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F ÁBIO GONÇALVES

Para Iniciantes

Aprenda a Analisar
e Investir em Ações
na Bolsa de Valores
usando Análise Técnica
e Fundamentalista
Escrito numa abordagem Livro de Receitas “passo-a-passo”
- onde obter dados para análises de forma
for ma gratuita
- quais as principais análises a serem
ser em realizada
- como montar uma carteira otimizadas
de forma a orientar o investidor/acionista para seu objetivo - maximizar a riqueza
F ÁBIO GONÇALVES

Para Iniciantes

Aprenda a Analisar
e Investir em Ações
na Bolsa de Valores
usando Análise Técnica
e Fundamentalista
Escrito numa abordagem Livro de Receitas “passo-a-passo”
- onde obter dados para análises de forma
for ma gratuita
- quais as principais análises a serem
ser em realizada
- como montar uma carteira otimizadas
de forma a orientar o investidor/acionista para seu objetivo - maximizar a riqueza

SEUS SONHOS PRECISAM DE AÇÕES


Um exemplo disso foi a valorização do Ibovespa, principal índice da Bolsa, que,
de 1968 a agosto de 2006, rendeu mais de 100 vezes o valor investido.
 P  REFÁCIO
Todo país apresenta a necessidade de crescimento econômico como forma de pro-
 porcionar mais empregos, renda, consumo, bem-estar e arrecadação. Basicamente o
crescimento se faz com aumento contínuo da capacidade produtiva, que por sua vez,
depende de novos investimentos que produzam dois efeitos: acumulação de capital
 produtivo e aumento de sua produtividade.
Crescer requer investimentos e, consequentemente, abstenção temporária de con-
sumo.
Crescer com eficiência requer que os investimentos sejam direcionados para as
alternativas com maiores retornos. Portanto para fomentar o crescimento
cre scimento econômico,
são necessários mecanismos eficientes que incentivem a formação de poupança, pos-
sibilitem sua intermediação e a tornem acessível para quem quer investir.
investir. Existem três
formas principais de fazer chegar a quem investe o dinheiro de quem poupa.
1. O autofinanciamento, a mais simples e limitada, onde as empresas ou indivíduos
investem apenas aquilo que eles mesmos poupam.
2. Através do governo, direcionando recursos da sociedade para os investimentos
que julga mais adequados. Onde as decisões tomadas por governos, nem sempre dire-
ciona os recursos para as alternativas mais produtivas.
3. Através dos mercados financeiro e de capitais. É a forma mais eficiente de cap-
tar poupança e direcioná-la para as atividades mais produtivas. Assume papel mais
destacado à medida que as economias se tornam mais sofisticadas. O crescimento
econômico esteve sempre ligado ao desenvolvimento dos mercados financeiros.
O Mercado de Capitais é mais ativo, quanto mais desenvolvida é uma econo-
mia, o que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições
aplicarem suas poupanças. A principal função do Mercado de Capitais é aproximar 
os dois agentes do mercado: o poupador, que tem excesso de recursos, mas não tem
oportunidade de investi-los em atividades produtivas, e o tomador, que se encontra em
situação oposta. Assim, os mercados viabilizam o aproveitamento das oportunidades
em toda a economia. Promovendo um aumento:
Prefácio │ V

• da produtividade;
• da eficiência;
• do bem estar da sociedade.
Especificamente o mercado acionário, permite a diluição do risco de novos inves-
timentos, incentivo a inovação, uma das maiores fontes de desenvolvimento econô-
mico, promove a democratização e a socialização do capital. Ao abrir seu capital, uma
empresa encontra uma fonte de captação
c aptação de recursos financeiros permanentes. A plena
abertura de capital acontece quando a empresa lança suas ações ao público, ou seja,
emite ações e as negocia nas bolsas de valores.
Ao comprar ações, um investidor passa a ser também sócio da empresa - um acio-
nista.
Investir em bolsa de valores exige ao longo do tempo o aprimoramento e a busca
de conhecimentos para melhores tomadas de decisão, exige um amadurecimento pes-
soal para melhorar as escolhas intertemporais, que mesmo com todas metodologias de
minimização do risco de perda, com o passar do tempo descobrimos que as principais
mudanças e crises ocorrem de forma inesperada, e as vezes aparecem pequenos sinais
que ocorrerão, e o otimismo ou pessimismo das massas cegam nossos olhares para o
que realmente esta ocorrendo.
Investir se trata da escolha intertemporal de abrir mão de desfrutar o presente em
nome de um futuro melhor, aí começa o desafio de tentar adivinhar o que ocorrerá no
futuro, ao longos dos séculos poderosas ferramentas de administração disponíveis nos
dias de hoje foram desenvolvidas por matemáticos, cientistas e filósofos com intuito
de pôr o futuro a serviço do presente, substituindo a impotência diante do destino pela
escolha e decisão.
Historicamente o mercado de ações demonstra que é uma aplicação característica
de longo prazo, de forma que variações de curto prazo sempre são compensadas com
ganhos de longo prazo se comparados com outros investimentos. Um exemplo disso
foi a valorização do Ibovespa, principal índice da Bolsa, que, de 1968 a agosto de
2006, rendeu mais de 100 vezes o valor investido.
O sucesso continuado nos investimentos em bolsa de valores exige sem dúvida um
individuo tenha alcançado um estado de maturidade com uma perspectiva de tempo
gerações. Ainda hoje a ilusão que leva muitos ao mercado financeiro, de fortuna fácil
e rápida, fica muito mais no sonho pessoal dos indivíduos do que na materialização.
VI │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

Quando mais aprendemos, descobrimos que sabemos menos, e amadurecer é de-


senvolver esta percepção que vai no sentido oposto a arrogância.
Sob uma perspectiva holística temos:
ASPECTO INDIVÍDUO ESTADO CONSCIÊNCIA PERSPECTIVA DE TEMPO
Filosófico Maturidade Autonomia Tem o discernimento do Gerações – anos
que é certo ou errado
Emocional Juventude Heteronímia Não tem discernimento Pequeno – dias
do que é certo ou errado
Físico Infância Anomia Desconhece o outro Curto – Tem que ser  
agora

Acredito que o sucesso hoje, nas mais diversas atividades, exige a incorporação de
duas atitudes nos nossos hábitos. A primeira é ser Socrático, admitir a ignorância em
tudo, quer ter certeza que você é um ignorante é pensar que você é um ser humano,
você se encontra num universo infinito com infinitas possibilidades. O preconceito
vem da ignorância, de não admitir que você não sabe tudo. A segunda é respeitar as
diferenças, lembrar do Mito da Caverna narrado por Platão no livro VII do Republica
é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer 
tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. Para o fi-
lósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como
verdadeiras. Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos
atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões pelos tempos a fora. Cada um de nós
está dentro de sua própria caverna, devemos tentar se colocar no lugar dos outros, en-
trar na caverna dos outros, e olhar o mundo com o olhar das outras pessoas, que viveu
coisas diferentes, que tem experiências diferentes, saborear a ignorância.
V  ISÃO G  ERAL  DOS  C 
 ERAL DOS   APÍTULOS 

Para que faça sentido o livro foi dividido em partes sequênciais, onde são agrega-
dos novos conceitos em cada etapa de forma a permitir uma compreensão dos funda-
mentos para se investir em ações.

Parte 1: Conceitos do Mercado de Valores Mobiliários


● Capítulo 1 – Entendendo o Mercado de Valores
Valores Mobiliários – Como esta estru-
turado o Sistema Financeiro Nacional
● Capítulo 2 – Bolsa de Valores
Valores – Conceitos que estão dentro deste ambiente onde
ações de diferentes empresas são compradas e/ou vendidas

Parte 2: Conceitos de Matemática Financeira


● Capítulo 3 – Conceitos de Matemática Financeira – Ter
Ter domínio dos princípios
 básicos de matemática financeira que é um dos pilares para análise de investimentos
e tomada de decisões
● Capítulo 4 – Obtenção das séries históricas das cotações das ações – Vamos
Vamos ver 
como obter os dados históricos de forma gratuita para fazer análise das ações, com o
tempo pode trabalhar direto em softwares
● Capítulo 5 – Obtenção de Dados Macro Econômicos – O entendimento
e ntendimento do mer-
cado de capitais exige a compreensão da macro economia, já que seu andamento
impacta de forma direta ou indireta nas cotações de ações. Vamos ver onde obter os
 principais indicadores macroeconômicos
● Capítulo 6 – Aplicando o conceito de matemática financeira na análise do preço
de ações – Após aprendermos que o valor dinheiro muda no tempo, que não podemos
comparar quantias em diferentes datas sem aplicar um fator de correção
Parte 3: Análise Fundamentalista
● Capítulo 7 – Conceitos de Contabilidade Básica – A compreensão
compreensão dos conceitos
 básicos de contabilidade são necessários para análise dos resultados das empresas
● Capítulo 8 – Técnicas de Análise Financeira – Veremos princípios da análise
financeira e de balanços e interpretação dos índices extraídos destes
● Capítulo 9 – Consulta de Demonstrativos Financeiros das Empresas Listadas e
Análise Fundamentalista – Veremos a utilização de indicadores (Análise Fundamen-
talista) na avaliação do desempenho da empresa

Parte 4: Análise Técnica ou Análise Gráfica


● Capítulo 10 – Análise Técnica ou Análise
Análise Gráfica – Neste capítulo mostraremos
os princípios que estão por trás da análise gráfica, que é uma abordagem que utiliza
gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e preço) para
comprar e vender ativos, mas não nos aprofundaremos na utilização
● Capítulo 11 – Criação de um Gráfico de Ações com MS Excel – Vamos
Vamos construir 
um gráfico de Ações com uma série de cinco valores: Volume-Abertura-Alta-Baixa-
Fechamento
● Capítulo 12 – Ciclos – as forças misteriosas que guiam os fatos, numa visão
superficial e rápida de que existem fatos que obedecem algumas constantes, citado
apenas como curiosidade para os que se apaixonarem
a paixonarem pelo assunto e tiverem interesse
em se aprofundar 

Parte 5: Análise de Ações em mais de uma Bolsa de Valores


● Capítulo 13 - Índice de Bolsa de Valores
Valores – O índice engloba as ações mais repre-
sentativas e espelha a tendência da bolsa de valores
● Capítulo 14 - Cotação ADR (American Depositary Receipt) - Recibos emitidos
 por um banco depositário norte-americano e que representam ações de um emissor 
estrangeiro que se encontram depositadas e sob custódia deste banco
Visãoo Geral dos Capítulos
Visã │ IX

Parte 6: Gestão de Riscos


● Capítulo 15 - Risco Financeiro - consequência da decisão de expor-se a uma
situação de expectativa de ganho sabendo-se que há a possibilidade de perda
● Capítulo 16 - Retorno Total ao Acionista e Obtenção de Dados – Conceito de
RTA ou TSR (Total Shareholder Return) e obtenção de dados para o cálculo
● Capítulo 17 – Conceitos de Estatística – Para realizar algumas análises vamos
rever alguns conceitos de estatística que serão utilizados nos próximos capítulos
● Capítulo 18 – Teoria de Carteiras - Vamos
Vamos compreender as propriedades econô-
micas da função utilidade que auxilia na processo racional de escolha pelos investido-
res de aplicações com diferentes relações de retorno esperado x risco e o conceito do
Modelo de Precificação de Ativos Financeiros CAPM (Capital Asset Pricing Model)
● Capítulo 19 - O Coeficiente Beta β - Conceito do coeficiente beta para medição
do grau de volatilidade de uma ação em relação ao comportamento do mercado
● Capítulo 20 - O Alfa de uma Ação - Diferença entre o retorno esperado pelo
investidor Rie e o retorno real R 
● Capítulo 21 - Calculando os coeficientes das ações e montando uma Carteira de
Ações – Vamos
Vamos exercitar um pouco dos conceitos vistos nos capítulos anteriores
● Capítulo 22 - Índices de Avaliação
Avaliação de Desempenho de Carteiras – Compreender 
alguns índices para comparabilidade do melhor desempenho de carteiras
● Capítulo 23 - Cálculo da Carteira Ótima pela Média-Variância (Carteira com
Maior Relação Retorno x Risco) – Como obter um retorno esperado com o menor 
risco
● Capítulo 24 - Escolher Ações boas pagadoras de Proventos em Dinheiro ao invés
de Investir em Renda Fixa (Para Investidores Avessos
Avessos ao Risco)
● Capítulo 25 - Sites Indicados - Algumas sugestões para consulta de informações
sobre mercado de capitais.
QUEM 
UEM  DEVE 
 DEVE  LER ESTE 
 LER  ESTE  LIVRO
 LIVRO

Este livro foi escrito com intuito de ensiná-lo a analisar e investir em ações. Muito
 já se escreveu sobre os métodos de Análise e Investimento em Ações, mas nenhum
texto consegue ser didático o suficiente para fazer um investidor iniciante aprender e
aplicar tais métodos de imediato.
Arquivos dos Exemplos Criados no Livro
Todos os arquivos dos exemplos criados no livro se encontram compactados no
arquivo Database.zip, disponível para download na Internet, no site do autor: http://
www.fabiogoncalves.com.br 
 S UMÁRIO
UMÁRIO

PARTE 1 - CONCEITOS DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS .................................................1


Capítulo 1 - Entendendo o Mercado de Valores
Valores Mobiliários...............
...............................
................................
.....................
.....33
1.1. Sistema Financeiro Nacional ..............................................................................................3

Capítulo 2 - Bolsa de Valores .................................................................................................23


2.1. As funções de uma Bolsa de Valores ................................................................................23
2.2. Breve Histórico da BOVESPA ..........................................................................................24
2.3. Pregão ...............................................................................................................................24
2.4. Ações .................................................................................................................................25
2.4. Entenda o Mercado de Ações ............................................................................................27
2.5. Os Diferentes Mercados ....................................................................................................30
2.6. Tributação das Aplicações Financeiras ............................................................................32

PARTE 2 - CONCEITOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA .................................................................35


Capítulo 3 - Conceitos de Matemática Financeira ..................................................................37
3.1. Razões da Variação
Variação do Valor
Valor do Dinheiro no Tempo ....................................
.................... ................................
...................
...37
37
3.2. Fluxo de Caixa ..................................................................................................................38
3.3. Terminologia .....................................................................................................................40
3.4. Juros Simples ....................................................................................................................41
3.5. Juros Compostos ...............................................................................................................42
3.6. Equivalência de Quantias ..................................................................................................42
3.7. Taxas Simultâneas .............................................................................................................43
3.8. Taxas Equivalentes ............................................................................................................44
3.9. Taxas de Juros Nominal e Efetiva .....................................................................................45
3.10. Fluxo Futuro Isolado: Fator fai (i,n) ...............................................................................48
3.11. FLUXO U NIFORME: FATOR  fau(i,n) ......................................................................................50
3.12. FLUXO GRADIENTE: FATORES fag e fgu...............................................................................51
fgu...............................................................................51

Capítulo 4 - Obtenção das séries históricas das cotações das ações ..............
..............................
.........................
.........55
55
4.1. Realizando download das séries históricas das cotações das ações ..............
..............................
....................
....55
55
4.2. Abrindo os arquivos baixados com Microsoft Excel 2007 ...............................................63
XVI │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

Capítulo 5 - Obtenção de Dados Macroeconômicos ..............................................................73


5.1. Indicadores de Conjuntura Econômica – Corecon (Conselho Regional de Economia) - RJ ...74
5.2. Indicadores de Conjuntura Econômica – Banco Central do Brasil ............... ...............................
....................
....77
77
5.3. Índices Financeiros – site Portal Brasil .............................................................................94
5.4. Dados do PIB Brasileiro – site do IBGE ..........................................................................97

Capítulo 6 - Aplicando o conceito de matemática financeira na análise do preço de ações .105


6.1. Análise de uma ação........................................................................................................105
ação........................................................................................................105

PARTE 3 - ANÁLISE FUNDAMENTALISTA ....................................................................................125


Capítulo 7 - Conceitos de Contabilidade Básica ..................................................................127
7.1. A Evolução da Contabilidade e os Principais Conceitos ................ ................................
...............................
...............127
127
7.2. Contabilidade Básica ......................................................................................................128
7.3. Balanço Patrimonial ........................................................................................................130
7.4. Demonstrativo de Resultados .........................................................................................132
7.5. Procedimentos Contábeis Básicos ..................................................................................135

Capítulo 8 - Técnicas de Análise Financeira ........................................................................141


8.1. Análise Horizontal (Tendência
(Tendência Histórica)................
................................
................................
................................
.......................
.......142
142
8.2. Análise Vertical
Vertical (Decomposição do Balanço) ................
................................
................................
................................
.................143
.143
8.3. Análise de Índices Financeiros........................................................................................146
Financeiros ........................................................................................146

Capítulo 9 - Consulta de Demonstrativos Financeiros das Empresas Listadas e Análise Funda-


mentalista ...............................................................................................................................155
9.1. Realizando download das séries históricas das cotações das ações .............. ..............................
..................156
..156

Parte 4 - Análise Técnica ou Análise Gráfica .......................................................................179


Capítulo 10 - Análise Técnica ou Análise
Análise Gráfica ...............
...............................
................................
................................
.................181
.181
10.1. Construção dos Gráficos ...............................................................................................182
10.2. As técnicas mais difundidas de Análise Técnica ou Gráfica ................ ................................
.........................
.........186
186
10.3. Suporte e Resistência ....................................................................................................213
10.4. Linhas de Tendência ......................................................................................................214
10.5. Padrões de Reversão de Tendência ...............................................................................217
10.6. Formações de Continuação de Tendência .....................................................................222
10.7. Resumo das Principais Formações................................................................................229
Formações ................................................................................229
Sumário │ XVII

Capítulo 11 - Criação de um Gráfico de Ações com MS Excel ................


................................
............................
............231
231

Capítulo 12 - Ciclos3 .............................................................................................................235

PARTE 5 - ANÁLISE DE AÇÕES EM MAIS DE UMA BOLSA DE VALORES ........................................239


Capítulo 13 - Índice de Bolsa de Valores ..............................................................................241
13.1. FTSE 100 , na LSE ...............
...............................
................................
................................
................................
.................................
.......................
......241
241
13.2. Hang Seng index, na HKEx .........................................................................................241
13.3. XETRA DAX na FWB .................................................................................................241
13.4. SSE 180, na SSE ...........................................................................................................242
13.5. Dow Jones, na NYSE ....................................................................................................242
13.6. NASDAQ-100, na NASDAQ .......................................................................................242
13.7. IBOVESPA na BOVESPA ...........................................................................................243

Capítulo 14 - Cotação ADR (American Depositary Receipt) ................


................................
...............................
...............245
245

ISCOS .................................................................................................253
PARTE 6 - GESTÃO DE R ISCOS
Capítulo 15 - Risco Financeiro .............................................................................................255
15.1. Gestão do risco ..............................................................................................................256

Capítulo 16 - Retorno Total


Total ao Acionista e Obtenção de Dados ................
................................
..........................
..........259
259

Capítulo 17 - Conceitos de Estatística ..................................................................................273


17.1. Média Aritmética ..........................................................................................................273
17.2. Desvio Padrão ...............................................................................................................274
17.3. Variância .......................................................................................................................276
17.4. Coeficiente de Variação .................................................................................................277
17.5. Coeficiente de Correlação .............................................................................................278
17.6. Covariância ...................................................................................................................282
17.7. Índice R 2 ........................................................................................................................283

Capítulo 18 - Teoria de Carteiras ..........................................................................................285


18.1. Princípios Básicos .........................................................................................................286
18.2. Retorno de um Ativo - CAPM - Modelo de Precificação de Ativos Financeiros .........287
18.3. Country Risk Premium – Country Bond Approach ......................................................288
18.4. Rating - Classificação de Risco.....................................................................................290
Risco.....................................................................................290
18.5. Risco e Retorno .............................................................................................................292
18.6. Medidas de Risco ..........................................................................................................293
XVIII │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

Capítulo 19 - O Coeficiente Beta β .......................................................................................295

Capítulo 20 - O Alfa de uma Ação ........................................................................................303

Capítulo 21 - Calculando os coeficientes das ações e montando uma Carteira de Ações ....307
21.1. Cálculo de Coeficientes.................................................................................................308
Coeficientes.................................................................................................308
21.2. Carteira de Ações ..........................................................................................................311

Capítulo 22 - Índices de Avaliação


Avaliação de Desempenho de Carteiras ........................................
......................... ...............315
315
22.1. Índice de Sharpe ............................................................................................................316
22.2. Índice de Treynor ..........................................................................................................318

Capítulo 23 - Cálculo da Carteira Ótima pela Média-V


Média-Variância
ariância (Carteira com Maior Relação
Retorno x Risco) ....................................................................................................................321

Capítulo 24 - Escolher Ações boas pagadoras de Proventos em Dinheiro ao invés de Investir 


em Renda Fixa (Para Investidores Avessos
Avessos ao Risco ..............
..............................
................................
...............................
...............343
343
24.1. Realizando download dos Proventos em dinheiro das ações ..............
..............................
..........................
..........345
345

Capítulo 25 - Sites Indicados ................................................................................................357

Anexo A - Layout do Arquivo - Cotações Históricas ............................................................359


1. Conceitos Básicos ..............................................................................................................359
2. Estrutura do Arquivo ..........................................................................................................359
3. Layout do Arquivo .............................................................................................................360
4. Tabelas Anexas ..................................................................................................................363

Anexo B - Explicação dos Indicadores Macroeconômicos ...................................................371


I – PIB ....................................................................................................................................371
II – Setor Externo ...................................................................................................................373
III – Setor Público (% do PIB) ...............................................................................................376
IV – Índices de inflação .........................................................................................................379
V – Juros ................................................................................................................................382

Referências Bibliográficas ...................................................................................................385


PARTE 1
CONCEITOS DO
MERCADO DE VALORES
MOBILIÁRIOS

“Você vê coisas, e diz: Por quê? Mas eu


 sonho coisas que nunca existiram, e eu digo:
 Por que não?”

George Bernard Shaw


C  APÍTULO 1
 E  NTENDENDO O M  ERCADO
 DE  V 
 ALORES  M OBILIÁRIOS 
OBILIÁRIOS 

1.1. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL


O Sistema Financeiro Nacional do Brasil é formado por um conjunto de institui-
ções financeiras voltadas para a gestão da política monetária do governo federal.

FIGURA 1.1 - ORGANOGRAMA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

 Fonte: Portal do Investidor 


C  APÍTULO 2
 BOLSA  DE  V 
OLSA DE   ALORES 

A regra número 1 para entender melhor o mercado de ações é saber o que é uma
Bolsa de Valores e para que serve. Pode-se dizer que a Bolsa é um ambiente onde
ações de diferentes empresas são compradas e/ou vendidas. Quem concretiza as ope-
rações do mercado acionário são as Corretoras de Valores, que recebem ordens dire-
tamente de seus clientes.

2.1. AS FUNÇÕES DE UMA BOLSA DE VALORES


Além de funcionar como um elo entre pessoas interessadas em investir em ações
e empresas que precisam de recursos para crescer, a Bolsa é um centro de liquidez 1
 por oferecer às Corretoras de Valores um ambiente seguro, rápido e transparente de
intermediação de negociações.
A BOVESPA também assegura que os preços das ações formem-se pela livre in-
teração de compradores e vendedores, e garante que os negócios sejam realizados
de acordo com regras e normas estabelecidas pela própria Bolsa e pela Comissão de
Valores Mobiliários (CVM).
Além disso, propicia aos investidores, às Corretoras e às empresas um ambiente
no qual as operações podem ser efetuadas de forma transparente e segura. Oferece sis-
temas operacionais adequados com emprego de alta tecnologia, além de uma equipe
técnica que monitora as negociações e as empresas emissoras para garantir a credibi-
lidade e a transparência do mercado.
A Bolsa também exerce uma função educativa ao levar os conceitos do mercado
de ações a diferentes públicos.

1Liquidez: É o grau de facilidade com que podemos converter o ativo (bem, investimento) em dinheiro: quanto mais fácil e rápido pudermos
converter um ativo em dinheiro, maior será sua liquidez.
PARTE 2
CONCEITOS DE
MATEMÁTICA
FINANCEIRA
 P  RINCÍPIO: “O VALOR DO DINHEIRO
VARIA COM O TEMPO” 
“Os homens que decidem parar até a
crise passar, verificam mais tarde que
aqueles que não pararam e colaboraram
com o tempo, estão tão adiante que jamais
 poderão ser alcançados.”

(Henry Ford)
C  APÍTULO 3
C ONCEITOS  DE 
ONCEITOS  DE  M 
 ATEMÁTICA
F  INANCEIRA
Ter domínio dos princípios básicos de matemática financeira que é um dos pilares
 para análise de investimentos e tomada de decisões.
Princípio: “O VALOR DO DINHEIRO VARIA COM O TEMPO”
Consequência: QUANTIA depende da DATA
O tempo é medido em períodos: ano, mês, dia, trimestre, etc.

3.1. R AZÕES
AZÕES DA VARIAÇÃO DO VALOR  DO DINHEIRO NO TEMPO
ALOR DO
a) INFLAÇÃO : Correção monetária - Existem várias definições a respeito da infla-
ção, mas uma definição simples e clara pode ser a elevação contínua do nível de
 preços, isto é, uma taxa contínua de crescimento dos preços num determinado
 período.
 b) UTILIDADE : Juro, Lucro - Juros nada mais são do que a remuneração do capital
investido, ou seja, é o que se exige em troca da colocação de um capital à dispo-
sição de outra pessoa/entidade. A importância da taxa de juros para o processo
econômico é assunto de todas teorias econômicas, e se reflete nas decisões dos
agentes econômicos:
• na decisão de poupar;
• na decisão de consumir;
• na decisão de investir
investir..
c) R ISCO
ISCO: Um banco cobra para um cliente “RUIM” 1% ao mês a mais que para o
cliente “BOM”, ou seja, quanto maior o risco maior o retorno.
C  APÍTULO 4 
O BTENÇÃO  DAS 
 DAS  SÉRIES 
 SÉRIES 
 HISTÓRICAS  DAS 
 HISTÓRICAS  DAS COTAÇÕES 
COTAÇÕES 
 DAS  AÇÕES 
 DAS  AÇÕES 
Precisamos de dados históricos para fazer análise das ações, a obtenção das séries
históricas das cotações faz parte deste processo, com o tempo pode trabalhar direto
em softwares, mas compreender o processo de funcionamento e onde obter dados do
mercado faz parte do aprendizado.

4.1. R EALIZANDO
EALIZANDO DOWNLOAD DAS SÉRIES HISTÓRICAS DAS CO-
TAÇÕES DAS AÇÕES
1. Entre no site www.bovespa.com.br,
www.bovespa.com.br, conforme Figura 4.1.

FIGURA 4.1 – SITE BOVESPA


C  APÍTULO 5
O BTENÇÃO  DE  D ADOS 
 M  ACROECONÔMICOS 
O entendimento do mercado de capitais exige a compreensão da macro economia,
 já que seu andamento impacta de forma direta ou indireta nas cotações
c otações de ações. Neste
capítulo veremos como obter indicadores econômicos e as análises e entendimento
da importância de alguns deles será explicada de acordo com a utilização no decorrer 
dos capítulos.

FIGURA 5.1 – I NDICADORES MACROECONÔMICOS DETALHADOS NO A NEXO B ( NO FINAL DO LIVRO).


DETALHADOS NO
C  APÍTULO 6 
 A PLICANDO O CONCEITO
 DE  MATEMÁTICA
 DE  MATEMÁTICA
FINANCEIRA  NA
 NA ANÁLISE 
 ANÁLISE  DO
 DO
 PREÇO DE 
 PREÇO  DE  AÇÕES 
 AÇÕES 
Após aprendermos que o valor dinheiro muda no tempo, que não podemos com-
 parar quantias em diferentes datas sem aplicar um fator de correção. Vamos
Vamos agora ver 
este conceito aplicado na análise de ações. Primeiro vamos ver como obter os dados
históricos de cotações.

6.1. ANÁLISE DE UMA AÇÃO


Após fazer download de vários anos vamos selecionar uma ação, VALE5 – VALE
R DOCE PN, para análise do seu valor ao longo do tempo, no período de Jan/2001
até Set/2007, conforme Tabela
Tabela 6.1.

TABELA 6.1 – AÇÕES ESCOLHIDA

COLUNA NOME DO CAMPO DESCRIÇÃO VALOR  SIGNIFICADO


CONFORME ANEXO I

D CODNEG Código de Negociação do Papel VALE5 -


E TPMERC Tipo de Mercado 10 VISTA
122 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 6.26 – HISTÓRICO DA COTAÇÃO DA AÇÃO VALE5

Observe que o Valor


Valor Presente no mês 01/2001 é R$ 13,01 (treze reais e um centa-
vos), e no mês 09/2007 é igual a R$ 52,20 (cinqüenta e dois reais e vinte centavos),
isso significa que no período de 01/2001 até 09/2007 (81 meses) o valor aplicado neste
 papel teve um rendimento real de 301% = [(52,2-13,01)/13,01]*100, considerando
que o dinheiro tenha desvalorizado a taxa do CDI.
Se considerarmos apenas o preço do papel, sem atualizar o valor do dinheiro no
tempo, o valor aplicado teve um rendimento de 1087% = [(52,2-4,4)/4,4]*100. Em
ambos os casos ainda estamos desconsiderando os ganhos proporcionados pelos di-
videndos e juros capital próprio distribuídos pela empresa no período, tópicos que
estaremos vendo no capítulo 16.
PARTE 3
ANÁLISE
FUNDAMENTALISTA
 P  RINCÍPIO: “DETERMINAÇÃO DA
 SITUAÇÃO PATRIMONIAL E DOS 
 RESULTADOS DAS EMPRESAS” 
“Quando você pode medir o que está falando
e expressá-lo através de números, você sabe
alguma coisa sobre ele; mas, quando você
não pode medi-lo e não pode expressá-lo
em números, seu conhecimento sobre ele
é inadequado e insatisfatório.”

 Lord Kelvin
C  APÍTULO 7 
C ONCEITOS  DE 
ONCEITOS  DE 
C ONTABILIDADE 
ONTABILIDADE  B ÁSICA

A compreensão dos conceitos básicos de contabilidade são necessários para aná-


lise dos resultados das empresas, no curto prazo o preço dos papéis podem subir ou
cair por especulação, mas a longo prazo o preço normalmente reflete o desempenho
econômico das empresas e suas perspectivas futuras.
O QUE É CONTABILIDADE ? É um sistema de registro e apuração ou medição da
riqueza de uma empresa.
COMO É MEDIDA A RIQUEZA DE UMA EMPRESA? A Contabilidade acompanha os flu-
xos que se dirigem para a empresa, ou que partem dela, classificando-os e quantifican-
do-os em um processo contínuo.

7.1. A EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE E OS PRINCIPAIS CON-


CEITOS
a. A contabilidade é um instrumento da função administrativa que tem como fi-
nalidade controlar o patrimônio, apurar o resultado das entidades e prestar estas
informações aos diversos usuários.
 b. A contabilidade é um método universal utilizado para registrar todas as tran-
sações de uma empresa, que possam ser expressas em termos monetários. Isso
 possibilita a interpretação uniforme das demonstrações expositivas de qualquer 
empresa.
c. O objeto da contabilidade é o patrimônio das entidades e a sua finalidade é ve-
rificar a situação da empresa sob os mais diversos enfoques, tais como análises de
estrutura, de evolução, de solvência, de garantia de capitais próprios e de terceiros,
de retorno de investimentos, entre outros.
Conceitos de Contabilidade Básica │ 129

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO - Aspecto dinâmico - mostra como a si-


tuação financeira da empresa se desenvolveu em um determinado período devido
a atos administrativos. Neste período a diferença entre receitas e despesas (custos)
é o lucro desse período, mostrado de um modo analítico.

FIGURA 7.1 – DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS

PERÍODO CONTÁBIL - Considerando a vida total de uma empresa o lucro


liquido é simplesmente o excesso da quantia que os proprietários recebem da empresa
e mpresa
sobre o que nela investiram (CAPITAL).
(CAPITAL). Porem os proprietários não podem aguardar 
a apuração do lucro até quando a empresa deixar de existir. Precisam saber a interva-
los frequentes “como vão as coisas”. Portanto é escolhido um período conveniente,
geralmente um ano para medir as operações ocorridas nesse espaço de tempo. PERIO-
DO CONTABIL é esse intervalo escolhido. Conforme Tabela 7.1.
Conceitos de Contabilidade Básica │ 135

7.5. PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS BÁSICOS


A estrutura do lançamento contábil tem por alicerce o secular método das “par-
tidas dobradas”, segundo o qual todo débito corresponde a um crédito de mesmo
valor, ou seja: em todo lançamento contábil são utilizadas no mínimo duas contas
- uma para débito, outra para crédito do mesmo valor.
O método das partidas dobradas é a razão pela qual, na Contabilidade, a soma de
todos os valores debitados é sempre igual à soma de todos os valores creditados.
E é também por isso que, no Balanço Patrimonial, o total do Ativo é sempre igual
ao total do Passivo.
 No Ativo, classificam-se, basicamente, contas que têm saldo devedor; no Passivo,
aquelas que têm saldo credor.
Há exceções, que são as chamadas “contas redutoras”. Por exemplo: a conta de
depreciação acumulada é classificada no Ativo, mas seu saldo é credor, porque ela
reduz o valor do Imobilizado ao qual se refere.
As contas de despesa são debitadas; as de receita, creditadas. Conseqüentemente,
se em determinado período a diferença entre receitas e despesas for:
• credora (receitas maiores do que as despesas), o resultado será lucro (saldo cre-
dor);
• devedora (despesas maiores do que as receitas), o resultado será prejuízo (saldo
devedor). Entrada de dinheiro no caixa não significa
significa necessariamente que a em-
 presa gerou um lucro. Aparece no balanço na forma de lucro acumulado á dispo-
sição dos acionistas. Embora meçamos nossa renda pessoal
140 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 7.11 – BALANÇO PATRIMONIAL FINAL


C  APÍTULO 8
T  ÉCNICAS   DE  A NÁLISE 
 ÉCNICAS  DE 
F  INANCEIRA
A prática e a literatura têm revelado que a análise financeira e de balanços é uma
tarefa mais difícil e complexa do que uma mera apuração de índices, cujas formas
 já se encontram montadas ou formalizadas. Onde reside, então, a complexidade e a
dificuldade?
A resposta é extremamente simples. Apurar ou calcular índices é uma tarefa bas-
tante simplista, tendo em vista que as fórmulas já se encontram padronizadas. O que
se precisa é meramente um conhecimento de matemática básica ou financeira e saber 
classificar e extrair as contas das demonstrações a fim de se aplicá-las às fórmulas. O
grande desafio do problema em questão é justamente a análise ou interpretação destes
cálculos ou dos índices extraídos. Calcular é muito simples, mas não é uma atividade
que se encerra em si. Indispensável é reforçar a necessidade de bem interpretar os
dados e informações.
Partindo-se da hipótese de que parte do elenco de informações que as empresas utili-
zam para tomar decisões está nas demonstrações contábeis, especialmente no suplemento
de análise destas demonstrações, há que se afirmar que a importância em se proceder a
análise financeira e de balanços é de um grau de relevância extremamente alto.
Enfim, é possível sintetizar ainda uma série de razões para realçar quão importante
é esta análise para as empresas:
• se bem manuseada, pode se constituir num excelente e poderoso “painel de con-
trole” da administração;
• se não for feita a partir de uma contabilidade “manipuladora” ou “normatizante”,
 pode trazer resultados bastante precisos;
• é uma poderosa ferramenta à disposição das pessoas que se relacionam ou pre-
tendem relacionar-se com a empresa, ou seja, os usuários da informação contábil
ou financeira, sejam eles internos ou externos;
142 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

• permite diagnosticar o empreendimento, revelando os pontos críticos e permitin-


do apresentar um esboço das prioridades para a solução dos problemas;
• permite uma visão estratégica dos planos da empresa, bem como estima o seu
futuro, suas limitações e suas potencialidades.

8.1. ANÁLISE HORIZONTAL (TENDÊNCIA HISTÓRICA)


A Análise Horizontal ajuda a identificar mudanças anormais ao longo do tempo,
ela dedica-se a elucidar como está ocorrendo a evolução de cada item ou conjunto de
itens constantes das demonstrações. É chamada de horizontal por duas razões:
1) estabelece o primeiro ano ou o ano-base para a análise e a partir deste verifica
qual foi a evolução nos anos seguintes;
2) preocupa-se com o crescimento ou decrescimento de itens ou conjunto de itens
específicos, ou seja, não compara um item com outro no mesmo período e sim o
mesmo item a cada período.

FIGURA 8.1 – A NÁLISE HORIZONTAL


Técnicas de Análise Financeira │ 143

TABELA 8.1 – METODOLOGIA E LIMITAÇÕES DA A NÁLISE HORIZONTAL

Metodologias Limitações da Análise de Tendências


• Tendência de Longo Prazo: crescimento para um • É dependente da seleção da base escolhida e do pe-
 período superior a três anos· ríodo de análise·
• Variações anuais: números-índices ou variações • Proporciona pouca explicação sobre as razões da
 percentuais· tendência·
• Taxas de Crescimento Anual: taxas compostas para • A tendência da empresa se torna mais clara quando
o período e taxas anuais médias comprada à do mercado ou de setor de atuação·
Valores negativos precisam ser analisados, compara-
dos e interpretado
interpretadoss

8.2. ANÁLISE VERTICAL (DECOMPOSIÇÃO DO BALANÇO)


A Análise Vertical concentra-se na verificação da estrutura de composição dos
itens das demonstrações e a sua evolução no tempo, com enfoque especial, também,
ao estudo de tendências. Pode ser usada para conhecimento de aspectos econômicos
de diferentes setores e de diferentes empresas do mesmo setor de atividade.
A idéia desta análise consiste no seguinte: estabelecer um item como base e a
 partir daí verificar quanto cada um dos demais itens representa em relação àquele
escolhido como base.

FIGURA 8.2 – A NÁLISE VERTICAL


C  APÍTULO 9
C ONSULTA
ONSULTA  DE 
 D EMONSTRATIVOS 
F  INANCEIROS 
 INANCEIROS  DAS 
 DAS 
 E  MPRESAS  L ISTADAS 
 ISTADAS  E 
 E 
 A NÁLISE  F UNDAMENTALISTA
UNDAMENTALISTA

Análise Fundamentalista enfatiza principalmente os indicadores de desempenho


da empresa, sua estratégia de negócios, mercado em que se insere, política de divi-
dendos, eficiência administrativa e solidez financeira. Enfim, é uma escola que analisa
muito mais a empresa do que o movimento dos preços de suas ações.
Estas análises são baseadas nas demonstrações financeiras e no relatório da admi-
nistração da companhia.
É uma avaliação individual, e busca definir se determinado ativo é ou não uma
opção de investimento.
Um dos principais indicadores que baliza o preço das ações é o Índice Preço/Lucro
- P/L, que estima o prazo de recuperação integral do capital investido.
É possível consultar os demonstrativos financeiros das empresas no site da Bo-
vespa ou CVM (http://www.cvm.gov.br), neste capítulo estaremos consultando via
Bovespa.
174 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

   A
   T
   S
   I
   L
   A
   T
   N
   E
   M
   A
   D
   N
   U
   F
   E
   S
   I
   L
    Á
   N
   A
  –
   2
   3
 .
   9
   A
   R
   U
   G
   I
   F
Consulta de Demonstrativos Financeiros das Empresas Listadas e Análise Fundamentalista │ 175

21. Vamos fazer  algumas análises das informações após a conclusão do preen-
chimento:
21.1. Apresentou retorno positivo em todos os anos analisados maior que uma
aplicação em renda fixa, conforme Figuras 9.33 e 9.34

FIGURA 9.33 - OSCILAÇÃO

FIGURA 9.34 – PROVENTOS EM DINHEIRO

21.2. Apesar
Apesar da valorização ocorrida no decorrer dos anos a empresa vem melho-
rando e/ou mantendo os indicadores de P/L e P/VPA,
P/VPA, a interpretação é quanto menor 
melhor, conforme Figura 9.35.
P/L
• Relação Preço (Cotação) Lucro. Indica o retorno esperado para a ação. Deve-se
levar em consideração que efeitos não operacionais podem distorcer este indica-
dor.
• FÓRMULA: COTAÇÃO / (LUCRO LÍQUIDO / Nº TOTAL DE AÇÕES).
P/VPA
• Relação Preço Valor Patrimonial da Ação. Indica o quanto a ação representa do
valor patrimonial contábil.
• FÓRMULA: COTAÇÃO / VPA
• VPA = PATRIMÔNIO LÍQUIDO (contábil) / Nº TOTAL DE AÇÕES
176 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 9.35 – I NDICADORES DE MERCADO

21.3. As margens de lucratividade vem apresentado constantes melhorias no de-


correr dos anos, interpretação é quanto maior melhor, conforme Figura 9.36.
Indicadores de Rentabilidade - MARGENS DE LUCRATIVIDADE
• Margem Bruta = Lucro Bruto / Receita Operacional Líquida
• Margem Ebit = Ebit / Receita Operacional Líquida
• Mark-up Ebitda = Ebitda / Receita Operacional Líquida
• Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Operacional Líquida
Consulta de Demonstrativos Financeiros das Empresas Listadas e Análise Fundamentalista │ 177

FIGURA 9.36 – MARGENS DE LUCRATIVIDADE

21.4. Alguns Indicadores de Situação Financeira e Patrimonial analisados vem


apresentado melhora no decorrer dos anos, conforme Figura 9.37.
TAXAS DE R ETORNO
ETORNO

• Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido = Lucro Líquido (12 meses) / Pa-


trimônio Líquido
• Interpretação: Quanto maior melhor 
ÍNDICE DE ESTRUTURA PATRIMONIAL
• Endividamento Geral = (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Ati-
vo Total
• Interpretação: Quanto menor melhor 
ÍNDICES DE SOLVÊNCIA
• Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante
• Interpretação: Quanto maior melhor 
PARTE 4
ANÁLISE TÉCNICA OU
ANÁLISE GRÁFICA
 P  RINCÍPIO: “A COTAÇÃO DE UMA AÇÃO
 SEGUE PADRÕES E TENDÊNCIAS QUE 
 SE REPETEM, OU SEJA, CICLOS” 

“Se você não sabe para onde está


caminhando, provavelmente chegará
a um outro lugar.”

 DR. Laurence J. Peter 


C  APÍTULO 10
 A NÁLISE  T  ÉCNICA OU 
 A NÁLISE  G  RÁFICA
A análise técnica ou análise gráfica, de maneira resumida, é uma abordagem que
utiliza gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e
 preço) para comprar e vender ativos, ela não está preocupada em analisar os funda-
mentos da empresa, tal como desempenho financeiro, endividamento ou expectativa
de lucros, mas seu foco está centrado no comportamento dos preços das ações. Seu
 princípio básico é o de que a cotação de uma ação segue padrões e tendências que se
repetem, ou seja, a cotação atual de uma ação é influenciada pela média histórica de
cotações, sempre observando de perto o indicador de volume.
Em complemento a utilização de gráficos, a análise técnica inclui também uma
série de teorias sobre como acontecem os movimentos do mercado.
A análise técnica é o estudo da dinâmica do mercado através dos sinais que o pró-
 prio mercado emite, ela apresenta as seguintes características:
 analisa os dados gerados pelas transações como preço e volume;
 utiliza os gráficos na busca de padrões;
 visualiza a ação dos componentes emocionais presentes no mercado.
Analisa as tendências e busca determinar alvos (até onde os preços irão se movi-
mentar). A maioria dos indicadores técnicos utiliza uma combinação de médias para
seu cálculo, normalmente uma média de curto prazo e uma média de longo prazo.
Análise técnica é o estudo de como os preços se movimentam, não se preocupando
do porque estes se movimentam.
182 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

Ela parte de três princípios:


1. A ação do mercado reflete todos os fatores envolvidos neste;
2. os preços se movimentam em tendências;
3. o futuro repete o passado.

10.1. CONSTRUÇÃO DOS GRÁFICOS


A ferramenta primária da Análise Técnica é um gráfico. Existem alguns tipos de
gráficos para representar o que aconteceu no pregão. É importante que você compre-
enda como são formados os símbolos que formam os gráficos, pois esses símbolos são
a própria linguagem do mercado. A seguir os mais populares:

10.1.1. GRÁFICO DE BARRA - QUALQUER  HORÁRIO. MENSAL, SEMANAL ,


UALQUER HORÁRIO
DIÁRIO , POR  HORA, 15 MIN, ETC.
POR HORA

Este tipo de gráfico é um dos mais usados devido a sua funcionalidade. Ele é bem
mais eficiente que o de linha, não utilizando somente o preço de fechamento, mas
indicando também, o preço máximo do dia, o preço mínimo, o preço de abertura e o
fechamento, conforme Figura 10.1.

FIGURA 10.1 – GRÁFICO DE BARRA


Análise Técnica ou Análise Gráfica │ 183

1. Mercado fecha na baixa. Isso é típico de um mercado fraco e pessimista. (Bear 


market)
2. Mercado fecha com pouca mudança sobre o dia. Típico de um mercado está-
vel.
3. Mercado fecha na alta. Isso mostra um mercado positivo e otimista. (Bull ma-
rket)

Através destes quatro preços, temos uma idéia maior do movimento daquele dia,
o que é importante para o investidor em suas tomadas de decisões, facilitando iden-
tificar a tendência para o dia seguinte. Lembre-se sempre que estamos em busca das
tendências do mercado.
A barra deste gráfico representa, como dito anteriormente, o preço máximo e míni-
mo do dia. Estes dois dados formam o “range” (diferença entre o máximo e mínimo)
nos permitindo analisar como foi o “rally” entre as duas forças, a compradora e a
vendedora. Um dia de grande volatilidade nos dará uma barra com um range mais
longo, permitindo ao investidor saber que aquele dia teve uma grande oscilação no
 preço do ativo, mostrando um mercado mais nervoso, ao contrário de uma barra com
range curto, demonstrando uma maior calma no mercado.
A mais normal utilizada é a barra diária, pois esta representa um dia de pregão
inteiro, facilitando a visualização de cada pregão e dando a idéia de como se realizou
o rally do mercado, dia após dia, permitindo ao investidor ter uma visão mais abran-
gente em um contexto geral.

10.1.2. GRÁFICO DE LINHA - MENSAL, SEMANAL, DIÁRIO, ETC.


O gráfico de linhas é o mais simples entre, uma vez que utiliza apenas um dado
 para sua formação: o preço de fechamento.
fe chamento. Podemos considerá-lo pouco eficiente em
relação aos outros tipos de gráficos, pois aqueles utilizam mais dados que somente o
 preço de fechamento, tornando-os mais eficazes.
Para sua formação, o preço de fechamento é marcado no eixo do tempo de acordo
com a data do pregão, formando uma seqüência de pontos de acordo com o passar do
tempo, e estes interligados através de traços, formando a linha. Os pontos são invisí-
veis, predominando a imagem da linha, conforme a Figura 10.2.
184 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 10.2 – GRÁFICO DE LINHA

10.1.3. GRÁFICO PONTO E FIGURA - NÃO UTILIZA HORÁRIO.


O Gráfico de Ponto e Figura é um gráfico temporal, isto é, muda conforme a os-
cilação do mercado, não utilizando a característica básica dos gráficos que se foca ao
tempo, e sim ao os preços durante o pregão.
Este gráfico é utilizado mais ao curto ou curtíssimo prazo, que é mais utilizado
 para as operações de compra e venda no mesmo dia (day trade).
O gráfico Ponto e Figura é gerado através dos caracter O e X. Estes caracteres são
gerados em um espaço chamado box, que corresponde mais ou menos a escala de
 preços de um gráfico de candlestick ou de barra. O caracter X é usado para oscilação
de alta e o caracter O é usado para oscilações de baixa, conforme Figura 10.3.
Análise Técnica ou Análise Gráfica │ 185

FIGURA 10.3 – GRÁFICO PONTO E FIGURA

10.1.4. GRÁFICO DE CANDLES OU CANDLESTICKS - QUALQUER  HORÁ-


RIO. MENSAL, SEMANAL, DIÁRIO , POR  HORA, 15 MIN, ETC.
POR HORA

O Gráfico de candles, também chamado gráfico de velas ou candelabro japonês


 popularizou-se na década de 90 com os trabalhos de Steven Nison, autor do famoso
livro Japanese Candlestick Charting Techniques. Também utiliza as informações de
 preço máximo, mínimo, abertura e fechamento para o desenho do símbolo.
Este é formado pelo corpo e pelas sombras.
A sombra representa a diferença entre o preço máximo e mínimo do dia, e é apre-
sentada por um eixo central, exatamente como no gráfico de barras. Já os preços de
abertura e fechamento fazem seu diferencial do gráfico de barras. Entre estes dois
valores, localiza-se o corpo do candle. Se naquele dia tivermos o fechamento acima da
abertura, teremos um corpo vazio, em branco. Se o fechamento for abaixo da abertura,
teremos um corpo cheio, negro. Corpo vazio representa
re presenta a alta enquanto o corpo cheio
representa a baixa. Simples e eficiente para análises rápidas, conforme Figura 10.4.
186 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 10.4 – GRÁFICO DE CANDLES

 Nos gráficos de candles podem ser utilizados todos os preceitos da teoria de Dow
e padrões clássicos. Além disso, os candles introduzem um novo conjunto de padrões
que serão abordados
a bordados a seguir.

10.2. AS TÉCNICAS MAIS DIFUNDIDAS DE ANÁLISE TÉCNICA OU


GRÁFICA
- Teoria Dow
- Teoria
Teoria das ondas de Elliot
- A série
série de Fibonacci
- Candlesticks
- Uso dos Indicadores
Análise Técnica ou Análise Gráfica │ 229

10.7. R ESUMO
ESUMO DAS PRINCIPAIS FORMAÇÕES

Formação Significado
Reversão Tendência
Pá de Ventilador ●
Topo Duplo ●
Fundo Duplo ●
Cabeça-Ombro-Cabeça ●
Triângulo Simétrico ● ●
Triângulo Ascendente ●
Triângulo Descendente ●
Cunha ●
Retângulo ● ●
Bandeira ●
Flâmula ●
Diamante ● ●
Figuras Arredondadas ●
Pull Back ●

Para maior detalhamento sobre cada tópico de interesse sugerimos que busque
mais fontes bibliográficas.
C  APÍTULO 11
C  RIAÇÃO  DE  UM  G 
 DE UM   RÁFICO
 DE  AÇÕES  COM  MS E 
ÇÕES COM   XCEL

Vamos construir um gráfico de Ações com uma série de cinco valores: Volume-
Abertura-Alta-Baixa-Fechamento. O objetivo é o entendimento da concepção de
construção dos gráficos nesta fase de aprendizado.
1. Abrir o Microsoft Excel 2007
2. Selecionar o comando no menu superior Arquivo -> Abrir
3. Selecionar a pasta no caminho Database\Arquivos Livro\Capítulo 11, após
descompactar o arquivo Database.zip, baixado do site do autor.
4. Selecionar o arquivo VALE5.xls e clique no botão Abrir, conforme Figura 11.1.

FIGURA 11.1 - SELECIONANDO O ARQUIVO A SER 


SER ABERTO
ABERTO
Criação de um Gráfico de Ações com MS Excel │ 233

FIGURA 11.3 – GRÁFICO VALE5

Apenas comentários de alguns padrões entre tantos que podem ser identificados:
Um Marubozu Branco indica pressão compradora incremental, na qual os preços
sobem consistentemente desde a abertura até ao encerramento. Usualmente, se vemos
esse Candle em um movimento de baixa, podemos esperar que um início de reversão
do trade baixista esteja se formando. E se estivermos em um trade de alta, a continu-
ação da subida. Porem, devemos ter em conta que quando vemos esse sinal em trade
de alta já iniciado há algum tempo, podemos esperar que haja alguma correção a se
realizar no trade.
Os Spinning Tops tem longas sombras acima e abaixo do corpo real. A cor do
corpo real não é tão importante. O padrão indica indecisão entre os comprados e
vendidos.

ONDE ENCONTRAR 
O arquivo está no caminho abaixo, após descompactar o arquivo Database.zip,
 baixado do site do autor 
\Database\Arquivos Livro\Capítulo 11\ VALE5_Final.xlsx
C  APÍTULO 12
C  ICLOS 
3

“De acordo com a Lei da Repetição Periódica, tudo aquilo que aconteceu

terá de voltar a acontecer muitas outras vezes – e não caprichosamente,

mas em períodos regulares, cada coisa no seu próprio período, e não em

outro, e cada uma delas obedecendo sua própria lei... A mesma natureza

que se deleita com a repetição periódica nos céus é a natureza que regula

os assuntos na Terra. Não subestimemos o valor dessa insinuação.”

- Mark Twain

A milhares de anos o homem vem tentando prever o futuro, e seu fracasso nesta
 jornada se encontra descrito pela história. Iniciou com adivinhos, profetas, oráculos,
feiticeiros, astrólogos, numerólogos, místicos, charlatões e videntes, que diziam ter 
 poderes sobrenaturais que lhes permitiam prever o futuro. Ao longo da história guer-
ras foram travadas, reinos caíram entre outros eventos como resultado desses pronun-
ciamentos. Ainda
Ainda hoje não estamos livres de seus equivalentes.
Mas em silêncio milhares de cientistas de diversas áreas do conhecimento como
Economia, Física, Matemática, Sociologia, História e Antropologia, entre outros, es-
tão acumulando dados (fatos e números) com a promessa da possibilidade de prever 
 parcialmente o futuro. Uma ciência que estuda o comportamento de fatos que se re-
 petem em intervalos razoavelmente regulares em todo o universo, permitindo prever 
cientificamente os eventos de amanhã.

3 Ciclos – Este capítulo é composto por adaptações e trechos do livro Cycles: the mysterious forces that trigger events
PARTE 5
ANÁLISE DE AÇÕES EM
MAIS DE UMA BOLSA DE
VALORES
 P  RINCÍPIO: “A COTAÇÃO DE UMA AÇÃO
TENDE A TER O MESMO PREÇO EM 
TODAS AS BOLSAS DE VALORES” 

“O segredo do negócio é saber de alguma


coisa que ninguém mais sabe.”

 Aristóteles Onassis
C  APÍTULO 13
 Í  NDICE   DE  BOLSA
 NDICE  DE 
 DE  V 
 ALORES 

Os movimentos de uma Bolsa de Valores são captados através de índices. Tais


índices englobam o valor médio em moeda corrente de determinado grupo de ações,
consideradas mais representativas no movimento total do mercado ou de empresas
atuantes em determinados setores da economia. Existem, pois, índices gerais e índi-
ces setoriais para cada Bolsa de valores. A variação do índice espelha a tendência da
 bolsa - de alta ou de baixa - em um determinado momento do pregão, ou ao final dele,
comparando-se com o índice do dia anterior
anterior..
Cada Bolsa de Valores
Valores tem seus índices. Entre os índices gerais exemplifica-se:

13.1. FTSE 100 , NA LSE


FTSE 100 é um índice calculado pela FTSE
F TSE The Index Company.
Company. Representa um
 pool 100 ações representativas da Bolsa de Valores de Londres.

13.2. HANG SENG INDEX, NA HKEX


Hang Seng index é o índice da Bolsa de Valores
Valores de Hong Kong.

13.3. XETRA DAX NA FWB


XETRA DAX é o principal Índice de Bolsa de Valores da Bolsa de Valores de
Frankfurt.
C  APÍTULO 14 
C OTAÇÃO
OTAÇÃO ADR (A MERICAN 
 D EPOSITARY  R ECEIPT  )
ADR (AMERICAN DEPOSITARY
DEPOSITARY RECEIPT) - Os ADRS são recibosr ecibos emitidos
 por um banco depositário norte-americano e que representam ações de um emissor 
estrangeiro que se encontram depositadas e sob custódia deste banco. Os ADR´s são
cotados em dólares norte-americanos e trazem grandes vantagens ao emissor estran-
geiro, já que facilitam o acesso ao mercado norte-americano. Existem três níveis dis-
tintos de ADRs: ADR nível 1, nível 2 e nível 3.

ADR NÍVEL
NÍVE L 1 - Trata-se de um dos tipos de ADR (American Depositary Receipt)
cuja negociação é feita somente no mercado de balcão norte-americano, ou seja, não é
 possível efetuar oferta pública do ADR nos EUA. A captação dos recursos levantados
 pela emissão do ADR fica cargo do banco depositário dos ADRs.

ADR NÍVEL
NÍVE L 2 - Trata-se de um dos tipos de ADR (American Depositary Receipt)
cuja negociação é feita na Nasdaq, e por isso as demonstrações financeiras da empresa
cujas ações fazem parte do ADR devem estar de acordo com os princípios contábeis
adotados nos EUA, o US GAAP.

ADR NÍVEL
NÍVE L 3 - Trata-se de um dos tipos de ADR (American Depositary Receipt)
cuja negociação pode ser feita em qualquer bolsa de âmbito nacional dos EUA, ou
na Nasdaq. Ao contrário dos outros níveis de ADR, ele deve estar emitido com base
em ações novas da companhia, e vinculado a uma emissão pública dessas ações nos
EUA. Da mesma forma que no AR nível 2 as demonstrações financeiras da empresa
cujas ações fazem parte do ADR devem estar de acordo com os princípios contábeis
adotados nos EUA, o US GAAP.
252 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 14.6 – A NÁLISES


PARTE 6
GESTÃO DE R ISCOS
ISCOS

 P  RINCÍPIO: “NÃO COLOCAR TODOS OS 


OVOS NUMA ÚNICA CESTA” 
CESTA” 

“Diversificação
“Diversificação é a única forma
de lidar com o desconhecid
desconhecido.”
o.”

 Peter Bernstein
C  APÍTULO 15
 R ISCO F  INANCEIRO
Risco financeiro é uma consequência da decisão livre e consciente de expor-se a
uma situação na qual há a expectativa de ganho sabendo-se que há a possibilidade de
 perda. Ao longo da análise será chamado apenas de risco.
O risco no mercado financeiro é normalmente definido como reflexo das eventuais
variações nas distribuição dos possíveis retornos, com as suas probabilidades e com
os seus valores subjetivos.

O risco é composto por três componentes:


1. MAGNITUDE DA PERDA - Deve existir a possibilidade de mensurar a perda ou dano;
2. PROBABILIDADE DA PERDA - Deve haver uma probabilidade associada a essa perda;
3. GRAU DE EXPOSIÇÃO À PERDA - Deve haver a possibilidade de agir de forma a
aumentar ou diminuir a magnitude ou a probabilidade dessa perda ou dano;

Existe algo em comum entre os conceitos: jogatina (gambling), especulação e in-


vestimento, no que diz respeito ao risco:
1. A presença da incerteza.
2. Para ser bem-sucedido em qualquer um deles, o conhecimento dos componentes
dos riscos (perdas/ganhos e incertezas) envolvidos
e nvolvidos é essencial.
256 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

JOGATINA - o ganho esperado é negativo, apresenta um sentimento de satisfação


gerado pela possibilidade de ganhar um alto prêmio com baixa probabilidade maior 
que o sentimento de perda do dinheiro apostado. Uma empresa normalmente não irá
 jogar, já que no jogo ela não pode controlar os riscos, mas pode especular ou investir 
em um novo produto, argumentando que, nessas situações, ela pode controlar os resul-
tados no sentido de que ele é o melhor preditor dos resultados dos outros participantes
do mercado.
Conforme Bernstein (1997, p. 21) o executivo de sucesso é antes de tudo um pre-
visor; comprar, produzir, vender,
vender, fixar preços e organizar vem depois.

ESPECULAÇÃO - é a aceitação de risco que prevê ganho, mas reconhece possibi-


lidade de prejuízos maiores que a média. Pode ser lucrativa quando realizada por 
 profissionais que geralmente limitam suas perdas utilizando várias técnicas de hed-
ging, inclusive operações com opções, venda a descoberto, ordens para prevenção de
 prejuízos e negociações de contratos futuros. O termo especulação indica que um ne-
gócio ou investimento de risco pode ser analisado e avaliado e se diferencia do termo
investimento pela graduação do risco.

INVESTIMENTO - é o uso de capital para gerar mais recursos, seja por meio de negó-
cios geradores de renda ou de empreendimentos mais arriscados destinados a ganhos
de capital. Pode se referir a um investimento financeiro (quando um investidor põe
dinheiro em determinado negócio) ou a um investimento de esforço e tempo por parte
de um indivíduo que deseja colher lucros pelo sucesso de seu trabalho. Investimento
sugere a idéia de que a segurança do valor principal investido é importante.

15.1. GESTÃO DO RISCO


A gestão do risco consiste em obter informações adequadas, tendo como resultado
a melhoria da qualidade das decisões, com a minimização da possibilidade de perda
ou dano.
Os elementos determinantes da perda numa situação com risco, adaptado de Stei-
ner Neto (1998, p. 52), são:
(i) impossibilidade de dominar as forças da natureza (condições climáticas, leis da
natureza etc.), o comportamento humano (livre arbítrio, ações e atitudes individu-
Risco Financeiro │ 257

ais e coletivas etc.) e os recursos limitados (tempo, capital etc.)


(ii) informação incompleta, podendo ela ser inadequada, inconfiável, não familiar,
imprevisível ou inacessível.

A atitude diante do risco é uma prerrogativa individual, supõe a consideração:


1. da atitude diante da incerteza;
2. da perda potencial;
3. da expectativa de ganho da situação.

Entre as várias ações para minimização do risco encontra-se o processo de previsão.

É POSSÍVEL PREVER  O FUTURO?


Para o “pai” da administração moderna, Peter Druker, as mudanças mais impor-
tantes são aquelas que acontecem sem que ninguém as preveja. Fatos ocorridos nos
últimos 10/20 anos mostram acontecimentos que não estavam previstos, por exemplo,
ninguém previu que o estabelecimento da Comunidade Econômica Européia não iria
 provocar um crescimento econômico explosivo na Europa mas, ao contrário, conduzir 
a estagnação econômica e disputas mesquinhas. O crescimento econômico explosivo
da China e posteriormente da Índia. Ninguém previu a emergência dos 55 milhões de
chineses residentes no exterior como uma nova superpotência econômica. Ninguém
  previu que o maior impacto da Revolução da Informação sobre os negócios seria
uma reestruturação radical do mais antigo dos sistemas de informações, o modelo
contábil.
Desta forma não se pode tomar decisões para o futuro, decisões são compromissos
com ações, podemos tomar decisões no presente como forma de construir o futuro.
Estas decisões devem ser tomadas tendo em vista o presente e explorando as mudan-
ças que já aconteceram. O planejamento tradicional pergunta: “O que é provável que
aconteça?”. Em vez disso, o planejamento para a incerteza pergunta: “O que já acon-
teceu que irá criar o futuro?”.
Os dados demográficos são os primeiros a serem olhados. Quase todas as pessoas
que estarão trabalhando nos próximos 10 ou 20 anos já estão vivas hoje. Houveram
258 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

duas mudanças revolucionárias na força de trabalho dos países desenvolvidos: a ex-


 plosão da educação avançada e a investida das mulheres em carreiras fora de casa. A
transferência dos trabalhos voltados para atividades rotineiras, com pouco conheci-
mento agregado, atividades de montagem e fabricação para países em desenvolvimen-
to. A passagem do centro de gravidade da população dos trabalhadores braçais para
trabalhadores de conhecimento e serviços é irrevogável, assim como o envelhecimen-
to tanto da força de trabalho como da população.
Os homens de negócios precisam perguntar: “O que esses fatos consumados signi-
ficam para o nosso negócio? Que oportunidades e ameaças eles criam? Que mudanças
eles exigem em nossas empresas, na organização, metas, produtos, serviços e em nos-
sas políticas? Que mudanças eles tornam possíveis e são provavelmente vantajosas?”

Diante das incertezas surge a pergunta: VOCÊ É RESILIENTE? CASO NÃO SEJA DEVERIA...
Um investidor ao longo do tempo tem que se tornar um resiliente, após vivenciar 
várias crises econômicas, e seus efeitos sobre o mercado financeiro, chega-se a con-
clusão que o mercado é resiliente, e para sobreviver e ter sucesso de longo prazo nele
você tem que se tornar um.
Se você não sabe o significado, não se preocupe, milhões também desconhecem
esta palavra. A palavra vem da física e significa, originalmente, a capacidade de um
corpo voltar à forma original depois de um choque. Nos últimos anos, a palavra vem
sendo utilizada em diversas áreas de gerenciamento, indicando a capacidade das pes-
soas de reagir positivamente na adversidade, suportar a pressão e ao mesmo tempo
manter a calma e o equilíbrio.
C  APÍTULO 16 
 R ETORNO T OTAL
OTAL  AO
 ACIONISTA  E  O BTENÇÃO
 DE  D ADOS 

Um dos aspectos mais importantes de medição do desempenho de uma empresa


centra-se na comparação entre o retorno que os ativos (investimentos) são capazes de
 produzir em determinado período e o custo dos recursos alocados.
O RTA
RTA ou TSR (Total Shareholder
Sharehol der Return),
Retur n), nada mais
ma is é do que a variação
va riação do
d o valor 
de mercado da ação (ganhos ou perdas de capital) somado aos dividendos pagos pela
empresa no período, antes dos impostos e corrigidos pela inflação.
Assim, os retornos totais aos acionistas passam a ser calculados pela seguinte fór-
mula:

Equação 16.1

Onde:
RTA
RTA = Retorno
Retor no Total ao Acionista
Acion ista
Div t+1 = Total
Total de dividendos mais ganhos de capital no período (t+1)
P t+1 = Preço da ação no período (t+1)
P t = Preço da ação no período t
C  APÍTULO 17 
C ONCEITOS  DE 
ONCEITOS  DE  E 
 STATÍSTICA

Para realizar algumas análises vamos rever alguns conceitos de estatística que
serão utilizados nos próximos capítulos: Média, Desvio Padrão e Coeficiente de Va-
riação.

17.1. MÉDIA ARITMÉTICA


A média aritmética é a mais utilizada, que é obtida dividindo-se a soma das ob-
servações pelo número delas. É um quociente geralmente representado pela letra μ,
quandoo se trata
quand tratarr de toda popu
população,
lação, ou pelo
pelo símbol
símboloo , quando
quando se tratar
tratar de uma
uma amos-
amos-
tra. Se tivermos uma série de N valores de uma variável x, a média aritmética simples
será determinada pela expressão:

Equação 17.1

 No Excel basta utilizar a função MÉDIA, conforme Tabela


Tabela 17.1.

TABELA 17.1 - FUNÇÃO MÉDIA NO EXCEL

A
1 5
2 7
3 9
4 10
5 =MÉD
=M ÉDIA
IA(A
(A1:
1:A4
A4)) que
que res
resul
ulta
tará
rá em 7,7
7,755
C  APÍTULO 18
T  EORIA  DE  C  ARTEIRAS 
Antes de falarmos da Teoria de Carteiras vamos compreender as propriedades
econômicas da função utilidade que auxilia na processo racional de escolha pelos
investidores de aplicações com diferentes relações de retorno esperado x risco.

FIGURA 18.1 – I NVESTIMENTOS COM DIFERENTES RETORNOS ESPERADOS E RISCOS

A primeira propriedade da função utilidade é a insaciabilidade, o que leva investi-


dores a preferir mais a menos.
A segunda propriedade da função utilidade que se aplica aos investidores avessos
ao risco, esta relacionada a atitude dos investidores frente ao risco. Os investidores
 podem ser classificados relativamente à sua atitude em relação ao risco:
• AVESSOS AO RISCO (para os quais foi desenvolvida a teoria de carteiras de Ma-
rkowitz) - (conservador) - conforma-se com retornos mais limitados, em troca do
conforto da segurança;
• PROPENSO AO R ISCO
ISCO - é um especulador (não é sentido pejorativo) aceita bancar 
o risco em troca de melhores rendimentos;
• INDIFERENTES AO RISCO - ocuparia uma posição intermediária entre os anteriores;
286 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

Para os avessos ao risco o objetivo é assumir maior exposição ao risco em troca da


esperança de um retorno maior.

FIGURA 18.2 – UTILIDADE PARA INVESTIDOR 


INVESTIDOR AVESSO
AVESSO AO RISCO

18.1. PRINCÍPIOS BÁSICOS


Construir uma carteira de ações que satisfaça ao investidor com relação à com-
 binação do retorno x risco. O mercado de capitais tende a se aproximar da eficiência
na medida em que os investidores estejam cada vez mais informados. Quanto mais o
mercado se desenvolve, maior é o número de técnicas utilizadas, visando a proximi-
dade daquilo que se usou chamar eficiente.
A estimativa
estimativa de risco x retorno de uma ação vai diferir de um investidor para outro.
E, na medida em que risco retorno são estimativas subjetivas, se tratando de previsões
do futuro, há um espaço enorme para discordância. As pessoas diferem com relação à
 previsão do futuro, seja o futuro da economia, seja o retorno esperado de uma ação no
mercado. Além disso, as previsões dos investidores vão se modificar ao longo do tem-
 po, à medida que se recebem novas informações relevantes a respeito daquela ação.
O CAPM (Capital Assets Pricing Model) Modelo de Precificação de Ativos per-
mite identificar o prêmio de risco de uma ação como sendo o prêmio de risco do
mercado, ponderado do pelo risco da ação.
Teoria de Carteiras │ 287

18.2. R ETORNO
ETORNO DE UM ATIVO - CAPM - MODELO DE PRECI-
FICAÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS
O CAPM (Capital Asset Pricing Model), Modelo de Precificação
Pre cificação de Ativos Finan-
ceiros, é considerado um dos mais tradicionais no campo das finanças.
A idéia do modelo CAPM é combinar um ativo livre de risco com um nível de
retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos. A fórmula do CAPM
nos permite encontrar a taxa justa de retorno de um ativo financeiro a um determinado
nível de risco é dividida em duas partes:

1) R F : corresponde a taxa livre de risco


2) (R M – R F)*β : corresponde ao prêmio de risco.

R = R F + β*(R M – R F) Equação 18.1

Onde:
R = Retorno do ativo
R F = Rentabilidade do ativo livre de risco
R M = Rentabilidade do ativo de mercado
β = Beta (representa a relação do risco do ativo em relação ao mercado)

FIGURA 18.3 - CAPM


C  APÍTULO 19
OEFICIENTE  B ETA β
O C OEFICIENTE 
O coeficiente beta nada mais é do que o coeficiente de regressão da reta que me-
lhor ajusta o retorno de um título com o retorno da carteira do mercado, ou seja, é um
indicador que mede como reage o preço de um título às oscilações do índice represen-
tativo de seu mercado.
Para se calcular o beta de uma ação específica basta levantar, simultaneamente,
as rentabilidades da ação e do índice da carteira do mercado em iguais intervalos de
tempo (mensal, por exemplo) e ajustar pelo processo dos mínimos quadrados a reta
que melhor se ajusta a esse conjunto de pontos no espaço retorno da ação x retorno da
carteira do índice de mercado.
O beta é a tangente do ângulo
â ngulo da reta de regressão dos mínimos quadrados que re-
laciona o retorno da ação com o retorno do mercado, é obtido através da expressão:

Equação 19.1

Quando tal regressão é efetuada tomando-se, em vez do retorno da ação contra o


retorno do mercado, os respectivos retornos excessivos (entende-se por retorno exces-
sivo o retorno que excede o retorno do título de redá fixa sem risco), deve-se notar que
não se altera a taxa de inclinação da reta de regressão e que a reta obtida denominada
de linha característica da ação. Na Figura 19.1 está configurada a linha característica
da ação.
296 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 19.1 – LINHA CARACTERÍSTICA DA AÇÃO

Cuja equação é:

Equação 19.2

O beta indica o grau de volatilidade de forma que:


Uma ação com beta = 1 é considerado neutro. Reflete o mesmo comportamento do
mercado. Se o mercado sobe 5% (Índice BOVESPA)
BOVESPA) aquela ação tende a subir 5%. Se
Se
o mercado (Índice BOVESPA)
BOVESPA) cai 5%, aquela ação tende a cair 5%.
Um título com beta > 1,0. Por exemplo: uma ação com β = 1,25 significa que se o
mercado (Índice BOVESPA)
BOVESPA) apresentar uma queda de 10%, aquela ação deverá sofrer 
uma queda de 12,50% no seu preço.
Um título com beta < 1,0. Por exemplo: uma ação com β = 0,5 significa que se o
mercado cair 6%, a ação deverá sofrer uma queda de somente 3%.
C  APÍTULO 20
O A LFA  DE  UMA AÇÃO
 DE UMA

Muitos investidores gastam tempo tentando descobrir ações:


• SUBAVALIADAS: os preços estão inferiores ao patamar de mercado
• SUPERAVALIADAS : os preços estão superiores ao patamar de mercado
Os atributos que devem ser analisados e o retorno esperado depende do modelo de
equilíbrio que esta sendo utilizado pelo investidor.
 Na utilização do modelo do CAPM, somente o atributo β (beta da ação) é rele-
vante. A partir do beta da ação
aç ão é calculado o retorno esperado
e sperado através da utilização da
SML (Security Market Line).

FIGURA 20.1 – R ETORNO


ETORNO ESPERADO EM SITUAÇÃO DE EQUILÍBRIO

Se todas as ações não se comportam de acordo com esse modelo de equilíbrio,


então o modelo é falho, mas é mais prático e realista acreditar que existe um modelo
de equilíbrio e que algumas ações não o obedecem.
C  APÍTULO 21
C  ALCULANDO OS 
COEFICIENTES  DAS 
COEFICIENTES  DAS  AÇÕES 
 AÇÕES  E 
 E 
 MONTANDO UMA C 
 ARTEIRA
 DE  AÇÕES 

Com o levantamento efetuado no Capítulo 16 temos a rentabilidade mensal, con-


forme Tabela 21.1.

TABELA 21.1 – R ENTABILIDADE


ENTABILIDADE MENSAL
C  APÍTULO 22
 Í  NDICES   DE  AVALIAÇÃO
 NDICES  DE 
 DE  D ESEMPENHO  DE 
C  ARTEIRAS 
Definido a linha do mercado de capitais em função do comportamento histórico
das rentabilidades do índice de mercado e do título de renda fixa sem risco, ao inse-
rirmos neste gráfico o desempenho de outras carteiras
c arteiras em análise, caso os administra-
dores dessas carteiras tenham selecionado efetivamente ações subavaliadas o retorno
dessas carteiras deverá se situar acima da linha de mercado de capitais.

FIGURA 22.1 – AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CARTEIRAS BASEADO CAPM


Índices de Avaliação
Avaliação de Desempenho de Carteiras │ 319

EXCEL 2007
7. Utilizando o mesmo arquivo que estávamos trabalhando, preencha as células
com as fórmulas do Índice de Treynor, conforme Figura 22.6.

Figur
Figuraa 22.6 – Fór mul a do Índice de Tr
Treyno
eynor r 

8. Observe pelo resultado que o desempenho da carteira foi superior ao Iboves-


 pa, conforme Figura 22.7.

FIGURA 22.7 – R ESULTADO


ESULTADO DO Í NDICE DE TREYNOR 

Os dois índices utilizados para avaliação do desempenho de carteiras relacionam


a rentabilidade obtida ao risco incorrido para obtenção dessas rentabilidades. Quanto
maiores os índices obtidos, maior a rentabilidade por unidade de risco, portanto me-
lhor o desempenho da carteira no período analisado.
C  APÍTULO 23
C  ÁLCULO  DA C  ARTEIRA
ÓTIMA  PELA M  ÉDIA-
V  ARIÂNCIA (C  ARTEIRA
COM  M   AIOR R ELAÇÃO
 R ETORNO  X  R ISCO )
Vamos montar uma carteira composta pelas ações da Tabela 23.1 de forma a obter 
o melhor retorno x risco.
TABELA 23.1 - AÇÕES

AÇÃO R ETORNO
ETORNO ESPERADO MÉDIA R ISCO
ISCO (DESVIO PADRÃO)
HISTÓRICA
VALE5 4,95 8,46
USIM5 4,86 8,92
GGBR4 3,48 7,35
CSNA3 5,65 8,47
PETR4 2,86 8,27
BBDC4 2,79 8,79
ITAU4 2,77 5,93

Admitindo-se que o investidor possua R$ 100.000,00 para investir, calcular o in-


vestimento em cada ação para se compor a carteira ótima das ações em risco.
SOLUÇÃO:
A carteira ótima, nesse caso, é aquela sobre a fronteira eficiente das ações em aná-
lise, no ponto B tangente à reta com origem em RF, conforme Figura 23.1.
340 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

24. Preenchendo uma nova coluna L com o Retorno Total ao Acionista da Car-
teira Otimizada e calculando os índices e desempenho, conforme Figura 23.26.

   A
   D
   A
   Z
   I
   M
   I
   T
   O
   A
   R
   I
   E
   T
   R
   A
   C
   A
   D
   S
   O
   L
   U
   C
   L
    Á
   C
  –
   6
   2
 .
   3
   2
   A
   R
   U
   G
   I
   F
C  APÍTULO 24 
 E  SCOLHER AÇÕES  BOAS  BOAS 
 PAGADORAS  DE 
 PAGADORAS   DE  P 
 ROVENTOS 
 EM  D INHEIRO  AO  AO INVÉS 
 INVÉS  DE 
 DE 
 I  NVESTIR  EM  R ENDA F  IXA
(P  ARA I  NVESTIDORES 
 AVESSOS   AO R ISCO
VESSOS  AO

As aplicações de renda fixa são remuneradas a taxas muito próximas ao CDI / Se-
lic, desta forma podemos procurar ações que apresentem boa política de distribuição
de dividendos de forma a obter ganhos com dividendos muito próximos a renda fixa,
além da possível valorização da ação. É importante observar que normalmente em-
 presas boas pagadoras de dividendos às vezes apresentam baixa valorização de suas
ações ao longo dos anos, mas isso não é regra.
 A NEXO A
 L AYOUT  DO A RQUIVO -
 AYOUT  DO
C OTAÇÕES 
OTAÇÕES  H 
 ISTÓRICAS 

1. CONCEITOS BÁSICOS
O arquivo COTAHIST.AAAA.TXT contém as informações das cotações históricas
relativas à negociação de todos os papéis-mercado no período de um ano, classificado pe-
los campos Tipo de registro, Data do pregão, Código de BDI, Nome da empresa e Código
de Negociação. Esta divisão não impede que o usuário o classifique de acordo com as suas
necessidades, segundo o equipamento e software a serem usados.
O nome do arquivo identifica o ano correspondente.
Ex.: COT
COTAHIST.1990.TXT,
AHIST.1990.TXT, COTAHIST.1991.T
COTAHIST.1991.TXT
XT,, Etc.
Etc.

2. ESTRUTURA DO ARQUIVO
 Nome do Arquivo: COTAHIST.AAAA.TXT
Tipos de Registros : Cada arquivo é composto por três tipos de registros.
• Registro - 00 - Header 
• Registro - 01 - Cotações dos papéis por dia
• Registro - 99 - Trailer 
Tamanho dos Registros: 245 bytes.
 A NEXO B
 E  XPLICAÇÃO  DOS 
 I  NDICADORES 
 M  ACROECONÔMICOS 
I – PIB
1, 2 E 3 – PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de to-
dos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região (qual seja, países,
estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é
um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a
atividade econômica de uma região.
 Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da
conta todos os bens de consumo de intermediário (insumos). Isso é feito com o intuito
de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produ-
ção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.

PIB NOMINAL E PIB REAL


Quando se procura comparar ou analisar o comportamento do PIB de um país ao
longo do tempo, é preciso diferenciar o PIB nominal do PIB real. O primeiro diz res-
 peito ao valor do PIB calculado a preços correntes, já o segundo é calculado a preços
constantes. Para avaliações mais consistentes, o mais indicado é o uso de seu valor 
real, que leva em conta apenas as variações nas quantidades produzidas dos bens, e
não nas alterações de seus preços de mercado. Para isso, faz-se uso de um deflator 
(normalmente um índice de preços) que isola o crescimento real do produto daquele
que se deu artificialmente devido ao aumento dos preços da economia.
378 │ Aprenda a Analisar e Investir em Ações na Bolsa de Valores ....

FIGURA 2 – BRASIL - DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR  PÚBLICO (%PIB)

FIGURA 3 – R ESULTADO
ESULTADO PRIMÁRIO, JUROS
JUROS NOMINAIS
 NOMINAIS E RESULTADO  NOMINAL – 
RESULTADO NOMINAL

FLUXOS ACUMULADOS EM DOZE MESES - % DO PIB


Explicação dos Marcadores Macroeconômicos │ 379

FIGURA 4 – R ELAÇÃO
ELAÇÃO DÍVIDA PÚBLICA/PIB  NO MUNDO

IV – ÍNDICES DE INFLAÇÃO
13 – IPC – FIPE
O IPC/FIPE é calculado mensalmente pela USP/FIPE.
O IPC/FIPE mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo
com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Os grupos de
despesas estão compostos de acordo com o POF (Pesquisas de Orçamentos Familia-
res) em constante atualização. A estrutura de ponderação de maneira geral é similar ao
INPC/IBGE e IPCA/IBGE.
O período de pesquisa das variações de preços ocorre a partir do primeiro ao últi-
mo dia de cada
c ada mês. A publicação dos índices ocorre normalmente no período de dez a
vinte do mês subseqüente. A FIPE divulga também as variações de preços das últimas
quatro semanas imediatamente anteriores. Deste modo este índice “evita” sustos e
indica tendências fortes das variações de preços principalmente da camada de renda
da população analisada. A FIPE divulga o IPC desde Fevereiro de 1939.