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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


POLO BAURU
CURSO LICENCIATURA EM HISTÓRIA
Disciplinas norteadoras: Competências Profissionais, Educação de Jovens e
Adultos, História Contemporânea, História do Brasil Republicano II, Patrimônio,
Museus e Arquivos.

ROGERIO AUGUSTO GERALDO RA 6001005883

A 2ª Guerra Mundial, o papel do Brasil na Guerra e o patrimônio


histórico desse período.

NOME DO TUTOR: Devane Marcos Silva Gonçalves

BAURU / SP
2018
ROGERIO AUGUSTO GERALDO

RA 6001005883

História – Licenciatura EAD 5ª Série – Polo Bauru/SP

A 2ª Guerra Mundial, o papel do Brasil na Guerra e o patrimônio


histórico desse período.

Trabalho acadêmico, como Desafio Profissional da matéria de


Licenciatura de História na Faculdade Anhanguera de Bauru. Este
tem o objetivo de tratar a temática do “A 2ª Guerra Mundial, o papel
do Brasil na Guerra e o patrimônio histórico desse período”, sob a
perspectiva Competências Profissionais, Educação de Jovens e
Adultos, História Contemporânea, História do Brasil Republicano
II, Patrimônio, Museus e Arquivos.

NOME DO TUTOR: Devane Marcos Silva Gonçalves

BAURU / SP
2018
Sumário

INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................3

CAUSAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL ............................................................................4


VITÓRIAS DO EIXO ........................................................................................................................4
INVASÃO DA FRANÇA ...............................................................................................................5
EQUILÍBRIO DE FORÇAS .............................................................................................................6
BATALHAS NO PACÍFICO ........................................................................................................7
FIM DA GUERRA: VITÓRIA DOS ALIADOS .............................................................................7
O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL .........................................................................8
FEB – Força Expedicionária Brasileira entra em combate ..................................................... 15
OS ATAQUES DOS SUBMARINOS ALEMÃES ................................................................... 15
O U-507 ATACA NAVIOS DE PASSAGEIROS ..................................................................... 16

ATIVIDADE Nº 1 – PLANOS DE AULA ......................................................................................... 21


ATIVIDADE Nº 2 – PLANOS DE AULA ......................................................................................... 25
ATIVIDADE Nº 3 – PLANOS DE AULA ......................................................................................... 30
ATIVIDADE Nº 4 – PLANOS DE AULA ......................................................................................... 38
ATIVIDADE Nº 5 – PLANOS DE AULA ......................................................................................... 43

AVALIAÇÕES .................................................................................................................................... 49
GABARITO ......................................................................................................................................... 51

BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................. 53
INTRODUÇÃO

O presente desafio profissional tem como objetivo, propiciar condições para


capacitar o futuro professor para trabalhar com Ensino Médio, desenvolvendo atividades que
irão contribuir para o desenvolvimento pleno do aluno através de um senso histórico apurado
não apenas no recebimento da informação, mas também no refletir e questionar a informação
recebida, moldando um caráter educacional ideal.
Desenvolver conhecimentos, habilidades e competências necessárias para criar
projeto de ensino de História, utilizando-se do patrimônio cultural local, em uma situação
escolar adversa, com a elaboração de um plano de ensino (um conjunto de planos de aula) para
uma turma de Ensino Médio em uma escola pública que valorize o patrimônio e a diversidade
cultural de sua cidade. Isso exigirá seleção e a descrição de atividades que possam ser realizadas
pelos alunos, bem como de fontes diversas que possam servir de apoio aos alunos. Além disso,
deverá ocorrer a construção de um instrumento de avaliação que consiga mensurar a
apropriação dos conteúdos pelos alunos.
A realização de um Desafio Profissional permite que o aluno realize uma reflexão
sobre os vários aspectos que influenciaram na formação de uma cultura, do seu conceito,
principalmente como se formou a cultura moderna ao longo da história do Brasil e do Mundo.

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BREVE RELATO SOBRE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
TEXTO BASE

CAUSAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


Entre os fatores que culminaram com a 2ª Guerra Mundial está o descontentamento
da Alemanha com o desfecho da Primeira Guerra Mundial. A Alemanha perdeu parte do
território e foi obrigada a retificar o Tratado de Versalhes e a pagar os dados civis resultantes
da 1ª Guerra Mundial.
A realidade alemã era marcada pela fragilidade econômica, alta inflação e acúmulo
de problemas sociais. A ascensão do Nazismo, partido fundado por Hitler, contribuiu para a
retomada do aparelhamento militar e difusão do nacionalismo. Essa está entre as justificativas
para o chamado Holocausto, que foi o assassinato em escala industrial de judeus. Igualmente
foram assassinados descapacitados mentais e físicos, comunistas, homossexuais, religiosos e
ciganos.
A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade no
século XX, ocorrido entre 1939 e 1945. As operações militares envolveram 72 nações,
resultaram em 45 milhões de mortes, 35 milhões de feridos e 3 milhões de desaparecidos.
Calcula-se que o custo total da Segunda Guerra Mundial chegou a 1 trilhão e 385
milhões de dólares. No início da Guerra, podemos dividir os conflitos em três fases:
• As vitórias do Eixo (1939-1941);
• O equilíbrio das forças (1941-1943);
• A vitória dos Aliados (1943-1945).
A 2ª Guerra Mundial, se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia
1º de setembro de 1939. Ela terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945. No
Pacífico, as batalhas continuariam até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945. As
principais frentes de batalha eram formadas pelas:
• As nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão);
• As nações Aliadas (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).

VITÓRIAS DO EIXO
A primeira fase da 2ª Guerra Mundial ocorreu com a invasão da Polônia pela
Alemanha em 1939. Essa fase foi classificada como Sitzkrieg, que significa guerra de mentira.
Na tentativa de barrar as incursões do chanceler alemão Adolf Hitler (1889 - 1945), os governos

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de França e Grã-Bretanha impuseram bloqueios econômicos à Alemanha. No entanto, não
chegaram ao conflito direto.
Eficaz no campo de batalha, a Alemanha realizou em 1940, uma operação em que
combinou ataques terrestres, aéreos e navais para ocupar a Dinamarca. Assim, a Sitzkriegpassou
a ser chamada de Blitzkrieg, que significa guerra relâmpago. O exército alemão também tomou
a Noruega como forma de salvaguardar a proteção do comércio de aço com a Suécia e marcar
posição contra a Grã-Bretanha. Para tanto, foi ocupado o porto norueguês de Narvik.
Ainda em 1940, Hitler ordenou a invasão da Holanda, o que ocorreu em maio
daquele ano. A Alemanha invadiu, ainda, a Bélgica e as tropas francesas e inglesas foram
cercadas em Dunquenque, uma cidade portuária francesa.

INVASÃO DA FRANÇA
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Hitler passeia em Paris acompanhado de seus colaboradores.

A reação das forças francesas e inglesas não impediram que o exército alemão
rompesse a linha Maginot e invadisse a França. A linha Maginot era constituída por um sistema
de trincheiras na divisa com a Alemanha. Como resposta ao ataque, a França assinou o
armistício com a Alemanha e em 14 de junho, Paris foi declarada cidade aberta.
Dividida em duas áreas, a França viveria até 1944, o chamado governo de Vichy,
sob influência nazista. Dias antes, a Itália, aliada da Alemanha, declarava guerra à França.
Batalha da Inglaterra. Ainda em 1940, no dia 8 de agosto, a Alemanha bombardeou as cidades
britânicas e o parque industrial inglês com a Luftwaffe, a força aérea alemã. Assim começou a
batalha contra a Grã-Bretanha, que durou até 27 de setembro.

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O exército inglês conseguiu neutralizar as forças alemãs, principalmente pelas
ações da força aérea. Além do êxito em seu próprio território, o governo da Grã-Bretanha
ordenou incursões em solo alemão. Isto levou Adolf Hitler adiar os planos de invasão na
chamada Operação Leão do Mar. A despeito do fracasso, a Alemanha ainda prosseguiu com a
missão de isolar a Grã-Bretanha. Em 1941, o exército de Hitler chegou à Líbia, com objetivo
de conquistar o canal de Suez.
Esse período foi marcado pelo fracasso da Itália na África Central e a adesão ao
Eixo pelos governos da Romênia, Hungria e Bulgária. Em maio de 1941, foram ocupadas a
Iugoslávia e a Grécia, resultando no esperado isolamento da Grã-Bretanha.

EQUILÍBRIO DE FORÇAS
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Com a vitória soviética em Stalingrado, os nazistas não conquistaram mais nenhum território.

O chamado equilíbrio das forças caracteriza a fase intermediária da Segunda Guerra


Mundial, 1941. Esta etapa se inicia com a invasão da União Soviética, liderada por Stalin, pelos
alemães, e termina em 1943, com a capitulação da Itália. A invasão da União Soviética é
denominada “Operação Barborosa” e tinha como finalidade a conquista de Leningrado (hoje
São Petersburgo), Moscou, Ucrânia e Cáucaso.
A entrada do exército alemão ocorreu pela Ucrânia e, posteriormente, pela chegada
à Leningrado. Quando as forças de Hitler chegaram a Moscou, em dezembro de 1941, foram
contidas pela contraofensiva do Exército Vermelho.

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BATALHAS NO PACÍFICO
Paralelo ao conflito na Europa, as forças do Japão e dos Estados Unidos tinham as
relações estremecidas. Em 1941, o Japão invadiu a Indochina francesa. Como consequência,
em novembro daquele ano, os EUA decretaram o embargo comercial ao Japão, exigindo a
desocupação da China e Indochina. Em meio a negociações diplomáticas entre EUA e Japão, o
segundo bombardeou a base naval de Pearl Harbor, no Havaí, e prosseguiu em ofensiva contra
a Ásia meridional e no Pacífico.
Os japoneses invadiram a Malásia Britânica, o porto de Cingapura, a Birmânia, a
Indonésia e as Filipinas. Além disso, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados
Unidos. No meio da tensão, o Japão ocupou o porto de Hong Kong e ilhas no Oceano Pacífico
que pertenciam à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos.
Até janeiro de 1942, a ofensiva japonesa resultou na conquista de 4 milhões de
quilômetros quadrados e o comando de uma população de 125 milhões de habitantes. A cenário
geral da Segunda Guerra Mundial começa a mudar ao final de 1942, quando os Aliados passam
a ter êxito contra os ataques do Eixo.
A Batalha de Stalingrado marca essa fase, alterando o curso do conflito. O Japão
sofre importantes derrotas no Pacífico, sendo impedido de conquistar a Austrália e o Havaí. As
forças britânicas e americanas também têm êxito na Líbia e Tunísia. A partir do Norte da África,
os Aliados desembarcam na Sicília e invadem a Itália, em 1943.

FIM DA GUERRA: VITÓRIA DOS ALIADOS


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O desembarque das tropas americanas e britânicas nas costas da França foi o


começo da liberação do país. A partir da capitulação da Itália, a Segunda Guerra Mundial entra
na terceira fase, que termina com a rendição do Japão em 1945.

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Na Itália, o governo de Benito Mussolini (1883-1945) é destituído pelo rei Vítor
Emanuel III em julho de 1943. No mês de setembro do mesmo ano, após firmar o armistício
com os Aliados, a Itália é retirada do conflito. Após esse ponto, a Itália declara guerra à
Alemanha em outubro de 1943. Em abril de 1945, após a captura das forças nazistas na Itália,
Mussolini tenta uma fuga para a Suíça, mas termina por ser fuzilado pela resistência.
O cerco à Alemanha foi fechado, justamente, com a queda da Itália. Em paralelo,
em 1944, os soviéticos libertaram a Romênia, a Hungria, a Bulgária e a Tcheco-Eslováquia.
Em 6 de junho daquele ano ocorreu o Dia D. Nesse momento, o exército dos Aliados
desembarca na Normandia, norte da França, resultando no recuo dos alemães e a libertação da
França.
Ainda na Europa, o Exército Vermelho liberta a Polônia em janeiro de 1945,
conquista a Alemanha e derrota o ”III Reich”. Em maio, o conflito termina na Europa. Do
outro lado do mundo, no Pacífico, os Estados Unidos fecham o cerco contra o Japão e no fim
de 1944, conquistam as ilhas Marshall, Carolinas, Marianas e Filipinas. A Birmânia é
conquistada em 1945 e os EUA ocupam a ilha de Okinawa.
Sob intenso bombardeio, o Japão sofre a pior ofensiva bélica da Segunda Guerra
Mundial. Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos jogam uma bomba atômica sobre
Hiroshima. Em 9 de agosto fazem o mesmo em Nagasaki. A rendição do Japão é assinada em
2 de setembro de 1945, pondo fim ao conflito.

O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


No início dos anos 40, as relações entre o Brasil e os Estados Unidos foram
marcadas pela evolução da Segunda Guerra Mundial. De um lado, os Estados Unidos
desejavam ter o Brasil como aliado político e militar, e pretendiam instalar bases militares no
Nordeste brasileiro, com o objetivo principal de garantir a defesa do continente quanto a uma
possível invasão da Alemanha e de seus aliados.
O Brasil assumia grande importância estratégica para a defesa do continente. Por
sua proximidade relativa com a África, o Nordeste brasileiro se constituía num alvo provável
de uma eventual invasão da América do Sul e, ao mesmo tempo, representava um local ideal
para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e União Soviética desde o continente
americano. A cidade de Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base de
apoio à travessia de aviões do Atlântico Sul e, no caso de uma eventual tentativa de invasão do
continente, num ponto estratégico para um possível ataque ao Canal do Panamá.

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Em 1943, o Presidente norte-americano Roosvelt visita a Base de Natal voltando de Casablanca

Por outro lado, a extensão territorial e as riquezas naturais do Brasil conferiam ao


país uma importância especial dentre todos os países da América Latina. Pela dimensão de seu
território e por sua população o Brasil apresentava condições de liderar os demais países da
América do Sul. Essa possibilidade assumia ainda maior relevo diante da indisfarçável simpatia
do governo argentino pelas forças do Eixo.
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Assinatura do Acordo Comercial Brasil - Estados Unidos Roosvelt, sentado, é cumprimentado pelo
Ministro da Fazenda Souza Costa ao centro Osvaldo Aranha, então Embaixador do Brasil nos EUA.

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Cerca de um mês após o ataque japonês a Pearl Harbor, e no momento em que os
norte-americanos desenvolviam um intenso esforço diplomático para obter solidariedade dos
países latino-americanos aos Aliados, o Presidente argentino, Ramos Castillo declarava à
imprensa que seu país não iria à guerra ou promoveria a ruptura de relações diplomáticas com
os países do Eixo. Nesse contexto, as relações com o Brasil ganhavam maior significação
política para os Estados Unidos.
O governo dividia-se em duas correntes: uma delas francamente favorável ao
alinhamento do Brasil com os Aliados e outra favorável a uma posição de neutralidade. Na
verdade, o segundo grupo acreditava ser possível uma vitória militar da Alemanha, e muitos de
seus integrantes nutriam simpatias para com o regime fascista. A primeira corrente era liderada
pelo ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha. A segunda tinha à frente o Chefe do
Estado-Maior da Forças Armadas, General Góis Monteiro.
Durante os debates que precederam a tomada de posição brasileira, Góis Monteiro
enviou uma carta ao então ministro da Guerra, Eurico Dutra, afirmando que o Brasil estava
totalmente despreparado para enfrentar a guerra. A afirmação foi endossada pelo próprio
Ministro da Guerra em documento ao Presidente da República. Dutra assinalava que o Brasil,
no princípio de 1942, não possuía mais do que uma centena de canhões, todos eles sem
munição. Dispunha de apenas 40 tanques italianos e 10 norte-americanos, sendo que estes
últimos igualmente sem munição. Argumentando com a fragilidade real das Forças Armadas,
Dutra propunha o adiamento do rompimento de relações diplomáticas com o Eixo, alegando
não ter condições de garantir a integridade territorial do país.
O Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, endossava a posição do Ministro da
Guerra, lembrando que a Força Aérea Brasileira contava com apenas 27 aparelhos Vultée, de
combate. Independente das motivações políticas e ideológicas dos chefes militares e ministros
era real o quadro de extrema fragilidade militar.
Diante desse quadro, Getúlio Vargas decidiu negociar com os americanos não
simplesmente o fornecimento de armamento norte-americano ao Brasil, mas principalmente a
concessão de créditos e assistência técnica para implantar as indústrias siderúrgica e bélica no
Brasil. Por outro lado, o Conselho de Defesa Nacional dos Estados Unidos manifestava o
interesse norte-americano em importar minérios estratégicos do Brasil. Os americanos tinham
grande interesse em evitar que o Brasil fornecesse quaisquer minérios e materiais estratégicos
aos países do Eixo. Com esse propósito eles assinaram em 1941 um contrato de aquisição de

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minerais estratégicos, tais como bauxita, berilo, manganês, ferro-níquel, titânio, zircônio,
diamantes industriais, quartzo, além de borracha.
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O presidente norte-americano Franklin Roosvelt e Getúlio Vargas no Rio de Janeiro em 1936

Vargas, por sua vez, propunha aos americanos a troca desses minerais e borracha
por créditos e assistência técnica para a aquisição de armamentos e para a implantação de
projetos industriais. Vários fatores econômicos pesavam a favor da aliança com os Estados
Unidos. A Europa conflagrada diminuiria suas importações do Brasil, e ao país, produtor de
café e de algumas poucas matérias-primas, restava o grande mercado norte-americano. Em
novembro de 1940, 14 países produtores de café e os Estados Unidos assinaram um acordo
segundo os americanos se obrigaram a comprar 15,5 milhões de sacas, 9,3 milhões das quais
do Brasil.
Em janeiro de 1942, pouco tempo depois do ataque a Pearl Harbor, realizou-se no
Rio de Janeiro, a III Reunião de Consultas dos Ministros das Relações Exteriores das
Repúblicas Americanas. Ao longo do encontro, os Estados Unidos tentaram obter um
documento de rompimento coletivo de relações diplomáticas dos países latino-americanos com
o Eixo. A Argentina, contudo, realizava esforços para impedir que o projeto de resolução
prosperasse. Finalmente foi aprovada uma resolução recomendando aos países participantes da
conferência o rompimento de relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão. Na própria
noite de encerramento da reunião, alguns países, entre eles o Brasil, anunciaram o rompimento
com o Eixo.
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A Política de Boa Vizinhança de Roosvelt, trouxe ao Brasil diversos artistas norte-americanos.


Na foto, Walt Disney, à esquerda e Osvaldo Aranha, à direita

No início de 1941, o Congresso dos Estados Unidos havia votado a Lei de


Empréstimo e Arrendamento conferindo poderes ao presidente dos EUA para vender, transferir,
trocar, arrendar e emprestar armamentos e equipamentos a qualquer país sempre que a defesa
dos Estados Unidos assim o exigisse. A lei, conhecida como “Lend and Lease”, fora motivada
diretamente pela situação da Inglaterra, que em janeiro de 1941 não dispunha de reservas de
ouro ou dólares para comprar nos EUA as armas que necessitava para fazer frente ao esforço
de guerra contra a Alemanha.
Em janeiro de 1942, logo após a III Reunião de Consultas, depois de ter rompido
relações com o Eixo, Vargas enviou aos Estados Unidos o Ministro da Fazenda Souza Costa
para definir os acordos de compras de armas e de concessão de créditos e assistência técnica
para a aquisição de tanques, navios antissubmarino, aviões, armas e munição de todo o tipo,
além de recursos e assistência técnica para implantação de indústrias estratégicas no Brasil,
particularmente da indústria siderúrgica. Posteriormente foi incluída no acordo a Fábrica
Nacional de Motores.

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O cineasta Orson Welles ao centro foi outro dos artistas norte-americanos a visitar o Brasil Roosvelt
valeu-se da cultura para aproximar o Brasil dos Estados Unidos. No lado direito da foto, Lourival Fontes
diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo.

Os americanos pressionavam o Brasil a permitir a instalação de bases militares


americanas em Belém, Natal e Fernando de Noronha. O Brasil buscava obter o máximo de
concessões dos americanos em troca das facilidades militares no Norte e Nordeste e do apoio
político brasileiro. No dia 28 de fevereiro, no exato momento em que se ultimavam os acordos
econômicos da missão Souza Costa, o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Jefferson
Caffery, endereçava uma carta a Vargas solicitando, em nome de Roosevelt, permissão para a
instalação das bases militares.
Finalmente, a três de março de 1942 o Brasil e Estados Unidos assinavam o acordo
de Empréstimo e Arrendamento, que fixava em 200 milhões de dólares as importações de
armamentos pelo Brasil, com uma redução de 65% nos preços. Foram também assinados
acordos sobre as exportações de ferro e borracha para os EUA, sendo que, no segundo caso,
envolvendo toda a produção brasileira destinada à exportação em um período de cinco anos.
Outro importante documento firmado entre os dois países após o rompimento de
relações do Brasil com o Eixo foi o Convênio Político e Militar, assinado em 23 de maio de
1942. Esse acordo estabelecia bases abrangentes para as relações entre os dois países no quadro
de guerra, especialmente sobre o concurso de suas forças militares e econômicas para a defesa
do continente. O Convênio estabelecia as condições de instalação e operação das bases militares

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norte-americanas no Brasil. O artigo VIII estabelecia como dever brasileiro promover “a
mobilização de sua indústria bélica, inclusive construções navais e aeronáutica”.
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A Política de Boa Vizinhança de Roosvelt trouxe ao Brasil diversos empresários norte-americanos. Na


foto, da esquerda para a direita, Nelson Rockfeller, Jefferson Caffery embaixador dos EUA no Brasil e o
General Goes Monteiro

Apesar de constar como obrigação brasileira, o texto na verdade respondia aos


interesses do Brasil e ao empenho do Governo Vargas de implantar a indústria de base e a
indústria bélica no país. O artigo XIII obrigava os Estados Unidos a fornecer ao Brasil não
somente material bélico, o que já fora previsto no Acordo de Empréstimo e Arrendamento, mas
também “os materiais indispensáveis para o desenvolvimento de suas redes ferroviárias nas
zonas possíveis de operação”.
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Roosvelt enviou um escultor ao Brasil para fazer o busto de Getúlio

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FEB – Força Expedicionária Brasileira entra em combate
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Soldados da artilharia da Força Expedicionária Brasileira na Itália

Em 1941 um avião militar alemão atacou um navio brasileiro no Mediterrâneo,


vindo a falecer o comandante e tendo ficado feridos treze tripulantes. Era a primeira agressão
alemã a embarcações brasileiras. Algum tempo depois o navio brasileiro Santa Clara
desaparecia próximo às ilhas Bermudas, em condições de bom tempo, o que gerou suspeitas de
que havia sido afundado por um submarino alemão.
Contudo, foi no ano seguinte, logo após o rompimento das relações diplomáticas
entre o Brasil e os países do Eixo, que teve início uma longa série de ataques de submarinos
alemães à marinha mercante brasileira.

OS ATAQUES DOS SUBMARINOS ALEMÃES


Em 15 de fevereiro de 1942 o Buarque, um navio de cinco mil toneladas, foi
afundado pelo submarino alemão U 432. Todos os tripulantes e passageiros se salvaram, exceto
um passageiro português que faleceu de ataque cardíaco. Três dias depois, em 18 de fevereiro,
o navio mercante Olinda era afundado por um submarino alemão. O comandante do navio
brasileiro foi obrigado a subir a bordo do submarino para ser interrogado.
Poucos dias mais tarde, em 25 de fevereiro, o submarino italiano Leonardo da Vinci
atacava o navio brasileiro Cabedelo, nas costas das Antilhas. Toda tripulação desapareceu.

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Em 6 de março o submarino alemão U 155 afundou o navio mercante Arabutan,
tendo falecido um tripulante durante o ataque. Em 8 de março outro navio brasileiro era
atingido: o Cairu. Apesar de todos os passageiros terem sido embarcados em quatro baleeiras,
apenas um foi resgatado no dia seguinte. Os outros foram levados por uma corrente para alto
mar e muitos dos tripulantes e passageiros morreram congelados, antes de serem resgatados.
Em 1 de maio de 1942, outro navio, o Parnaíba, foi afundado pelo submarino
alemão U 162, perecendo sete pessoas. Em 20 de maio era a vez do navio Comandante Lira,
registrando-se a morte de dois tripulantes. Em 24 de maio outro navio, o Gonçalves Dias era
afundado com a perda de seis homens.

O U-507 ATACA NAVIOS DE PASSAGEIROS


Em quinze de agosto o navio de passageiros Baependi, que navegava desarmado de
Salvador para Recife, foi afundado pelo submarino U-507. Levava 73 tripulantes e 232
passageiros. Entre eles estavam 140 militares que iriam servir em Recife. 55 tripulantes e 214
passageiros morreram no ataque.
Na mesma noite, o U-507 atacou outros dois navios de passageiros. Em apenas
cinco minutos, o Araraquara, que também partira de Salvador com destino a Maceió, naufragou
perecendo 66 de 74 tripulantes e 65 dos 68 passageiros. Pouco tempo depois o U-507 afundou
o navio Aníbal Benévolo, que partira igualmente de Salvador com destino a Aracajú. A
embarcação afundou em apenas dois minutos, morrendo 67 dos 71 tripulantes. Os 83
passageiros estavam dormindo e pereceram todos. Na fatídica noite de 15 de agosto, o U-507
havia causado a morte de 550 pessoas, sendo que a grande maioria era composta de passageiros
da navegação costeira. A opinião pública do país foi tomada de revolta e consternação.
Dois dias depois, o mesmo U-507 afundava o Itagiba, navio que ia do Rio a Recife.
Nove tripulantes e trinta passageiros pereceram. No mesmo dia o submarino alemão continuava
sua jornada assassina e afundando o Arará, um pequeno veleiro de oitenta e seis toneladas que
viajava de Salvador para Santos carregado de ferro velho. Morreram vinte tripulantes.
Em 19 de agosto, a fúria do U-507 continuava a se manifestar: uma pequena barcaça
de oitenta e nove toneladas foi afundada, sem que houvesse vítimas.

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Manifestação contra o Eixo em 1942

A opinião pública se indignava com os ataques e se comovia com a tragédia de


tantas vidas humanas perdidas. A cada navio afundado mais brasileiros tomavam partido contra
a Alemanha, e saiam às ruas em manifestações, exigindo do Governo a declaração de guerra ao
Eixo. Estudantes ligados à União Nacional dos Estudantes fazem encenação
contra os nazistas. Finalmente, diante do clamor popular, Getúlio Vargas reconheceu o estado
de beligerância em 22 de agosto de 1942. Nove dias mais tarde, em 31 do mesmo mês, o Brasil
declarava guerra aos países do Eixo.
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Getúlio reunido com seu Ministério logo após a declaração de guerra ao Eixo em 1942

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Em dezembro de 1942 Getúlio afirmava em um discurso que a participação do
Brasil na guerra não deveria se limitar ao fornecimento de materiais estratégicos aos países
aliados e que uma ação militar fora do continente americano deveria ser considerada. Vargas
ressaltava ainda que o país não deveria se limitar ao envio de “contingentes simbólicos”.
Dias após o pronunciamento de Getúlio, o Ministro da Guerra, Eurico Dutra enviou
ao presidente brasileiro um memorando sobre a constituição de uma força especial com o
propósito de lutar em solo europeu. Essa força seria constituída de cinco divisões totalizando
cem mil homens.
Dessa forma, em 9 de agosto de 1943, foi constituída a Força Expedicionária
Brasileira - FEB. Ela contou com a 1 Divisão de Infantaria Expedicionária, além de outros
organismos de apoio. Em fins de 1943, ficou estabelecido que as forças brasileiras lutariam na
Itália. O General João Batista Mascarenhas de Morais foi convidado para comandar as tropas.
Em 1 de junho de 1944 embarcava para a Itália o primeiro contingente militar brasileiro. A
bordo do no navio norte-americano General Mann, as tropas seguiam sob o comando do
General Euclides Zenóbio da Costa, totalizando 5.075 homens.

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Soldados brasileiros desembarcam na Itália

Em 22 de setembro, seguiam para os campos de batalha outros 5.075 homens, sob


o comando do General Osvaldo Cordeiro de Farias. O 3º Escalão embarcou no mesmo dia em
outro navio, totalizando 5.239 soldados e oficiais. Finalmente, em 8 de fevereiro de 1945
seguiram os últimos 5082 homens.
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Em 23 de novembro seguiram mais 4.691 combatentes. Em outubro de 1944 cerca
de 400 homens da Força Aérea Brasileira seguiram para a Europa, sob o comando do Major
Nero Moura. Assim sendo, a FEB envolveu um efetivo de vinte e cinco mil homens,
representando uma divisão.

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Soldados da artilharia da Força Expedicionária Brasileira na Itália

O primeiro Escalão brasileiro integrou-se ao IV corpo do V Exército norte-


americano cuja missão era destruir a chamada Linha Gótica, formada principalmente por forças
alemãs. A linha atravessa a região da cadeia de montanhas dos Apeninos e terminava no mar
Adriático. As posições alemãs estavam situadas em fortalezas no alto de montanhas íngremes,
propiciando assim uma visão privilegiada do palco dos combates para as forças alemãs e
italianas. Elas totalizavam vinte e oito divisões, sendo que apenas duas eram italianas.
Em 15 de setembro de 1944 a participação brasileira na guerra na Europa teve
início. Sob o comando do General Zenóbio da Costa, as forças brasileiras obtiveram suas
primeiras vitórias em 16, 18 e 26 de setembro, com a ocupação de Massarosa, Camiore e a
tomada do Monte Prano.
A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária foi então transferida para o Vale do Reno,
onde participou do ataque a Monte Castelo, a 987 metros de altura. Entre 24 de novembro e 12
de dezembro as forças brasileiras atacaram as posições fortificadas alemães, sem êxito. Cento
e quarenta e cinco soldados brasileiros pereceram nos ataques.
Em 19 de fevereiro de 1945 os ataques recomeçaram. Dessa vez os brasileiros
estavam acompanhados da 10 Divisão de Montanha norte-americana. Participaram dos

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combates o 1 Regimento de Infantaria além da Força Aérea Brasileira e de forças de artilharia.
Os planos de ataque foram elaborados pelo então Tenente-Coronel Humberto Castelo Branco.

Imagem disponível em Google Imagens

Soldados alemães presos por soldados brasileiros da FEB.

Em 19 de fevereiro de 1945 os ataques recomeçaram. Dessa vez os brasileiros


estavam acompanhados da 10 Divisão de Montanha norte-americana. Participaram dos
combates o 1 Regimento de Infantaria além da Força Aérea Brasileira e de forças de artilharia.
Os planos de ataque foram elaborados pelo então Tenente-Coronel Humberto Castelo Branco.
Dois dias depois de iniciados os combates, Monte Castelo foi conquistada. Três dias
outra localidade, La Serra era libertada das mãos dos alemães. Em 5 de março, forças brasileiras
e norte-americanas tomaram Castelnuovo. Em abril de 1945, as forças brasileiras integraram-
se à Operação Primavera que cobriu todo o norte da Itália.
Em 14 de abril duas divisões norte-americanas atacaram Vergato e Tole, enquanto
a divisão brasileira conquistou Montese, e a partir daí diversas outras localidades. Em 8 de
maio, a Segunda Guerra Mundial terminava no território europeu. Ao todo, quatrocentos e
cinquenta e quatro integrantes da FEB perderam suas vidas na campanha da Itália.

20
ATIVIDADE Nº 1 – PLANOS DE AULA

CONTEÚDO
O inicio da 2ª Guerra Mundial e Adolf Hitler

ABERTURA DA AULA
- Apresentar o objetivo de aprendizado
Hoje, vamos aprender sobre a Segunda Grande Guerra Mundial, para que possamos
compreender o significado dessa guerra, os países envolvidos, e seus personagens principais.
Em especial nesta aula iremos tratar de Adolf Hitler, um dos principais personagens deste
conflito mundial.

- Apresentar os resultados esperados


No final dessa aula, vocês serão capazes de escrever com suas palavras o significado
da 2ª Guerra Mundial, e quais impactos ela trouxe ao mundo atual, como divisões geopolíticas
e econômicas.

- Reativar os conhecimentos prévios


Alguém aqui na sala, poderia dizer o que lembra sobre a 2ª Guerra Mundial?
Quando ela começou e quando terminou? Sabem dizer quem foi Adolf Hitler? Alguém tem
algum parente em sua família que participou da 2ª Guerra.

CORPO DA AULA
- Modelagem
O quê?
O que foi a 2ª Guerra Mundial? A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito
da história da humanidade no século XX, ocorrido entre 1939 e 1945. As operações militares
envolveram 72 nações, resultaram em 45 milhões de mortes, 35 milhões de feridos e 3 milhões
de desaparecidos.
Calcula-se que o custo total da Segunda Guerra Mundial chegou a 1 trilhão e 385
milhões de dólares. No início da Guerra, podemos dividir os conflitos em três fases:
• As vitórias do Eixo (1939-1941);
• O equilíbrio das forças (1941-1943);

21
• A vitória dos Aliados (1943-1945).

Por quê?
A 2ª Guerra Mundial, se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia
1º de setembro de 1939. Ela terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945. No
Pacífico, as batalhas continuariam até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945. As
principais frentes de batalha eram formadas pelas:
• As nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão);
• As nações Aliadas (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).

Quando?
Se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de setembro de 1939.
Ela terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945. No Oceano Pacífico, as
batalhas continuariam até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945, onde temos em
nossa memória, a trágica lembrança das duas bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos
sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, com mais de 246 mil mortos.

Como?
Vamos conhecer e compreender um pouco mais sobre Hitler, aquele personagem
entre os mais odiados de toda a história da humanidade. Adolf Hitler nasceu no dia 20 de abril
de 1889. Seu pai se chamava Alois Hitler e era um inspetor da alfândega da cidade de Braunau,
Áustria. Como ele queria se tornar um artista, Hitler candidatou-se em 1907 à Academia de
Belas Artes de Viena, mas não teve sorte, e em 1908 seu pedido foi recusado. Hitler passava a
maior parte do seu tempo livre com ocultistas e extremistas dos dois lados do espectro político,
e por isso acredita-se que esse convívio tenha influenciado seu desenvolvimento intelectual e
reforçado seu ódio pela classe média, principalmente por pessoas de descendência judaica.
No início da Primeira Guerra Mundial, Hitler entrou para o exército alemão mesmo
sendo um cidadão austríaco. Embora tenha ficado muito tempo longe do front (campo de
batalha), ele esteve presente em inúmeras batalhas e foi ferido em Somme, motivo pelo qual foi
condecorado por bravura, recebendo a Cruz de Ferro de primeira classe e a Medalha dos
Feridos.
Hitler não gostou nada do fracasso da guerra e ficou muito abalado com a rendição
da Alemanha em 1918, o que apenas reforçou o seu patriotismo. Como muitos nacionalistas,

22
ele acreditava que o exército alemão havia sido traído por líderes civis e marxistas e considerou
o Tratado de Versalhes degradante, especialmente a cláusula que dizia que a Alemanha era
responsável pela guerra. Após a Primeira Guerra Mundial, Hitler retornou a Munique e
continuou a trabalhar para o exército como um oficial da inteligência. Enquanto monitorava o
Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP), ele passou a adotar muitas ideias antissemitas,
nacionalistas e antimarxistas de Anton Drexler, fundador da DAP. Em 1919, Hitler entrou para
o DAP a convite de Drexler.
Para aumentar o seu apelo, o DAP mudou seu nome para Partido Nacional
Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP). Hitler desempenhou pessoalmente o símbolo
do partido, que possuía uma suástica em um círculo branco com o fundo vermelho. Em seguida,
ganhou notoriedade por seus discursos contra o Tratado de Versalhes, políticos rivais, marxistas
e judeus. Em 1921, ele substituiu Drexler como presidente do NSDAP.
Todo mundo sabe o como Hitler era bom nos seus discursos e como atraía
espectadores, e no dia 8 de novembro de 1923, Hitler e o Sturmabteilung realizaram um
encontro de 3 mil pessoas em uma grande cervejaria em Munique. Hitler disse que a revolução
nacional havia começado e declarou a formação de um novo governo. Depois de uma longa
batalha, que incluiu 20 mortes, o golpe, conhecido como Putsch da Cervejaria, fracassou.
Hitler foi preso três horas depois e foi sentenciado por alta traição. Ele ficou um
ano na prisão, quando ditou grande parte do primeiro volume de Mein Kampf (“Minha Luta”)
para seu assessor Rudolf Heiss. O livro trouxe à tona os planos de Hitler em transformar a
sociedade alemã baseada na raça.
Em 1932, o presidente alemão Paul von Hindenburg, já cansado e em idade
avançada, tinha vencido a reeleição como presidente, mas perdeu uma parte considerável de
seu apoio para a direita conservadora do Partido Nazista. Hindenburg não concordava com a
ilegalidade dos nazistas, mas concordou em derrubar o chanceler Heinrich Bruning por Franz
von Papen, que estava disposto a apaziguar a situação com os nazistas e iria retirar a proibição
imposta ao partido de Hitler.
O problema é que Hitler não estava satisfeito, pois queria se tornar chanceler. As
políticas de Papen falharam em outra frente: seu regime autoritário alienou seus partidários e
ele também foi forçado a renunciar. Ele então conseguiu convencer o presidente Hindenburg a
nomear Hitler chanceler e ele como vice-chanceler. Papen prometeu ao presidente que iria
conter os extremismos de Hitler e que o gabinete não seria controlado totalmente pelos nazistas.
Em janeiro de 1933, Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha.

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Após a morte de Hindenburg, em 1934, Hitler passou a trabalhar para consolidar
seu poder através da fusão da Presidência e da chancelaria. Isso faria com que ele também
comandasse o exército. Um plebiscito foi realizado no dia 19 de agosto, e Hitler obteve uma
maioria de 90%. A partir desse momento Hitler se tornaria um ditador.

- Prática guiada
Mostrar um pequeno vídeo sobre a História de Adolf Hitler e mostrar como ele chegou ao poder,
provocando assim a 2ª Guerra Mundial. Faremos perguntas e respostas juntos sobre o vídeo.
Vídeo disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=fi7BFxbCZZY>

- Prática autônoma
Sobre o vídeo apresentado, os alunos responderão um breve questionário individual.

ENCERRAMENTO DA AULA
- Objetivação
Resumindo a aula de hoje, sobre a história de Adolf Hitler e como chegou ao poder
na Alemanha, dando início a 2ª Guerra Mundial, faremos uma análise de como isso foi possível
um homem acumular tanto poder e convencer toda uma nação, a escrever um dos piores
capítulos da história mundial. Como forma de um pequeno e breve debate oral, os alunos
levantarão os fatos e discutirão sobre o que entenderam da aula de hoje.

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ATIVIDADE Nº 2 – PLANOS DE AULA

CONTEÚDO
O acontecimento da 2ª Guerra Mundial

ABERTURA DA AULA
- Apresentar o objetivo de aprendizado
Depois que conhecemos quem foi Adolf Hitler e como chegou ao poder,
estudaremos como se iniciou a 2ª Guerra, seus fatores e os lados deste terrível conflito.

- Apresentar os resultados esperados


No final dessa aula, vocês serão capazes de escrever com suas palavras como
começou a 2ª Guerra Mundial, e tamanho desta devastação que assolou a Europa principalmente
em pleno século XX.

- Reativar os conhecimentos prévios


Quando começou a 2ª Guerra Mundial? Quem se aliou a quem?

CORPO DA AULA
- Modelagem (Utilização da TIC)
O quê?
A primeira fase da 2ª Guerra Mundial ocorreu com a invasão da Polônia pela
Alemanha em 1939. Essa fase foi classificada como Sitzkrieg, que significa guerra de mentira.
Na tentativa de barrar as incursões do chanceler alemão Adolf Hitler (1889 - 1945), os governos
de França e Grã-Bretanha impuseram bloqueios econômicos à Alemanha. No entanto, não
chegaram ao conflito direto.
Eficaz no campo de batalha, a Alemanha realizou em 1940, uma operação em que
combinou ataques terrestres, aéreos e navais para ocupar a Dinamarca. Assim, a Sitzkriegpassou
a ser chamada de Blitzkrieg, que significa guerra relâmpago. O exército alemão também tomou
a Noruega como forma de salvaguardar a proteção do comércio de aço com a Suécia e marcar
posição contra a Grã-Bretanha. Para tanto, foi ocupado o porto norueguês de Narvik.

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Ainda em 1940, Hitler ordenou a invasão da Holanda, o que ocorreu em maio
daquele ano. A Alemanha invadiu, ainda, a Bélgica e as tropas francesas e inglesas foram
cercadas em Dunquenque, uma cidade portuária francesa.

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Na foto, Adolf Hitler da Alemanha e Josef Stalin da União Soviética

Por quê?
Iremos aprender nesta etapa, como relatado no texto base, como os conflitos se
originaram, onde a Alemanha nazista começa a invadir países como a Polônia e França, e qual
a reação dos demais países opositores ao Eixo.

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Quando?
A 2ª Guerra se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de
setembro de 1939. E aqui podemos analisar se era possível impedir que essas invasões
ocorressem de fato.

Como?
Os nazistas decidiram levar a teoria do espaço vital adiante, promovendo assim o
expansionismo alemão, primeiramente com a anexação da Áustria, em 1938, depois com a
tentativa de incorporar a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, pois ali viviam cerca de 3
milhões de falantes da língua alemã. França e Reino Unido acordaram com a Alemanha, na
Conferência de Munique, a anexação de apenas 20% do território tcheco, mas Hitler não
respeitou acordo, ocupando e em 1939 todo o país. O próximo passo foi a invasão da Polônia na
tentativa de recuperar Danzig, cidade perdida pelos alemães na Primeira Guerra. França e Reino
Unido exigiram que os alemães voltassem atrás e, diante da negativa de Hitler, declararam
guerra à Alemanha em 3 de setembro de 1939. Tinha início o conflito mais destrutivo da
história.

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- Prática guiada
Juntos iremos responder, o que faríamos se estivemos no papel dos lideres
mundiais, frente a ameaça nazista de dominação. Criaremos cenários possíveis para os eventos
estudados na aula de hoje.

- Prática autônoma
Sobre o tema proposto, aluno fará individualmente uma dissertação sobre a
autonomia dos países vizinhos a Alemanha de Hitler e o que fariam se fossem lideres nesses
países.

ENCERRAMENTO DA AULA
- Objetivação
Resumindo a aula de hoje, Adolf Hitler e seu governo tinham sede de poder, e desejavam
dominar toda a Europa instituindo um grande império através de uma raça pura de novos
alemães. Para isso começou a atravessas suas fronteiras tomando territórios.

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ATIVIDADE Nº 3 – PLANOS DE AULA

CONTEÚDO
A Guerra se espalhando para outras nações

ABERTURA DA AULA
- Apresentar o objetivo de aprendizado
A 2ª Guerra não se restringiu ao avanço nazista alemão ou fascista italiano. Países
como Espanha e sua guerra civil, o Japão, que fazia parte do Eixo e os Estados Unidos da
América, que achavam que a guerra não os afetaria, acabam entrando no conflito.

- Apresentar os resultados esperados


No final dessa aula, vocês serão capazes de escrever com suas palavras como a 2ª
Guerra Mundial afetou outros países tanto da Europa, como demais continentes, e o tamanho
da devastação que assolou o mundo.

- Reativar os conhecimentos prévios


Quem dos alunos conhece o Havaí? Quem conhece a história de Pearl Harbor?

CORPO DA AULA
- Modelagem
O quê?

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O ataque japonês a Pearl Harbor marcou definitivamente a participação do Japão e
dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Em 7 de dezembro de 1941, no início da
manhã os japoneses bombardearam a base norte americana de Pearl Harbor, no Havaí. Foi um
acontecimento sangrento e violento, ocasionando na morte de mais de dois mil americanos e
mais de mil feridos, além de navios destruídos.
Dezenas de navios e aviões americanos foram destruídos em 7 de dezembro de
1941, no ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí. O ataque foi fundamental para que o Japão
entrasse na guerra e ocasionou, poucos dias depois, na declaração de guerra aos Estados Unidos
por parte da Alemanha e da Itália. Assim, o conflito até então localizado no continente europeu
vira mundial.
O acontecimento de 1941 surpreendeu os americanos. O momento era de expansão
no Império Japonês, tanto economicamente como militarmente e politicamente. Foi uma corrida
na tentativa de alcançar as potências europeias e os Estados Unidos. Essa corrida se deu por
meio de estratégias para extensão de território e para o controle e acesso a recursos naturais.
Por conta disso o Japão passou a conflitar com países vizinhos, como a China.

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33
Por quê?
Além do expansionismo e das disputas territoriais, a perseguição a grupos étnicos,
sobretudo aos judeus e ciganos, foi uma realidade na Segunda Guerra Mundial. Para o nazismo,
os judeus eram os grandes culpados pela crise do país passara no Período Entre guerras,
devendo, portanto, ser combatidos. Antes da eclosão da guerra, políticas segregacionistas já
eram colocadas em prática pelos nazistas, como a obrigatoriedade da identificação pelo uso de
uma Estrela de Davi, símbolo religioso do judaísmo; proibição do casamento entre judeus e
alemães; demissão de judeus de cargos públicos; criação dos guetos e de campos de
concentração; e a mais radical de todas, a chamada solução final, que consistia na eliminação
de prisioneiros através do uso de gás tóxico.
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Quando?
A 2ª Guerra se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de
setembro de 1939. E aqui podemos analisar se era possível impedir que essas invasões
ocorressem de fato.

Como?
Em 7 de dezembro de 1941, no início da manhã os japoneses bombardearam a base
norte americana de Pearl Harbor, no Havaí. Os bombardeamentos atômicos das cidades de
Hiroshima e Nagasaki foram dois bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra o
Império do Japão durante os estágios finais da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945.
Foi o primeiro e único momento na história em que armas nucleares foram usadas em guerra e
contra alvos civis.
Depois de uma campanha de bombardeios que destruiu várias cidades japonesas,
os Aliados preparavam-se para uma invasão do Japão. A guerra na Europa terminou quando
a Alemanha nazista assinou o acordo de rendição em 8 de maio de 1945, mas a Guerra do
Pacífico continuou. Juntamente com Reino Unido e China, os Estados Unidos pediram a
rendição incondicional das forças armadas japonesas na Declaração de Potsdam em 26 de julho
de 1945, ameaçando uma “destruição rápida e total”.
Em agosto de 1945, o Projeto Manhattan dos Aliados tinha testado com sucesso um
artefato atômico e produzido armas com base em dois projetos alternativos. O 509º Grupo
Composto das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos foi equipado com
aeronaves Boeing B-29 Superfortress que poderiam ficar em Tinian, nas Ilhas Marianas. A
bomba atômica de urânio (Little Boy) foi lançada sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945,
seguido por uma explosão de uma bomba nuclear de plutônio (Fat Man) sobre a cidade
de Nagasaki em 9 de agosto.
Dentro dos primeiros 2-4 meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das
explosões mataram entre 90 mil e 166 mil pessoas em Hiroshima e 60 mil e 80 mil seres
humanos em Nagasaki; cerca de metade das mortes em cada cidade ocorreu no primeiro dia.
Durante os meses seguintes, vários morreram por causa do efeito de queimaduras,
envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação. Em
ambas as cidades, a maioria dos mortos eram civis, embora Hiroshima tivesse muitos militares.

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Em 15 de agosto, poucos dias depois do bombardeio de Nagasaki e da declaração
de guerra da União Soviética, o Japão anunciou sua rendição aos Aliados. Em 2 de setembro, o
governo japonês assinou o acordo de rendição, encerrando a Segunda Guerra Mundial. O papel
dos bombardeios na rendição do Japão e a sua justificação ética ainda é motivo para debates.

- Prática guiada
Assistiremos dois documentários em sala de vídeo:
Globo Repórter - Pearl Harbor <https://www.youtube.com/watch?v=IUPwBOTNjOk>
Fantástico - História da bomba atômica <https://www.youtube.com/watch?v=Yvo0dyW1vTE>
Iremos avaliar os vídeos e juntos chegaremos a conclusão sobre os efeitos dos
ataques a Pearl Harbor pelo Japão e a reposta americana contra o Japão, com o ataque
utilizando a bomba atômica. Cada aluno responderá oralmente sobre suas observações a
respeito dos fatos estudados.

- Prática autônoma
Sobre o tema proposto, aluno fará individualmente uma dissertação sobre Bomba
atômica e o que podemos tirar de lições desse período para os nossos dias.

ENCERRAMENTO DA AULA
- Objetivação
A tirania de Hitler, resultou num conflito sem limites, apresentando ao mundo
outros tiranos e ditadores perigosos. Pelo poder muitos morreram fora das trincheiras da
Europa, chegando aos Estados Unidos da América e Japão. E o pior de todos os receios de
guerra, o surgimento da Bomba Atômica e seus efeitos nefastos e devastadores.
Os Aliados começaram a derrotar o Eixo em 1942. No Pacífico, Estados Unidos e
Austrália derrotaram os japoneses. Em fevereiro de 1943, os nazistas perderam a batalha de
Stalingrado, na União Soviética, e foram expulsos da Bulgária, Hungria, Polônia,
Tchecoslováquia e Iugoslávia. Na África, Egito Marrocos e Argélia foram conquistados pelas
forças Aliadas. Em julho do mesmo ano, Vitor Emanuel III, rei da Itália, destituiu Mussolini do
governo e assinou a rendição italiana aos Aliados.
No dia 6 de junho de 1944, os Aliados desembarcaram na Normandia, França, na
operação que ficou conhecida como “Dia D”. Era o início da libertação francesa e, no fim de
agosto, Paris estava livre. Em 2 de maio de 1945, soviéticos e estadunidenses tomaram Berlim,

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dois dias depois do suicídio de Hitler e do alto-comando do Partido Nazista. Iniciou-se o
processo de rendição das tropas nazistas, colocando, assim, fim à guerra na Europa. Só o Japão
resistia, mas, em agosto, diante das bombas atômicas jogadas pelos Estados Unidos em
Hiroshima e Nagasaki, o imperador Hirohito se rendeu aos Aliados. Chegava ao fim a Segunda
Guerra Mundial, deixando cerca de 50 milhões de mortos e 35 milhões de feridos.
Os países vencedores levaram oficiais nazistas a julgamento no Tribunal de
Nuremberg, criado para esse fim, sob acusação de crimes contra a humanidade. Outra
consequência da guerra foi a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo
objetivo é mediar conflitos entre países a fim de evitar novas guerras.

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ATIVIDADE Nº 4 – PLANOS DE AULA

CONTEÚDO
O Brasil na 2ª Guerra Mundial

ABERTURA DA AULA
- Apresentar o objetivo de aprendizado
No dia 1º de setembro de 1939, as forças nazistas alemãs de Adolf Hitler invadiram
a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial. O Brasil passou a participar do conflito a
partir de 1942. Na época, o presidente da República era Getúlio Vargas.

- Apresentar os resultados esperados


No final dessa aula, vocês serão capazes de escrever com suas palavras e
compreender como o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial e qual o seu papel no conflito.
Também analisando o que ocorria no Brasil, enquanto a Guerra ocorria na Europa.

- Reativar os conhecimentos prévios


Quais alunos sabiam que o Brasil participou da 2ª Guerra Mundial? Você tem algum
parente ou conhecido que tenha participado desta guerra?

CORPO DA AULA
- Modelagem
O quê?
A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade. Depois de alguns ataques a
navios brasileiros, Getúlio Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente americano
Roosevelt para a participação do país na Guerra.
Embora a história dos pracinhas - diminutivo de praça, que é soldado - seja
ainda pouco comentada no Brasil, Marcus Firmino Santiago da Silva, coordenador do
curso de Direito da Escola Superior Professor Paulo Martins, do Distrito Federal, e
estudioso sobre a Segunda Guerra, afirma que a participação brasileira foi muito
importante. “O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco
velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos
aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França”, afirma.
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Por quê?
As semelhanças entre as ditaduras de Getúlio Vargas, Adolf Hitler e Benito
Mussolini já foram apontadas por muitos historiadores. O próprio nome Estado Novo foi tirado
de outra ditadura europeia da época, instituída por Salazar em Portugal, país que se manteve
oficialmente neutro durante a Segunda Guerra.
Também é fato notório que entre os membros do governo Vargas havia
simpatizantes do Eixo. O mais famoso deles era Filinto Müller, chefe de polícia do Distrito
Federal, e responsável pela deportação de Olga Benário, mulher do líder comunista brasileiro
Luís Carlos Prestes, para a Alemanha nazista. Antes do rompimento das relações diplomáticas
com o Eixo, o Brasil de Vargas mantinha boas relações comerciais com a Alemanha e a Itália.
Em 1936, Brasil e Itália firmaram um acordo para compra de submarinos italianos, que seriam
pagos com algodão e outros produtos brasileiros. O exército brasileiro também importava
armamentos da Alemanha nazista.
Em junho de 1940, num discurso proferido a bordo do encouraçado Minas Gerais,
Vargas elogiou o nacionalismo das “nações fortes”, uma referência indireta às ditaduras
direitistas da época. Tal discurso foi proferido para a cúpula das Forças Armadas do Brasil. No
entanto, entre manter boas relações comerciais com os países do Eixo (e mesmo nutrir certa
admiração por esses países) e aliar-se com eles numa guerra há enorme diferença.
Quando a guerra transformou-se numa guerra total, dispostos a interceptar remessas
de alimentos e matérias-primas para a Inglaterra e os Estados Unidos, os nazistas, sem nenhuma
declaração formal de guerra, empreenderam uma campanha submarina no Atlântico, na qual
atacaram, de 15 a 17 de agosto de 1942, cinco navios brasileiros (Baependi, Itajiba, Araraquara,
Aníbal Benévolo e Araras).

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Embarque da FEB rumo a Segunda Guerra

Este ataque obrigou o governo brasileiro a abandonar a neutralidade que vinha


mantendo. Durante a II Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, realizada no Rio de
Janeiro, em janeiro de 1942, foi anunciado o rompimento das relações diplomáticas e
comerciais do Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. No dia 22 de agosto Getúlio Vargas
reuniu o ministério para a declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Foi iniciada a mobilização
geral e foram tomadas providências para o aumento da produção agrícola e da indústria
extrativa de matérias primas estratégicas.
A contribuição militar inicial não se limitou ao fornecimento das bases aéreas e
navais do Nordeste, que possibilitaram a invasão da África do Norte. A Marinha Brasileira fez
a cobertura das rotas mercantes do Atlântico Sul, protegendo os navios que levavam materiais
estratégicos.

Quando?
O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente da Segunda
Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de 11
meses, dos quais quase oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo. A 28 de
janeiro de 1942, durante a Terceira Conferência dos Chanceleres Americanos no Rio de Janeiro,
o Governo do Brasil anunciava o rompimento de suas relações com a Alemanha, o Japão e a
Itália, por efeito de seus compromissos internacionais em face da agressão a Pearl Harbor (7 de
dezembro de 1941). Em consequência desse ato, entrou o Brasil em grande atividade militar

40
para a segurança e a defesa de suas costas, quando, ao mesmo tempo, cedia aos Estados Unidos
o uso, durante a conflagração, de suas bases militares - Belém, Natal, etc.

Como?
Avaliando a atuação dos pracinhas, que conseguiram vitórias importantes contra os
alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam no poder destes, como o Monte
Castelo, Turim, Montese, entre outras. Mais de 14 mil alemães se renderam aos brasileiros, que
também ficaram com despojos como milhares de cavalos, carros e munição. A ação dos
pracinhas não foi fácil por vários motivos. O primeiro, porque o treinamento recebido no Brasil
e nos Estados Unidos não era muito próximo à realidade da guerra que encontraram. Os
soldados não estavam habituados ao clima frio dos montes Apeninos, que atravessam a Itália e
nem acostumados a lutar em local montanhoso. Só na batalha do Monte Castelo, houve mais
de 400 baixas entre os brasileiros.
“Além disso, foi fundamental para o esforço de guerra a cessão de bases navais e
aéreas no território brasileiro. Um desses locais que teve participação decisiva foi Natal, no
Rio Grande do Norte”, afirma o professor. A capital potiguar serviu como local para
abastecimento dos aviões de guerra americanos e base naval antissubmarinos. Com o fim da
Segunda Guerra Mundial em 1945, a FEB foi desfeita em 1946.

- Prática guiada
Lembrando dos fatos estudados, um debate será proposto para tratar da participação
do Brasil na 2ª Guerra Mundial. Cada alunos trará suas impressões e sentimentos frente aos
fatos dramáticos ocorridos nesse período tenebroso da história mundial. Também em
observância ao TIC, os alunos concluirão essa aula realizando pesquisas na Sala de Informática,
em sites de pesquisa, buscando imagens, vídeos e relatos da 2ª Guerra Mundial

- Prática autônoma
De forma individual, cada alunos entregara um breve questionário com 5 questões
dos fatos estudados nesta aula.

ENCERRAMENTO DA AULA
- Objetivação

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Ao final desta aula, os alunos terão uma compreensão mais ampla do Brasil na 2ª
Guerra Mundial. Se havia alguma incoerência no fato de a ditadura de Vargas entrar na guerra
ao lado das democracias, haveria mais incoerência ainda numa aliança entre o Brasil e a
Alemanha. Seria um absurdo um país multiétnico, de população miscigenada, aliando-se a uma
ditadura que pregava a superioridade da raça ariana e a escravização e o extermínio das raças
consideradas “inferiores”.
Os que chamam a atenção para as semelhanças entre o Estado Novo e os regimes
totalitários da Europa costumam se esquecer das diferenças entre esses mesmos regimes. A
ditadura brasileira tinha em comum com o nazismo e o fascismo a perseguição aos comunistas,
mas perseguiu também os integralistas (que possuíam em seus quadros vários simpatizantes de
Hitler e de Mussolini). Aliás, é possível que Vargas, em suas medidas paternalistas (que lhe
valeram a fama de “pai dos pobres”) e de intervenção estatal na economia, também tenha se
inspirado no New Deal, o programa de medidas adotadas por Roosevelt para combater o
desemprego nos Estados Unidos durante a crise econômica causada pela quebra da bolsa de
valores de Nova York, em 1929.
Outro fator que inviabilizava qualquer possibilidade de aliança entre o Brasil e a
Alemanha era a aversão da opinião pública brasileira ao nazismo. O nazismo tentou fincar
raízes no Brasil. Para isso, montou uma rede de propaganda: antes da entrada do Brasil na
guerra, muitos jornais e revistas nazistas chegaram a circular entre a comunidade de imigrantes
alemães nas regiões Sul e Sudeste. Na verdade, havia simpatizantes do nazismo e do fascismo
no Brasil tanto dentro quanto fora das colônias alemã e italiana.
Apesar disso, o nazismo nunca conseguiu conquistar a simpatia da maioria dos
brasileiros. Além disso, após os afundamentos de navios brasileiros e as passeatas da UNE
exigindo que o Brasil declarasse guerra à Alemanha, grande parte da população brasileira
passou a repudiar o nazismo, o que impediu o aumento de seus simpatizantes em território
brasileiro.

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ATIVIDADE Nº 5 – PLANOS DE AULA

CONTEÚDO
O patrimônio histórico e cultural no pós 2ª Guerra Mundial

ABERTURA DA AULA
- Apresentar o objetivo de aprendizado
Iremos aprender sobre o legado da 2ª Guerra Mundial, seus efeitos e a contribuição
positiva ou negativa para questão de patrimônio, tanto no mundo como no Brasil.

- Apresentar os resultados esperados


Após essa aula os alunos serão capazes de relatar com clareza, em suas palavras o
que a 2ª Guerra deixou de legado positivo ou negativo em relação ao patrimônio.

- Reativar os conhecimentos prévios


O que você aluno, entende por patrimônio, museus e arquivos históricos? Você acha
que uma guerra, pode interferir na questão de patrimônios históricos de um país?

CORPO DA AULA
- Modelagem
O quê?
Vamos aprender nesta aula, como a questão patrimonial foi tratado após a 2ª Guerra
Mundial, com a criação da ONU e UNESCO, e como os legados históricos podem ser
prejudicados com os conflitos armados. O patrimônio histórico cultural, refere-se ao conjunto
de bens materiais e imateriais de uma coletividade, possuindo valor próprio, além de sua
relevância para a permanência e identidade cultural de um povo.
O Patrimônio Cultural de um povo compreende, portanto, imóveis históricos,
utensílios e bens móveis, peças em museus, manifestações folclóricas e artísticas. Ambientes
naturais de importância paisagística são, hoje, considerados também patrimônios de um povo.
O Patrimônio Cultural relaciona-se com a herança do passado, a fonte de identidade e a história
de um povo.

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Por quê?
Com a Revolução Francesa de 1789, e seu lema Igualdade, Liberdade, Fraternidade,
a burguesia tomou o poder França, com o apoio popular. Era o fim dos privilégios da nobreza
do clero, e também das instituições feudais do Antigo Regime francês. A partir deste momento
ocorre a laicização do conceito de bem cultural. Esse, agora, se referia ao interesse público,
implicando, até mesmo, uma limitação ao direito de propriedade em nome do coletivo. Com
essa nova concepção inicia-se a noção de patrimônio público.
Após a Segunda Guerra, ante a proporção das destruições provocadas pelo conflito
bélico, a sociedade sensível e consciente de suas perdas culturais enfatizou a importância da
cultura universal. A partir de então, uma dada obra produzida por um dado povo seria entendida
não mais como pertencente apenas àquelas pessoas, mas sim pertencente à humanidade - já não
existiam mais grandes realizações nacionais e sim grandes feitos da humanidade.
Dessa forma, a proteção dos bens culturais passou a ser um direito e um dever de
todas as sociedades as quais consolidam grandes instituições, como a ONU, encarregadas de
assegurar a solução pacífica dos conflitos e defender os bens culturais.

Quando?
A Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural, adotada pela
UNESCO, em 1972, surge como um importante instrumento para a salvaguarda de bens
culturais e naturais considerados significativos para a humanidade.
No Brasil, a Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a
noção de Patrimônio Cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material
e imaterial e, também, ao estabelecer outras formas de preservação – como o Registro e o
Inventário – além do Tombamento, instituído pelo Decreto-Lei nº 25, de 30/11/1937, que é
adequado, principalmente, à proteção de edificações, paisagens e conjuntos históricos urbanos.
Apesar de experiências isoladas no passado, a real e mais substancia preocupação
com o Patrimônio Cultural se concretizou com a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio
Cultural e Natural, realizada pela UNESCO em 1972, “Constatando que o patrimônio cultural
e o patrimônio natural encontram-se cada vez mais ameaçados de destruição não somente
devido a causas naturais de degradação, mas também pelo desenvolvimento social e
econômico agravado por fenômenos de alteração ou de destruição ainda mais
preocupantes,” e “Considerando que a degradação ou o desaparecimento de um bem

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cultural e natural acarreta um empobrecimento irreversível do patrimônio de todos os povos
do mundo...”.
No Brasil, por exemplo, o Patrimônio Material protegido pelo IPHAN, com base
em legislações específicas é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo
sua natureza nos quatro Livros do Tombo: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico;
belas artes; e das artes aplicadas.

Como?
A Convenção da UNESCO define como PCH:
- Monumentos: obras arquitetônicas, esculturas, pinturas, vestígios arqueológicos etc.
- Conjuntos: grupos de construções.
- Sítios: obras humanas e naturais de valor histórico, estético, etnológico ou científico.
- Monumentos naturais: formações físicas e biológicas.
- Formações geológicas ou fisiológicas: habitats de espécies animais e vegetais ameaçados de
extinção.
- Sítios naturais: áreas de valor científico ou de beleza natural.

Em 2011, um total de 936 sítios estavam listados pela UNESCO, sendo 725
culturais, 183 naturais e 28 mistos, em 153 países. A Europa e os Estados Unidos, contudo,
lideram a lista com quase 50% dos patrimônios reconhecidos pela UNESCO.
A conservação do Patrimônio Mundial é um processo contínuo, daí que, se um país
não protege os locais inscritos, corre o risco de ter tais locais retirados da Lista do Patrimônio
Mundial.
Os governos desses países devem informar periodicamente o Comitê do Patrimônio
Mundial sobre o estado de conservação do patrimônio, que imediatamente inclui o mesmo na
Lista do Patrimônio Mundial em Perigo para, assim, buscar-se, junto à comunidade mundial,
soluções para a situação.
Um exemplo pratico são as ferrovias. A Revolução Industrial, que se processou na
Europa e principalmente na Inglaterra a partir do século XIX, surgiu quando os meios de
produção, até então dispersos em pequenas manufaturas, foram concentrados em grandes
fábricas, como decorrência do emprego da máquina na produção de mercadorias. Numerosos
inventos, surgidos no século anterior, permitiram esse surto de progresso. Entre eles, destacam-
se a invenção do tear mecânico por Edmund Cartwright, em 1785, revolucionando a fabricação

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de tecidos, e a máquina a vapor por James Watt, aperfeiçoando a descoberta de Newcomen, em
1705.
O aumento do volume da produção de mercadorias e a necessidade de transportá-
las, com rapidez, para os mercados consumidores, fizeram com que os empresários ingleses
dessem apoio a George Stephenson (1781-1848), que apresentou sua primeira locomotiva em
1814.Foi o primeiro que obteve resultados concretos com a construção de locomotivas, dando
início à era das ferrovias.
De Dom Pedro e o Barão de Mauá em meados de 1828, as ferrovias movimentaram
o Brasil economicamente. Em 17 de novembro de 1903, foi assinado o Tratado de Petrópolis,
entre o Brasil e a Bolívia, pelo qual coube ao Brasil a obrigação de construir a Estrada de Ferro
Madeira - Mamoré para compensar a cessão, pela Bolívia, da área do atual Estado do Acre.
Outro destaque merece ser dado à construção da Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil, iniciada em 16 de julho de 1905, que atingiu Porto Esperança em 1914. Partindo de
Bauru, esta ferrovia atravessava São Paulo e o atual Estado de Mato Grosso do Sul, chegando,
até Corumbá na fronteira com a Bolívia, com a construção da ponte ferroviária sobre o Rio
Paraguai, em 1947.
Introdução da tração elétrica, em 1930, para substituir, em determinados, trechos a
tração a vapor. Em 1939 ocorreu o início da substituição da tração a vapor pelo diesel elétrico.
Este processo, interrompido durante a Segunda Guerra Mundial, foi intensificado na década de
1950.
Em 1942 foi criada a Companhia Vale do Rio Doce, que absorveu a Estrada de
Ferro Vitória a Minas (construída a partir de 1903). Esta ferrovia foi então modernizada com o
objetivo de suportar o tráfego pesado dos trens que transportavam minério de ferro entre as
jazidas de Itabira, em Minas Gerais, e o Porto de Vitória, no Espírito Santo.
A partir de então, com os investimentos de grandes empresas no capital financeiro
brasileiro e o desenvolvimento da indústria brasileira no pós-guerra, as ferrovias deram lugar
ao investimento das rodovias e da indústria automobilística.

- Prática guiada
Visando uma ação integradora da história com aluno, propomos uma vista da turma
ao Museu Histórico Ferroviário em Bauru. Por ter sido Bauru a cidade que recebeu o maior
entroncamento ferroviário do estado de São Paulo, tanto em termos de fluxo de transporte, como
de dinheiro, houve nesta época muito desenvolvimento para nossa região. Em 11 de julho de

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1969, no governo do Dr. Alcides Franciscato, foi crido o Museu Ferroviário Regional, através
da lei nº 1425, porém não entrando em funcionamento nesta época.
Foi em 1986, que a discussão sobre o museu entrou em evidência novamente, sendo
alterado o seu nome para MUSEU FERROVIÁRIO REGIONAL DE BAURU, pois o mesmo
iria abrigar acervos das ferrovias, ESTRADA DE FERRO SOROCABANA, ESTRADA DE
FERRO NOROESTE DO BRASIL E COMPANHIA PAULISTA DE ESTRADA DE FERRO,
que viriam de várias regiões onde o trem fez sua passagem ou foram construídas suas estações.
A principal finalidade do museu na época era de acolher e preservar o material ferroviário para
exibição ao público.

Em 26/08/89, finalmente o projeto torna-se realidade, com a inauguração da


primeira exposição permanente do Museu Ferroviário Regional de Bauru, no prédio situado na
rua Primeiro de Agosto, centro de Bauru, ao lado da Estação Ferroviária, antigo escritório da
Diretoria Administrativa da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, num complexo de quatro salas
e um auditório.

Locomotiva que foi a pioneira dos transportes na Noroeste do Brasil – NOB

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Composição construída nas Oficinas da NOB para a chegada de Getúlio Vargas

O Museu Ferroviário no final do ano de 2005 iniciou um processo de reforma na


estrutura física, ganhando no seu espaço interno uma praça, com palco e bancos, e uma parte
de um carro de passageiro reformado. Esta área é destinada a eventos culturais no museu.
Atualmente estamos com a exposição permanente denominada “As ferrovias e o
desenvolvimento urbano”, a qual retrata a importância da s ferrovias como alavanca de
progresso e influência social das regiões onde estavam instaladas.
Após a visita, os alunos irão compartilhar em sala como foi a experiência de visitar
o museu e as impressões que tiveram.

- Prática autônoma
Individualmente, cada aluno fará uma redação sobre a importância do transporte
ferroviário no Brasil.

ENCERRAMENTO DA AULA
- Objetivação
Através desta aula, o objetivo é que o aluno tenha condições de avaliar e o que a
história pós-guerra proporcionou ao patrimônio histórico, e de que forma podemos contribuir
para sua preservação.

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AVALIAÇÃO

Através da avaliação, pretendemos que o aluno demonstre a absorção do conteúdo


e consiga reproduzi-lo.

Responda as 6 questões a seguir:

1. Assinale a alternativa correta. A Segunda Grande Guerra (1939-1945), a partir de


7 de dezembro de 1941, adquire um caráter mundial quando os:

( ) a) russos tomam a iniciativa de anexar o território dos Estados bálticos.


( ) b) alemães invadem a região mediterrânica da Ásia.
( ) c) japoneses atacam a base americana de Pearl Habor.
( ) d) franceses, por determinação de Petain, ocupam o sudeste da Ásia.
( ) e) chineses cedem a maior parte do seu território às tropas do Eixo.

2. A II Guerra Mundial foi o maior conflito armado da história da humanidade,


caracterizada pelo desenvolvimento da indústria bélica, ao ponto de se produzir a
bomba atômica e toda a mortandade decorrente. Sobre o conflito, é incorreto
afirmar que:
( ) a) Os Estados Unidos entraram na guerra após o ataque japonês a Pearl Habor.
( ) b) O Eixo era formado pela Alemanha, Itália e Japão.
( ) c) A guerra iniciou-se após a invasão da Alemanha no território soviético.
( ) d) O evento final da II Guerra Mundial foram as bombas atômicas de Hiroshima e
Nagasaki.
( ) e) Em 1940, os alemães conseguiram ocupar Paris.

3. Descreva brevemente quando se iniciou e quando terminou a 2º Guerra Mundial.


E qual as 2 principais lembranças trágicas dessa guerra para a história mundial.

4. Que países compunham a aliança com a Alemanha nazista e como eram conhecidos
os lados que se opunham na guerra.

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5. Os cartazes foram um importante meio de publicidade utilizado pelos países
beligerantes durante a II Guerra Mundial, expressando a imagem que cada um
tinha de seus inimigos e de si próprio. Frente a isso, analise o cartaz abaixo:

O cartaz acima expressa a:


( ) a) entrada dos ingleses na II Guerra Mundial.
( ) b) a entrada dos estadunidenses na II Guerra Mundial.
( ) c) a vitória dos estadunidenses sobre os japoneses.
( ) d) a vitória dos estadunidenses sobre os italianos.

6. Qual o papel do Brasil na 2ª Guerra Mundial? Faça uma breve descrição.

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GABATITO

Respostas das questões propostas:

1. Resposta certa é a Letra C. O ataque a Pearl Habor levou os EUA a entrarem


definitivamente na II Grande Guerra, o que ampliou o espaço de conflito com a entrada
de um país do continente americano.

2. Resposta certa é a Letra C. O início da guerra ocorreu com os exércitos alemães


invadindo a Polônia, e não a URSS.

3. Se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de setembro de 1939. Ela
terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945. No Oceano Pacífico, as
batalhas continuariam até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945, onde temos
em nossa memória, a trágica lembrança das duas bombas nucleares lançadas pelos
Estados Unidos sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, com mais de 246 mil mortos,
e o massacre de mais de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas.

4. As principais frentes de batalha eram formadas pelas:


• As nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão);
• As nações Aliadas (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).

5. Resposta certa é a Letra B. O ataque japonês à base de Pearl Habor levou os EUA a
entrarem na guerra ao lado dos aliados.

6. Quando a guerra transformou-se numa guerra total, dispostos a interceptar remessas de


alimentos e matérias-primas para a Inglaterra e os Estados Unidos, os nazistas, sem
nenhuma declaração formal de guerra, empreenderam uma campanha submarina no
Atlântico, na qual atacaram, de 15 a 17 de agosto de 1942, cinco navios brasileiros
(Baependi, Itajiba, Araraquara, Aníbal Benévolo e Araras). Este ataque obrigou o
governo brasileiro a abandonar a neutralidade que vinha mantendo. Durante a II
Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, realizada no Rio de Janeiro, em
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janeiro de 1942, foi anunciado o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do
Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. No dia 22 de agosto Getúlio Vargas reuniu o
ministério para a declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Foi iniciada a mobilização
geral e foram tomadas providências para o aumento da produção agrícola e da indústria
extrativa de matérias primas estratégicas. A contribuição militar inicial não se limitou
ao fornecimento das bases aéreas e navais do Nordeste, que possibilitaram a invasão da
África do Norte. A Marinha Brasileira fez a cobertura das rotas mercantes do Atlântico
Sul, protegendo os navios que levavam materiais estratégicos. O Brasil foi o único país
da América Latina que participou diretamente da Segunda Guerra Mundial. A Força
Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de 11 meses, dos quais
quase oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo. A 28 de janeiro de
1942, durante a Terceira Conferência dos Chanceleres Americanos no Rio de Janeiro, o
Governo do Brasil anunciava o rompimento de suas relações com a Alemanha, o Japão
e a Itália, por efeito de seus compromissos internacionais em face da agressão a Pearl
Harbor (7 de dezembro de 1941). Em consequência desse ato, entrou o Brasil em grande
atividade militar para a segurança e a defesa de suas costas, quando, ao mesmo tempo,
cedia aos Estados Unidos o uso, durante a conflagração, de suas bases militares - Belém,
Natal, etc.

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