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CULTO DE DOUTRINA - TEONTOLOGIA BÁSICA

(Deus é Amor - Texto Base: 1 Jo 4.7-8)


TEONTOLOGIA
Teós |Ontos | Logia
Deus | Ser |Palavra; Discurso Ordenado
Estudo do ser, dos atributos, da natureza, do caráter de Deus.

Introdução (Definição Bíblica do Amor)


 Essência: É tudo aquilo sem a qual uma coisa não é a mesma coisa;
 A Bíblia define o amor como sendo um conjunto de ações (1Co 13.4-7; Ef 5.25-28);
 Todavia, essas ações não constituem um fim em si mesmas, isto é, deve haver algo invisível e
intangível que impulsiona a ação. Em outras palavras, uma essência;
 Dessa forma, o amor possui duas nuances interdependentes: Essência e Ação. A ação, per si, não é
prova do amor (1Co 13.1-3). Por outro lado, a essência sem ação é morta e, consequentemente,
inoperante;
 A partir de 1Co 13.4-7:
“Amor é a essência (afeiçoante, motivadora e decisória) que leva a sofrer, a ser bondoso,
a não se sentir infeliz com o sucesso alheio (invejoso), a não ser desonesto e precipitado (agir com
leviandade), nem orgulhoso (soberbo) ou indecente, a não ser irremediavelmente irritadiço, a
não ter prazer na injustiça, mas na verdade, a confiar, a esperar, a apoiar e tolerar (suportar) o
próximo.”
 A partir de Ef 5.25-28:
“É a essência que leva a prover as necessidades (providenciar, abastecer – ALIMENTAR)
e a proteger (SUSTENTAR - a queda) ao ponto de, se necessário for, entregar a própria vida.”
 Os ímpios têm a capacidade de amar?
o Graça Comum (Mt 5.45);
o Sim, mas a abrangência é diminuta, restringindo-se àqueles que os amam reciprocamente (Mt
5.46,47);
o Apenas os crentes têm a capacidade de amar os próprios inimigos (Mt 5.44), os seus próprios
irmãos em Cristo (Jo 13.34,35), bem como ao próximo num sentido geral (Gl 5.14);
Exposição Bíblica
• I – Os amados de Deus;
• II – A ordem que reflete o amor de Deus;
• III – A fonte do amor;
• IV – O amor como prova da regeneração;
• V – O amor como prova do conhecimento de Deus;
• VI – Deus é amor.
I. Os amados de Deus (“Amados, [...]” – 1 Jo 4.7a)
 Deus amou os crentes ao amar o mundo (Jo 3.16);
 Termo específico para os crentes, os quais experimentam efetivamente o amor salvífico de Deus (Rm
1.7; 1Co 4.14; 10.14; 15.58; 2Co 7.1; Ef 5.1; Fp 4.1; Hb 6.9; Tg 1.16,19; 1 Pe 2.11; 4.12; 2Pe 3.1,14;
1 Jo 2.7; 3.2; 4.11; Jd 1,3);
 Amor Eletivo de Deus:
o Israel (Ml 1.2; Rm 9.13; Rm 11.28);
o Igreja (Ef 1.3; 2 Ts2.13).
 Não se deve ao mérito humano, isto é, nunca pôde-se fazer nada para ser alvo do amor de Deus (Rm
5.8,9).
II. A ordem que reflete o amor de Deus (“[...] amemo-nos uns aos outros, [...]” – 1 Jo 4.7a)

 Recordação do Mandamento de Cristo no Evangelho (Jo 13.34; 15.12,17);


 Ideal a ser buscado: o amor de Cristo pela Igreja (... como eu vos amei) – amor sacrificial (Ef 5.25-
28);
 Consequência do cumprimento do mandamento:
o Reconhecimento do discipulado de Cristo por todos (Jo 13.35);
o Permanecimento no amor de Cristo (Cf. Jo 15.9-10,12): Com efeito, nada pode nos separar do
amor de Cristo (Rm 8.35-39). Logo, não significa dizer que Deus deixará de amar o crente,
mas que o pecado retira a sensação de ser alvo do amor divino;
o Cumprimento da Lei de Cristo (Gl 5.14).

III. A Fonte do Amor (“[...] porque o amor é de Deus [...]” – 1 Jo 4.7b)

 Deus: fonte de todo bem (Tg 1.17)


 Atributos Incomunicáveis e Atributos Comunicáveis:
o “Os atributos incomunicáveis são aqueles exclusivos de Deus, como a eternidade e a
onipotência. Apenas ele tem essas qualidades e elas não foram transmitidas (comunicadas) a
nenhum ser criado. Deus não compartilhou tais atributos com o homem. Os atributos
comunicáveis, por sua vez, foram impressos na humanidade na criação: são a inteligência, a
vontade e a moralidade, entre outros.”
 O amor é um atributo comunicável. Portanto, à medida em que se progride no processo de santificação,
mais o crente tem sua existência, consciência e prática impactadas pelo amor.

IV. O Amor como Prova da Regeneração/Novo Nascimento (“[...] e qualquer que ama é nascido de Deus
e conhece a Deus.” - 1 Jo 4.7c)

 Somos salvos pela graça, mediante a fé; mas as obras têm o seu papel, atestando a realidade da salvação
(Ef 2.8-10);
 “Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas
daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.” (Mt
7.16,17);
 O amor é Fruto do Espírito (Gl 5.23);
 O amor também é prova da eleição (1 Ts 1.2-4).
V. O amor como prova do Conhecimento de Deus (“Aquele que não ama não conhece a Deus [...]” - 1
Jo 4:8a)
 A vida eterna consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo (Jo 17.3);
 A nuance intelectual não é suficiente. É necessário conhecimento íntimo, experiencial, prático,
verdadeiro;

VI. Deus é amor ([...] porque Deus é amor. - 1 Jo 4:8b)


 Além da proposição “Deus é amor”, a Bíblia diz que Deus é:
o Deus é Espírito (Jo 4.24) – Não se limita ao tempo e ao espaço, é imaterial, transcende a criação,
sendo-lhe anterior;
o Deus é luz (1 Jo 1.5) – “Deus é absolutamente e incondicionalmente santo, sem qualquer
mistura com o pecado, qualquer mancha de iniquidade ou qualquer indício de injustiça.
o Deus é fogo consumidor (Hb 12.29) – O Deus Justo é executor do Juízo;
 Nenhum dos atributos de Deus pode ser negado ou minimizado em detrimento de outro;
 “O fato de Deus ser amor não é base para o “universalismo”, ou seja, que, no final, ele acabará salvando
todas as pessoas. O amor não anula outros atributos de Deus como santidade e justiça. Tal heresia é
totalmente contraditória ao ensino bíblico (Mc 9.45-48)”.