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,\l e te tc C o ttl ìu ttç u ct Ì{ óuo TestrLmento7

'f crrt I rttportlincia 7 1)

1,rirrriri',os. E verdade quc rlcram êles ao Cristianisrno freqüentemente estas palavras tÌc Lecky, historiador que
rlt'signrrtivostais como '1C Caminho" (Atos g:2; lg:9, longe estava de crente crn lcligião revelada:
Ì'.i; 22'4' 21:14,22)e "A Vida" (Ato' b:20); mas, o Cris- "O caráter cle fesus tctÌì sirlo rrão sòmel-ìteo mais
rirrrrisrnocomo Estilo de vicla clepenclecÌa aceitacão do alto paradigma rle i'irtrr<le rrrlrs:rintllr () lnais lroclelos..r
( ìristianismo como lìoas Novas. ii est" afirmação' incentivo à prátit:a cla virtrrrlc c tcrìì crcrcirkr ião
como l)ro-
li,:rs Novas est/ì estreitamente Ìigada à o.crem rristórica, funda influêicia (lue se pocle uí inÌìirr, corìì :rcôrto, ì1rrc
pois qy" nos fala ela cle como Dèus pcnetr-ou a história, o simples registro rlêssestrês Ì;r'eves arìos tle atir irlide
-clos tem [eito mais prrra l'egcnel'are lcfrcar. rs lerr<li.rrrilsr is
o ìlterno invadiu o tempo, o Reino Céus se impôs
à circl,cmtcrrestrc nos grandes evcntos da l,ncarnação, da cla ltum.rnicladeclo que- tôdas as tliscluisiçõesrlos íilrlsrfos
Crucificação e cla Ressurreição de Jesus o Cristo a fim e do que todos os apclos dos moraÌistirs" (l).
de, promover a reclenção cla humanidade. As primeiras O carriter cle.|esus, porém, sr'r sc porle conhcr.er à
Ìuz da narativa néo-testamìnt:iria;a inflirôncia clo c.arrirer
palavras registradas cla pregação pública clo SenÌror na
tle .fesuser portarìto, cqiiivalente a inlluência clos csclitos
Galiléia siro estas: "[,stá cumpriclo o rempo e o reino
que constrtuem o Nôvo Testarnento. Não seria, elìtão,
cle Deus é chegado: arrependei-vos e .rôcle no Evan- paradoxal qu9 gs doetrrnentosque, seguncloo tcstcrÌìlltìlÌo
gclho (Boas Novas)" (N,Íarc. I : t 5). de um histoliacÌor racionalista, têlt ijrocÌtrziclotiris r.esrrl-
Que tem o Cristianismo suas raizes na história é taclos,carecesselncle verclaclehistórica? lsto, 11c,ritÌt.rrte,
fato que recebe ênfase no mais antigo dos Credos da não prova em si nìesnìoa historiciclaclcrlo corrlctïtlo <.[êsses
Igreja, credo que, fixa a suprerÌÌa revtìeção de Deus em clocumentos,pois que a hist<iria é plcna tle par.arìoxos,
yq poltg- de{inido do rempo, quando .,jesus Crisro, seu mas oferece utrÌa razão atlicional l)arir (iue se-irtvestigue
único Filho, nosso Senhor... pucleceu ïob o pocler rle (:om seriedade a ficlecÌienirlrrcÌe disv:s rlscriros (tue úrn
Pôncio Pilatos". Esta clefinittrrie precisa, cle .,-u ue, exerciclotão marcantc infltrclnciana histr'rrilrhtrmana. Scia
para sempre, clo^.Cristianismo, _qÌÌeo distingue tlos siste_ " tiv:r cln (lue nos siruenros,
teolrigica,seja históricíra l)elsl)e<
mas religiosos e filosóficos rlue se nlio relacioãam cle rnocìo e de capital importância o screm os rlocumentos néo-testa-
corn qualquer pcrioclo cspecial clo rempo, Iaz da mentários ficledignos ou não (2).
9.x,ptj1^ito.
fidedignidade closescrirosque se prètendem o regìstro desta
revelação.quesrão cle prim:iria importância.
Poder-se-áreplicar que, embora esteja a verdade cla fé
- -relacionacla,
cristã reconhecidamente e ile rnaneira muito
intima, com a historicidade clo Nôvo Testamento, a questão
tla historicidade rlôstc registro c cÌe nìorìta iiq'eles
PCqrr,'rÌrÌ
(lÌÌe, em outras bases, negam a verclade clo Cristianlsmo.
l'ocÌerí o pensacl,orcristiro Ìetorquir que a historiciclade (l ) W. E. H. Lecky - HI STO RY O Ì ì FI UI ì O PE: \ N M O RALS
do Nôvo Testamento e a verdacle clo eristianismo não se lHiSTóRI A DA N{O RALI DT\ DE EUI ì O PÉI Al, I I , 18ó9,
l':rzc'ntmenos vitalmente importarÌtes à humanidade com p. 88.
s('r'('rÌÌignoradas ou negaclas. N{as, a verdacle clos rlocumen- (2)Talvez não seja supérfluo ponclerarc1ue,antes tle abalançar-se
Ios rÌco'testamentários e também questão clc rnuita alguém à consicle ração cle até que ponto merecem ié os
irrrportârr< ia em bases simplesmente Ìristtiricas. Citarn-se escritos uéo-testamenthrios,
seria boa idéia lê-1os bern liclos!
Cnpírur,o II

OS DOCUMENTOS N Ê.O-T ES'fA ATEN'TÁ RI OS:

DATA E coM PROt',AçÃO.

l. Quai.s os docu,mcntosneto-testamentririos?

ONSISTI, o Nôvo Testamento como o temos de


vinte c sete breves cs<r'itos eln grcgo. cscritos qrre
se conhecem colno "livros", os primeiros cinco clos quais
são cle carliter histririco c, portiìnto, de interêssc mlris
imediato l)ara ôste ligeiro estuclo. Qtratro clentre ôles
chamarnos rÌe livangelhos, ltorqu:Ìrìto cacla unì narra o
Evangelho - as Boas Novas rìe qtre Derrs Sc revelou em
Jesus Cristo pal'a a recÌenção cla humaniclrrcle. Êsses
quatro documentos relatam ditos e lcitos cle Cristo; entre-
tanto, mal se poclem clesignar cle biografias no moderno
sentido do têrmo, de vez que tratam quase que exclusiva-
mente dos últimos dois ou três anos cla vicla cle Jesus
Cristo e declicarn espaço cluc pocÌe parecer cle todo
tlesproporcional à semana que Lhe precedeu imediata-
mente à morte. Não têm o propirsito de ser havicloscomo
Viclu rle Cristo; :tntcs, r islrrrr itl)cnas a tìÌ)resentar de
cli[crentcs polìtos rÌe vistrt e originrrlmcrìte
Ì)ara públicos
diferentes as Boas Novas :r respeito clo Senhor
Jesus. Os
primeiros três Evaneelhos (Os Iivangelhos cle N{ateus,
\Ílrrcos e Lrrcas), crn r:rzão clc t:cltos elementos comlrns
que os unifìcam, se clesignamgeralmetrte cle "Evangelhos
Sinóticos".
O quinto dêssesescritos cle cunho histririco, o lir.'ro
dos Atos dos ApóstoÌos,é na reaÌirlaclcsirnltÌesconriÌìuação
do Terceiro EvangellÌo, cl!Ì lavra clcl Ìnesmo autor, Lur:as,
PREFÁCrO À (ìUTNTA EDIçÃO

ONI'IANCA enì que re.speito?", indagou arguto


crítico em apreciação feita à prirneira edição tlesta
despretensiosa obra, à guisa cle comentário ao próprio
pREri(cro
À socunnl EnrçÃoEMpoRTucuns título. A tese que esposava êle, penso €u, era a de
que cleveriamos cle preocupar-nos com a fidedignidade
clo Nôvo Testamento como testemunha da auto-revelaçãcr
de Deus em Cristo antes que com a fidedignidade do
documentário como registro cle fatos históricos. De
acôrdo; entretanto, essAsduas questões são ìntimamente
relacionaclas. IJma vez que se arroga o Cristianismo o
Nossa cultura ocidental moderna tem muitas características, mas carácter de revelação histórica, longe está de irrelevante
pouc as , ou ta l v e z n e n h u m a , tê rn c c l n s eqüênci as tão graves como o a consicleração de seus documentos básicos no enfoque
hábito de relegara religiãoà categoriacìeopinião, enquantoguardamos
da crítica histórica.
nossasconvicçõrespara "verdades" científicas.As ciênciasexatas sã()
rJignasde absoluto respeito. As verdacìesbíblicassão cridas ainda por Quando, em 1943, veio a lunre a primeira edição
dêste livreto (meu primogênito literário), era eu prele-
aquelascamadasmenos privilegiadasda populaçãoque jamais tiveram
tor de estudos clássicos e, j:i cle longa data, me aèostu-
c por t unida d e d e a l c a n ç a r o s n ív e i s superi ores cìe ecìucaçãoque
mara a ver o Nôvo Testamento em seu contexto clássico.
comprovam que a Bíblia está repleta de lendas e nritos.Assim pensam
r-.s"ìlurninados" de nossosdias. Quanclo, como soia acontecer cle tempos em tempos, se
me d.irigia convite para fllar-. a dg- estudantes
Mas o conhecicloProf. F. E Bruce, catedráticodas universidacles -qrupor-
superiores a respeito da fidedignidade do Nôvo Testa-
de SheÍïeld e Manchester na ÌnglaterrrÌ,mostrou, com papel e caneta
m'ento em geral e dos Evangelhos em particular, minha
nas m ãos , q u e o N o v o T e s ta m e n to rel ata fatos e não mi tos,
linha de argumento costumeira era demonstrar que as
ac ont ec ime n to sh i s t< i ri c o se n ã o l e n c i a s.E fasci nantedescobri r que
bases para achnitir-se a ficledigniclade do Nôvo Testa-
existemrneiospara comprovaçib dasdeclarações cloNovo Testamento.
mento se comparam mui favoriìvelmcnte com as aceitas
Nós, cleEdiçítesVida Nova, temosprazer em novíìmenteoferecer
pelos estudiosos dos clássicosem abono da autenticidade
cste livro ao pútrlico cristrio brasileiro. qr.recaclavez rnais se mostra
e cr"eclibilicladc cle mtritos tlocumentos antigos. É,
scclentode basessegurasnas cluaispossa fundamentar a fé. Darrros
de i.ais preleções quc resultou originalmente esta otrra.
qftrçÍìsu Deus, pois os fatos históricosrìosquais o cristianismoteve sua
T'em-se ela comprovado (é o que me dizem) proveitosa
t r r i{ c r . n nã o fi c a ra m e n te rra d o s n o s e scombros cl o muncl clanti go. aos leitores a quem primeiro se clestinava,não apenas nas
Louvlrn<tst:rmbém a Deus por agora podermos oferecer algumas das terras em que se fala o inglôs, mas ainda naquelas ern
t ' r ' it lônc i; r sc l u e c o n fi rm a n l q u e o N o v o Testamentode fato merece que circula em vcrsões alemã e espanhola.
r ' ,r rr li: rnç it . As linhas de consicleraçãohistórica e filológica têm,
R ussel lP .S hedd,P h.D . naturalmente, suas limitações. Não são suficientes para
CONTEUDO

Copyright (olnter Varsity press


I ítulo do original: The Nev,Te.çÍantenÍ tlotuntenÍs.
ore tltA) reliahle'?
PIìEFACIOA SEGUNDA EDIÇÃO trM PORTUGUÊS 8
l'raduziclotla -5ediçãopublicadapela
The Universitiesand CollegesChristianFellowship PREFÁCIOA QUINIA EDIÇAO 9
( Leiccster. In-elaterra) 'Tì, ,1 a L11
^,
\ rr.ì
-,
' i., ') l1
1,,.edição:19ó5 s: t lt e Ct t t r t pr ovaçao l5
Os D ocun r ent osNeo- t est lt t t t ent lir it tDlt
2,,.edição:1990 29
O C ânon Neo- t cst anr ent í t r icl
ReìniprcssÕes: 1995. 1997. 1999
3,. eclição:2003 Os E vang elher s 39
Reimpressão:200'l Os Mi l agr esdos Evangelhos 8l
Publicaclono Brasil corn a clcviclaautorizaçãoeconl IrnportânciaclaEviclênciuPlt ulina 99
tocÌosos direitos reservadospara língua portuguesapor Os E scri tosde Lucas 10-5
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. M,rr,lti P.rr,,rxr,r
r_r
t\lrtete Confìança o ÌVôuo Te,çtnmento?
Os Docum,entos Néo-Testamentarios 19
cl)(xiÌ, tarnbém, consoante o que se conhece de outras
I.rr t.s, era Pilatos o quando foi escrito o Quarto Evangelho. Se se pudesse
cla Jucléia, Herocles
-gor,'ernãdor
A'tiPas tetrarca cta Galiléia positivar que os autôres dos Evangelhos fizeram uso de
e caifris o" Sumo pontífice
jtrtlaico (J). fontes de informaçõcs que remontam a data ainda mais
antiga, mais favorável seria a situação. Considera-
O Nôvo Tcstamento estava completo, ou substancial_ .tanto
rÌìente completo. por voÌtt tÌo ano-100 A.D., a maioria ção mais minuciosa e exaustiva dos Evangelhos haveremos
de Íazer em capítulo ulterior.
dos livros existinrlro vinte a quarcnta anos antes dessa
,já
tl;rt:r . Em nosso l)als Quanto à data de Atos, depende da que atribuirmos
a nìof l)lrte dos cruclitos e autori_
<larÌesna rnrtcrirr atribrri lrs icqrrintes rlatas aproxima<llrs ao Terceiro Evangelho, pois que são arnbos partes de
uma obra única, a segunda certamente escrita logo após
1,os quatro Evangelhos: NÍate,s: 85_90; À,iur.or, 65; a primeira. Fortes argumentos há para datar-se êsse
I.rrcas:8085; .|oào:.90"100 (B). Dc minha parre, estaria
rncltnaoo a atnbulr aos três Evangelhos clat:r anterior: documento histórico em dois tomos no final do biênio
Marcos teria escrito pouco depois dõ ano 60, Lucas entre de encarceramento de Paulo em Roma (60-62 A.D.) (9).
60 e 70, N{ateus não muito depois cle 70. Criterio que, Certos estudiosos,entretanto, nutlem a opinião de gue
no meu entencler,se reveste cle partic,lar importânciã e "o primeiro tratado" a que Atos era criginalmente a
o cÌa relaçã9 ,jy: pareccm cstes-c5(litos Ler por" .o- ,, seqüela não consistia do atual Evangelho de T-ucas mas
rlestruiçìo rla cidacle clo ternplo clc .Ierúalcm pelos de um arcabouço prévio, às vêzes designado de "Proto-
_e- Lucas"; tal modo de ver a questão lhes permite atribuir
romanos no ano 70. N,{etrparecer c que N{arcos e irca,
foram escritos antes clêsse tr:igico e'ento c N{ate,s nãc-r ao livro de Atos data posta na primeira parte da década
muito tempo depois. dc 60, ao memo tempo que outorgar ao Evangelho na
presente forma data bem mais tardia (t0).
Do ponto de vista do historiador, contrrclo, mesmo
As datas referentes :\s treze Epístolas Paulinas se
em se achnitinclo as cla[as mais lecerÌtes, arÌirÌìaclora é a
podem estabeleoer, €il parte à base de evidência
situação,.de vez que teriam os prìmeiros três Evangelhos
interna, em parte à luz de evidência externa. Passado
siclo escritos eln uma época em que csta'am n]uitos
'i'os é o tempo em que se ousava negar de modo sumário
que podiam lembrar coln acuraciclacleas coisas clue jcsus a autenticidacle ilêstes documentos todos. Hoje alguns
rlisse.a e fizera e peÌo rÌìer]os aÌg,'s,,ir.eriam autores há que rejeitariam Efésios; menor é o número
";na, dos que não aceitãriam II Tessalonicenses;cifra mais
Ve r o s c a p ítu l o si X e X a d i a nte. avultada negaria que as Epístolas Pastorais (I e II
É ci caso, por exemplo, cle B. H. Streeter - THE FOUR lfimóteo e Tito) provieram da pena de Paulo em sua
. G O S p EL S IO S Q U AT R O E V A N GI]I_l ÌOS l , (1924) e presente forma (l l). Eu aceito a tôdas como paulinas;
V i n c e n t T a l .l o r - ' l ' I{ E GOS I,IìI_S IOS r_\' _\Í(ìÌìI_H OS I
(i930). Argurnerrtosern favor rle clata aincla nrais próxinra
rlos evcntos se pcidemencontrar na obra tle A. Harìrack _ (9) Atos 28:30. Ver F. F. Bruce - THE BOOK OF THE
. I' IIIì ACTS [O LIVRO DOS ATOS] (1954),p. 21s.
I)A T } ì OF T H E AC TS A N D TH E S Y N OI)T]C
(;()s ì,i ìL S [.{ Ì).{ T A D E ATOS E D OS (10) cf. c. s. c. w'illi A COMMENTARY ON THE
Ìì\TA N GE LH OS
Sl N ti ' l l (' ()S Ì, (1 9 1 1 ) e rl e C . l ì. I{averr -
JÌtS U S A N t)
ACTS OF THE APOSTLES ICOMENTÁRIO DE ATOS
,I' III., (ì,5 I' I.,I- ()Ir
i ,O\.Iì IJ]i S LIS Ìì () D V A N GtrI-IIO DOS APóSTOLOSI (1957),p. l3s.
l )O ,,\\l ( )l ì 1 . ( i (r.j l). rr l j fì s, (11) Cf. E. K. Simpson- THE PASTORAL EPISTLES [AS
EPÍSTOLAS PASTORAiSI (1954),p. ls.
' l/r ( , ( ) ì t lt Q ì t ( u 0 7-e.statttento? Os DocttmertlctçNtio-Testamentrirìos 17
(ì, ru(1(lr. t' r orrrllarrhci|o rlo a1lóstOloI)lrrrlo.
olere<.c-Hos dos inimigos mútuos. Foi o livro escrito no tempo dos
( r(' rrÌì:r rìirlr'íìtr\a clo srrlto tìo clistiltrrisrrro
rrrrris:r l{es- Imperadores Flavianos (ô9-96 A.D.) com o fito de reacen-
srrr.i(ì, c Ascensãorle cristo e rle sLrrrc\l)rrì)ìì) frÌlÌìo:ro
()('st(Ì,tlcscle a Palestiníì atc R.orna, rÌentrio der em crentes duramente premiclos pelas circunstâncias
clo Drazo de da época a certeza de que, não obstantc os sérios fatôres
r i't <l tle tlintrr :u-ros:rptis a (ìrrrcificação.
contrários com que tinham de lutar, a vitória não
f)os rlc'rais esc.it.s e ,rn são c;rrt.s. Trczc: padecia dúvida; a Jesus, não a César, coroará o f'odo-
(l('rìirc cles, rro'e tlir igitllrs 'intc
a iu'r' j:rs (r1 c rlrr;rtÌ(). Ì)c\rorS Poderoso com a soberania do mundo.
lcr rtrrr rr <lr:rrrrclu tre prrriro. ()rrtr';r,'u L1rírt,ïr,, Dêstes vinte e sete livros estamos presentemente
-(2). ,,,,.,
llcbrcrrs, ó unônim:r; .ontrrrro, jii cni tlrt. rrerrrà.tiqì vei,, mais interessadosnos primeiros cinco, vazados em forma
a associar-se irs r:art,s_Parrii.'s e tcrÌì sirÌo fr-etliie'tËrncnte de narrativa histórica, inda que os demais, particular-
u ParrÌr. l.-oi, .o'r tôcìrr mente as Epístolas Paulinas, nos sejam importantes ao
'trib.icla Pr.obrrbiliri'rÌc,,escritr,
Pouco a'tcs rlo ar, 70 <rrrcra a ,rÌÌrì cornrrnicl:rcre fim em vista na medida em que contêm alusões histó-
''istâ
tle trerrres rle cstir'Pejr-rclaicucsr-rÌbcleci(Ìos.a ricas ou, d'outra maneira, lançam luz sôbre os Evangelhos
ItliÌ,u. I)lrs
cle'rais missi'us, Lìma Ìeva o rÌoÌne cle T-ì:rgo, piã",iueÌ- e Atos.
mentc o irmiro rlo Scnhor .
(ìllc se itlentific.a exl)lesslrÌÌìclltc .fcsrrsCrìsto; .rrì." .1" Iuclas
coÌrì() irr'i, 2. Qttais as datas dêsses documentosT
tÌc Ti.gr;
rÌrrasclc Pcdro; e trôi rrri rJrrc'ã, cxibenì rìoÌne rle A Crucificação de Cristo, segundo o conselìso geral,
aurcrr
e (lÌÌc, eut virtrrdc tle rjl,r,irrs:rliniclacÌcscont deu-se ern 30 A.D. Conforme Lucas 3:1, o ministério de
o Ouarto
E'a.gclho, tôr' sirlo clcsrÌe or lrri'rrircrios .rnfrcirlas
João Batista, que precedeu imediatamente ao inicio do
conÌ() rrs IÌ1-,istohr.Ioanir:rs. o lir.i. r'estanteé o Aur_rr:rr- minis-tério público de Cristo, dara do "décimo quinto
lrpse o. o Lìr'ro rla Rcvelaçir' (3). pertence a Ìrnì gôrr"r<, ano de Tibério César". Agora, Tibério se toïnou ìmpe-
litcrárir qrrc, crrlr,';r cst.rirhr' r'i r'crrt;rlirlurlc Ìroiiicr,,a, rador em agôsto de 14 A.D. e, de acôrclo com o método
erlr b:rstl'rte lrrrl-,rrllrrrrr.ls<ír'rrrlos jrirÌlir:os e r.ristão.s de computação corrente na Síria, seguiclo, por certo, por
cla
el)oclÌ, o <lrlrrr:rrl, gi.ncr,) itl)o(iÌlí1rti<, (4). IÍlrs, a Lucas, o décimo quinto ano começaria em setembro ou
Dlrte
expììr,itrrnrentc;rPoillíPr-icrrt1 irrtlì l)or. sctc .'"rr,,, outubro de 27 A.D. (5). Menciona o Quarto Evangelho
1rri,Í:rr
rÌillo(lut0rrirs, errrlcre_çlrrl;rs lr scte igrcjas sitrtlr<lls n1Ì mais três páscoas desde então (6); a terceira delas seria
então provinci:r rla Ásia. O :ìutor, ãujb nome c a páscoa de 30 A.D., durante a qual é provável, em
foiro,
se-achava por êssc tclÌrpo exiÌarÌo na iÌÉa cle patrno's no outras bases, que se tenÌra dado a Crucificação. Por essa
x{ar ì:geu e relata,má scrie ile'isõcs (lrÌc retrxtanì, enì
têr.ros simbirlic'os, o trirrnfo li'al tle '(ìristo, em Sua (s) O método usado na Síria, adotado desde os tempos dos
Plrìxão, lrcrrt corrro rros soÍ'r' inrcrrtos tlc Srrr pclyo nas mãos Selêucidas,contava o início de um nôvo ano de reirüdo enr
setembro-outubro. Como Tibério se tornou imperador em
( l) agôsto de 14 4.D., o segunilo aÍÌo cle seu reinado seria
- ' \ s Ì , ì lr r s t ol; r s: r os Ì Ì , r int ì , r r o sI, e I I C o r í n t i o s , G h l a t a s , E f é s i o s , destarte considerado como comecando enì setembro-outubro
iì ilipens c s , Cr , Ì os s c r r s t s ,I e l l T e s s a l o n i c e n s e s .
(2) dêsse mesmo ano. A Páscoa reÍericla em João 2 :l3s foi
; \ s l' - 1r í s t olasa Ì ì ilenr on, I e I l 'I i n r , i t c o e T i t o .
portanto, a de março 28 4.D., o que se harmoniza perfeita-
(3) Not e- s e: Rev elaç ão ( s ingu l a r ) , N Ã O R e v e l a ç õ e s ( p l u r a l ) . mente com a indicação cronológica de 2:20, pois o templo
(4) Do grçso apokalyptein "clesvelar,', ,,clescobr.i.", ìiira.
'o
de Herodes foi iniciado em 20-19 A.C. e 46 anos a oartir:
.-
que v ela". O nr ais aniigo c s p é c i r n e n c l ê s t e g ê n e r o é dessadata nos trazem a 27-28 A.D.
o livro
tle I)aniel, no \relho Testaniento. (6) Joã, o2: 13; 6: 4; ll : 55s.
26 Xlerece Confiancn o ÌtJôuo Testantento? Os Docurnentos Neo-Teslamentarios 27

Palestina; e a carta escrita à Igreja de Corinto pelo bispo O exame do tipo de evidôncia encontraclo em mss. e
em citações de autores subseqiie ntes reÌaciona-secom o
Clemente rle Roma, por voÌta clo ano 96 A.D. - achamosnós
citações inclubitilveis da tradição comum dos Evangelhos ramo de estudos conhecido como Crítica Textual. (19) É
êste um campo muitíssimo importante e cle extraordinário
Sinóticos, de Atos, Romanos, I Coríntios, Efésios, Tito,
Flebreus e I Peclro, e possíveis citações de outros livros fascínio, cujo objetivo é cleterminar, à luz clii evidência
rlo Nôvo Testarnento. Nas cartas que Inácio, bispo de disponível, cle modo tão exato quanto virivel, os têrmos
Anliotluirr, cs(:rcvcu clrrrante a jornada para o martírio originais dos documentos em aprôlo. A expcriôncia prova
ern Rornl cnr ll5 A.f)., hri citaçõesrazoàvelmenteidenti- à saciecladeque é difícil copiar-se uma 1;orção cle extènsão
íicrivcis tlc NÍ:rÍt'rrs,foão, Romanos, I e II Coríntios, Gá- consicleriivelsem cometer um ou clois lapsos, no mínimo.
lrrtrrs,I,.l11sios,
I,'iÌilrtlrrsc's,
I c II I'imritco, Tito, e possi Quanclo se trata cle escritos cotno os clo Nôvo Testamento,
vcis:rlrrsilcs a -N{ar<.os, copiados e recopiados rnilhares dc vêzes, a margem cle
I-trcas, Atos, Colossenses,II Tes-
saÌonir:enscs,Frileuron, Flebreus e I Pcdro. Policarpo, con- erros de' copistas aunÌeÌtta cle tal moclo que é súpreen-
clente não seja a cifra muito rnaior do ^Feliz-
t_emporâneorle Inácio, mais jovem, porém, na carta que çre o é.
-da mente, se o elevaclo número de nrss. arrrnenta o índice
dirige aos Filipcnscs, cêrca do ano 120, faz citações
tracÌição conÌrìrÌt clos Sinóticos, dc Atos, Romanos, I e II cle erros escribais, aunìcnta, em rncclirllr iclôntica. os meios
Coríntios, Gálatas, [,fesios, Filipenscs, II Tessalonicenses, qy1_u corÌeção dêsseserros, cÌc sor.te(iue a margem cle
I e II Timtiteo, Hebreus, I Peclro e I João. E assim po- clúvida clcixacla rìo processo cle rcstaì.ìl.açãoclos"têrmos
cleríamcls n<is (.olÌtilìuar com os escritores do segundo exatos clo original não é tão granclc corÌlo se ;torleria
sóculo, acumulanclo eviclência mais e mais vultosa ãa fa- tcmer; Pelo corrtr:irio. c, em rertl:irlc, lÌÌrìrr:rrllmcrrtcrc<lu-
rniliarirlacle dêsses autoïe s colÌÌ os escritos néo-testamen- zicla. As variantcs qlÌe srrbsistemplssircis cÌc certa clir-
tários e cÌo reconhecimento cla autoridade dêssesdocumen- vida aos olhos clclscríticos tcxtuaif niro lrfetam nenhur'
tos. No clue rcsPeita aos Pais APostrilicos,a evidência ponto imltortantc, seju ern matt'triu cle fato hist<irico,seja
est:i coligicla (luestõesrlc fé e prática.
-obra como um todo e examinada em moldes crí-
ticos na intitulacla TH[, N[,W TESTAMENT IN Em resumo, poclemos citar o vcrcclicto pronunciaclo
TH[, APOSTOLIC FATHERS IO NÔVO TESTAMEN.
T'O NOS PAIS .,\POSTóI-ICOS], que regisrra os resulra- por Sir Frederic Kenyon, estudioso cujtì autoridade para
-especial emitir juizos quanto a mss. antigos não tinha superior:
clos e co,nclusõescle trma comisúo da Sociedade
cle Tcoloa'ia l{istórica cle Oxforcl errr 1905. "O intervalo, então, entre as clatascla composiçãooriginul
e a mais antiga eviclênciasubsisteÌìtcsc toÌ-rì.Ìtão reduzido
ljr , i tl i ' rr<i rr rìr'sta natÌrreza encontrarno-la não apenas
c m es <t ' i l o l (' s ( l islios or lotìo\ris. l)os csct'itosrecentemente de sorte a ser pràticamente rlesprczÍvel,e o derracleiro
c les c obe rto s rl l t l'srol:r (lrrristirtr <ìt, Vulentinu se evidencia futrclarncntopa1'a <lualclucr thiricÌrr tlc rluc rros hajant as
que an tc s rl < ts rrrt':rtlosrlo scgrrrrtlosóculo era a maioria
dos liv r o s q rrc t onstit(r('lÌì () Nôr'<l 'I'cstÍìmento conhecida ( 19) Outra classe assaz irr.rportante de cviclôncias enr favor do
tão bern e tão jnlt'glrlrrrorlc vt'rrcrlr<l;r ncsse círculo hete- texto néo-testamentário são :rs Vcrsõe s Antigas ern outras
1 ín g u a s, a s m a i s p r i n r i ti va s d a s r l u a i s, a Si r ía ca Ar r ti g a e a
rocloxo como o cra lìiì Iglc j;r (irrt<ili< u. (18) \retus Itala, se podenr atril,ruir à segurrda metade clo segundr-l
sé cu l o . Aj u d a va l i o sa se 1 .r o d etarnbénr obter clos leciorrários
( 18) V e r F . L . C ro s s (t' rl i to r) * ' l ' Il l Ì JU N G C OD E X tO p r i n r i ti vo s d a Ig r e j a .
ÇL 1 D trX J U N C ;I (1 9 5 5 ), 1 ,. S i s.
22 Merece Confianca o Nóao Testamento? Os DocttrtÌcnIo.\Ì{/o-Tcslantenlarìos 2)

A evidência em favor dos cscritos néo-testamentários mãos clo Pocler Sovictico, no cÌia clo Natal de 1933, pela
avulta mais e mais como supinamente superior iì evidência fantástica soma de 100.000liblas esterlinas,agora o prin-
subsistenteem relação a muitos escritos cle autores cl:is- cipal tesouro cÌo NÍuseu IJritânico. Dois outros manuscri-
sicos, a autenticidade dos quais ninguém sonha em pôr to.s antigos, cle gt'anc1eimpoltância, Ìrá na Inglaterra: o
(kirlex AlexancÌrino, tarnì)cnÌ no NÍuseu Britânico, dataclo
em dúvida. Fôsse o Nôvo Testamento mera antologia de
escritos seculares,a autenticidade dêssesclocumentos seria tlo quinto scctrlo,e o CrjcÌcx llcza, na Ìliblioteca da Uni-
geralmente havicla conìo além de tôda clúvicla. Fato vcrsiclaclecle Camlrriclge,escrito no r1uìnto ou sexto século,
curioso e que os historiacÌores íre qüentemente se têm rnanuscrito quc coÌltcnr os llvangelÌros e Atos em grego e
mostrado mais prcdisl)ostosu confiar nrr firleclignidacledos em latim.
escritos néo-testamentários qrre muitos teólogos (16). f'alvez mclhor possamosaquilatar 11uãorico é o Nôvo
Desta ou daquela forma, o fato e qlle hli quem considere T'estalÌìcÌìto e matcria cle eviclência munuscrita comÌla-
ipso facto suspeito um "livro sagraclo"e cxija muito mais rando-a com o materìtÌl textual subsistenteem relação a
evidência corroborativa em favor cle obra que tal do que oÌrtras obras histriricas rla antiquidacle. Do DE BELLO
em referência a docum,entossecularesou pagãos, em geral. GALLICO IAS GU].RR.,\S GAULESASI cle Clesar (escrito
Do ponto de vista do historiaclor, os lnesmos critérios e entre 58 e 50 A.C.) existem r,ários nìss.,m:ìs ai)erìasnove
normas se deveriam cle aplicar a ambos os tipos cle ou rlez clcnttc êles sho vaìiosos e o mais antigo rlata de
documentos. Contudo, não nos insurgimos contra aquêles <:êrcacle 900 anos lrpris a ela clo iltrstre srrerrciro. I)os
que reclamam eviclênciamaior em relação ao Nôr'o T'esta- 142 livros cla Hist<iria.Romana rle Lír'io (59 A.C. a l7
mento que em referência a oÌltros clocumentos;ltrimeiro, A. D.) sriltrer,ivenìapclì:ls 35; ôstcs nos s;ìo conhecirlos
-tle
porque as pretensõesuniversais clue o Nôvo f'estirrnento .t lrasc rÌc niro nrlris r inte rrr.,s.rìc ulgunr vaÌor, unì
alimenta em respeito à humaniclaclesão tão aÌrsolutase o apenas clos quais, e ôsse contcnrlo sòmente fragmentos
caráter e as obras cle sulì ligura caltitaÌ siro tito selÌÌ tlos Livros III-\'I, e dc rllrtlr tão rcrnota quiìlìto o qrÌarto
paralelo que desejamos ter-lhes tanta certeza cla r,eldacle scculo. I)os rluatorze livros das HISTóRIAS de Tácito
quanto possíveÌ; e, segunrÌo, l)oÌ'(lrÌe, rììatéria tle lat<t, HÃ (cêrca rÌc ì00 A. I).) ulrcnus quatlo c mcio sobrer.ivem;
muito maior soma de evitlênrias em lur,or rlo Nôvo Testa- clos clezetscisÌirlos rkrs seus ANÂIS, rcstam clez comple-
mento que enr abono de outros escritos antigos cÌe data tos e clois fragmentários. O texto (lessasporções ïema-
compar:1r'el. nescentcsdas cluas srandes obras históricas do famoso
cscritor lomlìno depencle irrteillrrnente cle dois mss., um
Há na atualidacle cêrca cle 4.000 manuscritos sresos
rÌo séctrkrrìorÌo e o oÌltro clo scrrrlo onze. Os manuscritos
que contêm o Nôr'o Testamento no toclo ou em parte.
srÌbsistelÌtesclas obras mcnoles clc Tácito (DIALOGUS
Os melhores e mais relevantes clêssesmanuscritos t'ernorì-
tanì a rlata aproximacla :ros nrcaclosrìr, tìuarto século, cls DE OR.\TORIRtIS, A(;RICOL.\, GIlRN'IANIA) pro-
clois mais iÌnllortarìtes senclo o Cirdex Vaticano, o tesour-o r'ônr totÌos rlc trnr códer tÌo sccrtkr cìecimo. A Histriria
principal cla Ììiblioteca clo Vaticano em Rorna, e o frrrroso cle TucícÌicÌcs (cêrca de 460 400 A.C.) é-nos conhecida
Cìr'rclexSinriitic:o, aclrirrilirlo pclo Gor'êrno IJritânic:o rlrs rncrr:ô cle oito mss., ri mais rrntigo clos quais clata das
vizinhanças clc 900 A.D., e cÌe rrns l)ou('osfragmentos de
( l6) His t or iador es , t ais c r , r nt , l Ì a n r s a y , Ì ì c l . I I e y e r e A . T. Ol ms- Palrilo, clatatlosPor volta rÌo <'otlôc-otla cra ct'istã. O
t ead, t ênr pr ot c s t at Lr v igo r o s a r r c r r t e c o l Ì t r a o excessi voceti - ÌÌÌcsrÌÌo se clli com a Histirlia cle Heródoto (côrca de
cismo de certos tetilr-rgoselÌì tratando corÌl os escri toshi stó- 480'125 A.(1.). LìntrctaÌlto, ncnltum conhececlorproftrnclo
ricos clo Nôr'o Testarrrcntr-r.
j(ì 1\Icrccc Conf iança o Nôuo Testamento? 31
O Cânon Neo'Testamentarío

Nôvo Testamento. Certas das epístolas menores (e.g. II as nove cartas paulinas dirigiclas a igr'ejas e q-tliìtro a
Pcclro, I e II João, Tiago, Judasl e o, Apocalipse levãram indivícluos (Filemon, Tito, I e II Timóteo), (1)_Juclas,cluas
mais tempo a serem aceitos em determinadas partes que epístolas de João (2) e clois A-pocalipses: o de João e o
em outras, enquanto em outros lugares foram admitidos "O pÀSfOn
de P.d.o. (3) de Hermas é mencionado como
como canônicos livros que não fazem parte do atual Cânon digno de Ìeitura (i.e., na igreja) mas não de ser incluírlo
Néo-Testamentário. É assim que o Cóclex Sináitico incluía enire os escritos proféticos ou aPostólicos.
a "Epístola de Barnabé" e o PASTOR de Ffermas, obra
de origem Íomana, escrita por volta do ano l l0, se não Os primeiros passos no sentido cla-{ormação de um
antes, elquanto o Códex Alexandrino abrangia os escritos cânon dè livros criìtãos haviclos como dotados de autori-
conhecidos como Primeira e Segunda Epísiolas de Cle- dacle, dignos tle figurar ao laclo do cânon, clo Velho Testa-
mente. A inclusão de obras que tais ao laiio dos documen- mento, a Bíblia do Senhor Jestrse Seus ap<istoÌos, parecem
tos biblicos haver sido tomados por volta clo comôço do seguncloséculo,
,prov:ìvelmente qúer dizer que se lhes atribuía circulação de duas co-
certo grau de canonicidade. época em que há evidência da
O mais antigo catálogo de livros néo-testamentários leções de escritos cristãos na lgreja.
de que temos conhecimentõ direto foi elaborado em Roma Parece que já em data bem remota vieram os quatro
pelo herege Márcion em cêrca de 140 A.D. Fazia Már-
Evangelhos ã constituir uma unidade integrada. Devem
cion distinção entre o Deus-Criador do Velho Testamenro,
de tei sido assim agregados bem logo após haver siclo
ente inferior, e o Deus e Pai revelaclo em Cristo, e achava
escrito o Evangelho Joanino. Esta coleção de quatro do-
que deveria a Igreja de rejeitar tudo quanto se relacionava
com aquôle. [,nvolvia êste "anti-seúitismo teológico" a cumentos era originalmente conhecida como "O Evange-
rejeição não apenas de todo o Velho Testamenìo nÌas lho", no singular, não "Os Evangelhos", no plural; havia
ainda daquelas porções do Nôvo Testamento que se lhe apenas um Evangelho, apresentado em quatro nartativas,
rrliqttt;rrlrrrrirrÍt,rriorlrtlrrs <lc .frrtl:risnro. Consistia, pois, distinguidas como "segundo NIat,eus", "segttndo, fÍa1c9s",
o Cânon tlc l.Írilr ion cle rlu:rs p:ìrtes: (u) uma eciição e assiú por diante. Por volta cle 115 4.D., Inácio, bispo
rlo 'l'crtciro l,lv:rngelho,o menos judaico dos
t'xprrrg:rtl_lr de Antióquia, se refere a "o Evangelho" colno escrito re'
q_ÌÌÍrtr-o,
rla ,lutoria rlc Lucas, um gentio; e (b) dez das vesticlo cle autoriclacÌe e, visto que conhecia rnais cle um
Crrrt:rs Paulinas (não incluidas as três "Epísiolas pas-
torais").- O
_cânonmarcionita não representa, entretanto, (l )Acrescenta que outras cartas que então circulavam sob o
o- veredicto da Igreja corrente então, mas aberração com- Eram, na
uome cle Páulo não eram accitas pcla Igreja.
pleta dêsse ponto de vista. maioria, pscudepígrafosconlpostospara atender a interêsses
Outra lista primitiva, também de procedência roma- heréticos.
ne, datada de cêrèa do fim clo seguncloséiulo, é o documen- (2) Neste ponto, Íato curioso, acluz a SABEDORIA DE SA-
l,OÌ'{ÃO.
to geralmente conhecido como "Fragmento Muratori,,,
(3) Diz o fragrnerttoque alguns rccusavanl.permissãopara l-ei-
porquanto foi primeiro publicado na ltália, em 1740, pelo tui" àAit.-"Apocalìpse di Peclro", apócrifo, na igreja' Sa-
antiquiirio Cardeal L. A. Muratori. Infelizmente se âcha bemos, contudõ, de Clernente,Eusébio e Sozomenoque. en.Ì
mutiÌaclo, faltando'lhe a parte iniciaÌ. Deve, porém, ter ;lgfi;, igrejas era liclo.
-u.. Qq4lo Íragmetrtos subsis-
.a-os^
:r'-퓃 APocRVPHAL NEw
rnencionado Mateus e l\Iarcos, porquanto se refere a Lucas t"iiËr ãa.i" Apocalipse,
como o terceiro Evangelho; menciona, então, João, Atos,
ÌÉSrÀr\ÌÉNf Io xóvo TESTAMENToAPócRiF-o],
de Ìlt. R. James, p.505s.
I I illerct'e ConIiatiç'a o Nr)uo TestantenlaI

ÌÌscrituras chegado às mãos substancialmentecomo foram


t'irrìt;rs j:i rrgoranão mais persiste. Tanto a autenticidade
qranto a integridnde geral dos livros do Nôvo Testamenro CapÍruro III
se podem considerar como firmaclas cÌe moclo absoltrto e
final". (20) O C ÂNON N É,O.TESTAMENT,4RIO
tr
|l/l
.|ESNIO,após havermos chegado-auma conclusãoacêrca
da clata e cla origem clos livros que compõem o
Nôvo Testamento. ainda nos ternos de haver conì ulÌìa
questão clue exige resposta definicla. Como se veio a
Íormar o Nôvo Testamento como uma coleção cle clo-
cumentos vários? Quem coligiu os escritose em qtre bases?
Que circunstâncias levaram à fixação de uma lista, olÌ
Cdnon, de livros aceitos como revestidos de autoridade
especifica?
A posição cristã hist,óricaé que o Espírito,Santo, Que
presicliu :ì formação de cada rtm clos livros, também lhes
rlirigiu a seleção e incorporação, continu:rndo assim a
d:rr cumprimento à plomessa do Senhor de que Êle guia-
ria os discípulos a tôda verclade. Isto, entretanto, ó algo
que se tem (le cliscerniratravéscle percepçãoespiritual, não
mediante pcsquisa histórica. Nosso qr.oPós.ito,porém, é
averiguar (pe revela a investigação histórica acôrca da
origem clo Cânon néo-testamentário. Dir-nos-ão outros
que é mercê da autoridacle da Igreja que recebemos os
vinte e sete livros do Nôvo Testamento; mas, inda clue
assim seja, cabe a pergunta: Como é que se explica haja
a Igreja vindo a reconhecer ôssesvinte e sete, e nenhum
outro mais, como dignos cle equiparar'se em inspiração e
autoridacÌeao Cânon do Velho Testamento?
A matéria está demasiado simplificada no artigo Vl
dos Trinta e Nove Artigos, quando assim reza: "Sob o
nome cle Escritura Sagrada entendemos aquêles Livros Ca-
nônicos do Velho e Nôvo Testamentos, de cuja autoridacle
jamais houv,e cpralquer dúvida na lgreja". Pois, deixando
( 20) T IIi .l Il l l l l .Ìì .,\.r-t) \l ì(' l I.\IÌ()l .o(ì\' tle p:rrte a questiroclo Cânon do Velho Testamento, não é
AR Q U rìO L O(j i .\ L ( l 9 l 0 ), 1r.2E 8s.
[-\ Ì]Írìi_r.\E A muito exato rlizer-seque jamais houve qu,alquer clúvida
na Igreja acôrca cle nenhunr cìos livros que constitttem o
J4 Mercce Confiança o Nôito Testamento? O Cânon Ì,{rio-Testamentario )j

ano 508 que II P.ed.r9,II e III João,


particlo.(ó) (lomo a sórie cle [,vangelhos veio a ser co- Judas e o Apocalipse
vreram a ser incluídos em uma versão da Bíbliã Siríãca
nlrecicta pelo tôrmo grego liuangr)Ii'rtn,tambérn-se Passou
em adição aos outros vinte e dois livros.
a designâr a c:olctânõaãe escritos paulinos- pela Pullytu
Apostõlo.s,tlistinqrrincÌosc t:atla cart.apelo cabeçalho:."Aos Várias razõeshavia por.que se fazja nccessárioà Igreja
R'om,rn,rs","l)tirttciriì itos (loríttti<1s",e assim por diante' conhecer exatamente qüe livros se revestiam de au"tori
Dentro tìc pottr() l('lÌìl)(),lt l'.pístolltlttls FIebreus,anônima, dade divina. Os Evarìgelhos, como narrativas de ..tudo
se vcr() lsso<liìf lttls tlirt ttttt(lìt()s l)lìtlliÌÌos. Atos, em razáo quanto Jesus começou não sòmente a fazer mas também
rlc rìì:ri,,l ( í)rÌ\( Ììii trt i:r. tl('t:lltttt'tttt ie incot'porava às a ensinar", não podiam scr consideraclosnenhum ponto
"E,pístolas G'erais" (at cartas clc Petlro. Tiago, João e rnterroresem autoridadc aos Ìiv'os rlo vclho Testamento.
E o ensino dos apóstolos em Atos e Ììas Epistolas era
Judas). havido como reveitido dessa a,toricracle. rïa natural,
Os únicos livros a rcsPeito clos qr-raisperclulava tlú- portanto, conferir aos escritos apostólicos cla Nova Aliança
vida cle monta após a prinieira mctaclè clo segrindo.século o mesmo grau de reverência então atribuícla aos livros
eram algtrns daquelet qre hoje octrpam a polção final do proféticos do Velho Testamento. Assim,
Nôvo Tcstrmenio. Or'ígenes (l85 2541 menciona os q-ua- Justino Mártir,
em cêrca de I50 A.D., enquadra as ..Memórias dos Após_
tro Er.ang,elhos,Atos, aí l3 Epístolas Pattlitlas, I Pcdro, toÌos" na nÌesma classedos escritos profcticos, rleclarairclo
I foão c o Apocalipse como aceitos por -toclos:Hebreus, que ambos eram lidos nas assembléiàscÌos crisrãos (Apot.
II"Pcrlrr,, II e ItI .foão, 'fiago e Jrrtias,juntatncnte c-om t .-07). A a despeiro cle romper- colrì o
a "Epístola tle llarìrabé", o PAS'IOR cle F{ermas, o DI- -Igreja,
não repudiara
;uclàis^mo,
a autoridade clo velho Testanìerito; antes,
D.\()UÊ, e o "Evaneelho segtrttcloos Hebre us", cli-los seguindo_o-exemplo cle Cristo e Scus ;\Póstolos, recebia_c
inrpisnaclos l)or alsuns. Eustilrio (ci'rca tÌe 265-340)nrcn- como a Palavra cle Deus. De fato, em tal grau fizeram
cionlÌ' como ecr.:ìlmcnterecorrltccitlosos livros todos do êles a. Septuaginta propriedade suzÌ que, ôírrbora fôsse
'I'ilrco.
Nôr o '1'ertattìc,tto,excctì.llltlos Itttìlts. II Ì)cclro' II ela originalmente trãdução das [,scritirras Hebréias em
irlgtrns, rccotrhecitlos, entre-
loirO, contcstaclospor
e III 'ircla grego para o uso de judeus que falar.am o iclioma helê_
rnaioria. (7) Atanhsio, cm os
tanto, !67' Prescreve nico, antes dos dias cle Cr.istô, deixaram os judeus essa
vinte e sete livros que nos constituem o Nôvo Testamento
versão aos cristãos e nova t'adução se Ìhes fêz então do
como senclo os rinicos a ser'em haviclos como canônicos; Velho TesÍ.ament-o.
o
lrouco tlelrois, Jerônirno e ,'\gostinho lhe scguiram cxem-
No Oriente mais clistante o processo De especial importância era a cÌererminaçãode que
irlo tro Ocirleirtc. livros se poderi:r flizer uso nzÌ obra cle Íormrilação dbu-
i1arn.rru,.,-r"unì ltouco mais; foi sònrctrtc Ì)or volta clcr
trinária e a se pocler-ia:rPelur conì rÌ con-
Irança_nÍìs c[ -q,ais
rst'ussircs 'ráxirna
coÌÌì os heréticos. Em lllr.ticnlar,
(ó) I r r ic i, r t ' [ t , i1ic : t r po ( c s c r c l' c t t i 1 , ,t i i r 1 1 . ' ' i ) , r n a i - so u n l e n o s )
j, , , r l, : . t, r , f ; r r t r ili: r ï iz ar ' lt ) sc ( ) r Ì ì c . 1 t 'q f 't 's r l c c p í s t o l a s p a u l i n a . s ' _qurrntlol\flircion cìlibril.ri seu pr<iplio
^às
"(l:ìnorr", ern cêr.r.:r
-igrelas
i f Ì ' t ' r lr - o J : 1. 5 1r : r r t ' t : t t t s ti Í i c l r l t i t r t t t t r a c o l e t â n e a d e p e l o
de 140 A.I)., nercrsl'irio ,-;t.[ëz oÌ-todoxiìrisaber
, 1' í . 1, , 1; r s(,l ( ) i Ì l ) ( 'Ì - l ( 'l {l ( a r l a t a c l c I I P e c l r t l
, , , , , , , , ' , , 1, , , , , r r : Ls com exatjrìio <1r'rl ,r rt'rdrtleiro c;ìrròn e isscra.jrrtlou a
( r '| r 1" , l " Ì'r '1, 1l ;LVc t- - i l l e al r t-
ó tir ;l1ili;l ( ' r ) Jì1lr ' ' ,r ' r tì' lr ' I':ttt'c r ' acelerar rrnr l)r()(csso qrre j;i se ar:Ì]aVucntão eir crrr.so.
É improc,etlctrtr, contLrrlo,-lalar ou escrever (,omo se a
',
s.to Ir :r "l - 1,i.t,,1:r ' l, lì.tl tr :LLi 't '1,t1;L l tr !':c t i tr r i r c tr i l r o l Ìãtr
( l( \:it Il r l - ;t :l l l ' i i i r i ) l l ( ') l i C a) '
po( le i( Ì 1to:1t I ì,) l' it
rgreja prinrt:ir. Lorìicçuslca eÌuborar ur' cânon auós haver
( i) O pt i, lr r i, r lt r r . il, i, i t t ' t ' i; t l r r t '[ r 'ii i i o r '. 'jt ì t a r . o Apocalipse,
tlitr .r llllr c0lÌÌl)Ì'l LZ l i l c ír 1Ìì 1, l l l l Ifl ì1i l Ìl o'
Miircion daclo à publiciclacle o que .o*1r.,r.r".'
1) uI' ( itl:Ìlìii- r "t
32 Merece Confiança o Nôuo Testamento? O Cârtort l\-/o-Tcsl,nntcn,tárìo ))

dos quatro "Evangelhos", é provável que o título designe taclo aos homcns, nos outorgou o l,r'angelho em forma
a coleção assim chamada, então. quáclnrpla mas intesraclo por um sri Ìlspírito". (4)
Cêrca do ano 170 um cristão assírio, cujo nome era Quanclo sc intcgrar'Íìm os quatro Er,angelhosem um
Taciano, fêz dos quatro documentos uma narrativa cor- volume único, impôs-sea nccessiclaclc de scparar as duas
rente, única, genuína "Harmonia dos Evagnelhos", obra partes cla histrii'iu cÌe Lucas. f)isjr-rneidosl,ucas e Atos,
que, durante muito tempo, foi a forma preferida, se não uma olr cÌuas nrocliiicacõcsÌ)lìrc(e quc se introcluziram no
oficial, do Evangelho quaternário na Igreja Assíria. Esta texto no final rlc Lrrcus e no início cle .\tos. Orieinal-
harmonia de Taciano distinguia-se dos quatro Evangelhos merìte l,rrr-asl)arccìehuver releqlrclotirtìlr mcncirr cle Ascen-
incorporados na primitiva Versão Siríaca, a que nos re- são ao seguncìotraiarÌo; então a ft'ltsc "e foi r:leaado ao
portamos na referôncia 19, apensa ao capítulo anterior. cr:u" [oi ircluzirlrrrr Luc 21:5Ì para comlrlet:tr a narrativa
É ainda questão aberta se Taciano redigiu originalmente e, eÌÌì couseciiìôrrciu, u ex1-rrcssiro"foi reccbiclo cm cima"
a Flarmonia, conhecida històricamente como o DIAI|ES- sc inseriu cm ,,\tos l:2. l)csta sorte, as discrepânciasque
SARON, em grego ou em siríaco; como, porém, parece têm alguns encorÌtïacÌocntre a Ììarrativa cla Ascensãore-
haver sido compilada em Roma, a língua original foi, gistracla em Lucas e a naìnìtivl conticla em Atos se de-
provàvelmente, o grego. Aliás, um fragmento do DIA- vem, conì a trt:irima lrrobaÌrilitlaclc, a aj rrstamentosque
TESSARON em grego foi descoberto em 1933, em Dura-
tais, feitos cluanrlo os cÌois livros lorum clissociados. (5)
Europos, à margem do Eufrates. De qualquer forma, po-
rém, deve de ter sido outorgada aos cristãos assírios em O livro clc ;\tos, entr-ct:ìnto, compartilhava natural-
siríaco após o retôrno de Taciano de Roma e essa versão m,eÌìtccla uutorirlrrrlcc rlo l)restígiodo 'Iercciro Evangclho,
siríaca do DIATESSARON permaneceu-lhes como a senclo,como ela, obra tlo ntesmo autor, e Íoi por todos
"Versão Autorizada" dos Evangelhos até que a PESHITTA
receÌrido corno cltnônir-:o,cxc:ecãoÍeita clc I[lircion e seus
ou versão "sirnples" a superou, no século quinto.
No tenìpo de lrineu, que, embora natural da Ásia acleptoii. De íato, ocÌÌl)ava Atos ltrgat' tlc mltita impor-
I\fenor, ft-ri bispo de Lyons, na Gália, por volta dc 180 tância no Cânon Nco-'I'cstarn'eutlit'io, scncÌoo livro pivotal
4.D., a icléia de um Evanpçelho quadriparticlo se havia do Nôvo Testamcnto, no clizcr cle Harnack, cle vez que
tornado tão axiomática na Igreja em geral que poclia êle liga os Ìlvanselhos com as Epístolas e, mercê clo relato
referir-se-lhe como fato estabelecido e reconhecido, tão da conversiro,roca<;ãoc obra ntission;iria cle Paulo, mos-
óbvio quanto os quatro pontos cardiais ou os quatro trava cristulinantcnt,ecitrho rcul eÌ'rÌ a autoriclade apos-
ventos:
tirlica a subjazcr is ì:pístollts PrtuJittas.
"Pois assim como há quatro quadrantes no munclo
em que vivemos, e quatro ventos ruriversais,e como está O Õi)rpÌt.\' putrlirtrnir, isto r, u t oìcção tle escritos de
a Igreja disseminada sôbre a terra inteira, e o Evangelho Paulo, foi elabonrclo aproxintacÌarnctttcna rÌÌesrnaópoca
é o pilar e fundamento cla Igreja e o sôpro da vida, em que se proressou a rurilicação clo [r,angeÌho quaclri-
assim ó natural que tivesse quatro pilares, infunclindo
imortalidade tìc clrda clurrrlrarìtec comunicando nova vìda
(1) - id, '. I I L: LT'. iii,
, 11. 8.
às humanas criatrrrrrs. Dontl.c ó rnanifesto que a Palavra,
o arquitcto cÌe tôrlas us t:oisas, (llte se asserìta sôbre os (5) Cf . I . '. I ì . Jlr uce - 'Ì 'H I . l . \ CTS O F THI ì APO STLES
IO S A- I 'O S l) O S ; \ PTiSTO LO SI ( Tyr r clalePr ess, 1951) ,
querubins e a ttrtlo srrstt(lÌre uniÍica, havenclo-semanifes- p. óós.
ìr, IT c rc c c C o ttfi a rtc a o l íóuo Tt:sl arnettl tt I O C â tto r t ,\'r :o - 'l - t',tl tr r ìt( ,ìt l ú 1 'Ìo 37

Outras circunstânciasclue reclamaram clara defirrição mani[esta supcrioritlarlc rlos livro:s rio Nôvo Tcstamento
dos livros qrÌe Ìlossuiam autoriclaile tlivin2Ì eralÌì a neces- sôbr'etodos ês;escsr:ritosrlc t,ntiro.(9)
siclaclede deciclir quais escritcs dcYcriam cle ser liclos nos Convcm se tliga rrnra irallrvl'a ÍÌ resPcito rlo "Ilvan-
of ícios litirrgic()s (irrrlu qrrc (crt()s lir ros l)odiíÌlÌì ser aPro- gelho segtrncÌoos Flrbreus" 11ue,confornre se mencionou
'f
priados parã crte irn, 'enrbor:rrlaÌo sc l)l cstassePara de- ÌinÌras atrlis, cnrrmclar,'aOríqcitcs cornc:rrnr rÌos ìivros r]ue,
àidit ,1uêttòestlutrLrin:irias)c íì nc(ressithclc cle tleterrninar em seu tenìpo, aÌgurrscotÌtestlì\'anr.Ìlsta oltru, c1rre circulou
que obras scr clÌt'c{rrres ou naÌo aos esbirros n,l -l-rlrrrsi.rrl:ìrrirre rì{) F.git() crìtr(' í)s grulx)s rrtllriro-
1_roclclia'r .j
iinperiais em tempos cle sclÌì risco cle sltcri- cristãos charnarÌosI:-,bionitas,r'crclar,':rccrta afiniclicle corn
legio. o l,vanseÌho canônico rle N[ut.;trs. llrlr talr.cz urna cornlti-
" 'cr'seg:triçiro
Uma coisa prccisrì ser afirmatla colÌì tô(la ôtrfasc: Os lação expandirla, inclcPe'cÌe'tc, rÌ,e trnr ckrcu're't.
livroS clo Nôvo T-cstlrtnctttrrttio :e lizcram llossuíclostle rnair:o lclacionarl() (orìì o l:r rurqcÌlro <lc N[;rtcrrsr:onticlo "i"-
autoriclacle lliìÌ'rÌ a lÍIrcja pelo Ítìto tle virem a ser [oÌ'rÌÌal- no Clâ.ttott. ÀÌgttns r[,rs ;rnIis,rr I,lrìs tla IaÌcja o conÌre-
mente inclLiícloscrn trina- Ìista cattôniclt, Ì)elo colÌtÌ'ário, ciam jli na fornra clc versão grega.
a lgreja os incluitt Iìo Câlìorì Ì)ol'qtre jri os Ìrar ia por <li- .|erônimo (31i 420) irlentiÍirou ôsre "[,r,ansclho se-
vinãmènte inspiracÌos,reconlìcccntÌo-Ìheso vlìlor inato c grrncÌo os If ebrcrrs" conr rrrn <Ìôlc a<hlrclo lÌiÌ Síria. co-
a autoricliìcÌcipostóÌica, clilctlt ou illtlit'eta. Os primciros nhccicl' colììo o Lr lrrrgeÌh' cl.s Nazlrrcn's, rbra (ì.c, a
concílicls cclesilisticosa clltssiliclrr os lir ros ( arìôrÌicos sc 1ltinc íPr'o cllirrrctrurcrrtclLrlgou Íôssc o <lrigilìtÌl hcLraico
realizarÍÌrÌlÍÌrÌìl)osrra África clo Norte - elÌì Hipona lÌcgilt (ou ut'lrrnlriro) rlc \Ilrlcrrs. lrossírcl . r.rtirrssL 1.1çcr.railo
em 393 e cIÌì Cliìt'tlìgoetlì 397 - mlìs a lÌçiÌo (lôsses(on- ern o ìtÌcntilitanrlo (orìì () l'.r'anÍÌclho:cgrrnrÌ<los Hebreus;
cílios cle rÌìo(lo aìsrrnr reÌ)l'c5clìtltlt itnltosicão clc ltlgo (le o lìv aneellro Nazurcrìo (ìrÌc .fcr'ôninrocÌcsrobriu (c traclu-
nôvo i\s exirtentcs comunicllrcÌescristirs, peÌo contr:irio, rlu l)Íìlit () glCg()C l)1Ìlt g llrlirrrt lr,rtle lel sirl11nlr<ll mlis
sinrlrlcst otÌilii rrcão tÌo rlrtc jri cra 1lt'riticltgcral, corrclÌte, c1ue.sirnPÌcsvet'sirortrlrrnlrit:rtlo tixtrr gl ('go rlo Ì..r.anqe lho
nesslÌscolÌÌtllìi(llì(l(:). canônico clc XIlrtt:us. l:rn rlrurlqtrer (:liso,o Er.,aneeÌhose-
I-Iti rnui{rrsrltrcrtõcstcol<isi(lrs sttscitltrlíìs Ì)clít histliria gundo os Flcbreus e o Er arreelho-rl'sNazurcnos(10)'tinham
clo Cânon clc t1 tic rìÍo vltnìos tl'lÌtaÌ-. Dertronstr';rçito- 1lr:i- ambos clcfiniclir rel:r<'ã, l)iìÌ'rÌ coln NIatcrrsc se clevcm cÌe
-Iereja distin.guir rla muÌticlão cle Irr':rngellìoslrpricrifosc]ue eram
tica cle que a Pcrfcr iìccltlì(Ìa sclcçiro. t:lÌì reÌação
ao Cânon obtô-lli-erllt)scrÌì colÌtl'ltstancÌoos livros néo-tes- trtmlrcm col lerìres rrlrlrrrlcr rlilr.. tIor rrnìc.rrtr:ctrjrr c,nri-
tamentiirios colÌì os vlirios clocrttnetttcts cla é1toclìola coÌe- cleração escal)a ao ârnbito rlôste cstu(Ìo. À scrnclhança
taclos por NI. R. .famcs rÌrÌ oblrt TIIII '\l'Ot,RYPHAL cle vhrios Atos lrp<icliíos e cs<r'i1os rlo rÌìcsnÌo iaez, são
'l'l'.s-l',\\IÌrN-fo APÓ "lrrrrtasirr.
Nìiw 'ft ST'\NIEN]' lO r.\CrVo c'sses-Errrngcllr,rr(llr:r\c (lu('irrlt'irlrrrrt.rrtt,
lrrrrr
CRIFOI, r'inclo à ptrlrlicitlrì(Ìccrìì I1)21.ou nÌcsmo com
os cscr t tos tlos I'ltfs .\1tustólicos, (r; .ic tluc se rcveÌa a (9) c. r r sir lcr aqir es': . is c. r r plt 't as cnr r cf cr ôr cia às qucst õcscr e
c: ur ocid: r r le f í las r r a olr r a T'I I I ì Ì : iO O t \ S _. \ NI ) l- Ht r p, . \ I Ì _
( S) Os t' scIi1 cs r l,,s Ì' ;tis .\1rost,i 1ìco.r, ti ÌÌ .ql csí) c i rl ::l ôs. crìt1t'ttr CFI ^XÍ ENTSI O S LI \ ; I iO S F] O S Ì '81ì ( ; \ \ lI NHO S | ( i950) ,
e r r ft.ir :r ,1 ,,: ( ' !Ìr u r ÌÌ t,,ìlttttt', c,1ìt:t,l o 1l rl r ,1. B . l -i ghtfoot ( \Iac- q. _9. 1s. ,c 't 'Hl, - Sl, I Ì [ , ] _\ t ) I N( ì l, 't _, \ t r I 8, t A CI {, \ \ {A Á
n r ill:r r r , l S( ) l ) c t r tt tÌ,,i s t.l l tttt.s trl r C r.rl t'çi Lri (-l ássi ca l -oci -r, , , \ L. \ S'f I ì . \ I Ì - SÌ . ì l ( 1958), r t . 221. s.
e r Ìitlr ,ìr ,: 1 ) ( ) r ' l\Ìì:( ) l) lì l. :11't' ( l i t'ìtrt'rttl tl l l l , 1912 191i ). Ì-rubo- (10) O s _f r agt ncr r t os sul, sist t . nt r ,slcsslì sr luas obr as se ct ì colì t r ar n,
r a r r 1 Ì1 ' :( r lìt( lìÌ ìtt, q ;L Vt l tl t cl i rri o rl tl :Ltl tl tt cotttpl tratl os conì 0 t r at luzì t l, s,r i. v. lu. r t , - i'llI . l \ Ì , O LI ì \ 'l, ll. \ 1. \ ll\ \ ' l lt s_
' l' i.1 ;ìÌìr ( rìl (r, :aÌrì l Ììtl i tr) sl l l )r'i ;()rts trl s Ìfi 'a:l -
ttír - cl r lo \r ,i,, J_AUE\ T {O Nt ) \ iO t 'I lST, \ I TENTO , \ póCRI t lO l, c1e
g e ilto s t - \to s .\lr ,' ,ct j[,,s. Ì \ {. R. Janr c! , p. 1s.
3s Merece Confiança o Nôao Testamento?

Um dos Atos apócrifos, entretanto, os "Atos de Paulo",


embora reconhèciclamente ficçãro datacla do segundo
século,(11) é de intcrêsse em razão do retrato imaginário CapÍrur.o IV
q,re clo aprlstolo,,retrato que, claclo o caráter
"pìcienta
vrgoroso c Iìiì() .,,nrïcnc,ionaÌtÌc r1.e- se reveste, admitiu OS EVANGELHOS
rrm:r tradição relativa à
Siï Willirrrn ì{:utts:ry crsPclltrtsse
aparônrirr pcssoltl tlo lrlr<istoloviqente na Ásia NÍenor' 1. OS EVANGELHOS SINÓTICOS
Ncle sc tlcistrcvc P:tulc,r(oÌììo "rtm homem de Pequena
estatut'a, sobrltr<eìÌras sem scllaraÇiro,nariz avantajado, Examinemos mais pormenorizaclamenteos Evangelhos.
calvo, pernÍÌs.arcltteaclas,de comllleiçãro forte.' exttberante Consideramos-lhesj:i algo da c','idôncirrrelativa à data e
em €ïr:ìça,pois <1ueàs vêz'esllarecia homem, iìs vêzcs reve- existência em dias bem remotos; temos agora de passar
lava a face de um anio"' em revista quô se Ìhes pocle dizer a respeito cla origetn
e fidecligniclacle. O estutlo das origens cÌo Evangellto tem
sicÌo promor,iclo com irremisso crnpenho rlttase que descle
os primórclios clo Cìristiunismo. .|ri na primeirrt parte do
segundo século nos clepariìrìoscoln Papias, bispo de Hic-
rápoÌis, na Ásia N{enor, a respigar matcriaÌ atinente a
ôstc e outros assuntoscorrclatos da parte clc cristãos de
geração anterior à sua, pessoasqr.r,eheviarn tnanticlo con-
t:Ìcto conì os próprios Apóstolos. Por volta cle 130-140
A.D. escreveuPapias ttma obra em citrco volumes (hoje
perclida, exceção.feita cle uns Ì)oucos f11gqe,1toscitados
Ì)or outros escritorcs), intittrlarlos EXPOSIqIÃO DOS
ORÁCUI-OS DO SITNHOR, cm cujo prefircio cliz êÌe:
"NÍas, niro hesitarei em cxpor-lhc, ao laclo tle minhas
interpretações,tudo quanto coirsegtrijamais aprcncler clos
Anciãos e reÌembrar bern, afiançando-Ìhesa verclirde. Pois,
em contraste coÌn ;r m;rioria, não me reuozijei naqueles
que muito faìam ÌÌìas na(lueles que ensinarn a verclacle;
nern Ìla(lueÌesqtrc vcic:uìam lrlcceitris clc outros, mas na-
queles (ìuc pror:lamam os tnanclamentosque o próprio
SenÌror cleu r\ Ié, manclanrcntosquc proceclcrn dAquelc
Quc c a 1;riipria \/errÌacle. Por orrtro ÌacÌo, se aÌgtrcm
aconte(ìjÍÌsuldir-me no carninho quc hotrr.'esse sirlo com-
' fIIÌ,] -\P OC ]ìY P H A I, N ÌI\\T TE S -
panheiro rlos Anciãos, eu inquiriã lcêrcu clos clitos clos
(11) \ ' ' t ' r \ Í . I ì . . l: t r r r c s - Anciiios - quô clisscra ,\"rrrlLé,ou Pcdro, oLr Filipe, ou
' f A\ 11, . \ J ' l' l( ) NÕ \ r ( )' l ' l ìS ' l ' .\l \l t!N l ' 0 A I' ÓC l ìi FOl , p.
.].III., Torlc, ou f iago, orr .foão, ou NIateus, otr rlrullcluer clos
27( ) s .; \ \ ' . \ l . I ir Lr t r s : r . r C TILl IÌ(-T] IN TH E R O-
IÍ;\N Ì LI I I ' l lì l' . | , \ j ( ìti t,-t \ N o l Il t' rtl { l o R ON IA N OI <lcrnrrisclìscillrÌos rìo Senlror';e qrLô rlizern Arístir-rn e o
( 1893) , p. . ì 1s .; . ì 75s . Plesbitcro João, cliscípulosrio Scnhor. Pois não pressu-
t0 X Ic t' c tc C o rt[ìn ttc t o ÌrJôt,o Tesl arncnto ? Os Euntter:lltos t,
ïI

lrrrnha que me lôsse clc tunÍ"o valor aquilo que puclesse dôÌes se v, eio a f azcr . Sc, cnt r et ant o, sc Pr r clcr <lem clt r st r ar
auíerir cle escritos qualìto clos prontrnciamentos de uma com ra zoável lr r obabilir ladc clr r c ôsses t locr r m cnt os clcpen-
voz viva e estár'cl".(1) dem, u o t oclo ou enÌ l) aÌ 't c, clc r locr r r t icnt os aincla nt ais
Dentre as muitas coisltsqrre apretìcleraPapias clêsscs anti gos, a eviclêr r cir r f ar ì or . r ivcl r r lir ì cdigr r iclacle cÌ os E, van-
Anciiros c daqueÌes (lrÌe os r oclelrr,amcorÌstava boa close geìÌros coÌ Ì ì o r ì ar r at ivas Ì r ist <ir icas se r er ela t r ì nt o m ais
de informação qu:rttto iis oliscns cÌos ÌlvuneeÌÌros,que fo- lmPressrva.
calizarcmosclc rrlrrrcira sucirrtu. Ìr clcscleucluôÌesclias até C er t as conclusões se poclet r t alt r t t t t 'lt t ì Ì t asc clc est t t clo
hoje 1rràtitlrmcnte;l lÌÌc:nìil irtrc.tiglrt'ìo sc t(,ln Ì)ì()(es- comparat ivo clos pr <ipr ios Evlt neclhos. Não pr ecisam os
saclo,no cmpcnho não apcrursrlc acrunrrrÌlrr a nraiol sorna de muìt o cst ut lo l) lÌ r lì que chcqt t et t t os r ì l) cr ( el) cl qt t e os
possívelcle r:onhecimcrìtos(ìuaÌìto à conrposicirorlos Evarr- l i vangcÌ Ì r os se cÌ islr õcÌ Ì Ì nat t Ì f ult nct r t c et u clois gÌ 't ll) os, os
gclhos, à base tlas cr.,irÌônciasextcl ÌÌlÌs e iÌìt.cìlìils. nìas pri mei ro s t r 'ôs de t r nr llr t lo, o cluaÌ t o t lo ot t t r o. \ / olt lt r em os
também cle terÌtiìr' ir lhcs aÌcur corn o fito rlc alcançar acl i ante ao pr obier na t lo Q t r ar t o [ , r at t gcllt o; r t sot '; Ì consi-
tanta luz quanto r,ilivcl ar'ôr'r'rr cllrs íontcs quc srrltjazem derarem os os out ì 'os t r ês, conhecir los cor no os Ì r l'at r gelhos
aos livangelÌros nu lolnra cÌÌì (ìrÌe nos chegalarn às ntãos. " S i nóti cos", vist o qr ì , c se l) r cst ar Ì l a ct t I ot lt t c sin<it ic'o, per s-
Da lascinnção rlôste cstu(ìo, "(lrítica clc Iìontcs" corno se pecti r.' :r enÌ ( ì r Ì c os t t 'ês sc por Ì enr est t t clr t t 'er t r cot r j t r nt o. ( 2)
clenomina. niro hri (Ìirer-sc. NI:rs,ir invcstigrr-ãocÌasfontes Li gci ru c<lnsit lct ': r çir clllast lL pr ì r iì ( luc - . e clesct r lr t 'a( ì t lc as
do Ilvangellro c srra hiliotcticlr fc('oÌ'ìsttuçãose ltocÌerntor- trôs nar llr t ir as t ôr t r vast a l) or - cão clc r t ut t cr ial et Ì Ì colnlr m .
nar tiÌo :rÌtsorvcntcr) (lrÌc o cstu(lioso bcrrr V eri [i canr os, I ] or exenr lr lo, ( lue a cssôr t ciu cle 606 clent r e
llorle es(ìÌle(ìer-se
de quc ;s l:r,lrngelh<i:,(Ìrceurlos utc ntis r clmo rinitlacles ô6 I vcr sí culos clc N[ lr r cos lì plÌ ì c( c cr t r i\ Í lr t er r s e cf r c côr ca
litcr-liriasolitrnrl;rs cÌo prinrciro secrrlo,siro neccssirriamente de 380 clêÌ cs se cÌ ì r or Ì t nì lÌ Ì , ( ì oln Ì igcilr r r lt t 'iacão, cr n l- lt ct t s.
irrrPorl:r|rlt'r(l() (lll(, os tlOtulììCntr)\ l)irl:lli\ oS que Ou, ïra r a I ocalizar r - r Í at o d'oÌ Ì t r lÌ r naueint , t los Ì ( Xì B ver -
-ti: l hcs llotlcnr inlraiÌìiìì'(olÌìo l{)lìtes,:r não rnais, pèlo
se síctrl < l s ( lr - Ì c ct . r nst it r r cr r Ì NI I ì t cr r s, uPt oxit nlt cliì Ì Ì Ì c1ì lc 500
fatcl tle rlrrc ticslrlxrlr:< crr:rnr,sc c (lue janrais existiiam. contéur t nat er ill qlle t at nbcnr se at hlt cÌ Ì ì NI lt t i os; clos
cn(lulìrìt()(lu(' ()s Ì.-r'lrrrgcÌhos strbsistcnttrtc hoje. [, temos I149 r' cr sí ct r Ì os cle Lr r cas, uns iì 80 t ôut ixt t 'elcÌ ci cr t r \ I ar cos.
tarnbórn dc lcvlrr crÌÌ coÌìtrÌ (ìr-rc:Ì (,r'itica clc Fontcs, inte- N o toclo, hli apcnas 3l vct 'sÍ ct r los clÌ ì r \ l, t r . , r s sr t t t t t ct lhr t t n
ress:ÌlÌteesludo qut L.,coltclrrzneccrs:rriatÌÌelÌte a rcslrltaclos pal al el o oì . Ì er n Nlat cus ou enÌ Lucas.
murto- mcnos ltrecisctsque a Crítica Tcxtual, porquanto Qu ancÌ o colÌ ì l) iÌ Ì - [ uÌ ì os N[ ; r t ct t s e I - r t r : as ent r e sì , r 'er i-
tenÌ dc incluir' porcão bern mais al'ultrrÌa rÌe- eÌemento fi camos qr r e cÌ ì ccr 'ì 'enr t nlr is ( iu r Ì 'Ì cr ì os 25( ) r 'cr sí t Lt los que
esPeculiÌtrVo. contém m at elial cm ( oÌ Ì ì ulÌ ì . sct Ì Ì ( oì ^l'cst ) oÌ ì ( l( t t ì t eet n NI ar -
I)escÌe que cstejamos cônsrios rlas lirnitaçõcs clesta cos. Êsse nr at er ial c vazat lo ct n lingt r lr qt 'ut , l) or ' \ i'zcs pr à-
forma rlc c'ritica liter;irilr, consirlcr';ircìi rlor- h:i na invcs- ti r:urncr r t e ir Ì ônt ic: r c'r r r lr r nbos o: l- r angellt os. às r 'ôzcs pas-
tislcão rllrs lontcs cle rlue rcsrrlttrlant os I,-r,.anqcllros.Se sívcl cle c: onsiclcr livciscliver gi'ncilr s. I ì cst ar n- t r os, 1- r ois,r t ns
a.s tlltl;ts stlqc'li(liÌs Íìtt'lis (Ìuanto a t'tirocrrclÌì (ìrÌc teÌiam 300 r,er sí r ulos er n XÍ r r Lr : r r sr r lr e t cÌ ; r t lint r nllalivlr s e clisc: ut '
sitlo <orttPilir(l()s <ts Ì,.itrrrecllros cursos Pect r liat es 11 ir r t Ì r vanqclho e côr clt t lc 520 em
shcllrclo ltcnos-airroxirna-
damcrrtc ( ()ll ('lrìs, t'rrli<l rri o 1ro<lr:t,3Ì' rlccorli<lo muito Lucas ( ì uc cont cr n r nat ct 'iu nir o er ibit la ir cÌ os t Ì cm ais Evan-
gel hoi .
tenìPo etÌ1Ì'c os ('\( Ìtlí)\ (. () rt,ti:tro rlOtturìcnt;ifio tlue
(2) O p r i n r ci r o a ci e si g r r l L - l o sr l c Eva r r g cl l r o s Si n ó ti co s p a r e ce
( 1) Cit ado lr or [ , - t r s i' lr io,I Í Ì S' l 'O l t l - \ llCCLÌjSlASTiC-\, iii.39. t cr si cl o o e r u cl i to cr .íti co te xtu a l J.J.Gr i e sb a cl t, e n 7 7 7 4 .
,\1 c rr.:r' r:()o rt[ìa n ç a ct ]\t)' i tr' t ' f e.çtamento? Os Euangelhos ta
a)

s ( ' r ì t l ìl ' c l o i s l c l a to s Ìi g c i r a mente cÌi vcrsi [i cacl cl s cl c um e por assirndizer"(3). Entretanto, quem quer que examrne
{ ) lÌ Ì (' 5 n ìo e r i rl c rrL c . úma sinopse dos Evanseìhos em que a materia comum
C o n ttrc Ìo , O rn a i s i rÌÌP o r-ta Ììtercstrl tecl o a qÌìe nos condl Ìz
seja disposta em colunas paraleìas verificará que, na
; r Ciríti c a c l a F o l n ra ta l v e z s e j u quc ni ro i nporta t1uão apro-
maioria das vêzes, é N[ateus quem abrevia, não N'Iarcos.
lunc l a c Ìa s e l )l o ( c s \r' u 1 ;errl rr ìre l ìo csal Ìl rrcl ri nhamento cl as É claro que N[arcos omite mais cla metade clo material
lu í z c s ÌÌìc s rÌìi Ìi i (ìo s [l ì to s tl < i l-r.atreel ho c S tra marl rr.i l hosa llue aparece em N'Iateus; no que tange, PorenÌ, ao_ que
his r ' i r i l , rrìo i rrrp rl l tl r l r t Il ' si l i r l r< ' i o :ì (ìue sc srrj ci tc o cbntêm enì cornurn, ceralmente NÍarcos é mais explícito
nì at c r-i rrl c 5 tl r-rtì.1 l ÌlÌ ìte rl c l s s c srl octrtnentos írni cos, j arnai s se
que I\'Íateus. [,str.rdo mais aproluntlaclo tÌos pormenores
c Ì r ee a a tu ÌÌ .| c s rr, n i o s o l tL c n a{ tu' aì. Ì' -rt;r cl l rssi l i i rtt' i r,r cm
lingüísticos e liter'ár'ios clos Ìivansclhos cÌÌì terÌìPos mais
recentestem Ì,evaclornuitos e,strÌdìosos it conclusão de que
t ôr m o s c l a " fo l ml r" n ã o i ' , rlc rnorl o l ìgrrm, a mai s aP ro-
é NÍarcos, por certo, o mais antigo clos Sinóticos, na Pre-
pr iar l a o Ìl i l rrm i n a tl c i ru ; <ontucl o, i ì(.fcs(cl ìta el l r nôl o
sente Íonna, e cÌe qtre foi êle lonte cle clue se serviram
m ét o c l o c l c u e rrrp a rÌÌc rÌL o rl o rnateri aì uos j :i estabcl eci ci os,
ambos, NÍateus e Lucas. Esta assim chamacla "hipótese
c om a v a rìta q e l l Ì c l e c l e i x a r l l atel l tc qrìc tarnbém csta
marcana"(a) toi vislumbracla no scculo XVIII, mas só veio
c las s i Í' i c a c ã o , c l n ìl o v rÌs l i n Ìrl s c rl i fcrentes nrokÌcs, contl uz a firmar-se ern base estitl'eÌcont Carl Lachmann, em ì835,
aos rn c s rÌìo s l e s rrl trrtl o s a u l c l i rl os cl as rl cnuri s, rl ruri s scj am qlle demorìstrou qrìe a clisposicirobásica clo material que
a c la s s i l i c :a (-i roc n r tô r' n tc l stl a s l ontes orr u r:l l rssiilcação i ta- os três Sinriticos [ôm ent cornum c a cle Nfarcos, de vez
s c acÌa e rn tri l -ri c o s . Ês s c s v l i l i os l )Ì-ocesi os cÌe aprt-pal Ìl el ' ìto que N{arcos e N'Iateus às vêzes est:Ìo cle acôrclo quanto
c v ir Ì crrr i a rn q u c tô c ìu s l ìs Ì)i ìrtcs cl a nan' l rl ìr,a rl os l rvungcl Ìros à seclüônciaem contraposiçãoa Lrtcas, e Xlarcos e Lucas
s lì o l x rrn l c rtl a s c Ìc rru r rl rra c lto (' orìsi stentc de .fcsus c' orno ainclamais lreqücrÌtemelÌtcenr o1-rtisição a N[atctÌs,enqÌÌanto
s c r r t l o o N Íc ' s ' i l rs , o l i .i l l ro rl c l )crrs; r' oncorcl am tôcl as em qlle N'[ateus e Lucas nuÌ]c[Ì se llìostralÌì cm Ìrarmonìa
r l: r r i rrl ;rs r' ;r s i g rri l i r l rt,i o n rt' ssi i rri cl r rÌc trrrkr cl rranto rl i sse cluanto à disposiçho da mal.eria ern contrltclita a NIarcos.
Í ì , ì c o rr l i ' 2 . r' rrc rrl ru ÌììrÌ ( ()rì(('pr-i < l rrl tcrnl ti vl r l rodemos rl es- Portanto, parece óbvio qtre, nesse rcspreito,é NÍarcos a
t olr t i t, Ì)o l l ìì;ìi ; t' r,:ri :' ti r,;rÌìì(ri l ( rrrrc i l rr" csl i grrcrno.;c ana- rìorma cle que ocasionahnclìte se clcsviam os outros dois.
lis c n to s a s s rrr' rs :,i lrrs c l rn l i tl l rs ti or ì:r' urrg-.cl hos. L)csl al te, tÌ
Ademais, Lll'gc acresccnt:ìr que a nÌor Parte do material
contido em N{:rrcos le;ìparcce elÌÌ Nlateus e L,ucas, em
Cr í t ica c Ìu Iìo t' n u r r:o n tl i l n ri tr cotrì o setr rl ui nhi ro l Ì[ì escìol l -
moldes tais clue preservanì consiclerrivelparcela da própria
jur a c Ìl i l u s ã o o i r{ ì()trÌ l rl a s l rcl a (orÌÌ trÌÌìto rÌxl ol -rl e que,
fraseologia clc N,Iarcos,e (lÌte, em funqão dos princípios
c onr l c r c rÌc r' l ÌÌo s i ì tc o :; n ra i s l t ri nti ti vos estl i gi os cl a tracl i çi o fundamcntais cla crítica literriria, as diferenças que se Pa-
c Ì c r l rre p t< i c c :rl c l a n r o s ìl v u n Q cl hos, hl rvtr' íarnos cl c cÌtcgar, tenteiÍÌnÌ na allresentaçãodêsseelemento comum a N{arcos,
lt Ì iì n t, r u l ìì .Ic s i rs l rrrn Ìl rìc l ìtc Ìrunran,r, r rri ,r cn.i rto se l i -
nr it lrv l r s i n rp Ìc s rrrc ri tc a Pa tc lnìrl arÌc rl c i )cus c:ì fl ater- (3) DE CONSIÌNSU EVANGELI.S'IARUNfIQUANTO AO
I t it lr r tl c ' tl o l t,rttÌl ' trt. coNSI,tNSO DOS EVANGEL,TST'\SI,i.4.
'
(4 ) A t r 1 ,t'r '..i ,, "l r i 1 r ó l csc ÌìÌl r r cíÌl l a ttsa tttc,- l ;tt'l tt scl tti d o m e r r -
() l ' .r' l rrrg t' l l to rl t' N [:l t' ro s, P cÌo l ato de seÌ- mcnos l a tl cf'cr r 'l é r r ci a tl o s d o i s
n te r r te l i tt'r :i r i c','co ttto t1 t'<i o 1 1 x1 i 1r'o
c \ t c lìs () (l u (' (]s (l ( l ìÌ;ìrs (' ( ()l ì tt' r' Il t' rrr l )oÌrco rtLttct.i al ttôl es outros Sintiticos l)ara corn \Iarcos. f'etn-na enlpregado
iner is tc n tc ' , l o i r íti rrr:r rl c i rr j rrsti l i < l i vr' Ì rl csruso cl ÌÌ tempos outrcs corÌlo alrclaiivo cla versito dc que al)ellas a uarrativa
do mirristério cle Jcstts registrad:r cm \{arcos se reveste de
ant ig o i . ,\g o s ti rrl to , l )()ì (' x (' tÌrl )l o, rl i z rl trc trIurcr)s parece valor lrisiririco - otrittiiro rlue êste livro cle modo algttnr
hav c l s e g rri rl o l t trl l rttu .ì, " ( ()rÌìo scrr l l rt::ri o e al trcr.i aci or, subscreve.

I
Itt dlcrecc Confìança o Nôuo Testanento? Os Euangelhos 47

tlc um lado, e Mateus e Lucas, do outro, pareaem suscetíveis outros dois Sinóticos, considerando-seque Marcos é real-
cle mais satisfatória explicação admitindo-se a prioridade mente. Eusébio,na HISTORIA ECCLESIASTICA (iii.39),
de Marcos antes que :r de N[atelts ou Ltrcus. Todavia, preserva umas poucas sentenças em que Papias narra a
inda que essahipótese seja a que prevalecena atualidade, origem dôste Evangelho, segunclo o que lhe transmitiu
importa frisar que tenì ela sicÌo,alvo de investidas cle estu- alguém a quem se refere como "o ancião" ou "o presbítero",
diosos de grande e.rudiçãoe incliscutivel compctôncia. É nestes têrmos:
assim que o conceituado mestre germânico, Theodor von "Ì\{arcos, na qualidacle de intérprete de Pedro, escreveu
Zahn, sustentou a tese cle que N{ateus compôs o Evangelho acuradamente aquilo tudo que êle (Pedro) mencionou,
primeiramente em aramaico, de (ìue, erÌtão, à base de fôssem ditos, fôssem atos de Cristo; contudo. não em
parcial _-depenclênciarlêsse clocumento, foi compilado o exata ordem, pois que não foi um daqueles que ouviram
Evangelho de lV[arcos,enì greeo, e, finalmente, foi vertido ao Senhor ou se Lhe fizeram companheiros; mas, um que
para o grego o ÀIateus em aramuiro, mecliante o concurso mais tarde, como eu clisse, acompanhou a Pedro, qra
de-Marcos,em grego(S). Menos complicada que a teoria de adaptou os próprios ensinos conforme a necessidade,não
Zahn é a que avenram Dom .foÌrn CìÌralman -:NIATTHEW, como se estiv€sseêle a fazer uma compilação dos Ditos
MARK AND LUKE IMATELIS, N{ARCOS E LUCAS] do Scnhor. Dessa forma, não cometeu Marcos nenhum
(1937) e Dom B. C. tsutler f'HE ORIGINALITY OF engano, registrando por escrito como o fêz algumas coisas
ST. MAT1'FIÌ1W'S GOSPEL lA ORIGINALIDADE DO à proporçãro que êle (Pedro) lhas ia referindo: pois a êste
EVANGELHO DE SÃO Nr.\'l'EtJSl (1951), emcliros ponto prestou atenção: nada omitir daquilo que ouvira,
católicos, clue invertem a hiltótese ÌÌìíìrclìnÍÌ c sLlstentam nem introduzir qualquer asserçãoque não coriespondesse
que Marcos e Lucas, enl grceu, slìo calcacÌosem NÍateus, à realiclade".
na forma grega. Nos últimos anos luz ailicional se tem feito acêrca
A fôrçlr cl:r hip<itesctnlÌrcana rriro se pocle patentear desta narrativa cle pcrspectiva inteiramente nova. Certos
cm unÌa orr rlrr:rssclìtcÌì(rìs;a cliclôncìa ó cumuÌativa e críticos da forma, nrr tentativa de ir aÌem do Segundo Evan-
rnclhor sc ;rorlc :r;rlcti;rr rnctliuntc a consulta de boa gelho, o tôm considcraclo como consistindo simplesmente
sinopsc (prclcrìvclrirentc clÌÌ grego, cmÌrora muita cla evi- de estórias e ditos inclepcnclentcsque haviam sido trans-
rlôrr<ilrsc torrìc palplivel mcsmo em versão atualizada),em mitidos oralm,ente na Igreja Primitiva, unidos por uma
(luc :Ìs porções paralelas cÌos três Sinriticos venham postas como que argamassa editorial na forma de sumários ge-
laclo a lado em arranjo isento de preconceito ou tendência neralizantes,destituídosde qrralquer valor hist'órico. Detião
em fa.vor de qtralcluer clas hipóteses aventaclas. Alem da exame dôsses"sumários generalizantes", entretanto, revela
sinopse, deveria o estuclioso de examinar os daclos lin- que longe de incrustaçõeseclitoriais, em se correlacionando,
güísticos masistralmente cornpencliados Ì)or Sir .fohn se evidenciam como aclmirável esbôço consecutivo da
Hawkins na obra HORAII SYNOPI-I( l'\E IHORAS narrativa do Evangçelho(6). Em alguns dos sumários pri-
SINóTICASI, (2a. edição, 1909). mitivos da préclica da fé cristã, ou o "Kérygma", em Atos,
Não é cle surpreender tanto quanto a princípio pa- deparamo-nos com esboçosou planos parciais, de natureza
receria razoâvel o deparar com N,Íarcosou algo que muito similar, cla história do Evangelho (e. g. Atos 2:l4s; 3:12;
se lhe assemelhe,tomado como base ou funclarnento pelos -ffiespecia1mente,C.H.Doc1d-,,TheFralneu,orkofthe
GospclNarratiz,c"[A EstruturaGeralda Narrativado Evan-
(5) rNTIìODUCTTON TO THE NEW TESTAMENT tIN- gelhol, EXPOSITORY TIMES, XLIII (1931-1932), p.
TRODUçÃO ,\O NOVO TESTAI{ENTOI, 1900II, p. ó01. 396s.
/,1 t\lttc.(c Oottlfunr,a o Ì{t)uo Tc.sttttttento
? Os L)uangclltos 19

'l:l0s; 5:30s; 10:36s; l3:Ì6s; e cf. I Cor. l5:3s). Ês:ses de- Há no llvar-rgelhocle NIarcos,inclubiti\veÌmente,muito
littcrrrncntosetÌÌ /\tos e nas E1tístolascoÌlrern o Ì)eríodo que mais do (lue I tìì('la ttll t lttir a lrctrirtl tlo mini:tório
clccolredesdca preulrciroclc ^
-foiro
Ììatista até a Ressurreição cle .|estrs. Incltri L\[ltt'cospror'àvelmente reminiscências
rlc Clisto, corl ônlasc rnais arcntLlrcÌarxr cstriria rla paixão. próprias. Tuclo J)iÌr'e(einclicar tenha sido êle o jovem que
Ora, é êsse exatarnente o cscôPo clo SegrrnrloEvenqelho, á custo se corìsegLliu,evadir Por ocasiiìoclo aprisionamento
ern qlle, entretanto, o esbôçoc erìtrosiÌ(locÌc incidcntes da de Jesus (N{arc. ltl:5ls), e, etn relz4ão a celtos Pormenores
virla cle Cristo rle canitel iÌustrativo tais qlre teriam siclo "narrativa
da rla P;rixiro, bertr ltocle tcr êle feito uso das
naturalmente usa(losna 1trórlica.Parcceeviilcntc. l)ortanto, próprias recorclações,das lenlbr:lncas {lue rc.tinha clo que
qlle NÍarcos, eeì'iÌ1lÌÌcrìtc[alanclo, ó uma exposição dos êle mesm,i ptcsctrt:iltrll,então. ii trlttlit;ão íinnada qlle o
latos rlo lìr,anccÌho nos tôrnros elÌì que se Proclrrnravaêle recinto erÌ-ì (lue ceÌcl)rou .fcstts lr Cleiir tl ltima era a
nos primciros tlias. rros terììÌ)oslrrirnitir os cla lqreja, e, residência dos pais clo evangclista (cf.. Atos 12:12)'
à vista cÌa alirrnac-irocle Prryriasrlc qrìe Nlarcos era o A opiniiro clc (luc l[arcos subjaz aos outros . dois
intérpretc rlc Pcrlro, não tlcixa rle ser cligno cle nota o Sinóticos-é, rÌessaforirra, ttlto mttito cliferente cm essência
fato cle (lue c PcrÌrc o lrlinciixrl arauto rlo Ìivangelho nos da posiçiro sttstcntadacm Ì)eríodo anterior cle que _o ele-
primcir'os caltítrrkrs(Ìe,,\to,c. mento comÌÌÌÌì .rìostrôs c a llrceaçiro oral corïente na Igreja
Conlirmaciro lrrlit'ioilrl rlu autoriclarleltetlina a assistir Primitiva, N[arcrls c, elÌì têrtnos Qetltis, essa proclamação
a N{arcoscrìc()rìtr:Ì-stì crìÌ riÌÌì[rscric rlc lrrlictrlìntes cstudos oral rerluzicla à esctita. Nflts, a lorma em que a Procla-
ÌinsüísticosdiÌ lÍì\,fa rlr: (,. H. Tur':rer, intittrlltllr "ÃInrcan mação oral sultjaz a Nlaterts e Lucas e, em amPla escala,
IJsuse" [O -]'lìlliRl.- Ì)1. NtAl{(,OS], puÌrlicarÌa pelo a forma em qÌtc Nfarr:osa ltlasmott' aqitrclo não
-apenas
JOLIRN,\L O1"'l'Ilt,OL()(;l Cl.\L S-ftÌl)IlS [ìEVISTT\ como intórltrete cle Pcth-o (prestrrnìvelmente a traduzir o
DIÌ llS-I-trDOS 'l'LOL()(;ÍCOSl, rìos aÌros l{)21 e lÍ)25, a aramaico ,a'aliÌtu cle PetÌro em ereuo), mas também a con-
iÌl ('rìì, ('ÌìtÌe outflrs ( ors:Ìs,(oÌÌto cl c'nt1trôeotle
tlcrttrlrtstì clensarpor escrit<lit sttbstânciacll proclamaçiro,seguncloa
prorìolÌì('sl)()ì'l)lìl t(' rìc l\llrlcos crn ltcltçòcs(lue se referem ouvira ilos liibios cle Pedro. Não careceêste Evangelho de
:r l),crlro otr ( orìì ôlc' sc rt'llrrionrrrrr l)lrrece vez apris vez eviclônciarle que muito tlo material existitr originaÌmente
reilctir t crninisrôrrrirr crlrt essrrlrelo ltlr<istolona prime ira em aramaico; o prtiprio grego ern nito Poucos lu,garespre-
pessoa. Porle o leitor rcccl)cr (le tais passaeens"vívida serva a Ìorrn:ì arumÍìi(a cle naneira inconfunclível.
impressiro(lo testemunlro que srrbjaz ao Evangelho; assim
Parece o Er'ranselho cle N{arcos ter sido escïito em
em l:29: 'entranros enÌ ciÌsiì cont Tilrqo c.|oiro c a mãe primeir-a plene para a comttnjclatle cristã de Roma, nos
cle minha espôsa estav:ì clc camu, corrr Ícble, e nós sem mas,.bem
demora Lhe falamos a rcsl)eito clcla"'(7). i-rrimórclioi tla tìêcacladc 60 clo sóculo .primeiro,
iogo, veio a clesfrutar clc rnui ampla circulação através da
A C.É.1'urrrcr TFil.l (IOST't,l,l-.\(-(rltìDING TO ST. Igreja como um torlo.
\IAIìK lO l.-\'.\N(;l.lì-FlOSI.l(;LÌ\lt.) SÃO NÍ.\RCOSl, clia.s acen-
rurrr..\ ì',llr\\' (.()\Í\lIrNl'.\1ì\' ON FIOI-Y SCIìtI'TUIÌE O EvangelÌro conforrne pregaclo naquele_s-
lNo\'o ('o\il,-N'l',\lÌto I).\ s,\(;li.\l),\ 1Ìsct{lTUR,\l tuava antes o qr,reJesusfëz clue aquilo que Êle-disse. A
( S. l' .( ..Ii., 1 ( ) 2 il) , Ir ;r ltc I I l , p. 48. A pírgi 1a 54 el umera proclamaçiro quì lei:rva rì conversão tanto rle jutleus como
ô lc :r : str lttilÌ1 ( :ì l) ;ì\\:Ìlt( r ì.ì (;ìì,11t.' "l t tcrcci rA pC S S Oa pl U ral
ite sentioi erlìnÌ :ìs ì]trlr; I'Jovas cÌe que, mecliante Sua
r lc Illtr c,,. \( l) r r l( r :r ;:ol ìi t l rri t'rrtL' :Lrl i l ti 1i r cc|ttt represel Ì-
ta ttr l6 :t lr t ir r tLir :Ì lì( \\o ;r l rl ttt'l rl tts:t,l :L pri r Ì)ccl ro ent tai s rnorte e triunfo, havia Êle alcançado a remissão dos pe-
( liscu r s( ) s". \lr r r i. I :: I . 2') : .5:1,,ì8 ; ír :.í.l ,.i l ', 8:22; 9 :74, cados e daclo acessoao reino clos ceus a toclosos que criam.
3 0 ,3 3 ; 1 0 :i 2 ,-l tr; 1 L l ,l J ,l r ,20,17; l 1:18,22,26,32. Após haverem-sc tortrirclo cl'entes, muito mais havia a
50 Afcrece Conf ianca o Nóuo Testamento? Os Euangelhos 51
:rprenclcr,particularmente o ensino de
Jesus. E não deixa Opiniões cliversas têm surgido em relação à signi-
ser significarivo que a rnor parté clo material qlre
:t: -e ficação precisa dôste têrmo "lógia", cujo sentido literal é
M,ateus e Lucas têm em comum não se encontra em "Ditos" ou "Oráculos"; a explicação mais prov:ivel, entre-
Marcos consiste exatamente de Ditos de Jesus. Isto tem
tanto, e a de que se refere ã uma coletânea de Ditos do
-Aplica-se
levado à conjectura de que outro docume-nto deve de ter o têrmo no próprio Nôvo Tes-
Senhor Jesus.
existido do qual Mateus e Lucas extraíram êsse material
tamento aos orácúlos comunicados através dos profetas do
que lhes é comum, alheio, porém, a Marcos, documento
Velho Testamento e os adeptos cle .fesuso houveram Por
êsse a que se denomina geralmente d. "Q" e se concebe "profeta poderoso erq atos e palavras diante de Deus e de
1o-9 uma espccie de coletânea cle I)itos de Ìesus(8). todo o póvo" (Luc. 24:19). Ora, quando se tenta isolar o
Qualquer que possa ser a verdade em relação a êsse documento que subjaz ao material de Q em .NÍateuse Lucas,
documento, parece conveniente o uso al" "Q" como um
parece patente haver êle sido estruturado em Ìinhas muito
simbolo a designar o material estranho a N{arcos contido ãproxiúadas das que caracterizanì quaisquer dos- livros
em Mateus e Lucas em comum. O grego nas porções piofeticos do Velho Testamento. Constam êles,geralmente,
atribuidas a êsse documento revela evidências de haver ãa estória da vocação clo profeta ao ministério específico,
sido calcado no aramaico, possìr,eÌmente em um documento seguida do registro dos óráculos dêle transmitidos plas-
escrito, não simplesmente ern uma tradição oral. Sabe-se máclos em forúa de narrativa, mas, em nenhum caso, hii
qÌle era o aramaico a lingua coÌ'reÌìtecÌa Palestina, espe- menção cla morte do profeta. De forma semelhante, êste
cialmente da Galiléia, nos tempos de Cristo, e, com tôda clocumento, quando réconstruído à base da evidência for-
probabilidade, foi ôsseo icÌioma que Jesus e os Apóstolos necicla pelos Èvangelhos cle NÍateus e Lucas, vê-seque apre-
falaram habitualmente. Os escritores néo-testamentários senta de início a narrativa do batismo de Jesus adminis-
chamam-no orclinàriamente "hebraico", clessa forma dei- trado por João Batista e da tcntação no deserto, prelú-
xanrlo cìe fazer rlistinção norninuÌ erÌtre o aramai<:<-r
pròpria- clios dò miìistcrio irnecliato através da Galiléia, seguida
mente clito e a língua irrnir em que se escreveu tão grande de secçõescompactas de Seus ensinos e Pronunciamentos
parte cÌo Velho Tcstamento. I)e [ato, tcmos evidência de dispostos em um mínimo de estruturação narrativa, mas,
trn rÌoc'rrnrcntotrrlrrnlricoltriuritìr o erÌÌ outro fragmento eviilentemente, niro registrou a estória cla paixão. Êssc
de Papias(9): ensino se pode agrupar em quatro tópicos principais, que
"NÍateuscornpilou os lógia na língua 'hebraica' (isto é, se poclem intitular como: (a) Jesus e João Batista; (b)
aramaica) e cacla um os traduziu o melhor que pôde".
Jesús e os cliscípulos; (c) Jesus e os adversários; (d) Jesus
(8) Êste documento assim postulado foi chamado Q independen- e o íuturo. (10)
te n re rrtc , e n rb o ra q u a s e que si rrrul tárrcarrrerrte,
por doi s Difícil ó evitar-sea conclrtsãocle que Papias se estava
eruditos no comêço dôste século. Na Alemanha, Julius a referir exatanìente a obra c1r-retal quando declarou que
Wellhausen o clcnominoude Q porqu(. essa é a inicial da
palavra alemã QUELLE, que significa 'FONTE'; em Mateus compilara os Lógia. A afirmação adicional de
Cambridge, J.Arrnitage Robinson, clue designara a fonte de rlue lclram os Lr'rgia compilaclos na "língua hebraica" se
que procedia o material sinótico registrado por Marcos como harmoniza corn a eviclência interna cle que subjaz ao ma-
I' (a inicial rlc I'erlro, cuja autoriclarlecria êle subjazer ao terial Q enì N{iÌtcrÌs e Lucas utn substrato aramaico. E
Evangelho dc \,Íarcos) , achou mais natural designar esta
segunrla fonte pela letra imediata, Q. quando acrescent:ì Papias que traduziu cada um a êsses
(9) Preservado também em Eusébio, HISTóRIA ECCLE- ( 10) Cf. 'T'.\\'. l\[ansott
TTIF] S.\YINGS OF JESUS [OS
S IAS T IC A , i i i .3 9 . lJITOS Dtr JESUSI ( 191e).
): XIct ct'c Confiança o Ìi óuo 'f estarnento? Os liunngclhos 53

L<igia o mcìhor que pcicle Ì)alece isso irnplicar na exis- E ssas po r ções at r ibuí t las a NI t êll siclo haviclas com o f a-
têrrcia cle vhrias -.'ersõesenÌ gl'cgo entiro córrentes, o que zcndo plì r t e t Ì c out t 'lt colccit o r lc Dit os t le f csr r s, ^et n lar ga
explica, pelo menos cm parte, algumus clas clifercrìçasqLle mecl i cl i par alela a t olct ât t eí ì l'cÌ ) t csclì t acÌ a por Q . coqli;
se notam nos Ditos cle .fesuscolÌìuns ao Primeiro c Tcr- l urÌa, 1-, oiór r t , e lr t esct r r it Ì lt Ì ì t ì ( ( ì lì ì t t t lì t let le jut Ì aico- r . r ist il
ceiro Lvangelhos; já que cm rtruitol; Ìuslrrcs oncÌc lavra cl e Jerrrsalér n, c. ot r set 't 'at lor ltt ì c lllt t t t l'ezlì , en( ì ualì t o que o
divergência rìo grego clêsscsclocumentosse porÌc clcmons- maúri al r clat ivo a O t t t llis l) r o\ iÌ \ 'cì lì ì ct t t c sct viu aos i1ì t e-
trar quc ÌlÌn e o nìcslÌÌo orieinlrÌ ;lrlrnriricosubjltz ;\s va- rêsses rl o s cr ist ir os hcÌ cr r islt r s cì uc t lcir at lt t n . I elt r : alcm após
rrantes. o ma1' tí ï io clc l'lst ôr 'it r ) colì ì o- lit o clc sct lt clt L o llr ''at lgellì o
Orrtro fato inteless:ìntc(lrrc vem :'r lrrz rltrancÌo tenta- c i ntpÌant ar igr e. ills liiì s lt r or 'í t t t it t s . r 'izit t lt lt s à Pillest ina,
mos rc(ìolìstruir o rtriginlrl ;rrtntlrict.rClìÌ (Ìrlc lclnrrl exl)res- esl rcci al u t cÌ ì t e cr Ì ì , \ t r Liclt lt r ilt t la Silia.
sos êssesDitos clo senhor (luc se lcgistrurir nos l-r'rngelhos se n it o llr lr or . ailr O s cr l ôr r o ct n conceÌ t ejt r lO os Lógia
toclos é rlrre mtritíssin.s cÌcrtrc ôìci crilrcm tn",',',,,Ìár,,"- cl e \,Iategs ( ( ) nÌ o a lont : r lt r lt r e sc t lcr ivor t o m at er ial de
racterísticasPoctiras. NÍesrno nas rer',õrciiiìtuais sc pocÌe cit o cÌ e t er 'se l) loL- cssacloem dat a
Q, cntão t lcvc a cot npillr -
nerceber quão ricos se lerclunr crn 1.rrrr-lrlt,ìirnr,,s lingiiís- È stante t cct ut t lu r n hisir il'ir l cì a lqr cia Pr im it iva. Por
trcos, traço trÌarclìntecÌu ltocsilrrÌo \/cllro 'Ì'estarrrento.Rc- certo quc sct it r cla r ì lr nlir int lt pr est ; r llilidlr t lc r Ì os nco- con-
verti(Ìos acl lrtlrrnlrir,r.cnir.rt:rrìt(),lrlrtcrrlt'ilm-scrÌotr<losrle vcrS O:;,c Sl) ct ilt lt r let lt cl ( lolì \ 'cl sos t lc or igct t r gcnt ia, o cont ar
ritmo poóticrl rcgrrlltr',e, l)Írr r i'zc:, irtc nìesnÌo de lima. ccl nl ÌÌrÌì t , lr ni; ôncl io cì os ct t lit r os t le . lcst r s coÌ Ì ì o . s- er iaôsse.
Isto clemonstroì.1-o lisirxrlarlrrrììcrìtccl luÌecirkr lrlclÍcssorc. P rcm pot lc ôic r ct 'c: ; ist it io 1) ol: r 't t lt lt clo at lo 50' Est u-
F. Burncy, rìa ol;r'a TIIÌ., trrOh-I-RY C)1.'OLrR L()RI) cl i osos^ h li ( lÌ lc lr t ir nit ct it ( lt t c ali'- NÍ lt cos t evcla t r aços
[A POÉTIC];\ DE NOSSO S[NtIOÌ{l (1925). O rÌiscurscr clôssc clocunien to CÌÌì sctÌ ltr,angclho, o (llÌe ÌìoS Palece
que sc rcvcste cle cstnrturação tlrÍinirlu ó ntais llicil cle incct-to.
nrernorizll sc; rlrrí, ltlnritinclo-scriLrcrÌcsclrrr.lr Jcstrslôssern O Er "angcÌ ho t le i'\ lat et t s se 1- r ot lcaclm it ir colr Ì o t cnclo
scrrs crrsirr()sclìÍ('so.r'rrrlr;s
rrr rnrirrrililr, sè t.nè crpÌica Il\- cir cr t t - t vizinhr r nçai t lc Ar - r , t ioquia da . Sir ia
aparct:i t Ì o
ciÌmcntc o uso tllr lolnrlr l)oeti(iÌ. .\rlt'nrrris, csrrsroi ticlcr "t it clo : r no 70. ôÌ e a essência cla
.J pt.,.,. c lcpois
pelos tlrrc O rcrt:lulrnrnu<1rrcÌes cÌiascomo prìirfeta,c eranÌ - I ì cpt escnt a a r egist r or 'r , N{ar -
prcgação ì post r ilit : lr t los t nolt les cm qLr c
os PÌ'oletasdO vcÌho'l'esturncnto iìcostuÌÌìlrclos a l)ronÌlÌì- i ,rr," t ncr . cô r le i'cor lt oi'açir o r ì e nut t er ial nar -
ciar seus or;icuÌos clÌì \'cÌ'so. Onrlc sc l)re\crvoLrôste for-
rativo" r1r , , r . r i[ i, 1^ comltinacÌa colrì umiÌ l'ersão greea dos
ìclicrior-ral,
ma, subsiste aclicion:rÌProÌlubiÌicÌrrrlcrÌi rlrrc . cnsirro clc
Lógi a { c Nlut eus c : t cr esiicll clc Dit os cÌ c. Jcsus cxt Ì 'aí dos
Jcsus assirn registrrrrÌolìos f i tllrnsrrritirl'' nos tôr'mos ori- de.-outl as lor ì t cs. f - t - r clo ôssc 1Ì ì iì 1cl'ial loi or qlt t r izaclo em
glnals.
mol cÌes t ais a sclvir ao 1t l'oplisit t l cle t r m nr anuaÌ Par a
Poltlrrto, lrssim <<lrrìolrcnro:,rrtlrlrtlo ,.rzãopar.a \'€r a i n:trução e aclr nir t ist i'lt cir t . rr r o âm lr it o cla _I gr cja. ( t 1) Os
I t t llÍ ) t i (l l rtl t.rl :r t' tl rl t.trti :t r,,, l .j l tL' ;r :r rrrnol rol ;rÌ l tt:rtrl rl i tl t -
prorrui rciar ncr Ì t os t Ì c . ] cst is. . sit o cst r ì r t ur ados cle m odo a
c lo l' - rl rn u c l l ro (()rìì(){ ) l )l c s (' Ì' \o rr -t,I;u(o\. 1arÌìl )úrrrarl rni ti nros
consti trÌ ir ( lr Ì co ext ( t llsos t l isr : t t r sos, cujos t em as são, r e s-
quc a s s i s tr:l ro s I)i Ío s tl < l Sl rrl ror' :rrrtol i tl l tl ' : rÌe i grral rnocÌo
pecti vam cnt c: ( a) a lei cio t cit lo cle Deus ( cair s. V a VI I ) ,
r ligt ut tÌc c o rrl i :rrr< ' :r. ì\l l rs , ;rl i ' rrr rl rs rl írr rrrr,s c.nt \[l [eus ( c) o cr escim cnt o
i t)u pr oclam ac. ir o t lo t : . it r o ( X: 5a2) ,
quc c n (o rìtìi | l Ìì :ìl e rrrrr l rrrr;rl t ' Ìí) t' rrr l .trtl rs, Iìi i 0rrtr-os cl rre ( t l) a vida clc com t t nhit o clo r cino
do' rei rìo ( XI I I : iì - 52) ,
oc or t ' c tìì s i rrrtt' rrl (' rì() I' r i rrrt' i ro l ..r:rng,.' l l ro,os < l ul ti s ra
' l ctr.a i rar-
der n s i tttb o Ìi z l u ' rl t' rrro tl o r orrr c' rri crrtc l rcl u " À I" . (11) C f . I ( . St cnr lahl- 1'TII.]SCIïOOT-OF ST. XIATTHEW
l A ESCO L'\ Dlì SÃO \'ÍÀTEUSI (1951).
5'l Merece Confiança o Nôuo TestamentoT Os Euangellrcs 55

(capt. XIII) e (e) a consumação do reino (caps. XXIV cos e ó, contÌldo, cle uma forma ou olltra, comum a NÍatcus
e XXV). A narrativa do ministério de Jesus é disposta e Lucas clevc cle procecler de rtma só fonte escrita' Tuclo
de tal maneira que cada secção conduz naturalmente ao nos incluz à conciusão de que bem ceclo se veio Lucas a
discurso que a segue. Prefacia ao todo um prólogo a familiarizar com os I-ógia ãe l\Íateus, evidentemente em
uma ou mais cle suas ìersõcs gregas. Tinha êle,--porém'
descrever a natividade do Rei (caps. I e II) e encerra-o
outras fontes clc in{ormação e é ã essusfontes adicionais
um epílogo a relatar a paixão e o triunfo esplêndido do
Rei (caps. XXVI-XXVIII). que e êle particrtlarmente cleveclorno tocante às paráboìas
e^narrativãs que tanta fascinação e. beleza lhe emprestam
A estrutura quinária dêste Evangelho é provàvelmen- lrr,"ngelh,rl Êssc nìiìtcriaÌ pccrrlilrr :r Ltrcas Poclemo-lo
te modelada na disposição quíntupla da lei do Velho Testa- ",,
clesignar-.convenientemcnte pela si3-llr"1
rrÌento; apresenta-sèêle como a Torah cristã (o têrmo sig- -Afit-" antiga rlue l-rr<""
as crlt natural de
a trarÌiçito
nifica antes "diretiva" ou "instrução" qra "lei", na acep- Antioquia. Se tal é o caso, ter,;eêle oporl-ttÌÌiclades^para
ção mais estrita). O Evangelista esforça-seao máximo up..n,i., mttita . cois:r dos {unclaclores .-
cla
Igt:;1t .
Antio
para demonstrar como a estória de Jesus ïepresenta o qurana, a pnmerr-uÌIgreja flentílica (Atos ll:l9s); .pode
cumprimento das Escrituras do Velho Testamento e, em ,it" laver-se èircôntrado com Peclro, que visitou
certos pontos, parece deixar patente que as experiências essa -.r-o'
igreja pelo menos rrlna vez (Gl f:t!s)' I)emoxstra
de Jesus reeditam as experiências do povo de Israel nos I_ucus"esirecial interêsse Pela Íamília clos Herocles; clever-
tempos do Velho T-estamento. Assim é que, da mesma se-:i atribuir êsse fato a'laços cle amizade com Manaém,
forma como desceram os filhos de Israel ao Egito em sua irmão clc critrçãoclc Herotles Antilras e um tlos instrutores
infância como nacionalidade e dêle saíram no Êxodo, rla Igrcja clc Antioquia (Atos t3:i;l Ademais, m,ito clevc
assim teve Jesus, na própria infância, de ir também ao t"t òi.'aprencliclo âe Patrlo. Embora não haja sido se'
Egito e dôle retornar, para que se cumprissem em Sua gtriclor clè (;risto antes drt f-ìrucificação, cleve Paulo clt:
experiôncia as palavras que a respeito do povo pronun- ìe.-se empe'haclo cliligentenìentc a1;<is-a conversão enì
ciara Oséias (ll:l): "Do Egito chamei eu a meu filho" obtcr o mliximo conliécirnento possível de tudo quanto
(Mt 2:15). lhe clizia respeito (r,'el o capítulo VI). Acêrca de que
Embora alguns dos Ditos de Jesus registrados por f:rlar.m Peclrò e Paul-r durante a quinzena que PassaranÌ
Lucas sejam quase idênticos em forma aos correspondentes juntos ern Jenrsalém,por volta do an9 (Cl l:18)? Como
-35. "Presumimos que
em Mateus (cf. Lc l0:2ls com Mt ll:25-27\ e ouffos pa- io.or"-.rtt? cotnenta o professor DoclcÌ:
tenteiem razoável similarjdacle, contudo, outros há qre íão g"rt"teÌn to(lo o telrÌPo a trocar imllressõlcs a respeitrl
exibem pronunciadas diferenças e não é necessário su- clas ãoncliçõesclirnatcricai".1tz; Foi ess;trtma- oportuni-
por-se que, neste caso, dependeram o Primeiro e o Ter- dacle cle ,i.,ro 1r"r" Panlo o.vir as mi'úcias rla história
ceiro f,vangelhos de uma e a mesma fontc documentária. de |esus cle ltessoacujos rottltecitnentosna matót'iiì eranì
É pouco provável, por ex,emplo, que a versão das Bem- .Atetrl is.
insuuer:ive
aventuranças em Mateus c l,ucas proceda do mesmo do- clisso,l)arcce tlue Lucas viveu dois anos na Pa-
cumento original (cl. NÍt 5:3s com Lc 6:20s). Temos a lestina ou em suãs vizinhanças durante a última visita e
própria declaraçiro cle Lucas de que muitos haviam ence- encarceramcnto cle Paulo em Clesaréia (.f. Atos 24:27)'
tado a elaboracão cìe unur narrativa da história do Evan- ffiTÏË- APoSTOI-]C I,REACHTNG AND ITS DEVE-
gelho (Lc l:l) e é rcstringir o campo desnecessàriamente I-OPNÍT.-NTSt,\ Ì'R}.-GAçÃOAPOSTÓLICA E SEUS
DESENVOLYIIÍÌINTOSI (1936), p'26'
o pressupor que toclo nìrÌterial que não procede de Mar-
lro.s
Os l:.urtttgr:l t7
)tt IIr:rc c c C o n f i a rtt,u o l i ótto Te.stntttento?

contacto co l Ìì ( ) l i vl ttl Ír cÌi stl l c Ìr l tst.l ttl l c l ) :l ì i ì cr l r l ìt l r t tr


Í ì s s c c s tri g i o l h e P ro Po Ì-c i o rìorÌ oP orttttti tÌrrcl es i rnpares P ara
e v i r l e n t e u So Qu C [,ttt'l r s Il tz tl l t ttl tt't l tti vl t tl c i \[l r t't o s. l r 5 tc
: ì uÌ Ììe Ììta r o c u b c c Ìa l c l e c o ttl t cci ÌÌìcl ìtos tel ati vo:l a yi cl a tÌe
ligeiro Sr r r n l i t i r l tl l r ttl r ttt.i l t ( llì 1 1 'i r r i l \í.'l ( Í) tììl ) ( 'l ì
P eÌo l Ììenos unìa _(1111'
. f c s u s e e Ie rc j a c n ì s e u s p r i nl i rcl i os. a i â a o o - I'e r cci r o Eva tr scl Ìr o cstl i l ) l Ì- sc l ìl Ì cl i ( l L r l l ( i l l l i l r l r ta
v ez s a b c -s e tl rre s c c l ì( o rìtÌ' cl tt ôl c ccl tn -l ' i l rqcl , i t' mi ro cl e i ttt{:L tr l t,
(l Ìl e sc hl j l r vnl i tl o (l c orrtras e S e m ostr i t ctr t l r ct'l C i ta l tl ttttl o tti l r <o ttt l cti tl ô ttti l t
J c s r rs , c ó t' a z o l i v e l a c Ìrn i ti r-se ( l tl c ( l tl e L l tcl ts
opor tì-rn i (l a c l e s l )l rru c l l tl ' l ìl ' cl Ìì col tfa(:Lo i l l l ti s ítl ti uto com
b a s e a c l a n a cr íti cl t l i tcl l i l i a , Ì) l Ìì'{'( ( ' i r l tl i < l Ìf
ltrirneiro a r tr p Ìi o u u r .ctsã o tl r r c i i zt'tl t r .l o '' L r i g i l t tl c \[l ttctts
os m e rÌìb ro s c l u S a e n rtÌl l ìl ttníl i l t. P :rtte tl o tnl rteri al csl l e-
i : g n r a cl e scC n ta r - l Ìtcs tÌl ttl o s tìttC ttl l ti r ct:t tl i l r l i t i l ts l q 1 ìtC s,
c ial q trc s c Ìh e rrtr i l rrri tc l i c te tt' tttÌi cão ol tl l tl tttìl ti ta, l tcl vi tr-
m i ) r m e Ì ìte tl r Pr r l t'r ti r tl r . I'- ti r r 1 r l i tttl 'i t'l t l r i t ttl l t tl tl ;r t i o ttl l l ,
c la a L u c u s rl c rl i l ' i o s i ttÍo t' trl l ttrtcs 1.rl tÌtsti tr,Ìs.(' l ì(l tl l tl ìto quc
I r b r . u n gcn cl o "Q" n l r i s "1 ,", IC l ÌÌ'sC ( o l ì\ ( 'l ì( i o tl l tl tl tt:tl i c tl tr -
oLÌ trrìs r.ro L tõ c s tÌô s s c m rrtc t i l t Ì sc < l cti vl tt' l tut cr i tl entemcnte
s i e n : r t Ì o d c "Ptcl t( ) - l ,ttca s", ( 1 - l ) cn r l r o r :t ttctl l ttttttl r cr i tÌô l t, i l t
de h e Ìc n i s i l l s c t i s tã o s . [' -n t l rrrtti t ttl l tr, l rssi ste t azi to l tat' a
e ì i r t a tl c r l tr e Ìr u j a cr r t r l r u tl tl tr ct' ( 'Ì) o ( l ì si tl o l l r r l - r l i tl ttÌl r e tn
c r er -s e c ltre n rtri t;t tl l r rtrrrtc t' i r ttts:ttl l t pot' Lrrr' :ts l ìo J' er(tei ro '
s e p a r a cl o . l ìo i ò ssc a l t tr l r o L i <'o Ì) o r tcÌ i o t l ììcl ttc u tttl r Ìi :ttl o ,
E v a n s e l h c -r e t' n r.\to r fo i tl cl i vl tcl l r tl c Ii Ìi P e c tl r l i rrníl i :r
r n è c l i a nte a i n tC r çã o C l ìì l ) ( ) l l {( ) s t o ttvctti C r ttts tl c l l l o t o s tl t:
c ì ês te e m (-l c s a t' iert (c 1 . 2Ì:B s). (t;) Ìrusól ri o (H . E .,
' \to s material r l ci 'i va d o tl c ìl tr tttl s. l ) l ìì'ti ( u l l ìl 'l Ììcl ìL ( l o i r tl e
ô sse
iii. 3 1 , 3 Í)), c :c rrtÌa tÌo trt l ttttori tl l tÌe cl e I' l rl l i l rs c otl tros ( l r tc
mlrtcrial r r ã o t:o i n t i tì .l r tr .,ttt ( ) j :i l r l r l i :r si tl o to l C i l ttl o,
es c r i to re s l tttti g o s , rtl i trrtl t (l tl f Ì)ostcri Í)ì-ìÌl t' l ìt(' l i n (Ì(l i ìtro 'l 'ctt C i t 9 ]1 r 'a 1 -
e , c l e s s u l l r p e i t'a , \'ci o i Ì 1 tt'o tl L tzi l - sC 9 l tl ttl tÌ
f ilha s d e F i ìi p e , p o s s tri tl ttt' l tstl e tl < ttrt l tl oÍcti t o, erl tnt . aIe-
gelÌro. n i z- tr o s L tttl ts l l r i I'l cÍl i <i o l to l '- l l r tl g e l l l tr l r l tr c Ìtl ti i e
m acl rrs n rr Ig -ic i l (' o ÌÌì() l rttto ti tl l ttl cs l Ìo (ìue cotl ccrni a à
õxanrinirrlo to ( l o o ( u f so tl o s c., cr r tr ) s. ( o l Ìì c:p L 'r i l tl c tr i -
his t < i l i a c Ìrrrl rrc ìe i 1 rt' i n rc i ro s < l i u:i .
c l i t r l o , cl e sr l e o ( 'o r ÌÌa t( 'o , c i :,so c\.i tl i l l ìtC l ÌìC l ìtC o 1 i z ô Ìc to tl
C ) r c l rrto tl a N l t i r i tl rrtl c tÌe .f oho l l i rti strl c dc .fcsr" rs
l 'e C o r r e l ' à s tn C l Ìto tC s l l tr to t i cl tttIcs l t sC L l l tÌcl tl 'tt'C C C OIÌÌ
t ' egi s tn rtl o tto s c rrp ítttl o s I c II tl c Lrtrl l ts sc tcl Ìì l tcoi macÌo
C r Ì t i Ì ( ) a t r l tttj l tt' o r tr ttte t'i l tl a l Ììl tl l C i r l ì tÌo l ti .to t i l ttl o t a cl e s-
r lc : r rrr:ri :; l l ì(i ìi rrr tl l r' Ì)()Ì(õ ' :-. tl tl N .oro' l ' fst:1l Ìl cÌìto; t' c-
llc r c c ' l rr rr rrl rtttl s l t' trt i l ,' l tl ìt:t ' ,i ìÌÌttì c l rtrrl i Ìtl c comu- trado.
nì t ì a rÌc l x rl c s l i ttc ' tts c rt tttttt' ir i ìl (Ìctìtc:j csl )erarl (' l ìs cl e não A ir la r le Lr r t lls lL lì ot nlr Ì ì ir ( oÌ lì l) lÌ Í r hilr r lc Plt t t lo sc
( lis tl ìÌìtc r tttttl rt i tttt' ttto tl :ts t ttl ti E l ti l )l ' oÌÌìcss:ìs(l e f)eus a antol hlr cO nì O 1r r 'o1r í ciaot asião í ì ( lt t c Lt t t lt s sc llt t t clt ssc
I s r : r c Ì, Sc rr 1 tO\' O ,c l r \c Ì' tÌ(r l ìi ts(i ÌÌÌcl l to tl estas cl ttas cri an- à tare f a clc cor ir t r t - t 1slil lllÌ 1Ì 'lr t ii : t sist ct t r lit it lt c l'it lct Ì iellt
dos l trinr : í 1t ios r lb nr ovinr cnt t ) ( 'l'ist aì o. Sc ir cllt , ssccllit ial
ç as u m s i n u l c ìc tl ttc s u :Ìs e:i l )eÌancas csta\' [ÌtÌì Ì)restes a
r eal i z a r-s c . D c -s tu < o rn trn i rÌ:tcl c fl rzi l tur l )l ìt' te,\Iari a c .José, e l etra cla ilc ] ì . or r r r , conhccilr lr ì go r lo Cr ist iar t isr lì o I r ì t es
bem c o rn o o s l )l ìi s tl c .frl i ro Iìati stl r, c S i ntt' l -to.c A na, cl ue cl essa ólt oct a, ó lli- o\ ': iVcl r lr r c O . Ì r ouYc, . setÌ ) or cxl) l'cssir o t lc
s r ì u (l l Ìra ÌÌÌ íì tìÌ)rc s t' ìì1 ttc Írl rÌo l ncrl i tto.Iestrs no ternpÌo de al gum cglt o or icnt ll r ncir os digr r o cÌ t : lr t t r Lur t t c: t t t 9. XI as,
" que esP e- a pl esenCa na r r r l; e t I C r r t r r <'it llt t Ì ão. Ì 'olÌ Ì lì lÌ o, ( lr Ì e lt lr lie
I er rrs rrl c n t, c ' , ttt;ti s l l tt tl c , .Josd'< Ìc .\t i rl tl ttci l t.
ì ' av a p c Ìo rc i n ,r c l c Ì)c tts " (l,c 2i ì:51). upôl n, lu llr r u Ccsar cr Ì Ì l) t ls( t t t lt ' t t t lt it r lQ lt r nct t f o it t t ll: t t t ilt l
u.rrl n qr ì est ão t lue cnvoÌ r ilr t ôt llr lt r r t lr t t "r 'ì ltt lo t llr lilct ' e
I)c ro t' ti rl o s ô .s c s tk rìs l tttos tl c rÌetcttci i o tl c P :tul o em
f les l rrc i l r, rrro tttp l ttrl to rt tt L tt< l ts :tté R onl l t, c-rtttl eo encon- ( l 4) Cf . ll. I I St rcct cr - 1'I l l'- lì O t . I ì ( ; O SÌ 'Ì 'll- S I O S Q Li'\ TRO
11' 1 1 1 1 1cí)\ ÌÌì ( ()rììì)i ìÌl l ìi rì tl o ;rl tri stol o, l Ìo l acÌo dc N Íarcos, E\ TAN( ; I Ì I - }{O SI ( 192+) , p. 199s' \ i. 'l'ar '1or-' ll] 'I FI I NÌ )
pol r o l ti r rl o rrrìo (ìi ) (( l l l : l (), I 1; Ii i Ìtrnon 21). Ê sse THI ] ] 'FI I I ì I ) ( ; O SÌ 'I . ] I , Ft O t ì r ) lt 'r 'R, \ s I ) o TI jRCI Ì llì o
E\ '', \ N( ; 111- I I Oì ( 1') 2( r;ì \ : cr t : Lt t t bór nl) . \ I . I lcI nt Yr e -
't - r 1r ì G oSPI I LS I ANO TAÇÕ ES
( 13 ) C { \ . I I : r r - r r : r c li t.t l ' l ' . ' l Il l r I' l IY S l C I.\N ILU C À S , so\ 11Ì NO l'1ì S O \
o x lDÌ ) lC( ) Ì ( l' ) 07 ) . p .i .5.ìs. lÌ \ 'AN( ì f r Lt l0sl , {J) ,p. 2, 1s.28s.
( 1. \ , - . 1ì . .19-
'\OS
5 ,1 Xlcrcce Oortliartga o Ì,Jôuo Testatnento? Os Iiuangelhos 59

clos propósitos clo movimento novel, tornava obrigatório infuncÌe tal espírito cÌe ampla simpatia humana,que muitos
a membros dessa cÌasse o examinar, com serieclaclè,a fó têm siclo,cod Ernest Renan, constrangidosa tlcclarar ëste
cristã. O "excelentíssimoTeófilo" a qÌlem declìcaraLu- iütrg.ffi. "o mais linclo livro clo munrlo"' O Evangelho
cas sua obra em cÌois tomos ere, possïvelmente, um cla- cle M"ateus ocllPa, com razão, o primeiro pôsto no Cânon
queles incumbidos de investigar a íituação e obra de na- Nco-Testemenlirio; que outro livro llocleria com -tanta
tureza tal como a história de Lucas, mesmo na forma de prÇriea"aeconstituii-t.o elo de traniiçãotltl" t^Jtll:
lln-
simples rascunho prcliminar, teria siclo clocumento cle è o^Nôvo Testamentoscomo êsseque se proclama' em
valor incalculável na questão. quaqelnque ecoao pri rneilo livrcl do cirton rlo Velho I esta-
,-,-,"n-,n,'lt liurn ttri geraçio de .fesrrs o Nlcs'ias' o Filho
Jamais devemos de cair no ôrro cle pensar qlle, em cle Deus, o Fillio ae ÃUráaol". Ô rnais iudaico dos [."an-
chegando a umrÌ concltrsão em referô.ncia lìs fontes cle
uma obra literária,. havemos aprendiclo ttrtlo qtre importa gelhos, contu(lo se mostra isento tlc - totlo llarticularismo
('
conh,ecer-se.A crítica das fontès é mera ação iacional ou exclusivismoreligioso, pois que êste.o Evan-
simples prelìminar. Quem concluiria que"haveríâmoscÌito
Jxeparnïória, gellro que terminâ l)ela r-itoriosa injunção conìtsslonadora
"Icle, portanto, e tazel
tudo que há a dizer-se a respeito cle c1üalquer clos clramas ito R"i cle Israel aôs Seus servos:
históricos de Shakespegre qirando ìhé hoìrvermos aÌ)enas cliscíptrlosclc tôdas as nações" (Mt 28:19)'
determinaclo as fonies? Seúelhantemcnte, qLraisquei que indic,a a cvicÌência que as folìtes escritas dos Evan'
lhes sejam as {ontes, aos nossos ollros se ^estadrparnos gelhos Sindlticosnão são posteriores.eo ano 60, aproxima-
Evangelhos, cacla um obra literária i.clivicl'al, p'sstrícra ãu-.ttt.; aÌgumas clclas Íìté se pcld'em rePortar a notas
"ocasião mesma enì que o Senhor
tomaclasna Jesus.pro-
{e-ponto de vista específico,a cletcrmirìÍìr,em lárga mc- clam:rln Serts maravilhosos ensinos' As fontes orlls re-
dicla, a seÌeçiro e a reclação clos t<ipicos. Ern teitanclo
cedenì aos PróPrios primórclios, aos Princípios cla história
descobrir como foram compendirrÌoi os Evangellros. im-
tristì. [stltm()\. açsim, pràticamente a todo, temPo' cm
pol'ta nos guardcmos rle consicler:i-los (orno altsirusascom-
contacto dirctr-r conì a evidência de testemunhas oraculzr-
pilaçõcs à maneilir cle verdadeira coÌcha cle retalhos.
Cacla llvungclho foi cscrito, eur primeiro pÌano, para res. Os primeiros pregadores do Evangelho-conheciam
uma cotÌÌuniclade específica, o objetivo senclo apresentar bem o vaior clêssetésreir.nho de primeira mão e se lhe
a Jesus de Nazaré corÌìo Filho de Deus e Salvaclor.-Marcos reDortavam constantemente: "Somõs testemunhas destas
ao_Evangelho de stra lavr:r o rítulo: "O princípio das .oïr"r" - eis a esserçãoconstante e confiante que fazìam'
{á E cle maneira alguma teria sido tão fácil como Parecem
Boas Novas cle .fesuso NÍessias, o Filho de Dèus", é, quasc
no final cla obra, cleparamos conì urÌÌ centurião toirut o DrcssuÌlorcertos autores, inventar palavras e feitos cle Je-
a confessar ao pe cla cruz: "[,m r,'crrÌacle,êste hclrnem era lut niquel.'. primeiros temlros, tlurrrrtlo talìtos de Seus
o Filho de l)crrs" (Nfc l5:39). Porlrrrrosbcm imaginar discipulls ainila viviam, cal)azestÌe tecorcìar-com Pre-
tisi,,' rlrrC rt.lrÌrtrt.ntUíi{{)Ììl(\('rtÌ (' (ìtlc trão titrh:t f Und:r'
qual_ltarcltcrcussãotcslcrnunlit) qllc t.rl tleve cle ter-ticlo os cristãos,tiêssesclias
ern lìoma, onrlc prrrcce prinreiro
-circulorr mento. r)e fato, lr cvicli.nr.ia(j que -clistitìção
êste Evanselho. entre Ditos de
eram cuicladososem flrzcr cl:rra
Lucas, () rììL'(lií-í)rrão,israclita,herdeiro das tradiçõis cla juizos qtre perfazirrrn', Pattlgl Pot
ci êncie Ìrist,irit;r rl,rs (l.cg,s, comllenclia setr cscriio após Jesuse us infetôncias ott
Ë*ent1rlo, enr cliscuti'tlo ô prcrn?nte e dclicaclo Problema
diligente prsrlrris;r,.r I irrr rlc rlrrc^possarn os icìtores ^co.
nhecer a basc sNìf{nr;t crrÌ (lLle se llrc asseÌÌtao rcÌato cÌas cle casamento e tlir'órcio nõ capítulo vii cle I Coríntios'
entre
origens cristits (luc rcccbciarn e, ao Ìnesmo ternpo, lhe se rìostÌ.iì nuito cntrtcloso. fazendo níticla distinçãcl
6l
tt' , i\ l( ' r ' ( ' ((' (,o ttfìn ttc a o l { ô u o Testantento? O s I '. t t r t r t ! r : llt o. s

uÌ Ì ì lì e -
espir it r r lt l nit r l at it r git ì lt :
Sc r r l) lì ì ' c c €r p e s s o a l n a q ÌÌc s tã o e o P roÌÌrÌnci amento cl eci - prof undezas cl e ver claclc
Ì ì ( 'Ì ì t u t t i'ìr - lt 't lilt t t ct t llit io' '\ it t t l: r q; t ri'r
s ir l r le Cr is t o : " Err, n ã o < -rS c n h o r" , e: " N ão eu, mas o nhum outro (l o( t lt -'qgi"t^tÌos gc-
neste cscrilo íttrllltr sltt-r
Sc rr ì r or " . de se os cliscurso' t lt t ': ,
cle . 'iist o nir ' r r sl; o. t lct ir t t '
E não a p e n a s c o m tc s tc mL l n Ììa s ocul al es favor;i vei s ï" f" " r" pJ;;; t 't csslt s
Ct i: t o llt llt
ti nÌ r : r r n os pli rÌìc i ro s p l c p a c k )ì' c s (l u e cl efrontar-sc; oLrtros se não o são, ut t r nr lt ioL ''. clo t r s t lr r c
" tt "it '
hav ia, nì c r ì os s i ml l i ti c l rs , i e ru rl rn e n te i nÍormacÌas quanto porções extraorclin: ir ias'
t lt t r ar llc os t ilt it llos cclÌ ì
a os pr - inc ipais fu tri s rl o m i n i s té ri o c cl a morte cl e Jcsus. È ,ntretanto, es1- lccilt hÌ Ì enlc
olr it r t t t ( clì t Ì 'ir ì t Ì c inLór -
Não pot Ì c lianr o s rÌi s c íp r-rk rsa v e n trl ra r-sc ao Ì i sco tl e i ntro- anos, tem si do o Ct 't 't "i"^f "t 't t 'gcllt t ' ( ] t r : r t t 'r [ "r r r llgt 'lho'
l. ì i lgr r r l t l'l
c luz ir eÌ em ent o s n i ro tl c to c l o e x a to J /nal a nl rr.l n cl i zer de nìi nas tl i sptrtl rs. ! allt sc r r r l
delibet ir t Ì r r nt a n i p rrl u c ã o c l c fl to s ). p oi i rl Lrc scri arn i me- eacl tri l oquC Ìl ml i l (1( ) lt t . cit lt <t lt t t lilt ì lr t <t t t illt t t ( . lt ( . ( ) lì ì ( )
( 1) Ì ì lo it r r r t lct ; t t r t t kr ' cot ì t
diat : r nt et t t e r lc s rn e s c ;rt' l tÌc l sp rtr a rl u ô l cs tl i re to' i l rnì l )frìzer tol Lrçìo , r 'cjeit a o ot r lr o
iliit ' o lt t glil . l) lì ì lÌ iì \ 't lì t t Ì ì llì ( ) s
i m c ns o c r n Í a z ô -1 o . Ao c o n tl ri ri o , rrm cl os l tontos l ortes rmeza.f" não melì o1'. Nit o C
"fiaìì].,"
sc'li ir t lt . s lt lgr t lt : - t l, s
n a pr eqac ão a Po s tírìi c ;r o ri q i n l rl ó o a Pcl o l rl rrrrl ,r eo P l ri P ri o ai ncl a outra sol . çf o; "'ì it it t "t t . r llcr
iel"t it 'o' a hist ot 'ic- iclr t clc t lôst e
conhc c iur et r t o c Ìc l so rrv i trte s ; rtã o u p c n l rs rl e< :Ìarur,:trl : " n< i s f atos mai s i trpot ì "nit '
s om os t es t c nr rrn h a s c l e s s rrsc o i s a s " ; Ì1 ìi Ìfi tarl b(:m: " como Evanselho.
cs( r it ( ) Por t ì lì ì e
vós nr es nr os o s rrb c i s " (.\to s 2 :2 2 ). II< l trvessc al gtrnt:r tcn- õ prri pri o lì vangelho sc Ì ) Ì 'csr t llì c lt
clônc ia c le alr e rrrr (l ()s Í' i ìto s c tn rl rL rì1 u 1 e Ì' asÌ)c(ìto rcl eY arìte, testct.un' "
-
,tcr, t , t '' ï ; <lt llí t r r ir ' I it t lt l I ct t t , s : t t t lt r t 'lt t ir
a pos s í r ' ' c l l) Ì e s e n (' l ì rl c tc s tc rÌÌrÌÌìÌìrÌs hosti s Ìl o aucl i tri ri o .l e..nr" cl asl l l l ar.i ç ilest lc}c. st r 'l. CS\ t ll. Ì . Ct ( ) 1Ì ( ) ( '( ) lf eÌ 'lì lì S
te r ia s c r v ic lo c o n ro c o Ì' rc ti v o a rl i t i o rra l . .er.,,,r-ri " , ,l n N I ar 'cl.
( ilr liicil, lì ( lr le cst lt 'lì lÌ ì l) r csclÌ t cs
c t Ì csit l^t r : t t lot . , t t r cr
T enr os , Ì ) o Ì' ttÌl l to , n o s Ìtv tÌrìg c l h o s S i n< i ti c< ts,o ri l ti nro ;;;; .i " t cl i scí' u los, it lt lt r si'c t r 'r t 1''t t r
;' o [ - igcillt lì ( it lÌ lì iì Ì ) ilr t e
c Ì os quais loi c o mp i ÌrrrÌo rri ro m rri to n rr ri s rl c quarcrÌta anos cl i sci ptrl o a' tlt t cln . f cst r s atc.nlt r lr "' -
, , Êst
:r pr is lr r Ì ì ( ) lt ( ' < l c ' ( l l i s to . n l tte l i a l (l Ìl c sc cri stl Ìi zou anos ó t i clist í Pt r Ì 0 r luc t ì r i t c: t e
fi rr;ì aü caP ítu ì O r lizi
t oislt s' t ( lLlc lt s ( 's( Ì ( '\ ( r t l; , slt '
Ir r r t c s , llolr 1lo It,ìtl < l rrt:rrrrÌo rììc s l ìÌo tl c óP rrra anteri or ao munho l t rèsP eit o clct t lt s .t:
( f oio 2l: 2'1) '
(i: r lr : ir io, r r lr t l ri rrì < 1 ttt' ,rrl ri rtt rl c s t' t' Ììl ì rììor
l xtt' te evi tl ênci a Ìremos que o se t r t cst cr Ì Ì t r t t lt o ó r cit ilt t ì cil't l"
rl t ' lr r it t t r ' ir : r n rìo . rt i ,r :r s c l ttl rtt:u ti t.i tl tt l i trl ni ' s tl e ìi nl rus ( : llì r 'o lt ( lt t elÌ ì sc Ì 'cÌ ) or t lÌ o "xt llet nos"
N ão é perfei tam cnle
i r r r li' 1r t ' r r r lc r ì t('('\ l i rl t' rl i g rrl rs . ()r L v a n g c Ì l tos, em (l rìe se ente- t ão lt - 'siillilacl: t t Ì ì cnt c J) eÌ o
na P assagcm, t lut : - t - o'''nl'ut t i
ir ôs s t ' r r rrrl c ri l l , s ã o l te r[e i ta n Ìc rìtc acortl es rìa apre-
s ( ) r . lÌ nt ' [ '- r 'lt t lgclist lt : I l'iI t a'se
própri o tcstenn ur ho lt vct , zt t it lat ] : . .
s c lìt r Ì ( ' ão ( Ì o5 l e to s b l i s i c rrs rl a fé c ri s ti r - rÌ1ÌÌ f i l amento c t Ì ist í lit r los lt ssr lcilt dos
provàvel mente clo gr LÌ Po t Ì c lt t r t t qos
tr ' í plic c nir o f ri c i l c l c ro rn p e r. l: r 1'1ll1i, c
:ái l ' ;" ' ;;ì" ' tt . , Lr r r t r st 'llt ') ' r ( ''lì {r t t s: ì r t 'i' 1':
; 't r it t í ì ] lll: ' ( lt t c1Ì Ì cst t r r t t nr t vr t "
publ i caçi r-, .l a " 'f
2. O QUAR'I'O E\';\NGELHO ' t 'r 'r J'ï 'ï t ( olÌ ì o int est 'at t t c glllll"] q"'
é menci otrrttl o t r t t lr llc't t r , clo
( l : ' i : 2 i i )(' o ì ì r o l r r t rt t r r l , es1:ì(lo
Na porcão intituÌarl:r ARCltlNÍEN-l'O ENt Ì''AVOR ttLìi""' t"'i"
; -, I ü Ë ' , iì ' gr(-(ì o
DO EVANCIIILIIO DlÌ JOÃO, dir. o srantle Refonnaclor É c1e rrota r-s c ì
(l r' 1r' trl i ç õr' -s -.,1-t"tt rl tt i c rtrr
(l c
(*) .rras "prtrl c ípi o" "ttt tl i ti t l ' t"i tr' rc gi (1o
João Cialvino: ".fri me c hribito <lizcr qrre êste EvangcÌhcr substartttro trai l rtz i rl rr c rrtìl t) l ìl ì:Ìrtra'
p:Lrt' c c ' - prc l t' r' ír' c l a trl tri ttç i i o
é a chave tlrre aLrrerÌ I)ortlì Plìl'rÌo cÌÌtclìdinìento clclscle- arti go' scttrl o' a Ìl i )Ii .1ìos
atuìl i ' :l tl l ts o:tl ri rs to "o F-i l hc
tt' a' '
mais". Ìrss:ropiniiro lr tôrn entìossrrtlopensutÌoresclistãos l .N el Ìì col rsti Ì s l rs c c l i t.õc s . das trl l rts l l res _
c1e ])tu"'., i .:.' i 1:Lr1a 1l or. :trtl l l t-i l 1:tdt' s
cle rnuit:rs cuÌs, os qr,raisrlc'r:oltinaranì nestc Iìvangelho ' .-' ïì' i ' ' ì i'i'í t icu it r t r r al ( \ t r t a t lo 1; "1111t) 'I r
ti gi acl as ; "; ; 'i; ; 'if
""
(,2 llí t,rcca Oonf iança o Nóuo Testatnettto? Os Euangclluts 6)

I)r'cserìreà cena da Crucificação (19:26),(15) como tesre_


r'unha ocular, em companhia de pèdro, a idéia a seu respeito que se eslralhotr em relação ao
ílrìrrá uã-dËo"ì..o
vazio na manhã radiante da Ressur..içá; (tftã,i. "la.- discipulo amaclo clè que niro haveria êle de morrer' Por-
rìos essaspassasensarguma pista quanto'à icrentidúe tanto, sobra-nos João.
dêsse Digno de reflcxão é, scm clúvicla, o-fato cle-que João
discipulo?
Segunclo Mc 14:17 (cf. Mt 26:20; Lc não é ïorninalmente mencionaclo no Ouarto Evangelho
, 22:14), quando (aliás, o mesmo acontece com Tiago, o irmito tle João)'
ao cenácuÌo u C.;, úÌ;;;í' ;;;p"-
:"tly-: {X: os tloze
nnavam-nL) .para Ponclera-setambém, com p,ertinêrl< ilì, (ltle eÌl(ÌÌlíÌnto os
apósLolos,que com Êle se reclinaram
ao repasto, e nenhum indício há nos Evangelhos outros Iìvangelistas se refeiem a Joiro Ì]atistlr rrsando o
Sinóticos apelativo, o Quarto l,vangelista o clesisna simPle'smente
de que ninguém estivesse presente nessa ocasião.
-mais dè 1oiro, sem õ acljunto. Procurará rÌtn aì-rtor estab'elccer
Logo, não há senão concÌuir q.,.i o .,dir.íúi; urriuao,,
era um dos Doze. Tìcntre êÌes, tiês havia distinção no curso cla narrativa entre cÌttas persorìagclls
que^,em ocasiões
especiais,privavam de mais íntima .o-r,rrËão homôiimas; t-tiro reveÌará, Porcm, o Ìncsmo cttidarlo etrt
com o Mes- se tr atanclo de Ìromonítni;r Prìra consigo 1lr'óprio. O
tre - Pedro, Tiago e
João. Foram êstes três, po. .*._- clo_Judas
Plot tomou Jesus conSigo para O assistiremclurante Quarto Evangelista distingue Juda.s Iscariotes
a vrgr -9,ye
tra rro (icrsi.mani após a Ceia (l\tc l4:3S). "não Iscario[es" (14:22). Logo, é signifir:ativoo não esta-
É cle belecer êle clistinçãoentle [oiro Batista e Joiro' o Apirstolo,
e-sperar-se, naturalmente, qrÌe o discípuio amado fôrr" ,_
cÌêsscstrc's. Não po<leriã ser peclio, dc qrrem, por certo, teria couhecinrento, embora ttão c
úi; ;;.-;ãÌ.'r. mencione pelo nome.
clistingue explìcitam^enreem 13:24, ZOiZi-it
Zï- R;;;"_,
nessecaso, os dois filhos.cle Zebedeu,.Tiago e Ilrn tôrmos gct'a,i's, incÌica a cvitÌência itrterna (luc o
João, initu-
sos entre os sete do capítulo Zl. Tiago,"po."írr,
foi mar_ autor foi tcsterntìnha oculirr 4os evcntos qlle clcscre'c. A
ti riza rÌo
nãomai s qr".4 4 A . D. " 1 A i" ,iz , Z l, ir ã j. , êste respeito interessante é citar-se o vereücto cle Dorothy
?Igè.
<Ì:rí,rt'rìrrzitluProbabilicl;rtje 'que Saycrs.que fot lÌi/ou a lnatel ia nrt l)cr\l)ectira tlo artist;r
haverja cìe se aiídtglsse
criativo:'"Convem ter-se enì mente que, dos qtlatfo Evan-
( l-5) Iì.i :rrs crrirlarlrstlo Discípuro Amado que o c()nìo o rclato
Se'hor Iesus
r r a (' rrrz _ c rÌrrc s { )uq _ À4 1 " (João l 9:ZOr'.l -C ã_pàr" " áã_r.
gclistas,ó São João o írnico a al)reseÌìtaÌ'-s€
ãi."to cle testcmunha ocular. É a qrÌeln quer que esteja
\/l.lrt. 27:.5ó c À{ac. 15:40_com
1oeç W:25, d";;;,.rd.l;;;r" de docutnentos, a €vl-
S:rl ,,n rórrrã
, e< l e ,' fi a g o J o 4 9 , èra i rmã aá U àe do acostttmacloao tra.to imaginativo
S eutl or; ôsïe pressuposto"' (17) As pr<'rprias
"
cra, pois, natural que a confiasseaos cuidadosão-p.;*o,- clênciainterna confirma
reveìatn
Irrescrìtcquc nÊle. crìa, antes que dos próprios irniáá.,-'."",
quenr, é bem provávef não Se. podia .o-r,ii.ui ,oquài"'fìru,
"fi narrativas mi t'acularesreqistrãclasnèste-['r''rngclho
- ãtt. ,t"ço. Assim c qtlc. l)ol ex('Ìnplo', o^lirrrrlo A; t
qrg,- de clualquer forma, só vieram a crer
,. R.r_ õi*ri."lf, ttc Hisiririrr Orier,rrll ,\ntigrr na,.U1i-
surrelÇao. "pó, "
v c r , s i t l r <1 i : cfc ( l h l c;r q tl , l tt l tl l ( l tr c i Ì r 'str i r i :r tl l r t'csstr scl tl tçl ìi 'l
i 16) A teoria de . que tarnbór' J.:io rrciri cecÌ, , ,irru o r'artírio 'ro[cisor
repousa ern base a mais i'co'clusiva. o v"reriìcto ( l tl c lro ta l l i tr t l L r XI, e xi b e "tô tl :r
de I-:izaro, r i r ,,,'"." 'Ì
aã-u.r,
fessor A. S. peake é certarnent.
1i.o..ã.ni;,-"-ìõ ìïoãr,"
rrartírio clo A.pós1oloJoão eu rão u..",tii,r. É".oËïã,r" (17) I).i.. Savrrs - f ifI IÍ-\N BOtìN ]O RE lilNG ii)r
r 'êle p"ì
iriiur.-il (JI,c N \s(llìti l''\l(,\ :ìiìlÌ tÌlÌll (19'1.'iì,
ïj'lllg.o--q,.n.eitação ealmente de surpreender ã- p,r.-
::iii,.i,,ìi:'';ï?":i:,;"ï.' :i,iiril,ï:Ld:'ï,'1:ï: ;f uï"i,.,,i,ï
"iri. i l i g u i A";i 1 ,i .,i l ,r sl r i 0 r si r l cr :r çi L ,r i ,1 ,ìi i a :r t1 ìscttssã oco tr ti i l :,
corrcÌusioconscrvad,ra-'-(HOLBOnV nÉVinìü-'iRï_ â à ì ,á g i ',a 2 8 r ' st'r Itr i r r l ts. C i ' t:r r r r b ó n r .:Ì:ì ( ) 1 ) l e r va çõse tl tt:r
tr :s1 .'r i t, r i i .'t,'Ì'ìr 'a i r g .c1 1 'r tr l L ,l ;t':r l '5 Il '( ) l 't- i t'- \j Ì
VISTA DE HOLBORNI, lunrro ã. -iSZ8.'-n.38i." rr\r 1 , . i í,,i
i it'ilr ro " ss' ) i' i \i i iì Iì-\ I \l I'( )I' t' Í..\IÌ l'l..I 1i :)'16),ir'.?.'

C o n [ìn rtq a o \tóuo Testamento ? Os Et,attg,'lltos o)

rrrirrr'rt il ( il'cunsl.ancialcla testemunhaocular convicta,'./18\ r rrbínico para com quÍìntos não gozaram dessa vantagenÌ:
( rì(llt:ilìlo tr lì:ìrr;Ìtivil rlo st.lrtrlrrO VaziO nO ClllítulO XX "N{as essa gentalha que niro erìtende cla lei é amalcli-
'rurlracla
(' "rurlracla
ri l)or testemunÌr:r
testemunh:r cicrrÌarinconteste - plena de
<;rxicla"(7:49) - atitucle cxprcssa ate pelo famoso Hillel,
v irllrr, rlestituí<Ìarle toclo rÌetalhc a que possa o cético opor
nrbino cle espírito liberal: "Ncnìrum indivícluo ignorante
jrrstilicadaobjcr iro". (19)
tl lriccloso" (l'ìrqr) Abóth, ;i.6). llra costumeiro acusá-Ìocicr
O evangelistrÌer-iì,inclr-rbitàr'clmcnte, um palestinense. i'r-ro crassclde supor que o Sumo SacercloteocÌÌl)ava o en-
Embora seja possível estivesseôle bem tlistentc rlo berço ( lÌrQ'oaPenuÌsl)elo dccurso (lc rìm ano; quanclo, crn se refer'in-
natal na clata ern quc escrcvcu ôste livanselho, o conhe- rlo a Caìíás coÌno "o Sumo Sacerclotenaquele ano" (ll:49,
cimento exato cle Ìugarcs e clistâncilrsqrìe clemonstra da
5l; lB:13), qucr ôle apenas clizer que era Caifás o Sumo
PaÌestina, conhecimcÌlto (lue se Ìc\.ela espontânco e na-
Sacerclote naquele ano Iatíclico da crucificaçiÌo cle Jestrs.
tural, r'cr:lirnra enfìticarncnte al grrcnrnasritìo e c:riaclonessa O conhecimento preciso clue patenteia .foão clos cos-
terra, niro alsuénr rrrio conhetimcnto cÌa resiiro resultava trÌmes, cl-eÌlcasc mctodos juclaicos cle argumentação levorr
cle visitas otr percgrinacõcs. Rcr.ell-se l)rrstirÌìtcfamilia-
reÌìorìÌado eruclito rabínico, o falecido Israel Abrahams. a
rizaclo com Jcrusalóm; íixa a localizaçãode certos lugares declarar: "ilfinha impressão geraÌ, scm prescr,everd;rta re-
na ciclarle corn Íì ltrecisito rle rluem a cleve ter conhecido
mota ao Quarto Evangelho, é que espellìa êsseEvangelÌro
bem antes rla rlestruição ern 70 A.D. uÌlla tradição gcnuína de um rÌspectoclcl cnsino cìc .|csrrs
O autol cfa. scrÌì tl tiviclir, rrrl iurÌeu; rnostla-setotal- rlrre rrito achou lusar nos Sin<itic.os".(22)Abrahams turn-
mellte enlt.onharIotlOs t (]\tulììcs c risos lurÌaicos;refcre-se-
bcrn clera ênfase "à fôrça cumulativa clos argumentos invo-
lhes aos ritos clc ptrrificacão (2:6) e ì naneira cle sepul-
caclospor autores juclaicos lavorávcis r\ autcn<'icÌacle rlos
tamento (19:10). l)as lesras cÌe Isnrel, mcnciona êlè a
discursoscontìciosno Quarto ÌÌvangelho, espccialm,ente ern
P:iscou,a Festu rÌos Tabern:ir:ulos.e a Festa cla Dedicação,
reìação às circunstânciasem que se iìprcscntarÌÌcomo tenclo
celclrr-arÌano invcrno, bem como o fcstival não icleniifi-
siclo prontrnci;rdas".(23)
caclo (l-r:l), pror'ìr'elnrcrrrcu Festa rlo Ano Nôvo. (20) Re-
A evicìônciiì ilÌterrìa clli ganho tle cattsa à tesc cle que
\,ela-s cìntirrurrrrc:rrtc Í:rtrrililrrizlrrÌocom aquelas passagens
o t-utor não a1;enar tcttemr-rìhou mas entencÌeu tambóm
clo V'r'llr, 'l t'st:rrrrt,rrt,(lrrc o Ìcr ionlirio -jtrclaicó
PaÌésti- os grandcs cvcntos que r,egistra. A evirlência externa crn
rri:rrr, )l('\(rc'r'i;r;rrr':r lcittrra na sinagogapor ocasiãodos
.l favor clêsteEvangelho c tã,o forte quanto o é em relaçiro
k'stn'ru\ c clìì ()rÌtÌ'os1_rcriclrlos clo ano. (21) Conhece a lei
jutlrritrr rìrr er,irlônriu ( l3: l7) e lÌrc e [amiliar a atitude aos Sinóticos. Jri mencionamos a cviclênci:rconstituícÌa
de suPcrioriclurleclrrrlrrclesrlue heviam recebiclo preparo pelos papiros, que lhe testificam tÌe rlata bern lecuacla,
até os clias remotos da Igreja Primitiva. [,nr In;icio, r'rrjo
J I]S U S T N T T T Iì I,ÌGIïT O F H ÌS TOIÌY IJE S U S A LIJZ martírio se cleu Ì)ol volta do ano I 15, sc l)irtcrìtcia Íì
I ).\ H ÌST ó R I.\l (1 9 1 2 ), p .2(\6. influôncia tle ensino específico cìôsLcÌrr.'rrngelÌìo;I'olicar-
op . c i t., p .2 -1 8 .
[)ìscussirorariÌ t: fascirralrtcclôstc fcstival crrcontramo-laem I)o, escrevctrcloa Iureja tlc lìilipos l)ouco rlclrois tla nrorte
J . l ì. F ìa rri s - S l l )ItÌ-1 L ;H T S ON N E ,\\. TIÌS TA \{ trN T cle In.icio, cita a Printeit'a ìlpístola rlc .]oão, t1tre,na o1-ri-
r Ì t,_ s l Ì.\I{ c Ì{ [L L ]Z E.S tN C tt )FtN TA IS S ôIl R Ii A pE S _
(lt'l:
( lt' l l : \ \íìo,l'Tìs1',\ \íìO ,l ' T ìS 1 ' ,.,X tt1 N ' f,\IÌT \l (1908), p 52s Qr\ I. Aú:alranis - STUI)IUS IN I'IIÂRISAISI,I AND THE
. ' \ ,l
o lrr:L
rr:L1 l ri)lo()rÌc rrts tu n ra té ri a ó
rrc i r-a
r-a c a rl c A .E . Gui li ,l i rg ng i ' ti tu- GOSPELS I'Ì]STUDOSIìELATIVOS AO FARISAIS\,{O
Ì ;L rl rL ' l ' l' lIlI' li i tìOL l l ì' l 'HH G (ìO'OS
raSté I' ri
I,TEa
I,EI- .I .L,\l \ilt)l)) JE
- r\N IIr\\IIç,rl trrrì' E AOS EVANGÌÌLIIoSI, I (1917),p.12.
\\rIS H \\rOR S i i Ìp
\\,OR ÌP (23) Na obra Cr\\IIIRII)(;lì lllBI-lCAL trSSAYS I'ENS,\IOiS
l( ) ()tr \l ì' l ' o l ,_ \' \)i _ \)i
(;l(;l
-l -l l .l l o Ìl
l .tI() Ìì ()
Ìt 0 ('
0 )(' rÌÍ.i
()cti Í_' j -í)
ocLiÍ.'i'o ' o JUr).,\Ìc(]i
rTrT),\rí.íì!
rU T),,\t(' ()r
( l( t i' t . 1 BÍBLICOS CANTABRIGENSESI.editadapor H.B. Swete
(1909),p.181.
6(t Xfcrecc Oonfiança o Nóuo Testamento? Os Luangelho,s 67

nião de Lightfoot, W,estcott e outros, acolitava o Evan- Florino (citada por Eusebio, Hist. Ecclcs., v. 20), recor-
gelho comJ uma espécie de carta de aPresen-tação,e, de da-lhe Irineu os dias da meninice, quando ambos se assen-
ãualqret forma, e-lhe ìntimamente relacionada' O gnós- taram aos pés de Policarpo, bispo cie Smirna (que já por
tico basilides (cêrca de 130 A.D.) cita a João l:9 lomo 86 anos professavaa fé cristã quanclo, em 155 A.D., encon-
"nos Evangelhos". Jtrstino NÍár-tir (cêrca de. 150 A'D') trou o martírio), que havia siclo rliscípulo de .|oão e a
faz citaçõei da estóriÌr de Nicocletnos, registratla^no- ca-pí- quem à miúclo ouviram falar clo que Ìravia ouviclo a l'es-
tulo 3 áo Evangelho. Taciano (côrca cle 170 A'D'), dis' peito de Cristo da parte de João e outras testemunlìíÌs
cípulo de Justiõo, incluiu o Quarto EvangeÌho no DIA- diretas.
f'hSSenOX. Aproximaclamente nessaclata, N'[eÌito,bispo Outra evidência relativa rì autoria do Evangelho clata
cle Sardes, na Homília da Pascoa, revela uso clêste Evan- de cêrca clo fim clo segunclo século e ap:Ìrece no Cânon
gelho. rle NIuratori c no eiólogo antirrrarr iônita tÌo QrtiÌl'to
"
À parte clcssasevicÌênciasprimitivas cla existência do Evangelho. Aquêle clocumento relata a seguinte cstória
Oturrto l'.v:rngelho, etÌcontramos em viirios autores clo se- aigc estranha:
günclo sir-ttlo'ol;servaçõcsreferentes à autoria do documen- ".loão, um clos discípulos, escr'eveuo quarto clos [,van-
ïo. No últim<,r c1.t,,.i,, tlôssc século, Irineu, relacionaclo a gelhos. Quanclo os companheiros rle discipuÌaclo e de
um tempo corrì a Ásilr Ì\'ÍenoÌ' e (.o1ÌÌ a (ìrilia, Clemente episcopaclo com êle instavam a que escrevesse,rlisse êle:
de Alexândria, Teófilo cle Antiotltria, Tertuliano cle Car- 'Jejuai comigo por trôs clias e, então, relatcmos unì ao
tago e o gnóstico Herácleon na ltália, o mais- antigo dos outro o qÌle houver siclo revelado a cada um'. Nacluela
crimentadòres conlt,ecidos clo QtÌarto [,vangelho, atest:un mesma noite foi revelado a Anclré, um clos apóstolos,
a crença então camPeante Por tôda parte de qÌre o arltor que João cleveria de a tudo escrever em seu prCrprio nome
foi João. (24) e que todos êles cleveriam de rever o escrito".
"Dc
tôdas essastestemunhas a mais importante ó lri- Que Anclré aincla estivesse 'i'il'o por ôsse tcm])o é
neu. Diz êle: ".|oito, t-r discílxrlo clo SenlÌor, o llìesnìo improvável. Ì\{as, pocle êssefragmento preseÌ'vÍìr tracliçâo
que se [,he reclittttva ao lleito' tarnbém llulrÌicou- sett verdadeira no sentido cle que várias pessoastiveram parte
Évangelho, qtrattdo vivia eni Éleso na Á1ia' çÁdu. Hacr', na produção dêste EvangelÌro o que se coarlunir bern
iii. l): IÌrn õutra passasenÌ,reÏere se a l-oão, chamando-o com o "sabernos que verdadeiro é o seu testemunho",
"o Apirstolo" ibid'., l Ú, etc.)' Além clisso,rìl cart'a a que apendem como certidão da fidecligniclade clo registro
ffif,iftcul' scgurclo as ú'icas. vozes dissirlc'tcs.I)arectul ser do evangelista em .loito 2l:24.
qïe
ãs <laqrreles se apraziam conÌ a cl'rrtrirta rl. Log.s O outro documenlo. o Prr'llr)g()íìrÌlirrnr<iorritrr,mrrito
'ão 1lo l'rólogct c, p{-}rtalrtí),negavaüÌ a
("Palávra") corrtitla
iutoria
/- - l .- - ,,- ^
apostólica, atribuitttlo-t., ;t Cr'r"itrto, - - :..r - - !trrcgc qllc mais importante, Íe-,.ao scsuintc: "O lÌvlrngclho rÌe foiro
s ir lr r c s s aiu t t o f i: r r r l r 1o ' . :á c t l i L r
1 'r . i : i r '; :
i ì,'i i :" r i Íoi prrlilicacloe outcl'g:r!,' ;'rrit'tt'i:is por f lrão 11u;rndoaincla
ês s es c or t t tar lit , lr c s r lt l . , \i.i l l i , ) ì , i , - :rl l i li,- iÌì(il(i{ lìiÌ1i illr! il.ll
vi'iirr. segutrtirlo ttilrí.r r::r \,.u\ (irtto Ìivios cxcgcticosum
quc rtjeitavatn a doutritra r1': I-i'g''t' lr:as aitl'rì't d!'líl- fr-:iilì honrenr dc IÌicrril-lolis, rlc ÌìolÌìc Pupias, estirìÌado discí-
t ies t it uit l, r s iÌ e I ' r gc r s r t o se n t i . 5 t l . " r l t i i " '' t t r 'ì ': ; t {t g t t l ; r
"\ pulo de .|oito.(251 Nrr vct<ilclc, escreìerr êle o evangelho
ile- cxr,ressáo associaila a ôsse grllto ltarccÈ tcr sir'l{i c cuì1r't
[ ì ai, r iic lior ir a ( c êr c : i r - l t , ] 1 . r {}" \ . t i ') ' r c i t " ' 'l 1 ' de mocÌo ( olre to. rl itarrtlo Ìlro f oiro. IIas, o ìrercgc NÍir-
( lr t o, 1ox o, ex c dl( ì na r ej c i ç i i L r t l t ', ( - ) l u i r t ': t ï i " t ; : r 't 'i l '+ r : 'ï '
i\ poc , r lipie. I i: t c eç ão f c it a r 'l t : s a {; r i : i : : i $ .i i i l r " . t r r i : ti }l i r - l''' r : r ì t ; : ' (25) O cxe n r l r l a r g ;r cg , r l t rlut a versão latina suhsistentc clêste
pâr c c f lr av er s id, - l ar c ì 1. , : ;g c r : i i i Ì l {1 1 1 t €1 ì) i ) i Ï ( ì l 'ì ' I l í Ì }r r ! : r 1Ili l l p r ó l o g o ío i tr a r ìr r zi i l a ctttr ti n h a o l a p so cscr i b a l EXOTE-
,,.' ,,' ì.' , :.,;tr Ì!iílliir : .r l,,,r l;i-.,;., i {i l 'i ìr r :' :1,, Rï KO TS em lupa. r ì c l. - Xt r G Fì TI KO ï S
6,\ ,h Ir,:rt:t
t: C o rtf ttttt(tt o Ì{ôuo Testamento ? Os Euangelhos ( t'.1

cion foi por João lançado fora, após repucliatlo por seus Quanto a êsse.|oiro, o presbítero, temos cle rclrort:rr-
seÌìtirÌìentos contrlirios. I'Iuvia-lÌre ôÌe ler,aclo esclitos cnr lÌos ao Iragmento de Papias atrhs refericlo oncle Ì)arece qrrc
cartas da parte clos irmãos clue habituvtìÌn o Ponto". se estabelecedistinção entÌ-c clois vultos com o nome rÌe
A refcrência a Nfiircion e provàvclmcrÌtc rcminiscôn- João, um mencionaclo no tempo passaclo,o outro no pre-
cia conftrsa cle rleclaraÇiroantericr cle que Puptas se havie sente. Certos ,estudiososde renome, é verclacle,têm sus-
recusado a acatar-lhe cleterminações. (2ó) À partc clisso, tentado a tese de quc Papias se refere a Ìrm Joiro apenas;
porém, enceì-Ì'ao Prriloso a importantc cvidôncia cie clue a leitura mais natural do fragmcnto, contudo, inclica re-
Papias na ìjXPOSICÃO DOS ORÁCULOS DO SINHOR ferência a dois. (27) Infelizmente, niÌo é Papias o mais
(cêr:cacle 130-140,.\.D.) afirmarr que .foiro h:rvia clitatlo lúciclo clos escritores e slÌa obr:r subsiste apetlas em frag-
o Ouarto Ìivangclho. lissa ó, pois, a mais antisa eviclôncia mentos, de sortc que é d,ifícil ter cefteza completa rÌo
(ìxtcrÌra em abono du ur-rtoriaioaninir rlo IÌv:rngelho. sentido que dera êle aos t.êrnos. Podc bem ser o caso
'\
rrlilrnrr(-ãorÌc rlue foi Papias (luem redigiu o [,r'ungelho, que êsse "|oão fôsse prcsbítcro cle E[eso e discípulo tle
tìiÍrrrrrlo,o foio, não sc firma cm chdos positivos c é dc
Joiro o apostolo. No terceiro qr-rartei tlo primeiro século
torÌo irrrl.rror,ri'ucì.Lielrtloot ÌjSSAYS OÌV SUPERNATTI- considerár'el era :r miglação cle crentes palestitrcisparrÌ a
R.\t. t{l,,t.t(; I()N !..NS.\IoS ìì.1..t.,\'t-tvos À REt.IGIÃo província cla Ásia; o apóstolo João foi, I)orerÌì, o rnris
SC)ÌìRI!N,\'l'tilì,,\1.j (18u9), yt. 21,1,rÌ\'crìriÌa possibilidarle ilustre dêssescmigrados (Filipe c suas lilÌurs, atrris rele-
assuzcotrvicÌlrtiva<Ìc clue Pupias es(Ìcveu (Ìì.leo ljvangelho ridos, emigraram rìessa nìesnra época). Niro precisaÌÌÌos,
foi "por .ioão outorsacÌo :ìs Ierejas, l ixantìo-o êles por entÌ'etanto, nÌetamorfosear o obscur-o "prcsbítcro ^loáo"
cscrito rÌc seus lliltios", rlue porérn, sc vcio errôncarnentea ern gônio rle tão cxceÌsos clotes, intla que não reconÌre-
€rÌteÌÌ(lel': "Ììiru,nclo-o(,11Í)or cs(tito rÌe serrsliiltios" rrma
cidos, llue o deveria clc t,cr sido, proccclesscrncertas teo-
ver (luc :rs lorrnas efcg'irs l)ara "eu cscrevi" e "êÌes
rias relativas as atividaclesque se lhc atribuem. Possível
cì( rcvel'alìì" sãO irli.ntit lrs lìo terÌìl)o intlrcrí'citO (uit/tra-
pltort) e rrrtrito sernclhuntesno uolisto (la. p. s. aptuupsa; é se dcvirnr algumas di[ictrldarÌese itrcotrsistências contidls
3a. 1r. p. aptwltstLrt, taTve'r. erÌÌ cxprcssõcsdc escritores clos prirnciros séculos a con-
escritit apttgrapsã). C)utras ex-
plir:açõestôrn siclo aventarlrrs. Ern carta dirieida ao jornal fusão dêssesclois vuÌtos ho'mônirÌr.os,ntas é supinamente
THE'Ì'I\tl:S de 13 clc fcvcreiro cle 1936, escreveuo dr. impror,ár,el quc fôsse Irinert passível cle tal confusão e
li. L. Cross: "NÍinhlr nurneira cle lcr o próloeo, sc rne é julgasseqrÌe seu mcstre Policarpo cstivessea faÌar do após-
tlutÌo 1-lrotruncilrr-nte coÌlì ccrta parceÌu cÌe cÌogtrutisrno,e tolo quando estava,cle Íuto, íalanclo acôrca do presbítero.
(lÌie, clÌì sÌra Iorrna or'ìginal, assevenÌv:Ìque cl Se o prcsbítero Joiro sc rlcvc rlc tlistingr.rir do ltptistolo,
Quarto
ì:r'lrngclho loì csrlito por' .|oircl, o prcsbitelo, clitlrnclo-o entho se po'Jeria conccbcl lôs:c i'lt <l rolristrt c cclitot'clcr
Ioão, o :r1tr'ritolo,rlulnrÌo j,i Ilrvirr i'stc atingiclo irltrrlc (iuarto Evan6çelho(embora a cl'itli'ntiu st:jltrtcstclrrtrticttl:tr
'.
i r Ì illto lÌ\' lìlì( iì( tiì
(.2a) r\ r r t or jr 'la11c c t or lt ) \ ac( ì lì Ì ( )S. I '. 'l'r 't 'gt 'ì les
t ho ct lir t er t ct nt 'r t tor
(26) [ , ] s s : r r r ' [ t ' r ' ôr c i: L: t J \ lr ' Ll c i o r ró u n r c l o s p o n t o s c 1 e p a r t i t l a à rriro tilha hcsitação cm arlnritir na passagclr'rrcfcrôncia a
c r r r ios r r t t , or i: t 1r - olr os t r Lp c l o f ) r . I Ì o b c r t E i s l c r , n o l i v r o ckris vultos corn o Ìrorne clc Joiro (NII\V 'fllS:fAÌ\1 IìN'f
] . ] Ni( ; \ I \ 0I ì ' I ' I I I . ] I ì O U R T H G O S I 'E L IO EN1GTÍA }I I STO I Ì I C I I \ I TDI . ] NCE I Ì ì VI DÊNCI A I ] iSTÓ I ì I CA
DO Q L. r \ lÌ ' l' O l, - V' \ NG E L H O I , (1938), segundo a c1ual NÉO - TESTT\ I I Í I NT iÌ ì I - \ l, 1t <51, p. 47) . Cf . t : r r nbór n,
I I lir - c ior r ( ' r ' : Ì iuÌ Ì iuì ur . r r s er l e J o ã o e f o i p o r ô 1 e d c s p e d i r l o I- ight f oot , ESSAYS O N SL'PEÌ Ì N: \ 'I 'URAL RI ì LlG lO N
11u:rrrrlovcrio o r.v:trrgclista a rlcscoltrir clue r\Íárciorr íizr:ra I ENSAI O S I ì Ft , t - j\ TÌ \ 'O S A I iI Ì I _lG iÂO SO Biit . - N, \ -
intcrpolaçõcs lrcróticas rro tcxto c1o Evanselho ao ccrli:L-loi TUI Ì , \ LI , p. 11, 1.
/ ll llcrcce Confianca o Ì,Jôuo Testamento? Os Eunngelhos

lr:rstunterarefeita), não, porém, o próprio evangelista em época da morte de Cristo, tivera êle ternpo de -sobra e
I)Cssoa. cãpacidade suficiente para desenvolvimento mental e espi-
Estudiosos de nomeada têm mantido a tese de que ritual. Lembramo-noi de como neste país um pobre fu-
o Evangelho Joanino em grego, como o temos, representa nileiro cle Bedford revelou não desprezível talento Para a
versão cle um primitivo original aramaico. NIui vasta é literatura espiritual.
a enrdição a assistir a êsse postulado; contudo, não se O problema clo Quarto Evangelho se ,nos_aPresenta
pocle clar como provacla a origçemaramaica. O argumento mais agudo quando o comParamos com os Sinóticos. Pa-
se revela mais impressivo em relaçiro aos discursos de rece clêilesclivergir em questões de geografia,-cronologia e
Jesus. Assim, G. R. Driver, apreciando o livro ARAN{AIC linguagem. A principal divergência de cunho geográfico
oRrcrN oF THE FOURTH GOSPEL [A ORIGEN{ que,-enqualìtõ os Sintiticos falam quase que excltrsiva-
"met re dc üm mir-ristériona Galiléia,
ARANIAICA DO OUARTO EVANGEI-HOI, clc C. F. Joiro focaliza a mor
Burney, public.ado em 1922, salientou que os exemplos parte da atividade de Jesus em Jerusalem e na Judéia.
mais convincentesapresentadospelo autor ocorriam na Nao e dificulclade de monta. .|oão revela conhecimento
ipsissimauerba, as expressões textuais, de Jesuse outros do ministério galileu (cf. João 7: l) e os Sinriticos implì
interlocutores.(2E) O estilo do Evangelhocomo um todo, citamente confirmam o relato joanino cle rttn ntinistéritr
entretanto, bem poderá ser o cle alguém dotado de bom hierosolimita. Segundo êles, é Jesus cotlltcritlo tlo tÌono
conhecimenioclo grego,cuja língua materna,contudo, seja c1o jumcnto em uma alclcin vìzìnha lt .|ct'trsrrlcrn(NÍt'
o aranìalco. ll:3-6); é esperado para a cclebraçitocìrt Prist:oapclo pro-
Dest:ìrte,então, a eviclônciaaté aqui ameaÌhacla,quer prietário cle rtm aposento cm Jerusalcnr (NÍc l'1:12-lô), e,
interna, quer externa, se poderia tomar como favoriivel na lamentação qrie eleva a respeito da Seeracla Ciclade,
à apostolicidade do Evangelho. Quais as dificuldacles, tliz: "Quantas uëìesquis Etr ajuntar-te os filhos" (NÍt 23:37;
então? Pouca importância se pode emprestar à objeção Lc t3:34). É muito provável conhecesse]oão os _outros
de que um simples pescaclornão reuniria condições para três Evarigelhose, na maioria clos casos,trão lhes tluplica
compencliar obra de tão aprofundado pensamento. O a narrativa, antes a suplementa.
autor das Epístolas Paulinas era um fabricante de tendas, As diferenças cronológicas também lc poclem- con-
em que pese o preparo rabínico recebido, pois que se ciliar com facilidacle. O ministério na Galiléia, conforrne
cclnsideravaconveni,enteque o rabino ganhasse o próprio o tlescretem os Sinóticos, drtrou por cêrca cle um ano;
a ttm
piro mediante profissão secttlar. João, filho de Zebecleu, Joiro, porcm, nos conclrtz a llcríoclo bem anterior,
não recebera instrução rabínica, e, tlai ôle e Pedro eram ministério mericlional qrÌe tevc lttgrr antcs rlo cttcercera-
consicìeraclos"homens incloutos e incuÌtos" - "leigos sem mento cle .|oão Ratista. Êsse lttto tltl rrillist,'t'io Írlrlilerr
'c o l o c t r
instruÇão" por parte do SinérÌrio (Atos 4: I3): mas, se cleve cle n i ì e q tr Ìl f l l t';l j ,r :r tti ttl t t'l l l l í' i ìq {:r tr íl r r l r l s
f a z c n r l o ( .) [r - ]Jl tl l i l ,t ( ,]l r t tt I"r ..Ìi t r l ,' I l r l r t t'
havia êle sido cliscipulo cle XÍcstr,e irtcorlturn e, .lc vez V c \/II,
que com tôda probrrbilidade cra aincla rnuito jovem ua n á < t t l c r s t l c . f u , r o i : ) . t2 't) .\ :tt tr ttl .tr l ' tl ' l ' .r t' tt'r 'r tÌ ti :t
Palestina : r r i t e s c l o r n i n i sti r i o tr l r ( , ti l l r i i .r i ,r r r '. r l l r '' :ti Ìtl t:
(2 8 ) I N T HE OR IG ÌN AI, L A N GU AGE OF' TH E I' -OLÍR TH
,,i í) l i Ot.( l {.1
GOSPtrL tA I-íNGtIA O}ÌTGINAi- DO_ OII+BTO (29) Cf.G.Ogg -- TIII'] {- i í il II li. I 'I . JRI , I , C
E V A NG t r L fIOI, e x tra i d o d e T Ìl E J IIW IS H GU A R D IA N Itl N i S ' f Ii \- OÌj - lI Slr .- , i \ ( .i ìt) \- i i ;i r ll .,1 i )i i :.-
lO G T I A D IÃO' ISR AE L IT A), d e rsc l i as 5 e 12 de Janei ro f' í:ìÌÌi o l )L B l ,i co I lll i r .U S] ( i 'j i '',. i ! j' l .r1rìi Ì i l r_)
de 1923. assul Ìi J.
Os Eurtngelhos
Testamentrt?
XIcr ccc Confiança o Nôtto
A narrativa clo clet";: nïï,,l",ïï:ïlàË.S;tïl::;ï:l:
Nratéria
( cl'tos episóclios conticlos nos Sinóticos'
e.Joj19."'Ptt:"11':*iÌ rìos
á"
cÌramaclõ cle Peclro, Ã"áïc, Ílago
Sinóticos assume feição murto
m"tJ tútitlì 9"1"-1:'^tl" Í,ï,..'".x',1ï',ï'ïç.ãï";;;";'J';;'"'á",.:'ïïï,ï1,."J
rle intlicaçòes <ronoltigiclrs
rclercntes ao pcríodo
que- vat
..,"t-"'-',à" a itrlormaçÍo suPlementrtr de que úttima visita a Jerusalcm'
ï.rã"ìlãzt - contacto com o rlo bati56, de lttï;'";ìi"Sua "g'u*u vercie" 16:ggl
ar"t p'ò''iu',ltt-tt" ent'atlo . 'em ft"tiã-Àttita
il"ïi"".
Batista' Observa N'Iarcos qtït r)araos 5'uuu' o
I\Íestrc em companhia cle João- por ocasiiroda.
do l'vatreellto loatritto' tlue pt'itittt-cntc com
-ïrìiiiï'ái-,1":^lfts a Jf irmação de' João
Êssesprim"ito' ',râ t'pitttío' dcsenvorvitlo ern 11,,esc harmontz:t
,.r,,,ïì'ïot'irï. _iíi"cri"
-[uclcia .*. tl#'i;ìttt1'",1;1i"te
rle
..lesris à última parte do tj,a,rerluei',. "ìllÏ1"ï-lfÌ;';:,* Ïïï:ï":ilifï:
soÌo d;r do A(lemars'."r'lY-i';';;t;;
ano 29)' 'tlàtno
lei'ebitlo abrtncllrntesluzes ,\br il tìo quc Jloão
ministério cÌo -tsatista' tênr hi 'tórico o retrato
recém-alcançaclos' acêrca relttl ltttr em nt ""t' dispost-g:'
virsto acervo clc to'-tirecimcntos apresenta .r. Crirtu
ü; p-erfe.itamente
-Hi " ' 1t'tt
ao noroestc do'NÍar T\{orto' ttti" tlificultlatlt'
cl:r comuniclacÌe cle Qumran'
clos Rolos clo l\'Iar târ'-lhe . cla Scmene tl:t PrirÍtr
resultantes a" at"toftïtiïï^li? ","utu"ïià"ììt"lrrisica'
.t1tuclo
ìh'iir'et Qumran' -t^--q::t"uo em reconciliar a t1ïÏ.,rïsi;"j"iii1^^ essa cliIicttltlacle ttesa-
Ì\I,rto e clas.'J;;#;"aã tiìt t'* corìtexto ba- corÌ oS cÌaclos ttá'- Si"ó"ticoi' Pu' m"i' conrplct, tlas
reÌativa a -foão pr-rrilicaçáo mencionacla
que tleve pareceria ot,:tsiiro' 'Sulr
tismal em n'ïï"u ;-;iP'' tl: ::"""ção 'de " 'iu""L"ïáïïà"ítti-c"to Priscrrat.tcssa
no vale tÌo Jorclão ãonclições.- q.r""l"';;.1; " que (crtos grtlÌx)s lcltgtosos
comum crer-se
ter siclo bastante "-l1^:tftuo
er.ìì.qÌre inuitos grupos
"ba- sistem íortes razoespara tlist ílrtrlos) .bctlct trtm
clo NÏar Nlorto nunìa ópoczr (incrrrsiçe n s.nhoï-.Ë1;; : *l:. su-
tistas" crnrtlavltrn'-'^qt"it'
l'ecantostla terra Palcstinelse' tlitcrente'tlt' ol'set:lt]o lrcìos sacertlotes
unrcos
a". loão e os cle f cs.s os ì calencìiiri.'
clos oiíci'os ieligiosos do
templo'
Não eram t, aittipììïoi- naquelcs-tem- perior,es ,-t" seguiarn a orrcn-
prtit"''i clo llatismo. .'-'"'"" -toi "gt'lá''iã'li^çeo lhcs
a exeïcer Ènqu,tnto ", "'"ïïì;iJà
pos. os 'o.-r,'.ì,,ï; ,;;;;"{i*ç
"
lavagctrs
.n' ?-:T'.Lï.,linham
cerlmoniais' como' aliits'
o t't- r.r,,
i"çi,,'." i_,,
ill:]::.t1ue
ïnïìi:,jïÏì:
lï.ï'r"i: ïËI!ï,"
ï :,,:;i*'l"l
suas '.rbluções ou tto
o mais cedo'
:':l"li,i1;ìï':Ji#:ii.i" ï'Ï'elr.' f 'ìÀu'a'r
comuniclacles'
trhlttn mctnÌlros cle odiras o ministcrio
Ottatrto tut"'os qtle João situa após decurso o" tt*1ïì:;:ll"t Evan-
l'vãngelho. Joantno cÌe linguagem entre êste
,1" i:ììlï;,
"o'
.ììi,r"aur" comparaçao clo
com eviclcnciará
q:I:ff"+" .l:Ï ÏÏï ï*I:'iJ'; i,
ll ï1 nliï;i ;'J* :
conì os outros ,;àt.."1"Ãú'ì-t"tt
(tue a narrativa sinóìicã se faz mais inteligível
-I.-r1c1s)
se s1q-lr.rmos
tï ":'
tl"Ì";;,.-;.imitinclo- qtt" o nrinistcrio .galiler'r
Se tlirigiìr então
se c-nceÏrou
-[eru- l" i,ï,Xìl'iïo{' ï -* J1iis"o','*r;';',1
:Jil*f,';'' " ï:, "ï :#lJ,
J
c t lit os t lc f et us c
ct '
no otÌtono ,1" dõ: qìt"
salém, a firn tr"'ïttiïiit à Ft""
tãttit 'par:r
tlos Tal;cltrri<'tlos' que se nr-
ne1 i0,", t',1.'+n'. .1,ï":ì:ï':
demorort t" ciaìiit- So"'"
ate- a Fest:r cla Dctlic-ação
clespencleu'a seguir'
enr
algttns
:lrïiïï*"fÌ"
" * t,t" ttOcs
sição cltte Pcua'
;ïï""
Dczenrbro g.,aJ-ïò'zÏl-'ìt:t
mesei cm lcttto no ulf" 1or'tlto (Joio l0:11ì)'-Ïctor-
autcs cllt Páscoa ffiiu3ï:Ïtì1'.1ïi::,.';.11;ll.ü::ÏiÏ'lìli,llllrlli,
i.lÌ1
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[VID'\ ltl JtrSlJS] autora rnuita eviclclcia
ãol Ci'lrCoguel - LIFE Otr JESUS documctitos de Qumran'
(1933),P.400'
Os Eaangclhos 75
7| LIerecc Confianqa o N(tuo Te'stantutto?

o o. quiser revelar"
Temos cle lembrar, naturalmente, que as expressõescle senão o FiÌho e aquêle a qtlem ^rocha joanina"'
-Filho como se tem
fesus e foão, conforme as registra êie, são formas
tradu- - um "bloco errático da
iiclas deïm orisinal aramaicõ oral; e é antecedentemente chamado.
significa-
provável qr,e .r* clìscípulo que Penetrara de. modo tão Disno de menção tambcm é o fato de que
^ ment. cle Cristo houvesse de ter sido incons- c linguagem se têm reco-
brofundo tiuu, ,f"iniaaaes de'pensamento
ii.nt.-.ttte influenciado pelo estilo do NÍestre, de sorte nhccido entre êste Eïangelho e.os te.xtosde Qumran' ì"o
está a
a colot'ir-lhe tudo quanto 'escreveu. Em parte em taz'ío iã á"u.-, porém, exagerar tars atrnidades; longe.
tal como
clisto, ê, por vêzes-, difícil decidir oncle terminam a-s literatura qumranita àÍ. - ullr"tttttar-nos Ïigura
Contttdo' provém
expressões'de Jesus e onde começam as observaçõesdo a rlc fesus do Evangelho Joanino'
ãrrèr ,d*i"t evidência"supleóentar em favor do caráter
discípulo.
Trans-
Os próprios Sinóticos clão provas cle que Jesus for Irrnrlamentalmetrtchebraiào clo Quarto Evangelho'
em que
vêzes falbu em têrmos clo estilo cle que se serve regular- r)iìreceôsseclemento esl)ccialmentena lraseologia
lr, t,àuot, verdade e ôrro' e assim por
mente no Evangelho Joanino' Parte da diferença em [";;;,},,."i.'"t
" messiâ-
expectação
estilo entre o et-tïittn dè Tes,s nos Sinóticos e neste Evan- cliante; bem como em certas formas de
e em
gelho s,epotlc att'ibuir a"cliferença. cle ambicnte' Nos Si- nica Patentes, a um temPo, no Quarto E'vangelho
ãóticos eit,i .|esus :r tratar prirrcipalmente ccm o Oumran.
a o pensamen-
simples tla ialilcia; no (]riarto Ev_angelho
-povo
está Ê]t a Similariclades assazimpressivas Para com
- encontÏamos tam-
cliscutir corÌì os lícleresreliglosos de Jcrtrsalém,ou -a falar to e a linquagem do Evangelho Joanino
siríaca àe hinós crisrãos, intitulada, não
il; ;; ;iioi"gi"
6e maneira intirna com o õírculo mãis achegado dos dis- DE SALON[ÃO' co-
cíprrlos. Não o porlcmos cstcreotipar a um estilo únit'o sem {lasra,",tcìmpropriedacle, ODES
áï párte final clo primeiro ou da primeira
clé lingt,lgern. Os mesmos elementos ^poéticosque aPa- ì;;ï.^;:;ã;r"
üo segunclo século'
recer,r'iroi- clisctu-sosque rcgistram os Sin<'rticosrecorrem 1,arte
é
tambem nos cliscursosconticlos no Evangelllo .|oanino' (32) De tôclas, porém, a mais-imPortante questão l-qt'
diz resneito à'figura do própriò Cristo'
Concorclam os Sinriticos e Joiro em atribuir-Lhe a expres- . {ett;ttta-nos
são caractcrística: "Em verdacle (literalmente, Amém), ett ì;;;';;'-à õ?i'ro pintàdo^ pelos sinóticos? João está
J
vos digo", exceto grÌe em
-[oão "Amém" é sempre repe-
o -
em Plena consonl ìncia-com os Sinóticos em retratanoo a
Filho de Deus' Se o pro-
tido. E mesmo nos Sinóticos encontramos, vez e outra, Jesui como sendo o Messias, o
pósito que o assrstiu em escrev€r o Evangelho. foi o levar
fraseologil inteiramente joanina' Em J9ã9 o Senhor Jesus
freqüenãemente fala do Fai como "AquÇl1eQue me enviou"; osleitoresacrer,l..,efe,u,Cristoeriìo-NÍessi:rs'oFilho
então Po-
a niesmu frase aparecc em N{c 9:37: "Aquêle que Me re- de Deus, conforme nollo afirma (.)oão 20:31)'
que. escre-
cebe, recebe nãó a NÍim, mas Aqtrêle Que N{" enviou" ã"rrro, assinalar que NÍarcos introcluz a narratit'a
de
(Cf. N{t l0:40; Lc 9:48), palavras quase idênticas às que veu em têrmos similares: "O comêço do evangelho
cÌc Deus" (Mc t:l)' l)e lato'
encontramos em loã"o 12:44; 13:20.- Ainda mais im_Pres- fesus o NÍessias,o Filho
cliferença esse"ciat subsiste èm matéria de Cris-
siva é u pottage- constituícla por X{t lI 27 e Lc 10:22 nenhuma
Sinóticos' Concebe a Jesus
"'fuclo rne tol- entregue por N{eu Pai. E ningucm co- ,^"l"gi; JoãL e os três
""tre o ptã-.*it'ente Verbo de D'eus' o- agente do
rrhece o Filho senão o Pài, nem conhece alguem o Pai, como sendo
na redenção; não
Eterno Pai na criação, na revelação e
(.ìl)--cf.C.lì.
' Burncv - TIfE POETRY OF OUR LORD [A it ..rruttu, pore-,' a clivinclacle ém detrimento da huma-
t'orìTicr\ Dii Nosso SENHORI (1925). "
76 ilIctccc Conf iança o l{ôuo Testanento ? Os Eaangelhos 77

rricladc. Assim é que cleclara que Jesus se ressentiu cle rar abertarnente se era ou não o N'Íessias(.foão l0:2'1).
cansa.çona caminhada atravcs cla Samaria (Joiro 4:6); cho- O clelradcilo sobrevivente daqueles qlle maìs tlc
lou junto ao túmuÌo cle L:izaro (ll:35); pacleceu sêde perto privaram do convívio com Jesús durante Seu minis-
qu:rnclo na cruz (19:28). Ìlm verclarle,esfor(a-seo Evan- tério terreno refletiu rlemorada e profunclamente a respeito
gelista em refutar a r,ersão então correrìte de que a natu- de tudo que vira e ouvira. N{trito que no passado se lÌre
reza humana de .|esusera merÍÌ aprìrôncia,lon-qede real; afigurara obscuro com o decurso do tempo se lhe fêz mais
cssíÌiÌ razão porrltre insjste êle, rle lorma tão meridiana, cm claro à m,ente.
que "o Vcrbo se [ôr. carne" (.foiro l:14) e afirma, em
tôrmos tiro solenes,com a autoricladetla testemunlÌaocular, 'O qtte outrola mal clivisava colno Pontos
qtrc nacÌa Ìrorrvc cÌe ìrreal quanto :.\ morte cÌe Cristo na Agoia corno estrêlas passei a contenÌPlar,
crlÌz (I9:30-35). E as enunciei, mirificas e linclas,
É verdade que neste livangçelho obüemos da revelaçiro Neste glorioso Evangelho qtÌe compilci"(31).
própria cÌe .|esus inpressão cliferente da que oferecem os Na velÌrice, milis clo que nunca, bcm comprcerlcÌia ôìe
Sinóticos. Nestes,o Íato cle que e .|csuso N{essiasprimeiro que, embora as concliçõescle vicla cla I'alestina qtre.Ìravirrm
o rliscernem os cliscípulospar"a conì o fim do ministório cbnstituido o ambiente em que se ex,ercerao rlrinistóricr
rla Clalilcia, crn Cesar-eiac1el-eÌipe, e Jesus lhes clá ordens de Jesus antes de 30 A.D. eram ultrapassltclltsliìi'nt rle
exprcssascle nito clivuÌgi'r-lo; aclcmais, é sòmente a partir possível restattração, êsse ministério, - em vcrtlacÌc tocÌo
cle cntiro eLìc cor'ìÌeca Êle a Í'alar acôrca da uirixi'ro ò dec.rrso cla vicla que .fesus Passara sôbre a tcrra - se
iminente lifarc. B:27s). Em João, entretanto, reconhe- revestia de eterna válitlade. Na vida <lc Jesus se sinteti-
ccm-Lhc outl'os a clienid:rcÌc rnessiânica e Êle ilìesÌÌÌo 'tava e atingia perfeita cxpressão tôcla a vercÌaclede Deus
rrurnifcstecorrscii.nr ir rlcsst tl iqrridlrtlelrem cetlo no nrirrir. iamais comúnicãcla ao lìoÌÌìem; nÊle, em Llma vicla humaua
1i1irr t' 1lt,rrllrrr;r il rìc(('s\i(llrrletÌtr lrrrilrrilr nìoì le lcrtr lin- ieal, ao munclo se comunicarA o Logrls eterno, a exllressito
gLìagenìurÌì tlÌrìto velurla, c vclclaclc) (lLl:ìseclesclco início própria de Deus. NIas, se assim o era, entãro a vicla e ir
clc Srrasutivirlrrclcs.O IÌr,rrngelista, natrrralmente,que Ìravia òbrà cle Jesus nãro poderiam úer relevância merarnente
Int'rlit;rrlorlru rntc ntrritos rfno\ quaÌÌto a signifirìrçio tlos local, nacional ou temporária. Daí, por volta clo fim d<r
lÌlos e rÌuspirllrvr:rscÌcJcsus,aprencleraa apreciar ete mesnìo primeiro século entregou-se iì tarefa rle contar a estórie
os cstrigiosprimeiros do ministerio ;ì luz rla consumação ilo Evangelho cle forma tal cltte sua eterna verclade se
íinaÌ. Alcm cÌisso,enquanto bcn pocleria Jesus recusar-se pudesse ip.etetrtar :r homens é mulhere: Íltre bcnr portr:o
l propalar altertamente a própria messianicladen:ì atmos- Íamiliarizàdos estavam com a sittta(:ãooriginal tl,osevctrtos
fera revolucionári:r da GaÌiÌcia(33),s11 .|erusalém segmelì- da salvação. O mundo helenistrt tÌc scrt tclÌìPo 1l'ctisltva
tos havia cla população a quem se impunha mais direto de ouvir conta(la a nìensagcìtÌìl'cgctìel'atlot':rctn Iornrlt tal
confrorìto conÌ as elevadas arrogaçõesqr;c Íazia, emboru que, Iôssem jrrtlcus ou getttio.s.ltttclcsscmser levaclos a
lneslÌìo aí apenas trôs ou qrÌatro nÌescsuntcs de Sua morte
cr'er ern Jesus Cristo como sendo o NÍessias,o FilÌro cle
aincla lavrassea qucixa cle que não lhes queria Êle rlecÌa- Deus, e dessarte,atravós tlÊÌe, receber vicla eternrÌ. Elìtrc-
6.ffi Ììavcn- JESUS r\ND THE GoSPtrL OÌì I,OVE tanto, não cecleria ôle :ì tentação de reinterpretar o CÌis-
UESUS E O IìV'\NGELIIO DO A-\IORj (1931),p.216. tianismo ern têrmos clo pensamento contemporâneo de
O s c apí t r r los \ r li c VI I I c le s s ao b r a d o D r . R a v e n s ã o r n c r e -
ccclores de cuidacloso esturlo ern relação aos problcmas do (31) R o ber t Ì lr ou, nig - A l) E, {TI { I N THE DESERT. I Uì I . \
Q uar t o Ev angelho. N ÍORTE NO DESERTO ] .
Llcrecc Cortfìonc'a o Nôuo Testantento? Os Euangellrcs 7!)

sorte a destituí-lo de sua unicidade essencial. É o evan- "Talvez nos clêem os Sin<'rtic<tsaÌgo qtle ntltis scr
gelho eternamente verdacleiro; contuclo, e êle a estória aproxinra da p,erfeita fotografia; João nos oferece o rn:ris
cle eventos que aconteceram no palco da história uma vez perfeito retrato. . . :Ì mente do próprio Jesus e o que o
p.or tôclas. Não clivorcia .|oão a estória clo contexto pales- Ouarto Evangelho revelou, llìas. . . a princípio não f<lr:rm
tino no propósito cle salientar-lhe a aplicação universal. os discípulos capazes de altreenclô-lir,em Parte em tazão
No centro clessanarrativa se preserva fielm,cnte a procla- da originalidacle cle que sc rcvestia, em Ì)arte em vista
mação apostólica original(35). clas associaçõesrelativas à terminoÌogia em que tinlìa o
Alcançou ôÌe s 21y6? Em que pesem as dificulclacles Senhor necessàriamente de expressÍìr-se. Repitam-nos,
qtre aÌguns_estudiosostôm senticÌo, em toclos os tempos, portanto, os Sin<iticos,tão Ìiterultncnt'e quanto lhes fôr
a rnuioria darltrel,esqrre lêem os EvanseÌhos não se iem possível as próprias palavras que Êle pronrtnciou; m:Ìs
aperccbiclo de qualquer cliscrepância fundamental entre nos afine Joiro os ouvitlos l)aÌ'a que os hajamos de
C.,:1" Qtre fala e âge no Quarro Evangelho e Aquêlc ouvir" (37).
I
Oue fala e ag,enos Sinirticos. Pelo contráiio, muitos tôm É cviclente que o alvo qtte se propôs João foi alcan-
gctrtios
testificado que João os conduz a apreciação até mais çaclo não alrcnaf por pltrte tlc leitclres jtttictls e
1;rofunda e mais íntirna cÌa mente rÌê Crisio clo que o do munclo lelenista do fitral rlo Prirncir'o sccìrlo cla erlt
fazem os outros três. Os membros da Lisa Ìnclristrial cristã mrìs por parte cle geração :tptis ucra{'it<latc Íìossos
Cristã, organizaçiro que rem por fim teiiemrinhar clo clias. Aprescntaird.o-nosa .festrscotÌìo o perlcito rcvelutlor
evangelho à gente clura de Skidror,r', no centro da área tle f)eu!, a encat'nação tlo iÌllìoÌ', a exilressito claqtrel;r
conhecida corno "I-oop" ("Volta", "Laço" ou ,,Círculo") vicla que tem sitlo sernpl'e a luz tlos ltontens, muitos siro
na cidade de Chicago, o antro dos criminosos, confessam aquêl,es a queÌÌì essa narrlttiva fala ao coraÇiio com o
(.lrÌeem sua obra têm arhetlo ílrÌe o ÌlvangeÌho cle teitemunho tluc se atttentica cle si lììesmo, a carlcterizar
foão
c o melhor prìra tratar co'r taif indivícÌ'aliclaclesrucies e a verclacleetèrna, constfiìIìgenclo-osa enclossara alirma-
emltcrlerniclas. Os têrmos cliretos e ineqrrír'ocos de qrre çiro claquelesque, primeiros, tleran a 1tírblico as expres-
sc ser\ÌccrÌì tÌ'iìtrÌrììcnto(Ìo Pcr:arloc cla srliuçiro de algrrma sivas palavt'as tlo evangelista: "saÌtemos qlle seu testemlr-
lotrtt:r t:rrlanrno espírito e infunclem convicção ató nlesmo nho é verclarleiro".
Íìos mais renitentes, erìquanto que o apêlo clireto que
rlirige alcança resposta cm grau que não o conseguem
os clemais (36). Ouçamos, aincla, rìm testemunho oriundo
de fonte muitíssimo diferente, parecer do finaclo Arce-
bispo William Temple, teólogo, fiÌósofo e estadista:

(35) Êstefato assinala-o


bcm o professorC.H. Do<lcl
na obra THE
INTERPRETATION OF' THE FOURTH GOSPEL [A
rNTErìPRETAÇÃODO QUARTO EVANGELHOI (1953),
a mais irnportantc obra nessc canìpo c1eestudos a aparecei
l l o r u l n a g e ra ç ã o .
( 36) A.I{ . C h i rg u ' i n - T IIIÌ B IB LE IN \\TOR LD E V A N -
Í4LI!U [A BÍBLrA NA EVANGELTZAÇLODO (37) IìtrADINGS TN ST.JOHN'S GOSPEL ILEITURAS NO
I{UNDOI (1954),p.113. IivANGlìLr{O l)r.r loÃol ( 1910), p.xvi, xxxii.
Cnr,írrrro V

OS AIILAGRES DOS EVANGELHOS

Antes de encerrar o exam,e clos Evangelhos talvez


devêssemosclizer algo em referência às estórias de cunho
rniracular que nêles sc nrÌr'râlÌì. Quern quer que se pro-
ponha a responcler à interrogativa que constitui o título
clesta obra cleve de leconhecer que, para muitos leitores,
são precisamente essas estórias miraculares que apresen-
tÍìnÌ
ÍÌ prìncipal diliculdade à aceitação da trtccligìriclacle
dos documentos néo-testalÌÌentários. Até cert<_r pon-to pro-
cede o clizer-se que a credibiÌidacle clessascsróriis e
tnatcria de evrdêncrahistórrca. Se as relataur :Ìutores que,
enì outras bases, se podem eviclênciar como clignos-de
con{iança, então são elas creclor.asde peÌo ,netró:; séria
atenção por parte do historiaclor, Há na literatura
universal rnuitos e cliferentes tipos de estórias miraculares;
os Evangelhos, porérn, não nos pedern crciamos que
Jesus
Iêz mover-se o soÌ do ocidente para o oriente cèrtJ dir,
ou algo semelhante; rìenì mesnÌo Lhe atribuem monstruo-
siclacles tais como aquelas que se nos cleparam nos
Evangelhos apócrifos clo sécuÌr_r scguncl,o. Em geral, estão
"afinados", isto é, são exatanÌelÌre a espécie clã atos que
se poderiam esperar de Pessoa tal corìo os l,vangelÍros
pintam a Jesus. Como jli verificarÌÌos, lÌcrÌì nÌesrÌìo nas
porções mais antigas clo ìivangelho dcscobrimos um
Jesus não r,evestido do sôbrcuatural, nem nos devemos
surprcender se se Lhc atribuem ato sôbrenaturais. Se
tle início rejeitxp65 a noçiro de um Jesus sobrenatural,
então Lhe haveremos rlc rcjeitar também os milagres; se,
IroÌ- outro lado, aceitiÌlÌìoso retrato que Lhe pìntam os
EvangeÌhos, cleixariro os rnilasres de ser insuper:ivel pedra
de tropêço.
,\l Ìlerece Conlianç'a o \róuo T'e.çlrtmentct
? ,çì
Os Alilagrcs dos Euangelhos

Sem dúvida, serlÌ o historiador mais rigoroso no devem de scr vistos à ltrz cle Sua Pessoa. É, portanto, de
cxanÌe a g_u-ercjeirará a e'iclência rluundo sã trata cle
todo irrelevante o empenho ern demonstrar que, r'isuaÌi-
rnilagres.,
Vur, se a eviclênciafôr reálmente proceclente, zados como inconteste rnatéria cle {ato, não são muitos
a irá êle rejeitar, em bases meraÌÌÌenr,eafriorísticas.
1ão. dêssesmilagres, à luz da ciônt:ia moclerna, tiro "irnpossí-
Assim é r1ue, em obra
Jgcente que tríìta cla vida clc Jesus veis", afinal. Por mais interessanteque se Ì)ossaafipçurar
do ângulo puramelìte histórico, dit a r,esl)eitocla n"rrrra-
a reformulação dos textos clas narrativas cle curas erÌì
tiva da ressuscitaçãro cle Lázaro, conticla ncl <.apítulo XI têrmos cle cura pela fé ou psicoterapia, tal proceder não
clo Evangelho Joanino, que aceita corno rclato de teste-
nos assistirá na apreciação clo alto sentido de qÌre se
munha ocular, o prolessor ,,\. T. OÌrnstead, rlestacarÌo revestem no reÌato do EvangeÌho. Pregador e escritor
conhecedor da história do Oriente A'tiÍro: ,Couro
se cl:i dos mais populares focalizou, em magistral série de estu-
corÌÌ tantas narrativas encontraclas enÌ lìDssas rneihores dos, em perspectiva puralnente psicológica, a vários clos
lontes, o historiador pocle apelìas i.elteti-Ìa, serÌì apeiar milagres, scm conseguir despertar semPre convicção, colro
para explicações psicoÌógicò ou cl,e q.,"iq.,.r. quando, por exetnplo, atribui o problema do homem
_d^._
ourra espécie" (JESUS !"lll"
IN THE LtcH-I. oI HtsTORy possuído por unÌa lcgião cle clemôrtios(l) ito tli:t terrivel
IJESUS Ã LUZ DA HISTóRIA], p.206). Isso poclc não
satisfazerao fisico ou ao psicólog.o;bern ente.üiclo, nã.r (I ) Ver as exceletrtes tlo profcssorA. R. Short
considcrações
satisfaz nenÌ mesmo ao tcólogo. ÀIostru, poterÌì, que o enr tôrtro da questãodc possessão nas obras tr{O-
dentottíaca
DERN DISCOVERY AND THE BIBLE tAS DÉSCO-
rÌÌétodo histórico se ressente cle iinritações, exatairente
BERTAS \{ODERÌ{AS E A BÍBLIAI (I. V. F., 1943),
corno solre de Ìimitaçõcs o lÌÌcto(Ìo cicirtriico rrn gcral, p. 89s.; THE RIBLtr AND tr'tODERN MEDICINE t.A.
quanclo se tÌelr'onta corn lcrrtrrnenosúrr.iros BÍRLiA E A I{EDICINA trÍODERNAI (1953),p. 109s.
llela 1rúpril
natureza. Ern refcrência ìr estória c1a l-egião, ponto de interêsse,
inda rlue nreuos importante clo que a cura r1o ettclemoninharlo
Verclaclee que sc poclem cstuclar as estrilias tniracuÌa_
ou a clestruição rlos suittos, porquanto ilustra o perigo de
res dos Ilvarrgelhos enì tôrnos cla Crítrca da l'ornra; tecer crítica a afirrnações rlos Evangclhos em bases destituí-
podcnr-sc corììparar conì estórias de rnaravilhas similares rlas de plcno conhecitnettto, é o que clìz resDeìto ao llome
ÌÌa literatur' oLl lÌo fcllclorc e não poucas inlerências rlo lrtqar onde se rea'lizou êsse evettto. Segurtclo os melltoros
t c x t o s , \ f a t c us o r l e r to n r i n a"a r e g i ã o cl o s Ga d zr r e tto s" ( vi i i :2 8 ) :
inteÌ'essiìntes se poclem cxtrair de cxanÌe cornParutivo
I f a r c o s " n r e q ìã o cl o s Ge r a se r to s" ( v :1 ) e L ttca s. p r o và ve l -
dessa 1\Ías, cssa metoclologirì Ìevar.á a m e l ì t e , " a r e g i ã o tl o s Ge r scse r to s" ( vi i i :2 6 ) . T. H . Tïu xl e r ',
'rclern. 'ãcl 'os
t.oncÌusões segurus (luarrto ao car.itãr' hrstririco dos rnila- e n r s r l a o h r a ESS.A,YS IÌPON SOIfÌì C ON TR O\r l l R STAL
gres clo EvangeÌho, nem explicará o seÌÌtido clue êsses O I T E S T I O NS IEN S {TOS TÌììT,ATT\TOS \ C IÌR TAS
C ON TR OYIR S.\Sl ( 1 8 9 2 ) , r l cr r largas à
rnilagres têm no (ontexto da vicla e cra utiyj,Ìucle clc QUESTÕES
n r o r r l a c i r l a r ' l eco n r r i r l i cr r l :tr ìzl r :r o r l i ssé i a r l o s n o r co s a co r r cr
Jesus. n a c l a n , c n o s cl c se te n r i l l r a s cr r tr c Gír tl a r a e o N fa r d a Ga l i l é i a .
Nosso inter'êsscplim:irio em reÌação aos rnilagres clo atravc-cs:rnrlocle canrinlro o caudaloso rio Yarntuk. A mais
Evangelho cÌeveria tle ser não o de defendê-los, rnas o tle conlrecicla localirlarle coÌlì o nome cle Gerasa era uma alcleitt
helênica, a cêrca 11e rluarenta milhas ao suleste do lago (a
enterrclê-los. E qrranrlo houvermos aprencliclo a Íazê-lo,
moclerna ,Icrash tta Trattsjortlânia) ; mas a Gerasa <le Ì\{arcos
Ira'erernosrle (ÌÌle a defesa cuirlará clc si mesma. sohrevivc cln ÌÌolllc tta rrtotlertra vila de Kersa, na praia orien-
'e.iliclìÌ
O cerÌtro do Evangelho O designativo "Gergesetros" cle Lucas betn
é o pr,óprio Cristo; os miìagres tal do lago.
pode rcDresetttar cout acuracidade maior o norne antigo tìo
,\'/ XIct'r:cc Conf iartçtt o Ì{rjuo Testarnento? 85
Os trÍilaercs rlos Lurtngclltrts

rlrrtuclo, na infância, prcsencìiaraa cena trrigica cle nma


C)utr-osar Ìranr (iuc :ìs pr rillrils trtttot'iclatlesluclaicas Iize-
lceido cÌe soldad.s cle Herodes a massacrar aã crianças de ranì conì (luc o corl)o tlc.[csrrs lôsse lertrovitlo plrra Ìocal
Ììelem, ou cena similar. Se êssetipo cle argumento cônduz cliferente,l)ara (lue niro vicssc i'lc ou o túnrtrlo a tolnar-se
:rluuc', q,e cloutru bortc aceitaria o" relato biblico, foco ou ccntro cle veneruçiro c r rrrrsrrrlc rrltctiot'es clifi-
a nêle cler cle fatr, rtarll hú 'ão
c1rr,e
contestar. Talvcz estcjam culdades. Otr, eutão, é qÌlc os tlis<ílrrrlos to(Ìos, scrÌÌ
atc clispostas a adrnitir as- cst<ir.iascle ressurreiçãode exceção, se fizeram vitinras rÌc totlÌl alrrt'inrr(-ã<lou
lnoltos. pois qrre. caSosSe rellrllrrr tle 'forarn
llessoasqtre passaram por aÌguma expcriônt iu brrstante estraÍìÌìa,
Qiì(las como teclllcanÌente ilìortas
Por aÌguns rninutos e, pr,ripria cla percepção extra-sensriria: (A itlcia rle quc
cntão, recobraram a vicla. forjaram premeclitaclamcntca cstriri:r tôrla, corn muitrr
co'siclerações clue tais bem podem to'rar mais fiicil proprieclade, niro mais ar.'cnturn,haveudo-u por lncliscutí-
para ccrtas Pes\oas o crer na ressuscitaçãoda fiÌha clc vel impossibilidacle moral c 1-rsicolrieica). NIas, r lcal
J.ir-r*. ììlfsllÌo rlo jol'c'r rle Naim; entrLtanto, clificil sc interpretação, aqueÌa qrìe rneÌÌror cxplica os elernentos
lhes faz o,just,e ao caso cÌc Llizaro, qlle houve'a scpuÌ- todos, bem como a percrÌe seqücla, ó a cle que :Ì ressurrei-
tttÌ'a [)or c1u:rti'orlias. [, êssesc:tsos^cle ressuscitaçl-rodc ção corprrireacle.fesusCristo
([el]trc os trìoltos loi rtttr llttcr
m,l l,r nos Ír'r,/('nìlr rncrrteo real e objetivo(2).
1rrincilral rl's nrilrrgrei rodo,
tlo Ivrrrrgellro, lr Rcsrrrr.reicìorlo irrórrrio Scrriior Icsus.
'ie Ouanto a l)ormenol'es tÌe ten-Ìl)o e ÌrtQltr, ( el'tas
Desde os 1rrriplios 1rr.írnór rlios rcntirtivas ti.rrr sido iras tlifictrlclaclesbem conheciclltsSur-genìclttlttrdocrltllrtlntlttrttts
cle racionalizar ou clesbancar cle toclo a estririir cl:r Res- tìS cliversas narrativas tìas :tlrltrit-õrcsllri:;-t'Cs.ttt'rC( lolllÌts.
strIrei(io. ( ()lÌìo () rrt(''tiÌo srrlrirrrro Algumas se poclcriam solver ltcm nlltis IiiciÌtnctltc, se
l)ol ì)rute tlos lrrinr iplris
sacerdotesclo clestacarnentocla euárda'clo Templo en'car- puclessemosrécoustitttir a forma origitlal cla llorcil.o Íitral
r.certlo rlc r igirr o. scPrrlr.r. rle-Cr.isto (li\sc\se: iÌe NIarc,rs. Como o atesta a evitlêncilt tcxtrtal, ent tlltta
"Vicnrnr os rlisrílirrlos clêÌe rlrrrante a nirite 1,0r. ,1,,ã
'o
e {uftarar', bcm remclta se potle haver lrcrcliclo a últillllt lllrrte tlisse
cst-iìr(lonris , tl,rrnir." (N,Íat. ZB:I3). Essa Ioi apenes a Evangelho, de sòrte que ÍìgorrÌ se liucla, de abrupta, em
prir'cir-lr rlc r'rri[.s tcntativas cle oferecer explicação l6:8.- (Os versículosclue se segtÌenìcm lìossasRíblias siro
r:rci',:rl rÌ. Ilrto clu Ressurreição. Há qrÌcm apênclice posterior). N'íus,apirs har.'ermosenlprestacÌotôtÌa
sustente a opinião de que Jesus não morrera -.r-à cle lato. cõnsicleraçãorì clificultlatle cle harmoniz:tr essasnarrativas
(ìeorgc tôclas,aincla nos tlch'otttamos corìl tllÌla illeclrrtir,'el llartela
_N[ooreíeriu ôste temã, com farta imaginação, no
livro THI] I]ROOK KERTTH lO RTBEIRO'knrtrTHt: rle fatos histtlricos, a saltcr: (lr) o t tittttrÌo cstilvlÌ real-
ìcn<l'-o, lrorénr, concluímos q,è sittraçiro q'c tal rÌìcnte vazio; (b) o Senlìof íìl)lìl'tì( t:tt lt r"lit i:ìs l)í'ssolìse
tcfliÌ qrìe corì o surto histrjrico clo cristianismo. "na',i
Há sruÌ)os de cliscí1>ttlos nlt .ftrtlcilt ltssittt <rlttttl nlr (ialilcia;
'er a pressul)osiçiro -as
gl,9Ìl Ír\,ente de que as mulhr.rcs se (c) atrtoriclaclcsjtrtllit lts rtio Iot trttt ( 1ìÌ)lìrcstÌt: llltlvar
di'igirar', lavra'cÌò em ôvidént,e c,gairo, a outro sepulcro. coilo rlestituítla clc Ittrrtì;ttttcÌìtolì ltíit'trtacitotlos cliscílltrlos
cle oue Ê1e ressttscitltt':t tlos ÌÌìortos.
'QLranrlo,
Irrg.ar, <1e vez (ruc oríge,e s rcvela co'hecirne'to cle urra ci- cêrca clc <itrtliicttta clias zrltós a Crucilica-
clarle conr o rorÌre tle (ìcrgesa junto ao l,ago cla Galiléia. A
cÌ,la tlc. ,ic- í ì á, lar a, er Ì t r et ar Ì t o, pos s uí a c é r t o t c r r i t r i r i , e i r r
çho, deram os discíprrlos início r\ 1;ública 1troclauraçãr-r
ïolta de Nc|sa, íÌ1. lnodo que o clistrito e t_rsporcos se po_ (2) s t cslõt ':t le t t r or lot t r : t isc rt o l ì s t ) c i Ì Ì i l ì t l l l c 1 r)s i ) 1 1 , ì
Tratci cl essaclt
clianr, conr muita propriedàde, clesignar tambéìrr cle Gaãa-
re110s.
obra TÌ{ Fl Sl'RI ì . '\ I ) l\ ( ì I ì L\ }I Ì Ì l: \ L- li \ , \ L\ ; \ : \ l- , '\ S-
1-R .\Iì-S Iì1, p. 59s.
87
Os lÍilagrcs do'r Ettartgelltot
,tó Merece Confiança o Nôuo Testamento?
niro Pltrocinou o Sinedrio
I: se indagarmos, Por tluc a resposta' sem
princillal mais .orluinã*tt ïo qÏe
rlo llvangelho, invocalarn como argumetito.
ì,;;";,';l;'ãti.tri,i.as
,ì;"Ï;"r-;
afirm-ações
"que
lrrzirm
lãio a. haver Êlé resiuscitaclo dos
,em
a rcspeito
mortos. ,; sí"jlilr".'-ïf
;!,Ìffi
'ersão
,t'*'lï:] J3ÏJi".;:
i lustres magrstra(tot^n':^:"::-"..i1-
^e,ssa'
.'r"ì
.iversa s hi pó-
"Nós O contemplamos vivo", sustentavam êles' Paulo ( om l)es:ìr,..reJ" i r"clo
cìc tcr cxaminatlrl c. a afigu-
sumário cla evidência que ôle Ïe.cebcríì:"".' Por''esta'
.i;; Próprio rcses encantaclorasì;"ìtï"tt5-oúg:ittimprovável'
:ros ttozc; (lePols
aDareceua Cclas (isto c' Pedro)' então rar-se-lhesclentre tôclas
:r nìenos
;5;;il;, ì.-íÀ" ì"', u mais cle quinhentos irrnãos' dos o:- cristãos' ptit::'r1:",t "
('tl':, l\Ias, embora proclamasst*
;üì;';";;io.i" i,.'*rÌnece'te agóra., "-"..10.,*:o" ressrtrrcição cle crïsià- to-o
c\€nto histt.rricô' tinha-lhes
a CnrciLca<r-ro);.1]:tt,:t:ï.llttt t-'-q-lllt:"U"
quase vinte e cinco anos após muis clo qtq tTtto
(StY-.irmiro); ôsse tato rÌìars, ;;i;"- rla
dormiram iá; a segurr aPareceu-a T'iego- tic tuclo I gra'ncle clernonsúação
15.j5-?)' histtirico. n," "constitrtiu Nlessias; pro-
;;#';;; . (I. c.or'
'"po""r"i toclos"' . IJlg"' 1," "tiììtt
xlessianiclaclecÌe ï;;ìttl.-
Não^O
,rà,u o fatô tle que nas relerên
cão ttão
à Ressurrer-
cias piLb-l-icas
" invoc:trlni o tcstemulllro tlas tnulheres que loram' ;";"ììì;
tt::,:;ïl: n,i:,iï:,ÍïI';,"Ïïl'1",l[ïi
ãïrïï",'.ïììtìt".iru, 1't'So". a tltegar
ao selrttlcro; tetirt
ïli;ï":'i{:;r,yr;,^,\l;',ì
:J:,;;:?ï;iï'ï:: "l:.ï,1,Ì,"'o'
siclo muito fi'rcil o l.tplitutt
visões cle^mullteles
"Ora' iabernos
esPalhrt[atosas!"
qu:rÌ o valor
:;ï,;;ì;l:.:r;íl;nnì;ì;;ï:f
i';Ï,"rïï,r,-l;'i,lÏiiJ
;;; ;ãttt "s
"
ì:"J,ï':".'ff"Ë:.'1ï:, i'::X$fi1i
;]
"fÏ;;'rt-ã
a púbÌica pro-
O fato incontestlivel, lloróm' c que
.tamaçaã- Ae Cristo como 1'elsstll'Ì'cto Portalrto' lnìe-
e-'
cle Deus' cÍìtlsotl
corÌÌo
".*
R cssrrtrerçao ([( \ , t 15t r " "" ' _- : ^_, ^
lÌ'Icro- e!ento
"':#ï"Ël
s) , histórta;
da hist ór ia: t eÍ n
evidencialmente o NÍcssiase FiÌho taçiro tlo pocler cle Deus crente'
trr polrrthÇ1ìo tlng-1^^11*o Porquanto
àt;ì; ; lr;nì..,n..l" impressã, liet-osolirnit:t'
('lÌì ela sisnificoçatt1'ã'"'ú-p"" -festts clentre
tanto aisiln (lue as 1,,,t,,r
^ i,llrrles i.t ertlotlti: tlCtttrtl que re-ssuscitotta
o rncilt,, llotler ''1131ìrlìo garan-
rìriisticas meditlas no ti": L'h! são scstridores'
Douco se viam forçadas a tomar. o:,inìol'tos ()PCrltttt'qtttftt sôbre"o clomínio clo
cont.clo' ttito
#Ë;;" .ì" ;;;.; 'tït*'""'o' nrovimcnto'
o nascente tirrtlo-llrestto t''uàï'"tìlit'ti"tìr,,oÌuto
";;tt:t;"; na
não Ìrouvesse tle ht]t]11"t o pocler cle Deus
lograram êxito' Sã, -i;;;9 f.esrrs maÌ. l'ara. que t'ë":it* ) nossa
tlut
'lltt' Itavcria sido fácil clevemos visúlizii-lo em
[a[o ressut'gido, ;;t Disptr- Ressurreição ut (lllc olÍÌ\a Paulo
I rltzão l)or
prover sufici'entet i'era ,tlemonstrri-lo'
lttt ori- pttiptilt cxpctiIrrcilt' Essa Cristo e "o pocler
"uia""ti" itrrcrê'sc tlls
nharrr clo nccessárittpotler c cÌ'iì tlo lhes qrre llrc ta"c ooìio ";;;;
t.ttÌtct-cr'a
clacles romanas o'" 'ã"ttãt lttet tôcla
ajuila' (Filip' 3: l0)'
o -Nir9.
lot'lìlizar e cle Stra rcssttrreiçiro"
i.i siclo clìficulclacle insuuerái'el tï''::ttt"lo
iãããtia se esta(ÌceÌ'acomo deplor'ár'el hurnanos
'tr,r.er
a 1lúblico-o io'1'o tÌc |esus'' l't'tt
do intcri'ssc clo lesrts na crrtz uodiaur o:
irnPossibilicÌaclecle [azê-kr, obtcr rlc insipiô'<ia ; ï;"qt;;t"'-11t:".:t' tãnt!*ptumos o'i\ladeiro
sincclrio exibí-lo àri-i"
se lhc dela' O fato ollros lrcrcebcr' Qtrantl'r' l'o',t^T'
evidência irretorquível clo lim que icmos--em Cristo crtrci[icad-o'c
*,.riã,, r.ei.u'".t,, .- conrriirio à posição ì luz tlr Rcssrtieitlr"' to-ttte dessamanerÍa
ã;;;;;*pii',r"iro'
Ítrrt:rclo o coÌ'Po poder s"t ..ìo;rt;tì; Dcus' Ì-,: as estórias
.tìria u tl".1.,. haviam os cliscípulos " " cm molcles aclequaclos
qut o Sineclrio não tinha corrhe- quc poclemu' ui*"ì;'41'
simplesment" a"*átl"i" DIAI
qrre tarìto D-\Y to TERCT'IRO
.'i*ã;; ;i" fim que tiveia' Importa lembrar (JT Ì-'n - 'lHL l'IÌlRD
seus c,l?]l:.il::: t-:'""'-
i,,,t,, .t apóst,loi qtranto Para. - ì'eSstÌÌ-r'eì(-1Ì() .':. coÌ'ì)()'
d()
(1915),P'89'
i.ìr,,,r ,iq'iticar ,, a1têr'rsut'a crliSa
'$'/
Os Alitagrcs drts Ettangelltttç
t \ l ( ' t ' ( ' ( . C o n f i a ttç a o Ì' Jó tto T e s ta mento ?
qtr:rl a eviclôrlcillitttlc-
Se plosscettirmosc inclllgatnros
o Potler de Deus' cri'stiro' quc se .pode in'oc'rtr^cttr
rrrirrrrrrlurcsclosl,vangclhos' Sc Cristo c rr",-r,i."rtl.l,-ir:ìãa. crttrho qtrc ():i
obstltcttlo à fé' se it-tlt"g'"' tl,s E'anseÌhós' .r'eliIicarernos
;:;;;i',, .rr^ esti,riìs,'- lánge clc ser ïì",ì;',ìt;
aniì gii i tl:rclc
era escriLorcs niro-cristircìì-"a"
rìr()stÌrtmnatttlais l'-'tn'n'iïtis; clAquele QLre 3 rytl:: -que ^t-:.i:l:1"* -
malìrles.taçoes
.i,, il.l.tt encarnzrclo nãrl hri senão esPerar Iesus.rnaisortn-'"'-"t'clenrol'aclàiììelÌtc'ÌÌiio(olìte:iLanìtÌal:ì
veÏenìos' o rlcsigult
tIe ver or mllegÌ'es â1" u1r.,r",16lllilagrcs' fosc{o'.t.t"'ttt'
,1,, Dir irro Pocler. Nossa tnltneit':t conticlastros
cle Cristo' Rcgis- 1ììtt"it"t trìteriores
ìi.1r"na.r,i .1o-.ot .eito que façanros (olìstltu('nì
clc trrútnat.tt*t',
"iiìi"titït tlnbcr. olrse'r'rr.mos
trlrm-nos os rrlrngclltos jtrsllttnettte l)oìquc csrritrs r.bi'it os, .irlrì,, ",111"tt'os
suPremamentc a fcitiqalilÌ' mas t-ìellì 1ìssllÌì
claqïrelepocier qtl: tt revelou atr iÌrtrcttr-I-l1g rniìlrÍrl'cs
os (-al'ne clttancìcl
graciosamente à nos tlias tla Sua
rrrr Ressrtreiçito ,il; ;t' I-r arrgclht' .se põc
"ì.-irriii.ações e rÌcqrìlÌì, tal cotlo 'c tìet"
nessa o a Irosscssão
.iit1iàtiçi. cÌe .toclòs os creutci' Vistas PcrsPectrva' aÌsuns Lhc .,'it"'ìttì^ lÌotlt: .:l.e-}o:í""'
lcr-
plenas dè profunrlo ttf iitttçì, ' (ìue se sen'e o'
tìó
as estórr:ìs revelam licriticrrriae trrnrbiluì'" sc-cttl'' i'.t:tt.,'
" ret'ir t't'ítit' at''iliitt'l""itttì"'at,-seg'.cÌo
-tr".ui"*,
significaclo evangclico' c)s
sel'enÌ otl não vercla- i;rt'"riit it !9
Destarte, a c;uestio quiìnto a- cscrrtlrttlt cttr
-sc lttttìt';t;ti;i"t"
tlc ('r ist<'t
..1-l-'.tltt:'lnt
( orÌìo lrìlos
Evangelhol ttãg se pocle rlcIcri"in rnilagrc.s
ct,eirasas cst<iriasiì; ;il'Àl;t ""t 1r,:iìììïiìì',,t "ó'
histórica' Não
cleciclir puramente ;tt;^^;';"""t cle pesquìsa i;nrrr,,., os .Pokre.t.s. tìe
( . ( ) l Ì Ì ( ì t t e o s l t t t t t i t <j r i t l s e5 tl ì\.1 t1 ìÌ.1 ã ( ) l l ctttl l ttr l i Ìi :tti zl r r l r l s
algum'.Pols qtte lÌ ( oÌ.ìroôrcs r'cs'r;ï"',í; ìr-,iì,i,,'
se exclul esslÌ iìÌ\'estiga{ito,dc moclo o poder ( cvclì t os ( lì 'l( ] r r s llr t ilr t
i' r s lt t lvcr -
tese sunuiria clo clat-rgelho ó t1r'rc
cnr. Jcsìis Cristo crtLi ro os re tl atl ìììì or Ì ì o
histriria humana a fim sl i ti tl scl tl (]ri sti l ni smrlÏ t it O <lt t slt r . lt t . t t l) . ) ì 'clÌ ì clir r 'it la. ( . 5)
e a graça .lc Der.s-f'1ìtt;t"ti ï'l bcm jli, <t s [ ot lt lizlt r t r os' al) r csclì Í anÌ
Ìitrtt'etanto' llodc C )s l tl i l l tqi cs c'lc <t t r a-
rlc constttna.,, ,t'clcáçãotlo nrrtttclo'. at ì r lì is' Os
tais coisas corn tôcla llroballi- t iclulciaclc Ì los t e r Ì ì Ì ) os
o historiilclor cottc:ltti"lttt gcraÌmente 1l ottttt ' :. llìt liiit t g*; . 'ì el"t ivor a t r . t t t r cza"'
muito clistante
liclacle sc tleranl' c, iincla, permanecc ìrssi rn c' anratl .s
t' tli':'res fcitos I inltltttl Neste l)otlto' tlc nroclo Plì1'-
'oï eÌ n'
tlaqucle re5l)ojtíÌ t1uà t'' ",t' "ilo' estaìo elÌÌ orrtrlÌ t"ttt'iàìi"'
se dirigiam' A , , qJt . t t it o sc'i clit acla 1; eÌ a
em- mim .lcrl,ertai naqtrcles a .quem as ti * l ar, nrrn" i rr" .iì t - r ï la"*r
á.r.rtao cla reaÌiclacle ott veracidacle ser' em última
dos fatos qle "
aritrrcÌe,1,.,..,"rr,,,r-t:ü ;;:1.!"*,:i
:#il; ;ì;".;ì;;"s enfeixan tem cle rl.cle o it.tlcr tlc I)eus, e1ìt:Ìo lla ïiï'Ï,T :i,.;':
ato pessoal cle fc - nãrr t : t 'iat ii'os t lr t clos coì Ì ì o
instância, reslloncliclaPOr unÌ 'histriricos mas fc no sttrP rcsa tt" otì'bt ; it aó r eais at os
llão lt li sct lio
" ,tt Se r t ão o t l iì ' e t r t . ão
meramcnte {ó nos eventos como l i or' Ê l e i rl ' tl ttttzttlos'
o pocler pelo qual t'pil."t;i",l
Cristo Que os ,."Iirn.,, fé que aproprie alreÌar
tito procltgtosa e 1,,,r,, ""t"" t c (.i::l
t iì s.i,1lï]i1,.ì'1,ï:ll:'1,,i'ìl;:lJ'1ì:,
l( '. '. t t . ', ', it ': ', : '. ì '. '''; ì ì t ; ;
se or)eraram esses feitos ite nãtureza ,,ï.,i ,, ui t l rl trt i trrtçit o Pol' l) r ì ì
lì ( ) ( t lÌ s( ) t lc st t lt t l'a1Ì slÌ ì lss1ì o'
singülar. oti ' ,' r' ,rt' tt1' çãtltl tì' t 'Ëgist t lt ls
libera do cÌcr''t' rlc ort toi sl t^ti ttct o v lt llt lt '
Esta rcsPosta em fé nito nrls dt t ^. cr 'Ì ì
cotnpreencler ., ;ìg;;ú;ãt esptcial cÌas cliversas estt'rrias ' Ì' otrt(rtnos rt cst r it ir t t Ì r r 1tr r t r sI olt r lt : t t '- ] : ï ] it
:ì luz clo conÌreci- cst or llì e1Ì ì
miracrtÌare, . o" Ë"a*l'l"t t*lu t'-" t : "f it t 'lt ' t kr is cle '] t lir o'
r,i ttl to t' cei stl l rtl a ì "''
aplicar' histórico olr cle
mento total que lhe Possamos
olltïlÌ naturcz?Ì. Êste, cntretanto'
é dever
.ttt:T1'lll'1,1 ? 1\ í\ ìrír,r.rcc -
\ C-llI-SLl\I,Ì:38; II:'1t3'
('()\ f Iì
Ha'
no contexto Pl'ol)no' ,1i'ilrì'laao lrrrpcrad"r
.l;t;; lrrimário c rcr rr q(rcstãotôtl:t
\ Ì / 'r '5!"__

cle todos os milagres' (5) [ s Qrra'lr'-'l]'l"].\(i',ir.,r,iI.\


^ l .tt.e l ,i ,,, H . l :' l \ :J) '
ìì't..'i,,i; pch signiìit"çià do maior ,1rìutt.r cl Ìì l ')J \' l
''
:r l{cssttl'tlciçãocle Cristo'
Í)0 AI er.tce Conf iança o \r óuo Tcstartte
nto ? Os Mìlagre s dos Euangellttts ') |
rrruitos aspectos única, singular,
cntre as estririas mira- essascoisas. Eram sinais cla Era N[essiânica,tltis ( ()Ìììí)
r rrlurcs cr'tìcÌrrs l,va'ielhos. É lroxir;"i';,ì;r;". o os prenunciados pelos profetas do passaclo. f);t rttcstttrt
Íato corno o faz 'os escri"tor (lÌle c natüreza são os úilagres registrados em Atos, pois (lr-rc
_11rto opiniiro cÌe que
;r ásrra niro clcix', momento ,lgunr _tlc também êssessão operaclos enì o Nome cÌc Jestrs e por
,Ìe ser-.i;rrìlrf..rr_,r.nr"
ligrr;r;íìl)clì:rsrttrc.fcsrrs:t fi.z s..vir.(.oÌÌìo Seu poder, transmitidos através dos apóstolos. - Sito "por-
rinrr,,, ent eslrí-
rito rÍe rn('la úríni;rrÌciriì,:to (flre ncctrc () tento1", signif icanclo qrÌe o pocler cle I)'eus acletìtrarÍÌ a
Ìnestr.etre ccri-
mônias, ltern-hurnorarÌo,a cxcl'amar íaceciosarnar_rra,-,.Ct,,
vicla humana; são "os pocleres da era vincloura' (Hb 6:5),
ro, o nrelhor rro r',ntror
'irho
o r.i'rro rÌc Adaàr Ì\{.s, significando que a era vincloura Ìravia crn Cristo invaclicltr
pol' que suanlaste o melhor r,inÌrtr atc usor.a?.,_ a er:Ì presentè. Muitos hottve apenas atrltíclos pelo im-
assirn,
enrfera.ro,g ;p;;i.i;';""ï,,"1""'ìï,r*,'ïil pacto avassa.laclorclôssesfatos portcÌìtosos; otÌtl'os, eÌÌtre-
1'3.;
r'ncompreelsão rlo inciclentc no ser, toclo, bem como cÌo tanto, atingiram clara cornprecnsãotle scu senticlo pro-
( olìte\to tll eslrir'
fundo e, còm Joiro, ptrcleram :rfirrn:tr: "A Palavra se I'cz
.lï,,".ïlï"ï,ïiiïï,,""Íl,l:iÏ;,ì:l?,
riÌra narr,,,i,,, "";""ï,1; carne e tabernaculou entre n,ós; e nós I'he contemplnrno.s
para com tão rìrrícula farsai "Êste fêz a glória" (Joõ" I:14).
cÌossinais ern (ianii cÌ' Galileia e maírif"rro., .J.r,* ioÀo .à-eço
pJprla É assim que os rnilagrcs cle r:rtra eram sinais tla Era
eÌriria" (r'erso-Ì Ì), Prrr. rada rrizer tl. irreÌ.ar-r.iÍ^á"rr" " NÍessiânica, pois quc não estavltestrito cttt Is Íì!:.írs.:"Ilntãrr
en rcÌrr'ã'] íro
" l' . s lt r s ( í r i. ; 3q c s c i (:rs Ìlroì.rrisìr' tÌo Qrlarto ìitr,,"gàrrro, abrir-se-ão ol6bs clos ccq,s e os orr'itl.s tl's s.r'tl6s se
os
'or'çã' c s tìo ;rl rt { l p c ( ì.(,1ys (l 1e
" f esrrs ti clesobstnrirão. Entiro como o veatlo sltltlttli o (ìLle lÌìlìIì-
o ( . ri s Í o ,o Fi i l ro .1 tc ( fo rJ :0::ìÌ) . fi' "..,,;lìr .,.i"
fcl ri " nem clueja e carìtar:i a língua do que nlto lltllt?" Atlctnais, o
cless:rnatrr'eza riro merece essasenfer-
títrrlo rle rucionalização.
1ììesrÌroa clignicÌarÌcrÌ' f n.l"t que se mostrava eficiente ern vctlcer
. euaisquel. que scjam as diÍi- iniclaclesera o mesmo poder cal)iìz cle prevaÌecer sôbre o
a estriria,.ri[ci:nòs rêrriros
eÌÌì (J,,c mal em tôclasas sttas fòrmas; a^autoritlãclepela qual clis-
:"1:l:l:l::,qll:_.1,"*"
.r l r'r r\rÌ.Ì f ,irr. tr t llr', rlrre alg,
clc
r.trrrho,rrri extrrrrlr- sera Cristo ao paralítico: "Ergue-te, toma o tert I'eito e
tl irrir ir . irr'.r.ssi'o- ocorì:cra,erìl (Ìrì{r
rir;rr' .r, ,fiì.ìjr,,f' põe-te :r caminhar" erA a meima autoriclacle..pelaqual
t clr."lrrrlrr;r l)ir.irur (ikiriu no
lIe sirc. cÌissera:"Filho, pertloacloste estão os pcr:ados". A,ope-
"l:tt'Ii'z ração concreta cÌè Seu pocler cle curar ct-a o sinal evidente
[t'sLrscr.r'r'.omôco cÌ's sir-rris',. os rniÌagr..s
rlr.Qrr;rrr' r.r':rrrgc'i,, ,;;ì;,;';í.r;f,ìr,r",ìi"'::r;,ì1,;,,,, cle Sua autoriclade cle pcrdoar (Ì\Ic 2: l0s). I)cssa forma.
t-, ' c llÌ . , oÌ r t Ì ' iÌ s rÌo
:,:? são, em certo sentitlo, toclosos milltgt'cstlc cttra ltarhbolas
l )i i Ì' t.e s N < i ' o J ' è s tl ' rc ri .,,r
pr tr a "tniì;r !' re"ou "J)ol.renÍ1)',.t1 rr..rÌ;r
^ iiS . ï r, ,",,.11
p,e. rrl: r, , i,1i, ';rÌ..rLrr
, , i. 1 da libertação clir:tlmlt clo jrrgo do 1rc<atloc, tlai, o lugar-
I ' oc iJ r r r ì i) q u c tl c s i g n ;r ,,s i n :r1 ,,. l cÌe clestaque qLÌc octll)tÌrIÌ ttos Ì',rattgt'iltos sc justif it e
Í) _ , ,,,, l r (. l )í))^íentos,, i ,
i l as c f |eqiic r r i,:r. ..ìl l ìo q (, :rrriplarrrente.
l );tri ì c rts i i ,;rr tìí).. IÌ j ít i tr :ìi l :rqr.r.r
11 . 1 . , : r r,1., . ;;i
,i ,'(',ti r.i r ,,i,,
,:.,',t,,t,1,
l Ja ntc:tti i t l( lÌ 'llì a 5: r 1tos t t t iì lt glcs r ci; t t t t i; "i. Ì lì at t ilclii
(i r r , : ì r r Ì ì i i r .r1 ,i r,,',;,,ì'','j l ;l :l l ;,,1]".,' ",' ,.,,.,,,",, si n.ri s cl :t l .-;;r l {essr it t t it : t t , qt lc t ie vcr ia t lc ser r t t t t 1let it . r t it . r
€ 'Ìll yict:t rìn
ÌÌr .ì( r r r r ìÌr ,,r .
r r Ì . r r ir r 11if , ; . r t r lit lo r lr . í f u c s [ ) ] . {, r . r , ç 1 r , Ì r ì , ( ) cÌe fruti Íi c:rçÍo set n pt 'et : et lent es; ôst c f lr t o lr r csslt t lì . t vr t _oo
S t:lllt,rL lì;i., ,1r , , , , L t ì ! ilnij r - , jt r r , : t r ii) r Í r l t í . {, l 1 i r r i t j l t {l t i t , sinal clo viriho e rlu mrrÌtiplicaçito rlos pires. Eru tutnbé:ut
(lrri, rr..,;lt,r',;rirljLrlas rlrr
cr.irl,rrrti,i 1,:,;iì,1'alroÌ a l ,r' a r\Iessi ân ica r cpr cseilt acÌ a ( onÌ o t t it r lt [ t st r i t r t r llcial
l"1lì::,1
ÌÌÌlttql'(..ì {;'Í. lr;,;,; -l::.)lì e o rni l agrc qttc f csr r t ct l, er ou I ì ( ) 'r esllonslt i, ct r t ( llt t t ; i loi,
!i: íì:lri). O i1r,:r,r,i ,:,, ,\t;rí,,r, -um
i'Ì'rì r, ili-' \ Ir'1rq
111rr iìrJrtìrlnsa triitrrrrcl. (Ìi.lf. :,rg.itìi
jr.;.t\ clestarte, iinai clc aÌèslia tt'atrsbordante clêsse ptríoilo,
;rrrr
tl l (:t(:(1 . O o ttl i u n ç .a o ,festamento?
hôuo
Os A'Iilugrrr.rr/ol liuangclltos 9)
l)( rìììor''c''I'r'rne . Ìrro.Ia'raram Êle e os rriscíprrros,
chcgactoo Ì{cino clos Céus. r.g-,;"ì;;;tà,"rig,,i-cle que també m os clcm [ ì is s( 'lr t ot t lili<assct 'n lt of er ccer set t s
:l:1,.^"'1 ÍÌ rlcsPcitr
lì(rìì"a [arnéi s, d e sor t e ( ì uc lt ssit t t lt ot n't 'lr : t st t t t t f c lllt l'll t ot lcs,
!r,c, rro Pro'i,rbio: ,,o"r,etú--e"ìrertrn..
. Ii'r'lr o.rrcm iltrc ,essa,entre t ant o, t - t it o ó lt csÍ t it ilt t lo l'. r 'lr t r gt 'llt t l. Nest c
c)rrÌcrn
gllc 'iera'irnllÌa'tar cra tão sulrerior i\
cx1)fcssiì\,ì caso, outra \ et , o colÌ ( 'í lit o <lr r t ' llr zt 'lt t os t lt ' ( lt islo lr l'O t lt t z
,Y:l,ll ;le
\'ÌÌllÌo sulterior ir :Ìe.ilíÌ. ";'J,,;;ìr;" q,#rï c . tôrÌrr a tl i f er cnça ( lt r c se lt lr t t 't t t t 'i: t lì lì t t t lt t t t 'it : t t lt t vt 't 't r
orrtro rÌos e" rtÌcs ruirlrgr,cs mi l aere. A m t r lt ì plit : acit o t llls pãcs t 't lt t Ì t ì ì pt 'r t llot t l: t
reÌati'os à ,atu.cz:r c festa messiânica; signif icava : t lt br t t r t lât r t ilt t lt ' lr r ovir f il's
, tÌ:r ;rlirrrt,rrllrtìorl:r qr:rrrrlr,,r,l.r,,
ì lrrrc,tns,
I)rr;rs';r'r',ti'lis hri cìcssrr._cr1,r,,ìã',rn., ii.ï'"",ì,,r... quc en(' otì t r ar iam os lÌ om et Ì s er t r ( ir ist o, o vt 't t [ lt t lI it o lr io
pr'Ìlrrs, .rììir ('ÌÌì Pri'rcir,s rrois-ìi'an- cl os ccus. Sc o pão l'cllr cset lt lÌ o pr ot lt t t o ( la t eì 't 'iì . o lt cir t
e clois 1rr-,ixcrs _r|rc fi. 00d sio ,,r.ialÌos ;,r,ì;- f;;;..,'pã., l eÌ)rcseÌl tr ì o llr odut o t lo m al. Adct - nais, clignt l clc lct t l-
(Ìl; I i: lirs; ri,ì c,.tSr; .
4 (xi0 são Iirì'tos olìì s('Icì ,, ,,,,t,,,-Jrr, ,1.," bnrnçl r e o lut o r le t lt r c na lgr eja Pr it nit iva loi o pt 'ir c:
^( 1rÍcs c Ì)orÌ(.os acl otacl o cor no sí m bolo clc ( lr ist o. Scia cot no í 'ôr , ir t r t aio-
(\It l 5:"'i?s;\Ír: B: Is). tr, c.]ri'rtcrÌÌcrìtc
'Ììs 1r.i-xirrÌros
c5siÌsrrr'r'rrti'us (rrììo sí'r1,Ës se torÌìiÌÌìì u'r,s ri u cÌatl rrelcs qÌ r e pt 'csenciar unr o t nilagr e o lt t lt t r it it r lt lt e-
rr.PÌiratas tÌc',;,ì;^;ì;rrrr" n:Ìs conÌo sencÌ o m ilugr c; ó, Por ém , cle r eal signif ir - aclt r
lr..(/
. ì :r l : l ],....f,.,,,,])r()({r(Ì(,ììrcr si i ''Ìi 1i..,,,çã,,.
Êsscs
r loise\r cnr os (ìue cnì NI at cos, . f csus aj ur la os t lisc'í pr r Ì os a cor r t lt r eet r t Ì er
'rr l, . r I r , - . , l ( ' \ l) c ( . t lliì t Ì ì c lì t ( . , r l e r'oÌ)eriì
ìulrs sór.ies
latcls sirlriÌlr'cs,irrir,r rr;rs,.qr'ri s llrr.lrÌcl:rs rlr: o vcrtl arÌc ir o scnt i( lo t lu r nt r lt ilr licaçir o clos 1- r ãesct iÌ Ì Lr r ì iÌ
sc crn s,Ì, irrrruico,
;ì orÌtìir rrrr'cgiã. rSrrtili<rr.,,,r,,,r,ie l )i ìssíìgel Ìl ( Nt <' B: l9 2Ì ) cì t le o( or f e l) ou( 'os vet sí ct r ì os lt ut es
os Ilrtos si, csi'rÌrìiiris ,,,t.r',, c- iestc,r,, i,,ììrai". rl u < onl i ssão clc Pcclt 'o ent ( leslt r ir ilr cle Filipe: "Q u: r nt lo
ii,ir rre r',;str.rìr(.orÌìoÌ.Ì.iirì ( ) s <inr o m il. ( ì t liì Ì ì t oij ( cst os
f csus (ÌÌì1rcos grrrli()s ltos (rrre Ììiì\.ia rca- l )i ìÌ' ti os cir r co pir t i l) lr ì . r Ì
i,..1ì11')-.r(rJ(tirr
.: itrrlc'rrs. t hci os rl e pe cÌ ucos r ecoÌ Ì r t st es? Respot t t Ì , et 'r t t n- l, lt c: I ) oze.
lii,,:,il:l]i'g (lrìcÌsc ì_c'esrc,
.'['tr,.ir'l)r)Ìrq.1,1.111,, (]rrantl o o nì esillo liz cot t t os set e
:r 1 rr,i .'r
i rr ri i Ícr t,ir r u lt it es lxt t - t t os t 1t r at r o t r r il,
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ÌÌt( t,r*.ã
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ìi,.ì,,.,ì' ,,"" l e< ol hcstcs ( lÌ Ì lì nt lÌ s ( cst r Ì s r I c 1; ccluços lt sollcilt r ? Ì t t lisse-
Ìt,i\,1 r .,. 11;l l tl tl i rl ts.
;i 1'tÌ:rrr lr. c,trrlrr.g:rrllr \,, 1.,,:i 'f"i ,.,,, l arÌr: S etc . Ent ir o lì r cs t lizi: r . fe st r s: Aint ll r t it o ( ot lÌ .
s. r.cÍc,rc,, .',1ry.,r,,
tl,tlrrÌ' li,,';;,r,,
Írrr,Õ.sjrrrlrrirrrs c,:;lrar prcencl ei s? "
iaìs; rrr sc,errrrtÌiÌo(.oì.rc
rrtr.yrç;ir1rtris s.r.;iÌ. ()r.., .c,r.li] rle
'rcri
I)ctlr. ,, 1";,r,.ì1ì,'Í",ìr,r,, [,ntre essus palavr as e o epist it iio cle Cjcsat t lia t le Fi-
r itÌ:rtlr: ,r lrrisìi. ',Ìcl
l ì1rc o< ort'c, o ( luc é Lr ast ant e sienif iclr t ivo, lÌ ( t lt lÌ t lo t 'cgt r
qrÌc,.,r1,<isr<,r,,,iì::. iïiilï"'il u,,,iï,
:,ï:lii:,,1:',iï,ï, cl c l ìctsai rla ( ì uc r ecobr ou a visit o gr aclualr nellt e, a l) r ilÌ -
irria. aÌlir- a lrorti, rÌu_Ic, ,r,, prinreiro
iiì,ïl ci pi o renrlo us 1- lcssoas( olÌ ì o lir volc's í ì t ì ì ovct '- sc, t lclr t . r l5
rlc.tio, Ìrrui.isc t"ï:_,-,]Íl ir,, .jr,rlet,- e cntão ao
vcnrl o trrclo cÌ lr t 'ar ì Ì cnt e ( Nt r : B: 22s) - pt t t ': 'llr ollr t los t lis-
.'tas- rÌcris.iÌug.as srr'rr:rr'(,s l,,ii1ìiìì ã"
1'rrtrlir:a .r,,,,,g.rr,,,
ÌlìoitrlìÌ- ríptrl os, q r t c lr t ó et ì t aÌ o Lhc lt cr ct 'bilt t t t : t r t t t 'ssilt t t it llt t ì c cr t r
o f i, tlir r irlu taÌlto Ì)íìÌ.rÌ
^qc'tirs roÌÌÌo cr:r (iristo
I).Ì'rr (ì.rìÌìrí) tôtmos l )o uco l) Ì 'c( i\ ( ) \ , t ì Ì iÌ \ lt goÌ . it . lt t t 't t r ós t lt l scr t l) oÌ t lt -
l)irr.iìjLrrrc.s. r oz ItetÌt o . it ilt t t t t I uclr r llr t - sc't it sot t t lr Ìlr t I t t it t t t 'r t {- ] llÌ : "- Ì 't l
r''lri'tre sc,ticlo c.l;rr., e n:rttrr.:rl
.t.. ÌìÍìÌ
(;;r -Oì:"r..r,iÌlrel.cs,
ì'iìtr\':Ì.sio lrtrs ,1rcr.rÌos ' cs o \fessius". Nit o loi isso t lt t t : . fct st r st lr r ct ilt t lizit ' r ; r r r r t lr Ì r l
lror íôrclr lroitar--ro "'\ it t r lr t t r ão t or t t yt t ccnt lcis?" Ì r t r ir o I r li c5611
lrr-c-111111',trn. cl,,r'-iÌrcsr"at'i"' r.:rcio'aì, '. otr l )el euntl Ì\'lr :
.r-og.,
lcÌrtc. ti clc'.1i,,j:i_Ì,rs err*i'a- rr qtanrl e r cr r lut Ì c clc r lt t t : os t t t iÌ lt st es t Ì : t m ult iplicaçir t r
rlc rrrl, s.rrirlo rì'tiri,ir
tlizcr r1.c ,, ..,.i,,r,rr1,, Ir.Ã;;à;" rl r;s Ìri r' es,r 'r t r t r ( ) lO t lt ) i ( ) r j oì . lt Ì - os,cÌ 'í ì lÌ ì sinlr i: . '
.Ì,, r,,1.,areiir,ì^ì," i\ clislrrsição
tlìscí1rrrÌ<.rs 1ro. clos i Í:ri s r lclis r r r illr gt 't 's sc Pot lcnr r t r er t ciot r at ', t k: r 'cz <1r t c
sirlr sirr'qrlu
ll.orjisio,tã 1.,u., e Ìl,crxcsfêz conr tôm l rrnbos sicÌ o olr jct o t le int cr plct acõcs lt Lr st t r t las. LI r lr
95
Os ÀI r lr r gr r '^ 11r 'r 'rli't 't t t t g''llr o'
l)l Mcrcce Cot"t'fiançao Nôuo Testamento?
( ( ì Ì t ( ) s t 'r it icos ì ) a1"ecenÌ
ri o uue cliz respeito à estória da moeda encontrada
na ti do
li;"lll
cl a estóri :r'
r,, ",1ìì',1,,,Ï,;;]i:
i,;J'ïï'l:
\ / ct t llr t lt ' c ( lÌ l( ì

i,,1,,"ï" peixe lNft I7:24s)' Têm-se-lheaplicado


as pres- iì"*,"u;;1,,,'i ;:;lll' .,"1,,
r.ì"ãtr.o.i da iritica da Forma' Na primitiva
,iJ. .'titte cle .ferusalémdeve de ter freqüentemente
comunr-
sur- i;:.l,,'H,l"o'lï:;ïÍli,ì.,.',lr
;ìl::"., :li:,1,,' .1"
l ".l'lLnï,,
1,.1 t 'o ( 'aso'
tl e t i "t r t ilr r sÌ t "" st 'isst :
de estirpe r t t t t 'ct lr t
Íricloa questãoquanto a se cleveriamos crentes
cstô' rrti rgo 1" i tá ï . '101 r t t lt r t r i: t
ao esrts srrl l i rt at \ t í t t 'ì 'Lt ' t 1t "''i"'t i"' r t 'li'
paganclo o- tribrrto referente ó tl tre .f t llì ì 'l r r 'z'
ï;ìl;"-.ànìin""t' aintla ( 7) ( lt ' s( ) lt ( ' ( lt l( " Ì ì ì iì i\
ìá'- il, ,, nrci,r'xcquel cobra c lod e
l . *r r "."ìr'S"!,*a"
t o t lo . ju t Ì eu
iii,,,, u, (r,,e - reÌÌx,ï,.r;ïÏJ':nüï
trl l ri rtl t tl o 1rt' rrt '
"i"'lïi;:lI
;;;i;' o ponro àe. vista,cle certos críticos tla
r,rttt ci r,l tl c
.
(ìl t:tc
liï,IÏ:t
ï,,'l:;,,
il;;, .rcgïrutt ôsseicrentes it co'cÌusão cle qrte' embora (l tl c se Lhc at r ibt t em '
aos nti l l tgt' cs
ir"ntr.,nt. obrig,rçitopertlurassca [or'çá-ltxao. l)agiìn-ìento o t liz r csllcilo a nr lt Ì -
tlos <le- O otl tl ' o cl ôsscst nilasì t ls - c
tlo tt ibtrto, l)ltrlt nliò nrelintlt'al os setttimcntos Í llic
t l: l2sj' verclatlcir'r
mais jurleusi contiuuariatn pagando-o' Êsse' Portanto' ttttilr..ïìttrti . litt
tlicão clr ligucirr-p"t'i
^ afirma nio lotrto::.,,:,ïlt::;rtï":"5;ïtïi:
seria o "funcio" tla estória' Qtrando' Po{éq'-se l,cilla tlc trolrcr'
recuada r i t t'ttt l t;ttttt
il;;'p;t i,*" ..1r.t.ic cle ficçãrol-egaÌ,foi ã decisão l;ì,.;, \c i ìl
lrtl, i q tr tti,
tlcut tcr enteudiclo maL
cle rrrrlltle Iì rigir tlc .lcs.s',t1";ti:t't'ìl;ttÀt
l)ara oS (llaS (la .",', eir a t'errett,, ,1. .|Cstts, {}tl (.clc( ) tl \( 'Ìti ( l ( ) n ìcl l t l ) ;ì1 '
lìo clever
il"n"rtir'r. tIlt lttttoricì;ttletlo Scnltor' senlirno-nos ( ) ( l ( t c l ì : Ì Ì c ; l l ! ( l ; ì( l c l l ( ( ) l ìtc( ( 'tt'
o r Ì tl tl i sl i Ìtl {l ( }
O lrroblema deixou de subsistir com a i t o l a t <l n t t t t l : t c t u r r ti i l r q t'e
co tì:'ttl ìÌl Ì( l íl '
d" àlr.ut'.trr. co n ì l Ì e stti t t'r
clebatitìo tta ( ) t t t t 't l s , 1 ) o f stL t ve z' sc l ìl ) r a zcÌÌì
ìi àrti,,içi,, ,lo tcm1,ïo no arÌo 70. e' quanclo.
I''ll'Lt":..:]:l;;'r:i:t'lï:.;'rt;i:'iill;ìï;:
vllhlt.
contlições tÌc tlizer
ìi li, lìì;rrroli.ritá, rnrrirnsSareriu crir Ì)oÌ'(ltrrÌÌìto'.'"t"'''i'" l Ìì( ) s
os dias tlc-Jesus tttcl tttcl tttl s'
com c,erl-ezase t:rl fato se clera tluratìte ,i. tÌìÌ
i,"t ( {l l t o5 cti -
( l tl c l ) ( ) L ì( o r tr l i s r l c
à,,-"ao. O tclacionaÌnento com a igreja. tie .|erusalem-Ó
cl ìttcti Ìl ìt.) '
i 't r í l r c l i ì c l o . P l t l 'c ct:' "r l ìl ì tr i s tl i sl :r te s'
exl)lr(iì lìao ìi , L i u ,,t'i t'i Ìr 'l .ct i ', cr ìt,ttl r r
bastante lllausír''el; o. que, clìtletalÌtu' l\so r r l t c r i r r r c n t o 1 t i ì r,,ì rÌt'.tigcts"'
ã-u irtu."ião cla estória,-IÌÌas o seuregistr: ftiil,t}i.iY- ",\intll ttrto ('trt tlrcsrrtlo o t(rrììì)o llli' Ìl;:ttt:'
o t.rtob lt' t t t lt t lt ' t s lt t r ibr r t lr ç l- r o' Í Ì n a t u r l ì l
ln(tegÍlçao p,is sc u'rìtrì\ 1t ,ìc ii'"", rìrìr'':,.:"'
e s\c l ìi ì\ ,lr:i;;:l;t',,tïiÏi,,t':,,;:i:
litt
coisa zr êsse rcspeito? l ì l ì t ( l t (l L i c i tl ) 1 Ìì:c(
iËrì""r1âïI::ür;" ., li.r,." alg-uma . 'r , , r r , , , t , , , ,
eugu, Êle o trteio'xcquel?" Irïrtão o epr;0a11
,lt:,:.:l::l: \1 I :',1 I l' tttt,'.
e registt'rttlo como prececlente' Aclequali :t^',:Ïç"t (' ri ìl l i (-Ìl I 1 1 1 ì Ì t , , -ì x t ' c 1 t ; t t t t l t ' i r-; "
;t;à; (ô) I l l r rl ,l 1Ì1'l :' r1 l l r Ì \ i (: , 1l i Ì u
Ii
(olìtra prér ta sltuaçilo na { -ì,, , ì i r' , 1 1 , , r: . l i ri . 1. ;ì1i rl. ,
na iercia lrlimir ir e ttão nilita gtttttl o i ):rrr.i !. Ir' \l l i l
,.'a ì., . ! i ' i l ; ! l l (l : :
l : ' ;' ' i ". t
, rt, èitt clo prr)prio Senhor J esus' Iri i 1'i i l ari ,.'.r. ,!'i lr' '' : ilVâ
i :i r-l :"' i t l ' r .i:

tên l ri ga d:i ilrìl;tit1,., Ll;r Ícqi'l

N'Í:rs, ìr m;rrgcm cio scnticlo clir estriria, algrttrs ; r - 1 l i '1 tìl l Ì


"
:L
iì11 1ìliìfii;lì, lÌa l)t'i'

t r c io c lì Í ic uì c l a tÌt:s t:t-l tl r o t;ti l l t!re - ttl lpl i tìto.ti ' ts. I' l tl avras ii :l'l i \l'.ìi

(l Ììtt' ( i ìl ìí'l ì1() (N :ro- l r' t < ìetl a- I .., J : \ !:iìlr-\.i il''
, , , r t t . , , , a f c s rrs Ii tt:tl i z :t o i l ( i "rl ì '.:, I I'
ì " . i" ' t à" r i' i, ì i, , ,r" q rre Pe d ro a c l to tt unta tnocda na bôca .L

o I)rcs-
.io' i, ai*ai t ot l l rr i l r, ,., l s rl l d l t ttl rt tl tl -i v l t cl aratncttl c ti ,. ''

c a c Ìmi ti r q u c P ecl ro,l )escou urn Ì1;{ :i


' . ì t t r 5. l- 1' r t r ttb trl r, Il i c i l o
1 r-'1,,' :
,l,!
x (' (l tl c ì' tott:eqttl n(to- r

1, ( ' : i*" e o I e tìt!(' tl l ){ )l ' l ' tl Ìì " ìÌl ]' ' , , i. 1


' , , 1ir . i. , , , . s trl t 1 rtó p ri a (l t l otr, t,
1, . ,r,, l )i rg rrr " .' :l t1^l \l
o esÍr(.'
sen- rlili
e, dc s t a v el, a e x l i l i ta ç ã o l tã o a Íc L e se" tsìvel mente
ii:i
()(t Ll[crccc Conf ianç;a o Nóuo Testantento ?
Os ,|tÍrla!:r'csrlos Eitart{elltos 97
o fato de aduzir NÍarcos estas palavras demons-
"Ìviclo.
tla rucôrcaclo reino de Dcus, assim se lhe poclcm os milaeres
que sabìa o de.que estavafaÌancro.
rlo fim.d: *."rço.rlcipont:r a lolhagem, acompanha_a Qr"nao pã.^uorto conceber como liçõcs objetil'as, palribolas cncenaclas."fais
larÍ.a como a estirria tlo EvanseÌhcl no seu tocÌo, rlcsufram-nos
r;uanrithtle rle nórltrlos qus os jiabes ,h";;;-ìÃqsrr,
I -- as esti)rias miracuìarcs u iôr-mos fL<crÌì Dcus. coÌlsoanre
clc precursores doi ligos vercladeiros.
::ry.1. ò, ."ãrpo"
nros e outras l)essoasquando com fome Sc revelou Êle cm Cristo. (]rrantlo rlrrrrrostlc mão aos
costumam comer
csses tuqslt. Caenr antes clc formar-se o esforços.de proculri-las exlilicar cm moltlcs naturais, ou
genuíno fìgo.
Entretanto, se surclem as fôlhas cÌesacompanÌüclas racionais, lìo cnrÌrcnho clc Iorrli-l:rs rrr;ris lr<citlivcis tÌ()
de taqsh
clue não haverí frutificação iresse ano. espírito de no-*slrL1ro,,ae, ;Ìo colÌtr:irio, Ì)r()(rlrlÌììoi com-
:,^ï.1"1 ,rle Logo,
ucou prcencler por quc As rcgistfiÌrrlìì os evaneelistas,achar-
.l)íìrcrìteao Senhor Jesus, quãndo cleixou ãitnu
lÌ:::,,t:^.L,".,:^ fi.gueira e i'erificai se nela havi:r'" ,úr- nos-crnosem concliçõesile auferir-lhes o bcnefício que os
Ío.q.slt(.otn.rlrrc saciar a lome escritorestinham em mira a nosso respeito. Então, ãpren-
l)or ÌrnÌ pouco, ,;ue a ïne-
xrst('rÌcre(te lnqslt intìjcava qrre nÍo hrrveria clercrnospor exlteriência "que c ccrto no tociìtìte às est<'r-
figós qrrrndo
o cssr IrurifirrrçÍio. A iÍeslrdito dc rias miracuÌares, como, alilis, em relerência a tôda e
ll.ï^q.*"^ ,rcÌÌ^ìl)o.l)rïa
t'(la . exuberârcia da.^foilraselrì,era uma ligueiia infr.- qualquer parte clo relato rÌos [,vangelhos, que estascoisas
tuosa e imprornissora.(g) foram escritas a Iim rle que creiais que [eius é o Cristo,
A estrilia coÌno. trLI o Filho de Deus, e para que, cm õrcndo, tenhais vida
.c. umA par:ibola cÌramatizacla. em Seu nome" (João 20:3t). (o)
J.:1,:, a íisueira, visrosa más imprc,Uufirq";;;*
"1-t.1 Ii,elrncntca. <irlatle tlc c^rsrlcm,'ontlc
scntít'a
,.t,rru-trn_
ta obselr'ância rcligioia rnls .f 'nenhuma
responsiviclacleiì
rìclìs.rrgcrnque rra
Parte rÌe l)eus Ìhe transrnìtir:r. A sorte
.Íl r rQu('rra,r sc(1rr-sctor.lrrttcnte,el a, (lcstarr.e,
pressÍgio
rl, rli.:lrstr.c(Jrre., <orrl,rmc ., 1rr.ri"-. pr.,i;ri,,'i"1.;;",ï.r,
[], 1.1y1 "'
l]()lr(,) lrr't.r.irr rlc tlc,i:rlllrrsi,lire a ,;,tr,i".-
(Ju(' sc (t(.1:r(,,',' ,1.^íigrrcirrr rirrha os rliscílrrrlossig
nifir'ção 1rcsso.l;ensi'.va_.s a rer 1)rrA rt. o."ì,'ìïï. ìr,
221. L crsl c rr liçlìu quc as esrririas "À"mirar rrlrrì.cr.-,e-
para nris :rinrla hoje. Forium prcscrvaclas
nos escrìto, ,reo-
IisÍiìincrìriir i.s r'.rrl,_sir'ris tlo'llocler cliviro:
e mesrno-que
l)rr(lússcrno; ;r',r:rr-ilr.t r .,r,rr1,Ícrahisrorifi,rr.ri,-á-",J.r"
l)iìr'tr(ÌrIaìrtratlc t' rrrirrúr'i;r.contuclo, não lhes estarianrt.rs
:rlrlcCrrrlenclo r-ealnrcntca l.azaÌocle ser, se não cl._,r:ernísse_
a cxPressãorla :rrividade cle Dcus na filriJ.i", (9) Ê s t c s r , ' t ô i - r r r o sco r Ìì r l l !t'.',,r r cl tr i ,) l ) r o fcsso r Al a n tr ììch a r d so r r
"fFIE
l]r:.r,]]".Ì:,r
ÍÌ crÌlÌììrnat'nu virrrÌlrrle Ct.isto aci rnunclo. s c u i i v l c 'f H L'l \Ii l ì \( .1 .1 - - S'fOl Ìl i l S OF f;OSPEL S
Como prr,i_ [AS E S T T 1IÌ1 .\S Il l i ì \L L l i - - \l ìES l ) C ) S tr VAN GEI- i l OS]
boias rlo [,r'rrrrgclho se
Poclem ,nrrrrr] ."rr-"ìïç"", "s ãï"i, ( 1 9 - +1 ) , o b la tl e r ;t:r ' i tct'l r ì i u u i ta i u z n a i r a tó r i a tl ô - .tc ca p í-
tulo. O u t ro l i vr o r 1 ,r ,- 'i r r r r i t:ra j u d :r i c1 Ìì p r cl r o r ci o n a d o a o s
(8) Cf. \\'. trL Chrìstie
LÌlsrrNA A CHAÌ{Arìl _- P.\LESTINIÌ CALLING r-, iA pÂ-
r, r s t t t c l i c s o s r 1 ô .tc a .;'r r :r L o i :i l r l tr a ,l c {) . S. C a i r r r :; - TtÌl ì
trc:ôjj'; ü8'.:"^.'" F:\lTïl T II \.i ' Íìl ' j Ìl ,.i .r i \ Fíì i Jt'fì SII j Ì[]l l l I- \l
{ 1 9 2 e" )
Cerírulo VI

A
IATPOR'T,4'I]CI'4 DÁ, Í'.1'IDÊ'NCIA PAULIN
néo-testamentários'se-
Os mais antigos clocumentos
as cartas escritas'pelo 'após-
gundc chegaram u?ã-t'ãt' tio em Roma (cerca
iolo llaulo antes de seu encaÌ:ceÏamento na-forlna
O ;;;tì"tigt cìos lvangeÌhos
cle 60-62 A.I)').
-;; a clata anterroï
atribuir
;;;i ;;; i'o'lt p'o"a'clméntc- nacia menos tle
ao ano 6íJ' rnas d"õ;;'ãt"r'-i'r"^.temos
6('!"
ãïr"ilfr",tro, .tot"oâuentre 48 e de estirpe juCaici;
emtrota -por
I';rulc cra cld:;ü',""'ttlr"o' voìta
nascitk'r
(o norne,-,,'iginul"ï*;tiì;;^;t;',S:trrìo)' 'I-arsc tra Cìlícta
cicletle'tie
do início cla era ;;ì;tã--;t -J* "t-idacìc
Ásia Ì\lenor. r ""tì' ììï''r;'"t 1"'ir''it a'ósloÌo' ttrrt
tl ;lìfi1"ct iì' ttrrritrcit's tlils'
não scrn rìcstaquel;"ilttìt il
gl f grr. tpic rriir' yrotlcr :j:i"rtt
rÌeÍÌte ( entrr ) cÌa culìirr:Ì
I"'lilo' ((ìlllr;1; (l(lìÌìoll\tlillìl
cie inflrrir',n"""itl*t'''"'àt'tt
't"ilin''
Ìior ;r ctìrtrrttìo.ctrr i"llt1:Ì"t"
scìrs rlisiursos . -'t-
('\to'i 22:l:ì)' c} Ìnals' l'etìo-
tctrtlo l)ol lìì{'!tï{: C""'t"titl da {acçiro {a'
ntatlo rahinc tr" t:pì:""**i*"'ì"t,tlesracarlc entre o-s--conte-
rlistinção
rrsaic;r. Setit,lertrtrl llt'ançc'rr (Ìue se eÌ'ìlrega\'aaos
cliìigôricia ctl
I porâneos .,,t, ,""o tia tracliçõesances-
cstuLioi|:e tìo {er'"oÌ' (loiÌl rlr'tc sttstent"tt'
,'ïtìi.'ì ,.I.lrlvez
"s terrlilr clregadc;
ì]i'il. . ;ìì;ì.
11x15till. sttl.'rcrrL:l
i l ìC S IIÌt-
rìi' i rrr,:riÌrirrrlr: lì1rl-,irir:.r {i,}tc
']'lt'lt'-r.]N
i i i ìo'' :ri l ì ""' 1ì' ,' ,ì ..,, . r !tìri rl rrtl rl ìì:. i ' l ïrì
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102 Merece Confiança o Nôuo Testamento? lo ;
Importância da Euidência Paulina

Jcsrrsa respeito de determinados assunros_ e. g.. em re- paulinos se harmoniza perfeitamente- com o delineament<l
façao ao casamentoe ao divórcio (I co 7:ì0s) e ào <lireito
ao sustento nraterial que encontramos em oütras Païtes do Nôvo Testamettto,
PoÌ" pÍìrte dos preaacÌoies clo Evan- p'articularmente com o quadro estampado nos -quatro
gelho (l C-o 9:'i.4; I llrn -5:Ìg, cf. fc ib:7;) igualmente,
os têrmos rle que se ser'iu na instituição dã Santa ceia hvangelhos. O próprio Paulo Procura com insistência
(Ì Co Ì I:23s).- salientar que o evangelho que Pregava era um e o mesmo
evangelho'que proclamavam os demais apóstolos (I Co
J\4esmoguando nãc cita textualmente as expressões
15:11) - asíerçãõalgo de surpreender, quando se tem em
ou pala'ras de Jesus, deixa l)rÌtente através cle serìs escri-
conta'que não fôra-êle companheiro nèm de Cristo, du-
tos q,ão familiarizacl. el'Íì com os ensinos crc senhor.
rante a carrerra terrena do Mestre, nem dos apóstolos
Para tanfo, b:rsta confr.orrtrr a
lrorçãc cti<:r <lt Enístola originais, e que afirma com vigor sua completa indepen-
aos Rorulnos ( IZ: l-tb:75, enr (lÌre srrmarizapaulc as'imnli-
dência para com êstes.(2)
cações1rrÍticascÌc E'arrgeÌlr*
1ia'a o viver (ìos crcntcr. .1,À
o Sermãc do N4onte. Adenraìs, tânto nesta porção colnc
em outras, o priircipaÌ argumento de paukr'em" s'a ins-
truç.]o.rnoraÌ ci o exenrpìoìo próÌtr.io Cristo. E o cariiter
de. Cristo scguncìc ,-, ?rlrresenil iraulo est:i erÌì p.ri"ito
acôrdc .?- que reeistì'amos El,anscìhos. q.rarido {ala
,.
.^ air<'rstoÌo tl n "llrrrrrcz:re :rlrrbilirl;rrlórìc ( lr isìo,' (l I Cc
ì0:Ì), somos inrecliatamcnte lcrnbrarìos cÌa:
pa_
Ia'ras rìe .]esrrs:"Eu solÌ teliìo e Ìr.'riÌtre. 1.,r,i1iriìrs ',ì. '.,rrr,.i,r"
_(Y, ll:29). O Cristo clos EvangcÌÌros a ncs,,r_Sej S;
Xlesmr;c r\t1tri.Ìt,rìc (]rrcrr lllr rri' ii., 1,,,r. ,,I,,,ìr.. ,,ì,,, ,,,,,,
bt'rtt Ur irrr.rnlìo llu5((rr-ro_ rilrrì.r agr.ark;', 1l5:3); e
1,:r iRnr
assirÌrcr.rnroo (ìristo tkrs Iii.angclhos'rcÌ_rt,ru os Seus segui-
dorcs rr ÌìcÍìrlcÌì)'sc,, rì inesr',ìi (r\rc giJ.t;, insisr. t
trlo cÌr (lllc, scgunclu o excrnirl,, rÌe irist' "iror-
,r,.rn#,
. ê.
nosso rÌcyef <ristã. "o suPor{.ar'irsflaqrrezasrìos lracos
e
nã' pr(-:i.i1,',,t o nossírpróPri, aÉirado" inrrl $,t1. ,\qrrêÌe
Q uc scrrtc r:rii;ir: "lìu- cn tt i, ç,ì, ,.,,,,
it t l!;lï', r', rìr'::,:
r ìì;i'iì{-,lr ;: t.r;.rj ,tl:,'l'''t',t:"'Lr;:tu';;
[)lr il:,' r i : q t i r . : ;ì. ,i !,, ]lì..1 ,,: ,. :t:: !:.i jj , :t.r It1.1
i. . . . (2) 1 r ítr tl 'rvt'r ta m b é r n C ' H ' D o cl d -
Q u a n t t t à r n até r i ;r r l tstc c;L'(;osi'l1I-
i I FrÌ"{'r'ttrtv .,\Ni,r 1'lll! [A HI'5'Ì'óRIA E^o
i .i
i:, Ì-iti ,il( i( j ili,i.t ir ,t, i Ìi ìr ,i ,,::r t,t:
iir.nNC,t:r.ftOI ( 19.3,Ì),p. 63s; -G. O. GriÍfith ST.
j j .ti i l {rr i ;.i .:, 1:li^1,:i' Ìtìr l' ' ,,' ,!:l; d:;{,ì:i .,:: ,: 1 Faúl's LïFE'oi; cIIIÌls"f tA'vlDA Dtr CRISTC Ei\t
-(rc:sl'
Li',r, ï"r,ri:í.ìÌ l1 .. . ,; 1.,:: l ljj .i SÃõ-['ÂULOI tspecialmente p' 45-49;e '\'---M'
Hún-ter- pe.Úi,'riNír uis pnEogctrssoRs [PÂuLo
,,,i.ti",;.;tl ir i,, i ,t\ I
\ {t:li r,rr. tir:r ', t , l, i' , ' r t i ir i. , t . r . , j.
f . l{ : i , ii: g ríÌfìSl (1940); acima-cle-!999t,
PREDECITs:ì{ ^po-
j fi, ì.!rltir,l ;lj{ :!Ì,r ;i{ ilr ,1,,
-{nÚs
.C*-i.-(ì. n{a.t,.u -- l'iltr'ORïGÍN Ol'- PAtjtr''S RE-
i
{:r.1.-. lÌ,',' i :
' .1r "ti ,i
Llõróx [A oIìIGIÌM Dr\ RELIcIÃo DE PAULo) (192r'
llr'-ì:il ì : l r r li.;ii !l:ì i .:r . i !-
1.. 'r
reimpressoem 1947).
Cepírrrr,o VII

OS USC-RITOS DE LUCAS

À parte das próprias cartrìs paulinas, a maior parcela


de informações que temos do apóstolo procecle dos escritos
de seu amigo e companheiro de jornadas, Lucas, autor
do terceiro Evangelho e de Atos dos Apóstolos. Era
Lucas médico cle profissão (Ci 4:14) e, consoante tradição
que se pode remontar até o segundo sécttlo, natural de
Ãntioquia na Síria. (1) Certa base encontra esta tradição
na evidência inüerna dos escritos lucanos. Tanto quanto
nos é dado dizcr, é Lucas o único gentio dentre os escri-
tôres dos documentos neo-testament:irios. Os dois livros
que se lhe devem l'rpena são na rcaliclatlc J)lìt'tcsoÌl tomos
cle uma obra histórica em sót'ic, a tra('ar u his!ória clas
origens cristãs desde os clias cÌc.Joirollatista até por volta
clo ano 60.
Ambos os tomos desta obra são dedicados a Teófilo,
pessoaa respeito cle clrrem nada mais se conhece, ao que
ie conclui não cle toclo estranha aos {atos da fé cristã,
talvez mesmo figura cle ccrta projeção social, uma vez que
Lucas lhe confere o título de "exceÌentíssimo"- o mesmo
de que se serve Paulo em trataÌ-ìclocom FéÌix e Festo, go-
vernadores romanos cìa .|ucléia. No prrilogo clo Evangelho,
explica Lucas o proprisito cÌe srta olrra em dois volumes
nos seguintes têrnros:
"Excelentissimo T'eófilol tlma vez que muitos hãc
encetado a tarefa dc faz,cr cottvcnicnte reÌato- das coisas
que entre rrós se tôm rÌarlo, r:onforme nô-las transmitiram
aquêles que, descÌe O r:ornôço,se torllaram testemunhas
oculares e ministros da I'alrvra, também a mim me aprou-
ve, após haver a tuclo acornpanhado de novo com tôda
exatidão, escrever-tcnarrutiva concatenada na exata se-
(1) O prólogo ar.rtiniarciorrista
de Lucas; também, Eusébio, H.
E .III:4.
106 L[erece Confiança o Nôuo Testamento? Cs llscritos rle Lucas IA7

qüência clos fatos, para que possas ter seguro conheci- plo, Tucídides data a {ormal irrupção cla Guerra do
mento da fidedignidade dos princípios acêrca dos quais heloponeso no início clo segunclolivrô ile sua FIISTÓRIA.
fôste instruído" (L. l: l4). Norries em eviclência no munclo judaico e qentílico da
Herdou Lucas as altas tradições cla historiografia época são refericlos nas p:iuitlas de [,ucas; ent :tdiçiro aos
grega e teve accssoa várias fontes excelentesde informação imperacloresjá enunciatlos, ellcontriìInos o]i tl-<tvernltclores
quanto aos evcrÌtosdc <luc trata, além de haver testemu- romanos Quirino, Pilatos, Si'l'eio Pattlo, (i:ilio, lìelix e
nhaclo niio l.roucosdos fatos que narïa. Mencionamos já Festo; Iìerócles,o (irantlc, e:tlgtttts tle sctts tlesccrttletttcs:
algumas dessasfontes, escritas e orais, em que se abeberou. - FleroclesAntipas, o letrarca ila {ialilcilt, os reis vassalos
Pode-seestimar o valor dest:, obra cle Lucas comparando-se Ilerodes Agripa I e II, lìercnicc e I)ru.ila; trtembrosclesta-
o conÌrecirÌlento relatir,'amentc(z) arnplo quc possuímos caclosda c:rstãsacerclotaliutlaica, tztis como Anás, Caifás
do progresso do Cristianismo antes do ano 60 com a e Ananias; Glrmaliel, o rnais rcnontatÌclralritttl e o mais
lacuna a êsserespeito clue abrange vasto período após essa expressivoproccr larisaico clc então. O escritor que clessa
data; cle fato, clepois cle Lrrcas nenhum escritor surge a foima relaciona a própria natrativa com o contexto mais
quem se possa realmente outor€ïar o título de historiador amulo cla Ìristória secttlar sc cxpõe a sétias dificulda<les,
da Igreja Cristã ate Eusebio, cuja HISTóRIA ECLE- re não é bastante cuicladoso;oferèceao leitor crítico tantas
SIÁSf'ICA foi escrita após o Édito de 'Iolerância de Con's- oportunidades para testar-llìe a exatidão.
tantino em Nliião (3I3 A.D.). Lucas enfrenta ôsse risco e sai-semuito bem. Uma
Quaisquer que lhe tenham sido as fontes, Lucas lhes clas mais seguras evidôncias tle sua acrtraciclacleé a fami-
fêz bom uso. E clesenvolve seu rclato no contexto da liaridade qüe rcvela collì os titukrs prcciosos de tôclas-as
história imoerial. De todos os autôres néo-t,estamentários figuras not/rveis referidas erÌì stlas p:ieinas. Natltreles.dias
sirmentt-'Lricas cita o nonìe de imperaclores romanos. Três tãã lonse cstava cle ser coisr rel:rtivántentefácil como hoje,
são refericlos de maneira direta: Augusto, Tiberio e Cláu- quanclo.e tão simples rccorÌer a corìvenietìtesobras de
dio (Luc.2:l; 3:l; Atos ll:28 e l8:2); Nero é - o de referência. A precìsão com que I-ucas faz uso dos vários
-Romano
modo indireto, não norninalmente - é êle o "César" para títulos correnteì no Imperio se tem comllaracÌo
quem apela Paulo (Atos 25:ll, etc.; é designado como à maneira segura e espontânea ern que o aluno de Oxford
Augusto em 25:21). O nascimento de Jesus e fixado no se referirá, èm conversa colntlm, à autoridade máxima
reino do Imperador Augusto, quando Herodes, o Grande, das várias faculdades Por seu título específico: - o Pre'
era rei da Jtrcléia e Quirino governador da Síria (Luc. boste d.e Oriel, o lt[estre de Ralliol, o Reitor de Exeter,
l:5; 2:ls). O início do ministério público de João Batista, o Presídente de NÍadaÌena, e assim por diante. Qttem,
com que o "kérygma" pròpriamerrte dito tem comêço,
como o autor destas páginas, não tem muita familiari-
e datado de forma algo elaborada mercê de unte série de
dade com Oxforcl, jamais se scntirá muito ern dia com a
sincronismos, à maneira da historiografia grega (LU..
multipliciclacle de titulos oxfordenses' Lucas, além do
3:ls), fazenclo lembrar os sr.ncronismoscom que, por exem-
mais, enfrentava dificultlade arlicional em gue os títulos
(2) Couhecinrento apenas relativo, pois que Lucas se cinge ao por vêzes não permanecillm os mesmos por periodo con-
avanço do Evangelho principalmente ao longo da rota de iiderável cle têmpo; ulna província poderia Passar do
Jerusalém a Roma; pouca ou nenhuma informação temos govêrno senatorial ;ì aclministração de um rePresentante
a respeito da atividade missionária simultânea na África e
em regiões da Ásia não diretamente roÍnanas. ãireto clo imperaclor, não mais sendo governada Por um
lt"
Os Escritosde Lucas
IAS L[c.rcce Confiança o Nôuo Testonttttlo?
"plural tlt,ïT::u'l'Ti:'"'
pro mos observar que se trata clo
procônsnl rlras Por Lrm legado imperial (legatus *át, ïaã tària'sido inegàvelmente mais sirnples o nar"er
praet 0\'e). poi"m'
clito: "Hai o p.o.oil.'ì;ì1"'-Eì"-inantÌo-se' :: tlttot
Clripre, r)oÌ excÍìplo, pror'íncia irnper.ial atc 22 'verifica-se apenas poucos meses ant.es
Jtà"trogi.ts, 9:t"
aìì() l)llr\().,, sc-r:ltrovírrcia sc'ut'rial, portantO^, não
^'C'' da, Ásia, .Júlio
nCSSe do motim clo teatro cÌe Éfcso o lrror:ônsul
mais rlirisitla l)or lcgrìtlo irnlicrìel tn:ìs por procônsul' emisúrios de . Agripina'
Stl"õ n"uiu siclo assassinatlopoi
como irnperador
Destart.,'ii ,,,,,,,ì,, l';rtil, c lJrtittaÌlc cltcgaram. a. Chipre 'if+ de Nero, q'".
mãe tle sér investiclo
^tul'"ua sucessor tle Silauo
por volt.a iln ,,,t,, '17 ,\'l)'. toi o procónstr1Sergio Paulo À.l y i+j. 'rfiriãu não cra cheqaclo o
i'clefinida do
r rl uem elì(ôltll'illillìÌ (.\tos l't:7)' Iiqtrra rlc {1lÌcm se e isso basraria p".ì- .*1rti.ut a ïeferôncia
poucrt a tentaçito
t"rn^ .artn cotlltctintettto :ttlitiottlrì mcrtô dc irrsrrições c ,..iãt,irint "Hl frocOn"llltt"; tnas uão é
em .ri" família reiterava Sir \Villiam RamsaY s.epodc- de tomar-lhe ,, .;;;;;tã; como .rclerincio-se a Hélio e
riam ti'açar eviclônciascrisl.itsem data bem posterior(3)' '*"rli"os assassinos
Ccler, tle Silano' pois t1ttc ltlrriattt ltssunr.idct
I)e nrltttcira selllelhatìte,os gol'ernaclorescla Acaie e rÌos rrcg,icios irnPcrilris rrr .,lsilr e Lreilrlrocleriilrrt
"ï.t"';;;;d;'"-",ü'"*1'"^nl'"' ;ìs Iunçõcs Pttrtotrsttlrrtcs
da Ásia eram procônsules, de .r'ez qrte 'rmllls essas^ Pro-
Gli lio, o tle t\cata à.,r"hr" o intettegtto tÌccttrso elìtre a lnortc (lc ')lllrll() c
víncias craur irtrat()rilris. l)f()c(ìlìsgÌ
/Atos t8: I2) t'ttot conÌrccirlo coÌÌìo irnlão tle Sôncce, o a chcgada tlo sutcssor(5) '
q\'a,r,le fikisirÍo est,iilo, l)rctcl)ttlr' tlc Nero' Llma . ins- trnl olitilrl ttriuntl<'r
O secretárioclo paço de Éfcso etr
r:riqão tle l)elphos, Grccia cetttuil, cll tluc.. sc .regrstra tlo cle lisrtr'lto e:trtre
a" piOpti" ..glln, ..1tìt'opt'""".,t-'.'ll]t'
rrma procl"plçiro rlo Irnlrerarìor.(-lllirrrlio, inclice haver-se rolÌì1na'^ Os
'tla o govêrno munrcif al * a adruìtristrlrçito l9:31)'
(ìiilio'torrtrtclo procôtrstrl Acrtirt crn .|trllro dt :] A'D' ÌneslÌÌa-ocasião (Atos
a t5 A'D' Asiarcas, mett.nn'l"it" nll tltre^presi-
A Acriia loi pior'ínciit senatorial tlc 27 prur íntia
'4'1cnr rliltnte. I)iqno tlc nota eram repr.r"n,","titti"t' tititttcs -r'll
c, tlepois, cte ^'C' é o fato de "il;;t;- ; o Impcraclor',' nala a-1.trela
diam ao ". culto ctà se dcu duralìte o
qr" i_,,,,"r, qrÌe gerellììcntc se relere ìrs regitìes l)or seus ;;;;. opina f)uttcau -q.tte : ÌìÌotiÌÌì
,io-ar ctnico'sori''o'ullres rìo inrcls rle irela nomeclatura N'Íarço ou Abril em
festival de Ártel;i', tttè'tlr'ao :m
orovinci;rl romrnt e (lue. em ,\l'os 20l.2, mcttciona a honra clessadeicl;à;, ;'ôit""
tl" ."o""s'versõcs biblicas;
tlcsignetiro mais comum' princìpais clo cuÌto irnpcrial,
[,ror íncilr tlrt ,\trrir 5,,'b sgu os Asiarcar, .o-u-ìácerclotes
tlrécia, foge ao ,so l-rabitualquando a enunci^r o título naturahnente estar.iern prcsentes
as [estiviclaclesrepresen-
olicial tle'irm s'r'c'tlaclor c, clèssarte,chama a Glilio não
tando ao imPerador'
"procônsttl tÌa'Grccìa", tÌìlÌs "procônstrl cla Acaia", Nc'ok'riros-
titulo oIicial dcssa autoriclade' À cidaclc clc lllcso sc ;ttt ilrtti o t íttrlo
"Guardiã do Templo" tle i\Ì l-cÌÌìis (r\tos I9.:'i:)' O tery1
Estranha ó a refcrência a procônsules da Ásia em ,,diú;;- literalmcïrc
..r,rrÌ Ì t.rlr tlr: t.cr''1o", mas, vero
Atos lg:38. Fla'ia lrnr sri a c'x{lLcr o fiÌandiÌto ' conferido :r
secretlìricltltl de Éfeso a tornar-s'etttulo clc lrottt'lt, a llrincí1lio^ -sdr
normal e, a clespcito clisso,^o mesmo acontecc
'rocôristrl
"Há -pa.ço Podería' ;;t;;;; ãepois tambónt rt cicladòs' (o
tliz r\ turba-mulìa agitacla: procônsules"'
(4) Tácit o - ANÀI S, xiii :l; Diorr Cássio,
HISTÓRIA, lxi:ó'
\v/ TI]1] BEARING OF iìECENT DISCOVERY ON TI-IE
.3,
i''nüsrítonrÈixess oF rEE -N-E\Y-J^trs;ç+YgryÏ (5) Cf . G . S.Dur t cat t- 'i'f .I]'AUL'S EPHESIAN \{INISTRY
i,,ríïEcËrÌiÉs rjÉscoeBnrAs E suA RELAçÃo
.-i;Ììrr,-lïtcxrulun tO ì l lN ì ST ÚRÌ ( ) I
) lr .s..rÌiFÃuloE\I ÉFESol0e2e),
c!ôïr- r Do Novo 'l-Ils'rAl'ÍEN- p.102s.
TOI (1915),p.l50s'
I l0 Merece Conf iança o N óuo Testomento? Os Iiscrito.çde Lucas Itl

!9je, poit a.Georee Cross (Cruz de Iorsr), instir11ícla para na literatura clássica hoje conh,ecicla,encontrado, porém,
drstìngrrir. indir ídualiclades, foi outoiqada à fiha^ de em inscrições como clesisnativo cle magistrados em cidades
MaJga). A asser'çãode Lucas relativa a êsse títtrÌo cracro macedônias,incÌusive Tessalônica.
a Eteso e corrobrtracla por urn:r inscrição grcga qtie cles- A antiga côrte do Areópago aparece na narrativa da
creve a ciclade como "Guarcliã cÌo Templo"ol.,- Ártemis". visita dc Paulo a Atenas (Atos 17:19,22). Era essaa mais
O teatro de Éfeso, locaÌ ern que se congregou venerancla cle tôdas as instituições atenicnses,mas havia
a perdido a mor parte cle seu antìgo pocler no decurso do
assemblcia rumurruiiria, nrercô tras eipeaiioãr
ï.ãÌ*àro
gìcas, !:i loi excavacloc..:,r quinto século antes de Cristo, com o incr,emento da demo-
]rrlqrrr 1,*r,,, i.ii,iì,ì,,1ïrìr,,.ï,.r, cracia cle Atenas, todavia, viera a reconquistar muito do
para cirrâ .le lj.lroo
lillo,.opucitlacle
caso (le multas o.tras cidarressreqlrs.eríì l)essoai. C,,mà no prístino prestígio sob o Império Romano. De moclc
o tc;ÌÍr.1) o rtrgar
rpropriado para rcrrniòes ,i,-, corl)o ,t,l ,;,t",ìiir. particular, há eviclência clc que neste período exercia ela
11is
lnleressa.te dcscobertanc5sc tcar.rl ú a rle rrrrra certa supervisão no qrÌc lespcita a preletores púbÌicos;
irrscrição
de 103-104A.I)., em grego e latim, que reqistra que logo, era perfeitamente natural que Paulo, em èhegando
rrrrÌ a Atenas com sua doutrina de toclo nova, fôsse convidado
cfìcr:rl r'olÌÌÍìrìo,c. r,,iúrrs"
saÌrrtaris,- ïÀ"qarr.
de. prata cÌe Ártcrnis e nìiris aÌgrrmas "i..tn,,o,,"rn a apresent:i-la "no mcio cÌo ,\reirpago" (não na "Coìina
estâtÌlas a serc[Ì
coÌocaclasern seus Pedcstuissemprã rlue no tcatro se rle XÍarte", como o dizctn certirs versõresbíbÌir as, pois
reali- embora êssefôsseo locaÌ onrle se reunila a côrte cm tempos
zasse da ecclesitrou assúril.,luiarìos cidadlìos. Isto
'eunião
nos traz a mente o intercsse que, seÉïÌrndoAtos primitivos. e de que derivara o nome, agora já não niais
lg:24, ai se reunìa, mas rra ClolrrnatlrReuÌ, na praçrÌ do mercado
a, corl)oração rìos ,rrrrivcs rlc l.Í.,,r,.,,,,,,,, n..,ìn o
::.y:l"ll
culto (la rlerrslr. os "s;inttririos de prlrta" <1rrc'frrzirtnì de Atenas\.
r)ar:Ì
t;;" A mais alta autoriclacle de N{alta é referida como "o
Ártemis
.eÌ'am I)cqÌren()s ni<hos (lue .ónrio,ti,rii, horncnr principr:rì (orr primeiro) da ilha"
lmagem cla rlerrsaÌacleaclapor scrrsleõcs. s,bsi:tcm ainda (Atos 28:7)..
algumas dessasminiaturas^ clo ternplo em terrrì_cotta. titulo quc recebe confirrnaçiro tanto em inscrições gregas
Os magistrados de FiÌipos, qrÌe era Ì,Ìma colônia quanto em latinas como a designação explícita do gover-
romana, são cÌramados de .,pretôies', em Atos nador romano de MaÌta.
e são
acoÌitados.por "l-itôres" (Versão Brasileira; ern AÌmeicla: Quando chegou Paulo a Roma, foi êle, segundo uma
cle lustica"), cujas varas ínf lisirarn a paulo e das tradições textuais, cntrcgue a um oficial designado
.9,rt.,1,.Ì
òlras como "estratopedarca" (Atos 28: l6), identificado pelo
clrlataclonúmero de vergastaclas(Aio-s Ì6:l?,ZOs,B5s).
.,cíuún- historiaclor alemão l\íommscn coÌÌÌo o princeps peregri-
9 ql..,rjo título dêssesmaqiïtrados coloniais era notüm) comandante closnrcnsageirosou estafêtasimperiais,
viro"; êles, porém, preferiam o clesisnativorllis polÌìposo
"pïetor", exatamerìte coiÌro os magistraclosclc ..r.trà um cioscluaisparecc tcl'!i(i() o centurião Júlio (Atos 28:l).
col'ônia
romana, a.cujo respeito ãiz Cícero: .,-Emboranas Ilelocles Antiiras" sul.)lenìrìautoridade administrativa
91p.,n. da GaÌileia no tcrnpo rlc Cìristo, Parece ter sido distin-
clemarscolônras sejam chamados duúnviros, ôsseshomens
querrììn ser charuacloscle pretôres"(6). sriido pelos súditos ?:onr o lítulo honorífico de "rei" (.f.
Em TessaÌônic.aos magistra(los sulteriores se cleno_ úÍat. 14:9; NÍarc. 6:l'1), ÌÌìas, em contraste com Flerocles,
minam "politarcas" (Atos l7:6,9), títtrló quc não ocorre o Grande, seu pai, c llcrodes Agripa I,, seu sobrinho,
não foi pelo imperaclor elerado à dienidade real e se
- (6) De Lege Asrarìa, Y'tetrarca". Lucas,
34. teve de aôntantut^com o título inferior
112 trlerece Confiançu o N óuo Te.starnento
? Os Escritosde Lucas I Il

portanto,-.-jamais o chama rei, scmpre tetrarca (e.g.,


a seguinte determinação: "Estando próximo o recensc:ì'
Luc. 3:1,19).
menio de famílias, hemos Por bem notificar a todos
A referência conticla em Luc. Z:Z a quantos, por qualquer razáo, se encontram distantes da
euirino como
governador tla síria Por ocasião cio nasci-eãto cle cristo divisão adrninistrativa em gue se enquadram -que re-tornem
(a-nte-scla morte clc Hcrorles, o Clrancle, em 4 A.C.), tem à sede a fim de dar cumprìmento à costumeira ordenança
sido frerliìelìtenìc'tc acÌ'ritida como lavranclo .- ''ê.ro, clo censo e continuar na posseda gleba que se lhes atribui"
porquanto se sabe quc euir.ino foi irrvesticlo como (ll).
ìegado imperial cla Síiia no ano 6 antes cle Cristo(7) e
(.) Há evidência ampla da. realização de recensea-
que, nessa data, supervisionou o ceÌìso mencionaclo em
mento'em várias partes do-Império entre os anos 1l e 8
Atos 6:7, que provocou a insurreição chefiacla por fuclas,
A.C,. o testemunho oferecido- por papiros no caso do
o Galileu. Hoje, porém, há ampla accitaçrìocle qüe um
Egito sendo pràticamente conclusivo.
ccnso prc'vio, nos ti.rnros em qüe o rÌescreveLuc. 2: I s,
(a) pode ter-serealizldo no reináclo cle Herocles,o Grande. (d) Há razoâvel evidência inscripcional de que,
(b) podc ter irnplicado no l-erôrno de cacla inclivícluo ao quando Quirino assumiu o govêrno da Síria em 6 4.D.,
torrão nataÌ ou .entro orieinal cÌe resiclênciada família, e^ra essa i segunda vez que servia como legado imperial.
(c) pocle ter sido 1;alte clc ÌrÌÌì censo gcraÌ a abranger todos A primeira foi quando comandou uma expediçâo contra
os recantos clo Ìmpcrio c (cl) pode ter-se clado em prévio os homanadensei tribo montanhesa da Ásia Menor, em
mandato governamcntal cle Quirino sôbr-ea Siria. data que se enqüadra entre 12 e 6 A.C. A evidôncia com
que cbntamos hão declara de modo explícito em que
(-") Diz-nos Josefo que rìos riltimos rempos do
província foi êle legarlo imperial nessa data prévia. . Sir
reinado de Herocles (37 34 A.C.), o imperaclor Augusto
Willianr Ramsay sustentou a tese de que foi na província
o tratolr mais e mais corno um súclito aõ invcs de ãomo
da Síria(12). Dispomos, porém, de uma relação contínua
ym- _aryigo(8)e que tôcla a .fudcìa fêz um juramento de dos governadores da Síria nesse período, da qual. não
lealclade a Auguito, assim côrno o fizera paia com Hero-
constá Quirino; Ramsay e de opinião que -foi, Quirino
des(9). A realiiaçiro cle rim censo impcr-ial tm reino cliente
investido como legado adicional e extraordinário para
(como o era a Judi.i;r tlurrntc o reinarlo rle Herodes) não
fins militares. Poi outro lado, de bastante probabilidade
é coisa sem paialelo; no reinaclo cie Tibcrio se impôs
se reveste a idéia de que o primeiro têrmo no ofício de
recenseamentoque tal ao reino cliente de Antíoco na
legado imperial d,esemfenhoú-o Quirino na Galácia, não
Ásia Menor oriental(10).
ni Siria(ts). A questão aincla não está definitivamente
(b) A obrigação de cada pessoa cle registrar-se no
-
domicilio de origèm, o que forçou José ató tsËlém, é ilus- - LIGIÌ1ì 1ìtìOM'fIllt ANCIENT EAST
(11) Cf. A. Deissmann
ILUZ DO ORIENTE ANTI(ìOÌ (1927)'1'.270s'
trada pelos tôrmos cÌe um edito do ano 101 da era cristã,
em que C. Vibio N{:iximo, prefeito romano do Egito, faz (12) THE BEARING OF RIìCIÌNT DISCOVERY 9N TIIE
TRUSTWORTHINTìSS
-nÈceNrES OIì THE NEW TESTAMENT
(r) Jbr.f", ANTÌGLÌIDADES, xviii:1:1. [Às E qJ4_ Sql4-qÃo
I)ESCoBERTAS
i ort n FI DEDI G NTT) AI ) t i Do Novo TESTAM ENTO I
(8) Ibid., xvi :9:3. (1915) , p. 257s.
(9) Ibid., xvií:2:4. (13) Cf.R.Syne - "Galatia and' Pam[hy!;" yylgr^ Áugus.tus"^f"A
Galáciá e a Panfília sob Auguitó"1, KLIO, xxvii (1934),
(10) Tácito, ANAIS, vi:41" p.122s.
111 Merece Conliança o Nôuo Testamento? Os Escritosde Lucas t 15

decidida; contudo, talvez melhor seia seguir_se aoueles Menoíonemos ïrm dentre os vários casos em que
comentadores(l4) que, levados por uma obËrvação .ï-r.orr- moeclasantigas podem projctar ìuz sôbre a narrativa
trada em Tertuliãno(15), lêenì: ,,Saturnino" .'- vez de néo-testamen"tária. Mui clebatida 6em sido por Parte de
.'Quirin_o", em l,uc. 2:2. Sêntio Saturnino foi legado historiad.oresa clata em que o procltrador
'Eviciência
Félix foi substi"
imperial da Síria em 8-6 A.C. tuído por Festo (Atos 2'Ì:37). subsistede que
Outro pressuÌ)osto ôrro alguns o clescobrem em tr_uc. nova iunhagem se introduziu na Judéia no quinto ano
3:1, onde se diz que Lisânias õra tetrarca cle Abilene (uo do reinado ãe Nero (c1ue ternrinou em oritubro do ano
oeste de Damasco) lìo rlccimo-rlrrirrto ano rlc Tibcri<r 59 A.D.), e a ocasião rnais natural para essa medida seria
a s3Pra
(27-28 AD),enquanro que o irrúco Lisânias cÌe Abilene iustameirte a substituição do procurador. Com
cle que a histórià antiga-'os clá corìta tinÌra o título de ieferida inscrição de Delfos, que fixa a dat.a em que Gálio
rei c foi cxecutarlo Poì: .rrle'r cle N,Iarco A'tô'ic'r em 34 foi procônsul-da Acaia (e, ?olateralmente, a cronologia-
A. C. Entretanto, evidência de um Lisânias posterior d,a évangelizaçáo cle Paulo em Corinto, registrada no
que re-ceberaa digniclade cle tetrarca se encontra em uma capítulo lE de Atos), e esta evidência numismática
rnscrÌção que registra a cÌecÌicaçãocle um templo ..para mèüante que se pode datar a che.gada de !-esto g.omo
a salvação procurador- da Judéia no ano 59, estamos em con(lições
.dos ScnÌrores Irrpriais c tôrìa ,.,0' .os"j du ãe determinar aldata de alguns dos marcos miliários mais
parte de Ninfeu, liberto de Ì,isânias, o tetrar.r:a".A refe-
rência a "os Senhores Irnperiais" titulo coniunto cruciais da carreira de Patr.lo. () tlcl inc;rnìcrÌto que rcsttlta
atribrrído sòmente ao ImPerarìor f-ibet.io e sua mãe iívia, dêssesdados é de tal ordern que as ittfolrnações contidas
viuva rle Augusto - fira a clata <ìa inscrição como recain- em Atos se lhe harmonizant ;rcrÍeit:ìtÌìeÌìte.
do entre 14 A.D. (ano da investiclura de Tibério) e 2g A precisão que revela [-ttc:rs nos cletalhes q-ue temos
(data da morte de Líi'ia) (16), Apoiados nessae outras estaclo ã examinar se esterÌdem também à esfera mais
eviclências, bern nos pocle*ros s:rtisiazer com o veredicto geral da côr e atmosfera locais. Em todos os casos,pinta
do historiaclor Ecluarcl Ì\Ícycr de que a referência de ã atmosfera nos têrmos precisos em que a car,acterizam
Lucas :r Lisânias ó "inteiramentc coireta",1T). as circunstâncias. ;erusàlém, com suãs multidões exci-
táveis e intolerantes, se aPresenta em vívido contraste
( 14) C f.R .S . Ea s to n - THE GOS P E L A C C OR D IN G TO S T. com o fervilhante mercado de Antioquia da Síria, onde
!_q5p tq EVANGET"HO
SEGUNDO SÃO r_UCASI gente de dii ferentes credos e nacionalidades se acotovela
(1926), p.20; J.Y.Jack - "Thc Census ol Quirín'iu,s"["O
a travar relações e a clcsgltst:tr a! arestasm:ris aguclascla
R e c e n s c a me n to
d e Q u i ri n o" l , TH E E X P OS ITOR Y TIMÈ S ,
XL (1928-1929),p.49ós. personalidade, de sor t e ( lr lc t t it r lÌos causa surPrcsa o
(15) Tcrtuliano (.4t{;-,.tr'[ttrc.I\/:19)
encontrar estabelecida ex:ìtaïIìclìtc aí a primeira igreja
diz qut. r.ecelìseamel.Ìto
feito
na Judéia na época ilo uascirtrentotìe Cristo procedeu-o gentílica, judeus e não-jutlctrs 1ì coÌlsregar-seem fraterna
Sêntio Saturnino. iolerância e comunhão (Atos ll:19s.). Filipos a colônia
( 16) V e r R a m s a y - T H E R t rA R IN G OF R E C E N T D ÌS C O- romana, com seus magistratlos tão ciosos da própria im-
VE R Y ... [A S R E C E N ' ftrS ]IE S C OB E IÌTA S I, p.v97s. portância e seus cidadiros tiro orgulhosos da honra de
( r 7) U R S PR U N G U N r) AN F' Ã N GE D E S C H R IS TE N TU MS ierem romanos; Atenas, (otìl :ìs intérminas cliscussões na
l o Ì.rGE M -E PR rM ó R D TOS D O C R TS TIA N IS MOI, I praça do merczrdo e srÌiÌ insopitável sêde das últimas
(192t), p.49,
ãovidades - sêde por qÌÌe scus estadistas a haviam recri-
116 Merece Confiança o Nôuo Testamento? Os Escritosde Lucas II;
minado trezentos e- quatrocentos anos antes(lg).
Éfeso, Da narrativa que Lucas faz da demora em NÍalta
com o templo de Áriemis, uma cÌas sete maravilhas 'Harnack "que
do (Atos 28: l-10) cÌiz se pode concluir com
munclo, e tantos de seus cidaclãos a depender do
culto grande probabilidade de 2B:9s que o autor exerceu a
da grande cleusa Para a própria subsisìência;
.o---r.ru prática da medicina em NÍaltâ", €, após detido exame da
reputação na esfcnrda supcistiçìio.ecla mágica _
reputação iinguagem do trecho, declara êle que "a estória tôda da
tão disseminada rnunrlo que um desigrrativo
Ìo
comum rÌos arnrrlctos -ántigo. estãda do narrador em N{alta é focalizada em persPectiva
e taìisrnitscsãritoi en Etthesii srom_
mata ("cartas efesinas"). Eram, sem dúvidã, méclica" (20).
rolos'-que Ora,' iôdas essas evidôncias de acuracidade não
continham tais fórmuias cle encantamento
que foram podem ser aciclentais. O autor cuja exaticlão se co-mprova
püblicamente lançacÌos às chamas em cÌecorrência
da èm matérias em que a podemos verificar, é de admitir-se
poderosa proclamação que patrlo l'izerada fé que
liberta igçualmenteprecisõ em se Úatando de elementos em.gue
os nomens dos ternoressupcrsliciosos (Atos tO:,lO;.
Três secçõesdo livro de Atos se conhecem gelalmente lÉe não é possível testar a exatidão. Êsse é um hábito
"porçôes-em-nós",porquanÍ.o nelas -olrru mental e sabemo-lo de grata (o, amarga) experiência
:g-: o ui,oi que certas pessoassão habitualmente precisas, assim como
oe lorma rel)entina de narrativa na terceira parro" ^rrrru lr

a narração. na primcira do plural, dessa torm'a outras se podem sempre admitir como inexatas. Os escrt-
deixjndo tos de Lucas confeiem o clireito de ser consiclerado
u-'_lgu
que não de modo explícito,que em cerros
::i9:l:?
perlo(ros presen-crara pessoalmente os aòntecimentos escritor de habitual acuraciclacle.
oescntos (Aros I6:10_Ì7; 20:b_Zt:tg; Sir William Ramsav, que tlevotou mltitos anos pro'
27:l-ZB:l6). Dessas ficuos às pesquisasarclueol<igicas tla Ásia Ntrenor,testifica
porções-talvez a mais inreressante é a última,
oí.. .orriern do conheiiménto íntimn e preciso qtrc l-ucas revela da
a grande esrória da viagem e naufrágio a. Ëuiio
à"ã"a" Ásia Menor e do Oriente helênico na época mesma com
velejavam, ôÌe e seus cómpanlreir.,r,"du p,,È;;;;
;;;" que tratam os escritos Ìucanos. Quando iniciou Ramsay
Itália. Esta narrarir.a tem sicÌo declarrA" ;;"*'ãoï**ui, "
úa produtiva obra arqueológica, na parte final-da década
instrutivos documentos para o conhecimento
da o.iìi.u dos letenta no século passado, estava êle firmemente
marítima antiga"('9). h obra cÌássica ,Àúi"
; Ãr;;r, convencido da verdade da teoria de Tübingen, então em
:*lfgl:' é_TrÌE VoyAGEAND sHrpwRECKoF voga, de que o livro de Atos era obra tardia, produzida
s-ïfy.L [A..vrAcEM E NAuFRÁcro õÈ--sao nos meados do segunclo século da era cristã, mas foi êle,
i^l.l1Yl,,publya{a. em _1848(4." ediçãoem lB80),da pouco a pouco, compcliclo a complcta rcversão de suas
,.11u J"u*ç.t. Smith
9. iamrrrarizadode Jordanhill,exper.imenrado
Dastante
iâtista ideias anie a intergiversrivel cvitlôtrtia tlos latos vindos
com a parte do MecÌiterrâneo em à luz no curso de sttas inv,cstiglçõcs.
gue s-eprocessou a travessia d,e paulo, quc dá testemunho Embora em seus riltitttos itlìor; sc haja Ramsay
da admiráveÌ exatidão da na'ativa de'r-u.",
.Ã ..roãir, persuadido a enversar o mrrÌìto clc apologeta po.pular da
a cada estágio da viagem e foi capaz de, to-ánaã-lo,
-.-ì;g;;^^ï"ïio , lidedignidade dos- cloctrnìí'ÌÌtos néo-testamentários, as
base os datÌos de Luãas, .teterminãi
rru opiniõls que cleu a priblit:o tìeste período foram conclu-
costa de Malta enÌ que deve de ter ocorrido"
o naufrásio. sões que havia atingìtlo anteriormente como. arqueólogo
( 18) {1o^s
. !7 :27, cf. Tucídides,iii :38:5; Demóstenes _ FILÍ_ norteaìo por princípios estritamente científicos e estu-
PICAS: I:10.
(19) H.J_.Holtzmann HANDKOI,II,ÍEÌ\trTAR ZUM N.T. (20) THE BEARING OF RECENT D r s c ov ER Y... tAS
ICOMENTÁRIO MANUAL Do N.T.l (188ei;-p.+zl.' RECENTES DESCOBERTAS...], p. 81.
118 hlerece Conliança o Ìrlóua Testantento? Os Escritos de I'ucat t
'"
dioso categorizacloda históri:r e da literatura cliissicasda Ramsay o que aprouver, mas ninguém haverá dìsposto a
antiguiclacle. Não estava Ramsay a falar levianamente acoimar o ïeterãno estudioso americano, Dr. Henry J'
ou a-buscar popuÌeridade perante os círculos religiosos Cadbury, de ser mero apologeta. Quando, Porém, aPós
quanclo sustclÌtou a tese rÌe que "a história cle Luias é extensa e distinta carreira em que pertez contrlburçoes
insupci;ir.cl no (Ìuc ìhc rcspcit:r rì iidedigniclade"(21); da mais alta qualidade ao estudo de Lucas I 4!o-st Pro-
esta a sóbria ronclusão ;ì que o levararn as ltesquisas nunciou o Dr.'Cadbury as Preleções Lowell de 1953, sob
realiz;rrl;rs,;r dcspcilo rlo Íat,r de haver êle rjartid^o de o tema O LIVRO DE ATOS NA HISTÓRIA, apre-
lpinião muito diferente quanro à creclibilidacl'ehistórica sentou êle fascinante obra que não pocle deixar de inten-
de Lucas. O amaclureciilo veredicto que firmou pro- sificar a admiração do leitõr para ìom a elabora-ção-de
nunciou-o nos tôÌ'rnosscgrrirrtcs: Lucas. Pode-se realrnente aclamar o volume do Dr'
"Lucas é um historiaclol de primeir.a granrieza; não Cadbury como digna sequeÌe a Ramsay no que tem de
apenas são suas alirnações de [ato fide<Ìignas; revela-se melhor.
possuido cle vercladeiro senso histórico; fixã a merìte na A fidedignidade histórica de Lucas tcm sido, cle faio'
idéia e pÌano que regem a evolução da história e regula reconhecidu [ot muitos críticos bíblicos- de. posição fran-
a escala cÌe srra r:onsicleração:\ importância de cada fãto. camente libeial. E é essa ,ma conclusão de alta impor-
Focaliza os ev.erÌtosilÌìl)ortantes e-cr'íticos e lhes ressalta ia".in aquelesque encaram o Nôvo Testarnetrtodo, ânstrltr
a verdarleira naturezr cm têrnros cle maior extensão, do histoiiador, pois quc os escritos de l-rtc;t-scobl'cm o
'a
erÌquanto que apenas considera ligeiramente ou omite de Deríodo que abiange r itla c it tìtorlt: tle ( lt isto e os
todo muito que não se lhe revcste de valor ao propósito ^primeiros'trinta anós dl Ig'ej:r Cri:ti. ttt<ltritttÌo o: iìÌloS
em mira. Enl síntese, êste autor deveria de ser colocado ã--o". se desenvolveu a ìt ãit itrtentt etiriclacle missio-
entïe os maiores dos historiadores"(22). paulo e foi escrita a maioria das cartas subsis-
Nem tôcla arrtolidarÌe no carÌÌpo dos esrucloshistó- tentes do apóstolo. As dtta-*Ìrartes cla história de Lucas
"ãriu'de
ricos encÌossariao parecer cle Ramsay quanto à perícia realmente ïnificam o Nôvô Testameuto num todo
técnica rle Lucas i.ono historirigralo; -'su" o.t-,.u'.i.lude articulado. O Evangelho cle l,ucas treta dos mesrnos
até nos ntinimos detalhes é algo, porém, que se pode acontecimentos focali"zadospelos outros Evangelhos' O
testar a cacla passo. Investigações e pesquisas no campo livro de Atos pror'ô o fìndo histórico das Epistoias
que constitui o fundo histirnco e geográlìco cla narratiïa Pu.,iittot. O quãclro qtte Lttcas.nos pinta das origcns e
c1e Lucas não se quedaram em ponto morto desde os do desenvolrirncnt,_rrlo cristitrrrismo c.;t:i gerrÌmettte,em
lg9pgs áureos de Ramsay, mas o respeito grangeado pela consonância com o tcstcrrrrrnlr()tlO. tÌctn:ris [,r'rngelhos
fidedignidade de Lucas conrinua crescer iì meclida què se ã du, Epístolas tle In;itrlo. I ilt. :r1)Ì(\( rtt:t isst' rlrr;itlt'ona
nos incrementa o conhecirnento nessa esfem. I)iga-se de moldurâ cìr histirria ( c't\':r ('lìì lirllr:r' tlri-squr: desperta-
|ZfrT@ì Ti{It pÌlySicr;\N ILUCAS, o Niiii)ìco], p.177- lirssenlseiÌStlsclrtOS
riam inevitàvelmelte l)l{)llÍ-;ìt clrrtltt'li,.r,
r79. de um romancistlt, linltlts, pori'tn, que, de fato'
(22) Op.cit.,p.222.Compare-se o veredictodo actual professor a obra
dos C1ássicosc1a Llniversida,le rle .,\uckland, Noza Zcl:rndi:r: oferecem evidência e tlcltgrtstt-açiro, etn bases históricas,
"Lucas é consnnraclo historiador, a ombrear, por seus pró- da absoluta fidedignidatlc clôssesdocumentos e, com êles,
prios méritos, corÌl os grarrrles escritores da Grócia', ( É.M.
Blaik ioc k
cle peio menos o esbôç,, gcral das orlgens do Cristianismo
THE ACTS OF THF] AI,OS-fI-ES' tOS
AT O S DO S APóSTO LO SI , , lyndale Prt,ss, 19.59,' p. que se nos estamP:ì elÌÌ o Nôvo Testamento como um
8e ). todo.
Cer,írut.o VIII

IçtAIS ttl/IDtÌ,JCIA AII"QU I:'OLÓGICA

A ci'idôtrcia ar"qrtcolrigicactn abotro cÌo Nôvo Testa-


mento nito c tito vtrltosa (ÌtleÌìto ì rlue sc r-clcreao Velho
Testamcnto; lÌìtìs, inda tluc rnelìos cspctar-ttlar' -rìem Por
isso c rIìenos ilrÌpot'tante. .lti l)assarnosetn t'cvista_Parte
da eviclônr-iacleiit'acla tlc itrscticões e papiros; poclemos
aincla consiclerar uÌÌì otl tlois cxctrtplos urais antes de
passar à cviclôncìltcle outra espccie.
O leitor clc Atcrs terá ctn letnìlt-ança(ltle Por ocaslâo
cla Írltim;r visita dc l,:trtlo a ^|clusalótnsc pl'ocluziu sório
inciclcnt.erro tcrnlrÌo l)ol'quc corl'Ct.lo boato tlc ciuc Ìutvie
((,.ÌÌì tti'lc intto'
o ulrt)str_rÌoltrollrirlrcÌrio slrglarlo lcrirrl()
duzir a gcttii,,s (-\trs 2l:27s). ,\rlntitirt sc o ìttqt'cssoclc
gentios tto lllitio cxteritlt', tlttc trão ctLt icltllÌìcÌìtc I):Ìl'tc
rlo cclilício ilo terììpÌo, (onìo tlrl; trão lhcs criì, porónì,
defcso avanc:ìr alcnr clôsscl)olÌto, sob llctta tle morte. (l)
Tiro prontei cstavanr as atúr,titllrcÌcstc)ÌÌìallasa reslleitar
as suiceptilrilicluclcsreÌiÍriosastlos .jrrtÌeus qtÌc chcgavam
t Ì ì e s n ì o ; Ì s[Ìl ìcl ( ìÌìa r a C \C C tl C i to C C ci cl a tl ã o s IOl l ìa IìOS a C u Sa -
clos tìc infrinqilenr ôssc preceito.(2) Para t1r.tc, ningurim
putlessc alcqar- igrtorirncilr tlcss;t llroibiciro, h.ltvia-encrus-
irarlas na m-i,rct,,tluc s('l)rì'rtvlÌo pritio extcrior clo 1látio
interior placas, coin ilr<r içõc's cm grego c l;ttìm, itclver-
tinclo aoi gcntios (ltlc tt 1rt'rtlttlc irrtlcvitl,r ltrcssrl sct'ie
a rÌl oftc. 1lt 'r : lls ilr st t içõt ls ct n
[ t r n [ . st ant lt r - r ì C. r i'lt ' 1111111
qree(), tl csr r lber t lr por ( ì . S. ( , lr 't r t t ot t i ( , t t lt t <'t t t t . t Í ì ì 1871,
cnr [cru-r lr lr inr . ( ) ic, , r Í ) \ {. ] 'r '|: 1. : \ t { ) 5ì . i) l'.l{\ ll I - E
O ,\i,tì:is() .\ \L-\lll \[ l: llì \\(;Ì.1[{.(} \o PiT'Io
lN-fhRIOR (ltrU (líìi(,1 \\(,1{1.\'tr () I-1:.\tPLO E
5U.\S Dtrrl't',\t)Ê\(ll \\ i)llìl'.'l \5. (:ti[\Í QL][,R
qLJE IìôR A[,.\NII \t)() ,\CIND() I-ERÁ DE
'\sSi][
(t) I . r s tío - - ( ìL l l ',íìl ì,\,- i
(2) ! 5 í d ., Y L ? :4 .
XIais Euirllncia Arqucoló{it tt | 'l
12 2 LIcrt:tt: Oonfiarrça o N óuo Testarnento?

exeqüível procecler-se a cxcavaçõcsa,rqueolrigices {'tlr ì.rtL:'t


CULP,\R .'\PilN'\S i\ SI N'ÍESN{O PELA MORTE QUE
S[, l,FI[ l).\Iì;t I)IÌ Iil,{EDIATO. (3) cscaia num ccntro Llfl)aÌlo cÌc tiro clensallopuÌaçito' l.ttt
,\rluritc:r' orrc lì alusão de Paulo, em Ef 2:14, "à cÌecorrênciadisso, l)ol exetÌ-Ìltlo,aittrÌa sttllsiste ceïtlt tlti-
parerlc rlc sc1.,;rri{-ão post:r ao nìeio" eÌìtrc judeu e gentio Yida quanto :Ìo lugar orrtic ioi ct'l.t:ilicaclo_escPrtltacÌorr
rÌr'rnolirllrt:rrr(,r i:to r':rrrrturtrctrifor:rderivarla pclo apóstolo Senhoi Jesus. O sítio traclicioneÌ, ocupado pela Iglci;t
desta balt-cirrr rlo trnrplo, que proibia aos gentios o do Santo Sepulcro, é o qrie se inclicou ao Imperador
in5çrcssoàs I)iìrtcs lcscrvlrrlls exclusivamente aos judeus. Constantino quando visitou Jet'usalórnno ano iJ27, mas
não há certezii rle que êsselocal ficava alónl tla "segutlcla
Outros passosrìco-tcstiÌnÌcnt;iriostôm recebido abun-
rnut'alÌrir" cìe Jerusltlént, como rleve ter sidrl o caso tlrl
dante luz r-lc rlcscobertasalqueolriÍric:asrealizacÌasem Je-
rrrsalcrn c circturvizinhanças. O tarrque clc Betesda,des- Gólgota. (J curso tlessu rnrtrtiÌie aittcla trão loi 1lÌcna-
('1)
lÌÌentc rlct.ct'trtinlitlo.
cl'ito'erÌì |oão 5:2, Ioi localizarlo na zona nol'dcste da ci-
cÌuclcvelhn rìc .|erusaÌérn,ÍÌ zonA que era chamada Be- Ern If iir, o Íinatlo proferssorL. L. Sukcnik, tìa Iinì-
v c t s i r l r t , l t' I Icl l i l r ír l r . ,l cr ,,,l r t i r r () ( l tl ( ' l tÍ) tl \( ' ( ( ) ÌÌìí, "l t:
zetha, ou "(,irlacle Nova", no Primeiro século da era
cristã. hrn Ì88B excavaçõesprocecÌicl:rs nas imediaçõesda nais antisas eviclônciastÌc; Clisti:utisrtìo", cìÌì insctiçõres
Igrcja cìc Sant:r Ana, nessa zona, trollxeÌ-atrìà luz os re- traçacl l ts ent t Ì ois osst t ár ios or t t ì epr init ils <Ì e r t s', t , sÌ t ( t nl: t t lit s
nÌallescelìtcsrlc antigo s:rntulirio cristão. Deltaixo dessa nas vi zi uÌ ult t ças t le . fet r r slt lct t t . l; t llt t t lr '. : ; t s it lst t í r 'ir t 's p: l-
estrutura, huviu urnã r riptl,, c()ln ;r ltarede setentrional rece (oÍ lt . cr iì nì r Ì t r r r t t ir t st t i; lir lt t r lr ) o í t t l\ í Ì io t ì r - ' f t r sr r s,
divirlirla cnr cinr:o porÇòes ()u (onÌllartimentos imitando cnqul rtl to a ot ì t r a é r t t t t lt ì ) ct i( 'iÌ ( ) r lir iqr r l; i lt Ì t . t t s Ì ì ( ) sclì -
arcos; rìcssa l);Ìl'eclepocliarrn-se pclceber tracos cle antiga ti tl O tìe ( lr ì e lì l) {'Ss. }iìt t t . i, r s ( lssr ir r t r . : t t Ì t ; t t ì ì ì t 't olÌ lit ì r r r t r r l
pinturir rcl)resclìtÍìncloO anjo a agitar a ásua. É eviclente i fftet' i < l t t lo t . , , .r '1t t ; irLiÌ u lì ( ) - \ \ . ì it : : r st t r til. t l t jCt t t t t oS ì Ì ì ( ) Ì t ( ) s"
que os rcsyrorrsár,eis pela constl"uçaìoclest:restrutura esta- r\ data a : r t t illuí - ì lt s c' t ôl <a t ì e 50 ; \ . 1) . ( . s)
valÌÌ ('ertos rÌe que Ìnar( Íì\':ì elu o lrrgar onde estava si- I-sr t 'cr , cr t t lo t ie ( , t it 'it t t o, ( 1ì t r alt t e ( ) Ì I ì \ i'lr lo t 1c i( i- ir 7
tuarlo o tanque cÌe Betesda. Srrl-r,ciliien tes excavações 4.D .. a Ì r ipí st ola aos Ronut nos, {: t t t 'ilt Plt lt Ì o 5iì Ì l( ì lì ciies ( Ì a
abaixo tlrr crì1rtu clemonstrararnque tinham tazáo; des- partc cle alquns cot npanlt eir os e lì cr cc( 'elÌ t iì : '- "Sr t t icì a- vos
cclbriu-serur.urcscadalia que conrluziu a unì tanque pro- [rarsto, o 'I 'csot t t 'eit 'o cì ; r ( , ir Ì acle" ( Rm ì 6: 23) . No clecur so
vicÌo de r inco prirticos t'lrsos niÌ l)arte setentrional, em de e\(rr \ r Ì Çõcs 1r , 'iÍ lr s ( 'r ì ì llot 'int o ct Ì Ì 1021) , t lesr olt t 'ì Lt o
rlireta colreslroncÌônciaas cinco projecõesem imitação de "1'. Ì i: ir r t t ' i: r Ì ì
prr:-rferssol 1; : irit lt t 'll{l i. 'ì t l ( lil{' ! t : r r i, i lì
arcos cla parecÌe norte da c'ripta. Poucos lugares há em setgi ri l l ï . t ,t i, , t t i'. . i1' ì : ; , 1{" f ' r I 'l( ( ì r ï ! . ì 'r I ; ' Ì lì \ '\ {'I
Jenrsalcrn rcfericlos nos ltvungelhos rlrre se possam iden- {"1 ii i,,. ,i1..'ì

tificar colÌì tanflÌ cer'tczeconÌo ncstc ('e\o. r rl '


,\ irÌcntifiracio ilc Ìorui,' rlc .fcrrr.,Ìrirn citados no
Nôr'()'fc-ctiilìlclìío rirr;ìtnclìte sc rolìscgr.lcpcr{azer com
t:rr.rtirscgLll'íìÌlca em vist:r rÌa tlcstniição da riclacleno arÌo
70 cla ela r.t'istãc n suÌrscqiïenl.cccìilicaçãono lrìesmo sí-
tio tlc orrtm rrti;r'. 1,:tqi. r-;nt 135 AD. Atìt'rnltis,não e
(3 ) ( ) ut r ( ) c \ c lt ì lr ir ': - . t t t llt or : r c r l t t t i r t i p t r i c i ç i r c s . f o i l : l l c o l l t r a d o e m
Jcrns:riénr, ci'ic:r r-lc sc,isclìta. :ittcs nrLìs iardc; acha-se no
l\íri:r-'ri -'\rt1ucolúiric<,r da 1'ale-itina, cnt Jtru-.alénr.
121 nIcrct r: Cott{iatica a Ì,1riuo 7-estamenta? Alais I.uírllncia Arqucológica t:t

rece a conclusão rìe que ôssc pavimento cxistia no século em que se repçistraa clcclicacãoa .Zeuscle trma estrittlt tlt:
primeiro cla crÌ r'ristã c ó mrtitíssimo provlivel qtÌe o Herrnas .iuntàmente coilì rrrn rclógio cle sol cla partc^ <lc
generoso tlolrclor não seja outro scniro o Ìirasto refericìo pessoas clont ttontcs licaônios, (6) 9, otÌtriÌ \''ez, enr 1926'
por PauÌo. iiuanclo o ÌÌìcsmo estudioso, lrssor:iunrlo-se-llie o Profcss()r
Âinrlu rlc (,olirrto (orìtirlÌro\ com rrnta insr:riçãofrag- iV. H. Iìuckler', clcscoliritt rttrt rtltltr cÌe llcclra uas l'ìzi-
mentliria (luc rrrisirrrÌrricrrtc .j:rrir acima rÌe rrrn portai: nhanças cle Listra tleclicacloa ".\quôlc qtle ouvc prcces"
quantlo Corrrlrlcta,l)rììc( c (luc os cÌizeresteriarn siclo "SI- (prcsumìr'elmentc,ZcLrs)e Hcrnres.(7)
NAGOGA llOS tÌ[Ì]Ì{LtiS". É l.ierfi:italìrenteyrìausívei InteressarÌteparalclo à fras'c "que,m clirigia o inter-
o conceber-scconìo l)er(enccn(ìoà sirrasoÍìr{'lÌÌ clrrc I}atrìo lóquio" (grego: ho hesoúrnenos toír lógorr) se encontra
rìebateu quanclo rlc srrr estacÌaem (iorinlii, lrltr tltte nã<-r em OS NI-ISjt'ÉRIos ÈGÍPCIOS, tÌe Jârnblico, oncle se
mais lhe ptrcìelarrrtolcral as ativirl:rrlt'sr)s rlir igcntes e clcscrevea Hcr.ntes colÌìo "o cìcrrs,quc c o clirigr:nte clos
() cliscrrrsos" (grego: tÌrcirs ho tirn itigon -hegcrnrln)' r\. seu
responsáveisc tevc ôle ric rnrrrlrrr-se l)lÌrir r'ccin(o lìiÌexo,
a casa de .lusto i,,\tos ÌiÌ:1 7). Outrl insrricio tie (lo- morio, cssas'""ciritrcitlôrtcias não tÌ'rÌmaclas"são, tão
-sigrri-
rinto melri:iona o rttríl;cllon oIÌ meLc:rclorÌc carnes ria ficatirlas (iuallto as trutis cìit'etascolllirtnaçõesclas afit mlr-
cidacìe, a qÌle -screferc Pltrtlo cm Ì (lo Ì 0:?5. ções Ìrílrlicas.
N l " ro u o ti t rrs v i ' z c : tÌc tl i Ìh cs tl c nl l ttol tl l ol ìti Ì tl l trar- lt intPitttirrtti.t
f li salicntaÌÌìos,df-'rnancira ltcrl rrntririlr.
r at iv a ,t" ,r-Í.c rt,,ttc tr' .l i ti a t,,1 tn t' ccebi tl o si -qni { i tl tti rl rs Ittzes { as i l escol) el't as t lC pallit gt l) lt l'iì ( ) ' est lt t lt t s t t i'o- t gst lt t t t ct t
l tìtl LÌco- ^lt , r q, t ic't tt,rs
e v a l i o s a c .trÍi ttttl tc -ã tl rl l l l l l tttc cl l t i ttrcsl i sl tti ' ti i ri os, ao r iisclt ir lt it s lr í [ lit 9s lt t t t iqr ) s eI ì ( olÌ -
lógica . I)o t rrc n ri ri < r, rl rtl ttttÌo, tto cttt:tl tl l t.1rti trtci rrt ri l t trados no acer vo t le t ais ( Ì ( ) (t lÌ Ì ì CÌ lt ( ) \ . I \ so, clì t l'Ct allt o,
.
c :t l ,i stl ' a, na t it ic
gem m i s s i o ttl i t i rr, r' i s i trtt.l i rrt Paul rt 1ìrt' tl trl ;ó l onge est li t lc e\ got ar o ilì t {j ir is. ( ì( lr lc lì ( }s 1Ì Ì cÌ 'cccI Ì ì
Á s ia N ' [e n o r. c a í (]tl fíì1 tìÌÌÌ ÍÌ Ìl tÌl prrrl tl íti rc. cti l rt' Ìr:i ti a cl cseoÌ,er ras. Uni, , cÌ as ur lis l[ oI t ì r uat ] as conseclüôncias
(ìtl ( ()r 1 l ç 1 1 5
rt (' l i ìl ìì r j ttrl o: :i 5(j Ll l ttcl i rl cl ' ìl ( ì t lan-
popu l a ç i tr; cl el ;rs a r. est r Ì t ar - t e r u s. iclo u r iut llr : r lr . r z t lc gr ; t nr lc
Í or m a h u l l rtta " c rt l ìa ttta l tc rÌl :tttl l tt' l tt' tt Zctts c I P aul o ( ou eln
ti rl acl e cle escr ì t os cÌ ì ì {I Ì 'cqo t nr 1- , et leçosdc 1; lr llir o
F I et m a s , c l c v c r (ì l Ìc e 1l i i i c rl rrcrn tl i r i gí:r < ; i rrl r:rìti cl i ri o" fr i rgrrrcnt , s r lc r c. iir r r ir lr ; t llr r r 'io ( [ ( ' l) c5\ ( ) u5 t lc
, r cduzicllr
( A t o s 1 ,1: l 2 ). Z t:rrs e I{ c rtri l ts (,, (l ueììl t Ìtantrtt' attt os cul ïr,r a, clc sot t c ( ì t t c cst ailÌ os clesslt r l- e em condições de
r or nArìo s , r' C s i )c ti ( \' Ìl ìl e ÌÌte , J úl l i ter c l l cl -ci l Ii o) craul tra- ver o ti i to clr : g, cg. , , laÌ ar Ì o lt cla uent c conì Llm clos t enlpos
c lic io n l l m c n tr: a s s c l c i u tl o s c o l Ìl :t regi ão: !ìo oi trtl o l i vro néo-tcst;ìm ent lir ios - lr clo lì ì clì os r ì o l'. qit o'
das l IIì' I-' \i \IO R Ii OS [:S (i i n Ìr rrs (ì2(i c scetri ntes) cc]tìta o
Iìoi sem i; t ct f at ( ) ì 't : ( ( ) lì lt ct . ir lo ( lt ì c o glcg( ) . t lcl Nilr , 'n
Doet a Or,' írl i o l rc rrt ro ttÌrc c i tl a cst< i ri ;t tl c totno ri cl atn ôi es cÌ lis-
Tcstamen t o è, er . , . vlir i's lì sl) c(l, r s, t lilt 't t lt t lt : t llr Ì í t lgr t lt
l\ qt r c l e s re g i ò c : rl i s l a rc rttl ti s c sozíÌl l ìl ì tl r Ìl o-spi tal i cìatl e gr a'r lCs iilr I lr . llr r lr '. ( ) s t ''t t t t lit lsclt t en-
sìc.u rl ' s cst . r if , , r . s
r ì e; id ,,i t) r' r..ri l i i l t' rrro rr r, ÌÌl i trr i s, ri rrl i ,Ìi ìi ìì t' i :gi rrnrentc ( list c "Í I r cgo
tl ìl .l ìrìl ct ir t i, ur . us int l ir Í , r ir , lï, , i i. . ì , , r i, Ì r . 'r ir l; 't l, 's
r ec om l )e rÌ\l rl ,rs l rc l l I.rtl tttl l trÌccl rtc tl crrt,i i ;r.l .tl .tl )1, ctl (l tl :ìl ìto
bi bl .,-tt" ì le r lir j; r s t t t ; r t t t 'il: r \ ; iì lqr t t r ', Í ; iis lì it lt lt r cl Rot hc
os v i z i n h r-rs . i o i l g e tl c i tc l s l .ri ta l ci l os,l orl nt assl i bct' i ratl o! l l ()ï
el Ìì 1S 63 , alelì t lì r ; Ì lÌ ì ; t iclt ilt t lt ' ( lt lcÌ sc 1ì lÌ t iì vlÌ dc uur a
t lev as tl ttl o t tl r Ir' r i , r
tr{ a s , e ,ri rìr" rrri l r mu i s 1 l t' ctìsl t rÌr; t i l Ìl tt { (i rììÌl ìì} i l ci ' .i ì' l
(6) \' cr Cl. . \ "SSi( - . \I - r.i: r I l'.\\' I iì!-\'ISTA CLÁSSICAI,
c luas rl i v i rl rÌr* l ts l ìíì;c r i l r ttttr i zi tl Ìtattc:rs tÌt' 1,i r,i tl r l r:' i n l t x\l\ - ( 1911'; lY' ) '; , ; lr.\ \ \'Il t (1924),1t. 29, tt. 1 ; lÌX-
'
lum e e n r I9 l { } . r.l ru i rrr.l oSi t \\/i l i i rrrl (' rrl tl r r tl r' ' ,,r1,Ìi tr ti i l t;l , ( r . j r I s, 1 4 8 s.
i ' O SI I - O lÌ , . Jr - r 1ir , r ,lì';i
ins c r i ç i ro ti e r.i i ,l l tìt' ? i ;() ' \.1 )., ctn S cdl ts;t, Ì)rtÌ' t()11t-l .i rl t.i . i 7ì Ì
\' ' r 'r i) S( ( ì \ 'la lì \ I i ) Ì :ìf'( l l ìt.- IÌTr \1 , \r ÌT ( 1 9 2 6 ) , tt 2 6 2 .
126 XIctr:ct: (,ottfinnca a N óuo Testantenía? trtais thtirllncítt'4rqut:olóQittt

nova "Ìingrut tlo Ìlsltírito Santo", (8) inr,cntada para o algumas rlas quais siro seilrcllìantcsiLs qrre se regi\tt.iÌÌìì
propirsito tlc crlrrcssãorla verclacleclivina. Naturalmente, arõs EvangeÌ5ós, Cn(ìLlxlìto o11tÌs ÌÌcles nito cncoÌìtÌalÌì
não_rrcearrÌ()s (luc, rltr;rlquer que scla a líneurr ern que foi pat'alelos. ,\ tlestobelta (lc 1rt',,ttuttt ilnìcntos de .Jestrsltti'
escrito o Ni'ro'l'cstlrrrrent(), l)or (crto qrÌe serli, em um èntã9 clesconhcciclos não é tic slrpleelÌder; coIrelìte nos
scntirlo, "rrrrrlr línrlllr rÌo Ì.-s1ríl'ito S:uìlot', quarrcìo tcmos primeiros tempos da lgreja, translÌìiticlos cle-.sera^çiÌo a ge-
()s
ctrt ntillr rrs lrolrs lÌ()\,ils c u velrlaclc tìirrina ouc se nos iação, clcvc cle ter siclo-gre'tlc Ì-ÌúInero cÌe cìit's Scus'
r:r,rrnurri<
lrrrì rìcssiìlírrgrirr;rÌÌus,:r cïcscobcrtanoi areais do pqriros cle Oxi'ri'co, ciijlt tlltt.anito cle'c cle ser
Egito clôsses(lo( rrÌììcrlt.ostlesltirir,sdc pruliclos Ìiterários ào'"rru 1.10,nãro siro fragi'eììtos (l,c alsr.r'r clos EvangcÌ5os,
'ost.erior
reverteu colìlÌ)letlìÌÌìerìtca o1_riniãoc;ue ltlcvuÌccia erìtre como os ltaltiros já rnerlciotla(loselÌì capí.tuloanterior; são
os enrrlitos, 1.lois(ÌrÌe sc ('orÌlÌ)ro\uÌunl csr:titos cln um porções de coleçõesclc cliros_oul)ronun.iantentos isol:rdos,
gICg()rrtrri{íssirrrr; iaclá .nrr clas q*ais ó cncrrì'ecarÌrr cxl)rcssiìo:".|estrs
'r,rncllurrrtclo rlo N<)rr;'Jlcstzirrierrto. Pir-
telÌte sc f:rzia rluc () gÌ'eeo tìos s:rgllrdosrÌoturucrrlos nóo- clissc",or.r cqtriynletttc. Íi passivcl tÌc'cÌatÌtivida s(ìiam todos
tcstarrrentlit'io.s et a ìlÌ ìti(ì[ÌtÌìerÌtco ÌÌìcslno vr:rnlicul,.;lt,oittë genuínrìsclcr:Ìarlrçõcs qtte
tle .[esr-rs.É], Porcltt, itr[et'csslttlte
ou "<t(.1Ìlr.u'rr"rla ctitirr;r;lr "línqrur rÌo ì:spírito Santo" vinha" ãlguns Ì'cÌ)rcselìtarÌÌa ]esus falanclcl como le l9s_aPrc-senta
I)oÌtlìrìt().tr scr o ÌitrsrLt.itrrrllt qr.,ntcsinlPÌes-- lição que Êié no Quarto lìvangèlho, eml)ora a simiÌaliclaclc sejrì tc-
trctn luti nìÌ(,ì' tìc torrsctriu. niÌ Ìrtrrlintnçlr.(9) mirtìca antes que cstilística.
(iilnrìc liilorôr.o sc f)ert-seem 1946 Ìlo nqito a tlcsc'ollet-lrl tìlt vcrsão c(iÌ)-
lllotlrrzirr lloÌ r'oÌta iÌo linr dc
sér.ulo p;is5ii(l()r c- irrítit-rtiistc .t,, irlo [ìr]t€Ìa <lcsroberte t i C a d C r ìm a o b r a ( co m l t( ) stl t o t i q - i r tl l tttctttc ( l l l ì {Ì'i l $ r ;7
fcit:i lrrr I; l). (lrr.lrlcll c ,\. S, Ilrrrrt. crn ()rirr-irrr,, tìc c o n h e c i c l a co n ìo "l tya n g e Ì|9 <l r ''l 'í) n ì4 "" ( 6 1 ìsti tr Ìí( Ì1 <l c I ì.1
,t' fr-:qljrntos (lc papir,_rscolìr(tÌ(Ìo alirnruÇliesrlc d e c l a r a ç õ es cl e Je r L r s, e n cl tcl cl r tl l ìs sC tn ( '\tÌ tl ttl r .t( i rl ttl tt't'l t-
.jesus,
ífìì ( - i1 ;r ,l' , 1 ,r ,r ' Ìì. ( ' r cr llr tiva. Faz partè dêste rloctltrÌento o qrÌc \e c()t]térÌì nos
tìc 1rrr.{:1r'j r,rl c rl i : IÌi i l l .l ('f)'l 'l l l ÌO
ì - ( ) ( ' Ì ( \ 1. I t r \ Ì ( ' ( ) \ ( ) lr \ l [ \ \ 't 'l : S 'l '\ ] i [ \ i 'l GììIalÌK
três papiros i1e Oxirritrc:o, llrèriiìlÌ'ìeÌltt:colìlìcciclos. A co-
ll- Í ì \ lL( ) \ Ì liI t l- t ( _o- ' t ' t r . O J _ ( ) í ; t ( , O tJO GIÌEGC) DC leção se inicia com as sesuintcs Palavras:
Nü\ ( ; il: S' r . \ I lir \ ' i oj. -[^c'sus
"São estas lts PallÌ\'ras secretasque falotl o lecli-
(.9 ) vivo e Díclimo 'I'ontc as ascrevert; e Êle disse:
N: io r ic li r í : r nios , c t ) t r c t aÌ ì t ( r , e x a Í l c r a r c s s a s i r n i l a r i d a c l c e n t r e JìttÌlrs
o ! J - ( . 1Ì r ;r r i' o- , t r - ' s t : r r nc nt l' Lcr "- ioo l c r r i á c r t l o c l c t s p a p i r o s , s e n d o 'Quem quer qrre al<:allçlt;ì intcrPïetação destas palavras
r r r luc ì r ui; r il; liic t o lr ais lit c r : h r i o . C i t a r r r i o o l ) r o Í t : s s o i A . I l . cìissc:',\qtrêle c1lte.
não pror;ani rt trrcirte'.(1rt) .|r.'strs Ìrusca
\,,r'1. ",'|Ìr' ()-.:tlt1|i.(.,l'..tC,r.-
r.1 )tilì.,.{
não iesse cle btrsc:rr :Ìto (luí-, lrlr':rrrr
C, c rltutrtilo ÌrotrvClr
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í,a. Ì (11) Í ì r tt r i i t,..ré ci ta r l ,', ct'ti r l :tr 'r ::',i r t.s 1 )l r: .
d r .i a ( cê r ''.:ar i e i 8 Ü .\.I) .; i r i r l i - i i l i i -)! i l i
g u n d o o s l ïe b r e u s"
128 llcrccc Cortfìança o Nóuo Te stamento? Mais [.aidënria Arqueológica t:1)

Não é rÌc cíìÌrser esltócie o colorido snirstico clêste çado a iluminar uma :irea até agora nebulosa do cenário
assim <lrrm:rrl,r"l..rrngellro rlt' Tomt1". tllrtló rlrrc foi rles- da estória do Evangelho e, por certo, continuarão a lançar
coberto rÌc pcrrncio a verclurleirabiblioteca cle lcxtes gnós- luzes sôbre os estudos néo-testamentários em moldes arre-
ticos. l-lris <locrrrììclìto:i,
r'onÌrcrirlos collÌo os tcxtos tle Nag batadores e imprevisíveis. (12)
FlumrnrrrÌi,crrr r':rzãotlcl nonrc clo lugar onrlc Íoram des-
cobcrlos (lt lrrttig:r ()rrcrrolrr'rskion, à marqeÌn ociclental do
Nilo, llnìas scsselìtlìnriÌhus ao rrorte de Luxor), com-
pr,eenclem cìuarenta e oito tratados em trezc cirtÍices cle
papiro. Datam do terceiro e cÌo quarÍ.o sócuios,nÌas os
originais gresos folarn esclitos rrm ìlr rlois sécuÌos antes.
Niro nos oferecent matclia para melhoì- col]lpÌ-eensiroclo
Nôr'o T( stíìmerìtíÌ,enrlror.;rìr,rs nroslr.cnr(lue
l)cniilva a
respeito de seu scÌìti(lo consider:ivel,inrla qrrc não orto-
cloxo, aelomcraclo cle pcssoaslÌo sóculo segrinclo;deixam
claro, tambcrtr, rluc jri nos mearlos tlêssesócrrlonão eram
apenas os cistãos oltotloxos r;rre ateitavam ltràticamente
todo o cânon catrilico rle estrlt,rs nco-tcstanÌentíirios.
.|:i fizemos re[crência:ìs aIir-ritlarlcsclc pensemeno e
littgtteqcrn (lrìc se Podem cstabclccercntre oi clocurnentos
cle Qumran e o [,r,angclho clc .[oiro. Êsses clocllmeÌÌtos,
vintl,r.à lrrz.;ì l)íìrtir tìe l917. rlizernnos mrrito a rcspeito
rla vicla e rla crcncu de trrnu comrrniclade ltrclaica a no-
rescer por rÌm período cle cêrca tle 200 anos (mais ou
mcnos, Ì30 A.C. atc 70 ,\.D.), cm mrritos asÌ)ectosnìticla-
mcrìte scrnclhrrntelì Plinritiva comuniclacleciistit. Arnbas
cssascorÌlunitlarÌessc tinham niÌ colìta clo Verclacleirore-
marìcscelìtecle Israel, umbas susterÌtavatÌìcssatese mccÌiante
distintiva intcrpretaçho clo Velho 'l'cstamento e ambas
interpretavam a 1tr<iltriavocacão em tôfüìos escatológicos.
É cltrviclosose possÍì estiìllclccel rlircto colìtacto erìtre as
rÌrrls conrrrnirlacles, ;rtó o ltrcscÌìtctÌs terìtr,ti\,irsmenos alea-
tririas ncssesentido siro ÍÌs (lue gilarr.reúr fôrno rla Iisura
rlc .foiro IJatista. lrrclorlrrssinrilarirìaclcs{iue se poclem
'\o
inl'oclr, J'orcoso ó lcvar elÌÌ conliì rliferenças r:rtlicais, a
irrin<'i1.rlrlrlcn{rc as tlLurisc o f:rr.r (lc (ltrc rlominavxm ao (12) Cf. K. Stendhal (e,1.) - THE S-CR^OLLSAND THII NEW
(,1'i stirrnisnroDlirriitivo u lrnicirlarlc cla t)cssoiìc ria obra TE STAM ENT t O S RO LO S E O NÔ VO TI ì STAM EN-
rÌe .|csrrstllisìo c o sciì50 rÌe rlrre o enìr'qi711i.;t o pocler TOI (1957); tr. F. Bruce - "Qumratr and thc Nerv Tes-
taménti' [Qumran e o Nôvo Testamento] em FAI f H AND
tlo flri:to ìessurfcto. Contudci,t,ssasclcscobertas hão come- TH OUG I iT t FÉ E PENSAM ENTO I ( 1958- 195e) p.
, 92s.
CepÍrulo IX

A EVIDÊ,NCIA DOS ESCRITOS ]UDÁICOS ÁNTIGOS

OS ESCRITOS RABÍNICOS.

Quando, juntamente com o templo, no ano 70, su-


cumbia a cidade de Jenrsalém, prostrados se quedavam o
domínio das famílias sacerdotais e a suprema côrte do
Sinédrio. O único segmento do Juclaismo que se mostrava
capaz de encetar a necessáriaobra de reconstrução eram
os fariseus s isso o fizeram êles, não em base politica rnas
espiritual.
Sob o comanclo de |oÌranan, filho <ìc Zakkai, estrìl)c-
leceram o qtrartel-generalem .|altnch orr .fânrnilr, rur plrltt:
sucloesteda Palestina. Neste recluto rc<onstittrírlitrr ôlc:;
o Sinédrio como a côrte suprem:ì rì prcsirlir à organizaçi,r
do âmbito inteiro da leì religiosa, caben<lo a fohanan o
primeiro pôsto na noveì estruturaç;'io. Vultosõ corpo de
casuistica legal, "a traclição cÌos anciãos" referida em o
Nôvo Testamento, havia sido legaclo oralmente de geração
a geração, avolumando-se mais e mais com o correr clos
anos. O primeiro passo no sentido cla codificação de toclo
êsse material foi dado agora. O segunclo detr-o o grande
Rabino Akiba, o prirneiro a sistematizri-loconsoaáte os
assuntos. Após a rÌìorte Ìrcltiiclr rle r\kiblr, ltor ocasião do
fracasso cla revolta cle lìar (lorlxi (()tìrrÍÌ Rorna, cm 135
4.D., procedeu a revisão e lhe <'ontinrrrlu:r obr:r seu dis-
cipulo, Rabino NIeir. A obru cle t'otlilirlr('ão rlrt,gou ao
têrmo final por volta do ano 200, nrcrrir rlo lÌ:rlrino [rrclá,
presrclentedo Sinecirio de 170 a 2L7. Íìssc r:<itligocom-
pleto cle jurisprudência reÌigiosa assim conrpiÌarlo é co-
nhecido pelo desienativo de lVlixena.
Êste código completo, o Míxena, se vcio x tornar
objeto de estlldos que resultaram na fonnrrção cle um
corpo de comentários nas escolas rabínicas, tanto da Pa-
132 Merece Confiança o Nôuo Testamento? A liuidëncíu d()s liscritos lttdaicos tTrtltett.: l',

lestina, como da Babilônia. Êsses coment:irios ou Gue- (como se tem por vêzcs aventaclo) a um soltlaclo rolÌìillìo
maras passararÌì a constituir um como que suplemento à r lrarnacloPantheras mas i\ cìreÌìçacristã no nirscimento vir
Mixena e ambas, N{íxena e Guemaras, são geralmente co- Ítinal cle Cristo, PANTERA sendo simples corruptela clo
nhecidas conìo o Talmude. O "Talmude de Jerusalóm", tôrmo greao parthtnVts (.,,irgem).(2) Isto não quer dizer,
que consistc tlu N{íxenir juntamente com as Guemaras í' claro, rltre todos quantos Lhe davam êsse designativo
acumuladas rÌas cscoÌaspalestinenses,veio a completar-se criant ern Seu nascimento virginal.
mais olr menos em 300 A.D.; o Talmude Babilônico, Côrca do final clo primeiro e conÌeços do segundo
muito mais exterìso, conl.inlrou a avolunìlìr-sepor dois sécuÌo da era cristã parece ter havido em certos circulos
séculos mais, antes de recluzir-se a escrito por volta clo irrdaiccrscontrovérsia qualìto a se se cleveriam de reco-
ano 500. nheccr como canônicos ou não alguns escritos cristãos"
'fais escritos,quaisclucr que hajam sido, recebiam o título
IJma vez que é a N{ixena um código de leis e os
Talmudes comentários a êsse código, pouca m:irgem há <Ie Euangelion, o têrmo grego clesignativo cle Evangelho.
em tais escritos para referências explícitas ao Cristianismo ft,sseEuangelion era mui provàvelmente uma forma ara-
e as raras referências dessa natur,ezasão-lhe hostis. Entre- rnaica do ÌlvangelÌro de Nlateus, o Evangelho lavorito dos
tanto, tais quais são, prestam-separ:Ì ao menos comprovar iudeus cristãos cla Palestina e territórios circunvizinhos.
que não restava a mínima dúvicla quanto à historiciclacle Diz-seque os rabinos Johanan e Meir se clcram :\ práti<:rr
da figura de Jesus.(1) rle trocaclilhostleprcciativosao tôrrno Ettangttlion ltltcrrtrt-
Segundo o que dizem os rabinos de eras rnais lemotas lo t'ttt "Avt'tt
tlo-lhc a vocalizaçãocle sorte a transft.rrtrt:i
cujas opiniões se registram nesses escritos, era Jesus de (ìilÌayon" ou "Avon-Gillaycln", <rtio st'rrli<lost'ri:t rtlgo t'o'
Nazaré um transgressor em Israel, que se clava iì prática rno "Iniqüidacle cla NIargem" ott "l'ct:t<lrl tl;t t;rlrtrlt'(lttlt'
de magia, fazia pouco das sentenças dos sábios, desenca- cscrever" (T'almucle Babilônico, tratatlo (lttÍÌIìto 1Ì() Sri-
Ìraclo,I l6a,'b). Estas referônciasobscttrascvitlcn<'irrrtì (lttc
minhava o povo e insistia em qlÌe não vicra para destmir
a lei mas para acrescentar-lÌre(Cf. N{t 5:17). Foi enfor- havia certo contacto entre os fariseus orto(ìoxos c os cris-
cado na véspera da Páscoa em razão <le heresia e trans- tãos judaicos, fato que não é de surpreender quanclo se
viamento do. povo. Seus discípuÌos, dentre os quais se leva em conta que, seguncloo Nôvo Testamento, a pri-
enumeram cinco, curavam os enfermos em o nome do rnitiva igreja palestinenseincluía em seu rol membros da
mestre. facção farisaica e cliversosmilhares de judeus que eram
"todos zelososda lei" (Atos 15:5; 21:20). Apdrso ano 70,
É patente que êsse é exatamente o retrato do Senhor
<le fato, êssescristãos jucìaicos bem podem ter passado a
a esperar-se daqueles elementos gue na facção farisaica
ter mais coni.ecto com elementos de sua raça do que com
sempre se Lhe revel:rram tão antagônicos. Alguns dos no-
mes pelos quais é Êle designado testemunh:Ìm direta ou membros das igrejas gentílicas, mais e mais inclinaclos a
rÌar de mão aos agregados ou comuniclacles de crentes
indiretamente do relato dos Evangelhos. A alcunha HA
israelitascomo heréticase sub-cristãs.De modo particular,
TALUY íO ENFORCADO) òbviamente sc relere à ma-
há base para aclmitir-se que os refugiados da igreja tlc
neira de Sìa morte: o cÌesignativoBEN PANTERA (FI-
LHO DE PANTERA) provi\velmente diz rcspeito não |erusalem que se fixaram na Transjordânia por volta <ìo
ilno 70 fizeram causa comum com certos gruPos esêttitls,
(l) Ver J. Klausncr- JESUS OIì NAZARETH IJESUS DE (2) Vcr Klausner- JESUS Otr NAZARETH [JES(IS I)IÌ
NAZARÉI (192e),p. l8s; N,I.Goguel- LII.-E g1t ;trStlS
NAZARÉ1, p. 23s.
[A, VIDA DE JESU SI (193J),p.70s.
131 Mercce Confianca o Nôuo Testamento? A Euídëncia dos Lst rìtos luclaieos 'lrrlito: / i\

incluindo possìvelmente os remanescentesda comunidade êssesanos cle lazer em RonÌa ern nrokles tais a luzcr' jrrs,
Qumran. pelo menos cm certa rneclida, à graticlão patrícia (orrÌ
escrevera história da nacionaìiclacle. As obras Ìiterrilirrs
2. ÌOSEFO. que produziu incluem a HISTóRIA DAS GUIÌRR,\S JU
DAICAS, cÌe I70 A.C. ató 73 4.D., cscrita primeiramente
T'crÌìt.rs,lror'óm, literrrtura juclaica anterior e mais em arantaico para cl bencli<io rÌos jutlerrs tlos confìns
.
importante para nosso proprisito do que o que se possa orientais do hnpório, ao tlepois dacÌa à publicicÌacle enì
respigar clos T'almudes. Nasceu o historiador judeu Jo- versão grega; urna AUTOtsIO(ìRr\FL\, ern que clefende
sefo no ano 37 A.D., rebento cle familia sacerdotal. Aos a própria concluta em contriìrlita a outro historiador ju-
dezenove anos ingressoll na facção farisaica. Em visita deü, justo de Tibcríacles, quc, no relat() (lue lizela cla
que fêz a Roma úo ano 63 poucle aquilatar do poderio desastradaguerra, havia focaÌizacloo papcÌ clcsempenhado
do Império. Ao irromper a Guerra Judáica em 66 A.D., por Josefo em luz pouco lison.jeira;ckris livlos CONTRA
confiou-se-lheo comando das tropas judias da Galiléia ÁPION, em que defencìea nação jtrclìa contLa as invec-
e defendeu ôle a fortaleza de .fotapata contra os romanos tivas anti-semitas (algumas das cltrais parccelÌì l;em mo-
ató que se afigurou inritil continuar a resistência. Então, dernas) de.Ápion, unÌ mestre-escrola cle .\Ìexlrnrlriu, c dc
na comprÌÌlÌria cle quarenta outros, foragiu-seem uma ca- outros escritores;e viute Ìivros de AN-I'IG(lll).\l)1,.S ItI
verna e, quando êste esconclerijo parecia prestes a ser DAICAS, histriria cÌa nacionlrÌirllrlc tlt'srlt' o rorrìi'1'o{rrìì
ocupado, decicliram firmar um pacto suicida. Talvez Gênesis até os seus dias. PoL nrcrtos <1rrcìlrilr rrrt'rtr irlcr
mais em razão cle habiliclosa maneira de conduzir-seque sobreviver ao colapso da 1t:itr ia, lrunr rros lrorlt'rrì(,sr ('u()-
de boa estrêla, Josefo veio a achar-secomo um dos últimos zijar em que haja Joscfo solrtcriritlo, lrois <1trcs(rÌì ;r\
dois sobreviventes. Persuacliu ao companheiro que o me- obras históricas que legou à PortcrirÌltlc, ;r tlt'sPt'ito tlc
lhor serja entregarem-se aos romanos, feito o que Josefo tôdas as imperfeiçõesde quc sc lcsscÌìtcrrr,st'r'ílnÌìos (lrriìsc
conseguiu conquistar as boas graças de Vespasiano, co- incrìvelmente mais pobres ern fontes de inÍorrnuçiro rcla-
man(lante das fôrças romanas, com vaticinar-lhe a ascen- tivas à história da PalestinÍÌrlos tcmi)oli núo-testarncntários.
são à pírrpura imperiaÌ, predição que se cumpriu no ano Nas páginas clcssasobrirs cle Josefo, clepat'amo-nosconì
69. I)urante o côrco de Jerusalém foi Josefo agregado ao muitas figuras que nos são bcm conhecitlas att'ar'ós clo
quartel general das tropas imperiais, chegando mesmo a Nôvo Testamento: a mttlticolor família clo.sHcrocles; os
servir de interprete de Tito, filho e sucessorde Vespasiano imperadores ronÌanos Augttsto, Tiberio, Cìlitrdio e Nero;
no comando palestino, quando lhe aprazia dirigir procla-
Quirino, o goveÌ'na(lorcla Síria; Pilatos, Fclix c Festo, os
mação aos sitiados hierosolimitas. Após a queda da ci- procuradores da Jucléia; as fanrílias cle sttnro-sa.ccrclotes -
dade, esmagaclaa rebelião, foi Josefo p1{a Roma, onde Anás, Caifás, Ananias e os clemais; os íarisertse os slttÌtt
passou a viver confortàvelmente c:rrnrocliente e pensio- ceus; e assim por cliante. No ftrnclo que pror'ô .foscfo 1io'
nista do imperador, cujo nome de família, Flávio, adotou, demos ler o Nôvo Testamerìto com intcrôssc e clescottitrt.r
passando descleentão a ser conhecido como Flávio Josefo. mais acentuados.
Naturalmente, carreita táo varìegada como essa, não Em .,\tos 5:37 lala Clamrtìiel a respeito tlc .Jtrtlrr',rr
concorreu para torná-lo popular entre os próprios compa- Galileu, que chefiou tlÌll icvantc nos tlilts tLl ì{'(('lì\(';t
triotas, muitos dos quais o houveram - o que ainda hoje ('lì{()ll
mento. VclltatrcÌo-tìos l)lÌtri os escritos tle .|ost'lo.
ocorre - por descarado traiclor. Contudo, f osefo usou tramos a estória clcssa inssurreiçito relcrìtllt l;ìlrt() rr;rs
138 I\'Icrccc Oottfiart<a o N óuo Testamento? A Eaidência dos Escritos Judrticos Anti{tts lt()

rci, cliz'endo,crn lineuagem biblica, que "o anjo do Se- congregarem-seno batismo. (6) Lnsinava J9ão q:t". o lr:r
nhor o fcritr", nÍo é neccssririoacÌmitir haja qualquer sig- tisnio éra aceitável a Deus desde que se lhe sujeitassern
nilicatlo no llto <lc qtrc a palavra grega de que se serve não com vistas à remissão de certos pecaclos aPenas mas
Lur':rs cnt sulì tt:rtt'rrtir':tllrtt'a tlcsienar "anjo" (ángelos) ì purificação do corpo, se a _alma jri- estivesselrurifirada
é a rncsrur ('rììl)r'('u:Ì(l:rpot'.|oscÍ'o para intlicar "mensa- peia iustiia. E quancìo os demais se lhe ajuntavam ao
geiro", conlornrc lr aplitlr cm relaÇãto:\ corttja, embora iedor- (pois ficava'm profunclamente tocaclosao ouvir-lhe
alguns pais da Iereia pritrritiva parecam ussim haver pen- as palavras), temeu Herodes que sert poder cle persuasão
sado. Rem pocìcrÌÌos tírios ter-sevaliclo clêstefestival para sôbre os indivícluos, sendo tão grande como era, viesse a
púbÌica rer.onciliaçirocom o rei. conduzir a alguma insurreiçito, visto que se mostravam
Ern têrmos serais, poclemos srtmarizer a comparação dispostos a segirir-lhe o Pareaer em tuclo' Portanto, achou
clas rÌtr:rsniìrl'iìtivusnlrs ÌxrÌavrastle rtnr historiaclor instts- rnúto melhoi lançar-lhè a mão e tirar-lhe a vid:r antes
peito, [,cluarcl X[e1er: "[,m tlclinermento, em clatlose na que desse causa e qualquer tumulto tlttc ter-se dc att'c'
ãoncepçiroseral, estão ambas de pleno acôrclo. NÍcrcê dos pender mais tarde lo vei'sc cnreclilharlo em sil.ui11-i() tlrtc
cìetaÌhesprofunrhmcnte significativos que exibe, cletalhes ial, irrompia a revolta. Em razão 4esta susltcita_tlc llc-
qrrc sc triro potlc'tlr crpli<lrr como cìevirlrlsa unla "ten- rodes, foi loão levado em cadeiasparíì o fortc rlc \I:rt1rr.t,,
rlôncia" ou tlarliciio popular, olerece o rclato cle Luc:ts a oue nos Ieportamos atriis, e aí exitcrrtltìo. ( ll ilrtn os
segrÌra garantia tle tlue é, pelo nlenos, tiro clieno cle con- iucl'eusque foi para vingá-lo rltre o tlcs;rs(r'csolrt't:vci, lt.
-6
fiança quanto o cìe Josefo".(5) ôxercito,'querenâ.t Deus 1raze. n;Ìl sôblc Ilcrotlcs"'
Aincla mais ir,rportant,c.mcltcion:r Joscfo a João Ra- Notáveis diferenças Ìrá entrc êssetrccho e a narrativa
tista e a Tilreo, o irmão do Senhor, rcgistranclo a morte
conticla no Evangelho: segundo N{c 1:4, João "proclamava
cle cacÌa um ém tôrmos que se eviclenciam cÌe toclo inde-
o batismo cle arrãpendimúto Para a remissãocle pecaclos",
penclentcsrÌo Nôr'o Tcstamento, cle morlo que não- sub-
enquanto diz Josefo que o batismo rle João. não-era para
iiste base per'Íì sttsl)citar houvcsse a mínir"traintcrpolação "pecacloi;
a estória cla morte cle Joãro recebe
a rèmissão de
em quaÌclter clcssasPassíìsens. Nas ANTIGÜÌDADES: ao Passo que. nos. Evangelhos
em Josefo sentìdo poÌitico,
5:2, [cmoi que a Flerôcles,,\ntipas, o tetnìrca cla Galiléia. conclenaião por partè do Batista do consórcio
rer.rÍto cla
cìerrotou em batirlh:r Aretas, rei dos lirabes nabateus, pai Heroclias. É bastante provhvel Pensasse
de Herodes com
cla primeira espôsa cle Herocles, a qlrem abanclonara Para m:rt:tr rlois cocÌltos com uma caja-
Herodes estivesse a
unir-sc a F{erorlias. Observr .fose[o: (luaÌìto ì cliscrcPâncilt
"AeorA, alguns juclerrs cram de Parecer que o exér' dada em aprisionanclo Joho; .rela-
tiva ao significad.o do batisrno rlc João, :rs tr:rtliçõcs incle-
cito cle HerocÌes havi:r siclo cÌestnrítlo por Deus e que 'l'cst:ttnento
eÌ'a cssa rÌrna l)cïìaÌidade nrr-ritíssimojrrsta para vinqar a pendentes-quepodemos clistinguil crrr r; Nôvo
Joiro, coetrominacloo lìlrtista. Fois <1trcHcrocles o- fizera ,ão i-prarriuu-ar,t" unânimes c, :tli'rtt tl,c st'tcttt lrtrtt:riores
em daia ao relato de Josefo (as ANTI(;tlIl)^l)1S loram
inatar, en-rÌroi'afôssc ôle hortrem cle bem, clue conclirmara
publicadas em 93 A.D.), aPresentam o qrìe sc :tÍigttra,nar-
os jrrcÌeus a pruticar a virttttle, a sercm jttstos_ulìs Pera
com os orìtros, a scl'em llieclososPaÌ"a com Deus e a iaçao mais provável do ponto dc vista rclígi,-listtirico.

D E ' S C IïR TS TE N TU N { S
É ìato que josefo parece-atribuir a Joiro ' tl,trtrina ba-
(5) tl l ìST )l ìI-N íì L j \IÌ),' \N Ir' tN GÌi
IO Iìl (;EII Iì I' R IN C ÍP IOS D O C R IS Ti A N IS ]vÍOl , IIi , (ó) Esta expressãoparecevisualizara formaçãocle uma comu'
(1 9 2 3 ), p . 1 ó 7 s . ni<taáe ,eligiora na qual o i'gresso seria atr-avós do batismo.
1)6 Llerccc Confianço o Ìióuo Testarttentrl? A Euìdëncia dos Esr:ritctsJudaicos Artttgtts I ì','

GUERRAS (II:B) como nas ANTIGüIDADES (XVIII:1). clas províncias e cle funcioniirios que haviam sido prom<r
Fala Joscfo aincìa de um impostor cle nome Teudas (ANT. vicloi a posições cle destague. No seettncloclia clos festejos
XX:5:l) quc surgitr pouco depois cle 44 4.D., mas o indi- vestiu-sc de uma roupagem tôda feita cle prata, de con-
víduo dêssc nornc relericlo por GamalieÌ íloresceu antes 'rextura 'simplesmelìtc maravilhosa, e chegou ao teatro ao
de JucÌas,o Cirrlilctr ({ì A.D), alcm cle que o cliscursode raiar da aurora. Então a prata se pôs a resplandecer
Gamaliel foi proferirÌo errtre 30 c 33. Não é necessár-io quando sôbre ela começaram a incidir os raios primeiros
pensar.que haja Lucas perpctrado um anacronismc-,, lendo da luz solar c o brilho era estupefaciente,o fulgor inspi
imprecisamente o relato cÌe Josefo (o pôso cÌa eviclôncia rando uma espéciede temor e tremor em quantos ousavarn
é contrário ao fato de haver Lucas lido a .|osefo); o plriprio fitar êssecintilante cleslumblamento! Imecliatamente,de
historiógrafo judeu nos diz qrÌe por volta da época em todos os pontos, s,e puscram os acluladores a exclamar,
que morreu Herodcs o Grancle (4 A.C.) houve na em têrmos que em verclade não eram para scu bem, invo-
Judeia tantas agitações tais (ANT. XVII:10:4) e a ação cando-o corno um clens, em expressõescomo estas: 'Sê tu
do lfeudas referido por Gamaliel (e o nome Teudas não propíciol Se até agora nós te havemos reverenciado como
era muito raro) pode bem pertencer a êsseperioclo. um ser humano, daqui ern diante lìós te confessamossu-
A fome que ocorreu nos tempos de Cláuclio (Atos perior :\ hunana criatura'. O rei não os repreendcu, nem
lhes repudiou a impia aclulação. NÍas, elcvanclo, portco
11:28) é tambóm mencionada por Josefo; se I-ucas nos
depois, os olhos p:Ìra o alto, tletr conì lì <<lrttilrpottslttìlt
fala de como nessa ocasião envizrram os cristiros clc ;\ntio-
em uma corcla acima cle stt:r r:ltltcq;tc lt tt'tottlì(Ì(ctl, s('lìì
quia ajuda à igreja de JerusaÌém, diz-nos Joselo como
detnora, co m o se n cl o :l m e l Ìstìg ci l a t!o Ittl ti <,,ttt., ,,tt1 1 'ti r l t-
Helena, a rainha mãe, judia, de Adiabene, localizaclana
mente o fôra clo bem, (4) c trÌÌì tirno tlc :rrrgristirrlhc
região ao nordeste da lVIesopotâmia,fêz vender milho em
Alexandria e figos em Chipre a fim cÌe aliviar a fome da atravessou o coração. Sobreveio-lltc, ctltit<.r,scvrìra tlor no
vcntre, começanclopor violctrto atxquc... Portattttl, foi
população hierosolimita nessa mesma ocasião (ANT.
levaclo apressaclamerÌte para o palácio e a notícia se di-
X X :2 :5 ). clentro
vulgou por tôda parte cle que morreria por certo
O repentino faÌecimento de Flerodes Agripa I, nar- E depois cle padecer sem intermissão du-
em-pouio...
rado por Lucas em Atos ).2:19-23,rceistra-o tarnbém Jo-
rantè cinco clias clores atrozes nas entrarìhas,deixou esta
sefo (ANT. t9:8:2) em têrmos qìre concordam com o
vida, no quinquagcsirno ano cle stta existência, o sétimo
arcabouço geral de Lucas. inda que as duas narrativas
cle seu reinado.
sejam assazindependentes uma cla outra. Eis a estória
na forma en que a relata .Josefo: Os paralelos cntre as drtas naïrativas siro óbvios, bem
-inexistôncia
como a de qu:rlquer ligação conivente entre
"Quando já havia Agripa rcinado três anos compÌetos elas. Descreve l-ttcas o lel)clìl-ilÌ()acessoqtle Prostrou o
sôbre tôcla a Jucléia, veio êÌe à cidacle cle Cesaróia, orÌtrore
por
chamada Tôrre cle Estratão. Nesta urbe, promo\reu espe- (4) Quanclo, vários anos 111tci, f ôra ê1e pôsto en.r algemas
táculos em honra de César, inauguranclo-oscomo {estival õrdenr c1o lrnperaclor 'Ì'ibério, ettcostou-sc a urìa árvore etn
que estava pousada utrla coruja; um prisioneiro aletnão, conr-
em prol do bem-estar do imperaclor. (3) (ìongregou-sc, panheiro cle iníortírnio, lhe rlisse que a ave llie agourava
para assistir aos festejos, considerável multicìiro rÌe oficiais pronta libcrtaçiro c o bafêjo de boa sortc, qt1e, sc
-p^orétrt,
iiessc êle a r,ê-la outra vez, rluatrclo quer quc fôsse, não
(3) r.radata de aniversáriode Clâudio,que ocorreu
Possìvelmente lho rcstaria então r.uais tlo tlue cinco clias de vida ( A NT'
no dia l.o cle asôsto. 6:7).
110 Merere Confianca o Nóuo Testamento? A Euidência dos Escritos Judaicos Antìuts I II

()
tismal dos [,ssônios, conforrne nô-la clão a conÌrecer os Jesus em todos os exemplares subsistentes de JoseÍo,
textos cle (]urnran. Mas, o delineamento geral ila estória assim chamado TESTIMONIUM FLAVIANUNI, em AN
em Josefo t'onÍirma o rcgistro do Evangelho. A porção TIGüIDADES: XVIII:3:3. Narra Josefo nessa porçãtr
de .fosefo er':r corrhccirlacle Orígcnes (cêrca de 230 A.D.) algumas das dificuldades que marcaram a procuradorirr
e de Euscbio (côrca de 326 A.D.). (i) de Pilatos e, então, observa: "E, por essa época, surgitt
Mais acliante nas AN-I'IGüIDADES (XX:9:l), des- Jesus, homem sábio, se é que, afinal, deueríamos de cha-
má-lo homem; pois que era êle operador de feitos mara-
creve Josefo os atos cl,espóticosdo sumo sacerdote Anano
vilhosos, mestre daqueles que recebem :r verdade com
após a morte do procurador Festo (61 A.D.) rìos seguintes
prazer. Atraiu a muitos judeus, e também a muitos gre-
têrmos:
gos. Esse homerl era o Cristo. E quando PiÌatos, ante
"Ì\'Ías o jovem Anano que, sesundo observamos j^,
o pronunciamento dos principais vultos dentre nós, o
recebeu o sumo-sacerdócio, era cl,e disposição ousada e
condenara à crucificação, aquêles que o haviam amaclo
excepcionalmente arrojado; seguia a facção dos Saduceus,
de comêço não o repudiaram; pois lhes apareceu aíuo
que são rigorosos no julgar acima de todos os demais
judeus, conformc o demonstramos. Sendo clessadispo- outra aez ao terceíro dia, haaendo os diainos profetas fa-
sição, portanto, concluiu que tinha agora excelente opor- lado isüo e miìhares de outras coisas marauilho.tas a sett
tunidade, de vez que Festo era morto e Albino aincla se respeito: e mesmo agora a família clos cristãos, ltssittt dt:-
achava em caminho; rcrrniu, pois, um conselho cìe jr-rízes nominados por causa dêle, ainda trão sc extitìgtritr".
e perante êle fêz conìparecer o irmiro cle Jesus, charnaclo Essa a versão do texto (lesta l)liss;ìgclÌìtìos ti'rnros crrr
o Cristo, cujo nome era Tiago, bem colÌìo outros nìais, que chegou até nós, têrmos (lue siio os lÌìcslÌìos c()rrelìtcs
e, havendo-os acusaclocomo infratores da iei, os entregou no t€mpo de Eusébio, qlre a cita rluas vôzcs.(10) Unut
para serem apedrejados". das razões por que muitos se têm decicliclo a consiclcrii-la
Também esta passagem, como a anterior, era conhe- uma interpolação de origem cristã é que Orígenes declar;t
cida de Orígenes e [,usébio. (8) A cstória da morte cle que Josefo não cria fôsse Jesus o Messias nem o proclamou
Tiago o Justo (como se chamava ao irmão do Senhor)
como tal. (11) De qualquer forma, certo é que Josefo
é narrada mais minuciosamente por Hegesipo, autor
não era cristão. Contudo, é pouco provável que um
cristão-judeu de cêrca do ano 170.(9) A narrativa de
qualifica a escritor não-cristão fizesse uso de expressões tais como
Josefo é de particuÌar importância em que aquelas que acima se grafam em itálico. Entretanto, do
Tiago como "o irmão de Jesus, chamaclo o Cristo", em
moldes que sugerem que jâ havia êle feito referência põnto dé vista da crítica textual, nada há que milite
prévia a Jesus. De fato, encontïamos outra referência a èontra a passagem em sua presente forma; a eviclôncirr
manuscrita é unânime e ampla quanto o pode scr crìt
referência a qualquer porção de Josefo. Pode bcrn scr',
- CONTRA CELSUM I:47; Eusébio- HIST.
(7) Orígenes
ECCLES. I:11. porém, que Orígenes conhecesseo trecho em versão ttt:ris
(8) Orígenes CONTRA CELSUI'{: I'.47; CO-M$. -IN
MATT. TCOMENTÁRIODE MATEUSI X:17; Eusébio
- HiST. ECCLES.: II:23. (10) HIST. ECCLES.: I:11;- DEMOÌIISTRATIo I'lV.\N(;lÌ-
LiCA [DEMONSTRAÇÃO DO EVAÌ{GììI.llol: III:5'
(9) A narrativa de Hegesipo preserva-a Eusébio: HIST.
ECCLES.: Il:23. (11) CONTRA CELSUM: I:47; COÌüM. IN \'Í.'\'l"l'': X:17'
112 Merece Confiança o Nôuo Testamento? A Euídência dos Escritos Judaicos Anliuts I| ì

antiga, da qual não constavam as secçõesem itálico. (12) Tem-se tambérn salientado que a omissão de pltlrrvr;rs
De vez que o texto de Josefo tem sido transmitido pelos e de frases curtas é elemento característico da trlttÌi5i"
cristãos e niro peìos jucleus não é de surpreender se a textual das ANTIGÜIDADES, (15) fato que torna tnrtis
re{erôncia a .fi:srrsvcio no clecorrcr tlo tempo a adquirir fácil aceitar a sugestão de que haja sido omitida a exPrcs
feição m;ris rrisl-i:rnizlrcl:i. Atetrtanclo, contudo, mais de- são "assim chamãdo" antes de "Cristo", e bem assim frasc
moraclarnerÌtel)ara as 1;orcõesem tela, não nos será difícil tal como "e diziam', oü possìvelmente "e dizem" após
admitir a possibilidacle dc que as estivesseJosefo a re- "pois lhes apareceu". (16) Ambas essasemendas são atraen
d.igir com um riso sopitado, em tom de disfarçacla mofa. tËs, especialmente a primeira, poïquanto a frase "o assim
A expressão: "Se ë que, afinal, deteríamos de cltama-lo chamaclo Cristo" ocorre na porção em que relata Josefo
homern pode não ser mais do que sarcásticareferência à a morte de Tiago.
crença dos cristãos cle que Jesus era o Filho de Deus Duas outras emendas há que muito têm que as re-
Da mesma solte a afirmação: "Êsse hlcntent,cra o Cristo'
comende. IJma, a sugestão de Thackeray de que em vez
pode apenas sienificar que êsse era o Jesus vttlgarmente ..a
conheciclo como Cristo. A observação posterior de que de verdade" (grego: alethé) se leia "coisas estranhas"
os cristiros cÌêlc clerivaram o epite to clesignativo Parece, (grego: aethé). A outra é a opinião do Dr. Roberto lìisler
de qualquer forma, reclamar referência que tal. Qtra-nto dó que algumas palavras foram eliminaclas no comô(-o tla
a teiceirã das expressõesacima destacaclas, a que se refere porção, que originalmente se iniciava tla scÍrttittÍe Íortllt:
à ressurreição,pocle trão ter otÌtro propósito scnão registrar ,,8 mais ou menos nessa é1to< lr srrrqirr oÌttl'() foc<l <Ìc
o que afirmavim os cristãos. Críticõs hí, bastante drás- ('ln(ìlì'
novas clificulclades,um certo Jcsus". r\tlot:rtllts iìs
ticõs até, que não sentenì dificulclades em aceitar o stlgttitttc:
Testimoníum Flauianunz [O Testemunh'o Flaviano] tal das supra refericlasao texto, o resultadcl scrilt o
corno subsiste.(13) Scja como fôr, conforme o demons- "8, poï essa época, surgiu outro foco de nouas difi'
traram o {inaclo Lrr. Fl. St. .}oltn Thackeray (a mais des' culdndes,(17) um certo Jesus, homem sábio' Era êle
ope'
tacada autorirlacÌe acôrca de .Josefo na Inglaterra nestes
últimos anos) (la) e outros, exiÌje o trecho virrios exemplos THEOITOGICAL
\^v/ Cf. G. C. Richarcls,in JOURN4I- OF rEoLóGICosl,
(15)
característicos da fraseologia cle Josefo. SrunrÈs TREVISTA DE ESTUDoS
XLiI (1941),p.70s.
ffi.Reirraclr.-..Josèphe-sur'Jl.sus''-_11,uefo-a.-relpeito
<leJesusl- RÉVUE DES ÉTUDES JUI|S- IRÌìVIST-A' í16) Cf. R. I. H. Shutt, in CLASSICAL QUARTERLY [O
DO-,SESTUDOS .IUDATCOSI,XXXV (18q7),r. !3s. ,ï. TRIMEi{SÁRIO CLÁSSICOI, XXXI (1937),p. 176'
Klausner- JESUS Otr NAZARETH IJESUS DE NA-
ZARÉ], p. 55s. l(lausncr aceita a porção c.omogerluina, (17) A principal dificuldadequarrtoa aceitar-sea emendapro'
\-' /
pãrtr poi Eisler, que ellÌ sl lìlesma é basta'nte de
ex c et uádai as s c c ç õc s f oc a l i z a d a s e n r i i l i c o a c i m a ; ê s s e v e - -provável,
't at quË contribui para qu.. a passagernse.aj.ustede Inodo trtats
r c dic t o < le alt or ir l: r dc jir r la i c : r 1 1 et i r o r c c o r r h e c i r l : rr i ì s t i r r ç ã o r l r l
que collcerÌre à história do segunrlo templo é, por certo, natural rro próprio cotttexto, é o radicalismo com que se
assócia. À bãseì1" utn tcxto raclicalmenteentenclarlo clo 'l'l'lS-
r ligr r a r 1e r c s pc it o.
(13) Ci. tt. C. surkitt - THE GOSPEL HISTORY AND ITS TiÌ1,{ONIL.rNÍI'-LAVIANUI{, associadocom um texto r:ttlic:rÌ-
TRANS\IÌSSION [A HISTÓRIA DO EVANGELHO E mente crucnclaclo cle urria interpolaçãoposterior na vcrsão csla-
SUA TIìANSÌ!'fÌSSÃOl (1906),p. 325. vônica <lasG UEI ì 1Ì AS JUDAI CAS, dc Jose{o,pt 'r f cz I r ir r ì '': .
(14) JOSEI'HUS, THÌì T,ÍAN AND :fI]]I HISTOIìIAN [JO. completa reconstituiçãocla história do1,ryr119-rd1o-s--cristi'rs
Sppo, o I{oN[E\{ E o I{IS'roRIADoR] (7929), p. na obr a THE M ESSI AH JESUS AND JO HN TI "I E RAP-
125s. TI ST [ O M ESSI AS JESÜS E JO ÁO BATI STA] ( 193I ) .
111 Merece Confianca o Nôuo Testamento? A Euidência dos Esuitos Judaicos Anlierts l'1!'r

Essa rcconstrução,inda que briihanternenteengenhosae fas- rador dc feitos maravilhosos, mestre daqueles que rc(cl)('tÌì
cinante, é conrpletoatentado à boa ética e flagrante negação coisas estra,nhascom prazer. Atraiu a muitos judetrs, t:
das nornras científicas,porquanto se arquiteta em textos a
que prirnciralìlcllte alterou para servir-1he às teorias, que, também a muitos gregos. Êsse homem era o assinx clm-
então, irassaa <letlrrzirrl:rs enrcndasadredementepreparadas. nlado Cristo. E quando Pilatos, ante o pronunciamento
Iìrnbora a rcíerônciana versão eslavôrricadas GIJERRAS dos principais vultos dentre nós, o condenara à crucifica-
J UI )AICAS scja, gcralnrcnte, consiclera<lacoÌÌlo interpola- çáo, aquêles que o haviam amado de comêço não o
ção crìstã, Thackeray se inclinava a encará-la com fayor repuditram; pois lhes apareceLr,segundo diziarn, vivo outra
(v e r-l h e a o b ra J O S E P H U S IJOS E FO], na col eçãoLoeb,
III, p . 6 4 8 s). Ve m i nseri da entre II :9 :3 e II :9 :4 e é do outra vez ao terceiro dia, havendo os divinos profetas
teor seguinte: falado isto e milhares de outras coisas maravilhosas a
"Por essa época surgiu certo homem, se é que é próprio
chamá-lo homem. A natureza e a forma eram humanas, a filhos arrebatados de nosso convívio. Foram, portanto, e o
aparência, contudo, mais do que a de humana criatura; delataram a Pilatos. Enviou, pois, a soldadescaa atacar a
suas obras, porém, erarn divinas. Operou milagres extraor- multiclão, resultando na morte de muitos. Fêz vir à sua
dinários e prodigiosos. Diante disso, é-rne impossíveladmi- presença ao taumaturgo e, após haver feito consultas a seu
ti-lo como sirnples ser humano. Por outro lado, em aten- iespeitó, pronunciou ã sentença: 'Êle é um benfeitor, não
tando para a sua natureza corÌturÌtaos demais homens, não um malfeitor, ou rebelde, ou aspirante ao trono'. Deixou-o,
o direi um anjo. E turlo quanto realizou mercê de invisível pois, em liberdade, pois se lhe curara a e-spôsamoribunda-
poder, operou-oêle através de uma palavra ou ordem. Alguns Retirando-se para o recanto habitual, continuou a perfazer
disseram-lhe a respeito: 'Nosso primeiro legislador é res- suas obras costumeiras. E, ajturtan<1o-sc-1hc cnr tôrno ainda
suscitado clos mortos e está a operar curas e prodígios'. mais gente que antes, era glorificado pcla própria atividade,
Os outros, porém, erarn dc pareccr que era êie enviado mais que tudo. Os escribasse ralaram de inveja e deram a
de Deus. Entretanto, cm rnuitas coisas se opunha à lei Pilatos trinta talentos para que lhe tirasse a vida. Reccbeu-os
e lÌão guardava o sába<locon{orme o costume de nossos Pilatos e outorgou-lhes liberdade para levarem avante o exe-
anccstrais. tr{as, nacla praticava de indecorosoÌlem operava crando intento. Lançaram-lhe as mãos, portanto, e o cruci-
com as mãos, tudo produzinrloâpenaspelo poclerda palavra. ficaram em flagrante violação da lei dos seus antepassados".
E da nrultidão muitos seguiam após êle e the acatavam o Sòmente a fôrça de desapiedadamutilação poderia Eisler
ensino. E, muitos espíritos se inflarnavam,convictos de que converter esta passagem em trecho tal que o pudesse haver
agora sc libertariam as tribos judias do guante romano. escrito autor judeu. O interpolador cristão introduz umas
Era seu hábito dcrnorar-se Íora da cidade, no Monte das Doucas reminiscênciasdo TESTIMONiUM FLAVIANUM
Oliveiras. Aí também costumava dispensar curas ao povo. Áas fat o máxinro ao seu alcance para minimizar a culpa
E ern tôrno se lhe agregaram de auxiiiares cento e cincoenta, <le Pilatos e dos romanos e para acentuar a culpatrilidade
mas da populaça verdadeira multidão. Quando, pois, the dos judeus.
perceberam o poder, que mediante unra palavra era capaz de na versão
Outros fragmetrtosrlc origcttt cristir crrcotrtratlos
fazer qualquer coisa quc desejasse,e cluando lhe fizeram eslavônicadas G UI llilì . \ S - lt ll) , '\ l( . \ S s( Ì r ef ( Ì r cr lìa João
conhecido o desejo de que entrasse na cidade e arrasasse Bat ist a; a Filipe, o t ct r ; t r c: L( cf . l. t : 3 : l ) ; ar is cr ist ãos da
coü1 as tropas romanas e Pilatos , sôbre êles reinasse,não Palestina nos ãias dc C.lárrrlio;rt rrrìì:Ì inscriçiro no templo
lhes deu êle ouvidos. Quando, a seguir, notícias dêsseintento havida como settdo ctttttttrtttrlliv:r tl:r crttcificação de Jesus
foranr levadas aos 1ídcrcs juclaicos,rcurrirarn-seê1es conr o porquanto predizìa Êlc :t rlrtcrl:t<l:r cirla<lce- a destruição do
sumo sacerdote e disseram: 'Não dispomos de recursos e ie-plo; ao véu rasg:trloc :ì rt'ssrtt-rciçiro <JeJesus; ao orácrrlo
somos demasiado fracos para rcsistir aos ronlanos. Uma merrcionadona cr'liçiroorrlirrírrilLt'trr VI :5 :4, de que a Pa-
vez que o arco está entesaclo, varÌlos e coniunicluenros
a Pi- lest ina havcr ia t le 1r - or lt t zirt r r r r t f i, {t t r a que r eger ia ao m undo
latos o rluc hemos ouviclo e estarenroslivres de contraterupos int cir o. \ 'lir nt cioso ( '\ it r Ì ì ( 'r lc t t - r dosêsses acr éscim osesla-
vônicos, aconrparrlrarlo <lc crític:r à teoria de Eisler, se encon-
para que não venl.raêle a saber da parte de outros e sejamos
t r a na obr a TI {E, HI STO I ì I C CHRI ST [ O CRI STO HI S-
espoliadosde nossosbetrs e nós mesmos trucidados e nossos TóRI CO I , de J. W. Jack ( 1933) .
146 Merecr: Confiança o Nôuo Testamento?

seu respeito: c rÌìcstno agora a família dos cristãos, assim


denominarlos linr carÌsa dêle, ainda não se extinguiu". Cepírulo X
Nesta vcrsão as secçõesenr itáÌico marcam as emendas
p.ropostas. NÍcrt-c1dc Lrm ou riois retoques muitíssimo DOS ESCRITORES NÃO'JUI)t't s
A EVIDÊI,lCIA
simples, rlcsÍ'rrzr:ur
sc as cìificulcÌacles
do texto tradicional,
DA AN:TIGÜIDADE
ao- mesilìo tctììl)o (luc sc l)r'cserva (ou ate se realça) O
valor cla p:ÌssagerÌÌcoruo dor:rÌmento histórico. O tom'de
Ii
menosprêzo se faz unr pouco mais acentuado, em conse- Até aqui a informação que podemos coligir de cst
localtzemos agorlì o (lrr('
qiiência clêssesacréscimos, e â referôncia final à "familia tos iudaicõs tla antigiiitÌatle:
dos cristãros" não destoa da csperança tle que, ainda que dizem os gentios.
não se hajam extin6çuido, tal não tardará ã dar-se. O primeiro escritor gentio quc nos concerne ao Prí)
"qrre
Portanto, temos boas razões para crer que Josefo fêz uósito parece ser Talo, poi' r'olta tlo ano 52 A l)'
direta referência a .|esus, resremunhando-Lhè qúanto (u) '.r.r.u"ü uma obra ttnçttxlo á história tÌa Grccia e strirs
os seus
à data em que exerceu o ministério; (b) à reputação dé relacões com a Ásia desde a Guerra cle Trtiia até
taumaturgo; (.) ao fato de ser irmão de Tiago; (d) à diasiir; Tetn êssevttlto siclo identificado com Ìrm sama'
crucificação sob Pilatos, mercê da informação dãs autôri- ritanò iromônimo, a quem menciona Joscfo (ANT; XVIII:
dades judaicas; (c) à postulaçãomessiânica; (f) à condição 5:4) como liberto tlo-Imperedor Tibério. Júlio Atrtcano'
co-
de fundador da "família dos cristãos", €, piovàvelmente, crohologista cristão cle ccrca rl'e 22I A'D', autor que
as trevas quc
(g) à crença de que Jesus ressuscitou dentre os mortos. nhccia ïs escritos cle Talo, em disctrtindo
"Talo'
sobrevieram cÌurante a cntcific:tção cle Cristo diz:
quc-.essas trc\/lìs
no terceiro livro cle suas históriiìs, lsustenta
tìe ttm eclipse do sol
fontnt ne<ì:tmais qlle o restt]tldo
- .*pf i.ução rlesan'azoatlrt, a meu veÏ" (tltttt11í^:1da'
-n't
ocor-
turalmenté, porquanto um eclipse solar não-PocleÏla
foi justamente nrr
rer Dor o.urião tlo l,'to chcia, séndo que
nlenilúnio pascal que morreu Cristo)' (2)
t^-",E
tot.',l.rr" reierôncia em Júlio Africano tem-seinfc-
:t
rido: (a) que a traclição do Evángelho, ou- pelo menos
eri conhecida em círr:trlos
estória iraài.ion"l tla paixão,
i
não-cristãosem Rom" pot volta da mctade do sécrrlo1tr
ãl-õIrt*mentos
\^/ existe'tesclcstaobra se acham coligitl.s t'rrr
FRAdff{Èir,c lIisroRlcoRu\t GRAECoRU}I Ilrlt \(('
l,'rgxros Dtr HISTORIADORES GREI;OSì' 'ì1: (ìlìll'
ilil'll;i-itt,St7., e em DlQ FB'^aGI'{ENTEDEIì lìr r"
ÒÈisóHnx ÊÏsrclntrnR tos rìRAGI'ÍENTos
GREGoSI; de F. Jacolv, Ìl lÌ (lÌr'r
ÉrsÍonrrnonÉs
Lìn, 1929), ParâgraÍo 256.
j ttr l , tt:' tt|" " \1 "
(\ -2 \/ Exp l i ca cã o si r n ìl a r r l e ssa s tr e va s d ã o - n a o s
'Èi tu ìo t" ( XI :2 ) , cscr i to d o q u a r to só cttl 'r '
a"
118 A[erccc Confiança o Nóuo Testamento? A Euidência dos Escritores du Attlrt"ttt'l'i'l

meiro; e (b) quc os aclversáriosdo Cristianismo procura- I rl


Êsse escritor clifìcilmente Pocleria ter sitÌo t Iirl'r'r'
ram refutrÌr cssÍÌ tradição cristã com dar aos fatôs inter- o Cristo tottlirtttt)rr 'r
fôsseo caso, haveria dcclaradõ que
pretação naturalista.(3) N{ais.pro5ltlrilitl.r,l''
viver em que ressuscitoudos moitos.
(ltr(' s(
Mas, ()s csr:ritos rle Talo pereceram; conhecêmo-los há cle qró fôtt. um filósofo gentio, pioneiro rìo
aperìas erÌì t['r'rrtosrlc lr':rgmcntos citarÌos por escritores veio ao'depois tornar rotina comum - colocar Jestrst'rrt
sucedâneos. À lrurtc clôsscirutor, nenhuma-r.eferênciase- peclestalcld igualdade com os grandes sábios de antrrtrlt'r-
gura há feita ao Cristianisnìo cm <lualquer escrito gentí- A raz.ãocla paucidaclede referênciasao cristiarlisttrtr
lico não'cristão subsistente clo primeìro siéculo. É veidade na literatura cl/rsíca do primeiro século é fácil de pcr<t'
que há no Museu Ìlritânico interessantemanuscrito que ber-se. Do ponto cle visà da Roma imperial, era. o Cltis
preserva o texto de trma car'ta escrita algum tempo depbis tianismo noi primeiros cern anos de sua existência mt-'t;t
do ano 73 da era cristã; quanto depoii, entretânto, não superstição rrrient"l, obscura, des-prezível,vulga.r, a figulrr
há certeza. É uma carta enviacla pòr um cidadão sírio, ,ro^, cloõumentos oficiais, se taf ocorria, mais prov:\vcl
chamado Mara IJar-Senipion,ao filirrr de nome Serápion. nìente em anais da polícia, que (ao lado cle muitos outros
I\{ara Bar-Serápion achava-seencarcerado por essa época, rlocumentos clo sécuio prime-iro que tanto gostariamos dc
mas escrevia com o proprisito cÌe estimular ao filho na examinar) vieram a clesaparecer. (4)
aquisição da sabecÌoriae ressaltavaque aquêles que se (APOI-OGIA I:34) e Tertuliano (ADV'
.Justino - censo
davam à perseguição dos sr'rbioseram fatalmente vítirnas \ÍAI{CION: IV:7, I9) criarn qrte os assentamentos do
de infortúnios. Excmplifica êsse ponto com a morte de cle Lc 2:1, incluinclo'o registio cle josé e Ì\faria,-se.potlc-
Sócrates, de Pítagoras e de Cristo: riam encontlar nos arqtrir;osoficiais do reinaclo de Augus
"Q.ra proveito auferiram os atenienses com tirar a to e instavanì com os ieitores que se mostravam cle-sejosos
vida a Sdrcrates?Fome c Ì)estelhes sobrevieramcomo juízo cle maior certeza acêrca clos fafos relativos ao nascimentrr
pelo nefando crime que cometeÌ'am. Que lucro obtiveram clo Scuhor a qrìe consultassemêssesarquivos' , 1t!:'^ ltnt'
os cidadãos de Samos com lançar Pitágoras às chamas? quer clizer nccessàriamenteque êles mesmos os houvessetrl
Num instante scu território se viu cobcrio de areia. Qr. Ëont"tl"ao mas simpÌcsmente qtle estavam certos de qut'
^forçosamente
os assentamentos os^ltaYcriam de registr:rr'
vantagem aÌcançaram os judeus com a execução de seu
sabio Rei? Foi justamente em seguida a êsse exicio que l)e modo especial gostaríamos nós de saber se Pilatos
se lhes aboliu o reino. Dcus, com justiça, vingou êsses Tacito.(AryAJS'
três sábios: os atenienses a fome os consumiu; os sâmios \'/ A Lrirerstiçãocstrangcira"
(4) 4t qg-t,segundo.
ÍIIi':zl, foi acusacli em 57 A'D' P-ompô'iaGrectna'csl)()\;t
tragou-os o mar; os judeus, arruinados e banidos da pró- et: .pr.v:ìv'l
A"'^.fi f;"pil,'.;à,' o iori'luistadorrla Tngia-terra'
pria pátria, vivem em compieta dispersão. Entretanto, l ììcl Ìte a íé cr i stÍ. Pa r e ce ta r r l h é m q u e p r o l e ssa r ^ o L r l :Ìl ;ìl ìl \r ìr "
que o inrperatlor I)omiciallo fêz cxcttll;tr :t"
Sócratesnão o extinguiu a morte; contirìuou a viver no -Fjátio'por
foi o crinle
;;ì-"" i1.,ì.,.,,t" e banir-lhe a espósa' !-lefj't-.r),t.rrirtl:t'
ensinc de Platão. Pitágclras não o aniquilou a morte; VIDA DF DOI{ICIANO' \\' l'
ã"'' sS n.o. (í;;iô;'i" ()s:r(u.ì
continuou a viver na estátìla de Ffera. Nem o sábio Rei ijìo,i'c:,r.lo _ HISTOIìIA, LXVII:14). _Quanclr
1 o rr t:tt tttt
o destruiu a morte; continuou a viver nos ensinos oue ,i o i fi g r r r a s cl e d e - 'ta cl u c,o s'r e g i str o s.p o l i ci a i s. s( '
I ".ã "i
,tu e si ê 'ci a d a h i stó r i a . A p r o b a b i l i <1 a cl e r l t ( l r r r ' 'r ttÌl ''r'
o i i t.
transmitira". íü tìi p a i i i u p t:,"i u D o m i ti l a e r a m cr i stã s 1 çç1 1 1 1t'.tr
' l Ìr r tr 'r r .L 'r
r s t i l r l i ,,r r r .r
ci a Ëvi cl ô n"ci a d o s p r i n r i ti vo s ce r n e té r i o s cr i sti ,
(3) Cf \d Goguel- LIFtr OF JESUS [A VIDA DE JESUS], \ ( l l \\Í \
C f. F. F. Br u ce - i '}Itl Sp tTR AD i N G Ii L ''\\l 1 '' l
p. 93. p. 137s,162a.
A 1,1ìOp-,\GAR-Str1,
150 Merece Confiança o Nôuo Testamento? A Euidência dos Escritores da 11ttlt:'itrti't'Ì'

( ( rrr""
enviou a Roma alstrm relatório quanto ao julgamento e vável e inconsistentecom o que de Tibór'io tttttltr
à execuçãocÌe .fcsrrs,c, tal tenha siclo o caso,qual o con- relatada quase 170 ano,sapós b.evento, não sc l('({)rtrtrr(lr
-julgamento do historiador.
teúclo. Ilntrctunto, não ó ccrto qÌÌe haja ôle de ter assim muito ao
agiclo; sc o lô2, rrcnlrtrrnvestísio rios r-estaclos documentos. Ouanclo ã ir'rfl.,ên.ia da fé cristã crescia ràiritlrrrrrtrrt''
no IÃpério, um tlos últimos-imperacìo.rg.s,-PaSÍo'.' \l'rrr
VelrÌrrtlcc (ìuc rrlgrrrrscscritrilcstl;r antigüiclacÌecriam tent()r'r (l('s
que PilÍrtos cnvi:rnr t'cltrtririo tlrre tal, mas nenhuma evi- mino iI, clois anos antes do Edito de l\IiÌão,
prestiqiar o movimento com publicar o que alegava s(rl('tìÌ
dência subsistc clc rluc qrurlrlucr dcntre ôles tenha tido
real conhecimcnto cÌa matcrirÌ. Por volta do rÌno 150 àt ueidu.leiros "Atos de Pilatos", obra essa qì'le al)r('s('tì
tava as origens clo Cristianismo em,têrmos.Pouco r(l(()
Justino N,Íártir,em declicandosua APOI-OGIA DO CRIS- mencláveis.
"Êrr., "Atos", repassadoscle ultrajes e clesÌlrtt's
TIANISMO ao irnpera<lor Antonino Pio, o referia ao
relatório de Pilatos, que supulìha .|ustino deveria rÌe achar- a respeito cle Jeslts, cram Para ser liclos e memorizlÌ(lo\
se preservadonos arquivos impcriais. "XÍes estaspalavras: o.lur'crianças ile escoia-. Ér"m eviclente falsificação tlos
'frau,le, conlo na época-o clcnttnciou o grantÌtl
'Transpassara[ì-meas mãos e os pés'," diz êle, "são urna i*or, p.,ru
descrição dos pregos com que Lhe c.ravaranì as mãos e historiàclor Eusébio (I{IST. ECCLES. I:9); entre outrlÌs
os pés na cnlr; e, a1rósclucificarlo, os lJlre o l)rega-ramna coisas, êsse escrito estava reclonclarnente c(lLllvocado no
tocante às clatas,Lìma vez que situava a morte de..lesus
cruz lançaralÌÌ sorte para cletcrminal cÌrÌcrn l-he íicaria
com as vestes,e as clividiram erìtrc si; e que cstls coisas no ano sétinro de Tibcrio (20 A'D'), enquanto- c . rnso
foram assirn, poclcis vris verificar clo qrìe se corìrém nos fismávelotestemunhocle'Josefo(ANTIGÜID.ADES
iüfif ,Z,Zy cle q.c Filatos se torno.Lr.procttraclor cla
'Atos' que íoram compiÌarlos sob Pr)nr-ioPìÌatos" (r\POL. 'ãõrno tlc 'ì'ilrcrio (para trãtr
I:35). Mais acliante dcclara .|ustino: "OLre Êle rcalizou Iudeia atÉ o tÌccimoscgunrlo
incncionar a evidcrtcia tle Lc 3:1, seguntlo a quel começotr
êstes milagres é coisa que podeis fàcilmente concÌuir dos ano di'sse impc-
.|orio Batista a Prcgxr no tlccimo'qtrinto
'Atos' de Pôncio PiÌatos" (,\POL. I:{B). o conteúclo tÌês-
íaclor). Não coirhccemos mÌnuclosamcnte
Então é T'ertuliano, o srande jrrrista-tcirlogocle Car. ..Atos",,visto que foram naturalmentc su-
ses píopalaclos
tago, em derÌicrntÌo sua APC-)LOGL\ DO CRISTIANISN{O pressoscom a acessãode Constantino ao P.ocle,r; ,poclemos'
às autoriclarlesromanas secliaclasna província cla Álrica, (lue tinhnm algtrma afinidacle com o
em l9i A.D. aproximadamente, quC cleclare: "Tibcrio, iroróm, pressupor
TOLEDbTH YESFÌU |GENE^LOGIA DE JESUSI, com-
em cujo tempo o Ììome cristão peÌa prirneira i'ez surgiu pilação elttit ristÍ b:tst:ttttcpo;l.rhr em ccrtos círctrlos itr'
no mundo, apresentouao Senado informações oriunclas da ãaicos nos tcmpos mcdicvais.(.í)
Síria Palestina que lhe haviam re\rela(loa verclarleda clei- Bcm mlis t:rrtle. no (luarto sctttlo' oLttra compillrti'-r
t
dade ali manileìta c apoiou a noção corn o seu próprio esnúria de "Atos tle Pilaths" \'eio a lume, tÌcst't t " 'l't
voto para corÌÌcçar. O Senarlo a Ì.cj,'i1s11,porérn, por- rr"'rle.rlrtã, csiritos ôstes tiro clestittíclos rle gcttrrir.r irl.rrl''
quanto não lhe havia outorgado plcvia aprovação lìa rlr;rtlo:
io-o o haviam sitÌo os riclículos clocttmctltosJ)iÌho(
matéria. César, entretanto, não abriu mito cle sua con- rt
por Ì\'Íaxirnino,cotrtra cs quais fôssemtalvez cxtcíttl.rotirtt
vicção e ameaçor.rsèriarnente aos acusadores clos cristãos" (l('
iogo de encontro. Existem aincla e consistcÌÌì l)r('ì
(APOL. \z:2). (' r( \"rrr
supostas reminiscências clo julgamento, paixio
Sem dúvicla que nos seria srato poder cÌ'er nessaestó- -.
fSl Cf nauslÌcr JtrSUS OF NAZARTII'It lll I I I)l'
ria de Tertuliano, que êÌe evidentemetÌte adrnitia como
NAZARÉ1, P. 47s.
verdacleira; nìas umã estória tão intrìnsecamente imrrro-
A Euidê,tt,ciadcts Escritorcs du tltttl"tt"l't'l' t
152 Merece Cont'iança o Nóuo Tesíamento?
\ tl( l( I
tão honroso título. Tácito estava em cotttlit'()(
I9iça" de Cristo, registradas por Nicoclemo e confiaclas a acessoa tôda informação oficial que elìt'Ìo {'\tslr'r í r'l
Pilatos (São tarnÌrém conheciclas como o "Evangelho de tt'rrrlr)r r')
genro de fúlio Agrícolá, que foi governador tlo
Nicoclemo"). l\Í. R. .fames esrampa a tracluçãã clêsres tt
Ëritânico áe 80 a"84 A.D. Se Pilatos r€Ínct€u :tlgtrrtt
escntos em suíÌ olrr:r T-[ÌE APOCRYPFIAL NEW TES. ltrl,
latório a Roma, Tácito é mais provável dôle t(rt'
IAN{I|'I'. [O .Nôvo 'I'tÌsl-Aì\ÍIÌN-t'oAPóCRIFO], p. conhecimento que a maioria dos escritores- da é1lot'lt; totr
94s. Siro clotaclosrÌc pcculiur intcrôsse litcrário, que'não prrt:r
nos concerne neste escôrço. t.rdo, u consideiaçãoque perfaz c clemasiadosumári:r
tal' Um entrelelìl()' (1
conlirmar inferôncia que 1lonto,,
O maior dos historiacloresromanos cla época imperial
digrrc_r tìe notlrr.-se::'r l)arte dc es(l ll()rci J(ldc.Ìlse crlstil()s'
foi Cornélio T;icito, nascido enrre b2 e E+ A.D.i que
c'Tácito o único lristoriador antigo a menclonar l'llirl()\.
escreveu a história de Roma na era clos imperaclores. Ti- tl;r
É se pode tomar, Por certo, ooTg uma das ironias
nha cêrca de sessentaanos cìuenrlo cscreverì a Ìristória do única a Pilatos tlu de trttr
histórà que a PuIi.*
reinad-ode Nero (54"68A.D), em qrrc rlcscreveuo grande -"ryaoé em referência ao papeÌ dêle desenr
historiador romano
incêndio quc dev:rstou Roma t'ro ìno 64 e regisirou a
penhado na execução de Jesus'(6)
ppinião_ correntc em vasros círcrrlos tlc qrre Neio havia
instiga-doo incô.rlio, corn o fito cle alcançar maior gkiria O grancle incêndio cle Roma é mencionado tambónr
pessoal em reconstrtrinclo a ciclacle. Diì. o historúrlor: rror Suè"tônio,<lue mais ou menos em 120 A'D' estt't'rt'tt
biográïicos clos primeiros doze lqpïu9-o-l:) iÌ
"Portanto, para conter os rumores, sultstituiu Nero como i-*"ãot
partir de Iúl-io Ccsar. Em A VIDA DE NERO (XVI:Z)'
culpa<iose os puniu com a expressãomrixima cla c.relcl:rcle ,.Infligiu-se punição aos cristãos, classe dt:
-cle ãir-s"ãroiir,
aos elementos cle ÌlÌna casta homens cletestaclospclos novel e perniciosa"'
t^eqt vic-ios, a queÌÌì a populuça clesisnava cle criitãos. ã;;,; afeita a uma"superitição
enì
Cristo, de qucm ãerivavam ô ePítcto, trìvia siclo exec,taclo Outra possível referência ao Cristianismo ocorre
mediante se.rrtençrclcl
.procrrraclorPôrrcio Pilatos lìo tempo AVIDAnrCt,,\trDlo(XK\/:l)'tÌeqtremcÌizohist<r
c3ns
..tl q.].. Tibério
_era imperador; e cssa perniciosn supers- liaclor: "De vez quc estavam os judeus l)ro^rnoventlo
tição foi reprimirÌa por âleurn terÌìl)o, tantes agitaçõessób a instigação de Cresto, ['lc os exPulsLtr'r
Paia irrompc, o,rtru
vez. não apenas na .]trcléia,o nasc.ecÌouro da pieea mas de Roma".
na própria Rom-a, oncle ttrclo que há cle horrir,èl ã vergo_ Não se sabe ao certo quem êsse Cresto era; é nrr'ti
nhoso no mundo parece convergir e achar convenieirte jtttlt'trs
tíssimo provír'el, Porem, q,ì" o choque entre oJs
guarida" (ANAIS. XV:44).
de Romà .rarru se dèvesserr recente introducit.r rl'r
Esta narrativa não cleixa a impressão cle haver siclo "t'o.a 'iudaicosda rrrbc e qtle Sttt'lirrti,'
çrl51innismo nos iírcrrlos
derivada de fontes cristãs, nem tão lr,,,,co rle informantes deparando-secom aÌgum ielato ds f,isputasentre os irtrìt'rrs
(rÌt(r.l
jucleus, poi.s q'e=ôstes não se Ìra'ciirr.r r c[eriiÌo a
Jesns ucêr., cìerrrna incliviãuaÌidadecujri noìnc crA Urc.lt)
como o Cristo. Pala o pagiro -fticito, (jristo cra simples- conclrrissc ( r r .l
variante cle cristo em círculos gentios),
r-ne,nteum então elrì Iìottt:r rrr)
.notììc próprio como .c1 rr:rlquer ouLro: parã os clarnentc que êsse vulto se achava
seja como fôr, o i'teri'ssr' {1.( rÌ().'
Jucleus,assrm como para os pr-imeiros cristãos, irão era rempo clc'cltiudio.
mer,o nome, era um título, o eclrrivaÌeÌìtegrcgo do têrmo t'rrrilrrr tr,r'
ao cristianisnr,,
\v'l Há en] Tácito outra rcferência
?ol
s_emitl XIe.çsias("Ungiclo"). (ls rrisrÍor- O" cÌramavam ,1,'
*ã,t""a*'-iif SÍOntf S, relativoao i'cô'rli,, rl,, r,.rrr1,l,,
Cristo, porqrÌe c.riam que era Êle o XÍessias 7 0 ,' p r cscr va d o r .t" Itr l t'r ' i 'r l"
lironleticlo; os Te r u - .a l é m l Ìo ano 1)or
judeus, que assim nãó criam, niro Ìhe teri:im outorgaclo i c H nor ., i I:30:6) .
I
A Euit lëncia dos Escr ì t or es dt t At t t "'t 'l't 'l'
151 [Ierccc Oonfiartça o Nóuo Testamento?
out r lì s ilr t r ""r '. 'lt r t r lr '
desperta essa lcfcrência se estende aincla a outro ponto. Q uer se aceit em , quer se r ejeit em ' (
Consta de Atos lfÌ:ls cpe, em chegando Paulo a Corinto da oi"i..laà por eícritores antig,s' .irr',1'
'r
"ïiãeì.ì"
l""ior*. a sumârizamosnestee no (íìl)í{rtl" 1't'
(provàr'elrncntc crìì ií0 A.D.), aí encontrou um cidadão !ã",ìot, se impõt' :tlrsr'lttlr
chamaclo Áqrril:r, (olÌì rì espôsirPriscila, recém-vindos de ceclente,u-u aorrilusão,pelo menos'. ( Ì r\l rrL
dos escrito\
Ronra, Ì)or'(lrÌiìrìtoh;rvia Clrirrclio decretad,oque todos os àqueles que rectlsam o téstemunlto ('srttrlt,'"'
jucletrs saísscnrrlc l{oml. Êste casal tevc destacadaatua- ;";;;;.t";it,óti;; da pessoa tle Jes.'s' certos
"Cristo mític.,"' rrr'r'
na história rla Iercja Primitiva; bem podem êssesdois podem entregar-seà fahtasia cle üm
ção eritlirl i'r
crentes cle escol havcr sido membros fundadores da igreja o fazem não em aã.t-''ientit cìe fun<lamenta(Ìa
é para o histotirrtl'rr
de Roma. histórica. e ftistoriàittutlede Cristo.
tão axiomática realmente qtllÌtÌt()
ira.tro de preconceitos
Outro ponto de contacto entre A VIDA DE CLÁU-
a historicidatle tle-Júlio Cesar' .Não
são' Portanto' lìi\lí)
DIO, de Suetônio, e o livro de Atos é a afirmação que teorias rellttit'lts :r'
riadores os que se Prestam a velctllÍìr
sc erÌcontra naquela obra (XVIII:Z) de que foi o reinado
"Cristo mítico"' (8)
de Cláudio marcado de "constantes periodos de improdu- virrtttt
tividade" (assiduae steríIitates), o que nos taz à lem- Os primitivos propagaclorcstÌo Cristienismo
exame clas credencirris
brança a profecia de Aeabo (Atos ll:28) cle que "estaria com bons olhos ã i.uii c%mpleto
eventos que aPr(Ì'
para sobrevìr sranclc fome sôbre tôda a extensão da terra, da mensagem que proclamavam' , Os
s oavam..orlforrn. t tlisscre Paulo ao rei Agripa' tti,
o que se deu no reinado de Cláudio". e se .m()\
t."i"À ocorrido em aÌgum recanto :tbsconso
No ano i 12 cla era cristã, escreveu C. Plínio Segundo de imlrorem-se,.".: t"
iiuuu* em perleitas con-cliçõe.s Ï1::
--O espírito daqtrelt's
(Plínio, o l\{oço), governaclor cla Bitínia, na Ásia Menor, suleltasscnr'
vero escrutínio e que se
ao imperador Trajano, pedindo-lhe sugestões quanto a aos descenrlenlt's
.ii*ao, primitivos deveria de animar-lhes
como tratar com a perturbadora seita dos cristãos, emba- Pois, mercê de mais profundo co
nos dias qn. .uri.rn'
raçantemente numerosos na província. Segundo a evi- os assiste
nhecimento da relevante evidência que
dência que havìa conscguido, mecliante interroqatório de a dar- a queln, qtt"l q^l:,tj: "'1tt:lll
não apenas capacitados
aÌguns dentre ôles, sob tortura, "tinham o hábito de reu- no esPlrlto':"'1"mirs'
iazão'da espciançe que se lhes lninha
nii-sc em Lrm dia fixo antes de sair o sol, quando entoavam conhecerão' dessarte <1uão serttnt
e-r.Ã"fn""çã a" teóiilo,
um cântico a Cristo como Deus e se comprometiam, mercê
; ; É;r; aà re que lhes tem sido inculcada'
de solene juramento (sacramentum), a não praticar ne-
nhum ato mau, a abster-sede tôda frauclulência, furto e
adultério, a jamais quebrar a palavra empenhada ou deixar
de saldar um compromisso em chegando a data do venci-
mento, após o qrÌe era costume sep;ìr;lrem-see reunir-se
novamentc para participar de repasto comum, servindo-se
de alirnento de natlrreza ordinária e inocente". (7)
"C r i tl " r r r i l i ''""
(8) R ta * t co n si d e r a çõ e s q u a n to à s te o r i a s ìo
(7) C A R T A S: X:9 6 . Os têrrnos fi nai s da ci tação al udem à
;;;'ìi'"'i";;' H. G. ú-o,{ ^-D:?-ç.I{,rirs,r,,. l'l' \' ';ì
lrrt'Ìrì)'
acus:Lçãor1e morte ritual, pecha que nos tempos antigos se
lançava contra os judeus (cf. Josefo - CONTRA ÁPION, iiïËf'Ìtriïsilu cRISro DE Fê-T.!Líl
- - -JESUS :; ì; ,1Ì
\ '\( )
ïi.'.ïir 's;úil Nor A \''l'll
tr'l I ll':'t
II :8) e contra os cristãos (Cf. Tertuliano, APOLOGIA,
à,
./. e tc .).
uM MITOI (1e42).