Sei sulla pagina 1di 2

A DOR NOS IDOSOS

Dor é uma das queixas mais comuns de idosos relatadas durante consultas médicas. Pacientes acima de 60 anos
queixam-se duas vezes mais de dor que pacientes com menos de 60 anos. Estudos sugerem que 25-50% de idosos sofrem de
dor crônica e que 45 a 80% de pacientes institucionalizados tem dor substancial, muitas vezes subtratada. A dor crônica pode
comprometer a qualidade de vida do paciente e cursar com depressão, fadiga, diminuição de socialização, falta de apetite,
distúrbios de sono, diminuição de ambulação, distúrbios de marcha e polifarmácia (uso de mais de um medicamento para atingir
um objetivo terapêutico). O tratamento pode ser por vezes inadequado pela dor ser subestimada pelo médico, pelo receio do
médico de induzir adição a analgésicos, e também ser complicado por efeitos colaterais de medicamentos em pacientes mais
suscetíveis e por interações medicamentosas inadvertidas. No idoso são freqüentes as dores articulares, as dores musculares,
muitas vezes associadas à osteoartrite, as neuropatias periféricas, as dores por câncer, as coronariopatias, bem como dores
isquêmicas por doença vascular periférica e cãibras em membros inferiores. Patologias típicas da terceira idade, como arterite
temporal e polimialgia reumática devem ser lembradas na investigação de cefaléias e de dores difusas pelo corpo,
respectivamente. Freqüentemente o idoso tem mais de uma queixa dolorosa. Pesquisa com 58 idosos candidatos ao Grupo de
Atendimento Multidisciplinar ao Idoso Ambulatorial (Gamia) do Hospital das Clínicas/ FMUSP revelou que 46 (79,3%) candidatos
referiam dor, dos quais 16 (34,7%) referiam dor em uma localização, 17 (36,9%) duas dores e 13 (28,4%) três ou mais queixas
dolorosas. O tratamento da dor tem como objetivos clínicos: tratar especificamente sua causa, reduzir a dor, melhorar a
capacidade funcional, o sono, o humor e a socialização do paciente. Na seleção dos tratamentos é de suma importância
considerar a causa e o mecanismo fisiopatológico envolvido, o estado funcional e emocional do paciente, suas condições clínicas
e doenças associadas, e o tratamento em si. No caso de tratamento medicamentoso, considerar a farmacologia da droga a ser
usada. Naqueles casos em que a causa da dor não é remediável ou é parcialmente tratável, freqüentemente está indicado
abordagem multidisciplinar. Estratégias farmacológicas e não farmacológicas combinadas geralmente resultam em melhor
controle da dor com doses menores de medicamentos e menos efeitos colaterais. A acupuntura é extremamente útil neste
contexto. Diversos estudos mostram sua utilidade no tratamento de pacientes idosos com OA e dor no joelho, lombalgia, artrose
de articulação coxo-femoral, síndrome dolorosa miofascial cervical, dorsal e do ombro. Pacientes portadores de neuropatias
diabética, do trigêmeo e pós-herpética também podem se beneficiar do tratamento com acupuntura. Os resultados mostram
redução na intensidade e freqüência da dor, melhora na qualidade de vida, no sono, e diminuição na quantidade de
medicamentos utilizados.

AcupuNtuRA e O IDOSO
João Carlos Pereira Gomes
Célia Y. Portiolli Faelli
Hong Jin Pai
O mundo está envelhecendo. Nas últimas décadas, a terceira idade é o grupo populacional que mais cresce nos
países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas o que significa envelhecer? Ficar mais velho não é apenas sentir o tempo
passar; nem significa virar doente. Problemas de saúde podem aparecer, mas há soluções. Se tiverem hábitos saudáveis e
procurarem se manter ativas física e intelectualmente poderão ter um envelhecimento saudável com boa qualidade de vida,
minimizando as alterações próprias da idade e prevenindo doenças que incidem mais após os 60 anos. O organismo do idoso
tem menor capacidade de adaptação e demora mais tempo para recuperar-se que um organismo mais jovem. A incidência de
várias doenças é maior nas pessoas com mais de 60 anos, e a presença de mais de uma doença é freqüente. O uso
concomitante de vários medicamentos e a redução da função dos órgãos, em especial do fígado e dos rins, aumentam o risco de
efeitos indesejáveis dos medicamentos e de intoxicações. Essa é uma das razões porque a acupuntura potencialmente teria um
papel importante no tratamento do idoso. Como ela praticamente não tem contra-indicação e tem efeitos benéficos na redução da
dor, na ansiedade, no sono, nos sintomas de depressão leve entre outros, possibilitaria ao idoso reduzir a quantidade de
medicação, diminuindo também os seus vários efeitos colaterais, como por exemplo a gastrite desencadeada pelos
antiinflamatórios, proporcionando ainda uma melhor qualidade de vida. A acupuntura é utilizada há milênios no tratamento de
doenças. No idoso, especialmente no idoso frágil, o tratamento por acupuntura tem peculiaridades. Um dos principais preceitos
de acupuntura recomenda aplicá-la conforme as condições da pessoa. Idosos frágeis e crianças devem ser agulhados com
menor profundidade de inserção e por menos tempo. Estimulação excessiva pode cansar o paciente. A moxabustão, ou
estimulação de pontos de acupuntura através de calor gerado pela queima de uma erva chamada artemísia, pode ser indicada
para fortalecer o organismo. Não se recomenda o uso da acupuntura em certas situações extremas, como desidratação,
hemorragia severas, nem em pessoas muito debilitadas, famintas ou que comeram recentemente, muito sedentas ou muito
assustadas. O idoso pode responder mais lentamente ao tratamento. A acupuntura hoje é reconhecida como especialidade
médica. A medicina moderna tenta desvendar os mecanismos da acupuntura e comprovar cientificamente suas diversas
aplicações no ser humano. Em 1997, o National Institute of Health (NIH), o principal instituto de saúde americano, realizou
conferência de consenso sobre o uso e eficácia de acupuntura na prática médica reconhecendo sua utilidade como tratamento
complementar no manejo de fibromialgia, epicondilite, osteoartrite, lombalgia, síndrome do túnel do carpo, reabilitação de AVC
(acidente vascular cerebral), cefaléias, cólicas menstruais, asma, dor dental pós-operatória, náuseas e vômitos pós-operatórios e
pós-quimioterapia. Outros problemas como tensão pré-menstrual, rinites, síndrome do cólon irritável, estresse, herpes zoster e
neuralgia pós-herpética, hérnia de disco, obesidade e parar de fumar podem ser tratados conjuntamente com acupuntura.
Destacamos três áreas de atuação da acupuntura em geriatria: dor, reabilitação de AVC e terapia adjuvante em doenças
diversas, como depressão leve, câncer e doenças respiratórias. Entretanto, sempre é bom ressaltar que é fundamental procurar o
diagnóstico ou os diversos diagnósticos pela medicina ocidental e tratá-los devidamente para otimizar os resultados e não
mascarar doenças severas.
O saudável, o frágil e doenças associadas
A população idosa é muito heterogênea. Há idosos ativos e produtivos aos 70-80 anos e idosos com a mesma idade
totalmente dependentes para as atividades de vida diária. Além das alterações fisiológicas próprias da idade, é freqüente a
ocorrência de mais de uma doença no indivíduo idoso. Diabetes não-insulino dependente, hipertensão arterial, doença pulmonar
obstrutiva crônica, insuficiência coronariana, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência arterial
periférica, acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson e demências, osteoartrite (OA) e osteoporose, depressão,
catarata, glaucoma, surdez e câncer são algumas delas com prevalência acima dos 60 anos. Podemos classificar os idosos em
três grupos, conforme sua condição geral de saúde: idosos saudáveis (60 a 75% dos idosos), idosos doentes cronicamente (20 a
35%) e idosos frágeis (2 a 10%). Os idosos saudáveis têm doença crônica mínima ou não tem doença crônica, e são
funcionalmente independentes. Os idosos cronicamente doentes têm muitas doenças não curáveis, geralmente são
funcionalmente independentes ou minimamente dependentes, freqüentemente tomam vários medicamentos, e ocasionalmente
são hospitalizados. Os idosos frágeis têm muitas doenças crônicas severas, são funcionalmente dependentes e perderam muito
de sua reserva fisiológica.
A medicina tradicional chinesa e o envelhecimento bem sucedido
Há séculos a medicina tradicional chinesa (MTC) preocupa-se com o envelhecimento. Segundo o Nei Jing, principal
tratado de MTC escrito há cerca de 2500 anos, o homem começa a envelhecer gradualmente a partir dos 40 anos. Para manter a
saúde, é recomendado um modo de vida constante e regular com quantidades adequadas de trabalho e repouso, evitar excessos
de qualquer espécie (de alimentos, álcool, trabalho, sexo), praticar exercícios adequados à constituição física do corpo, manter o
espírito calmo e atitude positiva perante a vida, e estar atento e procurar adaptar-se às mudanças climáticas. Seguindo estes
preceitos o indivíduo preveniria doenças, fortaleceria o organismo e poderia chegar até aos 100 anos. Estes preceitos milenares
são válidos e atuais até hoje, e são a chave do envelhecimento bem sucedido.