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Caderno de Estudos Tecnológicos

Página 48 Caderno de Estudos Tecnológicos MEDIDAS DE TAXA DE TRANSFERÊNCIA REAL EM REDES LOCAIS SEM

MEDIDAS DE TAXA DE TRANSFERÊNCIA REAL EM REDES LOCAIS SEM FIO COM SOFTWARE LIVRE

Sérgio Duque Castilho 1 , Alex Fernando Sousa Antonio 1 , Delano Luiz Gnaspini Lamparelli 1

1 Faculdade de Tecnologia de Ourinhos

Centro Paula Souza Ourinhos, SP Brasil

sergiocastilho@uol.com.br, alexfernandosa@hotmail.com, degl1@hotmail.com

RESUMO: Existem varias marcas e modelos de roteadores sem fio disponíveis no mercado contendo tecnologias diferentes de fabricação, podendo chegar a diferenças em relação à capacidade máxima do fluxo das informações. Através de testes de bancada utilizando o padrão IEEE 802.11g, pretende-se analisar e verificar a taxa máxima real de transferência que cada modelo escolhido consegue sustentar e se todas as informações em relação a suas funções e recursos condizem com as especificações do fabricante do produto. Pretende-se com este trabalho identificar por meio de testes se as tecnologias distintas empregadas na fabricação das marcas e modelos dos roteadores sem fio utilizados podem levar a diferenças significativas na capacidade máxima do fluxo das informações. Com o grande e rápido desenvolvimento das tecnologias de rede sem fio, o surgimento de novos equipamentos e um numero cada vez maior de usuários aderindo ao uso devido à facilidade e rapidez com que as redes sem fio são implementadas, surge à necessidade de verificar sua real capacidade e se os equipamentos se enquadram corretamente em relação as características passadas na hora de sua aquisição. Serão realizados testes funcionais em laboratório utilizando alguns programas de benchmarking com roteadores e adaptadores sem fio, para poder medir as taxas de transferência, possibilitando obter informações e afirmações de até que ponto um roteador sem fio tem seu funcionamento correto.

Palavras-chave: Redes, Taxa de Transferência, Sem Fio.

ABSTRACT: There are several brands and models of wireless routers on the market containing different manufacturing technologies, reaching differences in the capacity of the flow of information. Through bench testing using the IEEE 802.11g standard is intended to analyze and verify the actual maximum transfer rate that each chosen model can sustain and that all information in relation to its functions and features are consistent with the manufacturer's product. The aim of this work was identified by testing whether the different technologies used in manufacturing of brands and models of wireless routers used may lead to significant

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wireless routers used may lead to significant Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 – número

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Página 49 Caderno de Estudos Tecnológicos differences in the capacity of the flow of information. With

differences in the capacity of the flow of information. With the great and rapid development of wireless technologies, the emergence of new equipment and an increasing number of users adhering to use due to the ease and speed with which wireless networks are implemented, there is the need to assess its real capacity and equipment to fit properly over the past characteristics at the time of purchase. Functional tests will be performed in the laboratory using some benchmarking programs with routers and wireless adapters in order to measure transfer rates, enabling information and statements of the extent to which a wireless router has its proper operation.

Keywords: Networks, Throughput, Wireless.

Introdução

Tecnologias de rede sem fio são indispensáveis nos dias atuais. Vários padrões

tentam

fornecer protocolos e padrões para controle de acesso de redes sem fio, dentre estes o

de comunicação

sem

fio

têm

evoluído

e

IEEE 802.11é o mais utilizado.

O padrão IEEE 802.11 define duas camadas. A primeira camada é a camada

física, que especifica o sistema de modulação utilizado e controla as características para

a transmissão através de frequências de rádio ou infravermelho. A segunda camada é a

de enlace de dados, esta camada determina como o meio é acessado em nível de enlace,

o IEEE definiu um protocolo de controle de acesso ao meio, bastante semelhante ao

protocolo usado em redes locais Ethernet CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access With Collission Avoidance). (SOARES, 1995.).

Sousa (2002) define “uma conexão sem fio como qualquer forma de conexão entre dois sistemas transmissor e receptor de dados que não requeira o uso de fios” onde são utilizados frequências de rádio.

Com a presença desta tecnologia foi possível ganhar mobilidade, agilidade e acesso a qualquer ponto onde o sinal de transmissão consiga alcançar, e diante desse benefício cada vez mais usuários principalmente no âmbito doméstico estão aderindo ao uso de um concentrador ou ponto de acesso que permita conectar todos os diversos equipamentos existentes em casa fazendo uso da tecnologia sem fio como é o caso dos computadores pessoais as impressoras com placa de rede sem fio, palms, celulares, televisores com a tecnologia DLNA (Digital Living Network Alliance) e acesso a internet dentre outros.

Apesar da grande vantagem das redes sem fio, os fabricantes nem sempre implementam todas as possíveis características nos equipamentos como roteadores e APs (Pontos de Acesso) para redes sem fio. São comuns esses equipamentos não atingirem sua capacidade de transferência nominal especificada no momento de

implantá-los

Através de testes e comparações das especificações em laboratório, é possível verificar de forma concisa e clara se determinado equipamento oferece as caracteristicas especificadas.

Segundo Torres (2010) dentre os padrões de redes sem fio mais populares encontra-se o 802.11a, 802.11b e o 802.11g, e desses padrões o que foi adotado para a

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e desses padrões o que foi adotado para a Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02

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Página 50 Caderno de Estudos Tecnológicos realização dos testes para analise da taxa de transferência foi

realização dos testes para analise da taxa de transferência foi 802.11g, por ser o padrão mais utilizado.

Evolução da Tecnologia

O início da utilização dos serviços sem fio nos remetem até o começo do século XIX, quando o físico italiano Guglielmo Marconi, deixou sua marca no mundo das tecnologias sem fios, em 1894 ele começou a efetuar inúmeros testes utilizando as ondas de rádio, pois tinha como objetivo produzir e detectar ondas de rádio a longa distância. Em 1896 o físico italiano conseguiu, obteve a patente e criou a primeira fábrica de rádios do mundo.

Desde a descoberta das ondas de rádio buscou-se utilizar suas propriedades para a transmissão de dados, permitindo mobilidade e conexões entre localidades remotas”. (BORDIM, 2006)

Essa tecnologia foi progredindo eventualmente como uma ferramenta muito valiosa pelo exército americano no decorrer da Segunda Guerra Mundial, pois o exército configurou sinais de rádio para transmitir seus dados, aos quais tinham uma complexa cifração e que se tornava praticamente impossível à descoberta de seu conteúdo por pessoas não autorizadas.

A utilização das redes sem fio na universidade do Havaí no inicio de 1970 denominada de ALOHA teve o primeiro dos métodos de acesso randômico utilizado e foi concebido para uma LAN via radio (sem fio) sendo utilizado mais tarde em qualquer meio de transmissão compartilhada. (FOROUZAN, 2008).

Assim, as redes sem fios que conhecemos hoje, estão presentes dentro, salas de aula, e empresas pelo mundo. Essa mobilidade e facilidade fizeram com que ao passar dos anos o homem busca-se o desenvolvimento e aperfeiçoamento de se comunicar através de recursos que não necessitassem de cabos para ligar um ponto ao outro, e assim dando uma maior flexibilidade e uma alta conectividade.

Toda essa tecnologia vem conquistando notoriamente cada vez mais ambientes corporativos e domésticos devido as suas facilidades. Conseguindo suprir as necessidades dos seus usuários, se tornando mais acessível e cada vez mais vantajoso.

Torres (2010) ressalta a existência atualmente de inúmeras tecnologias para se montar e utilizar uma rede sem fio, sendo o padrão IEEE 802.11 o mais popular.

Torres, ainda sobre Wi-Fi e o IEEE 802.11 define da seguinte forma:

Wi-Fi é uma marca

Sendo assim, todo equipamento Wi-Fi

é IEEE 802.11, mas nem todo equipamento IEEE 802.11 é Wi-Fi.

(TORRES, 2011, p. 86)

registrada da aliança Wi-Fi [

Wi-Fi e IEEE 802.11 não são a mesma coisa [

]

]

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e IEEE 802.11 não são a mesma coisa [ ] ] Faculdade de Tecnologia de Bauru

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Página 51 Caderno de Estudos Tecnológicos Segundo Bordim (2006) Uma rede Wireless significa uma rede interligada

Segundo Bordim (2006) Uma rede Wireless significa uma rede interligada sem fios, isto é, o canal de comunicação e o ar e as tecnologias com radiofrequência, infravermelho ou laser.

O padrão IEEE 802.11 teve sua primeira versão lançada no ano de 1997, após sete anos de testes, pesquisas e estudos, até sua total implementação. As especificações do padrão IEEE 802.11 como um padrão para redes sem fio foi aprovada então, pelo IEEE no ano de 1997. Como todos os outros padrões IEEE 802, o IEEE 802.11 foca as duas primeiras camadas do modelo OSI, a camada física e a camada de enlace.

Após a criação e implementação do padrão IEEE 802.11, ocorreram várias tentativas para sua melhora. A utilização do IEEE 802.11 em vários dispositivos que contenham tecnologia de comunicação de dados sem fio é de ótima alternativa atualmente.

Padrões de Rede sem fio

Se tratando de tecnologia e do envolvimento de varias empresas e fabricantes diferentes, se da à necessidade de um órgão regulador e responsável por ditar normas e regras.

Rufino (2007) define que ‘o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) formou um grupo de trabalho com o objetivo de definir padrões de uso em redes sem fio. Um desses grupos de trabalho foi denominado 802.11’.

Na família 802.11 existem subpadrões que foram especificados na seguinte ordem: 802.11, 802.11b, 802.11a, 802.11g, 802.11i, 802.11n e 802.1x.

Arquitetura do Padrão IEEE 802.11

Segundo Torres (2010), usa-se o padrão 802.11 para conectar computadores em transmissão sem fio, assim não sendo necessário utilização de um ponto de acesso. Nessa conexão, pode-se trocar dados e arquivos entre si, compartilhar equipamentos como impressora e até mesmo internet. Este padrão trabalha apenas na camada 1 que é a Física e na 2 que é a de Enlace de dados do modelo OSI.

Segundo Forouzan (2008) ele descreve que o padrão define dois tipos de serviços, que são o Basic Service Set (BSS) e o Extended Service Set (ESS). O BSS possui uma estação base central conhecida como AP (Access Point), enquanto o ESS é composto a partir de duas ou mais BSSs, conectadas por meio de um sistema de distribuição com fio LAN.

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de um sistema de distribuição com fio LAN. Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 –

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Página 52 Caderno de Estudos Tecnológicos Controle de Acesso ao Meio (MAC, IEEE 802.11) Mesmo com

Controle de Acesso ao Meio (MAC, IEEE 802.11)

Mesmo com o nome muito semelhante ao usado por outras arquiteturas como na IEEE 802.3, IEEE 802.5 e na arquitetura FDDI. Ela tem seu funcionamento bem distinto.

Segundo Torres (2010), o MAC IEEE 802.11 é responsável por gerar o quadro de dados a ser transmitido, além de dividir os pacotes de dados em quadros. Ele ainda verifica se o meio está disponível para transmissão, também confirmando se os dados foram recebidos corretamente que se dá pelo quadro controle chamado ACK, e sendo responsável pela criptografia caso a mesma esteja habilitada. Sistemas de Modulação

Introdução a Radiofrequência

O princípio de funcionamento das redes Wireless se baseia na transmissão de dados por sinais eletromagnéticos transmitidos por antenas através da atmosfera, utiliza a propagação por irradiação das ondas eletromagnéticas.

Segundo Tanenbaum (2003) as ondas de rádio são fáceis de gerar, se propagam pelo espaço livre e até mesmo no vácuo, foi previsto pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e observadas pela primeira vez em 1887 pelo físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, ainda segundo Tanembaum o número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de frequência, f, e é medido em Hz, em homenagem a Heinrich Hertz e a distância entre dois pontos máximos ou mínimos consecutivos são chamadas de comprimento de onda designado pela letra grega λ (lambda)

Nas comunicações wireless a camada física possui três componentes básicos: o transmissor, o canal e o receptor. O transmissor tem como função básica receber a informação gerada pela fonte e modifica-la de forma que o meio de transmissão (canal) seja capaz de transmiti-la, enquanto o canal é o caminho físico de transporte do sinal gerado pelo transmissor e que proporciona a entrega da informação ao receptor, já o receptor age sobre o sinal recebido para produzir uma estimativa do sinal de informação original transportado através do meio de propagação. O significado de empregar anteriormente o termo “estimativo” do sinal portador da informação original recebida se da à presença inevitável de perdas, distorções, interferências e ruídos no canal. (HAYKIN 2008).

Compreender o meio físico é uma das formas para poder entender melhor as comunicações e sistemas wireless onde o recurso fundamental são as técnicas de transmissão de dados através do espectro de frequência eletromagnético, redes IEEE 802.11 podem usar três técnicas diferentes para transmissão de dados: FHSS, DSSS e OFDM. Como as redes sem fio utilizam sinais de rádio para se comunicarem, precisam usar uma frequência para transmissão. São duas as faixas de frequência livre do espectro eletromagnético que podem ser usadas, a faixa de 2,4 GHz e a faixa de 5 GHz, sendo

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a faixa de 2,4 GHz e a faixa de 5 GHz, sendo Faculdade de Tecnologia de

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Página 53 Caderno de Estudos Tecnológicos essas duas faixas escolhidas por não haver necessidade de autorização

essas duas faixas escolhidas por não haver necessidade de autorização ou licença para uso segundo (TORRES, 2010)

Antenas

Destinadas a transmitir ou receber ondas de rádio quando ligadas a um transmissor, são fundamentais, pois as antenas convertem sinais elétricos em ondas eletromagnéticas, o transmissor produz um sinal em forma de corrente alternada com rápidas oscilações, alta frequência, ao oscilar na antena de transmissão a corrente produz uma onda eletromagnética em sua volta, que se irradia pelo ar. Quando atinge uma antena receptora induz uma pequena corrente elétrica, essa corrente é muito mais fraca do que a presente na antena transmissora, mas pode ser amplificada pelo receptor. A Frequência esta associada diretamente a um comprimento de onda, quanto maior a frequência menor o comprimento de onda sendo ainda que a eficiência de uma antena depende da relação correta de seu comprimento físico e o comprimento de onda do sinal que transmite ou recebe (SOUSA 2002).

Ainda segundo Sousa, existem dois tipos de antenas para aplicações sem fio:

omnidirecional e direcional. As omnidirecionais cobrem 360º no plano horizontal e trabalham bem em áreas amplas ou em aplicações multiponto enquanto as direcionais concentram o sinal em uma única direção podendo ter alcance curto e amplo ou longo e estreito onde quanto mais estreito o sinal maior a distância que ele alcançará.

Tipos de Rede sem Fio

Diversos sistemas de comunicações fazem o uso de meios físicos como, por exemplo, fios de cobre (par trançado, cabo coaxial e fibra ótica) assim podendo realizar a transmissão de dados.

As redes sem fio nada mais são do que redes que não fazem o uso de fios para poder realizar a transmissão de dados, mas sim unicamente pelo ar, assim efetuando essa transmissão por meios de raios infravermelho, rádio, microondas ou laser.

Os tipos de redes sem fio são: Redes Pessoais (WPANs - Wireless Personal Area Networks), Redes Locais (WLANs - Wireless Local Area Networks), Redes Metropolitanas (WMANs - Wireless Metropolitan Area Networks) e Redes Celulares (2.5G, 3G, 4G e 5G)

Testes

Nos testes realizados foram utilizados 3 (tres) programas de medida de desempenho para medir as taxas de transferência. Normalmente os testes de transferência de TCP é medida em megabits por segundo (Mbps) e em qualquer direção, do uplink para transmitir dados do cliente para o AP ou downlink do AP para o cliente. O desempenho do downlink utilizando o TCP é a métrica mais relevante, pois reflete o uso mais comum, como navegar na web ou baixar e-mail.

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comum, como navegar na web ou baixar e-mail. Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 –

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Testes de Bancada

Página 54 Caderno de Estudos Tecnológicos Testes de Bancada O primeiro passo é decidir quais os

O primeiro passo é decidir quais os produtos serão testados e com quais pontos

de acesso, qual modelo de Roteadores sem fio e de qual fabricante.

O segundo passo na concepção do procedimento de testes é escolher um

conjunto de locais onde estarão distribuidos os computadores.

A taxa de transferência da rede depende muito do ambiente, incluindo a distância

entre o cliente e o ponto de acesso. O rendimento geral cai com o aumento da distância, mas fatores como obstruções (móveis, pessoas ou muros de construção) também tem um efeito significativo. O rendimento não depende somente da distância, é possível ter locais de teste distantes que chegam a altas taxas de dados. A distancia entre os roteadores e os computadores pessoais realizados para os testes nao ultrapassaram 5 metros.

Desenvolvimento dos testes de bancada

Os testes foram realizados da seguinte maneira:

Primeiro foram escolhidos dois modelos de Roteadores Sem Fio para realizar os testes e serem os pontos de acesso, ambos do padrão G (54 Mbps), e com antenas de 5 (cinco) dbi, nos testes realizados foram rotulados como roteador 1 com o chipset Marvell 88F5180NB1 e roteador 2 com o chipset Atheros AR2318.

Foram utilizados dois notebooks com adaptadores USB Wireless modelo Atheros Communications, Inc. AR9271/AR9002U, executando a função do Host 1 e 2, rodando o sistema operacional Linux, mais precisamente o Ubuntu ver. 11.04.

Foi realizada uma bateria de testes em cada roteador, a primeira com o equipamento configurado com criptografia e a segunda bateria de testes sem criptografia para assim analisar se tem diferença significativa nas taxas de transferência dos mesmos.

Os programas escolhidos para os testes foram o IPERF, NETPERF e VNSTAT,

todos para plataforma Linux. Em relação ao IPERF e o NETPERF para poder efetuar os testes uma máquina tem que ser configurada com o servidor e a outra o cliente, trabalhando sempre aos pares, ou seja, dispara-se o comando no servidor e o mesmo fica aguardando o cliente disparar o seu comando para que possa começar o teste.

Já o VNSTAT simplesmente monitora os testes do IPERF e NETPERF e assim

possibilita comparar os resultados dos três programas para chegar aos resultados finais.

Foi adotada uma regra para começar os testes com os programas, como dois deles só disparam os testes sendo um servidor e o outro cliente, foi feito a seguinte regra:

Para cada comando disparado entre servidor e cliente tanto no IPERF quanto no NETPERF, foram repetidos três vezes, ou seja, assim podendo fazer uma média dos três resultados no IPERF e uma média do NETPERF com seus três resultados também.

e uma média do NETPERF com seus três resultados também. Faculdade de Tecnologia de Bauru volume

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do NETPERF com seus três resultados também. Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 – número

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Página 55 Caderno de Estudos Tecnológicos Já o VNSTAT ficou monitorando enquanto efetuaram-se os disparos entre

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Página 55 Caderno de Estudos Tecnológicos Já o VNSTAT ficou monitorando enquanto efetuaram-se os disparos entre

Já o VNSTAT ficou monitorando enquanto efetuaram-se os disparos entre servidor e cliente para o IPERF e para o NETPERF, e quando foi dado cada disparo entre os mesmos por três vezes o VNSTAT foi disparado uma única vez antes coletando os dados para fazer a análise geral dos três testes tanto do IPERF quanto do NETPERF. Abaixo seguem os comandos do IPERF, NETPERF e VNSTAT:

IPERF

PRIMEIRO COMANDO IPERF TCP:

Comando dado no servidor (192.168.1.100). O mesmo só dispara esse comando e aguarda o cliente:

iperf -s -f k

Comando dado no cliente (192.168.1.101):

iperf -c 192.168.1.100 -f k -P 1

SEGUNDO COMANDO IPERF TCP:

Comando dado no servidor (192.168.1.100) O servidor só dispara esse comando e aguarda o cliente:

iperf -s -N -f k

Comando dado no cliente (192.168.1.101):

iperf -c 192.168.1.100 -f k -N -P 2

NETPERF

PRIMEIRO COMANDO NETPERF:

Comando dado no servidor: (192.168.1.100). O servidor só dispara esse comando e aguarda o cliente:

netserver

Comando dado no cliente (192.168.1.101):

netperf -4 -H 192.168.1.100 -L 192.168.1.101 -t TCP_MAERTS -l 60 -v 1 -- -D -W 1024,1024 -f K -o 1024,1024 -O 1024,1024

SEGUNDO COMANDO NETPERF:

Comando dado no servidor (192.168.1.100). O servidor só dispara esse comando e aguarda o cliente:

netserver

Comando dado no cliente (192.168.1.101):

netperf -4 -H 192.168.1.100 -L 192.168.1.101 -t TCP_STREAM -l 60 -v 1 -- -D -W 1024,1024 -f K -o 1024,1024 -O 1024,1024

VNSTAT Comando dado para o VNSTAT monitorar o fluxo de dados da rede:

vnstat -l -i wlan0

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o fluxo de dados da rede: vnstat -l -i wlan0 Faculdade de Tecnologia de Bauru volume

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Resultados

Página 56 Caderno de Estudos Tecnológicos Resultados Primeiramente se encontram separadamente abaixo todas as médias

Primeiramente se encontram separadamente abaixo todas as médias finais obtidos pelo programa VNSTAT, que monitorou os todos os comandos dados pelo programa IPERF e pelo programa NETPERF para cada roteador estando criptografado e depois sem criptografia.

Com todos os testes realizados, analisados e calculados todas as médias, os resultados são os seguintes para cada um dos roteadores:

Resultados finais pelo programa VNSTAT:

ROTEADOR 1 pelo programa VNSTAT

ROTEADOR 1 monitorado pelo VNSTAT

Máximo - 11,92 Mb/s

Média - 5,53 Mb/s

Pacote 122061

Pacote Máximo 1008

Pacote Médio p/s 687

ROTEADOR 2 pelo programa VNSTAT

ROTEADOR 2 monitorado pelo VNSTAT

Máximo - 11,77 Mb/s

Média - 5,87 Mb/s

Pacote 97670

Pacote Máximo 917

Pacote Médio p/s 516

Resultados finais dos programas IPERF e NETPERF:

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finais dos programas IPERF e NETPERF: Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 – número 01

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Página 57 Caderno de Estudos Tecnológicos ROTEADOR 1 pelos programas IPERF e NETPERF ROTEADOR 1 programa

ROTEADOR 1 pelos programas IPERF e NETPERF

ROTEADOR 1 programa Iperf

Transferido - 13557 KB / Band - 10952 Kb/s

ROTEADOR 1 programa Netperf

Recebido - 87380 b / Enviado - 16384 b / Throughput 10^6 - 10,19 b/s

ROTEADOR 2 pelos programas IPERF e NETPERF

ROTEADOR 2 programa Iperf

Transferido - 13382 KB / Band - 10487 Kb/s

ROTEADOR 2 programa Netperf

Recebido - 87380 b / Enviado - 16384 b / Throughput 10^6 - 10,62 b/s

Após chegar aos resultados finais foi efetuado um teste entre os dois adaptadores sem fio modelo Atheros Communications, Inc. AR9271/AR9002U utilizados nos notebooks. Foi feito uma configuração adhoc entre os dois notebooks e executamos uma vez os comandos do IPERF, do NETPERF e VNSTAT. E os Resultados foram os seguintes:

Pelo programa VNSTAT

Adaptador Wireless monitorado pelo VNSTAT

Máximo 28,21 Mb/s

Média - 6,87 Mb/s

Pacote 83500

Pacote Máximo 2280

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– 83500 Pacote Máximo – 2280 Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 – número 01

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Página 58 Caderno de Estudos Tecnológicos Pacote Médio p/s – 816 Pelos programas IPERF e NETPERF

Pacote Médio p/s 816

Pelos programas IPERF e NETPERF

Adaptador Wireless monitorado pelo programa Iperf

Transferido - 25875 KB / Band - 21872 Kb/s

Adaptador Wireless monitorado pelo programa Netperf

Recebido - 87380 b / Enviado - 16384 b / Throughput 10^6 - 22,62 b/s

Considerações Finais

A partir do objetivo destinado a este trabalho, no qual consiste em analisar a taxa de transferência máxima de um Roteador Sem Fio, chegaram-se aos seguintes resultados. O gargalo não está nos adaptadores sem fio modelo Atheros Communications, Inc. AR9271/AR9002U e sim nos roteadores, pois a diferença dos resultados demonstrados utilizando os adaptadores no modo adhoc foi de 42,22% maior do que utilizando os roteadores em uma rede com infra estrutura (AP).

Concluiu-se que após as realizações dos testes práticos a taxa de transferência real para o Roteador “1” teve como media geral 11,92 Mb/s e para o Roteador “2” teve como media geral 11,77 Mb/s. demonstrando assim que os resultados ficaram muito abaixo do valor nominal descrito pelo padrão IEEE 802.11g que é de 54 Mb/s, e também descrito pelo fabricante dos equipamentos.

Foi observado que a diferença de taxa de transferência com os roteadores trabalhando com criptografia e sem criptografia foi irrelevante, não gerando impacto negativo na taxa de transferência, o roteador 1 monitorado pelo programa VNSTAT enviou 122.061 pacotes a uma taxa média de 687 pacotes por segundo, enquanto o roteador 2 também monitorado pelo programa VNSTAT enviou 97.670 pacotes a uma taxa média de 516 pacotes por segundo.

Observamos que apesar de o roteador 1 ter trabalhado mais rápido, ele também teve uma perda maior de pacotes enviados levando em consideração que o tempo de disparo para ambos os testes realizados e o tamanho dos arquivos eram idênticos para cada equipamento, com isso acreditamos que por serem aparelhos de valores comerciais bem acessíveis e destinados a uso doméstico e não empresarial, tanto um equipamento como o outro apresentaram o mesmo desempenho.

Como proposta de continuidade deste trabalho recomenda-se a elaboração de futuros testes práticos para verificar numero máxima de clientes que os equipamentos

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máxima de clientes que os equipamentos Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 – número 01

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Caderno de Estudos Tecnológicos

Página 59 Caderno de Estudos Tecnológicos suportariam. Também recomendamos estudos com padrões mais recentes, como o

suportariam. Também recomendamos estudos com padrões mais recentes, como o IEEE

802.11n.

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> Acesso em 14 de abr 2012, 18h50min. Faculdade de Tecnologia de Bauru volume 02 –

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Página 60 Caderno de Estudos Tecnológicos HAYKIN, Simon & Michael Moher. Sistemas modernos de comunicação

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