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Sobre imperialismo

Citações DE Edward Said:

Referência

SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. Traduzido por Denise Bottman. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.

citações

O imperialismo e a cultura a ele associada afirmam, ambos, a primazia geográfica e uma


ideologia do controle territorial” (SAID, 2011, p. 141).

Usarei o termo “imperialismo” para designar a prática, a teoria e as atitudes de um centro


metropolitano dominante governando um território distante; o “colonialismo”, quase sempre
uma consequência do imperialismo, é a implantação de colônias em territórios distantes.
(SAID, 1995, p. 39).

Imperialismo se vale da filosofia, da religião, da arte e da ciência.

Em nossa época, o colonialismo direto se extinguiu em boa medida; o imperialismo, [...],


sobrevive onde sempre existiu, numa espécie de esfera cultural geral, bem como em
determinadas práticas políticas, ideológicas, econômicas e sociais. Nem o imperialismo, nem o
colonialismo é um simples ato de acumulação e aquisição. Ambos são sustentados e talvez
impelidos por potentes formações ideológicas que incluem a noção de que certos territórios e
povos precisam e imploram pela dominação, bem como formas de conhecimento filiadas à
dominação (SAID, 1995, p. 39. Grifo do autor.)

“[...] permite que o leitor veja que o imperialismo é um sistema” (SAID, 1995, p. 17)

“[...] atravessa[r] fronteiras, rompe[r] barreiras do pensamento” (SAID, 2003 p.58).

“[...] o europeu imperialista não queria ou não conseguia enxergar que era imperialista” (SAID,
1995, p. 213

CITAÇÃO DE DE OCTAVIO IANNI, AINDA SOBRE IMPERIALISMO

IANNI, Octavio. Imperialismo e cultura. Petrópolis: Vozes, p. 26.

Nas relações imperialistas, a indústria cultural desempenha papéis especiais, além dos que
desempenha no interior da sociedade dominante. A indústria cultural do imperialismo está
constantemente voltada tanto para o proletariado como para a burguesia e a classe média do
país dependente. As forças militares e policiais dos países subordinados são um alvo constante
e prioritário dessa indústria. Esta se volta para a conquista e reconquista, indefinidamente, de
uns e outros, das suas concepções, organizações e lideranças, a fim de que as próprias relações
imperialistas possam continuar a reproduzir-se (Octavio Ianni, 1976, p. 26)

AGORA CITAÇÕES SOBRE IDEOLOGIA

ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. A ideologia alemã. Trad. Rubens Enderle, et al. São Paulo:
2007, p. 47.

As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes, isto é, a classe que é
a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante.
A classe que tem à sua disposição os meios da produção material dispõe também dos meios da
produção espiritual, de modo que a ela estão submetidos aproximadamente ao mesmo tempo
os pensamentos daqueles aos quais faltam os meios da produção espiritual. As ideias
dominantes não são nada mais do que a expressão ideal das relações materiais dominantes,
são as relações materiais dominantes apreendidas como ideias; portanto, são a expressão das
relações que fazem de uma classe a classe dominante, são as ideias de sua dominação. Os
indivíduos que compõem a classe dominante possuem, entre outras coisas, também
consciência e, por isso, pensam; na medida em que dominam como classe e determinam todo
o âmbito de uma época histórica, é evidente que eles o fazem em toda a sua extensão,
portanto, entre outras coisas, que eles dominam também como pensadores, como produtores
de ideias, que regulam a produção e a distribuição das ideias de seu tempo; e, por
conseguinte, que suas ideias são as ideias dominantes da época. Por exemplo, numa época e
num país em que o poder monárquico, a aristocracia e a burguesia lutam entre si pela
dominação, onde portanto a dominação está dividida, aparece como ideia dominante a
doutrina da separação dos poderes, enunciada então como uma “lei eterna”. Referência:
ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. A ideologia alemã. Trad. Rubens Enderle, et al. São Paulo:
2007, p. 47.

Citações de Terry Egleton SOBRE IDEOLOGIA.

EGLETON, Terry. A Ideologia estética. Trad. Mauro Sá Rego Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993,
p.8

Meu argumento, lato sensu, é de que a categoria do


estético assume tal importância no pensamento moderno europeu porque falando de
arte ela fala também dessas outras questões, que se encontram no centro da luta da
classe média pela hegemonia política. A construção da noção moderna do estético é
assim inseparável da construção das formas ideológicas dominantes da sociedade de
classes moderna, e na verdade, de todo um novo formato da subjetividade apropriado
a esta ordem social. É em função disso, e não de um súbito despertar de homens e
mulheres para o valor superior da poesia e da pintura, que a estética assumiu esse
papel tão importuno na herança intelectual do presente. Porém minha tese é também
a de que a estética, entendida num sentido determinado, coloca igualmente um
desafio e uma alternativa poderosos a estas mesmas formas ideológicas dominantes.
Trata-se, assim, de um fenômeno especialmente contraditório. In.: EGLETON,Terry. A Ideologia
estética. Trad. Mauro Sá Rego Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993, p.8

Mais de Terry Egleton... DO LIVRO TEORIA DA LITERATURA...

EGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Trad. Waltensir Dutra. São Paulo:
Martins Fontes, 2003.

A estrutura de valores, em grande parte oculta, que informa e enfatiza nossas afirmações
factuais é parte do que entendemos por ideologia. Por ideologia quero dizer,
aproximadamente, a maneira pela qual aquilo que dizemos e no que acreditamos se relaciona
com a estrutura de poder e com as relações de podem da sociedade em que vivemos. Segue-
se, dessa grosseira definição, que nem todos nossos juízes e categorias subjacentes ser
proveitosamente considerados ideológicos. Temos a convicção profunda de que avançamos
para o futuro ( pelo menos uma outra sociedade acha que está avançando para o futuro) mas
embora essa maneira de ver possa estar relacionada de modo significativo com a estrutura de
poder, isso necessariamente não ocorre sempre e em toda a parte. Não entendo por ideologia
apenas as crenças que têm raízes profundas, e são muitas vezes inconscientes; considero-a,
mais particularmente, como sendo os modos de sentir, avaliar, perceber, acreditar, que se
relacionam de alguma forma com a manutenção e reprodução da vida social. p. 20-21