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AJUSTE GASOMÉTRICO DO PACIENTE EM

VENTILAÇÃO MECÂNICA

1. Reajuste do volume-minuto (VM):


Para o cálculo de uma PCO2 desejada, a que corrigirá o desequilíbrio ácido-básico respiratório do
paciente em ventilação mecânica, lança-se mão da seguinte relação:

PCO2 desejada = HCO3 medido x 40


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HCO3 medido (lembrando que essa gasometria foi colhida 20 minutos após a instituição da
ventilação mecânica) representa o estado anterior à alteração do componente respiratório do
equilíbrio ácido-básico, já que o bicarbonato leva dias para compensar uma alteração aguda da
PCO2.
Se a gasometria arterial nos mostrar uma Acidose metabólica como distúrbio primário, a fórmula
da PCO2 desejada é:

PCO2 desejada = (HCO3 x 1,5) + 8.

Isto porque se usássemos a fórmula anterior poderíamos causar uma hipercompensação, através de
uma alcalose respiratória iatrogênica (diminuição muito grande da PCO2). A correção da acidose
através da correção da causa básica é que deve ser o objetivo.

Se a gasometria arterial nos mostrar uma Alcalose Metabólica como distúrbio primário, a fórmula
da PCO2 desejada é:

PCO2 desejada = (0,9 x HCO3) +9.

2. Para obtenção mecânica da PCO2 desejada, altera-se o VM de acordo com a necessidade. O VM


desejado para alcançar a PCO2 desejada é calculado a partir da seguinte fórmula:

VM desejado = VM atual x PCO2 atual


PCO2 desejada

Uma vez estabelecido o valor do VM que será utilizado, altera-se este através de ajustes ou na FR
ou no VC (já que VM = VC x FR). Para elevar o VM deve-se elevar a FR e para diminuí-lo usar o
VC, sempre com a finalidade de ventilar com menores pressões e menores volumes.(Em
determinadas situações clínicas a diminuição do VC não pode ser compensada pelo aumento da FR,
havendo hipoventilação alveolar (hipoventilação alveolar controlada ou expansão pulmonar
mínima) e hipercapnia permissiva (deliberada).

Resumo: PCO2 desejada < PCO2 atual (quero diminuir PCO2) - ajuste na FR;
FR desejada = FR atual x PCO2 atual
PCO2 desejada

PCO2 desejada > PCO2 atual (quero aumentar PCO2) - ajuste no VC;
VC desejado = VC atual x PCO2 atual
PCO2 desejada.
2. Reajuste da FIO2:

A PO2 é uma variável decorrente da FIO2 e da Ventilação Alveolar (VA); como a VA é dependente
do VM, que também determina a PCO2 e o equilíbrio ácido-básico, o ajuste da oxigenação se faz às
custas de ajustes na FiO2 ou de mudanças no modo ventilatório (PEEP ou da inversão da relação
I/E). Só devemos usar o O2 a 100% nos primeiros 20 a 30 minutos de ventilação ( O2 a altas
pressões é lesivo ao pulmão). Devemos então diminuir a FIO2 ao menor valor que nos assegure
uma SaO2 maior que 90% ou uma PaO2 maior ou igual a 60 mmHg. Se isto não for possível,
utilizamos PEEP (começando com o valor de 5 cm H2O). Lembrando que a PO2 normal varia com
a idade, de acordo com a fórmula:

PO2 = 109 - (0,43 x idade)  4.

Quando não for possível a oximetria de pulso, para acertar a FiO2 necessária para manter a SatO2
desejada usamos a seguinte fórmula:

FiO2 necessária = PaO2 desejada x FiO2 conhecida


PaO2 conhecida

Se não for possível manter a PaO2 desejada ou pelo menos em valores igual ou acima de 60 mmHg
com FiO2 < 0,6, utilizamos PEEP (começando com valor de 5 cm de H2O).

3. Cálculo da Diferença Alvéolo-arterial de O2:

Feitas para se conhecer o mecanismo responsável pela hipóxia. Se houver aumento da D (A – a) O2


( > 350 mmHg), é sinal de IRA tipo I (déficit de oxigenação); se for normal, é sinal de IRA tipo II
(déficit de ventilação). O índice varia com a idade:

D (A – a) O2 = 2,5 + (0,21 x idade em anos).

PAO2 = (760 – 47) x FiO2 – PaCO2 / QR mmHg, em pacientes respirando O2 a


100% ( FiO2 = 1), com o valor de QR estipulado em 0,8, a equação é:

PAO2 = 713 – PaCO2


0,8
Subtraindo o valor encontrado do valor da PaO2 medida pela gasometria, teremos o
resultado da D (A-a)O2.

4. Relação PaO2 / FiO2:

Valores acima de 300 mmHg indicam boa oxigenação pulmonar e shunt pulmonar < 10%.
Valores abaixo indicam déficit de oxigenação. Valor normal aceitável: entre 350 e 450.