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RESUMO ANALÍTICO

PASSOS, Elizete Silva. Tendências da ética profissional na modernidade. Revista


Bras. Enf. 46(1), jan/mar. 1993. 56-62.

O texto de Elizete Silva Passos fora escrito nos meados da década de 1990,
apesar disso, ele continua extremamente atual, uma vez que, as inquietações, o
cenário sócio-político-econômico e os anseios da sociedade brasileira daqueles dias
mostram-se identificados com as mesmas questões atuais. Assim, as ideias e
reflexões apresentadas no artigo permanecem contribuindo para a formação de
profissionais mais éticos.
A autora inicia o texto, justamente, apresentando o panorama social brasileiro.
No tópico seguinte, Elizete Passos faz uma abordagem histórico-filosófica desde a
concepção da modernidade na sociedade ocidental. Para ela, as revoluções
burguesas - Revolução Gloriosa, Revolução Industrial, Independência dos EUA e a
Revolução Francesa - marcam uma virada no modo das pessoas se sentirem no
mundo. A análise de Silva Passos coloca três correntes de posicionamentos sobre os
valores morais: tradição teológica, indivíduos amorais e os que consideram que há
crise na consideração sobre os valores morais. Para Elizete Silva, o egoísmo e o
individualismo são as causas dessa mudança de encarar os valores morais no mundo
ocidental.
Para a vertente que aceita que há uma crise instalada no seio da sociedade
e, que os valores éticos - moralidade coletiva - passaram a ter menos importância que
os valores individuais, o questionamento, a busca por mudanças e a luta por encontrar
uma superação são as marcas mais indeléveis desse grupo de atores.
Continuando sua análise sobre a ética profissional, Passos destaca que há
uma diferenciação entre a moral social e a moral seguida por grupos profissionais, a
exemplo da medicina, psicologia e direito dentre outras profissões. A sociedade é
regida por valores mais gerais, ao passo que os grupos profissionais seguem valores
mais específicos.
Via de regra, esses vários grupos profissionais seguem Códigos de Ética -
escritos. Os quais, segundo Elizete Passos, contribuem, sobretudo, para a
consolidação das desigualdades sociais, o culto ao capital e, principalmente como
elemento psicológico de convencimento da consciência para que se possa praticar
determinados atos, considerados imorais pela moralidade geral da sociedade,
portanto reprováveis, no entanto, aceitos moralmente dentro de determinada
profissão.
Por fim, ela apresenta, a partir de sua ótica, como deveriam ser os códigos de
ética profissional, a saber: mais humanizados, que levassem em consideração as
relações profissionais entre os diferentes entes que as compõem, inclusive,
considerando níveis hierarquicamente diferentes, superando assim a mera
reprodução de regras estanques sobre a condução da atividade profissional do grupo.
sobre essa questão, Elizete Silva Passos escreveu: "Em síntese, se queremos ter uma
sociedade mais justa, humana e menos discriminatória, devemos ver os homens como
seres vivos, capazes de pensar e de criar valores e não como seres que devem ser
modelados e manipulados." (p. 62). A respeito dos códigos das categorias
profissionais acentua a autora: "os códigos de ética devem assumir um compromisso
de vida e com a vida." (p. 62).
Ainda na esteira dessa questão do humanismo, Passos defende como
elemento nevrálgico para os códigos de ética profissional a questão do pluralismo,
com respeito à diversidade cabal, não apenas social ou étnica ou econômica. Para
que se possa ter menos práticas desonestas e comportamentos moralmente
inadequados.