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01.03.2019

Continuação aula passada

Débito: dever de cumprir a obrigação Responsabilidade Patrimonial: responder com patrimônio CF – Art. 5º: prisão civil é possível por devedor de alimentos (pensão alimentícia) e depositário infiel (depósito é a guarda e conservação de bem móvel; depositário infiel é quem se recusa a devolver os bens guardados). Na verdade, a prisão por depositário infiel não é mais viável: o Brasil assinou um Tratado Internacional que definia que a única forma de prisão cível seria por devedor de alimentos. O Supremo Tribunal Federal indicou que os tratados internacionais sobre Direitos Humanos seriam “supralegais” (acima das leis, e abaixo da Constituição); mais tarde, o art. 5º, §2º e 3º da Constituição Federal indicou que o Brasil deveria respeitar os Tratados Internacionais como qualquer lei, a fim de abrigar mais Direitos Humanos; e que tratados internacionais sobre direitos humanos que fossem votados nas 2 casas do Congresso Nacional, em 2 turnos e 3/5 das votos, teriam valor de Emenda Constitucional. Súmula vinculante 25: art. 103 – A, CF. STF (Constituição) e STJ (leis federais): o STJ guarda o Código

Civil.

Esfera cível tem os juízes de 1ª instância, depois o TJ/TRF, depois

o STJ.

Uma súmula “normal” pode ser formulada por qualquer tribunal Súmula vinculante só pode ser formulada pelo STF; ela alcança os demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública.

Responsabilidade Patrimonial:

Direito ao patrimônio mínimo, “mínimo existencial”. A fim de garantir a Dignidade da Pessoa Humana, não se pode tirar todo o patrimônio de um devedor. Bem de família: em regra, não se pode tirar a moradia de uma pessoa. Ministro Faccin: livro sobre patrimônio mínimo

Débito e responsabilidade, em regra a obrigação de cumprir e a responsabilidade patrimonial é do devedor.

EXCEÇÕES

1. É possível que o débito e a responsabilidade sejam desvinculados. Ex.: fiador (art. 818 CC) – não é locatário (devedor), não vai usufruir do bem

imóvel, mas GARANTE que se caso o locatório não pague, ele se responsabiliza pela dívida. O débito é do locatário, e a responsabilidade é do fiador.

2. É possível que o devedor tenha débito, mas não tem responsabilidade patrimonial Ex.: dívida prescrita (art. 189 CC) – depois de excedido o prazo prescricional do direito de ação, de acordo com os prazos definidos nos artigos 205 e 206 CC (regra – 5 anos), o credor não pode coagir na justiça que o devedor pague; mas caso a dívida seja paga depois de prescrita, ela é válida, porque o débito ainda existe. Art. 882 CC: o pagamento de uma obrigação natural (dívida prescrita) não permite repetição do indébito, pois o pagamento era DEVIDO.

Classificação das Obrigações

Quanto ao objeto Obrigação de dar coisa certa (determinada) ou coisa incerta (determinável) Obrigação de fazer, pode ser fungível (substituível) ou infungível (insubstituível). Quando é infungível, é obrigação personalíssima. Obrigação de não fazer, também chamada de obrigação negativa Quanto aos elementos da obrigação Sujeitos podem ser simples (um devedor, um credor) ou compostos (mais de um devedor, mais de um credor). Objetos podem ser simples (um objeto), disjuntiva (mais de um objeto, mas o devedor cumpre um. Ex.: obrigação alternativa) ou conjuntiva (mais de um objeto, e o devedor tem que cumprir todos) Quanto à divisibilidade Obrigação divisível, em regra, as obrigações são divisíveis (art. 257 CC) quando houver vários sujeitos, a obrigação deverá ser cumprida tendo cada um o direito / dever de cumprir / receber apenas a sua parte. “Concursu parts fiunt” – cada pessoa cumpre sua parte.

Ex.: em um empréstimo de R$1000 a duas pessoas, o credor deve exigir o cumprimento da obrigação de R$500 de cada devedor.

Obrigação indivisível (art. 258 CC) ocorrendo pluralidade de sujeitos, cada um terá o direito / dever de exigir / cumprir o todo. Ex.: obrigação solidária – cada um pode ser responsável pelo todo