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1 – INTRODUÇÃO

Observando o mundo em que vivemos e percebendo que é liderado pela


linguagem, nota-se que o entendimento por alfabetização precisa ser rompido
assumindo a responsabilidade com a formação do leitor do mundo, de sujeito
usuário dos bens culturais. Como diz Cagliari (1989, p. 10):

A alfabetização é um elemento importante, pois, saber ler e escrever


é condição necessária à participação na sociedade letrada em que
vivemos. A alfabetização é o momento mais importante da formação
escolar de uma pessoa assim como a invenção da escrita foi o
momento mais importante da história da humanidade.

Ao considerar os novos tempos e as novas determinações implicadas na


alfabetização, pode-se observar que há uma exigência a diferentes metodologias a
serem aplicadas no ensino, trazendo à realidade dos estudantes para a sala de aula,
através de atividades de leitura e escrita, onde suas culturas estão sendo inseridas.

O presente trabalho tem como objetivo expor os desafios apresentados no


cotidiano escolar e relatar métodos do processo de alfabetização analisando os
recursos utilizados em sala pelas professoras de alfabetização.

Desde meu ingresso no Curso de Pedagogia e em junção com a minha


participação em sala de aula, venho analisando sobre o processo de escrita e leitura
dos educandos, no qual me fez questionar se os métodos de alfabetização utilizados
na escola são adequados, se os modelos são agradáveis aos alunos, quais recursos
utilizar e os tipos de textos. Através desses questionamentos, me despertou o
interesse de iniciar esta pesquisa e assim garantir o caminho mais eficaz para o
modo de aprendizagem da leitura e escrita dos alunos.

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1.1 – OS DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO.

No processo de alfabetização encontramos um grande desafio da educação,


caracterizada por um trabalho difícil e duro. Porém, desconstruímos essa visão na
utilização métodos e na exploração de interesses dos alunos. Quando a criança é
ingressada no Ensino Fundamental, ela é apresentada ao desafio de leitura e
escrita, devendo assim, o educador se atentar as condições que cada aluno
apresenta, tanto de dificuldades quanto de habilidades e a partir deste momento
começar a o processo de aprendizagem da alfabetização.

Se ingressarmos utilizando um modelo rígido de alfabetização, com muitas


cobranças a uma criança que possui certa dificuldade de aprendizagem, a
aprendizagem ficará difícil de ser assimilada e passará a ser uma tortura para ela.
Sendo assim, vemos a importância da necessidade de inserir métodos agradáveis e
atrativos, para que assim desperte o interesse do aluno e demonstrando a
importância do aprendizado.

O procedimento de ensino/aprendizagem da alfabetização deve ser


estruturado de modo que a leitura e a escrita sejam produzidas numa linguagem
real, simples, considerável e vivenciada. CÓCCO (1996, p.13), afirma que:

O indivíduo humano (…) interage simultaneamente com o mundo real


em que vive e com as formas de organização desse real dadas pela
cultura. Essas formas culturalmente dadas serão, ao longo do
processo de desenvolvimento, internalizadas pelo indivíduo e se
constituirão no material simbólico que fará a mediação entre o sujeito
e o objeto de conhecimento.

Ensinar as crianças a ler, escrever e a se expressar de forma significativa é


algo desafiador para os professores, já que estamos inseridos a uma realidade em
que as novas demandas sociais impõem certas necessidades que tornam os
métodos antiquados e dificultando os conteúdos no processo de aprendizagem da
linguagem. É evidente que se pode aprender a ler e a escrever com as tradicionais
cartilhas, através do método da silabação, mas entende-se que este modo de
alfabetização se torna um aprendizado mecânico.

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Quando se entende que o aluno é construtor do seu próprio saber, o
professor não se caracteriza como o saber, mas um mediador do saber. A
alfabetização não é um modo de percepção e memorização, e sim a construção de
um conhecimento natural, trazendo o aluno a compreende o que a escrita simboliza
e a forma em que ela se representa na grafia da linguagem. Conforme ZILBERMAN
(1985, p. 27) “A criança é vista como um ser em formação cujo potencial deve se
desenvolver a formação em liberdade, orientando no sentindo de alcance de total
plenitude em sua realização”.

Se ponderamos que as crianças se tornem capazes de responderem por si


só, como futuros cidadãos, os educadores tendem a dar situações de autonomia,
fazendo-os resolverem seus problemas e desviar-se de dar as respostas. Deve
inserir um ambiente onde possam interagir com liberdade, confrontando opiniões,
tomando decisões, e ter independência com o objeto de seu conhecimento,
alternando pontos de vista com seus colegas e professores.

A prática pedagógica de alfabetização com textos não é algo familiar à grande


parte dos formadores e dos alfabetizadores. A isso, soma-se o fato de que quanto
mais novas e/ou diferentes são as propostas sugeridas a quaisquer profissionais,
maior a possibilidade de haver distorção no entendimento de como podem ser
implantadas, o que exige muita discussão, tanto prévia como posterior, sobre os
procedimentos utilizados.

1.2 – ASPECTOS FACILITADORES DA APRENDIZAGEM

A alfabetização faz parte de um processo, onde há as regras e construção de


hipóteses sobre o seu funcionamento. É complexo e demanda organização por parte
de quem aprende. Para facilitar o desenvolvimento deste processo da escrita, é
preciso conceder condições que o alunado tenha acesso, fazendo-o ser capaz não
só de ler e escrever, mas utilizando a escrita de forma adequada com todas as
funções que ela tem em nossa sociedade. É através da necessidade que o aluno vai
compondo formas casa vez mais aperfeiçoadas de reprodução, até chegar ao
domínio da escrita. MOLL (1996, p. 69) afirma que:
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A criança que vive num ambiente estimulador vai construindo
prazerosamente seu conhecimento do mundo. Quando a escrita faz
parte de seu universo cultural também constrói conhecimento sobre a
escrita e a leitura. Ler é conhecer. Quando mais tarde ela aprender a
ler a palavra, já enriquecida por tantas leituras anteriores, apropriar-se
á de mais um instrumento de conhecimento do mundo.

Um dos fundamentos à alfabetização é o conhecimento do processo que o


aluno tem sobre o funcionamento do sistema da escrita, e para isso a criança
precisa pensar e compreender se apropriando da linguagem. Porem essa
necessidade de aprender a ler e escrever surge de formas diferentes, pois cada um
está inserido em um meio, como por exemplo a criança que vive em zona urbana, é
favorecida por todas informações visuais através de letreiros, tv, livros, tablets,
celulares, etc. Esse contato constante com a palavra é tão intensivo que a
aprendizagem se confunde com algo que é espontâneo e natural.

Em oposição a isso temos, aquelas crianças que não tem nenhum tipo de
contato e estímulos com a palavra escrita. Suas casas não possuem livros, jornais,
revistas, os pais não leem e não escrevem e assim a criança não produz o interesse
pela alfabetização por não fazer parte do seu cotidiano. Segundo BRASIL (2001,
p.56): “Para aprender a ler é preciso que o aluno se defronte com os escritos que
utilizaria se soubesse mesmo ler – com textos de verdade (….)”.

Para que ocorra a percepção de o porque de ler e escrever, precisa-se que


um adulto influencie e desperte o desejo pelo conhecimento na criança. Diversas
maneiras podem ser utilizadas para isso, como conversas que se tornem
proveitosas e atinjam o objetivo.

Alguns educadores têm em suas concepções que é perda de tempo


conversas e ficam presos somente em aplicar o conteúdo curricular que é proposto.
Infelizmente isso acarreta em serias consequências no aprendizado da língua, pois a
linguagem oral é a forma mais utilizada se tornando a principal em muitas ocasiões
da vida. O aluno precisa desenvolver a capacidade de se organizar logicamente e
coerentemente em seus pensamentos e assim, poderá usar a língua para todos os
seus objetivos de pessoa e cidadão consciente.

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1.3 – DIVERSIDADE TEXTUAL

Através da leitura interagimos com o autor, procurando e produzindo sentidos,


e vivenciando experiencias. A leitura pra uma criança deve alcançar a autonomia
para ela interpretar símbolos, imagens, desenhos, etc., proporcionando previsões, a
interpretação e a comunicação de várias maneiras e de diferentes tipos de textos.
Quando uma criança está inserida em uma classe de alfabetização pode-se
perceber que ela formula hipóteses de leitura. As hipóteses vão se desenvolvendo
através de intervenções e a criança vai passando da identificação do texto e
imagens e passa para a etiquetagem ou hipótese do nome, e chega a tentativa de
conciliar as suas hipóteses com os modelos, ou seja, as formas já conhecidas.
Segundo CAGLIARI (1998, p. 221):

(…) os alunos são capazes de enfrentar uma variedade enorme de


textos. A restrição com relação à escrita reside apenas nos casos em
que os alunos não sabem decifrar determinadas letras ou conjuntos
de letras, dificultando ou impossibilitando a leitura. Depois que eles
decifram a escrita o texto pode ser qualquer um, desde que a criança
tenha condições de entender.

O educador tem um papel muito importante, pois deve conceder aos alunos a
distinção de texto que todos têm direito ao acesso. Para FERREIRO (1993, p. 33):
“… a variedade de materiais não só é recomendável (melhor dizendo, indispensável)
no meio rural, mas em qualquer lugar onde se realize uma ação alfabetizadora”.

Entende-se que se o aluno tem o recurso da leitura em casa, não torna-se


preocupante que na escola só se utilize uma forma de texto, mas se o ambiente
alfabetizador da criança é somente na escola, se torna algo grave, pois não expande
o seu conhecimento, e assim, pode prejudicar a sua alfabetização.

Em uma sociedade, o processo alfabetizador no ambiente escolar é se suma


importância, porém, mesmo com inúmeros métodos existentes sobre essa temática,
ainda pode se encontrar muitas falhas. Considerando esse processo e entendendo
as responsabilidades que lhes competem, cabe ao professor assessorar o aluno na
construção de sua escrita conciliando com os objetivos da escola. Para que assim
os alunos se transformem em sujeitos capacitados de interpretar, compreender o
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conteúdo escrito que leu ou redigiu, tornando-os capazes de serem além do
habitual.

1.4 – TIPOS DE MÉTODOS

Uma metodologia que obtenha o processo de aprendizagem, deve possibilitar


que exista um espaço para que o aluno apresente suas ideias sobre o que está
aprendendo. Nesta lógica o professor estará proporcionando um trabalho de
alfabetização objetivando um ensino e aprendizagem adequada e equilibrada.

Segundo CAGLIARI (1998, p.108), “existem dois métodos, um voltado para o


ensino e outro voltado para a aprendizagem”, um método, enfoca o ensino, é
reconhecida por ele como inapropriado pois o aluno é considerado uma pagina em
branco onde serão depositados conhecimentos, onde o decorar é primordial. Como
exemplo desde método são as cartilhas, que os alunos precisam dissolver palavras,
gravar os pedaços e assim construir outras palavras.

O outro método, que enfoca a aprendizagem, é onde o aluno já nasce com o


conhecimento e assim pode refletir sobre todas as coisas. Este método diz que o
ensino é igual para todos ao mesmo tempo que a aprendizagem é individualizada,
ou seja, cada um tem o seu tempo certo de aprender.

Contudo, CAGLIARI (1998, p. 108) considera que:

O melhor método para um professor deve vir de sua experiência e


deve ser baseado em conhecimentos sólidos e profundos da matéria
que leciona. O fato de não ter um método preestabelecido não
significa que o ensino seguirá navegando à deriva… Quando um
professor é bem conhecedor da matéria que leciona, ele tem um jeito
particular de ensinar…e isso é fundamental para o processo
educativo.

Entende-se que não existe uma formula pronta. O professor terá suas ideias
de acordo o contato com seus alunos, assim visualizado a melhor maneira de
transmitir o conhecimento.

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Neste aspecto, visualiza-se que não existe necessidade de métodos
“tradicionais” ou “novos”, sendo fundamental o conhecimento, a experiencia e a
criatividade do professor. Ao adentrar em sala de aula, o professor visualizara o que,
como e quando ensinar e ao identificar tudo isso, criara o seu próprio método, pois
segundo CAGLIARI (1998, p.110) “a aprendizagem não tem dia marcado para
acontecer”.

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REFERÊNCIAS:

ABREU, Marlene. Os desafios da alfabetização na fase I do ensino fundamental.


Pedagogia ao Pé da Letra. 24 Ago 2012. Disponível em:
<https://pedagogiaaopedaletra.com/os-desafios-da-alfabetizacao-na-fase-i-do-
ensino-fundamental/>. Acesso em: 17 Nov 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6023:


informação e documentação - referências - elaboração. Rio de Janeiro, 2002a.
Disponível em: <http://biblioteca.fecap.br/wp-content/uploads/2016/03/Manual-
ABNT_-regras-gerais-de-estilo-e-formata%C3%A7%C3%A3o-de-trabalhos-
acad%C3%AAmicos.pdf>. Acesso em: 17 Nov 2018.

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa. Secretaria de


Estado de Educação. 2001.

CAGLIARI, Luiz C. Alfabetização e Linguística, São Paulo: Scipione, 1989.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu. Ed. Scipione. São


Paulo. 1998.

CÓCCO, Maria F. e HAILER, Marco Antônio. Didática da alfabetização: decifrar o


mundo. Alfabetização e Socioconstrutivismo. São Paulo: Ed. FTD, 1996.

FERREIRO, Emília. Com todas as letras. Editora Cortez. São Paulo. 1993.

MOLL, Jaqueline. Alfabetização possível: reinventando o ensinar e o aprender.


Porto Alegre: Ed. Mediação, 1996.

ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo:Global, 1995.

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