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“Magali, Cebolinha e as uvas”

Leitura, compreensão e produção


de textos
Sequência Didática
Madalena Borges (Org.)
Objetivos:
• Desenvolver habilidades de leitura de gêneros verbo-visuais, com ênfase
em histórias em quadrinhos;
• Reconhecer e compreender relações intertextuais;
• Reconhecer e compreender recursos expressivos e de construção de
sentidos e efeitos de humor dos gêneros em quadrinhos;
• Recuperar e compreender recursos expressivos e de construção do gênero
fábula.

Público-alvo:
Alunos que já desenvolveram alguma autonomia de leitura e escrita e
precisam ampliar conhecimentos de leitura para a compreensão de
gêneros mais complexos, no que concerne aos recursos de linguagem
verbo-visual, à construção de sentidos explícitos e implícitos, à
interpretação de relações intertextuais.
PRIMEIRA ETAPA – RECURSOS EXPRESSIVOS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Atividade I – Leitura compartilhada/colaborativa

1) Intervenções antes da leitura


• Quem gosta de ler histórias em quadrinho?
• Que histórias em quadrinhos vocês costumam ler?
• O que um texto precisa ter para ser uma história em quadrinhos?
• Agora, vamos ler uma história em quadrinhos da Turma da Mônica (A HQ PODE SER
APRESENTADA COM RECURSO MULTIMÍDIA).
• Qual é o título da história em quadrinhos?
• Olhem para as cenas apresentadas nos quadrinhos da primeira página.
• Relacionando-as ao título, o que possivelmente encontraremos na história?

Professor, a história em quadrinhos apresentada é predominantemente não verbal. Durante a


leitura, chame a atenção dos alunos para todos os recursos de imagem. Que sentidos eles
produzem? Proponha uma descrição das cenas. As HQ integram os gêneros narrativos; no
entanto, a narrativa é construída no espaço e na sucessão dos quadros. A ideia inicial não é
reescrever o texto com palavras, mas compreender a ausência delas e construir sentidos com os
recursos expressivos disponíveis. Apenas na última página aparecem balões de fala, com
destaque para onomatopeias (palavras que se aproximam da reprodução de sons ou ruídos
naturais). Na sequência de atividades, há exemplos de onomatopeias e tipos de balões. Depois
da leitura, apresente-os e discuta com a classe sobre como se organizam os recursos de
linguagem e que sentidos produzem.
2) Intervenções durante a leitura
• Vocês conhecem a personagem Magali? Em que tipo de histórias ela
geralmente aparece? (Magali é personagem das HQ de Maurício de Souza –
Turma da Mônica).
• O que o texto mostra que a Magali está fazendo? (Deve-se observar cada
quadrinho, para que os alunos percebam como os movimentos da Magali são
representados nas imagens – tenta alcançar as uvas com as mãos e não
consegue; salta, tentando alcançá-las e não consegue; procura apoio de um
bastão para derrubar as uvas e só caem folhas; sai, nervosa, e procura um
bastão maior, para saltar; salta e passa por cima das uvas; agita os braços,
como se quisesse voar; cai sentada e vê estrelas de dor, com lágrimas nos
olhos.
• Balão de fala – “Bah! Estão verdes!” – Questione, para trabalhar as relações
intertextuais: O que vimos até agora nos faz lembrar de alguma outra história?
(Sim, a fábula “A raposa e as uvas”).
• Retome os quadros e recupere a leitura das imagens: Magali vê um
banquinho; pega o banquinho e volta correndo (destaque como os
movimentos são registrados); sobe no banquinho, cantarolando; consegue
pegar as uvas e se senta para comê-las (destaque as onomatopeias do balão);
depois de comer as uvas, Magali aparentemente se sente mal (observe o
volume do abdômen e como a sensação de dor é registrada); no último
quadrinho, o balão de fala e a constatação de que as uvas estavam verdes
mesmo também possibilita resgatar aspectos da fábula original).
3) Intervenções após a leitura

• Como vimos, a HQ “Magali e as uvas” dialoga (“conversa”)


com a fábula de Esopo, “A raposa e as uvas”. Em que as
histórias são parecidas? Em que elas são diferentes?

– (Recupere aspectos do tema e da organização dos textos. As


duas histórias “conversam” sobre um mesmo tema – ambição,
ganância – mas foram produzidas em momentos diferentes e
organizadas em gêneros distintos.
– A fábula é uma narrativa “séria”, produzida em linguagem verbal
(palavras), em que cada episódio é apresentado/descrito por
palavras; o leitor precisa imaginar a cena.
– A HQ é uma narrativa que gera efeitos de humor, produzida em
linguagem verbo-visual (palavras e imagens), em que a sucessão
de fatos (cada cena da história) é representada por quadros; o
leitor visualiza a cena.
Exemplos de onomatopeias

Observe que as
onomatopeias são
também
“enriquecidas” com
recursos gráfico-
visuais, isto é, traços
que procuram se
aproximar do som
produzido pelas
palavras faladas.
Atividade II - A linguagem dos quadrinhos
Análise do gênero em estudo Sim/Não Conclusões/Comentários/Exemplos

A HQ lida apresenta título?

As HQs têm características de


narrativa, isto é, “contam” um
fato? De que modo os episódios
são apresentados?
Em geral, as personagens de HQ
conversam? Como as falas são
apresentadas?
As HQs são ilustradas? O que
costuma aparecer nas ilustrações?
É comum haver onomatopeias nas
HQs? Para que servem as
onomatopeias?
Há apenas um tipo de balão em
HQs?
A HQ é um gênero textual que
produz efeitos de humor?
Atividade III - Leitura compartilhada da fábula “A raposa e as uvas”, de
Esopo (texto anexo)
• Proposta: recuperar aspectos temáticos e de organização da linguagem do gênero, para que
os alunos compreendam semelhanças e diferenças entre os textos lidos. Antes de ler,
proponha que os alunos recuperem a história, o tema, os fatos. Realize a leitura
compartilhada e faça perguntas para que reflitam sobre a linguagem; recupere aspectos da
estrutura narrativa em prosa e proponha que identifiquem no texto recursos linguísticos
(pronomes, verbos etc) que marcam o foco narrativo e os demais aspectos, como segue nas
orientações e em tabela anexa.

– Quem são as personagens? (Resgatar a presença de animais com atitudes humanas).


– Quem narra a história? O narrador participa (é personagem) ou observa e conta
(narrador observador)?
– Se o narrador participa da história, predomina a 1ª pessoa – eu; nós (foco narrativo em
primeira pessoa);
– Se o narrador observa e conta a história, predomina a 3ª pessoa – ele/eles; ela/elas; a
raposa; as uvas etc;
– Como a fala das personagens é representada no texto? (Proponha reflexões e
identificação, no texto, de como o discurso direto e o discurso indireto são
representados).
– Como a moral é registrada na fábula lida: de modo explícito ou implícito?
A RAPOSA E AS UVAS

Uma raposa estava com muita fome. Foi quando viu uma
parreira cheia de lindos cachos de uva. Imediatamente começou a dar
pulos para ver se pegava as uvas. Mas a latada era muito alta e, por
mais que pulasse, a raposa não as alcançava. — Estão verdes — disse,
com ar de desprezo. E já ia seguindo o seu caminho, quando ouviu um
pequeno ruído. Pensando que era uma uva caindo, deu um pulo para
abocanhá-la. Era apenas uma folha e a raposa foi-se embora, olhando
disfarçadamente para os lados. Precisava ter certeza de que ninguém
percebera que queria as uvas. Também é assim com as pessoas:
quando não podem ter o que desejam, fingem que não o desejam.

(12 fábulas de Esopo. Trad. por Fernanda Lopes de Almeida. São


Paulo: Ática, 1994.)
Atividade IV - A linguagem das fábulas
Análise do gênero em estudo Sim/Não Conclusões/Comentários/Exemplos

A fábula lida apresenta título? E


autor?
As fábulas têm características de
narrativa, isto é, “contam” um
fato? Quem são as personagens?

Em geral, as personagens de
fábulas conversam? Como as falas
são apresentadas?
Quem narra a história? O narrador
participa (é personagem) ou
observa e conta (narrador
observador)?
É comum algum tipo de
ensinamento em fábulas? Como o
ensinamento aparece no texto?
A fábula lida apresenta moral?
Atividade V – Discurso direto e indireto

Como você já estudou, a fala das personagens, em um texto


narrativo, pode ser representada de diferentes maneiras: em
balões, em discurso direto e em discurso indireto. Vamos
recapitular:
• Em balões, a fala das personagens é representada no cenário da
conversa, isto é, os balões produzem o efeito da emissão de voz no
ato da conversa.
• Em discurso direto, a fala é geralmente introduzida por um narrador
e marcada por sinais gráficos (travessão, aspas, sinais de expressão
interrogativa, exclamativa etc).
• Em discurso indireto, o narrador narra a fala da personagem, sem
marcá-la com pontuação diferenciada. O narrador “conta” o que a
personagem disse.
Veja os exemplos a seguir.
Veja os exemplos a seguir e identifique os diferentes modos de representar a
fala da personagem Mafalda. Discuta com seus colegas como cada modo se organiza,
quais os recursos linguísticos utilizados e para que servem.

Caminhando, Mafalda
exclamou, muito
aborrecida:
- Ninguém me compreende!

Caminhando, Mafalda
exclamou, muito
aborrecida, que ninguém a
compreende.
Você conhece a personagem Calvin? Calvin é um garoto de seis anos de
idade cheio de personalidade, que tem como companheiro Hobbes, um tigre sábio e
que para ele está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para os outros não é mais
que um tigre de pelúcia. O criador de Calvin e Hobbes é o norte-americano Bill
Watterson.
Agora, leia com atenção a tirinha de Calvin. Procure compreender todos os
recursos de linguagem que aparecem nos quadrinhos. Isso será importante para
desenvolver as próxima atividades.
Transforme os balões de fala de Calvin em discurso direto e em
discurso indireto, conforme você estudou antes. Fique atento a todos os
recursos linguísticos necessários para garantir o sentido das falas e a
expressão da personagem.
• Discurso direto • Discurso indireto
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Como estudamos antes, as histórias em quadrinhos narram um fato. Diferentemente
de contos e fábulas, os quadrinhos apresentam o fato no presente: conseguimos visualizar o
cenário e acompanhar a movimentação e as falas das personagens, sem a presença de um
narrador. Sua tarefa, agora, é introduzir o narrador, conservando o sentido e as falas da tirinha
lida. Para isso, complete a sequência a seguir.
Atividade VI – Mais uma conversa sobre HQ e fábula

1) Recuperação de aspectos dos gêneros – função social da linguagem


– A fábula é um gênero textual de humor? (Não, é um gênero textual
moralizante, que traz reflexões e ensinamentos; apresenta “moral”
implícita ou explícita).
– A HQ é um gênero textual de humor? (Em geral, sim. Nem sempre o
humor é explícito, nem sempre rimos. Dizemos que as HQ produzem
efeitos de humor).
2) Contexto de produção e circulação dos gêneros
– Onde, em geral, encontramos fábulas? Quem as produz? (Fábulas são
narrativas literárias, produzidas na esfera literária, artística, em diferentes
momentos históricos, sem que identifiquemos, precisamente, uma data; são,
portanto, atemporais, como as lendas. São publicadas em livros de diferentes
formatos – didáticos, coletâneas literárias etc).
– Onde, em geral, encontramos histórias em quadrinhos? Quem as produz? (As
HQ são narrativas de humor, produzidas na esfera jornalística, por cartunistas.
Em geral, trazem temas mais atuais, da sociedade contemporânea, mas isso
não é regra. Encontramos HQ em revistinhas, jornais, livros didáticos etc).
SEGUNDA ETAPA – INTERTEXTUALIDADE E EFEITOS DE HUMOR

Objetivos:
• Propor reflexões, em duplas produtivas, sobre os gêneros em estudo e
verificar o desenvolvimento da aprendizagem, em relação:
– Ao conhecimento da linguagem e dos recursos expressivos que a constituem;
– Às relações intertextuais;
– À produção dos sentidos explícitos e implícitos;
– Aos efeitos de humor.

Professor, oriente a atividade em duplas produtivas. Observe se os alunos


compartilham, nas duplas, a leitura e a construção das respostas. Se necessário,
intervenha para que realizem juntos a atividade e para que sempre voltem ao texto
para localizar respostas. Depois de concluída esta etapa, socialize oralmente as
respostas de cada questão e construa na lousa, coletivamente, a melhor versão.
Oriente os alunos para que verifiquem a proximidade entre uma resposta e outra,
para evitar que apaguem e copiem uma resposta única. Assim, poderão
desenvolver maior autonomia de leitura e compreensão. Só devem reformular a
resposta em caso de erro.
Atividade I – Leitura compartilhada/colaborativa - Compreensão de
texto em duplas

A RAPOSA E AS UVAS

De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula


de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do
parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de
tudo, à altura de um salto, cachos de uva maravilhosos, uvas grandes,
tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um
palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu
mais o corpo, deu tudo o que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e
redondas. Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: “Ah, também não tem
importância. Estão muito verdes”. E foi descendo, com cuidado, quando viu à
sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em
que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o terreno
era irregular, e havia o risco de despencar, esticou a pata e… conseguiu! Com
avidez, colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas
estavam muito verdes! Moral: a frustração é uma forma de julgamento como
qualquer outra. (Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica,
1991. p. 118.)
Depois de lerem a fábula “A raposa e as uvas”, de Esopo e na versão
escrita por Millôr Fernandes, respondam no caderno às questões a seguir.

1. Como vimos anteriormente, fábula é uma narrativa curta, em que as


personagens geralmente são animais.
a) Na fábula de Esopo, a raposa, com fome, vê “lindos cachos de uva”.
Se os cachos eram lindos, por que, então, a raposa diz que as uvas
estavam verdes?
(Porque a raposa não conseguiu alcançar as uvas.)

b) A raposa, não alcançando as uvas, vai embora. Que fato posterior a


esse comprova que a raposa mentia ao dizer que as uvas estavam
verdes e estragadas?
(O fato de se voltar rapidamente para trás, pensando que uma uva
tivesse caído.)
2. As fábulas sempre terminam com uma moral da história, isto é,
com um ensinamento.
a) Identifiquem na versão de Esopo o parágrafo que contém a moral
da fábula. Grifem no texto e transcrevam a resposta.
(A moral está no último parágrafo do texto: “Também é assim com
as pessoas: quando não podem ter o que desejam, fingem que não
o desejam.”

b) Qual das frases abaixo traduz a ideia principal da fábula de


Esopo?
(A) A mentira tem pernas curtas.
(B) Quem não tem o que deseja, sente inveja dos outros.
(C) Quem não consegue o que quer, despreza o que deseja. X
3. Comparem a versão de Millôr Fernandes à de Esopo.
a) Até certo ponto da história, as duas fábulas são praticamente
iguais. A partir de que trecho a versão de Millôr fica diferente da
versão de Esopo?
(No momento em que a raposa sobe em uma pedra para alcançar
as uvas.)

b) Qual é o fato da versão de Millôr que altera completamente a


história? Destaquem no texto e depois escreva sua resposta.
Na versão de Millôr, a raposa encontra uma pedra, empurra-a para
perto das uvas e consegue apanhar um cacho.

“E foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra
enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que
estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o
terreno era irregular, e havia o risco de despencar, esticou a pata
e… conseguiu! Com avidez, colocou na boca quase o cacho inteiro. ”
4. Na versão da fábula de Millôr, como o narrador conta a história – em 1ª
ou em 3ª pessoa? Destaquem no texto recursos linguísticos que
comprovem sua resposta. Depois, transcrevam alguns deles em sua
resposta.
Exemplo: “De repente a raposa (= ela), esfomeada e gulosa, fome de
quatro dias e gula de todos os tempos, saiu (= a raposa/ela saiu) do areal
do deserto e caiu (= a raposa/ela caiu) na sombra deliciosa do parreiral
que descia por um precipício a perder de vista.”

5. Na versão da fábula de Millôr, há apenas uma situação de discurso direto.


Destaquem no texto e transcrevam em sua resposta.
O discurso direto está no trecho a seguir e vem marcado por aspas.
Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: “Ah, também não tem
importância. Estão muito verdes”.
6) Uma das qualidades de um BOM TEXTO é a clareza das ideias. Para que isso ocorra, muitas vezes
é necessário substituir palavras repetidas, cuidar da pontuação, melhorar o vocabulário etc.
Verifiquem as possibilidades para melhorar a escrita dos trechos a seguir. Reescrevam cada
trecho e apresentem para a classe o procedimento que utilizaram.

a) A raposa viu as uvas, a raposa se pôs a dar pulos para alcançar as uvas.
A raposa viu as uvas e se pôs a dar pulos para alcançá-las.
Assim que a raposa viu as uvas, pôs-se a dar pulos para alcançá-las.
A raposa viu as uvas e imediatamente pôs-se a dar pulos para alcançá-las.

b) As uvas estão verdes, prefiro não comer uvas verdes.


As uvas estão verdes; prefiro não comê-las.

c) Esopo escreveu muitas fábulas, as fábulas deixaram Esopo famoso.


Esopo escreveu muitas fábulas que o deixaram famoso.
Esopo escreveu muitas fábulas. A maioria dessas fábulas o deixaram famoso.

d) Uma raposa faminta, ao ver cachos de uva suspensos em uma parreira, quis pegar os cachos de uva,
mas não conseguiu.
Uma raposa faminta, ao ver cachos de uvas suspensos em uma parreira, quis pegá-los, mas não
conseguiu.

Professor, atente para o fato de que em muitas situações utilizamos os PRONOMES para
substituir nomes (substantivos). Essa estratégia é utilizada na construção da coesão por retomada
e da coerência do texto.
Atividade II - Agora, leia a história em quadrinhos a seguir e responda às
questões propostas.
1) A personagem Cebolinha encontra uma
parreira carregada de uvas. No primeiro
quadrinho, a expressão de Cebolinha mostra
que ele está:
A) aborrecido;
B) tristonho;
C) entusiasmado; x
D) surpreso.
2) No segundo, terceiro e quarto quadrinhos,
Cebolinha se esforça para apanhar as uvas. As
onomatopeias “Puf! Puf!” e a expressão da
personagem revelam que ela está:
A) correndo;
B) xingando;
C) dançando;
D) pulando . x
3) No quinto e sexto quadrinhos, entendemos
que Cebolinha:
A) não conseguiu pegar as uvas;
B) pegou as uvas, mas elas estavam amassadas;
C) pegou as uvas, mas elas estavam verdes;
D) pegou as uvas, mas elas estavam muito
maduras. x
4) O efeito de humor da história em quadrinhos
está
A) no esforço de Cebolinha para alcançar as
uvas;
B) na satisfação de Cebolinha ao ver as uvas;
C) no fato de que as uvas estavam maduras
demais; x
D) na chegada e na pergunta de Cascão ao
amigo.
5) A história de Cebolinha e as uvas possibilita
recuperar uma fábula bem conhecida:
A) “O leão e o ratinho”;
B) “A tartaruga e a lebre”;
C) “O corvo e a raposa”;
D) “A raposa e as uvas” . x
TERCEIRA ETAPA – DA LEITURA PARA A ESCRITA (RETEXTUALIZAÇÃO)

Atividade 1 (individual ou em duplas produtivas) – Você já conhece o


gênero “história em quadrinhos”. Lembra-se que a HQ do Cebolinha traz
poucos recursos verbais (palavras)? Sua tarefa é preencher os balões,
atentando para a finalidade de cada um deles – falo, pensamento etc.
Você pode, também, incluir onomatopeias, se julgar necessário.

Professor, nesta atividade, além da proposta de sistematização da


linguagem do gênero, espera-se que o aluno esteja atento ao sentido do
texto, coerentemente com as imagens e o cenário.
Se preferir, proponha a atividade em dupla produtivas, mas garanta que
todos os alunos escrevam. Para a revisão, sugiro a troca nas duplas. Cada
dupla deixa um “bilhete orientador” com sugestões para melhorar o texto
avaliado. Depois, corrija coletivamente para esclarecer dúvidas ainda
existentes.
Atividade 2 – Para fechar esta etapa, vamos retextualizar. O
que significa isso? Você estudou dois gêneros nesta sequência
didática – a fábula e a história em quadrinhos. Agora,
individualmente, você vai transformar em fábula a história em
quadrinhos do Cebolinha. Isso é retextualizar.
Como deve ser escrita uma fábula? Volte ao início das
atividades de leitura para relembrar e planejar o seu texto.
Para ajudar, preencha a tabela a seguir.
História em quadrinhos Fábula
Personagem: Cebolinha Personagem?
Narrador: não há explicitamente. Narrador – 1ª ou 3ª pessoa?

Representação das falas: em Representação das falas?


balões.
Fato: Cebolinhas vê uvas em uma Fato?
parreira e tenta pegá-las.
Conflito: dificuldades para Conflito?
alcançar as uvas. Cebolinha pula.

Desfecho: Cebolinha alcança as Desfecho?


uvas e descobre que estão muito
maduras.
Moral: não há. Moral?
Atividade 3 – Revisão de texto

Professor, esteja atento às possibilidades de revisão:


• Selecione um texto para revisão coletiva, com objetivos bem
definidos.
• Posteriormente, a revisão pode ser feita com trocas entre
alunos. Combine com as crianças para que:
– Leiam com cuidado o texto do colega;
– Não rasurem o texto do colega;
– Não teçam críticas negativas ao texto do colega;
– Deixem um bilhete ao colega, com sugestões para melhorar o texto,
nos seguintes aspectos: paragrafação, pontuação do discurso direto e
do discurso indireto, foco narrativo, ortografia;
– Reescrevam a versão final do texto, com adequações sugeridas por
você e pelos colegas.