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PILHAS E

BATERIAS
Estudo da capacidade
disponível para pilhas
recarregáveis
MESTRADO INTEGRADO EM

1MIEEC01_04 ENGENHARIA ELETROTÉCNICA E DE


André Galiza (201403181) COMPUTADORES
Daniel Gonçalves (201402775)
Isa Almeida (201403568) Supervisor: Professor Paulo Costa
Mário Carvalho (201402929) Monitor: Jorge Bessa
Tiago Pereira (201405598)

Porto, Outubro de 2014


RESUMO

Este Relatório foi realizado pelos elementos acima referidos durante as primeiras
semanas do semestre no âmbito da Unidade Curricular Projeto FEUP. A integração de todos
os novos alunos na Faculdade é um dos objetivos deste projeto, mas a compreensão do
tema proposto por parte de quem procura a informação faz também parte da essência
desta Unidade Curricular.

Este Relatório Técnico iniciou-se por uma breve história acerca da pilha, desde a
primeira utilização até às que atualmente conhecemos, fazendo uma breve referência à sua
estrutura e caraterísticas, bem como a diferença entre pilha e bateria.

Após essa breve alusão, aprofundou-se acerca dos tipos de pilha, Níquel-Metal (NiMH)
e Zinco Carbono (ZnC), mais concretamente sobre os fatores que influenciam a eficiência e
a durabilidade da pilha. Através do estudo prático dos dois tipos de pilha referidos
anteriormente, foi possível perceber qual era a mais duradoura e a mais recomendável,
dependendo do tipo de utilização.

Finalmente, perspetivou-se o que as novas tecnologias da pilha podem vir a aprimorar


o nosso dia-a-dia, bem como a sua reciclagem, concluindo-se, sumariamente, que quanto
mais reciclarmos, menos o solo será explorado, visto que os materiais das pilhas usadas
podem ser reutilizados em pilhas com nova vida.

PALAVRAS-CHAVE
 Pilha;
 Bateria;
 Elétrodo;
 NiMH;
 ZnC.

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AGRADECIMENTOS

O grupo quer desde já agradecer a todos os envolvidos na realização deste projeto,


com especial destaque ao supervisor Paulo Costa e ao monitor Jorge Bessa, pelo incrível
apoio prestado e pelo tempo despendido no auxílio do trabalho realizado. Uma palavra de
apreço também a todos os intervenientes na semana Projeto FEUP, pelas palestras e
conselhos fornecidos, que contribuíram para um trabalho mais rico e mais completo, de
forma a poder oferecer o máximo de qualidade no dia da apresentação final. Por fim, um
muitíssimo obrigado à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto por todos os
materiais e serviços presenteados, fundamentais para que o desenvolvimento deste
projeto fosse um sucesso.

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ÍNDICE DE FIGURAS

 Figura 1 – Pilha de Bagdad 7


 Figura 2 – Pilha de Volta 8
 Figura 3 - Diferença entre pilha e bateria (em série ou em paralelo) 10
 Figura 4 - Estrutura da pilha 10
 Figura 5 - Pilha Zinco-Carbono com revestimento de Manganês 12
 Figura 6 - Pilha Níquel-Metal-Hidreto 13
 Figura 7 – Reciclagem 21
 Figura 8 – “Pilhão” 21

ÍNDICE DE GRÁFICOS
 Gráfico 1: Voltagem da pilha A (300 mAh) ao longo do tempo 15

 Gráfico 2: Voltagem da pilha A (550 mAh) ao longo do tempo 16

 Gráfico 3: Voltagem da pilha A (1100 mAh) ao longo do tempo 16

 Gráfico 4: Voltagem da pilha B (300 mAh) ao longo do tempo 17

 Gráfico 5: Voltagem da pilha B (550 mAh) ao longo do tempo 17

 Gráfico 6: Voltagem da pilha B (1100 mAh) ao longo do tempo 18

ÍNDICE DE TABELAS
 Tabela 1: Categoria e tamanhos de diferentes pilhas 11

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ÍNDICE

Lista de acrónimos 5

Glossário 5

Introdução 6

História 7

Diferença entre pilha e bateria 10

Estrutura 10

Tabela de tamanhos 11

Tipos de pilha 11

Zinco-Carbono 12

Níquel-Metal-Hidreto 13

Fatores que influenciam a duração das pilhas NiMH 14

Tratamento de dados 15

Eficiência das pilhas 19

Reciclagem 21

Futuro 21

Conclusão 22

Referências bibliográficas 23

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LISTA DE ACRÓNIMOS

 NiMh: Níquel-Metal-Hidreto;
 ZnC: Zinco-Carbono;
 NiCd: Níquel-Cádmio;
 NiOOh: Oxi-Hidróxido de Níquel;
 mAh: miliampere-hora;
 cm3: centímetro cúbico.

GLOSSÁRIO

 Eletrólito: substância que se dissolve para dar uma solução que conduz
eletricidade;
 Eletrostática: estudo das cargas elétricas em repouso;
 Elétrodo: terminal utilizado para conectar um circuito elétrico a uma parte
metálica/não metálica ou a uma solução aquosa – “pólo”;

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INTRODUÇÃO

A pilha é, sem dúvida alguma, um elemento ativo e fundamental nas nossas vidas.
Podemos não ter uma grande perceção, mas a pilha está presente em grande parte
das ferramentas que usamos diariamente, desde o comando da televisão até ao
telefone sem fios. Podemos afirmar, com grande convicção, que esta é usada por
todos, pelo mais novo na sua figura de ação falante, pelo adolescente para fazer uma
conta na sua máquina de calcular, pelo trabalhador para consultar o seu relógio e pelo
idoso para ouvir o jogo da sua Seleção, através do rádio. Ela está sempre presente, de
forma direta, mesmo que não nos apercebamos desse facto.
Mas, para a pilha ser o que é hoje, foi preciso uma grande dedicação em torno
desta pequena célula de energia, não só para se obter uma maior capacidade e,
consequentemente, um maior proveito dela, mas também para se alcançar uma pilha
de dimensões mais reduzidas.
Contudo, apesar das eficazes transformações realizadas, a pilha tem vindo a
evoluir muito pouco nos últimos tempos, não havendo um grande motivo para a sua
utilização em vez da bateria que, apesar de ser de maiores dimensões, proporciona
uma utilização mais duradoura, devido a possuir valores de intensidade e de
descarregamento de maior valia em relação à pilha.

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HISTÓRIA

Acredita-se que o uso de pilhas tenha começado há 2000 anos atrás após a
descoberta de um instrumento num túmulo na zona de Bagdad, Israel.
Este artefacto era um jarro selado que continha uma barra de ferro no centro,
envolta numa chapa de cobre. As suas dimensões eram um pouco superiores às das
pilhas atuais (altura - 15 cm; diâmetro - 4cm; comprimento - 12 cm). A partir desta
descoberta realizaram-se inúmeros ensaios de réplicas e estas produziram desde 1,5V
a 2V entre os dois metais, tendo ficado denominada por pilha de Bagdad.

Figura 1 – Pilha de Bagdad.

1747
Sir William Watson provou que era possível que uma corrente podia ser enviada
através de um fio longo utilizando a terra como outro meio condutor do circuito.
Atualmente, este fenómeno denomina-se por uma descarga eletrostática.

1786
Luigi Galvani, ao realizar uma dissecação de uma rã, onde se encontrava uma
máquina eletrostática ao lado, repara na reação dos músculos das pernas da rã ao
tocar com um bisturi no nervo desta. Neste momento, sucedeu-se o contacto entre
dois metais diferentes numa superfície húmida (rã) o que levou à contração dos
músculos do anfíbio.
Após esta observação, Galvani passa a defender a teoria da “eletricidade animal”,
em que defende que os metais eram apenas condutores da eletricidade, pensando que
esta pertenceria aos músculos da rã.

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1800
Com base nos estudos de Galvani, Volta propõe uma alternativa à teoria de
Galvani: a eletricidade era gerada pelo contacto entre dois metais diferentes. Desta
forma, cria a primeira pilha elétrica, conhecida por pilha de Volta, pilha Galvânica ou
pilha voltaica, constituída por diversas camadas de prata, papel humedecido em sal e
zinco.
Alessandro Volta desenvolve o conceito da série eletroquímica que vai classificar o
potencial produzido no contacto dos vários metais no eletrólito.

(Universidade Estadual de Campinas s.d.)

Figura 2 – Pilha de Volta

1859
Raymond Gaston Plante, no seu primeiro modelo de acumulador - Planté, colocou
duas tiras de folha de chumbo separadas por pedaços de borracha imergidos numa
solução de ácido sulfúrico, sendo necessário um separador melhorado para resistir ao
ácido. Desta forma, a capacidade de fornecimento de corrente aumenta ao carregar e
descarregar alternadamente esta célula.

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1866
A primeira pilha que Georges Leclanché desenvolveu, reconhecida como pilha seca
porque até esta ser inventada, as pilhas existentes só usavam soluções aquosas.
Além disso esta pilha é também denominada como pilha de zinco-carbono visto
que é constituída por um invólucro de zinco (pólo negativo) e uma barra de grafite
envolvida por dióxido de manganês.
(Pinto s.d.)
(Fogaça s.d.)

1881
Camille Faure criou uma bateria de ácido forma de revestimento de folhas de
chumbo fundido com pasta de óxido de chumbo, ácido sulfúrico e água que melhorou
a capacidade de fornecer a corrente comparativamente às baterias anteriores. Esta
nova vantagem levou ao fabrico em escala industrial desta bateria.
Henri Tudor, apoiando-se em Plante e Faure, juntou a pasta de óxido de chumbo à
grade fundida em chumbo, onde obteve bons resultados que levou ao
desenvolvimento de vários tipos de grades para melhorar a retenção dos constituintes
da pilha.
(Reis s.d.)

1898-1908
Thomas Edison desenvolve uma bateria destinada ao uso industrial e ferroviário
que tem como principal constituintes níquel-ferro. É reconhecida pela sua
durabilidade.
(Sólido s.d.)

1893-1909
Jungner e Berg, na Suécia, desenvolveram a bateria níquel-cádmio semelhante ao
trabalho de Edison, no entanto no lugar do ferro usou-se cádmio. Esta bateria
funcionou melhor a baixas temperaturas e a sua autodescarga era menor face à bateria
de Edison, e pode ser carregada a uma taxa muito menor.

1950
Samuel Ruben inventou a bateria de óxido de zinco-mercúrio, que se veio a tornar
mais tarde “Duracell”.

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DIFERENÇA ENTRE PILHA E BATERIA
As pilhas e as baterias são dispositivos nos quais uma reação espontânea de
oxidação-redução produz corrente elétrica. Ainda existe um pouco de confusão entre
os termos pilha e bateria, mas então qual é a diferença?
A unidade eletroquímica básica capaz de gerar energia elétrica é chamada de
célula. A pilha é composta por uma única célula. As baterias, por outro lado, são
sistemas compostos pela associação de duas ou mais células conectadas em série (pólo
positivo conetado ao pólo negativo) ou paralelas (pólos positivos conetados entre si, e
negativos conetados entre si). No entanto, este termo é comum ser utilizado para uma
única pilha também (bateria).
A maior parte dos aparelhos que usa pilhas necessita, quase sempre, de mais do
que uma pilha. As pilhas podem associar-se em série e paralelo. Nas ligações em série
a tensão aumenta, nas ligações em paralelo pode-se fornecer maior corrente, porém a
tensão mantêm-se igual a cada uma das pilhas individualmente.

Figura 3 - Diferença
entre pilha e bateria
(em série ou em
paralelo).

(Arcanjo s.d.)

ESTRUTURA

A estrutura de uma pilha pode ser divida em três partes:


1. Elétrodos - são os condutores de corrente da pilha:
- Ânodo: elétrodo positivo de uma pilha.
- Cátodo: elétrodo negativo de uma pilha.
2. Eletrólito - é a solução que age sobre os elétrodos.
3. Recipiente - guarda o eletrólito e suporta os elétrodos. Figura 4 - Estrutura da pilha

(Arcanjo s.d.)

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TABELA DE TAMANHOS

Atualmente, as pilhas são rotuladas segundo uma tabela. Conforme o seu tamanho
podem ser introduzidas em diferentes categorias.
Foram criados vários formatos e tamanhos de pilhas ao longo da humanidade. Hoje
em dia, os tipos de pilhas mais usados são: AA, AAA, C, D, 9V.

Categoria Comprimento (mm) Diâmetro (mm)


AAA 44,5 10,5
AA 50,5 14,5
C 50,0 26,2
D 61,5 34,2

Tabela 1: Categoria e tamanhos de diferentes pilhas

A pilha de 9V já não segue os mesmos padrões acima referidos, por se tratar de


uma pilha retangular. As suas dimensões são as seguintes:
Altura: 48,5mm | Largura – 17,5mm | Comprimento – 26,5mm.
Embora a capacidade seja diretamente proporcional à dimensão da pilha, a
tecnologia e o material que constituem a pilha definem a sua capacidade, não existindo
assim uma tabela para esse efeito. Consequentemente, a tensão também é variável.

TIPOS DE PILHA
Pilha primária (não recarregável): é uma pilha na qual as reações químicas acabam
por destruir um dos elétrodos, normalmente o negativo. A pilha primária não pode ser
recarregada.
Pilha secundária (recarregável): é uma pilha na qual as ações químicas alteram os
elétrodos e o eletrólito. Os elétrodos e o eletrólito podem ser restaurados à sua
condição original pela recarga da pilha. Estas pilhas também se denominam como
acumuladores.

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ZINCO-CARBONO (ZnC)

CARATERÍSTICAS: As pilhas de ZnC são as baterias primárias com


o mais baixo custo de produção do mercado, sendo habitualmente
incluídas em produtos elétricos vendidos com pilhas. Estas pilhas de
“uso geral” podem ser utilizadas em comandos (de TV e consolas),
lanternas, relógios, rádios e outros tipos de aparelhos cuja potência
elétrica não seja muito elevada. As células de zinco-carbono são mais
propensas a fugas pelo facto do ânodo (pólo negativo) ser o próprio
Figura 5 - Pilha ZnC com
contentor do eletrólito. revestimento de Manganês
Tensão: 1.5V;
VANTAGENS: Baixo Custo e não poluem o meio ambiente.

DESVANTAGENS: Durabilidade reduzida e os vazamentos provocados pela pilha


podem danificar os aparelhos.

FUNCIONAMENTO: Uma pilha seca comum é formada por um elétrodo de zinco,


que também é o invólucro metálico da pilha, e um elétrodo central e cilíndrico de
carvão. A separar os dois elétrodos, existe uma pasta gelatinosa à base de cloreto de
amónio, que constitui o eletrólito da pilha. Ao completar-se o circuito elétrico externo,
a corrente é criada através da ação do eletrólito sobre o zinco, que constitui o elétrodo
ou pólo negativo do aparelho. A ação química liberta átomos de hidrogénio que se
acumulam na superfície do pólo positivo. Essa ação, chamada polarização, faz diminuir
progressivamente a produção de corrente, acabando por tornar a pilha inútil ou
"descarregada". Para retardar o máximo possível os efeitos dessa polarização,
costuma-se colocar entre o eletrólito e o elétrodo positivo uma camada de mistura
despolarizante (como na pilha ilustrada na figura 5), geralmente, dióxido de manganês.

APLICAÇÃO: As pilhas secas são usadas para produzir correntes pequenas, em


serviços contínuos, ou quando se deseja corrente moderada e serviço intermitente.
Assim, são usadas em baterias de rádios portáteis, telefones, brinquedos, lanternas,
entre outros objetos de pequenas dimensões.

(Arcanjo s.d.)

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NÍQUEL-METAL-HIDRETO (NiMH)

Figura 6 - Pilha Níquel-Metal-Hidreto

CARATERÍSTICAS: São o tipo de pilha recarregável mais comum encontrada no


mercado. Foram precedidas pelas pilhas de NiCd. Usam elétrodos positivos de NiOOH
como as pilhas de NiCd, no entanto usam uma liga absorvedora de hidrogénio no
elétrodo negativo. Possuem 3 a 4 vezes mais capacidade do que as pilhas de NiCd e a
sua densidade de energia, que é de aproximadamente 100 W-h/kg, aproxima-se das
pilhas de lítio. Um dos grandes problemas das pilhas de NiMh é o descarregamento
quando não estão a ser usadas. Estima-se que estas percam até 3% da sua carga por
mês de repouso. Além disso, o completo descarregamento pode levar a uma inversão
de polaridade na pilha, o que pode causar danos aos equipamentos que a estejam a
utilizar.

TENSÃO: Opera usualmente com uma voltagem de 1,2V, um pouco menor que a
pilha usual de 1,5V. É possível encontrar pilhas de NiMH com mais de 2000mAh.

VANTAGENS: Têm uma capacidade de armazenamento de energia 3 a 4 vezes


maior que as pilhas de NiCd. São mais fáceis de reciclar e apresentam um menor
impacto ambiental que as anteriores por não usarem o elétrodo de cádmio. Têm uma
boa relação qualidade-preço em função do preço elevado das baterias de lítio.

DESVANTAGENS: Têm um problema sério de descarregamento quando estão em


repouso. Apresentam o perigo de inversão de polaridade.

FUNCIONAMENTO: Ocorre a formação de água e a quebra da ligação metal com o


hidrogénio no elétrodo negativo, enquanto há uma transferência de eletrões para o
elétrodo positivo.

APLICAÇÃO: Usadas em dispositivos de alto consumo como câmaras digitais, GPS’s,


calculadoras e também no mercado automóvel, em veículos elétricos.
(Arcanjo s.d.)

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FATORES QUE INFLUENCIAM A DURAÇÃO DA
PILHA NiMh

Em relação à pilha níquel-metal-hidreto, o uso que lhe é dado tem efeitos


significativos que decidem a sua durabilidade. Normalmente, a duração destas pilhas é
cerca de dois a cinco anos.
Quanto a este assunto, destacaram-se alguns destes fatores que influenciam a vida
desta bateria, dos quais vamos proceder à sua enumeração:

 Grau de sobrecarga
A determinação do grau adequado de sobrecarga para a alimentação de uma
bateria é influenciada pelo uso que lhe é dado. A sobrecarga da pilha é
fundamental para garantir que carrega na sua totalidade como também para
garantir o seu equilíbrio, no entanto a manutenção de correntes de carga durante
longos períodos de tempo pode contribuir para reduzir a sua duração.

 Exposição a altas temperaturas


Dentro da pilha estão a ocorrer reações de oxidação-redução que são
aceleradas com o aumento da temperatura o que leva ao desgaste da mesma.
Além disso, as altas temperaturas influenciam a aceitação da carga no processo de
carregamento levando à sua redução.

 Reversão da bateria
A descarga das pilhas NiMh é realizada, na sua maioria, em sentido inverso o
que pode reduzir a vida útil das baterias, especialmente se esta descarga se torna
rotineira.

 Armazenamento prolongado sob carga


Nos casos em que se mantem a carga constante da pilha e não esta não atinge
a descarga total durante um determinado período de tempo pode causar
alterações imutáveis na composição química da bateria e consequentemente
promover a limitação da sua durabilidade.

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TRATAMENTO DE DADOS

Atualmente, a quantidade de aparelhos que necessitam de um meio de energia móvel


para funcionarem é cada vez maior. E com o desenvolvimento desses aparelhos, a exigência
de energia por parte deles também aumenta.
Neste relatório, vamos analisar duas pilhas NiMh usadas, fazendo as nossas próprias
conclusões e comparando dados, nomeadamente entre dados reais e dados fornecidos pelo
fabricante.
À primeira vista, a vantagem que as pilhas NiMh têm em relação às de Zinco-Carbono é o
facto de serem recarregáveis. Mas ao serem recarregáveis, isto quer dizer que irão ter um
período de vida (até que eventualmente ficam com uma eficiência energética muito baixa).
Estes dados serão essencialmente úteis para compreender um pouco melhor o
comportamento de pilhas NiMh com algum uso.

Pilha A – 300 mAh

Voltagem(V) NiMH - 0.27C

Tempo(s)
Gráfico 1: Voltagem da pilha A (300 mAh) ao longo do tempo;

Descarga: 300mAh (0,27C);


Capacidade média: 994,69mAh;
Tempo de descarga: 1Hora e 54 minutos e 35 segundos.

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Pilha A – 550 mAh

Voltagem(V) NiMH - 0.5C

Tempo(s)
Descarga: 550mAh (0,5C);
Capacidade média: 948,14mAh; Gráfico 2: Voltagem da pilha A
Tempo de descarga: 1 hora, 2 minutos e 50 segundos. (550 mAh) ao longo do tempo;

Pilha A – 1100 mAh

Descarga: 1100mAh (1C);


Gráfico 3: Voltagem da pilha A
Capacidade média: 845,94mAh;
Tempo de descarga: 31 minutos e 10 segundos. (1100 mAh) ao longo do tempo;

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Pilha B – 300 mAh

Descarga: 300mAh (0,27C);


Gráfico 4: Voltagem da pilha B
Capacidade média: 1013,4mAh;
Tempo de descarga: 1 hora e 46 minutos. (300 mAh) ao longo do tempo;

Pilha B – 550 mAh

Descarga: 550mAh (0,5C);


Gráfico 5: Voltagem da pilha B
Capacidade média: 959,3mAh;
Tempo de descarga: 1 hora, 1 minuto e 35 segundos. (550 mAh) ao longo do tempo;

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Pilha B – 1100 mAh

Descarga: 1100mAh (1C);


Gráfico 6: Voltagem da pilha B
Capacidade média: 862,2mAh;
Tempo de descarga: 32 minutos e 40 segundos. (1100 mAh) ao longo do tempo;

A capacidade média de cada pilha foi calculada através da expressão:

Á𝑟𝑒𝑎
𝐶𝑚 =
𝛥𝑡 × 𝑇

Legenda:
Cm – capacidade média (mAh); Área – Área do gráfico (voltagem/tempo);
Δt – tempo de descarga (segundos); T -Tensão (1,2V).

Uma pilha de NiMh, geralmente, apresenta uma capacidade média de 1500mAh. Este
seria o caso para uma pilha completamente nova e carregada. Ou seja, pelos valores obtidos
da capacidade média concluímos que as pilhas analisadas já se encontravam bastante gastas,
apresentando por isso valores bastante inferiores em relação a uma pilha nova.

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EFICIÊNCIA DAS PILHAS
Tanto a capacidade das pilhas como a das baterias é determinada com base no
produto de dois parâmetros: corrente e duração da descarga. O valor do produto é
expresso por unidades de medida especiais, o ampere-hora (Ah) e o miliampere-hora
(mAh). A carga acumulada por uma pilha ou por uma bateria pode ser expressa na
forma de densidade de energia, definida em watt-hora por quilo de peso ou em watt-
hora por centímetro cúbico (cm3) de volume.
Para escolher o tipo de pilha ou bateria para determinado aparelho, é preciso ter
em mente o nível mínimo de tensão que esse aparelho pode suportar. Esse nível
mínimo é chamado nível-limite de tensão. Naturalmente, quanto mais alto for para
determinado aparelho, mais curta será a vida útil da pilha ou bateria usada para
alimentá-lo.
Não é difícil definir com relativa precisão o limite de tensão de pilhas de mercúrio
ou prata. Estas geralmente operam com cargas fracas em relação a outros tipos de
pilha, mas essa carga mantém-se constante em cerca de 95% da sua vida útil,
apresentando uma queda brusca a partir daí.
Pelo contrário, nas pilhas de zinco-carbono, a determinação do limite de tensão é
mais difícil, pois a queda de tensão na pilha, durante a descarga, aumenta
irregularmente com o passar do tempo.
Um outro dado importante na questão da determinação do limite de tensão é o da
"recuperação da tensão". Este fenómeno ocorre nos aparelhos de funcionamento
intermitente, pois as baterias tendem a recarregar enquanto estes estão desligados.
Nesses casos, as pilhas de zinco-carbono apresentam uma apreciável recuperação
de tensão, a ponto de duplicar o seu período de vida útil, com a passagem de uma
carga constante a uma carga intermitente.

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As pilhas de ZnC, que apresentam no geral, a forma de um cilindro cujo volume
determina a quantidade de energia que elas podem fornecer. O pólo negativo é
formado pelo invólucro externo, enquanto o cilindro central de carbono, coberto por
um capuz metálico e isolado do invólucro, constitui o pólo positivo.
As pilhas NiMh são o tipo mais usado atualmente, pois oferecem maior
capacidade, maior tempo de vida, suportam mais recargas comparado com as de NiCd
(dependendo do fabricante, isso pode não ser verdade) e são menos poluentes, já que
não utilizam materiais pesados, como o cádmio. Outra vantagem é a não existência do
efeito memória.
As pilhas de níquel-metal são mais caras que as pilhas de zinco-carbono, podendo
custar o dobro e, por vezes, o triplo.
As pilhas de níquel-metal tendem a descarregar de uma forma mais uniforme e
constante ao longo do tempo, ao contrário das pilhas de zinco-carbono em que não é
previsível o seu descarregamento ao longo da sua vida útil.
É possível fazer com que uma pilha dure mais tempo, apenas temos que atender
ao aparelho onde vamos colocar a pilha, ver as suas caraterísticas como a voltagem,
por exemplo.
Efeito memória, também conhecido como “vício da bateria”, ocorre em
algumas baterias mais antigas como as níquel cádmio (NiCd), enquanto em outros tipos
não, como é o caso das de íon lítio. Sem o devido cuidado nas recargas, as baterias
propensas ao efeito, parecem adquirir uma capacidade de carga cada vez menor.
Para aumentar a vida útil das baterias sujeitas ao efeito, deve-se sempre
descarregá-las até que a tensão atinja o valor indicado pelo fabricante antes de
submetê-las a um novo ciclo de carga.
Outros problemas que afetam a capacidade de carga das baterias são comumente
confundidos com o efeito memória, entre os quais podemos citar o envelhecimento da
bateria, devido a reações químicas secundárias, perda de eletrólito, curtos-circuitos
internos e a reversão de polaridade das células.

PILHAS E BATERIAS - ESTUDO DA CAPACIDADE DISPONÍVEL PARA PILHAS RECARREGÁVEIS 20


RECICLAGEM
Uma das grandes vantagens em reciclar pilhas é evitar a poluição que pode advir
da deposição de pilhas ao ar livre e no meio ambiente. Nestes casos, as pilhas
libertam componentes tóxicos (cádmio, chumbo, mercúrio) que contaminam o
ambiente, nomeadamente o solo, fauna e flora da região circundante. Além disso,
também podem trazer problemas à saúde humana. Desta forma, existem diversos
pontos de recolha de pilhas em centros comerciais, espaços públicos, na rua, pontos
esses que cada vez mais se encontram em maior número.
Reciclar também significa recuperar e reutilizar materiais que são usados no
fabrico das pilhas (por exemplo: zinco, aço, carbono, manganês), que voltam a ser
usados na produção de novas pilhas. Assim, deixa de existir a necessidade de se
extrair estes materiais do solo, o que poupa recursos naturais para gerações futuras e
contribui para a sustentabilidade dos mesmos.

Figura 7 - Reciclagem Figura 8 – “Pilhão”

FUTURO
Há medida que os aparelhos eletrónicos têm evoluído, a bateria que lhes fornece
energia não tem acompanhado esse desenvolvimento. Para resolver este problema
tem vindo a ser usada uma bateria maior, em vez de melhor, para os alimentar.
Nos últimos 150 anos, comparando com outros progressos feitos nas várias áreas
tecnológicas, a pilha não evoluiu de forma significativa. Não existem maneiras
economicamente viáveis para se conseguir reduzir o tamanho das pilhas e manter a
mesma capacidade. Para existir inovação, a tecnologia tem de se adaptar aos tempos
de hoje e circundar esta limitação.

PILHAS E BATERIAS - ESTUDO DA CAPACIDADE DISPONÍVEL PARA PILHAS RECARREGÁVEIS 21


CONCLUSÃO
É possível perceber, no final deste relatório, que apesar de a pilha não estar muito
evoluída nos tempos de hoje, conseguimos encontrar a que mais se adequa à situação
em que nos encontramos. Enquanto as de NiMH são mais vantajosas a longo prazo em
relação às de ZnC, as primeiras chegam a ser muito mais dispendiosas que as últimas
referidas.
Através das medições efectuadas ao longo do trabalho, é possível retirar alguns
factos e mesmo algumas deduções. A exposição a altas temperaturas e a sobrecarga
são fatores que influenciam negativamente o correto funcionamento da pilha,
devendo esta, por isso, permanecer em locais secos e de temperatura amena, bem
como não estando a ser usada, não ser exposta a sobrecargas desnecessárias.
Para finalizar, a pilha merecia, efetivamente, um maior apreço a nível da
investigação. O facto de se aumentar o tamanho da pilha para fornecer maiores
quantidades de energia não é uma solução viável, apesar de cumprir a sua função. Por
isso, era importante encontrar uma forma de garantir uma maior entrega de energia,
mantendo o tamanho ou, se possível, diminuindo.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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