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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO – UEMANET PÓS-GRADUAÇÃO EM
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO – UEMANET PÓS-GRADUAÇÃO EM

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO UEMA NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO UEMANET PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO EDUCACIONAL E ESCOLAR GEE

A GESTÃO DA COORDENAÇÃO DE POLO NO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DOCENTE: Uma analise a cerca da gestão no Polo de Apoio da Universidade Aberta do Brasil em Porto Franco MA.

Romário Milhomem da Cruz 1

Cláudia da Silva 2

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo, analisar a função da gestão na Coordenação do Polo UAB de Porto Franco MA, em programas de formação inicial de docentes. A metodologia adotada para este artigo foi a de pesquisa exploratória, bibliográfica e relato de experiência da atual coordenadora do Polo. As considerações deste trabalho foram pautadas a partir da compreensão de educação à distância sob a perspectiva da coordenação do polo; o levantamento de informações que facilitam a compreensão da figura do coordenador de polo na oferta de cursos voltados para a formação de professores, o seu trabalho na manutenção e desenvolvimento da modalidade de ensino em questão, os desdobramentos das atribuições do coordenador e as demandas do polo, e a compreensão das trajetórias e vivências desses gestores.

Palavras-chave: Educação à Distância. Polo de Apoio Universitário. Coordenador de Polo.

Abstract

This study had the objective of conducting an analysis of the Management of the Coordination of Polo UAB of Porto Franco - MA, in initial teacher training programs. The methodology adopted for this article was the one of exploratory research, with data collection through bibliographical research and experience reporting. The most relevant considerations of this work were the understanding of distance education from a perspective derived from educational management; the gathering of information that points to clues that facilitate the understanding of the figure of the polo coordinator in the offer of courses directed to the formation of teachers; their work in maintaining and developing the teaching modality in question; the unfolding of the coordinator's assignments and the demands of the pole; and the understanding of the trajectories and experiences of these managers.

Keywords: Distance Education. Polo of University Support. Coordinator of Polo.

1 Pós-graduando em Gestão Educacional e Escola na Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social pela Universidade Federal do Tocantins UFT. MBA em Marketing pela Escola Superior Aberta do Brasil ESAB. Licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança FAFIBE. romariocruz-adm@outlook.com

2 Mestranda em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Maranhão UFMA. Especialista em Gestão, Orientação e Orientação Educacional pelo Instituto de Estudos Superiores do Maranhão IESMA. Licenciada em Filosofia pelo Instituto de Estudos Superiores do Maranhão IESMA. marvite.mc@hotmail.com

1 INTRODUÇÃO

A Gestão Pedagógica tem caminhado de mãos dadas com a Prática Docente frente às novas demandas da sociedade, fator que tem sido forte condutor da formação inicial de professores e das estruturas que envolvem a educação básica. Compreender, portanto, o percurso e as concepções acerca dos cursos de formação de professores é um ato que exige a verificação dos elementos que concebem as condições necessárias para o surgimento e o estabelecimento de políticas de gestão de programas de educação à distância, o seu desenvolvimento nos polos de apoio e ações em prol desta formação. Tendo como primícias a busca dos significativos avanços proporcionados às políticas de inclusão educacional através do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC’s, observamos que a educação vem ampliando as estratégias em prol da democratização das possibilidades de oferta de ensino e realiza um trabalho em torno da inovação e do desenvolvimento da educação à distância. O professor adquire o papel de mediador do conhecimento, os materiais didáticos são cada vez mais compactos e com maior volume de conteúdos, a educação passa a ser ofertado simultaneamente para um número maior de sujeitos, que estão localizados em regiões cada vez mais distantes e em ambientes diversificados. Cabe

à Gestão Pedagógica oferecer um trabalho sério e dinâmico, norteando os colaboradores da educação à distância para uma prática docente singular, contextualizada e significativa para os que estão sendo beneficiados pelos processos envolvendo o ensino e a aprendizagem. Esta pesquisa é o fruto de um trabalho incansável, que visa à construção de um diálogo em torno dos aspectos que envolvem a formação inicial docente, por meio da oferta de cursos na modalidade EAD (Educação à Distância), destacando o papel da Gestão Pedagógica nos cursos de formação inicial docente, por meio dos programas da Universidade Aberta do Brasil, tendo como objeto de estudo a Coordenação Pedagógica do Polo do município de Porto Franco, estado do Maranhão, conhecido como Polo Darcy Ribeiro. Desta forma, a ação da Coordenação de Polo vincula-se a uma postura ativa dentro das ações do Polo, e a compreensão do público atendido pela instituição é um dos fatores primordiais desta atividade. Conforme Gomes (2016, p. 17), observa-se a existência de

ambientes na qual “não dispõe de uma formação [

pautada nas questões dos contextos dos

sujeitos, de suas problemáticas e potencialidades, nem tampouco que priorize a riqueza social, cultural e ambiental da região”. A Gestão Pedagógica visa desenvolver mecanismos que superam as lacunas presentes no ambiente onde ocorre a formação inicial de professores, de forma a potencializar as práticas que colaboram para a transformação desses contextos,

]

ampliando as perspectivas dos beneficiários dessas políticas educacionais. Bacelos (2017, p. 16), afirma que a ampliação do acesso através de instituições públicas habilitadas adequadamente, proporcionou à UAB um caráter de confiabilidade e credibilidade: “Por esta razão, reconhece-se o papel estratégico que a proposta EAD traduz em termos de políticas públicas”, pois o seu desenvolvimento favorece a inclusão educacional no ensino superior. Desta forma, para que a Gestão Pedagógica se efetive como prática estratégica na formação inicial de docentes, Souza (2016, p. 12), constata “ser preciso entender as demandas formativas para que tanto os docentes quanto os demais profissionais da instituição trabalhem com as limitações a que foram submetidos”. A compreensão, portanto, do universo que envolve a família, comunidade acadêmica, docentes, discentes, entre outros, dá as pistas necessárias para um eficaz trabalho de identificação das demandas reais da sociedade. Este trabalho busca verificar como a Gestão do Polo UAB de Porto Franco MA, atua em prol de uma coordenação estratégica dos programas de formação inicial de docentes, e o atendimento dos beneficiários dos cursos ofertados neste estabelecimento de ensino, via a modalidade EAD, visando identificar aspectos que facilitem a compreensão da trajetória desses sujeitos e do cenário em que se encontra a sua atuação. Sendo assim, o objetivo geral desta investigação foi: A Análise da Gestão da Coordenação do Polo UAB de Porto Franco MA, em programas de formação inicial de docentes. Para isso, é necessário que esta proposta busque a compreensão acerca da formação das políticas e de como o coordenador de Polo adquire tal papel no meio desta proposta de inserção educacional. Santos Neta, (2016, p. 12), aponta que com o surgimento das políticas de formação inicial de professores através da EAD, no “Brasil das duas últimas décadas, têm ocorrido um crescimento em investimentos na qualificação dos docentes, tanto na formação inicial quanto na formação em serviço”. E pelo seu papel primordial, a figura da Gestão do Polo tem grande relevância neste processo que busca fomentar uma formação elevada para os professores, e sua atuação se legitima no êxito das políticas públicas para educação. Assim, pretende-se analisar como as informações obtidas nesta pesquisa irão contribuir com os órgãos responsáveis pelas políticas educacionais e nas ações voltadas para a redução dos déficits que envolvem a atuação deste profissional, contribuindo com os futuros gestores desta modalidade de ensino.

2 A GESTÃO DA COORDENAÇÃO DO POLO UAB E A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

A educação é como rio que flui incansavelmente e que se remodela constantemente,

acompanhando as transformações da sociedade, tendo como marco a produção de conhecimento que atendam as demandas da humanidade. Na contemporaneidade, observa-se que a educação está cada vez mais acessível e democrática, resultado da elaboração de políticas e ações que visam à inclusão de todos os sujeitos, independente de seu perfil socioeconômico e/ou cultural. Diante deste cenário, Gomes (2016, p. 28), afirma que: “o espaço escolar contemporâneo tem sofrido inúmeras influências, principalmente em relação ao avanço dinâmico e extraordinário das inúmeras tecnologias da informação e comunicação”, e a EAD tem um relevante papel neste avanço.

A Gestão da Coordenação surge como um elemento que contribui com a fluidez do

processo educacional, e deve contribuir com a superação de concepções limitadoras dentro das estruturas educacionais, ao passo que norteia o uso dos modelos, espaços e tempos do ensino e da aprendizagem. A sua ação transcende o campo da instituição educacional e alcança as

estruturas sociais, pois o seu trabalho é todo direcionado para o objeto da educação, e “o objeto da educação é justamente produzir o ser social, podendo-se ver nela como esse ser constituiu- se na história” (ROCHA, 2016, p 76).

A Gestão da Coordenação na formação inicial de professores tem forte influencia nos

resultados que serão obtidos no processo de capacitação docente, pois Sousa (2016, p. 82)

reflete que a formação:

É um processo indispensável aos avanços da prática pedagógica, pois compreendemos que a formação contribui não somente para a ampliação de temas, ou discussões de problemáticas, (re) construções de saberes-fazeres, desenvolvimento das práticas, mas também atribui novos sentidos as suas concepções sobre a educação e a permanência na profissão.

Uma gestão alinhada com uma educação contextualizada, capaz de acompanhar os avanços sociais, supera estereótipos e concepções engessadas acerca da Educação à Distância na formação docente, dialogando com as temáticas e tendências regionais e globais, construindo um ambiente estratégico para o desenvolvimento de práticas docentes positivas, imponderado os sujeitos envolvidos neste processo. Gomes (2018, p. 22), reafirma esta concepção ao dizer que: “qualquer projeto educativo que vise à construção de uma sociedade mais democrática

passa, necessariamente, pela profissão docente”, e onde há um conjunto destes profissionais atuando, lá também haverá a figura da gestão pedagógica norteando este trabalho. Neste encontro da gestão de coordenação de programas de formação de professores com a educação à distância, a Universidade Aberta do Brasil tem apresentada como protagonista na democratização das oportunidades educacionais por meio da educação à distancia. Sabe-se que esta modalidade de ensino está prevista dentro do corpo jurídico da Lei nº 9394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), na qual o artigo 80 diz: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”. Com as ações ocorridas em 2007, que visaram ampliação e amplificação das atividades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no que tange o fomento da formação inicial e continuada de professores, a lei nº 11.502/2007 modificou as competências e a estrutura organizacional deste órgão, e autorizou a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa aos participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica. Este marco significou o desenvolvimento de novas políticas educacionais, visando o amplo atendimento da demanda emergente, na qual se pode destacar a instituição da Universidade Aberta do Brasil UAB. Barcelos (2017, p. 35) expõem a UAB como:

Um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação à distância. Prioritariamente, os professores que atuam na educação básica da rede pública são atendidos, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos Estados, Municípios e do Distrito Federal.

Dentro da estrutura da UAB temos os polos de apoio presencial, que são núcleos de apoio administrativo/pedagógico. Na sua organização, estes núcleos prevêem o seu funcionamento por meio de uma equipe na qual são compostas pelo Coordenador de Polo, Assistente Pedagógico, Secretário, Bibliotecário, Técnico em Informática, Tutores, Assistente de laboratórios Pedagógicos, Auxiliares Administrativos e Auxiliares de Serviços Gerais. Bacelos (2017, p. 45), aponta que “pode-se dizer que a UAB possui um caráter integrador e cooperativo de aliar as instituições de ensino públicas para que ofereçam formação inicial e continuada, dando oportunidade aqueles que residem em regiões mais afastadas”. Sabe-se que este modelo organizacional se desenvolveu com foco nas atividades acadêmicas da modalidade de ensino em questão. Neste trabalho, foi dada atenção especial à atuação do coordenador de polo, que atua como líder formal do processo de gestão democrática

participativa. Este profissional articulador, coordenador, integrador e responsável por todas as atividades desencadeadoras do processo educacional, colaborando na execução das propostas pedagógicas das Instituições de Ensino Superior IES; administrando o pessoal e as atividades do estabelecimento; zelando pela legalidade, regularidade e a autenticidade das atividades curriculares desenvolvidas pelos acadêmicos, tendo como objetivo maior o êxito no processo de ensino e aprendizagem dos atores beneficiários da atuação do polo.

O Polo de apoio presencial promove as condições para a permanência do aluno no curso, criando um vínculo mais próximo com a universidade, valorizando a expansão, interiorização e regionalização da oferta de educação superior pública e gratuita. E ainda pode se constituir em importante fator de integração e desenvolvimento regional, concorrendo para uma maior horizontalização dos circuitos econômicos e culturais locais, além ser a “Casa do Professor”, para poder participar de programas e cursos de formação inicial e continuada (BARCELOS, 2017, p. 45).

A presença do Polo é de suma relevância para o êxito das ações da Universidade Aberta do Brasil UAB, desta forma, todas as ações da coordenação do polo tem influência direta nos resultados das instituições envolvidas, já que o polo é o ponto de referência universitária do aluno, sendo o espaço que estabelece condições para a permanência dos beneficiários e patrocina a expansão regional da oferta de cursos de ensino superior, o que também contribui para o desenvolvimento regional.

2.1 Polo de Apoio da Universidade Aberta do Brasil em Porto Franco

Em Porto Franco, através de uma posposta apresentada à chamada pública da UAB1, que teve como principal objetivo a análise e admissão de Polos Municipais de Apoio Presencial na Modalidade à Distância, promovido pelo Ministério da Educação por meio do Edital nº 001 de 16 de dezembro de 2005, se viabilizou a implantação deste em parceria com o Governado do Estado do Maranhão, que destinou, por meio da Secretaria de estado da Educação, a elaboração do Convênio nº 405/2006, publicado no Diário Oficial da União de 26 de junho de 2006, com finalidade do repasse de recursos financeiros necessários à construção da estrutura acadêmica adequada aos padrões que comportasse o recebimento da Universidade Aberta do Brasil UAB. Por meio da publicação vinculada no Diário Oficial da União nº 63 de 02 de abril de 2007 / Seção 03, o Ministério da Educação por meio da Secretária de Educação a Distância, torna público o resultado final do processo seletivo do Polo de Apoio Presencial, na qual o município de Porto Franco teve proposta aprovada, sendo autorizada a oferta dos cursos de

Licenciatura em Química e Bacharelado em Administração, sendo ofertados pela Universidade Federal do Maranhão UFMA. Tendo sido pré-selecionada a proposta, em 14 de agosto de 2009, foi assinado o termo de Cooperação Técnica nº 111/2009, referente ao Processo 23000.001262/2009-33, celebrado entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES, o município de Porto Franco e a Universidade Federal do Maranhão UFMA, na qual a gestão do poder executivo municipal, como partícipe, compromete-se a viabilizar e manter o Polo de Apoio Presencial UAB de Porto Franco, garantindo à Universidade Aberta do Brasil UAB a infraestrutura física, recursos humanos e tecnológicos e a sustentabilidade fina. Além da celebração do termo de cooperação técnica com a UFMA, posteriormente foram assinados convênios com outras Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Maranhão, sendo estas a Universidade Estadual do Maranhão UEMA e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão IFMA. Observa-se que o Polo de Apoio Presencial de Porto Franco vem se desenvolvendo em vários aspectos e dimensões desde sua implantação, apresentando um ritmo intenso de atuação, principalmente pelo volume de cursos ofertados, sejam eles cursos de graduação, especialização ou de outro nível. O quadro abaixo apresenta os cursos que já foram concluídos dentro deste período:

Quadro 01: Cursos concluídos no Polo Presencial da UAB em Porto Franco.

CURSO

TIPOS/MODALIDADE

Administração

Bacharelado UAB I/UFMA

Administração Pública

Bacharelado PNAP/UFMA

Educação do Campo

Especialização SECAD I/UFMA

Educação em Direitos Humanos

Especialização SECAD III/UFMA

Educação em Direitos Humanos

Aperfeiçoamento SECAD II/UFMA

Ensino da Genética

Especialização Expansão UAB/UEMA

Filosofia

Licenciatura UAB II/UFMA

Formação Pedagógica

Formação Pedagógica PAR/UEMA

Gênero e Diversidade na Escola

SECAD II/UFMA

Gestão em Saúde

Especialização PNAP/UFMA

Gestão Pública

Especialização PNAP/UFMA

Gestão Pública Municipal

Especialização PNAP/UFMA

Informática

Licenciatura UAB II/UFMA

Matemática

Licenciatura PROFEBPAR/UFMA

Materno-Infantil

Especialização UMA-SUS/UFMA

Mediadores de Leitura

Aperfeiçoamento SECAD II/UFMA

Pedagogia

Licenciatura UAB II/UFMA

Pedagogia Complementação

Licenciatura PAR/UEMA

Psicologia da Educação

Especialização Expansão UAB/UEMA

Química

Licenciatura UAB I/UFMA

Saúde da Família

Especialização UNA-SUS/UFMA

Saúde Mental

Especialização UNA-SUS/UFMA

Fonte: Secretaria do Polo UAB de Porto Franco (2019).

As ofertas presentes o quadro acima totalizam vinte dois (22) cursos, que representam um quantitativo de trinta e uma (31) turmas e uma média de mil e trezentas (1.300) vagas ofertadas entre as modalidades apresentadas. Atualmente, o Polo está ofertando mais de novecentas (900) vagas entre cursos de licenciatura, bacharéis e especializações. Tem-se que evidenciar o funcionamento de dois cursos que estão em atividade no polo, por apresentarem estrutura totalmente inovadora e pioneira, que são os cursos de Licenciatura em Música e o Tecnólogo em Tecnologia em Alimentos. O quadro 02 apresenta um resumo dos cursos que estão sendo ofertados no presente momento:

Quadro 02: Atuais ofertas de cursos no Polo Presencial da UAB em Porto Franco.

CURSOS

TIPO DE GRADUAÇÃO

Administração Pública

Bacharelado/UEMA

Artes

Licenciatura/UFMA

Biologia

Licenciatura/UEMA

Educação Especial/Inclusiva

Especialização/UEMA

Filosofia

Licenciatura/UEMA

Física

Licenciatura/UFMA

Geografia

Licenciatura/UEMA

Gestão Educacional e Escolar

Especialização/UEMA

Gestão Pública Municipal

Especialização/IFMA

Gestão Pública Municipal

Especialização/UFMA

Gestão em Saúde

Especialização/UFMA

Informática da Educação

Especialização/IFMA

Matemática

Licenciatura/UFMA

Música

Licenciatura/UEMA

Pedagogia

Licenciatura/UEMA

Química

Licenciatura/UFMA

Tecnologia em Alimentos

Tecnólogo/UEMA

Fonte: Secretaria do Polo UAB de Porto Franco (2018).

Quando o Polo UAB de Porto Franco deu início as suas atividades, a equipe de funcionários era de três (3) servidores, hoje esta equipe conta com um efetivo de dezessete (17) servidores, sendo que a Coordenação Administrativa é de responsabilidade da Prefeitura Municipal e a Coordenação Pedagógica das Instituições de Ensino Superior que mantém parceria com o Polo e a CAPES.

2.2 A Coordenação do Polo UAB Darcy Ribeiro e o seu papel nos cursos de formação docente

A coordenação do polo é o núcleo executivo encarregado de administrar as atividades da unidade de ensino e é exercida pelo coordenador, com o auxílio da secretaria acadêmica. Atualmente a coordenação do polo é exercida pela Professora Especialista Divina Costa, na

qual fora designada para a função pelo Ministério da Educação MEC, através de seletivo realizado pela CAPES.

A coordenação do polo tem diversas atribuições, na quais destacamos a representação

da UAB/MEC na administração do polo, presidindo todos os seus atos; assegurar o cumprimento das disposições legais relativas à organização e administração dos recursos humanos, do patrimônio e do material do polo. Para isso, deve elaborar os planos de trabalho, promover o intercâmbio com entidades públicas e privadas de interesse do polo, incentivar a participação dos alunos em atividades acadêmicas, esportivas, sociais e culturais. Tais atribuições dão pistas para uma compreensão acerca da relevância do papel da coordenação de polo, pois esta figura é um agente articulador das ações que subsidiam a implantação, desenvolvimento e a conclusão de cursos ofertados no polo em parceria com IES, desta forma, os cursos de licenciatura voltados ao atendimento de demandas educacionais da região.

Se tratando do polo, a atuação deste profissional reflete diretamente no desenvolvimento

da educação superior para muitos municípios, já que o polo tem grande influência na região do Bico do Papagaio (norte do estado do Tocantins) e na região das Chapadas das Mesas (sul do estado do Maranhão), na qual, além de Porto Franco, atende alunos oriundos em sua maioria dos municípios maranhenses de Açailandia, Barra do Corda, Campestre do Maranhão, Carolina Estreito, Governador Edson Lobão, Grajaú, Imperatriz, João Lisboa, Lajeado Novo, Montes Altos, Ribamar Fiquene, São João do Paraíso e Sítio Novo; dos municípios tocantinenses de Aguiarnópolis, Filadélfia, Nazaré, Palmeiras, Santa Teresinha e Tocantinópolis, entre outros municípios de menor participação, inclusive sendo identificado acadêmicos do estado do Piauí.

A atual coordenadora assumiu recentemente a gestão do Polo UAB de Porto Franco,

mas especificamente no ano de 2017, devido um processo de transição de gestão em razão da mudança na gestão pública municipal, e neste processo a equipe de transição entregou um amplo relatório à nova gestão com os apontamentos das deficiências e sugestões acerca da estrutura do Polo. Todas as deficiências foram identificadas e as sugestões acatadas pela nova gestão, na qual vem realizando um processo gradativo de recuperação e manutenção da qualidade da infraestrutura do Polo. Dentre as deficiências identificadas e ações para solucionar estas deficiências, pode-se evidenciar as goteiras e infiltrações de água em grande extensão do telhado, na qual se sanou realizando a troca de todo o telhado do prédio, principalmente no teto do auditório que se encontrava em situação de maior precariedade; a revisão e troca de equipamentos relacionados à climatização da estrutura; manutenção da estrutura hidráulica do

prédio que apresentava desperdício de água por tubulação danificada; controle no uso e conservação dos espaços e da área aberta do Polo que apresentava sinais de depredação do patrimônio público; conserto e troca de equipamentos e móveis, além de outras estão sendo realizadas.

2.3. A Gestão da coordenação

Buscando uma abordagem que evidencia a gestão dos cursos de formação de professores em modalidade à distância, esta investigação se propôs a levantar alguns questionamentos à figura da coordenação do polo, de forma a encontrar pistas que colaborassem com o alcance do objetivo desta empreitada. Bacelos (2017, p. 81), que afirma que “o reconhecimento da diversidade desse público é condição prioritária para se pensar, subsequentemente, a condição, o trabalho e a formação docente”. Ao indagar quais motivações e circunstâncias que levaram a atual coordenadora a assumir a coordenação do Polo UAB Darcy Ribeiro, fora destacado a necessidade que a profissional teve em compreender e superar os desafios da Educação à Distância, já que a mesma fora indicada para a função de forma a suprir a necessidade do polo em se ter uma coordenação geral. Observando as pesquisas em educação à distância, percebe-se que há uma forte tendência em se dar foco somente as trajetórias dos acadêmicos ou dos professores mediadores/tutores, porém, dentro da estrutura desta modalidade de ensino, a gestão de coordenação apresenta-se como um ator fundamental para a sustentação deste sistema. Este trabalho também se propôs a conhecer a trajetória da coordenadora de polo na atual gestão, na qual a entrevistada afirma que se trata de:

Minhas trajetórias e vivências no polo têm sido um grande desafio e aprendizado, sendo cada dia mais positivas e motivadoras. Além disso, a aquisição de experiências que irão contribuir ricamente com o meu futuro pessoal e profissional. (Divina Costa - Coordenadora do Polo UAB de Porto Franco).

Perante a perspectiva apresentada pela coordenadora deste polo, observamos o quão relevante é a compreensão das trajetórias e vivências dos gestores dos espaços escolares, pois o seu desempenho está diretamente vinculado a como ele se relaciona com o meio e com as suas atribuições. Vale frisar, que são estes elementos que aproximam a coordenação aos docentes em formação - beneficiários da instituição, construindo relações fomentadoras de um olhar capaz de identificar a realidade desses sujeitos, habilidade esta que amplia a capacidade

de atuação da coordenação. Desta forma, Ramos (2018, p. 24), afirma que a compreensão de como são construídas as relações de trabalho fazem parte das políticas educacionais que são promovidas para o desenvolvimento da região, sendo assim: “A educação, nesse sentido, deve mostrar a realidade ao estudante, por meio da materialidade histórica do ser humano, a fim de conscientizá-los para o alcance de sua emancipação humana”. Esta consciência efetiva a compreensão sobre as políticas educacionais e as relações de trabalho vinculadas ao polo, pois, conforme a coordenadora de polo, o campo de atuação da instituição é amplo, e requer uma compreensão global que envolva a todos os agentes deste espaço educacional. Entretanto, a coordenadora tem percebido uma evolução significativa nas políticas que envolvem os cursos de formação de professores, tendo esta acertado e solucionado cada vez mais os problemas que emergem no percurso deste trabalho. Como estão sendo concebidos e desenvolvidos os programas de formação docente é outro ponto que requer certa atenção de quem se presta a estudar as gestões de coordenação. O que foi observado é que na estrutura UAB, a CAPES realiza a seleção dos programas, partido posteriormente para uma investigação do campo de atuação, na qual temos as Instituições de Ensino Superior IES como parceiras no atendimento das demandas locais, por sua vez o município surge como o agente fomentado do polo e proponente das demandas regionais. Com estes elementos, pode-se aferir como a atuação da coordenação do polo tem contribuído para o desenvolvimento das ofertas de cursos voltados para a formação docente e para o projeto de vida dos acadêmicos, atendendo assim a problemática envolvendo esta investigação, pois com os avanços tecnológico e a expressiva utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) acaba-se que, negligenciando o ator que une todos os agentes da educação à distância em prol de um trabalho que ultrapasse a perspectiva profissional dos beneficiários da instituição e alcance os projetos de vidas dos sujeitos ali freqüentes. Bacelos (2017, p.43) apresenta esta atitude como, “iniciativa coletiva que permite repensar melhorias para a educação, considerando a emergência de novas competências não só para o trabalho, mas também para vida social considerando os avanços tecnológicos”. Aqui retomamos a questão das atribuições do coordenador de polo e a sua relevante atuação na divulgação, zelo e preservação dos espaços e recursos, acolhimento das atividades propostas, o que na atual gestão tem se mostrado como um ato de superação constante perante as dificuldades estruturais encontradas ao assumir a administração desta instituição, o que exigiu um esforço inicial maior em relação ao que está previsto no desenho funcional do cargo para atender os beneficiários, principalmente os que apresentam alguma forma de

vulnerabilidade socioeconômica. Anjos (2017, p. 48), afirma que diante destas perspectivas, “quando trabalhamos na tentativa de compreender o projeto de vida, estamos preocupados em analisar as condições sociais que são ofertadas a esses sujeitos”. A intenção da Ead é atender os sujeitos que por alguma razão não poderão ou não concluíram um curso de ensino superior, o que tem sido um instrumento eficiente na formação de professores para as demandas emergentes na educação básica. Souza (2016, p. 14), trouxe no seu estudo, acerca da oferta de educação para aqueles que ingressam na educação por meio de programas para sujeitos que “dividem o seu tempo de estudo com a família e o mundo do trabalho”. Porém, este trabalho de coordenação do polo sofre com o efeito de dificuldades e obstáculos, na qual a atual gestão destacou a escassez dos meios de divulgação, o que faz com que o público interessado muitas vezes não seja alcançado nas ofertas de cursos disponíveis, há também a questão do alto índice de desinteresse dos jovens residentes na região pelos cursos ofertados. Porém, apesar do que foi apontado acima, os índices e resultados apresentados pelo polo, representa o valor que esta instituição tem para toda a região beneficiada por este, o que vem motivando cada vez mais o aprofundamento da atuação da gestão em busca de maiores benefícios. Santos (2016, p. 40) traduz esta motivação ao afirmar que para esses sujeitos: “ter uma graduação é a forma de chegar a ter uma qualificação e colocação no mercado de trabalho de forma mais rápida”. Sendo o público atendido pelo polo muito diversificado, a gestão reconhece a relevância do seu trabalho na manutenção do sistema UAB. Bacelos (2017, p. 81) afirma que “o reconhecimento da diversidade desse público é condição prioritária para se pensar, subsequentemente, a condição, o trabalho e a formação docente”, o que favorecera uma educação cada vez mais contextualizada e emancipadora.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho buscou trabalhar a compreensão da educação à distância sob uma perspectiva oriunda da gestão educacional, na qual se recorreu a uma temática que evidencia o trabalho realizado pela Gestão de Coordenação de Polo em Programas Educacionais voltados para a Formação de Docentes. Esta pesquisa surgiu da observação da atuação que a equipe do Polo de Apoio da Universidade Aberta do Brasil de Porto Franco realiza, e como este trabalho beneficia toda a região Sul do Maranhão e Bico do Papagaio (Norte do Tocantins).

A necessidade desta investigação deu-se pela necessidade de levantar informações que

apontasse para pistas na qual facilitasse a compreensão de como a figura do coordenador de

polo se encontra na oferta de cursos voltados para a formação de professores. Desta forma, o

objetivo deste trabalho foi o de realizar uma análise da Gestão da Coordenação do Polo UAB

de Porto Franco MA, em programas de formação inicial de docentes.

Observou-se que o coordenador de polo é um ator de grande relevância para a

manutenção e desenvolvimento da modalidade de ensino, já que é dele que depende toda uma

logística e gerenciamento das demandas e ofertas que compõem as políticas de formação de

professores. Porém, vale frisar que as atribuições que figuram a gestão do coordenador não

refletem a sua atuação, que pelo fato de responder tanto ao município como a estrutura que

envolve a UAB, acaba que por se desdobrar em atividades não previstas para a sua função.

A coordenação vivencia um constante processo de compreensão e superação dos

desafios que permeiam a Educação à Distância, principalmente pelas questões que envolvem o

reconhecimento da diversidade do público beneficiário da instituição. Diante das indagações

levantadas por esta investigação, questionou-se porque não há uma atenção à trajetória do

coordenador de polo nas produções científicas, sendo a tendência principal um foco nas

trajetórias dos acadêmicos ou dos professores mediadores/tutores.

Aqui se observou que o coordenador tem um papel relevante para o desenvolvimento

da EaD e dos programas de formação docente. O sucesso da modalidade de ensino em questão

está diretamente ligado a compreensão das trajetórias e vivências dos gestores dos espaços

escolares, pois o seu desempenho se vincula a como ele se relaciona com o meio e com as suas

atribuições.

Desta forma, percebe-se que esta temática não se esgota nesta investigação, devido as

suas possibilidades e à sua relevância. Assim, recomenda-se que outros pesquisadores possam

está desenvolvendo estudos que possam contribuir com o desenvolvimento do trabalho dos

coordenadores de polo, e, consequentemente, contribuindo com a comunidade acadêmica, com

o desenvolvimento socioeconômico e com a sociedade.

Referências

ANJOS, T. R. Projeto de vida e ENEM: uma análise do questionário socioeconômico e suas implicações para o ensino médio. Orientador: Profº. Dr. Douglas Verrangia. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação) - Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, p. 153, 2017.

BACELOS, C. F. S. O Sistema Universidade Aberta do Brasil no Município de São Mateus-ES: Análise das perspectivas de formação inicial e continuada de professores no ensino na educação básica. Orientador: Marcia Helena Siervi Manso. Dissertação (Mestrado em Ensino na Educação Básica) Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Universitário Norte do Espírito Santo. São Mateus, 2017. p. 106.

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