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O filme supostamente conta a história da pequena índia Hakani, nascida em

1995, na tribo dos Suruwaha. Apesar de seu nome significar sorriso, esse não foi o
semblante da menina durante os primeiros anos da sua vida. Em seus primeiros anos
de vida ela não se desenvolveu como uma criança normal da sua faixa etária, sendo
considerada amaldiçoada por um espírito da floresta por sua tribo – pois não sabia
falar e nem andar. Nesse contexto, seu povo começou a pressionar seus pais para
cumprirem o que a tradição manda nesses casos – matar a criança doente. Contudo,
seus pais incapazes de fazê-lo, optam pelo autocídio a matar sua própria filha,
deixando-a órfã junto com seus outros 4 irmãos. Desse modo, agora a
responsabilidade de sacrificar Hakani passaria a ser do seu irmão mais velho,
segundo as tradições da tribo e ele tentou cumpri-las, levando-a até o local do
sacrifício, cavou sua cova, e ainda viva, enterrou a menina. Nas cenas do suposto
sacrifício, é possível ver a terra se revirando como se alguém estivesse se mexendo
ali em baixo, o choro abafado de Hakani também podia ser ouvido enquanto ela
sufocava. Em muitos casos, pode-se ouvir o choro das crianças por horas. Conforme
o filme, o irmão de Hakani que também foi enterrado, Niawi, logo faleceu. Mas Hakani
chorou e foi salva por seu irmão do meio que teria sido abandonado da tribo e a criou
sozinho durante três anos, sobrevivendo apenas com água da chuva, cascas de
árvores, folhas, insetos e restos de comida que seu irmão conseguia da tribo até que
foi encaminhada por seu irmão até um casal de missionários evangélicos que
cuidaram da menina.

Assim, percebe-se que são necessários questionamentos a respeito dos


direitos humanos, diferenças culturais e autonomia indígena. Nesse sentido, fica claro
que as concepções indígenas diferem das prevalentes nas sociedades ocidentais, de
modo que é preciso fazer uma análise atenta destas concepções - evitando o olhar
estranho que normalmente se faz ao diferente, tornando a moral ocidental inútil no
que tange a cultural da tribo Suruwaha.

Nesse contexto, somos levados a refletir até onde os costumes das tribos
indígenas devem ser respeitados no Brasil. Segundo o Artigo 231 da Constituição
Federal, que versa sobre os direitos dos índios destacam-se os costumes e as
tradições: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente
ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus
bens.”

Por outro lado, a Constituição Federal também estabelece em seu artigo 1º, a
dignidade da pessoa humana e no Art. 5º a inviolabilidade do direito à vida, liberdade
e à igualdade – não estabelecendo exceções para aplicação.

Logo, levanta-se a questão: Quais os critérios devem prevalecer quanto aos


outros povos? O respeito à diversidade da cultural indígena não implica na negação
de códigos éticos. Nesse viés, não se pode desprezar os costumes das tribos, porém
não há dúvida de que certas práticas afrontam os direitos positivados nos artigos 1º e
5º da Constituição Federal, a discussão agora se restringe a como agir e conscientizar
as tribos da importância da manutenção da vida humana.