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27/04/2019 Sociolinguística – Wikipédia, a enciclopédia livre

Há três termos importantes para a sociolinguística, que podem ser facilmente confundidos entre si:

Variedade: são as diferentes formas de manifestação da fala dentro de uma língua, a partir dos diferentes traços
que a condicionam, eles podem ser: sociais, culturais, regionais e históricos de seus falantes. As variedades
linguísticas classificam-se como:

Dialeto: modo particular de uso da língua numa determinada localidade. Diferente do que pensam muitos
linguistas, o termo dialeto não serve para designar variedade linguística.
Socioleto: é a variedade linguística de um determinado grupo de falantes que partilham os mesmos traços e
experiências socioculturais.
Idioleto: é o modo particular de cada indivíduo expressar-se através da fala.
Cronoleto: variedade pertencente a uma determinada faixa etária, ou seja, modo próprio desta geração
manifestar-se.[1]

Variante: termo utilizado nos estudos de sociolinguística para designar o item linguístico que é alvo de mudança.
Assim, no caso de uma variação fonética, a variante é o alofone. A variante representa, portanto, as formas
possíveis de realização. No entanto, na linguística geral, o termo "variante dialetal" é usado como sinônimo
de dialeto.

Variável: traço, forma ou construção linguística cuja realização apresenta variantes observadas pelo investigador.
Em outras palavras, a variável é todo fenômeno linguístico que pode ser realizado por duas ou mais variantes. A
realização de primeira pessoa do plural é uma variável linguística e as formas "nós" e "a gente" são duas
variantes possíveis de realização dessa variável.[2]
Em um fenômeno variável, cabe ao sociolinguista investigar os contextos de uso que favorecem a presença de uma das
variantes. Caso uma variante apresente frequência de uso maior do que a outra, pode ser que alguma mudança
linguística esteja ocorrendo ou esteja prestes a ocorrer. Por outro lado, caso não haja frequência de uso maior de uma
variante, pode ser que se trate de uma variação estável presente na língua.[3]

História
Embora o aspecto social da língua tenha chamado a atenção desde cedo, tendo tido relevância já no trabalho do
linguista suíço Ferdinand de Saussure no início do século XX, foi talvez somente nos anos 1950 que este aspecto
começou a ser investigado minuciosamente.

Pioneiros como Uriel Weinreich, Charles Ferguson e Joshua Fishman chamaram a atenção para uma série de
fenômenos interessantes, tais como a diglossia e os efeitos do contato linguístico.

Mas pode-se dizer que a figura chave foi William Labov, que, nos anos 1960, começou uma série de investigações sobre
a variação linguística – investigações que revolucionaram a compreensão de como os falantes utilizam sua língua e que
acabaram por resolver o Paradoxo de Saussure.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociolinguística 1/1