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CRISE, DITADURAS E DEMOCRACIA NA DÉCADA DE 30 DO SÉCULO XX – ADOLF HITLER

O Nazismo

A década de 30 do Século XX assistiu ao eclodir de diversas ideologias ditatoriais na Europa.


Uma dessas ditaduras, foi denominada de Nazismo e teve como seu ideólogo Adolf Hitler.

O Nazismo (Nacional Socialismo), foi uma ideologia fascista que defendia o racismo e
o antissemitismo (descriminação dos judeus), e desenvolveu-se a partir dos princípios
pangermânicos (união dos povos germânicos) e de anticomunista, que surgiram durante
a República de Weimar após a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial.

A designação "nacional-socialismo" surgiu a partir da tentativa de


redefinição nacionalista do conceito de "socialismo", para criar uma alternativa social
marxista. O nazismo rejeitava o conceito de luta de classes, assim como defendia
a propriedade privada e as empresas de alemães.

O nazismo defendia a hierarquia racial e o darwinismo social, sendo que os povos


germânicos eram descritos como
os mais puros da raça
ariana considerando-se como uma
"raça superior". Assim os nazis
tentaram unir todos os alemães e
excluir aqueles considerados
como "povos estrangeiros",
lutando ainda por reconquistar os
territórios que tinham sido alemães no passado, assim como conquistar territórios adicionais
para a colonização alemã.

O Nazismo, também denominado III Reich, durou apenas 12 anos (1933 a 1945), mas foi
responsável pelo maior conflito da história: a 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945), do qual
resultaram mais de 50 milhões de mortos e a destruição de inúmeros países.
A origem do Nazismo

Para percebermos o Nazismo, temos de conhecer


Hitler e perceber as circunstâncias que estiveram na
origem da criação de um dos mais mortíferos
regimes ditatoriais da história moderna.
Hitler nasceu na Áustria, em 1889, que fazia parte
do Império Austro-Húngaro, tendo sido criado na
cidade de Linz. Em 1913, foi viver para a Alemanha,
tendo participado na Primeira Guerra Mundial (1914
a 1918), onde atingiu o posto de cabo no exército alemão.
Em 1919, Hitler filiou-se no Partido Alemão dos Trabalhadores, antecessor do Partido
Nacional Socialista (Nazi), e tornou-se o seu líder em 1921.
Em 1923, Hitler organizou um golpe de estado, em Munique, para tentar tomar o poder. Na
sequência do fracasso desse golpe, Hitler foi preso. Durante o período em que esteve preso,
escreveu um livro, que viria a ser o manifesto político do Nazismo, intitulado Mein Kampf ("A
Minha Luta").
Quando foi libertado, em 1924, Hitler ganhou grande apoio popular na Alemanha pela sua
forte oposição ao Tratado de Versalhes (fim da Primeira Guerra Mundial) e defesa do
pangermanismo (União dos povos germânicos), antissemitismo (descriminação contra os
judeus) e anticomunismo.
Em 1933, o Partido Nazi tornou-se o maior partido do Reichstag (Parlamento Alemão), sendo
Adolf Hitler, indicado para Chanceler da Alemanha,
tendo sido aprovada um lei que concedia plenos
poderes a Hitler, o que levou a uma ditadura
de partido único totalitário de ideologia nacional
socialista. Hitler defendia a eliminação dos judeus da
Alemanha e o estabelecimento de uma Nova
Ordem para combater o que ele via como "injustiças
pós-Primeira Grande Guerra Mundial", numa Europa
dominada até então pelos ingleses e pelos franceses.
Para perceber o rápido crescimento do Nazismo temos de recordar as condições em que a
Alemanha e a Europa se encontravam no início da década de 30 do Século XX:
- Derrota Alemã na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), tendo a Alemanha (que esteve na origem
do conflito) sido obrigada a pagar elevadas indemnizações às nações vencedoras (EUA,
Inglaterra e França);
- Além das indemnizações que tinha de pagar, ficou sem inúmeros territórios e
impossibilitada de ter um exército. Acresce que muitas cidades e indústrias ficaram
destruídas.
- Grande Depressão (iniciada nos EUA e que se alastrou à Europa), levando à falência das
empresas, desemprego e consequente fome e miséria.
Temos assim um país destruído e onde a população sofre com o desemprego, fome, além de
se encontrar “ferida no seu orgulho”, por além de ter sido derrotada na Primeira Guerra
Mundial estar subjugada pelas nações inimigas (Inglaterra e França).
Hitler chega assim ao poder num contexto propício ao crescimento de ideologias
nacionalistas, começando por defender a melhoria das condições de vida dos alemães,
através da implementação de políticas de crescimento e emprego, em particular pelas obras
públicas e desenvolvimento da indústria e poderio alemão:
- Obras públicas (edifícios, autoestradas);
- Rearmamento militar (criação de exército e fabrico de armamento)
- Programas recreativos e de turismo
- Jogos Olímpicos (1936)
Assim, rapidamente, entre 1933 e 1936, a Alemanha sai de um cenário negativo, com uma
clara melhoria das condições de vida do povo. Hitler é visto assim como o “Salvador da
Pátria”.
É nesta altura que começa o período negro do
Nazismo, a perseguição aos judeus, a ocupação
dos territórios perdidos (Áustria e
Checoslováquia) e o início da Segunda Guerra
Mundial com a invasão da Polónia em 1939.
Rapidamente, entre 1939 e 1941 a Alemanha de
Hitler ocupa a quase totalidade do território
europeu (França, Bélgica, Holanda, União
Soviética), sendo que apenas a Inglaterra no
continente europeu de opunha a Hitler e
continuava a lutar.
Além da ocupação desses territórios, iniciou-se o Holocausto, o extermínio do povo judeu,
estimando-se que aproximadamente 6 milhões de judeus foram mortos, naquilo que Hitler
pretendia que fosse uma completa eliminação de um povo.
A invasão da União Soviética em 1941 e a entrada dos EUA na guerra em 1942, vieram por
fim ao domínio alemão, que após 1943 começou a ser derrotado em todas as frentes de
batalha, começando a perder os territórios até então conquistados.
Além da resistência externa (especialmente ingleses, norte-americanos e soviéticos),
começou a surgir contestação interna por parte de alguns alemães que deixaram de apoiar
Hitler, tendo sido feitas algumas tentativas, sem sucesso, de o matar.
Assim, ao fim de 6 anos de guerra, o Regime Nazi de Hitler viu-se cercado por todos os lados,
e sem contar com o apoio dos seus aliados (Italianos e Japoneses), a Alemanha foi invadida
e derrotada, tendo Hitler cometido suicido a 30 de abril de 1945, após o que a Alemanha de
rendeu, terminando a guerra na Europa.
Consequências do Nazismo

Hitler tinha por objetivo tornar a Alemanha irreconhecível,


supostamente uma nação melhor, superior, saída da crise.
Conseguiu realmente, mas no mau sentido. No fim do Nazismo
a Alemanha estava totalmente destruída, tendo morrido
aproximadamente 10% da população total. Como consequência
da derrota, a Alemanha foi dividida em duas nações, a
Alemanha Federal (RFA) e a Alemanha Democrática (RDA).

Hitler, como todos os ditadores não olhou a meios para atingir os seus objetivos, tendo conseguido
levar o povo alemão a aderir massivamente aos seus princípios.

Importa, no entanto, salientar que muitas das pessoas foram manipuladas pela propaganda
(mensagens falsas, agora denominadas “fake news”) e outras pelo medo, o regime nazi utilizou a
repressão e as forças policiais e militares (Gestapo e SS) para impor um regime que em muitos locais
viveu do medo.

No entanto, mais do que o “líder” e os seus apoiantes, foram as condições em que o povo vivia que
proporcionou e facilitou o crescimento do Nazismo. Por isso se fala hoje tanto nas políticas
“populistas” e no receio que as mesmas nos levem a optar por regimes pouco democráticos baseados
em extremismos.

Nazismo: como um ditador destruiu uma nação e um continente