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FACULDADE SÃO LUIZ

RHENDEL RODRIGUES

TRABALHO DE SÍNTESE

Trabalho apresentado para a disciplina de


Metodologia Científica para obtenção de nota
parcial.

BRUSQUE
2015
2

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo expor as principais ideias


apresentadas nos capítulos XI e XII da obra "Sobre os Prazeres" de Tomás de
Aquino, filósofo que dedicou sua vida a conciliar os pensamentos de Aristóteles com
a doutrina cristã. A obra exposta é um comentário à Ética de Aristóteles, porém
entrelaçada na crença teísta do autor.
3

Faculdade São Luiz.


Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Professor: Silvano João da Costa.
Acadêmico: Rhendel Rodrigues.

RESUMO

Na lição XI da obra "Sobre os Prazeres", São Tomás de Aquino aborda 1 a


temática da contemplação, propondo que a felicidade provém da busca pela
verdade.O objetivo principal do autor é evidenciar que buscando essa felicidade -
que é especulativa - tornamo-nos virtuosos e nos aproximamos do Divino.2 O autor
distingue as ações das virtudes morais ( Que buscam um bem comum ) das
operações intelectuais ( O homem busca apenas um fim, sem se preocupar com
nada além dele ). A felicidade é especulativa, e todos os elementos que a compõem
devem ser perfeitos. O autor discorre sobre os termos "Vagueza" e "Repouso", não
os atribuindo às ações morais, pois essas visam um bem comum. A virtude
contemplativa possui propósito, que é a contemplação da verdade.
Faz-se a divisão do homem em alma e corpo, natureza sensitiva e intelectiva. O
homem só participa da natureza intelectiva através de seu intelecto, que está
intrinsecamente relacionado ao divino, assim como toda a felicidade, e é o que há de
mais importante no homem, sobrepondo as outras características. Em síntese, a
vida especulativa nos aproxima do divino.
Na lição XI o autor inicia afirmando que o sujeito que busca tão somente a verdade é
mais feliz do que aquele que vive em conformidade com outras virtudes. A felicidade
especulativa é atribuída à sabedoria, que em si já compreende os outros hábitos
especulativos. O autor então atribui a felicidade ativa à prudência, que é a virtude
que aperfeiçoa todas as outras.
As obras da justiça, segundo o autor, existem nas relações sociais. Há obras justas
em quaisquer ações e paixões humanas.

1
Verbo na terceira pessoa.
2
A introdução deve conter a ideia principal e o objetivo do texto.
4

Logo depois, o sacerdote relaciona os elementos pertencentes às virtudes e as


paixões da alma ao corpo. Muitas das virtudes morais referem-se a paixões.
Tomás de Aquino afirma que a retidão das virtudes morais obedece a
prudência, e ambas ligam-se simultaneamente às paixões, que pertencem à parte
sensível da alma. A felicidade desta vida é humana, mas a especulativa é divina.
Não obstante, nas duas são necessários os bens exteriores. Os bens exteriores
impedem a especulação, por conta da busca material. Portanto, o homem é
especulativo quando carece do necessário. As operações especulativas são próprias
de Deus, e quem as pratica - os homens, afinal aos animais irracionais não foi
conferido esse dom - torna-se mais feliz.
Conclui-se que a felicidade primária é especulativa, e é alcançada através da busca
pela verdade. Essa busca, que só é possível ao homem - por ser racional, nos
aproxima do Divino, tornando-nos mais virtuosos.3

PALAVRAS CHAVE: Felicidade; Contemplação; Especulação.

3
A conclusão deve ser uma síntese de todas as ideias do texto.
5

Faculdade São Luiz.


Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Professor: Silvano João da Costa.
Acadêmico: Rhendel Rodrigues.

SINOPSE

Os capítulos XI e XII da obra "Sobre os Prazeres", de Tomás de Aquino,


situam-se em torno da felicidade; mais especificamente, da felicidade especulativa,
atingida através da vida contemplativa, que é a busca pela virtude da verdade.
Somente os humanos têm essa capacidade, uma vez que são racionais. Esses são
divididos em duas naturezas, a saber, a intelectiva e a sensitiva. É por meio da
primeira que os humanos podem viver a vida contemplativa, através da
especulação.
6

ORGANOGRAMA

FELICIDADE

ESPECULATIVA ATIVA

POLÍTICA
INTELECTUAIS VIRTUDES BEM
MORAIS COMUM

INTELECTO BÉLICA
VERDADE
PAIXÕES

VIDA
CONTEMPLATIVA
HUMANO

DIVINO

LEGENDA

Figuras Linhas

Temática "Está relacionado a"

Divisão "Está dividido em"

Demais palavras chaves "Visam o"

Elemento principal
7

Faculdade São Luiz.


Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Professor: Silvano João da Costa.
Acadêmico: Rhendel Rodrigues.

ESQUEMA

Felicidade
1 - Felicidade Especulativa

1.1 - Vida Contemplativa

1.2 - Verdade

1.3 - Ações Intelectuais

2 - Felicidade Ativa

2.1 - Virtudes Morais

2.1.1 - Atividades Política

2.1.2 Atividades Bélicas

2.2 - Paixões

2.2.1 - Humanos
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Faculdade São Luiz.


Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Professor: Silvano João da Costa.
Acadêmico: Rhendel Rodrigues.

FICHAMENTO

Obra Sobre os Prazeres: Comentário ao


Décimo Livro de Ética de Aristóteles
Autor Tomás de Aquino
Tema Lição XI - A Vida Contemplativa.
Lição XII - Aproximação Entre Felicidade
e as Virtudes.
Sinopse Os capítulos XI e XII da obra "Sobre os
Prazeres", de Tomás de Aquino, situam-
se em torno da felicidade; mais
especificamente, da felicidade
especulativa, atingida através da vida
contemplativa, que é a busca pela virtude
da verdade. Somente os humanos têm
essa capacidade, uma vez que são
racionais. Esses são divididos em duas
naturezas, a saber, a intelectiva e a
sensitiva. É por meio da primeira que os
humanos podem viver a vida
contemplativa, através da especulação.

Data do fichamento 10/06/2015


Local onde a obra foi encontrada Biblioteca Jackson de Figueiredo (
Faculdade São Luiz - Brusque - SC
Referência AQUINO, Tomás de. Sobre os Prazeres:
Comentário ao Décimo Livro de Ética de
Aristóteles. 1 ed. Tradução de Tiago
Tondinelli.Campinas: Ecclesiae, 2013
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Faculdade São Luiz.


Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Professor: Silvano João da Costa.
Acadêmico: Rhendel Rodrigues.

RESENHA

A FELICIDADE EM TOMÁS DE AQUINO

Na lição XI da obra "Sobre os Prazeres", São Tomás de Aquino aborda a


temática da contemplação, propondo que a felicidade provém da busca pela
verdade. A felicidade é especulativa, e todos os elementos que a compõem devem
ser perfeitos.4
Pode-se dizer que esse pensamento teve raízes em pensadores anteriores,
tal como Sócrates. Sócrates dizia que a felicidade ( Eudaimonia ) não provinha de
prazeres corpóreos, mas sim espirituais, buscando sempre, através da razão, o
conhecimento verdadeiro.5
O autor discorre sobre os termos "Vagueza" e "Repouso", não os atribuindo
às ações morais, pois essas visam um bem comum. Em sua explicação, Tomás de
Aquino mostra-se coerente e convincente, mesmo aos olhos de pessoas mais
céticas religiosamente.6
Faz-se a divisão do homem em alma e corpo, natureza sensitiva e intelectiva.
O homem só participa da natureza intelectiva através de seu intelecto, que está
intrinsecamente relacionado ao divino, assim como toda a felicidade, e é o que há de
mais importante no homem, sobrepondo as outras características. Em síntese, a
vida especulativa nos aproxima do divino. A linha de raciocínio de Sócrates era
semelhante, uma vez que propunha que a felicidade provém da satisfação dos
prazeres intelectuais, não físicos e corpóreos.
Na lição XI o autor inicia afirmando que o sujeito que busca tão somente a

1
A resenha deve conter introdução, com a ideia principal do texto.
2
O autor da resenha deve ter conhecimento no assunto, buscando comparar ideias.
3
A resenha deve conter uma crítica.
10

verdade é mais feliz do que aquele que vive em conformidade com outras virtudes.
A felicidade especulativa é atribuída à sabedoria, que em si já compreende
os outros hábitos especulativos. O autor então atribui a felicidade ativa à prudência,
que é a virtude que aperfeiçoa todas as outras. Sócrates dividia a sabedoria em
duas: a Divina e a Humana, sendo a Humana considerada insignificante se
comparada à Divina. Semelhante coisa é feita por Tomás de Aquino, que afirma que
a felicidade especulativa nos aproxima do divino, mas que mesmo essa é irrisória
frente à Divindade.
As obras da justiça, segundo o autor, existem nas relações sociais. Há obras
justas em quaisquer ações e paixões humanas.
Logo depois, o sacerdote relaciona os elementos pertencentes às virtudes e
as paixões da alma ao corpo. Muitas das virtudes morais referem-se a paixões.
Tomás de Aquino afirma que a retidão das virtudes morais obedece a
prudência, e ambas ligam-se simultaneamente às paixões, que pertencem à parte
sensível da alma.
A felicidade desta vida é humana, mas a especulativa é divina. Não
obstante, nas duas são necessários os bens exteriores. Sócrates, não obstante, não
dá tanto valor aos bens exteriores, chegando até a, por vezes, desprezá-los.
Os bens exteriores impedem a especulação, por conta da busca material.
Portanto, o homem é especulativo quando carece do necessário.
As operações especulativas são próprias de Deus, e quem as pratica - os
homens, afinal aos animais irracionais não foi conferido esse dom - torna-se mais
feliz. Conclui-se que a felicidade primária é especulativa, e nos aproxima do divino,
tornando-nos mais virtuosos.
Percebe-se, pois, uma convergência entre os pensamentos de Tomás de
Aquino - que se baseia em Aristóteles - e Sócrates. Tomás de Aquino, apesar do
intrínseco vínculo religioso, apresenta ideias coesas e sustentadas, tentando
conciliar, diante o contexto histórico, suas ideias ao pensamento cristão. Sócrates
não tinha uma visão tão religiosa. Mas, como foi exposto na presente resenha,
serviu de base para os pensadores subsequentes, buscando decifrar os principais
mistérios da existência humana.7

4
A resenha deve ter conclusão, com síntese das ideias apresentadas.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da leitura e interpretação do referido texto é possível refletir a


respeito da vida em si. Sobre nossos objetivos, ações e motivações; sobre os
princípios que movem a vida. É evidente que Tomás de Aquino baseia-se
explicitamente em um fundamento religioso, podendo ser ignorado ou até
desprezado por olhos mais céticos. A obra em si é uma bela reflexão para aqueles
que buscam o propósito da fé. Em contrapartida, pode não ser tão útil aos mais
descrentes.
REFERÊNCIAS

AQUINO, Tomás de. Sobre os Prazeres: Comentário ao Décimo Livro de Ética de


Aristóteles. 1 ed. Tradução de Tiago Tondinelli. Campinas: Ecclesiae, 2013.

REALE, Giovanni. História da Filosofia: filosofia pagã antiga. 3 ed. Tradução de Ivo
Storniolo. São Paulo: Paulus, 2007.