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O que é um conservador evangélico?

Um breve guia multitemático para ajudar o


evangélico num ativismo conservador de orientação
judaico-cristã

Julio Severo

A natureza de um conservador evangélico pode se estender num


debate que vai desde teologia até política. É um debate
inesgotável, onde alguns poderiam, do lado de igrejas históricas
como a presbiteriana, argumentar que o conservadorismo é
sinônimo de tradicionalismo eclesiástico: proibição de bater palmas
nos cultos, de falar em línguas, de profetizar, de dançar no Espírito,
etc.

Do lado pentecostal, especialmente na maior denominação


evangélica do Brasil — a Assembleia de Deus —, o
conservadorismo poderia ser interpretado como uma questão
meramente de costumes: proibição de calças compridas, batons e
corte de cabelo para as mulheres, etc.

Mas o conservadorismo do qual irei tratar não tem relação


nenhuma com o tradicionalismo eclesiástico nem com os costumes

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pentecostais.

Conservadorismo, na minha visão, é um ativismo de natureza


moral, espiritual e política para conservar, ou preservar, valores
que possam minimamente manter uma sociedade em condições
de liberdade de adoração a Deus, vida, família, trabalho,
segurança e propriedade.

Onde podemos encontrar um modelo ideal de ativismo


conservador em prol de valores que precisam ser preservados?

Pelo fato de que temos uma identidade evangélica grandemente


moldada pela influência do trabalho missionário oriundo dos
Estados Unidos, outrora a maior nação evangélica do mundo, nada
mais correto do que voltarmos os olhos para esse ‘berço,’ que
dispunha e ainda dispõe de muitos exemplos práticos de um
conservadorismo evangélico que possa atender às necessidades
de cristãos desde tradicionalistas até pentecostais e
neopentecostais.

Anthony Comstock versus Margaret Sanger

O maior exemplo é Anthony Comstock (1844-1915), um evangélico


americano que tinha um cargo governamental em que ele tinha
autoridade para combater a pornografia, o aborto, a contracepção
e até mesmo a bruxaria na sociedade americana. Ele só não
combatia a agenda homossexual porque esse ativismo pervertido
não existia na época dele. Se existisse, seria mais um mal na lista
dele de problemas a serem confrontados e derrotados. Comstock
foi o primeiro ativista pró-vida e pró-família da história moderna.

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A atuação dele no final do século XIX e começo do século XX era


um terror para donos de clínicas de aborto e propagandistas da
anarquia, feminismo, contracepção e socialismo. Antes de existir
União Soviética, Comstock foi um espinho no ativismo pervertido
da mais proeminente líder feminista, socialista e abortista da
história dos EUA: Margaret Sanger (1879-1966).
O ativismo conservador de Comstock teve tanto sucesso que
Sanger, que desde o início do século XX trabalhava para espalhar
seu ‘evangelho’ abortista, contraceptivo e socialista, teve de fugir
dos EUA, depois de ser encurralada por uma infinidade de
processos e intimações. Enquanto Comstock estava vivo, o
ativismo pró-cultura da morte de Sanger não conseguia avançar.
Ela só voltou aos EUA depois da morte de Comstock.

Para os modernos defensores do aborto, contracepção e


socialismo, Sanger foi uma heroína, ‘vítima’ da perseguição de um
‘carrasco’, um ‘censor’ e um evangélico ‘fanático.’

Mas para os evangélicos de hoje, que enfrentam em graus muito


mais elevados os mesmos problemas que a sociedade
majoritariamente evangélica dos EUA já estava enfrentando mais
de 100 anos atrás, Comstock é um exemplo de que o ativismo
conservador evangélico pode trazer grandes benefícios para a
sociedade.

Se queremos então combater a cultura da morte do aborto,


contracepção, pornografia e socialismo como Comstock fez, temos
de adotar o conservadorismo evangélico num ativismo que faça
diferença moral, espiritual, social e política.

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O que não é conservadorismo evangélico

Contudo, para entender qual nossa missão como ativistas cristãos,


precisamos compreender o que não é conservadorismo.

Conservadorismo evangélico não substitui o papel vital do


evangelismo. Se você vive o chamado de Jesus de pregar o
Evangelho e discipular os convertidos, o conservadorismo pode ser
um excelente acessório para sua missão. Mas o ativismo
conservador não pode sufocar, nem substituir, o chamado maior do
seguidor de Jesus: pregar o Evangelho e produzir outros
seguidores de Jesus.

Conservadorismo evangélico não ajuda na salvação. Pregar o


conservadorismo não leva ninguém aos pés de Jesus e sua
salvação. O conservadorismo, conforme demonstrado no exemplo
de Comstock, ajuda a preservar bons valores na sociedade, para
que seus cidadãos cuidem melhor de si mesmos sem se
destruírem. Mas sociedade moralmente saudável não é sinônimo
de sociedade salva do inferno eterno. Os cidadãos dessa
sociedade moralmente saudável também precisam conhecer o
Evangelho e Jesus. Conservadorismo ajuda a trazer ‘salvação’
social e é bom para a sociedade e cidadania, mas em nada
contribui para a salvação espiritual. Se o indivíduo passou a vida
inteira lutando contra o aborto, a contracepção, o socialismo e o
feminismo, mas nunca conheceu Jesus e sua salvação, ele vai
passar a eternidade inteira com Margaret Sanger e Karl Marx.

Conservadorismo evangélico não é ecumenismo. O movimento

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ecumênico busca unificar cristãos e até não cristãos nos pontos


religiosos em comum entre eles. No seu ativismo em prol do
bem-estar da família, o alvo do conservadorismo evangélico não é
tratar de unificação religiosa com base no enfraquecimento das
doutrinas essenciais da Bíblia. Entidades que fizeram isso caíram
em apostasia e socialismo. O Conselho Mundial de Igrejas, cujos
líderes são adeptos da Teologia da Missão Integral e Teologia da
Libertação, é só um exemplo de que o ecumenismo não funciona.
Por amor à ideologia socialista, muitos líderes da Teologia da
Missão Integral são ecumênicos e anti-Israel. Uma das maiores
denominações protestantes brasileiras adeptas do ecumenismo é a
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que
tem líderes proeminentes da Teologia da Libertação e líderes
proeminentes da Teologia da Missão Integral. A IECLB, que é
muito ligada à CNBB, é uma das igrejas mais ecumênicas e
socialistas do Brasil e, além disso, é aberta ao ativismo
homossexual. O ecumenismo leva à apostasia. Portanto, a luta
pró-vida e pró-família não pode incluir o ecumenismo.
Conservadorismo evangélico não é ultranacionalismo
americano. Alguns evangélicos confundem, pelo fato de que o
‘berço’ do evangélico brasileiro é em grande parte o trabalho
missionário dos EUA, o ativismo conservador com ativismo
pró-EUA, especialmente ligado ao Partido Republicano, que não
tem demonstrado um comportamento conservador evangélico. As
posturas e guerras do governo dos EUA não representam
necessariamente o conservadorismo evangélico. Até a época de
Ronald Reagan, havia uma evidente distinção entre EUA (império
do capitalismo e protestantismo) e União Soviética (império do mal
e do comunismo). Como disse o escritor judeu conservador Don

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Feder, a expressão pró-EUA tinha significado claro na época de


Reagan. Significava “ser a favor do governo representativo, a favor
dos direitos humanos e a favor dos valores americanos (judaico-
cristãos).” Ele declara: “Hoje, significa uma disposição de aceitar o
‘casamento’ homossexual, o aborto legal e uma ética cultural
anti-judaico-cristã.” Um exemplo dos efeitos negativos do
ultranacionalismo americano é as críticas de ativistas
homossexuais, feministas, esquerdistas e direitistas dos EUA ao
Fórum Internacional da Família Grande o Futuro da Humanidade,
realizado em Moscou em setembro de 2014, com a participação de
líderes pró-família de outras nações, inclusive dos EUA.
Esquerdistas americanos atacaram porque era um evento
conservador. Ativistas homossexuais americanos atacaram porque
se opunha à agenda gay. Feministas americanas atacaram porque
era pró-vida. Direitistas americanos atacaram porque acham que
Moscou não tem o direito de realizar eventos pró-família. Todos
eles, ainda que de espectros ideológicos antagônicos, estavam
sendo movidos pelo ultranacionalismo americano.
Conservadorismo evangélico não é apologética. O ramo
teológico da apologética é a defesa de doutrinas evangélicas. Se
nós evangélicos quisermos lutar contra o aborto, a contracepção, a
agenda gay e a pornografia na sociedade, teremos de evitar
questões teológicas que comprometam a unidade na luta
pró-família e pró-vida. Se trouxermos para dentro dessa luta
questões como adoração a Maria, papel da Igreja, etc., teremos
atrito com líderes pró-vida ligados ao Vaticano e à Igreja Ortodoxa
da Rússia. Não concordamos com ambas as igrejas nem temos
pretensão de uma união ecumênica com elas. Apesar disso,
lutaremos ao delas na defesa da família e da vida. No entanto,

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essa unidade não deveria ser confundida com apoio evangélico às


doutrinas do Vaticano e da Igreja Ortodoxa. Se católicos e
ortodoxos trouxerem a defesa de suas doutrinas religiosas
particulares para dentro do movimento pró-vida, teremos, como
evangélicos, de confrontá-los com nossa versão evangélica dos
fatos. Esse confronto é necessário, pois já existe uma tendência de
certos setores católicos radicais de igualar catolicismo com
conservadorismo, fazendo parecer que um evangélico, para se
tornar um conservador perfeito, precisa ser converter ao
catolicismo, e alguns têm feito isso. Esses radicais muitas vezes
usam o conservadorismo como plataforma para promover ideias
católicas, inclusive louvor a Maria e à Inquisição. Esses radicais,
que promovem ao mesmo tempo uma catolicidade extremada com
ultranacionalismo americano, se esquecem de que os fundamentos
conservadores dos EUA são evangélicos, não católicos. Aliás, por
causa da Inquisição, a sociedade americana dos primeiros 350
anos depois dos Peregrinos era tão anticatólica que, de 1867 a
1984, o governo dos EUA tinha cortado relações diplomáticas com
o Vaticano, receosos de conspirações dos jesuítas. As relações só
foram restabelecidas em 1984 por Ronald Reagan, que se uniu ao
Papa João Paulo II para derrubar a União Soviética. A luta
anticomunista uniu a América protestante com o Vaticano católico.
Mas hoje eis que, por ironia ou não, a unidade EUA-Vaticano se
inverteu em seus propósitos originais: o governo americano sob
Obama e o papa jesuíta Francisco têm uma orientação e uma
unidade inegavelmente mais amistosa à ideologia de Karl Marx e
Maomé. O Vaticano hoje é muito mais pró-socialismo e
pró-islamismo e os EUA são muito mais católicos e menos
protestantes do que 100 anos atrás. É nessa união que o papa

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teve papel decisivo no restabelecimento das relações diplomáticas


do governo americano socialista com a Cuba comunista. Devemos
lembrar esses fatos básicos aos católicos radicais, que insistem
numa propaganda enganosa de catolicismo como a última tábua
de salvação do conservadorismo. Se nem o governo americano
pode ser considerado tábua de salvação, como pode o Vaticano
ser visto assim? A apologética evangélica só se tornará necessária
e fundamental no movimento conservador na medida em que
nossa unidade com católicos e ortodoxos for comprometida com
usos e abusos em prol de proselitismos. Não havendo isso, a
apologética será desnecessária.

O que é conservadorismo evangélico

O que o conservador evangélico deveria defender? Qual deveria


ser o objetivo de seu ativismo?

O conservadorismo evangélico tem compromisso com a


defesa da vida. O sacrifício de bebês, o qual no Antigo
Testamento era dedicado a Baal e outros sanguinários deuses
pagãos, é o grande desafio para o conservador evangélico. A ONU
quer a legalização desse sacrifício e grandes fundações dos EUA
trabalham nessa direção, fazendo grandes investimentos no Brasil
e outros países. Para piorar, grandes igrejas protestantes do nosso
‘berço’ americano, em sua crescente apostasia, adotam e ensinam
doutrinas pró-aborto. O evangélico conservador precisa combater
essa influência, que parece já ter afetado uma grande
denominação neopentecostal do Brasil: a Igreja Universal do Reino
de Deus. Acima de tudo, ele precisa combater o aborto. Ele precisa
também conscientizar a população evangélica acerca dos

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malefícios da contracepção, pois a mentalidade contraceptiva leva


diretamente à mentalidade anti-bebês e pró-aborto. A maior parte
dos métodos contraceptivos modernos foi inventada por Margaret
Sanger e seus seguidores, e tem sido incentivada e subsidiada por
grandes governos, especialmente dos EUA, para propósitos de
controle e redução populacional. Esses propósitos tiveram um
efeito drástico na Europa, cujas populações cristãs estão sofrendo
reduções muito grandes, com pouco nascimentos de bebês,
abrindo espaço para a invasão de imigrantes islâmicos e seus
milhares de bebês, que estão povoando a Europa e mudarão em
poucos anos o perfil étnico, cultural e religioso desse continente
outrora cristão. O caos demográfico europeu provocado pela
ideologia de controle da natalidade comprova um fato importante:
Família grande como regra é bênção social. Família pequena como
regra é maldição para a sociedade. O chamado planejamento
familiar (que é um eufemismo para controle da natalidade), que
está destruindo o Ocidente cristão, é anti-vida, anti-bebês,
anti-família e anticristão e precisa ser combatido pelos cristãos. A
Federação de Planejamento Familiar (FPF) dos EUA foi fundada
por Sanger e é hoje a maior entidade de planejamento familiar dos
EUA, disseminando a contracepção, o aborto e a educação sexual
pornográfica nas escolas. A FPF foi a grande vitoriosa na
legalização do aborto nos EUA em 1973 durante o governo
republicano de Richard Nixon. Desde 1973, o aborto legal
assassinou mais de 54 milhões de bebês americanos. Sanger foi
também a fundadora da IPPF — infame sigla em inglês que
significa Federação Internacional de Planejamento Familiar —, que
tem as mesmas metas da FPF e tem grande influência na ONU.
Os males de Sanger inundaram os EUA e estão há décadas

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inundando o mundo inteiro através da IPPF. O conservador


evangélico precisa seguir o exemplo de Comstock e deter as obras
— FPF e IPPF — de Sanger.
O conservadorismo evangélico tem compromisso com a
defesa da família. O direcionamento mundial, vindo da ONU e da
ideologia socialista, é enfraquecer o papel do pai de família e os
direitos dos pais sobre os filhos nas questões de autoridade,
educação e saúde. Esse direcionamento quer colocar os filhos sob
a tutela do Estado. As medidas para enfraquecer a família são
vastas, desde o facilitamento do divórcio e da prostituição até a
equiparação do casamento de homem e mulher com o ‘casamento’
falsificado de um homem com outro homem. Outro método
destrutivo é a abrangente educação sexual pornográfica e imoral
— que inclui louvor à contracepção e às práticas homossexuais —
das escolas e meios de comunicação (melhor definidos como
meios de desinformação). O conservador evangélico precisa lutar
contra as intromissões e intervenções estatais que enfraquecem a
família. Sobre o tamanho da família, o conservador evangélico
precisa defender e valorizar o modelo de Deus, o qual é a família
grande como bênção de Deus (cf. Salmo 127), em contraste com o
modelo imposto pelo NSSM 200 e pela ONU de família pequena
como ‘bênção’ da Nova Ordem Mundial. O padrão da ONU e do
NSSM 200 não deveria ser regra em nenhuma família evangélica.
O padrão de Deus não deveria ser exceção em nenhuma família
evangélica.
O conservadorismo evangélico tem compromisso com a
defesa da educação escolar em casa. Antes de existir o Estado,
já existia a família. Antes de existir escola pública, já existia
educação através da Igreja e, antes da Igreja, toda educação vinha

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da família. Portanto, é inaceitável que o Estado interfira no direito


da família de decidir e escolher a melhor educação para seus
filhos, seja educação particular, pública ou em casa. O Estado não
tem o direito de impor nenhuma modalidade de educação sobre a
família. O conservador evangélico precisa lutar para que o Estado
não aja como um ditador contra a família e contra o modo como os
pais educam os filhos. Martinho Lutero (1483-1546), o grande
reformador cristão da Alemanha, disse: “Muito temo que as escolas
comprovarão ser as grandes portas do inferno, a menos que elas
diligentemente trabalhem para explicar as Santas Escrituras,
gravando-as no coração dos jovens.” Cada vez mais o que ele
disse está se cumprindo, em grande escala nas escolas públicas e
em medida de certo modo menor em escolas particulares. A saída
para escapar das portas do inferno da educação pública imposta
pelo Estado autoritário é a educação escolar em casa ou a
educação cristã particular de qualidade. Portanto, o conservador
evangélico precisa encorajar as igrejas evangélicas a
estabelecerem escolas cristãs particulares e desafiar as famílias
que podem a adotar a educação escolar em casa.

O conservadorismo evangélico tem compromisso com a


defesa da segurança da família. Os primeiros missionários
americanos que nos evangelizavam vinham de uma cultura
americana predominantemente evangélica onde a compra e o
porte de armas era tão normal quanto beber água. Devido à cultura
política e católica restritiva do Brasil, eles não tinham liberdade de
ensinar sobre a importância do porte de armas para a segurança
dos cidadãos. O conservador evangélico precisa resgatar essa
visão, ajudando a libertar o povo evangélico da antiga e arcaica

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mentalidade política e católica do Brasil passado. Em países como


Israel e Suíça, a violência social é mínima, pois existe a
compreensão de que a violência armada se combate com a defesa
armada. A família brasileira só terá mais segurança, diante da
enorme onda de violência que assola o país há décadas, depois
que lhe for garantido e facilitado seu direito de comprar, usar e
portar armas e munições para sua defesa. Só um lembrete para
nós: o rei Davi que orava os Salmos que pediam proteção e
segurança de Deus também fazia a sua parte portando sempre
uma espada, que era uma arma mortífera. Portanto, o evangélico
conservador precisa se opor a todas as políticas estatais injustas
que requerem o desarmamento da população civil ou dificultam a
compra, acesso e uso de armas.

O conservadorismo evangélico tem compromisso com a


defesa da propriedade privada. O trabalhador tem direito de
adquirir e manter, sem opressões de impostos, seu próprio lugar
para viver e trabalhar. Esse direito lhe é sufocado por um Estado
brasileiro inchado e pesado que lhe corrói os ganhos mediante
impostos exorbitantes e injustos. O conservador evangélico, em
sua luta pelo bem-estar da sociedade, precisa conscientizar o
público evangélico a adotar um ativismo para reduzir os impostos a
uma taxa única de cerca de dez por cento. É impossível ter uma
sociedade saudável alicerçada no roubo, que é a obtenção de 20
por cento ou mais de impostos. Nenhum cidadão evangélico pode
descansar enquanto a carga opressiva de impostos não for
reduzida para o mínimo necessário para a segurança da
sociedade. O patrimônio do cidadão também inclui seu trabalho,
que não deve ser alvo da rapinagem estatal por meio de impostos

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ou leis intrusivas. Se o dono do trabalho e patrimônio não quer


empregados de conduta moralmente nociva, sua liberdade de
escolha deve ser respeitada e garantida e toda lei contra essa
liberdade deve ser encarada como lei iníqua, injusta e anárquica.
Portanto, o evangélico conservador precisa se opor aos impostos
elevados e lutar para baixá-los.

O conservadorismo evangélico tem compromisso com a


defesa da caridade verdadeira. Os pobres precisam de ajuda.
Mas essa ajuda não deve vir pela força estatal tirando, mediante
impostos, do salário do trabalhador para supostamente dar para
quem não tem. Caridade forçada não é caridade. Caridade não é
forçar os outros, especialmente por meio do governo e suas leis de
impostos, a fazer pelos pobres o que nós queremos fazer.
Caridade é nós mesmos darmos, sem obrigar ninguém mais e sem
usar o governo para forçar os outros. A verdadeira caridade é
sempre voluntária. Deus, que tem toda a autoridade de tirar dos
outros para dar para os pobres, nunca deu ordem ou instrução
para os governos fazerem isso no lugar dele. Por mais que haja
pobreza num lugar, a caridade deve sempre ser voluntária, não
estatal. Aos evangélicos socialistas que defendem o governo
impondo, como um deus, a ‘caridade’ forçada por meio de
impostos, a melhor alternativa para os que aceitam essa visão
socialista é o governo remover uma parte do salário mensal
apenas dos trabalhadores que voluntariamente oferecem seus
ganhos como sacrifício ao Estado. Ninguém, nem o Estado, tem o
direito de sacrificar os salários dos trabalhadores para propósitos
que não sejam a segurança social. A ‘caridade’ estatal
sobrecarrega o trabalhador, cortando seus ganhos e sufocando a

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caridade verdadeira. A caridade individual e voluntária reflete amor


e gera gratidão, que abençoa quem dá e quem recebe. Mas a
‘caridade’ estatal nunca reflete amor e gera ingratidão em quem
recebe, que só quer mais e mais, e em quem é forçado a dar
mediante impostos. A ‘caridade’ estatal só reflete a capacidade do
governo de roubar em nome da compaixão. Portanto, o evangélico
conservador precisa se opor à ‘caridade’ estatal e encorajar a
caridade voluntária.

O conservadorismo evangélico tem compromisso contra a


Teologia da Missão Integral (TMI). De longe, a maior ameaça à
Igreja Evangélica do Brasil é a TMI, pois essa teologia é a versão
protestante da marxista Teologia da Libertação. Durante décadas,
foi uma teologia incriticável pelos maiores teólogos do Brasil,
vivendo aconchegada no meio da elite evangélica. As críticas são
recentes, especialmente depois da publicação do meu livro
“Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade.” Antes
desse livro, críticas à TMI eram praticamente inexistentes. Depois,
houve conscientização positiva que possibilitou um crescimento de
críticas necessárias. Embora os promotores da TMI aleguem
defender a caridade para os pobres, seus teólogos muitas vezes
vivem de gordos salários do governo socialista do Brasil. É uma
teologia das igrejas históricas que se disfarça de “evangelho,”
rejeitando a solução pentecostal e neopentecostal de Deus para os
pobres. Sua grande paixão é o socialismo e o ecumenismo. Os
promotores da TMI também sabem disfarçar sua oposição a Israel.
Aliás, sabem disfarçar muitas outras apostasias. A TMI precisa ser
encarada como a teologia mais nociva do Brasil e desmascarada
de seu disfarce ‘evangélico,’ especialmente porque seus adeptos,

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de forma direta ou indireta, têm uma atuação política e social


ligada aos maiores promotores da cultura da morte do aborto,
contracepção, homossexualismo e socialismo. Portanto, o
conservador evangélico precisa lutar contra a TMI, conscientizando
o maior número possível de evangélicos que essa é apenas uma
ideologia socialista disfarçada de teologia.
O conservadorismo evangélico tem compromisso contra a
maçonaria. Os primeiros missionários presbiterianos americanos
que nos evangelizavam vinham de uma cultura americana onde
ser evangélico e maçom era muito comum. Os EUA eram não
somente a maior nação protestante do mundo, mas eram também
— e continuam a ser — a nação mais maçônica do mundo, de
acordo com o livro “Christianity and American Freemasonry,” de
William Whalen, que diz que a maior parte dos maçons do mundo
vive nos EUA e a maioria deles são protestantes, especialmente
presbiterianos, batistas, metodistas e episcopais. A influência da
maçonaria na sociedade americana é tão generalizada que, de
acordo com Whalen, até as igrejas que proíbem a maçonaria têm
pelo menos 90 milhões de membros que são maçons. O
envolvimento evangélico com a maçonaria é motivado por pura
ganância. Para eles, ser evangélico garante a salvação na
eternidade e ser maçom garante a prosperidade, segurança e
proteção financeira e profissional na terra. A maçonaria, para o
presbiteriano americano, é tradicionalmente como uma espécie de
Teologia da Prosperidade — mas no lugar da teologia, uma
ideologia de sociedade secreta; no lugar de Deus, sucesso e
prosperidade vindo de uma irmandade com doutrinas estranhas e
ocultistas. Em vez de confiar em Deus para obter riqueza, o
presbiteriano americano tradicionalmente opta por confiar na

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maçonaria. Ser maçom é um meio fácil e garantido de alcançar


oportunidades, ascensão e poder profissional, político, social e
financeiro na sociedade americana. Assim, a atuação social e
política do evangélico presbiteriano americano tem sido, durante
muito tempo, intimamente ligada às suas conexões e forças
maçônicas. Essa influência alcançou os evangélicos brasileiros
através do trabalho missionário americano. Um ponto interessante
é que a Igreja Presbiteriana dos EUA, uma das maiores
denominações evangélicas dos EUA e um grande celeiro
maçônico, é também um grande celeiro de esquerdismo e
liberalismo. Do lado brasileiro, a Igreja Presbiteriana do Brasil, que
é fruto direto do trabalho missionário americano e um importante
celeiro da maçonaria, tem sido há décadas celeiro da Teologia da
Missão Integral e outras tendências liberais e esquerdistas,
inclusive em sua famosa Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Outras grandes denominações evangélicas brasileiras que são
abertas à maçonaria são igualmente mais abertas ao esquerdismo.
Essa ligação entre esquerdismo e maçonaria não é de estranhar:
Josef Stálin, o ditador comunista soviético mais sanguinário de
todos os tempos, era maçom, de acordo com o livro “New World
Order,” escrito por William L. Still, tenente-coronel da Força Aérea
dos EUA. Um dos maiores denunciadores da maçonaria foi o Rev.
Charles G. Finney (1792-1875), teólogo avivalista americano que
começou a rechaçá-la depois de ser batizado no Espírito Santo e
deixar o calvinismo cessacionista. Finney, que tinha uma atuação
social e política destacada contra a escravidão nos EUA, vivia
intensamente a plenitude do Espírito Santo no seu dia a dia, como
um presbiteriano que rejeitava o tradicionalismo eclesiástico. Na
geração dele, a escravidão era um mal tão proeminente quanto é

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hoje a agenda abortista e homossexualista. Juntamente com


Anthony Comstock, Finney é um dos maiores ativistas cristãos da
história dos EUA. Ele tem uma Teologia Sistemática (publicada no
Brasil pela CPAD) que trata de ativismo social e plenitude do
Espírito Santo. Classificando a maçonaria como anticristã, ele
escreveu o livro “The Character and Claims of Freemasonry” (A
Natureza e Pretensões da Maçonaria) em 1869. Portanto, o
conservador evangélico deve rechaçar o envolvimento com
sociedades secretas, especialmente a maçonaria, cuja pretensão é
uma Nova Ordem Mundial. Ele precisa desprender sua atuação
social e política de toda conexão maçônica. A força de seu
ativismo deve ser cristã, não maçônica. A fonte de sua
prosperidade e força social deve ser o Espírito Santo, não a
maçonaria. Em seu ativismo social e político, acima de tudo ele
deve buscar a plenitude do Espírito Santo e viver diariamente cheio
desse Espírito como Finney fazia.
O conservadorismo evangélico tem compromisso prioritário
com o chamado e força do Espírito Santo. O exemplo de
Charles Finney deveria ser suficiente para nos inspirar a buscar a
força do alto em todas as nossas atividades. Johann Christoph
Blumhardt (1805-1880), pastor luterano da Alemanha, teve um
ministério cheio de curas, libertações e milagres sobrenaturais
depois de buscar e experimentar a plenitude do Espirito Santo.
Sem essa plenitude, qualquer ministério ou ativismo é vazio, seco
e oco. Com essa plenitude, Deus usa os ativistas conservadores
evangélicos para abençoar a sociedade. Portanto, se o
conservador evangélico ainda não tem, ele precisa buscar a
plenitude do Espirito Santo. Ele precisa ir sedento à presença de
Jesus e dizer que quer ser imerso, batizado e cheio do Espírito. O

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resto, em sua jornada cristã e conservadora, será curas,


libertações, milagres e direções sobrenaturais.

O conservadorismo evangélico tem compromisso somente


com o capitalismo de fundamentos judaico-cristãos. O teólogo
João Calvino é considerado o fundador do capitalismo, embora
muitos líderes calvinistas modernos prefiram o socialismo. O Dr. D.
James Kennedy, pastor principal da Igreja Presbiteriana Coral
Ridge na Flórida, disse: “Calvino trouxe à luz a livre empresa e o
capitalismo que temos hoje nos EUA. Ele é chamado de fundador
do capitalismo por Max Weber e Ernest Troeltsch.” Os EUA se
tornaram poderosos nesses dois princípios: capitalista e evangélico
(especialmente calvinista). John Adams (1735-1826), segundo
presidente dos Estados Unidos, deu a chave para entendermos
como deve funcionar o capitalismo. Ele disse: “Nossa Constituição
foi feita para um povo cristão e com valores morais. Ela é
totalmente inútil para o governo de um povo sem esses princípios”.
Podemos também dizer que o capitalismo foi feito para um povo
cristão e com valores morais. Ele é totalmente inútil para um país e
um povo sem esses princípios. Sem esses princípios, esse sistema
econômico vira ganância e exploração. O capitalismo defendido
por Calvino tinha nítidos fundamentos judaico-cristãos. Capitalismo
sem esses fundamentos não é melhor do que o socialismo. Aliás, o
capitalismo pode conviver muito bem com o socialismo, como
comprova a China, onde o capitalismo se tornou o motor do
crescimento da ideologia socialista, e como comprova Israel, onde
iniciativas empresariais de ponta convivem com grandes paradas
gays, aborto legalizado e feminismo nas forças armadas. No atual
sistema americano, que prioriza a promoção mundial da ideologia

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homossexual, o capitalismo é apenas uma máquina que sustenta


essa causa imunda e injusta. Ao contrário do socialismo, que é
uma ideologia que exige controle ditatorial de todas as áreas, o
capitalismo não é uma ideologia. É apenas um sistema econômico
que, em mãos cristãs, vira bênção para a sociedade. Em mãos
socialistas, vira parceiro e colaborador de uma ideologia satânica.
É tal qual uma faca, que pode ser usada para cortar alimentos na
cozinha ou matar um ser humano. O capitalismo em si não é
redentor nem abençoador. Quem o usa, como demonstrou Calvino,
define se será bênção ou maldição. O conservador cristão, até
onde lhe for possível, precisa resgatar e defender a visão de
Calvino e dos Peregrinos americanos sobre o capitalismo de
fundamentos judaico-cristãos.
O conservadorismo evangélico tem compromisso com a
defesa de Israel, especialmente o direito exclusivo dos judeus
à Terra Prometida. Embora seja imprudente abraçar um
ultranacionalismo em detrimento de valores pró-vida e pró-família,
a defesa de Israel não tem nada a ver com ultranacionalismo.
Israel, que é um pequeno país cercado por inimigos hostis no
Oriente Médio e em todo o mundo, tem uma aliança eterna com
Deus. A maioria dos judeus, que não conhece Jesus e sua
salvação, está perdida. Mas a aliança de Deus com Israel,
principalmente no que se refere à posse exclusiva da Terra
Prometida aos judeus, é eterna. Os que abraçam o
ultranacionalismo americano como se fosse autêntico
conservadorismo ignoram o fato de que na Palavra de Deus não
existe nenhuma aliança de Deus com os EUA. Essa aliança existe
somente com Israel. Alguns evangélicos usam o exemplo de Israel
para tentar dar uma posição de nação escolhida para os EUA,

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dizendo que os EUA “protegem” Israel. Na verdade, assim como o


Brasil e a Rússia, a política americana oficial é impor o
estabelecimento de dois países (israelense e árabe palestino) na
Terra Prometida. Isso vai totalmente contra os planos de Deus, que
tem castigos especiais para as nações que dividirem a Terra
Prometida. No atual cenário, todas as nações, inimigas e supostas
amigas de Israel, querem essa divisão. Mesmo quando os EUA
ajudam financeiramente Israel, não é um gesto de apoio exclusivo.
Recentemente, o Congresso dos EUA, sob maior controle
republicano, aprovou uma doação de 300 milhões de dólares para
Israel. Ao mesmo tempo, aprovou mais de 1 bilhão de dólares para
terroristas islâmicos que estão estuprando, torturando e matando
cristãos na Síria. Documento do NGO Monitor de 2014 registra que
os governos dos EUA, Inglaterra e Holanda (que já tiveram
maiorias evangélicas significativamente calvinistas) estão
financiando organizações palestinas anti-Israel que trabalham para
minar o apoio evangélico mundial a Israel. Além disso, o
Congresso dos EUA também dá dinheiro e armas para nações
islâmicas que odeiam Israel. Os EUA têm assim uma “aliança” com
Israel e com os inimigos de Israel, manobrando tudo e todos
conforme seus interesses geopolíticos, bem diferente da aliança de
Deus, que é exclusiva e só com Israel. Portanto, o conservador
evangélico precisa defender essa aliança, que inclui o direito
exclusivo de posse da Terra Prometida para o povo judeu, sem
necessariamente apoiar o aborto, as paradas gays e outras
práticas socialistas no moderno Estado de Israel.
O conservadorismo evangélico tem compromisso com a
defesa do conservadorismo. O conservador evangélico apoia
posturas conservadoras de onde vierem, seja dos EUA, Vaticano

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ou Rússia. O Vaticano, especialmente sob o Papa João Paulo II, foi


um excelente exemplo de luta contra as forças pró-aborto na ONU
durante o governo esquerdista de Bill Clinton, que usou toda a
força estatal americana para promover na ONU sua agenda de
aborto, feminismo e homossexualismo. Por amor à causa
pró-família, João Paulo II merecia o apoio de todos os evangélicos.
Eu lhe dava esse apoio. Em anos recentes, a Rússia tem se
destacado por promover leis anti-homossexualismo em sua
sociedade e por obstruir na ONU o avanço de leis pró-aborto e
pró-homossexualismo vindo da Europa e EUA. Em escala maior,
os EUA hoje seguem o direcionamento imoral que Margaret
Sanger queria impor sobre os EUA no passado, mas foi
decisivamente rechaçada por Anthony Comstock. Só décadas
depois da morte dele é que o sonho dela virou realidade. Portanto,
o evangélico conservador precisa seguir o exemplo de Comstock e
ser uma poderosa obstrução para todas as obras e todos os
descendentes ideológicos de Sanger.

Dilemas e desafios evangélicos

Apesar de nossas muitas discordâncias teológicas com o Vaticano


e a Igreja Ortodoxa da Rússia, não deveríamos deixar de apoiar as
posturas morais de ambos quando se alinham ao
conservadorismo.

Nosso maior desafio atual na união pró-vida com católicos não é


teológico, pois não queremos ecumenismo. O maior desafio são as
inclinações pró-socialismo e pró-islamismo do Papa Francisco.
Mesmo assim, precisamos vencer nossas posturas teológicas

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(especialmente a teologia de muitos protestantes que interpreta o


Vaticano como a Grande Babilônia) para nos juntar com líderes
católicos e cristãos ortodoxos na luta pró-família não ecumênica,
sem comprometer nossas convicções bíblicas.

A Igreja Católica, a Igreja Ortodoxa, a Igreja


Evangélica e os EUA não são Israel

Eu, por exemplo, por amor à luta contra o aborto e a agenda gay
frequentemente desconsidero as posturas anti-Israel de outros
cristãos. Tanto as igrejas da Reforma quanto a Igreja Ortodoxa da
Rússia herdaram da Igreja Católica a visão antibíblica de que a
Igreja substituiu Israel, inclusive no direito exclusivo à Terra
Prometida que Deus deu aos judeus. Na teologia católica, a Igreja
Católica substituiu Israel, e o Vaticano tem buscado impedir os
judeus de terem Jerusalém como capital de Israel. Na teologia
ortodoxa, a Igreja Ortodoxa substituiu Israel. E na teologia
protestante histórica, a igrejas da Reforma substituíram Israel.
Todas querendo para si exclusividade e excepcionalidade, uma
pretensão teológica que, devido à forte influência calvinista na
fundação dos EUA, acabou se transformando em pretensão
política e militar, fazendo predominar uma visão de que os EUA
são exclusivos e excepcionais no que são e fazem, especialmente
em intervenções militares, como se tivessem ganho de Deus o
direito de serem uma versão futurista do Israel antigo. É uma
versão patentemente desautorizada pela Palavra de Deus.

Todas essas visões entram em choque com o verdadeiro


conservadorismo evangélico e, acima de tudo, com a Bíblia.

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No caso dos EUA, há muito tempo seu governo vem se


distanciando de suas origens obviamente evangélicas, não
seguindo hoje nenhum direcionamento calvinista ou protestante,
mas a ideia de exclusividade e excepcionalidade permanece, ainda
que totalmente corrompida.

No caso de Israel, por amor à causa pró-vida eu me alio a


protestantes, católicos e ortodoxos cujas teologias são contra o
direito exclusivo dos judeus à Terra Prometida, privilegiando muitas
vezes a causa palestina, que é claramente terrorista. Espero deles
pelo menos que não usem o movimento conservador e pró-vida
como plataforma para promover essa teologia anti-judaica. Se o
fizerem, minha responsabilidade como conservador evangélico é
defender o direito exclusivo dos judeus à Terra Prometida.

Ativismo conservador evangélico diante do


epicentro mundial do anticonservadorismo

O católico tradicionalista Pat Buchanan diz que hoje os EUA são o


epicentro mundial do anticonservadorismo. Ele sabe exatamente
do que está falando: ele era assessor especial de Ronald Reagan,
o presidente mais conservador da história americana dos últimos
50 anos.
Lively, que ajudou a fundar a Coalizão de Valores da Família, é um
excelente exemplo do que podemos aprender com os redutos
conservadores evangélicos americanos. Para que possamos nos
beneficiar da experiência deles, todo conservador evangélico
brasileiro e internacional precisa priorizar o aprendizado da língua
inglesa a fim de absorver e aplicar no Brasil e outros países as

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ideias de Lively, Comstock, Finney e outros americanos. A língua


inglesa e a conexão com os redutos conservadores evangélicos
americanos são fundamentais para o avanço do movimento
internacional de resistência ao anticonservadorismo pró-islamismo,
pró-homossexualismo e pró-ateísmo que está se fortalecendo.

Ativismo conservador evangélico diante da ameaça


da ideologia islâmica

O evangélico conservador não pode ignorar também os problemas


em escala maior em seu ‘berço’ evangélico, especialmente as
intervenções militares dos EUA que têm deixado um rastro de
perseguição aos cristãos ao facilitarem a expansão do islamismo.
Se ele nunca ignorou os crimes da Inquisição católica, por que
fazer vista grossa aos problemas atuais em seu maior quintal
protestante? Dentro de suas possibilidades, o conservadorismo
evangélico internacional deveria encorajar os redutos de
resistência evangélica nos EUA a se engajarem num ativismo
contra essas intervenções cobrando do governo dos EUA todo
rastro e facilitamento de perseguição islâmica aos cristãos.
Os conservadores evangélicos internacionais precisam encorajar
os evangélicos dos EUA a lutar por mudanças espirituais, sociais e
políticas nos EUA, que se tornaram o maior promotor da
propaganda enganosa do islamismo como “religião de paz.” Na
verdade, o islamismo é, de longe, a maior fonte de perseguição e
martírio de cristãos no mundo inteiro. A chocante realidade de que
uma potência cheia de evangélicos é facilitadora de massacres de
cristãos efetuados por islâmicos deveria ser motivo de
preocupação permanente entre os conservadores evangélicos do

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mundo inteiro.
Devido à absoluta prioridade da ameaça islâmica, os
conservadores internacionais precisam combater a propaganda
mentirosa do islamismo como “religião de paz” e estimular uma
aliança (Israel, EUA, Rússia e Europa) contra a ideologia islâmica,
especialmente da Arábia Saudita, Turquia, Irã e Paquistão.

Os crimes do ISIS e outras organizações muçulmanas terroristas


anticristãs e anti-Israel precisam ser denunciados, condenados e
combatidos. E a Turquia precisa ser pressionada, inclusive por
meio de embargos e boicotes, a assumir responsabilidade pelo
genocídio armênio (1915-1917), no qual centenas de milhares de
cristãos armênios foram covardemente massacrados por
assassinos islâmicos do governo turco, que hoje tem a obrigação
de reconhecer seus crimes e indenizar o povo armênio.

Onde estão os Comstocks e os Finneys?

Além da preocupação essencial com a ameaça da ideologia


islâmica, as questões pró-vida e pró-família também são
prioridade.

Com as ideias de aborto, feminismo, socialismo e contracepção de


Margaret Sanger predominando hoje no governo dos EUA e
usando-o como poderosa plataforma para se espalhar pelo mundo
inteiro, especialmente conforme as diretrizes do NSSM 200, o
evangélico conservador precisa assumir o legado de Anthony
Comstock. Só o ativismo conservador desse homem deteve, na
geração dele, o ativismo pervertido de Sanger.

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Há muitas Sangers em nossa geração. Onde estão os Comstocks?


Onde estão também os Finneys com um ativismo social e político
cheio do Espírito Santo?

Leitura recomendada:

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