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icos Es (rafcgicos <lc MuUo (~rosso ao Amazonas H . 5 f'"lniwxo ETHNOGRAPHIA pelo coronel Caódldo
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Caódldo Mariano da SIiva Rontlon

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Mariano da SIiva Rontlon Chefe d a Comm••••o I PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA, 74

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Mariano da SIiva Rontlon Chefe d a Comm••••o I PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA, 74
Mariano da SIiva Rontlon Chefe d a Comm••••o I PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA, 74

PAPELARIA LUIZ MACEDO

RUA DA QUITANDA, 74

RIO DE JANEIRO

RECEBIDO em

IUSIU Df lOOlOGII • USP

01au o 1E,~ A

I PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA, 74 RIO DE JANEIRO RECEBIDO em IUSIU Df lOOlOGII
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Linhas Tclegraphicfts Esfrafegicas

de MaUo Grosso ao Amazonas

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Tclegraphicfts Esfrafegicas de MaUo Grosso ao Amazonas H . 5 Rnn~xo ETHNOGRAPHIA IUSfO Df ZOOIOGll •
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Esfrafegicas de MaUo Grosso ao Amazonas H . 5 Rnn~xo ETHNOGRAPHIA IUSfO Df ZOOIOGll • U,

ETHNOGRAPHIA

IUSfO Df ZOOIOGll • U, BI B LIO J EC & RECEBIOO em
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RECEBIOO em

pelo coronel

Candido Mariano da Silva Rondon

Chefe

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comm lssão

coronel Candido Mariano da Silva Rondon Chefe da comm lssão PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA,
coronel Candido Mariano da Silva Rondon Chefe da comm lssão PAPELARIA LUIZ MACEDO RUA DA QUITANDA,

PAPELARIA LUIZ MACEDO

RUA DA QUITANDA, 74

RIO DE JANEIRO

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("' INDIOS rAR[CIS Biblioteca Digital Curt Nimuendajú http://www.etnolinguistica.org
("' INDIOS rAR[CIS Biblioteca Digital Curt Nimuendajú http://www.etnolinguistica.org

INDIOS rAR[CIS

Biblioteca Digital Curt Nimuendajú http://www.etnolinguistica.org

("' INDIOS rAR[CIS Biblioteca Digital Curt Nimuendajú http://www.etnolinguistica.org

lndlos Pareeis

Noticia Histo,-ira-As r,ri111eiras informaçües

sobre •>s Pareeis são devidas

a Antonio Pires de C::i.mpos que na sua 1d3reve notit:ia> (Revista do [n5ti-

tuto, tomo XXV, Rio de Janeiro, -I 862)-rlescrevt> o «Reino Jos Pareeis,,

como existia em q23. Eram os indios muito numerozosnaquella epoca; em um dia de marcha passavam-se 10 e 12 aldeias, cada uma contendo 10

a 30 cazas, «redondas, de feitio ele um forno»,

«em admi-

ravel ordem plantados.• Caçavam veados, emas, e muitos outros animaes. Diz Pires de Campos que não eram guerreiros; 11zavam para a defeza arcos, flechas, lanças e «espadas,, (1) de madeira rija. Tambem diz elle que numa casa (2) collocaYam seus muitos ídolos, cuja vista era vedada

ás mulheres As suas estradas eram «mui direitas e largas., conservadas perfeita-

mente limpas. Louva ainda elle a belleza, a agilidade das mulheres que diz tão habi- lidozas que nada se lhes mostrava que não «imitassem com a melhor perfei- ção.» Perfeitos conhecedores da arte de tingir as pennas e do trabalho da pedra <<como jaspe em forma de cruz de Malta», Pires ·de Campos diz

ainda que a língua dos Pareeis era «boa de percebeu; faz notar

que além da liagua commum. cada grupo ainda possuia a sua. Ao lado dos Pareeis o chronista descreveu os ·~lahibareZ>- dos mesmos cos- tumes e uzos. e "m 4uantiuade tão grande «que se não podiam numerar.• Só algumas palavras differiam nas duas linguas Pareci e Mahibare. Os Mahibarez, diz •J capitão, uzavam as orelhas perfuradas.

,eguras

muito altas.

Cultivavam mandioca, milho,

feijão, batatas. ananazes;

da 1. • expedição ao Xi ngu, mui pouca coiza viu dos Pareeis. Em 1887.S8,

na 2~ expedição ao Xingú, conseguiu algumas notas mais sobre essesÍll-

den

Bossi em

186 2 colheu algumas informações sobre esses indios,que pu-

blicou no seu «Viage Pinttoresco>. Von <len Steinen em 1884, poroccuião

Ellas se acham no seu livro «Unter

considerou

os

Naturvõlken

Pareeis a

Zentral

Br,aili
Br,aili

publicado em 1888.

K. von den Steinen

em

nação mais central do

nente Sul Americano e p.)r i&so julgava de grande interesse examinai-os

porque elles iam

julgava de grande interesse examinai-os porque elles iam via de extincção. Infelizmente porêm. todos • (1)

via de extincção. Infelizmente porêm. todos •

(1) Ainda usam como ornato nos dias de festa.

(2) Essacasa é denominada:

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-6-

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de

colhid<''! pC'lll

cth11ologo nlon!lo nr10

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J

Púr ,llii St' vc r.omo foi reduzido o s1~u campo de ob.scrvaçfw. A11si111 as nota-; qu<'

foram ohtidas agora d1•pois ,,uc todo o «Reino

Linha Tcl,~graphic.i pcrmittcm

,lns

Pari•cis• foi atrav<.''lSl~clo pela

um conhl'cimento mais profundo dessa trihu ·

conta-ac :,

determinação da região ele origem <los Pareeis, cujos antepassados vi veriilll

«perto da grande agua>. Acreditando nessa tradição, o

Amcrica Jo Sul

Entre os ua1los mais importantes

que

von

4uc

den Slcinen

clle

julgava

o

apurou,

ma.is

povo

central

<la

teria vindo do Ama1onas, fixar-se no planalto de l\fatlo Grosso.

Divizão <la tribu dos Pareeis-Em Setembro de 1907 1 verifiquei que a grandl'

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tribu <los Pareeis era dividida em 3 rdmos, denominados respectivamente :

1º.-Uaimarés-,que se diziam filhos de Zakálo e de Zalúie.

2°.-Kaxinitis-,filhos de Záo-lorê. 3°.-Kozárinis-,filhos de Kamásso, o grande.

Em 1908 reconheci que do mesmo tronco Pareci, ainda existia um grupo

denominado-Iránxes-pelos outros . (r) Estes ainda se conservam arr@dios dos

em coma1ercio com

elles. Os primeiros que se relacionáram com a expedição foram indios de um grupo dos Kaxinitís, cujo chefe é Lokui-erê, tambem chamado Lokuiussú e

civilizados. emquanto que os 3 outros ha muito tempo vivem

Uarúdaká ou ainda João Henrique.

Este grupo é formado pelo~ seguintes indios, além do chefe citado:

João Vaz

Zavadáissú--(Foi o guia da Expedição Rondon)

T heodoro

Kainúdaissú

Rosa

Kalaiuerussú-(Mulher de Zav.idáissú)

Leocadio

Zalain-issú

M.aria

U aiamarussirí

Vieram ao acampamento do Uazüliatiá-suê-(Cabecu ·a do Kagado).

O 20 • grupo veio á cabeceira do Kosuí-(Kosuí-suê)-(Jacutinga), era che-

Esse lugar

fiado por Zôzôôarirí, (2) tambem chamado Fanché, filho de Lokuierê.

Cau iri (]) -

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Em Ago,to de 1911 eh

U'1riter •

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Pareeis.

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antes .aos J~1 no~s.l carte-nova.>

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Lalá

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(MullH•r de 7.1j zt,oarirl) (Utiaritl)

Jo,14uim

Taré-Kolorê

Miguel <lc Souza

Zolui-uss ú

Joaquim

Marikoazá

Jm;ino

Lalákizorê

Henrique

Zoluimcná

.Maria Kamo!l

Zukizalô

lJ. Anna

Kcmahí-rohitt

Beatriz

Tiolá.- -Tiholô

Francisca

Zari-Zakalú

Arací

Zolulussú

Maria Kakálo

(Não era Kax'lnití; ahi estava r~fugiadci por ter hrigado

Maria Thereza Manoel Rodrigues

com seus companheiros do grupo-Kozárini do alc.leia - mento de cima). Kalá-issulú -(Filha da precedente). Matukuiê

Este grupo habita nas margensdo Kozui-inazá-(Ribeirão Kozuí).

O 3? grupo, ainda pertencente ao ramo Kaxinití, que foi tambem ao acampamento do Kosuí, habita o Anhanazá, ou Rio Agua Verde, ponto extremo da Exploração de Badariotti, que o denominou Rio Verde. Na occasião era este grupo chefiado por Manoel Benedicto, que não quiz dar o seu nome indígena, como acontece algumas vezes, preferindo aquelle nome portuguez,

julgando o mais

honrozo.

O chefe cffectivo deste grupo

Zutiacurê,

é João Ferreira, Zamai-

chefiada por seu irmão Annibal-

zamarê, que estava então na aldêia Zomazurê . O 3? grupo consta de:

Manuel Benedicto Luiza Egydio Julieta Zunuialô-(Não tem nome portugw,z). Manuel Bibiano da Silva João da Ponte Manoelsinho Alauá Antonio Venancio Uakomonê

Francisco

Zoluizaê-(E' um Uaimaré, filho <lo 2~ guia da Expedição

Agostinho Benjamin João de Campos Herculano

U azákuririgaçü). Zalaiarê Onezaiarê Zalakiê

Floriano

:v\arina

Deodoro

Atfon!-.o

Kalô

Joào Francisco

Maria

Carolina

Thereza

Anna ,\laria

Maria Justina

Anna

Paulo

-

ti

-

Kenoizalô

Zazokuiê

Uarêzôkômeuarê

(i'lulber)

Oneaní

Anazakalô

Katoneteo

Iazalô

Zozomalô

Enozokuirô

.•'

-.,.

·.-

O 4º Grupo encontrado pela Expedição, constituido por indios Pareeis do

Ramo Uaimaré, habita a Cabeceira Zutiakurêinazá. nas Aguas do Sepotuba, tambem conhecida pelo nome de Buracão. O cacique Zomazurê é o seu chefe.

Os outros indivíduos são :

Maria Cetina Joze ~laria Jacy Jozé Leandro .Manoel Benedicto Pedro Bem-te-vi Joaquim .Militão Aquillino

João Jozé

Luiz Brandão

\laria Ju:stina

Augu'>to

Emilia

Maria Benedicta

João

Maria Cecilia

Benedicta

Zomaizoêrô

Zenolô

Ianazorê

Kalumarê

,\iorêzoê

Tiamazarê

Zauariçú

Teiri-zalá

Kamairabarê

.Matiuazái

"lololô

Zaruzukuiê

Zuúzamulú

Zakôe

Zuizalú

Enuzoiolô

pequeno de 6 mezes lazakanorôzô Iazoneruçú

<: mais 12 homens,

ringaes.

7 mulheres,

9 t.:reanças

h

que se ac avam cm trabalho, no!! se-

. 5~ Grupo-1\~alo_ca_ do

Sacuriú-ina-suê:

Os 1nd1os que ah, existiam eram Uimare"c ., e K

nas cartas, com o a1xin1tis. ·

·

·

·

Cacique Jozê Laurindo

João-.Malate Matbias-Maissanú

Uirarê

nome Xacuruina.

~-

 

-9-

Jolh)

Pinto

Natnon suratiá

Luiz

Kazuriê

Jorw Baptista

Socorl'i

Or. Esperidiao

Kuirikuá

Antonio

lankuê

Thomé

Tanika (mutlo)

Ignacio

Kazuerê

D. Maria

Abalô

Paula

Uairú

Maria Luiza

Kazulá

Rita

Kulumá

Maria

Atiú-éussú

l,lanuel

Mairiê

Jacinthinho

Zaluíkassú

e mais 5 homens e 5 mulheres :

6? grupo. Estes indios foram achados numa das cabeceiras do rio Júba, Koterekô-iná, affluente da margem direita do Sepotúba. Sua aldeia deno- minada Makuá-tiakerê, (Curupira), é situadada á margem esquerda do rio

Verde, junto a sua cabeceira. São estes indios chamados Kabixis, pelos Uaimarés

e Kaxinitís; mas denominam-se, a si mesmos : Kozárinis.

Chefe -(Amúri e

1909.

(1)

Utiarití)

Mathias -

Tolôírí. (Guia da Expedição

1908-

Manézinho

Chiquinho

Antonio

Nicolau

Maria Luiza

.M.agdalena

Pedro

Luiz Cintra

Zalukiuarüçü Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)

Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)
Zomaizarê (Perna cortada) Ximoré Xinoêcêré Anazakaluçü Imazalôkaçü menino de 5 mezes Zuuzuki-Uazarê (Comico)

.M.ariquinha da Ponta Uakuámaralú

Julinha

Zakuzalú

Mariquinha

Zokuiáluçú

André

Xalínarúçú

Antonio Maciel

Zoêzaiarê (Comico)

João Pinto

Xiníurêgaçú

João

Grande

Zoluimarê (Cacique, irmão de Tôlôirí,chefia um grupo situado na cabeceira-Imatiacê-aldeia denominada- Uamolonê-(caxoeira) aguasdo rio Júba ou Mauê-

razá).

(l)Ptlle,eu viuimd Je uma pneumonia d11pla em Junho de 1909 no deatacamento de J11r11e1u,

rio Júba ou Mauê- razá). (l)Ptlle,eu viuimd Je uma pneumonia d11pla em Junho de 1909 no

-

10

-

1 \larccliriu

Oolinha

D. Eli!!i.a

Joanna

Maria-Cruzinha

Emilia

Joaninha

Ro,;a

João Ferreira

Zulwízalía

Kainhú-luin-halí1

Uarnulúialú

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)s lll ais ou 111e11os) Zámozuri\Lal(,

.

Tihon -1 a ial ô. Zocuim,tluçú

Zoluizaluçú Makuírio Tohêroá, (Filho tlc Uazácuririgaçú' acompanhou ~cu

pai, cm 1907, na Expedição.)

7 ° Grupo. Formado por índios

Uaimaré:;

e Kozárinis. Foi

encontra<lo no

Pa!lso tio Rio Verde, caminho de seringueiros: habita a cabeceira Mazarê-suê.

Amúri Uazácuririgaçú Jezuino

João Carlos

Pedro 2 Marçal Benedicto Pedroza

Kalomaiarê

Zuzumari

Zamikô Zôkaiê Komuizaluçú Kauáizalocê lmulher do .Major Liba.nio, Koluizorocê) Zozokiuazarê

D

Mariquinha

João E mais 2 mulheres velhas.

s.• grupo-Aldeia em Timalatiá ou Rio Sacre.

Tianá-iná-suê,

(cabeceira

do

Tianá), affl.uente

do

Amúri-Dr. Riváni-Kamaizorê (pai do Major Libanio). Amuri (em 2~) Major Libanio-Koluizorocê

Garcia-Zomazarê

Zonazalocê

(com 2 filhos pequenos ainda sem nome) (filha do Major Libanio) lakornuê

Bibiano

Totó Bonifacio

Kaloê tarnbem amúri de um outro reunido) filho de Kaloê Enômazorê

filho

Zuzui-zôlô,

Chiquinho

Arezorê

Uluizukuiê

Caetano Dias

Miguel

Antonio

João de Albuquerque-Korúzorê Ianazumaré

Antonio Ventura

Zumui

do precedente

filho de lakomoê) Zamorê

Zoluimairi

Canjiúva-Zolamái

sua filha

Zarimi

sua filha.

grupo

aqui

.,

 

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Tgnnrlo

Kon11inrfl

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Z,d IIkn mnizí'Hl•

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Joí\o PPd ro

Zol,it1H1znrt'•

O lol-11111zôrcc{I

filho dC' Antonio Vr,111111 n

,\\nthins

Alua

F\laristo

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B<'ncdicto

Ti111(1e

Abre li no

Koimí'1rê

Manuc•l l{odriguez Kuru1.aiú

Joaquim ParC'ci

Zola111aiê

(acompanhou u J<,,:pcdição c-m 1909).

Maria

Tuitumazalô

Bencdicto

Zozuimazalô

Emília

Kamaizakaíalô

Brazilina

Kamulú

Maria Rita

Enozalairú

Emilia

Zoialô

Maria

Tihonlôcirí

Constança

Kazôialô

Hohoialô

sua filha

Anazakaialô

Maria Clara lhãezô e Olui l'\faroca

Kamazôkanalô filhas de Kama~ôkana.lô

Anna Maria

Koalô

Thereza

Zanozôkôlô

Maria Luiza

Enazalô

Marcolína

Tahin-aná

Joanna

Kamôzirú

Sílvana

Aia.Iô

Oazuri-arê

seu filho

Anna

Zauô-Katalô

Mariquínha

Kamáikanalô

Kamáio

filho pequeno de Takomoê.

Além destes índios; tive noticia de malocas na cabeceira uo Cabaçal, cujo amúri é-Zomaikaê-; na cabeceira do Jaurú, chefiada por Zakanari-; na cabe-

ceira do Guaporé, dirigida pelo amúri Iuázorê. Na aldeia de Zomaikaê acha-se o irmflo <le .'1athias Toloiri, chamado Zaôlo- Uáikia. E' filho de uma Kozárini que foi presa pelos ::-:hambiquáras e retomada pelos Pareeis. Vciu gravida de um dos raptores, e deu á luz dahi a mezes este índio. Elle e~teve em 190g na Expedição, juntamente com .,ia.thias; voltou do Juruena, quando seu irmão morreu. Geralmente os Kaxinitís e Uaimarés que habitam c1s aguas do Arinoa e Sacuriú-iná, e os rios Tahúruiná, Tirnalátiá, e Sauêruiná, appelidam os Kozá-

habitam c1s aguas do Arinoa e Sacuriú-iná, e os rios Tahúruiná, Tirnalátiá, e Sauêruiná, appelidam os

-

12

-

tio Júlia, do Cabaçal , do Jaur(t, do

. te- ''abiils- nott1c <1uc os habitantes ela wlaclc de 1\1allo·

·

d

1-' ·

.,10

,

Vrr le

.

e

,

rinis que vivem n1ts ca becctras

,

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n

o

.

Jurucna e I 1 o unapnrc, 1

Grosso dão aos indios que at,1ca m os haLllantcs desta zona.

o

amúri

Tôlôirí-(Mathias)

- nos esclareceu a rcspP-ito ria confusão

que ahi

reina sobre O

valor tlessa denominação . Aftirmou-nos Tôlôirí quP a s11a

gente é

Kozarini, erra1lamente chadad,1-- Kabixi; quf' o nome Kabixi era antiganH'nti: ·

dado pela população ue Villa-Bella aos indios

Uáíkoakôrê-, e que a gente de Diamantino e Cácerr.s r;han1;1.m-Nhambiquáras.

Este povo habita o valle do Juruena desde suas cabeceiras até sua confluencia com o Arinos, distribuindo-se ainda pelas cabeceiras dos rios Sararé e Galéra, afRu - entes do Gnaporé. Os Nhambiquáras se dividem em 2 grupos, segundo informam

que

os

Parecii:;

denominam dc-

os Pareeis:

1?-Uáikoakôrê

2?-0uíhaniêrê

O 2?, mais guerreiro que o 1~. é mais escuro e habita do Juruena para Cama-

raré. As informações que obtive na cidade de .\latto-Grosso dizem que os Cabixis

são irreconciliaveis inimigos dos Pareeis,

ficar aos Nhambiquáras. Por outro lado os artefac,os, armas etc. dos Kabixis de

Matto-Grosso são identicos aos dos Nhambiquáras do Juruena. O appellido- Kabixi-é, no conceito de todos os Part-'cis. deprimente. Os 4 grupos Pareeis se chamam, a si proprios, englobadamcnte,-Arití-nome que se encontra em seus cantos e nas denominações de seus chefes cspirituaes ou temporaes; por ex. :

o que ainda concorre

para os

identi-

~

, - .

"

'

,s p

para os identi- • ~ , - . " -· ' ,s p Padre, medico Utí-ariti-(ou
para os identi- • ~ , - . " -· ' ,s p Padre, medico Utí-ariti-(ou

Padre, medico

Utí-ariti-(ou Ut'arití).

Chefe Pareci

Ariti amúri.

Lingua pareci

Ariti-Nirauênê

1910-chegaram a

Lingua pareci Ariti-Nirauênê 1910-chegaram a appareceram Papa- gaio, onde deixarain flexas e outros

appareceram

Papa-

gaio, onde deixarain flexas e outros presentes. Pelas informações dos Kozarinis

a I~ vez na estação telegraphica de Utiarití, a

Os Tránxes só agora-julho df•

fala

(r);

margem esquerda do Rio

e \.'aimarés falam língua pareci modificada, tazem casa como elles e uiam rêdes.

Dizem os

Gro_sso. Talvez

roce)-me communicou qu

Kozarinis

que

os Iránxes

e

ira ·

l

tem

ramo proximo

I

a cidade

,le

.,fa.tto-

sejam os

Uáriterê. Recentemente o Major Libanio-(Koloizõ. ·

ranxes para levar-lhes a noticia · · das Republica.

er com os

boas disposições <io Governo da

Para terminar o estudo da rlivisão da Rrnnde tríbu dos Pareeis convt-'m dizer

grupos seus par~ntes, que não sabem dizer

Durante a expedição de

9 9 o . \aJor L1banio esperava encontrai-os. Ac·.rcsc<'_ nt.a t> .,\ajor que os Oazant

que os Uaimarés ain,la falam

para onde foram:

em

uma. .

,

e O grupo Oazane. .

-

'>

0

grupo s

1

· ª

.

1

0

(1) Verifi<1ue1 que "ª" ,e lr n,

gr

de lr,inx•·•

 

~"

o

l

:

'

m

.

1'1bamb1qu•u1 ou UaikoakQrA,

'

m, 11,íormaram, e s,n, ,\e uma lrihu

! con, som

upo con l.ec1do pe1tJ ltl)tne;

1{,,kot-1tena.r'4. (o

,

Ja granJc n~,·;lo Je I ho.panhol)·

-

13

-

eram

filhos

dt! Kamatkôré

e os .Salum:\

seu'i

netos.

Amhol'I viviam un margem

usquercla tio

J11nt1•na.

Os

011:r,a11é faziam

1·ano.1s

1la

t

1i;r.t

do

J,1tnh'1, corniaw

peix1·s

pêllo:

e

alg11m,1M

avns--(mutum,

jacú,

inhainuú)-P

n,10

comi

im

Salumú comi:1 ludo, como U,1i111aré.

«bl!,;ho

de

Dt"shib11i(1it 1 gc.ograp/11rn- ·ÜS Parc1·is habitam o planai to denominado Pnrecis

-de!-1dr 0 l{iu Arinos calwceiras do P,1raguay, na latitu1le Sul de -14? ;o' e

longnudc de 13~ 16' Oeste-Rio Janeiro, até ,is cabPceirac; Jo li-uaporé e rio Ju-

rucma, 11:1 ldtitu<ll' q" 1• long-itu,l,• 15º 58 ü. do Rio t.le ]i:itieiru.

O 1~ grupo dos Pareeis Kaxinitb-se espalha pelo vallc do Rio Sumidoum

affluentc dn Arinos, e cnbecr·iras do Sepotuba e do ~acuriú-iná, ~ub contribuiute

mais oriental Juruena, entrP os parallelos 14~ 5' e q~ 15' e os meridianos ele 13? 46

14? ,o' ao Oeste do Rio de Janeiro.

Tahúruiná ou Rio

Verde, T1malatiá ou Sacre, entn· O'> parallelo-; de q? 5' e q? 15' e meridianos

de

O

2?

grupo

19'

dos

ao

Pareci-;. Uaimarés-se

Oeste do Rio de Janeiro.

espalha

pelo

15"

9' e 15º

O 3º grupo dos Pci recis.Kazárinis-habíta o diYisor das aguas <lo Rio Júba,

do rio Cabaçal, do Jaurú, do Guaporé, dos Rios Verde ou Tahüruiná, Papa- g-a1;aio ou Sauêruiná, Burity ou Zolaháruiná e Juruena ou Auáuiná, entre os

parallelos de q? e q 30' de lat. Sul e meridianos ao Oeste do Rio 15? 9 1 e 15? 58',

cima; assim como

a da região dos Uaimarés: Katiàre-etimaniêrê-em baixo.

donde vem a denominação do seu habitat. : Enêmaniêrê-em

O 4? grupo dos Parecis-Iránxes-vive no valle no Rio Cravari ou Curuçü-iná

tributario da direita do Timalátiá, no valle do Sauêruiná ou Papagaio, e Zolahá- ruiná ou Burity, na p<1rte baixa d.estes rios, entre parallelos de 13? e 13? 30' Sul

P meridianos 14? +ó· e t5?

1 ao Oeste do Rio de Janeiro.

Dados antltropo!ogir.os-Os 1Dais puros repr~sentantes Pareeis são os Koza · rinis do Juruena, Guaporé e Cabaçal. porque se acham aind,t livres do cruzamento 1ue já tem attingido os Uaimarés e Kaxinitís, vizinhos dos seringueiros. São todos amarello-avermelha los. mas os Kozarinis são mais escuros, bronzeados.

Te.n olho.~ pardos, escuros, e são de estatura inediana.

typos dP altura hem acima da mediana e

entre os

dellas. O ,:abello é cr)rrido, cn:no de regra n:i população iuuigena do Brazil e é

uzado longo só pelos Kõzárinis; os outros uzam-no C<JrtaJ0. Os Kozárinis fazel"l

o mesmo quando vem até ,is povoações civilisadas. Tive ocazião de ver um delles

de cabellos anellado,;, naturalmente dP.scendente de algum negro dos que eram outr'ora empregados nas minas de ouro de ,\lato Grosso. Pellos da barba, do pubis f' das anxilla são arrancados em geral; hoj~ m11itos procuram imitar os brancos qnt· conh1·ccm e por is,.,, os conservam. fêm a fenda papebral obliqua,

0 nariz direito, e os malares salientes. Os pés e as mãos, especialmente nas mu-

Kaxinitís vi mulheres d(' apparencia mais robusta que o geral

'

Entre

os Kozárini-; pu1le oh

;er11ar

-14-

lh<'rf's, sfln notavcís p<'la gracilidade de su,1s

proporo"'-s; os 1kdos

da!! m:ios slío

cm geral fuziformc~.

If fnct11 gPrnl eutn• ,,s Pareeis, ao qual youcos individu1Js fa1,ctt1 excepç~o, a

carie mui prt>cocc dos 2 incisivos mc<li.inns ,upcriores,<1ucr na 1~ quer na/~ rlentiç:10.

A pubcrda1lt• vc111 cê1io. A.; mu\hcn•s Pareeis são prolifka:-1 1J cntrn elles até

1, 1 01) n,,.J ouvi falar e,n prati,,a:; abortivas.

hcm nl\o verifiquei u,na 1\cfoiLUosa. Apeuas ,:ncontci um cazo de ele surdi-mudtz

As n,~anças andam e falam cedo tam-

A cegueira

e rar<'

e,

Í",:;o

mesmo,

acd<leulal.

Nenhum

cazo

de

dclirio ou de

nenoza, sensorial ou motora, foi visto. Em to<las as aldeias

cucotrci velhas ~veli10s, que são rc:speitados iwmcnsamente. A molestia mais commum é o-· paludismo - que os não poupa. Não vi nenhum beribcrico. Como co:--tumc dia rio uzam o banho frio de que muito gostam. Costumam, antes

qualquer pi:rturba

;ão

de se mettere,u n'agua, chafurdarem-se oo brejo.

os

seguintes daJo.,, registrados pelo Dr. Murillo de Campos, que me acompanhou

nessa excursti.'J.

Voltando,

em

1gII

aos

aldeiamentos

dos

Uaimar.!s

consegui

mais

Dados Mlhropomelricos dos Pareeis

Indios

de

estatura

médias as seguintes :

relativamente

Homem (major Libanio)

reduzida

apresentam

como

dimensões

1)

Altura

Grande abertura

Circumferencia

~~~;~~i~~·. · ·. · · · · · · · · · · ·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

Da ponta do externo á base.d~-~;~.· ~;~~~i~·e·.·.·.::::

Da base do app. xyphoide ao umbigo

1m.

63 cents.

xm.

72

o,94

,.

>

18 cents.

21

»

Do umbigo

á symphise

 

.

.

I7

,.

 

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

Circumferencia abdominal. Peso

 

83

,.

 

·

·

·

·

·

·

··

 

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

 

'

+60

ki:0s

2 )

Da glabella ao inion (A. P.) Ri-auricular (T.)

 

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

3~ cents.

   

.

• .

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

36

»

 

:ircumferencia da base do era Oo mento ao inion

neo.

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

• .

 

.

.

.

.

.

54

,.

l>o

mento a glabel{;.·

 

·

·

·

·

·

·

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·

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·

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·

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·

22

))

Ui-malar.

·

·

·

·

·

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·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

12

,.

Fl·nda

bu~~~l····· ········

 

··· ·· · ····•·· ···· ·· ·

13,5

1'e,1da

ocular

·.··

·

· "

 

· · ·

5

>

E~p,•ço

At gulo facial .

inter-o~~{;r·.·.· · · · · · · · · · · · · ·

·

·

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·

2,5

4

,.

E1 tas medidas for~~·:

 

·~··

 

·

·

 

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

·

± 76~

. oma as estando o indio com cabeleira curta.

 

-

l~

-

 

1,\ulhcr (Ursula)

 

1)

Altura

,

 

.

Grande auertura, ,

.

 

Circumfnencia

thoradca

.

.

.

.

Circumfercncia

,

2) Da glabella ao iuion Bi -auricular Base do craneo (cirr.umfrrencia) Mento ao inion

.

Glabella ao mento

 

.

 

Bi-mallar

.

Fenda ocular

Fenda buccal

.

Espaço inter-ocular

 

.

Angulo

facial •

E~ta india tinha cabelleira abundante e solta.

Nõtas

1m 46

IW 50

0,85

0,78

cents.

»

,.

»

33

34

51

21

12

II

>

Jt

>

)>

,.

,.

,.

,.

3,5

7

3

± 74~

aohre o therapeutica entre os Parecia

Os pareeis, como todos os indios,

Alguns dos seus principaes

nas diversas molestias só vêm symptomas

entre os

mais

preconisados, são os

d'ahi originando-se variadíssima medicação symptomatica, via de regra vegetal,

de accordo com as imas necessidades.

remedios,

seguintes:

1) Cuhalá, (ananasinho do cerrado), do qual arrancam as folhas para fric-

e

to1nam

quando

mordidos de

cionar as mordeduras da formiga tocanguira.

2) Zohitiá

c6bra . 3) Esôlôcê.

(cajuy) cujas raizes

infundem

Das folhas fazem chá contra as febres.

4) Coitahi. Fazem decocto das folhas que usam como antigastralgico.

5) Menahinho. Jucerá.

a

1 J Catahôlô (unha de

as

febre~ -

Raspam a caule e applicam o pó resultante sobre as

casca

e

applicam sobre as queimaduras

ou

feridas

mordeduras de tocanguira. 6) Ohêcê. Raspam

c11tat1eas.

mordeduras de tocanguira. 6) Ohêcê. Raspam c11tat1eas. vacca média do cerrado). Usada interna e externa- tomam

vacca média do cerrado). Usada interna e externa- tomam 2 vezes ao dia e friccionam todo o corpo.

8) Maninherã (carohinha do cerrado). Tambem anti-febril em infusão

das folha!;. <J) Iconá (cipó timbó). Veneno com que matam os peixes batendo contra a

agua e que no entanto

usam esta planta para o

mente contra

não lhe1t faz mal.

Os bororos

mesmo fim.

- 16 10) Z6t~mel~ (cambaru < 1 o c1•rra, i 1. j >) . l

-

16

10) Z6t~mel~ (cambaru < 1 o c1•rra, i

1.

j

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.

l

811111 ,IS

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si·u~ 1 ,uh•c,risadai-, ufls l!UPi

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Muiacaoon (tih,1rn,1 .

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.

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1

ra ,1:s

,

,lôri·., rllC'nmaticao; H"ncra-

,

llaadaa, em infusão das tolha-

M ê

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Contra dôrl', Jl' J1•11te.

u)

an cur

.

)

F'

o

g-rande rc111c,lio du no

.

l,11 11 ,;,im

loucuf'll:

r,,.,o;

,.,

as

a parte

o

13) Mltôcê (cabcll,1 d1.:

nt gro

.

~

íumaças

filamentosa preta que sue~" '

,

dl' . 1 intlon·scenna

.

1

tpira e as folhas t•m inlus,10 friccionam <:m todo o corpo.

O\UQ a

1 ~) Côhêdacê. Tir,1111 ,1 rai1.' sercam'

·

1

.

,

pu \' rn;,1.

m

e

pocm

nm

pouco

nos

olboa quando inftammados.

is) Uazaná.

InfusilO das folhas

para

tomar

e

esfregar

o

corpo

contra

11 febres.

16) Tacurê (corriola).

Para

fncc1011ar · · ·

com as folhas as

partes

do

corpo

ujeitu a d&res rheumaticas.

17) .Matauá. Anti febril, as folhas em chá.

1 8)

ig) Camôsarê. Usado O latl'x contra as conjunctivites, 1 gotta ein cada olho

2o) ltuacê (variedade de capim). E' um remedio acatado o chá das folhas e

devem

Caloicê. Anti-febril, as folhas esfregadas no corpo.

mulher

que

desejarem ter somente

lore1. O marido e a

uar esse chá por muito tempo.

filhos

homens

2 1 )

Ualurêauá. Friccionar as fulhas no

corpo contra as diversas dôres ·

22) Antábuhum. C'íll'ledentaria.

Herva de

que extrahem a raiz e applicam

fragmentos na

23) Caserú. Passam as folhas e flôre11 no ventre para engordar. 24) Mitabá (jacarézinho do cerrado). Chá da entrecasca contra dôrei

eapareas.

25) Teôloánecassê (douradinha). E' o remedio das anemias, inclusive o ama- rellão. O chá das folha-; goza inda a propriedade, dizem, de ser diuretico. 26) Atiáhôzê (lingua de vacca). Esfregam a casca e folhas nas mordeuuras

de tocanguira.

27) Marirô. (Ariticumsinho). Planta com a qual dizem conseguir a morte

das pessoas desaffectas. Basta para isso proceder do seguinte modo: reduzida a p6 é misturada aos fragmentos de fezes do desaffecto. Depoii o total posto

na

casca do

6 certa.

caramujo

é

enterrado

proximo

á

raiz

da

planta.

A

morte

z8) Zotiácero. Remedio contra a mordedura de cobras em chá e fricções das

folhas.

2 ,) Inhalô (capotão) chá da entrecasca contra dôres de barriga.

(capotão) chá da entrecasca contra dôres de barriga. 3o) lguanabauá. 31) Manhfàmuná Tonico usado sob a

3o) lguanabauá.

31) Manhfàmuná

Tonico usado sob a forma de chá das folhas.

·

Fricc,~

ao

Fric,.1.1

'W"o

d

d

1

as ,o has contra mordeduras de cobras.

·

as ra1zps no corpo c-ontra a opilação.

32) Al&fàl&aani

.

33) ~macufà. Anti-febril e

34) M.ola11t1. Infusão da

s

10

lh

h' d

a

m c

as folhas duas vezes ao dia.

.

as para a anemia das creanças.

e • 34) M.ola11t1. Infusão da s 10 lh h' d a m c as folhas

-

17

-

35) Cntôcairo (,·aricdade clt• N,il1:1,1parrilha). conjunctivites.

36) Zô1.uicê. RPme<lio usado contra a amcnorrhéa. -;;) ,\\aniuhcrá. A!! raizps fritas cm massa são applicadas sobrn as forid:ts

bravas.

38) Holômacê. somno leve .

.J9) J'laehi. E' um esterilisantt que tem efteito usado sempre i desde que .:essa o emprego a concepção é possível. Em geral as mulheres que não querem ficar com o corpo enfeiado, pela gravidez, o usam.

acquisiç:io d'um

O flllt'c;o do

c,tttlo é usado coutra

As folhas Mão esfregadas na

testa

para a

,10) Uahicuá.

.p) Cohisacê.

.p) Menehosecerá. gias post-partum.

Outro estPrilisante usado em chá de folhas infundidas.

Friccionar as pernas fracas e insensíveis com as folhas .

As folhas infundidas são empregadas

para hemorrha-

43) Onêhuáquini.

44) Inhissê.

mordeduras de aranha.

Empregada para o mesmo fim e do mesmo modo.

Em fricção ou em infuzão empregam as folhas desta herva para

45) Ariárecê (sete sangrias) em infusão das folhas para hemorrhagias posl-

part11m.

46)

Otêzarê

(barba.timão)

para

conjunctivites e cataractas

em

infusão

das folhas.

4j) Uuicuacê Em decocto das folhas, para o.parto processar-se sem dôres. 48) Côcôicê (senne). E' o purgante Jas creanças. Administram-o em infusão obedecendo á dosagem. Assim, ás creanças d'um anno de idade a infusão d'um pésinho sómente; de 2 annos, de 2 pesinhos e vão augmentando sempre para cada anno mais um pé.

remedio tido

infundidas para o tratamento das espinhas do rosto em repetidas lavagens.

49) Alauacê.

E'

outro

em

muita conta.

Usam

as

folhas

50) Halálá. começu-se a cançar.

52) Mahi (capim cheiroso) tomado como bebida em infusão n'agua. Da cirurgia entre os pareeis muito pouco ha que dizer. As feridas são trata- das com o pó de plantas carbonisadas e as fracturas deixadas a si mesmas salvo quando complicadas, sendo então tratadas como as feridas. As suppurações localisada'l deixam evoluir expontaneamente ou fazem nellas pequenos furos com espinhos. transformando-as não raro em fistulas.

Quanto aos cuidados que dispensam ás parturientes quasi nada de verosímil se consegue saber relativamente ao que usaram no estado puramente selvagem. Dizem entretanto que ligam o cordão umbilical para o cortar, que a mulher deita-se na proximidade das dôres e levanta-se no dia seguinte graças aos reme- dios que toma para alliviar o trabalho e parar a hemorrhagia.

directamente ou por sugges-

tão, e pela quantidade pequena de creanças vê-se que o parto provocado é commum. Tambem relatam as suas conquencias fataes.

Esfregar as folhas nas pernas e no corpo quando, nas marchas,

Os

medicamentos

abortivos usados

actuam

conquencias fataes. Esfregar as folhas nas pernas e no corpo quando, nas marchas, Os medicamentos abortivos

_,8-

Notas accn:u de aua no11o~rnphin

lll'US

respirat11ri ,1s

agud,i (f,mnas

O:-

(

malf'R srw

•>

impaludi~mo,

,1 anrnrdl;io,

a8

affocç,~es

da, vias

rorysn,

l)l ·iJttcliit(',!'I

P pn,•umonia _), n cari1

1fo11taria, o rheumatismo

.nthrali.rica!l,

ruyalgicas ,. 1wvralg-ica., rarumenlf' havPtttlo it1fla111•

maç:'lo 1\ns juntas).

o ~arampâo e a varíola

>:e

fi1.cram

notar entre os pareeis, por algumas

vezPs, assumindosPmprc carnderc~ muito gravPs.

Da tuberculose não ha noticia fidedigna.

0

papo e mu1to raro 1: 'lo 11,J~ in

·

·

'

'

d"

10s que

lisados.

ruant1·vcra1n r"laçi'íes

~

com os civi-

A dysenteria appareceu epidemicamente, mas não é frequente.

Não foi dado observar caso algum de hernia. As molestias venereas não existem de modo algum. Contam entretanto que algumas mulheres que tiveram relações sexuaes com seringueiros adquiriram-nas e vieram a fallecer de suas consequencias, tendo dito o utiarity que para aquellas molestias não tinha remedio, pois lhe eram desco-

nhecidas, nunca as tendo visto nos índios. As decantadas molestias da pelle attribuidas aos indios parecem não passar

de observações rapidas porque além de raras estas não passam via de regra de affecções cutaneas produzidas por mosquitos ou bicho de pé. As ulceras malignas são raras.

A infecção puerperal é rara, mas existe.

Inda é preciso juntar como grande mal do indigena as aflecções occulares que partindo da simples conjunctivite catharrhal aguda vão ás lesões profunda, das diversas membranas. As synechias são muito communs.

de alcoolismo, como era

Não se nota entre os indios consequencias graves de esperar pelo que se diz geralmente.

O beriberi já se fez senlir entre os índios que se

collocam nas mesmas con-

dições de alimentação que os cívilisados, mas entre os mais arredados não existe absolutamente.

Das suas confidencias deprehende-se que são sujeitos á loucura, si bem que raramente.

São muito sujeitos a piolhos.

Dados

linguisticos-Vocabularios

.A 1 _ingua geral A rití, falada e entendida por todos, é doce, euphonica mas

de

d1fficil

construcção

Te

'

m pa avras perfeitamente onomatopaicas, principal-

portuguez

;sl mulheres ~bsolutamente não seguem esse costume: entendem-no mas não o

1

.

·

mente nomes de aves

-

Enquanto q

h

ue

os

omens aprendem a falar o

·-!na

,•.

H

1- ,;u.1,.

L:;.-·-DÔ(Jt!~

. "

·,

.

1a

obsnvei

H 1- ,;u.1,. L :;.-·-DÔ(Jt!~ . " ·, . 1a obsnvei a am,_ como su ffi

a am,_ como

su

ffi

tambem entre os Borôros, Terenas, Kinikináus.

Na . hngua . Pareci

Ja empregam d.fi algumas palavras . portuguezas.

xos mo

prefixos e

'

cam o modo de ser do objecto. Por ex. :

-19-

Braço

Br,1ç1J

(iln Jlf'fl!iOll qtJf' f,dn)

Nôknnô

{dtt p,·-.snn a qu('lll !lí' lula m1 de 011tl'Pr11)

Kanoti.

NÔ C' 'I f f>:I.(\ p .1rticul.is fl(' 1,0,ll'

Os indi,Js ora pronu11t:.in111 certas p,llavr,tfl c1J111 r lm.intlo, or.i ul.Jstitur111

t'!'ila ron,o.wtc pelo-!-. Na graphi.i d,1•, p,ilnvr,u, do Vocnhulari11 P,1n•f'Í foi

aqui ohcde,·itl,1 ,1 exprí'sHno phon,•t ica pnrt 11g11cza. <) - h - é sempre a ,pirn,Jo ;

l'

pn-i!ll'SSÍV,lH,

o

- ii

deve sl'r li tio

- t,•rmos ar\,a -sc o som du -cu

u

com

\ ,ilo r

do

u -

Em nlguns

1rurn·e7,, menos

aguei,, 11 0 , 11ta11lo.

frnnccz (c111 <tdc ux»); 1e1,o ric ri

indicado cm cad,1 caso.

Vncauulos U,limarés, Kaxiniti " 1• KQzar111 is ,1qui se adiaw c11lremei.1dos para

1• KQzar111 is ,1qui se adiaw c11lremei.1dos para formar a língua geral dos Pan •cis. Vocobulario

formar a língua geral dos Pan •cis.

Vocobulario Porfuguez.-Ariti

NUMEROS

Anamá; 4-Zalakaguá; 5-Akahên ; 6-Azüê-

1- Hatita ; 2-Inamá; 3-

k; '{Uá ;-7 -

Uihõtikirahiêêná; 8 -Enôtôtôlahíhiêêná; 9-Okuíhakahetôtôe ná;

I 1-Kixitíenà 12 -

Kixitienámakíená.

•'1.EZES

DO ANNO

1o-Kaitinátõ-tôená;

Janeiro -Xihon rerá riahin Fevereiro - Mezê êz1;;;rê l\1arço - Tereu okoakitin Abril - Kamai kaketehum Maio - Kacàfacá Junho - Iôtí. Julho - Vará-Vará Agosto - Makeuirôxihuirõ Setembro - Zafoititin Outubro- Uátialá Novembro-Ozanázoacá Dezembro - Oázoacá

A

Aj u.s ta-con tas-(Arvore i- U aláharê Anno-Haterêhokoanê Aogelim do Campo-Mahána Areia-Kaihôlohen Aracuã-.\laláte-zôterê Anzol-Mairatoatí Agosto-,\iakêui rôxi uui rô Ameodoim-Uaicê

Araruta-Zaláui Ar-Niuá-uinikoá Azul-Tiôrêrê Abano para soprar o fogo-Kuai Avô-Atiútú Avó-Abobê Aza-Ikánocê Arvore-Kôlóhõn

'º - Andar-lk,1lii111 n11í J\dl'11 s- Ari A 1 1 1 anhã • Mnlcl'111i Anta-K&tui

'º -

Andar-lk,1lii111 n11í

J\dl'11 s- Ari

A 111 anhã • Mnlcl'111i

Anta-K&tui

Alto-Uahâ1hê

Amlgo-N&hinauê

r-(u m rio)-Oné nimá utiná

Assentar-se-Knkí1 (?) Alegre-Numáznlotá Agna-Onê

Arco-K6r~-&kô

4rco para arrojar bolas ôe barro (brnlo- que)-Korê okocê

A traveHa

i11 :\

n a l1•u

(c11 ,

fran, e, )

Arnrn,• ele pPsea

Al irn1• 1ôcrê

As:sim-Nikarê

Kôh,tla

Ananaz bravo-

Aiiagar-llcuaká

A 11 ron,-Zôtiákiti

Abri I-Ka rnáikakêtêhun

Arco-Iris-Kazorí ou Kazorê

Amarello-Uxikérê

Araticum de arvore-Alôhên

AI mPcega-Zari taçií Algodã.o-(fructa do campo)-Oluir{

Assento-N utiúcurí

Arro1-Al&ssô

AJgodl\o-K&nôhê

Aldeia-Nauênakari.

(Coz.) ou Uena-

blatf

Arara •ermelha-Kalô Arara adlarella-Tihôê

Arara-una-Kakirinaré

Anus-Nucécôcê

B

Braço-Nucano

Ante braço-Nucanôcacé

Bocca-Nokanaçü

Bico-lkirí

Bom-Uaiê

Bastão do fuso- Tirúcacê

Bonito-Uaié-arê

Bolsa dos testiculos-Nukehiritíní Bonito-(muito)-Uaiê-zalüçü

Borrachud1-Xbalô

Bugio-A lômê Branco-lômêrê-(U ai maré)

Bracelete de ca~co de tatú-luêtônihõn

Baiso-Tiukaházêzê

Bebida de mandioca-Olôniti Bebida de milho-Uikazá Bom dia-(Uaimarê)-Uêrauaká

Banquinho- Okáhakálati-inirá Bebt~r-Notrá Borá- (abelha)-Alatáguiri Bastante-Kah ãnzê

Bastão-Tiáhô ;

(Antigo) Bastão (punho)-Tiahô hinô

andar)-

Nariuàutirá Ba ptisado-Kavalôkônôtità

Beiju-Kozarini)-Zô100

Beiju gradde feito no borralho-Çuçu- korê Banhar-se-Nakuãn Batata-Macâcorê

Bater

Bastante-Nikarêtá ou Uakatú Barbas-Niuatiaculú Buchecha-Nutihúnetê Bico do seio-(de homem Notô tonicê

mnlher)

Batida

Tiahíi

feito

ou

pelo

Tiahalô

(caminho

Namôkutiá

Bom dia-(Kaxiniti)-U zalauaká

Bom

dia-(Kozarini)-

Kamatari 011

Huakauaká

Bracelete de rabo de tatu-Uatiçá

ou

e

Cabeça-N6çeur{

Craneo-Noceurtnahê

Cabello-N&çuf ou