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Vícios e virtudes, uma escolha

Samanta Obadia 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Samanta Obadia


Aristóteles conceitua as virtudes, dividindo-as em duas: as intelectuais e as morais. A
primeira nasce e progride graças aos resultados da educação. Portanto, leva tempo e
demanda experiência; enquanto a segunda, é o resultado do hábito (ethos), que imprime em
nós capacidade de praticar atos justos.
Para o filósofo, nosso carácter é formado a partir da repetição dos atos progressivos por
meio do hábito, pois somos capazes de praticar bem aqueles atos que já fizemos antes, e eles
podem ser aperfeiçoados tanto para melhor ou para pior. Com o hábito, adquirimos as
virtudes morais e nos tornamos virtuosos pelo exercício, assim como os homens tornam-se
justos praticando a justiça.
São as disposições viciosas ou virtuosas que constituem um carácter. Somos todos
responsáveis por nossos atos, assim como também pelos nossos vícios. Somente aqueles
indivíduos que têm suas atividades conforme a virtude se tornarão virtuoso e, assim, atingem
sua finalidade humana, sendo que o fim humano consiste, portanto, na busca da sabedoria.

O bem maior realizável para o homem é aperfeiçoar-se enquanto homem.

A infelicidade humana advém da ausência de virtude, pois aquele que pratica atos injustos
não alcançará seu objetivo final por tender sempre para os pontos extremos (vícios), ficando
além do meio-termo que é uma virtude.

Segundo Aristóteles, o homem que age de acordo com o princípio intelectivo vai
solidificando o hábito de agir sempre de modo correcto sem pender para os excessos ou as
faltas que, segundo ele, são os vícios. Esse se mantém firme no justo meio (meio-termo). A
virtude moral é uma virtude ética adquirida pelo hábito. A educação é o modo correcto de
adquiri-lo, daí a necessidade de praticar acções conforme a virtude e por escolha voluntária
por toda a vida e não somente em alguns momentos.

Somente aquele que pratica atos voluntários age justamente, pois o homem virtuoso deve
agir por escolha e de modo voluntário. Aquele que age de acordo com o princípio intelectual,
cumpre por meio de escolhas que são traduzidas em acções. Somente a escolha está em
nosso poder e por ser uma escolha somos os responsáveis pelas consequências.

Segundo Aristóteles, desejamos sempre aquilo que está ao nosso alcance. Portanto, somos
responsáveis por praticar tanto os atos nobres como os atos vis. A virtude moral é um meio-
termo entre dois vícios que envolvem excesso e a deficiência. A escolha está ligada à virtude.
Assim, podemos escolher o que iremos nos tornar. E para que nos tornemos bons devemos
desde o início praticar o Bem. Do mesmo modo quando decidimos mal, tal ato será mau, pois
o que dirige a escolha é o carácter individual do sujeito que põe em prática tal ato que pode
ser bom ou mau.