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“SEGURANÇA DO PACIENTE E QUALIDADE EM

SERVIÇO DE ENDOSCOPIA”
Enfa. esp. Eliane Lobato
ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO
Segurança do paciente
Qualidade do serviço
Resolução-RDC Nº 06 de 1o de março de 2013
Estudos Sobre Procedimentos endoscopia
Busca pela segurança e qualidade no serviço de endoscopia
Segurança do paciente
“Objetivo é prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos
relacionados à assistência nos serviços de saúde”

ANVISA, 2017
Segurança do paciente
“ Estas medidas realizadas de forma correta e segura, pelos
profissionais de saúde, por meio do seguimento de protocolos
específicos, associadas às barreiras de segurança nos sistemas,
podem prevenir eventos adversos relacionados à assistência à
saúde, salvando valiosas vidas.” (ANVISA, 2017)
QUALIDADE DOS SERVIÇOS
Segundo Juran , um serviço ou produto será de qualidade
quando for “adequado à utilização pretendida”, ou seja, se servir
para o que estava previsto. Essa definição implica que antes de
oferecer um serviço ou produto, existe uma consideração
implícita ou explícita sobre as necessidades e expectativas que
ele pretende atender. A mesma ideia básica está presente nas
definições de Deming ao afirmar que “depende do sujeito que
julgará o produto ou serviço”, e de Ishikawa4 , quando diz que é
a “satisfação dos requisitos dos consumidores desse produto ou
serviço”.
RESOLUÇÃO-RDC Nº 6
DE 1O DE MARÇO DE 2013

• Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de


Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de
acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais.
• Aplica-se a todos os serviços de saúde públicos e privados, civis
e militares que realizam procedimentos endoscópicos,
diagnósticos e intervencionistas, com utilização de equipamentos
rígidos ou flexíveis, com via de acesso ao organismo por orifícios
exclusivamente naturais.
BOAS PRATICAS DOS SERVIÇOS DE ENDOSCÓPIAS
Equipamentos
estrutura E
produtos

Recursos
processos
humanos

Saúde do
trabalhador
O que deve ser considerado no reprocessamento do
endoscópio

Materiais e
componentes Risco de danos no
Risco de vazamento sensíveis manuseio

Agentes
Temperatura
Químicos/Água
Biofilmes…

Hemoglobina
•Proteína
•Carboidrato
•Endotoxinas
•Microrganismos
BIOFILME
• Os biofilmes formados nos canais endoscópios gastrointestinais
denomina-se biofilme buildup(BBF).

• Ele se forma pelo acúmulo e pela fixação gradual de microorganismo e


material orgânico na superfície dos canais endoscópicos
gastrointestinais, mesmo após procedimentos de limpeza e
desinfecção de alto nível( DAN). O desenvolvimento de BBF neste
equipamentos são uma preocupação mundial, pois removê-lo pode ser
impossível, mesmo usando todos os procedimento recomendados de
boas práticas, desta forma somente a substituição por um
equipamento novo. ( SOBECC, 2017)
• Surtos associados a endoscópicos contaminados têm sido mais
frequente que qualquer outro equipamento médico.

• Não adesão aos protocolos de limpeza é a principal causa de


infecção.
 Mesmo com todas as orientações existentes sobre o processamento de
endoscópios e pouca correlação de contaminação por procedimentos
endoscópios, pesquisas abordam surtos em vários tipos de endoscópios, sendo
eles, gastroscópios, duodenoscópios, broncoscópios, cistoscópios e artroscópios
(KOVALEVA et al., 2009).

 Estão relacionados surtos envolvendo endoscópios publicados no período de


2008 a 2016 que ocorreram em diversas partes do mundo. As causas de
contaminação são, em grande maioria, decorrentes de falhas no processamento
de endoscópios e a dificuldade de realizar uma limpeza com sucesso devido ao
design complexo, porém os surtos abordam, também, os defeitos nos canais
que levam à deposição de matéria orgânica ou desenvolvimento de biofilmes.
Estudos mostram que a desinfecção não tem sido alcançada por falhas no
reprocessamento, especialmente na etapa de limpeza
Barbosa JM, Souza ACS, Tipple AFV, Pimenta FC, Leão Marques, M M, Oliveira A C,Watanabe E, Ferreira JA.
LSNO, Silva SRMC. Endoscope reprocessing using Effectiveness of Endoscope Reprocessing .Infect Control Hosp
glutaraldehyde in Endoscopy Services of Goiânia, Brazil. Epidemiol 2013;34:309
Arq Gastroenterol 2010;47:219-24
A maioria dos serviços de endoscopia realiza o Reprocessamento não efetivo em 34/37(91,6%) dos serviços.
reprocessamento no local do exame com fluxo • Foram recuperados microorganismos que esperava-se serem
inadequado; eliminados com DAN.(estudo microbiológico utilizado escovas
• O detergente enzimático foi utilizado para limpeza em descartáveis)
66,7%, contudo com uso incorreto, principalmente pelo •O percentual de colonoscópios contaminados(84,6%) foi
semelhante aos gastroscópios(80,6%)
não preenchimento dos canais internos e imersão total
• A limpeza constituiu-se na etapa mais crítica do
do endoscópio na etapa de limpeza; processamento, principalmente devido às constatações de não
• O enxágue e secagem são deficientes tanto após a preenchimento dos canais internos com solução de limpeza ou
limpeza quanto após a desinfecção dos canais internos preenchimento sem o uso de adaptadores, utilização
por não utilizarem adaptador para enxágue era inadequada de detergente enzimático pelo controle de
comprimido para secagem. A água não filtrada foi temperatura e tempo de imersão e não fricção dos canais
utilizada para enxágue. internos
Análise dos canais de ar / água das endoscopias gastrointestinais como
fator de risco para a transmissão de microorganismos entre os pacientes

M.M. Ribeiro, A.C. de Oliveira / American Journal of Infection Control 40


(2012) 913-6

Contaminação em 71.8% (28/39) dos colonoscópios


• P aeruginosa (46.4%),
• A baumannii (14.3%),
• Klebsiella pneumoniae (10.7%), entre outros

Contaminação em 70% (42/60) dos gastroscópios


• Pseudomonas aeruginosa (26.4%),
• Escherichia coli (18.9%),
• Acinetobacter baumannii(9.4%), entre outros
Um único endoscópio contaminado pode ser utilizado centenas
de vezes por ano e pode ser potencial para transmitir micro-
organismos causadores de infecção. A superfície interna dos
canais de endoscópios sofrem alterações devido à utilização
repetida (cada endoscópio é utilizado durante cinco a 10 anos), e
o risco de contaminação aumenta com a idade do endoscópio
(LEE et al., 2015).
 Muitos destes estudos sugerem que a sobrevivência persistente de MMR
em endoscópios flexíveis processados pode ser devido à formação de
biofilme (KOVALEVA; DEGENER; VAN DER MEI, 2010; BRIDIER et al., 2012;
EPSTEIN et al., 2014).

 Estima-se que 65% das infecções nosocomiais endógenas envolvem


biofilmes (KOVALEVA; BUSS, 2012), entretanto taxas de infecções exógenas
por biofilme em endoscópios flexíveis permanecem desconhecidas. A
formação de biofilmes nos canais internos de endoscópio pode ser
resultante de falha do processamento do endoscópio e é um fator
importante no controle da transmissão 101 cruzada de patógenos em
procedimentos de endoscopia (KOVALEVA; DEGENER; VAN DER MEI, 2010;
BRIDIER et al., 2012; EPSTEIN et al., 2014).
Sugestão de Protocolo de segurança do período que
antecede o exame de Endoscopia Digestiva Alta
Período que antecede o exame de Endoscopia Digestiva Alta: Compreende o acolhimento e os cuidados de enfermagem
dispensados ao usuário e seu acompanhante no serviço, a partir do momento da sua inclusão até o seu preparo para o exame.

Atividades Assistenciais

Cuidados de Enfermagem

Área do 1. Enfermeiro do Centro Endoscópio chama o usuário e seu acompanhante seguindo os


consultório critérios de atendimento, para o consultório de enfermagem onde será realizada a
consulta de enfermagem.
Profissional apto 2. 2. Enfermeiro procederá: • Conferir presença do acompanhante e se o usuário está 12
para atuar nesta horas de jejum. Caso não tiver cumprido o tempo de jejum, será informado ao médico
área: enfermeiro endoscopista que se responsabilizará pela decisão da transferência ou não da data do
exame. Caso indicado será reorientado sobre a necessidade do cuidado e remarcado
novo dia para fazer o exame. • Investigar a presença de acompanhante com o usuário.
Para a falta do acompanhante serão dadas as opções de entrar em contato telefônico
com um familiar para vir até a instituição antes de iniciar o exame OU fazer o
procedimento sem sedação OU retornar para unidade básica de saúde e remarcar o
exame. • Solicitar que ao usuário que faça a leitura, preencha e assine o termo de
Área de preparo 3. Enfermeiro deverá: • Orientar o usuário e seu acompanhante sobre o
pré-exame procedimento (a equipe que o assistirá durante o procedimento, os
cuidados necessários antes/durante e após o procedimento, o que é o
Profissional apto
exame, o que é a sedação, como o usuário deve se comportar durante o
para atuar nesta procedimento e como é a recuperação pós-exame). • Entregar o Folder
área: técnico ou Explicativo, que contempla todas estas informações descritas
auxiliar de anteriormente, caso este não tenha sido entregue no momento da
enfermagem. marcação exame. • Proporcionar espaço para questionamentos e
Supervisão: esclarecimento de dúvidas.
4. O enfermeiro deverá: • Encaminhar o usuário até a sala de preparo
Enfermeiro
pré-exame. • Solicitar que o acompanhante permaneça na sala de
recepção, com os pertences pessoais do usuário
5. Nos casos dos usuários internados na instituição previamente à data
do exame o enfermeiro deverá: • Realizar uma visita pré-exame. •
Realizar o Histórico de Enfermagem. • Entregar o Termo de
consentimento livre e esclarecido para a autorização da realização do
procedimento. • Entregar o Folder explicativo, esclarecer dúvidas e fazer
as orientações necessárias de acordo com as necessidades e
Área de preparo 6. O técnico de enfermagem receberá o usuário já orientado previamente
pré-exame na consulta de enfermagem.
Profissional apto 7. O técnico de enfermagem responsável pela área de preparo pré-exame,
para atuar nesta antes de iniciar suas atividades, deverá: • Organizar o ambiente e realizar
área: técnico ou o checklist. O checklist da área é um instrumento que auxiliará no sucesso
auxiliar de na realização de suas atividades rotineiras ou se alguma intercorrência
enfermagem. ocorrer.
Supervisão: 8. O técnico de enfermagem recepcionará o usuário e iniciará os cuidados
Enfermeiro de enfermagem relacionados ao preparo pré- procedimento: • Acomodar
o usuário em poltrona, verificará se foram retirados óculos, bonés, prótese
dentária, aparelho móvel e entregues ao acompanhante. Caso isso não
tenha ocorrido, deverá proceder à tarefa de colocar em embalagem
identificada e guardar em local próprio. • Puncionar acesso venoso
periférico, preferencialmente em membro superior direito. • Administrar
dose de Dimeticona via oral conforme prescrito pelo médico endoscopista.
• Fazer os registros no espaço destinado às observações complementares,
que consta do histórico de enfermagem. • Aferir os sinais vitais, verificar
glicemia capilar e outros procedimentos conforme necessidade. •
FALHAS

• A falta de imergir completamente escopo durante a limpeza,


• Tempo de exposição inadequada de detergente enzimática durante a limpeza,
•Não escovação nos canais internos,
•Quantidade inadequada de ingrediente ativo utilizado para a desinfecção,
•Não utilização de conectores para injeção de soluções nos canais internos,
•Volume insuficiente de água utilizada para a lavagem,
• Tempo insuficiente para alcance secagem antes do armazenamento, e
•Colocação de válvulas sobre o endoscópio durante o armazenamento
RECOMENDAÇÕES

Profissionais devem ser treinados, ter consciência da importância de


cada passo e aderência aos guides de processamento;
Seguir recomendações do fabricante;
Utilizar água com filtro de no mínimo 5 micras;
Monitoramento da efetividade de limpeza através de testes com
leitura em tempo real;
Monitoramento do MEC, guarda do arquivo por 5 anos;
Monitoramento do uso de equipamentos e acessórios;
Guarda do endoscópio seco após rinságem de álcool e aeração
forçada em armários ventilados .
Processamento de artigos médicos não é uma Corrida!!!!

Dr., mostre-nos agora, como lavar, controlar, embalar,


esterilizar seus endoscópios em 30 minutos? www.wfhss.com/humor
Referências
• Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Assistência Segura: Uma
Reflexão Teórica Aplicada à Prática Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Brasília: Anvisa, 2017.
• Juran JM, Gryna FM, Binghan RS. Manual de Control de la Calidad, 2ª ed.
Reverté, Barcelona, 1990. Cap.2
• Alfa MJ. Artificial Test Soil, US patent # 6,447,990; issue date; Sept 10,
2002.
• Bridier A, Sanchez-Vizuete M.D.P, Le Coq D et al. Biofilms of Bacillus subtilis
hospital isolate protect Staphylococcus aureus from biocide action. PLos
ONE. 2012: 7: e 44506.
• Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de
Produtos para a Saúde – SOBECC – 7ª SP. edição.2017
• SOBEEG, Manual de Limpeza e Desinfecção de aparelhos endoscópicos,
2007
lobatoenfa@gmail.com