
a) pescador b) conheço c) determinado

3.1 Rodeia as palavras em que acrescentaste um prefixo.

117
• Hora do ditado: leitura do Professor dos últimos dois pará- • Elaborar um mapa conceptual do texto. • Exercício 4: dialogar sobre a existência ou não do peixe
grafos do texto. • Escrever no quadro palavras da família de «peixe». invisível.
Leitura
Antes de ler…
• Nas noites sem nuvens é possível observar estrelas? Conheces o nome de algumas
estrelas? De quais? Conta aos teus colegas o que sabes sobre as estrelas.

1. Lê o texto que se segue:

A Pequena Estrela
Era uma vez uma estrela pequena que estava sempre triste. A Pequena Estrela – era
assim que lhe chamavam – costumava olhar para as outras estrelas e pensar como elas
eram grandes, como eram brilhantes e como eram bonitas.
Quando havia uma festa no céu, quatro vezes por ano, para festejar a chegada de uma
nova estação, as estrelas juntavam-se para dançar a noite inteira, mas a Pequena Estrela
escondia-se sempre na luz do luar e ficava lá, admirando as outras estrelas e observando
como elas eram magníficas, como dançavam bem e como saltavam com magia.
Se as nuvens vinham visitar o céu, a Pequena Estrela escondia-se por detrás de um
planeta, onde ficava o dia inteiro, a ouvir a conversa entre as estrelas e as nuvens e
também a chuva. Pensava sempre como elas falavam bem, como tinham conversas inte-
ligentes e como era belo o seu cantar.
«Aqui ninguém precisa de mim», dizia a Pequena Estrela para si mesma. E um dia,
logo a seguir ao nascer do Sol, resolveu fugir e descer até à Terra, para ver se aí podia ter
uma vida mais bonita e alegre. Tomou balanço, começou a andar à roda sobre si mesma
e rodopiou até ir parar ao chão.
Quando se levantou viu um grande lago à sua frente. O lago tinha muitas cores azuis,
umas mais escuras, outras mais claras. Para as ver todas, apreciando a beleza de cada
uma, a Pequena Estrela tinha apenas de mudar a sua posição. Se se chegava mais para a
direita, via um azul muito forte, se ia para a esquerda, o azul era mais claro. Havia ainda
uma parte do lago com mil tons de verde, que se encaixavam uns nos outros, fazendo do
lago a coisa mais grandiosa que a Pequena Estrela vira. «Nunca pensei que a água pudesse
ter tanta beleza!», disse para consigo.
Rosário Alçada Araújo, A história da Pequena Estrela, Treino da leitura
9.ª edição, Edições Gailivro, 2012 (excerto) lavras à tua
Rodeia no texto 95 pa que rodeaste. Se um
as
escolha. Lê as palavr te, deverás treinar mais
minuto nã o fo r su fic ien
palavras.
118 a leitura de listas de
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Dinamizar uma atividade de «chuva de ideias» sobre as • Leitura modelo pelo Professor. • Identificar o problema e a resolução.
estrelas, tendo em vista antecipar o conteúdo do texto. • Fazer pausas na leitura e solicitar aos alunos que sinteti- • Identificar diferentes sentimentos da Pequena Estrela.
• Distinguir entre ficção e não ficção, relacionando o título zem à medida que se avança na leitura do texto.
e a ilustração do texto.
Compreensão da leitura

1. De acordo com o texto, seleciona com X a opção que completa a afirmação.


A Pequena Estrela estava sempre...
a) sorridente. b) contente. c) a brincar. d) triste.

2. O que costumava pensar a Pequena Estrela quando olhava para as outras estrelas?

3. Escreve a pergunta que originou a seguinte resposta:


Havia uma festa no céu quatro vezes por ano.

4. Qual era o motivo das festas? Justifica a tua resposta com uma expressão do texto.

5. A Pequena Estrela escondia-se sempre que apareciam as estrelas. Porquê?

6. Por que motivo a Pequena Estrela resolveu fugir?

Gramática REVISÕES

1. Lê as frases e explica as diferenças entre as palavras sublinhadas em cada frase, no que diz
respeito à classe de palavras a que pertencem.
Era uma vez uma estrela pequena.
A Pequena Estrela estava triste.

Oralidade

1. Lê a frase que se segue.


Uma estrela é um corpo celeste…
1.1 Faz uma pesquisa na internet ou em livros que te permitam acrescentar informação
à frase. De seguida, explica aos teus colegas o que é uma estrela. Não te esqueças
do que aprendeste em Estudo do Meio sobre estrelas.

119
• Identificar e sublinhar, no texto, as informações que lhes • Oralidade: planificar, por escrito e em tópicos, a interven- Fichas de Trabalho – Ficha 26.
permitem responder às questões ou inferir a resposta. ção oral, anotando a informação recolhida.
• Recordar as regras básicas para uma boa expressão:
volume de voz, articulação, entoação, ritmo e olhar os
interlocutores.
Gramática Quantificador numeral

RECORDA

Um quantificador numeral acompanha o nome e expressa uma quantidade numérica.


Exemplos: uma estrela; duas estrelas; um cavalo; dois cavalos.

1. Liga as frases da esquerda à classe a que as palavras destacadas pertencem.


Só brilhava uma estrela. •
Na primeira noite, a estrelinha escondeu-se. • • quantificador numeral
Havia quatro festas por ano. •
Na décima noite apareceram muitas nuvens. • • adjetivo numeral
O lago tinha mil tons de verde. •
2. Lê as frases e observa as palavras destacadas a cor.
Havia quatro festas por ano.
A Pequena Estrela tomou o triplo do balanço.
Metade das cores do lago eram claras.

As palavras destacadas são quantificadores numerais.


Quantificadores numerais são palavras que acompanham os nomes e expressam:
• uma quantidade numérica precisa Quantificadores numerais
(cardinal).
Exemplo: cinco lagos cardinais multiplicativos fracionários
• um múltiplo de uma quantidade um duplo/dobro meio, metade
(multiplicativo).
Exemplo: o quíntuplo das estrelas dois tríplice/triplo terço
três quádruplo quarto
• a parte de uma quantidade quatro quíntuplo quinto
(fracionário). cinco sêxtuplo sexto
Exemplo: um terço das estrelas seis séptuplo sétimo
… … …

3. Inventa e escreve uma frase em que uses…

a) um quantificador numeral fracionário.

b) um quantificador numeral cardinal.

c) um quantificador numeral multiplicativo.

120
MANUAL DO
PROFESSOR

• Inferir o que são quantificadores numerais através da • Estabelecer um paralelismo com matemática, utilizando
apresentação de frases exemplificativas: a Teresa tem a classe de palavras num problema.
cinco anos. A irmã tem metade dos anos dela. A mãe tem
o quádruplo dos anos da Teresa.
Gramática Preposições

1. Observa a imagem e lê a legenda.

As estrelas dançavam umas com as outras.

A palavra com estabelece a relação entre dois elementos da frase, classificando-se como
preposição.

Preposição é uma palavra invariável que relaciona palavras ou grupos de palavras entre
si, permitindo ligar elementos numa frase.
Exemplos de preposições:
a com em sem
ante contra entre sob
após de para sobre
até desde perante trás
durante por

2. Completa as frases com as preposições abaixo.

em entre após até sem de por para

A Pequena Estrela gostava ver as outras estrelas a dançar.


As estrelas dançaram ao anoitecer.
Ela está viagem pelo espaço e vai voltar junto das outras estrelas.
A Pequena Estrela faz as suas viagens medo.
Ela andou vários lados à procura de uma vida bonita e alegre.
A Pequena Estrela escondia-se as nuvens.
descer à Terra, viu o lago.

3. Copia uma preposição do último parágrafo do texto da página 118.


3.1 Inventa e escreve uma frase em que uses essa preposição.

121
• Escrever no quadro frases com preposições para serem Fichas de Trabalho – Ficha 27.
identificadas pelos alunos. Exemplo: Vou de bicicleta até
ao jardim. Atividade – Jornalista desorientada.
• Memorizar as preposições através da cantilena.
Leitura
Antes de ler…
• O texto que se segue fala de um animal pequenino que costuma caminhar sempre em
fila. Sabes de que animal se trata?
• Na tua opinião, porque é que esse animal caminha sempre em fila?

1. Lê o texto que se segue:

Formiguinha descalça
Uma formiguinha
Na terra amarela
Um dia perdeu
A sua chinela

E a formiguinha
Da cor do café
Andava coxinha
A doer-lhe o pé

Ai! minha chinela


Minha chinelinha
Dói-me tanto o pé
Assim descalcinha…

Como encontrar
Na terra amarela
Aquele niquinho
Da minha chinela?

E se vem a noite
E não posso andar…?
Quem é meu amigo
Me pode ajudar?

Matilde Rosa Araújo, Mistérios,


1.ª edição, Livros Horizonte, 1988 (excerto)

122
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Antecipar conteúdos com base no título e na ilustração. • Leitura modelo pelo Professor das primeiras duas qua- • Confrontar a história imaginada pelos alunos com a que
• Analisar a mancha gráfica do texto para concluir que se dras, permitindo que os alunos contactem com a musi- acabaram de ler.
trata de um poema e enumerar as características do texto calidade do poema. De seguida, atribuir uma quadra a • Memorizar o poema para recitá-lo.
poético (rima, sonoridade, ritmo…). cada aluno.
Compreensão da leitura

1. O que foi que a formiguinha perdeu?

1.1 O que é que essa perda provocou?

2. Sem usares as palavras do texto, indica de que cor era a formiguinha.

3. Numa das estrofes, diz-se que a formiguinha começava a ficar com algum
receio. Identifica-a e copia-a.

3.1 O que é que sentiste ao ler esta estrofe?

3.2 O que farias para ajudar a formiguinha?

4. Copia do texto palavras que rimem com as seguintes.


amarela andar formiguinha café

Gramática REVISÕES

1. Lê a seguinte frase:
Como encontrar na terra amarela aquele niquinho da minha chinela?

1.1 Copia da frase…


um determinante demonstrativo.
um determinante possessivo.
um verbo e indica em que modo se encontra.

um adjetivo e indica em que grau se encontra.

1.2 Escreve o adjetivo da frase no grau superlativo relativo de superioridade.

123
• Teatralizar a exploração do poema: um aluno senta-se à • Exercício 3.2: elaborar um cartaz com o desenho da chinela e
frente da turma e faz de formiguinha. Os outros formulam com «procura-se», como um meio para ajudar a formiguinha.
perguntas sobre o desenrolar do poema às quais a formi-
guinha responde. Exemplos: Onde estavas quando perdeste
a chinela?; Ficaste feliz por teres perdido a chinela?…
Gramática Frase imperativa

RECORDA

Já conheces três tipos de frases:


Frase declarativa utiliza-se para informar, afirmar ou negar, descrever, relatar…
Geralmente termina com ponto (final). No entanto, também pode terminar com reticências
ou com dois pontos.
Exemplo: Uma formiguinha perdeu a sua chinela.
Frase interrogativa utiliza-se para fazer perguntas. Termina com ponto de interrogação.
Exemplo: Qual é a medida que calça o teu pé?
Frase exclamativa utiliza-se para expressar emoções ou sentimentos (admiração,
entusiasmo, indignação, surpresa, alegria, medo…). Termina com ponto de exclamação.
Exemplo: A formiguinha perdeu a chinela!

1. Pontua corretamente as frases e relaciona-as com o respetivo tipo de frase.


Alguém viu o niquinho da minha chinela • • frase declarativa
A formiguinha andava descalça • • frase exclamativa
Dói-me o pé • • frase interrogativa

2. Observa a imagem e lê a frase.

Ajuda a formiguinha
a procurar a chinela.

2.1 Assinala com X a opção que está de acordo com a frase que leste.
a) Formula uma pergunta. b) Exprime espanto.
c) Dá uma ordem. d) Fornece uma informação.

A frase que leste pode classificar-se como frase imperativa uma vez que tem como
objetivo principal dar uma ordem.

Frase imperativa utiliza-se para dar uma ordem, fazer um pedido ou dar um conselho.
Termina com ponto (final) ou com ponto de exclamação.

3. Relaciona corretamente:
Uma formiguinha perdeu uma chinela. • • frase interrogativa
Vai chamar a formiguinha! • • frase declarativa
Já encontraram a chinela da formiguinha? • • frase exclamativa
Que chinela tão pequenina! • • frase imperativa

124
MANUAL DO
PROFESSOR

• Recordar os tipos de frase abordados no 3.º ano (decla- • Chamar a atenção da turma para a entoação de cada tipo
rativa, interrogativa e exclamativa), registando, no qua- de frase.
dro, exemplos dados pelos alunos.
Oficina de escrita O aviso

O aviso é um texto curto que transmite, de forma breve e AVISO


direta, informação importante. Recorre a linguagem clara e Chinela Perdida
objetiva, com poucas palavras e pode incluir um título, no qual
surgem as palavras-chave do aviso. Avisam-se todas
as formigas que quem
encontrar a chinela da
Observa exemplos de avisos na internet, em placares da escola,
formiguinha deve
em jornais, etc. Discute com os teus colegas as semelhanças e
entregá-la na toca
as diferenças entre esses avisos.
número 8765.
Escreve um aviso para alertar sobre a existência de obras no bar
A formiguinha
da escola, o que impossibilitará a sua utilização durante dois dias.
agra dece.
22/01/12
Planificação
1. Preenche a grelha com os dados que irão constar do aviso que vais escrever.

A quem se avisa
O que se avisa
Quem avisa
Data em que avisa
Título

Textualização
2. Redige o aviso, respeitando a planificação efetuada e as seguintes indicações:
• Usa uma linguagem clara e objetiva;
• Utiliza o menor número de palavras para transmitir a mensagem;
• Adequa a linguagem aos destinatários, a quem se dirige o aviso;
• Respeita a estrutura do aviso:
a) o título escrito ao centro e no início.
b) no texto refere a quem se avisa, o que se avisa, onde e quando.
c) no final, sobre a direita, escreve quem avisa e a data em que avisa.

Revisão
3. Assinala com X aquilo que respeitaste ao escrever o teu aviso.

• Escrevi uma mensagem curta e objetiva.


• Identifiquei claramente o autor do aviso.
• Eliminei as palavras e informações desnecessárias.
• Incluí todas as informações da planificação.
• Redigi o texto de acordo com a estrutura de um aviso.
3.1 Se necessário, reescreve o teu aviso, tendo em conta os itens anteriores.

125
• Discutir, coletivamente, a finalidade de um aviso. Textualização Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (abril).
Planificação • Interligar as frases com coesão linguística e coerência lógica.
• Explorar com a turma todas as indicações do quadro Revisão
antes do seu preenchimento, relacionando com o aviso Jogo – Revisões essenciais.
• Afixar o aviso e dá-lo a ler aos colegas; questionar para
apresentado em cima. aferir se a mensagem foi efetivamente transmitida.
Módulo 9

O livro

O autor

ro vo-
18 35 , fo i pu blicado o primei
Em
bastante
de fadas, que foi
lume de Contos tinho
id o. Em 18 44 , publicou O pa
aplaud tre os
muito sucesso. En
feio, também com ceu na
er se n, destacam-se: O ab
eto, Hans Christian Andersen nas
contos de A nd nse, em
rmelhos, O sold
adinho Dinamarca, na cidade de Ode
Os sapatinhos ve ito pobre.
ena sereia, A roup
a nova 1805, no seio de uma família mu
de chumbo, A pequ mãe era
ce sa e a ervilha, A pequ
ena O seu pai era sapateiro e a sua
do re i, A pr in
, entre
ed or a de fó sf oros, O rouxinol lavadeira.
vend -o nas
A sua infância pobre influenciou
outros.
l in fl uê ncia de Anderse
néa histórias que viria a escrever.
A pr in ci pa torna-
Os bi chos e as planta
s, assim Foram os Contos de fadas que o
base po pu la r.
to de, até
to s in animados, passam
a ter ram famoso, em especial pelo fac
com o os ob je os dedi-
a ou divina. Muitos
de seus então, serem muito raros os livr
alm a hu m an s.
m es cr itos para crianç
as, mas cados especificamente às criança
cont os fo ra uição
se r lid os por leitores de
todas Como homenagem à sua contrib
cont in ua m a a do seu
para a Literatura Infantil, na dat
as idades. -se o Dia
nascimento, 2 de abril, comemora
.
Internacional do Livro Infantil
A b r i nca r
1. Descobre dois nomes das personagens dos contos de Andersen que dão título a duas
das suas histórias. Rodeia-os e escreve-os abaixo.
OsobjetosanimadosBrilhamaosolOpatinhofeioviuPassaraoaolongeAGataqueRoubou
aCaixaApequenasereiaPasseavaàsEscurasnarelvadojardimdopaláciodaPrincesaazul
MANUAL DO
PROFESSOR

• Ler as informações sobre o livro de Hans Christian Andersen • A brincar: a partir da observação da ilustração desta página
e conversar com os alunos acerca de outros textos que e da seguinte, será mais fácil descobrir títulos de obras do
eventualmente conheçam. autor.
• Solicitar aos alunos que contem as histórias que conhecem.
Oralidade

1. Ouve com atenção a introdução a um conto de Hans Christian


Andersen e seleciona com X as opções corretas.

1.1 A ação da história decorre…


a) num tempo específico, há quinhentos anos atrás.
b) num tempo passado, há muitos anos atrás.
c) num tempo futuro, ainda irá ocorrer.
d) num tempo presente, está a acontecer.

1.2 A ação da história localiza-se…


a) na China, no pomar do palácio do Imperador.
b) na Tailândia, no jardim do castelo do rei.
c) na China, no palácio do imperador.
d) na China, no jardim do casebre do imperador.

1.3 O título mais adequado para este texto é…


a) As flores do imperador.
b) O rouxinol.
c) O pescador pobre.
d) Um jardineiro da China.

2. Lê a frase que se segue:


O rouxinol é uma ave insetívora e migratória, que procria em florestas e moitas na
Europa e no sudoeste da Ásia e canta geralmente de noite.

2.1 Em grupo de 4 ou 5 alunos, pesquisa mais informações sobre o rouxinol e faz uma
apresentação oral à turma, de cerca de três minutos, sobre esta ave.

127
• Explicitar o objetivo da escuta: recolher informações para • Recontar, registar por escrito e ilustrar a história ouvida. CD áudio – Faixa 9.
responder às questões sobre o texto ouvido.
• Efetuar uma segunda audição, com pausas, para confron-
tar as respostas com o texto e corrigi-las se for caso disso. História/áudio – Conto de Hans Christian Andersen.
Leitura
Antes de ler…
• De acordo com a introdução do conto na página anterior, imagina a continuação desta
história e regista as tuas ideias para depois comparares com a versão original.

1. Lê o texto que se segue:

O rouxinol
– O quê? – disse o Imperador. – O rouxinol! Nada sei disso! Há aqui um tal pássaro no
meu império, ainda por cima no meu jardim! Nunca ouvi falar nisso!
E assim chamou pelo seu «cavalier»1.
– Aqui deve haver um pássaro altamente notável que se chama rouxinol! Diz-se que é
o melhor de tudo no meu império! Quero que venha aqui hoje à noite cantar para mim! –
disse o Imperador.
– Nunca ouvi antes falar nele! – disse o cavaleiro-às-ordens. – Vou procurá-lo.
O cavaleiro-às-ordens subiu e desceu por todas as escadas, correu por salas e corre-
dores, nenhuma das pessoas que ele encontrou tinha ouvido falar do rouxinol.
Finalmente, encontraram uma pobre rapariguinha na cozinha, que disse:
– Oh! O rouxinol! Conheço-o bem! Todas as noites tenho permissão para trazer um
pouco dos restos da mesa para casa, para a minha pobre mãe doente e, quando assim re-
gresso, estou cansada e descanso no bosque, oiço então o rouxinol cantar, vêm-me as lá-
grimas aos olhos. É como se a minha mãe me beijasse!
E assim se precipitaram todos para o bosque onde o rouxinol costumava cantar.
– Rouxinolzinho! – gritou a rapariga. – O Nosso Gracioso Imperador muito gostaria
que cantasses para ele.
– Com o maior prazer! – disse o rouxinol, e cantou que era um gosto ouvi-lo.
– Meu excelente rouxinolzinho! – disse o cavaleiro-às-ordens. – Tenho a alegria de vos
convidar para uma festa na corte, onde encantareis Sua Graça Imperial com o vosso canto.
E o rouxinol cantou tão bem que vieram as lágrimas aos olhos do Imperador e,
quando o rouxinol cantou ainda melhor, o seu canto foi-lhe direito ao coração.
Ficaria agora na corte, teria a sua própria gaiola bem como a liberdade de passear cá
fora duas vezes por dia e uma vez de noite. Recebeu também doze criados, tinham todos
uma fita de seda ligada à volta da perna do rouxinol e seguravam-na bem firme. Não era
nenhum prazer esse passeio!
Um dia chegou uma grande encomenda para o Imperador.
Era uma pequena obra de arte que estava dentro duma caixa, um rouxinol artificial,
que imitaria o vivo. Logo que se dava corda ao pássaro artificial, este podia cantar uma
das peças que o verdadeiro cantava. Fez tanto sucesso como o verdadeiro. Trinta e três
vezes cantou uma peça e não ficou cansado. O Imperador foi de opinião de que então
devia também cantar um pouco o rouxinol vivo… Mas onde estava ele? Ninguém havia
notado que voara para fora pela janela aberta para o seu bosque verde.
Todos censuraram o rouxinol e disseram que era um animal ingrato.
– Pois vede, minhas senhoras, no pássaro verdadeiro nunca se pode contar com o
que vai vir.
e, in-
; altivo, arrogant
lheiro; cavaleiro ado.
1
Cavalier – cava traído , desp reoc up
diferente; descon w.infopedia.pt
Adaptado de ww 13/02/2013)
(acedido a
128
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura • Dividir a leitura por partes: 1.ª parte até «nenhum prazer
• Descrever pormenorizadamente a ilustração, tendo em • Leitura do texto pelo Professor, fazendo pausas. Durante esse passeio!»; 2.ª parte até «Foi um grande desgosto!» e
vista antecipar o tema do texto. as pausas, solicitar aos alunos para resumirem o que foi a 3.ª parte até ao final.
• Elaborar uma lista de vocabulário relacionada com a ilus- lido e retirar dúvidas.
tração.
O mestre da música recebeu autorização para no domingo seguinte apresentar
o pássaro ao povo. E ouviram-no e ficaram encantados. Mas o pobre pescador
que ouvira o rouxinol verdadeiro disse:
– Soa bastante bem, mas falta-lhe algo, não sei o quê.
Mas, uma noite, quando melhor cantava o pássaro artificial, ouviu-se um «ze-
vepe» dentro do pássaro, algo saltou, «zurrre», todas as rodas andaram à volta e
depois parou a música.
O relojoeiro, depois de muito falar e de muito mirar, conseguiu reparar o
pássaro, mas disse que se devia poupá-lo bastante. Foi um grande desgosto!
Passaram então cinco anos e todo o país teve um desgosto verdadeiramente
grande, pois todos gostavam do seu Imperador. Estava agora doente e não ia
viver muito tempo, dizia-se.
Rígido e pálido, jazia no leito. Em cima havia uma janela aberta e a lua
projetava o seu brilho sobre o Imperador e o pássaro artificial.
– Música! Música! – gritou o Imperador. – Passarinho maravilhoso de
ouro! Canta pois, canta! Dei-te ouro e preciosidades, canta, pois canta!
Mas o pássaro ficou imóvel. Não havia ninguém para lhe dar corda.
Soou então nesse mesmo instante, bem junto à janela, o mais belo
canto que jamais se ouviu. Era o rouxinolzinho vivo. Tinha ouvido falar
da agonia do seu Imperador e viera por isso para lhe cantar consolo e
esperança.
E cantou… e o Imperador caiu num doce sono.

Hans Christian Andersen, Histórias e contos completos


de H. C. Andersen, 1.ª edição, Edições Gailivro, 2005
(excerto adaptado, com supressões)

129
Após a leitura • Levar os alunos a manifestar sentimentos e emoções sus-
• Recontar a história do texto. citadas pela leitura do conto.
• Em trabalho de pares, levar os alunos a questionarem-se
uns aos outros sobre o texto.
Compreensão da leitura

1. Quem são as personagens principais desta história?

2. Seleciona com X as opções que completam as frases de acordo com o texto.


2.1 Para encontrar o rouxinol, o cavaleiro-às-ordens...
a) subiu e desceu por todas as escadas.
b) escondeu-se de todas as pessoas que encontrou.
c) não fez nada, pois não ligava aos gostos do imperador.

2.2 Quem conhecia o rouxinol era...


a) o cozinheiro imperial.
b) uma menina que ajudava na cozinha.
c) o tratador do jardim do palácio.

3. A que é que a rapariguinha comparava o que sentia quando escutava o canto do rouxinol?

4. Será que o rouxinol gostou de ter uma gaiola? Porquê?

5. Um dia, chegou uma grande encomenda para o Imperador. O que era?

6. Como reagiram as pessoas ao ouvirem o pássaro artificial?

6.1 Houve uma pessoa que pensou de forma diferente. Quem foi?

6.2 Concordas com a opinião dessa pessoa? Porquê?

7. O que terá causado a doença do Imperador?

Escrita criativa

1. Inventa um final feliz para a história e escreve-o no caderno.


2. Requisita a obra original numa biblioteca e confronta o teu final com o original.

130
MANUAL DO
PROFESSOR

• Sublinhar a informação no texto que permite responder • Escrita criativa: dinamizar uma atividade de «chuva de Fichas de Trabalho – Ficha 28.
às questões. ideias» sobre a continuação da história e registar pala-
• Exercício 4: explorar o sentido de liberdade em confronto vras-chave dessas ideias.
com a riqueza.
Gramática Discurso direto e discurso indireto

Num texto narrativo, as falas das personagens podem


ser apresentadas de dois modos: Conheço-o
bem!
• Discurso direto: as falas são introduzidas exatamente
da mesma forma como são ditas pelas personagens.
Anunciam-se, geralmente, com dois pontos e iniciam
sempre um parágrafo, sinalizado por travessão.
Exemplo:
A rapariguinha disse:
– Conheço-o bem!

• Discurso indireto: as falas das personagens não usam


exatamente as palavras das personagens. Elas são
descritas ou relatadas pelo narrador.
Exemplo:
A rapariguinha disse que o conhecia bem.

1. No texto O rouxinol, as falas das personagens apresentam-se no discurso indireto ou no


discurso direto? Justifica a tua resposta e transcreve a fala de uma personagem.

2. Seleciona com X as frases que se encontram no discurso indireto.


a) – Quero que venha aqui hoje à noite cantar para mim!
b) O Imperador pediu ao rouxinol que ficasse sempre com ele.
c) – Nunca ouvi antes falar nele!
d) A rapariguinha disse ao rouxinol que o Imperador gostava que ele cantasse.

3. Copia do texto a última frase onde se usa o discurso direto.

4. Reconta os primeiros 11 parágrafos do texto O rouxinol (página 128) usando só o discurso


indireto. Planifica o teu texto, preenchendo o esquema seguinte e, de seguida, redige-o no
caderno.

Introdução Desenvolvimento Conclusão

Nota: Podes consultar a Oficina de Escrita da página 95.

131
• Trabalho de grupo: Transformar textos com diálogo em dis- Fichas de Trabalho – Ficha 30.
curso direto em narrativa com discurso indireto.
Leitura
Antes de ler…
• Já escutaste os sons produzidos por alguns insetos durante os dias quentes da primavera
e do verão? Diz qual tem para ti o canto mais bonito. Imita o seu canto.

1. Lê o texto que se segue:

Concerto de insetos
Ao belo Sol d’oiro
que é loiro balão,
já toca o besoiro
no seu rabecão.

E logo a compasso
a clara cigarra
ameiga o espaço
tocando guitarra.

Moscardo esperto,
zumbindo mais fino,
ajuda ao concerto
tocando violino.

Mosquitos, vibrando
mil asas inquietas,
alegram o bando,
tocando trombetas.

O solo é do grilo,
cantor e poeta:
Lá baila, ao seu trilo,
a flor-borboleta.

E a música, erguida
pr’os Céus, não tem fim!
Que festa! Que vida
Sorri no jardim!

António Manuel Couto Viana,


Versos de Cacaracá, 3.ª edição,
Texto Editores, 2010 (adaptado)

132
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Após a leitura


• Dialogar sobre concertos a que já tenham assistido. • Memorizar o poema. Animação – Concerto de insetos.
Durante a leitura
• Leitura do poema pelos alunos, a pares (verso a verso ou
estrofe a estrofe), acompanhada de gestos.
Compreensão da leitura

1. Quantos versos constituem o poema Concerto de insetos?

1.1 Esses versos organizam-se em quantas estrofes?

2. Copia do texto duas palavras que rimam com…


borboletas laço
salão delfim

3. De acordo com o texto, seleciona com X a opção que completa a afirmação.


O moscardo esperto...
a) foge do sol. b) ajuda o concerto.
c) estraga o concerto. d) é cantor e poeta.

4. De acordo com o texto, tenta explicar o significado da expressão «Lá baila, ao seu trilo».

4.1 Procura no dicionário o significado da palavra «trilo» e verifica se o significado que


atribuíste à expressão está correto.

5. Completa as frases com o nome do instrumento que cada inseto toca.


O besouro toca . O moscardo toca .
A cigarra toca . O mosquito toca .

6. Qual é a festa no jardim?

Assim se escreve…

As palavras que procuram reproduzir os sons emitidos por pessoas, objetos, animais ou
outros elementos da Natureza são onomatopeias.

1. Escreve palavras que tentem reproduzir os sons emitidos pelos seguintes animais:

cigarra grilo mosquito

2. Representa, por escrito, os sons emitidos pelos seguintes animais e elementos da


Natureza:

cuco gato cão


queda de água vento

133
• Jogo: cada aluno produz um som que os restantes alunos • Elaborar uma lista de onomatopeias, associando nomes Fichas de Trabalho – Ficha 31.
irão tentar adivinhar de que se trata. De seguida o aluno de animais às respetivas onomatopeias.
escreve no quadro a onomatopeia correspondente.
Leitura
Antes de ler…
• Conheces alguma princesa da atualidade? Que roupas usa? Como são os seus cabelos?
Onde vive? Regista o que sabes para depois comparares com a princesa do texto que se
segue.

1. Lê o texto que se segue:

A princesa e a ervilha
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa, mas com uma princesa
autêntica. Viajou, assim, por todo o mundo à procura duma que o fosse realmente, mas
em todas que encontrou descobria sempre alguma coisa que não lhe agradava. Princesas
havia muitas; mas, quanto a considerá-las autênticas, não fora capaz de decidir. Havia
sempre algo que não era de uma princesa genuína. Regressou assim à pátria
muito triste, pois desejava ardentemente casar com uma verdadeira
princesa. Uma noite, estalou uma tremenda tempestade. Relampejava
e trovejava, e caía chuva se Deus a dava! Fazia um tempo terrível!
Então, bateu alguém à porta da cidade e o velho rei veio abri-la. Era
uma princesa que estava lá fora. Mas, Santo Deus, em que estado a
tinham posto a chuva e o mau tempo! A água escorria-lhe dos cabelos,
do vestido e do nariz sobre os sapatos, que a vertiam por todos os
lados. Era uma verdadeira princesa, declarou ela.
– Está bem, em breve o saberemos! – pensou a rainha velha que
nada disse, contudo. Dirigiu-se ao quarto de hóspedes, tirou a roupa
da cama, pôs uma ervilha sobre as tábuas do leito e, depois, pegou
em vinte colchões, colocou-os uns em cima dos outros e sobre estes
ainda mais vinte edredões.
Aí a princesa iria dormir, nessa noite.
No outro dia de manhã, perguntaram-lhe como havia
passado a noite.
– Oh, terrivelmente mal! – respondeu a princesa. – Quase
não preguei olho toda a noite! Sabe Deus o que tinha a cama!
Estive deitada sobre qualquer coisa dura que me encheu o corpo
todo de nódoas negras! Foi uma noite horrível!
O rei, a rainha e o próprio príncipe puderam deste modo
verificar que se tratava duma autêntica princesa. Na verdade,
só uma genuína princesa podia ser assim tão sensível.
O príncipe tomou-a, então, por esposa, pois tinha agora
a certeza de ter encontrado uma princesa de verdade e a
ervilha foi colocada num museu, onde ainda pode ser vista,
se ninguém a tirou de lá.
Pois esta é também uma história verdadeira!

Hans Christian Andersen, Histórias e contos completos de


H. C. Andersen, 1.ª edição, Edições Gailivro, 2005

134
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Elaborar uma lista de vocabulário relacionada com a ilus- • Leitura em voz alta do texto pelos alunos (cada aluno lê • Recontar a história narrada no texto.
tração. uma frase). • Inferir relações de causa/efeito.
• Adotar uma postura formal de acordo com as falas.
Compreensão da leitura

1. Assinala com X a opção que completa a frase de acordo com o texto.


1.1 O assunto principal da história é…
a) como organizar o casamento de um príncipe.
b) como fazer uma cama de princesa.
c) como descobrir uma princesa de verdade.

2. Lê a seguinte frase e seleciona com X a opção cuja expressão tem o sentido equivalente.
«E caía chuva se Deus a dava!»
a) Chovia pouco. b) Chovia lentamente. c) Chovia muito.

3. O que foi que a rainha colocou sobre as tábuas?

4. A princesa dormiu bem toda a noite? Justifica a tua resposta com uma frase do texto.

5. Escreve uma frase com o mesmo significado da seguinte:


«Quase não preguei olho toda a noite.»

6. O texto termina com a seguinte frase:


«Pois esta é também uma história verdadeira.»
Comenta esta afirmação feita pelo autor. Será mesmo verdade?

7. Descreve o que é para ti uma princesa autêntica.

Gramática REVISÕES

1. Copia do texto uma fala no discurso…


indireto
direto

2. Separa com | o sujeito do predicado nas frases:


A princesa bateu à porta.
O príncipe encontrou uma princesa de verdade.

135
• Sublinhar a informação no texto que permite responder • Exercício 7: referir características, como sensibilidade e Fichas de Trabalho – Ficha 32.
às questões. bondade, específicas de uma princesa.
• Exercício 6: distinguir entre ficção e não ficção.
Gramática Advérbios de negação e de afirmação

RECORDA

As frases podem ser afirmativas ou negativas.


Frase afirmativa quando permite afirmar uma ideia ou situação.
Exemplo: A princesa bateu à porta.

Frase negativa quando nega uma ideia ou situação.


Exemplo: Algo não era de uma princesa autêntica.

1. Lê as frases da coluna A e da coluna B e tenta perceber as transformações ocorridas.


Coluna A Coluna B
O príncipe queria casar. O príncipe não queria casar.
A princesa dormiu bem. A princesa não dormiu bem.
A rainha acreditou na princesa. A rainha não acreditou na princesa.

1.1 Classifica as frases das colunas quanto ao valor (afirmativo ou negativo).


A– B–

1.2 Que palavra é que se acrescentou na transformação das frases da coluna A para as da
coluna B?

A palavra que se acrescentou ao transformar as frases pertence à classe dos advérbios.

Os advérbios são palavras invariáveis, cujo significado contribui para reverter o valor de
verdade de uma frase afirmativa ou para negar um constituinte.
Alguns advérbios de uso corrente são os de negação e de afirmação:

Advérbios
de negação de afirmação
Não Sim

2. Completa as frases com advérbios…


a) de negação.
Na sua viagem o príncipe encontrou
uma princesa autêntica.
voltaram a duvidar da princesa.
A princesa viu a ervilha.

b) de afirmação.
Gostas de histórias de príncipes e princesas?
, gosto.

136
MANUAL DO
PROFESSOR

• Escrever, no quadro, frases que contenham os diferentes • Levar os alunos ao quadro para sublinharem os advérbios
advérbios (de negação, de afirmação, de quantidade e em frases redigidas para o efeito.
grau). Atividade – Um reino de advérbios.
Gramática Advérbios de quantidade e grau

1. Observa a banda desenhada, lê e atenta nas palavras destacadas a cor de laranja.

No outro dia de manhã… Dormi


pouco! Foi uma
Como
noite bastante
passou a
terrível.
noite?

As palavras destacadas são advérbios de quantidade e grau, isto é, são palavras


invariáveis que determinam o sentido de um dos constituintes da frase.
O advérbio pouco modifica o sentido do verbo «dormir»;
O advérbio bastante intensifica o adjetivo «terrível».
Os advérbios de quantidade e grau são palavras invariáveis que modificam ou
intensificam o sentido do verbo, do adjetivo ou de outro advérbio.
Exemplos:
• Modificação do sentido do verbo O príncipe dormiu tranquilamente.
verbo
• Intensificação do sentido do adjetivo A princesa é muito simpática.
adjetivo
• Intensificação do sentido de outro advérbio A rainha dormiu muito bem.
advérbio
Observa a tabela com algumas das subclasses dos advérbios.

Advérbios
de negação de afirmação de quantidade e grau
não sim bastante demasiado muito quase …
bem mais pouco tanto
demais menos quanto tão

2. Copia do texto da página 134 dois advérbios.

2.1 Indica a classe de palavras que esses advérbios estão a modificar ou intensificar.

2.2 Escreve uma frase para um dos advérbios que copiaste.

137
• Sublinhar, no texto da página 134, advérbios de cada um
dos tipos estudados, usando cores diferentes.
Leitura
Antes de ler…
• A partir do título do texto e da ilustração tenta antecipar o tema do texto.

1. Lê o texto que se segue:

Um olho roxo e outro cor de laranja


Ela tinha uns caracóis que lhe caíam sobre os ombros, e tinha um olho roxo e outro
cor de laranja.
Devo confessar que sempre tive um fraquinho por raparigas com um olho roxo e
outro cor de laranja e, por isso, apaixonei-me por ela mal a vi.
Acho que ela também gostou de mim. Pelo menos gostou das minhas sardas, que são
exatamente da cor daquelas pastilhinhas de chocolate que são de todas as cores.
Mas surgiu uma terrível barreira entre nós os dois: ela só aceitava namorar comigo se
eu fosse capaz de equilibrar um morango na ponta do nariz e de dizer o seu nome sem me
enganar nem numa sílaba.
Equilibrar o morango na ponta do nariz foi canja.
– E agora diz-me lá como é que tu te chamas e vais ver como eu digo o teu nome em
menos de nada!
– Eu chamo-me Ofélialibélialibelinhabichanecapatarocatrocópassobaleote.
– Oooooh… Podes dizer outra vez?
– Ofélialibélialibelinhabichanecapatarocatrocópassobaleote.
– Acho que ainda não percebi bem…
– Arre! que és mesmo burro! O meu nome é tão fácil de dizer! Vou repetir: Ofélialibé-
lialibelinhabichanecapatarocatrocópassobaleote.
Aquilo não era um nome. Era uma espécie de polissílabo gigante que eu não conseguia
repetir. Ela virou para cima o seu olho roxo e virou para baixo o seu olho cor de laranja e
olhou-me como se eu fosse um talo de couve a boiar no meio da sopa.
Senti-me envergonhado. Ela era mesmo muito bonita.
Foi nessa altura que, saído sabe-se lá de onde, aproximou-se aos saltos um canguru
amarelo que trazia um chapéu muito alto na cabeça.
– Bom dia, Lili! – disse o canguru.
– Bom dia, canguru! – disse a Ofélialibélialibelinhabi-
chanecapatarocatrocópassobaleote.
O rapaz das sardas que tinham exatamente a
cor das pastilhas de chocolate que têm todas as
cores ficou de boca aberta.
– Eu também posso tratar-te por Lili?
– Podes, mas só até à hora de almoço.
– E tu, como te chamas? – perguntou ela.
– Josémanuelcatrapécaféfrancisco xico
barnabélamirécapilévai daqui pr’á guinéacavalo
nacaixinhaderapé de Sousa e Silva.

José Fanha, Esdrúxulas, Graves e Agudas – Magrinhas


e Barrigudas, 1.ª edição, Texto Editores, 2010
(excerto com supressões)

138
MANUAL DO
PROFESSOR

Durante a leitura • Leitura isolada das palavras ou expressões de maior difi- Após a leitura
• Leitura silenciosa do texto, sublinhado as palavras que culdade de articulação, aumentando o ritmo de leitura • Dramatização do texto recriando outros nomes para as
suscitam maior dificuldade. até os alunos não se enganarem. personagens e outro final para a história.
• Oralmente, inferir os diferentes significados da palavra
«caracol» (caracol de cabelo; caracol – animal).
Compreensão da leitura Treino da leitura
Rodeia no texto: ;
1. Inventa e escreve outro título para o texto. cas (de 4 a 6 letras)
– 5 palavras dissilábi ras).
bicas (de 7 ou mais let
– 5 palavras trissilá ficuldade,
as pa la vras qu e rodeaste. Se tiveres di bos.
Lê la
de dissílabos e trissí
2. Faz o retrato físico da menina, com base treina mais a leitura
no texto e na ilustração.

3. Assinala com X as condições da menina para namorar com o menino.


a) Equilibrar um morango na ponta do nariz.
b) Fazer desaparecer as sardas do menino.
c) Dizer o nome dela sem se enganar numa única sílaba.
d) Imitar na perfeição os saltos do canguru.

3.1 O menino conseguiu cumprir essas condições? Justifica a tua resposta.

4. Assinala com X a opção que responde corretamente à questão.


Como se sentiu o menino por não conseguir dizer o nome da menina?
a) Aliviado. b) Preocupado. c) Envergonhado.

5. Numera as frases de 1 a 5, de acordo com a ordem de acontecimento do texto.

Um canguru amarelo aproximou-se.

A menina perguntou o nome ao rapaz.

O rapaz conseguiu equilibrar um morango na ponta do nariz.

O rapaz pediu para a menina dizer o seu nome.

O rapaz não conseguiu repetir o nome dela.

6. Inventa um diminutivo para o nome do menino.

Gramática REVISÕES

1. Lê a frase: «Era uma espécie de polissílabo gigante.»


1.1 O que é um polissílabo?

1.2 Copia do texto quatro polissílabos.

139
• Treino da leitura: recorde-se que nas Metas Curriculares de Fichas de Trabalho – Ficha 33.
Português está: Domínio LE4; Objetivo 6; Descritor 1 – De- Caderno de Escrita – Retrato físico e psicológico.
codificar palavras com fluência crescente (não só palavras
dissilábicas de 4 a 6 letras como trissilábicas de 7 ou mais
letras): decodificação altamente eficiente e identificação
automática da palavra.
Leitura
Antes de ler…
• Coletivamente, faz uma lista com as caraterísticas da banda desenhada.

1. Lê a banda desenhada que se segue:

Hergé, As aventuras de Tintin – O ceptro de Ottokar,


2.ª edição, Edições ASA, 2013 (excerto adaptado, com supressões)

140
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Fazer um levantamento dos alunos que já leram alguma Após a leitura
• Identificar as características da banda desenhada: texto BD da coleção Tintin. Se algum aluno já o tiver feito, po- • Identificar no texto as marcas da banda desenhada,
narrativo que utiliza uma linguagem verbal e não verbal, derá apresentar a personagem à turma. contando o número de vinhetas, de tiras, de balões de
ou seja, texto e imagens. Durante a leitura fala…
• Leitura dialogada das falas das personagens.
Compreensão da leitura

1. Completa com as palavras/expressões do quadro.

A é um meio de comunicação misto que


tiras
utiliza imagens e a palavra escrita. Nesta tipologia de texto a uma
banda desenhada
página inteira chama-se , esta é formada
vinhetas
por que por sua vez se divide em
prancha
, onde se vai desenrolar a sequência da
história.

2. O que pediu o cliente ao empregado do restaurante?

3. Qual foi a reação do cliente ao receber a conta?

4. De acordo com o sentido do texto, assinala com X a opção que completa a frase.
No país do empregado do restaurante é tradição as faturas terem a inscrição de...
a) um provérbio. b) uma curiosidade.
c) uma planta florida. d) um poema.

5. Rodeia o provérbio que se encontra no texto e explica o seu significado.

6. Escreve o nome do prato que o cliente comeu.

6.1 O que disse o empregado do restaurante que tinha esse prato?

6.2 Como ficou o cliente perante a descrição do prato? Porquê?

7. Na tua opinião, o cliente acreditou no que o empregado disse? Porquê?

8. Copia do texto uma onomatopeia.

8.1 O que é que significa?

141
• Realizar uma ficha de retrato das personagens dese- • Sugerir a leitura do livro na íntegra.
nhando-as e referindo o nome e a descrição física, apon-
tando as principais características.
Gramática Expansão e redução de frases

RECORDA

Uma frase pode ser expandida, acrescentando, substituindo e deslocando palavras ou


grupos de palavras.
Para expandir uma frase basta responder às perguntas: Onde? Como? Quando? Porquê?
Exemplos: O cliente comeu uma refeição.
Onde? No restaurante.
O cliente comeu uma refeição, no restaurante.
Como? À pressa.
O cliente comeu uma refeição, no restaurante, à pressa.

A frase também pode ser reduzida.


Exemplo: O cliente comeu.
Algumas frases têm elementos que se podem deslocar sem lhe alterar o sentido.
Exemplo: No restaurante, o cliente comeu, à pressa, uma refeição.

1. Expande as seguintes frases, acrescentando novos elementos.


Milu escondeu-se.

O empregado disfarçou.

O cliente saiu.

2. Reduz as seguintes frases aos elementos mínimos, sem alterar o sentido.


No restaurante, o homem assustou o elegante cliente.

Na cozinha do restaurante, Milu regalou-se com a gostosa comida.

O cliente, desconfiado, retirou-se do restaurante.

3. Reescreve a frase, deslocando os elementos sublinhados.


Na rua, um desconhecido vigiava Milu e o seu dono bem escondido.

À porta do restaurante, o empregado viu o cliente a sair apressado com o cão atrás.

142
MANUAL DO
PROFESSOR

• Sublinhar num texto frases curtas e copiá-las para o ca- • Sublinhar num texto frases longas e copiá-las para o ca- • Iniciar com uma frase curta e, coletivamente, expandi-la
derno. Expandir essas frases derno. Proceder à sua redução sem lhes alterar o sentido. o mais possível.
Oficina de escrita A banda desenhada

A banda desenhada é um texto narrativo que pode utilizar uma linguagem mista (verbal e
não verbal).
A uma página de banda desenhada damos o nome de prancha e cada um dos quadrados
que a compõe tem o nome de vinheta. Um conjunto de vinhetas alinhado horizontalmente é
uma tira.
Existem legendas, através das quais o narrador nos informa sobre o local e o tempo, balões
de fala e balões pensamento das personagens. Há frequentemente o recurso a onomatopeias.

Vais escrever uma prancha de banda desenhada a par com um(a) colega da turma. Nela irão
contar a história A princesa e a ervilha da página 134.

Leiam novamente esse texto e recontem um ao outro a história oralmente.

Planificação
1. Para escreveres uma banda desenhada deves organizar e planificar o teu texto:
• o número de vinhetas necessário para contar a história;
• em quantas tiras e de quantas vinhetas se vai dividir a prancha;
• quantas e que falas (diálogo) se vão colocar nos balões de fala;
• quantos e que pensamentos se vão escrever nos balões de pensamento;
• as legendas necessárias para localizar a ação no tempo e no espaço;
• articular as falas das personagens com as imagens.
Agora que planificaste o teu texto, escreve-o primeiro e só depois é que deves desenhá-lo.

Textualização
2. Segue as indicações ao escreveres o teu texto:
• Divide a prancha no número de tiras e vinhetas planificadas;
• Utiliza legendas para localizar a ação no tempo e no espaço;
• Utiliza o menor número de palavras possível nos balões de fala ou pensamento;
• Utiliza onomatopeias para imitar sons naturais.
Revisão
3. Assinala com X os itens que respeitaste ao produzir a banda desenhada.

• Fui capaz de contar a história narrada através da banda desenhada.


• Ilustrei todas as partes importantes da história.
• Utilizei legendas para identificar o tempo e o espaço.
• Utilizei balões adequados às falas e aos pensamentos.
• Combinei ilustrações e falas de modo a fazerem sentido.
• Utilizei onomatopeias.
143
Planificação Textualização Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação mensal (maio).
• Identificar num texto em banda desenhada os seus cons- • Formular linguisticamente o conteúdo gerado.
tituintes. Revisão
• Analisar a história sugerida e identificar o número de vi- Atividade – Um sonho de revisões.
• Melhorar e aperfeiçoar a BD, não só ao nível do texto, mas
nhetas necessárias para contá-la. também do desenho.
Módulo 10

A autora
A obra

em Lis-
Rosário Alçada Araújo nasceu
Direito na
boa, em 1973. Licenciou-se em
is tarde,
Universidade de Lisboa e, ma
clui, u Sociolo-
ra de R os ár io Alçada Araújo in rumou a Londres, onde estudo
A ob de um mou do
títulos Histórias gia da Comunicação e se aproxi
entre outros, os os, il, quer
M ág ic o , A Á rv ore dos Rebuçad mundo da Literatura Infant
Leque Histórias criativa
ndidas e outras frequentando cursos de escrita
Brincar às Esco ades. s próprias
N at ur ez a e A Caixa de Saud para crianças, quer pelas sua
da M ãe rma arias.
su a es cr it a, transmite de fo pesquisas em bibliotecas e livr
Na da, 2002,
ve l e cr ia ti va os valores da vi No reg resso a Portugal, em
agradá ras. crianças,
magia e aventu escreve o primeiro livro para
envolvendo-os em iniciando
A História da Pequena Estrela,
.
assim o seu percurso como autora
A b r i nca
r com palavras que
1. Completa as palavras cruzadas R
fazem parte de títulos das obras da escritora
Rosário Alçada Araújo.

E
T

A
MANUAL DO
PROFESSOR

• Sugerir a elaboração de um guião de uma entrevista a • Incentivar a leitura de outras obras da referida autora • A brincar: para fazer as palavras cruzadas poderão efetuar
efetuar à escritora em destaque. para, posteriormente, os alunos as apresentarem oral- pesquisa num motor de busca da internet.
mente, em contexto sala de aula.
Oralidade

1. Ouve com atenção o Texto A e o Texto B.

2. Risca a opção errada de acordo com o que ouviste.


No texto A predominam opiniões/factos, enquanto no texto B predominam
opiniões/factos.

3. Assinala com X a opção que corresponde à resposta correta.


3.1 Qual o tema de ambos os textos?
a) A vida de Rosário Alçada Araújo.
b) Os prémios ganhos pela escritora.
c) A obra intitulada A História da Pequena Estrela.
d) As boas ações da Pequena Estrela.

4. Preenche a tabela, assinalando com X as opções que correspondem a cada tipo de


texto.

Texto A Texto B

Informar e dar a conhecer um livro.

Descrever a história narrada.

Manifestar opiniões sobre a história.

Retirar conclusões sobre a história.

5. A escritora Rosário Alçada Araújo escreveu também um livro intitulado A Árvore dos
Rebuçados. A partir deste título, em grupo, inventem uma história e escrevam-na.
Ilustrem a vossa história e apresentem-na à turma.

5.1 Requisita esta obra numa biblioteca, lê-a e compara com a história que escreveram.

145
• Explicitar o objetivo da escuta: recolher informações para • Fazer uma segunda audição para autocorreção das res- CD áudio – Faixa 10.
responder às questões. postas dadas.

História/áudio – Facto e opinião.


Leitura
Antes de ler…
• Explica como pensas que será o teu estado de espírito no último dia de aulas.
• Sabendo que vais deixar esta escola, refere quais serão as melhores lembranças que levas
dela.

1. Lê o texto que se segue:

O último dia na escola


O último dia de aulas cheirava a alegria e, ao mesmo tempo, a saudade.
Naquele ano, as horas passadas a estudar tinham parecido infindáveis, e
pensar nas férias era como ter um sonho impossível, tão longe ficava o tempo
para onde a contagem dos dias as levava.
Contudo, ao princípio da tarde, dei comigo a recolher os cadernos do meu
cacifo já com a cabeça no recomeço das aulas. Ia ter saudades da Ana, da
Marta e do Artur, que, felizmente, se tinham inscrito na mesma escola que eu.
Juntos, havíamos formado uma equipa vencedora, que se sagrou bicampeã
no concurso de Matemática e nos deu uma satisfação incrível – a nós e ao
resto da turma, o que revelou a amizade que tínhamos
uns pelos outros. Ia também sentir falta das histórias lidas
logo pela manhã, ao som da chuva a bater devagarinho
no janelão da nossa sala. Para além disso, estava com
medo de me esquecer das cantigas que aprendera ao
longo dos anos e que sempre cantámos nas festas da
escola. E, claro, ia separar-me dos professores, embora
estivesse certo de que seriam pessoas inesquecíveis
na minha vida, principalmente a professora Ilda e o
professor João.
Não estava nada à espera de sentir tudo aquilo.
Mas depois pensei que aquelas boas recordações
nunca se iriam desligar de mim e que agora era
tempo de planear as férias. Decidi deixar de revi-
ver o passado e pus as tristezas de lado. Dentro
de poucos dias, partiria para a aldeia do meu bi-
savô e ia rever as pessoas de quem tanto
gostava, sobretudo os meus primos, a Filipa
e o Eduardo, companheiros de risadas e pas-
seios pelo campo.
Por isso, depois da hora da despe-
dida, fui para a biblioteca da escola
e comecei a preparar as
minhas férias.

146
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Através do processo de formação de palavras, inferir sobre • Sugerir que para o restante texto se faça uma leitura silen-
• Chamar a atenção para a relação entre ilustração e título o significado de algumas palavras que possam suscitar dú- ciosa.
e promover a antecipação de conteúdos. vidas. Exemplo: bissemanal. • Propor nova leitura em voz alta em que cada aluno lê um
Durante a leitura parágrafo.
• Leitura modelo do Professor até ao final do 3.º parágrafo.
– Não resistes a visitar este lugar cheio de livros – dissera-me a bibliotecária, paciente-
mente, enquanto destrancava a porta que já se encontrava fechada. Era uma senhora
muito simpática e chamava-me «o meu livreiro», pois eu já sabia de cor a forma como os
livros ali se encontravam organizados.
Comecei então a minha investigação. Afinal de contas, estar de férias não significa
parar de aprender, pode até ser uma oportunidade para novos conhecimentos. Com a
ajuda da enciclopédia e da internet, procurei lugares que ficassem perto da aldeia do meu
bisavô, mas que eram para mim desconhecidos.
Foi então que me apercebi da riqueza daquela região. Nela se situavam monu-
mentos de diversas épocas, cada um com uma história para contar. Algumas fala-
vam de reis e episódios que eu conhecia das aulas em que estudámos História de
Portugal, o que aumentou a minha curiosidade. Também reconheci características
da região, que aprendi em Estudo do Meio. Depois de tudo o que descobri, só
podia prever que aquelas férias iam ser fantásticas!
A minha pesquisa já ia muito adiantada quando vi, no sítio da internet sobre
a região, uma proposta de atividade bimestral: «Limpeza do Parque Florestal –
Vem Ajudar a Cuidar da Natureza». Fiquei muito entusiasmado ao pensar que
podia contribuir para um meio ambiente mais saudável e, ao mesmo tempo,
conviver e passar dias ao ar livre.
Quando saí da biblioteca, mal podia esperar pelo reencontro com
o meu bisavô, que me dava sempre um abração, bem como o
resto da minha família e todas as pessoas da aldeia. Para além
disso, tinha a certeza de que a Filipa e o Eduardo iam alinhar co-
migo e participar em todos os passeios e atividades. Iam ser umas
férias para recordar!

Rosário Alçada Araújo, Texto inédito

147
Após a leitura
• Sugerir que os alunos sublinhem, no texto, as palavras
formadas por prefixação e sufixação. Explicar, para cada
uma, o significado dos afixos.
Compreensão da leitura

1. A que dia se refere este texto?

2. Assinala com X a frase que tem o mesmo sentido da seguinte.


As horas passadas a estudar tinham parecido infindáveis.
a) As horas passadas a estudar pareceram muito poucas.
b) Parecia que as horas passadas a estudar nunca mais acabavam.
c) As horas passadas a estudar passaram depressa.

3. O narrador do texto é um rapaz ou uma rapariga? Justifica a tua resposta com uma frase
do texto.

4. O que fez o narrador para preparar as férias?

5. Por que razão a bibliotecária chamou ao narrador «o meu livreiro»?

6. Com que atividade é que o narrador ficou entusiasmado? Porquê?

7. Assinala com X o grau de parentesco entre o narrador e a Filipa?


a) tio-sobrinha b) primos c) neto-avó

8. Numera de 1 a 5, de acordo com as ações do narrador da história.

Foi para a biblioteca preparar as férias.

Saiu da biblioteca desejando o reencontro com o seu bisavô.

Apercebeu-se da riqueza daquela região.

Recolheu os cadernos do seu cacifo.

Procurou lugares perto da aldeia do seu bisavô.

9. Com que é que o narrador estava ansioso mal saiu da biblioteca? Porquê?

148
MANUAL DO
PROFESSOR

• Solicitar aos alunos que localizem no texto, sublinhando, • Faça a distinção entre narrador e autor, sendo o narrador • Verificar marcas da presença do narrador na 1.ª pessoa.
as informações que lhes permitem responder às questões aquele que conta a história e o autor aquele que a escreve.
ou inferir as respostas.
Gramática REVISÕES

1. Sublinha os afixos nas palavras que se seguem e classifica-os de prefixos


ou de sufixos, indicando o seu significado.
desligar
rever
bibliotecária
abração
prever

2. Copia do texto duas palavras para cada um dos seguintes grupos:


prefixo + radical
radical + sufixo
prefixo + radical + sufixo

3. Reescreve a primeira frase do texto substituindo as palavras último e alegria


pelos seus antónimos.

4. No texto existe uma frase em discurso direto. Transcreve-a.

5. Lê a frase.
Ele quer um meio ambiente mais saudável.

5.1 Sublinha o adjetivo e copia o nome que está a qualificar.

5.2 Em que grau se encontra o adjetivo?

5.3 Copia a forma verbal e identifica o tempo, o modo e a pessoa em que se encontra.

6. Na tabela que se segue, assinala X nos locais certos.

Género Número Grau


Nomes masculino feminino singular plural diminutivo aumentativo
cabeçorras
aulinha
abração
campinho
avozinhos

149
• Exercício 1: relacionar o nome das profissões ao uso de
afixos. Fazer listas desses nomes e dos respetivos afixos.
Leitura
Antes de ler…
• De acordo com a ilustração do texto, quem serão os heróis desta história? O que será
que fizeram?

1. Lê o texto que se segue:

Uma história cheia de heróis


– Férias! Ora aqui está uma das palavras que eu mais gosto! – dizia o Castor Policarpo,
enquanto se esticava ao sol, à beira do rio, depois de um valente mergulho nas suas
águas.
Estava uma tarde de sonho, daquelas em que dá vontade de parar o tempo, só para
ficar a gozar o verão. Tudo parecia perfeito.
Mas, de repente. Policarpo começou a escutar gritos de muitos animais, que pareciam
estar a fugir de alguma coisa. Cheirou-lhe a esturro. Só podia ser um incêndio. «Mais uma
vez, os homens fizeram das suas. Depois ainda dizem que quem não pensa somos nós.
Vamos ter de ajudar os bombeiros», pensou. Subiu a um pinheiro alto e gritou:
– Malta, que ninguém fuja! Está na hora de sermos nós a salvar a Floresta Verde!
Os animais, apesar do medo, aproximaram-se do Castor Policarpo e escutaram com
muita atenção o que ele dizia:
– Leões, assustem todos os que queiram pegar fogo à floresta! Pássaros, voem até
aos céus e peçam às nuvens que deitem água cá para baixo! Bambis, arranquem as ervas
secas que se encontram à volta do incêndio, para o fogo não alastrar! Abelhas, ofereçam
o vosso mel para alimentar todos os que lutam para salvar a Floresta Verde! Todos os
outros animais, vão buscar água ao rio e transportem-na nos baldes de madeira que os
castores construíram.
Não tardou muito que começasse a chover e, ao cair das primeiras gotas, os leões apa-
receram a morrer de riso com os sustos que tinham pregado a todos os que queriam
queimar a floresta. Os bambis não paravam de arrancar ervas secas, o que fez com que o
fogo perdesse a sua força inicial. Os baldes de água voavam a uma velocidade espetacular.
Com tudo isto, quando o carro dos bombeiros chegou à floresta, já o
fogo havia sido apagado.
Nessa noite, houve mesmo uma grande festa. Os habitantes da Floresta
Verde estavam muito felizes e com a certeza de que cuidar da Natureza
não era difícil, desde que todos estivessem dispostos a ajudar.

Rosário Alçada Araújo, Brincar às escondidas e outras histórias da Mãe Natureza,


1.ª edição, Edições Gailivro, 2010 (excerto adaptado, com supressões)

150
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Associar sentimentos, emoções e sensações que o título • Leitura silenciosa pelos alunos. • Pesquisar informações sobre a influência do Homem
do texto possa despertar, nos alunos. • Adivinhar o significado de palavras desconhecidas. na destruição e na extinção de alguns animais.
• Anotar no quadro as diferentes respostas apresentadas. • Treinar a leitura em grupo e apresentá-la à turma. • Escrever um texto, em grupo, sobre «As medidas de pro-
teção da floresta».
Compreensão da leitura

1. De que obra foi retirado o texto?

2. Como estava o dia em que se desenrola a ação inicial?

3. Identifica as seguintes categorias da narrativa:


a) O tempo em que decorre a ação (quando) :
b) O espaço onde decorre a ação (onde):
c) Personagens que intervêm na ação (quem):

3.1 Preenche o esquema de acordo com o texto.

Introdução:

Desenvolvimento:

Conclusão:

Nota: Podes consultar a Oficina de Escrita da página 95.

4. O que fez o Castor Policarpo quando começou a ouvir gritos dos animais?

5. Relaciona de acordo com a missão de cada interveniente.


Leões • • Voar até ao céu e pedir às nuvens que deitem água.
Abelhas • • Buscar água ao rio e transportá-la em baldes.
Pássaros • • Oferecer o mel para servir de alimento.
Bambis • • Assustar todos os que querem pegar fogo à floresta.
Outros • • Arrancar as ervas secas.
6. Quando os bombeiros chegaram à floresta, o que tinha acontecido?

7. Qual a condição que torna fácil cuidar da Natureza?

151
• Exercício 3: sublinhar no texto, usando cores diferentes, a • Escrever um slogan que promova a importância da Natureza.
informação que permite a identificação da narrativa e o Escrevê-lo num panfleto e distribuí-lo pela comunidade para
preenchimento do esquema. sensibilização e preservação da Natureza.
Leitura
Antes de ler…
• Costumas ouvir música? Sabes tocar algum instrumento musical? Se sabes, explica como
funciona, se não sabes, diz qual gostarias de saber tocar e porquê.

1. Lê o texto que se segue:

Hei de ser músico


Quando vêm as férias, passo muito tempo a ouvir música.
Eu gosto muito de música e já disse há muito tempo à minha mãe que hei de ser ba-
terista.
– Um dia – disse-lhe – ainda vou dar um grande concerto no Terreiro do Paço, e hão
de vir pessoas de todas as cidades, de todos os concelhos, de todos os distritos do país. E
hão de bater muitas palmas e pedir bis e...
– ...e depois atiram-te ovos à cara e tu é que ficas sem conserto... – exclamou o meu
irmão mais velho, que é mesmo um desmancha-prazeres.
E acrescentou:
– Queres um conselho?
– Passo bem sem os teus conselhos – ia eu a dizer.
Mas ele já ia a cem à hora pelo corredor fora e gritou:
– Cresce e aparece! Cresce e aparece!
Houve alturas em que eu ouvia a música muito alto, que é como eu gosto mesmo de
a ouvir.
Mas um dia a minha mãe entrou no meu quarto, a pretexto de me dar o cinto que eu
tinha largado na casa de banho e, muito séria, disse:
– Já te avisei mais de cem vezes, e não volto a avisar-te: ouve o que quiseres, as vezes
que quiseres, mas sem este ruído infernal!
Eu fiquei roído de inveja dos meus amigos, que podiam ouvir a música da maneira que
muito bem entendessem, mas que remédio senão fazer como a minha mãe manda.
E agora ouço tudo muito baixinho.
Sinto que ela era bem capaz de nunca mais me deixar ouvir uma nota só que fosse...
Mas hei de ser músico, olá se hei de.
Com barulho ou sem barulho.
Nem que seja a fazer toques para os telemóveis.
Alice Vieira, Livro com cheiro a canela,
2.ª edição, Texto Editores, 2009 (excerto)

152
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura Durante a leitura Após a leitura


• Conversar sobre a profissão que os alunos gostariam de • Promover uma leitura dramatizada, distribuindo as falas • Identificar o problema e a resolução.
ter no futuro. do irmão, da mãe e do narrador por três alunos. • Identificar diferentes sentimentos das personagens.
• Promover um diálogo sobre a atitude do irmão acerca da
vontade do menino de querer ser músico.
Compreensão da leitura

1. Como é que o menino passa muito do seu tempo durante as férias? Hora do
ditado !
Com o livro fechado e ra
2. Qual o instrumento que o menino pretende vir a tocar um dia? com muita atenção pa
não cometeres erros,
escreve o texto até ao
final do 7.º parágrafo,
3. Assinala com X os locais de onde o menino disse que viriam as pessoas seguindo a leitura
para assistir ao seu concerto. do(a) professor(a).
De seguida, relê o que
os
a) cidades b) províncias c) países escreveste e corrige
erros, se ex is tirem .
d) serras e) concelhos f) distritos

4. Na hipótese de o menino vir a dar um concerto no Terreiro do Paço, ele e o seu irmão mais
velho têm opiniões diferentes sobre como iria reagir o público. Descreve essas reações.
Opinião do menino

Opinião do seu irmão

5. Como é que o menino gostava de ouvir música?

6. Assinala com X o objeto que a mãe foi levar ao quarto.


a) camisola b) meias c) cinto d) bola

7. Na tua opinião, a mãe tinha razão para entrar no quarto


daquela forma? Justifica a tua resposta.

8. No texto, encontras dois pares de palavras que se leem da


mesma forma, mas se escrevem de forma diferente.
Identifica-os e indica o que distingue as palavras.

Escrita criativa

1. Será que o menino conseguiu realizar o seu concerto? Como terá sido? Terá o
público gostado? No teu caderno, continua a história do texto passados 10 anos.

153
• Hora do ditado: leitura até ao 7.º parágrafo do texto reali- • Abordar a dupla característica da personagem – narrador. • Escrita criativa: usar a primeira pessoa, em tom de confi-
zado pelo Professor. dência, tal como no texto.
• Correção coletiva dos ditados, acompanhada de discussão
sobre os erros que eventualmente surgiram.
Gramática REVISÕES

1. Reescreve os grupos de palavras colocando-as por ordem alfabética.

capaz irmão férias


inveja corredor música
cara infernal mãe
baterista concerto músico
barulho conserto palmas

2. Antes de cada palavra, escreve o determinante artigo indefinido que lhe corresponde.
bateria telemóvel conselho nota
férias banho amigos músico

3. Classifica as palavras da frase de acordo com o exemplo.


O menino seria um grande baterista.
O – determinante artigo definido do género masculino do número singular
menino –
seria –
um –
grande –
baterista –

4. Eu ouvia a música muito alto.


Reescreve a frase…
a) no tempo futuro do modo indicativo.

b) no tempo presente do modo indicativo.

5. Assinala com X o conjunto em que todas as palavras são adjetivos.

grande barulho infernal baixo último


bateria inveja invejoso cresce toca
invejoso infernal alto conserto música
triste música grande palmas velho

154
MANUAL DO
PROFESSOR

• Previamente ao exercício 1, colocar por ordem alfabética • Após a resposta ao exercício 2, fazer um jogo dos determi-
todas as palavras da primeira frase do texto. nantes. Neste jogo, um aluno diz um determinante, o
aluno seguinte classifica-o e o aluno seguinte diz uma
frase que o contenha, e assim sucessivamente.
6. Lê as frases que se seguem.
A – Um dia, quando falava com a mãe disse-lhe que ainda havia de dar um concerto.
B – A mãe falava e ele ouvia.

6.1 Sublinha o pronome pessoal na frase A e escreve o nome que está a substituir.

6.2 Sublinha o pronome pessoal na frase B e escreve o nome que está a substituir.

7. Reescreve as frases que se seguem, substituindo os nomes sublinhados pelos respetivos


pronomes pessoais.
Os irmãos chamaram a mãe.

O irmão ouvia o irmão mais novo a tocar.

8. Escreve palavras da família de música.

9. Sublinha, nas frases seguintes, os verbos e escreve-os no infinitivo:


Nas férias, o menino ouve música.
– Cresce e aparece.
O menino roeu-se de inveja.

10. Lê a frase.
A mãe entrou no quarto do menino.

10.1 Completa:
O sujeito da frase é e o predicado é
.

Na frase está a forma do verbo

no tempo do modo

na pessoa do número .

10.2 Transforma a frase para que a forma verbal surja no modo


imperativo.

155
• Sublinhar os adjetivos qualificativos do texto Hei de ser • Promover jogos orais sobre famílias de palavras, como, Fichas de Trabalho – Ficha 34.
músico da página 152. por exemplo, «palavra puxa palavra», em que um aluno
diz uma palavra e os seguintes devem dizer, na sua vez,
palavras da mesma família.
Leitura
Antes de ler…
• Gostas de ler? Que tipo de livros gostas mais? Apresenta um livro que tenhas lido a um
dos teus colegas.

1. Lê o texto que se segue:

A árvore e os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,


as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,


e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar


no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras. Treino da leitura
xto, sem te
Lê corretamente o te a palavra e fazendo as
Jorge Sousa Braga, Herbário, enganares em nenhum acordo com as ideias
de
2.ª edição, Assírio & Alvim, 2002 pausas necessárias, verso. Se te enganares,
transmitida s por cada
s. Verás que és capaz!
156 repete até conseguire
MANUAL DO
PROFESSOR

Antes da leitura • Propor a leitura do poema a pares (um aluno lê os dois Após a leitura
• Antecipar conteúdos com base no título e na ilustração. primeiros versos de cada estrofe e o aluno seguinte lê os • Realizar atividades com base no poema: rimas, estrofes,
outros dois ou um aluno lê a 1.ª e 3.ª estrofes e o outro a sonoridade, ritmo…
Durante a leitura 2.ª e a 4.ª estrofes).
• Leitura modelo pelo Professor. • Propor a reescrita do sentido do poema num texto
narrativo.
Compreensão da leitura

1. Quantas estrofes tem o poema A árvore e os livros? E quantos versos?

2. O autor faz comparações entre um ser vivo e um objeto. Identifica-os.

3. Segundo o autor, nas páginas das folhas das árvores podem ler-se histórias. Comenta esta
afirmação.

4. Assinala com X a opção que completa a afirmação segundo o sentido do texto.


O autor compara as florestas a...
a) vasos de sardinheiras. b) capítulos de flores. c) imensas bibliotecas.

4.1 Na tua opinião, o que leva o autor a fazer esta comparação?

5. Assinala com X a opção que completa a frase de acordo com o sentido do texto.
Segundo o autor, para se iniciar uma biblioteca só é necessário...
a) uma margem de um ribeiro.
b) uma faia e um letreiro.
c) um vaso de sardinheiras.

6. Lê os vários significados da palavra margem.


1. Borda, beira, cercadura.
2. Terra que ladeia um rio ou uma corrente de água.
3. Espaço sem letras em volta de uma folha impressa ou manuscrita.
4. dar margem: dar lugar.
5. à margem: de lado, ao abandono.
6. margem de manobra: capacidade de ação para resolver ou sair de uma situação complicada.

6.1 Completa com o número correspondente ao significado da palavra «margem» nas


seguintes frases:

As margens da revista estão vazias.

A discussão deu margem a uma nova reunião.

O vinho do Porto provém das margens do Douro.

O presidente ficou à margem da polémica.

157
• Solicitar aos alunos que sublinhem no texto as informa- • Excercício 6: dar mais exemplos dos vários significados que
ções que lhes permitem responder às questões. uma palavra pode ter quando inserida em determinado
contexto.
Gramática REVISÕES

1. Copia da primeira estrofe do poema um adjetivo no grau normal.

1.1 Escreve-o no grau superlativo relativo de inferioridade.

2. Copia um adjetivo da segunda estrofe.

2.1 Em que grau se encontra?

3. Nas frases que se seguem, sublinha a verde


o sujeito e a azul o predicado.
a) As florestas têm bibliotecas.
b) As folhas das árvores e dos livros caem com o vento.
c) Ela não planta árvores no quarto.
d) Uma árvore altíssima caiu.

3.1 Reescreve a última frase de acordo com as indicações:


a) o verbo no tempo presente do modo indicativo.

b) o verbo no tempo pretérito imperfeito do modo indicativo.

c) o adjetivo no grau superlativo absoluto analítico e o verbo


no tempo futuro do modo indicativo.

4. Expande as seguintes frases:


As árvores têm folhas.

Certas florestas são especializadas.

5. Lê a frase: Tu não podes plantar, no teu quarto, plátanos ou azinheiras.


5.1 Reescreve a frase deslocando um elemento para dois sítios diferentes.

5.2 Copia da frase:


a) um pronome pessoal b) um determinante possessivo
c) um advérbio de negação d) um verbo no infinitivo
158
MANUAL DO
PROFESSOR

• Jogo: grau dos adjetivos: Fichas de Trabalho – Ficha 35.


1.º Um aluno escreve no quadro o nome de um objeto e
qualifica-o com um adjetivo.
2.º Outro aluno altera o grau do adjetivo.
3.º O aluno seguinte terá de dizer em que grau se encontra.
Oficina de escrita O convite

O convite é um texto curto que tem como função convidar alguém a estar presente num evento.
Num texto deste tipo, recorre-se a uma linguagem clara e objetiva, com poucas palavras.

Pesquisa alguns convites para diversos eventos e discute-os com os colegas da turma.

Imagina que o menino do texto da página 152 vai dar o seu primeiro concerto e faz questão
de convidar o seu irmão mais velho. Escreve esse convite.

Planificação
1. Preenche a grelha com os dados que irão constar no convite que vais escrever.

Destinatário do convite
Para que evento se convida
Data do evento
Horário em que decorrerá o evento
Local do evento
Necessidade ou não de confirmar
Forma de confirmação
Frase/apelo à participação no evento
Nome/assinatura de quem convida

Textualização
2. Agora que planificaste o teu texto, vais escrevê-lo no caderno, de acordo com as seguintes
instruções:
• Redige o convite dirigindo-te ao destinatário de forma adequada.
• Respeita os dados que anotaste na tua planificação.
• Explica a importância que teria para o menino a presença do seu irmão mais velho.
• Despede-te gentilmente e assina o convite.

Revisão
3. Verifica se o teu convite está bem escrito, assinalando com X.

• A linguagem é clara.
• A forma de tratamento é adequada ao destinatário.
• Respeitei os elementos que estruturam o convite.
• Assinei o convite.
• Usei uma caligrafia legível.
159
• Levar para a sala de aula alguns convites e observar as Textualização Fichas de Avaliação – Ficha de avaliação final (junho).
funções para que cada um foi criado. • Respeitar a coesão linguística e coerência lógica entre frases.
Planificação Revisão
• Orientar o preenchimento do quadro da planificação, de Jogo – Por revisões nunca antes estudadas.
• Apresentar o texto aos colegas e ao Professor. Registar as
acordo com o convite que o aluno vai criar. críticas e sugestões recebidas para o aperfeiçoar.
Planificação 1.o período
Domínios Conteúdos Objetivos das Metas Curriculares de Português
Grelhas de registo O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
1 Oralidade Narrativa oral O4.2 Utilizar técnicas para registar e reter a informação.
O4.3 Produzir um discurso oral com correção.
MÓDULO

Textos de enciclopédia LE4.7 Ler textos diversos.


Textos narrativos LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Leitura Textos poéticos LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
e Escrita Vocabulário LE4.15 Planificar a escrita de textos.
Tema e assunto LE4.22 Rever textos escritos.
Processo de escrita – o texto poético
SETEMBRO

Versos de Cacaracá EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


Educação EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Literária

Gramática Revisões do 3.º ano

Questionário O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.


2 Oralidade
Discurso persuasivo O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o
interlocutor.
MÓDULO

Texto narrativo, informativo e poético LE4.7 Ler textos diversos.


Tema e assunto LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Acróstico LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Leitura Processo de escrita LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
e Escrita – texto informativo (a notícia) LE4.16 Redigir corretamente.
LE4.18 Escrever textos informativos.
LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.22 Rever textos escritos.
História com recadinho EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.
Educação EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
OUTUBRO

Literária EL4.27 Dizer e escrever, em termos pessoais e criativos.


Nomes – próprio, comum e comum G4.29 Reconhecer classes de palavras.
Gramática coletivo; flexão em número G4.28 Conhecer propriedades das palavras e explicitar aspetos fundamentais da sua
Adjetivos – flexão em número morfologia e do seu comportamento sintático.
Questionário O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
Apresentação oral O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o
3 Oralidade Formulação de questões interlocutor.
O4.5 Participar em atividades de expressão oral orientada respeitando regras e papéis
MÓDULO

específicos.
Textos narrativos LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.
Textos diversos LE4.7 Ler textos diversos.
Tema e assunto LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Leitura Processo de escrita – a carta LE4.10 Relacionar o texto com conhecimentos anteriores e compreendê-lo.
e Escrita LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.22 Rever textos escritos.
Versos de Cacaracá EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.
EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
NOVEMBRO

Educação EL4.25 Ler para apreciar textos literários.


Literária

Variação dos nomes e adjetivos em género G4.28 Conhecer propriedades das palavras e explicitar aspetos fundamentais da
Gramática Variação dos nomes em grau sua morfologia e do seu comportamento sintático.
Adjetivo numeral G4.29 Reconhecer classes de palavras.
Questionário O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
4 Oralidade
Apresentação oral O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o interlocutor.
O4.5 Participar em atividades de expressão oral orientada, respeitando regras e papéis
MÓDULO

específicos.
Textos narrativos LE4.7 Ler textos diversos.
Textos poéticos LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Leitura Vocabulário LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
e Escrita Caligrama LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
Processo de escrita – o postal LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.22 Rever textos escritos
O Gigante Egoísta EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.
Educação EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
DEZEMBRO

Literária EL4.27 Dizer e escrever, em termos pessoais e criativos.

Variação dos adjetivos em grau G4.28 Conhecer propriedades das palavras e explicitar aspetos fundamentais da sua
Gramática Sujeito e predicado morfologia e do seu comportamento sintático.
G4.30 Analisar e estruturar unidades sintáticas.
Descritores de desempenho das Metas Curriculares de Português
O4.1.2 Identificar informação implícita.
O4.2.1 Preencher grelhas de registo.
O4.3.1 Usar a palavra de forma audível, com boa articulação, entoação e ritmo adequados, e olhando o interlocutor.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…) e textos de enciclopédias.
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos e informativos (…).
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.23.3 Ler poemas em coro ou em pequenos grupos.
EL4.24.1 Reconhecer características essenciais do texto poético: estrofe, verso, rima e sonoridades.

O4.1.4 Identificar ideias-chave de um texto ouvido.


O4.4.1 Adaptar o discurso às situações de comunicação e à natureza dos interlocutores.
O4.4.3 Formular (…) perguntas.
O4.4.6 Fazer um pequeno discurso com intenção persuasiva.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…) e notícias.
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos, informativos e descritivos.
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção a homófonas mais comuns.
LE4.16.2 Escrever com correção ortográfica e de pontuação.
LE4.15.1 Registar ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.24.3 Identificar, justificando, personagens principais e coordenadas de tempo e de lugar.
EL4.27.4 Escrever pequenos poemas rimados.
G4.29.1 a) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: nome próprio e comum (coletivo).
G4.29.1 b) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: adjetivo qualificativo.
G4.28.2 Formar o plural dos nomes e adjetivos terminados em consoante.
O4.1.4 Identificar ideias-chave de um texto ouvido.
O4.4.5 Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, previamente planificado, e com eventual recurso a tecnologias da informação.
O4.5.4 Justificar opiniões, atitudes, opções.

LE4.6.3 Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 125 palavras por minuto.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos (…).
LE4.10.1 Escolher, em tempo limitado, entre diferentes frases escritas, a que contempla informação contida num texto de cerca de 150 palavras.
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção a homófonas mais comuns.
LE4.15.1 Registar ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.2 Fazer a leitura expressiva de pequenos textos, após a preparação da mesma.
EL4.24.1 Reconhecer características essenciais do texto poético: estrofe, verso, rima e sonoridades.
EL4.24.4 Delimitar os três grandes momentos da ação: situação inicial, desenvolvimento e situação final.
EL4.25.2 Manifestar sentimentos e ideias suscitados por histórias e poemas ouvidos.
G4.28.1 Formar o feminino de nomes e adjetivos terminados em consoante.
G4.28.7 Fazer variar os nomes em grau (aumentativo e diminutivo).
G4.29.1 b) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: adjetivo: qualificativo e numeral.
O4.1.4 Identificar ideias-chave de um texto ouvido.
O4.4.7 Debater ideias (…).
O4.5.1 Assumir diferentes papéis.
O4.5.4 Justificar opiniões, atitudes, opções.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos (…).
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção a homófonas mais comuns.
LE4.15.1 Registar ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.24.8 Recontar uma história a partir do ponto de vista de uma personagem.
EL4.24.10 Responder, oralmente e por escrito, de forma completa, a questões sobre os textos.
EL4.27.5 Reescrever um texto, escolhendo as diferentes perspetivas das personagens.
G4.28.3 Identificar os graus dos adjetivos e proceder a alterações de grau.
G4.30.1 Identificar as seguintes funções sintáticas: sujeito e predicado.
Planificação 2.o período
Domínios Conteúdos Objetivos das Metas Curriculares de Português
Questionário O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
5 Oralidade
Narrativa oral
Texto informativo
O4.2 Utilizar técnicas para registar e reter a informação.
O4.3 Produzir um discurso oral com correção.
MÓDULO

Texto narrativo (com diálogo) LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.
Texto poético LE4.7 Ler textos diversos.
Caligrama LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Vírgula LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Reticências LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
Leitura Parênteses curvos LE4.14 Mobilizar o conhecimento da representação gráfica e da pontuação.
e Escrita Processo de escrita – o texto dialogal LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.21 Escrever textos diversos.
LE4.22 Rever textos escritos.

O gato e o escuro EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Educação
Literária

Radical, prefixos e sufixos G4.28 Conhecer propriedades das palavras e explicitar aspetos fundamentais da sua
Palavra simples e complexa morfologia e do seu comportamento sintático.
Pronomes pessoais (forma átona)
JANEIRO

Gramática Família de palavras


Tempos verbais

Grelha de registo O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.


6 Oralidade
Apresentação oral
Linguagem, formal e informal
O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o
interlocutor.
MÓDULO

Texto narrativo LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.


Texto dramático LE4.7 Ler textos diversos.
Texto poético LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Translineação LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Leitura Processo de escrita – o texto narrativo LE4.14 Mobilizar o conhecimento da representação gráfica e da pontuação.
e Escrita LE4.16 Redigir corretamente.
LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.17 Escrever textos narrativos.
LE4.22 Rever textos escritos.

Teatro às três pancadas EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Educação
FEVEREIRO

EL4.25 Ler para apreciar textos literários.


Literária EL4.26 Ler em termos pessoais.
EL4.27 Dizer e escrever, em termos pessoais e criativos.
Variação de verbos em modo G4.28 Conhecer propriedades das palavras e explicitar aspetos fundamentais da
Gramática Conjugação de verbos regulares e irregulares sua morfologia e do seu comportamento sintático.
Linguagem formal e informal O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
7 Oralidade Apresentação oral O4.5 Participar em atividades de expressão oral orientada respeitando regras e papéis
específicos.
MÓDULO

Texto narrativo LE4.7 Ler textos diversos.


Texto informativo LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Texto poético LE4.10 Relacionar o texto com conhecimentos anteriores e compreendê-lo.
Leitura Texto descritivo LE4.16 Redigir corretamente.
e Escrita Processo de escrita – o texto descritivo LE4.20 Escrever textos descritivos.
LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.22 Rever textos escritos.
Mistérios EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.
Educação EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Literária EL4.25 Ler para apreciar textos literários.
MARÇO

Determinantes (artigos, possessivos G4.29 Reconhecer classes de palavras.


Gramática e demonstrativos)
Pronomes (possessivos e demonstrativos)
Descritores de desempenho das Metas Curriculares de Português
O4.1.2 Identificar informação implícita.
O4.2.1 Preencher grelhas de registo.
O4.3.1 Usar a palavra de forma audível, com boa articulação, entoação e ritmo adequados, e olhando o interlocutor.
O4.3.2 Mobilizar vocabulário cada vez mais variado e preciso, e estruturas frásicas cada vez mais complexas.
O4.4.5 Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, previamente planificado, e com eventual recurso a tecnologias da informação.
LE4.6.3 Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 125 palavras por minuto.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano, áreas do interesse dos alunos e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos, informativos e descritivos.
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção às homófonas mais comuns.
LE4.14.1 Utilizar adequadamente os seguintes sinais de pontuação: vírgula e reticências.
LE4.14.2 Utilizar os parênteses curvos.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.21.2 Escrever diálogos.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
LE4.22.6 Identificar e corrigir os erros de ortografia e de pontuação.

EL4.23.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.24.3 Identificar, justificando, personagens principais e coordenadas de tempo e de lugar.
EL4.24.5 Fazer inferências (de agente – ação, de causa – efeito, de problema – solução, de lugar e de tempo).
EL4.24.9 Interpretar sentidos de linguagem figurada.
EL4.24.10 Responder, oralmente e por escrito, de forma completa, a questões sobre os textos.
G4.28.9 Identificar radicais.
G4.28.10 Identificar prefixos e sufixos de utilização frequente.
G4.28.11 Distinguir palavras simples e complexas.
G4.28.12 Produzir novas palavras a partir de sufixos e prefixos.
G4.28.5 Identificar pronomes pessoais (forma átona).
G4.28.13 Organizar famílias de palavras.
G4.28.6 Conjugar verbos regulares e verbos irregulares muito frequentes no indicativo (pretérito perfeito, pretérito imperfeito e futuro).
O4.1.2 Identificar informação implícita.
O4.1.5 Identificar diferentes graus de formalidade em discursos ouvidos.
O4.4.5 Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, previamente planificado, e com eventual recurso a tecnologias de informação.
O4.4.4 Fazer perguntas sobre a apresentação de um trabalho de colegas.
LE4.6.2 Ler corretamente um mínimo de 95 palavras por minuto de uma lista de palavras de um texto apresentadas aleatoriamente.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano, áreas do interesse dos alunos e conhecimento do mundo.
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.14.3 Fazer a translineação de palavras em consoantes seguidas pertencentes a sílabas diferentes e em palavras com hífen.
LE4.16.3 Usar vocabulários adequado e específico dos temas tratados no texto.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.17.1 Escrever pequenas narrativas, integrando os elementos quem, quando, onde, o quê, como e respeitando uma sequência que contemple:
apresentação do cenário e das personagens, ação e conclusão.
LE4.22.3 Verificar se o texto inclui as partes necessárias e se estas estão devidamente ordenadas.
EL4.23.1 | EL4.25.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.24.10 Responder, oralmente e por escrito, de forma completa, a questões sobre os textos.
EL4.26.1 Ler, por iniciativa própria ou com orientação do professor, textos diversos, nomeadamente os disponibilizados na Biblioteca Escolar.
EL4.27.2 Dramatizar textos (treino da voz, dos gestos, das pausas, da entoação e da expressão facial).

G4.28.6 Conjugar verbos regulares e verbos irregulares muito frequentes no indicativo (presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito e futuro) e no
imperativo.
O4.1.5 Identificar diferentes graus de formalidade em discursos ouvidos.
O4.5.1 Assumir diferentes papéis (locutor/jornalista).

LE4.7.1 Ler textos narrativos, descrições, textos de enciclopédias (…).


LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.10.1 Escolher, em tempo limitado, entre diferentes frases escritas, a que contempla informação contida num texto de cerca de 150 palavras.
LE4.16.2 Escrever com correção ortográfica e de pontuação.
LE4.20.1 Escrever descrições (…) referindo características essenciais.
LE4.15.1 Registar ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.2 Fazer a leitura expressiva de pequenos textos, após preparação da mesma.
EL4.23.3 Ler poemas em coro ou em pequenos grupos.
EL4.24.1 Reconhecer características essenciais do texto poético: estrofe, verso, rima e sonoridades.
EL4.25.2 Manifestar sentimentos e ideias suscitados por histórias e poemas ouvidos.
G4.29.1 (e) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: determinante: artigo (definido e indefinido), demonstrativo e possessivo.
G4.29.1 (f) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: pronome: pessoal, demonstrativo e possessivo.
Planificação 3.o período
Domínios Conteúdos Objetivos das Metas Curriculares de Português
Questionário O4.2 Utilizar técnicas para registar e reter a informação.
8 Oralidade
Discurso persuasivo O4.3 Produzir um discurso oral com correção.
O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o
MÓDULO

interlocutor.

Texto narrativo LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.


Texto poético LE4.7 Ler textos diversos.
Tema e assunto LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Processo de escrita – o aviso LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Leitura LE4.12 Elaborar e aprofundar ideias e conhecimentos.
e Escrita LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.21 Escrever textos diversos.
LE4.22 Rever textos escritos.

Mistérios EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


Educação EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Literária EL4.25 Ler para apreciar textos literários.
ABRIL

Quantificador numeral G4.29 Reconhecer classes de palavras.


Gramática Preposição G4.30 Analisar e estruturar unidades sintáticas.
Frase imperativa
Questionário O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
9 Oralidade Apresentação oral O4.4 Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o
interlocutor.
MÓDULO

Texto narrativo LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.


Texto poético LE4.7 Ler textos diversos.
Banda desenhada LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
Processo de escrita – a banda desenhada LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
LE4.16 Redigir corretamente.
Leitura LE4.15 Planificar a escrita de textos.
e Escrita LE4.21 Escrever textos diversos.
LE4.22 Rever textos escritos.

Onomatopeias EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


Contos de Andersen: O rouxinol; EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Educação A princesa e a ervilha EL4.25 Ler para apreciar textos literários.
Literária
MAIO

Discurso direto e indireto G4.30 Analisar e estruturar unidades sintáticas.


Gramática Advérbios G4.29 Reconhecer classes de palavras.
Expansão de frases
Facto e opinião O4.1 Escutar para aprender a construir conhecimentos.
10 Oralidade O4.4 Produzir um discurso oral com correção.
Texto narrativo LE4.6 Ler em voz alta palavras e textos.
MÓDULO

Textos diversos LE4.7 Ler textos diversos.


Processo de escrita – o convite LE4.8 Apropriar-se de novos vocábulos.
LE4.9 Organizar os conhecimentos do texto.
Leitura LE4.13 Desenvolver o conhecimento da ortografia.
e Escrita LE4.15 Planificar a escrita de textos.
LE4.21 Escrever textos diversos.
LE4.22 Rever textos escritos.

Textos PNL EL4.23 Ler e ouvir ler textos literários.


EL4.24 Compreender o essencial dos textos escutados e lidos.
Educação EL4.25 Ler para apreciar textos literários.
Literária EL4.26 Ler em termos pessoais.
JUNHO

EL4.27 Dizer e escrever, em termos pessoais e criativos.

Gramática Revisões
Descritores de desempenho das Metas Curriculares de Português
O4.2.1 Preencher grelhas de registo.
O4.3.1 Usar a palavra de forma audível, com boa articulação, entoação e ritmo adequados, e olhando o interlocutor.
O4.4.2 Informar, explicar.
O4.4.5 Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, previamente planificado, e com recurso eventual a tecnologias da informação.
O4.4.6 Fazer um pequeno discurso com intenção persuasiva.
LE4.6.2 Ler corretamente um mínimo de 95 palavras por minuto, de uma lista de palavras de um texto apresentadas aleatoriamente.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos, informativos e descritivos.
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.12.1 Procurar informação em suportes de escrita variados, segundo princípios e objetivos de pesquisa previamente definidos.
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção às homófonas mais comuns.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.21.2 Escrever avisos (…).
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à tipologia indicada.
EL4.23.2 Fazer a leitura expressiva de pequenos textos, após a preparação da mesma.
EL4.23.3 Ler poemas em coro ou em pequenos grupos.
EL4.24.1 Reconhecer características essenciais do texto poético: estrofe, verso, rima e sonoridades.
EL4.25.2 Manifestar sentimentos e ideias suscitados por histórias e poemas ouvidos.
G4.29.1 g) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: quantificador numeral.
G4.29.1 h) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: preposição.
G4.30.2 Identificar o tipo de frase imperativa.
O4.1.4 Identificar ideias-chave de um texto ouvido.
O4.4.5 Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, previamente planificado, e com eventual recurso a tecnologias de informação.

LE4.6.1 Decodificar palavras com fluência crescente (não só palavras dissilábicas de 4 a 6 letras como trissilábicas de 7 ou mais letras): decodificação
altamente eficiente e identificação automática da palavra.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…) e de banda desenhada.
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos (…).
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.16.1 Utilizar uma caligrafia legível.
LE4.16.2 Escrever com correção ortográfica e de pontuação.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.21.2 Escrever falas, diálogos ou legendas para banda desenhada
LE4.22.3 Verificar se o texto inclui as partes necessárias e se estas estão devidamente ordenadas.
EL4.23.1 | EL4.25.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.24.2 Reconhecer onomatopeias.
EL4.24.3 Identificar, justificando, personagens principais e coordenadas de tempo e de lugar.
EL4.24.4 Delimitar os três grandes momentos da ação: situação inicial, desenvolvimento e situação final.
EL4.24.10 Responder, oralmente e por escrito, de forma completa, a questões sobre os textos.
G4.30.3 Distinguir discurso direto de discurso indireto.
G4.29.1 d) Integrar as palavras nas classes a que pertencem: advérbio: de negação, de afirmação, de quantidade e grau.
G4.30.4 Expandir e reduzir frases, acrescentando, substituindo e deslocando palavras e grupos de palavras.
O4.1.3 Diferenciar facto de opinião.
O4.3.2 Mobilizar vocabulário cada vez mais variado e preciso, e estruturas frásicas cada vez mais complexas.
LE4.6.3 Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 125 palavras por minuto.
LE4.7.1 Ler textos narrativos (…).
LE4.8.1 Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano e conhecimento do mundo.
LE4.9.1 Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos (…).
LE4.9.2 Identificar o tema ou assunto do texto (…), relacionando-os, de modo a mostrar que compreendeu a organização interna das informações.
LE4.13.1 Escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, com especial atenção às homófonas mais comuns.
LE4.15.1 Registar as ideias relacionadas com o tema, organizando-as e hierarquizando-as.
LE4.21.2 Escrever convites (…).
LE4.22.2 Verificar se o texto obedece à estrutura da tipologia indicada.
EL4.23.1 | EL4.25.1 Ler e ouvir ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular.
EL4.23.2 Fazer a leitura expressiva de pequenos textos, após a preparação da mesma.
EL4.24.3 Identificar, justificando, personagens principais e coordenadas de tempo e de lugar.
EL4.24.4 Delimitar os três grandes momentos da ação: situação inicial, desenvolvimento e situação final.
EL4.25.2 Manifestar sentimentos e ideias suscitados por histórias e poemas ouvidos.
PÁGINAS COMPLEMENTARES EXCLUSIVAS PARA O PROFESSOR

ATIVIDADE 1 4. Deverá explorar também aqueles que caíram em desuso,


tendo em conta o contexto social da época.
Domínio: Leitura e escrita.
5. No final, poder-se-á promover um concurso de provér-
Objetivo: Elaborar e aprofundar ideias e conhecimentos.
bios. O Professor inicia o provérbio e o aluno terá de o
Descritor de desempenho: Procurar informação em su- terminar. Quem terminar corretamente e mais rapida-
portes de escrita variados, segundo princípios e objetivos mente o provérbio ganha. Mas apenas será considerado
de pesquisa previamente definidos. vencedor se souber o que o provérbio significa.
Material: Textos informativos.

Etapas da atividade ATIVIDADE 3


1. O Professor propõe a leitura de um texto informativo Domínio: Educação Literária.
aos alunos, por exemplo, um texto enciclopédico sobre
Objetivos: Ler em termos pessoais; Ler para apreciar
animais.
textos literários.
2. O Professor projeta as categorias sobre as quais os alunos
Descritores de desempenho: Apresentar à turma livros
deverão recolher informações, por exemplo: identifica-
lidos, justificando a escolha e recomendando a sua leitura;
ção do animal, classe a que pertence, características
Manifestar sentimentos e ideias suscitados por histórias ou
físicas, alimentação, habitat, reprodução, comporta-
poemas ouvidos.
mento, etc.
3. Após a leitura do texto, em pequenos grupos, os alunos Materiais: Livros de poesia, internet, etc.
deverão localizar no texto a informação que o Professor
pediu. Etapas da atividade
4. De seguida, cada grupo poderá fazer uma pesquisa sobre 1. O Professor desafia os alunos a criarem antologias poé-
um animal diferente, anotando as categorias do ponto 2. ticas com índice temático ou de acordo com o gosto
pessoal.
5. Em grupo, poderão construir um esquema com as
informações recolhidas, tendo em conta a hierarquia 2. O Professor conversará com os alunos sobre o suporte a
destas. utilizar, dando sugestões: papel de arquivo, blogue, etc.
6. Deverão, com as informações, escrever um texto infor- 3. Caso o suporte seja em papel, os poemas deverão ser
mativo e revê-lo. copiados de forma apelativa, escolhendo o papel, as
7. Poderão partilhar com a turma o processo de escrita: cores das canetas, imagens ou ilustrações (por exemplo:
pesquisa planificação textualização revisão. dobrar uma folha A4 em A6 e colocar uma imagem, um
recorte ou fazer uma ilustração) para promover e criar
uma relação afetiva do aluno com o poema.
ATIVIDADE 2 4. Caso o suporte seja digital, levar os alunos a criarem ani-
Domínio: Educação literária. mações multimédia para versos ou estrofes do poema,
Objetivo: Ler para apreciar textos literários. de forma a trabalhá-los na sua estrutura (fontes e tama-
nhos de letra) e a criar uma ligação com eles.
Descritor de desempenho: Ler e ouvir ler obras de litera-
5. No fim de cada página, os alunos poderão escrever uma
tura para a infância e textos de tradição popular.
frase sobre o poema que justifique a sua inclusão na an-
Material: Provérbios, lendas, canções. tologia. Deverão ser frases de curta extensão em que se
manifeste o gosto pelo texto.
Etapas da atividade
1. O Professor desafia os alunos (apelando também à par-
ticipação da família e da comunidade escolar) a pesqui- ATIVIDADE 4
sarem e registarem provérbios. Valoriza-se a tradição
Domínio: Educação Literária.
oral associada à «sabedoria popular» e estimula-se a
vontade de conhecer textos mais longos desta tradição Objetivo: Ler e ouvir ler textos literários.
(lendas, canções, etc.). Descritores de desempenho: Fazer a leitura expressiva de
2. Os alunos partilham os provérbios na sala de aula, indi- pequenos textos, após preparação da mesma; Ler poemas
cando a fonte. em coro ou em pequenos grupos.
3. O Professor deve ter a preocupação de explorar com os Material: Poemas recolhidos da atividade 3.
alunos o significado dos provérbios.

160 a
Etapas da atividade 4. O grupo que perde pode empatar com o vencedor se
conseguir formar mais palavras de acordo com os sufi-
1. O Professor desafia os alunos a gravarem os poemas
xos ou prefixos que tem, além das que foram dadas.
que escolheram para a sua antologia num sistema
áudio. Para isso, poderá recorrer ao programa Audacity 5. No final, em grande grupo, deverão corrigir o exercício
(free audio editor and recorder) de acesso livre (gratuito), e explicar o significado de cada nova palavra formada,
de fácil e intuitiva utilização e que permite aos alunos quando associada a um novo prefixo ou sufixo.
incluir sons ou músicas na sua narração.
Exemplo de informação a constar nos cartões:
2. Os alunos deverão ouvir a sua gravação e autocorrigi-la.
Radicais Prefixos Radicais Sufixos
3. No final do ano, poderão gravar todas as leituras em CD
mover a- biblioteca -ário
e, desse modo, levá-las para casa.
cair de- bailar -ino
Nota: poderá fazer esta atividade de autocorreção para outros herdar des- dente -ista
tipos de texto: narrativos, dialogais, dramáticos, etc. ordinário extra- estudar -nte
ATIVIDADE 5 furar per- faca -ada
homem super- casar -mento
Domínio: Gramática.
natural sobre- admirar -ção
Objetivo: Analisar e estruturar unidades sintáticas. ver pre- papel -ada
Descritor de desempenho: Identificar as seguintes fun- ler re- ramo -agem
ções sintáticas: sujeito e predicado. rugas anti- casa -ario
Material: Cartões de cartolina. por o- velho -ice

Nota: o Professor poderá integrar outros exemplos.


Etapas da atividade
1. O Professor deverá recortar um cartão de cartolina para ATIVIDADE 7
cada aluno.
Domínio: Gramática.
2. Em cada cartão, deverá escrever frases sem sujeito.
Objetivo: Conhecer propriedades das palavras e expli-
Exemplos: Foram ao circo. Visitei a cidade.
citar aspetos fundamentais da sua morfologia e do seu
3. Os alunos deverão fazer uma lista de sujeitos de acordo comportamento sintático.
com cada predicado e registar as frases obtidas.
Descritor de desempenho: Conjugar verbos regulares e
Nota: poderá fazer o mesmo para o sujeito, sendo que os alu- verbos irregulares muito frequentes no indicativo (preté-
nos deverão encontrar predicados para cada um. rito perfeito e pretérito imperfeito, presente e futuro).

ATIVIDADE 6 Material: Mensagem em registo áudio.

Domínio: Gramática.
Etapas da atividade
Objetivo: Conhecer propriedades das palavras e expli-
citar aspetos fundamentais da sua morfologia e do seu 1. O Professor deverá, previamente à atividade, gravar em
comportamento sintático. registo áudio uma mensagem com os verbos no infinitivo.

Descritores de desempenho: Identificar radicais; Identifi- 2. Em sala de aula, poderá dizer que são mensagens dei-
car prefixos e sufixos de utilização frequente. xadas por um robô do futuro. Por exemplo:

Materiais: Dois grupos de cartões distintos: radicais mais Eu vir do futuro. No futuro, nós não saber conjugar
prefixos e radicais mais sufixos. verbos, porque não estudar na escola. Haver alguns
anos atrás, eu saber conjugar bem os verbos, mas
Etapas da atividade agora não. Perder tudo com o vírus. O meu avô robô
pôr os verbos no chip e falar corretamente. Eu pre-
1. O Professor dividirá a turma em dois grupos: um formará
cisar de vós. Vós dever introduzir a conjugação dos
palavras com prefixos e outro com sufixos.
verbos no meu chip. Bastar cantar os verbos nos tem-
2. O Professor deverá baralhar os cartões e distribuí-los pos verbais. Eu gostar de canções verbais! Depois
pelos alunos. passar o conhecimento aos meus alunos robôs. Eles
gostar muito de aprender.
3. O primeiro grupo a completar rapidamente e correta-
mente a formação de palavras ganha. Sugestão: introduzir novos elementos à mensagem.

160 b
3. Os alunos terão de conjugar os verbos da mensagem e 4. Para que todos contribuam para a execução da peça,
depois «cantá-los». O Professor regista-os em suporte poderá distribuir os diferentes papéis pelos restantes
áudio e poderão ser ouvidos, sempre que necessário. alunos, salientando a importância do trabalho de bas-
tidores: responsáveis pelo guarda-roupa (figurinistas),
ATIVIDADE 8 adereços (aderecistas), pelo som (técnicos do som),
Domínio: Leitura e escrita. pela luz (técnicos de luz), pelo cenário (cenógrafos),
pela peça (encenadores) e pela divulgação do espetá-
Objetivo: Elaborar e aprofundar ideias e conhecimentos.
culo (produtores).
Descritores de desempenho: Preencher grelhas de re-
gisto, fornecidas pelo Professor, tirar notas e identificar pa- ATIVIDADE 9
lavras-chave que permitam reconstituir a informação. Domínio: Oralidade.
Material: Grelha de registo sobre as personagens do texto. Objetivo: Produzir um discurso oral com correção.
Descritor de desempenho: Mobilizar vocabulário cada vez
Etapas da atividade mais variado e preciso, e estruturas frásicas cada vez mais
complexas.
1. O Professor desafia os alunos a representarem um texto
dramático da obra Teatro às três pancadas, por exem- Materiais: 2 cartazes de divulgação de peças de teatro.
plo, Vem aí o Zé das Moscas, de António Torrado.
2. Para melhor compreenderem o texto, os alunos deverão Etapas da atividade
preencher um quadro-síntese com as características das 1. A partir de um cartaz de uma peça de teatro levada à
personagens, de forma a ajudar os atores a representá- cena, o Professor incentiva os alunos a falarem sobre as
-las corretamente. suas experiências e conhecimentos acerca do universo
Exemplo do quadro-síntese: teatral (idas a espetáculos, dramatizações/representa-
ções realizadas; visitas ao espaço físico de um teatro:
palco, bastidores, plateia, etc.).
Características Guarda-roupa Gestos e
Personagens
específicas e adereços linguagem
2. Fazer um levantamento do vocabulário relativo à repre-
sentação teatral: ator, encenador, cenário, adereços, fi-
gurinista, etc.
Zé 3. Desvendar os códigos da relação atores/público: bater
das Moscas
palmas, bater palmas de pé, apupar, etc.
4. Elaborar um cartaz com a planta e os termos associados a
um teatro (palco, bastidores, etc.).
Manuel
da Boina
ATIVIDADE 10
Domínio: Leitura e escrita.

Médico Objetivo: Organizar os conhecimentos do texto.


Descritor de desempenho: Identificar o tema ou assunto
do texto e distinguir os subtemas, relacionando-os, de
modo a mostrar que compreendeu a organização interna
Advogado das informações.
Materiais: 2 textos instrucionais (receitas).

Etapas da atividade

1. Organizar a turma em grupos de 4 ou 5 alunos.
2. Desafiar os alunos a ajudar um cozinheiro distraído que
baralhou duas receitas e não sabe como fazer o bolo de
3. O aluno poderá explorar as personagens, definindo
chocolate.
gestos, tons de fala, interjeições que identifiquem a es-
pecificidade de cada personagem. Por exemplo, o Zé 3. Selecionar, da lista de ingredientes distribuída pelo
das Moscas poderia estar sempre a sacudir moscas e Professor, aqueles que pertencem à receita do bolo de
sempre que zumbisse poderia associar um gesto. chocolate:

160 c
ATIVIDADE 11
Lista de ingredientes:
Domínio: Gramática.
• carne picada • tomate pelado Objetivo: Conhecer propriedades das palavras e expli-
• 125 g de chocolate • esparguete citar aspetos fundamentais da sua morfologia e do seu
em pó • manteiga q.b. para
comportamento sintático.
• 2 colheres de chá de untar
farinha com fermento • farinha q.b. para Descritor de desempenho: Conjugar verbos regulares e
• cebola polvilhar irregulares muito frequentes (…) no imperativo.
• alho • açúcar em pó q.b.
• azeite para polvilhar Materiais: Texto instrucional: receita de chocolate ou de
• louro • sal esparguete à bolonhesa utilizada na atividade anterior.
• 2 colheres de chá de • pimenta
açúcar • 1 colher de sopa de
água
Etapas da atividade
• polpa de tomate
• 5 ovos • vinho branco 1. O Professor seleciona um dos textos trabalhados na ativi-
• 1 colher de chá de óleo • orégãos dade anterior.
• manteiga amolecida
2. Os alunos deverão sublinhar os verbos presentes na
receita selecionada.

4. Selecionar da listagem de procedimentos os que se 3. Posteriormente, deverão simular a confeção da receita em


referem à confeção do bolo de chocolate: pares, sendo que um lê os procedimentos, enquanto o
outro dramatiza a situação.
• Unte uma forma com manteiga e polvilhe-a com farinha.
4. Trocam de papéis.
• Leve o azeite ao lume, num tacho.
• Peneire a farinha com o chocolate em pó num recipiente 5. Os alunos devem identificar que alguém ordenou, pelo
à parte. que o verbo se encontra no modo imperativo e indica
ordenar, fazer um pedido, dar um conselho…
• Junte a cebola e o alho picado, o louro e deixe refogar
um pouco. 6. Posteriormente, poderão passar os verbos para a segunda
pessoa do modo imperativo.
• Junte a carne, mexa e deixe cozinhar um pouco.
• Tempere depois com sal, pimenta e orégãos, junte o to-
mate pelado em pedacinhos, assim como um pouco de
polpa de tomate e vinho branco.
• Numa tigela, bata muito bem o açúcar com os ovos in-
teiros até obter um creme fofo e volumoso; junte-lhe pri-
meiro a mistura de farinha e chocolate, mexendo
cuidadosamente, depois o óleo e, por fim, a água fervida,
continuando sempre a mexer bem.
• Mexa bem, e assim que levantar fervura reduza o lume,
tape e deixe cozinhar cerca de 30 minutos.
• Entretanto, leve o esparguete a cozer em água tempe-
rada com sal e um fio de azeite.
• Deite a massa na forma e leve a cozer, cerca de 50 minu-
tos, no forno a 180 graus.
• Assim que o esparguete estiver «al dente», escorra e
passe por água fria.
• Quando o bolo estiver cozido, retire-o e deixe-o arrefecer.
• Misture o esparguete com o molho bolonhês e polvilhe
com orégãos.
• Desenforme o bolo sobre um prato, polvilhe-o com
açúcar em pó e decore-o a gosto.
• Sirva juntamente com uma salada verde.
5. Levar os alunos a descobrir qual o nome da outra receita.

160 d
TEXTOS DE APOIO À RUBRICA «ORALIDADE»

Módulo 1 (página 7)/Faixa 1 do CD áudio


Para cada um seu modo de ver
Diz o cavalo:
Trabalho é cansaço no pino do verão,
eu gosto do sol, tão forte é que não!

Diz o porco:
Nos dias chuvosos escolho uma cama,
bem rica e bem fofa, nos charcos de lama!

Diz o pato:
Plos meses de inverno dá gosto nadar
nos campos que a chuva transforma no mar!

Diz o mocho:
De noite abro as asas e os olhos também,
e vejo ao luar melhor que ninguém!

Diz o gato:
À noite, se a lua é minha aliada,
não há um só rato que escape à caçada!

Diz o morcego:
Oculto nas torres, enquanto o sol dura,
eu fujo prá noite, se a noite é escura!

Diz a toupeira:
Na cova em que vivo, há sempre alegria,
com sol ou com chuva, de noite ou de dia!

António Manuel Couto Viana, Versos de Cacaracá,


3.a edição, Texto Editores, 2010 (com supressões)

Módulo 2 (página 21)/Faixa 2 do CD áudio


Pedir informações
Mariana: Olá, bom dia! O meu nome é Mariana e procuro a loja de disfarces «Pega monstro», para comprar um disfarce
para a festa de Halloween da minha escola, mas não sei onde fica.
Será que o senhor me pode dar indicações?
Senhor do quiosque: Claro que sim, Mariana. É muito fácil. Vais até ao fim da rua e viras à esquerda para a Rua da
Biblioteca. A loja «Pega monstro» fica mesmo em frente à biblioteca.
Mariana: Muito obrigada. Não posso perder tempo! Até à próxima.

160 e
Módulo 3 (página 37)/Faixa 3 do CD áudio
Nau
Nau é uma denominação genérica dada, até o século XV, a navios de grande porte usados em viagens de grande per-
curso.
Durante a época dos Descobrimentos, houve uma evolução dos tipos de navio utilizados, passando pela barca, destinada
à cabotagem e pesca, que dobrou o Cabo Bojador, em 1434, e que seria sucedida pela caravela.
Entre o século XIII e a primeira metade do XV, as naus serviam essencialmente para transportar mercadorias entre
alguns países da Europa, nomeadamente, entre os portos da Flandres, no norte da Europa, e os do mar Mediterrâneo, e
vice-versa.
À época de Fernando I de Portugal as naus desenvolveram-se em termos náuticos e multiplicaram-se de forma assinalável
em Portugal. Devido à pirataria, que assolava a costa portuguesa e ao esforço nacional de criação de uma armada para as
combater, as naus passaram a ser utilizadas também na marinha de guerra.
À medida que se foi desenvolvendo o comércio marítimo e se tornou necessário aumentar a capacidade do transporte
de mercadorias, armamento, marinheiros e soldados, a capacidade de transporte das naus também aumentou, alcançando
as duzentas toneladas no século XV, e, as quinhentas, no século seguinte.
Em 1492 Cristóvão Colombo zarpou das Ilhas Canárias rumo ao descobrimento da América com uma nau e duas Ca-
ravelas. Em 1497, Vasco da Gama partiu para a Índia já com três naus e uma caravela.
As naus eram imponentes e de armação arredondada, tinham grande porte, com castelos de proa e de popa, dois, três
ou quatro mastros, com duas ou três ordens de velas sobrepostas. Tinham velas latinas no mastro da ré. Diferentes das ca-
ravelas, tinham, em geral, duas cobertas.

Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nau

Módulo 4 (página 53)/Faixa 4 do CD áudio


O Gigante Egoísta
Um dia o Gigante voltou. Tinha ido visitar o seu amigo, o Ogre da Cornualha, e ficara com ele sete anos. Quando che-
gou viu as crianças a brincar no jardim.
— Que fazeis aqui? — gritou. E as crianças fugiram.
— O jardim é meu — disse o Gigante. – Não permitirei que ninguém venha aqui brincar, a não ser eu.
Construiu então um alto muro a toda a roda.
Era um Gigante muito egoísta. As pobres crianças não tinham agora onde se divertir. Tentaram brincar na estrada, mas
estava cheia de poeira e de pedras, e não gostaram. Costumavam vaguear à roda do alto muro, depois das aulas, e falar do
lindo jardim que este ocultava.
— Como éramos felizes lá dentro! — diziam umas para as outras.
Chegou então a primavera, e por todos os lados havia flores e chilreavam avezinhas. Só no jardim do Gigante Egoísta
era ainda inverno.
— Não posso compreender como vem tão tarde a primavera —dizia o Gigante Egoísta quando se sentava à janela e
olhava para o jardim coberto de neve. — Espero que o tempo melhore.
Mas nem a primavera nem o verão chegaram. O outono deu frutos dourados a todos os pomares; mas ao do Gigante
não deu nenhum. «Ele é muito egoísta», disse. E assim lá era sempre inverno; e o Vento Norte, o Granizo, a Geada e a Neve
dançavam por entre as árvores.

Oscar Wilde, O Gigante Egoísta seguido do Príncipe Feliz,


3.a edição, Nova Vega, 2008 (excerto adaptado, com supressões)

160 f
Módulo 5 (página 65)/Faixa 5 do CD áudio
O gato persa
A história desta raça tem início quando um viajante italiano passou pela Pérsia (atual Irão) e trouxe consigo alguns dos
belos gatos que andavam pelas ruas locais. Ao chegar a Itália, imediatamente esses gatos ganharam a simpatia das pessoas
devido ao seu pelo macio e brilhante.
Porém, a moderna raça persa surgiu quando esses gatos criados na Itália foram levados a Inglaterra, onde foram cruzados
com gatos da raça angorá.
Há hoje mais de 100 combinações diferentes de cores para gatos dessa raça, variando desde o branco neve até o ma-
lhado (carapaça de tartaruga).
Os persas são gatos muito procurados por pessoas que vivem em espaços pequenos, como apartamentos, pois o seu
miar é baixo e pouco comum e são meigos e carinhosos.
Fisicamente, caracterizam-se por terem pelo comprido e sedoso, uma cabeça grande e redonda, orelhas pequenas e
arredondadas com tufos de pelo no interior, olhos grandes, redondos e de coloração vívida, patas curtas, no entanto muscu-
losas, e focinho achatado.
O gato persa mais conhecido é o Garfield, o gato laranja dos desenhos animados e dos filmes. Outro persa conhecido
nos filmes é o gato Snowbell, de todos os filmes de Stuart Little.

Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato_persa

Módulo 6 (página 81)/Faixa 6 do CD áudio


História de um papagaio
Personagens: Apresentador, Coro, Emigrante, Grande lavrador, Vários figurantes na feira.

Vem o apresentador, solene, e escreve num painel ou quadro o título da história.


CORO (pausadamente): Do Brasil regressou à sua terra um pobre emigrante. Como única riqueza trazia um papagaio...
Aparece o emigrante com uma mala e outros embrulhos. Empoleirado numa vara, o papagaio.
CORO: Pacientemente o homem tinha ensinado o papagaio a dizer:
VOZ DO PAPAGAIO: Não há dúvida! Não há dúvida!
CORO: Um dia o homem resolveu vender o papagaio. Foi à feira da vila.
O Apresentador desenha no quadro alguns apontamentos da feira ou passa para a frente do painel outra folha,
onde já estão desenhados esses apontamentos de feira ou romaria.
EMIGRANTE (apregoando): Quem quer comprar um papagaio? Quem quer? Tenho aqui um papagaio fenomenal, o
mais inteligente de todos os papagaios. Três mil euros por um papagaio! Só três mil euros e leva um papagaio que fala
como nenhum outro. Quem quer? Quem quer comprar?
O Emigrante passa por um grupo de homens que o olham intrigados. Destaca-se um Grande Lavrador, com ar ar-
rogante. Trocista e armado em espertalhão, o Lavrador dirige-se ao Emigrante.
LAVRADOR: Mostra-me lá a tua mercadoria, homenzinho.
O Emigrante mostra o papagaio que o Lavrador mira, afetando indiferença.
EMIGRANTE: Este papagaio vale uma fortuna, senhor, mas eu estou disposto a vendê-lo apenas por três mil euros.
LAVRADOR (risonho): Três mil euros por um papagaio é um descaramento. (Voltando-se para o papagaio:) Ó louro,
tu vales três mil euros?
VOZ DO PAPAGAIO: Não há dúvida! Não há dúvida!
Espanto do lavrador e dos restantes feirantes.
CORO: E foi assim que o Lavrador comprou o papagaio.
Ação sem palavras do Lavrador a comprar o papagaio e do Emigrante a ir-se embora, todo contente.

160 g
CORO: Mas o papagaio em casa do lavrador nunca mais voltou a falar.
O Apresentador, que já apagou do quadro alguns apontamentos da feira, desenha alguns apontamentos da casa
do Lavrador ou passa a outra folha. Vê-se o Lavrador, impaciente, dando voltas à roda do papagaio.
LAVRADOR: (ameaçando o papagaio): Falas ou não falas, idiota?
Silêncio.
LAVRADOR: Não vales um pataco e nem para a panela serves, porcaria de bicho!
Silêncio.
LAVRADOR: Fala! Diz qualquer coisa, nem que seja uma parvoíce!
Silêncio.
LAVRADOR: Tempo perdido. Dinheiro perdido! Ah, que burro, que burro que eu fui em ter gasto o que gastei, por
causa de um papagaio. Que burro que eu fui! Que burro!
VOZ DO PAPAGAIO: Não há dúvida! Não há dúvida!
CORO: (fazendo eco): Não há dúvida! Não há dúvida!
O Apresentador agarra no pau onde está o papagaio e foge com ele, enquanto o Lavrador corre atrás, ameaçando
o papagaio. Correm pela sala e desaparecem.

António Torrado, Teatro às três pancadas,


3.a edição, Editorial Caminho, 2011

Módulo 7 (página 97)/Faixa 7 do CD áudio


Texto A
Estimado público, venho comunicar-vos que no dia 20 de março ocorrerá um eclipse parcial do sol. Este fenómeno astro-
nómico começará às 9 horas, quando a lua tocar a parte superior direita do disco solar e atingirá o ponto máximo às
10 horas em que a lua tapa um pouco mais de 50% do disco solar. Esperamos a vossa presença no nosso observatório.

Texto B
Para mim este jogador de futebol é uma estrela! O melhor! Não há dúvida! Ele não é deste planeta. É um astro e, ainda
por cima, joga com os dois pés.

Texto C
No dia 20 de março haverá um eclipse solar de raspão. A lua vai tapar um bocadito do sol. Essa coisa pode ser vista às 10.

Texto D
Caros colegas de trabalho, vamos proceder ao início da reunião ordinária do mês de março. Começo por passar a
palavra ao Dr. João Rocha, o nosso ilustre astrónomo.

160 h
Módulo 8 (página 113)/Faixa 8 do CD áudio
Mistérios
O pescador veio do mar
Chegou de manhã
Trouxe uma rede
Cheia de peixes
Que pescara na noite

Veio
No seu barco
Sozinho com os peixes
Presos
Na rede

E as estrelas no céu
presas dormiam
na luz da manhã
Quem come um peixe
não sonha estes mistérios

Matilde Rosa Araújo, Mistérios,


1.a edição, Livros Horizonte, 1988

Módulo 9 (página 127)/Faixa 9 do CD áudio


Na China, já lá vão muitos anos, mas precisamente por isso vale a pena ouvir a história antes que seja esquecida, o
palácio do Imperador era o mais sumptuoso do mundo. No jardim viam-se as flores mais estranhas. Se se continuava a andar,
entrava-se no mais belo bosque, que descia diretamente para o mar. Sob os ramos das árvores vivia um rouxinol que cantava
tão maravilhosamente, que até mesmo o pescador pobre que tanta coisa tinha em que cuidar ficava parado a escutar.
De todos os países do mundo vinham viajantes até à cidade do imperador e admiravam-na, bem como o palácio e o
jardim, mas quando conseguiam ouvir o rouxinol, todos diziam:
— É, na verdade, o melhor de tudo!
E os viajantes disso falavam quando regressavam a casa e os eruditos escreveram muitos livros sobre a cidade, o palácio
e o jardim, e do rouxinol não se esqueceram, que era posto acima de tudo.

Hans Christian Andersen, Contos de Andersen,


1.a edição, Edições Gailivro, 2005 (excerto adaptado, com supressões)

160 i
Módulo 10 (página 145)/Faixa 10 do CD áudio
Texto A
O livro A história da Pequena Estrela, obra recomendada para publicação pelo Prémio Branquinho da Fonseca Ex-
presso/ Gulbenkian – 2003 é o primeiro livro infantil da escritora Rosário Alçada Araújo. Nele narra a história da Pe-
quena Estrela que, corajosamente, viaja para a Terra. No Lugar dos Grandes Corações conhece a Árvore da Sabedoria,
que lhe ensina o que há de precioso e lhe dá a conhecer mundos que nunca sonhou existirem. Obra de leitura essencial
para as crianças aprenderem a crescer em harmonia.

Texto B
Gostei muito de ler o livro A história da Pequena Estrela da escritora Rosário Alçada Araújo. É um livro cheio de cor
e ternura, com lindas ilustrações da Catarina França. Acompanhei a aventura da Pequena Estrela na Terra e fiquei tão
entusiasmado e curioso quanto ela se ia sentindo na sua aventura. Penso que esta história nos ensina a ajudar os outros,
a ser corajosos e curiosos como a Pequena Estrela. Adorei!

160 j
COLEÇÃO O Mundo da Carochinha
Para o Aluno: Exclusivo para o Professor:
• Manual • Manual versão do Professor
• Fichas de Trabalho • Materiais de Apoio ao Professor
• Pasta de Avaliação | OFERTA Guiões de Leitura
10 Fichas de Avaliação Fichas de Avaliação Trimestral
2 Provas Finais Modelo • Mini Gramática | OFERTA DE SALA DE AULA
• Caderno de Escrita | OFERTA • CD áudio
• Apoio Multimédia (CD-ROM e On-line) • Professor (CD-ROM e On-line)
• Apoio Internet – www.projetos.gailivro.pt

Recomenda-se a utilização
em conjunto do Manual
e do Caderno de Fichas
de Trabalho para um maior
sucesso na aprendizagem.
Estes materiais são,
no entanto, vendidos
separadamente.

Para registo de adoção na base de


dados do Ministério da Educação,
deve ser inserido o ISBN da versão do
IVA INCLUÍDO 6%
aluno: 978-989-32-0073-5
€ 10,61