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O que é adoração

Já defini o que entendo por Igreja. Também o que entendo por sua missão. Agora, mais
uma definição: o que entendo por adoração.
Palavras preliminares, antes. A essência da Igreja reside na sua comunhão com Deus.
Esta comunhão se expressa na vida pessoal dos membros, e de forma comunitária, no
período que chamamos de culto. Daí porque o culto tem um valor muito mais profundo que
o programa de atuação de Igreja. Não há necessidade de dicotomizar, um ou outro. Mas
quero dizer que o momento fundamental da Igreja, como Igreja, é o culto. Foi quando a
Igreja de Antioquia estava em culto que Deus mostrou um programa missionário para ela,
como lemos em Atos 13. Via de regra, fazemos nossos programas e os trazemos a Deus
para que os abençoe. Primeiro, o planejamento, a burocracia. Depois, o culto. Por isso,
nem sempre acertamos. No Novo Testamento temos o exemplo de uma Igreja em culto,
em adoração, momento em que o Senhor lhe manifesta um programa. Uma Igreja viva, em
adoração, conhecerá os caminhos por onde andar. Um culto pleno de significado, rico de
sentido, orientado para fins elevados, dá vigor e rumo à Igreja. O culto não é secundário,
mas prioritário.
Tenho andado por muitas igrejas nestes brasis e fora dele. Tenho visto vários tipos de
cultos. Vejo o culto manipulador, em que os dirigentes querem fazer o papel do Espírito
Santo: criar emoções nas pessoas. Vejo o culto desorganizado, em que se canta muito,
mas hinos e corinhos sem conexão, usa-se o tempo o mais que se pode em anúncios,
louvor e personalismo, despreza-se a Palavra. Fala-se, canta-se, batem-se palmas, mas
sai-se sem se ter ouvido a voz de Deus. Há emoções, há estridência, mas não há reflexão.
E o culto cristão não necessita de atmosfera de irracionalidade. 1Coríntios 14 é bem claro
ao enfocar a necessidade de ordem e de racionalidade no culto. Tenho visto também
cultos que mais parecem forró ou reedição de Woodstock.
Mas o que é adoração? Na sua excelente obra Adoração na Igreja Primitiva, Ralph Martin
nos declara que um dos termos hebraicos mais comuns para “adoração” significa “curvar-
se”.
Segundo ele, “enfatiza o modo apropriado de um israelita pensar na sua aproximação à
santa presença de Deus” (p. 15). Outro termo bastante empregado, continua Martin, vem
da mesma raiz da palavra escravo. No conceito grego, escravo era algo vil, baixo. No
conceito hebreu, era a mais alta designação que um israelita podia fazer de si: era uma
pessoa destinada a servir a Deus. Adorar era declarar-se servo de Deus. Era
comprometer-se com o serviço a Deus.
Fiquemos com estes dois termos que nos abrem algum espaço. A adoração é um ato de
curvar-se diante de Deus, reconhecendo sua grandeza, sua majestade, que ele é, nas
palavras de Rudolf Otto, o Totalmente Outro. É também uma demonstração da disposição
do adorador, curvado, de servir a Deus. A adoração bíblica, diferentemente da adoração
oriental na linha da tradição hindu, não é para o adorador se diluir no Adorado, num transe
místico, em que a objetividade deixa de existir. Não é um misticismo. É a permanência da
consciência do adorador, a manutenção de seu caráter volitivo. É a adoração que permite
ao adorador fazer declarações como a de Isaías: eis-me aqui, envia-me a mim. Ou dizer
como Saulo de Tarso, no caminho de Damasco: que queres que eu faça? É continuar a
existir na presença do Auto-Existente. E existir com mais significado, com mais rumo na
vida.
Séculos de adoração hindu fizeram da Índia o que ela é. Séculos de conceito de adoração
e de Deus como entre os hebreus e os cristãos deram ao mundo uma brilhante civilização.
Há um Deus Criador, Pessoal, com quem o homem pode entrar em comunhão, e ter a sua
vida mudada para melhor. É isso, em síntese, que a adoração tem como pano de fundo.
As pessoas podem mudar, com a adoração.
A adoração não é êxtase nem devaneio, nem perda de identidade. Eventualmente alguém
pode ter êxtases, mas isto é não é a regra nem a forma estável da adoração.
Mas resumamos este tópico. A adoração é, sem fazer aqui uma definição padrão, um
reconhecimento da grandeza de Deus, um ato de curvar-se diante dele, que produz
consciência de serviço. Não é alienante, mas altamente capacitadora porque leva o
adorador a descobrir verdades espirituais profundas que podem ser aplicadas à sua vida e
que podem transformá-la.
Por que estou repetindo isto? Porque creio que precisamos distinguir bem entre adoração
e entretenimento. Há muito entretenimento espiritual mostrado hoje em dia como culto e
adoração.
É uma grande diversão espiritual, em que a finalidade principal é manter as pessoas
satisfeitas, alegres e ocupadas com uma coisa saudável.
Então se canta, canta, canta, fazem-se gestos, coreografia, ocupa-se as pessoas, depois
todas saem para um lanche de confraternização e os casais saem para o namoro habitual
(que é algo muito bom, diga-se).
Mas vêem-se poucas vidas transformadas, seriamente marcadas pela marcada pela
presença de Deus. Em algumas vezes é possível ver-se que o período chamado de louvor,
por alguns, tornou-se um fim em mesmo.
Mais importante que o objeto do louvor. Já falei em tantos cultos em tantos lugares, com o
mesmo cenário: uma hora de louvor, de autêntico entretenimento.
Depois, o estudo bíblico. Uma quantidade mui pequena de participantes (e até mesmo dos
dirigentes de louvor, uma estranha função, para mim) está com sua Bíblia.
Há pouco tempo, em Manaus, num culto desses, as seis pessoas do grupo de louvor
estavam sem suas bíblias. Ficou-me a nítida impressão de gente que queria um momento
de recreação, mas não de comunhão com Deus. Por que, como pretendiam comunicar-se
com ele, sem estarem dispostas a ouvir a Palavra dele?
Por isso, a insistência: o louvor produz contrição e serviço e não apenas euforia. Entendo
que o cristão canta sua alegria, sua salvação, sua segurança eterna, tem um culto jubiloso.
Mas só pode cantar assim quem exclamou antes ai de mim, que estou perdido! Há muita
festa e pouca contrição. Culto não é forró. É comunhão com Deus. E se esta produz
alegria, produz, primeiro, convicção de pecado e clamor por perdão. Confissão e pedido de
perdão fazem parte do culto cristão. Creio que sem eles, o culto fica grandemente
mutilado.

4 . O propósito da adoração
Não é difícil afirmar, à luz do que já foi dito, qual o propósito da adoração. Não é manter as
pessoas ocupadas, não é uma peça a mais no momento do culto, “amaciando as pessoas”
para a hora da mensagem. Não é um entretenimento espiritual nem uma catarse espiritual.
É um estar na presença de Deus, é um desejo não apenas de falar, de entrar em
comunhão (o que implica no desejo de querer ouvir), uma consciência de quem se é, de
quem é Deus, de discernimentos espirituais, de afirmação de propósitos, de mudança de
vida.
Observando a estrutura de certos Salmos, como o 4 e o 73, por exemplo, para não
abrirmos muito o leque, observamos que a adoração produz mudanças radicais na vida do
adorador.
No Salmo 4, por exemplo, o início é um clamor e o fim é uma declaração de segurança.
Foi o salmo composto por Davi quando Absalão levantou uma tropa para matá-lo. Um
homem perseguido pelo próprio filho, que queria matá-lo, começa seu cântico com clamor
e termina com confiança.
Na mesma linha, o Salmo 73 inicia com o reconhecimento da bondade de Deus, traz a
exposição da crise espiritual e teológica de Asafe, e termina com uma declaração de
confiança. A adoração tem como propósito reconhecer quem é Deus, tributar-lhe o louvor
que lhe é devido, mas exatamente porque é um ato de estar na presença de um Deus
Poderoso e Amoroso, muda a vida da pessoa. Quando Moisés desceu do Sinai, depois de
quarenta dias na presença de Deus, seu rosto resplandecia (Êx 34.29). Estar na presença
de Deus traz brilho à vida do adorador. Há marcas na vida de quem esteve na presença de
Deus. É muito estranho que tenhamos tanta adoração, tanto louvor, tanto culto, e tão
poucos rostos brilhando. Não literalmente, óbvio, porque quem tem pele oleosa não deve
ser confundido com um novo Moisés. Mas há vidas opacas, sem brilho, sem marcas, e
isso, com pessoas que dizem adorar a Deus.
A adoração visa a Deus e deve ter apenas esta linha de direção. Mas é por ela que Deus
nos alcança, também. É por ela que Deus nos fala, nos manifesta sua glória, ou como no
caso de Moisés, em Êxodo 33.18 a 34.6, manifesta seu nome, isto é, seu caráter. Há um
propósito na adoração, que é tributar a Deus o que lhe é devido. Há um efeito, que eu não
chamo de secundário nem de colateral porque não é daninho. Fica a critério de quem seja
bom em dar nomes, arranjar um para este efeito: é a dimensão retributiva do culto e da
adoração, o que Deus nos fala, nos mostra, o que sucede em nossa vida.

5. A condução da adoração
No meu rascunho, o ponto 5 seria “O valor da adoração”, mas seria repetitivo. Meu ponto 6
passa a ser o cinco, então: “A condução da adoração”.
Considerando o que foi dito, como se torna relevante a forma de se conduzir a adoração!
Poucas coisas me agastam mais que leviandade. Na minha área, por exemplo, a falta de
seriedade na pregação me irrita. Quando penso que, aos domingos, mais de mil pessoas
estão colocando vinte e cinco minutos de suas vidas nas minhas mãos, na hora da
pregação, fico aterrado. Tenho 47 anos. Prego desde os 16 anos. Com 19 anos eu já
dirigia uma Igreja. Mas até hoje, quando chega a hora de pregar, que incômodo! É o
momento mais delicado do culto para mim. Angustia-me a responsabilidade. Tenho medo
de falhar, de decepcionar Deus, de não dizer o que as pessoas precisam, de não ser útil.
Meu maior receio é de dizer qualquer coisa, só para compor uma ordem de culto, que traz
um item chamado Mensagem. Mas vejo que há muita improvisação no culto. E muita falta
de propósito.
O primeiro aspecto a se abordar na área da condução da adoração é a consciência de
missão que o condutor (o ministro de música ou o ministro da Palavra) deve ter. Ele não
está cumprindo uma tarefa irrelevante. Está conduzindo as pessoas à presença de Deus.
Mutatis mutandis, seu papel é o do sacerdote do Antigo Testamento. Ele precisa estar
limpo, espiritualmente. Precisa ter confessado, adorado, pedido perdão, posto-se nas
mãos de Deus. Tem que cuidar de si mesmo para levar o povo a Deus. É uma missão
sublime. Não é uma pessoa que cumpre uma tarefa de uma hora, uma hora e quinze, mais
ou menos. É a pessoa que conduz um rebanho à presença do Majestoso Pastor. É missão
seríssima.
O segundo aspecto é que deve haver nexo na adoração. Não se pode desprezar o fato de
que a adoração tem o que chamei de aspecto retributivo, ou seja, o momento em que
Deus nos fala. Chamei a atenção para a estrutura dos salmos. Eles têm nexo. Há cultos
sem nexo e sem estrutura. Canta-se um hino sobre natal, lê-se uma passagem sobre a
páscoa, canta-se um corinho na sua célebre linguagem intimista, sem fato objetivo da fé
cristã mencionado, ora-se por enfermos e por poder espiritual, canta-se um corinho mais
sobre louvor e um hino sobre missões. Ora, não se pode esquecer que há, na adoração
expressa, o culto, um significado pedagógico. Há uma lição que se transmite. Ou seja, o
que estamos dizendo ao povo. É necessário um fio condutor, que deixe bem claro por
onde estamos andando, e que, ao encerrar o culto, deixe bem claro ao povo por onde ele
andou.
O terceiro aspecto é que deve haver impacto. Nós não produzimos impacto. É obra do
Espírito Santo de Deus impressionar as mentes e os corações. Mas ele não faz isso no
espaço vazio, no éter. Opera nos canais que abrimos. Há cultos irrelevantes.
Prova disso é que vemos igrejas que marcam passo. Meses sem ver uma conversão e
anos com os mesmos problemas. Vemos pessoas que nunca mudam. Fofoqueiras,
brigonas, ranzinzas, maldosas foram e são. E estão, essas igrejas e pessoas, sempre em
adoração.
Deve haver uma revisão, uma análise. Grande parte da procura pelas igrejas do baixo-
pentecostalismo em nossos dias, é que elas alegam que acontecem coisas em seus
cultos. O povo quer o sobrenatural e muito de nosso ensino, nas igrejas tradicionais, tem
tornado o evangelho em algo meramente cognitivo. O impacto espiritual, a consciência de
Deus, e o sobrenatural têm sido omitido em nossos cultos. Você vê pessoas irem à frente,
chorando seus pecados? Vê pessoas agradecendo porque as orações foram atendidas?
Vê pessoas transformadas? Vê o poder de Deus agindo na vida das pessoas? Que
impacto nossos cultos causam na vida dos cultuadores? Nossas igrejas estão melhores
hoje do que no ano passado? Os cultos marcaram as igrejas ou foram apenas palavras ao
vento?
O quarto aspecto é que deve haver espiritualidade. Parece óbvio? Não é tanto assim. Há
cultos hilários, pândegos, há festas, há de tudo. Com todo respeito que tais pessoas
merecem, não consigo ver como um roque pauleira pode trazer espiritualidade e
quebrantamento. Não consigo associar contrição com uma bateria ensurdecedora, nem
confissão de pecado com dança. Espiritualidade pode ser subjetivada, mas aqui quero
falar do elemento do culto que produz contrição, reflexão, mudança de atitudes. Não
apenas a agitação. Numa frase de Bill Ichter, “algo que mexa com o coração e não com os
pés”. Mas até admito que os pés se mexam, mas não aceito que os corações não se
movam.
O quinto e último, é que deve haver a glorificação de Deus. Por último, mas não o menos
importante. Assusta-me o culto à personalidade no cenário evangélico. “O grande servo de
Deus”, uma frase comum em nosso meio, já é um contra-senso, em si mesmo. Quando a
atração é alguém, um elemento humano, o culto já começou a ser desvirtuado. Deus não
reparte a sua glória com o homem. Uma citação de Bruce Shelley, em A Igreja, o Povo de
Deus, ajuda neste raciocínio: “A verdadeira adoração, porém, deve ser sempre para a
glória de Deus. Nos cultos modernos, muita atenção é dirigida para o que acontece com o
adorador. As igrejas recorrem a som, luzes, simbolismo, liturgia e encenação, a fim de
provocar sentimentos emocionais no adorador. Os que participam tendem a avaliar o culto
em termos de como ele os edificou ou fê-los sentir-se bem ou os inspirou.” (p. 81). Ou
seja, o homem passa a medida do culto, seu valor maior.
Na citação de Shelley ele menciona o fato de que coisas podem tornar-se mais importante
que Deus. O que digo é que há momentos em que pessoas podem tornar-se mais
importante que Deus. Quando se vê um cartaz de campanha de evangelização com os
dizeres Sua vida vai mudar. Fulano de Tal no estádio Tal é que se vê que antropolatria
moderna afetou nossas estruturas de culto. O convite é para ouvir o pregador e é ele quem
vai mudar a vida do ouvinte. Isso tem um leve odor de blasfêmia.
Encerrado um culto, uma pergunta muito pertinente é esta: “As pessoas aprenderam mais
de Deus hoje? Compreenderam mais de sua glória, de sua majestade, de seu amor?
Cresceram no conhecimento de Deus?”. Se a resposta for sim, podemos dizer que a
Igreja, em culto, alcançou o cumprimento de sua missão: a adoração que glorifica o
Adorado e marca o adorador.

Conclusão
Andamos um pouco em nossa caminhada. Esta é a primeira parte da minha, permitam-me
chamá-la assim, trilogia. Foi A Verdadeira Missão da Igreja. Nas demais partes, pretendo
falar sobre A Adoração e a Proclamação e, depois, sobre A Adoração, a Edificação e a
Doutrina. Se tivesse que sintetizar minha primeira fala numa frase, ela seria Primeiro Deus.
Foi isso que pretendi dizer. É isso que acho que, como ministros da Igreja do Senhor,
ministros do culto a Deus, devemos ter como lema em nosso ministério.

Referência: Jó 4.24 – Ef 4.11-16 – Mt 28.18-20

INTRODUÇÃO

Por que a igreja existe? Por que nos reunimos aqui domingo após domingo? Por que você
está aqui e não assistindo fantástico? Por que lê sua Bíblia e é chamado de crente?

A igreja é importante? Qual é sua missão? Qual é seu propósito?

Precisamos saber quem somos para sabermos o que fazer?


I. EM RELAÇÃO A DEUS A IGREJA EXISTE PARA ADORAR

1. Adoração é a maior missão da igreja

A igreja é uma comunidade adoradora. A maior missão da igreja não é fazer missões, mas
adorar a Deus. Deus e não o homem é o centro de todas as coisas. Missões existem para
salvar um povo que adora.

2. Adoração é centrada em Deus

Apocalipse descreve a igreja adorando aquele que está assentado no trono: ele é soberano,
santo e tem as rédeas da história nas mãos.

Apocalipse descreve a igreja adorando o Cordeiro que foi morto. Ele é o leão da tribo de
Judá. Ele venceu para abrir o livro e seus sete selos.

3. Adoração tem a ver com conteúdo e não com forma

Não temos uma forma litúrgica na Bíblia. Temos, sim, o povo de Deus adorando a Deus
com sinceridade, verdade, alegria.

O culto não é um show nem um funeral. O culto não é uma apresentação para ser visto
pelos homens (fariseu no templo orando).

1. Jesus diz para a mulher samaritana que o que adoração não é:

a)Não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4:20) – Não é neste monte nem naquele.
Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a
atitude do adorador.

b)Não é adoração sem entendimento (Jo 4:22) – Os samaritanos adoravam o que não
conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de
compreensão.

c)Não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26) – Os samaritanos


adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa
adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A
música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl
40:3).

2. Jesus diz para a mulher samaritana o que a adoração é:

a)A adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24) – O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não
se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo.

b)A adoração precisa ser sincera (Jo 4:24) – Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o
coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho e sem vida.
Princípio bíblicos para o adorador:

1. O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração

Não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

A prática da adoração está enraizada na vida do adorador.

A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador.

Exemplo: Caim – Deus rejeitou a vida de Caim antes de rejeitar a oferta e o culto da Caim.
Se a nossa vida não estiver certa com Deus, o nosso culto será uma ofensa a Deus.

Isaías 1:14 – “As vossas festas de lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as
aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.

E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos, enquanto Deus está
procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens”.

Não é a grandes talentos que Deus usa, mas a homens piedosos – Vocês são as suas próprias
ferramentas. Mantenham-nas afiadas. Mantenham sempre vestes alvas e tenham sempre
óleo fresco sobre a cabeça.

2. O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance


diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus.

O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os
seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo.

Exemplos: 1) Hofni e Finéias – Trouxeram a Arca da Aliança para o acampamento, símbolo


da presença de Deus e mesmo assim, o povo foi derrotado. 2) Amós 5:21-24 – Deus disse:
“Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho
nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me
agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta
de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes,
corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene”.

3. O adorador precisa entender que um culto ainda que ortodoxo divorciado da vida
cotidiana não agrada a Deus

Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual.

O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de louvor e de
ministramos que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida
(Rm 12:1).
O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação
interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia. Jeremias 7:1-15

4. O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo
perdido

O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o
culto. Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente.

Deus aconselhou no caso a apagarem o fogo do altar e a fechar a porta da igreja. Estavam
perdendo tempo.

A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus? Tocamos e


cantamos porque gostamos, ou o fazemos para glorificar aquele que é digno? O fariseu
gostava de cantar QUANDO GRANDE ÉS TU diante do espelho.

ISTÃO PRECISA SER ADORADOR


Posted by Luiz Carlos Dalbem on 13:12

O CRISTÃO PRECISA SER ADORADOR João 4:23 e 24


"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade;
Hoje em dia, muitas pessoas dizem adorar a Deus. Porém, o estilo de
vida delas reflete fielmente tal alegação? Adorador não são simplesmente
os músicos da Igreja, contudo com os instrumentos e vozes, levam os
demais (toda igreja) a abrir o coração para que Deus receba nossa oferta
de adoração.
Precisamos entender que o nosso comportamento revela a nossa fé.
Aliás, nos tornamos semelhantes àquilo que admiramos (Sl.115:8). A
maneira como agimos hoje mostra o que desejamos para o nosso amanhã.
Portanto, submetamos todo o nosso pensamento ao Senhorio de
Cristo!Antes de levarmos ao trono de Deus a nossa adoração, temos que
consertarmos com Deus e com nosso irmão, não seja religiosos.Para 2014,
entre com o propósito de excluir a religião de sua vida, mas ativar sua
comunhão com Deus. (2ºCo.10:5)
Quais são as nossas PRIORIDADES?
Lembremo-nos que elas definem o nosso FOCO, o qual, por sua vez,
determina a nossa CONDUTA. Na adoração meu coração precisa estar
voltado para Deus e não para meus problemas pessoais. MT22:37ª39
O adorador busca agradar a Deus.
Se esta não for a realidade, o indivíduo pode ser qualquer coisa, menos
um cristão autêntico. Observemos as palavras do Salvador: "E por que
me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?" (Lc.6:46)
Aquele que ama a Jesus preza pelas Palavras do Mestre" (Jo.14:23,24)
Sempre anda em obediência e fidelidade e ensinamos nossos filhos a
fazer o mesmo. Criar filhos com caráter de Cristo é nossa missão, pois os
filhos são herança do Senhor. O comportamento dos filhos na Igreja
reflete o tipo de educação espiritual que recém em casa.
Quando desejamos a Deus de todo o nosso coração, somos
aperfeiçoados e abandonamos a prática de tudo aquilo que entristece ao
Altíssimo. Não ficamos reprisando os mesmos erros. I João 3:6
No momento da fraqueza, o cristão sabe a Quem recorrer" (Hb.2:17-
18) " (Hb.4:14-16)
O "religioso" luta contra o pecado por medo de ir para o inferno. Todavia,
como a motivação está equivocada, a guerra não dura muito tempo. Ao
enfrentar o fogo da tentação, ele cede ao pecado, e ai sai do
propósito.. Em contrapartida, o cristão batalha contra a carnalidade (tudo
aquilo que não agrada a Deus) pelo fato de não suportar a possibilidade
de viver sem a Presença do Pai. Ainda que tropece, não permanece
prostrado, pois recebe do Altíssimo o auxílio necessário para continuar na
caminhada como fiel ao Senhor.SL 37:23 e 24
LEMBRANDO QUE: Não existe desviados da igreja ou da vida espiritual.
São os que chamamos de ' FORA DO PROPOSITO ", pois o propósito de
Deus é a salvação de todo ser humano. DEUS VOS ABENÇOE E QUE 2014,
SEJA O ano da restauração