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AULA 1 – Doping

O que configura de fato o doping ou a dopagem é o uso de substâncias


consideradas ilegais em determinada competição, substâncias estas que
aumentam a performance e agilidade no esporte, como no levantamento de peso
o atleta não irá ficar forte de uma hora para a outra, mas irá resistir mais na
competição, não sentir a dor que o impediria de levantar um peso maior, além
de uma recuperação mais rápida para passar para outro aparelho e perder peso.

De acordo com o Comitê olímpico Internacional (COI) o doping é o uso


de determinado artifício que pode ser uma substância ou um método que é
potencialmente perigoso a saúde dos atleta, por muitas das vezes não serem
substâncias proscritas e sim legais (de uso terapêutico) mas utilizadas de
maneira excessivas e assim consideradas potencialmente perigosas à saúde do
atleta com o objetivo de melhorar seu desempenho ou sua performance. A
presença da substância considerada proibida no organismo do atleta ou a
constatação do uso ou aplicação de um determinado método que altera sua
performance é considerado dopagem, sendo necessário a coleta de amostra
biológica para de fato constatar que a substância permitida está presente em
concentração acima do permitido ou quando é proibida, que está presente, pois
ao falar que não pode usar cocaína, independente se tem 163 ng ou 1 mg na
corrente sanguínea é dopagem, não poderia ter nada, mas existem algumas
substâncias para determinadas modalidades que pode-se consumir x nível, mas
acima do que é determinado é considerado doping, como cafeína, energético,
Coca-Cola, guaraná, chás.

Caracter duplo das drogas / substância de doping

Quando as pessoas se submetem ao consumo de substancias exógenas


(fármacos, drogas, agentes químicos) por finalidade medica tem-se a dose
terapêutica pois tem-se a prescrição médica para um tratamento farmacológico
ou pode-se usar abusivamente uma substancia prescrita em doses acima da
recomendada para tratamentos, tendo-se a sobre-dose. E independente se são
usadas terapeuticamente ou com a finalidade de melhorar a performance
expõem os atletas riscos, pois podem ter efeitos secundários (efeitos adversos)
podendo causar danos agudos temporários ou danos crônicos que irão manter
a qualidade de vida sempre mais baixa a cada evento e esses efeitos podem ser
reversíveis ou não, pois posso ter um dano agudo e não voltar mais na condição
inicial.

 Dano agudo: A pessoa sai do status de saúde para o status de doença e


tem o acometimento de 24 horas, mas depois volta ao estado normal de
saúde e se mantém.
 Dano crônico: A pessoa está no status de saúde e vai para o de doença,
mas não volta mais ao estado de saúde original, sempre melhora mas em
uma qualidade de vida menos, com um status inferior.

Esse é o problema do uso dessas substâncias exógenas quer seja


terapeuticamente ou em sobre dose.

O que de fato chamamos doping? Se nós praticarmos uma corrida ou


qualquer outro esporte e usarmos alguma coisa a fim de alterar a performance
não é doping pois não somos atletas de elite e sim um abuso de drogas, que
ocorre quando substancias são utilizadas para laser, carga laboral em que você
tem alguma exigência e precisa se manter ativo por mais tempo, estilo de vida
quando tomamos para ir à balada, fazer uma prova ou competição sem ser de
elite. Mas se fossemos atletas de elite seria, pois doping está relacionado a
atletas de alta performance, ou seja, atletas profissionais de alto nível.

Histórico

O doping não é recente, tem históricos de 800 anos a. C. em que atletas


olímpicos da Grécia antiga usavam coquetéis alucinógenos e chás diferentes de
diversas ervas para alterar suas performances nas competições, alguns filmes
de época percebe-se que existiam bebedagens antes da luta, no dia anterior ou
próximo a ela que diz respeito ao uso de substâncias para aumentar a
performance. Alguns egípcios faziam bebidas de casco e ervas, principalmente
pétalas de rosas e cascos de equinos cozidos acreditando que ali teriam
substâncias que alterariam a performance. Os gladiadores de Roma usavam
estimulantes misturados com etanol a fim de suportar a fadiga e a dor e com isso
não aumentavam a performance mas sentiam menos a fadiga e iam adiante na
prova. No final do século XIX tem-se algumas descobertas importantes que é a
dos estimulantes da cocaína adicionados à bebidas, produtos de perfumaria,
higiene e cosméticos, tinha-se o vinho Mariane estimulado o consumo pelo papa,
os atletas consumiam por ela ser um psicoestimulante, deixando-os acordados
e tiveram os primeiros casos de doping por conta da cocaína, assim, os primeiros
jogos olímpicos da idade moderna tiveram os primeiros casos. As principais
provas iniciais de registro de doping ocorreram na Europa, principalmente no
circuito de Paris e o primeiro caso de morte que foi comprovado o doping é de
um ciclista que durante uma prova no circuito Bordo-Paris em 1896, usando um
estimulante, e morreu por sobre dose.

Após a segunda guerra mundial teve o “bum” de produção de


anfetaminas, tendo o consumo exagerado não só por soldados e população mas
também para atletas e começa a ter ocorrência de casos fatais no atletismo por
conta de doping. Em 1960 um ciclista dinamarquês na abertura dos Jogos
Olímpicos de Roma morreu por conta do uso de derivados anfetaminicos e 1967
um ciclista britânico foi pego com anfetamina, meta anfetamina e álcool na
França. E a partir daí o COI passa a monitorar esses atletas, mas a máfia do
tráfico é muito mais avançada do que nossas capacidades analíticas até hoje, e
as vezes as pessoas descobrem substancias e mimetizam substâncias que têm
potencial de aumentar a performance quer seja por mascarar, reduzir peso e
décadas depois que vamos descobrir, e isso faz com que haja uma dificuldade
analítica enorme em fazermos ensaios de doping pois tem-se que procurar mais
de 250 substâncias divididas em inúmeras classes farmacológicas e de fato essa
análise é muito diferenciada, pois as vezes as concentrações estão na ordem de
nano ou picogramas e você se quer sabe qual grupo procurar, pois a cada novos
eventos novas substancias ou novos métodos de dopagem surgem.

Legislação

A partir desse contexto adverso de morte de diversos atletas, consumo de


cocaína, anfetaminas e outras substâncias começa-se a ter os marcos
regulatórios. A primeira legislação ocorre em 1963 como tentativa de impedir e
minimizar a ocorrência de mortes e também de uma competição que não era
correta e ética, pois tinha pessoas que entravam de maneira fraudulenta na
competição, com vantagens competitivas que não eram de sua própria
performance e sim artificiais. E em 1966 a FIFA estabelece pela primeira vez o
controle de dopagem na Copa do Mundo que ocorreu na Inglaterra, sendo muito
recente em termos históricos.

Em 1967 o COI implanta o controle de dopagem no esporte e torna público


a lista de substâncias de uso proibido aos atletas, e a partir dessa década a lista
é revisada periodicamente, e muda, pois em 1967 tínhamos uma tecnologia e
hoje temos outras, com novas substâncias. Inclusive tem algumas que estavam
na lista de proibidas e passaram para a de permitidas com restrição, tem também
a inserção de novas modalidades esportivas, tendo a restrição para um esporte
ou para outro, entrada e saída de substância dessa lista, sendo necessário estar
atualizado em relação ao que pode e ao que não pode a cada modalidade.

No Brasil, o Conselho Nacional de Esportes institui o controle de dopagem


somente em 1962 através da legislação 5/72 baseada em leis internacionais, e
até hoje não tem capacidade analítica tão boa para dar conta de fazer a dopagem
pensando em competições de nível internacional, nas competições internas em
que o número de substâncias é menor isso é feito, mas ao comparar
internacionalmente ainda temos uma dificuldade, não tendo uma tecnologia
dominada por outros tantos.

Atualmente o que rege o Ministério do Esporte é a resolução 2 de 5 de


maio de 2004 e a AMA, Agência Mundo Anti-Doping em vigência desde 2007 é
quem regula o doping no Brasil e atualiza listas anualmente pois com os avanços
dos métodos analíticos, torna-se possível a detecção de algo que antes não era,
recentemente tivemos mudanças nas listas para a Olimpíadas de 2016.

Casos de dopagem

Temos vários casos de dopagem que chegam até a mídia e são


amplamente divulgados, dependendo da modalidade esportiva e qual é o atleta.
Existem alguns casos que ficam marcados e repercutem muitos, e existem casos
de brasileiros.

 Be Johnson na Olimpíada da Coreia na corrida de 100 metros rasos fez


9, em 1988 e foi pego com doping positivo para anabolizante e ficou
afastado, mas repetiu o feito em Montreal e pego com testosterona e
normalmente esses atletas são banidos do esporte, e foi o que ocorreu
com esse indivíduo. O atleta de alta performance tem um tempo de
carreira muito curto, iremos nos formar com 23, 25 anos de idade e
teremos até em torno de 70 anos de idade trabalhando, é uma carreira
bem longa, mas dependendo da modalidade a carreira do atleta é muito
curta, e ele precisa chegar no auge e se manter muito rápido, não pode
demorar 10 anos, existe um imediatismo como uma meta, o que faz com
que muitas vezes eles busquem essas performances externas.

 Diego Maradona, jogador de futebol argentino, foi pego com doping


positivo em 1991 usando cocaína, na copa dos EUA em 1994 com ... e
1997 não foi divulgada qual a substância, mas analiticamente sabe-se que
era cocaína, ele não parou de usar e em 2003 teve crise cardíaca devida
uma overdose de cocaína, em 2004 teve uma nova crise, mas já tinha
encerrado a carreira como jogador de alta performance.

 Rebeca Gusmão, brasileira, Em 2007 foi pega com doping positivo e


recorreu e tem lados a favor e lados contrários. Temos o time de futebol
em competições executadas foras do pais, em que aqui eram permitidas
determinadas substâncias, como sementes de papoulas em pães e teve
um atletas (goleiro) que comeu no lanche e foi pego no doping positivo,
mas comeu uma substância que na lista do doping era proibida e foi pego.

Mesmo sabendo disso os atletas ainda sim fazem o uso desses artifícios,
quer sejam substâncias ou métodos pois só assim irão chegar aos patamares
atuais e bater seus próprios recordes ou de outros atletas, mas buscam uma
performance ultra além devido ao dinheiro. O que exacerba essa vontade para
que possam ir além e ultrapassar esses limites são o prestigio, fama, meio
competitivo (um querendo ser melhor que o outro), ainda há exigência para que
tudo seja feito muito rapidamente, em uma velocidade cada vez maior e que seja
feito de uma forma adequada, que surpreenda, extraordinária porque compete-
se pelos patrocínios e estes querem patrocinar o melhor, o mais ágio, ou seja,
esses patrocinadores não querem se vincular aos perdedores. Tivemos a
retirada de patrocínios de grandes marcas do nadador americano devido a
“merda” que fez no Brasil, e as marcas não querem esse tipo de comportamento
atrelado a elas, essas pessoas influenciam, mas também são cobradas por essa
atividade e performance. Assim, os atletas fazem isso por diversas razões, como
melhorar o rendimento esportivo e a imagem corporal, pois a imagem exterior é
super valorizada, e isso é uma grande estupidez porque será descoberto uma
hora ou outra, ainda mais agora que é possível guardar a amostra e fazer análise
posterior e inclusive a medalha pode ser tomada tempos depois, houve alguns
resultados de doping que saíram em que alguns atletas perderam suas
medalhas, inclusive uma brasileira da natação ganhou porque foi decretado o
doping positivo para uma atleta do passado, ficando assim cada vez mais difícil
fraudar o sistema analítico.

Atleta de alta performance

Não é atleta de alta performance quem quer e sim quem pode, ou seja,
quem reúne qualidades ali colocadas baseadas em alguns critérios, para
desenvolver massa muscular é relativa simples, mas para mantê-la é difícil,
assim para desenvolver e manter essa massa muscular existem:

 Fatores genéticos.
 Tipo de fibra, hoje existem exames de fibra musculares que determinam
se é uma fibra de explosão, fibra com capacidade de aguentar altas
performances por longo prazo, necessárias em competições de
modalidades mais longas, de mais resistência e não de explosão.
 Ativação do SNC pois o “tico e teco” tem que ser rápido, assim, se você
ouviu um sinal você tem que acelerar o carro ou sair correndo, pois se
pensar demais o outro já foi, devendo ter uma transição sináptica muito
rápida entre um evento vê ou ouve ou em eventos mais complexos.
 Fatores ambientais relacionados a todo o contexto vivido, pressão maior
ou menor familiar, econômica ou outra.
 Influência endócrina, que são os hormônios que influenciam.
 Estado nutricional, pois o atleta de alta performance não come a mesma
quantidade e tipo de comida que nós, as necessidades calóricas são
distintas, ele não pode ter uma dieta monótona, tendo necessidades
diferenciadas de nós.
 Pratica de atividade física, realizar treinamentos modificados com carga
ou sem carga.

Nós podemos na verdade trabalhar todos esses fatores, mas só será


atleta de alta performance aquele que reunir essas melhores qualidades.

Lista WAPA 2015

Substâncias “in” significa durante a competição e “out” fora da


competição. E para que possamos avaliar esses tipos de substâncias a fim de
determinar se os atletas estão utilizando de métodos ou substâncias artificiais,
algumas classes são monitoradas, baseadas na lista que a COI relança de
tempos em tempos, como agentes anabólicos, estimulantes, narcóticos, beta
bloqueadores, hormônios peptídeos, diuréticos e muitas outras classes.

Essas substâncias desde de 2007 pertencem a classe e permaneceram


nessa categoria mesmo na lista de 2015 que foi reeditada, algumas saíram e
outras foram inseridas, mas esse grupo de substâncias que serão colocadas
permanecem intactas na posição e valores, dentre as substâncias proibidas de
serem usadas durante a competição temos:

S1. Agentes anabólicos: Esteroides anabólicos androgênicos seja exógeno


ou endógeno (testosterona).

S2. Hormônios e substâncias relacionadas: Eritropoietina, hormônio de


crescimento (GH) e hormônio de crescimento semelhante a insulina (IGF/1),
gonadotrofinas (LH) e classe de HCG, insulina e corticotropinas.

S3. Agonistas do tipo beta 2

S4. Moduladores hormonais e metabólicos

S5. Diuréticos e agentes mascarantes: Os diuréticos não aumentam a


performance mas mascaram o uso de substâncias, dificultando assim a
identificação das outras substâncias, além de servirem como métodos para
colocar em vantagem o indivíduo por reduzir o peso, colocando-o em uma
categoria em que tenha vantagem. Se a pessoa precisa utilizar diurético
devido a alguma doença deverá ter um laudo médico mostrando a
necessidade, que faz referência à quantidade e se for detectada uma
quantidade acima desse valor, é doping.

S6. Estimulantes

S7. Narcóticos

S8. Canabinóides: Sendo que alguns países permitem o uso da maconha


no dia a dia.

S9. Glicocorticoides

Tem-se ainda substâncias particulares como álcool e betabloqueadores.

P.1 Etanol

O etanol é uma substancia proibida em determinadas modalidades


esportivas, podendo ser utilizado com o intuito de diminuir o nível de ansiedade
e tensão, pode propiciar a perda da coordenação motora e redução da
capacidade de julgamento, o que não é um efeito desejável, mas pode ocorrer
quando consumido, existem algumas modalidades que é necessário uma
coordenação motora fina e assim as pessoas não irão usam o etanol como uma
substância de dopagem, uma vez que não terão benefícios e sim prejuízos.

É proibido em competições de algumas modalidades esportivas como


automobilismo, motociclismo e futebol e permitido em outras dentro de um limite
pré estabelecido, se estiver acima é considerado doping, no arco e flecha é
permitido, na aeronáutica no limite de até 0,2 g/L, no karatê 0,4 g/L

P.2 Beta bloqueadores

Propranolol é muito utilizado em exames que é necessário uma firmeza


como exame de direção, sendo utilizados para evitar tremores e efeitos de
ansiedade, sendo proibidos em algumas modalidades como tiro ao alvo, boliche,
arco e flecha, golfe, automobilismo, bilhar, esqui, snowboarding, esportes
subaquáticos, pois nesses esportes tem-se um alvo e qualquer tremida leva a
um desvio da bola, da flecha, precisando ser certeiro no alvo e assim, quando
menos tremulo estiver, maior a chance de acertar o alvo.
Um estudo determinou um aumento no desempenho em 22 dos 33
atiradores de elite, mostrando nesse caso, uma eficácia de mais de 66% do uso
de beta-bloqueador na eficácia. Mas não propicia somente benefícios, tem
efeitos adversos em maior ou menor intensidade, como tontura, letargia,
sonolência, náusea e evento de pressão arterial e nada disso seria bem-vindo
no momento da competição e com isso os atletas normalmente vão usando em
doses baixas por um tempo maior para que não tenha que ser tomado somente
no dia da competição, tendo a chance de ocorrência de algum efeito adverso.

Métodos

Além dessas substâncias, tem-se alguns métodos que são considerados


proibidos, como carregadores de oxigênio: tendo uma divisão entre doping
sanguíneo e uso de produtos que aumentam a capacidade e o transporte de
oxigênio.

Teve uma época em que tinha-se maiôs diferenciados que mimetizavam


o que acontecia com a pele de tubarão e foi considerado doping pois tinha menor
leveza, diminuía o atrito entre o corpo e a água e com isso o atleta tinha uma
vantagem, porém foi proibido. Logo em seguida surgiu e gerou um
questionamento em ser ou não doping, os alargadores de narinas que
realizavam a abertura das mesmas, por um tempo o Comitê analisou, alguns
queriam colocar como doping devido ao aumento na capacitação de oxigênio
pois ao aumentar a abertura das narinas propiciava uma maior quantidade de
oxigênio, mas não foi considerado doping pois cada atleta tem um tamanho de
narina, fato que faz com que cada um respire de uma maneira diferente, alguns
tem uma abertura grande mas tem um desvio de septo o que torna uma
dificuldade em respirar.

M1. Manipulação de sangue e componentes

A dopagem sanguínea concentrava hemácias e durante a prova injetava


e isso pode aumentar a performance mas traz riscos ao aumentar a viscosidade
do sangue o que leva ao aumento do hematócrito, e não existe outra alteração
laboratorial, exame, tipo de análise que pode ser feita para saber se fez uso da
dopagem sanguínea, pode-se fazer comparação de antes e depois a fim de
determinar se teve aumento, mas se a pessoa tiver realizando uso de ferro,
alteração da alimentação e aumentar a hemoglobina, existem níveis aceitáveis
desse aumento, alguns maratonistas treinavam nas montanhas a fim de
aumentar a carga de hemácias do organismo, mas isso não é doping.

Tem muitos casos de uso de eritropoietina sintética e não tem metodologia


para saber se é externo ou do organismo, normalmente a eritropoietina sintética
eles estão fazendo ligações nela para a gente detectar, mas de uma maneira
geral não conseguimos detectar doping sanguíneo.

Há uma suspeita de que o doping sanguíneo aconteça desde 1972


quando um indivíduo fez uso e morreu em plena competição por parada
cardiorrespiratória, pois isso traz inúmeros riscos para o atleta, primeiro que o
sangue irá ficar mais viscoso e isso é percebível pela diferença no hematócrito,
mas uma pessoa que tem hemoglobina de 15, 16 por exemplo, terá um
hematócrito de 45, 46, 50. Assim, um hematócrito de 52 de um atleta de alta
performance não dá para garantir com 100% de certeza que o mesmo fez uso
de doping sanguíneo, é muito difícil, não temos históricos de análises do
indivíduo temporalmente para conseguir detectar, mas por exemplo, se ele saiu
de 45 e foi para 56, ninguém irá conseguir isso em um intervalo de 2 meses até
porque o tempo médio de vida de uma hemácia é de 120 dias, então não terá
esse “bum”, salvo se fez uma administração exógena, e como o sangue fica mais
viscoso, no primeiro intervalo de tempo o coração terá que bombear mais
fortemente.

Consiste na retirada do sangue, que pode ser do próprio atleta (doping


autólogo) ou de outra pessoa (doping heterólogo), sendo o mais comum e
simples retirar do atleta, é como se fosse uma doação de sangue, e dessa forma
a pessoa deve no dia ficar em repouso, não praticar exercícios de alta
performance, ocorrendo o destreinamento do atleta. Ao recolher a bolsa de
sangue, centrifuga, retira o plasmo e injeta a papa de hemácia, que é a
responsável pela oxigenação, importante para a performance, tendo uma
requisição de atividade cardíaca muito maior e por isso nesses casos o indivíduo
pode ter morte por parada cardiorrespiratória em plena prova, por fazer isso
pouco tempo antes a fim de ter o máximo benefício da dopagem sanguínea.
Temos ainda a possibilidade de ao ficar injetando ter trombose, além de
se usar o sangue de outra pessoa não ser uma tipagem sanguínea compatível
que pesar de ser simples trata-se de uma atividade ilícita (aplicação clandestina
e não em um hospital conceituado) e isso pode levar à algum problema devido
a incompatibilidade, além da possibilidade de doenças veiculadas por essa via.

Ao retirar o sangue do atleta (flebotomia), normalmente retira-se 1 a 8


bolsas a cada intervalo de tempo e o organismo é capaz de se recuperar, por
isso podemos fazer doação de sangue, pois ao entrar no quadro de hipóxia
transitória através do seu sistema de feed back irá conseguir produzir novas
hemácias, uma vez que ocorre a liberação de eritropoietina, tendo essa produção
a fim de repor as perdidas. Assim esse número de hemácias é normalizado e
após a reinfusão da papa de hemácia tem-se um aumento de hemoglobina e
hematócrito e obviamente um aumento de oxigênio arterial porque o transporte
e capacitação de oxigênio é muito maior, e o transporte cardíaco sistêmico fica
exaurido devido a maior força para bombear o sangue com a viscosidade
diferente da adequada. Normalmente injeta-se a papa de hemácia, sem a parte
diluente (plasma), depois pode até reinfundir para ajeitar performance, e de fato,
a dopagem sanguínea é que aumenta a performance do atleta, diferente de
outras substâncias que falam que aumentam mas na realidade não.

O gráfico mostra o tempo de corrida durante 10 km, a primeira corrida sem


infusão, a segunda com perfusão e a terceira com perfusão, sendo a bolsa
vermelha a com sangue e a azul com placebo. Quando o indivíduo está correndo
em uma prova de 10 km gasta em torno de 33 minutos para completa-la e foi
medido o tempo. Com a infusão de placebo não altera a performance e o atleta
continuou percorrendo o percurso com os 33 minutos, porém, ao infundir uma
papa de hemácias a performance melhora e é possível percorrer o trajeto de 10
km em 32 minutos, ou seja, diminuiu em 1 minuto o tempo de corrida do atleta e
se pensarmos, normalmente as diferenças são de milissegundos, e assim, de
fato produziu uma melhor performance. E quando fez a corrida com a perfusão
de sangue caiu e quando continuou a prova com o placebo ainda assim
continuou igual, e isso mostra que depois de uma reinfusão, por um período
ainda continuou com uma performance, ou seja, não é necessário reinfundir no
dia ou durante a competição, é possível reinfundir um período antes e no
momento da competição a performance ainda será mantida.

A dopagem sanguínea autóloga é feita pela retirada do sangue do


próprio atleta, coletando bolsas de 450 mL retiradas no intervalo de 3 a 8
semanas, que fica armazenado para posterior reinfusão quando houver uma
necessidade ou uma próxima competição, o plasma é removido e pode ser ou
não reinfundido momentaneamente, a depender de como a equipe que está
realizando o procedimento pensa, mas a papa de hemácia é reinfundida somente
próximo a competição, sendo essa papa congelada. E aqui já começamos a ter
problemas, pois não há um armazenamento que permita que a papa de
hemácias seja armazenada por um longo período sem ter perdas, sendo
parcialmente destruída por ser uma célula relativamente frágil para ser
armazenada (congelada). O método de armazenamento tradicional fala em
armazenar essa papa sobre 4ºC, mas ao ficar na geladeira com pouco tempo irá
ter modificações das características, como coloração, devendo ser armazenado
pouco tempo, por isso, preferem armazenar em uma temperatura mais fria como
freezer ou nitrogênio e não em uma de geladeira. Quando é armazenada em
4ºC, ao ser retirado da geladeira e deixado na temperatura ambiente para
reinfundir há uma perda de células por fragmentação bem expressiva, em torno
de 30%, dessa forma, é adicionado glicerol a essa papa de hemácias e vai
armazenar o material em nitrogênio liquidou no freezer -80ºC, e ainda sim com
esse procedimento protetivo ainda tem-se uma perda de 15% dessas células.

O problema disso é que essas células ao serem fragmentadas começam


a liberar substâncias e quando você reinfunde injetada tudo, não é separado o
que está fragmentado das células boas, podendo ocorrer trombose, reações que
não levam a resultados legais. Assim, o sangue deteriora e os eritrócitos por
serem frágeis também, fazendo com que o sangue fique ainda mais viscoso.

A dopagem heteróloga é quando não utiliza o sangue do próprio atleta e


sim de uma outra pessoa, o procedimento de armazenamento, coleta, preparo e
infusão é exatamente o mesmo, devendo-se ter atenção para a tipagem
sanguínea e fator Rh, estando exposto a um risco adicional que é veiculação de
doenças através do material biológico além da possibilidade de troca de grupo
sanguíneo.
Riscos da dopagem sanguínea como um todo

Aumento na produção de hemácias que não pode ser exatamente


medido, tem-se um aumento do hematócrito e este quando acima de 54 há uma
chance eminente de morte quando o coração for exigido em uma performance
durante a competição, assim, quando o hematócrito do atleta durante a
competição está alto ele não é proibido de competir, mas convidado a não
participar da atividade, se insiste em participar, deve assinar um termo de
responsabilidade, pois há uma suspeita de doping sanguíneo, que não tem como
ser provada e consequentemente não há como impedir o atleta de participar.

O aumento da viscosidade sanguínea faz com que aumente a pressão


sistólica que se agrava com o exercício, principalmente aqueles de alta duração
e exigência porque há uma perda de agua e concentrações de eletrólitos por
conta da desidratação do atleta que pode ocorrer a depender da atividade física.
A hiperviscosidade e hipovolemia aumentam o risco de dano cardíaco e
pulmonar, por isso que as mortes normalmente são por parada
cardiorrespiratória, o que favorece a ocorrência de infarto, encefalopatia,
embolia, hipertensão em plena prova.

Temos riscos do doping autólogo relacionados à via porque há a


possibilidade de trombose venosa e flebite devido a hipercoagulosidade do
sangue após a transfusão e principalmente porque temos células fragmentadas,
o que pode estimular a cascada da coagulação, gerando uma
hipercoagulosidade do sangue. A retirada de 500 mL ou mais do atleta irá
favorecer um destreinamento, pois ele terá que ficar um dia ao menos sem
treinar de maneira intensa, pois houve a retirada de uma fração importante de
sangue, e isso é péssimo para um atleta de alta performance ter pequenas
paradas no seu treinamento. E no heterólogo tem-se a possibilidade de
ocorrência de doenças infecto contagiosas e incompatibilidade sanguínea.

A dopagem sanguínea de fato é efetiva, trabalhos atuais demonstram


que em média é capaz de aumentar em 10% o poder aeróbico máximo dos
atletas, sendo um percentual muito expressivo, sem a dopagem sanguínea, não
existem outros métodos de treinamento, alimentação, condições ambientais que
propiciam um aumento nesse percentual para a performance do atleta. Mesmo
em atletas treinados é possível ter esse aumento, fazendo de fato a diferença
em sua performance e desempenho, diminuindo cerca de 1 minuto a cada 10 km
e esse efeito é mantido por até 2 semanas, podendo com antecedência fazer a
reinfusão e no momento da prova terá o mesmo benefício que se tivesse feito no
dia, e isso é muito importante.

M2. Manipulação farmacológica

Diuréticos

São utilizados na tentativa de mascarar o uso de uma outra substância ou


colocar o atleta em vantagem competitiva devido a redução do peso, não
possuem atividade farmacológica passiva de beneficiar o atleta, ou seja, não
aumenta sua performance, é um agente mascarante. E assim proibido por ser
capaz de indiretamente produzir benefício à aquele que o utiliza, porque pode
diluir a urina durante o exame de dopagem e o resultado dar falso-negativo, pois
a amostra seria positiva mas o volume de urina é maior, tendo uma diminuição
da concentração do agente de dopagem, além disso pode reduzir o peso e
colocá-lo em uma categoria inferior no fisioculturismo, judô, MMA, UFC.

Existem alguns atletas que em período de competição e fora de


competição são totalmente distintos, o Popó, por exemplo, fora da época de
competição tem um corpo mais gordo do que durante a competição estava
sequinho, com um shape fantástico, e ninguém se transforma de uma noite por
dia, tendo de fato o uso de agentes mascarantes, pois na hora da pesagem deve
estar muito magro e depois hidrata, come e chega com mais X de peso na
competição, mas ele seca e entra no peso pena e não fica no peso médio,
entrando em uma categoria abaixo, mas durante a competição está com mais
peso, ou seja, no peso de um categoria acima, tendo vantagem competitiva, pois
o outro está com alguns quilos a menos, tendo uma força menor.

Assim, os diuréticos acabam diminuindo o peso de maneira artificial e


transitória permitindo ao infrator colocar-se em categoria que propicie uma
participação vantajosa, perder peso não é doping, mas perder peso através da
utilização de diurético é doping.
Os diuréticos podem interferir na excreção de íons hidrogênio, diminuindo
a acidez, a anfilotamina faz com que os muitos agentes de dopagem encontram-
se de forma não dissociada no tubo urinal e a reabsorção tubular é favorecida
resultando em uma menor excreção urinária do agente toxicante ou utilizado
para doping, pois quem usa diurético e um outro agente para melhorar a
performance não quer que a substancia seja excretada facilmente e assim
detectada sua presença, ele tanta essa reabsorção tubular para que fique mais
tempo no organismo e assim exerça sua ação e também para não ser pego no
doping.

A permanência desse xenobiótico por mais tempo no organismo além de


prolongar o efeito pode tornar os valores laboratoriais negativos. E ainda como
o indivíduo utiliza esteroides anabolizantes que tem como um dos efeitos
adversos o inchaço muitos associam com o diurético, ai toma esteroide para ficar
musculoso e o diurético para não ficar inchado, dando uma secada na gordura,
associando os dois e ai começa a ter problemas renais.

Dentre os efeitos adversos pode-se ter uma desidratação e em


consequência dessa em termos de eletrólitos pode ter tontura, câimbras,
cefaleia, hipotensão, perda de consciência e coordenação, com possibilidade de
insuficiência renal e circulatória, principalmente a insuficiência renal e isso é
muito sério, a pessoa nega que usa essas duas substâncias, apesar de perceber.

Os diuréticos possuem várias classes, osmóticos, inibidores da amilase


carbônica, sulfatiazidas, furosemida, conservadores de potássio e os efeitos
tóxicos estão relacionados a cada uma dessas classes. Dentre as sulfatiazidas
tem-se a capacidade de hipercalemia e glicemia e de elas serem fototoxicas,
porque muitas vezes não se dá muita atenção, não conta que está usando
diurético, mas estas quando usadas por longo prazo pode causar danos sérios,
devendo tomar cuidado, a furosemida não pode ser usada em grandes doses
porque tem a possibilidade de formar um intermediário altamente reativo e
causar necrose hepática.

Anfetaminas

A anfetamina ou seus derivados como meta anfetamina, cafeína, MMDA,


cocaína, ecstasy aumentam a performance do atleta ou não? A literatura mostra
que há uma controvérsia em relação ao benefício ou não pois os principais
estudos mostram que ao serem utilizadas a melhora da performance não
ultrapassa 1%, ao passo de que na dopagem sanguínea chega a 10% é muito
pouco, e a dificuldade de demostrar a melhora da performance produzida pelas
anfetaminas é porque cada um toma de um jeito e são associados a outras
substancias muito danosas para o organismo e nenhum Comitê de Ética aprova
um experimento humano com várias associações loucas que as pessoas fazem
ao misturar substâncias em grandes doses, e a demonstração só em animal tem
uma diferença muito grande devido ao metabolismo ser diferente do nosso,
havendo uma dificuldade em manter um paralelismo do que ocorre com eles em
relação ao que ocorre com nós.

Os trabalhos falam que as anfetaminas não aumentam a capacidade do


trabalho aeróbico, o que ela faz é aumentar a capacidade do atleta em tolerar
altos níveis de metabolismo anaeróbico, deixando-os mais alertas e dispostos
ao mascaras os sinais de fadiga e de dor, e com isso a pessoa consegue ficar
treinando muito, além de aumentar o estado de alerta. Dentre os efeitos adversos
relacionados tem-se inclusive confusão mental mesmo que em doses
terapêuticas, e o grande problema é a tolerância e possibilidade de dependência,
tem gente que não consegue ficar sem, tendo que fazer o desmame.

A cafeína, se tomar 6 xicaras de café por dia dará muito acima do


permitido pelo doping, é uma bebida cultural de muitos países e muitas vezes
muito forte, assim testes psicológicos, testes de força e resistência e testes
psicomotores foram conduzidos por várias comunidades cientificas na tentativa
de verificar se a cafeína tem uma influência sobre o desempenho do atleta e foi
percebido que ela diminui o tempo de reação a estímulos visuais e auditivos
simples, ou seja, se acendeu a luz a pessoa acelera, se houve um sinal sonoro
a pessoa sai correndo, mas se tiver que ouvir a ouvir a música, olhar o sinal e
correr a pessoa não vai, embola a cabeça, ou seja, a cafeína não melhora a
performance quando tem ações complexas, mas para melhora para ações
rápidas e simples decorrentes de estímulos simples. Ela diminui o tempo de
reação, a pessoa é rápida para poder executar a partida, mas pode causar
prejuízo na resposta motora a estímulos visuais e auditivos que sejam mais
complexos, fazendo com que a coordenação motora fina e movimentos rítmicos
sejam prejudicados, podendo causar benefício para alguma modalidade, mas
para outra prejuízo.

Se a cafeína inalterada estiver em uma concentração maior que 12 mcg/L


na urina é considerada doping positivo, independente da sua origem, seja
capsulas, xícaras de café, comprimidos ou capsulas manipulados.

Em provas de resistência, em que se tem longa duração e trabalho


muscular prolongado o efeito ergonênico não é muito melhorado nem eficiente,
e de fato, a performance não atinge uma melhora mais de 1% em situações de
prova de resistência, as vezes fica em 0,2 ou 0,5%, não sendo muito significativa.
Na fibra muscular, a cafeína é capaz de alterar o desempenho mecânico, ou
seja, pode interferir na tensão máxima da fibra, mas não reverte alterações
metabólicas, diferentemente das anfetaminas que fazem com que o indivíduo
não perceba a fadiga, aqui não reveste essa questão da fadiga, logo o indivíduo
percebe que está cansado. Na junção neuromuscular uma quantidade de
cafeína pode aumentar os níveis de ácidos graxos livres, promovendo uma
economia de glicogênio nos músculos, pois ácidos graxos são fonte de energia
e assim em vez de utilizar o glicogênio dos músculos usa-se primeiro os ácidos
graxos, servindo como uma reserva de fonte energética.

Esteroides anabólicos

São naturalmente secretados no nossos organismo e sintetizados pelos


testículos, ovários e córtex da supra renal seus efeitos representam o somatório
de efeitos da testosterona, diitrotestosterona, estradiol. Promovem aumento da
força, diminuição da massa gorda e aumento da massa magra, e a resposta aos
andrógenos é determinada pela localização e tipos de células envolvidas, ou
seja, a resposta, a depender do tipo de célula terá uma manifestação clinica
diferenciada, na célula muscular estimula a produção de proteínas musculares,
em outras células podem elevar as características sexuais secundarias como o
pelo e padrão vogal.

Temos algumas questões importantes em relação à administração dessas


substâncias, a administração oral ou parenteral de testosterona não é eficaz,
não é capaz de provocar o efeito desejável devido ao efeito de primeira
passagem pronunciado, com isso, os laboratórios farmacêuticos modificaram a
molécula para alterar as propriedades ou prover meios de administrar essas
substâncias a fim de evitar esse metabolismo de primeira passagem, tendo-se 3
modificações na molécula que foram úteis, propiciando benefício para o usuário:

 Modificação na estrutura do anel, substituição em C1, C2, C9 e C11,


sendo uma modificação importante porque diminui a taxa de inativação e
aumenta a potência e alteração do metabolismo.
 Esterificação em 17-delta-hidroxil tornando mais lipossolúvel e com ação
mais prolongada porque quando a substância vai se tornando hidrofílica
tem a tendência de ser excretada, e para ficar mais tempo no organismo
exercendo o seu efeito, você a torna lipossolúvel a fim de que exerça seu
efeito por mais tempo no organismo.
 Ocupação na posição 17 alfa que faz com que a molécula fique mais
tempo no organismo porque serão lentamente metabolizadas pelo fígado.

OBS: Ela mandou com os conhecimentos de química farmacêutica e síntese,


montar a estrutura e olhar onde é cada carbono, substituição e esterificação.

Os ésteres de testosterona são menos polares que o esteroide, e quando


administrados injetados via intramuscular em óleo são absorvidos mais
lentamente, sendo esse o efeito final químico que temos.

O efeito para os atletas é considerado controverso para o uso de


anabolizantes, pois os usuários reportam um benéfico, mas estudos realizados
cientificamente controlados não comprovam de fato esses efeitos, salvo se o
indivíduo treinar pesadamente, se não treinar e fizer uso da substância não terá
efeito nenhum, somente treinando pesado e pode ter um pouco de melhora. Os
fatores mais importantes que a comunidade científica identificou para de fato se
perceber uma eficácia dessas substâncias é uma dieta bastante controlada e
treinamento, quando esses dois fatores associados ao uso de anabolizantes
tem-se uma melhora da performance, mesmo que pequena. Outros fatores como
variedades de alimentos e pesagem são fatores que dificultam transpor para um
ensaio clinico o que acontece na pratica dos atletas pois o Comitê de Ética jamais
irá aprovar um estudo que possa colocar em risco a saúde dos indivíduos, não
conseguindo assim fazer associações e esses testes em humanos.

Os esteroides anabolizantes aumentam a massa e força muscular só em


atletas que treinam pesado e continuamente com uma dieta hipercalórica e
hiperproteíca, se não for dessa forma não são capazes de aumentar e manter a
força muscular. Promovem o aumento de peso devido à restrição de sais e de
água, com isso o indivíduo toma diurético para poder eliminar a agua, o edema.
Os atletas alteram o comportamento, tendo estado de euforia que se traduz por
comportamento de alta agressividade e diminuição da sensação de cansaço.

Como efeitos tóxicos que podem ser destacados tem-se irregularidades


do ciclo menstrual, hipertrofia do clitóris que pode ser irregressível, carcinoma
mamário e hepático, espermatogênese, calvície de padrão masculino em
mulheres, ginecomastia (aumento dos seios) em homens e muita das vezes é
irreversível sendo reduzida somente com cirurgia plástica, icterícia,
masculinização do feto feminino com alteração no padrão de voz e queda de
cabelo, além de problemas cardíacos, impotência sexual.

M3. Manipulação genética

A terapia gênica não surgiu como um doping propriamente dito, mas como
uma terapia que propiciasse através da genética a melhora ou a cura de
determinadas doenças, como doenças musculares, distrofias musculares.
Inicialmente a terapia Genica surgiu para o tratamento dessas doenças, e hoje
tem várias tentativas de aumentar a performance do atleta usando da genética
através de injeção (inclusão) intranuclear de um RNA mensageiro ou RNA
recombinante que irá modificar a produção de uma proteína, por exemplo,
usando FG1 e hidrastatina, alterando genes que são capazes de produzir essas
substâncias, aumentando a a massa muscular localmente sem esforço dos
atletas, fazendo com que os mesmos desenvolvam força e potência muscular
sem que o atleta tenha que fazer muitos esforços.

O gene durador de eritropoietina aumenta a quantidade de hemácias


sem ter que fazer retirada de sangue e reinfusão de papa de hemácias, o que
beneficia o atleta em provas de longa duração devido o transporte de oxigênio e
nutrientes. Já o gene codificador de endemorfina é bastante estratégico,
aumentando a capacidade de suportar a dor, assim, se o seu limiar de doe é x,
agora passa a ser 2x, a pessoa consegue se desdobrar porque aguenta, sendo
bastante estratégico para determinadas competições, permitindo treinos e
competições ainda mais intensos.

O mecanismo básico de ação da terapia gênica se dá pela remoção de


uma porção (sequência que não é das melhores) e insere uma sequência de
RNA que irá produzi ruma proteína especifica, a fim da pessoa não sentir dor,
aumentar a performance muscular e a oxigenação, passando a ter uma
sequência que beneficia, basicamente faz-se uma remoção e inserção, além
disso pode deletar uma fração, silenciando-a e estimula a produção de uma
outra, acendendo-a. essa introdução se dá por vetores como vírus que entra na
célula, se liga, solta o RNA que irá se ligar ao nosso, tendo-se a síntese proteica.

Essa questão do doping genético teve um estimulo para um trabalho


realizado na Pensilvânia em 1998 com ratos, e foi percebido que ao manipular
geneticamente determinados marcadores aumentava-se a força muscular dos
ratos em até 30% com um adicional, esse aumento de massa e força muscular
permanece por vários meses após estimulado, ou seja, não precisava fazer
modificação momentânea, podendo ser feito antes e no dia da competição ainda
teria o efeito. E melhor, a modificação que melhora a performance do atleta não
era percebida nos exames anti doping convencionais, sendo a máfia do doping,
porque melhora, tem uma boa duração e não pode ser detectado pois não sabe-
se quais os genes do atleta, ou seja, a constituição genética de todos os genes
estratégicos para sua performance, não tendo como dizer que foi adulterado.

Dessa forma, se tenho a proteína milagrosa de oxigenação ou uma de alta


performance, como a velocinina (alta velocidade), você pega essa proteína, usa
o vírus inativado sem capacidade virulenta como um agente transportador e
deixa que o vírus faça a introdução da proteína na célula e a partir daí o vírus irá
se replicar com o gene. Existem vários vetores que podem ser utilizados para
transportar material genético para dentro da célula como bactéria, nanocelulose,
o grande problema é que as vezes temos receptores para essas proteínas que
não estão somente na fibra muscular, podendo estar no cérebro, no olho, em
outras regiões do corpo e direcioná-la a fim de que ela vá somente para o
musculo da perna a fim de aumentar sua performance, ou seja, não reconhecer
outros locais, indo somente para o desejado é muito difícil, não é possível ter
essas fibras ultra rápidas sem que tenha alteração em outros locais, por isso que
a tentativa é achar algo que só esteja no local que você precisa.

Nas várias sequências do nosso DNA ao encontramos uma diferença não


significa que houve um doping genético, podendo ser uma alteração
constitucional particular da pessoa que a maioria dos atletas não tenham, mas
que é normal para a pessoa. E nem sempre que se encontraro slimp (alteração
de um nucleotídeo), significa que é uma alteração funcional, devendo ser
avaliada, ou seja, só encontrar alteração não significa que seja um doping, pois
não significa que seja funcional. O doping é diferente de um exame de
paternidade em que a pessoa tem ou não o gene, nós não temos um mapa
genômico de todos as proteínas e características de cada indivíduo para saber
se é constitucional ou não, tendo ai uma dificuldade.

A administração pode ser de forma intramuscular, mas isso não significa


que não irá cair na circulação podendo se ligar a outros sítios, ou seja, o fato de
administrar na musculatura da coxa não exclui a possibilidade de não chegar à
musculatura facial, dos braços e outros locais. Hoje existem algumas técnicas
com a nanotecnologia de fazer encapsulamento que tentam direcionar para um
determinado local diminuindo a variação na distribuição, mas isso é muito difícil
de ser conseguido na integralidade, e como é utilizado constantemente pode ser
que pequenos percentuais ao longo dos anos causem danos em outros locais e
não só a melhora da performance, não tendo tecnologia muito bem feita para
isso. Tendo-se assim vários riscos inerentes à tecnologia, alguns ainda
desconhecidos, como:
 Ao usar vetor viral pode provocar uma resposta inflamatória, em que o
organismo reconhece como um corpo estanho (não é endógeno).
 A capacidade de mutação e replicação, especialmente se houver falhas
na replicação, comum em laboratórios clandestinos, assim, trabalhar com
tecnologia de vetor viral e bacteriano não é simples, é bem complicada,
devendo ter pessoas altamente qualificadas para fazer, e ainda sim, ao
adentrar no corpo, não pode-se garantir com 100% de certeza que não
terá um processo inflamatório e mutação, ou seja, a chance de acontecer
é muito pequena, mas não é uma chance zero.
 Chance de um gene ser introduzido erroneamente em células
germinativas, que apesar de ser um risco baixo, deve ser considerado
como um risco inerente ao procedimento, devido aos laboratórios
clandestinos.
 A falta de controle sobre a inspeção de genes inseridos pode causar
aumento da viscosidade sanguínea ou chance de surgimento de tumores.

Aspectos analíticos

Em relação aos aspectos analíticos há a necessidade de ser uma coleta


assistida, hoje não tão mais vigiada mas tem-se no vaso sanitário um corante
para que o indivíduo não pegue água do vaso, não tem pia do lado de dentro
para que não seja possível a diluição dos agentes de doping. Assim, o atleta tem
que retirar o calção ou entra em uma sala totalmente espelhada, antigamente
colocavam uma bexiga de água dentro da calça e na hora que estava urinando
espirrava e diluía a urina.

A parte de triagem é feita com os kits de Quikscreen que tem como


princípio um imunoensaio competitivo, imunocromatografia, um ensaio
competitivo entre a droga marcada e a droga presente na amostra com um
material inerte, formando uma coloração.

Dentre os métodos temos CG-Ms e Cl-MS, sendo os dois coplados à


massa a fim de detectar o menor limite de detecção, o imunoensaio além de ter
muita contaminação cruzada é um método caro.

Nas Olimpíadas de Londres houve uma duplicata de amostras, em que


uma foi testada e a outra guardada para contra provas e 100% dos atletas foram
testados e amostras são guardadas por ate 8 anos, pois se forem descobertas
novas técnicas podem ser testadas novamente.