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Á nascença, as crianças necessitam de outros humanos adultos que lhes

presentem os cuidados indispensáveis á sua sobrevivência e lancem as bases


do seu processo de socialização. É no interior da família que o bebé irá ter as
suas primeiras interações com a mãe que irão estabelecer os alicerces dos seus
futuros relacionamentos, pois o clima emocional vivido nesta primeira relação
tenderá a reproduzir-se nas outras relações.

Á poderosa ligação que se estabelece entre o bebé e a mãe chama-se


relação de vinculação, isto é, uma relação de ligação emocional que se
desenvolve entre uma criança e um adulto em particular sendo uma forma inicial
de relacionamento social do bebé humano e é considerado por muitos autores
como sendo fundamental na construção de todas as relações posteriores.

Durante séculos, o recém- nascido era encarado como um ser passivo e


desprovido de quaisquer capacidades mas atualmente é encarado como um ser
ativo, provido de determinado conjunto de competências, de entre as quias se
destacam as capacidades sensório- motoras, reflexos de autodefesa e
competências relacionais e comunicacionais.

Ao nível da psicologia, passou a olhar-se para a infância como um período


bastante fértil em termos de aquisições, quer em termos cognitivos quer em
termos físicos e emocionais, fundamentais para o desenvolvimento humano.

Os bebes humanos nascem equipados com uma enorme predisposição


para o desenvolvimento de competências relacionais e comunicacionais. Essas
predisposições manifesta-se através de um conjunto de padrões fixos de ação
como por exemplo o choro, o sorriso, as vocalizações e as expressões faciais.
O choro é uma forma bastante eficaz de manifestar desconforto, mal-estar ou
indicar que há alguma necessidade por satisfazer. As investigadoras Silvia Bell
e Mary Ainsworth são da opinião de que a reação pronta e carinhosa ao
chamamento dos bebés é capaz de induzir neles uma sensação de segurança
que viabiliza a exploração de outras formas de comunicação. O sorriso é um
reflexo involuntário, serve essencialmente para manifestar satisfação e agrado é
através deste que o bebé reforça certos comportamentos do adulto, favorecendo
a sua repetição. As expressões faciais podem exprimir emoções de tristeza,
medo, alegria, raiva, surpresa, etc. As vocalizações vão evoluindo para a forma
de conversa e são um reforço para a atenção dispensada pelos adultos.

A relação mãe/bebé inicia-se muito antes do nascimento, quando a


mulher sabe que está grávida. Esta relação seria construída e reforçada pelas
fantasias da mãe face ao bebé. Durante a gravidez, desencadeia-se um conjunto
de suposições sobre o sexo do bebé, com quem será parecido e como se
comportará. Estas fantasias, ao tornarem o bebé presente, fazem com que
muitas mulheres falem com o seu bebé ainda antes do nascimento, que lhes
contem episódios da sua vida quotidiana ou que partilhem com ele os projetos
que têm para o seu futuro. Constrói-se, assim, um vínculo a um bebé imaginário
que se ajustará, após o nascimento, ao bebé real. O bebé idealizado terá de dar
lugar ao bebé real com as características que lhe são próprias.
Para explicar as exigências da relação mãe-bebe o psicanalista britânico
Wilfred Bion desenvolveu o modelo continente-conteúdo. De acordo com Bion,
quando a criança nasce não é capaz de descodificar por sim mesma o conteúdo
das suas experiencias, o que gera algum desconforto e ansiedade.

Compete assim a mãe funcionar como uma espécie de continente onde a


criança pode despejar o seu conteúdo emocional caótico e desorganização, para
que esta o decifre e o desenvolva, de forma organizada, á criança.

Para Bion, o continente adequado transmite confiança, tranquilidade e


reconforta o bebé, pois mostra-se capaz de lidar adequadamente com as suas
necessidades e com as situações adversas que possam surgir.

Relações precoces:
A relação privilegiada que o bebé estabelece com a mãe é decisiva para o seu
desenvolvimento físico e psicológico. Os laços que se vão construindo entre a mãe e o
bebé designam-se de vinculação, apego. A vinculação é a necessidade de criar e
manter relações de proximidade e afetividade com os outros, de o bebé se apegar a
outros seres humanos para assegurar proteção e segurança. Esta relação, que se
manifesta pela necessidade de contactos físicos ou de proximidade, seria, tal como a
fome e a sede, uma necessidade básica ou primária. Assim, chorar, sorrir, mamar,
agarrar e seguir como o olhar, constituiriam os comportamentos que o bebé adotaria
para manter a relação privilegiada com as figuras de vinculação.