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31/01/2019

Puerpério
Puerpério  Conceitua-se puerpério o período do ciclo
Fisiológico e grávido-puerperal em que as modificações
locais e sistêmicas, provocadas pela
Patológico gravidez e parto no organismo da mulher,
retornam à situação do estado pré-
gravídico.

Puerpério Puerpério
 Pode-se
 O puerpério inicia-se uma a duas horas
didaticamente dividir
após a saída da placenta e tem seu
o puerpério em:
término imprevisto, pois enquanto a
imediato (1 ° ao 10°
mulher amamentar ela estará sofrendo
dia), tardio (11 ° ao
modificações da gestação (lactância), não
42° dia), e remoto (a
retornando seus ciclos menstruais
partir do 43° dia).
completamente à normalidade.

Puerpério Puerpério
 A primeira e segunda horas após o delivramento devem  Ao se examinar uma mulher no puerpério, deve-se
ser passadas no Centro Obstétrico ou sala de PPP, pois inicialmente, se sua situação clínica permitir, fazer
neste período podem ocorrer hemorragias. Corresponde
ao chamado Quarto Período do parto. uma breve avaliação do seu estado psíquico, e
 Passado este período inicial, estando a puérpera entender o que representa para ela a chegada de
equilibrada hemodinamicamente e formado o globo de uma nova criança.
segurança de Pinard (útero ao nível da cicatriz umbilical  O estabelecimento de uma adequada empatia entre
e firmemente contraído), poderá ser encaminhada ao o examinador e sua cliente proporcionará uma
alojamento conjunto, após serem seus sinais vitais
avaliados e anotados. melhor compreensão dos sintomas e sinais
apresentados.

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Puerpério – Modificações Puerpério – Modificações


 A puérpera pode apresentar ligeiro aumento da temperatura  A volta das vísceras abdominais à sua situação
axilar (36,8° - 37,9°) nas primeiras 24 horas, sem original, além da descompressão do estômago,
necessariamente ter um quadro infeccioso instalado. Podem promove um melhor esvaziamento gástrico.
ocorrer ainda calafrios, mais freqüentes nas primeiras horas
após o parto.  Os esforços desprendidos no período expulsivo
 O sistema cardiovascular experimenta, nas primeiras horas pós-
agravam as condições de hemorróidas já
parto, um aumento do volume circulante, que pode se traduzir existentes.
pela presença de sopro sistólico de hiperfluxo.  Esta situação causa desconforto e impede o bom
 Também neste período a puérpera tem seu padrão respiratório esvaziamento intestinal.
restabelecido, passando o diafragma a exercer funções que  Nas mulheres que pariram por cesárea, soma-se
haviam sido limitadas pelo aumento do volume abdominal. ainda o íleo paralítico pela manipulação da
cavidade abdominal.

Puerpério – Modificações Puerpério – Modificações


 Traumas podem ocorrer à uretra, ocasionando  A leucocitose no puerpério é esperada, podendo
desconforto à micção e até mesmo retenção atingir 20.000 leucócitos/mm3.
urinária, situação atenuada pelo aumento da  A quantidade de plaquetas está aumentada nas
capacidade vesical que ocorre normalmente neste primeiras semanas, assim como o nível de
período. fibrinogênio, razão para se preocupar com a
 A puérpera pode experimentar nos primeiros dias imobilização prolongada no leito, situação que
pós-parto um aumento do volume urinário, pela facilita o aparecimento de complicações
redistribuição dos líquidos corporais. tromboembólicas.

Puerpério – Modificações Puerpério – Modificações


 Alterações do humor, com labilidade emocional, são  Nas mulheres que tiveram um óbito fetal, atenção especial deve
ser dada, pois a perda do filho pode provocar um sentimento de
comuns no puerpério. luto que necessita de tempo e algumas vezes de ajuda para
 Entretanto, o estado psicológico da mulher deve ser superá-lo.
 Nas mulheres que tiveram filhos que necessitam de tratamento
observado, uma vez que quadros de profunda imediato, em especial os recém-nascidos malformados, deve-se
apatia ou com sintomas de psicose puerperal procurar compreender os sentimentos da mulher diante desta
devem ser identificadas precocemente. nova e inesperada situação.
 O entendimento destas situações (natimorto e malformados)
 Nestas situações, um tratamento adequado deve pelos acompanhantes é importante para a melhor recuperação
ser instituído rapidamente. da puérpera.

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Puerpério – Modificações Puerpério – Modificações


 O útero atinge a cicatriz umbilical após o parto e  A recuperação do endométrio inicia-se a partir do
posteriormente regride em torno de 1 cm ao dia, 25º dia pós-parto.
embora de forma irregular.  O colo uterino, logo após o parto, fica edemaciado e
 Forma-se inicialmente um tamponamento dos vasos pode apresentar lacerações e, em torno do 10° dia,
pela compressão do miométrio para, em seguida, estará fechado.
formarem-se trombos que impedirão a perda  A vagina apresenta-se edemaciada, congesta e
sangüínea. atrófica, iniciando sua recuperação após o 25° dia
 Inicialmente surgem os Lóquios sangüíneos (até o de puerpério, mais tardia nas mulheres que
5° dia), em volume variável, semelhante a uma amamentam.
menstruação. A partir do 5° dia, torna-se  A vulva e o assoalho pélvico sofrem também
serossanguíneo e por volta do 10° dia, seroso. modificações decorrentes do trabalho de parto.

Puerpério – Imediato Puerpério – Imediato


Cuidados de Enfermagem Cuidados de Enfermagem
 Estimular a deambulação;  Avaliar involução uterina;
 Iniciar alimentação precoce;  Avaliar loquiação;
 Orientar quanto à higiene corporal;  Avaliar genitália;
 Orientar quanto à higiene perineal;  Administrar gelo perineal;
 Estimular o aumento da ingesta hídrica;  Realizar exame físico em MMII;
 Avaliar mamas;  Ausculta de ruídos hidroaéreos;
 Realizar a troca do curativo cirúrgico;

Puerpério – Imediato
Cuidados de Enfermagem Puerpério
 Estimular interação mãe/bebê;  Assistência à mulher no 4º período pós parto:
 Classicamente denomina-se 4° período do parto (ou
 Estimular a amamentação; de Greenberg) ao período de pós-parto imediato,
 Orientar quanto à pega e posição das após a dequitação.
 Não há na literatura consenso sobre sua duração
mamadas; exata, entretanto, inicia-se após a dequitação da
 Observar sinais de alterações de humor placenta e estende-se pelas primeiras horas pós-
parto.
materno;
 Para alguns, a primeira hora, para outros, até
segunda hora após o parto.

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Puerpério Puerpério
 É período de risco materno, com possibilidade de  Nesta fase, portanto, devem-se considerar
grandes hemorragias, principalmente por atonia uterina.
as seguintes questões: verificação
 Expulsa a placenta, por ação da gravidade ou por leve
expressão/compressão do fundo uterino, assegura-se a constante da contração uterina, revisão do
hemostasia pela retração uterina persistente (globo de canal de parto e reparação das lesões
segurança de Pinard), que promove oclusão dos vasos porventura existentes. A remoção da
na porção muscular, constituindo as ligaduras vivas de
Pinard. puérpera para a sala de recuperação
 Concomitantemente, ocorre o tamponamento trombótico (quando necessária) e alojamento
dos vasos útero-placentários. conjunto somente deverá ser efetuada
após o término do quarto período.

Puerpério Puerpério
Complicações hemorrágicas Complicações hemorrágicas
 A hemorragia pós-parto, caracterizada  As três principais causas de sangramento puerperal
são a atonia uterina, as lacerações de trajeto e a
pela perda de sangue superior a 500ml. retenção de fragmentos placentários.
 Ocorrem em aproximadamente 5% dos partos.
 Os profissionais de saúde têm que estar
 Embora possam ser evitadas e tratadas, elevam
familiarizados com o tratamento do significativamente a morbimortalidade materna.
choque hipovolêmico puerperal.  Outras causas incluem o acretismo placentário, a
rotura, a inversão uterina e os distúrbios da
coagulação.

Puerpério Puerpério
Atonia uterina Atonia uterina
 Representa a principal causa de hemorragia e  Os principais fatores predisponentes são:
choque hipovolêmico após o secundamento. sobredistensão uterina (por polidramnia,
 Tem importância fundamental na morbimortalidade gemelaridade e macrossomia), infecção intra parto,
materna, sendo a causa principal de histerectomia anestesia geral com halogenados, multiparidade,
pós-parto. parto prolongado, manobras inadequadas como a
 Caracteriza-se por sangramento acentuado, que se de Kristeller, presença de miomas uterinos e uso
reduz apenas durante as raras, rápidas e pouco indiscriminado de ocitócicos, seja para induzir ou
intensas contrações, associado a útero flácido, estimular o parto.
amolecido e, em geral, aumentado.

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Puerpério
Puerpério – Atonia uterina
Lacerações de Trajeto
Cuidados de Enfermagem
 Estabelecer acesso venoso calibroso;
 Avaliar quantidade e
 Realizar massagem uterina;
características do
 Avaliar volume da perda sanguínea; sangramento;
 Solicitar tipagem sanguínea;  Solicitar avaliação do
 Realizar sondagem vesical; trajeto.

 Verificar sinais vitais;


 Administrar uterotônicos;
 Avaliar sinais e sintomas de choque.

Puerpério Puerpério
Retenção Placentária Inversão Uterina
 A retenção placentária ou de seus fragmentos provoca  É causa rara de hemorragia puerperal.
hemorragia pela dificuldade de contração miometrial.  Quando ocorre, tem elevado risco para a paciente.
 Um período superior a 30 minutos para ocorrer a  O choque que acompanha o quadro pode ser hemorrágico ou
dequitação deve ser considerado patológico. neurogênico, pela dor provocada.
 A revisão macroscópica da placenta, cordão e  Acomete mais multíparas ou mulheres com acretismo
membranas ovulares após a dequitação são placentário e é também resultado de manobra iatrogênica na
procedimentos obrigatórios para todos os partos e tração exagerada do cordão umbilical.
contribuem para o diagnóstico precoce da retenção de
fragmentos da placenta ou membranas, favorecendo  O útero deve ser reposicionado o mais rápido possível.
prontas medidas para a solução do problema. Quanto maior a demora, mais difícil a realização das
manobras corretivas.
 Acretismo Placentário.

Puerpério
Inversão Uterina
 O tratamento deve ser feito sob anestesia, efetuando-se a
manobra de Taxe, na qual tenta reverter o útero à sua
posição normal, introduzindo a mão direita fechada em seu
interior.
 Havendo sucesso, utilizar ocitócicos para manter o útero
contraído.
 Quando as manobras clínicas forem ineficientes, fazer
laparotomia e tração cirúrgica do corpo e do fundo uterino.
 Todas estas medidas devem ser acompanhadas de
reposição sangüínea, já que a perda volêmica costuma ser
grande.