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Terça-feira, 14 de Abril de 2015


I Série
Número 24

BOLETIM OFICIAL
2 000000 001996

ÍNDICE
ASSEMBLEIA NACIONAL:
Lei nº 86/VIII/2015:
Regula a instalação e utilização de sistemas de videovigilância em espaços públicos e em locais de acesso ve-
dado ou condicionado ao público, com a finalidade de assegurar a protecção de pessoas e bens, a segurança
e ordem públicas, prevenir a prática de crimes e auxiliar a investigação criminal. ............................... 718
Lei nº 87/VIII/2015:
Cria a Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde, designada por OFCV ou Ordem e são aprovados os
respectivos Estatutos. ......................................................................................................................... 723
Lei nº 88/VIII/2015:
Aprova o Código da Contratação Pública. ............................................................................................... 737
Resolução nº 126/VIII/2015:
Elege os cidadãos, Aristides Raimundo Lima, João Pinto Semedo e José Manuel Avelino de Pina Delgado,
para desempenharem o cargo de Juiz do Tribunal Constitucional. ................................................. 783
Resolução nº 127/VIII/2015:
Elege os cidadãos, Maria do Rosário Lopes Pereira (Presidente), Amadeu Luiz António Barbosa, Arlindo
Tavares Pereira, Cristina Maria Neves de Sousa Nobre Leite Bastos e Elba Helena Rocha Pires, para
desempenharem o cargo de membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE). ............................ 783
Resolução nº 128/VIII/2015:
Elege os cidadãos Filomeno Rocha Afonso (Presidente), Alfredo Henrique Mendes Dias Pereira, Jacinto José
Araújo Estrela, Karine de Carvalho Andrade Ramos e Maria Augusta Évora Tavares Teixeira para desem-
penharem o cargo de membro da Agência Reguladora para a Comunicação Social. .............................. 783
Resolução nº 129/VIII/2015:
Elege os cidadãos, Faustino Varela Monteiro, José Maria Vaz de Pina e Djamilson Lenine Estrela Vigano
Pinto, para desempenharem o cargo de membro da Comissão Nacional de Protecção de Dados.......... 783

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718 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

ASSEMBLEIA NACIONAL circuito fechado, através de câmaras fixas ou


através de qualquer outro sistema ou meio
–––––– técnico análogo;

Lei n.º 86/VIII/2015 b) “Espaços públicos”, os locais, as vias públicas,


os estabelecimentos e equipamentos públicos
de 14 de Abril
pertencentes ou afectos à administração cen-
Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta, tral ou municipal, a outras pessoas colectivas
nos termos da alínea b) do artigo 175º da Constituição, públicas ou cuja gestão e responsabilidade
o seguinte: esteja a cargo destas e que estão destinados
predominantemente ao uso da população.
CAPÍTULO I
2. São aplicáveis, para os fins da presente lei, as
Disposições gerais definições constantes do artigo 5.º da Lei de protecçäo de
dados pessoais, que estabelece o regime jurídico geral de
Artigo 1.º
protecção de dados pessoais das pessoas singulares com
Objecto as necessárias adaptações.

A presente lei regula a instalação e utilização de Artigo 4.º


sistemas de videovigilância em espaços públicos e em Princípios gerais
locais de acesso vedado ou condicionado ao público, com
a finalidade de assegurar a protecção de pessoas e bens, a A utilização de sistemas de videovigilância obedece aos
segurança e ordem públicas, prevenir a prática de crimes seguintes princípios gerais:
e a auxiliar a investigação criminal. a) Princípio da legalidade, segundo o qual a re-
Artigo 2.º colha e tratamento das imagens e sons cap-
tados pelo sistema de videovigilância devem
Âmbito de aplicação ser efectuados dentro dos limites fixados na
1. A presente lei aplica-se à instalação e utilização de presente lei e demais legislação aplicável;
sistemas de videovigilância: b) Princípio da finalidade, segundo o qual a video-
2 000000 001996

vigilância só é admissível para os fins previs-


a) Pelas forças de segurança;
tos na presente lei;
b) Por entidade municipal;
c) Princípio da proporcionalidade, segundo o qual
c) Por entidades com competências na gestão do o recurso à videovigilância pressupõe a pon-
sistema de transportes; e deração entre as exigências da manutenção da
segurança e ordem públicas, nomeadamente a
d) Pelas entidades concessionárias ou responsáveis prevenção da prática de crimes, e a protecção do
pela gestão de espaços públicos. direito à reserva da intimidade da vida privada
e de outros direitos fundamentais.
2. A presente lei é também aplicável aos prestadores
de serviço de segurança privada que sejam titulares de Artigo 5.º
alvará, nos termos da Lei que define o regime jurídico Finalidades da videovigilância
da actividade de segurança privada.
Só é permitida a utilização de sistemas de videovigilância
3. A presente lei não se aplica aos casos de utilização para os seguintes fins:
de videovigilância por pessoa individual, no exercício
exclusivamente doméstico ou empresarial, desde que a a) Protecção de edifícios públicos e instalações de
recolha não inclua espaços públicos. interesse público e respectivos acessos, mesmo
quando a sua exploração esteja concessionada a
4. A aplicação da presente lei, nomeadamente, entidades privadas;
quanto ao tratamento, responsabilidade e protecção
de dados pessoais, observa o regime estabelecido na b) Protecção de instalações com interesse para a se-
Lei n.º 133/V/2001, de 22 de Janeiro, com as alterações gurança e defesa nacional;
aprovadas pela Lei n.º 41/VIII/2013, de 17 de Setembro e c) Protecção de edifícios classificados como património
pela Lei n.º 42/VIII/2013, de 17 de Setembro, doravante histórico ou cultural;
designadas por LPDP.
d) Protecção da segurança das pessoas e bens e pre-
Artigo 3.º
venção da prática de crimes ou identificação
Definições dos seus autores, em locais que, pelo tipo de
actividades que neles se desenvolvem, sejam
1. Para efeitos da presente lei, entende-se por: susceptíveis de gerar especiais riscos de segu-
rança, designadamente:
a) “Sistema de videovigilância”, a recolha e o trata-
mento de imagens e de sons captados em tempo i. Em locais de detenção ou de cumprimento de
real por sistemas de vídeo e de fotografia em medidas privativas de liberdade;

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ii. Nos postos fronteiriços; 3. A Comissão pode, fundamentadamente, no quadro


da emissão do parecer a que se refere o número 1:
iii. Nas instalações portuárias e aeroportuárias
e nos serviços de transporte público; a) Formular recomendações tendo em vista assegurar a
necessidade de protecção dos dados pessoais,
e) Prevenção de actos terroristas; sujeitando a emissão de parecer totalmente
positivo à verificação do cumprimento das
f) Actividades de prevenção e investigação crimi- suas recomendações;
nal nos termos do artigo 11.º da Lei n.º 16/
b) Dispensar expressamente a existência de cer-
VII/2007, de 10 de Setembro e do artigo 21.º
tas medidas de segurança, garantido que se
da Lei nº 30/VII/2008, de 21 de Julho;
mostre o respeito pelos direitos, liberdades e
garantias dos titulares dos dados.
g) Prevenção e segurança rodoviária de pessoas e bens.
4. No caso de parecer negativo da Comissão, a autorização
Artigo 6.º
não pode ser concedida.
Limites Artigo 9.º

Prazo de autorização
1. É proibida a instalação de câmaras de videovigilância,
com ou sem gravação de som, em quaisquer áreas, mesmo 1. O prazo de autorização para instalação e utilização
que situadas em espaços públicos, que sejam, pela sua de videovigilância não deve exceder os dois anos para
natureza, destinadas a serem utilizadas no resguardo da as finalidades previstas nas alíneas d) a g) do artigo 5.º,
intimidade ou de culto religioso. podendo esta ser renovada, sendo o procedimento de
renovação idêntico ao de autorização.
2. É proibida a captação de sons, salvo quando seja
estritamente necessária para assegurar a defesa e pro- 2. O pedido de renovação apresentado até trinta dias
tecção das pessoas e bens em situações de elevado risco, antes do fim do prazo de duração da autorização ou
nomeadamente em situação de calamidade ou catástrofe renovação e que não tenha sido decidido, considera-se
natural, ou em situação atentatória da segurança nacional. provisoriamente deferido, nos termos e limites antes
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definidos, até que seja proferida decisão.


3. As imagens e sons acidentalmente captados, em vio-
lação do disposto na presente lei, devem ser imediatamente 3. As autorizações emitidas para as finalidades previstas
destruídos pela entidade responsável pelo tratamento. nas alíneas a) a c) do artigo 5.º mantêm-se, sem necessi-
dade de renovação, enquanto se mantiver a classificação
Artigo 7.º dos edifícios e instalações que justificam a utilização dos
sistemas de videovigilância.
Entidade responsável pelo tratamento
Artigo 10.º

A entidade responsável pelo tratamento das imagens Instrução do pedido


recolhidas pelos sistemas de videovigilância é a entidade
autorizada para a sua instalação ou utilização, nos termos 1. O pedido de autorização de instalação e utilização
da presente lei. de câmaras fixas é requerido pelo dirigente máximo da
força de segurança interessada e deve ser instruído com
CAPÍTULO II os seguintes elementos:
a) Os locais públicos objecto de observação pelas
Sistemas de videovigilância em espaços públicos
câmaras fixas;
Secção I
b) Características técnicas do equipamento utilizado;
Processo de instalação c) Identificação dos responsáveis pela conservação
e tratamento dos dados;
Artigo 8.º
d) Os fundamentos justificativos da necessidade e
Autorização e parecer
da conveniência da instalação do sistema de
vigilância por câmaras de vídeo;
1. A instalação de sistemas de videovigilância está sujeita
a autorização do membro do Governo que tutela a adminis- e) Os procedimentos de informação ao público sobre
tração interna, após parecer da CNPD a que se refere os a existência do sistema;
artigos 22.º e 23.º da Lei n.º 41/VIII/2013, de 17 de Setembro
e pela Lei n.º 42/VIII/2013, de 17 de Setembro. f) Os mecanismos tendentes a assegurar o correcto
uso dos dados registados;
2. O parecer referido no número anterior é emitido g) Os critérios que regem a conservação dos dados
no prazo de sessenta dias a contar da data de recepção registados;
do pedido de autorização, prazo após o qual o parecer é
considerado positivo. h) O período de conservação dos dados.

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2. A autorização de instalação pode também ser Artigo 14.º


requerida pelo Presidente da Câmara Municipal, ou Execução
por dirigente máximo das entidades referenciadas nas
alíneas c) e d) do número 1 do artigo 2º, cabendo nesse Para efeitos da presente lei, cabe à Direcção Nacional
caso, à Direcção Nacional da Polícia Nacional avaliar os da Polícia Nacional, avaliar, nomeadamente, a existência
riscos criminais e as necessidades de controlo dos locais de riscos para pessoas e bens e as necessidades de pre-
constantes do pedido. venção da prática de crimes quando o pedido seja feito
por outra entidade.
3. Nos casos referidos no número anterior, pode a
Secção II
utilização do sistema ser delegada à Polícia Nacional,
mediante protocolo que deve fazer parte do pedido de Utilização dos dados recolhidos
autorização.
Artigo 15.º
Artigo 11.º
Valor probatório
Despacho de autorização
As imagens recolhidas nos termos da presente lei
1. Da decisão de autorização constam: constituem meios de prova em processo penal ou contra-
ordenacional nas diferentes fases processuais.
a) Os locais objecto de observação pelas câmaras
Artigo 16.º
de vídeo;
Acesso aos dados pelas forças e serviços de segurança
b) As limitações e as condições de uso do sistema;
2. As forças de segurança acedem em tempo real ou
c) O espaço físico susceptível de ser gravado, o tipo diferido aos dados captados pelos sistemas de vigilância
de câmara e suas especificações técnicas; por si instalados, bem como aos dados captados pelas
entidades a que se referem as alíneas b) a d) do número
d) A duração da autorização. 1 do artigo 2.º, através de linha de transmissão de da-
2. Quando exista delegação da utilização do sistema dos, garantido o respeito pelas normas de segurança da
na Polícia Nacional, deve a decisão identificar a unidade informação e da disponibilidade técnica.
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orgânica e o responsável pelo tratamento. 3. O acesso referido no número anterior pode ainda ser
3. A autorização pode ser suspensa ou revogada, a todo concretizado através de elementos de ligação presentes
o tempo, mediante decisão fundamentada. na sala de controlo ou noutras instalações disponíveis,
ou através da consulta dos respectivos arquivos.
Artigo 12.º
4. Os elementos de ligação e os responsáveis pelo
Registo dos sistemas acesso em diferido, são agentes das forças de segurança,
devidamente credenciados para o efeito, pelas direcções
A autoridade competente para autorizar a instalação
e comandos respectivos.
de câmaras de vídeo fixas mantém registo público de
todas as instalações autorizadas, do qual consta a data 5. Os acessos previstos nos números anteriores estão
e o local exactos da instalação, o seu requerente e o fim condicionados à celebração de protocolo com a entidade
a que se destina, bem como o período da autorização e detentora dos dados que defina, face às atribuições legais
suas eventuais renovações. ou estatutárias das entidades interessadas, os respectivos
Artigo 13.º
limites e condições.
Artigo 17.º
Publicidade
Medidas de segurança
1. Nos locais objecto de vigilância com recurso a câma-
ras fixas é obrigatória a afixação, em local bem visível, Os responsáveis pela utilização dos sistemas de video-
de informação sobre as seguintes matérias: vigilância e as entidades que tenham acesso aos mesmos
devem adoptar as medidas de segurança referidas no
a) A existência e a localização das câmaras de vídeo; número 1 do artigo 16.º e manter uma lista actualizada
das pessoas autorizadas a aceder às bases de dados.
b) A finalidade da captação de imagens;
Secção III
c) O responsável pelo tratamento dos dados recolhidos,
Registo, comunicação e conservação dos dadoss
perante quem os direitos de acesso podem ser
exercidos. Artigo 18.º

Dados objecto de registo


2. Os avisos a que se refere o número anterior são
acompanhados de simbologia adequada, aprovados por 2. As imagens recolhidas que indiciem factos com
portaria do membro do Governo responsável pela área relevância criminal ou contra-ordenacional são objecto
da administração interna. de registo, devendo ser complementados com os demais
elementos circunstanciais, nomeadamente:
3. A afixação de aviso público é da responsabilidade da
entidade que utiliza o sistema de videovigilância. a) Local, data e hora da ocorrência;

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b) Dados que possam subsidiar a prova da conduta máximo de 24 horas, contados a partir do conhecimento
violadora da lei, independentemente da sua dos factos, juntamente com o suporte original das ima-
natureza criminal ou contra-ordenacional; gens, prosseguindo a tramitação processual penal, na
qualidade de órgão de polícia criminal.
c) Tipo de infracção criminal ou contra-ordenacional,
e indicação sumária das normas que se con- Artigo 21.º
sideram violadas; Conservação dos dados

d) Identificação do agente de autoridade ou do opera- 1. As gravações obtidas de acordo com a presente lei são
dor responsável pela observação. conservadas, em registo codificado, pelo prazo máximo de
trinta dias contados desde a respectiva captação.
3. No caso previsto na alínea d) do número 1 do artigo
seguinte, podem ser registados outros dados pessoais das 2. Os dados recolhidos que constituam elemento de
pessoas envolvidas, mas única e exclusivamente para prova nos termos dos artigos 18.º e 19.º são conservados
efeitos de socorro e emergência. até ao termo do respectivo procedimento, findo o qual
são eliminados.
Artigo 19.º
Artigo 22.º
Comunicação dos dados Segurança e controlo da informação

1. Os dados registados devem ser comunicados: Sem prejuízo do disposto na LPDP, a comunicação de
dados previstas na presente lei, deve assegurar a eficácia e
a) À força ou serviço de segurança em razão das a celeridade dos procedimentos e garantir a segurança, a in-
competências materiais próprias ou delega- tegridade e a confidencialidade da informação transmitida.
das que lhes estão fixadas, visando o respec-
tivo exercício; CAPÍTULO III

b) Às autoridades judiciárias, para efeitos de pro- Segurança privada, doméstica e empresarial


cedimento criminal ou execução de sentença Secção I
de natureza criminal, quando tal resulte da
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Recolha, comunicação e conservação dos dados


lei ou haja sido solicitado por aquelas; por prestadores de serviço de segurança privada

c) Às entidades com responsabilidades pela gestão Artigo 23.º


do trânsito e segurança rodoviária, da mobili- Finalidade e conservação
dade e dos transportes, para efeitos de execução
das respectivas competências; As gravações de imagem feitas por sociedades de segu-
rança privada ou serviços de autoprotecção, no exercício
d) Ao Serviço Nacional de Protecção Civil e da sua actividade, através de equipamentos electrónicos
Bombeiros, sempre que tal possa assegurar de vigilância, visam exclusivamente a protecção de pessoas e
uma maior eficácia nas operações de socorro bens, devendo ser destruídas no prazo de trinta dias, só
e emergência. podendo ser utilizadas nos termos da lei penal e proces-
sual penal.
2. Às entidades referidas no número anterior apenas
Artigo 24.º
são comunicados os dados estritamente necessários para
assegurar o cumprimento das respectivas obrigações le- Obrigação de comunicação
gais e de acordo com os requisitos de segurança previstos
no artigo 22.º. 2. As entidades titulares de alvará ou de licença nos
termos da Lei que define o regime jurídico de exercício da
3. Os meios de comunicação utilizados entre as enti- actividade de segurança privada que pretendam utilizar
dades referidas no número 1, seja por via electrónica ou equipamentos electrónicos de vigilância devem comuni-
suporte físico, devem assegurar a celeridade dos procedi- car à CNPD e ao Ministério da Administração Interna:
mentos a que se destinam, sem prejuízo da preservação
a) Os locais objecto de observação pelas câmaras
da privacidade das pessoas envolvidas.
fixas;
4. A CNDP, tem acesso, sempre que solicitar, às b) Características técnicas do equipamento uti-
comunicações efectuadas no âmbito da presente lei, lizado;
salvaguardando-se os casos onde há segredo de justiça.
c) Identificação dos responsáveis pela conservação
Artigo 20.º e tratamento dos dados, quando não sejam os
responsáveis pelo sistema;
Procedimento
d) Os procedimentos de informação ao público so-
A força de segurança que, de acordo com a presente bre a existência do sistema;
lei, recolha gravação que indicie factos com relevância
criminal ou contra-ordenacional deve elaborar auto de e) Os mecanismos tendentes a assegurar o correcto
notícia que deve remeter ao Ministério Público no prazo uso dos dados registados.

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3. A instalação e a utilização dos sistemas devem ob- CAPÍTULO IV


servar os limites e as proibições constantes do presente
diploma e do artigo 6º da LPDP, sendo aplicáveis, com as Deveres e direitos
devidas adaptações, as normas referentes à utilização, à
Artigo 27.º
conservação, à comunicação e ao registo dos dados.
Dever de sigilo
4. Nos lugares objecto de vigilância com recurso aos
meios previstos nos números anteriores é obrigatória 1. Os operadores dos dados recolhidos no âmbito da
a afixação em local bem visível de um aviso com os presente lei, em razão das suas funções, estão obrigados
seguintes dizeres, consoante o caso, “Para sua protecção, ao dever de sigilo profissional, sob pena de procedimento
este lugar encontra-se sob vigilância de um circuito disciplinar e criminal, mesmo após o termo daquelas
fechado de televisão” ou “Para sua protecção, este lugar funções.
encontra-se sob vigilância de um circuito fechado de
televisão, procedendo-se à gravação de imagem e som”, 2. As demais pessoas que tenham acesso aos dados
seguido de símbolo identificativo. recolhidos ou com eles tiverem contacto estão igualmente
Artigo 25.º
obrigadas ao dever de sigilo, não podendo fazer uso ou
revelar a terceiro ou, por qualquer outra forma, divulgar
Denúncia aos órgãos de polícia criminal estes dados, ou do seu conhecimento dar qualquer publi-
ou entidades judiciárias cidade, em proveito próprio ou de terceiro, sob pena de
procedimento criminal.
Recolhida gravação que indicie factos com relevância
criminal ou contra-ordenacional esta deve ser remetida Artigo 28.º
ao Ministério Público ou aos órgãos de polícia criminal
Informação para fins estatísticos ou didácticos
no prazo máximo de 24 horas, contadas desde o conhe-
cimento dos factos, juntamente com informação sobre:
Os dados objecto de tratamento no âmbito da presente
a) Local, data e hora da ocorrência; lei podem ser usados para efeitos estatísticos ou didác-
ticos, desde que daí não resulte nem a identificação das
b) Dados que possam subsidiar a prova da conduta pessoas nem a de veículos ou outros bens que permitam
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violadora da lei, independentemente da sua essa identificação.


natureza criminal ou contra-ordenacional;
Artigo 29.º

c) Identificação do operador responsável pela ob- Direitos dos interessados


servação.
1. Sem prejuízo do disposto no número seguinte e
Secção II
demais legislação aplicável, são assegurados a todos
Utilizadores empresariais e domésticos aqueles que figurarem nas gravações obtidas de acordo
com a presente lei, os direitos de acesso e de eliminação.
Artigo 26.º
2. O exercício dos direitos previstos no número anterior
Utilizadores empresariais e domésticos
pode ser fundamentadamente negado quando seja sus-
ceptível de constituir perigo para a segurança pública,
1. Quando a recolha de imagens inclua espaços pú-
ou na medida em que afectar o exercício de direitos e
blicos, os utilizadores de sistemas ou câmaras de video-
liberdades de terceiros, ou ainda quando esse exercício
vigilância, empresariais ou domésticos, devem comunicar
prejudique a normal tramitação de processo judicial
na esquadra mais próxima do local objecto de vigilância, a
independentemente da sua natureza.
instalação das câmaras no âmbito exclusivo da finalidade
de protecção de pessoas e bens.
3. Os direitos referidos no número 1 podem ser accio-
nados junto da entidade responsável pelo tratamento dos
2. O formulário de comunicação inclui a identificação
dados, directamente ou através da CNPD.
do responsável, o número de câmaras, o tipo de câmara
e suas especificações técnicas e o espaço físico público
CAPÍTULO VII
susceptível de ser gravado.
Regime sancionatório
3. A comunicação prevista nos números anteriores é
condição de legalidade da prova recolhida para efeito da Artigo 30.º
sua utilização em processo penal ou contra-ordenacional.
Sanções
4. A instalação de sistemas de videovigilância num
condomínio só pode ocorrer se for consentida por todos Sem prejuízo da responsabilidade criminal ou contra-
os condóminos e pelos arrendatários dos imóveis devendo ordenacional, a violação da presente lei é sancionada
os proprietários informar os novos arrendatários sobre a de acordo com o estatuto disciplinar a que o agente se
existência daqueles meios e obter por cláusula no contrato encontre sujeito, aplicando- se o regime sancionatório
o consentimento para a sua utilização. previsto na LPDP.

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CAPÍTULO VI Artigo 2.º

Disposições finais Comissão instaladora

Artigo 31.º
1. Até à eleição e entrada em funcionamento dos órgãos
Regularização estatutários, a Ordem será gerida por uma Comissão
Instaladora, designada nos termos do regime das asso-
1. As entidades e serviços responsáveis pelos siste- ciações públicas profissionais e dos respectivos estatutos,
mas de vigilância por câmaras de vídeo, actualmente que dirigirá o processo eleitoral tendente à instalação
existentes, dispõem de um prazo de noventa dias, a dos titulares eleitos.
contar da data da entrada em vigor da presente lei para
adaptarem os sistemas de videovigilância, pelos quais 2. O mandato da Comissão Instaladora cessa auto-
são responsáveis, às disposições da presente lei, e assim maticamente com o empossamento dos titulares dos
procederem às formalidades nela impostas. cargos eleitos.
2. O não cumprimento do prazo previsto no número Artigo 3.º
anterior, constitui contra-ordenação punido com as
seguintes coimas: Entrada em vigor

a) Tratando-se de pessoas singulares, no mínimo


O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
50.000$00 (cinquenta mil escudos) e no máximo
da sua publicação.
de 150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos);
b) Tratando-se de pessoa colectiva ou de entidade Aprovada em 27 de Fevereiro de 2015.
sem personalidade jurídica, no mínimo de
150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos) e no O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
máximo de 300.000$00 (trezentos mil escudos). Ramos.

Artigo 32.º Promulgada em 6 de Abril de 2015.


Entrada em vigor
Publique-se.
2 000000 001996

A presente lei entra em vigor 30 dias após a sua publi-


cação. O Presidente da República, JORGE CARLOS DE AL-
MEIDA FONSECA.
Aprovada em 24 de Fevereiro de 2015.
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Assinada em 7 de Abril de 2015.
Ramos.
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
Promulgada em 6 de Abril de 2015. Ramos
Publique-se. ESTATUTOS DA ORDEM
O Presidente da República, JORGE CARLOS DE DOS FARMACÊUTICOS DE CABO VERDE
ALMEIDA FONSECA.
TÍTULO I
Assinada em 7 de Abril de 2015.
Disposições gerais
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
Ramos. CAPÍTULO I
–––––– Natureza, âmbito e sede
Lei n.º 87/VIII/2015
Artigo 1º
de 14 de Abril
Natureza, denominação e âmbito
Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta,
nos termos da alínea b) do artigo 175º da Constituição, 1. A Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde (OFCV)
o seguinte: é uma associação pública profissional representativa dos
Artigo 1.º Farmacêuticos, independentemente do seu regime de
trabalho, que se rege pelo presente estatuto.
Objecto

É criada a Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde, 2. O uso da sigla OFCV é privativo da Ordem dos
abreviadamente designada OFCV ou Farmacêuticos de Cabo Verde.

Ordem, e são aprovados os respectivos Estatutos, que 3. A OFCV exerce as atribuições e competências que
se publicam em anexo ao presente diploma, do qual fazem o presente estatuto e as leis lhe conferem em todo o ter-
parte integrante. ritório nacional.

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724 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 2º c) Colaborar com organizações congéneres nacionais;
Sede e representações
d) Colaborar com o departamento governamental
1. A OFCV tem a sua sede na cidade da Praia. responsável pela área da Saúde na definição
e execução da política farmacêutica;
2. A OFCV pode criar, sempre que o entenda necessário
à prossecução dos seus fins, delegações ou outras formas e) Desenvolver relações com organismos congéneres
de representações. de países com os quais Cabo Verde mantém
relações de cooperação na área farmacêutica
Artigo 3º e em todas aquelas que, no âmbito das suas
competências profissionais, contribuam para
Independência e tutela
a defesa da saúde pública;
1. A OFCV é independente dos órgãos do Estado,
dos partidos políticos, das associações patronais, das f) Emitir pareceres e propor soluções em matéria
confissões religiosas, bem como de quaisquer outras en- de política farmacêutica;
tidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras,
sendo livre e autónoma nas suas regras. g) Elaborar e propor a aprovação do Governo o
Código Deontológico da respectiva profissão;
2. A tutela administrativa sobre a OFCV é exercida
pelo membro do Governo responsável pelo sector da h) Organizar uma biblioteca e um serviço de biblio-
saúde, para verificação do cumprimento da lei e para grafia científica e tecnológica;
garantir a prossecução do interesse público definido que
lhe é atribuído, nos exactos termos da Lei n.º 90/VI/2006, i) Editar publicações periódicas ou outras;
de 9 de Janeiro.
j) Organizar em colaboração com universidades,
CAPÍTULO II ordens, sindicatos, associações e outras insti-
tuições, estágios, cursos de aperfeiçoamento e
Princípios fundamentais e atribuições reciclagem, bem como promover a realização
ou participação em congressos, seminários,
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Artigo 4º
conferências e outras actividades da mesma
Princípios fundamentais natureza;

A OFCV define como princípios orientadores da sua k) Velar pelo cumprimento das leis, do presente
acção os seguintes: Estatuto e dos regulamentos aplicáveis, no-
meadamente no que se refere ao título e à
a) O dever de colaborar na definição e execução da profissão de farmacêutico, promovendo pro-
política farmacêutica em cooperação com o cedimento judicial contra quem o use ou exerça
Ministério responsável pela área da Saúde; ilegalmente;
b) O exercício da profissão farmacêutica com total
l) Exercer acção disciplinar sobre os seus associados
independência e dignidade;
sempre que violem os seus deveres ou normas
c) A participação na promoção e defesa da saúde da imperativas que dizem respeito à prática de
população. actos farmacêuticos;

Artigo 5º m) Proceder à inscrição dos farmacêuticos como


requisito indispensável e necessário para o
Atribuições
exercício da profissão farmacêutica em Cabo
São atribuições da OFCV: Verde;

a) Defender e incentivar o respeito e a observância n) Colaborar com as entidades competentes do


dos princípios que informam a dignidade Estado na certificação de serviços farmacêuti-
farmacêutica e o exercício da Profissão, desig- cos, dos estabelecimentos de ensino e respec-
nadamente nos domínios da ética e da deon- tivos planos curriculares, públicos e privados,
tologia profissional; incluindo o reconhecimento da respectiva ido-
neidade, e coadjuvá-lo no controlo de quali-
b) Coadjuvar o Ministério responsável pela área dade dos serviços prestados;
da Saúde em todas as acções que visem o
acesso dos cidadãos aos cuidados médicos e o) Propor ao departamento governamental respon-
farmacêuticos, medicamentosos, preventivos, sável pela área da Saúde, as medidas legis-
curativos e de reabilitação, bem como nas de lativas adequadas ao eficaz exercício da pro-
disciplina e controlo de produção e uso dos fissão e colaborar na execução dessas medi-
produtos químicos, biológicos, alimentares, das, tendo em vista a defesa dos superiores
farmacêuticos e meios de diagnóstico; interesses da saúde pública;

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 725

p) Promover a criação de estruturas de interesse Artigo 7º


para a carreira farmacêutica, que velem, no-
Mandato dos titulares dos órgãos
meadamente, pela ética, pela deontologia e
pela qualificação profissionais; O mandato dos órgãos da OFCV é de três anos, não
podendo os membros serem reeleitos, sucessivamente,
q) Emitir e revalidar carteiras de identificação pro-
mais do que uma vez para o mesmo órgão.
fissional;
Artigo 8º
r) Estudar e propor a adopção de medidas que es-
tejam relacionadas com o exercício da activi- Gratuitidade no exercício de cargos
dade farmacêutica ou com os legítimos direi-
tos e interesses dos farmacêuticos; O exercício de cargos nos órgãos da OFCV é gratuito,
salvo deliberação em contrário da Assembleia-Geral por
s) Elaborar os seus regulamentos internos; maioria absoluta de votos dos seus membros.
Artigo 9º
t) Exercer as demais atribuições previstas na lei.
Incompatibilidade de funções
TÍTULO II
1. É incompatível o exercício de cargos electivos com o
Organização exercício de funções remuneradas na OFCV.

CAPÍTULO I 2. O exercício de funções em órgãos executivos e de


disciplina na OFCV é incompatível entre si.
Disposições gerais
3. O cargo de titular de órgão da OFCV é incompatível
Artigo 6º com o exercício de quaisquer funções dirigentes, titulari-
dade de cargos políticos ou públicos, assessoria perma-
Órgãos nente a titulares de cargos políticos ou de outra função
com a qual haja manifesto conflito de interesses.
1. A OFCV prossegue as suas atribuições através dos
2 000000 001996

seguintes órgãos: Artigo 10º

a) Órgãos Nacionais: Títulos honoríficos

i. Assembleia-Geral; O farmacêutico que tenha exercido cargos nos órgãos


da OFCV, conserva a título honorífico a designação cor-
ii. Bastonário; respondente ao cargo mais elevado que haja ocupado.

iii. Conselho Directivo Nacional; CAPÍTULO II

Órgãos nacionais
iv. Órgão Colegial de Disciplina e Fiscalização.
Secção I
b) Órgãos Regionais:
Assembleia-Geral
i. Conselho Directivo Regional.
Artigo 11º

c) Órgãos Consultivos Nacionais: Natureza

i. Comissão Especializada de Ética e Deontologia A Assembleia-Geral da Ordem é o órgão deliberativo


Farmacêutica; máximo da OFCV.

ii. Comissão Especializada de Formação e Artigo 12º


Qualificação Profissional;
Composição

iii. Comissão Especializada para o Sector Privado. 1. A Assembleia-Geral da OFCV é composta por todos
os seus membros com inscrição em vigor.
2. Sempre que as circunstâncias o exigirem, o Con-
selho Directivo Nacional pode criar outras comissões 2. A Mesa da Assembleia-Geral é constituída por um
especializadas com carácter consultivo temporário ou Presidente e por dois Secretários.
permanente.
3. Só pode ser eleito Presidente, o Farmacêutico com,
3. A composição, as competências, o funcionamento e o pelo menos, dez anos de exercício de profissão.
regime de eleição dos Órgãos Consultivos serão definidos
em regulamento próprio, proposto pelos Órgãos respec- 4. A Mesa escolhe, de entre os seus membros, um
tivos e aprovados pelo Conselho Directivo Nacional. Vice-Presidente, com a aprovação expressa do Presidente.

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726 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 13º 2. Se uma hora após a que for designada para o início
Competência
da sessão ainda não houver quórum, será convocada
nova reunião com intervalo, de pelo menos vinte e quatro
Compete à Assembleia-Geral: horas, podendo a Assembleia deliberar desde que esteja
presente 1/3 dos membros legalmente inscritos.
a) Eleger os titulares dos órgãos da OFCV e os
membros da Mesa da Assembleia-Geral; Artigo 16º

Votação
b) Discutir e aprovar anualmente o orçamento, o
relatório, o plano de actividades, bem como 1. Salvo disposição em contrário, as deliberações serão
as contas que lhe forem submetidas pelo tomadas, por maioria simples dos votos.
Conselho Directivo Nacional;
2. Em caso de empate proceder-se-á a nova votação e
c) Deliberar sobre todos os assuntos respeitantes a se persistir o empate a deliberação fica adiada para nova
actividade da OFCV que se situem no campo reunião da Assembleia-Geral.
dos seus fins estatutários;
Artigo 17º
d) Aprovar o seu Regimento e o Regulamento Representação na Assembleia-Geral
Eleitoral;
1. Qualquer farmacêutico pode fazer-se representar
e) Apreciar a actividade dos demais órgãos da na Assembleia-Geral, por outro farmacêutico, mediante
OFCV, podendo modificar, revogar ou rectifi- declaração escrita.
car quaisquer actos dos mesmos, sem prejuízo
dos direitos de terceiros, nos termos da lei; 2. Para efeitos de constituição de quórum, o número
de representações não poderá exceder 1/4 do número de
f) Fixar o limite mínimo e o limite máximo da quota; presenças.
g) Apreciar o relatório de fim de mandato apresen- 3. Nenhum membro pode representar mais de uma
tado pelo Presidente da OFCV; pessoa em cada reunião.
h) Propor ao Governo através do Conselho Directivo Secção II
2 000000 001996

Nacional, as medidas e providências que


Bastonário
visem a melhoria do exercício da actividade
farmacêutica no país; Artigo 18º

i) Deliberar sobre a alienação ou oneração de bens Bastonário


imóveis que integrem o património da OFCV; O Bastonário é o Presidente da OFCV e, por inerência,
j) Criar formas de representação noutros locais do o Presidente do Conselho Directivo Nacional.
território nacional; Artigo 19º

k) Aprovar os regulamentos internos respeitantes Competência


ao procedimento disciplinar e aos actos eleito-
rais e referendário; 1. Compete ao Bastonário da OFCV:

a) Representar a Ordem em juízo e fora dele;


l) Decidir sobre os recursos interpostos contra as
decisões do Bastonário. b) Dirigir os serviços da Ordem;
Artigo 14º
c) Convocar e presidir as reuniões do Conselho
Reuniões Directivo Nacional;

1. A Assembleia-Geral reúne-se, ordinariamente uma d) Executar e fazer executar as deliberações do


vez por ano e extraordinariamente sempre que circunstân- Conselho Directivo Nacional;
cias especiais o justifiquem.
e) Elaborar o relatório anual das actividades da
2. As reuniões extraordinárias serão convocadas Ordem;
pelo Presidente da Mesa da Assembleia-Geral com a
f) Exercer a competência do Conselho Directivo
antecedência mínima de quinze dias, por iniciativa do
Nacional em casos urgentes ou quando ela
Bastonário, da Mesa da Assembleia, ou ainda, de pelo
lhe for especialmente delegada pelo mesmo
menos 2/3 dos membros da OFCV.
Órgão;
Artigo 15º
g) Solicitar, por iniciativa própria, ao Presidente
Quórum da Mesa a convocação da Assembleia-Geral
extraordinária;
1. As reuniões da Assembleia-Geral só poderão
realizar-se com a presença ou representação de mais de h) O mais que lhe for cometido pela Assembleia-
metade dos seus membros com inscrição em vigor. Geral

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 727

2. O Bastonário da OFCV será substituído, nos seus i) Elaborar e apresentar à Assembleia-Geral o


impedimentos temporários, pelo Vice-Presidente do relatório, contas e orçamento anuais;
Conselho Directivo Nacional.
j) Gerir o património mobiliário e imobiliário da OFCV,
3. No caso de impedimento permanente do Bastonário, mantendo actualizado o respectivo cadastro;
o Conselho Directivo Nacional elege, nos noventa dias
subsequentes, de entre os seus membros um novo presi- k) De uma maneira geral, exercer as atribuições e
dente. praticar os actos necessários a prossecução
dos fins da OFCV, de harmonia com as deliberações
4. Até à posse do novo presidente, exerce funções o vice- da Assembleia-Geral ou com as competências
presidente, e na sua falta o membro escolhido pelo Con- legais que lhe cabem;
selho Directivo Nacional, na primeira sessão ordinária
subsequente ao facto. l) Aprovar os regulamentos internos, excepto
aqueles cuja competência esteja atribuída à
5. O Presidente eleito nos termos do número 3 exerce Assembleia-Geral.
funções até ao termo do mandato do respectivo antecessor.
Artigo 23º
Secção III
Funcionamento
Conselho Directivo Nacional
1. O Conselho Directivo Nacional reúne ordinariamente
Artigo 20º de três em três meses e extraordinariamente sempre que
necessário, por iniciativa do Bastonário ou a pedido de
Natureza
pelo menos dois dos restantes membros efectivos.
O Conselho Directivo Nacional é o órgão executivo
2. O Conselho Directivo Nacional só pode reunir e deliberar
máximo da OFCV.
estando presente o Bastonário ou seu substituto em ex-
Artigo 21º ercício e pelo menos mais dois dos restantes membros.
Composição 3. O Conselho Directivo Nacional delibera por maioria
absoluta de votos dos membros presentes, tendo o Presi-
2 000000 001996

O Conselho Directivo da OFCV é constituído pelo Bas- dente voto de qualidade.


tonário, que preside, um Vice-Presidente, o Presidente
do Conselho Directivo Regional, um Tesoureiro e um Secção IV
Secretário.
Órgão Colegial de Disciplina e Fiscalização
Artigo 22º
Artigo 24º
Competência
Composição
Compete ao Conselho Directivo Nacional:
O Conselho Jurisdicional é o Órgão Colegial de Dis-
a) Dirigir a actividade da OFCV a nível nacional; ciplina e Fiscalização superior da OFCV, composto por
cinco membros:
b) Coordenar e orientar o Conselho Directivo Regional;
a) Um presidente;
c) Dar cumprimenta as deliberações da assembleia-
geral; b) Um vice-presidente;

d) Autorizar a inscrição dos membros e manter ac- c) Dois vogais; e


tualizado o quadro geral dos farmacêuticos.
d) Um secretário
e) Fixar as jóias e quotas a pagar pelos membros; Artigo 25º

f) Cobrar as receitas e efectuar as despesas previstas Independência


no orçamento aprovado pela assembleia-geral;
O Conselho Jurisdicional é absolutamente indepen-
g) Dar pareceres e informações sobre assuntos rela- dente dos demais órgãos da OFCV.
cionados com o exercício da profissão farmacêu-
Artigo 26º
tica que lhe forem solicitados pelo Governo, por
farmacêuticos inscritos na OFCV ou que, por Competência
sua iniciativa, entenda dever prestar as enti-
dades, públicas ou privadas, cuja actividade 1. Compete ao Conselho Jurisdicional:
esteja relacionada com aquele exercício;
a) Velar pelo cumprimento da lei, deste Estatuto
h) Mandar passar certidões ou prestar informações e dos regulamentos internos por parte dos
de harmonia com o Código do Procedimento Órgãos da OFCV e respectivos titulares, bem
Administrativo; como por parte dos membros;

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728 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

b) Instruir e julgar os processos disciplinares em f) Elaborar e apresentar anualmente ao Conselho


que sejam arguidos os membros que exercem Directivo Nacional o relatório, contas e o or-
ou exerceram cargos nos órgãos nacionais ou çamento da região;
regionais;
g) Requerer ao Presidente do Conselho Directivo
c) Julgar em segunda instância os recursos inter- Nacional a convocação de assembleias ex-
postos das decisões proferidas pelo Conselho traordinárias, sempre que o julgue conveniente;
Directivo Nacional, bem como emitir os pare-
h) Dar os pareceres e informações que lhe forem
ceres que lhe forem solicitados pelos Órgãos
solicitados pelo Bastonário, pelo Conselho
nacionais;
Directivo Nacional e pelos farmacêuticos da
região.
d) Examinar e emitir parecer sobre as contas anuais a
apresentar pelo Conselho Directivo à Assembleia- CAPÍTULO IV
Geral e apresentar ao Conselho Directivo as
sugestões que entenda convenientes; Consultas internas
Artigo 29º
e) Examinar e dar parecer sobre as contas anuais;
Consultas internas
f) Consultar quaisquer documentos que titulem
1. O Bastonário, por sua iniciativa, ou a pedido do
receitas e despesas da OFCV, bem como os
Conselho Directivo Nacional ou 1/5 dos membros, pode
documentos que as autorizem.
convocar plenários nacionais para discutir assuntos de
relevante interesse para a classe farmacêutica.
2. As deliberações tomadas pelo Conselho Jurisdicional
devem ser por este comunicadas ao Conselho Directivo 2. Têm direito a participar nesses plenários, cujas pro-
Nacional, para os devidos efeitos. postas ou sugestões têm natureza meramente consultiva,
todos os farmacêuticos inscritos na OFCV.
CAPÍTULO III
3. A convocação é feita por meio de anúncio, do qual
Órgãos regionais constará a ordem de trabalhos, publicado em dois jornais
2 000000 001996

de grande circulação, com pelo menos quinze dias de an-


Artigo 27º tecedência em relação a data designada para a reunião.

Conselho Directivo Regional CAPÍTULO V


Eleições
1. O Conselho Directivo Regional é o órgão executivo da
OFCV a nível regional e é composto por um Presidente, Secção I
um Secretário e um Tesoureiro.
Disposições gerais
2. A área geográfica do Conselho Regional será definida Artigo 30º
em regulamento aprovado pelo Conselho Directivo Nacional.
Carácter electivo do exercício dos cargos
Artigo 28º
Os titulares dos órgãos da OFCV são eleitos por sufrágio
Competência universal, directo, secreto e periódico dos membros com
inscrição em vigor.
Compete ao Conselho Directivo Regional:
Artigo 31º
a) Executar as deliberações da Assembleia-Geral; Regimes de eleição

b) Divulgar e dar execução às directrizes emanadas 1. O Bastonário e os titulares do Conselho Directivo


do Conselho Directivo Nacional; Nacional, do Conselho Regional são eleitos pelo sistema
maioritário a uma volta, sendo considerada vencedora a
c) Organizar o processo de inscrição na Ordem dos lista que obtiver a maioria dos votos validamente expres-
Farmacêuticos da região; sos na Assembleia-Geral.

d) Exercer as actividades da Ordem e praticar os 2. Os titulares do Conselho Jurisdicional são eleitos


actos necessários à prossecução dos fins da pelo sistema de representação proporcional de acordo
Ordem, a nível regional, de harmonia com o com o método da média mais alta de Hondt.
disposto nestes Estatutos, com as delibera- Artigo 32º
ções da Assembleia Geral e com as instruções Elegibilidade
e directivas do Conselho Directivo nacional;
1. Só podem ser eleitos para órgãos da Ordem os mem-
e) Manter actualizado o quadro dos farmacêuticos bros com inscrição em vigor e sem qualquer punição de
inscritos da região; carácter disciplinar superior à pena de advertência.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 729

2. Para o cargo de Bastonário só são elegíveis farmacêu- TÍTULO III


ticos com, pelo menos, dez anos de exercício da profissão
farmacêutica no país. Aquisição, suspensão e perda da qualidade
de membro
3. Para o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia-
Geral só são elegíveis farmacêuticos, com pelo menos dez CAPÍTULO I
anos de exercício da profissão farmacêutica, no país ou
Da aquisição da qualidade de membro
no estrangeiro.
Artigo 37º
Artigo 33º
Categorias de membros
Capacidade eleitoral

1. Existem membros efectivos, honorários e correspon-


1. Nas eleições dos membros dos órgãos têm capacidade
dentes.
eleitoral activa e passiva, todos os membros efectivos com
inscrição em vigor e no pleno exercício dos seus direitos 2. Consideram-se membros efectivos os farmacêuticos
associativos. habilitados para o exercício da profissão farmacêutica
desde que inscritos na Ordem
2. O voto é secreto, podendo ser exercido pessoalmente
ou por correspondência. 3. São membros honorários os farmacêuticos e as pes-
Secção II
soas colectivas ou singulares que hajam prestado serviços
relevantes à Ordem ou à profissão farmacêutica, desde
Procedimento e contencioso eleitoral que admitidos pela Assembleia-Geral, mediante proposta
do Conselho Directivo Nacional.
Artigo 34º

Eleições
4. São considerados membros correspondentes todos os
farmacêuticos, nacionais ou estrangeiros, que exerçam
1. A eleição dos órgãos nacionais e regionais é realizada a profissão farmacêutica fora do território nacional e
no mesmo dia e durante o mesmo período em todo o ter- requeiram a sua inscrição nessa qualidade.
2 000000 001996

ritório nacional.
5. Os membros honorários que não sejam também efecti-
2. Serão criadas duas secções eleitorais, de Barlavento vos, e os membros correspondentes, não gozam dos direitos
com sede no Mindelo e de Sotavento com sede na Praia conferidos por este Estatuto aos membros efectivos.
com mesas de voto para todos os órgãos a eleger. Artigo 38º
Artigo 35º Exercício da profissão
Eleições intercalares
1. O exercício da profissão farmacêutica que implique
1. No caso de falta de quórum de algum Órgão por o conteúdo de acto farmacêutico, descrito no artigo 78º do
vacatura de lugares, realizar-se-ão eleições intercalares presente estatuto, depende de inscrição na OFCV como
exclusivamente para os lugares vagos, cessando os novos membro efectivo.
membros as suas funções no fim do mandato para que
2. Considera-se exercício da profissão farmacêutica,
haviam sido eleitos os membros anteriores.
o desempenho profissional, no sector público ou no sec-
2. Estas eleições intercalares não se realizarão se a tor privado, de actividades que caibam na competência
vacatura de lugares por falta de quórum ocorrer até um profissional definida nestes estatutos.
ano antes das datas previstas para as eleições normais de
3. O acto farmacêutico é da exclusiva competência e
fim de mandato, cabendo ao Bastonário a nomeação dos
responsabilidade dos farmacêuticos.
membros que ocuparão interinamente os lugares vagos.
Artigo 39º
3. Exceptuam-se do preceituado no número anterior
os cargos de Presidente da Mesa da Assembleia-Geral Inscrição
e de Bastonário que, independentemente de qualquer
prazo, serão ocupados automática e interinamente pelo 1. Só podem inscrever-se na OFCV, os profissionais
Vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral e pelo habilitados com curso superior que confere grau de
Vice-presidente do Conselho Directivo Nacional, respec- farmacêutico, conforme plano curricular estabelecido pela
tivamente. OFCV e reconhecido pelas entidades competentes do País.

Artigo 36º 2. As entidades públicas e privadas devem verificar a


regularidade da inscrição dos farmacêuticos colocados
Acto e contencioso eleitoral sob a sua directa supervisão.
O acto eleitoral dos diversos órgãos, bem como os ca- 3. A instrução do pedido de inscrição será objecto de
sos de contencioso ou reclamações relativos ao processo regulamento interno da OFCV, a aprovar pelo Conselho
eleitoral constarão do Regulamento Eleitoral. Directivo Nacional.

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730 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 40º c) Automaticamente, a partir do momento em que o
associado passar a exercer, com carácter tem-
Requisitos de inscrição porário, atividade incompatível com o exercício
da profissão;
Consideram-se requisitos para inscrição na OFCV, os
seguintes: d) Por deliberação do Conselho Directivo Nacional,
com fundamento em vício ou ilegalidade
a) Curso superior que confere grau de farmacêutico; sanável na inscrição ou renovação, enquanto
não ocorrer a sanação.
b) Possuir idoneidade moral para o exercício do
cargo; 2. Presume-se o pedido de suspensão quando o membro
com pelo menos seis quotas mensais em mora, tenha
c) Estar no pleno gozo dos seus direitos civis; sido notificado por escrito para as liquidar em prazo não
inferior a quinze dias, e o não fizer.
d) Não estar em nenhuma situação de incompati-
bilidade; Artigo 44º

e) Pagar previamente a sua taxa de inscrição ou Suspensão do exercício de direitos


renovação estabelecidas.
A mora no pagamento de três ou mais quotas mensais
Artigo 41º determina, enquanto durar a mora, a suspensão de:

Aceitação e recusa de inscrição


a) Direito de voto em Assembleia-Geral;

1. Cabe ao Conselho Directivo Nacional aceitar ou b) Capacidade eleitoral ativa e passiva;


recusar a inscrição na OFCV.
c) Vantagens especiais na prestação de serviços
decorrentes de protocolos ou acordos celebrados
2. Aceite a inscrição, é emitida cédula profissional,
pela OFCV.
também designada por carteira profissional, assinada
pelo Bastonário, que é sempre devolvida pelo titular à
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CAPÍTULO III
Ordem nos casos de suspensão ou de cancelamento da
inscrição previstos nos artigos 43º e 46º. Perda da qualidade de membro
3. A cédula profissional é revalidada periodicamente Artigo 45º
de acordo com regulamento próprio.
Princípio geral
4. A inscrição só pode ser recusada com fundamento
na falta dos requisitos exigidos por lei. Perde-se a qualidade de membro da OFCV nos casos
em que seja cancelada a inscrição.
5. Da recusa ou demora injustificada de inscrição cabe Artigo 46º
recurso contencioso, nos termos gerais da lei.
Cancelamento da inscrição
CAPÍTULO II
A inscrição na OFCV só é cancelada nos seguintes
Suspensão da qualidade de membro casos:

Artigo 42º a) A pedido, por escrito, do membro;

Princípio geral b) Em consequência de aplicação de sanção dis-


ciplinar de expulsão, por deliberação do
A qualidade de membro é suspensa quando ocorra Conselho Jurisdicional transitada em julgado;
suspensão da inscrição.
c) Ocorrendo a morte do membro;
Artigo 43º
d) Automaticamente a partir do trânsito em jul-
Suspensão da inscrição gado de decisão judicial que tenha declarado
o membro interdito ou inabilitado;
1. A inscrição na OFCV só se suspende nos casos
seguintes: e) Por deliberação do Conselho Directivo Nacional,
transitada em julgado, com fundamento em ter
a) A pedido, por escrito, do membro; o membro deixado de preencher ou nunca ter
preenchido os requisitos legais para inscrição
b) Em consequência de aplicação de sanção dis- na OFCV ou em ter obtido a inscrição ou sua
ciplinar de suspensão, por deliberação do renovação com base em falsas declarações,
Conselho Jurisdicional; documentos falsos ou outras fraudes.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 731

TÍTULO IV c) Exercer com empenho os cargos para que tenha


sido eleito ou designado;
Direitos e deveres dos membros
d) Participar nas atividades da Ordem e manter-se
CAPÍTULO I delas informado, nomeadamente tomando
parte nas assembleias ou grupos de trabalho;
Direitos e deveres dos membros
e) Observar estritamente os princípios éticos e de-
Artigo 47º
ontológicos que regem o exercício da profissão
Princípio geral farmacêutica;

A condição de membro da OFCV confere direitos e f) Guardar segredo profissional;


sujeita a deveres associativos e deontológicos.
g) Cumprir e fazer cumprir as deliberações dos
Artigo 48º órgãos da Ordem;

Direitos h) Não cometer, no exercício da profissão, actos ilíci-


tos em especial os sancionados pelo Estatuto
Constituem direitos dos membros da OFCV: disciplinar, pelo Código Deontológico e pela
lei penal;
a) Eleger e ser eleito para qualquer órgão da Ordem
nos termos do presente Estatuto; i) Pagar as jóias e as quotas que venham a ser fixadas;

b) Participar na vida da Ordem, nomeadamente j) Manter a Ordem informada sobre todas as alterações
discutindo, votando e propondo as medidas da sua residência e actividade profissional.
que considere necessárias à prossecução dos
seus fins; CAPÍTULO II

c) Ter o patrocínio da Ordem sempre que dele Deontologia profissional


careça para defesa dos seus interesses profis-
2 000000 001996

Secção I
sionais ou quando haja ofensa dos seus direi-
tos e garantias, enquanto farmacêuticos; Princípios Gerais

d) Reclamar e recorrer de qualquer deliberação dos Artigo 50º


Órgãos da Ordem que considerar contrárias
Deveres para com a profissão
ao contido no presente Estatuto e seus regu-
lamentos; 1. A primeira e principal responsabilidade do farmacêu-
tico é para com a saúde e o bem-estar do doente e do
e) Examinar os livros, contas e documentos da cidadão em geral, devendo pôr o bem dos indivíduos à
Ordem nas condições fixadas em regulamento; frente dos seus interesses pessoais ou comerciais e pro-
mover o direito de acesso a um tratamento com qualidade,
f) Ter cartão de membro;
eficácia e segurança.
g) Recorrer de qualquer sanção que lhe seja aplicada;
2. No exercício da sua profissão, o farmacêutico deve ter
h) Requerer a comprovação da sua inscrição profis- sempre presente o elevado grau de responsabilidade que
sional; nela se encerra, o dever ético de a exercer com a maior
diligência, zelo e competência e deve contribuir para a
i) Ser informado de toda a atividade da Ordem e realização dos objectivos da política de saúde.
receber eventuais publicações periódicas ou Artigo 51º
extraordinárias editadas pela mesma;
Responsabilidade Técnica
j) Solicitar e obter a intervenção da Ordem na de-
fesa dos seus direitos e legítimos interesses. O farmacêutico é responsável pelos actos relacionados
com o exercício da atividade farmacêutica praticados por
Artigo 49º outros profissionais sob a sua direcção.
Deveres Artigo 52º

São deveres dos membros da OFCV: Dever de actualização técnica e científica

a) Contribuir para a realização dos fins da Ordem e O farmacêutico deve manter actualizadas as suas
para a consolidação e prestígio da instituição; capacidades técnicas e científicas de modo a melhorar e
aperfeiçoar constantemente a sua actividade e para que
b) Observar o disposto no presente Estatuto e respec- possa desempenhar conscientemente as suas obrigações
tivos regulamentos; profissionais perante a sociedade.

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732 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 53º Artigo 58º

Dever de protecção e de preservação da saúde pública Deveres do farmacêutico ao serviço do Estado

1. Como agente de saúde, o farmacêutico tem a obrigação O farmacêutico que esteja ao serviço do Estado deve
de colaborar ativamente com os serviços públicos e priva- cumprir as normas deontológicas deste Estatuto, sem
dos nas iniciativas tendentes à protecção e preservação deixar de observar as obrigações e os deveres próprios do
da saúde pública. cargo que desempenha e das correspondentes disposições
específicas.
2. Sempre que as circunstâncias o exijam, o farmacêutico Artigo 59º
deve actuar particularmente como agente de saúde para
a divulgação de conhecimentos de higiene e salubridade. Dever especial de assistência

Artigo 54º Sempre que haja perigo iminente para a saúde ou


vida de quaisquer indivíduos e face à impossibilidade
Deveres do farmacêutico de indústria de prestação de socorro imediato, o farmacêutico deve
prestar assistência no âmbito dos seus conhecimentos.
Nas diversas áreas de atividade na indústria farmacêu-
tica, o farmacêutico deve cumprir as normas e as boas Artigo 60º
práticas de fabricação, distribuição, laboratoriais, clíni- Práticas proibidas
cas e de registo que assegurem a qualidade, eficácia e
segurança dos medicamentos e outros produtos de saúde. O farmacêutico deve abster-se de exercer a sua pro-
fissão como simples comércio, sendo-lhe vedado, desig-
Artigo 55º
nadamente:
Deveres do farmacêutico de distribuição
a) Praticar actos que tragam benefício ou prejuízo
O farmacêutico de distribuição grossista deve cumprir e ilícito ao doente ou entidade à qual preste serviço;
fazer cumprir as normas respeitantes ao armazenamento, b) Colaborar com empresas de produção, arma-
conservação e distribuição de produtos farmacêuticos zenagem ou importação de medicamentos, na
e zelar pela sua segurança e condições de higiene e qual não tenha assegurada a necessária inde-
2 000000 001996

manutenção, em conformidade com as boas práticas de pendência técnica no exercício da sua atividade;
distribuição.
c) Divulgar ou vender medicamentos cujo valor
Artigo 56º
ou inocuidade não estejam demonstrados de
Deveres do farmacêutico de oficina ou hospitalar acordo com os métodos estabelecidos;

No exercício da sua actividade na farmácia de oficina d) Praticar actos contrários à ética profissional que
ou hospitalar, o farmacêutico deve: possam influenciar a livre escolha do utente.
Artigo 61º
a) Colaborar com todos os profissionais de saúde,
promovendo junto deles e do doente a utilização Objecção de consciência
segura, eficaz e racional dos medicamentos; O farmacêutico pode exercer o seu direito à objecção
de consciência desde que com isso não ponha em perigo
b) Assegurar-se que, na dispensa do medicamento,
a saúde ou a vida do doente.
o doente recebe informação correcta sobre a
sua utilização; Artigo 62º

c) Dispensar ao doente o medicamento em cum- Autonomia técnica


primento da prescrição médica ou exercer a O farmacêutico deve recusar quaisquer interferências
escolha que os seus conhecimentos permitem no exercício da sua atividade sempre que sejam postos
e que melhor satisfaça as relações benefício/ em causa aspectos éticos ou técnico-científicos do exer-
risco e custo/benefício em conformidade com cício profissional, sejam quais forem as suas funções e
a legislação aplicável; dependência hierárquica ou o local em que exerce essa
actividade.
d) Assegurar, em todas as situações, a máxima
qualidade dos serviços que presta, de harmo- Secção II
nia com as boas práticas de farmácia.
Sigilo Profissional
Artigo 57º
Artigo 63º
Deveres do farmacêutico analista Do sigilo profissional

O farmacêutico analista deve assumir a responsabi- 1. Os farmacêuticos são obrigados ao sigilo profissional
lidade pelos actos e pelos resultados das análises que relativo a todos os factos de que tenham conhecimento
executa e devem merecer-lhe especial cuidado aqueles no exercício da sua profissão, com excepção das situações
que tenham repercussões na saúde e vida humanas. previstas na lei.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 733

2. O dever do sigilo profissional subsiste após a cessação Secção V


da actividade profissional e ainda quando o farmacêutico
Relação com os colegas e outros profissionais de saúde
altere o seu domicílio profissional.
Artigo 69º
Artigo 64º
Dever de urbanidade
Garantia do sigilo

1. Para garantia do sigilo profissional os farmacêuticos, O farmacêutico deve tratar com urbanidade todos os
no exercício da sua atividade, devem comportar-se por que consigo trabalhem a qualquer nível.
forma a evitar que terceiros se apercebam das informa- Artigo 70º
ções respeitantes à situação clínica do doente.
Dever de colaboração na preparação científica e técnica de
2. O sigilo profissional obriga os farmacêuticos a colegas
absterem-se de mencionar ou comentar factos que pos-
sam violar a privacidade do doente, designadamente os O farmacêutico deve colaborar na preparação cientí-
que se relacionam com o respectivo estado de saúde. fica e técnica dos seus colegas, facultando-lhes todas
as informações necessárias à sua actividade e ao seu
3. A obrigação do sigilo profissional não impede que aperfeiçoamento.
o farmacêutico tome as precauções indispensáveis para
salvaguarda da vida e saúde das pessoas que coabitem Artigo 71º
ou privem com o doente. Deveres para com os colegas
Artigo 65º
Os farmacêuticos devem manter entre si um correcto
Recusa de depoimento relacionamento profissional, evitando atitudes contrárias
ao espírito de solidariedade, lealdade e auxílio mútuo e
Quando notificado como testemunha em processo que
aos valores éticos da sua profissão.
envolva um seu doente ou terceiros, o farmacêutico pode
recusar-se a prestar declarações que constituam matéria Artigo 72º
de sigilo profissional, salvo se devidamente autorizado a
Deveres para com outros profissionais de saúde
fazê-lo pelo Bastonário.
2 000000 001996

Secção III No exercício da sua actividade, o farmacêutico deve,


sem prejuízo da sua independência, manter as mais cor-
Publicidade e Informação
rectas relações com outros profissionais de saúde.
Artigo 66º
TÍTULO V
Informação e publicidade de medicamentos

Toda a informação e publicidade de medicamentos e Exercício da profissão


outros produtos de saúde deve ser verdadeira e completa, CAPÍTULO I
cabendo ao farmacêutico responsável pela preparação,
distribuição, dispensa, informação e vigilância de medi- Princípios gerais
camentos zelar para que as informações fornecidas sejam
baseadas em dados científicos comprovados, não omitindo Artigo 73º
os aspectos relevantes de eficácia e segurança para a Princípio Geral
correcta utilização destes produtos.
O exercício da profissão farmacêutica tem como objec-
Artigo 67º
tivo essencial a pessoa do doente.
Publicidade da actividade profissional
Artigo 74º
1. É proibida a publicidade, por qualquer meio, da
Farmacêuticos
actividade profissional.
2. As indicações inerentes ao exercício profissional, 1. Para efeitos de aplicação deste Estatuto, consideram-se
nomeadamente letreiros, impressos e outros documentos, farmacêuticos, todos os membros inscritos na OFCV.
devem ser redigidas de forma a não afectar a dignidade
2. Os farmacêuticos acham-se vinculados ao cum-
profissional.
primento dos deveres resultantes da sua inscrição na
Secção IV OFCV, qualquer que seja o âmbito ou a modalidade do
Relação com os utentes exercício profissional em que estejam implicados.

Artigo 68º Artigo 75º

Deveres para com os utentes Integridade

Nas relações com os utentes o farmacêutico deve obser- O farmacêutico deve em todas as circunstâncias,
var a mais rigorosa correcção, cumprindo escrupulosa- mesmo fora do exercício da sua actividade profissional,
mente o seu dever profissional e tendo sempre presente proceder de modo a prestigiar o bom-nome e a dignidade
que se encontra ao serviço da saúde pública e dos doentes. da profissão farmacêutica.

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734 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

CAPÍTULO II j) Monitorização de fármacos, incluindo a deter-


minação de parâmetros farmacocinéticos e o
Actos próprios dos farmacêuticos estabelecimento de esquemas posológicos in-
Artigo 76º dividualizados;

Natureza da profissão k) Colheita de produtos biológicos, execução e inter-


pretação de análises clínicas e determinação de
1. O farmacêutico, enquanto prestador de serviços, níveis séricos;
exerce uma profissão livre.
l) Execução e interpretação de análises toxicológicas,
2. Quer como profissional liberal quer como trabalha-
hidrológicas e bromatológicas;
dor por conta de outrem, o farmacêutico exerce as suas
funções com inteira autonomia técnica e científica.
m) Todos os actos ou funções directamente ligados às
Artigo 77º atividades descritas nas alíneas anteriores.

Acto farmacêutico Artigo 79º

O acto farmacêutico é da exclusiva competência e respon- Actos de natureza análoga


sabilidade dos farmacêuticos.
Podem ainda ser considerados actos farmacêuticos quais-
Artigo 78º
quer outros que, pela sua natureza, requeiram especializa-
Conteúdo ção em qualquer das áreas de intervenção farmacêutica,
enquanto atividades afins ou complementares.
Integram o conteúdo do acto farmacêutico as seguintes
actividades: CAPÍTULO III
a) Desenvolvimento e preparação da forma Dos impedimentos
farmacêutica dos medicamentos;
Artigo 80º
b) Registo, fabrico e controlo dos medicamentos de
2 000000 001996

uso humano e veterinário e dos dispositivos Impedimentos


médicos;
Ao farmacêutico é vedado colaborar com entidades
c) Controlo de qualidade dos medicamentos e dos
singulares ou colectivas, públicas ou privadas, sempre
dispositivos médicos em laboratório de con-
que dessa colaboração possa resultar violação das leis e
trolo de qualidade de medicamentos e disposi-
regulamentos que regem o exercício e os legítimos interesses
tivos médicos;
da profissão farmacêutica.
d) Armazenamento, conservação e distribuição por
Artigo 81º
grosso dos medicamentos de uso humano e
veterinário e dos dispositivos médicos; Acumulação

e) Preparação, controlo, selecção, aquisição, arma-


O farmacêutico só pode exercer outra actividade em
zenamento e dispensa de medicamentos de
regime de acumulação nos casos e situações expressa-
uso humano e veterinário e de dispositivos
mente previstos na lei.
médicos em farmácias abertas ao público, ser-
viços farmacêuticos hospitalares e serviços TÍTULO VI
farmacêuticos privativos de quaisquer outras
entidades públicas ou privadas; Acção disciplinar
f) Preparação de soluções anti-sépticas, de desin-
fectantes e de misturas intravenosas; CAPÍTULO I

g) Interpretação e avaliação das prescrições médicas; Disposições gerais

h) Informação e consulta sobre medicamentos de Artigo 82º


uso humano e veterinário e sobre dispositivos
Jurisdição disciplinar
médicos, sujeitos e não sujeitos a prescrição
médica, junto de profissionais de saúde e de
1. Os farmacêuticos estão sujeitos a jurisdição dis-
doentes, de modo a promover a sua correcta
ciplinar exclusiva dos órgãos da OFCV, nos termos do
utilização;
presente estatuto e dos respectivos regulamentos.
i) Acompanhamento, vigilância e controlo da distri-
buição, dispensa e utilização de medicamentos 2. O pedido de cancelamento ou de suspensão da inscrição
de uso humano e veterinário e de dispositivos não faz cessar a responsabilidade disciplinar por in-
médicos; fracções anteriormente praticadas.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 735


Artigo 83º b) Censura;
Infracção disciplinar
c) Multa até 300.000,00 (trezentos mil escudos);
É considerado infracção disciplinar o facto praticado
por membro inscrito que, por acção ou omissão, viole d) Suspensão por mais de um mês até seis meses;
dolosa ou negligentemente os deveres estabelecidos neste
Estatuto, nos regulamentos internos da OFCV e demais e) Suspensão até dois anos;
disposições legais aplicáveis.
f) Suspensão até cinco anos;
Artigo 84º

Independência da responsabilidade disciplinar g) Expulsão.

1. A responsabilidade disciplinar do farmacêutico é Artigo 88º


independente da sua responsabilidade criminal ou civil.
Precedência de processo disciplinar
2. Quando, as infracções disciplinares sejam, simul-
taneamente, considerados crimes, o procedimento disci- Nenhuma pena disciplinar pode ser aplicada sem haver
plinar não se suspende, e é independente da instauração um processo disciplinar em que se prove a existência da
de procedimento criminal contra o infractor. infracção e a responsabilidade do acusado.
Artigo 85º Artigo 89º
Prescrição
Factos a que se aplicam
1. A infracção disciplinar extingue-se, por efeito de
prescrição, logo que sobre a sua prática tiver decorrido 1. A pena de advertência é aplicável a faltas leves e
o prazo de três anos. consiste numa repreensão verbal pelo Bastonário ou seu
delegado, com vista a evitar a sua repetição.
2. Prescreve igualmente se, conhecido o facto sus-
ceptível de constituir infracção disciplinar pelo Órgão 2. A pena de censura é aplicável a faltas leves no exer-
jurisdicional próprio, não for instaurado o competente cício da profissão e consiste numa repreensão escrita que
procedimento disciplinar no prazo de três meses. traduza um juízo de reprovação pela infracção disciplinar
2 000000 001996

3. O prazo de prescrição corre desde o dia em que o cometida.


facto se tiver consumado.
3. A pena de multa é aplicável aos casos de negligência
4. Se o facto qualificado de infracção disciplinar for e consiste na obrigação para o farmacêutico de pagamento
também considerado infracção penal e os prazos do pro- à OFCV de quantia certa em função da gravidade da
cedimento criminal forem superiores a três anos, aplicar- falta cometida, dentro dos limites fixados no regulamento
se-ão ao procedimento disciplinar os prazos estabelecidos disciplinar.
na lei penal.
4. A pena de suspensão é aplicável aos casos de culpa
5. A abertura de inquérito, a instauração do processo grave e consiste no afastamento total do exercício da
disciplinar ou a prática de actos prévios em processo de profissão farmacêutica durante o período fixado pela
averiguações suspendem os prazos prescricionais previs- decisão disciplinar, em função da gravidade da infracção
tos no número anterior. cometida.
Artigo 86º
5. A pena de expulsão só pode ser aplicada por infracção
Direito de participação disciplinar particular
disciplinar que afecte de modo intolerável a dignidade e
1. Todas as pessoas singulares ou colectivas, privadas o prestígio da profissão e consiste na proibição definitiva
ou públicas podem apresentar denúncia, participação do exercício da profissão.
ou queixa contra farmacêutico por factos susceptíveis de
Artigo 90º
constituírem infracção disciplinar.
2. A desistência da participação particular extingue a Suspensão preventiva
responsabilidade disciplinar, salvo se a falta imputada
afectar a dignidade do farmacêutico visado, o prestígio Sempre que seja movido processo disciplinar ao mem-
da Ordem ou da profissão. bro pelo conselho jurisdicional competente, este pode
suspendê-lo preventivamente de harmonia com o regu-
CAPÍTULO II lamento disciplinar.
Sanções disciplinares Artigo 91º
Artigo 87º
Graduação
Sanções
Na determinação da medida da pena deve atender-se
As sanções disciplinares aplicáveis aos farmacêuticos
aos antecedentes profissionais e disciplinares do arguido,
são as seguintes:
ao grau de culpa, às consequências da infracção e a todas
a) Advertência; as demais circunstâncias agravantes ou atenuantes.

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Artigo 92º Artigo 97º

Efeito das sanções Decisões recorríveis

As sanções disciplinares produzem os seguintes efeitos: 1. Dos actos do Presidente da OFCV cabe recurso para
a Assembleia-Geral.
a) A suspensão determina a interrupção do exer-
cício da profissão farmacêutica e dos demais 2. Das deliberações do Conselho Directivo Nacional
direitos consignados no artigo 48º. cabe recurso para a Assembleia-Geral.

3. Das deliberações do Conselho Jurisdicional em


b) A expulsão determina a perda de todos os direi-
matéria disciplinar cabe impugnação nos termos gerais
tos de membro e cessação do exercício da pro-
de direito.
fissão farmacêutica sem prejuízo de, decorrido
o prazo de cinco anos o farmacêutico requeira 4. Não são recorríveis, em qualquer instância, as de-
a sua reabilitação, verificando-se determina- cisões de mero expediente.
dos requisitos, nos termos a regulamentar.
Artigo 98º
Artigo 93º
Prazo de interposição
Registo e comunicação
Os recursos dos actos ou das deliberações dos órgãos
As sanções aplicadas são objecto de registo na ficha da OFCV devem ser interpostos no prazo de trinta dias
individual do membro, devendo ainda ser comunicadas, a contar do conhecimento do acto ou da deliberação.
no caso de suspensão, às entidades oficiais de tutela e à
entidade patronal. TÍTULO VII

Artigo 94º Regime patrimonial e financeiro

Publicidade da pena de suspensão Artigo 99º


2 000000 001996

Taxa de inscrição e quota mensal


Quando seja aplicada a pena de suspensão da inscrição
deve a mesma ser publicada na Revista ou outra publicação 1. No acto de inscrição é obrigatório o pagamento de
da OFCV, ainda que o arguido tenha interposto recurso uma taxa de inscrição.
para os tribunais.
2. Após a inscrição, o membro é obrigado a contribuir
CAPÍTULO III para a OFCV com uma quota mensal.

Procedimento disciplinar 3. A taxa de inscrição, bem como a quota mensal serão


fixadas pelo Conselho Directivo Nacional.
Artigo 95º
4. O Conselho Directivo Nacional pode isentar tempo-
Procedimento disciplinar rariamente do pagamento de quotas os membros que se
encontrem em situação que justifique tal isenção.
1. As normas relativas à instrução, às garantias de
defesa e ao julgamento dos processos disciplinares serão Artigo 100º
objecto de um regulamento próprio.
Receitas e despesas

2. Em tudo o que não for contrário ao estabelecido no 1. Constituem receitas da OFCV:


presente estatuto e nos respectivos regulamentos, ao
exercício do poder disciplinar da OFCV são aplicáveis, a) O produto das taxas de inscrição;
com as necessárias adaptações, o Estatuto Disciplinar
dos Funcionários e Agentes da Administração Central e b) O produto de outras taxas cobradas pela prestação
as normas da lei penal e processual penal. de serviços aos seus membros ou a terceiros;

CAPÍTULO IV c) O produto das quotas mensais obrigatórias para


os farmacêuticos com inscrição em vigor;
Recursos
d) Os subsídios e dotações do Estado ou de enti-
Artigo 96º dades públicas;

Princípio geral e) Doações, heranças ou legados que venham a ser


instituídos em seu benefício;
Dos actos e das deliberações dos órgãos da OFCV
cabem sempre recurso, nos termos do presente Estatuto f) O produto das multas aplicadas aos membros em
e da lei geral. processo disciplinar;

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g) Os rendimentos de bens próprios, designada- Lei n.º 88/VIII/2015


mente rendimentos de bens móveis e imóveis
de 14 de Abril
da Ordem;
Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta,
h) O produto de patrocínios que angarie para fins
nos termos da alínea b) do artigo 175º da Constituição,
determinados;
o seguinte:
i) As subvenções que receba no quadro da coopera- Artigo 1º
ção internacional
Aprovação
2. Constituem despesas da OFCV as contraídas na
realização dos seus fins, de conformidade com os orça- É aprovado o Código da Contratação Pública, que se
mentos aprovados nos termos destes Estatutos. publica em anexo ao presente diploma e que dele faz
parte integrante.
TÍTULO VIII
Artigo 2º
Disposições transitórias e finais Aplicação no tempocetíveis
Artigo 101º
O Código da Contratação Pública apenas é aplicável
Disposições finais aos procedimentos de formação de contratos iniciados
após a data da sua entrada em vigor.
1. A OFCV disporá de emblema, estandarte e carimbo
Artigo 3º
próprios, aprovados pela Assembleia-Geral, sob proposta
do Conselho Directivo Nacional. Disposições transitórias

2. A iniciativa de revisão dos Estatutos compete a 1. Deve ser estabelecido em diploma específico os
qualquer um dos órgãos nacionais ou regionais. limites de competência para autorizar despesas com a
contratação pública.
3. A proposta de alteração dos Estatutos deverá ser
aprovada por maioria de 2/3 dos membros presentes ou 2. Até a aprovação do diploma referido no número
representados. anterior, as competências para autorizar despesas são
2 000000 001996

as previstas no artigo 42º do Decreto- Lei nº 1/2009, de


Artigo 102º
5 de Janeiro.
Eleição para os órgãos
Artigo 4º
1. As primeiras eleições para os órgãos da OFCV Alteração ao Decreto-Legislativo n.º 17/97, de 10 de Novembro
realizar-se-ão no prazo máximo de cento e oitenta dias
subsequentes ao da entrada em vigor do presente diploma O artigo 5.º do Decreto-Legislativo n.º 17/97, de 10 de
e na data que for fixada pela Comissão Instaladora. Novembro, passa a ter a seguinte redação: “A celebração
dos contratos administrativos obedece ao disposto no
2. A Comissão Instaladora da OFCV será composta artigo 29º do Código de Contratação Pública”.
por 3 membros, designados pelo membro do Governo
Artigo 5º
que tutela a saúde, precedendo auscultação do colectivo
dos farmacêuticos. Revogações

3. Até a realização das primeiras eleições para os órgãos 1. São revogados:


da OFCV, a Comissão instaladora exercerá as funções
dos órgãos previstos neste Estatuto. a) A Lei n.º 17/VII/2007, de 10 de Setembro;

Artigo 103º b) O Decreto-Lei n.º 1/2009, de 5 de Janeiro;

Direito subsidiário c) Os Capítulos 7 a 11 do Decreto-Lei n.º 54/2010,


de 29 de Novembro;
Em tudo o que não esteja expressamente regulado no
presente estatuto e respectivos regulamentos, a OFCV d) A Portaria n.º 45/94, de 11 de Julho;
rege-se pelas normas legais aplicáveis às associações
2. É também revogada a legislação relativa às maté-
públicas profissionais.
rias disciplinadas pelo Código da Contratação Pública,
Artigo 104º com ele incompatível, com ressalva dos actos legislativos
que consagrem disposições transitórias em matéria de
Regulamentação
contratação pública.
Compete à OFCV regulamentar o presente estatuto em Artigo 6º
tudo o que se mostre necessário completar ou desenvolver.
Remissão para legislação revogada
Aprovada em 27 de Fevereiro de 2015.
As remissões para a legislação revogada nos termos do
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso artigo anterior consideram-se feitas para as correspon-
Ramos dentes disposições do Código da Contratação Pública.

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738 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 7º d) “Aquisição de serviços”, contrato que, não sendo
um contrato de empreitada de obras públicas
Entrada em vigor
ou de aquisição de bens móveis, tenha como
A presente lei entra em vigor no prazo de 6 meses a objecto a prestação de um serviço, mediante
contar da data da respectiva publicação. retribuição;

Aprovada em 27 de Fevereiro de 2015. e) “Autoridade Reguladora das Aquisições


Públicas”, entidade reguladora do Sistema
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Nacional de Contratação Pública, designada
Ramos. de ARAP;

Promulgada em 6 de Abril de 2015. f) “Candidato”, a pessoa singular ou colectiva que


apresenta uma candidatura na fase de quali-
Publique-se. ficação de um concurso limitado por prévia
qualificação;
O Presidente da República, JORGE CARLOS DE
ALMEIDA FONSECA g) “Concorrente”, pessoa singular ou colectiva que
apresenta uma proposta ou solução técnica
Assinada em 7 de Abril de 2015. num qualquer procedimento de formação de
contrato;
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
Ramos h) “Candidatura”, declaração pela qual o candidato
manifesta à entidade adjudicante a sua
CÓDIGO DA CONTRATAÇÃO PÚBLICA
inequívoca vontade de contratar, apresen-
TÍTULO I tada na fase de qualificação do concurso lim-
itado por prévia qualificação;
Princípios e regras gerais
i) “Coersão”, Prejudicar, causar dano ou ameaçar,
CAPÍTULO I directa ou indirectamente, pessoas ou bens
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para influenciar de modo incorrecto a sua


Objecto e âmbito de aplicação participação num procedimento de contrata-
ção pública;
Artigo 1.º
j) “Colusão”, entrar em conluio com outros concor-
Objecto
rentes a fim de influenciar negativamente
1. O presente Código estabelece o regime da contrata- um processo de contratação, nomeadamente
ção pública. concertando preços ou falseando por qualquer
outro meio a sã concorrência;
2. As regras do presente Código são aplicáveis à for-
mação dos contratos referidos no artigo 3.º que sejam k) “Concessão de obras públicas”, contrato que,
celebrados pelas entidades adjudicantes a que se refere apresentando as mesmas características da
o artigo 5.º. empreitada de obras públicas, tenha como
contrapartida o direito de exploração de obra
Artigo 2.º pública, acompanhado ou não do pagamento
de um preço;
Definições

Para efeitos do disposto no presente Código, entende-se l) “Concessão de serviço público”, contrato que tem
por: como objecto a instalação e exploração tem-
porária de um serviço, por conta e risco do
a) “Acordo-quadro”, contrato celebrado entre uma concessionário, acompanhado ou não do paga-
ou várias entidades adjudicantes e um ou mento de um preço;
mais operadores económicos, que tem como
objectivo fixar os termos dos contratos a cele- m) “Corrupção”, oferecer, entregar, receber ou
brar durante determinado período de tempo, solicitar, directa ou indirectamente, às en-
designadamente em matéria de preços e/ou tidades adjudicantes, às entidades respon-
quantidades a fornecer; sáveis pela condução dos procedimentos de
contratação, ao júri ou a quaisquer entidades
b) “Adjudicação”, acto pelo qual se seleciona a pro- envolvidas, qualquer coisa de valor com a in-
posta vencedora, tendo em vista a futura tenção de influenciar de modo indevido a ação
celebração do contrato; de terceiro;

c) “Aquisição de bens móveis”, contrato pelo qual é trans- n) “Direcção Geral do Património e da Contratação
mitida a favor da entidade adjudicante a proprie- Pública”, serviço do Ministério das Finanças
dade de bens móveis, mediante retribuição; e do Planeamento, responsável pela gestão e

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 739

defesa patrimonial, pela execução das políti- w) “Unidade de Gestão de Aquisição”, entidade
cas em matéria de contratação pública e pelo funcional e não estrutural, que agrega no seu
controlo dos respectivos procedimentos, seio as entidades responsáveis pela condução
designada de DGPCP; de procedimento, designada de UGA;

o) “Empreitada de obras públicas”, contrato, x) “Unidade de Gestão de Aquisição Centralizada”,


celebrado mediante o pagamento de um entidade funcional e não estrutural, que
preço, independentemente da sua forma, en- agrega no seu seio as entidades responsáveis
tre um dono de obra pública e um empreit- pela condução de procedimento agrupado,
eiro, nos termos definidos no Regime Jurídico designada de UGAC.
das Empreitadas de Obras Públicas;
Artigo 3.º
p) “Entidade adjudicante” é a contraente pública
interessada na contratação pública, com vista Contratos abrangidos
a futura celebração do contrato, sendo bene-
ficiário directo ou não desses contratos; 1. Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, o regime
do presente Código é aplicável à formação dos seguintes
q) “Fraude”, falsificar ou omitir factos, que de contratos, quando celebrados por uma entidade adjudi-
forma intencional ou irresponsável induza cante referida no artigo 5.º:
ou tente induzir uma parte a erro, com o
objectivo de obter benefício financeiro ou de a) Empreitada de obras públicas;
qualquer ordem, ou com a intenção de evitar
o cumprimento de uma obrigação; b) Locação e aquisição de bens móveis;

r) “Interessado”, o potencial interessado em apre- c) Aquisição de serviços;


sentar candidatura ou proposta num procedi-
mento de contratação pública; d) Serviços de Consultoria;

s) “Locação de bens móveis”, contrato pelo qual o e) Concessão de obras públicas; e


locador se obriga a proporcionar a uma en-
2 000000 001996

tidade adjudicante o gozo temporário de um f) Concessão de serviços públicos.


bem móvel, mediante retribuição;
2. O regime deste Código é ainda aplicável à formação
t) “Obstrução”, destruir, falsificar, alterar ou ocul- dos contratos identificados no número 1 deste artigo
tar provas em investigações ou fazer declara- celebrados por quaisquer entidades, caso os mesmos
ções falsas a investigadores, com o objectivo sejam financiados em mais de 50% por qualquer das
de impedir materialmente uma auditoria da entidades adjudicantes referidas no artigo 5.º.
ARAP ou outra entidade competente, de ale-
gações de prática corrupta, fraudulenta, coer- 3. A formação dos contratos que sejam objecto de fi-
citiva ou colusiva; e/ou ameaçar, perseguir ou nanciamento externo, é regulada pelo presente Código,
intimidar qualquer parte interessada, para excepto nos casos previstos no número 1 do artigo 4.º.
impedí-la de mostrar seu conhecimento sobre
assuntos relevantes à investigação ou ao seu 4. É vedada a prática de atos administrativos tendo
prosseguimento, ou actos que tenham como como objecto prestações dos contratos identificados no
objectivo impedir materialmente o exercício número 1 com o intuito de evitar a aplicação das regras
dos direitos de promoção de auditoria; do presente Código.
u) “Proposta”, declaração pela qual o concor- Artigo 4.º
rente manifesta à entidade adjudicante
a sua inequívoca vontade de contratar e in- Contratos excluídos
dica as condições em que se dispõe a fazê-lo;
1. O disposto neste Código não é aplicável aos seguintes
v) “Serviço de consultoria”, consiste na execução contratos, quando sujeitos a regras procedimentais es-
de trabalhos de carácter jurídico, técnico, pecíficas:
artístico, intelectual ou científico, podendo
ter, designadamente, elaboração de estudos, a) Contratos celebrados entre o Estado de Cabo
planos ou projectos de carácter jurídico, téc- Verde e países terceiros, entidades de gover-
nico, organizativo, económico, financeiro, nos estrangeiros ou instituições intergover-
ambiental ou social; a assessoria em maté- namentais ao abrigo de um acordo internacio-
ria de definição de políticas, reformas insti- nal, e que tenham por objecto a execução ou
tucionais, preparação e gestão de projectos; exploração conjunta de um dado projecto; ou
implementação de projectos de informática;
recolha de dados e/ou a preparação de estu- b) Contratos celebrados por força de regras especí-
dos estatísticos; ou realização de actividades ficas de uma organização internacional a que
de investigação e desenvolvimento; Cabo Verde pertença.

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740 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

2. O disposto neste Código não é igualmente aplicável CAPÍTULO II


aos contratos que tenham por objecto:
Princípios relativos à contratação pública
a) A aquisição de serviços de arbitragem e con-
ciliação; e Artigo 6.º

Princípio do interesse público


b) A aquisição de serviços financeiros relativos à
emissão, compra, venda ou transferência de
1. Os procedimentos de contratação pública devem
títulos ou outros produtos financeiros, bem
ter em vista optimizar a satisfação das necessidades
como serviços prestados pelo Banco de Cabo
públicas, no âmbito das atribuições das entidades ad-
Verde.
judicantes.
3. Ficam ainda excluídos da aplicação do disposto
neste Código: 2. O princípio do interesse público obriga à máxima
utilidade, à proporcionalidade, ao rigor das despesas
a) Os contratos celebrados com um fornecedor de públicas, e ao controlo, opondo-se a aquisições que não
bens ou de serviços que seja, ele próprio, uma representem uma contrapartida proporcional e adequada
entidade adjudicante, nos termos definidos ao valor das mesmas, ou com utilidade nos planos social,
neste Código, quando esta disponha de um cultural ou económico.
direito exclusivo para o efeito;
Artigo 7.º
b) Os contratos cuja execução deva ser acom-
Princípio da boa-fé
panhada de medidas especiais de segurança,
ou quando a protecção dos interesses essenci- 1. Na formação dos contratos, as entidades públicas e
ais de segurança do Estado cabo-verdiano o ex- privadas devem agir segundo as regras da boa-fé.
igir, mediante reconhecimento em despacho
fundamentado do ministro competente; ou 2. As entidades públicas e privadas devem agir segundo
as exigências de identidade, autenticidade e veracidade
c) Os contratos-programa previstos em legislação
na comunicação.
especial.
2 000000 001996

Artigo 8.º
Artigo 5.º

Entidades adjudicantes Princípio da concorrência

1. Para efeitos do presente Código, são entidades ad- 1. As entidades adjudicantes obrigam-se a velar pela
judicantes: promoção da concorrência efectiva na adjudicação dos
contratos públicos.
a) O Estado e os serviços da sua Administração
Directa; 2. Nos procedimentos de formação e de contratos
abrangidos pelo presente Código, deve ser garantido
b) As Autarquias Locais; aos interessados em contratar o mais amplo acesso aos
c) Os Institutos Públicos, seja qual for o respetivo procedimentos pré contratuais.
grau de autonomia, incluindo as Fundações Artigo 9.º
Públicas e as Entidades Reguladoras;
Princípio da igualdade
d) As Empresas Públicas do sector empresarial es-
tadual ou autárquico; 1. Nos procedimentos de contratação devem ser as-
seguradas iguais condições de acesso e de participação dos
e) As Associações Públicas, as Associações de interessados em contratar, desde que preencham os requi-
Entidades Públicas, ou as Associações de sitos previstos na lei e nos documentos do procedimento.
Entidades Públicas e Privadas que sejam fi-
nanciadas maioritariamente por entidades 2. Não pode ser feita qualquer discriminação, nem
previstas neste artigo ou sujeitas ao seu con- admitir-se qualquer interpretação das regras de contrata-
trolo de gestão. ção pública susceptível de gerar uma discriminação, de
qualquer natureza, entre os interessados em contratar
2. São ainda entidades adjudicantes, no que se refere à
ou entre os concorrentes, consoante o caso.
celebração de concessões de obras e de serviços públicos
as respectivas concessionárias. Artigo 10.º

3. Com excepção das endidades previstas na alínea a) Princípio da proporcionalidade


do número 1, as demais entidades adjudicantes devem
aplicar as regras relativas às deligências administrativas 1. Respeitados os limites legais e ponderados os
prévias e as respeitantes às aprovações e autorizações respectivos custos e benefícios, não devem ser inscritas
exigidas no presente Código, com a devida adequação à nos procedimentos de contratação pública exigências
sua estrutura organizacional e às regras de gestão a que que não sejam adequadas e proporcionais ao objecto do
estão sujeitas. contrato que se pretende celebrar.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 741

2. Na tramitação dos procedimentos devem ser realizadas que aplicável, dar prioridade a aquisições, obras, soluções
as diligências e praticados os actos que se revelem in- e actuações ecológicas, entendendo-se como tal as que
dispensáveis e adequados à prossecução dos fins que se contribuam de forma mais significativa para a redução
visa alcançar. dos impactos ambientais negativos.
Artigo 11.º Artigo 15.º

Princípio da transparência e publicidade Princípio da economia e eficiência

1. O critério de adjudicação, as regras essenciais do pro- 1. Nos procedimentos de formação de contratos abran-
cedimento, bem como as condições essenciais do contrato gidos pelo presente Código, as entidades adjudicantes
a celebrar devem ser definidos antes do lançamento do devem garantir a optimização da utilização dos recursos
procedimento e dados a conhecer a todos os interessados disponíveis e uma adequada economia de meios e, bem
nos documentos do procedimento. assim, a optimização da satisfação das necessidades
colectivas.
2. As entidades adjudicantes devem garantir a adequada
publicidade ou o adequado conhecimento por todos os 2. As entidades adjudicantes encontram-se ainda
interessados, consoante o tipo de procedimento adoptado obrigadas a assegurar, no âmbito dos procedimentos de
nos termos do disposto no presente Código, da respectiva contratação pública, o respeito por princípios de racio-
decisão de contratar e das decisões que tome no decurso nalidade, controlo da despesa e disciplina orçamental.
do procedimento, incluindo a decisão de adjudicação.
Artigo 16.º
3. Os programas de concurso, cadernos de encargos, os
termos de referência e demais documentos do procedi- Princípio da programação anual
mento devem conter disposições claras e precisas.
1. Os processos de contratação devem ser programados
Artigo 12.º e planificados através da elaboração de planos anuais de
aquisições e de outros instrumentos e meios previstos na
Princípio da imparcialidade
legislação de contratação pública.
1. A entidade adjudicante deve, nos procedimentos de
2. Sempre que possível, tendo em conta a natureza
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contratação pública, ponderar de forma adequada e im-


das prestações a adquirir, devem ser privilegiadas as
parcial todos os interesses públicos e privados relevantes.
aquisições agrupadas de bens, serviços ou obras, nos
2. Os programas de concurso, cadernos de encargos, termos previstos na secção II, do capítulo I, do título III.
termos de referência e outros documentos que sirvam de Artigo 17.º
base ao procedimento não podem conter qualquer cláu-
sula destinada a favorecer ou prejudicar ilegitimamente Princípio da estabilidade
um determinado interessado ou categoria de interessados
em contratar, nem é permitida qualquer interpretação 1. Salvo nas circunstâncias específicas previstas neste
ou aplicação que conduza a tal resultado. Código, os documentos do procedimento devem permanecer
inalterados durante a pendência dos respectivos pro-
3. É aplicável aos membros e funcionários das enti- cedimentos.
dades adjudicantes, das entidades responsáveis pela con-
dução do procedimento, do júri ou de quaisquer entidades 2. Salvo nos casos previstos no presente Código, desig-
intervenientes no procedimento, o disposto na lei geral nadamente, quando haja lugar a negociação do contrato,
sobre impedimentos e suspeição dos titulares de órgãos deve assegurar-se, durante todo o procedimento, a imu-
públicos e de funcionários da Administração Pública, tabilidade dos respectivos documentos.
como forma de garantia de imparcialidade.
3. Os candidatos e concorrentes, bem como os agrupa-
Artigo 13.º mentos de candidatos ou de concorrentes, devem manter
Princípio da promoção do desenvolvimento económico a mesma identidade e, no caso de agrupamentos, a mesma
e social composição, durante a pendência dos procedimentos de
formação do contrato em que participem.
Nos procedimentos de formação dos contratos devem
ser considerados e ponderados os factores de promoção do Artigo 18.º
desenvolvimento económico nacional, do desenvolvimento Princípio do favor do procedimento, dos concorrentes
da produção, da contratação, da indústria e dos serviços e das propostas
de Cabo Verde, e do respeito pelas políticas nacionais de
natureza social. Em caso de dúvida insanável sobre a interpretação da
lei ou do disposto nos documentos do procedimento, a
Artigo 14.º
entidade adjudicante deve adoptar uma posição favorável
Princípio da protecção do ambiente à manutenção do procedimento, dos concorrentes e das
respectivas propostas, havendo lugar à decisão de não ad-
Nos procedimentos de formação dos contratos, as en- judicação, e consequente cancelamento do procedimento,
tidades públicas e privadas envolvidas devem, sempre apenas nos casos previstos neste Código.

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742 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 19.º CAPÍTULO III
Princípio da responsabilidade Regulação da contratação pública
1.As entidades adjudicantes e os respectivos fun- Artigo 22.º
cionários devem ser responsabilizados civil, financeira
Sistema Nacional de Contratação Pública
e disciplinarmente pela prática de actos que violem o
disposto no presente Código. 1. Integram o Sistema Nacional de Contratação
Pública todos o intervenientes directos ou indirectos
2. Os actos referidos no número 1 devem ser comuni-
num determinado procedimento, nomeadamente as
cados à ARAP sem prejuízo das demais comunicações
entidades adjudicantes, as entidades de controlo, as
exigidas por lei.
entidades responsáveis pela condução de procedimento,
Artigo 20.º os júris, os operadores económicos, e os interessados no
procedimento.
Dever de actuação ética
2. O Sistema é regulado pela Autoridade Reguladora
1. As entidades adjudicantes, as entidades respon- das Aquisições Públicas.
sáveis pela condução do procedimento, o júri bem como
quaisquer entidades envolvidas, directa ou indirecta- 3. Os procedimentos de contratação pública são objectos
mente, em processos de contratação pública, devem agir de regulação pela ARAP, nos termos do presente Código
com lisura e honestidade na sua relação com todos os e pelo diploma que aprova os estatutos da ARAP.
intervenientes nos procedimentos.
4. As atribuições e competências da ARAP e o seu
2. As entidades adjudicantes, as entidades respon- funcionamento, são regulados no diploma que aprova os
sáveis pela condução do procedimento, devem conduzir estatutos da ARAP.
os procedimentos e o júri deve avaliar as candidaturas
CAPÍTULO IV
e propostas, com absoluta integridade, abstendo-se em
cada momento de actos que ponham em causa a sua Publicidade
isenção e autonomia.
2 000000 001996

Artigo 23.º
3. Quaisquer funcionários de entidades públicas en-
Publicidade dos planos anuais de aquisições
volvidas num determinado procedimento de contrata-
ção pública devem mencionar, por escrito, qualquer Os planos anuais de aquisição e os planos anuais agru-
interesse pessoal resultante de ligações especiais com pados, devem ser publicados no portal de contratação
algum concorrente ou potencial concorrente envolvido pública, nos moldes definidos no presente Código.
no mesmo, pedindo, nesse caso, escusa de participação
no procedimento. Artigo 24.º

4. A situação referida no número anterior deve constar Publicidade dos procedimentos


do processo individual do funcionário do ficheiro do pro-
1. Os procedimentos de concurso público, de concurso
cedimento.
público em duas fases e de concurso limitado por prévia
qualificação, de âmbito nacional e internacional devem
5. Os deveres da actuação ética devem estar consagrados
ser publicitados mediante anúncio, no portal de contrata-
no Código de Conduta elaborado pela ARAP.
ção pública, conforme modelo constante dos anexos I, II
Artigo 21.º e III deste Código.

Dever de confidencialidade 2. Nos procedimentos previstos no número 1, de âm-


bito internacional, para além das publicações referidas
1. As entidades adjudicantes, as entidades respon- no número anterior, o anúncio deve ser publicado num
sáveis pela condução do procedimento, o júri, quaisquer site internacional.
entidades envolvidas, directa ou indirectamente, no
procedimento de contratação pública, bem como os fun- 3. Sem prejuízo do disposto no número 1, a entidade
cionários chamados a colaborar no procedimento, estão adjudicante pode publicar o procedimento em qualquer
obrigados a guardar sigilo e a assegurar a confidenciali- outro meio que julgar adequado.
dade dos elementos do procedimento antes do respectivo
Artigo 25.º
lançamento
Publicidade dos documentos do procedimento e dos contratos
2. Após o início do procedimento e até à decisão de
adjudicação, não podem ser divulgadas, fora dos momentos As entidades responsáveis pela condução do procedi-
previstos expressamente neste Código, quaisquer infor- mento devem publicitar, de forma adequada, os documentos
mações relativas à tramitação do procedimento, desig- do procedimento, as respetivas alterações, bem como as
nadamente no que respeita à avaliação das candidaturas fichas dos contratos adjudicados, conforme modelo em
e das propostas. anexo VI, no portal de contratação pública.

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Artigo 26.º publicação do anúncio do procedimento ou do envio do
convite para apresentação de propostas, consoante o
Outras publicações
procedimento adoptado, nas instalações da entidade ad-
Devem ainda ser promovidas pela ARAP, pela Direcção judicante, no portal de contratação pública ou em outro
Geral do Patrimonio e da Contratação Pública, e pelas lugar por este indicado nos documentos de procedimento.
entidades adjudicantes, as publicações exigidas por acor-
2. Os documentos de procedimento podem ainda ser
dos internacionais, bem como as que sejam consideradas
fornecidos por meios electrónicos.
convenientes para assegurar a adequada publicidade.
Artigo 27.º
TÍTULO II

Registo das contratações Tipos e escolha de procedimentos

1. As entidades adjudicantes e/ou as entidades respon- CAPÍTULO I


sáveis pela condução do procedimento, devem manter um Tipos de procedimentos
registo detalhado das suas contratações.
Artigo 29.º
2. Para cada procedimento lançado e/ou contrato
Procedimentos
celebrado, devem constar do registo das contratações,
conforme o modelo constante no Anexo VII, as seguintes 1. Sem prejuízo do regime especialmente previsto para
informações: a contratação de serviços de consultoria, a celebração
dos contratos abrangidos pelo presente Código deve ser
a) Identificação das prestações objecto do procedi-
precedida de um dos seguintes procedimentos:
mento;
a) Concurso público;
b) Decisão de contratar, decisão de aprovação da
despesa e decisão de escolha do procedimento; b) Concurso público em duas fases;
c) Financiador e rubrica económica; c) Concurso limitado por prévia qualificação;
2 000000 001996

d) Documentos do procedimento; d) Concurso restrito; ou

e) Esclarecimentos relativamente aos documentos e) Ajuste directo.


do procedimento;
2. No concurso público qualquer interessado que reúna
f) Retificações aos documentos do procedimento; os requisitos previstos na lei e nos documentos do pro-
cedimento pode apresentar proposta.
g) Identificação dos candidatos e/ou dos concorrentes;
3. No concurso público em duas fases os concorrentes
h) Candidaturas, caso aplicável e propostas; apresentam, na primeira fase, proposta técnica inicial
e, numa segunda fase, proposta técnica final e proposta
i) Esclarecimentos relativamente às candidaturas, financeira.
quando aplicável, e às propostas;
4. No concurso limitado por prévia qualificação apenas os
j) Actas do acto público, quando aplicável, bem como candidatos qualificados, após a apresentação de candida-
outras actas relevantes do procedimento; tura, são convidados para apresentar proposta.

k) Relatórios de avaliação das candidaturas, quando 5. Os procedimentos podem ser nacionais ou interna-
aplicável, e de avaliação das propostas; cionais:

l) Documentos das negociações, quando aplicável; a) São nacionais quando apenas são admitidos a
apresentar candidatura e/ou proposta pessoas
m) Decisão sobre a adjudicação; singulares ou colectivas com domicílio, sede ou
estabelecimento principal em Cabo Verde.
n) Identificação do adjudicatário;
b) São internacionais quando qualquer interessado
o) Valor do contrato; pode apresentar candidatura e/ou proposta,
desde que reúna as condições previstas na lei
p) Minuta do contrato e contrato; e
e nos documentos do procedimento.
q) Outros documentos relevantes. 6. No concurso restrito são convidados para apresentar
Artigo 28.º proposta o número de operadores económicos necessários,
por forma a que haja pelo menos três propostas para
Acesso aos documentos do procedimento serem avaliadas.

1. Os documentos do procedimento podem ser con- 7. No ajuste directo pode ser convidado a apresentar
sultados por quaisquer interessados, desde a data da proposta apenas um operador económico.

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744 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

CAPÍTULO II Artigo 32.º

Escolha do procedimento Divisão em lotes

Secção I 1. As prestações do mesmo tipo susceptíveis de inte-


grarem um único contrato podem ser divididas em vários
Escolha do procedimento em função do valor
lotes, objecto de adjudicações separadas, quando o objecto
Artigo 30.º do contrato tiver natureza divisível e não houver prejuízo
para o conjunto a ser adquirido.
Critério do valor do contrato
2. Nos casos de divisão em lotes, por contratos
1. Salvo nos casos expressamente previstos no presente celebrados ao longo do período de um ano, o valor a
Código, a escolha do tipo de procedimento é feita em atender para efeitos da escolha do tipo de procedimento
função do valor do contrato. aplicável a cada lote é o resultante do somatório dos
2. Deve adoptar-se o procedimento de concurso público, valores dos vários lotes.
para a celebração dos seguintes contratos: 3. Nenhuma aquisição pode ser dividida em lotes com
a) Contratos de empreitada de obras públicas cujo o intuito de evitar a aplicação de um determinado tipo
valor seja igual ou superior a 10.000.000$00 de procedimento e as regras do presente Código.
(dez milhões de escudos); e Artigo 33.º

b) Contratos de locação, de aquisição de bens móveis Contratos mistos


e serviços cujo valor seja igual ou superior a
5.000.000$00 (cinco milhões de escudos). 1. Apenas é permitida a celebração de contratos cujo
objecto abranja simultaneamente prestações típicas de
3. Deve adoptar-se o procedimento de concurso restrito vários dos contratos enumerados nas alíneas a) a c) do
para a celebração dos seguintes contratos: artigo 3.º, se tais prestações forem técnica ou funcio-
nalmente incindíveis ou, embora o não sejam, se
a) Contratos de empreitada de obras públicas cujo se demonstrar que a sua separação causaria graves
valor seja igual ou superior a 3.500.000$00 inconvenientes para a entidade adjudicante.
2 000000 001996

(três milhões e quinhentos mil escudos) e infe-


rior a 10.000.000$00 (dez milhões de escudos); e 2. Na adjudicação de contratos que tenham, simulta-
neamente, como objecto a execução de prestações típicas
b) Contratos de locação, de aquisição de bens móveis de vários contratos, nos termos referidos no número
e serviços cujo valor seja igual ou superior a anterior, deve ser adoptado o procedimento aplicável
2.000.000$00 (dois milhões de escudos) e inferior à componente correspondente à prestação principal do
a 5.000.000$00 (cinco milhões de escudos). contrato, ou, caso esta não possa ser determinada, à
4. A adoção do procedimento de ajuste directo apenas componente de maior expressão financeira.
permite a celebração de contratos de empreitada de Secção II
obras públicas, de locação, de aquisição de bens móveis
ou de aquisição de serviços cujo valor seja inferior aos Escolha do procedimento em função de critérios materiais
montantes indicados no número anterior. Artigo 34.º

5. Para formação de contratos de concessão de obras Fundamento da escolha


públicas ou de concessão de serviços públicos, deve ser
adoptado o concurso público de duas fases ou concurso A escolha do procedimento em função de critérios mate-
limitado por prévia qualificação. riais deve ser precedida de um despacho fundamentado,
pela entidade adjudicante.
6. Os valores acima referidos podem ser actualizados
por Decreto-Lei. Artigo 35.º

Artigo 31.º Dispensa da realização de concurso público

Valor do contrato 1. Independentemente do valor do contrato, a entidade


adjudicante pode autorizar, a dispensa da realização de
1. Para efeito do exposto no artigo anterior, o valor do concurso público:
contrato corresponde ao valor económico total de que o ad-
judicatário pode beneficiar, isento de quaisquer impostos. a) Quando tal for exigido por razões inerentes à se-
gurança pública interna ou externa;e
2. O valor económico a que se refere o número ante-
rior abrange o preço a pagar pela entidade contratante, b) Em caso de cessação antecipada de contrato
durante o período de vigência do contrato, incluindo celebrado na sequência de concurso público,
eventuais prorrogações, renovações ou opções, bem como concurso público em duas fases ou de concur-
quaisquer contraprestações ou vantagens, ainda que sem so limitado por prévia qualificação, por razões
carácter pecuniário, de que o adjudicatário beneficie em imputáveis ao co-contratante, tendo ficado in-
virtude da celebração do contrato. completa a execução do contrato.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 745

2. No caso previsto na alínea b) do número anterior, o qualificação, não se haja apresentado ne-
contrato pode ser adjudicado por ajuste directo ao concor- nhum candidato ou concorrente, ou todas as
rente que apresentou a proposta classificada em segundo propostas tenham sido excluídas, desde que
lugar, desde que o preço desta proposta não exceda em o caderno de encargos não seja substancial-
mais de 10% o preço da proposta vencedora e sejam ofe- mente alterado em relação ao caderno de en-
recidas as mesmas garantias. cargos daquele concurso;
Artigo 36.º d) Quando, com prévia determinação dos órgãos
Escolha do concurso público em duas fases
competentes, se aceite a aquisição de bens
móveis, a execução de obras ou a prestação
Independentemente do valor do contrato, deve adoptar-se de serviços a título de dação em pagamento, a
o concurso público em duas fases quando: favor do Estado cabo-verdiano;

a) Seja objetivamente impossível definir a solução e) Quando se trate de obras, prestações de serviços,
técnica mais adequada para a satisfação das aquisições ou locações de bens móveis a reali-
necessidades da entidade adjudicante; ou zar ao abrigo de um acordo quadro celebrado
com apenas uma entidade;
b) A natureza ou a complexidade técnica das presta-
ções objecto do contrato a celebrar não per- f) No âmbito de contratos de empreitada de obras
mitam a definição precisa das especificações públicas e de contratos de prestação de ser-
técnicas mais adequadas às necessidades da viços, tendo em vista a adjudicação de obras
entidade adjudicante. ou serviços complementares, não incluídos no
contrato ou no projecto inicial, mas que, na
Artigo 37.º sequência de circunstância imprevisível, se
tornem necessários para a execução da em-
Escolha do concurso limitado por prévia qualificação
preitada ou para a prestação dos serviços,
desde que não possam ser técnica ou eco-
Independentemente do valor do contrato, deve adop-
nomicamente separados do contrato inicial
tar o concurso limitado por prévia qualificação, quando
sem grave inconveniente para a entidade ad-
2 000000 001996

os trabalhos a realizar, os equipamentos e serviços a


judicante;
fornecer, revistam um carater especialmente complexo
ou exijam uma técnica particular, ou quando seja muito g) No âmbito de contratos de aquisição de bens
elevado o montante envolvido. móveis, quando se trate de entregas comple-
Artigo 38.º mentares, a realizar pelo fornecedor inicial,
destinadas à substituição parcial de bens
Escolha do concurso restrito móveis ou instalações de uso corrente ou à
ampliação de fornecimento de bens móveis
Independentemente do valor do contrato, é possível ou de instalações existentes, se a mudança de
adoptar o procedimento de concurso restrito quando no fornecedor obrigar a entidade adjudicante a
mercado nacional existe um número restrito de opera- adquirir material com perfil tecnicamente di-
dores capazes de oferecer o bem, serviço ou obra. verso, suscetível de gerar incompatibilidades
Artigo 39.º
ou dificuldades técnicas desproporcionadas
de utilização e manutenção;
Escolha do ajuste directo
h) No caso de serviços novos que consistam na
1. Independentemente do valor do contrato, é possível repetição de serviços similares contratados
adoptar o procedimento de ajuste directo: entre as mesmas entidades, desde que:

a) Quando por motivos de urgência imperiosa e i) Esses serviços estejam em conformidade com
imprevisível não possam ser cumpridos os um projecto base comum;
prazos exigidos pelo concurso público, pelo
concurso público em duas fases, pelo concurso ii) O anterior contrato tenha sido adjudicado
limitado por prévia qualificação ou pelo con- mediante concurso público, concurso público
curso restrito, e desde que as circunstâncias em duas fases ou concurso limitado por prévia
invocadas não sejam, em caso algum, impu- qualificação; e
táveis à entidade adjudicante;
iii) Não tenham decorrido mais de três anos so-
b) Quando por motivos técnicos, artísticos ou rela- bre a data da celebração do contrato inicial.
cionados com a proteção de direitos exclusi-
vos, a execução do contrato apenas possa ser 2. Apenas é admissível o recurso ao ajuste directo, no
atribuída a um único operador económico; caso previsto nas alíneas f), g) e h) do número 1, se o
valor total dos contratos relativos às obras, serviços ou
c) Quando, em concurso público, concurso público em bens complementares não ultrapassar 70% do valor do
duas fases ou concurso limitado por prévia contrato inicial.

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746 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

3. Nos casos previstos na alínea g) do número 1, a pos- 5. Os documentos de procedimento, cujo valor do
sibilidade de recurso ao ajuste directo deve ser indicada contrato seja igual ou superior a 4.000.000$00 (quatro
no anúncio ou no programa de concurso do concurso pú- milhões de escudos), devem ser submetidos à entidade
blico, do concurso público em duas fases ou do concurso competente pelo controlo dos procedimentos no ministério
limitado por prévia qualificação. responsável pelas finanças, para efeitos de verificação.

CAPÍTULO III Artigo 42.º

Documentos estandardizados de procedimentos


Documentos de procedimento
1. Os documentos estandardizados de procedimentos
Artigo 40.º
devem ser aprovados pelo membro do governo competente
Tipos de documentos em matéria das finanças ou das obras públicas, mediante
proposta da ARAP, elaborados conjuntamente com as
1. Os documentos de procedimentos são os seguintes: entidades competentes na matéria.

a) No concurso público – o programa do concurso e 2. Nos casos em que haja documentos estandardizados
o caderno de encargos; de procedimento, estes são de uso obrigatório, podendo
apenas ser introduzidas as regras especiais relativas ao
b) No concurso público em duas fases – o programa concreto contrato a celebrar.
do concurso, o caderno de encargos, o convite
Artigo 43.º
para a apresentação da proposta técnica final
e da proposta financeira; Convite

c) No concurso limitado por prévia qualificação – o O convite contém as condições a que deve obdecer
programa do concurso, o caderno de encargos o procedimento de formação do contrato bem como os
e o convite para a apresentação de propostas; elementos necessários para a preparação das propostas.

d) No concurso restrito – o convite para a apresen- Artigo 44.º


tação de propostas e o caderno de encargos; e Programa do concurso e caderno de encargos
2 000000 001996

e) No ajuste directo – o convite para a apresentação 1. O programa do concurso define os termos a que obe-
de propostas e o caderno de encargos. dece o procedimento de formação do contrato.
2. No procedimento para a contratação de serviços 2. O caderno de encargos é o documento que contém
de consultoria, o convite e os termos de referência, que as cláusulas jurídicas, financeiras e técnicas a incluir no
substituem o programa do concurso e o caderno de encargos. contrato a celebrar.

3. No procedimento de concurso restrito ou ajuste 3. No caso de concurso público em duas fases, o caderno
directo, a entidade responsável pela condução do pro- de encargos contém o objecto do contrato a adjudicar, os
cedimento pode optar por elaborar apenas o convite, nos objectivos que se pretendem atingir com a celebração do
casos que a natureza do produto ou serviço objecto do mesmo, os termos do contrato que deverão ser respeitados
contrato o permitir. nas propostas técnicas a apresentar, bem como os termos
para a apresentação da mesma.
Artigo 41.º
Artigo 45.º
Preparação e aprovação dos documentos
Especificações técnicas
1. Os documentos de procedimentos são preparados
pela entidade responsável pela condução do procedimento, 1. As especificações técnicas definem as caraterísticas
nos termos previstos no artigo 66º, com a cooperação exigidas de um produto, serviço ou obra, tais como os
necessária da entidade adjudicante. níveis de qualidade ou de propriedade de utilização, as
caraterísticas ambientais, a segurança, as dimensões, as
2. Os documentos de procedimento devem conter toda prescrições aplicáveis, no que respeita, designadamente,
a informação necessária para preparação e apresentação ao sistema de garantia de qualidade, à terminologia, aos
da candidatura e/ou proposta, no estrito respeito pelos símbolos, aos ensaios e métodos de ensaio, à embalagem,
princípios e pelas regras aplicáveis, de modo a permitir à marcação e rotulagem, as quais permitem caraterizar
condições de plena concorrência entre todos os operadores objetivamente um material, um produto ou um bem a
económicos. fornecer, um serviço a prestar ou uma obra a realizar, de
maneira a que corresponda à utilização a que é destinado
3. Os documentos de procedimento podem ser colocados pela entidade adjudicante.
a consulta pública pelas entidades adjudicantes sempre
que necessário. 2. As especificações técnicas podem ser completadas
por um protótipo do material ou do elemento, devendo o
4. Os documentos de procedimento são aprovados pela mesmo ser expressamente identificado nos documentos
entidade adjudicantes inerente ao contrato a celebrar. do procedimento.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 747

3. As especificações técnicas devem descrever, de forma tidades de trabalhos contendo, com o grau
clara, imparcial e precisa, a prestação a ser executada de decomposição adequado, a quantidade e
e/ou os bens a serem fornecidos, o local de execução da qualidade dos trabalhos necessários para a
prestação ou de entrega ou instalação dos bens, os pra- execução da obra; e
zos de conclusão da prestação ou de entrega dos bens,
as exigências mínimas aplicáveis, bem como quaisquer d) O programa de trabalhos, quando este tiver
termos e condições pertinentes, incluindo a definição de caráter vinculativo.
quaisquer testes, padrões e métodos a serem utilizados
para julgar a conformidade das prestações objecto do 3. Das peças desenhadas devem constar, além de outros
contrato. elementos reputados necessários, a planta de localização,
as plantas alçados, cortes e pormenores indispensáveis,
4. As especificações técnicas são estabelecidas tomando para uma exata e pormenorizada definição da obra e
como referência: ainda, quando existirem, a planta de sondagens e os
perfis geológicos.
a) Especificações técnicas nacionais em matéria de
conceção e de utilização de produtos; e 4. Se não forem exibidos os estudos referidos no número
anterior, a entidade adjudicante deve definir no caderno
b) Outros documentos, tais como as normas nacio-
de encargos as caraterísticas geológicas do terreno.
nais que transponham normas aceites inter-
nacionalmente, ou, na falta destas, outras
5. As peças do projecto patenteadas devem ser enu-
normas ou condições internas de homologação
meradas no caderno de encargos.
técnica.
Artigo 47.º
5. Os desenhos que venham a integrar as especificações
técnicas têm de ser consistentes com o texto das mesmas, Apresentação do projecto base pelos concorrentes
devendo ser definido, nas especificações técnicas, a ordem
de precedência entre os desenhos e textos, no caso de 1. Quando se trate de obras de complexidade técnica e
existirem divergências. elevado grau de especialização e caiba aos concorrentes
a apresentação do projecto base, a entidade adjudicante
2 000000 001996

6. Não é permitido fixar especificações técnicas que deve definir nos documentos do procedimento, de forma
mencionem produtos de uma dada marca ou proveniência precisa, os objectivos que deseja atingir, especificando os
ou mencionar processos de fabrico particulares, cujo efeito aspectos que considera vinculativos.
seja o de favorecer ou eliminar determinadas empresas
ou produtos, sendo igualmente proibido utilizar mar- 2. Quando o projecto base deva ser elaborado pelo
cas, patentes ou tipos de marca ou indicar uma origem concorrente, o projecto e o caderno de encargos são
ou produção determinada, salvo quando haja impossi- substituídos, na fase inicial do concurso, pelos elementos
bilidade de descrição das especificações, caso em que é escritos e desenhados necessários para definir com exac-
permitido o uso daquelas referências, acompanhadas da tidão os objectivos e as caraterísticas fundamentais da
expressão “ou equivalente”. obra concursada, que integram os termos de referência.
Artigo 46.º
3. Adjudicado um projecto base, deve ser este con-
Documentos do procedimento relativos a contratos siderado pelo empreiteiro para a elaboração do projecto
de empreitada de obras públicas e de concessão de obras públicas de execução.
1. Os elementos escritos e desenhados do projecto, 4. O projecto base deve ser elaborado tendo em atenção
bem como o caderno de encargos, relativos a contratos as regras aplicáveis, nomeadamente as respeitantes à
de empreitada de obras públicas e de concessão de ob- segurança da obra e à higiene, saúde e segurança no
ras públicas devem definir, com adequada suficiência, trabalho.
as caraterísticas da obra e as condições técnicas
da sua execução, devendo designadamente indicar a 5. No caso de ser da responsabilidade do empreiteiro a
qualidade dos materiais a aplicar, o volume dos trabalhos elaboração do projecto base, o caderno de encargos pode
a executar, a natureza do terreno, o traçado geral e os impôr a realização de contrato de seguro que garanta a
pormenores construtivos. cobertura dos riscos e danos directa ou indirectamente
emergentes de deficiente conceção do projecto e da
2. O caderno de encargos deve integrar, além de outros
execução da obra.
elementos reputados necessários:

a) O projecto; 6. O dono da obra pode atribuir prémios aos concorren-


tes cujos projectos base tenham sido admitidos no âmbito
b) A memória ou nota descritiva, bem como os cál- do procedimento, caso em que deve fixar, no programa de
culos justificativos; concurso, os critérios para atribuição de prémios.

c) Os mapas de medições discriminadas e referen- 7. Não pode ser atribuído qualquer prémio ao concor-
ciadas e respectivos mapas-resumo de quan- rente que venha a ser escolhido como adjudicatário.

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748 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 48.º e) Indicar o período de prestação dos serviços e
Variantes do projecto
eventuais prazos/ metas parcelares;

1. O dono da obra pode prever no programa do concurso f) Indicar os deveres dos consultores; e
a apresentação pelos concorrentes, de variantes relati- g) Indicar os meios que serão disponibilizados pela
vas à totalidade ou a parte do projecto, sem prejuízo do entidade contratante para a prestação dos
dever de apresentação de proposta base para a execução serviços.
da empreitada, tal como foi patenteada pela entidade
Artigo 52.º
adjudicante.
Esclarecimentos sobre os documentos do procedimento
2. A variante do projecto aprovada substitui, para
todos os efeitos, o projecto patenteado pela entidade 1. A entidade responsável pela condução do procedi-
adjudicante, na parte respetiva. mento, por iniciativa própria ou mediante requerimento
dos interessados, desde que apresentado até o fim do
3. No caso de empreitada por série de preços, a vari- primeiro terço do prazo fixado para a apresentação das
ante deve prever as espécies e quantidades dos trabalhos propostas, presta os esclarecimentos necessários à boa
necessários para a execução da obra e a respetiva lista compreensão e interpretação dos documentos do pro-
de preços unitários. cedimento.
4. No caso de empreitada por série de preços, os tra- 2. Os esclarecimentos são prestados até ao fim do se-
balhos correspondentes ao projecto ou variantes são gundo terço do prazo fixado para a apresentação das pro-
executados em regime de preço global, se o empreiteiro o postas, sem identificação de quem os solicitou, devendo
propuser e o dono da obra aceitar, devendo o empreiteiro ser comunicados a todos os interessados podendo estes
apresentar um plano de pagamentos do preço global e apresentar pedidos de esclarecimentos relacionados até
calculando-se este pela aplicação dos preços unitários às ao fim do segundo terço do prazo fixado.
quantidades previstas.
3. Os esclarecimentos devem também ser divulgados
Artigo 49.º
através de aviso publicitado no portal de contratação
Elementos e método de cálculo do projecto base e variantes pública, conforme previsto no título I do capítulo IV.
2 000000 001996

Os projectos base e as variantes da autoria do empreiteiro Artigo 53.º


devem conter todos os documentos necessários para a sua Rectificação dos documentos do procedimento
perfeita apreciação e para a justificação do método de cál-
culo utilizado, podendo a entidade adjudicante solicitar 1. Os documentos do procedimento podem ser retifica-
quaisquer esclarecimentos, bem como a apresentação de dos pela entidade adjudicante, até ao prazo fixado para
pormenores, planos e desenhos explicativos adicionais. apresentação das propostas, mediante devida funda-
mentação.
Artigo 50.º
2. Qualquer rectificação dos documentos do procedi-
Cadernos de encargos relativos a contratos de concessão
mento deve ser comunicada imediatamente a todos os
Os cadernos de encargos para os procedimentos de for- interessados, bem como divulgada nos termos do número 3
mação de contratos de concessão devem ser integrados por do artigo anterior.
um código de exploração, contendo os direitos e obrigações
3. Caso as rectificações envolvam a modificação de as-
das partes, bem como, nos casos justificados, as normas de
pectos fundamentais dos documentos do procedimento, o
exploração da obra ou do serviço público em causa, tendo
prazo para a apresentação das propostas deve ser pror-
em vista os interesses dos respectivos utentes.
rogado, no mínimo, pelo período decorrido desde o início
Artigo 51.º do prazo para a apresentação das propostas até à data
Termos de referência
da comunicação das retificações.

Os termos de referência contêm as condições dos ser- TÍTULO III


viços de consultoria a prestar, bem como os elementos Formação dos contratos
necessários para a preparação das propostas, devendo
nomeadamente: CAPÍTULO I

a) Indicar as regras do procedimento, incluindo os Diligências administrativas prévias


critérios de avaliação das propostas e respe- Secção I
tiva ponderação, por ordem decrescente de
Decisão de contratar e autorização de despesas
importância e da grelha de avaliação;
Artigo 54.º
b) Descrever os serviços compreendidos no contrato
de consultoria a celebrar; Início do procedimento

c) Definir o perfil dos consultores; Os procedimentos de contratação pública iniciam-se


com o envio do anúncio do procedimento para publicação,
d) Definir, com precisão, os objectivos, produtos e ou, quando este não exista, com o envio do convite para
extensão dos trabalhos a executar; apresentação de propostas.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 749


Artigo 55.º 4. Se por alguma razão superveniente os fundos ou o fi-
nanciamento obtido para satisfazer as despesas inerentes
Competência para a decisão de contratar
ao contrato a celebrar deixarem de estar disponíveis, o
1. A decisão de contratar, na qual vai revelada a neces- procedimento de formação do contrato deverá ser imediata-
sidade ou oportunidade de contratar com um operador mente interrompido, não havendo lugar a adjudicação,
económico, cabe a entidade adjudicante sob proposta da nos termos previstos no artigo 102.º.
entidade responsável pela condução do procedimento. Artigo 58.º

2. Nos casos de aquisição de veículos para a Adminis- Competência para autorizar despesas no âmbito de contratos
de concessão de serviços públicos
tração Pública Central, a decisão de contratar deve ser
precedida de uma aprovação da entidade responsável 1. Na outorga de contratos de concessão de serviços
pela gestão patrimonial do Estado. públicos, a entidade adjudicante deve, previamente ao
Artigo 56.º
início do procedimento de formação do contrato, obter a
aprovação do membro do Governo responsável pela área
Despesa autorizada das finanças relativamente:

1. A despesa autorizada é referente ao valor do con- a) À viabilidade técnica e financeira do projecto;


trato a celebrar apurado nos termos dos artigos 30.º e b) À estrutura do projecto e condições do caderno
31.º, tendo em atenção os limites de competência para de encargos e dos restantes documentos do
a autorização de despesa previstos por lei, e nos demais procedimento relevantes; e
diplomas aplicáveis.
c) Às garantias a serem prestadas pela adjudica-
2. Se o valor da despesa autorizada for inferior ao limite tária e/ou pelo Estado.
da sua competência, o concreto montante da despesa
autorizada pode constar do caderno de encargos ou de 2. A aprovação do membro do governo responsável pela
documento procedimental adequado quando não houver área das finanças deve também ser solicitada para todas
caderno de encargos, como limite do preço contratual. as aquisições que envolvam a transferência de fundos
públicos, o apoio financeiro ou o pagamento de qualquer
2 000000 001996

3. As despesas inerentes a acréscimos de preço, nos natureza, da entidade adjudicante para o co-contratante.
termos previstos na lei ou nos documentos do procedi-
Artigo 59.º
mento, devem ser autorizadas pelo órgão competente
para autorizar a despesa global, incluindo o acréscimo Delegação de competências
do preço contratual.
As competências previstas no presente Código podem
Artigo 57.º ser delegadas, nos termos previstos na lei.

Conformidade orçamental Artigo 60.º

Fracionamento da despesa
1. A despesa inerente ao contrato a celebrar deve
conformar-se com: 1. Para efeitos do presente Código, a despesa a considerar
é a do preço total do contrato.
a) As previsões e políticas para a aplicação de re-
cursos inscritos nos respectivos orçamentos 2. É proibido o fracionamento da despesa com a inten-
da entidade adjudicante. ção de a subtrair ao regime previsto no presente Código.
Secção II
b) O cronograma de recursos orçamentais, tendo
em conta a sua efectiva disponibilidade de Programação das aquisições
acordo com o respetivo plano de tesouraria.
Artigo 61.º

2. Quando aplicável, a entidade adjudicante apenas se Preparação e execução do plano anual de aquisições
pode comprometer ao pagamento dos montantes inscritos
no seu orçamento, ou em lei ou resolução adotada para 1. As entidades adjudicantes devem concentrar num
o efeito, e desde que haja saldo disponível na correspon- plano anual, a indicação dos bens móveis e serviços a ad-
dente categoria orçamental, salvo o regime de excepções quirir ou a alugar no ano seguinte, bem como as empreitadas
constante da lei de bases do orçamento, devendo neste de obras públicas a realizar devidamente aprovado pela
caso constar do anúncio do procedimento, ou dos docu- entidade competente para autorizar as despesas.
mentos do procedimento quando não haja lugar a anún- 2. A execução do plano anual de aquisição é assegurada
cio, que a adjudicação estará dependente da aprovação pela entidade responsavel pela condução de procedimento,
da corresponde categoria orçamental. em conformidade com o previsto no presente Código e
com as indicações constantes no plano, nomeadamente:
3. Quando o previsto no número anterior é aplicável
às entidadas adjudicantes indicadas nas alíneas c), d) a) Tipo;
e e) do número 1 do artigo 5.º devem estas autorizar as
despesas, nos termos dos seus estatutos. b) Categoria;

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750 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

c) Bem, serviço ou empreitada de obra pública, devi- c) O local e a data pretendida de entrega dos bens
damente especificado; ou prestação dos serviços consoante o caso; e

d) Data e local estimada de entrega; d) O valor estimado da aquisição.

e) Unidade medida; 4. As aquisições agrupadas podem também ser orga-


nizadas ao abrigo do Regime do Acordo Quadro, previsto
f) Tipo de procedimento. no presente Código.
3. Os planos anuais de aquisição devem ser publicados Artigo 64º
no portal de contratação pública, após o visto da entidade
Elaboração dos planos anuais das aquisições agrupadas
competente pela execução das políticas de contratação
pública e pelo controlo de procedimentos do ministério 1. A entidade responsável pela preparação do plano
responsável pela área das finanças. anual agrupado e pela condução do procedimento agru-
Artigo 62.º pado, deve identificar para além do previsto no número
3 do artigo anterior, o seguinte:
Recurso às aquisições agrupadas
a) As entidades adjudicantes;
1. As entidades adjudicantes devem concentrar num
único procedimento de formação de contrato, designado b) O valor total de cada aquisição agrupada;e
por aquisição agrupada, a contratação de empreitadas de
obras públicas, de locações ou aquisições de bens móveis c) A data estimada de início do procedimento.
ou de aquisições de serviços, desde que os mesmos tenham
a mesma natureza e fim. 2. Os planos anuais de aquisições agrupados são re-
metidos aos representantes das entidades adjudicantes
2. As aquisições agrupadas regem-se pelo disposto para efeitos de conhecimento e publicados no portal de
neste diploma, designadamente no que respeita às regras contratação pública, após aprovação do membro do governo
de escolha do procedimento e sua tramitação, com as responsável pela área das finanças.
especificidades previstas nesta seção. Artigo 65.º
2 000000 001996

3. A decisão do recurso às aquisições agrupadas deve Condução dos procedimentos de aquisições agrupadas
ser feita no âmbito da Directivas Orçamental, mediante
proposta do membro do governo responsável pela área Para efeitos de preparação dos documentos de pro-
das finanças. cedimento agrupado, a entidade responsável pela
condução do mesmo, deve recolher junto das entidades
4. O recurso às aquisições agrupadas pode ser adoptado adjudicantes que beneficiarão das aquisições agrupadas,
pelas entidades adjudicantes indicadas nas alineas c), todos os elementos necessários designadamente, as suas
d) e e) do artigo 5.º do presente Código, com as devidas necessidades específicas relativamente às obras, bens ou
adequações, em conformidade com o seu estatuto. serviços a adquirir ao abrigo das aquisições agrupadas,
Artigo 63.º incluindo as cláusulas essenciais do contrato a celebrar.

Preparação das aquisições agrupadas Secção III

Preparação e condução dos procedimentos


1. As entidades adjudicantes que integram a Adminis-
tração Pública Central devem submeter à entidade respon- Artigo 66.º
sável pela condução do procedimento agrupado, no prazo
definido na Directivas Orçamental do Conselho de Min- Condução dos procedimentos
istros conforme previsto no número 3 do artigo anterior,
a indicação dos bens móveis e os serviços a adquirir ou 1. A condução dos procedimentos de contratação
alugar, bem como as empreitadas de obras públicas, pública cabe às entidades responsáveis pela condução
previsto para o ano seguinte, devidamente aprovado pela de procedimentos constituídas junto das entidades
entidade competente para autorizar as despesas, e em adjudicantes.
conformidade com o artigo anterior. 2. Na Administração Pública Central as entidades
2. O período de execução de contratos para aquisição responsáveis pela condução de procedimento são
de bens e serviços de uso comum não deverá ser superior denominadas de Unidades de Gestão de Aquisições
a um ano, não obstante a possibilidade de renovação por - UGA, e a entidade responsável pela condução de
um período igual até o máximo de três anos. procedimentos agrupado é denomidada de Unidades
de Gestão de Aquisições Centralizada - UGAC.
3. O plano anual agrupado deve detalhar para cada
categoria de bens a agrupar: 3. As entidades adjudicantes da Administração
Pública Central devem constituir uma UGA, nos ter-
a) As características essenciais; mos do disposto na legislação aplicável e as demais
entidades adjudicantes podem constituir uma UGA,
b) A quantidade; com as devidas adequações ao seu estatuto.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 751

4. Sem prejuízo de quaisquer outras competências ex- cedimento ou, quando esta não exista, pela entidade adju-
pressamente previstas neste diploma e na lei aplicável, dicante, sem direito a voto, para a emissão de pareceres em
compete às entidades responsáveis pela condução de áreas especializadas.
procedimento:
Artigo 68.º
a) Escolher o procedimento; Competência do júri

b) Designar os membros do júri; Sem prejuízo de quaisquer outras competências ex-


c) Preparar os documentos do procedimento; e pressamente previstas neste Código, compete ao júri do
procedimento:
d) Prestar os esclarecimentos necessários à boa
compreensão e interpretação dos documentos a) Presidir ao ato público;
do procedimento. b) Decidir sobre as reclamações apresentadas no
5. O exercício das competências das entidades respon- ato público;
sáveis pela condução de procedimento, deve ser desen- c) Proceder à análise e avaliação das candidaturas
volvido de acordo com as regras do presente diploma. e à elaboração dos respectivos relatórios; e
6. As entidades responsáveis pela condução de procedi- d) Proceder à análise e avaliação das propostas e à
mento podem requerer a nomeação de peritos que integrem elaboração dos respectivos relatórios.
os quadros de entidades públicas, ou de quaisquer outras
entidades, e podem recorrer a outras fontes de aconselha- CAPÍTULO II
mento especializado, para as auxiliar nas tarefas referidas
no número 4. Regras de participação nos procedimentos

7. As entidades responsáveis pela condução de procedi- Secção I


mento desenvolvem todo o seu trabalho, desde a fase ad- Disposições gerais
ministrativa de formação dos contratos até à celebração dos
mesmos, em estreita articulação com as entidades adjudican- Artigo 69.º
2 000000 001996

tes junto das quais funcionam, devendo estas disponibilizar


Agrupamentos
às entidades responsáveis pela condução de procedimento os
elementos necessários para a preparação dos documentos do 1. É permitida a apresentação de candidaturas ou
procedimento e para o lançamento do mesmo. propostas por um agrupamento de candidatos ou concor-
rentes, o qual, após a adjudicação e antes da celebração
8. Toda a matéria referente as entidades responsáveis pela
do contrato, deve assumir a forma jurídica exigida nos
condução do procedimento são reguladas por diploma próprio.
documentos do procedimento.
Artigo 67.º
2. Os membros de um agrupamento candidato ou con-
Composição e funcionamento do júri corrente não podem apresentar candidatura ou proposta
no mesmo procedimento, nem fazer parte de outro agru-
1. O júri é composto, em número ímpar por, pelo menos, pamento candidato ou concorrente.
três membros efetivos, um dos quais preside, dois vogais e
dois suplentes. 3. Os membros do agrupamento são solidariamente
responsáveis perante a entidade adjudicante pela ma-
2. Os membros do júri são nomeados, para cada procedimento, nutenção da candidatura e/ou da proposta.
pela entidade responsável pela condução de procedimento.
4. As entidades que constituem o agrupamento devem
3. O júri do procedimento inicia o exercício das suas funções designar um representante comum com poder amplo e
no dia útil subsequente ao do envio do anúncio para publicação suficiente para representar os membros do agrupamento
ou do convite. durante a formação e execução do contrato e constituem
um domicílio único.
4. O júri só pode funcionar quando o número de membros
presentes na reunião corresponda ao número de membros Artigo 70.º
efetivos.
Impedimentos dos candidatos e concorrentes
5. As deliberações do júri, que devem ser sempre fundamen-
tadas, são tomadas por maioria de votos, não sendo admitida 1. Não pode apresentar candidatura ou proposta ou
a abstenção. integrar agrupamento candidato ou concorrente quem:

6. Nas deliberações em que haja voto de vencido de algum a) Se encontre em estado de insolvência ou situação
membro do júri, devem constar da respetiva acta os motivos de falência, de liquidação, de cessação de ac-
da sua discordância. tividade, sujeita a qualquer meio preventivo
de liquidação de patrimónios ou em qualquer
7. Os membros do júri podem ser apoiados por peritos, situação análoga, nem ter o respetivo processo
nomeados pela entidade responsável pela condução do pro- pendente;

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752 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

b) Tenha sido condenado, ou, no caso de pessoas 5. No caso do número anterior bastará uma comuni-
colectivas, tenham sido condenados os mem- cação posterior da entidade gestora do sistema de previ-
bros dos órgãos de gerência ou de administra- dência social ou do serviço de finanças, respetivamente,
ção em efetividade de funções, por sentença à entidade responsável pela condução do procedimento
transitada em julgado, por crime ou ofensa de que foi incumprida qualquer prestação ou de que a
relativa à sua conduta profissional; situação do candidato ou concorrente é irregular para
que o mesmo seja de imediato excluído do procedimento.
c) Se encontre impedido de participar em procedi-
mentos de contratação, nos termos da lei; 6. O Ministério Público deve dar conhecimento à enti-
dade legalmente competente para a inspecção de obras
d) Tenha a sua situação irregular relativamente públicas e à ARAP, das sentenças transitadas em julgado
às contribuições para a segurança social em que ponham termo aos processos-crime a que se refere
Cabo Verde ou no Estado de que sejam nacio- a parte final da alínea f) do número 1, relativamente a
nais ou no qual se situe o seu estabelecimento indivíduos ou empresas cuja actividade inclua a realização
principal; de obras públicas ou aos respectivos gerentes ou admi-
nistradores.
e) Tenha a sua situação irregular relativamente a
impostos devidos ao Estado cabo-verdiano ou 7. As entidades a quem os candidatos ou concorrentes
ao Estado de que seja nacional ou no qual se que sejam empreiteiros de obras públicas tenham apre-
situe ou estabelecimento principal; ou sentado documentos devem, quando existam suspeitas
de falsificação, comunicar o fato à entidade legalmente
f) Tenha sido condenado, ou, no caso de pessoas colecti- competente para a inspecção de obras públicas e à ARAP,
vas, tenham sido condenados os membros dos fazendo acompanhar essa comunicação dos elementos de
órgãos de gerência ou de administração em prova de que disponham, incluindo cópia da denúncia
efetividade de funções, por sentença transitada que tenham dirigido ao Ministério Público.
em julgado, pelo crime de participação em Artigo 71.º
actividades de uma organização criminosa, de
corrupção, de fraude ou de branqueamento de Comprovação da inexistência de impedimentos
capitais, ou, no caso de o procedimento visar a 1. Os interessados em participar no procedimento de-
2 000000 001996

celebração de um contrato de empreitada de ob- vem apresentar, juntamente com a respectiva candidatura
ras ou de um contrato de concessão de obras ou proposta, declaração conforme modelo constante do
públicas, pela prática de crimes que, nos ter- anexo IV ao presente diploma, em como não se encontram
mos do regime jurídico de acesso e permanên- em nenhuma das situações referidas no artigo anterior.
cia na actividade de construção, impeçam o
acesso a essa actividade. 2. O adjudicatário deve ainda apresentar, no prazo de
dez dias após a notificação da decisão de adjudicação,
2. Não podem participar no procedimento, as pes- nova declaração conforme modelo constante do anexo IV
soas singulares ou colectivas, bem como qualquer e documentos comprovativos de que não se encontra nas
representante, funcionário dessa pessoa colectiva, que situações indicadas nas alíneas b), d), e) e f) do número 1
tenham participado, ou venham a participar, directa ou do artigo anterior.
indirectamente, e por qualquer meio, na preparação do
procedimento. 3. Quando comprovado, em qualquer momento, que
num determinado procedimento, um concorrente ou
3. Estão igualmente impedidas de participar em pro- candidato encontrava-se impedido, nos termos da alínea
cedimentos para a contratação de serviços de consultoria c) do número 1 do artigo 70º, é participado ao Ministério
as pessoas singulares ou colectivas, bem como qualquer Público para efeitos de instauração de procedimento
representante, funcionário dessa pessoa colectiva, que criminal, caso couber, sem prejuízo da aplicação do re-
tenham participado, ou venham a participar, directa ou gime de contra-ordenação, prevista no presente Código.
indirectamente, em contrato que se encontre abrangido
4. Sem prejuízo do previsto no número anterior, pode
pelos serviços de consultoria objecto do procedimento.
ser declarada a caducidade da adjudicação caso lhe
4. Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do número 1, tenha sido adjudicado e/ou ser rescindido o contrato já
considera-se a situação regular desde que a entidade celebrado, sem que o mesmo tenha direito a qualquer
gestora do sistema de previdência social ou o serviço de compensação ou indemnização, conforme prevista no
finanças competente, respetivamente, assim o declare, presente Código no regime das contratordenações.
mesmo nas circunstâncias em que exista um acordo en- Artigo 72.º
tre aquela entidade e o candidato ou concorrente para
Lista de entidades não elegíveis
liquidação em prestações de pagamentos atrasados, ou
desde que tenha sido apresentada reclamação, recurso 1. A ARAP deve manter uma lista de entidades impos-
ou qualquer outra forma de impugnação legalmente sibilitadas de concorrer nos termos do artigo 70º e que
admitida à luz do regime jurídico de Cabo-Verde ou do se saiba estarem em alguma das situações referidas nas
Estado de que o concorrente seja nacional ou no qual se alíneas do número 1 do mesmo artigo, a qual será dis-
situe o seu estabelecimento principal que seja dotada de ponibilizada no site da ARAP e no portal de contratação
efeito suspensivo. pública.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 753

2. A lista referida no número anterior deve referir os c) À situação financeira do candidato ou concor-
motivos da inclusão de cada entidade na mesma e o período rente; ou
de inelegibilidade, se for o caso, bem como qualquer
outra informação considerada pertinente, devendo ser d) As medidas de gestão ambiental que o propo-
actualizada pelo menos uma vez por mês. nente tenha implementado.

Artigo 73.º Artigo 75.º

Habilitações e autorizações profissionais Capacidade técnica

1. Quando legalmente exigido, os candidatos ou concor- 1. A capacidade técnica dos candidatos ou concorrentes
rentes devem ser titulares de habilitações ou autorizações poderá ser apreciada mediante a apresentação, designa-
profissionais específicas ou membros de determinadas damente, dos seguintes documentos:
organizações profissionais.
a) Lista dos principais bens ou serviços fornecidos
2. Para os procedimentos que tenham por objecto a nos últimos três anos, respectivos montantes,
celebração de um contrato de empreitada ou de concessão datas e destinatários, acompanhada de cer-
de obras públicas, os candidatos ou concorrentes devem tificado de declaração dos destinatários dos
ser titulares de título de registo, certificado de classifica- bens ou serviços ou, por simples declaração
ção ou alvará de empreiteiro de obras de construção civil, do candidato ou concorrente, no caso de os
emitido pela entidade legalmente competente, contendo destinatários serem particulares;
as autorizações da natureza indicada no anúncio e no
programa do concurso e da classe correspondente ao valor b) Descrição do equipamento técnico utilizado pelo
da proposta e desde que reúnam as condições exigidas candidato ou concorrente, ou, em caso de pro-
nos artigos seguintes. cedimentos para a celebração de contratos
de empreitada, descrição do equipamento e a
3. O título de registo, alvará de empreiteiro de construção ferramenta especial a utilizar na obra, seja
civil, bem como o certificado de classificação de empre- próprio, alugado, ou com direito de uso a
iteiro de construção civil, constituem uma presunção da qualquer outro título legítimo;
idoneidade comercial, capacidade financeira, económica e
técnica apenas no que respeita aos elementos abrangidos c) Indicação dos técnicos ou dos órgãos técnicos in-
2 000000 001996

pelos documentos exigidos para a concessão do alvará ou tegrados ou não no candidato e, mais espe-
do certificado. cificamente, daqueles que têm a seu cargo o
controlo de qualidade, bem como das habilita-
4. Salvo disposição em sentido diverso nos documentos ções literárias e profissionais desses técnicos,
do procedimento, os documentos comprovativos das ha- especialmente daqueles que se encontram
bilitações ou autorizações profissionais apenas carecem afetos ao fornecimento dos bens ou serviços
de ser apresentados pelo adjudicatário após a notificação ou à realização da obra;
da decisão de adjudicação, em conformidade com o dis-
posto na alínea a) do número 2 do artigo 100.º. d) Indicação do pessoal efetivo médio anual do pro-
ponente nos últimos três anos;
Secção II

Capacidade técnica e capacidade financeira


e) Descrição dos métodos adoptados pelo propo-
nente para garantia da qualidade e dos meios
Artigo 74.º de estudo e investigação que utiliza;
Apreciação da capacidade técnica e financeira
f) Certificado emitido por instituto ou serviço social
1. Nos concursos limitados por prévia qualificação, incumbido do controlo da qualidade, com
bem como nos demais procedimentos em que a entidade competência reconhecida e que ateste a con-
adjudicante pretenda avaliar a capacidade técnica e/ou formidade dos bens devidamente identificados,
financeira dos candidatos ou concorrentes, a entidade mediante referência a certas especificações
adjudicante deve estabelecer nos documentos do procedi- ou normas; e
mento os requisitos mínimos de capacidade técnica e/ ou
g) Certificado emitido por organismos independen-
financeira que os mesmos devem satisfazer.
tes para a certificação da conformidade do
2. Os requisitos técnicos e/ou financeiros, bem como proponente com determinadas normas de ga-
os meios a apresentar para a comprovação dos mesmos, rantia da qualidade.
devem estar claramente identificados no anúncio, quando
exista, bem como nos documentos do procedimento, de- 2. No caso de procedimentos para a celebração de
vendo dizer respeito, designadamente: contratos de empreitada de obras públicas, a capacidade
técnica dos candidatos ou concorrentes poderá ainda
a) À experiência na execução de prestações similares ser apreciada mediante a apresentação dos seguintes
às do contrato a celebrar; documentos, não se aplicando o disposto na alínea a) do
número anterior:
b) Aos recursos humanos, equipamento técnico ou
outros meios ao dispor do candidato ou con- a) Lista das obras executadas nos últimos cinco
corrente; anos, acompanhada de certificados de boa

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754 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

execução relativos às obras mais impor- concorrente e, eventualmente, do volume de


tantes; os certificados devem referir o mon- negócios referente às actividades objecto do
tante, data e local de execução das obras e se contrato a celebrar, relativamente aos últi-
as mesmas foram executadas de acordo com mos três exercícios findos ou dos exercícios
as regras da arte e regularmente concluídas; findos desde o início da respetiva actividade
se inferior a três anos.
b) Lista das obras com a mesma natureza que a obra
posta a concurso, executadas nos últimos três 2. No caso de procedimentos para a celebração de
anos, acompanhada de certificados de boa contratos de empreitada de obras públicas, de concessão
execução, nos termos previstos na alínea anterior. de obras públicas ou de concessão de serviços públicos,
poderá ainda ser exigido documento emitido pelo Banco
3. Se as prestações objecto do contrato a celebrar forem de Cabo Verde ou por entidade competente, no mês em
complexas ou se, a título excepcional, se destinarem a que o procedimento tenha sido aberto ou no mês ante-
um fim específico, pode ser exigido que se proceda a um rior, que mencione as responsabilidades da empresa no
controlo efetuado pela entidade adjudicante ou, em seu sistema financeiro e, se for o caso, documento equivalente
nome, por um organismo oficial competente do país onde emitido pelo Banco Central ou por entidade competente
o proponente estiver estabelecido, desde que obtido o do Estado de que a empresa seja nacional ou no qual se
acordo prévio desse organismo para o efeito. situe o seu estabelecimento principal.
4. O controlo referido no número anterior deve ter por 3. É aplicável à comprovação da capacidade financeira
objecto a capacidade de produção ou a capacidade técnica o disposto nos números 5 e 6 do artigo anterior.
do candidato ou concorrente, bem como, caso necessário,
deve versar sobre os meios de estudo e de investigação Artigo 77.º
de que o candidato ou concorrente dispõe ou das medidas
Avaliação da capacidade dos agrupamentos de candidatos
por si implementadas de controlo da qualidade.
Salvo disposição diversa no programa de concurso, em
5. Podem ser exigidos ainda outros elementos pro-
caso de apresentação de candidatura ou proposta por um
batórios, para além dos identificados nos números an-
agrupamento, os requisitos de capacidade técnica e/ou
teriores desde que os mesmos relevem especialmente à
financeira exigidos podem ser preenchidos por apenas um
2 000000 001996

finalidade do contrato.
dos membros do agrupamento ou por todos os membros
do agrupamento em conjunto.
6. Quando o candidato ou concorrente, justificada-
mente, não estiver em condições de apresentar os docu- Artigo 78º
mentos exigidos, pode provar a sua capacidade através
de outros documentos, nos termos e condições permitidas Recurso à capacidade de terceiros
nos documentos do procedimento, cuja idoneidade será
apreciada pelo júri. O candidato ou concorrente pode recorrer à capacidade
técnica de outras entidades, independentemente da na-
Artigo 76.º tureza jurídica do vínculo que tenha com elas, devendo
nesse caso demonstrar à entidade adjudicante que dis-
Capacidade financeira
porá efetivamente dos recursos necessários, através da
apresentação de declaração de compromisso subscrita
1. Para avaliação da capacidade financeira dos can-
pelas referidas entidades.
didatos ou concorrentes, poderá ser exigida a apresen-
tação, designadamente, de um ou mais dos seguintes CAPÍTULO III
documentos:
Candidaturas
a) Declarações bancárias adequadas ou prova da
subscrição de um seguro de riscos profissionais Secção I
ou seguro de responsabilidade civil;
Disposições gerais
b) No caso de pessoas colectivas, documentos de Artigo 79.º
prestação de contas dos três últimos exercí-
cios findos ou dos exercícios findos desde a Documentos que acompanham a candidatura
constituição, caso esta tenha ocorrido há me-
nos de três anos; 1. A candidatura deve ser acompanhada dos seguintes
documentos:
c) No caso de pessoas singulares, declarações do
imposto único sobre os rendimentos apresen- a) Declaração subscrita pelo candidato da qual conste,
tadas nos três últimos anos, ou desde início no caso das pessoas singulares, o nome, número
de exercicio da profissão, caso este tenha de contribuinte, estado civil e domicílio, e, no
ocorrido há menos de três anos; e caso das pessoas colectivas, a denominação, a
sede social, as filiais relevantes para a execução
d) Indicação, em relação aos três últimos anos, do do contrato, se aplicável, bem como os nomes
volume global dos negócios do candidato ou dos titulares dos órgãos de gerência, adminis-

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 755

tração ou direcção, e a identificação de outras 3. Quando o sistema de pré-qualificações conjuntas ti-


pessoas com poderes para vincular o concor- ver uma duração superior a três anos, a publicação a que
rente no âmbito do procedimento; se refere no número 2, deve ser realizada anualmente.

b) Declaração do candidato de aceitação dos termos 4. Os interessados no sistema de pré-qualificações


e condições constantes do caderno de encar- conjuntas devem submeter pedido de pré-qualificação,
gos, em conformidade com o modelo constante nos termos e condições previstos no anúncio.
do anexo V ao presente Código; e
Artigo 82.º
c) Documentos comprovativos da capacidade téc-
Regras para as pré-qualificações conjuntas
nica e/ou financeira do candidato exigidos no
programa do concurso, de acordo com o dis- 1. As regras e os critérios do sistema de pré-qualifica-
posto nos artigos 75.º e 76.º. ções conjuntas devem ser adequados aos tipos e carac-
terísticas dos contratos a celebrar, tendo em atenção as
2. As declarações referidas nas alíneas a) e b) do
regras e princípios subjacentes ao presente Código.
número 1 devem ser assinadas pelo candidato ou por
representante que tenha poderes para o obrigar. 2. No sistema de pré-qualificações conjuntas deve haver
3. Os demais documentos que acompanham as candida- o cumprimento dos requisitos de capacidade técnica e/
turas devem ser assinados pelas entidades que os emitem. ou financeira fixados no anúncio, aos quais se aplica o
regime da secção II, do capítulo II, do presente título.
Artigo 80.º
3. O sistema das pré-qualificações conjuntas pode com-
Apresentação de candidatura por agrupamento
preender várias fases de qualificação, devendo basear-se
Para além dos elementos referidos no artigo anterior, em regras e critérios objectivos e não discriminatórios,
as candidaturas apresentadas por agrupamento devem nomeadamente relativos ao preenchimento de requisitos
ser, igualmente, acompanhadas dos seguintes elementos: de capacidade técnica ou de capacidade financeira dos
interessados, devendo ser aplicados em condições de
a) Identificação dos membros do agrupamento, e igualdade.
respectivos domicílios ou sedes, bem como, no
2 000000 001996

caso de pessoas colectivas, a identificação dos 4. O incumprimento do disposto no presente artigo


representantes legais; determina a revogação e/ou caducidade da decisão de
pré-qualificação e consequente remoção da lista de in-
b) Documentos comprovativos dos poderes de repre- teressados pré-seleccionados.
sentação dos representantes de cada um dos
Artigo 83.º
membros do agrupamento e/ou do represent-
ante comum do agrupamento e identificação Decisão de pré-qualificação
deste último;
1. Qualquer entidade interessada pode submeter um
c) Referência a que cada um dos membros do agru- pedido de pré-qualificação a qualquer momento durante
pamento fica obrigado de forma solidária com a vigência do sistema de pré-qualificação conjuntas.
os demais membros do agrupamento, perante
a entidade adjudicante, pela manutenção da 2. O órgão da entidade adjudicante competente para o
candidatura e pelo cumprimento das obriga- efeito deve pronunciar-se sobre o pedido de pré-qualificação,
ções das mesmas decorrentes; e no prazo de quinze dias a contar da data da respetiva so-
licitação, desde que o mesmo contenha todos os elementos
d) Quaisquer outros elementos expressamente necessários à decisão de pré-qualificação.
previstos nos documentos do procedimento.
3. A decisão de pré-qualificação deve ser fundamentada
Secção II
com base nas regras e nos critérios aplicáveis e notificada
Sistema de pré-qualificações conjuntas aos interessados.
Artigo 81.º 4. O órgão referido no número 2 apenas pode revogar
Instituição do sistema de pré-qualificações conjuntas a decisão de pré-qualificação com fundamento no in-
cumprimento superveniente das regras ou critérios
1. O sistema de pré-qualificações conjuntas tem como aplicáveis.
objecto a apreciação das capacidades técnicas e financeiras
dos interessados e selecionar entidades qualificadas para 5. A entidade responsável pela condução de procedi-
futura apresentação de propostas em concursos restritos. mento, que lançou a pré-qualificação deve criar uma lista
com os interessados pré-seleccionados.
2. A instituição do sistema de pré-qualificações conjuntas,
as regras aplicáveis à pré-qualificação, os critérios de 6. Os interessados pré-qualificados são selecionados,
pré-qualificação, bem como as regras de selecção dos pela entidade responsável pela condução do procedimento
pré-qualificados para a apresentação de proposta nos referida no número anterior, em conformidade com as
termos previstos no artigo 92.º, são publicitados pelos regras previstas no anúncio da pré-qualificação, para
meios previstos no capítulo IV do título I. apresentarem proposta em concurso restrito.

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756 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

CAPÍTULO IV 4. Integram também a proposta quaisquer outros docu-


mentos que o concorrente apresente por os considerar
Proposta indispensáveis.
Artigo 84.º
5. As declarações referidas no artigo 79.º, nas alíneas
Documentos que acompanham e instruem a proposta a) e b) e na alínea a) do número 3 do artigo 84.º, devem
ser assinadas pelo concorrente ou por representante que
1. A proposta deve ser acompanhada dos seguintes tenha poderes para o obrigar, e, no caso da declaração
documentos: da alínea a) do número 3, deve ainda ser assinada pelo
subempreiteiro ou pelo respetivo representante legal, se
a) Declaração do concorrente a que se refere a
houver lugar a subempreitada.
alínea a) do número1 do artigo 79.º, excepto
no caso de concurso limitado por prévia quali- 6. Os demais documentos que acompanham ou instruem
ficação em que os mesmos foram apresenta- as propostas devem ser assinados pelas entidades que
dos na fase de candidatura; os emitem.
b) Declaração a que se refere a alínea b) do número 1 Artigo 85.º
do artigo 79.º; e
Propostas variantes
c) Documentos a que se refere a alínea c) do número
1. Propostas variantes são aquelas que apresentam
1 do artigo 79.º, excepto no caso de concurso
condições distintas em relação a uma proposta base
limitado por prévia qualificação em que os
apresentada pelo mesmo concorrente.
mesmos foram apresentados na fase de can-
didatura. 2. No anúncio do procedimento ou no programa de
concurso deve ser indicado se pode ou não haver lugar
2. São os seguintes os documentos que instruem as
à apresentação de propostas variantes e, em caso afir-
propostas:
mativo, sobre que aspectos da execução do contrato a
a) Os documentos exigidos no programa de con- celebrar, sendo que na falta de tal indicação se entende
curso que, em função do objecto do contrato que não poderão ser apresentadas propostas variantes.
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a celebrar e do teor do caderno de encargos,


3. Caso haja lugar à apresentação de variantes, devem
contenham os termos e condições em que o
ser indicados no caderno de encargos os requisitos míni-
concorrente se dispõe a contratar;
mos aplicáveis, bem como as regras de apresentação das
b) Comprovativo da prestação da caução para ga- propostas variantes.
rantia da manutenção das propostas, quando
4. Nos procedimentos destinados à celebração de con-
exigida; e,
trato de empreitada ou de concessão de obras públicas,
c) Documento contendo a justificação da apresenta- os projectos base e as variantes da autoria do concorrente
ção de preço anormalmente baixo, em confor- devem conter todos os documentos necessários para a
midade com o disposto no artigo 88.º. sua perfeita apreciação e para a justificação do método
do cálculo.
3. Caso o procedimento tenha em vista a celebração
Artigo 86.º
de um contrato de empreitada ou de concessão de obras
públicas, a proposta deve ainda ser instruída com os Apresentação de proposta por agrupamento
seguintes elementos:
Para além dos elementos referidos no artigo anterior,
a) Declaração de compromisso subscrita pelo concor- as propostas apresentadas por agrupamento devem ser
rente e por cada um dos subempreiteiros, se igualmente acompanhadas dos seguintes elementos:
houver lugar a subempreitadas, da qual conste:
a) Identificação dos membros do agrupamento, e
i. A identificação das autorizações necessárias respectivos domicílios ou sedes, bem como,
para o exercício da actividade de empreiteiro no caso de pessoas colectivas, a identificação
de construção dos representantes legais, excepto no caso de
concurso limitado por prévia qualificação, em
ii. A especificação técnica da obra que será ob- que os mesmos foram apresentados na fase de
jecto do contrato de subempreitada. candidatura;
b) Programa de trabalhos, incluindo plano de trabalhos, b) Documentos comprovativos dos poderes de
plano de mão-de-obra e plano de equipamento; representação dos representantes de cada
c) Memória justificativa e descritiva do modo de execução um dos membros do agrupamento e/ou do
da obra, com especificação dos aspectos téc- representante comum do agrupamento e
nicos essenciais; e identificação deste último, excepto no caso de
concurso limitado por prévia qualificação, em
d) Projecto de execução, quando este tiver sido sub- que os mesmos foram apresentados na fase de
metido à concorrência. candidatura;

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 757

c) Descrição das prestações e obrigações que cab- 3. Uma proposta pode ser excluída, com fundamento na
erão a cada membro do agrupamento; natureza anormalmente baixa do preço proposto, salvo
se o concorrente, mediante o devido pedido de esclareci-
d) Referência a que cada um dos membros do agru- mento, o justificar cabalmente.
pamento fica obrigado de forma solidária com
os demais membros do agrupamento, perante Artigo 89.º
a entidade adjudicante, pela manutenção da Confidencialidade dos documentos da candidatura
proposta e pelo cumprimento das obrigações e da proposta
das mesmas decorrentes; e
1. Durante o primeiro terço do prazo para a apresen-
e) Quaisquer outros elementos expressamente pre- tação das candidaturas e das propostas, o interessado
vistos nos documentos do procedimento. em concorrer pode requerer à entidade responsável
pela condução do procedimento a confidencialidade, na
Artigo 87.º
medida do estritamente necessário, dos documentos que
Preço integram a proposta, por os mesmos conterem segredos
técnicos, de indústria, comerciais, militares ou outros
1. O preço total da proposta deve ser indicado em al- juridicamente atendíveis.
garismos e por extenso, e não inclui qualquer imposto.
2. A entidade responsável pela condução do pro-
2. Em caso de divergência entre os preços indicados em cedimento, decide sobre o pedido de confidencialidade,
algarismos e por extenso deve atender-se a estes últimos. notificando essa decisão a todos os interessados no
procedimento ao fim do segundo terço do prazo para a
3. Salvo disposição em contrário nos documentos do apresentação das propostas.
procedimento, o preço proposto abrange todos os custos
relativos à execução do contrato, incluindo custos inci- 3. No caso da entidade responsável pela condução
dentais ou acessórios, como taxas, seguros e transporte. do procedimento não autorizar expressamente a confi-
dencialidade da proposta no prazo referido no número
4. Os documentos do procedimento podem fixar preço anterior, considera-se não declarada a confidencialidade
base, o qual corresponderá ao preço máximo que a enti- dos documentos da proposta.
2 000000 001996

dade adjudicante está disposta a pagar pela execução de


todas as prestações que integram o contrato. 4. A confidencialidade da proposta pode ser levantada
a qualquer momento no decurso do procedimento, caso os
5. Quando os documentos do procedimento não preve- motivos que conduziram a tal confidencialidade deixem
jam preço base, o preço proposto não poderá exceder os de se verificar.
seguintes valores:
Artigo 90.º

a) O valor máximo do contrato a celebrar permitido Prazos de manutenção das propostas


pelo tipo de procedimento adoptado;
1. Sem prejuízo de poder ser fixado prazo superior nos
b) O valor máximo do órgão competente para au- documentos do procedimento em relação aos procedimen-
torizar a despesa relativa ao contrato objecto tos que revistam maior complexidade, os concorrentes
do procedimento; ou ficam obrigados a manter as suas propostas durante um
período de sessenta dias contados da data limite para a
c) O concreto valor da despesa autorizada, quando sua entrega.
inferior ao valor máximo até ao qual o órgão
competente pode autorizar a despesa. 2. O prazo de manutenção das propostas considera-se
prorrogado por iguais períodos para os concorrentes que
Artigo 88.º
nada requererem em contrário, conforme estabelecidos
Preço anormalmente baixo nos documentos de procedimento.

1. Nos casos em que tenha sido fixado preço base, con- CAPÍTULO V
sidera-se que o preço total da proposta é anormalmente
Apresentação das candidaturas e das propostas
baixo quando seja:
Artigo 91.º
a) Inferior ao preço base em 40% ou mais no caso de
contratos de empreitada; Idioma das candidaturas e das propostas

b) Inferior ao preço base em 50% ou mais, no caso 1. Os documentos que acompanham ou instruem a
de quaisquer outros contratos. candidatura e a proposta devem ser redigidos em lín-
gua portuguesa, ou, caso estejam redigidos em língua
2. Quando não tiver sido fixado preço base, a entidade estrangeira, devem ser acompanhados de tradução le-
adjudicante, no seguimento de parecer do júri, deve fun- galizada ou acompanhada de declaração do candidato ou
damentar por que motivo considera que o preço proposto do concorrente de aceitação da prevalência da tradução
é anormalmente baixo. sobre os originais.

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758 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

2. Excepcionalmente pode admitir-se que determina- em sobrescrito opaco, fechado e lacrado,


dos documentos da candidatura ou da proposta sejam com a menção no respetivo rosto “Proposta –
redigidos em língua estrangeira, desde que no programa Documentos Confidenciais”;
de concurso se especifique os documentos em causa e os
idiomas admitidos. d) Caso haja lugar à apresentação de uma ou mais
propostas variantes, esta (s) e os elemen-
Artigo 92.º tos que a acompanham devem ser encerra-
dos em sobrescrito opaco, fechado e lacrado,
Entrega das candidaturas e propostas
no rosto do qual deve ser escrita a palavra
1. As candidaturas e as propostas podem ser apre- “Proposta Variante”, ou “Proposta Variante
sentadas presencialmente, contra a entrega de recibo 1”, “Proposta Variante 2” e assim por diante,
pelos serviços da entidade responsável pela condução do consoante o número de propostas variantes
procedimento, com indicação da data e hora de recepção, apresentadas; e
ou por correio registado com aviso de recepção.
e) Os sobrescritos referidos nas alíneas anteriores
2. Nos casos previstos no número 1, para o procedi- deverão ser encerrados num sobrescrito que
mento de concurso limitado por prévia qualificação: se denominará “Invólucro Exterior”, indican-
do-se no seu rosto o nome ou denominação so-
a) As candidaturas e os documentos que a acom- cial do concorrente, a designação do procedi-
panham devem ser encerrados em sobrescrito mento e o nome da entidade adjudicante.
opaco, fechado e lacrado, no rosto do qual
4. O programa do concurso ou o convite, consoante o
deve ser escrita a palavra “Candidatura”, in-
caso, podem prever que os documentos da candidatura e
dicando-se no seu rosto o nome ou denomina-
da proposta, quando formados por mais de uma folha, de-
ção social do concorrente, a designação do pro-
vem integrar um fascículo ou fascículos indecomponíveis,
cedimento e o nome da entidade adjudicante;
com todas as páginas numeradas através de processo que
b) Caso a entidade responsável pela condução impeça a separação ou acréscimo de folhas, devendo a
do procedimento tenha deferido o pedido de primeira página de cada fascículo mencionar o número
reserva de confidencialidade de documentos total de folhas que o integram.
2 000000 001996

da candidatura, os documentos com a infor- Artigo 93.º


mação confidencial devem ser encerrados em
sobrescrito opaco, fechado e lacrado, com a Recepção das candidaturas e das propostas
menção no respetivo rosto “Candidatura –
1. Após a recepção das candidaturas e das propostas
Documentos Confidenciais”, o qual deverá
pela entidade responsável pela condução do procedi-
ficar encerrado no subscrito referido em a)
mento, deve este mantê-las guardadas em local fechado
supra; e
até à data da respetiva abertura no ato público, pelo júri
c) Às propostas aplica-se o disposto nas alíneas b) do procedimento.
a e) do número 3 do presente artigo, com as
2. A entidade responsável pela condução do procedi-
necessárias adatações.
mento deve manter um registo das propostas apresenta-
3. Nos casos previstos no número 1, para os demais das e do dia e hora em que as mesmas foram recebidas.
tipos de procedimento: Artigo 94.º

a) Os documentos que acompanham a proposta a Prazos para a apresentação das candidaturas e das propostas
que se refere o número 1 do artigo 84.º de-
vem ser encerrados noutro sobrescrito opaco, 1. O prazo da apresentação das candidaturas e das
fechado e lacrado, no rosto do qual deve ser propostas deve estar claramente fixado no anúncio e
escrita a palavra “Documentos”; nos documentos do procedimento, tendo em atenção a
complexidade do contrato e o tempo necessário à elabo-
b) A proposta e os documentos que a instruem refe- ração das candidaturas e das propostas, sem prejuízo dos
ridos nos números 2 a 4 do artigo 84.º devem prazos mínimos fixados no presente diploma para cada
ser encerrados em sobrescrito opaco, fechado tipo de procedimento.
e lacrado, no rosto do qual deve ser escrita
2. As candidaturas e as propostas consideram-se apre-
a palavra “Proposta”, indicando-se o nome ou
sentadas, para efeitos de aferição da sua tempestividade:
denominação social do concorrente, a desig-
nação do procedimento e a identificação da a) Na data da respetiva recepção pelos serviços da
entidade adjudicante; entidade responsável pela condução do pro-
cedimento, quando apresentada presencial-
c) Caso a entidade responsável pela condução do
mente; ou
procedimento tenha deferido o pedido de
reserva de confidencialidade de documentos b) Na data da assinatura do aviso de recepção,
da proposta, os documentos com a informa- quando apresentada por correio registado
ção confidencial devem ser encerrados com aviso de recepção.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 759

CAPÍTULO VI f) Que sejam apresentadas por concorrentes que es-


tejam em conluio no âmbito do procedimento;
Avaliação e exclusão das propostas e adjudicação
g) Cujo preço total proposto exceda o preço base,
Artigo 95.º
caso tenha sido fixado;
Processo de avaliação das propostas
h) Que apresentem um preço total anormalmente
1. As propostas são analisadas e avaliadas em função baixo cujas notas justificativas não tenham
do critério de adjudicação definido nos documentos do sido apresentadas ou não sejam consideradas
procedimento e a respetiva ponderação. esclarecedoras;

2. No processo de avaliação das propostas, o júri pode i) Que violem condições imperativas do Caderno de
ser assessorado por entidades externas à entidade ad- Encargos ou quaisquer disposições legais ou
judicante ou ao júri, quando estes não disponham de regulamentares aplicáveis;
pessoal com os conhecimentos e experiência necessários.
j) Que não apresentem algum dos aspectos que são
Artigo 96.º objecto de avaliação nos termos do critério de
Lapsos das propostas adjudicação;

1. O júri pode diligenciar pela correção de lapsos k) Que sejam propostas variantes, quando a apre-
manifestos detetados na análise das propostas, desig- sentação das mesmas não seja permitida pe-
nadamente, aritméticos, que não afectem a validade los documentos do procedimento, ou que se-
das mesmas. jam apresentadas como variantes em número
superior ao número de propostas variantes
2. O júri deve registar a deligência referida no número admitido pelos documentos do procedimento;
anterior no relatório de avaliação. ou
Artigo 97.º l) Que sejam apresentadas com variantes quando,
Esclarecimentos sobre as propostas
apesar de permitido pelos documentos do pro-
cedimento, não tenha sido também apresen-
2 000000 001996

1. O júri pode solicitar aos concorrentes esclareci- tada proposta base, ou caso se verifique em
mentos sobre as propostas, para efeito da sua análise e relação a esta alguma causa de exclusão.
avaliação.
2. Os documentos do procedimento podem prever quais-
2. Os esclarecimentos referidos no número anterior quer outras causas de exclusão das propostas.
fazem parte integrante da proposta, desde que não con-
Artigo 99.º
trariem os documentos do procedimento, não alterem ou
completem os aspectos objecto de avaliação, nem visem Critérios de adjudicação
suprir omissões que determinam a exclusão da proposta
nos termos previstos neste Código ou nos documentos do 1. A avaliação das propostas e a adjudicação é feita de
procedimento. acordo com um dos referidos critérios:

Artigo 98.º a) O do preço mais baixo; ou


Causas de exclusão das propostas b) O da proposta economicamente mais vantajosa.
1. São excluídas as propostas: 2. O critério do preço mais baixo apenas pode ser
adoptado se os documentos do procedimento, contiverem
a) Que tenham sido entregues depois do termo do
todas as especificações do objecto da prestação a adquirir,
prazo fixado para a sua apresentação;
deixando-se apenas aberto à concorrência o preço.
b) Que não estiverem instruídas com todos os docu-
3. A adjudicação com base no critério da proposta eco-
mentos exigidos pelo presente diploma, ou pe-
nomicamente mais vantajosa deve ter por base factores
los documentos do procedimento;
objectivos, tais como o preço, o prazo de execução das
c) Cujos documentos não estejam redigidos em lín- prestações que integram o contrato a celebrar, a valia
gua portuguesa ou não sejam acompanhados técnica da proposta, o serviço pós-venda e de assistência
de tradução legalizada e de declaração do técnica, as garantias oferecidas ou as suas caraterísticas
concorrente de aceitação da prevalência da ambientais.
tradução sobre os originais;
4. Na proposta economicamente mais vantajosa podem
d) Cujos documentos tenham sido falsificados ou ainda ser previstos factores que estabeleçam uma maior
contenham falsas declarações; ponderação às propostas que apresentem bens produzidos,
extraídos ou cultivados em Cabo Verde, ou relativamente
e) Que não sejam acompanhadas de documento a serviços prestados ou prestações efetuadas por enti-
comprovativo da prestação de caução de ma- dades com nacionalidade cabo-verdiana ou com sede em
nutenção da proposta, quando exigido; território cabo-verdiano.

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760 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 100.º 2. Em caso de caducidade da adjudicação, a mesma
Decisão de adjudicação
pode ser feita a favor do concorrente cuja proposta ficou
ordenada em segundo lugar, desde que o respectivo preço
1. A decisão de adjudicação é tomada pela entidade não ultrapasse em mais de 10% o preço da proposta or-
adjudicante, devendo ser notificada ao adjudicatário e denada em primeiro lugar.
a todos os concorrentes pela entidade responsável pela
Artigo 102.º
condução do procedimento, juntamente com o relatório
final de avaliação das propostas. Causas de cancelamento do procedimento

2. Com a notificação da decisão de adjudicação, o ad- 1. Após o início do procedimento a entidade adjudi-
judicatário é também notificado para, no prazo máximo cante está constituída no dever de tomar a decisão de
de dez dias, apresentar: adjudicação.
a) A declaração e os documentos comprovativos de 2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, não
que não se encontra nas situações de impedi- há lugar a adjudicação, sendo cancelado o procedimento,
mento, a que se refere o artigo 70.º; quando:
b) Os documentos comprovativos da titularidade
a) Não tenha sido apresentada qualquer proposta;
das habilitações ou autorizações necessárias
para a execução das prestações do contrato, b) Todas as propostas tenham sido excluídas;
previstos nos documentos do procedimento,
designadamente, de alvará no caso de contra- c) Por circunstância imprevista, seja necessário
tos de empreitada de obras públicas; modificar aspectos fundamentais dos docu-
mentos do procedimento, após o termo do
c) O documento comprovativo da prestação da
prazo de apresentação das propostas;
caução de garantia de boa execução do con-
trato; ou d) Ocorram circunstâncias supervenientes que al-
d) Quaisquer outros documentos exigidos pelos terem os pressupostos em que assentou a de-
documentos do procedimento. cisão de contratar, incluindo se, por circunstân-
2 000000 001996

cias supervenientes, a entidade adjudicante


3. Nos casos em que tenham sido apresentados, junta- perder o interesse no contrato ou deixar de
mente com a proposta, documentos para comprovação da ter disponíveis os fundos ou financiamentos
capacidade técnica e/ou financeira ou tenha sido adoptado obtidos ou que se estimava obter para satisfazer
o procedimento de concurso limitado por prévia qualifi- as despesas inerentes ao contrato a celebrar;
cação, o adjudicatário deve ainda apresentar, dentro do
mesmo prazo previsto no número anterior, declaração sob e) No caso de procedimento por ajuste directo, seja
compromisso de honra na qual confirme que mantém as apresentada apenas uma proposta e, não
condições de capacidade técnica e/ou financeira anteri- tendo sido indicado preço base do contrato, o
ormente evidenciadas no procedimento. preço apresentado seja considerado pela enti-
dade adjudicante manifestamente despropor-
4. Em caso de fundada dúvida a respeito da manutenção cionado; ou
do cumprimento dos requisitos de capacidade técnica e/
ou financeira do adjudicatário para a boa execução do f) No caso previsto no número 4 do artigo 57.º.
contrato, o adjudicatário é ainda notificado para, dentro
do mesmo prazo previsto no número anterior, apresen- 3. Para além dos motivos previstos no número ante-
tar novamente os documentos solicitados no âmbito do rior, nos procedimentos para a celebração de contrato de
procedimento para efeitos de demonstração dos referidos empreitada de obras públicas ou de concessão de obras
requisitos. públicas, não há também lugar a adjudicação:

Artigo 101.º a) Quando por circunstâncias supervenientes, a en-


tidade adjudicante resolva adiar a execução
Caducidade da adjudicação
da obra pelo prazo mínimo de um ano; ou
1. A decisão de adjudicação caduca quando:
b) Quando, tratando-se de projectos ou variantes da
a) O adjudicatário não apresentar os documentos autoria dos concorrentes, os projectos e variantes
previstos no artigo anterior dentro do prazo apresentados não sejam convenientes para a
previsto; entidade adjudicante.

b) O adjudicatário for um agrupamento, e os respec- 4. A decisão do cancelamento do procedimento e os


tivos membros não se constituírem, antes da respectivos fundamentos devem ser notificados aos con-
data designada para assinatura do contrato, correntes.
na modalidade jurídica exigida nos documen-
tos do procedimento, sem apresentar motivo 5. No caso da alínea c) do número 2 deve ser lançado
justificativo julgado atendível pela entidade novo procedimento no prazo máximo de seis meses a contar
que conduz o procedimento. da data da notificação da decisão de não adjudicação.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 761

6. No caso de estar em causa a celebração de contrato 3. A entidade adjudicante pode acionar de imediato,
de empreitada de obras públicas ou de concessão de obras e sem prévia interpelação do adjudicatário, parte ou a
públicas, a decisão de não adjudicação com fundamento totalidade da caução prestada, independentemente de
nas alíneas indicadas no número 3 do presente artigo decisão judicial:
deve ser comunicada à entidade legalmente competente
para a inspeção de obras públicas. a) Em caso de não comparência injustificada no dia,
hora e local estabelecidos para a celebração do
CAPÍTULO VII contrato; ou

Caução b) Em caso de incumprimento do contrato.

Artigo 103.º Artigo 105.º

Prestação da caução de manutenção da proposta Casos de dispensa de caução de boa execução do contrato

1. Nos procedimentos para a formação dos contratos 1.Não é exigível a prestação de caução, para os efeitos
a seguir identificados pode ser exigido aos concorrentes previstos, nos seguintes casos:
que juntamente com a proposta procedam à prestação
de caução para garantia da manutenção das propostas: a) Contratos de valor inferior a 2.000.000$00 (dois
milhões de escudos);
a) Contratos de empreitada ou de concessão de obras
b) Contratos para a prestação de serviços de con-
ou de serviços públicos cujo valor seja superior
sultoria, desde que não haja lugar a adianta-
a 5.000.000$00 (cinco milhões de escudos);
mentos; ou
b) Contratos de locação, de aquisição de bens
c) Contratos de aquisição de bens móveis ou de
móveis e serviços cujo valor seja superior a
prestação dos serviços quando a prestação a
2.000.000$00 (dois milhões de escudos).
cargo do adjudicatário seja realizada dentro
2. A caução deve ser prestada por alguma das formas de dez dias após a celebração do contrato.
previstas no artigo 107º, devendo ser apresentado com a
2 000000 001996

2. É dispensada a prestação de caução ao adjudicatário


proposta, documento que comprove sua prestação.
que apresente contrato de seguro adequado da execução
3. Os concorrentes têm direito à restituição da caução: da obra com base no preço total do respetivo contrato, e
também do respetivo projecto, se for o caso.
a) Decorrido o prazo de manutenção das propostas, se
3. Nos contratos de empreitada de valor inferior a
o concorrente se tiver oposto expressamente à
2.500.000$00 (dois milhões e quinhentos mil escudos)
prorrogação do referido prazo;
a caução pode ser substituída pela retenção de 10% dos
b) Em caso de exclusão da proposta por si apresen- pagamentos a efectuar.
tada; ou Artigo 106.º

c) Após notificação da decisão de adjudicação a fa- Valor da caução


vor de outro concorrente.
1. O valor da caução de boa execução do contrato a
4. A entidade adjudicante deve diligenciar, indepen- prestar é de 5% do preço contratual.
dentemente de requerimento do interessado, pela libera-
ção da caução no prazo de dez dias a contar de ocorrência 2. Nos casos em que o adjudicatário tenha proposto um
de qualquer das situações referidas no número anterior. preço considerado anormalmente baixo, nos termos deste
diploma, deve ser exigido ao adjudicatário que preste
5. A caução prestada pelo adjudicatário apenas poderá caução no valor de 10% do preço contratual.
ser restituída contra a prestação de caução para garantia
de boa execução do contrato. 3. Nos contratos de empreitadas de obras públicas e de
concessões de obras públicas e de serviços públicos, a en-
Artigo 104.º tidade adjudicante pode excepcionalmente e devidamente
justificado e publicitado, estipular um valor minimo mais
Prestação da caução de boa execução do contrato
elevado para a caução, não podendo este, contudo, exceder
30% do preço total do respetivo contrato, mediante prévia
1. Deve ser exigida ao adjudicatário a prestação de uma
autorização das entidades tutelar, quando existir.
caução destinada a garantir a celebração do contrato,
bem como o exacto e pontual cumprimento das obriga- Artigo 107.º
ções, legais e contratuais, assumidas com a celebração
do contrato. Modo de prestação da caução

2. Nos contratos em que sejam efetuados adiantamentos 1. O adjudicatário deve demonstrar a prestação da caução
de preço, deve ser prestada caução de valor igual ao dos junto da entidade responsável pela condução do procedi-
adiantamentos prestados. mento no prazo previsto no número 2 do artigo 100.º.

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762 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

2. As cauções exigidas no presente diploma podem 3. Nos casos previstos no número 2, a caução deve ser
ser prestadas por depósito em dinheiro ou em títulos liberada no prazo de trinta dias.
emitidos ou garantidos pelo Estado, ou mediante garantia
bancária ou seguro-caução. 4. O disposto nos números anteriores não prejudica
a possibilidade de, ao abrigo de outros diplomas legais
3. O depósito de dinheiro ou em títulos é efetuado numa aplicáveis, se proceder a liberações parciais da caução,
instituição de crédito, à ordem da entidade indicada nos de forma faseada, em função dos níveis de cumprimento
documentos do procedimento, devendo ser especificado das prestações contratuais.
o fim a que se destina.
5. No caso previsto na alínea b) do número 1 o adju-
4. Em caso de prestação de caução mediante garantia dicatário pode exigir o reembolso de todas as despesas e
bancária, o adjudicatário deve apresentar um documento encargos comprovadamente incorridos com a prestação
pelo qual um estabelecimento bancário legalmente au- da caução, sem prejuízo de direito a justa indemnização.
torizado assegure, até ao limite do valor da caução, o
6. Em caso de delonga na liberação da caução, por fato
imediato pagamento de quaisquer importâncias exigidas
imputável à entidade adjudicante, o adjudicatário pode
pela entidade adjudicante, por simples alegação de in-
exigir à entidade adjudicante o pagamento de juros de
cumprimento das obrigações.
mora, sobre o valor da caução, calculados sobre o tempo
decorrido desde o dia seguinte ao termo do prazo referido
5. Tratando-se de seguro-caução, o adjudicatário deve
no número anterior.
apresentar apólice pela qual uma entidade legalmente
autorizada a realizar esse seguro assuma, até ao limite CAPÍTULO VIII
do valor da caução, o encargo de satisfazer de imediato
quaisquer importâncias exigidas pela entidade adjudicante, Celebração do contrato
por simples alegação de incumprimento das obrigações.
Artigo 110.º

6. Das condições da garantia bancária ou da apólice Forma do contrato


de seguro-caução não pode, em caso algum, resultar uma
diminuição das garantias da entidade adjudicante, nos 1. Salvo nos casos previstos no número seguinte, o
moldes em que são asseguradas pelas outras formas contrato deve adoptar a forma escrita.
2 000000 001996

admitidas de prestação da caução, mesmo que, no que


respeita ao seguro-caução, não tenha sido pago o respetivo 2. É dispensada a forma escrita do contrato quando
prémio. se trate de contratos cujo preço ou valor estimado não
exceda 300.000$00 (trezentos mil escudos), nos termos
7. O adjudicatário é responsável por quaisquer despesas do artigo 154.º.
inerentes à prestação e manutenção da caução. Artigo 111.º

Artigo 108.º Conteúdo do contrato

Falta de prestação da caução 1. O contrato, quando revista a forma escrita, deve


integrar as cláusulas técnicas, jurídicas e financeiras do
A falta de prestação da caução de boa execução do caderno de encargos, e ainda, sob pena de nulidade, os
contrato no prazo devido, por fato imputável ao adjudica- seguintes elementos:
tário, determina a caducidade da adjudicação nos termos
previstos no artigo 101.º. a) A identificação das partes e dos respectivos repre-
sentantes, bem como do título em que intervêm;
Artigo 109.º
b) A indicação da decisão de adjudicação e do acto
Liberação da caução de boa execução do contrato de aprovação da minuta do contrato;

1. A entidade adjudicante deve promover a liberação c) A referência à caução prestada pelo adjudicatário;
da caução:
d) A descrição do objecto do contrato;
a) Após o cumprimento de todas as obrigações con-
e) O preço, ou na impossibilidade da sua indicação, os
tratuais que impendem sobre o adjudicatário;
elementos necessários para o seu apuramento;
ou
e
b) Se, por fato que lhe seja imputável, a entidade f) O prazo de execução das prestações principais do
adjudicante não celebrar o contrato no prazo contrato.
fixado.
2. Os contratos de empreitada e de concessão de obras
2. No caso dos contratos de empreitada de obra pública, públicas devem também conter, sob pena de nulidade:
consideram-se cumpridas todas as obrigações contratuais
quando ocorra a recepção definitiva da obra, nos termos a) A indicação do número de alvará de empreiteiro,
estipulados no regime jurídico das empreitadas de obras bem como de eventuais subempreiteiros que
públicas. intervenham na empreitada;

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 763

b) A especificação dos trabalhos que constituem ob- 2. A minuta considera-se aceite pelo adjudicatário
jecto do contrato, com referência ao projecto, quando haja aceitação expressa ou quando não haja
quando exista; reclamação nos cinco dias subsequentes à respetiva
notificação.
c) A identificação da lista contratual dos preços
unitários; Artigo 114.º

Reclamações relativamente à minuta do contrato


d) O prazo de execução da obra, com as datas pre-
vistas de início e termo; 1. O adjudicatário apenas pode reclamar do teor da
minuta do contrato quando dela constem obrigações não
e) As condições vinculativas do programa de trabalhos;
contidas na proposta ou nos documentos que serviram
de base ao procedimento.
f) A forma, os prazos e demais condições sobre o
regime de pagamento e de revisão de preços. 2. A reclamação é dirigida à entidade que aprovou a
minuta do contrato, a qual decidirá da reclamação apre-
3. Caso não conste do contrato de empreitada ou de
sentada no prazo de dez dias, correspondendo o silêncio
concessão de obra pública a especificação exigida na
ao deferimento da reclamação.
alínea e), considera-se para todos os efeitos neles inte-
gradas as condições vinculativas da memória descritiva 3. O prazo referido no número anterior é alargado para
e justificativa do programa de trabalhos. até trinta dias, no caso de a entidade competente ser o
Conselho de Ministros.
4. Fazem parte integrante do contrato, independente-
mente da sua redução a escrito: 4. Aplica-se com as devidas adequações o número an-
terior as entidades adjudicantes indicadas nas alíneas c),
a) Os esclarecimentos e as retificações aos docu- d) e e) do artigo 5.º.
mentos do procedimento;
Artigo 115.º
b) O caderno de encargos ou convite nos casos de
tramitação simplificada; Celebração do contrato
2 000000 001996

c) A proposta adjudicada; e 1. O contrato deve ser celebrado no prazo máximo de


trinta dias a contar da data da aceitação da minuta do
d) Os esclarecimentos sobre a proposta adjudicada contrato ou da decisão sobre a reclamação relativamente
prestados pelo adjudicatário. à minuta.

5. Em caso de divergência entre os documentos refe- 2. A entidade adjudicante comunica ao adjudicatário,


ridos no número anterior, a prevalência é determinada com a antecedência mínima de cinco dias, o dia, hora e
pela ordem pela qual são indicados. local da celebração do contrato.

3. Se a entidade adjudicante não celebrar o contrato


6. Em caso de divergência entre os documentos refe-
no prazo fixado, o adjudicatário pode desvincular-se da
ridos no númro 4 e o contrato, prevalecem os primeiros.
proposta, devendo, nesse caso, ser liberada a caução de
Artigo 112.º garantia de boa execução do contrato, prestada no prazo
máximo de dez dias, sem prejuízo de o adjudicatário
Aprovação da minuta do contrato poder ser ressarcido das despesas e encargos comprovada-
mente incorridos com a apresentação da proposta e com
1. Nos casos em que o contrato deva ser reduzido a a prestação da caução.
escrito, a minuta é aprovada pelo órgão competente para
autorizar a despesa, após a decisão de adjudicação ou em 4. No caso de o adjudicatário não comparecer, injus-
simultâneo com esta. tificadamente, à celebração do contrato, a adjudicação
caduca, seguindo o disposto no artigo 101.º.
2. Nos casos de aquisições agrupadas a minuta do con-
trato é aprovada pelo órgão competente para autorizar 5. O contrato apenas pode ser celebrado passados que
a despesa e pelas entidades adjudicantes abrangidas. sejam dez dias úteis decorridos da data da notificação da
decisão de adjudicação e desde que o adjudicatário tenha
3. Nos casos em que deva ser prestada caução, nos apresentado os documentos de habilitação e comprovativo
termos previstos neste Código, a minuta do contrato da prestação da caução de garantia de boa execução do
apenas deve ser aprovada depois de comprovada, pelo contrato.
adjudicatário, a prestação da caução.
Artigo 116.º
Artigo 113.º
Representação na celebração do contrato
Notificação da minuta ao adjudicatário
1. A representação das entidades adjudicantes na
1. Após a aprovação da minuta nos termos do artigo an- celebração do contrato cabe ao órgão competente para a
terior, a minuta do contrato é notificada ao adjudicatário. decisão de contratar.

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764 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

2. No caso de o órgão competente para a decisão de j) A moeda ou moedas em que deve ser indicado o
contratar ser um órgão colegial, a representação cabe ao preço, bem como, se aplicável, o procedimento
respetivo presidente. para a conversão dos preços expressos em
diferentes moedas numa única moeda, com o
3. Noutros casos a representação cabe à entidade com- propósito de comparar propostas e a moeda
petente, em conformidade com o estatuto da instituição. na qual deve ser pago o preço do contrato;

4. Nos contratos de aquisições agrupadas, a represen- k) Indicação de profissões específicas e/ou habilita-
tação e execução cabe a cada uma das entidades adjudi- ções ou autorizações profissionais específicas
cantes abrangidas. exigidas para a execução das prestações do
contrato a celebrar, nos termos previstos no
5. A competência para a celebração do contrato pode artigo 73.º;
ser delegada nos termos gerais.
l) A possibilidade de apresentação de propostas
TÍTULO IV variantes e, em caso afirmativo, o número
máximo de variantes admitidos e as condições
Tramitação do procedimento para a sua aceitação;

CAPÍTULO I m) O critério de adjudicação, com explicitação, no


caso de o mesmo ser o da proposta economica-
Concurso público mente mais vantajosa, dos factores de avalia-
Secção I
ção das propostas e respetiva ponderação e da
grelha de avaliação;
Disposições gerais
n) A possibilidade de haver lugar a adjudicações de
Artigo 117.º propostas por lotes, devendo, nesse caso, serem
indicadas as regras aplicáveis a cada lote;
Anúncio do concurso
2 000000 001996

o) O prazo durante o qual os concorrentes ficam


O anúncio do concurso deve ser publicado nos termos obrigados a manter as propostas, se superior
previstos no capítulo IV do título I. ao prazo legal;
Artigo 118.º
p) O valor e o modo de prestação da caução de garantia
Programa do concurso da manutenção da proposta, quando exigida;

1. O programa do concurso define os termos a que q) O modo de prestação da caução de garantia da


obedece o concurso, devendo integrar designadamente: boa execução do contrato, quando exigida; e

a) A identificação do concurso; r) A data, hora e local do ato público de abertura


das propostas.
b) A identificação da entidade adjudicante e a enti-
dade que autorizou a despesa; 2. As normas do programa do concurso prevalecem
sobre as disposições do anúncio com elas desconformes.
c) O nome, morada, endereço de e-mail e número de
fax da entidade responsável pela condução do Artigo 119.º
procedimento;
Prazo para a apresentação das propostas

d) Os impedimentos à participação no procedimento,


nos termos previstos no artigo 70.º; 1. O prazo para apresentação das propostas é o fixado
no anúncio e no programa do concurso, e começa a correr
e) O modo e local de apresentação das propostas; a partir da data da publicação do anúncio, devendo ser
respeitados os seguintes prazos mínimos:
f) O prazo de apresentação das propostas;
a) No caso de concurso público nacional:
g) Os documentos que devem acompanhar e inte-
grar a proposta; i. Trinta e cinco dias, se o concurso tiver como
objecto a celebração de contrato de empreitada
h) Os documentos que acompanham e integram a de obras públicas, de concessão de obras pú-
proposta que podem ser redigidos em língua blicas ou de serviços públicos; ou
estrangeira, nos termos do artigo 91.º;
ii. Vinte dias, se o concurso tiver como objecto a
i) Indicação da forma jurídica que deve revestir o celebração de contrato de aquisição ou locação
agrupamento adjudicatário; de bens móveis ou de aquisição de serviços; e

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 765

b) No caso de concurso público internacional: 6. Nos momentos fixados pelo júri, durante a sessão
pública, os concorrentes ou seus representantes creden-
i. Quarenta e cinco dias, se o concurso tiver como ciados podem:
objecto a celebração de contrato de empreitada
de obras públicas, de concessão de obras pú- a) Solicitar o exame de documentos apresentados
blicas ou de serviços públicos; pelos outros concorrentes; ou

ii. Trinta dias, se o concurso tiver como objecto a b) Apresentar reclamação relativamente a qualquer
celebração de contrato de aquisição ou locação constatação feita pelo júri no âmbito do ato
de bens móveis ou de aquisição de serviços. público.
2. Em caso de excepcional urgência, devidamente Artigo 122.º
fundamentada pela entidade adjudicante, o prazo para
apresentação das propostas pode ser reduzido para dez
Abertura das propostas
dias, independentemente do tipo e valor do contrato.

3. Caso haja lugar à publicação de mais do que um 1. O júri inicia o acto público identificando o procedi-
anúncio, o prazo para apresentação das propostas apenas mento, as datas de publicação dos anúncios, os esclareci-
começa a correr a partir da data da publicação do último mentos e as retificações dos documentos do procedimento.
anúncio.
2. De seguida o júri constata sobre as propostas que tenham
Secção II sido apresentadas fora do prazo fixado para o efeito.

Acto público
3. De seguida são abertos os sobrescritos “Invólucro
Artigo 120.º
Exterior” e, logo a seguir, os sobrescritos designados
“Documentos”, todos pela ordem da respetiva recepção.
Realização de acto público
4. Após a abertura dos sobrescritos “Documentos”,
1. As propostas apresentadas devem ser abertas, em procede-se à leitura da lista dos concorrentes, solicitando
2 000000 001996

acto público, no local, data e hora designados no anúncio de seguida o júri a apresentação das credenciais aos
e no programa de concurso, devendo ser designada a sua representantes dos concorrentes.
realização imediatamente após o termo do prazo para a
apresentação das propostas. 5. A lista dos concorrentes é obrigatoriamente anexa
à acta, dela fazendo parte integrante.
2. A sessão do acto público consiste na leitura e constata-
ção dos documentos entregues e/ou em falta em confor- 6. Os sobrescritos designados “Propostas” entregues
midade com o previsto no anúncio ou nos documentos dentro do prazo fixado para o efeito, são abertos pela
de procedimento. ordem da respetiva recepção.
Artigo 121.º
7. Os documentos contidos em cada um dos sobrescritos
Sessão do acto público serão rubricados pelos membros do júri.

1. A sessão do acto público é contínua, compreendendo 8. Caso os documentos da proposta sejam apresenta-
o número de reuniões necessárias ao cumprimento de dos pela forma prevista no número 4 do artigo 92.º, as
todas as suas formalidades. rubricas são postas apenas na primeira página escrita
de cada fascículo.
2. O Procurador-Geral da República, ou um seu repre-
sentante, assistem ao acto público dos procedimentos 9. À excepção dos documentos classificados nos termos
para a celebração de contrato de empreitada de obras do artigo 89.º, os documentos e as propostas podem ser
públicas cujo valor estimado ou preço base seja igual ou livremente examinados pelos concorrentes ou seus repre-
superior a 10.000.000$00 (dez milhões de escudos).
sentantes credenciados, ficando disponíveis, após o ato
público, para consulta pelos mesmos, nas instalações da
3. O júri pode reunir em sessão reservada, inter-
entidade responsável pela condução do procedimento ou
rompendo, para esse efeito, o ato público do concurso.
da entidade adjudicante.
4. Durante o acto público o júri verifica a tempestivi-
dade da apresentação das propostas e se foram cumpridas 10. Todas as intervenções do júri devem ser feitas em
as formalidades de apresentação das propostas previstas voz alta, nomeadamente o nome dos candidatos ou con-
no artigo 92.º. correntes e os preços propostos.

5. À sessão de acto público pode assistir qualquer in- 11. É lavrada a ata do acto público, devendo a mesma
teressado, contudo apenas podem nela intervir os concor- ser assinada pelos membros do júri, e pelos representantes
rentes, e seus representantes, devidamente credenciados. dos concorrentes.

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766 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 123.º relativas ao modo de apresentação das propostas constan-
tes do artigo 92.º, desde que a falta não seja considerada
Apresentação de reclamação
essencial.
1. Os interessados podem apresentar reclamação, no
2. Os concorrentes que tenham sido admitidos condicio-
ato público, com fundamento:
nalmente devem, no prazo de dois ou quatro dias suprir
a) Na sua não inclusão na lista dos concorrentes; as situações que ditaram a sua admissão condicional,
para contratação de bens e serviços e empreitadas respe-
b) Na violação dos preceitos deste diploma ou de- tivamente, sob pena de serem excluídos do procedimento.
mais legislação aplicável ou do programa do
Artigo 127.º
concurso.
Apreciação da capacidade técnica e/ou financeira
2. No caso previsto na alínea a) do número anterior, dos concorrentes
o interessado deve em simultâneo com a reclamação
apresentar documento comprovativo da tempestiva 1. Antes da avaliação das propostas, quando no pro-
apresentação da proposta. grama de concurso esteja prevista a qualificação dos
concorrentes, o júri, procede à verificação dos requisitos
3. No seguimento da reclamação com o fundamento na
de capacidade técnica ou financeiros exigidos pelo pro-
alínea a) do número 1, o júri deve diligenciar o apura-
grama de concurso em conformidade com o disposto na
mento do destino do subscrito, sem interromper a sessão.
secção II, do capítulo II do título III.
4. Se o sobrescrito não for encontrado, a reclamação
é considerada improcedente e prossegue o ato público, 2. Caso não tenham sido comprovados um ou mais
sem prejuízo de interposição de reclamação junto da dos requisitos de capacidade técnica ou financeira, o júri
entidade adjudicante e de ressarcimento dos eventuais deve propor, no relatório preliminar de avaliação das
danos casusados. propostas, a exclusão dos concorrentes.

5. Se o sobrescrito for encontrado, procede a abertura 3. As propostas apresentadas pelos concorrentes ex-
do sobrescrito, nos termos dos artigos 121.º e 122.º. cluídos nos termos do número anterior não são objectos
2 000000 001996

de avaliação.
6. As reclamações devem ser decididas no próprio acto
público, podendo o júri reunir, para o efeito, em sessão Artigo 128.º
reservada, de cujo resultado dará imediato conhecimento.
Análise das propostas

7. As deliberações sobre as reclamações são sempre


fundamentadas e registadas na acta com expressa men- Após verificar se existe alguma causa de exclusão
ção da fundamentação e da votação. das propostas nos termos do artigo 98.º, o júri procede
à análise das propostas que não devam ser excluídas.
Artigo 124.º
Artigo 129.º
Encerramento do acto público
Relatório preliminar de avaliação
Cumpridas as formalidades previstas nos artigos an-
teriores, o júri procede à leitura da acta da sessão do ato 1. Após completar a análise e avaliação das propostas,
público e comunica a decisão sobre quaisquer reclamações o júri prepara relatório fundamentado com a avaliação
apresentadas, dando de seguida por encerrado o acto das propostas, no qual propõe a ordenação das mesmas
público. de acordo com o critério de adjudicação e com os factores
e eventuais subfactores de apreciação das propostas e
Artigo 125.º
respetiva ponderação previstos no programa de concurso.
Certidões da acta
2. No relatório preliminar, o júri propõe a admissão,
Os concorrentes ou quaisquer interessados podem a admissão condicional e a exclusão das propostas, nos
requerer certidão da acta das sessões do ato público, a termos previstos no artigo 98.º.
qual deve ser emitida no prazo máximo de cinco dias.
3. O relatório preliminar é notificado aos concorrentes
Secção III sendo fixado um prazo de cinco até dez dias, para que
estes, querendo, se pronunciem em sede de audiência
Admissão e qualificação dos concorrentes e avaliação
das propostas prévia, sobre todas as propostas do jurí.

Artigo 126.º Artigo 130.º

Admissão dos concorrentes Relatório final de avaliação

1. Podem ser admitidos condicionalmente os concor- 1. Uma vez analisadas as pronúncias apresentadas
rentes que não tenham cumprido alguma das regras pelos concorrentes em sede de audiência prévia, o júri

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 767

elabora o relatório final de avaliação das propostas fun- Artigo 134.º


damentado, mantendo ou modificando as conclusões do
relatório preliminar, podendo ser ainda proposta a ex- Critério de adjudicação
clusão de alguma proposta caso se verifique, nesta fase,
a existência de causa de exclusão. O critério de adjudicação no concurso público em duas
fases é sempre o da proposta economicamente mais
2. Na situação da parte final do número anterior, bem vantajosa.
como quando do relatório final resulte a modificação
Artigo 135.º
da ordenação das propostas, há lugar a nova audiência
prévia nos termos previstos no número 3 do artigo an- Relatório de análise das propostas técnicas iniciais
terior, sendo, subsequentemente, observado o disposto
neste artigo. 1. Após analisar as propostas técnicas iniciais, o júri
prepara relatório onde propõe, fundamentadamente,
3. O júri envia o relatório final de avaliação à entidade
a admissão ou exclusão das propostas iniciais, bem
responsável pela condução do procedimento que submete
como analisa e formula recomendações relativamente
à entidade adjudicante, para efeito de adjudicação.
às propostas técnicas iniciais admitidas, para efeitos
de posterior apresentação das propostas técnicas finais.
CAPÍTULO II

Concurso público em duas fases 2. Devem ser excluídas as propostas técnicas iniciais:

Artigo 131.º a) Relativamente às quais se verifique uma das


causas de exclusão referidas nas alíneas a) a
Regime aplicável g) e j) a l) do artigo 98.º; ou

O concurso público em duas fases segue, com as b) Que se revelem manifestamente desadequadas
necessárias adaptações, as disposições que regulam o às necessidades ou fins estabelecidos no caderno
concurso público, com as especificidades previstas no de encargos.
presente capítulo.
2 000000 001996

3. O relatório é notificado aos concorrentes sendo


Artigo 132.º
fixado um prazo, não inferior a cinco dias, para que estes,
Etapas do procedimento querendo, se pronunciem em sede de audiência prévia.

O concurso público em duas fases integra, necessaria- 4. Aplica-se ao relatório de análise das propostas téc-
mente, as seguintes etapas: nicas iniciais, com as necessárias adaptações, o disposto
nos artigos 129.º e 130.º.
a) Apresentação e análise das propostas técnicas
iniciais, com as quais se apresentarão os docu- Artigo 136.º
mentos a que se refere o número 1 do artigo 84.º;
Modificação do caderno de encargos

b) Elaboração e notificação do relatório de análise


Em função do teor das propostas técnicas iniciais
das propostas iniciais;
apresentadas, a entidade responsável pela condução do
c) Convite para a apresentação das propostas técnicas procedimento pode inserir as modificações consideradas
finais e das propostas financeiras; e pertinentes no caderno de encargos e/ou programa de
concurso.
d) Apresentação e avaliação das propostas técnicas
Artigo 137.º
finais e das propostas financeiras.
Convite para a apresentação das propostas técnicas finais e
Artigo 133.º
das propostas financeiras

Programa de concurso
1. Juntamente com o relatório final de análise das
Para além dos elementos previstos no artigo 118.º, o propostas técnicas iniciais, a entidade responsável pela
programa do concurso deve indicar: condução do procedimento envia convite, em simultâneo,
aos concorrentes cujas propostas técnicas iniciais tenham
a) O prazo e modo de apresentação da proposta téc- sido admitidas, para a apresentação da proposta técnica
nica inicial; final e da proposta financeira.

b) O prazo e modo de apresentação da proposta téc- 2. O convite deve indicar o prazo e o modo de apresen-
nica final e da proposta financeira; e tação das propostas, os documentos que devem instruir
a proposta técnica final e a proposta financeira, bem
c) Os documentos que devem acompanhar a pro- como deve ser acompanhado das correções ao caderno
posta técnica inicial, a proposta técnica final de encargos e/ou programa de concurso ou da indicação
e a proposta financeira. de como poderão as mesmas ser obtidas.

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768 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 138.º Artigo 143.º

Avaliação das propostas técnicas finais Análise das candidaturas e qualificação


e das propostas financeiras
1. Após o encerramento do acto público, o júri procede,
em sessão privada, à análise e qualificação das candida-
1. A avaliação das propostas técnicas finais e das pro-
turas em função dos requisitos e condições estabelecidos
postas financeiras segue o disposto no concurso público,
no programa de concurso.
com as adaptações que se mostrem devidas.
2. O júri deve propor a exclusão das candidaturas:
2. As propostas que estejam desconformes com as re-
comendações são excluídas, não podendo ser avaliadas. a) Relativamente às quais se verifique uma das
causas de exclusão referidas nas alíneas a) a
CAPÍTULO III d), f), e i) do artigo 98.º;

Concurso limitado por prévia qualificação b) Que incluam qualquer referência indiciadora da
proposta a apresentar; ou
Seção I
c) Que não permitam comprovar o cumprimento,
Apresentação das candidaturas e qualificação pelo candidato, dos requisitos técnicos e/ou
financeiros exigidos.
Artigo 139.º
Artigo 144.º

Regime aplicável Relatório preliminar de análise das candidaturas

O concurso limitado por prévia qualificação segue, com 1. Após completar a análise das candidaturas, o júri
as necessárias adaptações, as disposições que regulam prepara relatório fundamentado com a referida análise,
o concurso público, com as especificidades previstas no no qual propõe a admissão ou exclusão dos candidatos,
presente capítulo. de acordo com o disposto no artigo anterior.
2 000000 001996

Artigo 140.º 2. O relatório preliminar é notificado aos candidatos


sendo fixado um prazo, não inferior a cinco dias, para
Programa de concurso que estes, querendo, se pronunciem em sede de audiência
prévia.
Para além das menções previstas no artigo 118.º, o Artigo 145.º
programa do concurso deve indicar:
Relatório final de análise das candidaturas
a) Os documentos necessários para a qualificação
dos candidatos; 1. Uma vez analisadas as pronúncias apresentadas
pelos candidatos em sede de audiência prévia, o júri
b) O modo de apresentação das candidaturas; elabora o relatório final de análise das candidaturas
fundamentado, mantendo ou modificando as conclusões
c) O prazo de apresentação das candidaturas; e do relatório preliminar, podendo ser ainda proposta a
exclusão de alguma candidatura caso se verifique, nesta
d) Os requisitos de capacidade técnica e/ou finan- fase, a existência de causa de exclusão.
ceira exigidos para efeito de qualificação.
2. Na situação da parte final do número anterior, há
Artigo 141.º lugar a nova audiência prévia nos termos previstos no
número 2 do artigo anterior, sendo, subsequentemente,
Prazo para a apresentação das candidaturas observado o disposto neste artigo.

O prazo de apresentação das candidaturas é fixado 3. O júri envia o relatório final de avaliação à entidade
livremente no programa de concurso, tendo em conta a adjudicante, para efeito de aprovação, através da enti-
natureza, as caraterísticas, o volume e a complexidade dade responsável pelo procedimento em referência.
dos documentos que devem integrar as candidaturas, não Secção II
devendo ser inferior a quinze dias.
Apresentação das propostas
Artigo 142.º
Artigo 146.º

Acto público para abertura das candidaturas Convite para a apresentação das propostas

Após o termo do prazo de apresentação das candida- 1. Com a decisão de qualificação, a entidade responsável
turas, proceder-se-á à abertura das mesmas em acto pela condução do procedimento remete aos candidatos
público, aplicando-se, com as necessárias adaptações, o qualificados, em simultâneo, convite para a apresentação
disposto na Secção II, do capítulo I do título IV. das propostas.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 769

2. O convite para a apresentação das propostas deve 2. Em caso de excepcional urgência, devidamente
conter, nomeadamente: fundamentada pela entidade adjudicante, o prazo para
apresentação das propostas pode ser reduzido para dez
a) A identificação do concurso; dias, independentemente do tipo e valor do contrato.

b) A referência ao anúncio do concurso; Artigo 148.º

Procedimentos subsequentes
c) Os documentos que devem integrar as propostas;

d) O prazo de apresentação das propostas; Ao acto público de abertura das propostas e aos pro-
cedimentos subsequentes aplica-se o disposto na Secção II,
e) O modo de apresentação das propostas; do Capítulo I, do Título IV deste Código.

f) A data, hora e local do ato público de abertura CAPÍTULO IV


das propostas;
Concurso restrito
g) O critério de adjudicação, com explicitação, no Artigo 149.º
caso de o mesmo ser o da proposta economica-
mente mais vantajosa, dos factores de avalia- Regime aplicável
ção das propostas e respetiva ponderação e da
grelha de avaliação; O concurso restrito segue, com as necessárias adapta-
ções, as disposições que regulam o concurso público, em
h) O prazo durante o qual os concorrentes ficam tudo o que não seja contrariado pelo disposto nos artigos
vinculados a manter as propostas, se dife- seguintes.
rente do previsto no artigo 90.º;
Artigo 150.º
i) O modo de prestação da caução de garantia da
manutenção da proposta, quando exigida, e o Convite para a apresentação das propostas
respetivo valor; e
2 000000 001996

1. O convite para a apresentação das propostas é


j) O modo de prestação da caução de boa execução enviado, em simultâneo, às entidades a convidar, junta-
do contrato, quando exigida, e o respetivo valor. mente com o caderno de encargos, por correio registado
com aviso de recepção ou por correio eletrónico.
Artigo 147.º
2. O convite dever conter os seguintes elementos:
Prazo para a apresentação das propostas
a) A entidade adjudicante e a entidade que au-
1. O prazo para apresentação das propostas é o fixado torizou a despesa;
no convite e no programa do concurso, e começa a correr
a partir da data de envio do convite para apresentação b) O fundamento de escolha do concurso restrito, quando
da proposta, devendo ser respeitados os seguintes prazos escolhido com base em critério material;
mínimos:
c) O prazo de apresentação das propostas;
a) No caso de concurso público nacional:
d) O modo de apresentação das propostas;
i. Trinta dias, se o concurso tiver como objecto a
celebração de contrato de empreitada de obras e) Os documentos que devem integrar a proposta;
públicas, de concessão de obras públicas ou de
concessão de serviços públicos; ou f) A data, hora e local do ato público de abertura
das propostas;
ii. Quinze dias, se o concurso tiver como objecto a
celebração de contrato de aquisição ou locação g) O critério de adjudicação, com explicitação, no
de bens móveis ou de aquisição de serviços; caso de o mesmo ser o da proposta economica-
mente mais vantajosa, dos factores de avaliação
b) No caso de concurso público internacional: das propostas e respetiva ponderação, por or-
dem decrescente de importância e da grelha
i. Quarenta dias, se o concurso tiver como objecto a de avaliação;
celebração de contrato de empreitada de obras
públicas, de concessão de obras públicas ou de h) O prazo durante o qual os concorrentes ficam
serviços públicos; ou vinculados a manter as propostas, quando
diferente do previsto no artigo 90.º; e
ii. Vinte e cinco dias, se o concurso tiver como objecto
a celebração de contrato de aquisição ou locação de i) O modo de prestação da caução de manuntenção
bens móveis ou de aquisição de serviços. da proposta, quando exigido.

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770 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 151.º 3. A qualificação dos concorrentes deve ter por base,
entre outros, os seguintes requisitos, em função do objecto
Escolha das entidades a convidar e dos fins do contrato a celebrar:

1. A entidade adjudicante escolhe as entidades a con- a) A experiência curricular; e


vidar para a apresentação da proposta, de acordo com o
conhecimento e experiência que delas tenha, sob proposta b) As qualificações dos consultores individuais
da entidade responsável pela condução do procedimento. ou, dos recursos humanos propostos para a
prestação dos serviços.
2. A entidade adjudicante indica à entidade respon-
sável pela condução do procedimento a identidade e 4. Para as contratações de serviço de consultoria igual
contatos das entidades a convidar. ou inferior a 4.000.000$00 (quatro milhões de escudos),
a entidade adjudicante deve elaborar uma lista curta de
Artigo 152.º
convidados, de não menos de três, sem necessidade de
Prazo para a entrega das propostas realização de uma prévia-qualificação.

O prazo para a entrega das propostas não pode ser 5. Para os casos previstos no número anterior, a
inferior a dez dias a contar da data do envio do convite. qualificação dos consultores deve ter por base alguns
requisitos, em função do objecto e dos fins do contrato
CAPÍTULO V a celebrar, nomeadamente a experiência e competência
dos consultores em relação ao serviço que será prestado.
Ajuste directo
6. Os contratos celebrados com quadro qualificados,
Artigo 153.º para a execução de trabalho de carácter intelectual e
continuado, estão dispensados de observar o regime deste
Regime aplicável Código, devendo entretanto respeitar os princípios gerais
da contratação pública, conforme o capítulo II do titulo I, e
O ajuste directo segue, com as necessárias adaptações, demais leis aplicáveis.
2 000000 001996

as disposições que regulam o concurso restrito.


Artigo 156.º
Artigo 154.º
Recurso a firmas de consultoria ou a consultores individuais
Tramitação simplificada

1. Os serviços de consultoria podem ser prestados


1. No caso de o procedimento ter em vista a formação
por pessoas colectivas, que se designarão por firmas de
de contratos de locação ou aquisição de bens móveis
consultoria ou por pessoas singulares, que se designarão
ou de aquisição de serviços de valor igual ou inferior a
por consultores individuais.
300.000$00 (trezentos mil escudos), o órgão competente
para a decisão de contratar pode adjudicar o contrato
2. Os serviços de consultoria devem ser prestados com
directamente sobre convite apresentado pela pessoa
recurso a firmas de consultoria quando os trabalhos a
singular ou colectiva convidada.
desenvolver envolvam o recurso a conhecimentos multi-
disciplinares ou quando o volume ou a complexidade dos
2. À decisão de adjudicação prevista no número ante-
trabalhos exija o apoio de uma organização com pessoal
rior está subjacente a decisão de contratar e a decisão de
com determinado perfil técnico e/ou académico e dotada de
escolha do procedimento.
uma estrutura logística mais ampla e sofisticada.
CAPÍTULO VI
3. Os serviços de consultoria devem ser prestados com
recurso a consultores individuais nos casos em que seja
Contratação de serviços de consultoria
mais adequada a contratação de uma pessoa singular,
Secção I
com experiência e conhecimentos aprofundados numa
determinada área.
Artigo 155.º
4. Tanto as firmas de consultoria como os consultores
Regime aplicável à contratação de serviços de consultoria individuais a contratar nos termos deste diploma não
podem estar integrados na estrutura orgânica da enti-
1. O procedimento para contratação de serviços de dade adjudicante ou da entidade à qual serão prestados
consultoria para valor estimado superior a 4.000.000$00 os serviços, nem estar numa relação de dependência
(quatro milhões de escudos) deve ser precedido de uma jurídica com estas.
prévia-qualificação.
5. As regras de contratação de firmas de consultoria
2. No procedimento devem ser qualificadas no mínimo três aplicam-se com as devidas adaptações à contratação de
e no máximo de seis concorrentes para a devida avaliação. consultores individuais.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 771


Artigo 157.º b) Selecção baseada em qualidade;
Anúncio do procedimento
c) Selecção baseada em orçamento fixo;
1. O procedimento para a contratação de serviços de
consultoria, quando precedido de uma prévia-qualifica- d) Selecção baseada em preço; e
ção, é publicitado através de anúncio, nos termos previs-
tos no capítulo IV, do título I. e) Selecção baseada nos antecedentes dos consultores.

2. O anúncio deve conter: Artigo 162.º

a) A indicação do prazo para a manifestação de Selecção baseada em qualidade e preço


interesses em participar no procedimento de
prévia-qualificação, não inferior a dez dias; e 1. Na contratação de serviços de consultoria deve ser
utilizado preferencialmente o método de selecção baseada
b) A descrição sucinta do alcance da consultoria.
em qualidade e preço.
Artigo 158.º
2. Este método consiste num processo competitivo em
Termos de referência
que a ponderação que se atribua à qualidade e ao preço
Para além dos elementos previstos nos artigos 51.º se detalha no documento de procedimento e se determina
e 118.º, e havendo prévia-qualificação, os termos de em cada caso de acordo com a natureza do trabalho a
referência devem indicar ainda: realizar, sendo que normalmente a ponderação a atribuir
à qualidade e ao preço é de 70% a 80% e de 30% a 20%,
a) Os requisitos de capacidade técnica e/ou finan- espetivamente.
ceira exigidos;
3. Os documentos de procedimento devem conter as
b) O modelo de avaliação da qualificação técnica e/
seguintes informações:
ou financeira dos candidatos;
c) Os documentos que devem instruir a candida- a) Definição precisa dos objectivos, produtos e ex-
tura; e tenção dos trabalhos a encomendar;
2 000000 001996

d) O prazo limite para a sua apresentação. b) Informação básica que facilite à consultoria a
Secção II preparação das suas propostas, incluindo
elementos de descrição do projecto, se hou-
Apresentação das propostas
ver, a organização da entidade adjudicante,
Artigo 159.º contatos com a entidade adjudicante, apoio
logístico a fornecer à consultoria.
Prazo de apresentação das propostas

As propostas devem ser apresentadas no prazo indicado 4. Quando um dos objectivos da consultoria é o treino ou
nos documentos do procedimento, o qual deve ser fixado a transferência de conhecimento, é preciso descreve-lo espe-
tendo em atenção a natureza e a complexidade dos ser- cificadamente e dar detalhe sobre o número de funcionários
viços a prestar, não podendo ser inferior a quinze dias. que vão receber o treino e outros aspectos similares.
Artigo 160.º
5. As propostas técnicas e financeiras devem ser
Documentos e modo de apresentação das propostas apresentadas ao mesmo tempo, em envelopes fechados,
separados e devidamente identificados, não se aceitando
1. A apresentação das propostas segue o disposto no emendas após o prazo para a sua apresentação.
artigo 92.º, devendo as mesmas ser instruídas com os
elementos previstos nos documentos do procedimento. 6. A avaliação das propostas é feita por duas etapas,
2. Quando haja lugar à apresentação de proposta sendo primeiro a qualidade e depois o preço, e o júri não
técnica e proposta financeira, as propostas devem ser deve ter acesso as proposta de preço até ter concluída a
apresentadas em sobrescritos selados e separados, avaliação das propostas de qualidade.
devidamente identificados, sendo aplicáveis, com as Artigo 163.º
necessárias adaptações ao disposto no artigo 92.º.
Secção III Avaliação da qualidade

Critérios de adjudicação e avaliação das propostas 1. O júri avalia a proposta técnica tendo em conta os
Artigo 161.º seguintes critérios:
Metodos de selecção das propostas a) A experiência específica da consultoria em rela-
Para a selecção das propostas devem ser utilizados os ção à tarefa a atribuir;
seguintes métodos:
b) A qualidade da metodologia proposta e/ou plano
a) Selecção baseada em qualidade e preço; de trabalho proposto;

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772 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

c) As qualificações profissionais do pessoal chave 4. Sem prejuízo do previsto no número anterior,


proposto; apurando-se que na proposta ofereceram serviços de pes-
soal chave sem ter confirmado a disponibilidade deste, a
d) A transferência de conhecimentos, se for aplicável. proposta pode ser desqualificada do procedimento.

2. Cada critério é qualificado conforme uma escala de 5. A desqualificação prevista no número anterior pode
um a cem e depois pondera-se cada qualificação, o que constituir numa contra-ordenação, nos termos previsto
dará uma pontuação. Para salvaguardar a qualidade no presente Código.
técnica proposta, deve ser estabelecida uma pontuação Artigo 166.º
mínima necessária para que a proposta seja considerada
na comparação final, não inferior a setenta sobre cem Selecção baseada na qualidade
pontos.
1. A selecção baseada na qualidade deve ser utilizada
Artigo 164.º para os seguintes casos:

Avaliação do preço
a) Quando os trabalhos são complexos, altamente
especializados nos quais seja dificil precisar
1. Uma vez concluída a avaliação da proposta técnica, os produtos pretendidos e em que a entidade
a entidade adjudicante notifica os concorrentes do resul- adjudicante espera que as consultorias apre-
tado da avaliação, indicando expressamente os que não sentem soluções novas e criativas nas suas
tenham obtido pontuação mínima, e que as suas propos- propostas;
tas de preço lhes serão devolvidas sem abrir, depois de b) Quando a entidade adjudicante estima que a
concluído o procedimento. qualidade do trabalho e o produto possam ter
repercussões futuras;
2. Na notificação referida no número anterior, deve ser
também informado a data, hora e local para aberturas c) Quando seja indispensável trabalho de especialistas;
das propostas de preço, das que tenham sido qualificadas
tecnicamente. d) Quando os trabalhos possam ser executados de
forma substancialmente distintas, de maneira
2 000000 001996

3. A data da abertura das propostas não pode exceder que as propostas não sejam comparáveis.
dez dias a contar da notificação referida no número 2. Na selecção baseada na qualidade, pode-se solicitar
anterior. apenas a apresentação de propostas técnicas, ou a apre-
sentação simultânea de propostas técnicas e de preço,
4. As propostas de preço são abertas em ato público.
mas em envelopes separados.
5. Pode-se atribuir uma pontuação de cem à proposta 3. Nos documentos de procedimento podem ser fornecidos
de preço mais baixo, e pontuações inversamente propor- uma estimativa do tempo de trabalho do pessoal chave.
cionais a seus respectivos preços às demais propostas,
ou seguir uma metodologia que reflita adequadamente 4. Caso somente se convide a apresentar propostas
a porporção entre os preços, devendo em qualquer caso, técnicas, depois destas serem avaliadas com utilização da
descrever nos documentos de procedimento a metodologia metodologia de selecção baseada em qualidade e preço,
a utilizar e os factores de ponderação. a entidade adjudicante pode solicitar à concorrente cuja
proposta tenha sido classificada em primeiro lugar, que
Artigo 165.º apresente a proposta de preço detalhada.

Avaliação combinada da qualidade e do preço Artigo 167.º

Selecção baseada no orçamento fixo


1. A pontuação total obtem-se somando as pontuações
ponderadas relativas à qualidade e ao preço, devendo o 1. A selecção baseada no orçamento fixo deve ser uti-
factor de ponderação do preço ser escolhido em confor- lizada quando é possível definir com precisão o orçamento
midade com a complexidade do trabalho e a importância de serviço de consultoria.
relativa da qualidade.
2. O orçamento fixo deve constar do convite, e os con-
2. Deve ser adjudicado ao concorrente cuja proposta correntes devem apresentar a proposta em separado.
obtenha a pontuação mais elevada. 3. O orçamento fixo deve assegurar a realização de
todas actividades previstas no serviço de consultoria.
3. Pode ser permitido ao concorrente selecionado efetuar
substituições de pessoal chave, se às partes convierem Artigo 168.º
que o atraso indevido do procedimento de selecção torna Selecção baseada no preço
tal substituição inevitável, ou em tais alteraçãoes sejam
fundamentais para alcançar os objectivos do trabalho, 1. A selecção baseada no preço é utilizada quando os
desde que o subsituto tenha qualificações profissionais serviços de consultoria a serem prestados são do tipo es-
iguais ou melhores que as do pessoal chave proposto tandartizados ou de rotina, para os quais existem normas
inicialmente. bem estabelecidas.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 773

2. Nesse método é estabelecido um requisito de quali- Artigo 172.º


ficação para a qualidade elevada, preferencialmente não
Sessão de negociação
inferior a oitenta pontos por cem.

3. Os concorrentes devem apresentar as propostas 1. A entidade adjudicante notifica o concorrente, com


em envelopes separados, devendo ser primeiro abertos antecedência mínima de três dias, do local, dia e hora
e avaliados as propostas técnicas. As que obtiverem da primeira sessão de negociação, sendo marcadas as
menos que a pontuação mínima serão rejeitadas e os sessões seguintes nos termos que tiver por convenientes.
envelopes das restantes propostas devem ser abertos no
acto público sendo selecionado o concorrente que oferecer 2. Na notificação referida no número anterior, deve ser
o menor preço. indicado o formato das negociações.

4. No método previsto neste artigo a qualificação 3. É lavrada acta das sessões de negociação, a qual deve
mínima é estabelecida no documento de procedimento, ser assinada pela entidade adjudicante e pelo representante
tendo presente que todas as propostas que excedam o do adjudicatário.
mínimo, concorrem apenas em relação ao preço.
4. O teor das actas, bem como quaisquer informações
Artigo 169.º ou documentos disponibilizados durante as sessões de
negociação são confidenciais, podendo ser divulgados
Selecção baseada nos antecedentes dos consultores após a aprovação da versão final do contrato.

Para contratos de valor até 300.000$00 (trezentos mil Artigo 173.º


escudos), pode ser adoptado o critério de avaliação das
propostas baseada nos antecedentes do consultor. Fim da negociação

Artigo 170.º 1. Finda a sessão de negociação, a entidade adjudicante


deve apresentar a versão final do contrato.
Negociação do contrato
2. As modificações resultantes da negociação são in-
2 000000 001996

1. Os termos de referência podem prever a realização troduzidas nos registos das contratações, nos termos do
de uma fase de negociação do contrato, exclusivamente artigo 27.º do presente Código.
para o concorrente cuja proposta tenha sido classificada
no primeiro lugar, devendo ocorrer antes da assinatura 3. O resultado da negociação do contrato não deve
do contrato. alterar a classificação final dos concorrentes.

2. Os termos de referência podem igualmente estabelecer CAPÍTULO VII


os aspectos da execução do contrato que não poderão ser
objecto de negociação. Acordo-quadro

3. Sem prejuízo do disposto no número anterior, são Artigo 174.º


apenas objecto de negociação os elementos do contrato
que não foram objecto de avaliação ao abrigo do critério Modalidades de acordos-quadro
de avaliação adoptado, nomeadamente:
As entidades adjudicantes podem celebrar acordos-
a) Pequenas alterações às especificações técnicas quadro com uma ou mais entidades.
ao objecto dos trabalhos ou aos requisitos previstos;
Artigo 175.º

b) Pequenas alterações aos termos e condições de


Procedimento de formação de acordos-quadro
contrato proposto;
1. Em tudo o que não esteja especialmente previsto
c) Acordos quanto ao pagamento final;
no presente capítulo, à escolha do procedimento para a
formação de um acordo-quadro e à respetiva tramitação
d) Acordo para a mobilização de pessoal;
são aplicáveis, com as necessárias adaptações, as normas
previstas neste Código.
e) Clarificação de aspectos que não puderem ser
considerados no procedimento.
2. A escolha do procedimento de formação do acordo-
Artigo 171.º quadro nos termos do disposto no artigo 30.º só permite a
celebração de contratos ao seu abrigo quando o somatório
Representação nas sessões de negociação dos respectivos preços contratuais seja inferior aos va-
lores referidos naquele artigo, consoante o caso.
O concorrente deve estar representado nas sessões de
negociação pelos respectivos representantes legais ou 3. O programa do procedimento de formação de acordos-
representantes devidamente credenciados para o efeito. quadro deve indicar o número de propostas a adjudicar.

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774 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015


Artigo 176.º Artigo 180.º

Obrigação de celebração de contratos ao abrigo Celebração de contratos ao abrigo de acordos-quadro


de acordos-quadro celebrados com vários co-contratantes

1. O co-contratante, no acordo-quadro, obriga-se a 1. Para a formação de contratos a celebrar ao abrigo de


celebrar contratos nas condições previstas no acordo- acordos-quadro celebrados com vários co-contratantes, a
quadro à medida que a entidade adjudicante parte no entidade adjudicante deve dirigir a todos co-contraentes
acordo-quadro o requeira. do acordo-quadro que reúnam as condições necessárias
para a execução das prestações objecto desses contratos
2. As entidades adjudicantes não são obrigadas a celebrar um convite à apresentação de propostas contendo os
contratos ao abrigo do regime relativo ao acordo-quadro. aspectos que serão objecto de avaliação para efeitos de
adjudicação do contrato.
Artigo 177.º
2. O convite deve indicar o prazo e o modo de apresen-
Prazo máximo de vigência dos acordos-quadro tação das propostas, bem como os aspectos referidos no
número anterior, o critério de adjudicação e o modelo de
1. O prazo de vigência dos acordos-quadro não pode avaliação das propostas consagrados nos documentos do
ser superior a quatro anos, incluindo quaisquer pror- procedimento de formação do acordo-quadro.
rogações expressas ou tácitas, salvo em casos excecionais,
TÍTULO V
nomeadamente em função do objecto do acordo-quadro.
Impugnações administrativas
2. A fixação de prazo de vigência superior a quatro anos,
Artigo 181.º
nos termos disposto na parte final do número anterior,
deve ser fundamentada pela entidade adjudicante. Regime

Artigo 178.º
1. As decisões administrativas tomadas no âmbito dos
procedimentos de formação dos contratos tramitados ao
Regras gerais aplicáveis à celebração de contratos ao abrigo abrigo deste diploma podem ser impugnadas nos termos
de acordos-quadro previstos neste título.
2 000000 001996

1. Apenas as partes num acordo-quadro podem celebrar 2. Os documentos do procedimento são igualmente
contratos ao abrigo do mesmo. suscetíveis de impugnação.
Artigo 182.º
2. Na celebração de contratos ao abrigo de acordos-
Tipos e natureza das impugnações
quadro, as partes não podem introduzir alterações sub-
stanciais nos termos fixados nos acordos-quadro. 1. As impugnações podem ser exercidas:

3. Nos casos expressamente previstos no caderno de en- a) Mediante reclamação para o autor do acto; ou
cargos relativo ao acordo-quadro, a entidade adjudicante b) Mediante recurso para a Comissão de Resolução
pode atualizar as caraterísticas dos bens ou dos serviços de Conflitos da ARAP.
a adquirir ao abrigo do acordo-quadro, modificando-as ou
substituindo-as por outras, desde que se mantenha o tipo 2. As impugnações administrativas referidas no
de prestação e os objectivos das especificações fixadas no número anterior, são facultativas, não constituindo um
procedimento de formação do acordo-quadro e desde que pressuposto necessário e prévio à impugnação judicial.
tal se justifique em função da ocorrência de inovações
3. As decisões da CRC são suscetíveis de impugnação
tecnológicas.
judicial.
Artigo 179.º Artigo 183.º

Celebração de contratos ao abrigo de acordos-quadro celeb- Apresentação das reclamações e recursos


rados com um único co-contratante
1. As reclamações e os recursos administrativos devem
1. Para a formação de contratos a celebrar ao abrigo conter todos os fundamentos, de facto e de direito, con-
de acordos-quadro celebrados com apenas uma entidade siderados relevantes, podendo ser juntos os documentos
deve ser adoptado o procedimento de ajuste directo. que se entenda convenientes.
2. Os recursos para a Comissão de Resolução de Conflitos
2. O conteúdo dos contratos a que se refere o número da ARAP devem ser apresentados em suporte papel e/ou
anterior deve corresponder às condições contratuais em suporte informático e implicam pagamento de custas
estabelecidas no acordo-quadro, não sendo necessária a nos termos da lei.
elaboração de um caderno de encargos.
3. No caso de o reclamante ou recorrente entender
3. Caso tal se revele necessário, a entidade adjudi- que a sua reclamação ou recurso contém informação
cante pode solicitar, por escrito, ao co-contratante do confidencial deve fazer disso advertência na primeira e
acordo-quadro, que pormenorize, igualmente por escrito, últimas páginas, bem como apresentar cópia datilogra-
aspectos constantes da sua proposta. fada expurgada da informação considerada confidencial.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 775

4. O órgão a quem é dirigida a reclamação ou o recurso são do ato público, as reclamações são decididas no prazo
decide sobre o pedido de confidencialidade no prazo máximo de cinco dias a contar da data da sua apresentação ou,
de dois dias, notificando de imediato o reclamante ou nos casos aplicáveis, do termo do prazo para os contra-
recorrente dessa decisão. interessados se pronunciarem.
Artigo 184.º 2. No caso previsto na parte inicial do número anterior,
o júri deve interromper a sessão para deliberar sobre
Prazos de apresentação das reclamações e recursos a reclamação, podendo, caso o considere conveniente,
marcar nova sessão do ato público para comunicar a sua
1. As reclamações das deliberações do júri, no acto
decisão e seguir o ulterior procedimento do ato público,
público, devem ser apresentadas no próprio acto em que
a realizar nos cinco dias seguintes.
sejam proferidas, podendo consistir em declaração ditada
para a ata ou em requerimento escrito. 3. Os recursos são decididos no prazo de dez dias
a contar da data da sua apresentação ou, nos casos
2. As reclamações dos restantes actos devem ser apre- aplicáveis, do termo do prazo para os contra-interessados
sentadas no prazo de cinco dias a contar da respetiva se pronunciarem.
notificação.
4. O reclamante ou recorrente e os contra-interessados
3. Os recursos para a Comissão de Resolução de Con- devem ser notificados das decisões das reclamações ou
flitos da ARAP devem ser interpostos dentro do prazo de recursos, devendo, no caso de recurso para a Comissão
dez dias, a contar da notificação dos actos, com excepção de Resolução de Conflitos da ARAP ser enviado pelos
dos recursos das decisões do júri tomadas no acto público, serviços desta entidade cópia das decisões do recurso à
que devem ser interpostos no prazo de cinco dias. respetiva entidade adjudicante.
Artigo 185.º TÍTULO VI
Desistência
Contra-ordenações
É possível desistir da reclamação ou do recurso a todo Artigo 189.º
o tempo, mediante requerimento dirigido ao órgão com-
Contra-ordenações praticadas por candidatos ou concorrentes
2 000000 001996

petente para decidir a reclamação ou o recurso.


Artigo 186.º 1. Constitui contra-ordenação muito grave, punível com
coima de 50.000$00 (cinquenta mil escudos) a 75.000$00
Efeitos das reclamações e recursos (setenta e cinco mil escudos) ou de 100.000$00 (cem mil
escudos) a 300.000$00 (trezentos mil escudos), consoante
As reclamações e recursos administrativos suspendem seja aplicada a pessoa singular ou a pessoa colectiva:
a eficácia do acto:
a) A participação de candidato ou de concorrente
a) De negociação do contrato; que se encontre em alguma das situações pre-
vistas no artigo 70.º no momento da apresen-
b) Da decisão de adjudicação; ou tação da respetiva candidatura ou proposta,
da adjudicação ou da celebração do contrato;
c) De celebração do contrato.
b) A apresentação de documentos falsos de habilitação,
Artigo 187.º
de documentos que constituem a proposta e de
Audiência de contra-interessados documentos destinados à qualificação; ou

1. Com excepção do disposto no número seguinte, os c) A prestação de falsas declarações no decurso da


candidatos ou concorrentes que possam ser prejudicados fase de formação do contrato.
pela procedência de uma reclamação ou recurso, devem
2. Constitui contra-ordenação grave punível com coima
ser notificados para alegarem, no prazo de cinco dias,
de 25.000$00 (vinte e cinco mil escudos) a 65.000$00
o que tiverem por conveniente sobre o pedido e os seus
(sessenta e cinco mil escudos) ou de 75.000$00 (setenta
fundamentos.
e cinco mil escudos) a 150.000$00 (cento e cinquenta mil
2. Nos casos em que a reclamação seja apresentada no escudos), consoante seja aplicada a pessoa singular ou
acto público, nos termos previstos no número 1 do artigo a pessoa colectiva:
184º, os contra-interessados presentes são convidados a a) A não prestação da caução de boa execução do
apresentarem, de seguida, a sua alegação, mediante de- contrato no tempo e nos termos previstos no
claração ditada para a acta ou em requerimento escrito. presente Código;
Artigo 188.º
b) No caso de o candidato ou de o concorrente ser
Decisão das reclamações e dos recursos um agrupamento, o fato dos seus membros
não se associarem, antes da celebração do
1. À excepção das reclamações das deliberações do júri contrato, na forma jurídica prevista no pro-
no ato público, que devem ser decididas na própria ses- grama de concurso.

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776 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

3. Constitui contra-ordenação simples punível com coima cedimento, com vista a beneficiar ou preju-
de 5.000$00 (cinco mil escudos) a 15.000$00 (quinze dicar um certo operador económico ou uma
mil escudos) ou de 50.000$00 (cinquenta mil escudos) a categoria de operadores económicos; ou
75.000$00 (setenta e cinco mil escudos), consoante seja
aplicada a pessoa singular ou a pessoa colectiva: c) O incumprimento da deliberação da Comissão de
Resolução de Conflitos, sem prejuízo de recur-
a) A violação do disposto no número 2 do artigo 69.º; sos aos tribunais.

b) A não comparência no dia, na hora e no local, d) A falta de exigência, quando legalmente exigida,
fixados para a outorga do contrato. do comprovativo de habilitações ou autoriza-
ções profissionais específicas ou de membros
Artigo 190.º
de determinadas organizações profissionais;
Sanções acessórias
e) A falta de exigência ao adjudicatário da presta-
1. Em simultâneo com a coima prevista no artigo ante- ção de caução destinada a garantir a manutenção
rior, pode ser aplicada ao infractor a sanção acessória de da proposta e a boa execução do contrato,
privação do direito de participar, como candidato, como quando tal caução seja legalmente devida.
concorrente ou como membro de agrupamento candidato
2. Constitui contra-ordenação grave, punível com coima
ou concorrente, em qualquer procedimento adoptado para
de 25.000$00 (vinte e cinco mil escudos) a 65.000$00
a formação de contratos públicos, quando a gravidade da
(sessenta e cinco mil escudos):
infração e a culpa do agente o justifiquem.
a) A violação do dever de confidencialidade previsto
2. Ficam sujeitos à aplicação da sanção assessória
no artigo 21.º;
os adjudicatários que na execução do contrato tenham
praticado acto que, comprovadamente, consubstancia
b) A prestação de falsas declarações.
causa da rescisão imputável aos mesmos.
3. Constitui contra-ordenação simples punível com
3. A sanção acessória a que se refere o número anterior
coima de 5.000$00 (cinco mil escudos) a 15.000$00
2 000000 001996

deve ser fixada segundo a gravidade da infração e a culpa


(quinze mil escudos), aplicável aos membros dos órgãos
do agente, determinado por regulamento da entidade
responsáveis pela condução do procedimento, a não
competente para a aplicar.
comparência no dia, na hora e no local, fixados para a
Artigo 191.º outorga do contrato.

Publicidade da sanção acessória 4. As entidades adjudicantes têm responsabilidades


objectivas pelos actos praticados pelos seus representantes
As decisões definitivas de aplicação da sanção acessória ou funcionários intervenientes na condução de procedi-
prevista no artigo anterior são publicitadas no portal de mentos nos termos do presente artigo.
contratação pública e no site de ARAP durante todo o período
da respectiva inabilidade, nos termos do artigo 190.º. Artigo 194.º

Artigo 192.º Sanções por actuação antiética

Responsabilidade Criminal 1. Os intervervenientes no Sistema Nacional de


Contratação Pública, nomeadamente, interessados no
O desrespeito pelo infractor da decisão de aplicação procedimento, os responsáveis pela condução do procedi-
definitiva da sanção acessória prevista no artigo 190.º mento, o júri, e funcionários da adminsitração pública, e
constitui crime de desobediência nos termos do Código os operadores económicos, não podem cometer actos de
Penal. corrupção, fraude, colusão, coersão e obstrução, sob pena
de exclusão da proposta, ou caducidade da adjudicação.
Artigo 193.º
2. A prática dos actos previstos no número anterior
Contra-ordenações praticadas pelos representantes das enti-
dades responsáveis pela condução do procedimento pode ainda ser punida nos termos previstos no número
ou por funcionários da Administração Pública 1 dos artigos 189.º e 193.º e no artigo 190.º.

1. Constitui contra-ordenação muito grave, punível com 3. A violação do dever de actuação ética pode ainda le-
coima de 50.000$00 (cinquenta mil escudos) a 75.000$00 var à revogação da acreditação da UGA e desqualificação
(setenta e cinco mil escudos): do membro integrante, pela ARAP.

a) A adoção do ajuste directo em manifesta e notória 4. As sanções e medidas previstas no número 3 podem
violação das regras do presente Código; ser tomadas a título cautelar, devendo, nesse caso, ter
carácter reservado, enquanto não decorrer processo
b) A adoção de regras discriminatórias e falseado- com audiência prévia do interessado, em que este possa
ras da concorrência nos documentos do pro- produzir prova e enquanto não for proferida a decisão.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 777


Artigo 195.º Artigo 199.º

Sanção por violação do dever de confidencialidade Tramitação electrónica do procedimento

A violação do dever de confidencialidade fará incorrer o 1. É objectivo do Estado implementar um sistema


infractor em responsabilidade civil, criminal e disciplinar, eletrónico de contratação pública, tendo em vista a tra-
nos termos legais. mitação dos procedimentos de formação dos contratos
sujeitos a este Código através de plataforma electrónica.
Artigo 196.º
2. A tramitação electrónica do procedimento de forma-
Tentativa e negligência ção dos contratos e a implementação e funcionamento da
plataforma electrónica serão regulados por diploma próprio.
1. A tentativa e a negligência são puníveis.
3. A utilização da plataforma será obrigatória, para
2. Em caso de negligência, os limites mínimos e máxi- todos os intervenientes do Sistema Nacional de Contrata-
mos das coimas previstas nos artigos anteriores são re- ção Pública – SNCP, devendo ser fixado um prazo para o
duzidos para metade. efeito, no diploma que se refere o número anterior.
Artigo 200.º
Artigo 197.º
Contagem de prazos
Regime aplicável
1. À contagem dos prazos são aplicáveis as seguintes
Às contra-ordenações previstas neste Código aplica-se regras:
o disposto no regime geral das contra-ordenações.
a) Não se inclui na contagem o dia em que ocorrer o
TÍTULO VII evento a partir do qual o prazo começa a correr;

Disposições finais b) O prazo começa a correr independentemente


de quaisquer formalidades e suspende-se nos
Artigo 198.º sábados, domingos e feriados nacionais; e
2 000000 001996

Notificações e comunicações c) O termo do prazo que caia em dia em que o ser-


viço perante o qual deva ser praticado o acto
1. Quaisquer notificações ou comunicações entre a não esteja aberto ao público, transfere-se
entidade adjudicante, o júri ou a entidade responsável para o primeiro dia útil seguinte.
pela condução do procedimento e os interessados, os
candidatos, os concorrentes ou o adjudicatário devem ser 2. Os prazos fixados para apresentação de propostas,
efetuadas por escrito e em português, e enviadas por cor- de candidaturas, eventuais prorrogações dos referidos
reio electrónico, por fax, por via postal mediante registo prazos, bem como o prazo durante o qual o concorrente
com aviso de recepção, ou entregues directamente junto fica vinculado a manter a proposta ou candidatura, são
da entidade responsável pela condução do procedimento, contínuos ou corridos, não se suspendendo nos sábados,
contra a entrega de recibo. domingos e feriados.
Artigo 201.º
2. As notificações ou comunicações consideram-se
efetuadas: Impostos

a) Na data da respectiva recepção pelos serviços do As quantias indicadas no presente Código, bem como o
órgão responsável pela condução do procedi- valor do contrato, o preço base e o preço contratual não in-
mento, quando apresentada presencialmente; cluem quaisquer impostos, designadamente o imposto sobre
o valor acrescentado, ficando sujeitos a legislação própria.
b) Na data constante do relatório de entrega, quando Artigo 202.º
enviada por email;
Auditorias realizadas pela ARAP
c) Na data da assinatura do aviso de recepção,
1. Sem prejuízo das auditorias realizadas pelas en-
quando apresentada por via postal mediante
tidades competentes, dentro das suas atribuições, a
registo com aviso de recepção; ou
ARAP realiza auditorias periódicas aos procedimentos de
d) Na data constante de relatório de transmissão contratação pública realizados pelas entidades sujeitas
bem-sucedido, quando apresentada por fax. à aplicação do presente diploma.

2. Os relatórios das auditorias efetuadas pela ARAP


3. As comunicações que tenham como destinatário a
devem ser publicitados no seu website.
entidade adjudicante, o júri ou a entidade responsável
pela condução do procedimento e que sejam efetuadas Aprovada em 27 de Fevereiro de 2015.
por correio eletrónico ou por fax após as 17 horas do lo-
cal de recepção, presumem-se feitas às 10 horas do dia O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
útil seguinte. Ramos

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778 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

ANEXO I ca/Podem ser admitidos todos os interessados que não


se encontrem em nenhuma das situações referidas no
Modelo de anúncio do concurso público artigo [70.º] do Código da Contratação Pública (2).
Anúncio de concurso público nº [identificar]
Só podem ser admitidos os concorrentes que tenham
(a que se refere o número 1 do artigo 24.º do Código da as habilitações profissionais requeridas para execução
Contratação Pública) das prestações do contrato [especificar habilitações e
base legal, se aplicável]
1. Entidade Adjudicante [indicar nome, endereço
postal, endereço de correio eletrónico e número de fax]
Só podem ser admitidos os concorrentes que satisfaçam
2. Órgão competente para a decisão de contratar os seguintes requisitos técnicos e/ou financeiros [indi-
e órgão competente para autorizar despesa car], a comprovar pelos seguintes meios [indicar].

3. Entidade responsável pela condução do proce- 14. Modo de apresentação das propostas: [indicar]
dimento [indicar nome, endereço postal, endereço de
correio eletrónico e número de fax] 15. Língua em que devem ser redigidas as propostas, bem
4. Financiamento: As despesas inerentes à celebra- como os documentos que as acompanham;
ção do contrato são financiadas por [indicar fonte do
financiamento] 16. Data de apresentação de propostas: Os interes-
sados devem entregar as propostas até [especificar
5. Objecto do Concurso: O presente concurso destina-se data, hora e local, meios e endereços ou contatos]
a [especificar sucintamente o objecto do contrato]
17. Prazo de manutenção das propostas: Os concor-
6. Local da execução do contrato: [explicitar local]
rentes ficam vinculados à manutenção das propostas
7. Prazo de execução do contrato: pelo prazo de [indicar], [devendo ser prestada caução
de garantia de manutenção das propostas no valor
[Prazo contratual de [indicar] dias/ meses a contar de [especificar percentagem] do valor estimado do
da data da celebração do contrato] contrato (se aplicável)]
2 000000 001996

[No caso de empreitada de obras públicas: […]


18. Critério de adjudicação: O critério de adjudicação
8. Preço máximo a pagar pela entidade adjudi- é [o do preço mais baixo/ proposta economicamente
cante (facultativo) mais vantajosa]

9. Obtenção dos documentos do concurso: Os do- [No caso do critério da proposta economicamente
cumentos relativos ao presente concurso podem ser mais vantajosa, devem ser indicados os factores de
obtidos através de [especificar] avaliação das propostas e respetiva ponderação, por
ordem decrescente de importância]
[Indicar o serviço, com menção do respectivo endereço e
horário de funcionamento onde podem ser consultados os
documentos do concurso e obtidas cópias dos mesmos] 19. Ato público: O ato público de abertura das pro-
postas tem lugar em [especificar local, data e hora],
10.Custo dos documentos de concurso (se aplicável): podendo no mesmo intervir todos os concorrentes e
[O custo dos documentos é de [especificar custo]. O os representantes dos concorrentes devidamente cre-
pagamento deve ser efetuado através de [especificar denciados para o efeito.
modo de pagamento - por exemplo cheque, numerá-
rio, transferência bancária] a favor de [especificar a 20. Se há ou não lugar a negociação e, em caso afir-
entidade a favor de quem o pagamento é feito]. O pa- mativo, os aspectos que não podem ser objecto de ne-
gamento deve ser efetuado até [especificar prazo] gociação
11. Não são admitidas propostas com variantes /são
admitidas propostas com variantes, nas condi- 21. Cauções e garantias eventualmente exigidas
ções definidas no Programa do Concurso e Caderno
de Encargos (indicar consoante o caso). Caso sejam 22. Outras informações
admitidas propostas com variantes, indicar o número
de variantes admitidas. 23. Identificação do autor do anúncio: [nome/ cargo]

12.Divisão em lotes (se for o caso), com identificação 24. Lei aplicável ao procedimento:
para cada lote do respetivo objecto e valor estimado.
Indicação da possibilidade de concorrer a um, a vá- Data do envio do anúncio
rios ou a todos os lotes.

13. Requisitos de admissão: Podem ser admitidos os . . . (local), . . . (data), . . ., assinatura …


interessados com nacionalidade, sede ou estabeleci-
mento principal na República de Cabo Verde (1) que (1)Em caso de publicidade nacional.
não se encontrem em nenhuma das situações referi-
das no artigo [70.º] do Código da Contratação Públi- (2)Em caso de publicidade internacional.

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 779

ANEXO II blica/Podem ser admitidos todos os interessados que


não se encontrem em nenhuma das situações referi-
Modelo de anúncio do concurso público
das no artigo [70.º] do Código da Contratação Pública (2).
em duas fases
Só podem ser admitidos os concorrentes que tenham
Anúncio de concurso público em duas fases nº
as habilitações profissionais requeridas para execução
[identificar]
das prestações do contrato [especificar habilitações e
(a que se refere o número 1 do artigo 24.º do Código da base legal, se aplicável]
Contratação Pública) Só podem ser admitidos os concorrentes que satisfaçam
1. Entidade Adjudicante [indicar nome, endereço os seguintes requisitos técnicos e/ou financeiros [indicar],
postal, endereço de correio eletrónico e número de fax] a comprovar pelos seguintes meios [indicar].

2. Órgão competente para a decisão de contratar 13. Modo de apresentação das propostas técnicas
e órgão competente para autorizar despesa iniciais, das propostas técnicas finais e das
propostas financeiras: [indicar]
3. Entidade responsável pela condução do proce-
dimento [indicar nome, endereço postal, endereço de 14. Língua em que devem ser redigidas as propostas,
correio eletrónico e número de fax] bem como os documentos que as acompanham;
15. Data de apresentação de propostas técnicas
4. Financiamento: As despesas inerentes à celebra-
ção do contrato são financiadas por [indicar fonte do iniciais: Os interessados devem entregar as
financiamento] propostas até [especificar data, hora e local, meios e
endereços ou contatos]
5. Objecto do Concurso: O presente concurso destina-se a
[especificar sucintamente o objecto do contrato] 16. Prazo de manutenção das propostas: Os
concorrentes ficam vinculados à manutenção das
[No caso de empreitada de obras públicas, deve ser propostas pelo prazo de [indicar], [devendo ser
indicado o tipo de empreitada, nos termos do disposto prestada caução de garantia de manutenção das
no artigo [●] do [●] e as modalidades de pagamento propostas no valor de [especificar percentagem] do
do preço] valor estimado do contrato (se aplicável)
2 000000 001996

6. Local da execução do contrato: [explicitar local] 17. Ato público de abertura das propostas técnicas
iniciais: O ato público de abertura das propostas
7. Prazo de execução do contrato: técnicas iniciais tem lugar em [especificar local,
[Prazo contratual de [indicar] dias/ meses a contar data e hora], podendo no mesmo intervir todos os
da data da celebração do contrato] concorrentes e os representantes dos concorrentes
devidamente credenciados para o efeito.
[No caso de empreitada de obras públicas: […]
18. Prazo de apresentação de propostas técnicas
8. Preço máximo a pagar pela entidade adjudi- finais e das propostas financeiras: Os
cante (facultativo) interessados devem entregar as propostas técnicas
finais e as propostas financeiras no prazo de [indicar]
9. Obtenção dos documentos do concurso: Os do- dias a contar da data do envio do convite
cumentos relativos ao presente concurso podem ser
obtidos através de [especificar] 19. Critério de adjudicação: Indicar os factores de
avaliação das propostas e respetiva ponderação, por
[Indicar o serviço, com menção do respetivo endereço ordem decrescente de importância
e horário de funcionamento onde podem ser consulta-
dos os documentos do concurso e obtidas cópias dos 20. Ato público de abertura das propostas
mesmos] técnicas finais e das propostas financeiras: O
ato público de abertura das propostas técnicas finais
10. Custo dos documentos de concurso (se aplicá- e das propostas financeiras tem lugar em [especificar
vel): [O custo dos documentos é de [especificar custo]. local, data e hora], podendo no mesmo intervir todos
O pagamento deve ser efetuado através de [especifi- os concorrentes e os representantes dos concorrentes
car modo de pagamento - por exemplo cheque, nume-
devidamente credenciados para o efeito
rário, transferência bancária] a favor de [especificar
a entidade a favor de quem o pagamento é feito]. O 21. Cauções e garantias eventualmente exigidas
pagamento deve ser efetuado até [especificar prazo]
22. Outras informações
11. Divisão em lotes (se for o caso), com identificação
para cada lote do respetivo objecto e valor estimado. 23. Identificação do autor do anúncio: [nome/ cargo]
Indicação da possibilidade de concorrer a um, a vá- 24. Lei aplicável ao procedimento:
rios ou a todos os lotes
Data do envio do anúncio
12. Requisitos de admissão: Podem ser admitidos os
interessados com nacionalidade, sede ou estabeleci- . . . (local), . . . (data), . . ., assinatura …
mento principal na República de Cabo Verde (1) que
(1) Em caso de publicidade nacional.
não se encontrem em nenhuma das situações refe-
ridas no artigo [70.º] do Código da Contratação Pú- (2) Em caso de publicidade internacional.

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780 I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015

ANEXO III /Podem ser admitidos todos os interessados que não


se encontrem em nenhuma das situações referidas
Modelo de anúncio do concurso limitado por pré-
no artigo [70.º] do Código da Contratação Pública (2).
via qualificação
Só podem ser admitidos os candidatos/ concorrentes
Anúncio de concurso limitado por prévia qualifi- que tenham as habilitações profissionais requeridas
cação nº [identificar] para execução das prestações do contrato [especificar
(a que se refere o número 1 do artigo 24.º do Código da habilitações e base legal, se aplicável]
Contratação Pública)
14. Modo de apresentação das candidaturas/ pro-
1. Entidade Adjudicante [indicar nome, endereço postas: [indicar]
postal, endereço de correio eletrónico e número de fax]
15. Língua em que devem ser redigidas as candidaturas/
2. Órgão competente para a decisão de contratar propostas, bem como os documentos que as acompanham;
e órgão competente para autorizar a despesa
16. Data de apresentação de candidaturas: Os inte-
3. Entidade responsável pela condução do proce- ressados devem entregar as candidaturas até [especifi-
dimento [indicar nome, endereço postal, endereço de car data, hora e local, meios e endereços ou contactos]
correio eletrónico e número de fax] 17. Requisitos e critérios para a qualificação [indicar]
4. Financiamento: As despesas inerentes à celebra- 18. Número mínimo e máximo de candidatos a
ção do contrato são financiadas por [indicar fonte do qualificar (se aplicável)
financiamento]
19. Ato público de abertura das candidaturas: O ato
5. Objecto do Concurso: O presente concurso destina- público de abertura das candidaturas tem lugar em [es-
se a [especificar sucintamente o objecto do contrato] pecificar local, data e hora], podendo no mesmo intervir
todos os candidatos e os representantes dos candidatos
6. Local da execução do contrato: [explicitar local]
devidamente credenciados para o efeito;
7. Prazo de execução do contrato: 20. Prazo de apresentação de propostas: Os inte-
[Prazo contratual de [indicar] dias/ meses a contar ressados devem entregar as propostas no prazo de
da data da celebração do contrato] [indicar] dias a contar da data do envio do convite
2 000000 001996

[No caso de empreitada de obras públicas: […] 21. Prazo de manutenção das propostas: Os concor-
rentes ficam vinculados à manutenção das propostas
8. Preço máximo a pagar pela entidade adjudi- pelo prazo de [indicar], [devendo ser prestada caução
cante (facultativo) de garantia de manutenção das propostas no valor
de [especificar percentagem] do valor estimado do
9. Obtenção dos documentos do concurso: Os do- contrato (se aplicável]]
cumentos relativos ao presente concurso podem ser
obtidos através de [especificar] 22. Critério de adjudicação: O critério de adjudica-
ção é [o do preço mais baixo/ proposta economica-
[Indicar o serviço, com menção do respetivo endereço e mente mais vantajosa]
horário de funcionamento onde podem ser consultados os
documentos do concurso e obtidas cópias dos mesmos] [No caso do critério da proposta economicamente
mais vantajosa, devem ser indicados os factores de
10. Custo dos documentos de concurso (se aplicá- avaliação das propostas e respetiva ponderação, por
vel): [O custo dos documentos é de [especificar custo]. ordem decrescente de importância]
O pagamento deve ser efetuado através de [especifi-
23. Ato público de abertura das propostas: O ato
car modo de pagamento - por exemplo cheque, nume-
público de abertura das propostas tem lugar em [es-
rário, transferência bancária] a favor de [especificar
pecificar local, data e hora], podendo no mesmo in-
a entidade a favor de quem o pagamento é feito]. O
tervir todos os concorrentes e os representantes dos
pagamento deve ser efetuado até [especificar prazo] concorrentes devidamente credenciados para o efeito
11. São/ não são admitidas propostas com variantes 24. Se há ou não lugar a negociação e, em caso afirmati-
/são admitidas propostas com variantes, nas vo, os aspectos que não podem ser objecto de negociação
condições definidas no Programa do Concurso e Ca-
derno de Encargos (indicar consoante o caso) 25. Cauções e garantias eventualmente exigidas

12. Divisão em lotes (se for o caso), com identificação 26. Outras informações
para cada lote do respetivo objecto e valor estimado. 27. Identificação do autor do anúncio: [nome/ cargo]
Indicação da possibilidade de concorrer a um, a vá-
rios ou a todos os lotes 28. Lei aplicável ao procedimento:

13. Requisitos de admissão: Podem ser admitidos os Data do envio do anúncio


interessados com nacionalidade, sede ou estabeleci- (1) Em caso de publicidade nacional.
mento principal na República de Cabo Verde que não
se encontrem em nenhuma das situações referidas (2) Em caso de publicidade internacional.
no artigo [70.º] do Código da Contratação Pública (1) . . . (local), . . . (data), . . ., assinatura …

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 781

ANEXO IV crimes que, nos termos do regime jurídico de


acesso e permanência na actividade de cons-
Modelo de declaração de inexistência de impedi- trução, impeçam o acesso a essa actividade;
mentos
(a que se refere o artigo 71.º do Código da Contratação g) Não participou, nem virá a participar, directa
Pública) ou indirectamente, e por qualquer meio, na
preparação do procedimento, bem como não
1 - ... (nome, número de documento de identificação e se encontra nessa situação seu representan-
morada), na qualidade de representante legal de (1) . te ou funcionário;
. . (firma, número de identificação fiscal e sede ou, no
caso de agrupamento concorrente, firmas, números h) Não participou, ou nem virá a participar, di-
de identificação fiscal e sedes), candidato/concorren- recta ou indirectamente, em contrato que se
tes no procedimento de . . . (designação ou referência encontre abrangido pelos serviços de consul-
ao procedimento em causa), declara, sob compromis- toria objecto do procedimento, bem como não
so de honra, que a sua representada (2): se encontra nessa situação seu representan-
te ou funcionário.
a) Não se encontra em estado de insolvência,
ou em situação de falência, de liquidação, de 2 - O declarante junta em anexo [ou indica . . . como
cessação de actividade, sujeita a qualquer endereço do sítio da Internet onde podem ser con-
meio preventivo de liquidação de patrimó- sultados (5)] os documentos comprovativos de que a
nios ou em qualquer situação análoga, nem sua representada (6) não se encontra nas situações
tem o respetivo processo pendente; previstas nas alíneas b), d), e) e f) do número 1 supra (7).

b) Não foi condenado, ou no caso de pessoas co- 3 - O declarante tem pleno conhecimento de que a pres-
lectivas, não foram condenados os membros tação de falsas declarações implica, consoante o caso,
dos órgãos de gerência ou de administra- a exclusão da candidatura ou da proposta ou cadu-
2 000000 001996

ção em efetividade de funções, por sentença cidade da adjudicação, bem como constitui contra-
transitada em julgado, por crime ou por ofen- ordenação muito grave, a qual pode determinar a
sa relativa à sua conduta profissional (3); aplicação da sanção acessória de privação do direito
de participar, como candidato, como concorrente ou
c) Não se encontra impedido de participar em como membro de agrupamento candidato ou con-
procedimentos de contratação por ter apre- corrente, em qualquer procedimento adoptado para
sentado, em procedimento anterior, informa- a formação de contratos públicos, sem prejuízo da
ção falsa; participação à entidade competente para efeitos de
procedimento criminal.
d) Tem a sua situação regularizada relativa-
mente a contribuições para a segurança . . . (local), . . . (data), . . . [assinatura]
social em Cabo Verde ou no Estado de que
sejam nacionais ou no qual se situe o seu es- (1) Aplicável apenas a concorrentes que sejam pessoas
tabelecimento principal; colectivas.

e) Tem a sua situação regularizada relativamen- (2) No caso de o concorrente ser uma pessoa singular,
te a impostos devidos ao Estado cabo-verdia- suprimir a expressão «a sua representada».
no ou ao Estado de que seja nacional ou no
(3) Indicar se, entretanto, ocorreu a respectiva reabilitação.
qual se situe o seu estabelecimento principal;
(4) Aplicável apenas aos procedimentos para a formação de
f) Não foi condenado, ou, no caso de pessoas co-
contrato para a prestação de serviços de consultoria;
lectivas, não foram condenados os membros
dos órgãos de gerência ou de administração (5) Acrescentar as informações necessárias à consulta,
em efetividade de funções, por sentença tran- se for o caso.
sitada em julgado, pelo crime de participação
em actividades de uma organização crimino- (6) No caso de o concorrente ser uma pessoa singular,
sa, de corrupção, de fraude ou de branquea- suprimir a expressão «a sua representada».
mento de capitais, ou, no caso de o procedi-
mento visar a celebração de um contrato de (7) Apenas aplicável após a notificação da decisão de ad-
empreitada de obras ou de um contrato de judicação, nos termos previstos no artigo 102.º do Código
concessão de obras públicas, pela prática de da Contratação Pública.

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ANEXO V ANEXO VI

Modelo de declaração de aceitação do caderno Modelo de fichas de contratos


de encargos
Registo dos Contratos nº [identificar]
(a que se refere a alínea b) do n.º 1 do artigo 79º do (a que se refere o artigo 25º do Código da Contratação
Código da Contratação Pública) Pública)
1 - . . . (nome, número de documento de identificação e 1. Objecto do Contrato – identificar o objecto de-
morada), na qualidade de representante legal de (1) . finido no contrato
. . (firma, número de identificação fiscal e sede ou, no
2. Valor do Contrato1 – indicar o custo total da
caso de agrupamento concorrente, firmas, números
contratação, sem imposto
de identificação fiscal e sedes), tendo tomado inteiro
e perfeito conhecimento do caderno de encargos 3. Tipo de procedimento2 – indicar o tipo de pro-
relativo à execução do contrato a celebrar na cedimento escolhido
sequência do procedimento de . . . (designação ou 4. Publicação3 – indicar a data e o local da publi-
referência ao procedimento em causa), declara, sob cação do procedimento
compromisso de honra, que a sua representada (2) se
obriga a executar o referido contrato em conformidade 5. Adjudicante - identificar a entidade adjudicante
com o conteúdo do mencionado caderno de encargos, 6. Adjudicatário – identificar a entidade adjudi-
relativamente ao qual declara aceitar, sem reservas, catária
todas as suas cláusulas.
7. Data de assinatura – indicar data em que o
2 - Declara também que executará o referido contrato contrato foi assinado
nos termos previstos nos seguintes documentos, que
8. Duração do contrato – indicar a duração tempo
junta em anexo (3): para execução do contrato
a) . . .
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9. Cláusula de renovação – indicar se o contrato


é renovável ou não
b) . . .
10. Financiamento - indicar o projecto e a rubrica
3 - Declara ainda que renuncia a foro especial e se económica na qual o contrato será executado
submete, em tudo o que respeitar à execução do
referido contrato, ao disposto na legislação cabo- ANEXO VII
verdiana aplicável. Modelo de ficha de registo de contratações
4 - O declarante tem pleno conhecimento de que a Registo da contratação nº [identificar o número do
prestação de falsas declarações implica, consoante procedimento]
o caso, a exclusão da proposta apresentada ou a
(a que se refere o número 2 do artigo 27º do Código da
caducidade da adjudicação que eventualmente sobre
Contratação Pública)
ela recaia e constitui contra-ordenação muito grave,
nos termos do Código da Contratação Pública, a qual 1. Identificação das prestações objecto do procedi-
pode determinar a aplicação da sanção acessória de mento – identificar o que objecto definido nos documen-
privação do direito de participar, como candidato, tos de procedimento;
como concorrente ou como membro de agrupamento 2. Decisão de contratar4, decisão de aprovação da
candidato ou concorrente, em qualquer procedimento despesa e decisão de escolha do procedimento5 –
adoptado para a formação de contratos públicos, sem informar o teor das decisões de contratar e de aprovar
prejuízo da participação à entidade competente para despesa com identificação do decisor e identificar o pro-
efeitos de procedimento criminal. cedimento escolhido e o fundamento caso o critério da
escolha tiver sido em função da matéria;
. . . (local), . . . (data), . . . [assinatura)].
3. Rubrica económica – indicar o projecto e a rubrica
(1) Aplicável apenas a concorrentes que sejam pessoas orçamental em que despesa será cabimentada;
colectivas.
4.Documentos do procedimento6 – identificar os do-
(2) No caso de o concorrente ser uma pessoa singular, cumentos de procedimentos produzidos;
suprimir a expressão «a sua representada». 1
Ver Artigo 31º do CCP
2
Ver o Artigo 29º do CCP
(3) Enumerar todos os documentos que constituem a 3
Ver Artigos 24º e 25º do CCP
proposta, para além desta declaração, nos termos do
4
Ver Artigos 55º e 56º do CCP
5
Ver Artigos 30º e 34º do CCP
disposto no artigo [77º] do Código da Contratação Pública. 6
Ver Artigo 40º do CCP

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I SÉRIE — NO 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 14 DE ABRIL DE 2015 783

5. Esclarecimentos relativamente aos documentos Resolução nº 126/VIII/2015


do procedimento7 – registar os pedidos de esclareci-
de 14 de Abril
mentos e as respostas caso houverem, bem como as datas
que ambos foram feitas; A Assembleia Nacional vota, nos termos do artigo 181.º da
Constituição conjugado com o artigo 277.º do Regimento,
6. Retificações aos documentos do procedimento8 a seguinte Resolução:
– registar as retificações feitas pela entidade adjudicante Artigo único
ou UGA, aos documentos de procedimentos decorrente São eleitos os cidadãos Aristides Raimundo Lima, João
dos esclarecimentos; Pinto Semedo e José Manuel Avelino de Pina Delgado para
desempenharem o cargo de Juiz do Tribunal Constitucional.
7. Identificação dos candidatos e/ou dos concor- Aprovada aos 26 de Março de 2015.
rentes – identificar os candidatos e concorrentes para
Publique-se.
concurso limitado por prévia qualificação e de consultoria
e os concorrentes, para os demais procedimentos; O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos
––––––
9. Candidaturas, caso aplicável, e propostas – re- Resolução nº 127/VIII/2015
gistar que candidaturas foram apresentadas no concurso
de 14 de Abril
limitado por prévia qualificação e de consultoria e as
propostas que foram entregues; A Assembleia Nacional vota, nos termos do artigo 181.º
da Constituição conjugado com os artigos 277.º e 288.º do
10. Esclarecimentos relativamente às candidatu- Regimento, a seguinte Resolução:
ras, quando aplicável, e às propostas9 - registar os Artigo único
pedidos de esclarecimentos às candidaturas e às propos- São eleitos os cidadãos Maria do Rosário Lopes Pereira
tas e as respostas caso houverem, bem como as datas que (Presidente), Amadeu Luiz António Barbosa, Arlindo
ambos foram feitas; Tavares Pereira, Cristina Maria Neves de Sousa Nobre
Leite Bastos e Elba Helena Rocha Pires para desem-
11. Atas do ato público10, quando aplicável, bem penharem o cargo de membro da Comissão Nacional de
como outras atas relevantes do procedimento – Eleições (CNE).
informar sobre a ata do ato público, se houve produção Aprovada aos 26 de Março de 2015.
de outras atas com o devido registo da data, local e hora
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Publique-se.
do ocorrido, bem como se foi extraído a certidão;
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos
12. Relatórios de avaliação das candidaturas, ––––––
quando aplicável, e de avaliação das propostas11 Resolução nº 128/VIII/2015
– registar se houve produção de relatórios de avaliação, de 14 de Abril
preliminar e final e as respetivas datas; A Assembleia Nacional vota, nos termos do artigo 181.º
da Constituição conjugado com os artigos 277.º e 287.º do
13. Documentos das negociações, quando aplicá- Regimento, a seguinte Resolução:
vel12 – identificar os documentos de negociação produzidos,
Artigo único
nomeadamente, notificações, atas, relatórios e outros no
âmbito de contratação de serviço de consultoria; São eleitos os cidadãos Filomeno Rocha Afonso (Presi-
dente), Alfredo Henrique Mendes Dias Pereira, Jacinto
14. Decisão sobre a adjudicação – informar da decisão José Araújo Estrela, Karine de Carvalho Andrade Ramos
da adjudicação, a entidade que decidiu e a data; e Maria Augusta Évora Tavares Teixeira para desem-
penharem o cargo de membro da Agência Reguladora
15. Identificação do adjudicatário – identificar o para a Comunicação Social.
adjudicatário; Aprovada aos 26 de Março de 2015.
Publique-se.
16. Valor do contrato13 – registar o valor total do con-
O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos
trato sem impostos;
––––––
16. Minuta do contrato e contrato14 – informar se houve Resolução nº 129/VIII/2015
a produção de minuta de contrato e contrato e registar de 14 de Abril
as partes que rubricaram o contrato bem como a data;
A Assembleia Nacional vota, nos termos do artigo
181.º da Constituição conjugado com o artigo 277.º do
17. Outros documentos relevantes – registar outras
Regimento, a seguinte Resolução:
informações ou documentos que entenda importante e
que não estejam identificados nos números acima. Artigo único
São eleitos os cidadãos Faustino Varela Monteiro,
7
Ver Artigo 52º do CCP José Maria Vaz de Pina e Djamilson Lenine Estrela Vi-
8
Ver Artigo 53º do CCP gano Pinto para desempenharem o cargo de membro da
9
Ver Artigo 97º do CCP Comissão Nacional de Protecção de Dados.
10
Ver Artigos 122º nº 11 e 125º do CCP
11
Ver Artigos 129º e 130º do CCP Aprovada aos 26 de Março de 2015.
12
Ver Artigos 171º e 172º do CCP Publique-se.
13
Ver Artigo 31º do CCP
14
Ver Artigos 112º, 115º e 116º do CCP O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos

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I SÉRIE

BOLETIM
O FI C I AL
Registo legal, nº 2/2001, de 21 de Dezembro de 2001

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I.N.C.V., S.A. informa que a transmissão de actos sujeitos a publicação na I e II Série do Boletim Oficial devem
obedecer as normas constantes no artigo 28º e 29º do Decreto-Lei nº 8/2011, de 31 de Janeiro.

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