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Suno Dividendos

Avaliando resultados - BBSE e


acompanhamento de WIZS3

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No relatório desta semana, como de costume, damos continuidade à nossa série de


comentários e análises dos resultados das empresas presentes em nossas carteiras
recomendadas.

Nesta semana, a BB Seguridade divulgou seus resultados referentes ao 4T17 e a


todo o ano de 2017 e, por conta disso, comentaremos o desempenho da empresa e
abordaremos os principais pontos divulgados no release, bem como nossas
expectativas para 2018 e também para os próximos anos.

BB Seguridade - BBSE3

A BB Seguridade divulgou seus resultados do 4T17 e também referentes a todo o


ano de 2017 nesta última segunda-feira e, em nossa visão, os resultados vieram um
pouco abaixo das expectativas e também de nossas estimativas.

Esperávamos, inicialmente, uma recuperação mais consistente dos resultados não


decorrentes de juros (resultados operacionais) neste 4T17, o que não ocorreu de
fato, demonstrando, a princípio, que a recuperação do setor de seguros deve ser
mais lenta que o projetado, apesar do mercado ainda ser bastante subpenetrado.

Em relação ao lucro líquido da empresa, no 4T17 o resultado líquido sofreu uma


retração de 12,5%, saindo de R$ 1,075 bi, no 4T16, para R$ 941 milhões no 4T17,
impactado não só por um (já esperado) resultado financeiro mais fraco, por conta da
queda dos juros, como, principalmente, por um resultado operacional não
decorrente de juros também menor.

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22 de fevereiro de 2018

Ou seja, as operações de comercialização e distribuição dos produtos de seguro não


foram capazes de compensar totalmente a grande queda do resultado financeiro da
empresa neste trimestre e no ano de 2017 como um todo.

Esse desempenho mais fraco no resultado


não decorrente de juros pode ser
explicado, principalmente, por uma
grande elevação no índice de despesas
gerais e administrativas na BB MAPFRE
SH1, as quais explicaremos a seguir, além
de uma maior sinistralidade no IRB na
comparação com o 4T16 (como, inclusive,
já comentamos no relatório da semana
passada).

O Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) também atingiu um dos menores


patamares dos últimos anos e finalizou 2017 em 42,2%, fruto de um resultado mais
fraco neste trimestre, mas que, ainda assim, apresenta um nível razoável para as
operações da empresa.

No ano, o resultado líquido ajustado por eventos não recorrentes (como a venda de
participação no IRB, por exemplo) sofreu uma retração de 4,8%, saindo de R$ 4,1 bi
para R$ 3,9 bi, ficando, portanto, abaixo do projetado inicialmente pelo guidance de
2017 divulgado pela BB Seguridade, mas dentro do range do novo guidance
publicado no segundo semestre, que projetava uma queda de 1% a 5% no lucro
líquido.

Podemos ver, na ilustração abaixo, como o maior "vilão" do resultado mais fraco da
empresa , no 4T17, foi o resultado não decorrente de juros, que sofreu uma retração
de 13,4%, impactando de forma negativa em cerca de R$ 100 milhões o resultado
líquido.

Já o resultado financeiro também trouxe impacto no ROE e resultado líquido da


empresa neste 4T17 e retraiu 10,3%.

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22 de fevereiro de 2018

No ano, o resultado financeiro impactou de


forma relevante também o resultado, com
uma retração de 12%, com um impacto
negativo de R$ 155 milhões. A Companhia,
quando publicou seu primeiro guidance
para 2017, não esperava uma queda tão
forte da Taxa Selic para 2017, o que acabou
surpreendendo a empresa negativamente,
já que a companhia possui muitos ativos
aplicados e indexados ao CDI.

O lado positivo é que a representatividade do resultado financeiro no lucro líquido


foi reduzida e ficou em 28,3% do resultado líquido da empresa em 2017.

Isso é positivo pois reduz os efeitos das oscilações nas taxas de juros sobre os
resultados da empresa e também eleva a representatividade das operações de
seguros, que entregam naturalmente mais rentabilidade e possuem um grande
potencial de crescimento.

A companhia estima que um patamar ideal de representatividade do resultado


financeiro está em torno de 25%, e, sendo assim, a empresa finaliza o ano em um
patamar mais próximo do que julga ideal.

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22 de fevereiro de 2018

Além disso, a BB Seguridade também divulgou, nesta semana, um Guidance para


2018, onde projeta um lucro líquido que vai de uma retração de 2% a um
crescimento de 2%, e, de acordo com os gestores da empresa, apesar de esperarem
uma recuperação no desempenho operacional, o fato da Selic média esperada para
2018 estar muito abaixo do patamar de 2017, deve representar um grande desafio
para a empresa.

A Companhia estima que deverá crescer seus resultados operacionais neste ano,
porém, dificilmente esse crescimento será suficiente para mais do que compensar a
contínua queda do resultado financeiro, e, portanto, o resultado líquido de 2018
também deve ser modesto.

Abaixo, enumeramos e comentamos os principais destaques, por segmento, dos


resultados da BB Seguridade.

BB Mapfre SH1

A BB Mapfre SH1, empresa que engloba as operações de seguro de vida,


prestamista, habitacional e rural dentro da BB Seguridade, apresentou uma forte
retração no resultado líquido e foi uma das maiores responsáveis pela retração de
resultados da empresa no trimestre.

Esse desempenho se deu, principalmente, por conta de uma elevação no índice de


comissionamento, além de uma elevação relevante no índice de despesas gerais e
administrativas, que saltaram de 10,7% para 19,8%, e, evidentemente, prejudicaram
o índice combinado, que saltou de 69,1% para 79,2%.

É importante ressaltar que boa parte desse comissionamento, que cresceu no


trimestre, vai para a BB Corretora, elevando suas receitas, o que é positivo e
compensa em parte essas maiores despesas na SH1.

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22 de fevereiro de 2018

Outras questões que prejudicaram o índice combinado foram algumas outras


despesas específicas, como uma despesa de R$ 30 milhões referente a valores de
sinistros a recuperar de resseguros, além de despesas com tributos que tiveram um
aumento comparativo no ano contra ano no trimestre, pois, no 4T16, houve uma
mudança no modelo de apuração dessas despesas, prejudicando a base
comparativa no 4T17, efeito este que não deve se repetir neste ano.

Do lado positivo, é interessante notar o crescimento nos prêmios emitidos, que


cresceram 12,6% no trimestre em relação ao 4T16, puxados principalmente por rural
e prestamista. O desempenho do produto prestamista foi uma surpresa positiva
para nós nesta divulgação de resultados, e apresentou crescimento de 47,8% no
período.

Para termos uma ideia, em junho de 2017, o prestamista vinha apresentando queda
de 30% no acumulado do ano na comparação com 2016, e demonstrou uma ótima
recuperação no ano de 2017, em especial no segundo semestre, finalizando o ano
com alta de 12%, guiado basicamente por conta de redução de cancelamento e
melhora de originação no segmento de pessoa física, com aumento de penetração
na base de clientes.

Apesar de uma queda na sinistralidade e uma melhora no desempenho dos prêmios


emitidos, por conta da grande elevação de despesas (algo que avaliamos que seja
um efeito pontual), elevação das comissões pagas e uma piora do índice combinado,
o resultado líquido da BB Mapfre SH1 encolheu 15,4%, passando de R$ 429 mi, no
4T16, para R$ 362,7 milhões

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22 de fevereiro de 2018

Em relação ao resultado financeiro , o mesmo apresentou uma boa evolução no


período, guiado por uma realização de ganhos em transações de ativos de renda
variável, no montante de R$ 82,1 milhões. Esse bom resultado financeiro foi
imprescindível para compensar, em parte, os efeitos negativos desse trimestre no
operacional.

Esperamos que, em 2018, esses efeitos de despesas gerais e administrativas sejam


amenizados, e, com um bom crescimento do segmento operacional esperado neste
ano, guiado por prestamista, habitacional e vida, acreditamos que 2018 será um ano
melhor para a operação SH1.

BB Mapfre SH2

Na BB Mapfre SH2, que representa as operações de patrimônio e automóvel,


podemos também verificar um resultado bastante fraco, com um prejuízo de R$ 58,9
milhões, contra um lucro líquido ajustado de R$ 29,6 mi no 4T16.

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22 de fevereiro de 2018

Esse fraco resultado se deu tanto por conta de uma queda relevante no resultado
financeiro, que retraiu de cerca de R$ 124 mi para R$ 99 milhões, explicado
majoritariamente pela queda da Selic, quanto por uma forte retração no
desempenho operacional não decorrente de juros, que apresentou um crescimento
do prejuízo, saindo de um resultado negativo de R$ 95 milhões, no 4T16, para R$ 158
milhões no 4T17.

Em relação à sinistralidade, a mesma cresceu em relação aos últimos trimestres,


puxada por uma maior frequência de roubos e furtos de automóveis em algumas
regiões no trimestre. Porém, comparando com o 4T16, houve uma melhora e a
sinistralidade finalizou o ano com uma queda de 61% para 59,2%, o que não nos
preocupa.

Mesmo com uma queda de sinistralidade em relação ao 4T16, fatores como a queda
de 3,5% no volume de prêmios ganhos retidos, queda nos prêmios emitidos, além de
um aumento nos índices de comissionamentos e despesas gerais e administrativas,
acabaram impactando de forma severa o resultado líquido da empresa.

Preocupa aqui a retração dos prêmios emitidos de 4,2% em relação ao 4T16, com
queda de 6,3% em auto e uma grande retração de 35,8% em DPVAT.

Esperávamos, pelo menos, alguma evolução nos produtos auto, como reflexo de
uma maior demanda por crédito para automóveis ocorrida no 4T17 e um
crescimento nas vendas de veículos novos em 2017, como pudemos evidenciar,
inclusive, nos resultados do Itaú, que comentamos recentemente. Mas isso não
ocorreu.

Enquanto um outro player do segmento de seguros entregou crescimento no seguro


auto neste trimestre em relação ao 4T16, o resultado auto segue se deteriorando na
BB Seguridade, e é um ponto que nos deixa alertas, já que nos parece que a BB
Seguridade não está conseguindo capturar parte desta recuperação do setor e os
resultados de SH2 seguem bastante deteriorados.

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22 de fevereiro de 2018

Devemos lembrar, porém, que a BB Seguridade divulgou um fato relevante no início


do mês onde informou que celebrou um Termo de Entendimentos para estabelecer
premissas para a reestruturação societária e operacional das sociedades integrantes
do atual grupo segurador BB e Mapfre, que, dessa forma, deverá influenciar
diretamente as operações SH2.

A reestruturação da operação, de acordo com os gestores da empresa, tem como


foco a simplificação da estrutura de governança e gestão das participações adotadas
pela BB Seguridade, como forma de aumentar a ênfase na comercialização dos
produtos de seguro no canal bancário, aperfeiçoando os serviços prestados aos
clientes da base de correntistas do BB e possibilitar, com isso, a maximização de
geração de valor aos acionistas.

É inegável que o resultado de SH2 continua fraco. Porém, o fato de que as empresas
sócias (BB Seg e Mapfre) estão focadas na reestruturação do modelo de negócios da
SH2 e estão estudando um modelo de negócios que seja mais rentável e benéfico
para a maximização da rentabilidade nos gera uma expectativa de melhora para este
segmento operacional, em especial para os próximos anos.

Com a manutenção da queda das taxas de juros em 2018, a tendência é que o


resultado financeiro continue diminuindo em SH2. Porém, esperamos que uma
melhora nos prêmios emitidos e uma melhora no índice de despesas acabe levando
a uma melhora do índice combinado e aos resultados da empresa ao longo deste
ano, mas, sem dúvida, é um segmento que observaremos com cuidado e que vem
sendo um "peso" negativo para os resultados da empresa.

Brasilprev

Já a Brasilprev continua se consolidando como a "joia da coroa" da BB Seguridade, e


não decepcionou no último trimestre de 2017, apresentando um crescimento de
4,5% no lucro líquido em relação ao 4T16, indo na contramão dos demais segmentos
dentro da empresa, que apresentaram resultados mais fracos.

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22 de fevereiro de 2018

Com uma melhora no índice de eficiência, e um bom crescimento na taxa de gestão,


que saltou 16%, saindo de R$ 529 mi, no 4T16, para R$ 614 no 4T17, que possibilitou
um crescimento do resultado não decorrente de juros, que evoluiu de R$ 195 mi
para R$ 220 mi, a Brasilprev finalizou o 4T17 com um lucro líquido de R$ 278,8
milhões.

Podemos verificar, abaixo, como a Brasilprev obteve um crescimento de 16% nas


taxas de gestão, fundamental para a expansão do resultado no período.

Do lado negativo, o resultado financeiro voltou a encolher, também refletindo a


queda na Selic, e caiu de R$ 72 mi para R$ 59 mi.

Também do lado negativo, o volume de contribuições recuou 26,5% no período, em


comparação com o 4T16, principalmente pela queda no fluxo dos planos VGBL na
modalidade de contribuição esporádica.

De qualquer forma, em dezembro de 2017, as reservas de previdência alcançaram


um saldo de quase R$ 235 bi, um crescimento de 18,7% em 12 meses, o que é
bastante expressivo e importante para o crescimento das receitas com taxa de
gestão.

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22 de fevereiro de 2018

No resultado acumulado do ano, o lucro líquido cresceu 8,1% e atingiu R$ 1,1 bilhão.
O ROE médio do período ficou em 43,1%, crescendo também 1,3%.

Com uma melhora dos níveis de emprego esperada para 2018, fruto de uma
recuperação econômica mais consistente, acreditamos que o segmento de
previdência deve ser bastante beneficiado.

Brasilcap

Em relação ao segmento de capitalização, o mesmo também apresentou um


desempenho mais fraco e encerrou o último trimestre do ano passado com uma
grande queda no lucro líquido, que saiu de R$ 100 mi para apenas R$ 35 mi no 4T17,
uma expressiva queda de 65,1%.

Esse fraco desempenho do segmento


se deu por conta de uma grande
redução no resultado financeiro, que
caiu 65,4% no período em relação ao
4T16, explicado pela contração na
margem financeira de juros e
retração de 8,7% no volume médio
de ativos.

Apesar de uma melhora nas despesas gerais e administrativas e aumento no


resultado de sorteios, o resultado operacional não decorrente de juros apresentou
prejuízo de R$ 8,4 mi, explicado, principalmente, pela queda na arrecadação no
período, retração na receita com cota de carregamento e aumentos de despesas de
comercialização.

Gostamos de lembrar que, apesar de resultados mais fracos, a rentabilidade sobre


patrimônio dessa operação finalizou o acumulado do ano em 62,9%, demonstrando
que é um negócio que remunera de forma adequada o capital alocado, mesmo em
um cenário mais adverso e de taxas de juros menores.

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22 de fevereiro de 2018

BB Corretora

Já a BB Corretora reportou um lucro líquido ajustado de R$ 426 mi, que representa


uma queda de 2% em comparação com o 4T16, também afetado pela queda do
resultado financeiro, que impacta os ativos investidos e indexados ao CDI.

Por outro lado, vale destacar um crescimento na margem operacional de 1,1 p.p no
ano contra a ano e, principalmente, a expansão das receitas de corretagem, que
cresceram 3,7%, guiada principalmente por um bom desempenho na SH1, fruto de
um bom comissionamento do portfólio de vida, e também um ótimo desempenho
de prestamista e rural.

Além disso, destacamos também o bom desempenho de comissões provenientes da


BrasilCap, que também teve uma elevação no comissionamento na nova série de
produtos OuroCap Negócios.

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da BB Corretora ficou em R$ 1,6 bi,


uma retração de 1,5% ante o lucro de 2016, também principalmente impactado pela
queda no resultado financeiro.

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22 de fevereiro de 2018

Dividendos declarados

Apesar de um resultado mais fraco no ano de 2017, conforme comentamos acima, a


BB Seguridade trouxe uma boa notícia aos investidores, com o anúncio de um
dividendo no valor de R$ 0,946683 por ação, atualizado pela taxa Selic até a efetiva
data do pagamento, que será realizado em 06 de março.

Os dividendos terão como base a posição acionária de 22/02/2018 e as ações serão


negociadas ex dividendos a partir do dia 23 de fevereiro. Ou seja, o investidor que
deseja adquirir mais ações para receber os dividendos deverá comprar até a data de
hoje, ou seja, 22/02.

O montante de dividendos anunciados pela empresa equivale a cerca de 90% do


resultado líquido do segundo semestre de 2017, e foi possibilitado, principalmente,
por conta da venda de participação no IRB, que elevou o resultado contábil.

Esses dividendos reforçam nossa confiança no case e demonstram que, mesmo em


um período mais adverso da economia e dos resultados da empresa, a BB
Seguridade está disposta a manter um elevado payout e, inclusive, elevar os
dividendos.

Conclusão

É inegável que os resultados da BB Seguridade vieram mais fracos este ano e que o
desempenho operacional da empresa não conseguiu compensar a grande queda do
resultado financeiro.

Este ano de 2018 também deve ser um ano desafiador para a empresa,
principalmente por conta da grande queda da Selic em relação ao ano passado (em
especial no primeiro semestre). Porém, estimamos que o desempenho operacional
deste ano deverá apresentar uma evolução mais consistente, fruto de um
crescimento maior da economia e esforços comerciais para elevar a penetração na
base de clientes do BB, mais do que compensando a queda do resultado financeiro.

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22 de fevereiro de 2018

É provável que a empresa ainda apresente um lucro líquido mais fraco nos três
primeiros trimestres , com pouco crescimento ou até mesmo recuo. Porém, para o
último trimestre do ano, vemos um cenário de inflexão, visto que a Selic comparativa
já não deve estar muito abaixo, e qualquer evolução no resultado operacional estará
mais evidente no resultado líquido da empresa.

Para 2019 em diante, quando a Selic pode, inclusive, estar maior que a de 2018,
vemos a BB Seguridade voltando a um ótimo ciclo de crescimento de resultados, e
estimamos que a companhia tem condições de entregar um crescimento no
resultado operacional em torno de 10% ao ano para a próxima década, a partir de
2019.

Esse crescimento, obviamente, se traduzirá em dividendos maiores e,


provavelmente, em uma boa valorização das ações no longo prazo.

Acompanharemos de perto a evolução dos resultados da BB Seguridade para este


ano, em especial o desempenho operacional, e estamos confiantes com uma
melhora para este ano no resultado não decorrente de juros.

Por fim, continuamos recomendando aos investidores que respeitem o preço teto, e,
caso as ações venham a recuar e negociar abaixo do teto, boas oportunidades
devem ser geradas.

Wiz Soluções S.A - WIZS3

A Wiz divulgou um fato relevante, hoje pela manhã, informando que, nesta data,
decidiu pela não recondução do Diretor Presidente da Companhia, Sr. João Francisco
da Silveira Neto, tendo sido decidido que seu desligamento ocorrerá na data de 01
de março.

A empresa destaca, no fato relevante, que, como diretor presidente da empresa,


João Silveira conduziu movimentos estratégicos de extrema importância para o
fortalecimento e expansão da empresa, e que a Companhia está bem posicionada
para seguir sua trajetória de crescimento e desenvolvimento.

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22 de fevereiro de 2018

Para substituir João Silveira, em caráter interino e sujeito à modificação do Estatuto


Social da Companhia em Assembleia, foi nomeado o atual Presidente do Conselho
de Administração, Sr Fernando Carlos Borges de Melo, que ocupará a função em um
prazo de até 12 meses.

A empresa informa, ainda, que foi deliberada a recondução dos atuais diretores
estatutários, e a nomeação do novo Diretor Executivo da Companhia, o Sr Heverton
Peixoto de Melo Pessoa.

É inegável que o Presidente João Silveira fez um ótimo trabalho à frente da Wiz
durante esses últimos anos, sendo peça fundamental para a manutenção da elevada
rentabilidade da Companhia e entrega de retorno aos acionistas, porém,
acreditamos que a empresa buscará alguém com um perfil similar ou que ainda
agregue maior valor à empresa para o cargo.

Tentamos, hoje cedo, entrar em contato com a equipe de RI da empresa em busca


de maiores esclarecimentos sobre essa questão, para tentarmos entender melhor os
motivos da não recondução de João Silveira, mas ainda não fomos atendidos.

Após conseguirmos contatar a empresa e obtermos respostas , entendendo melhor


a estratégia da empresa com essa movimentação, informaremos prontamente à
nossa base de assinantes.

Felipe Tadewald Tiago Reis


VP Pesquisas em Renda Variável
Analista CNPI

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Carteiras recomendadas Suno Dividendos
22 de fevereiro de 2018

Carteira de Dividendos

Ativo Inicio Participação Preço atual DY Esperado Preço teto Preço de entrada** Desempenho

WIZS3 06/02/2017 10,0% R$12,15 9,1% R$15,50 R$13,47 -9,81%

ENBR3 06/02/2017 10,0% R$13,42 4,5% R$14,50 R$14,20 -5,49%

MPLU3 06/02/2017 10,0% R$35,84 8,5% R$42,00 R$33,78 6,10%

TAEE11 06/02/2017 10,0% R$20,89 9,1% R$23,00 R$20,52 1,81%

UNIP6 06/02/2017 15,0% R$29,19 1,4% R$17,00 R$4,86 501,14%

BBSE3 30/03/2017 10,0% R$30,63 5,2% R$30,00 R$27,10 13,01%

ITSA4 18/05/2017 10,0% R$14,35 4,2% R$10,00 R$8,52 68,39%

TIET11 18/05/2017 5,0% R$11,97 7,9% R$14,50 R$11,15 7,40%

IRBR3 07/08/2017 5,0% R$38,71 5,6% R$30,00 R$28,06 37,95%

ABCB4 09/11/2017 5,0% R$19,67 6,0% R$18,00 R$16,29 20,75%

TUPY3 08/02/2018 5,0% R$17,87 6,0% R$19,00 R$17,32 3,18%

Renda Fixa - 5,0% - - - -

Recomendações encerradas*

Ativo Inicio Preço de entrada** Final Preço de saída Desempenho

EZTC3 01/06/2017 R$ 17,82 07/09/2017 R$23,20 30,2%

Considerando a atual situação do mercado, recomendamos a todos os nossos assinantes que mantenham uma porcentagem do seu patrimônio destinado a ações de
dividendos em renda fixa. De preferência em um Fundo DI de alta líquidez e baixa taxa de administração.

**Preço de entrada: valor ajustado para proventos


Glossário

Lucro IFRS: Lucro ajustado conforme normas da IASB para uniformização entre diferentes
normais contábeis entre os países.

IGPM: índice geral de preços ao mercado

RAP: A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela
prestação o serviço público de transmissão aos usuários. Paras as transmissoras que foram
licitadas, a RAP é obtida como resultado do próprio leilão de transmissão e é pago às
transmissoras a partir da entrada em operação comercial de suas instalações, com revisão a
cada quatro ou cinco anos, nos termos dos contratos de concessão.

EBITDA: Ebitda é a sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and
amortization, que traduzido literalmente para o português significa: "Lucros antes de juros,
impostos, depreciação e amortização

CDI: Certificado de deposito interbancário

ROE: ROE é o acrônimo de Return On Equity (em português: Retorno sobre o Patrimônio).

Clientes PF: Clientes Pessoas Física

Índice combinado: P usado em seguradoras, proveniente da soma dos índices de


sinistralidade e índice de despesas.

Underwriting: O termo descreve as operações financeiras nas quais os bancos


intermedeiam o lançamento e distribuição de ações ou títulos de renda fixa para negociação
no mercado de capitais.

Float: Recursos transitoriamente mantidos ou depositados em bancos.

Capex: Designa o montante de dinheiro despendido na aquisição (ou introdução de


melhorias) de bens de capital de uma determinada empresa.

P/L: Relação entre o preço de uma ação e o lucro por ação nos últimos 12 meses
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