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Curso:

Engenharia Civil
Disciplina:
Sistemas Estruturais
Estruturas de Madeira
DIMENSIONAMENTO
DE ELEMENTOS A
COMPRESSÃO

Profª Mariana Leite


OBJETIVOS

- Dimensionamento de elementos comprimidos


- Exercício
- Capítulo 7 do livro de estruturas de madeira
INTRODUÇÃO

- Peças comprimidas são encontradas em componentes de


treliças, sistemas de contraventamento, além de colunas ou
pilares isolados ou pertencentes a pórticos
- Estas peças podem estar sujeitas a compressão simples e a
flexocompressão por ação de carga aplicada com excentricidade
ou de um momento fletor oriundo de cargas transversais, em
combinação com a carga axial de compressão
- Atenção especial a flambagem (flambagem por compressão) a
qual reduz a resistência da peça em relação ao caso de peça
curta
- As peças comprimidas podem ser de seção simples ou de seção
composta
SEÇÕES TRANSVERSAIS DE PEÇAS COMPRIMIDAS

Seção maciça de Seção maciça de madeira Seção maciça de madeira Seção maciça de madeira laminada colada,
madeira roliça lavrada: seção retangular com serrada: seção retangular, com seções retangulares, em I ou T
lados variando de 20 a 40 cm dimensões padronizadas

Seção composta de madeira serrada Seção composta de madeira


Seção composta de madeiras roliças,
ou laminada, com ligações serrada ou laminada, com
ligadas com talas de madeira pregada
descontínuas nas interfaces ligações contínuas entre as peças
FLAMBAGEM
A resistência de uma coluna pode ser representada como uma função de seu índice de esbeltez. Para colunas muito curtas
(baixo l/i) não ocorre o processo de flambagem e a tensão resistente nominal fc é igual a tensão resistente à compressão do
material fc. Para colunas esbeltas, a resistência é dada por fc=Nc/A, onde em Nc estão incluídos todos os efeitos redutores de
carga última em relação à carga crítica Ncr.
Na curva de flambagem pode-se distinguir três tipos de colunas:
Colunas esbeltas (valores elevados de l/i) para as quais a flambagem ocorre em regime elástico e a resistência fc’ aproxima-se de
fcr’.
Colunas de esbeltez intermediária, nas quais a influência das inperfeições geométricas e da não linearidade física reduz a
resistência
Colunas curtas (baixos valores de l/i), nas quais a tensão resistente é tomada igual à rensão resistente à compressão do material

Em peças de elevado índice de esbeltez , a flambagem é


realizada em regime elástico, isto é, com tensões i nferiores
ao limite de p roporcionalidade. As peças curtas atingem a
resistê ncia à ruptur a por compressão, sem e feito de flam
bagem. Nas p eças intermediária, verifica-s e flambagem
inelástic a, isto é, com tensões superiores ao limite de
proporcionalidade.
FLAMBAGEM
FLAMBAGEM
PEÇAS CURTAS
PEÇAS MEDIANAMENTE ESBELTAS
PEÇAS MEDIANAMENTE ESBELTAS
PEÇAS ESBELTAS
EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
1º passo: Propriedades mecânicas
𝑘 = 0,7 × 1,0 × 0,8 = 0,56
𝑓𝑡𝑘
𝑓 =𝑘 ×
𝛾

0,7 × 40,9 𝑀𝑃𝑎


𝑓 = 0,56 × = 11,4 𝑀𝑃𝑎
1,4

𝐸 , =𝑘 ×𝐸

𝐸 , = 0,56 × 15.225 𝑀𝑃𝑎 = 8.526 𝑀𝑃𝑎

𝜑 = 0,8
EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
2º passo: Análise de colunas curtas ( 𝒇𝒍 )

Carga de projeto

𝑁 =𝑓 ×𝐴

86,6 cm Comprimento de flambagem 𝑁 = 11,4 × 10 𝑃𝑎 × 0,075 = 64,1 𝑘𝑁


EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
3º passo: Análise de colunas medianamente esbeltas ( 𝒇𝒍 )

Valor buscado Carga de projeto 𝑒 =


𝑙
300

𝜋 𝐸, 𝐼
𝑁 =
𝑙 ²

𝐼
𝑊=
𝑎
EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
3º passo: Análise de colunas medianamente esbeltas ( 𝒇𝒍 )
Carga crítica
𝑏×ℎ 𝜋 𝐸, 𝐼
𝐼= 𝑁 =
12 𝑙 ²
7,5 × 7,5
𝐼= = 263,7 𝑐𝑚 𝜋 8.526 × 10 𝑃𝑎 × 2,637 × 10 𝑚
12 𝑁 = = 74,1 𝑘𝑁
1,73𝑚²
𝐼 2,637 × 10 𝑚
𝑊= =
𝑎 0,0375
= 7,03 × 10 𝑚³ 𝑙 173
𝑒 = = = 0,58 𝑐𝑚
300 300
cm Comprimento de flambagem
EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
3º passo: Análise de colunas medianamente esbeltas ( 𝒇𝒍 )
Carga de projeto
𝑁 𝑁 × 0,0058𝑚 74.100
+
0,005625 𝑚 × 11,4 × 10 𝑃𝑎 7,03 × 10 𝑚³ × 11,4 × 10 𝑃𝑎 74.100 − 𝑁

74.100
𝑁 × 1,56 × 10 + 𝑁 × 7,24 × 10
74.100 − 𝑁

0,54𝑁
𝑁 × 1,56 × 10 +
74.100 − 𝑁

1,16𝑁 − 1,56 × 10 𝑁 ² 0,54𝑁


+ =1
74.100 − 𝑁 74.100 − 𝑁

𝑵𝒅 = 𝟑𝟒, 𝟒 𝒌𝑵
EXEMPLO 1
Para um caibro (7,5 X 7,5 cm) de pinho-do-paraná de 2ª categoria, sujeito à compressão
simples, calcular a carga máxima de projeto Nd para diversos comprimentos de flambagem.
Admitir carga de longa duração e classe 2 de umidade.
Excentricidade
4º passo: Análise de colunas esbeltas (8 𝒇𝒍 )
𝑙 ℎ
𝑒 = >
Carga crítica 300 20
𝑒 = 1,01 > 0,375
𝜋 𝐸, 𝐼
𝑁 = Excentricidade complementar de fluência
𝑙 ²
𝜑𝑁 ∗
𝑒 = 𝑒 +𝑒 × exp −1
𝜋 8.526 × 10 𝑃𝑎 × 2,637 × 10 𝑚 𝑁 − 𝑁∗
𝑁 =
3,0311²

𝑁 = 24,65 𝑘𝑁
Admitindo que o esforço Normal Nd é oriundo de carga
permanente 𝑁 ∗ = 𝑁 /1,4

cm Comprimento de flambagem
EXEMPLO 2
Com o auxílio de tabelas, calcular o Esforço Normal Máximo de projeto Nd para a peça
comprimida do exemplo 1, considerando .

1º passo: Cálculo do índice de esbeltez (coluna curta? Esbelta?)

Ou seja, sendo 𝟒𝟎 < 𝒍𝒇𝒍 /𝒊 ≤ 𝟖𝟎, trata-se de uma coluna medianamente esbelta

2º passo: Relação Elasticidade / Tensão


𝐸 15.225 𝑀𝑃𝑎
= = 372
𝑓 40,9 𝑀𝑃𝑎
EXEMPLO 2
Com o auxílio de tabelas, calcular o Esforço Normal Máximo de projeto Nd para a peça
comprimida do exemplo 1, considerando .

3º passo: Consultar a tabela

𝑓′
𝜌= = 0,537
𝑓
EXEMPLO 2
Com o auxílio de tabelas, calcular o Esforço Normal Máximo de projeto Nd para a peça
comprimida do exemplo 1, considerando .

4º passo: Calcular a tensão resistente com efeito de flambagem


𝑓′
𝜌= = 0,537
𝑓

𝑓′ = 0,537 × 11,4 𝑀𝑃𝑎

𝑓′ = 6,12 MPa

5º passo: Calcular o esforço normal máximo de projeto

𝑁 = 𝑓′ × 𝐴 = 0,612 × 7,5 × 7,5 = 34,4 𝑀𝑃𝑎


EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
1º passo: Propriedades mecânicas
𝑘 = 0,7 × 1,0 × 0,8 = 0,56
𝑓𝑡𝑘
𝑓 =𝑘 ×
𝛾
0,7 × 62,0 𝑀𝑃𝑎
𝑓 = 0,56 × = 17,4 𝑀𝑃𝑎
1,4
𝐸 , =𝑘 ×𝐸
𝐸 , = 0,56 × 18.421 𝑀𝑃𝑎 = 10.316 𝑀𝑃𝑎
𝜑 = 0,8
𝐸 18.421
= = 297,11
𝑓 62,0
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
2º passo: Propriedades geométricas
𝜋𝑑 𝜋 16
𝐴= = = 201 𝑐𝑚²
4 4
𝜋𝑑
𝐼= = 3217 𝑐𝑚
64
𝜋𝑑
𝑊= = 402 𝑐𝑚
32

𝐼 𝑑
𝑖= = = 4 𝑐𝑚
𝐴 4
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
3º passo: Combinações no ELU
𝑁 = 1,4 × 42 + 1,4 × 45 = 121,8 𝑘𝑁
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
4º passo: Coluna com 𝒇𝒍
i. Cálculo do índice de esbeltez (coluna curta? Esbelta?)

Ou seja, sendo 𝟒𝟎 < 𝒍𝒇𝒍 /𝒊 ≤ 𝟖𝟎, trata-se de uma coluna com esbeltez intermediária
ii. Carga crítica

𝜋 𝐸 , 𝐼 𝜋 1032 3217
𝑁 = = = 364 𝑘𝑁
𝑙 ² 300²
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
4º passo: Coluna com 𝒇𝒍 𝑙 300
𝑒 = = = 1 𝑐𝑚
iii. Momento de projeto 300 300
𝑁
𝑀 =𝑁 𝑒
𝑁 −𝑁

364
𝑀 = 121,8
364 − 121,8

𝑀 = 183,0 𝑘𝑁. 𝑐𝑚
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
4º passo: Coluna com 𝒇𝒍
𝜎 𝜎
iv. Verificação de segurança + ≤1
𝑓 𝑓
𝑁 𝑀
+ ≤1
𝐴𝑓 𝑊𝑓
121,8 183,0
+ ≤1
201 × 1,74 402 × 1,74
0,35 + 0,26 ≤ 1
0,61 ≤ 1

A coluna satisfaz o critério de segurança!


EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
5º passo: Coluna com 𝒇𝒍
i. Cálculo do índice de esbeltez (coluna curta? Esbelta?)

Ou seja, sendo 𝒍𝒇𝒍 /𝒊 > 𝟖𝟎, trata-se de uma coluna esbelta

ii. Carga crítica

𝜋 𝐸 , 𝐼 𝜋 1032 3217
𝑁 = = = 204,8 𝑘𝑁
𝑙 ² 400²
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
5º passo: Coluna com 𝒇𝒍 𝑙 400
𝑒 = = = 1,33 𝑐𝑚
iii. Momento de projeto 300 300
𝑁
𝜑𝑁 ∗ 𝑀 =𝑁 𝑒 +𝑒
𝑒 = 1,33 × exp −1 𝑁 −𝑁
𝑁 − 𝑁∗
0,8 × 64,5
𝑒 = 1,33 × exp −1
204,8 − 64,5
𝑒 = 0,59 𝑐𝑚 204,8
𝑀 = 121,8 1,33 + 0,59
204,8 − 121,8
𝑁∗ = 𝑁 + Ψ + Ψ 𝑁
𝑴𝒅 = 𝟓𝟕𝟕, 𝟎 𝒌𝑵. 𝒄𝒎
𝑁 ∗ = 42 + 0,3 + 0,2 45
𝑁 ∗ = 64,5 𝑘𝑁
EXEMPLO 3
Uma coluna roliça de madeira serrada de eucalipto 2ª categoria, com diâmetro nominal de
16 cm, está sujeita aos seguintes esforços axiais de compressão: Ng = 42 kN (permanente) e
Nq = 45 kN (variável de utilização). Verificar a segurança da coluna no ELU para dois valores
de comprimento de flambagem: 3 m e 4 m. Considerar as seguintes condições de projeto:
ações de longa duração, combinação normal de ações e classe 2 de umidade.
5º passo: Coluna com 𝒇𝒍
𝜎 𝜎
iv. Verificação de segurança + ≤1
𝑓 𝑓
𝑁 𝑀
+ ≤1
𝐴𝑓 𝑊𝑓
121,8 577,0
+ ≤1
201 × 1,74 402 × 1,74
0,35 + 0,82 ≤ 1
𝟏, 𝟏𝟕 > 𝟏

A coluna NÃO satisfaz o critério de segurança...