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Escola Básica 2º, 3º Ciclos João Villaret

Teste de Português
9º Ano
Nome__________________________________________________________________ Nº____
Turma_____

Grupo I

Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.


Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de acordo com
o sentido do texto.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez.

COLUNA A COLUNA B

(a) Romance que é, provavelmente, o melhor do (1) Anna Karenina


seu autor e cuja primeira frase poderia servir de
modelo. (2) As Intermitências da Morte

(b) Obra-prima de um autor galardoado com um (3) Cem Anos de Solidão


Nobel e cuja primeira frase expressa um
sentimento de melancolia. (4) (4) Conversa na Catedral

(c) Romance cujo narrador se apresenta com (5)Memórias Póstumas de Brás Cubas
simplicidade.
(6)Moby Dick
(d) Narrativa que apresenta marcas da ironia do
seu autor e cuja primeira frase é desconcertante (7)O Bom Soldado
para o leitor.
(8) Os Maias
(e) Obra cuja primeira frase poderá ficar gravada
na memória de quem a ler em voz alta.
2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1. a 2.4.), a única opção que permite obter uma afirmação
adequada ao sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

2.1. Os excertos apresentados a propósito de cada grande primeira frase têm em comum o facto de todos
incluírem
(A) a data de publicação da obra e o nome da personagem principal.
(B) o nome do autor, a sua nacionalidade e um retrato.
(C) o título da obra, a data de nascimento do autor e um retrato.
(D) a data de publicação da obra referida e o seu título.

2.2. Considerando a informação biográfica sobre os autores, o escritor Machado de Assis nunca poderia
ter lido a primeira frase do livro de
(A) Herman Melville.
(B) Mario Vargas Llosa.
(C) Eça de Queirós.
(D) Lev Tolstoi.

2.3. A obra cuja primeira frase é comparada a uma notícia é


(A) As Intermitências da Morte.
(B) Conversa na Catedral.
(C) Moby Dick.
(D) Os Maias.

2.4. A expressão «pórtico por onde se entra num romance magistral» (linhas 29 e 30) contém uma
(A) personificação.
(B) metáfora.
(C) antítese.
(D) comparação.

3. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) «em que» (linha 24) refere-se a «aquela tarde remota».
(B) «o» (linha 24) refere-se a «o coronel Aureliano Buendía».
(C) «a» (linha 31) refere-se a «uma terceira releitura».
(D) «o que» (linha 34) refere-se a «um poema».
Grupo II

Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

"O meu filho quer ser vampiro. Fui com ele a uma livraria, na intenção de lhe comprar O Mandarim,
do Eça, e saímos de lá com uma coisa chamada Sangue Fresco. A coisa em causa tem um blogue ao
seu serviço e serviu de base a uma série para a televisão, True Blood, criada por Alan Ball, que já se
havia distinguido anteriormente ao produzir Sete Palmos de Terra. O meu filho convenceu-me
5 também a comprar e a ver com ele Crepúsculo, sobre uma bela adolescente, Isabella (Kristen
Stewart) que se apaixona por Edward Cullen (Robert Pattinson), um colega solitário e excessivamente
maquilhado. “Eu não sou um super-herói, pelo contrário, estou do outro lado”, explica Edward à
jovem, tentando justificar alguns dos seus estranhos poderes. Ela não se convence da maldade do
rapaz, e com razão. Trata-se, na verdade, de um vampiro light, que recusa alimentar-se de sangue
10 humano, o que a mim me parece uma perversão 1 horrorosa.
Quando eu tinha a idade do meu filho os vampiros eram honestamente maus e por isso gostávamos
tanto deles. Agora bebem cerveja sem álcool, café sem cafeína, não fumam, são estudantes aplicados
e demonstram uma exasperante propensão para a melancolia e o amor platónico. (…)
Conheci um vampiro. Foi em 2001. Passei aquele ano em Berlim, a escrever, beneficiando de uma
15 bolsa literária atribuída por uma instituição alemã. Uma noite a minha mulher adoeceu e vi-me
forçado a chamar um médico. Creio que fui à lista telefónica e escolhi um ao acaso. Passado meia
hora apareceu à porta um sujeito sem nada de notável, exceto a palidez de inválido, e uma ligeira
gaguez, que na altura julguei ser consequência de um acanhamento indomável.
Suponho que se apaixonou pela minha mulher, pois a partir daquela noite passou a visitar-nos às
20 horas mais improváveis, trazendo flores, chocolates e — durante o Festival Internacional de Cinema de
Berlim — bilhetes para os melhores filmes. Uma noite convidou-nos para jantar. Levou-nos a um
restaurante caro, encomendou um vinho magnífico e tornou-se eloquente2 e (quase) divertido. Por
fim, recostou-se e confessou que nos trouxera ali para revelar algo importante. Fez-nos aguardar
alguns segundos, e anunciou: “Sou um vampiro!”
25 Soltei uma gargalhada. Milagres de um bom vinho, pensei, capaz de transformar um alemão grave
e tímido num razoável humorista. O homem esticou-se na cadeira, ainda mais pálido, e só então
compreendi que falava a sério. “Sou um vampiro”, insistiu — voltara-lhe a gaguez. Acrescentou que
pertencia a uma antiga confraria de vampiros teutónicos 3. Dias depois levou-nos a visitar uma amiga,
artista plástica, em cujo estúdio se mergulhava através de uma intensa luz púrpura. (…) Também a
30 artista fazia parte — pelo que julguei compreender — da tal confraria de vampiros.
No dia em que saímos de Berlim foi o nosso vampiro quem nos levou ao aeroporto. Ofereceu-nos a,
à despedida, três pequenas estatuetas africanas, representando mascarados a dançar (muxiques).
Guardo-as até hoje. Guardo igualmente uma série de postais, com temas vampíricos, que o nosso
amigo nos enviou durante vários meses, e aos quais nunca respondemos.
35
Foi em Berlim, portanto, que comecei a perder a fé nos vampiros. Vivemos num tempo estranho,
em que já nem a maldade é genuína. Tentei explicar tudo isto ao meu filho, mas não tive sucesso. Ele
insiste. Há de ser vampiro. Pior do que isso só lutador de wrestling. "
José Eduardo Agualusa, in revista Pública, 19/4/2008 (texto com supressões) /

1
perversão- mudança para um estado ou situação considerado pior.
2
Eloquente – expressivo, convincente.
3
Teutónicos – góticos, alemães.
19Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.
1. Logo no primeiro parágrafo do texto, José Eduardo Agualusa refere-se a “uma coisa chamada Sangue
Fresco”. Indica a que se refere o termo sublinhado.
2. Atenta nos segundo e terceiro parágrafos. Regista todos os marcadores temporais que encontras.
3. Com que objetivo o médico “mima” o cronista e a esposa durante a sua estadia em Berlim?
4. Caracteriza, de forma completa, o vampiro que é referido neste texto.
5. “Vivemos num tempo estranho, em que já nem a maldade é genuína.” (linha 35-36)
5.1. Explica o sentido desta afirmação.
6. O cronista acredita na afirmação “Sou um vampiro!”(linha 24)? Justifica com uma expressão do texto.

GRUPO III

1. Completa cada uma das frases seguintes com a forma do verbo apresentado entre parênteses, no tempo
e no modo indicados.
Escreve a letra que identifica cada espaço, seguida da forma verbal correta.

1.1. Pretérito perfeito composto do indicativo


O escritor dessa obra _____a_)____ (obter) grande reconhecimento do público pelo seu trabalho.

1.2. Futuro simples do indicativo


A confraria de vampiros _____b_)____ (trazer) uma nova visão acerca desta espécie.

1.3. Pretérito imperfeito do conjuntivo

Se _____c_)____ (haver) mais leitores de obras de reconhecidos autores, não se venderia tanta
literatura light.

2. “Quando eu tinha a idade do meu filho os vampiros eram honestamente maus e por isso gostávamos
tanto deles.”
2.1. Classifica morfologicamente as palavras sublinhadas.

3. Tendo em conta o contexto frásico, faz corresponder cada uma das palavras ou expressões sublinhadas
à respetiva função sintática.

A B

1. Conheci um vampiro. a. Vocativo


2. O homem esticou-se na cadeira. b. Complemento agente da
3. Filho, não compres esse livro! passiva
4. O pai comprou um livro de Eça de Queiroz ao c. Complemento indireto
seu filho. d. Predicado
5. O vampiro era um ser muito estranho. e. Complemento direto
6. O homem transformou-se num razoável f. Complemento oblíquo
humorista. g. Predicativo do Sujeito
4. Reescreve as frases abaixo, substituindo as expressões sublinhadas pelos pronomes correspondentes.
4.1. O homem contou ao cronista a sua origem.
4.2. Eu leria este livro se tivesse tempo suficiente.
4.3. Ele inventará uma nova desculpa sempre que lhe peçam para ler a obra.
4.4. Eles fazem sempre a mesma asneira.

Grupo IV

Para muitas pessoas, a leitura é fonte de prazer, de conhecimento, de novas experiências. Para outras,
porém, não tem tanto valor.
Partindo da tua experiência, escreve um texto que possa ser divulgado no jornal de uma biblioteca
escolar, no qual expresses uma opinião acerca da importância da leitura.
O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Observações relativas ao Grupo III:

1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo
quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
Independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2011/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras –, há
que atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos);
– um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.