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24 /12/1997

UMA ANÁLISE DINÂMICA DO LIVRO DE MÓRMON


. - PRIMEIRA PARTE
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Índice Temático

PREFÁCIO
(Gert Ferdinand Folz)
Prezado leitor, se você busca dias melhores e mais felizes, uma esperança mais concreta no porvir, diante das perplexidades que este nosso
mundo lança todos os dias sobre nós; se deseja apoiar sua fé mais além das demonstrações racionais; edificar sentimentos e emoções que só o
Espírito de Deus pode transmitir ao seu espírito, então, este livro certamente lhe servirá de ajuda. Ele o tornará afim com os sussurros
espirituais, tornando-se uma ponte para que obtenha o que almeja.
Leia umas poucas páginas, descompromissadamente; deixe que as palavras fluam livre e espontaneamente. Você tem diante de si uma análise
dinâmica do Livro de Mórmon por quem há vinte e cinco anos busca acréscimo de entendimento dessa obra tão estranha, tão maravilhosa
quanto tão pouco compreendida pelo grosso da humanidade ! Pois, o Livro de Mórmon, no aspecto de exposição da doutrina de Cristo, é o mais
poderoso e perfeito livro jamais entregue às nossas mãos. Mas não foi para as mãos sua destinação, nem simplesmente para a razão carnal,
mas sim para o coração, onde Deus fala espiritualmente ao homem.
Não tenha pressa, nem obrigue-se a qualquer espécie de tensão. A sintonia com o Espírito de Deus pode ser alcançada por qualquer pessoa que
aja dignamente, portanto, por você também. Lembre-se porém que este livro não é o Livro de Mórmon, é o livro de alguém que alcançou este
grau de compreensão do Livro de Mórmon e que pretende continuar em busca de entendê-lo ainda mais. Este livro, portanto, destina-se a ser
como que uma ponte, para ajudá-lo a iniciar sua busca de crescimento espiritual em demanda da grandiosidade de Deus.
Gert F. Folz
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INTRODUÇÃO PRIMEIRA PARTE
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O Livro de Mórmon, por ter sido produzido pelo poder de Deus; da mesma forma que o foram o Velho e o Novo Testamento, não precisa da
ajuda do intelecto de nenhum espírito humano para demonstrar sua veracidade. A causa de Deus é melhor defendida por Ele mesmo. O forte
raciocínio do Espírito Santo, que sonda as profundezas da mente do Senhor, registrou suas palavras no Livro, melhor do que qualquer homem
raciocinaria no seu espírito para registrar qualquer defesa.
O problema do não reconhecimento dessa verdade, residirá no homem que não permitir ao Espírito tocar seu coração, ao reagir contra Suas
palavras, antes de poder considerá-las profundamente; de forma que possa vislumbrar o Plano de Deus em movimento e maravilhar-se no
conteúdo do Livro.
Não é pela mente diretamente que o homem percebe as coisas de Deus. A mente é para entender as palavras do Espírito de Deus, mas só
depois do coração sentir o influxo do Espírito. É a lei celestial da afinidade espiritual - coração do Espírito Santo ao coração do espírito humano
que o acolher; se o repelir, a treva será certa.
O Livro de Mórmon é o precursor do esforço final de Deus para reconciliar os homens com a Sua Causa nestes nossos últimos dias; antes que
Cristo desça para julgar o mundo. É um Livro de combate espiritual, de sensibilidade e inteligência; é o sopro dos lábios do Senhor e a espada
afiada que sai de sua boca contra as obras do diabo.
Esta nossa análise dinâmica, condensará em pouco mais que uma centena de páginas, as mais de seiscentas contidas no Livro. Nosso objetivo
é ajudar a quem ler o Livro de Mórmon; de tal forma que, desde a primeira leitura, aproveite muito mais do que nós quando o lemos pela
primeira vez. Talvez assim o leitor possa perceber ainda além do que percebemos, porque o Espírito tem sempre mais a nos comunicar do que
somos capazes de captar em cada exame das Suas palavras.
Portanto, este nosso livro não foi feito para que o leitor se abstenha de ler o Livro de Mórmon, mas sim para despertar-lhe um grande interesse
por escrutiná-lo, de estudar detidamente esse Livro que "veio do pó", e que fala aos nossos ouvidos espirituais com a fala de um povo
sepultado. Um deles entre 600 a. C. e 421 d.C. e outro, tão mais antigo quanto a torre de Babel.
Temos convicção de que lidos paralelamente, o Livro de Mórmon e esta nossa análise dinâmica, haverá um crescente interesse pelo Livro
Principal. Quanto melhor ele for sendo entendido, tanto maior será a admiração pela história, pela doutrina e pelos gigantescos propósitos do
Livro; maior será a disposição de espírito do leitor amante da verdade, para mudar o trem de sua vida, para poder aproximar-se de Deus ainda
mais.
Quando lemos o Livro de Mórmon pela primeira vez, dado ao nosso despreparo para avaliar uma obra dessa natureza, quase sempre
atribuímos a ele um valor muito aquém do que realmente vale; no exato grau de nossa ignorância das coisas de Deus. Quanto menos ignorantes
vamos ficando dos seus temas, mais ele cresce no nosso conceito... É por isso que ele nunca pára de crescer !
Quando ouvimos algumas pessoas dizerem que já examinaram o Livro, e que não viram nada que pudesse acrescentar ao que já existe na
Bíblia ou: "Já tenho a Bíblia, para que mais o Livro de Mórmon ?", sentimos grande tristeza por elas. Mas, como "tristezas não pagam dívidas",
resolvemos partir para a ação, e nasceu Uma Análise Dinâmica do Livro de Mórmon, por Amoramon, que é a nossa marca registrada.
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SEGUNDA PARTE DA INTRODUÇÃO
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No ano seiscentos antes de Cristo, uma pequena colônia de israelitas foi instruída por Deus a deixar Jerusalém, seguindo pelo deserto da
Arábia, margeando o Mar Vermelho.
A colônia seguiu até aproximadamente os dezenove graus de latitude norte, daí tomando
a direção leste até chegar ao Oceano Índico; instruídos por Deus, levavam consigo as escrituras dos judeus existentes até aquela data, elas
estavam escritas em placas de latão. Essa colônia acabou por chegar às costas das futuras Américas, possivelmente na altura das costas do
atual Peru. Eles cruzaram o Oceano Pacífico, ao qual, denominavam "grandes águas".
Uma vez estabelecidos nas novas terras, multiplicaram-se muito e, depois de certo tempo, dividiram-se em dois grupos, que deram origem a
dois grandes povos, denominados nefita e lamanita, de acordo com os nomes de seus principais líderes. Os nefitas passaram a fazer seus
registros em placas finas de ouro. Esses registros eram de duas categorias principais: Uma continha a história secular do povo - as guerras,
contendas, os registros dos reis; a outra registrava a história religiosa do povo no seu relacionamento com Deus. Com o passar dos anos, esses
registros se foram acumulando; então, Deus chamou um grande profeta de nome Mórmon para fazer um resumo inspirado do conteúdo das
placas. Desse resumo surgiu o Livro de Mórmon, parte do qual temos hoje nas mãos. Essa parte corresponde a apenas um terço do resumo feito
pelo profeta Mórmon; porque os outros dois terços permanecem selados, por ordem de Deus.
A grande importância desses registros, é a sua ligação direta com o Plano de Deus para redenção da humanidade. A pureza da doutrina nele
contida é insuperável; torna-se a arma que Deus reservou para os nossos dias, para eliminar as contendas doutrinárias e mostrar aos que
quiserem seguir o verdadeiro Plano de Redenção, o que fazer e o como agir.
A medida que escrevíamos os textos de cada capítulo, surgiu-nos a idéia de incluir alguns apêndices, com o propósito de apoiar algumas
declarações surpreendentes do Livro de Mórmon, no sentido de demonstrar sua veracidade. Mas, logo concluímos não haver necessidade disso,
pois o Espírito de Deus está na exposição do próprio Livro, Ele fala mais poderosamente de sua origem divina do que quaisquer argumentos que
pudéssemos reunir para esse propósito. Esses argumentos e razões, como racionalistas que seriam, poderiam ser contestados, tergiversados,
também racionalisticamente; resultariam em opiniões e contra-opiniões, o que afastaria o Espírito de Deus, dando lugar ao espírito do diabo -
bem como ele gosta. Portanto, eliminamos a idéia dos apêndices. Deixamos que as razões espirituais declaradas pelo Espírito de Deus falem por
si mesmas.
Na abertura do Livro resumido por Mórmon, há um prefácio escrito por ele, antes de entregar as placas ao seu último detentor, Moroni. Este foi
o derradeiro profeta guardião das placas e escriba dos anais sagrados; ele era filho de Mórmon. Moroni enterrou os anais por mandamento de
Deus, no ano quatrocentos e vinte e um depois de Cristo. Ele mesmo, como um ser ressuscitado, trouxe-as de volta por mandamento, e as
entregou ao profeta Joseph Smith em 1827.
Eis o prefácio do Livro de Mórmon, aqui comentado por este autor:
" O LIVRO DE MÓRMON
Um relato escrito pela mão de Mórmon sobre placas.
Retirado das placas de Nefi".
"É portanto um compêndio dos anais do povo de Nefi, assim como dos lamanitas - escrito aos lamanitas (escrito com a intenção de que chegue
aos lamanitas no futuro distante, aos que restarem daquele povo) os quais, são um resto da casa de Israel, e também aos judeus e aos gentios "
(a esses povos do futuro, quando o Livro escondido na terra aparecesse novamente por mandamento de Deus)
O livro sobre placas foi escrito pelos profetas nefitas, mas com destinação aos descendentes dos lamanitas num futuro distante. Isso porque,
os nefitas desapareceriam como povo, eliminados pelos julgamentos de Deus. Nos últimos dias, só restariam caracterizados sobre a superfície
da terra, os povos: Lamanitas (judeus desconhecidos para os demais povos e até para si mesmos), judeus propriamente ditos, gentios (toda a
cristandade moderna e os povos oriundos da colonização greco-romana no Oriente e Ocidente) e os povos conhecidos como pagãos.
Os lamanitas, como descendentes de Lehi, são também filhos de José do Egito, o qual, como veremos no decorrer da exposição do Livro de
Mórmon, recebeu de Deus as terras das Américas como herança profética, para ele e seus descendentes. É uma promessa de herança eterna,
como a feita por Deus a Abraão, o qual, herdará as terras especificadas no Oriente. A promessa de Deus a Abraão é uma só, abrange a
humanidade inteira, pois José é descendente de Abraão, mas Deus organizou a distribuição das terras desta forma. O Livro de Mórmon deu
abertura à obra do Pai, para que o mundo seja preparado; para que Suas promessas, finalmente, venham a ser cumpridas.
"Escrito por via de mandamento, pelo espírito de profecia e de revelação - escrito e selado, e escondido para os fins do Senhor, com o objeto
de que não fosse destruído - Há de aparecer pelo dom e poder dee Deus para que seja interpretado - Selado pela mão de Moroni, e esconnddido
para os propósitos do Senhor, a fim de que aparecesse no devido tempo por meio dos gentios - A ser interpretado pelo dom de Deus. Contém
também um compêndio tomado do Livro de Éter, o qual é um relato do povo de Jared, que foi espalhado na ocasião em que o Senhor confundiu
a linguagem dos que eram do povo
(a linguagem dos que eram do povo de Jared não foi confundida, por concessão de Deus ao profeta) quando estavam edificando uma torre para
chegar ao céu - O qual (o reelato) serve para mostrar ao resto da casa de Israel (os descendentes dos lamanitas) quão grandes coisas o Senhor
fez por seus pais; e que conheçam os convênios do Senhor e saibam que eles não são afastados para sempre - E também para convencer ao
judeu e ao gentio de que Jesus é o Cristo, o Eterno Deus, que se manifesta a todas as nações - E agora, se há faltas, elas s&atiilde;o equívocos
dos homens, portanto, não condeneis as coisas de Deus, para que apareçais sem mancha ante o tribunal de Cristo."
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Tradução (interpretação) original das placas para o idioma inglês por Joseph Smith, filho. A primeira edição em inglês publicada em 1830 em
Palmyra, New York, EUA
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ESCLARECIMENTO
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Todos os parênteses, itálicos e negritos são nossos. São o texto de nossa análise dinâmica do Livro de Mórmon. Evitamos usar notas de
rodapé ou observações separadas da seqüência natural dos textos do livro analisado, mudamos apenas a cor das letras para que o leitor possa
separar uma coisa da outra com facilidade.
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AGRADECIMENTOS
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Quero tornar público meus agradecimentos ao meu irmão em Cristo, Dirceu A. Portes Júnior; tanto pelo incentivo espiritual que me deu para
realizar este trabalho, quanto pela efetiva ajuda prestada, ao ensinar-me a operar a edição de textos em computador; tendo também realizado a
primeira impressão de Uma Análise Dinâmica do Livro de Mórmon.
Também quero estender os agradecimentos ao meu irmão Gert Ferdinand Folz, que leu cuidadosamente o meu trabalho e apresentou boas
sugestões.
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ÍNDICE TEMÁTICO
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A luta de Nefi para obter as placas de latão..........................................................1Capítulo 1
A morte de Labão....................................................................................................2Cap.4
Nefi, Lamã e Lemuel novamente são mandados voltar a Jerusalém...................2
Lehi tem uma visão repleta de símbolos................................................................3
Nefi organiza os anais em dois grupos...................................................................3
O Senhor atende ao pedido de Nefi e lhe mostra a visão que deu a Lehi ............A visão
A visão dada a Nefi ultrapassa muito à dada ao seu pai - Ele vê a vinda
do Filho de Deus, a terra da promissão nas Américas, os descendentes
da colônia de Lehi nas Américas, a formação de uma grande igreja
entre os gentios no hemisfério oriental, os gentios levariam a Bíblia
para os descendentes de Lehi nas Américas, a igreja formada pelos
gentios seria reunida para combater a Igreja de Deus ......................................3-7
A rebeldia de Lamã e Lemuel...............................................................................8
Deus ordena o embarque para a terra da promissão.......................................... o embarque
Deus ordena a Nefi que faça placas de metal .................................................... as placas
A finalidade das placas........................................................................................11
Nefi extrai das placas de latão parte dos escritos de Isaias ............................11
A seleção harmoniosa das escrituras mais preciosas.........................................a seleção
Jeová, o Servo e Jesus Cristo.............................................................................a dispersão
Deus levantaria uma nação poderosa entre os gentios......................................a nação
As palavras finais de Lehi a cada um dos seus filhos........................................15
A morte física e a morte espiritual......................................................................16
José do Egito, suas visões e profecias............................................................... José
A luta de Deus para salvar os lamanitas.............................................................19
Nefi registra um poderoso discurso feito por Jacó, seu irmão...........................o discurso
Nefi passa a citar Isaias e nele fundamenta seu discurso ao povo...................24-42
Isaías anuncia o livro selado...............................................................................O livro
O esforço do demônio contra o livro selado....................................................... 30
Todos os homens devem ser batizados...............................................................batismo
A língua dos anjos (falar ao estilo dos anjos)......................................................34
Exortação de Amoramon.............exortação 1.......exortação 2.........................exortação 3
A falta de castidade............ a pregação ....... a castidade ...... o Cristo ............43
O povo judeu e a parábola da oliveira do profeta Zenos...................................a parábola
As palavras de Amaleki, as conseqüências de deixar
de crer nas profecias, revelações, ministração dos anjos,
no dom de falar em línguas e de interpretar línguas.........................................as revelações
Exortação de Amoramon....................................................................................exortação 4
O testemunho da visão e do toque e o do Espírito............................................ver as placas
O discurso do rei Benjamim, as criancinhas terão seus pecados
cancelados pela expiação de Cristo.........Benjamim........................................os motivos
Exortação de Amoramon....................................................................................exortação 5
Uma expedição de quarenta e três homens enviada por Limhi.........................58
Um povo inteiro pode ser dominado por uma mentira tradicional....................a mentira
O poder de Deus guardava Abinadi...................................................................61
Alma acredita em Abinadi...................................................................................62
Exortação de Amoramon....................................................................................exortação 6
Alma ensina ao povo - para admissão à Igreja o requisito é o.........................o requesito
arrependimento tendo fé em Cristo; o significado de ir ao fogo
eterno, o que é esse fogo eterno........................................................................o fogo eterno
Todo o gênero humano se deve arrepender......................................................o arrependimento
Mosíah traduz as placas jareditas pela pedra de vidente..................................67
Mosíah apresenta proposta de governo ao povo por meio de juizes............... a proposta
O Posfácio............................................................................................................ exortação 7
FIM DO ÍNDICE TEMÁTICO DA PRIMEIRA PARTE
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O PRIMEIRO LIVRO DE NEFI
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Capítulo 1 - Aproximadamente 600 a.C., o profeta Nefi, filho de Lehi, profeta de Israel que vivia em Jerusalém antes da tomada da cidade pelos
babilônios, dá início à história do seu povo. A história começa no primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá. Nefi inicia relatando a visão
que seu pai teve de um pilar de fogo, quando viu o Senhor Deus de Israel na Sua glória; recebeu Dele, na visão, um livro de profecias com ordem
para que o lesse - lá estava prevista a destruição de Jerusalém e a futura vinda do Messias, que aconteceria 600 anos depois que Lehi partisse
de Jerusalém rumo a uma terra prometida (as Américas no futuro).
Capítulo 2 - Obedecendo à voz de Deus, Lehi conduz a sua família para o deserto margeando o Mar Vermelho, pela fé abandona seus bens em
ouro, prata e pedras preciosas, sua casa e a terra de sua herança. Os filhos mais velhos, Lamã e Lemuel, começam a murmurar contra as
decisões do seu pai; não crêem na veracidade das suas visões. Os dois outros filhos, Nefi e Sam crêem em Lehi e oram a Deus sobre o assunto;
o Senhor fala a Nefi e o escolhe para governar sobre seus irmãos; declara que se eles continuarem a se rebelar, serão castigados com penosa
maldição (o que acaba por acontecer mais tarde).

Capítulo 3 - Depois de progredirem três dias pelo deserto, o Senhor torna a falar a Lehi e lhe dá um mandamento que iria pôr à prova a fé de
todos: Os filhos de Lehi deveriam voltar do vale onde acamparam até Jerusalém, para obterem as placas de latão que continham a genealogia de
Lehi. Além disso, este seria o meio de preservar o idioma de seus ancestrais e a palavra dos profetas de Deus desde o princípio do mundo, para
seus futuros descendentes na terra prometida. Nefi demonstra sua fé poderosa contra a incredulidade de seus irmãos Lamã e Lemuel. Após a
primeira tentativa frustrada para obter as placas, feita isoladamente por Lamã, todos eles vão à terra de seu pai e recolhem ouro, prata e outras
coisas de valor, para oferecerem a Labão, o detentor das placas, em troca dos anais dos judeus, em obediência à ordem de Deus. A segunda
tentativa também é frustrada e Labão apodera-se dos bens, além de mandar matá-los. Eles fogem novamente para o deserto próximo à cidade.

A revolta de Lamã e Lemuel contra Nefi é grande, o que leva o Senhor a se manifestar por um anjo. O anjo declara que eles deverão ir mais uma
vez a Jerusalém, pois Labão será entregue nas suas mãos pelo Senhor. O poder temporal de Labão é considerado pelos dois rebeldes que põem
em dúvida a palavra do próprio anjo.

Capítulo 4 - Após fortes palavras de Nefi, os dois rebeldes o seguem murmurando, param nos muros da cidade e se ocultam. Nefi segue só, sem
saber o que fazer;
caminha para a casa de Labão guiado pelo Espírito.
A palavra do anjo de que Labão seria entregue nas mãos de Nefi, é cumprida de modo inesperado: Labão jaz bêbado, caído ao solo e só, sem
guarda alguma, ali na frente de Nefi.

Naquele momento, a decisão do que fazer não é de Nefi - a ordem vem do Espírito, contra a índole natural de Nefi que desejava não ter que
matar Labão. Mas o Espírito comanda uma, duas, e finalmente pela terceira vez: "Mata-o! Porque o Senhor o pôs em tuas mãos! E diz : É
preferível que morra um homem, do que deixar uma nação degenerar e se perder na incredulidade". Nefi degola Labão. Usa um estratagema e
obtém as placas, além de conquistar mais uma alma para a futura colônia na terra prometida, Zoram, o servo de Labão.

Capítulo 5 - A demora de seus filhos em regressar, faz a mulher de Lehi queixar-se contra ele, mas é grande o regozijo quando eles retornam. É
constatado que as placas de latão contêm os escritos de Moisés e dos profetas; que Lehi é descendente de José do Egito. Lehi faz uma grande
profecia sobre os seus descendentes e a preservação das placas.
Eles compreenderam quão grandemente importante foi a obtenção dos anais.

Capítulo 6 - Nefi declara que sobre estas placas que nos chegariam às mãos, ele escreveria as coisas que estivessem voltadas para a persuasão
dos homens a virem ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó para que sejam salvos; as coisas que aqui escreveria seriam as que agradam a Deus e
aos que não são amantes das coisas do mundo. Declara que deixaria nelas um mandamento, para que seus descendentes (encarregados de
continuar os registros) só escrevessem as coisas de valor (espiritual) para os filhos dos homens, que os pudessem levar à salvação.

Capítulo 7 - Os filhos de Lehi são novamente mandados de volta a Jerusalém para trazer a Ismael e sua família para o deserto. O Senhor abranda
o coração de Ismael e dos de sua casa, e eles seguem para a tenda de Lehi no vale do acampamento inicial.
No trajeto há nova rebelião; nova prédica de Nefi, que aumentou a revolta dos irmãos Lamã e Lemuel, dessa vez apoiados por duas filhas de
Ismael e mais dois filhos e suas famílias. A manifestação do poder de Deus em favor de Nefi é relatada, a situação é controlada mais uma vez.

Capítulo 8 - Lehi tem uma visão repleta de símbolos, ele descreve o que viu e Nefi registra. A visão tem relação com os membros das famílias de
Lehi e Ismael, mas a interpretação é dada mais tarde pelo Espírito a Nefi, que a explana no capítulo 11.

Capítulo 9 - Nefi organiza os anais que escreve em dois grupos, que chama: Placas Maiores, contendo a história secular do povo e as Placas
Menores, contendo principalmente as coisas espirituais e sagradas. Estas instruções foram passadas, por mandamento de Deus, a todos os
demais profetas futuros que recebessem as placas iniciadas pela colônia itinerante de Lehi no rumo das futuras Américas.
As Placas Menores, disse o Senhor, teriam um objetivo especial - uma relação do ministério dos profetas ao povo descendente de Lehi e Ismael,
que eram descendentes de José do Egito.

Capítulo 10 - Lehi prediz o cativeiro dos Judeus na Babilônia. Fala da vinda de um Messias entre os judeus, um salvador, um redentor; fala
também de um precursor que batizaria o Cordeiro de Deus. É falado da morte e ressurreição do Messias. É comparada a dispersão e a reunião
dos israelitas com uma oliveira que tivesse seus ramos cortados e espalhados sobre toda a face da terra, para mais tarde os ramos naturais da
oliveira serem enxertados, ou seja, os restos da casa de Israel serem reunidos e cheguem ao conhecimento do verdadeiro Messias num futuro
distante.

Nefi fala a respeito do seu grande desejo de ouvir e ver as coisas que seu pai vira e ouvira de Deus. Ele fala no dom do Espírito Santo como o
revelador de todas as coisas.
É uma preparação do profeta para receber revelações maiores, as quais versarão sobre a saga da humanidade nos dois continentes e nas ilhas
dos mares, no concernente às coisas que Deus planeja e executa, no sentido de reunir e coligar o seu povo, disperso por todo o planeta, para
salvá-lo nos últimos dias.
Como veremos no decorrer desta nossa explanação, todos esses acontecimentos sucederam entre os anos 600 e 592 a. C., e assim até o
capítulo 16 do Primeiro Livro de Nefi.

Capítulo 11 - Nefi vê o Espírito do Senhor que, atendendo ao seu desejo, lhe mostra tudo o que seu pai vira na visão e muito mais. Nefi pede para
ver a interpretação de tudo aquilo e lhe é concedido. Nefi vê a vinda futura da mãe do Filho de Deus; vê o batismo, o ministério e a crucificação
do Filho de Deus; vê também o chamado e o ministério dos doze apóstolos do Cordeiro, 600 anos antes que acontecesse. Nefi vê que na visão
de seu pai, estavam representados por um grande edifício, o orgulho e a sabedoria do mundo; que a própria casa de Israel se haveria de reunir
para combater contra os doze apóstolos do Cordeiro; viu a queda do grande edifício da visão, figura do orgulho do mundo, e mostrou-lhe o
Senhor que daquela mesma forma aconteceria a destruição de todas as nações , tribos, línguas e povos que combatessem contra os doze
apóstolos do Cordeiro.

Capítulo 12 - A visão de Nefi continua, ele vê a terra da promissão; vê as multidões que viriam a descender daquela pequena colônia que
formavam ali naquele acampamento no deserto; vê a retidão e a iniqüidade que seriam cometidas por aquele povo; vê a primeira vinda de Jesus
Cristo (o Cordeiro de Deus) entre eles, e aprende na visão que os Doze Discípulos (que seriam chamados entre esse povo nas Américas) e os
doze apóstolos chamados na Palestina, julgarão todo o povo de Israel.
Nefi vê também que os próprios Doze do Ocidente serão julgados pelos Doze do Oriente. Nessa grandiosa visão, Nefi vê os julgamentos que
cairiam sobre os povos descendentes de Lehi e Ismael nas Américas, logo após a crucificação e morte do Cordeiro de Deus no Oriente. Nefi vê a
vinda do Senhor ressurrecto entre os que escapariam aos julgamentos de Deus.
O anjo instrui a Nefi sobre o significado de todas essas coisas, e as relaciona com os símbolos vistos por ele e seu pai na visão falada no
capítulo 8.

Capítulo 13 - Este capítulo reúne revelações dadas ao profeta Nefi que põem à prova os leitores do Livro de Mórmon na sua capacidade ou não
de reformularem suas tradições. Desde aqui e para adiante, é preciso sentir a veracidade da origem do livro, para poder julgar melhor suas
palavras.
Agora a visão dada a Nefi ultrapassa os oceanos e ele vê outro povo futuro denominado pelo anjo "os gentios". Vê muitas nações desse povo
no hemisfério oriental e a formação entre eles de uma grande igreja. Então, o anjo discrimina esse igreja entre as demais como sendo a mais
abominável entre todas elas, e dá a razão porquê: Ela mata, tortura, oprime, os amarra a ferros e reduz ao cativeiro .
O anjo continua instruindo o profeta na visão, e mostra como Deus traria no futuro, pelos gentios, o julgamento sobre a posteridade dos irmãos
de Nefi (Lamã e Lemuel), e como Ele traria os gentios para as Américas, pelos navegadores das grandes descobertas marítimas dos séculos XV e
XVI.
O anjo mostrou a Nefi as futuras guerras de independência das colônias na América, empreendidas contra as pátrias mães dos gentios, com
suas esquadras navais. O Espírito de Deus (um Espírito de liberdade) favoreceria os gentios e os livraria do cativeiro das nações futuras da
Europa.
(Significando : Dos governos totalitários e da tirania espiritual das grandes igrejas que seriam estabelecidas pelos homens).
O anjo mostrou a Nefi um livro que os gentios levariam para a terra da promissão e explicou que ele continha a história dos judeus; o anjo fala
sobre a grande importância que o livro teria para os gentios; e que esse livro seria semelhante ao livro gravado nas placas (sua doutrina seria
semelhante)
(Portanto, tratava-se do futuro Livro escrito pelos judeus - A Bíblia)
O anjo continua falando do livro dos judeus; que ele conteria a plenitude do evangelho do Senhor, para ir dos judeus aos gentios. Mas a referida
igreja, a mais abominável entre todas, despojaria o livro de partes claras e grandemente preciosas e também de muitos convênios do Senhor. O
fundador dessa igreja seria o diabo.
Depois que o livro dos judeus passasse por essas violações, seria colocado entre as nações dos gentios
(no hemisfério oriental); com eles atravessaria o oceano e seria difundido nas futuras Américas.
Seria, por essas violações do texto do livro dos judeus, que Satanás faria muitos tropeçarem e exerceria grande poder entre eles (no sentido de
que conheceriam apenas uma parte pequena dos convênios do Senhor, mas pensariam que esses poucos conhecimentos seriam os
necessários e suficientes para a salvação
na presença de Deus).
Além disso, quando tudo viesse a ser restaurado nos últimos dias, teriam grande dificuldade em aceitar a restauração dos convênios retirados
do livro - devido ao poder exercido sobre eles pela igreja abominável.
(E, naturalmente por todas as outras igrejas que dela derivariam).
Os gentios estariam doentes espiritualmente, mas quando a cura lhes fosse oferecida,
se negariam a receber seus remédios por se julgarem sãos.
Mais adiante, o Livro considera quão astuto é o plano do diabo (para manter as almas em cativeiro mental, físico e espiritual).
O livro dos judeus seria tão essencial para Deus levar os seus filhos à salvação celestial, quanto o seria para Satanás desviá-los dos convênios
principais, bastaria que operasse para tirá-los do livro.

Os gentios que fugiriam do cativeiro na futura Europa, seriam tornados um povo poderoso acima de todas as nações da terra, mas as terras das
futuras Américas já teriam sido dadas por Deus como herança dos descendentes de José do Egito.
Por isso, o Senhor não permitiu que os descendentes de Lehi e Ismael fossem totalmente destruídos pelos gentios. Esses descendentes seriam
em parte os índios encontrados nas Américas pelos gentios descobridores marítimos.

O anjo fala então de um outro livro que seria trazido aos gentios pelo poder de Deus, trazendo de volta
muito do evangelho que teria sido retirado do livro dos judeus;
que esse livro estabeleceria a verdade do primeiro; que os dois livros seriam como um só.
Capítulo 14 - O anjo continua instruindo a Nefi, e fala sobre as bênçãos e maldições que cairiam sobre os gentios no mundo todo, e faz uma
consideração contundente e radical; afirma pelo Espírito de Deus (os anjos falam pelo poder do Espírito Santo) que diante do Senhor só há duas
igrejas:
A Igreja do Cordeiro de Deus e a outra, que pertence ao diabo. Em conseqüência, essa última, congrega todos os partidos, associações e
denominações da terra que não aceitem ou que combatam a Igreja do Cordeiro de Deus. O anjo mostra que essa igreja reuniria multidões sobre a
superfície da terra, entre todas as nações dos gentios,
para combater contra a Igreja de Deus
(Quem ignora conscientemente, quem menospreza a mensagem que essa Igreja leva ao mundo em nome de Cristo, combate contra a igreja de
Deus, mesmo que seja inconscientemente, estará combatendo contra Ele).
O anjo mostra a Nefi que um dos Doze Apóstolos veria todas essas coisas e escreveria um livro sobre todas elas, e sobre o fim do mundo, e dá
o nome do Apóstolo: João! (Trata-se do Livro do Apocalipse).

Capítulo 15 - A posteridade dos descendentes de José do Egito, através de Lehi receberá o evangelho por meio dos gentios nos últimos dias,
isto é, os remanescentes dos lamanitas ou índios das Américas receberão o evangelho por meio dos gentios, agora nos últimos dias. Nós somos
esses gentios.
Nefi fica pesaroso pelo que viu nas visões, pela destruição que viria sobre o seu povo no futuro.
Os irmãos de Nefi debatem sobre as coisas que Lehi lhes havia dito e que não podiam compreender. Nefi lhes diz que havia, entre as coisas
ditas por Lehi, algumas difíceis de compreender, a menos que eles recorressem ao Senhor. Mas a dureza de seus corações não os deixava
socorrerem-se de Deus para ampliar seu entendimento.

De fato, há coisas que o homem só poderá entender, e nelas crer, se apelar a Deus. Assim, é a questão de saber que o Livro de Mórmon é da
parte de Deus, que sua origem é divina, e, portanto, verdadeiro. Não há maneira de saber isso, a menos que Deus o diga pelo Seu Espírito.
Se o racionalismo humano não tem poder para provar que o Livro de Mórmon é verdadeiro, também não pode provar que ele é falso. Essa
questão Deus colocou sob Seu poder, não há possibilidade de saber
sem recorrer a Ele.
Nefi explicou que essas coisas grandiosas só podem ser manifestadas aos homens que não endurecem seus corações, que pedem com fé,
acreditando que receberão, e guardando diligentemente os mandamentos.

Neste capítulo, Nefi começa a dizer a seus irmãos que a casa de Israel foi comparada a uma oliveira pelo Espírito do Senhor, que habita em seu
pai. Explica que os do seu povo, como oriundos daquela colônia saída de Jerusalém, são um ramo da oliveira, um ramo da casa de Israel. Esse
ramo, pelos seus descendentes, cairia em incredulidade e, muitas gerações depois que o Messias viesse, a plenitude do evangelho seria
revelada aos gentios e deles iria ao que restasse daquele ramo, o qual seria enxertado para receber a força e nutrição da verdadeira vinha.

Vemos aqui que Nefi usa figuras contidas nas placas de latão trazidas de Jerusalém.
Essa figura da oliveira seria usada cerca de 55 anos depois em toda a sua poderosa alegoria, por Jacó, irmão de Nefi, nos capítulos 5 e 6 do seu
próprio livro.
Os irmãos de Nefi continuam a interrogá-lo sobre a interpretação do sonho de Lehi, e perguntam sobre o rio (que separava os iníquos da árvore
da vida). Nefi explica que o rio das águas imundas era uma figura daquele inferno terrível, preparado para os iníquos.
Nefi continua entrando em consideração sobre o estado final das almas dos homens:

Morar no reino de Deus (o qual tem inúmeras moradas, com seus vários graus de felicidade, de acordo com as obras realizadas nos dias de
provação) ou ser expulsos e inteiramente separados dos que, no seu estado final, alcancem justificação para morar no reino de Deus (seja em
que grau for, esclarecemos).
Aqui o rio de imundícies é uma figura do inferno pós-ressurreição e julgamento final.
Não é o inferno do mundo dos espíritos pré-ressurreição. Do primeiro não há mais saída, mas do último os condenados poderão sair, depois de
pagarem e último ceitil da dívida com a Justiça; então ressurgirão e serão julgados de acordo com as suas obras, para finalmente serem salvos
no grau de glória que merecem no reino de Deus.

Capítulo 16 - Nefi continua falando a seus irmãos Lamã e Lemuel. Ele lhes diz que os culpados acham a verdade dura de suportar porque ela lhes
fere até o âmago.
Nefi se casa com uma das filhas de Ismael. Da mesma forma, os demais irmãos de Nefi e Zoram, se casam com outras filhas de Ismael.

A caminhada é retomada por 4 dias num curso de aproximadamente 155 graus (sul-sueste) por indicação de um curioso instrumento de latão
com duas agulhas, que o Senhor colocou na entrada da tenda de Lehi antes da partida. O instrumento tinha a forma esférica e, em determinadas
ocasiões, Nefi podia ver mensagens escritas nele.
As agulhas deixavam de funcionar quando eles não agiam com fé e diligência.
Levantam acampamento e mantêm o mesmo curso por muitos dias
e novamente acampam.
Morre Ismael. Novas murmurações das filhas de Ismael. Lamã e Lemuel fazem um pacto com os filhos de Ismael para matarem seu pai Lehi e
Nefi e voltarem todos a Jerusalém.
Nessa circunstância, a situação tornou-se tão crítica que o Senhor se manifestou por Sua própria voz, e repreendeu os rebeldes com tal
severidade que eles se apaziguaram.
Mas, pelo episódio, vemos que Lamã e Lemuel eram parricidas em seus corações,
pois só a intervenção do Senhor evitou que o fossem de fato. Tantas eles fizeram,
a despeito de anjos se lhes terem mostrado e do Senhor lhes ter falado,
que pasmamos com sua dureza de coração, sua cegueira espiritual !!!
Por que o Senhor não os eliminou de uma vez?

Provavelmente porque quisesse usar sua posteridade (ainda por vir) para atender algum outro propósito maior, mais importante do que sua
eliminação sumária, antes que cumprissem os desígnios de Deus para aquele povo.

Capítulo 17 - Mais uma vez a viagem prossegue, e depois de permanecerem oito anos no deserto, onde muitos filhos lhes nasceram, chegam a
uma terra deleitosa, diante de um grande oceano, a que deram o nome de Abundância. A colônia de Lehi passou ali muitos dias, certamente sem
saber o que lhes sucederia adiante.
Mas após esses dias, a voz do Senhor veio a Nefi e mandou que construíssem um barco segundo a maneira que Ele lhe mostraria, para que Ele
mesmo levasse a colônia sobre as águas.
Neste capítulo Nefi declara que eles passaram oito anos no deserto comendo carne crua
( versículo 2 ), mas já no versículo 12 , quando a colônia já se encontrava havia muito no lugar chamado Abundância, ele diz que o Senhor, de
alguma forma não explicada, agia sobre os alimentos que eles comiam no deserto; de tal forma que, mesmo com a aparência de estarem crus,
eram saborosos ao paladar.

Novamente os irmãos rebeldes expõem e zombam de Nefi e tudo fazem para desencorajá-lo da tarefa designada por Deus. (Falam pelo espírito
do diabo e conseguem afligir sobremaneira a Nefi). Este, descreve a eles todos os grandiosos feitos de Deus ao povo de Israel e lhes pergunta:
"Se Ele fez todas essas obras maravilhosas, por que não poderia ensiná-lo a construir um barco?"

Naqueles momentos o Espírito do Senhor derramara-se com tal poder sobre Nefi que seus irmãos foram obrigados a reconhecer que o Senhor
estava com ele. Não podiam chegar perto de Nefi sem que fossem sacudidos nos seus corpos e, se tentassem faze-lo, poderiam secar e
consumir-se diante de Nefi, tal era o poder
que emanava dele.

O Espírito de Deus consome a água dos nossos corpos, enfraquecemos fisicamente enquanto nos fortalecemos espiritualmente, na medida em
que ele atua sobre nós.
Nefi dá testemunho disso no versículo 48. Só os corpos da ressurreição poderão suportar "cargas espirituais" mais elevadas do Espírito Santo.
A glorificação dos homens depende desse corpos ressurrectos (é claro que não haverá nada aquoso nesses corpos futuros).
Capítulo 18 - Temporariamente os membros rebeldes da colônia de Lehi tornam-se cooperativos e ajudam Nefi a construir o barco, segundo a
maneira do Senhor. Ao término da construção, todos se maravilham com a execução do trabalho e reconhecem a mão do Senhor.

Vem a ordem de Deus para embarcar, depois que providenciassem as provisões em abundância. Eles fizeram-se ao mar, sendo impelidos na
direção da terra prometida pelo espaço de muitos dias.
Os rebeldes de sempre começaram a ter um comportamento grandemente rude e impróprio diante de Deus, e que acabariam por provocar a
indignação do Senhor.
Nefi fica temeroso que isso acontecesse e passa a adverti-los seriamente.
Lamã e Lemuel amarram Nefi e o maltratam por vários dias. Isso foi permitido pelo Senhor para, mais uma vez, mostrar aos rebeldes Seu poder:
A bússola que levavam pára de funcionar, perdem o rumo, retrocedem nas águas dentro de tempestade pavorosa e crescente, até sentirem que
vão ser sepultados nas águas.

Lamã e Lemuel reconhecem que é o Senhor mostrando Sua indignação e desamarram Nefi. Este toma da bússola e ela passa a funcionar, faz
uma oração e a tempestade se aplaca. Mais uma vez o Senhor demonstra Seu poder e a autoridade do sacerdócio que concedeu a Nefi.
Chegam à Terra da Promissão provavelmente em 589 a.C., e passam a cultivar a terra e plantar as sementes que trouxeram.

No versículo 25 há uma relação de animais domesticáveis pelo homem, declarados por Nefi, como já existentes na região do desembarque
(algum ponto das costas Peruanas, provavelmente) tais como, vacas, bois, asnos, cavalos, cabras e outros.
Para quem aprendeu nos bancos escolares que esses animais foram trazidos pelos navegadores espanhóis, portugueses e franceses; que os
índios americanos ficaram admirados dos animais; devemos lembrar que o desembarque desses últimos ocorreu nas costas do oceano
Atlântico, enquanto a colônia de Lehi chegou pelo Pacífico, do outro lado da Cordilheira dos Andes.
Devemos lembrar também que alguns exploradores dos séculos das descobertas contaram de uma tribo de guerreiros de cabelos castanhos
(os Guaicurús) que montavam cavalos. Eles, provavelmente, deram origem à lenda das amazonas
(mulheres guerreiras de cabelos longos que montavam cavalos).

O grande fato aqui presente, é que o Livro de Mórmon nos comunica muitas coisas que nos convidam a rever nossas posições religiosas e
seculares. Deus nos prova por Seu Espírito incorruptível, que o Livro de Mórmon provém Dele; contra esse fato absoluto não há argumentos
contrários que possam pesar na consciência de quem
alcança esse testemunho.
Há pessoas "eruditas" que são tão ingênuas, ao ponto de concluírem que o Livro de Mórmon é falso porque diz existirem cavalos por aqui no
ano 590 a.C., quando os historiadores afirmam que eles foram trazidos pelos portugueses e espanhóis. Por que tanta credulidade nos
historiadores e tanta incredulidade no Historiador?

Há outro argumento interessante em favor da afirmação de Nefi: Até cerca de 2240 a.C., no tempo de Peleg, a Bíblia diz que não havia separação
entre as terras continentais como agora (A separação das terras ocorreu cerca de 110 anos após o dilúvio, de acordo com a Bíblia). Ora, todos
estes animais existiam junto com os homens, os quais palmilhavam as terras em todas as direções... era melhor andar a cavalo do que a pé.

Capítulo 19 - Deus ordena a Nefi que faça placas de metal para gravar a história do povo.
Nefi diz que na ocasião que fez aquelas placas não sabia que o Senhor mandaria que ele fizesse estas (as que chegaram às mãos de Joseph
Smith em 1827) por isso, não chegaram ao nosso conhecimento muitas das coisas que ele gravou naquelas primeiras placas, como sejam: a
história de Lehi, as viagens pelo deserto e as profecias de Lehi, e também muitas profecias do próprio Nefi, bem como a genealogia de seus pais.

Depois que Nefi fez estas últimas placas, recebeu o mandamento de nelas escrever as coisas do ministério e as profecias, as partes mais claras
e que fossem preciosas; elas deveriam ser guardadas para a instrução do povo que iria tomar posse do país e para outros sábios propósitos
(que Nefi não conhecia, mas hoje nós conhecemos: Era para que chegassem ao nosso conhecimento nesse dias que vivemos).
Estas placas deveriam ser transmitidas de geração em geração, de profeta a profeta,
até que o Senhor dê outra ordem.

Agora Nefi, mesmo sendo profeta, mostra sua humildade ao reconhecer sua condição humana, passível de cometer erros na seleção das coisas
que considera sagradas
(talvez por haver possibilidade de deixar coisas mais importantes, para registrar outras menos importantes). Se ele comete erros, diz, os profetas
da antigüidade também cometeram erros como esses, devido à debilidade da carne.

Já no versículo 7, Nefi passa a considerar o comportamento dos homens em geral, diante das coisas que os profetas consideram de grande
valor, mas eles as tomam como nada e não dão ouvidos aos seus conselhos .
Nefi dá o testemunho da vinda do Senhor 600 anos após Lehi sair de Jerusalém; e o mundo de então, por sua iniqüidade, O julgará como coisa
de nenhum valor.
O grandioso Deus dos seus pais vem e se entrega nas mãos de homens iníquos, para ser supliciado e crucificado de acordo com a palavra que
Ele (Jeová) deu aos profetas Zenoc, Naum, Isaías e muitos outros.
Então, depois de descrever as terríveis conseqüências dessa ação da casa de Israel contra o seu Deus, Nefi diz que não obstante tudo isso,
quando vier o dia em que eles não voltem mais o coração contra o Santo de Israel, Ele se lembrará dos convênios feitos com os pais e recolherá
a casa de Israel de todas as partes da terra...
para operar a Sua salvação.

Nefi ensina a seus irmãos como aplicar as escrituras a eles mesmos, para que aprendam a situar seu momento dentro do grande plano de
Deus, revelado aos seus profetas desde a mais remota antigüidade.
Quando Deus fez que essas palavras de Nefi (e a dos demais profetas que escreveram Suas palavras sobre estas placas chegassem a nós), foi
para que também aprendêssemos a aplicá-las a nós mesmos e ao culminante momento em que vivemos; foi para que compreendêssemos nosso
relacionamento com o povo de Israel, pois, se traçarmos nossas linhas genealógicas, a maioria de nós encontrará raízes nas linhagens
miscigenadas, das 12 tribos de Israel com os povos por onde foram dispersadas essas tribos.
E os que não o forem, têm a bênção de poderem ser filhos de Israel por adoção ao aceitarem o evangelho verdadeiro nestes últimos dias.

Capítulo 20 - Agora, Nefi extrai das placas de latão os escritos de Isaías, primeiramente o contido nos capítulos 48; 52:1; 46:9-10; 42:8; 45:19;
44:1-2,21. Há referências a muitos outros profetas do Velho Testamento.
A importância desses escritos, selecionados por Nefi, exigia que fossem transcritos para as placas que deveriam ir de geração em geração;
placas muito mais resistentes ao desgaste do tempo e ao manuseio do que as de latão e, sobretudo, contendo um resumo selecionado das
coisas mais preciosas e claras que deveriam chegar às gerações dos últimos dias (pois essa era a visão e presciência de Deus, embora no
momento, Nefi não soubesse o seu propósito final).
Essas palavras selecionadas, que deram substância e força à fé dos que foram salvos
(das gerações orientais) deveriam continuar a ressoar aos ouvidos daqueles das gerações nascentes, provenientes da colônia de Lehi, para o
mesmo propósito no Ocidente...
E para que nós, nos últimos dias, em toda a terra, soubéssemos que Deus tratou todos os povos que nos antecederam com o mesmo desvelo
que hoje está tratando a todos quantos quiserem ouvi-Lo nestes nossos dias.
Aqui, cabe lembrar aos leitores que o estilo profético de Isaías era o de dizer as coisas como se já houvessem acontecido, mesmo tendo escrito
muitos séculos antes dos acontecimentos. É por essas características que, quase todas as profecias de Isaías passam pelos momentos de vida
de cada povo e vão até o final, como se já houvesse acontecido o desfecho final das ações de Deus para salvar o povo de Israel.
(E os homens que se associarem a ele, e passarem a ser os filhos da adoção, com todos os seus direitos, deveres, promessas e poderes)

Por tudo isso, o leitor deve compreender que um dos muitos e grandes valores da confecção do Livro de Mórmon, por mandato de Deus aos
profetas, é precisamente a seleção harmoniosa das escrituras mais preciosas; para dar aos homens das muitas gerações que sucederiam a este
mandato, uma visão justa do seu relacionamento com Deus, Seus convênios e promessas para toda a humanidade.
O livro veio, para pôr em ordem as nossas mentes, submersas no caos moderno da avalancha de informações mal classificadas ou
desencontradas. Assim, nós pararemos um pouco de nossa azáfama, para meditar nessas coisas.
Deus então, começará (por Seu Espírito) a mudar nosso coração e ordenar nossa mente, para enxergarmos o Seu plano e almejarmos Sua
salvação, procurando a verdade e obedecendo a seus mandamentos .
"Não há paz para os iníquos" , v.12

Neste capítulo quando Isaías usa as denominações Jacó e Israel, nitidamente compreendemos que ele se refere ao reino de Judá e ao reino de
Israel, ver 21:5-6.
Capítulo 21 - A seleção de Nefi passa agora ao capítulo 49 de Isaías. Ele demonstra que já estava decidido nos céus que o Messias seria também
posto por luz aos gentios, para que a salvação seja derramada por toda a terra (versículo 6).

Aos filhos de Israel que disserem ter o Senhor os abandonado, diz ele que tem Israel gravada nas palmas das suas mãos (os sinais da
crucificação) e que os muros de Jerusalém estão sempre diante dele (ou seja, a última visão de seus olhos antes de livrar o espírito), os muros
estão sempre na sua lembrança, dos terríveis momentos em que esteve cravado na cruz.
(versículo 16)
Aqui levamos o leitor de volta ao capítulo 20:9-11 para mostrar que a salvação dos homens de Israel que forem preservados, é uma questão de
honra para o Senhor, questão inarredável do plano, para que Seu nome não seja profanado. Isaías dá testemunho que o povo de Israel foi partido
e separado por causa da iniqüidade dos seus pastores.
Neste capítulo, vemos o Senhor Jeová dando testemunho da missão que Ele mesmo viria a realizar como o servo. Nos versículos 1 a 3 aqui, o
Senhor (significando o Pai Eterno) chamou ao Senhor Jeová desde o ventre, desde as entranhas de sua mãe (Maria) para ser o servo, (Jesus
Cristo) no qual, o nome de Deus, o Pai, seria glorificado na terra.
Queremos lembrar ao leitor as palavras iniciais de Jesus em João capítulo 17:4
"Eu te glorifiquei na terra, terminei a obra que me deste para fazer...",
agora, compare com a escrito no capítulo 21:3 de que tratamos:
"E me disse (o Pai Eterno): Meu servo és tu, Ó Israel; em ti serei glorificado!"
Observe que o descritor do diálogo não é o povo de Israel, mas sim o próprio Senhor Jeová (Jesus Cristo) declarando o que ouvira do nosso Pai
Eterno.
A expressão "Ó Israel", é apenas uma chamada de atenção, ou expressão exclamativa ao povo que receber a mensagem. Aí o Senhor está
declarando que Ele mesmo é o servo; e não, como querem forçar os rabinos: que o povo de Israel seja o servo que salvaria a Jacó e Israel do
pecado.

Um povo pecador não pode salvar-se a si mesmo; embora isso seja a tarefa para um Salvador consagrado, saído desse povo. Se o leitor
examinar todo o capítulo 21 verá quão verdadeira é esta nossa explicação, e quão mal os pastores de Israel ensinaram ao seu povo e o
desviaram do seu Deus com essa falsa interpretação.

O capítulo 21 termina, como não poderia deixar de ser, no estilo próprio de Isaías e mais, versículo 26:

"... e conhecerá toda a carne que Eu, o Senhor, sou teu Salvador e teu Redentor, o Poderoso de Jacó."
Quem é o Salvador e Redentor?
- Jesus Cristo!
Portanto, ele é o Poderoso de Jacó
Quem é o Poderoso de Jacó?
- É Jeová!
Logo, quem é Jeová?
- É Jesus Cristo!

Os sofrimentos milenares do povo de Israel, não redimem a humanidade dos gentios e sim a condenam. Israel só redime a humanidade toda,
incluindo a ela, pelos sofrimentos do Messias que desse povo saiu.
Mas, se esse mesmo povo não o aceita como tal; que glória terá em pretender ser o servo de Jeová; se ele próprio como povo, isolado do seu
Messias, não tem poder para nada?

Isso, o Livro de Mórmon, demonstra aos Judeus, por forte raciocínio do Espírito.
Aos gentios já é menos difícil demonstrar; mas, mesmo assim, há muitos deles completamente confundidos pelos "pastores" que não são
pastores. O Livro de Mórmon foi enviado por Deus, para dar-lhes a liberdade. Quem quer a liberdade?

Capítulo 22 - Israel será espalhada por toda a superfície da terra, mas nos últimos dias ela será congregada para a salvação. Desta vez, serão os
gentios que nutrirão Israel com o evangelho, em vez dela nutrir os gentios como no passado. Os iníquos serão queimados como que por fogo.
As obras do diabo serão destruídas e ele será amarrado (no sentido figurativo, será amarrado pela retidão dos homens que viverão na terra no
milênio de paz).

Nefi explica a seus irmãos que essas coisas lidas das placas de latão têm a ver com coisas espirituais, assim como temporais. Ele explica e
demonstra já ter, desde então, consciência de que a grande dispersão profetizada já havia começado, e que ela prosseguiria nos dias vindouros,
até chegar a todas as nações, e que o povo de Israel seria odiado por todos os homens, porque eles matariam o Messias e endureceriam seus
corações contra Ele.
(Aqui a referência é aos judeus em particular)

Mas acontecerá que, depois da grande dispersão estar consolidada e Israel confundida entre os povos, Deus levantaria uma nação poderosa
entre os gentios das futuras Américas e os descendentes de Israel estariam espalhados por ela (a nação é a América do Norte e aqui os
descendentes de Israel são os índios descendentes de José do Egito, pelas sementes de Lehi e Ismael, vindos de Jerusalém 600 a.C.)
Então, o Senhor Deus começaria a realizar uma obra maravilhosa, de grande valor para a posteridade de Israel e para os gentios. E desse lugar,
o Senhor começaria a desnudar o seu braço (o poder) aos olhos de todas as nações; pois só assim é possível ao Senhor cumprir a palavra de
que abençoaria todas as famílias da terra
(o convênio de Deus com Abraão).

Deus ergueria uma nação poderosa sobre todas as nações da terra para, através dos seus meios (pessoais, econômicos, administrativos e,
sobretudo, constitucionais), levar a palavra revelada a todos os cantos da terra, ao mundo inteiro.
Deus não disse que, para isso, ergueria uma nação santa, e sim uma nação poderosa; para que, dentro dela, pudesse erguer um povo santo,
Seu, peculiar, particular.
Esse povo, com o poder de Deus e alicerçado no poder da nação erguida por Deus, é que iria levar o evangelho verdadeiro (o revelado no Livro
de Mórmon, na Bíblia e em quaisquer outras escrituras saídas da boca de Deus por Seu Espírito) ao mundo dos últimos dias.

A nação poderosa está cheia de pecados e, como todas as outras, será derrubada pelos julgamentos de Deus na segunda vinda de Cristo, de
acordo com as escrituras. Ver os versículos 11-13, aí é descrito pelo profeta Nefi aos seus irmãos rebeldes Lamã e Lemuel (os quais retratam
muito bem a iniqüidade e a rebeldia dos povos deste mundo em que vivemos) as conseqüências, tanto para o bem quanto para o mal dos nossos
espíritos.
Hoje (1997) já são 80.000, amanhã serão 100.000, depois de amanhã 1.000.000 de jovens missionários levando esta mensagem ao mundo todo,
por mandato de Deus.
O SEGUNDO LIVRO DE NEFI
Capítulo 1- Lehi fala longamente a seus filhos rebeldes Lamã e Lemuel, e também a Sam e aos filhos de Ismael. Recorda aos dois primeiros os
seus inúmeros atos de rebeldia e injustiça contra Nefi; exorta-os a cingirem-se com a armadura da retidão, e faz promessas condicionadas à
obediência aos mandamentos. Lehi pressente que em breve morrerá. Ele adverte a seus filhos, de que o Senhor traria outras nações, às quais
daria poder para tomar as terras que lhe deu como herança, dispersá-los e afligi-los, se escolhessem a iniqüidade.
Isso foi exatamente o que aconteceu, sob os espanhóis e os povos europeus que os seguiram, no processo de colonização das Américas.
Sobre isso falaremos mais tarde.
A todos os que Deus conduza às Américas, esta terra está consagrada. Será uma terra de liberdade se obedecerem seus mandamentos, mas
será maldita para eles se praticarem iniqüidades. É por isso que a colônia de Lehi degenerou-se como povo e os gentios tomaram conta da terra,
ficando apenas um pouco dos remanescentes de Israel, espalhados pela terra da promissão e em reservas indígenas.

Capítulo 2 - Agora Nefi registra as palavras de Lehi ditas a Jacó o primeiro dos filhos nascidos no deserto.
Lehi toca em princípios capitais do plano de Deus: O Espírito é sempre o mesmo; o caminho para Deus está preparado desde a queda do
homem; a salvação é gratuita; os homens são suficientemente instruídos para discernir o bem do mal; a lei é dada aos homens, e pela lei
nenhuma carne consegue justificar-se a si mesma para a salvação, ou seja, pela lei temporal os homens são postos fora, e pela lei espiritual
perecem para Deus, ficando privados das coisas grandiosas da presença de Deus. Nisso são tornados miseráveis para sempre.
A redenção não pode ser obtida pelas obras individuais da carne corruptível do homem, mas ela é prometida por Deus nas escrituras;
essa redenção só pode vir por um Santo Messias, cheio de graça e de verdade, e cuja carne não se corrompa; que nem a morte tenha poder para
corromper e desfazer sua carne como o tem no caso dos homens comuns.
Continua Lehi: Assim, para satisfazer as exigências da lei, o Messias se oferece em sacrifício pelos pecados de todos os homens que tenham
um coração quebrantado e um espírito contrito. E por ninguém mais as demandas da lei são satisfeitas. Quão importante, diz Lehi, é os homens
saberem que nenhuma carne pode habitar na presença de Deus sem os méritos do Messias, que entrega sua vida segundo a carne e torna a
tomá-la pelo poder do Espírito, para ser o primeiro a ressuscitar dos mortos e levar, assim, todos os homens, na carne, à presença de Deus para
Ele julgá-los.
No versículo 10 é dito que os fins da lei revelada são para cumprir os fins da expiação; para isso, foi fixado um castigo e também um estado de
felicidade, estando o castigo em oposição ao estado de felicidade. Assim, compreendemos que a redenção física efetuada pelo Messias tem
poder para levar todos os homens à presença de Deus (para ressuscitar e serem julgados) enquanto a expiação tem poder de manter alguns,
para sempre, na presença de Deus. A redenção é a parte da expiação que redime o homem da morte física (a segunda morte) enquanto a
expiação, no seu pleno efeito, salva da morte espiritual (a primeira morte).
A ressurreição de Cristo nos traz a redenção física; a expiação nos traz a salvação do espírito na presença de Deus. A ressurreição é um
passo obrigatório, a salvação na presença de Deus não é. Ela é só para os de coração humilde e de espírito contrito e que aceitem todos os
convênios de Deus.

Aqui teremos que diferenciar as expressões: Estar na presença de Deus e estar diante de Deus. Todas as coisas estão diante de Deus, no
sentido de que Ele conhece todas as coisas e age em todas elas. Já o estar na presença de Deus, significa estarmos de corpo presente na
presença de Seu corpo glorioso, vivermos em um mundo glorioso como o Seu, em comunicação permanente; participarmos do Seu modo de
viver. Disso decorre uma grande diferença entre: Estarmos salvos na presença de Deus e estarmos salvos diante de Deus. Os salvos na
presença de Deus estarão eternamente diante Dele, verão a Deus como são vistos por Ele. Mas os salvos diante de Deus apenas, não estarão
sempre na Sua presença; não O verão como são vistos por Ele; haverá restrições no seu estado de salvação, cujos graus são incontáveis para o
homem. O reino de Deus abrange a todas as moradas de salvação por Ele criadas, onde atue o Espírito Santo; onde não atue este Espírito,
estarão as trevas exteriores, onde são lançados os demônios e seus seguidores.
Lehi continua e demonstra a necessidade de haver oposição em todas as coisas, e que se não fosse assim, não haveria nem vida nem morte,
nem corrupção nem incorrupção etc, etc... enfim, se essas coisas não fossem assim, Deus não existiria e muito menos nós. Daí, Lehi passa ao
livre arbítrio concedido ao homem, para escolher o caminho da Vida ou da morte.
Não falamos de morte temporal neste caso, porque ela não é uma coisa que possamos escolher em carater permanente, já que o carater
permanente do estado do corpo é a imortalidade. Ninguém pode fugir da imortalidade do corpo, essa escolha já foi feita antes da fundação deste
mundo por nós mesmos. Se consentimos em nascer, é porque, antes, já aceitáramos a imortalidade. Sobre essa matéria, não deixamos para
decidir aqui, já o fizemos lá. O que deixamos para decidir aqui é: Se queremos ou não voltar à presença de Deus para habitar com Ele.
Deus quer a todos; mas nós queremos a Ele? Por amor ao mundo, a maioria dos homens prefere que Deus fique bem longe deles -- e
conseguirão!
Lehi termina a sua fala a Jacó lembrando a vinda do Messias e a importância de escolhermos a vida eterna.
O plano do diabo é fazer-nos tão miseráveis quanto ele mesmo é.
Capítulo 3 - José do Egito foi um grande profeta em Israel. A vinda da colônia de Lehi, de Jerusalém para as Américas, tem diretamente a ver com
José e as promessas de Deus à sua posteridade. As terras que um dia seriam conhecidas como "as Américas" estavam nos planos de Deus para
a herança territorial de José e seus filhos, Efraim e Manassés. Portanto, era de se esperar que esse profeta tivesse tido revelações de Deus sobre
o futuro de sua descendência.
De fato, o capítulo que agora consideramos dá testemunho das visões de José e de suas profecias. Ele viu os nefitas em visão e profetizou
quanto a Moisés, quanto ao vidente dos últimos dias (Joseph Smith) e quanto ao aparecimento do Livro de Mórmon.
É nas palavras dadas ao seu filho José que Lehi disse todas essas coisas vistas por José do Egito.
Ele viu o chamado do Moisés para libertar o povo de Israel; viu o profeta Joseph Smith, chamado por Deus para levar a palavra à sua
descendência, viu que a descendência dele escreveria um livro e que a descendência de Judá escreveria outro livro; que esses livros cresceriam
conjuntamente (pelos escritos dos profetas sucessivos, uns no hemisfério oriental, outros no Ocidental). Para que? É o Senhor que dá a
resposta: "para confundir as falsas doutrinas, pôr fim a contendas, estabelecer a paz entre os teus descendentes, e levá-los ao conhecimento de
seus pais nos últimos dias, e também para o conhecimento dos Meus convênios , diz o Senhor." (versículo 12)
Realmente, este é um ponto de grande valor no Livro de Mórmon. Quando ele é colocado lado a lado com a Bíblia, imediatamente as
falsas doutrinas são confundidas, os honestos de coração param de contender, e se alegram na paz que o conhecimento da verdade traz. .
Capítulo 4 - Nefi testifica que as profecias de José estão escritas nas placas de latão. Lehi bendiz os filhos e filhas de Lamã para que não
pereçam, e faz o mesmo com os filhos e filhas de Lemuel para que não sejam destruídos por completo, o mesmo faz com os filhos de Ismael,
depois com os de Sam e Nefi. Morre Lehi e é sepultado.
Nefi medita nas grandiosas revelações que Deus lhe deu; algumas são tão grandes que o Senhor mandou não escrevê-las. No entanto,
confessa sua tristeza por causa da fraqueza da carne e por se ver cercado de tentações que tão facilmente o assediam.
No versículo 21 mais uma vez Nefi testifica que ao estar com o corpo cheio de amor de Deus (o espírito de amor de Deus) a sua carne é
consumida.
Ele escreve as palavras do seu coração ditas a si mesmo, para fortelecer seu espírito (versículos 27-31); e prossegue numa petição a Deus para
que o livre desses males que o assediam.
Essa oração de Nefi aplica-se a todos os homens, elas demonstram a atitude que devem ter todos os que pretendem viver na presença de
Deus.
Capítulo 5 - Depois da morte de Lehi, o espírito fratricida de Lamã e Lemuel novamente tomou conta de seus corações, e mais uma vez
planejaram livrar-se de Nefi, matando-o, pois não suportavam suas palavras e desejavam governar aquele povo nascente.
Deu-se então a separação entre os seguidores de Nefi e os seguidores de seus irmãos rebeldes. O Senhor advertiu a Nefi que fugisse para o
deserto com todos os que quisessem acompanhá-lo.
Estavam formados os dois povos que iriam ocupar a narração dos acontecimentos daí em diante. O povo de Nefi e o povo de Lamã: Os nefitas
e os lamanitas. Os primeiros, inicialmente, cumprindo os mandamentos de Deus segundo a lei de Moisés, a qual constava nas placas de latão;
prosperando em tudo o que faziam porque o Senhor estava com eles. Previdentemente Nefi forja espadas para a defesa do povo contra o ódio
dos lamanitas. Nefi edifica um templo segundo o modelo do templo de Salomão, usando os melhores materiais que consegue na região.
Depois que aquele grupo de pessoas começou a evoluir para a formação de um povo, e que já aparecia nítida diferença na disposição dos
corações (ou para seguir os mandamentos de Deus ou para rejeitá-los); quando esses grupos já estavam caracterizados perante Deus, não havia
mais propósito em mantê-los juntos. As bênçãos de Deus fluiriam mais facilmente sobre um povo que com Ele buscasse a unidade; as
maldições de Deus ficariam melhor caracterizadas sobre um povo que O rejeitasse. As maldições que cairiam sobre os lamanitas estão descritas
nos versículos 21-24.
Mas a presciência de Deus via que os descendentes daquele grupo inicial, formador do povo de Nefi, cairia em transgressões sérias. Ele teria
que usar o povo lamanita como um chicote, para forçá-los a recordar-se Dele e a escutar Suas palavras, sob pena de castigá-los, mesmo até a
completa destruição. Isso foi o que aconteceu
quase mil anos depois.
A história registrada no Livro de Mórmon referente ao comportamento desse dois povos, é como uma maqueta perfeita relatando a história de
dois povos que hoje habitam todo o planeta: Os povos que crêem em Cristo e os que não crêem. Entre os primeiros, há uma enorme confusão na
sua maneira de crer e proceder; exatamente como, gradualmente, foi acontecendo aos nefitas... até que a maioria do povo caiu em incredulidade
e foi destruída pelos julgamentos de Deus; não antes de ser exaustivamente prevenida pelos seus profetas. O outro povo da terra de hoje, os que
não crêem em Cristo, ou são os mais miseráveis em todos os aspectos ou são mantidos por seus governos num regime que lhes tolhe a
liberdade de consciência, embora possam ter alguma prosperidade social e econômica.
O Livro de Mórmon testifica do esforço missionário que Deus empreendeu para livrar os lamanitas das tradições erradas de seus pais, que os
impediriam de enxergar a obra de Deus nos últimos dias e de alcançarem um melhor estado de salvação.
O esforço empreendido por Nefi para ensinar aos seus irmãos como aplicar as escrituras de Isaías aos seus dias, fazem hoje os verdadeiros
profetas de Israel, para ensinar o povo a aplicar as escrituras contidas no Livro de Mórmon e a história dos povos nas Américas antigas;
repetimos, a aplicá-las em nossos dias.

Capítulo 6 - Nefi registra as palavras de um poderoso discurso de Jacó ao povo, em que ele usa as palavras de Isaías e ensina que elas se
aplicam a toda a casa de Israel. Ver Isaías 49:22-23, 40:31 e 11:11.
O leitor deve aqui compreender que, dado à grande dispersão do povo de Israel por todas as nações da terra, as palavras de Isaías também se
aplicam a ele; se não for pela miscigenação, será pela adoção como filho de Abraão, ao abraçar o evangelho verdadeiro de Jesus Cristo, o qual
não é só o que os pastores do mundo ensinam, e sim todas as coisas verdadeiras que eles conseguem ensinar e muito mais.
Esse muito mais é tudo o que está faltando dos estatutos, conforme denuncia Isaías: "...eles transgridem a lei, mudam os estatutos e quebram a
aliança eterna". Jacó inspira-se em Isaías 40: 22-23 para explicar aos descendentes de Lehi que as bênçãos dadas a Israel aí relatadas só se
darão depois que a casa de Israel houver rejeitado o seu Deus e O açoitado e crucificado; e, em conseqüência viriam os julgamentos de Deus
sobre ela; seriam feridos e afligidos, dispersos e odiados pelos gentios, até que cheguem ao conhecimento do seu Redentor, quando então
seriam novamente reunidos sobre as terras de sua herança.
Agora o profeta fala à casa de Israel, porém mais especificamente aos judeus.
Jacó diz claramente (versículo 12) que o povo do Senhor (o povo do convênio) é aquele que o espera, pois os judeus ainda estariam esperando
a vinda do Messias, quando o Senhor se dispusesse a restaurá-los pela segunda vez; Ele, então, se manifestaria a eles em poder e grande glória
(ao salvar Jerusalém na batalha do Armagedom) e nenhum judeu lá presente que creia nele será destruído. E no versículo 15, o Senhor diz o
que acontecerá aos judeus (lá presentes) que não creiam nele, bem como aos inimigos que lá estarão lutando contra Sião e o povo do convênio:
Serão destruídos por fogo, tempestades, terremotos, derramamento de sangue, pestilência e fome.
No versículo 13 há referência a Sião e ao povo do convênio de forma discriminativa. O povo do convênio nós já definimos acima. A palavra Sião,
o que significará neste versículo e contexto? Para nós, aqui o significado é: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que estará
instalada em Jerusalém na época da batalha. Cremos que um décimo dos judeus que sobreviverão, farão parte da Sião na acepção de A Igreja de
Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Veremos que Jacó fez uma seleção de fortíssimas escrituras de Isaías e as dispôs harmoniosamente,
para levar clareza à compreensão dos homens que buscassem entender os caminhos de Deus, na sua determinação de salvar a casa de Israel a
qualquer preço que seja justo (e o preço de sofrimento é justo diante de Deus, para um povo rebelde e orgulhoso desde o ventre); pois, nada
pesará o sofrimento no tempo, quando ele levar ao arrependimento e à salvação eterna. O sofrimento só nos pesará na eternidade, quando
sofremos no dia desta vida (o dia desta vida significa o tempo do nascimento até a ressurreição, inclui a vida no mundo dos espíritos) e, a
despeito disso , não nos arrependermos; pois seremos condenados para a salvação eterna; tendo jogado fora o nosso mestrado no sofrimento .
Levaremos as conseqüências para toda a eternidade.
O grande e grandioso discurso de Jacó, vai do capítulo 6 ao 10 no Livro de Mórmon. Que grande perda espiritual para os que não
aproveitarem a oportunidade que Deus nos dá nesse livro, de ouvir Sua voz, de comungar com Sua mente! Dizem os tolos: O que tem o Livro de
Mórmon para acrescentar às escrituras que já conhecemos? Bastaria este discurso de Jacó para faze-los corar desses pensamentos. Sugerimos
ao leitor que leia o discurso no Livro de Mórmon, e avalie por si mesmo tudo o que temos dito nesta análise dinâmica.

Capítulo 7 - Jacó vai agora ao capítulo 50 de Isaías para demonstrar aos judeus que O Senhor, a despeito da rejeição que sofreria e do sofrimento
físico e espiritual que lhe seria causado pelo seu próprio povo (o povo do sangue de Judá), Ele jamais esqueceria os de sua linhagem (pelo
sangue de Maria que era da semente de Davi, que era da semente de Judá); que tem todo o poder na terra e nos céus; que ao estar debilitado por
sua condição humana, sua confiança em Deus não se abateria. Enfrentaria todas as humilhações sem recuar do seu propósito; Ele sabia que não
seria envergonhado ao terminar sua missão. Se Deus o justificaria e estaria com ele, quem poderia lhe dar combate? Quem ousasse faze-lo, seria
abatido pela força de sua palavra.

Capítulo 8 - Aqui Jacó usa Isaías 51 e 52:1-2 para exortar o povo de Israel e levantar seu ânimo nas tribulações que estivesse passando ou que
antevisse para o futuro; que pusesse sua esperança na reunião de Israel e no consolo que o Senhor traria a Sião (o povo justo de toda a terra);
que a salvação do Senhor seria eterna, mesmo que os céus se desvanecessem como fumo, e a terra envelhecesse como um pano e perecessem
os seus moradores. Na sua fala, Isaías especifica a profecia, para fortalecer os judeus em Jerusalém nos últimos dias, quando estarão cercados
pelos exércitos inimigos, aparentemente com a completa destruição decretada já inevitável. Jacó continua lendo as passagens selecionadas de
Isaías e chega aos versículos 18-20, que falam a uma Jerusalém dos últimos dias (que "bebeu da mão do Senhor o cálice da sua cólera e sorveu
as fezes do cálice de sua própria vacilação"); dos judeus nascidos na cidade não há nenhum que guie os seus filhos (de Jerusalém) nos
caminhos do Senhor e dos filhos que para lá emigraram, que ela recebeu e criou, também não há quem a guie. Exceção feita a dois filhos de
Israel que "vêm a ti" porque têm compaixão de ti. Todos os judeus de Jerusalém perderam as forças e jazem nas encruzilhadas de todos os
caminhos, menos estes dois filhos especiais que vêm cheios da repreensão de Deus.
(Comparemos com Apocalipse 11:1-17). Eles são dois élderes de Israel dos últimos dias.

Neste ponto em que estamos, já podemos dizer algumas palavras que não poderíamos dizer antes, sem levantar os ânimos das pessoas
preconceituosas, sejam elas "nefitas ou lamanitas":
Pobre do Livro de Mórmon, se não fossem as escrituras bíblicas que ele analisa, mede, harmoniza, considera, correlaciona e expõe; pobre da
Bíblia no seu entendimento geral pelos homens, se não fosse a vinda do Livro de Mórmon, com o seu poder espiritual de penetração dos textos,
sua capacidade de denunciar os erros introduzidos pelos homens corruptos, os cancelamentos das passagens claras e preciosas, as
interpretações particulares e facciosas das incontáveis denominações pseudo - cristãs que a manusearam e manuseiam pelos séculos a fora.

Pobres das gerações atrás de gerações que são manobradas e conduzidas para a ignorância dos verdadeiros caminhos de Deus, pelas
verdades segmentárias que conseguem aprender; pobre do homem que está preso mentalmente às mentiras pastorais, e que condena a si
próprio a não beber a luz adicional que Deus lhe envia pelo
Livro de Mórmon.
Pobres dos "pastores" do mundo que combatem esse trabalho de Deus; que difamam o profeta que o trouxe a luz; e lutam contra Deus, mesmo
inconscientemente.
Se eles não tremerem agora de arrependimento, pelo que estão fazendo com o povo, tremerão um pouco depois, quando chegarem ao mundo
dos espíritos e forem lançados naquele horror de remorsos e lamentos de consciência, pois, querendo servir a Deus, foram enganados pelo
diabo e terminaram por combater ao seu lado para desnortear os filhos de Deus.
E as multidões que passaram pela terra entre 421 d.C. e 1827, período em que o Livro de Mórmon esteve oculto pela vontade de Deus?
Respondemos: Elas foram conduzidas ao mundo dos espíritos, receber sua oportunidade de conhecer o evangelho em plenitude, e decidirem
que partido escolheriam; a futura vinda do Livro de Mórmon lhes foi anunciada, como foi aos habitantes da terra na mortalidade, pois Deus não
faz acepção de pessoas nem aqui nem acolá.

Capítulo 9 - Agora, Jacó, tendo lido essas escrituras de Isaías ao povo, para armar os alicerces de seu discurso, passa a interpretá-las e
desenvolver os caminhos, os motivos, as grandiosas razões de Deus com eles relacionadas. Jacó precisou de Isaías para dar momentum ao
discurso, Isaías precisou de Jacó para que suas profecias fossem melhor entendidas pela posteridade da casa de Israel. Nós precisamos de
ambos para estar em união de mentes com eles e com o autor de seus poderes proféticos.
O grande Criador seria manifestado na carne, sujeitar-se-ia ao homem na carne e morreria por todos os homens, para que todos se tenham que
sujeitar a Ele.
Assim como a morte é decretada para todos, da mesma forma é decretada a ressurreição para todos.
Devido à queda, o homem é para sempre desterrado do mundo em que Deus habita, ou seja,
da presença de Deus.
A menos que haja uma expiação (compensação) infinita, a corrupção (da carne) não se poderia mudar em incorrupção, e o primeiro julgamento
de Deus sobre o homem teria que permanecer para sempre, e a carne mortal teria que apodrecer e desfazer-se de sua mãe terra, para nunca mais
se levantar.
Se isso acontecesse, os espíritos (separados da carne para sempre) ficariam à mercê do diabo que caiu da presença de Deus para não mais se
levantar.
Deus preparou um meio para nossos espíritos escaparem desse estado.
Pelo meio da redenção realizada por Deus, escapamos da morte temporal ou física, a tumba entregará seus mortos. A morte espiritual também
entregará seus mortos e essa morte é o inferno (aqui, na acepção de sheol ou hades, isto é, o mundo dos espíritos).
No desenvolvimento do versículo 12 vemos que a interpretação que demos entre os parênteses é correta: "De tal modo que a morte e o inferno
(Sheol ou hades) hão de entregar seus mortos, e o inferno (o inferno do mundo dos espíritos) há de entregar seus espíritos cativos, e a tumba
seus corpos cativos, e os corpos e os espíritos dos homens, serão restaurados uns aos outros; e é pelo poder de ressurreição do Santo de
Israel."
-
Os judeus compreendiam que o termo sheol, do hebraico, ou hades, do grego, significavam mundo dos espíritos em geral, onde há o paraíso, a
prisão e o inferno. Todos os espíritos, porém, estão "aprisionados" à ausência dos corpos de carne e ossos.
Quão grandioso é o Plano de Deus! Diz Jacó no versículo 13, e prossegue descrevendo o maravilhoso estado que alcançarão os justos, e
a miséria dos injustos:
Quão grande é a justiça de Deus! E diz porquê, versículos17-18.
Quão grande é a misericórdia de Deus! E diz porquê, versículo 19.
Quão grande é a santidade de Deus! E diz porquê, versículos 20-22.
Diante de toda essa grandiosidade que Jacó nos traz à consciência, ele clama então que nos arrependamos, versículo 24.
Jacó abre o caminho para começar a falar na lei, versículos 25-27.
Agora ele está pronto para falar no plano do maligno e nas aberturas que os homens lhe dão para realizar sua obra funesta.
Então passa a declarar os seus "ais!", versículos 27-38.
A seguir, diante do conhecimento de Deus e da subtilidade do plano do diabo que transmite ao povo, ele passa à sua longa exortação, para que
eles se livrem da condenação, versículos 39-54
Jacó promete prosseguir no dia seguinte, de acordo com a narração de Nefi.

Capítulo 10 - Jacó reinicia seu discurso ao povo de Nefi, ele fala no que diz respeito àquele ramo justo que em gerações futuras será nutrido pelo
Senhor.
Muitos dos filhos daquele povo perecerão na carne por causa da incredulidade, mas Deus terá misericórdia de muitos e serão restaurados. Para
isso será necessário que Cristo (Jacó, na noite anterior, soube por um anjo que este seria o nome pelo qual seria conhecido na carne o Santo de
Israel) venha entre os judeus mais iníquos do mundo.

Cristo será crucificado pela única nação capaz de fazer tal injustiça ao seu Deus.
Sobre esses judeus de Jerusalém viriam destruição, pestes, fome e derramamento de sangue; os que não fossem destruídos seriam
dispersados por todas as nações.
Quando esse judeus chegassem a crer em Cristo, seriam reconduzidos, na carne, às terras de sua herança, seriam congregados da grande
dispersão desde as ilhas do mar e das quatro partes da terra (significando toda a terra).

No versículo 16 Jacó registra essas palavras: "... quem lutar contra Sião, tanto judeu quanto gentio... perecerá; pois são eles que constituem a
prostituta de toda a terra; porque aqueles que não são por mim são contra mim."

O discurso de Jacó preenche de maneira espetacular o objetivo do Livro de Mórmon, escrito no prefácio pelo profeta Mórmon, entre 400 e 421:
" para mostrar aos remanescente da casa de Israel, quão grandes coisas o Senhor fez a seus antepassados; e também para que possam
conhecer as alianças do Senhor, a fim de não serem afastados para sempre. E também para convencer aos judeus e gentios de que Jesus é o
Cristo, o Deus Eterno, manifestando-se a todas as nações -"
Tudo o que Jacó disse a seu povo nesse discurso, é de aplicação universal... é para nós que Deus fala pelos seus profetas. É para nós que eles
fizeram esse resumo, porque somos o último povo que está recebendo estes anais antes da volta de Jesus Cristo, o Santo de Israel, o Poderoso
de Jacó, Jeová.

Capítulo 11 - Agora, Nefi se dá por satisfeito com as palavras que registrou do discurso de Jacó e diz que escreverá mais palavras de Isaías, pois
sua alma deleita-se nessas palavras. Nefi faz isso com o propósito de aplicá-las ao seu povo e para enviá-las a todos os seus filhos.
Ele põe juntos os testemunhos de Isaías, de Jacó e o dele próprio: de que os três viram da mesma forma ao Redentor. Por isso, ele transmitirá
as palavras de Isaías e Jacó, para que seus filhos saibam, pela força desses dois testemunhos de profetas, que a sua palavra (de Nefi) é também
verdadeira.
Portanto, diz Deus, "pela palavra de três (testemunhas) estabelecerei a minha palavra".
-
Nefi escreve sobre três alegrias de sua alma:
- Provar ao povo a verdade da vinda do Cristo;
- Os convênios que Deus fez com seus antepassados;
- Comprovar ao povo que, a menos que Cristo venha, todos os homens devem perecer; se não há Cristo não há Deus... mas há um Deus, e ele é
Cristo; e vem na plenitude de seu próprio tempo.
As palavras que Isaías escreveu, diz Nefi, podem ser aplicadas a seu povo, a seus filhos, como a todos os homens.

Capítulos 12 a 24 - Nefi transcreve os capítulos 2 a 14 de Isaías, com algumas diferenças.


Isaías vê o templo principal dos últimos dias, a reunião de Israel, o julgamento e a paz do Milênio; os orgulhosos e os iníquos serão humilhados
na segunda vinda de Cristo. (Isaías 2)
Judá (os judeus) e a cidade de Jerusalém serão castigados por sua desobediência (o Senhor litiga com seu povo e o julga).
As filhas de Sião serão amaldiçoadas e atormentadas por seus costumes mundanos (Isaías 3)
(O que aconteceu com a Jerusalém precedente à chegada de seus invasores do passado, acontece agora com a Jerusalém moderna).
Sião e suas filhas serão redimidas e purificadas no Milênio. Nesse tempo, os homens serão em número muito menor que as mulheres; tudo
indica, pelas palavras de Isaías, que os casamentos plurais serão restabelecidos.
Os que permanecerem em Sião (entre os justos) e os que restarem dos julgamentos de Jerusalém, serão conhecidos como santos.
Hoje, às portas do Milênio da Paz, há um povo construtor de templos conhecido como os santos dos últimos dias. Isaías viu os dias deste povo
cerca de 700 a.C.
Deus fará aparecer sobre toda a morada do monte de Sião e sobre suas assembléias um sistema de proteção, defesa e abrigo contra as
intempéries (Isaías 4)
(A palavra montes aí, significa templos. Haverá um templo estabelecido como cabeça dos outros templos. O templo de Salt Lake City é hoje o
principal.)

O terreno em Jerusalém, onde o templo será construído já foi arrendado pelos Santos dos Últimos Dias por meio do apóstolo James E. Faust,
em 28 de abril de 1984.

Capítulo 25 - Agora, neste capítulo, Nefi passa a dizer algo sobre essas escrituras que focalizou. Começa considerando que Isaías profetizou
muitas coisas que foram difíceis de compreensão para muitos dos nefitas; por eles não saberem a respeito da maneira usada pelos judeus para
profetizar. Nefi esclarece o porquê de ter escolhido essas profecias de Isaías e os motivos que o levaram a registrar suas palavras (de Nefi):
"Escrevo a meu povo e a todos aqueles que no futuro recebam essas coisas, para que conheçam os juízos de Deus e saibam que eles vêm
sobre todas as nações,
segundo a palavra que ele (Isaías) declarou".
Nefi esclarece que as palavras de Isaías são claras para aqueles que são cheios do espírito de profecia (o Espírito Santo), embora não o sejam
para os homens em geral.
Os profetas de Israel são cheios desse Espírito; seu chamado é o de receber essa luz maior, e trabalhar para que o povo receba mais e mais
dessa luz. Quem receber um profeta, reconhecer o seu chamado, receberá uma recompensa de profeta; Que é receber da mesma luz que ele
recebe... Até a claridade perfeita, e o conhecimento de todas as coisas como Deus as conhece na eternidade.
Nefi diz não haver povo algum que possa entender as coisas ditas pelos profetas como as podem entender os judeus. Aqui, devemos
entender que se tratam dos antigos judeus, porque os modernos também não entendem mais a maneira de pensar dos antigos, a menos que
sejam instruídos nesse assunto.

Então, ele diz que prossegue com a sua própria profecia, com a clareza que existe nele pelo Espírito; de modo que ninguém errará no
entendimento dela. Nefi, conhecedor que era das limitações dos povos não judeus para entender Isaías, preparou-se para interpretá-lo,
segundo o seu próprio entendimento no Espírito Santo; para tornar Isaías acessível à toda a casa de Israel, a qual, estaria dispersa entre todos
os povos, e com eles confundida e sem condições de entender as escrituras, como Deus enunciou-as da eternidade.

Essa é mais uma das grandes razões da vinda do Livro de Mórmon, pois Deus quer ser entendido por todos os povos. Ele se deleita com a
clareza; portanto, Isaías tem que ser tornado para os povos dos últimos dias, tão claro quanto era para os judeus antigos.
Quando Deus falou por Isaías 2700 anos atrás, profetizando os acontecimentos destes nossos últimos dias, e pôs essas Suas palavras ao nosso
alcance, com a clareza de Nefi,
é porque quer que as aprendamos e as usemos para nos edificarmos na fé.

Segue-se a profecia segundo a clareza que está em Nefi, v.9 ao 19, Depois, do v. 20 ao 30, aparece uma exortação aos judeus, para que
compreendam as limitações da lei de Moisés e aceitem a Cristo.
A clareza de Nefi, deixa todos os homens que lerem sua profecia, quer judeus quer gentios, sem desculpas diante de Deus, ele diz no v. 28:
"...E as palavras que falei serão um testemunho contra vós; pois, são suficientes para ensinar a qualquer homem a senda verdadeira; porque a
senda verdadeira consiste em crer em Cristo e não negá-lo; porque, ao negá-lo, também negais aos profetas e à lei".
Essas palavras são dirigidas aos judeus e aos gentios que não crêem em Cristo corretamente, como sendo de fato o Santo de Israel, o Deus de
Abraão, o Deus de toda a terra e de todos os povos.

Capítulo 26 - Nefi continua com suas profecias esclarecedoras das palavras de Isaías.
Ele fala de dois grandes julgamentos que se abaterão sobre os nefitas. O primeiro seria a destruição de muitos do seu povo, por ocasião da
morte de Cristo no outro hemisfério (o oriental). Nefi dá a razão desse julgamento:
Porque terão rechaçado os profetas que Deus lhes enviaria, os apedrejado e matado.
O v. 5 descreve o que está decretado por Deus contra os que fazem essas coisas:
As profundezas da terra os tragarão, montanhas os cobrirão, tornados os arrebatarão, edifícios cairão sobre eles, os esmagarão e reduzirão a
pó; serão visitados por trovões, relâmpagos e terremotos. Os justos, porém, serão protegidos e poupados.
Cristo aparecerá a eles, e os curará, e terão paz até que tenham decorrido três gerações e que muitos da quarta geração tenham vivido em
justiça, v. 9.
O outro julgamento aconteceria já na quarta geração, porque o povo nefita, tendo recebido a visitação do Senhor ressuscitado, e tendo
aprendido e vivido os mais altos padrões do evangelho, se deixaria corromper de maneira ignóbil; trocaria conscientemente a luz pelas trevas;
por isso, deveria baixar ao inferno, v. 10.

Agora Nefi, seguindo a profecia de Isaías, profetiza com suas palavras o que aconteceria nos nossos dias (os últimos dias):
Depois que a posteridade de Nefi houvesse sido abatida e reduzida a pó, Deus atenderia as orações feitas pelos fiéis entre esse povo
desaparecido; orações que pediram pelas gerações vindouras, ou seja, pela descendência dos que ainda ficariam para transmitir a semente
corporal daqueles que primeiro receberam as promessas, Abraão, Isaque e Jacó.
Pois Deus não permitiria extinguir-se completamente aquela semente, para poder cumprir as promessas que fez aos pais; para que Suas
palavras e convênios não se tornassem vãos, e Ele deixasse de ser Deus.

Por todas essas supremas razões é que o Senhor teria que fazer aquelas palavras saírem do pó e chegarem a nós; para que de nós (os gentios)
vão aos que restarem daquele povo sepultado, os filhos de Jacó ou Israel.
Interpretando Isaías 29: 4, Nefi escreveu o que temos no versículo 15 deste capítulo que analisamos:
"... e todos que hajam degenerado em incredulidade não serão esquecidos por Deus; porque aqueles que serão destruídos (em 400 d.C. e antes)
lhes falarão desde a terra, e suas palavras lhes sussurrarão desde o pó e sua voz será como a de alguém que evoca os espíritos, porque o
Senhor Deus lhes dará poder para sussurrar no concernente a eles como se fora desde a terra, e sua fala sussurrará desde o pó";
e no v. 19: "E sucederá que os que hajam degenerado em incredulidade, serão feridos (futuramente) pela mão dos gentios".
(Os índios americanos que são descendentes da colônia judia de Lehi, foram feridos pelos gentios que chegaram da Europa no tempo das
descobertas marítimas e da colonização).

Nefi continua com sua interpretação de Isaías, e açoita a nós, os gentios, com a palavra do Senhor, mas também nos instrui:
Os gentios se exaltam na soberbia dos seus olhos; têm estabelecido muitas igrejas, contudo menosprezam o poder e os milagres de Deus;
ensinam entre si as próprias sabedoria e instrução, para enriquecer e pisar a face dos pobres; edificam para si muitas igrejas que resultam em
inveja, contendas e malícia, v.20 e 21.
Os homens devem usufruir dos mesmos privilégios; os gentios se autoconstituem em luz para o mundo predicando sofistarias sacerdotais com
o fito de obter lucro e o louvor do mundo; mas não buscam o bem de Sião, v. 28 e 29.
O trabalhador de Sião trabalhará para Sião, porque se trabalhar por dinheiro, perecerá, v. 31.
O leitor pode fazer um exame de consciência neste ponto. Então, juntamente conosco poderá dizer: De fato, todas essas coisas já
aconteceram ou estão acontecendo diante dos nossos olhos, logo, as profecias são verdadeiras; pois estamos vendo seu cumprimento nos dias
em que vivemos.
Quem nos poderia expor essas profecias de Isaías com mais clareza? Quem pode dizer que o Livro de Mórmon nada tem a acrescentar ao nosso
entendimento?
Sabemos quem pode:- Aquele que não tem nenhum entendimento !

Nefi esforçou-se para que os homens entendam Isaías; e nós nos esforçamos para que eles entendam a Nefi, como ele nos fez entender Isaías.
Mas tudo isso é feito por concurso do Espírito Santo, o qual, acrescenta luz ao entendimento que todo homem tem, na condição de ser um filho
de Deus.

Capítulo 27 - Nefi diz de um livro selado de que fala Isaías no capítulo 29 do seu livro, o qual viria à luz nos últimos dias ou seja, nestes nossos
dias.
Quem poderia de sã consciência dizer que entende as palavras de Isaías em 29: 9-18, quando fala desse livro misterioso?
O que todas aquelas palavras têm a ver com esse livro selado?
Por que é dito que os cegos e surdos (espirituais) verão e ouvirão as palavras do livro?

Até o advento do Livro de Mórmon, com a luz adicional que traz na palavra de Nefi
ao interpretar Isaías, para os judeus e gentios de hoje, seria impossível entender essas escrituras; porque Deus guardou sua interpretação em
segredo, até o devido tempo.
Não foi a mim nem a você, caro leitor, que Ele escolheu para desvendar esse segredo, mas chamou-nos para participar dele.
Nefi foi chamado para interpretar Isaías na clareza de sua palavra; o profeta Joseph Smith, para receber o Livro selado, interpretá-lo pelo poder
de Deus, e divulgá-lo ao mundo de hoje.
Podemos ver que Nefi fala da situação calamitosa em que estariam os gentios nos últimos dias: Mergulhados em iniqüidade e toda sorte de
abominações.
O Senhor dos Exércitos os visitará com julgamentos semelhantes aos que se abateram sobre os nefitas. Mas, no caso dos gentios, haverá dois
outros fatos que caracterizarão especificamente o seu julgamento:
Um grande estrondo e a chama de um fogo devorador, v.2. No nosso entendimento, esse estrondo é o efeito de um pavoroso abalo que
sucederá, e que fará o leito do Oceano Atlântico elevar-se e a lançar as águas para o norte; fazendo desaparecer as ilhas e unindo todas as
terras (ver o Apêndice 23 em AVAH).
O fogo é o fulgor ardente do Espírito, queimando as impurezas físicas, químicas e espirituais do planeta; preparando o ambiente para o Milênio
da Paz.
O Senhor disse por Isaías que derramou sobre o povo o espírito de um sono profundo, v.5. Então, dos v.6 ao 29, Nefi profetiza dos movimentos
do Livro selado, de que Isaías fala em 29:11-12:
"...o Senhor Deus tornará conhecidas as palavras de um livro, ... as palavras dos que adormeceram... o livro estará selado; e... (nele)...haverá uma
revelação de Deus, desde o princípio do mundo até o fim... portanto (por causa das coisas que estão seladas) ...não se tornarão conhecidas no
dia das maldades e das abominações do povo. Portanto o livro lhes será escondido. Mas (ele) ... será entregue a um homem, ... (que) tornará
conhecidas as palavras do livro ... as palavras dos que adormeceram no pó, e as fará conhecidas a um outro ... Mas ele não tornará conhecidas
as palavras que estão seladas ... E a revelação que foi selada, será nele guardada, até que chegue o devido tempo do Senhor ... as palavras
seladas no livro serão lidas dos tetos das casas, e serão reveladas aos filhos dos homens todas as coisas que ocorreram entre eles, bem como
tudo o que se dará até o fim do mundo ... (o livro) será escondido aos olhos do mundo, para que ninguém o veja, exceto três testemunhas, pelo
poder de Deus, além do que receber o livro; e darão testemunho ... e não haverá mais ninguém que o veja, senão uns poucos, de acordo com a
vontade de Deus, para dar testemunho ... e pela boca de tantas testemunhas quantas achar necessário, estabelecerá a Sua palavra ... O Senhor
dirá àquele a quem for entregue o livro: Toma estas palavras que não estão seladas e entrega-as a um outro, para que ele as possa mostrar ao
instruído, dizendo: Lede isto, eu vos suplico. E o instruído dirá: Trazei-me o livro e eu o lerei ... E o homem dirá: Não posso trazer o livro, pois
está selado ... e (o instruído) dirá: Não o posso ler ... Deus entregará novamente o livro e as palavras ao que não é instruído; e (este) dirá: Não
sou instruído ... Então lhe dirá o Senhor:
Os instruídos não as leram porque as rejeitaram, e eu sou capaz de fazer a minha própria obra; lerás portanto, as palavras que te darei ...
mostrarei aos filhos dos homens que sou capaz de executar o meu próprio trabalho ... E o Senhor dirá àquele que há de ler as palavras que lhe
serão entregues: Porquanto este povo se aproxima de mim com sua boca, e com seus lábios me honra, mas afastaram de mim seus corações, e
seu temor (reverência) a mim é ensinado segundo os preceitos dos homens ... farei uma obra maravilhosa entre esse povo, sim, uma obra
maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria dos seus sábios e instruídos perecerá, e a inteligência dos seus prudentes será escondida ...
dentro em breve o Líbano se converterá em um campo fértil e será considerado como uma floresta. E naquele dia o surdo ouvirá as palavras do
livro e os olhos dos cegos verão.
O diálogo realçado logo acima, está registrado no Livro de Mórmon desta forma, para caracterizar os eventos que sucederiam ao vivo, quando
o Livro aparecesse.
Esses fatos seriam mais um poderoso testemunho da palavra de Deus por Isaías, Nefi e o profeta receptor do Livro, Joseph Smith.
Os protagonistas vivos dessa passagem, nos idos 1830, foram (na ordem de entrada em cena) Joseph Smith, Martin Harris, os professores
Charles Anthon e Samuel I. Mitchell. Tudo isso aconteceu exatamente como estava profetizado.

Capítulo 28 - Nefi fala do grande esforço que o demônio fará para que os homens não aceitem a vinda desse Livro selado, quando Deus o trouxer
à luz, pois a doutrina que traz, põe as claras todas as mentiras seculares que ele conseguirá colocar na mente dos homens, para tê-los sob seu
poder.
A tática que ele usará, será induzir os homens a fundarem muitas igrejas - para que os seus seguidores sejam levados a crer em doutrinas falsas
e insensatas, ensinadas por falsos mestres, que não são chamados por Deus, que não têm o poder nem a autoridade nem o conhecimento da
verdade. Isso, o diabo fará para enfurecer o coração dos homens e jogá-los uns contra os outros.
Nefi diz que essas igrejas contenderão entre si e que os seus sacerdotes ensinarão o seu conhecimento em vez do conhecimento do Espírito de
Deus.
Ao não aceitarem as revelações de Deus, estarão rejeitando a doutrina verdadeira que o Espírito ensina, estarão negando esse Espírito, e
mentindo quando dizem que falam por meio dele, v.4.
Do v.5 ao 32, Nefi dá uma relação dos atos dessas igrejas e das conseqüências sobre os seus seguidores. Esta profecia de Nefi, é uma das mais
facilmente identificáveis nos nossos dias; nos dias em que os gentios deverão ser restaurados ao conhecimento dos convênios que Deus fez
com os seus pais - pois, todos temos alguma ligação
com os dispersos da casa de Israel.
Por isso, estes nossos dias são de importância inavaliável para o nosso porvir eterno.
No entanto, a nuvem de escuridão que cobre as mentes de todo o povo (pelo esforço secular do diabo), impede que os homens exerçam a
correta avaliação deste seu culminante momento !

Deus dá início à Sua Obra Maravilhosa em preparação da volta de Cristo - chama um profeta e põe nas mãos dos gentios o Livro que reservou
para Seu instrumento final de combate às mentiras do diabo - E o que fazem os gentios? Em vez de saírem da escuridão, preferem seguir os
pastores cegos, para caírem no mesmo buraco.
Capítulo 29 - Nefi profetiza sobre a conduta de muitos gentios ao receberem nos seus dias o Livro selado da profecia de Isaías. Ele diz que
rejeitarão o livro, com o argumento cego de que já têm uma Bíblia e não necessitam de outra.
É relatado o esforço de Deus, por Seu Espírito, para demonstrar ao povo dos últimos dias o erro desse pensamento; que Ele fala não somente a
uma nação, mas a muitas, e que o mundo será julgado de acordo com as palavras escritas nesses livros.

Com todas as coisas que dissemos e demonstramos até este ponto do livro, acreditamos que os homens independentes de idéias
preconcebidas, não mais se associarão aos que rejeitam o Livro selado, que virá de debaixo da terra e falará com uma voz sussurrada (como
falará o Espírito de Deus ao coração e à mente de quem ler o Livro em atitude honesta). Esse é o Livro que seria colocado por Deus nas mãos
dos gentios, exatamente como profetizou Isaías. Quando, então, Deus iniciaria a realizar uma obra maravilhosa entre os gentios; para reunir toda
a casa de Israel dispersa (reunir no entendimento, nos propósitos, na esperança, na fé e nas obras - reacender o espírito nacional da Israel
Eterna, dispersa no temporal, tanto física quanto espiritualmente). Reuni-la, para coligá-la nas terras de sua herança profética.

Nefi continua e escreve as palavras que ouviu de Deus para transmitir aos gentios
(ver as palavras poderosas e o forte raciocínio do Espírito nos v. 4 a 14 do Livro de Mórmon). Quem rejeitá-las, estará virando as costas a Deus e
caminhando diretamente contra Suas palavras, em vez de ir ao encontro delas.

Capítulo 30 - Agora Nefi adverte aos judeus a quem fala, para que não se julguem mais justos do que serão os gentios no porvir; pois, a menos
que guardem os mandamentos de Deus, perecerão da mesma forma que perecerão os gentios (os que não se arrependerem).
Diz aos judeus que eles não devem pensar que os gentios serão totalmente destruídos
(da mesma forma que as sementes de Ismael e de Lehi nas Américas, também não serão totalmente destruídas). Porque eles eram da semente de
José do Egito, a quem Deus fez grandes promessas, como herdeiro que era de Abraão, Isaque e Jacó, depositários das promessas de Jeová.
Sua palavra tem que ser cumprida ou Ele deixaria de ser Deus, o que é impossível; portanto, também é impossível que aquela semente deixe de
existir, e não possa alcançar as promessas que aqueles grandes patriarcas receberam, mas não as viram concretizadas no tempo de suas vidas
mortais.
As promessas são de uma pátria nacional perfeita para a casa de Israel, o que significa: Povo, cultura, religião, idioma, território e progresso
eternos; portanto, a promessa extrapola os limites do tempo e alcança a eternidade.
Os gentios que se arrependem, são tornados como os filhos do convênio do Senhor com Abraão; se os judeus não se arrependerem, serão
lançados fora; o Senhor só entra em convênio com os que se arrependem e crêem no Seu Filho, que é o Santo de Israel.

Aqui é importante estabelecer a diferença entre os que dizem crer e os que de fato crêem. O Senhor diz que as promessas são para os que
crêem, não para os que dizem crer, mas não fazem o que Ele manda.
Os que dizem crer, são aqueles que confessam de boca que Jesus é o Cristo, mas não acreditam nas coisas que Ele realiza de fato nos
seus dias; que acreditam nos profetas do passado, mas não nos profetas vivos que o Senhor lhes envia; que rechaçam as revelações
contemporâneas de Deus, como coisa de nenhum valor.
Os que crêem de fato, agem como tal e fazem o que o Senhor lhes manda:
Que se arrependam e venham a Ele para trabalhar pela causa de Sião.

Nefi continua com sua interpretação de Isaías e nos entrega sua clareza, mostrando aos judeus e gentios da atualidade, o caminho que devem
tomar diante das revelações contidas no Livro selado. Para que todos sejam restaurados ao conhecimento dos seus pais; como também ao
conhecimento que seus pais tiveram de Jesus Cristo, v. 5.
Os gentios que crerem no verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, irão aos judeus descendentes de Lehi e Ismael dispersos nas Américas
e, se eles crerem nessas coisas, serão cheios de regozijo, porque reconhecerão nelas uma bênção de Deus.
Então, as escamas de trevas cairão dos seus olhos e, não muitas gerações depois, esses judeus que desceram à condição rude e decaída dos
índios, serão tornados novamente numa gente pura e deleitável.
Até este ponto das profecias de Nefi neste capítulo, não precisamos de fé para esperar que aconteçam. Elas já aconteceram, e passamos ao
degrau do saber que elas são verdadeiras.
No v. 7 Nefi diz algo que ainda não aconteceu, mas principia a acontecer:
"E acontecerá que os judeus que estejam dispersos, começarão a crer em Cristo; e começarão a congregar-se sobre a face da terra ... E
acontecerá que o Senhor Deus começará Sua obra entre todas as nações, tribos, línguas e povos, para levar a cabo a restauração do Seu povo
sobre a terra", v. 8.
"Porque rapidamente se aproxima o tempo em que o Senhor Deus fará uma grande divisão entre o povo, e destruirá os iníquos,... Mesmo que
tenha que destruir os malvados por fogo", v. 10

Capítulo 31 - Chegado a este ponto, Nefi julga terem sido suficientes as profecias que fez e destinou aos povos judeu e gentio do porvir.
Diz que as coisas que escreveu lhe bastam, a não ser algumas poucas palavras que ainda deve escrever concernentes à doutrina de Cristo. Mais
uma vez diz que sua alma deleita-se com a clareza (do que ensina); porque é assim que o Senhor Deus trabalha entre os filhos dos homens;
porque Ele ilumina-lhes o entendimento, pois lhes fala no idioma de cada um, para que entendam.

Os hebreus tiveram as escrituras no seu idioma, os gregos e romanos nos seus,


os americanos e ingleses em inglês, os brasileiros e portugueses em português, e etc., etc. Cada povo tem as escrituras no seu próprio idioma.
O Livro selado da profecia de Isaías, já percorre o mundo, e em breve estará a disposição de cada povo existente no planeta, e no seu próprio
idioma.
Nefi ensina que todos os homens devem ser batizados, e dá o exemplo extremo de obediência a esse mandamento do batismo, o do Cordeiro de
Deus:

"Se o Cordeiro de Deus, que é santo, tem necessidade de ser batizado na água para cumprir com toda a justiça, quão maior então é a
necessidade que nós temos, sendo pecadores, de sermos batizados, sim, na água!", v.5.
Nefi continua ensinando sobre a doutrina do batismo na água e passa ao batismo de fogo e do Espírito Santo; quando então, e só então, os
homens poderão falar na língua dos anjos. Nefi declara que o testemunho dessa doutrina lhe foi dado pela voz do Filho de Deus. Mas, se depois
disso, (depois de receber o batismo de fogo e do Espírito Santo) o homem negar ao Filho, seria melhor não o haver conhecido (conhecido pelo
testemunho do fogo e do Espírito Santo).
Em seguida, cumprindo a lei dos testemunhos, Nefi ouviu a voz do Pai, dando testemunho de que as palavras do Filho são fiéis e verdadeiras.

Falamos na língua dos anjos, quando falamos pelo dom do Espírito Santo no nosso próprio idioma. Os anjos falam a nós pelo poder desse
mesmo Espírito, declarando as coisas da mente de Deus no nosso idioma.
Sem o dom de falar ou de entender a língua dos anjos, o homem não consegue entender a mente de Deus, nem mesmo quando a fala vem no
seu idioma.
O homem que não cede à influência do Espírito, jamais chega a obter o dom, que é uma dádiva de Deus a quem cumpre os requisitos da justiça
estabelecida e, depois, continua perseverando até o fim.

As escrituras, quando corretamente traduzidas para os vários idiomas, são a vontade, o poder e a mente de Deus. Quanto menos fiéis às idéias
originais (expressas pelos profetas no idioma hebraico e aramaico), pela incapacidade do idioma usado para traduzir aquelas idéias expressas
na língua mãe das escrituras primitivas, com menos força e clareza chegará a voz do Espírito ao coração e à mente do homem.
Deus sabe dessas limitações dos demais idiomas da terra. Esta é mais uma razão da vinda do Livro de Mórmon:
- Para restaurar a força original da palavra das escrituras dadas aos antigos, mas que depois foram passadas para os vários idiomas da terra.
Deus viu que elas perderiam sua clareza original; sofreriam cancelamentos, como já denunciados por Nefi.
Essa é mais uma razão pela qual, Deus começou a preparar o Livro selado, desde dois mil e seiscentos anos atrás ! Que tristeza, se você caro
leitor, não conseguir aquilatar o seu valor e não tomar conhecimento dele; julgá-lo como coisa sem importância.

No Livro do Eclesiástico, Prólogo, terceiro parágrafo, vemos a confirmação do que dissemos acima: "Com efeito, as palavras hebraicas perdem
sua força quando traduzidas em língua estrangeira... a Lei e os Profetas e os outros Escritos, são muito diferentes do que no texto original,
quando traduzidos".

Esta é uma verdade indisputável que o Livro de Mórmon nos traz.


Mas há um zelo cego e sem discernimento que os falsos pastores do mundo manifestam pela Bíblia. Ao ponto de colocá-la contra o Livro selado
por Deus, e este contra ela; quando o Senhor declara que nos últimos dias, uniria os escritos de Judá e os de José como se fossem um só na
Sua mão.
Ora, sabemos que os escritos de Judá estão conosco (a Bíblia); se todos os pastores,
quer verdadeiros quer falsos, pregam que estamos nos últimos dias
(e nisso estão certíssimos); perguntamos:
Onde está o Livro de José que Deus prometeu unir ao de Judá ? Onde está Sua promessa de que faria os dois como um só na Sua mão ?

Ó céus! Ó terra ! Ó paraíso ! Ó prisão ! Ó inferno !


O que mais nos falta para saber que o Livro de Mórmon é o Livro de José; que ele e a Bíblia são um só em Espírito ? Pois Deus não falha nas
Suas promessas. É o homem quem falha no enxergar seus cumprimentos.
Ó pastores ! Arrependei-vos enquanto ainda há tempo ! Arrependei-vos e parai de impedir que os filhos de Deus atendam ao Seu convite para
virem ao verdadeiro rebanho de Cristo. Ó pastores ! Arrependei-vos e temei a indignação de Deus ! Desvencilhai-vos das vossas sofistarias
sacerdotais multisseculares; das vossas contendas sob o poder do demônio, que vos transformou em adversários inconscientes do trabalho
restaurador do povo do convênio ! Ainda há tempo, mas ele é curto! Parai de usar os recursos das vossas congregações para vossas obras
mortas! Vinde todos vós e vossas congregações para o verdadeiro rebanho !
Os pastores inconscientes da verdadeira obra de Deus, causam a Ele muito mais prejuízo do que os inimigos conscientes de Deus. E por
que ?
É exatamente porque são poucos os que se dispõem a lutar conscientemente contra Deus, e eles conseguem muito poucos seguidores. Já os
inconscientes, são os mais facilmente manobrados pelo diabo, pois ele os convence que estão ao serviço de Deus.
Assim, eles trazem enormes prejuízos, a si mesmos principalmente, e depois às multidões que os seguem. Fabricam, inconscientemente,
manobrados pelo diabo, um tipo de crer incompleto e incompatível com a vontade plena de Deus; preparam os crentes para crerem na pessoa de
Jesus Cristo, e nas palavras que conseguem entender dos evangelhos, segundo o poder do intelecto humano elaborado nas suas escolas
sectárias.
Mas, ao mesmo tempo, preparam essas mesmas multidões para não aceitarem o trabalho de Jesus Cristo nos seus dias; obliterando o
entendimento que vem pelo Espírito de Deus.

Multidões de gentios, crêem no Cristo do Meridiano dos Tempos, mas não crêem no Cristo que realiza Sua obra restauradora nos seus dias !
Nos nossos últimos dias!
Crer pela metade é aceitável a Deus ? O que poderá Ele fazer por tais pessoas ?
Esses gentios estão fazendo como os judeus do Meridiano dos Tempos; eles criam num Messias anunciado no passado, mas não creram
Naquele que realizou a obra nos seus dias, exatamente como profetizara Nefi
seiscentos anos antes.
Mas aquele grande profeta também advertiu aos gentios de hoje, os quais, viriam numa posteridade mais distante, uns mil novecentos e
sessenta anos depois dos judeus que enviaram Jesus Cristo ao Calvário; repetimos, advertiu daquela mesma forma que advertira aos judeus.
A calamidade veio sobre os judeus no Oriente porque não deram ouvidos aos seus profetas vivos; que foram enviados por Deus para
testemunhar a palavra dos profetas antigos e chamar o povo ao arrependimento.
O mesmo aconteceu com os judeus dispersos para o Ocidente (os descendentes da colônia de Lehi), porque não deram crédito aos seus
profetas vivos.
Agora é a vez dos gentios e dos judeus que estão dispersos pelo planeta. Deus clama novamente que ouçam aos seus profetas vivos, que se
arrependam e venham edificar Sua Sião, ou a calamidade virá sobre eles sem medida.
E nos diz: Aquele que for prevenido, previna ao seu vizinho.

Ó crentes em Cristo ! Ó vós extremos da terra ! Não ignoreis estas palavras. Elas não são de Isaías, nem de Nefi nem de Joseph Smith, nem
nossas. Tanto eles quanto nós, quanto as muitas dezenas de milhares de missionários que saíram pelo mundo, juntamente com toda a liderança
da Igreja em todos os tempos, sabemos todos que de nós mesmos nada podemos . É Deus que fez, faz e fará tudo isso pelo poder do Seu
Espírito.
Ele é quem faz a Sua própria obra; nós, apenas aceitamos ou não
sermos Seus instrumentos.
Mas se aceitamos o serviço, Ele nos manda abrir a boca destemidamente e anunciar
essas coisas ou seremos condenados!
Portanto, se despresardes estas palavras, sabereis no último dia que despresastes o trabalho de Deus! Nossa honra é sermos Seus
instrumentos.
Vinde pois, todos vós extremos da terra ! Juntai-vos a esta obra e compartilhai conosco dessa honra ! Compreendei que os autos para nosso
julgamento individual estão sendo reunidos agora mesmo, no dia desta vida !
Depois do tempo desta vida virá o veredictum, portanto, as iniciais do processo já começaram a ser preparadas, aqui no tempo e na eternidade.
Compreendei que as palavras do Livro selado, ao tomarmos conhecimento delas,
dão início ao processo que resultará na nossa admissão ou não ao Reino Celestial !
Compreendei, portanto, que nenhum espírito humano deixará de receber a oportunidade
de vir a conhecer o conteúdo desse Livro. Seja na mortalidade ou seja no mundo dos espíritos, sua atitude em relação a ele será medida.
É por isso que mais adiante está escrito:
"...Esta vida é o tempo em que o homem se deve preparar para comparecer ante Deus; sim, o dia desta vida é o tempo em que o homem deve
executar a sua obra ".
(Alma 34:32)

O Livro de Mórmon tem a força espiritual, a clareza e o forte raciocínio do Espírito Santo. Ele sabe defender a sua própria causa, a causa de
Cristo. A fortaleza das palavras e o poderoso raciocínio aqui expressos, nesta nossa análise dinâmica, não são nossos.
Fomos buscá-los na medula do Livro que veio do pó, e passamos a enxergar o que antes não havíamos percebido; agora damos de graça o que
de graça recebemos.
E assim diz o Senhor:
"E com quem vier (a este convênio) falarei como com os homens do passado, e lhe mostrarei o meu forte raciocínio"
Nefi faz uma pergunta chave: - Podemos seguir a Jesus, a menos que estejamos dispostos a guardar os mandamentos do Pai ? E veio a
Nefi a voz do Filho, dizendo: "A quem se batize em meu nome, o Pai dará o Espírito Santo como deu a mim; portanto, segui-me e façais as
coisas que me vistes fazer".
Do versículo 12 ao 21, Nefi explana a doutrina do arrependimento, do batismo da água, do recebimento do Espírito Santo, e do batismo de fogo
para a remissão dos pecados, que vem em conseqüência da observância aos mandamentos.
Nefi chama a atenção para o fato de ter recebido essa doutrina da voz do Filho de Deus e da voz do Pai, dando testemunho de que as palavras
eram fiéis e verdadeiras.
E depois disso, pergunta Nefi no v. 19, devemos considerar que já está tudo feito - que nossa salvação está garantida ? Ele mesmo responde:
Não ! Porque não chegamos até aquele ponto por nós mesmos, mas sim pela palavra de Cristo, com fé inquebrantável nele e confiando
inteiramente nos Seus méritos;
que Ele é poderoso para salvar...
Agora Nefi diz o que é exigido que façamos de nossa parte, já que, até então, nada fizemos, pois tudo o que foi conseguido até este ponto, foi
feito pelo Senhor:
A nossa parte é seguir adiante com firmeza em Cristo... Portanto, se formos adiante, deleitando-nos na palavra de Cristo, e perseverando até o
fim, então, (e só então) teremos garantida a vida eterna.

Vemos aí: A obra de Deus, a obra do homem, a decisão do homem, o SE caracterizador do arbítrio humano, e o convênio proposto por Deus.

Vemos Deus realizando toda a Sua parte no convênio e, finalmente, no v. 21, Nefi afirmando que esta é a doutrina de Cristo, é a senda, não há
outro caminho, nem nome algum dado debaixo do céu pelo qual o homem possa salvar-se; que esta é a única doutrina verdadeira do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo,
que são um Deus sem fim.
(são três Deuses que agem como se fossem um único Deus, em propósitos, verdade e justiça).
Os três últimos versículos do capítulo 31, eliminam as contendas; as páginas e páginas escritas pelos séculos em torno das falsas doutrinas da
predestinação e da salvação pela graça somente, sem que o homem tenha que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para, então (e só então)
poder usufruir da plenitude da graça, que a fidelidade ao convênio lhe garante.
O Livro de Mórmon ensina que a redenção do corpo pela ressurreição, é a única parte da graça de Deus que recebemos gratuitamente, sem que
obra alguma neste mundo nos seja requerida. Pois, nesta vida não há como usar o nosso arbítrio para escolher se queremos ou não sermos
ressuscitados - para isso, já o usamos na preexistência. Ao aceitarmos o Plano de Deus, que incluía o nascer e o morrer, aceitamos a
ressurreição como passo conseqüente e inapelável do Plano.
Se Deus declara que seremos julgados na carne, depois da ressurreição, de que forma iríamos driblar a palavra de Deus, escolhendo não
ressurgir ?
Porém, para irmos adiante até alcançarmos a plenitude da graça, a nós oferecida mediante convênio que deve ser cumprido por nós, já que
Deus fez toda a Sua parte, nada mais Lhe restando para fazer, repetimos: Para alcançarmos a parte mais grandiosa da graça, a qual é decorrente
da expiação de Cristo, será preciso que façamos toda a nossa parte estabelecida no convênio com Deus, a parte que pode nos levar para viver
em Sua presença. Ou cumprimos nossa parte ou seremos banidos de Sua presença.

Para cumprir Sua parte no convênio, Deus teve que descer à carne.
Ele não poderia ficar lá em cima , nem descer e esperar ir de volta para cima para só então fazer o que lhe cabia. Deus sujeitou-se a si mesmo,
para cumprir Seu convênio conosco onde ele tinha que ser cumprido. Para o Filho de Deus, o dia desta vida, também era o tempo em que deveria
realizar a Sua obra.
Pode o homem pensar em deixar para depois o dia de realizar a sua ?
A nossa parte do convênio terá que ser realizada da mesma forma, isto é, no dia desta vida. Por isso todos descemos ao temporal. Por isso,
depois disso nos ser anunciado, teremos que dar conta do que fizemos com esta palavra. Ela nos salvará ou nos condenará no último dia. Os
termos do convênio que nos são propostos por Deus para aceitarmos, no ato de nos batizarmos em Sua Igreja, estão no versículo 13.
Pode uma criancinha de colo assumir tal convênio ?
O batismo na Igreja verdadeira de Jesus Cristo é a assinatura individual do homem, testificando que aceita o convênio proposto por Deus,
com todas as cláusulas nele registradas. Mas aceitar somente não basta. É preciso perseverar nas obras definidas pelo convênio, para poder
alcançar a vida eterna.
Mais uma vez queremos explicar que a expressão o dia desta vida inclui a vida no mundo dos espíritos, após a morte temporal; para que todos
os mortos que não tiveram oportunidade de saber dessas coisas, mesmo assim, tenham plena oportunidade de aceitar ou não esses convênios
propostos por Deus.

Não poderíamos terminar a análise deste capítulo 31, sem mais uma vez demonstrar o poder desse pequeno trecho contido em Alma 34:32.
Isso, pela solda perfeita que faz com a palavra de Paulo em Hebreus 9:27, quando sentencia:
"...está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo..."; "...esta vida é o tempo em que o homem se deve
preparar para comparecer ante Deus; sim, o dia desta vida é o tempo em que o homem deve executar a sua obra".
Quantos volumes estas duas escrituras condenam ao fogo! Quantas falsas doutrinas elas derrubam ! Quão crítica se torna a posição do homem
que recalcitra contra a verdade que elas ensinam! É morrer uma só vez e, imediatamente, ir a juízo diante de Deus ou é morrer muitas vezes
antes de ir a juízo ?
O Livro selado da profecia de Isaías, vem somar-se ao testemunho da Bíblia, para derrubar as mentiras satânicas e dar ao homem a
vitória sobre o maligno.
Vitória a todos os que preferirem dar crédito aos profetas de Israel, em lugar de se entregarem à multidão de mestres do mundo mortal e do
mundo dos espíritos.
Moisés já mandara que o povo de Israel não os consultasse, para não se contaminar com eles. Essas multidões de mestres estão mesmo aí, para
cumprirem a palavra de Deus:
"Eis que ponho diante de ti, a vida e a morte (espirituais) , o bem e o mal, escolhe pois o bem, para que vivas, tu e a tua descendência".
Deuteronômio 30:19.
Com esta escritura, Deus demonstra que nos enviou ao dia desta vida, para provar nossos espíritos diante desses antagonismos.

Capítulo 32 - Agora Nefi considera o que os homens devem esperar depois de haverem entrado na senda (para a vida eterna): Depois de
receberem o Espírito Santo, os homens poderão falar com a língua dos anjos. De que outra forma os homens poderiam falar a língua dos anjos,
senão pelo Espírito Santo ?
Não significa falar no idioma dos anjos e sim falar no nosso próprio idioma as palavras que os anjos falariam, pois eles falam as palavras de
Cristo pelo poder do Espírito Santo.
Logo, quem falar movido pelo Espírito Santo, falará as palavras que Cristo ou Seus anjos falariam nas mesmas circunstâncias, quaisquer que
elas sejam.
Portanto, falar a língua dos anjos é declarar as palavras de Cristo pelo poder do Espírito Santo, deleitando-se com a Sua palavra por
compreendê-la verdadeiramente.
Não significa falar no idioma que os anjos falam entre eles.
Os sussurros do Espírito são a palavra de Cristo; eles nos disseram que nos deveríamos envolver nesta obra que agora fazemos, nesta Análise
Dinâmica do Livro de Mórmon.
Para expressar no nosso idioma a clareza de Nefi, que ele pôs nas escrituras de Isaías pelo Espírito; isto é, expressou-se na língua dos anjos,
escrevendo em egípcio reformado. Nós estamos adicionando nossa porção de clareza pelo mesmo Espírito, portanto, também escrevendo na
língua dos anjos, só que em português.
No v. 4 Nefi diz uma verdade capital :
"...Se, depois de haver eu falado estas palavras, não puderdes entendê-las, será porque não pedis nem chamais; por isso, não sois levados à
luz, e devereis perecer nas trevas".
Significa que não há desculpas para não entender, dado à perfeita clareza da palavra, e também que o homem terminará seu tempo na
mortalidade, sem sair das trevas da ignorância do verdadeiro caminho que leva à salvação na presença de Deus.

No v.7 Nefi lamenta a incredulidade, maldade, ignorância e a obstinação dos homens; por não quererem buscar nem entender o grande
conhecimento (a palavra de Cristo) quando lhes é trazido com toda a clareza da palavra.
No v. 8 ele diz, que se eles escutassem o Espírito que ensina os homens a orar, saberiam que é verdadeiramente preciso orar, já que o espírito
do mal não ensina ao homem que ele deve orar, e sim que não deve (ou que não precisa porque Deus já sabe tudo o que ele necessita).
É verdade que Deus sabe de tudo o que o homem necessita , por isso mesmo, sabe que sua maior necessidade é orar para manter-se ligado a
Ele.
A sofistaria do grande enganador das almas é sempre detectável pelos que têm
o Espírito.
Nefi diz no v. 9 que nada deve o homem fazer diante de Deus, sem que primeiro ore ao Pai em nome de Cristo; para que Ele consagre suas
ações e a fim de que sua obra seja para o benefício de sua alma.
Decorre disso, que as palavras do Livro de Mórmon só serão compreendidas, para o bem da alma de quem as lê, se forem lidas da forma que
Deus ensina: Orando ao Pai em nome do Filho, em retidão de propósito; então, o Espírito Santo, que tem a função de iluminar a mente do homem
e testificar a ele das coisas do Pai e do Filho, entrará em ação.
Pois o homem terá entrado espiritualmente, naquela circunstância e situação específica
(a busca da verdade), em unidade de propósito com a divindade, a unidade de propósito com O Pai, e o Filho e o Espírito Santo
(os quais querem, em uníssono, que o homem saiba a verdade).
A diferença estará em que Eles jamais quebrarão essa unidade. Mas o homem poderá quebrá-la se não perseverar em retidão... Pobre da absurda
doutrina da salvação instantânea, que inúmeros pastores inconseqüentes estão ensinand por este mundo a fora.

Capítulo 33 - Aqui estão as palavras finais desse grande profeta do Livro de Mórmon ,ao qual, podemos chamar o profeta da clareza; pelo
esforço que fez para tornar claras as palavras, sim, claras como a luz do dia as palavras e a doutrina de Cristo. Tanto para a sua geração quanto
para as seguintes, até a de hoje.
Nefi se confessa menos poderoso no escrever do que no falar. Quando um homem fala pelo poder do Espírito Santo, esse poder leva a palavra
ao coração do homem. Mas há muitos que endurecem seus corações contra o Espírito, de modo que ele não tem lugar neles; portanto
desperdiçam muitas coisas que estão escritas e as consideram como nada, v. 12.
O profeta diz saber que o Senhor ouvirá as orações que faz pelo seu povo; que Deus consagrará suas orações para o benefício do seu povo; e
as palavras que escreveu na sua fraqueza, serão feitas fortes, v. 4.
As palavras serão feitas fortes pelo dom do Espírito às gerações do porvir;
pois, os seguidores de Cristo enfatizarão as palavras nos seus próprios idiomas,
para permitir que o poder do Espírito fale ao coração dos que busquem
a verdade e a justiça.
As palavras de Nefi falam asperamente contra o pecado, segundo a clareza da verdade; portanto, nenhum homem se aborrecerá com as
palavras que disser, a menos que seja do espírito do diabo, v. 5. Ele diz da sua fé em Cristo, e da sua gratidão; declara sua caridade para com o
judeu, seu povo; e também para com os gentios.
Mas em nenhum deles tem esperança, a menos que se reconciliem com Cristo, entrem pela porta estreita e andem pelo caminho reto, até o fim
do dia de provação, v. 9.
Exorta a todos para que creiam nessas palavras, pois se crerem em Cristo, crerão nelas; já que elas são as palavras de Cristo, v. 10.
Em conseqüência, não crendo nelas, serão imputados por Deus como incrédulos.
Eis o desafio solene com o qual Nefi encerra o seu segundo livro:
"E se não são as palavras de Cristo, julgai; porque no último dia ( no último momento do dia desta vida para cada indivíduo, virão a
ressurreição e o julgamento final) Cristo vos manifestará com poder e grande glória, que são suas palavras; e diante do seu tribunal nos
veremos face a face, vós e eu, e sabereis que Ele me mandou escrever estas palavras...", v. 11.
Nefi diz que fala a todos os homens, em todas as épocas e extremos da terra, com a voz de quem clama desde o pó... v. 13. Ele sabia que o
Livro seria enterrado e que , ao ser trazido de volta à superfície nos últimos dias, sua fala clamaria desde o pó, nas palavras que deixasse
escritas por mandamento de Deus. Aos que não querem participar da bondade de Deus, nem respeitar as palavras dos judeus (nem o Velho
Testamento , nem as palavras de Nefi nem as palavras que sairão da boca do Cordeiro de Deus, o Novo Testamento), desses, Nefi se despede
para sempre, porque estas palavras os condenarão no último dia..., v. 14. O que ele sela na terra, será apresentado contra eles no tribunal do
julgamento, v. 15.

Ó pastores ilegais de toda a terra ! Salvai-vos dessa desgraça. Vós governais as mentes de multidões, e as estais conduzindo para a esquerda
de Deus ! Não somos nós que vos chamamos ao arrependimento. É Deus, por Seu Espírito, que demonstra vossa incúria !
Parai de combater ou de ignorar o Livro de Mórmon ! Lembrai- vos de que sois governantes, e que Deus nos diz: "Os governantes serão julgados
com extremo rigor", pois eles têm o poder para fazer o bem ao povo; se fizerem o mal,
receberão muitos "açoites".

O LIVRO DE JACÓ
Capítulo 1 - Jacó esclarece que recebeu a guarda das placas cinqüenta e cinco anos após a saída de Jerusalém. Repete a recomendação dada
como mandamento, de que só se escrevesse nestas placas (as menores) as coisas mais preciosas; que só se tratasse ligeiramente da história
secular do povo de Nefi. As placas menores é que deveriam ser transmitidas de geração em geração, pois nelas é que estariam registradas as
coisas mais sagradas, as grandes revelações e profecias; isso, pela causa de Cristo e o bem do povo em todas as gerações.
Nefi morre e é honrado sobremaneira pelo povo. Jacó passa a denominar como lamanitas a todos os povos que buscam a destruição do povo
de Nefi, e de nefitas aos que simpatizam com ele.
Os nefitas começam a endurecer os corações; a buscar riquezas e muitas esposas e concubinas por motivos iníquos.
Jacó fala ao povo no templo de Deus, mas esclarece que só o fez depois de obter autoridade, através de ordenação recebida do profeta Nefi, que
consagrou-o e ao seu irmão José como sacerdotes e mestres do povo.
(Sem o sacerdócio legalmente conferido, é blasfêmia pregar ao povo no nome de Deus.
E como iria o homem pregar a palavra de Deus no seu próprio nome, se isso só pode ser feito legalmente em nome de Cristo?)
Capítulos 2 e 3 - A falta de castidade dos homens e das mulheres nefitas é condenada; buscar riquezas é justo quando a motivação é ajudar aos
semelhantes. A prática desautorizada do casamento plural é condenada. No v. 30 do c.2, o Senhor declara qual a única condição e razão pelas
quais o homem deverá tomar esposas múltiplas: Só por mandato exclusivo de Deus aos profetas vivos, e não ao bel-prazer do homem.
Jacó continua sua prédica ao povo no capítulo 3 e se dirige aos puros de coração, exortando-os a manter suas mentes firmes. Volta aos iníquos
para condenar toda fornicação, lascívia e outros pecados. Declara as terríveis conseqüências dessas coisas no julgamento diante de Deus.
O Livro de Jacó foi escrito por ele mesmo, mas nas placas confeccionadas por Nefi.
Nessa pregação de Jacó, não há nada que não se aplique ao procedimento dos homens e mulheres do século XX. Seguramente os "nefitas"
deste século ficarão muito aborrecidos com as palavras de Jacó.

Capítulo 4 - O profeta entra em considerações sobre a limitação de escrever os muitos eventos que constituem a história de um povo, usando
placas; mas esclarece que não haveria outro meio seguro, que garantisse a preservação dos escritos ao longo do tempo. Mesmo assim, ele
exorta os que vierem a receber esses escritos, a lhes darem o devido valor, e que não desprezem este conhecimento.

Jacó diz o quanto é importante que as gerações longínquas no futuro, saibam que eles tinham conhecimento do Cristo; que tinham esperança na
Sua glória muitos séculos antes da Sua vinda; declara o conhecimento que seu povo tinha, e os profetas que os antecederam, sobre o Pai
Eterno, e o Seu Filho Unigênito, e o Espírito Santo.
O profeta diz da importância de que a profecia seja proferida ao nível do entendimento humano dos profetas, para que eles a transmitam com
clareza ao povo.
Mas os judeus foram um povo orgulhoso, que desprezou as palavras claras, para irem atrás de coisas profundas que não podiam entender.

Jacó pergunta: Como o povo judeu, depois de desprezar o fundamento, a principal pedra angular, pode jamais vir a edificar sobe ela?
Então, ele mesmo, com grande propriedade, discorre nos capítulos 5 e 6 sobre a palavra do profeta Zenos, na sua alegoria da oliveira. Lá está a
resposta à pergunta, do como o judeu edificará sobre a pedra angular (Jesus Cristo) depois de havê-la desprezado.

O valor de uma alegoria cresce na medida em que passamos a conhecer as coisas reais que as suas figuras representam. A alegoria da oliveira,
apresentada por Zenos, por si só, é um testemunho poderoso da veracidade do Livro de Mórmon. Ela mostra ao homem o verdadeiro Plano de
Deus, nas Suas ações maravilhosas; suplantando os atos das nações, e conduzindo os seus filhos ao longo das eras; provando-os e julgando,
salvando e condenando; para levar os mais recalcitrantes ao entendimento de Cristo e à autosujeição dos seus espíritos; para poder, finalmente,
salvá-los de acordo com as suas obras, no Seu devido tempo.

Capítulos 5 e 6 - Ninguém pode avaliar, nem mesmo de perto, a grandiosidade da parábola da oliveira, sem estudar cuidadosamente a matéria
contida no Manual do Aluno, Curso de Religião 121-122, publicado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pgs. 135 a 143.
Em breves palavras, essa alegoria representa as preocupações e as ações de Deus para com toda a família humana desde que o primeiro
homem pisou na terra até o tempo final.
É um registro da saga do povo de Israel por todas as eras, do princípio ao fim. Ela relata pormenorizadamente a dispersão do povo de Israel e o
seu enxerto nas nações gentias, para Deus poder cumprir as promessas feitas a Abraão em Gênese 22:16-18.

ESCLARECIMENTO
Para iniciarmos a entender a parábola de Zenos, é preciso ter em mente o significado das figuras usadas pelo profeta: A vinha é o mundo; O
Senhor da vinha Jesus Cristo; O servos os profetas do Senhor; A oliveira boa o povo do convênio; A oliveira brava os gentios (os povos
oriundos da colonização greco-romana principalmente); Os ramos bravos a Israel apóstata; Os ramos grupos separados de pessoas (como a
colônia de Lehi); As raízes da oliveira boas são os convênios e as promessas de Deus, que sustentam viva a árvore; O fruto da árvore as obras
dos homens; Cavar, podar, fertilizaras obras de Deus em benefício dos homens. O transplante dos ramos é a dispersão de grupos pelo mundo
ou a sua volta à condição original nos últimos dias. Enxertos são os processos de renascimento espiritual e aceitação dos convênios, que
acontecem de tempos em tempos e em lugares diferentes. Os ramos mortos representam iniqüidade, apostasia. Os ramos lançados ao fogo o
julgamento de Deus.

Jacó termina o seu discurso, pedindo aos nefitas que considerem essas coisas; que se arrependam e se salvem da condenação, que sejam
prudentes. E se despede dizendo:
"...até que nos encontremos no agradável tribunal de Deus para os justos,
mas terrível para os iníquos".

Com número tão grande de figuras, com tal variedade de situações como nesta parábola, que abrange seis mil anos de história dos que vieram
por Adão, podemos afirmar com a maior das certezas: Sem profetas de Deus para explicá-la, seria impossível ao homem entendê-la. Ela saiu da
mente de Deus, a qual, nenhum homem pode alcançar, a menos que Ele a revele.
A necessidade de profetas vivos é demonstrada pela complexidade inatingível dessa parábola. Sem profetas, a palavra de Deus seria vã para
nossa geração.
Se não houvesse quem a interpretasse pelo dom do Espírito e por seu chamado profético, de que teria servido ela ter vindo à luz no Livro que
Deus retirou do pó ?
Deus revelou o Livro de Mórmon, para que as gerações receptoras o entendam; portanto, também enviou profetas juntamente com o Livro, para
ajudar os homens (simples e eruditos) a entenderem as palavras dadas à sua geração; para que possam gozar das bênçãos temporais e
espirituais vinculadas.
O Senhor restaurará Sua Israel nos últimos dias, e o mundo inteiro será passado pelo fogo (pelo fogo purificador do Espírito). Os homens devem
seguir a Cristo para evitar o lago de fogo e enxofre (que é a linguagem figurativa da angústia e remorso de consciência, que arderá como se
fosse um lago de fogo, no peito dos espíritos dos homens que partirem desta vida na condição de condenados pela justiça de Deus).
Isso acontecerá a todos os que tenham sabido da expiação que Cristo fez para livrá-los desse castigo e, mesmo assim, tenham desprezado essa
grandiosa bênção,
para continuar gozando das iniqüidades do mundo.

Quem de nós, depois de lermos essas coisas, poderemos dizer diante de Cristo, ao passarmos o véu desta vida, que não soubemos delas? Se a
nossa disposição é para continuar pecando, melhor teria sido que nunca houvéssemos lido estas palavras...
Mas acontece que já as lemos; portanto, estamos lançados diante da solene e gravíssima situação de ter que escolher entre servir a Deus ou nos
condenarmos ao lago de fogo.

O Livro de Mórmon nos ajuda e dá forças para desmanchar os prazeres iníquos do mundo; para podermos, em contrapartida, desmanchar os
tormentos de consciência, o lago de fogo do mundo dos espíritos que eventualmente nos espera após a morte temporal.
O Livro nos demonstra só haver duas escolhas: Uma é nos arrependermos, a outra é sofrermos os dramas de consciência, por nossas culpas
inocultáveis diante de Deus;
uma é beneficiar-nos do livramento do fogo, pelo sofrimento do fogo que Cristo sofreu por todos os que se arrependem e o seguem; a outra
escolha é sofrermos essas penas por nós mesmos. Deus não nos concedeu uma terceira saída diante da luz que recebermos. Recebendo a luz,
seremos julgados por ela.

O LIVRO DE ÊNOS
A atuação de Ênos foi entre os anos 510 e 421 a.C. Nefi foi o profeta da clareza, Ênos foi o da perseverança e da fé excepcional. As palavras
que havia ouvido de seu pai, Jacó, ressoavam profundamente no seu coração; tendo ele recebido o encargo da guarda das placas, e estando
consciente dos seus pecados, orou ao Senhor durante um dia inteiro.
Até que foi ouvido por Deus, e ouviu na sua mente a resposta às suas orações,
de que sua culpa fôra expurgada.
Então, Ênos perguntou ao Senhor como aquilo se levaria a efeito, e a resposta foi:
"Pela tua fé em Cristo, a quem nunca jamais ouviste ou viste... portanto, vê,
tua fé te salvou", v. 8.
Essa experiência dilatou a alma de Ênos, e ele passou a desejar o bem-estar dos seus irmãos (os nefitas), e obteve a palavra do Senhor que os
visitaria, mas faria suas transgressões caírem com dor sobre suas cabeças.

Temendo a destruição dos nefitas por causa da iniqüidade, Ênos pede ao Senhor que não permita aos lamanitas destruírem os anais. A alma de
Ênos continua a se expandir, agora ele anela também pela salvação dos lamanitas, a despeito da terrível selvageria desse povo nos seus dias.
O Senhor fez um convênio com Ênos, de que faria os anais chegarem aos lamanitas no Seu próprio e devido tempo. Ênos dá testemunho da
luta para manter o povo nefita no temor de Deus, para evitar que se precipitasse rapidamente na destruição.
Ele entrega a guarda das placas a seu filho Jarom.

O livro que acabamos de analisar é tão pequeno, que nem está dividido em capítulos.
É importante esclarecer que os manuscritos originais do Livro de Mórmon, por seguirem fielmente o texto nefita, tiveram sua passagem para o
inglês provinciano de Joseph Smith, de forma muito peculiar: Os escribas que atuaram para o profeta escreveram o Livro inteiro, sem usar
quaisquer pontuações. Os antigos não haviam ainda introduzido esse recurso na sua escrita. Era por essa razão que usavam tantas vezes as
expressões características que encontramos em todo o Livro selado: "E eu", "E aconteceu que",
"E eis que", "E quando", etc.
Essas expressões foram mantidas, mesmo com o posterior acréscimo da pontuação pelo editor, sob a supervisão dos dois primeiros élderes da
Igreja, Joseph Smith e Oliver Cowdery. Elas são um forte testemunho da antigüidade e veracidade do Livro.

Alguns escritores profissionais, desde a época do aparecimento do Livro, têm olhado com menosprezo para o estilo dos textos, e muitas vezes
criticado pejorativamente o próprio inglês registrado. Seguramente será por não conhecerem os fatos acima expostos.

O LIVRO DE JAROM
Este foi outro guardião das placas que escreveu muito pouco, mas é justa sua explicação do fato: "Que mais poderia eu escrever além do que
meus pais escreveram ? Acaso não revelaram o Plano de Salvação ? Digo-vos que sim; e isso me basta", v. 2.
Haviam decorrido duzentos e trinta anos, em guerras, contendas e dissensões por grande parte desse tempo. Jarom passou a guarda das
placas ao seu filho Ômni. Embora os nefitas vivessem a lei de Moisés, foram ensinados a pôr sua esperança no Messias; a crer na Sua vinda
como se já houvesse acontecido.

O LIVRO DE ÔMNI
Ômni escreveu muito pouco. Foi um homem de guerra e se confessou como iníquo,
por não ter guardado os estatutos e mandamentos de Deus como deveria. Decorridos duzentos e oitenta e dois anos da saída de Lehi de
Jerusalém, ele entregou as placas a seu filho Amarom. Este também escreveu muito pouco, mas deu testemunho de que, passados trezentos e
vinte anos da saída de Jerusalém, a parte mais iníqua do povo nefita havia sido destruída. O Senhor visitou-os com grandes julgamentos, mas
preservou os justos entre eles, livrando-os dos seus inimigos.

O próximo a receber as placas foi Quêmis, irmão de Amarom. Da mesma forma que o irmão, Quêmis escreveu seu registro no próprio Livro de
Ômni. Ele faz um registro interessante de considerar: Diz que seu antecessor na guarda das placas, escreveu seu registro no mesmo dia em que
entregou-as a ele. O registro deste último é ainda menor; aliás, diz que levaram os anais porque era um mandamento de seus pais.
Por que não disseram que era um mandamento de Deus, como disseram seus pais,
Nefi, Jacó e Ênos ?

O próximo guardião das placas era filho de Quêmis, foi também um homem de guerra; diz que não sabe de nenhuma revelação (nos seus dias) ,
salvo o que havia sido escrito anteriormente; nem mesmo de profecias ele ouvira.
E só com isso ele concluiu seu registro.

Como vemos, nesse período , a espiritualidade dos nefitas estava muito por baixo.
O último a escrever no Livro de Ômni foi Amaleki, filho de Abinadom. Ele dá um relato interessante sobre um homem chamado Mosíah : À
semelhança do que o Senhor fizera para preservar Lehi, mandando-o e aos que quisessem escutá-lo que fugissem de Jerusalém, o mesmo Ele
fez com Mosíah. Mandou que fugisse da terra de Nefi para o deserto, juntamente com todos os que quisessem escutar a voz do Senhor.

Como Lehi havia sido guiado no deserto pelo o braço de Deus, da mesma forma o foram Mosíah e seu povo para uma terra chamada Zarahemla.
Foram ao encontro de um povo que partira de Jerusalém pouco depois de Lehi; quando Zedequias, rei de Judá,
foi levado cativo para Babilônia.
Grande foi a alegria desse povo de Zarahemla quando soube que Mosíah possuía os anais dos judeus (que estavam nas placas de latão) ; pois
seu idioma se havia corrompido, e negavam a existência do seu Criador; o povo de Mosíah não podia entender o seu idioma.
Mosíah era um grande líder e profeta de Deus e acabou por ser aclamado rei daqueles dois povos que se uniram. Foi nos dias deste rei que
surgiu uma grande pedra, uma espécie de estela contendo gravações. Mosíah interpretou-as pelo dom e poder de Deus.

Estava ali relatada a história de um homem de nome Coriantumr e da matança que sofreu seu povo. Havia também referências sobre os pais
desse homem. Seus descendentes tinham vindo da Grande Torre ( a Torre de Babel).

Ao morrer o rei Mosíah, seu filho Benjamim reinou em seu lugar. Nessa época, Amaleki era o detentor das placas. Como não teve descendência,
e conhecendo a retidão do rei Benjamim diante de Deus, passou a ele a guarda das placas, cujo conteúdo, ao ser compendiado mais tarde pelo
profeta Mórmon, chegaria ao conhecimento da nossa geração por intermédio do profeta Joseph Smith, que as recebeu em 1827.

As últimas palavras registradas, exortam os homens a virem a Deus, a crerem nas profecias e nas revelações, na ministração dos anjos, no dom
de falar em línguas, no dom de interpretação de línguas(idiomas antigos). E acrescentamos: no chamado de profetas.
Estas últimas palavras de Amaleki, demonstram o entendimento que tinha da importância capital do homem crer nessas coisas. Elas são os
instrumentos de poder que Deus usa para levar avante o Seu Plano de Salvação. Amaleki sabia que se os homens perdessem a fé nessas
operações de Deus, Ele teria a execução do Plano retardada; os homens entrariam pela senda da incredulidade e dos pecados sérios. Deus teria
que visitá-los com pesados julgamentos e esperar que eles novamente se lembrassem Dele; para, só então, poder abençoá-los com o dom do
arrependimento, que leva ao perdão.

Como os homens pecam continuamente (em maior ou menor grau), Amaleki sabia que eles devem ser mantidos num "estado contínuo" de
arrependimento; que se pode traduzir em contínua vigilância sobre si mesmos, no oceano de tentações que os envolvem.
Quando os povos deixam de crer naqueles instrumentos das operações de Deus, terminam por impedir que Deus exerça entre eles esses
poderes.
Quando eles só são reconhecidos pelos poucos que não perderam a fé nessas Suas operações, a maioria do povo acaba por escolher o mal em
escala crescente.
É quando Deus, então, tem que retirar para o deserto (para longe da selva concentrada de iniqüidade) os poucos aproveitáveis, para continuarem
prosperando dentro do Plano.

Então, será quando os iníquos serão escravizados ou passados ao fio da espada, soterrados, afogados; ou mergulhados em vapores de
escuridão ou entregues às guerras, à fome, à peste, às secas, inundações; às desorganizações governamentais, corrupção, inflação; ao padecer
sob a sanha de ladrões, salteadores, homicidas, os quais, reinam no seio do povo que (coletivamente falando) rejeita ao Deus verdadeiro. Uns
são ainda mantidos na mortalidade, outros são sumariamente enviados às prisões do mundo dos espíritos, onde serão reeducados para Deus
em dolorosa aflição e expectativa.
Agora que você aprendeu porque Deus exerceu todos esses Seus poderes para fazer chegar às suas mãos, o Livro vindo das placas, que foram
tiradas do pó;
o que vai fazer a respeito ?

Essas placas peregrinaram entre os povos do Ocidente por quase mil anos.
Em essência, eles receberam as mesmas palavras que você está recebendo agora. Tiveram a oportunidade de fazer sua escolha e, coletivamente
falando,
fizeram-na muito mal.
Alguns alcançaram as melhores bênçãos, mas a maioria escolheu o caminho das maldições, e desceu ao lago de fogo. Há um tempo para tudo e
para todas as gerações,
agora chegou o tempo para a nossa. O tempo para fazermos a escolha, darmos a mão
ao nosso Deus ou Lhe virarmos as costas. O poder é nosso para fazermos essa escolha, mas não para mudar as conseqüências que nos advirão
dela.

Esta é a língua dos anjos: Ó pastores ilegais, calai-vos ! Por que desvirtuais os verdadeiros caminhos de Deus negando estas coisas ? Por que
dizeis que elas cessaram com a morte dos apóstolos ? ! Avaliai a desgraça que causais com vossas palavras ! Estais destruindo as almas dos
homens; alienando-os do entendimento das verdadeiras operações de Deus, anulando Suas palavras ! Medí o tamanho de vossa própria
desgraça e saí dela...Enquanto ainda há tempo ! Arrependei-vos, diz o Senhor ! Arrependei-vos! Ou sereis lançados ao inferno por vossas
próprias consciências culpadas, diante do tribunal de Cristo no vosso último dia !
Ó homens simples ! Livrai-vos do ministério do erro ! Não vos deixeis vitimar pelos que são vítimas inconscientes das contaminações do
passado ! Alçai a bandeira da liberdade ! Deixai aos que quiserem recalcitrar no erro, e operar a própria desgraça!
Por que deixá-los operar também a vossa?

O que acontecerá aos que rejeitarem a única saída vitoriosa que Deus lhes oferece ?
A noite tenebrosa que se aproxima, fará suas consciências os acusarem e acender nas suas entranhas o fogo inextinguível do inferno, a não ser
que se arrependam e sirvam a Deus; mas da maneira que Ele quer ser servido e não daquela que cada um escolhe para prestar serviço.
* * *
AS PALAVRAS DE MÓRMON
Mórmon começa este registro, denominado As Palavras de Mórmon, escrevendo sobre o momento final; quando entregou ao seu filho Moroni,
passados muitos séculos da vinda de Cristo, os anais que preparara (aproximadamente em 385 d. C.).
A destruição decretada sobre o povo nefita já era quase completa, e Mórmon diz supor que Moroni presenciaria o fim daquele povo.
Então, ele passa a relatar que fez um compêndio das placas de Nefi até o reinado do rei Benjamim; e que depois disso, fez uma busca entre os
anais que foram postos em suas mãos, quando então, encontrou estas placas. Elas continham breves narrações dos profetas, desde Jacó até
ao reinado de Benjamim, contendo também muitas palavras de Nefi.

Devido às muitas profecias sobre Cristo escritas nessas placas (muitas das quais já se haviam cumprido, e outras que por certo se cumprirão),
Mórmon escolheu-as para concluir o seu próprio relato a respeito delas. Diz que tomará das placas de Nefi para completar o resto do registro
que está fazendo, pois sabe que elas são destinadas a um sábio propósito; declara não saber completamente sobre isso, mas sabe que o Senhor
trabalha por meio dele.
Mórmon passa a concluir seus anais, tomando para eles das placas de Nefi, segundo o entendimento e saber que recebeu de Deus. Ele diz que
estas placas, depois que foram entregues por Amaleki ao rei Benjamim, este colocou-as junto às outras placas contendo os anais que os reis
passaram de geração em geração até ele.
Elas assim continuaram até chegarem às mãos de Mórmon. Ele declara saber que, pelas coisas escritas nas placas, tanto o seu povo quanto os
seus descendentes, serão julgados no último dia.

Nos dias do rei Benjamim apareceram muitos falsos Cristos, mas suas bocas foram fechadas. Houve também falsos profetas, falsos pregadores
e falsos mestres entre o povo; eles trouxeram muitas contendas e deserções para o lado dos lamanitas.
Mas Benjamim era um rei justo e santo. Depois de muito trabalho, ajudado por homens santos do país, conseguiu levar a paz ao seu povo.
-
O LIVRO DE MOSÍAH
O rei Benjamim gozou de paz contínua durante o seu reinado, depois que lutou e venceu os lamanitas, ele próprio empunhando a espada de
Labão (aquela mesma espada que Nefi empunhou para cumprir a ordem do Espírito e acabar com a vida de Labão) .
Benjamim ensinou a seus filhos sobre as profecias e sobre o valor dos anais; sem os quais, seu povo teria perecido em ignorância, sem
conhecer os caminhos de Deus.
Os filhos de Benjamim foram instruídos no idioma de Lehi, para que não perdessem a riqueza das palavras e dos ensinamentos contidos nas
placas, sem os quais, testemunha o profeta e rei, todos teriam perecido, por degenerar na incredulidade.

Agora Benjamim exorta seus filhos a escrutinarem diligentemente as placas, para se beneficiarem delas; aprendendo a guardar os mandamentos
de Deus, para que possam prosperar na terra, de conformidade com as promessas feitas a seus pais.
Ele chama a atenção dos seus filhos. Para o fato deles saberem que as placas de Nefi são verdadeiras, por elas estarem diante dos seus olhos.
Sim, eles sabiam porque podiam constatar pelos olhos que a substância que as constituíam era real, tangível. Mas, se a doutrina que continham
era ou não verdadeira,
eles teriam que descobrir por seus dons espirituais e o Espírito de Deus.

Hoje não vemos as placas, mas temos o livro delas tirado, impresso e nas nossas mãos! Portanto, podemos saber que a substância do Livro é
real. Suas palavras porém, se são verdadeiras ou não, só poderemos saber da mesma maneira que os nefitas.
Isso demonstra que não é a visão das placas o que nos deve interessar, mas sim o testemunho do Espírito de que a doutrina é de Deus.

Um rolo de papiro foi descoberto em 1947 contendo O Livro de Isaías. É ele o original? É apenas uma cópia? - O fato constatado por enquanto é
que o texto está de acordo com o Velho Testamento.
Caso ele seja mesmo o original, de que serviria a humanidade toda formar uma fila para vê-lo e tocá-lo? Mas, quem diz saber que o seu texto é
verdadeiro, por que não se comporta à altura desse conhecimento?
De que servirá a cristandade de toda a humanidade dizer Senhor! Senhor!
E não fazer o que Ele manda?

Capítulos 2 e 5 - Quando o rei Benjamim percebeu que em breve morreria, passou os encargos do reino ao seu filho Mosíah e, numa
proclamação aos povos de Zarahemla e o de Mosíah, agora unidos como um só povo, proclamou-o rei.
Mosíah filho, o novo rei, assumiu o encargo da guarda das placas de latão, das placas de Nefi; bem como da espada de Labão e da esfera que
orientou a colônia de Lehi no deserto.
Benjamim mandara que seu filho reunisse o povo nas cercanias do Templo,
para ouvir sua última proclamação como rei. Os que não poderiam ouvir sua voz, receberiam suas palavras por escrito. (não está registrado, mas
acredito que haveria homens designados para lê-las em voz alta aos ouvintes próximos a cada um deles).

O discurso que o rei fez ao povo nessa ocasião, é uma peça valiosa de justiça e sabedoria no relacionamento humano, cujas observâncias
trariam a paz permanente para qualquer povo que seguisse os seus preceitos.
Mas, também, e principalmente, é uma poderosa pregação das coisas de Deus e da Sua justiça; só possíveis serem ensinadas por um rei-
sacerdote de elevada espiritualidade e retidão, como era Benjamim. Sua fala vai do versículo 9 do capítulo 2 ao versículo 15 do capítulo 5 do
Livro de Mórmon.

Relacionamos aqui alguns dos pontos mais notáveis:


"... ensinei-vos a guardar os mandamentos do Senhor... Quando estais ao serviço de vosso próximo, estais somente ao serviço de vosso Deus...
Sois devedores (de Deus) e o sereis para sempre, assim pois, o que tendes para vos vangloriar ?... Nem eu, a quem chamais rei, sou melhor do
que vós, porque também sou pó...( o versículo 34 do capitulo 2 parece indicar que o povo de Mosiah vivia sob o convênio da consagração,
convênio muito maior em poder temporal e espiritual do que o do dizimo apenas) ...Depois do homem haver sido instruído e ter sabido de todas
essas coisas, ele agir contra elas, rejeitando o Espirito do Senhor, para que não tenha morada nele, preferindo obedecer ao mau espirito... Se tal
homem não se arrepender... E permanecer e morrer inimigo de Deus, as exigências da divina justiça despertarão em sua alma imortal, um vivo
sentimento da própria culpa... A misericórdia não pode reclamar à justiça, um homem que não se arrepende...O Senhor Onipotente descerá dos
céus entre os homens... E se chamará Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Pai do céu e da terra, o Criador de todas as coisas desde o principio..."
Aqui é essencial um esclarecimento: Jesus Cristo é o Pai do céu e da terra, porque é o Criador de todas as coisas desde o princípio (do céu e da
terra). A escritura diz do quê Ele é o Pai, e de Quem Ele é o Filho; especifica o Filho como Criador das coisas relacionadas com o nosso céu e a
nossa terra; que Seu Pai e nosso Pai Celestial, não é o Criador direto dessas coisas: porque tudo o que foi feito nesse assunto, foi feito pelo
Filho e por meio Dele.
Continua o discurso do rei Benjamim: "... Todas as coisas referentes à primeira vinda de Cristo, se fazem para que se efetue um justo julgamento
entre os filhos dos homens...
O sangue de Cristo expia pelos pecados dos que caíram pela transgressão de Adão e dos que morreram sem conhecer a vontade de Deus em
relação a eles ou pelos que pecaram por ignorância... Ai dos que pecam conscientemente... Como o povo era orgulhoso, Deus deu-lhes a lei de
Moisés... As criancinhas, (antes da idade da compreensão, oito anos de idade) portanto, que possam pecar por ignorância, terão seus pecados
expiados (cancelados) pela expiação de Cristo... Virá o dia em que o conhecimento de Deus será universal... Se as obras dos homens forem más,
eles serão levados a contemplar o horrendo espetáculo de suas próprias culpas... Se não vigiardes a vós mesmos e aos vossos pensamentos,
palavras e obras, e se não observardes os mandamentos de Deus, e ... não perseverardes com fé naquilo que ouvistes concernente à vinda de
nosso Senhor, até ao fim de vossas vidas, devereis perecer.
Agora Ó homem ! Lembrai-vos disso e não pereçais ! ... Quem não tomar sobre si o nome de Cristo, terá que ser chamado por algum outro nome;
portanto, será colocado à esquerda de Deus... Como conhece o homem ao Senhor a quem não serviu, que é um estranho para ele, e se encontra
longe de seus pensamentos e intenções
do seu coração ? "

O rei Benjamim morreu aproximadamente 479 anos depois que Lehi deixou Jerusalém. Mosiah, o filho, começou seu reinado no ano 124 a.C.
aproximadamente.
Ao pressentir a aproximação da morte, o rei Benjamim, com sua visão de profeta e conhecedor da natureza humana, da justiça de Deus e do
espírito do diabo; com seu senso do dever final para com Deus nesta vida, e para com seu povo. Para que pudesse partir com consciência limpa
e o sentimento gratificante de ter feito tudo ao seu alcance para o bem das gerações que viriam ao dia desta vida; por tudo isso é que mandou
reunir o povo, para fortalecer suas mentes, coração e espírito.
Sua preocupação principal era que o povo se conservasse unido. Naquela união de corpo, mente, coração e espírito, capazes de manter uma paz
duradoura. Esse poder só poderia provir do conhecimento verdadeiro de Deus e da disposição firme de guardar os mandamentos.
Sua segunda preocupação, era não deixar acontecer que indivíduos ou grupos dentro do povo se deixassem levar pelo orgulho, vaidade,
jactância, egoísmo. Contra esses males, ele mostrou a nulidade dessas pretensões humanas diante de Deus
e de Sua obra grandiosa.
Em terceiro lugar, Benjamim advertiu o povo sobre as desgraças que surgiriam se essas coisas entrassem no coração das pessoas. As
contendas surgiriam e acabariam por destruir a unidade de propósitos entre eles e Deus, pelos convênios firmados.
O rei Benjamim sabia haver tirado seu povo dessa situação para obter a unidade e a paz; eliminado as contendas pela pregação da palavra,
ensinada ao povo com grande esforço e eficiência. Portanto, o caminho de volta às contendas e à desorganização estaria sempre às portas;
convidando indivíduos e grupos a provocar a saída da ordem e segurança alcançadas, pela firmeza no verdadeiro Deus, naquela união com Ele
que só o conhecimento da verdade pode obter.

O rei reconhecia que suas realizações entre aquele povo, só foram possíveis porque a doutrina de Cristo, constante das placas, transmitidas de
geração em geração, contendo profecias antigas e menos antigas, umas já cumpridas e outras ainda por acontecer; repetimos, sabia que só
foram possíveis suas realizações de governo, por ter podido ensinar com poder a verdade de Deus ao povo.
O povo só chegara à união, pela fé que as escrituras lhe fizera desenvolver. Sem elas, nenhum povo conseguiria a união obtida por Benjamim
Não poderiam sair das contendas intermináveis que as paixões humanas fabricam, pelo desconhecimento de Deus, do Seu Plano e dos Seus
Convênios com os homens.
Benjamim sabia que o povo de Deus na antigüidade era caracterizado por uma feição peculiar, por ser conveniado com Deus; portanto, ele
batalhou para que seu povo (moderno nos seus dias) também o fosse.
Talvez, os que hoje julguem-se modernos, achem que não é bem assim; que deve haver outras maneiras de resolver os problemas de um povo.
Mas para os tais, o Senhor manda Seus recado pelo Livro de Mórmon:
Não ! Não há outra solução diferente daquela buscada por Benjamim, por Enoque da era patriarcal por Joseph Smith na era atual. Pois todos
foram guiados pelo Espírito Santo e lutaram pela solução de Jesus Cristo.

Benjamim sabia que a início da desgraça de um povo ou de qualquer indivíduo sob convênio, seria a quebra dos mandamentos; o que leva à
perda das bênçãos conseguidas e, eventualmente, até mesmo ao recebimento de maldições. Elas poderão chegar ao decreto divino de extinção
do povo (e quantas vezes isso já aconteceu na história dos povos!).
Por isso, é que o discurso foi tão longo, pois todas as facetas do drama humano que levam à desagregação física e espiritual de um povo, foram
consideradas.
A envergadura de Benjamim demonstra que o melhor governo sobre os espíritos humanos é a teocracia. Mas só quando o rei é um sacerdote
justo e santo como era o rei Benjamim. É por isso que Jesus é um rei. Ele reinará sob a teocracia no Milênio próximo.

Em contrapartida, o pior governo que pode existir é a "teocracia" sob o espírito do demônio, porque a corrupção do ótimo torna-se em péssimo.
A desgraça que Benjamim conseguiu evitar que se abatesse sobre o povo, nos seus dias, acabou por cair sobre seus descendentes, exatamente
pelo já exposto.

É sob essa desgraça, que vive hoje a população da terra. Exatamente porque o desconhecimento do Deus verdadeiro, temido por aquele grande
rei-sacerdote, domina hoje a mente de todos: Reis, presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, desembargadores,
magistrados, juizes, sapientíssimos, excelências, eminências, santíssimos, acadêmicos imortais, marechais, generais, almirantes, etc
Enfìm, o povo inteiro está alienado do Deus verdadeiro, e nada sabe sabre os Seus imutável convênios.
A prova disso é o terrível caos que reina no mundo ! Piora dia a dia, por quê ?
Poderíamos deixar que o leitor respondesse a esta pergunta, mas nós mesmos vamos fazê-lo: É porque os poderosos do mando (coletivamente
falando) não o são segundo o Espírito de Deus, que estava no rei Benjamim; são poderosos sim, mas segundo o simples espírito humano, e
muitas vezes segundo o espírito do Adversário de Cristo. São desses mesmos de quem Deus diz; "Serão julgados com extremo rigor".
Porque eles não querem tomar conhecimento das placas, do Livro selado, do Livro dos profetas de Israel no Ocidente, do Livro de Jesus Cristo
para o mundo dos últimos dias, do Livro de Mórmon !
Assim falam os anjos:
Ó Deus ! Reúne teu povo ! Acordai do vosso sono Ó poderosos da terra !
E vós também, Ó homens simples !
Despertai para a insignifìcância dos vossos pensamentos ! Uni-vos à mente de Cristo !
Buscai o dom do Seu Espírito ! A noite tenebrosa, na qual nada mais podereis fazer, aproxima-se célere !
Saí da Babilônia mundial !
Ó vós que desejais ser o povo de Deus !
-
Vós dizeis: "Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor !
Onde está ela ? Apontai-ma ! Não sabeis que Deus decretou o fim de todas as nações ?
Daria Ele fim à Sua própria nação ? Não sabeis que Deus formará Sua nação nos últimos dias ?
Não sabeis que o Senhor retirará Seu povo para fora da babilônia das nações ?
Ó Deus ! Reúne teu povo !
Onde estarão vossos territórios nacionais; onde estarão vossas fronteiras, litorais, montanhas e vales; onde estarão vossas pretensões políticas
e litígios internacionais ?
Onde estará tudo isso, quando o Senhor causar um grande estrondo, a terra oscilar como um bêbado, o leito do grande oceano subir e empurrar
as águas para o Norte; quando Ele unir as terras como antigamente, abater as montanhas e encher os vales; quando Ele mudar toda a face da
terra e a posição das estrelas no céu ?
Onde estarão os feitos dessas nações; o culto dos seus heróis; onde estará a altivez nos olhos dos orgulhosos da terra, e o orgulho das suas
nações ? Onde estará tudo aquilo que foi, mas não é mais ?
Naquele dia, só haverá um herói - O Poderoso de Israel, cujo ato heróico e autêntico foi entregar-Se à expiação pelo resgate de todos ! Naquele
dia só Deus será exaltado!
Então, e só então, poderão dizer os poucos que restarem:
"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor !"

O Livro de Mórmon veio para restaurar à vida, a consciência nacional de Israel, a nação de Deus, cuja pátria nacional será gradualmente
estabelecida no Milênio da Paz.
Será estabelecida até encher toda a terra com o conhecimento do Deus de Israel; numa terra recriada e reorganizada para eliminar as atuais
fronteiras e divisões de toda espécie. Então, de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor.

Capitulo 7 - Passamos pelo capítulo 6, e vamos diretamente ao versículo 24 deste capítulo 7. Encontramos aí a admissão de um rei de nome
Limhi, de que a desgraça sob a qual vivia seu povo, tinha sido proveniente da iniqüidade.
Ao ponto de terem matado um profeta, por ter declarado que Cristo era Deus, o Pai de todas as coisas, e que tomaria sobre si a imagem do
homem... , v. 26-27.
E disse Limhi ao povo:
"O Senhor disse: Não socorrerei o meu povo nos dias de sua transgressão; em vez disso, obstruirei os seus caminhos para que não
prosperem... Se meu povo semear imundície, recolherá seus despojos no tufão, e disso resultará veneno", v. 29-30.

Capitulo 8 - O que há de interessante neste capítulo, é o relato do rei Limhi sobre uma expedição de quarenta e três homens que enviou em
busca da terra de Zarahemla. A expedição vagou desorientada, mas terminou por encontrar uma grande região cheia de ruínas e ossos de
homens e de animais. Havia sido habitada por um povo tão numeroso quanto as hostes de Israel. Para provar a verdade do que diziam,
trouxeram vinte e quatro placas de ouro cobertas de gravações; couraças de vários tamanhos, feitas de cobre e latão.
Ninguém podia entender o idioma das gravações (mais tarde veremos como elas foram trazidas à luz).
O rei Mosíah, de Zarahemla, era o único homem entre todos que recebera naquela época o dom de Deus para interpretar os anais encontrados.
Ele possuía um dispositivo apropriado para à interpretação de idiomas estranhos, conhecido como intérpretes, os quais, a ninguém além de
Mosiah, era permitido usar; para evitar que procurasse coisas que não deveria saber, e assim perecesse.
Quem obtém permissão de Deus para olhar através desses intérpretes, é chamado um vidente (de Israel).
Agora uma curiosidade: Nostradamus era um vidente, mas não de Israel. Ele não possuía esses intérpretes, mas olhava também através de um
meio transparente diverso, para então fazer seus vaticínios.

Capítulos 9 a 22 - Estes capítulos contêm uma história sobre placas, os anais de Zeniff, analisaremos apenas os pontos mais importantes: Eles
contam a história do povo de Zeniff, da época em que saiu do país de Zarahemla na tentativa de tomar posse das terras que foram a primeira
herança de seus pais e a vida do povo sob o jugo dos lamanitas, até sua posterior libertação.
O capítulo 10, mostra como um povo inteiro pode ser dominado mentalmente por uma mentira tradicional; tornar-se instrumento dos que
distorcem a verdade; distorções fabricadas por ancestrais corrompidos e corruptores, cujas motivações nunca estiveram unidas com as de
Deus. Quando as multidões nascem nesse ambiente de mentiras secularmente fabricadas, acabam construindo suas metas espirituais sobre
esses fundamentos falsos. Julgando que agradam a Deus, acabam -lhe combatê-lo inconscientemente, atribuindo a Deus o que não vem Dele, e
rejeitando Suas revelações, porque não combinam com as falsidades que herdaram de seus pais.
Isso se torna uma tragédia espiritual incomensurável, pois as pessoas vitimadas por essa desgraça, tornam-se inabordáveis à pregação da
verdade. Quem rejeita os enviados de Deus, mas diz que trabalha para Ele, em sã verdade, trabalha para quem ?

Quem não conhecer corretamente o Plano de Deus, poderá ser engabelado, envolvido em maior ou menor grau, pelo ministério oculto do
adversário de Deus, na operação dos seus muitos planos malignos.
Para levar avante o Seu Plano, muitas vezes Deus tem que empregar exércitos, marinha, aviação, além de profetas; é por isso que Ele é o Senhor
dos Exércitos dos céus e da terra. O demônio também usa exércitos, marinha e aviação, ele também tem profetas e mestres para executar seus
planos.

É por isso que as guerras na terra são incessantes, pois demônio não pára de lutar contra o Plano de Deus, usando seu instrumentos na carne
e no mundo dos espíritos.
Em circunstâncias especiais, Deus favorece um lado e desampara o outro, em outras deixa que se destruam mutuamente, e ainda em outros
casos Ele usa os iníquos contra Seu povo, para açoitá-lo e levá-lo a arrependimento.
"E fomos guerrear com a força do Senhor. Os lamanitas porém nada sabiam sobre a força do Senhor... dependiam de sua própria força..., 10: 10-
11".
Os textos sobre guerras no Livro de Mórmon estão repletos desses exemplos.

Quem já viveu neste nosso mundo moderno, mesmo que apenas alguma décadas, poderia escrever "nas suas próprias placas", a história das
guerras incessantes; sendo que em algumas delas, o favorecimento de Deus mostrou-se inegável !
É por isso que há tantos relatos de guerras nas placas que nos foram reveladas.
Haveria muito mais, se as placas maiores de Nefi e o registros dos reis chegassem a nós. Mas os propósitos de Deus em demonstrar Sua ação,
sobrepujando os atos de indivíduos e nações, ao longo da saga desta humanidade, são plenamente alcançados nos relatos que nos entregou.
Mesmo sendo reduzidos, são o suficiente para exercermos reflexão e nos convencermos que Ele é sempre o mesmo, ontem, hoje e para
sempre; que Seu adversário é também o mesmo; e que as humanidades que são enviadas ao dia desta vida, também comportam-se de maneira
semelhante - Alguns aprendem sabedoria e crescem no conhecimento da verdade, enquanto outros não se levantam do pó.

Capítulos 11 a 17 - Zeniff envelheceu e conferiu o reino ao seu filho Noé, o qual entrou pelo caminho da iniqüidade. O Senhor enviou ao povo o
profeta Abinadi para pregar o arrependimento, ou seriam todos levados em cativeiro Abinadi começou a ser caçado pelo rei e pelo povo; para
ser preso, julgado e morto por causa da palavra anunciada.

Depois de advertir o povo pela voz de Abinadi, de todas as maldições que lançaria sobre eles, caso não se arrependessem de suas iniqüidades e
abominações, o Senhor disse:
"Eu os varrerei completamente da face da terra., mas deixarão um registro, o qual, preservarei para outras nações que virão a possuir o país...".
Abinadi acabou por ser aprisionado e levado diante dos sacerdotes do rei para ser interrogado. Ele então, movido pelo Espírito confundiu a
todos; pôs às claras todas as abominações cometidas pelo rei e seu povo; e passou a interrogar os sacerdotes, demonstrando que nada
compreendiam das escrituras. O rei, grandemente zangado, mandou retirar o profeta de sua presença e matá-lo para calar sua fala.
Mas, o poder de Deus guardava Abinadi e nenhuma força do mundo poderia impedir que ele declarasse toda a palavra que Deus o mandara
anunciar. Ele prosseguiu discorrendo sobre os dez mandamentos; explicou àqueles judeus dispersos, que a salvação
não vem pela lei de Moisés, e que o próprio Deus efetuaria a Expiação e redimiria Seu povo; expôs a finalidade da lei de Moisés; citou Isaías,
quando fala da humilhação e
o sofrimento a que o Messias se exporia, e que Ele faria de sua alma oferenda pelo pecado (Isaias, capítulo 53).
Abinadi explicou porque Cristo é o Pai, como também o Filho; que Ele levaria a efeito a ressurreição; que as criancinhas têm a vida eterna (são
salvas pela Expiação de Cristo); ensinou que os de natureza carnal permanecem como se não houvesse redenção; que Cristo tornou possível a
ressurreição, para à vida eterna ou para a condenação sem fim.

A condenação sem fim é a condição que um espírito causará a si mesmo de jamais vir a experimentar a vida que Deus vive, a vida eterna. É o ter
que viver um outro tipo de vida, aquém da plenitude da alegria e das realizações que viverão aqueles que não se autocondenarem a essa
limitação. A nenhum espírito é ensinado que não escolha a vida eterna, pelo contrário, é mandado que escolha o bem, para poder Viver a mesma
vida que Deus vive, ele e a sua descendência.

O discurso de Abinadi àquele povo iníquo, orgulhoso, cego e idólatra, tinha que ser feito com toda a clareza (e aquele mesmo texto, aquela
mesma fala, tinha que ser entregue a nós, nos últimos dias) pois o Senhor não salvará nem condenará as pessoas, enquanto ignorarem o Seu
Plano, e não tiverem a oportunidade plena de conhecer e escolher se aceitarão ou não os Termos do Seu Convênio.

De todos os sacerdotes do rei Noé, apenas um creu nas palavras de Abinadi, seu nome era Alma. Tendo entregado a mensagem que Deus lhe
encarregara de proclamar, Abinadi sofreu a morte pelo fogo. Mas, antes de sucumbir, profetizou que
assim morreriam seus matadores.

A quem nos associaremos, a Abinadi, para morrermos sob o fogo deste mundo - para morrermos para o mundo? Ou nos associaremos aos
sacerdotes do rei Noé, para vivermos segundo o mundo e acabarmos por morrer para Deus sob o fogo do inferno ?

Capítulo 18 - Alma passa a ensinar secretamente a todos os que o quisessem ouvir ensinar as palavras dos ensinamentos de Abinadi. Ele
compreendera que o batismo na água era a primeira ordenança essencial à salvação, mas que lhe faltava autoridade para batizar.
Por isso, ao entrar na água com o primeiro dos seus seguidores, de nome Helam, não assumiu a si mesmo aquele poder e autoridade (a honra
do sacerdócio de Deus), e sim, invocou ao Senhor, para que derramasse Seu Espírito sobre ele, para que pudesse realizar aquela obra com
santidade e em retidão, observando a justiça do reino de Deus, v,12-16.

É notável a grande preocupação dos servos de Deus nos registros das placas, em não fazer as coisas fora do Plano de Justiça. Eles sabiam
profundamente, que se não agissem em retidão, estariam contra o princípio da ordem, em que todas as coisas referentes a Deus devem ser
feitas. (Hoje o homem perdeu inteiramente a avaliação dessas coisas).

Então, ao fazer esse pedido ao Senhor, depois que ele (Alma) e Helam haviam entrado na água, o Espírito veio sobre Alma e disse:
(Observe- se bem, foi o Espírito Quem disse aquelas palavras, porque ele, Alma, pelo menos até aquele momento, não sabia o que fazer nem o
que dizer para realizar a ordenança em retidão)
"Helam, tendo autoridade do Deus Todo-Poderoso, eu te batizo, como testemunho de que haveis feito convênio de servi-lo até a morte, segundo
o corpo mortal; que o Espirito do Senhor se derrame sobre ti e te conceda a vida eterna, pela redenção de Cristo, a quem Ele preparou desde a
fundação do mundo" , v. 13.
Alma e Helam, então, sepultaram-se na água, levantaram-se e saíram dela regozijando-se, cheios do Espírito Santo, v. 14. Pronto ! A partir dai,
Alma poderia batizar a outros em justiça, retidão e verdade. Eles agora sabiam os termos do convênio que estavam assumindo com o Senhor.
Por que Alma não poderia fazê-lo antes, uma vez que já ouvira a doutrina
pelo profeta Abinadi ?
(ou mesmo que já conhecesse todas as palavras e procedimentos do ato batismal ?).
- É porque o simples conhecimento de qualquer ordenança ou doutrina, não é o que produz autoridade para realizar ou pregar em nome de
Deus. As escrituras, em pergaminhos, placas, livros, etc.; quer antigos quer modernos, são meros objetos; não podem ser investidos de
autoridade do sacerdócio de Deus por imposição das mãos, como manda a justiça do reino fazer sobre o homem.
Esses objetos não têm mãos para transmitir legalmente essa autoridade e poder aos homens chamados ao ministério. A ordem com que as
coisas de Deus têm que ser feitas, exige que a cadeia de procedimentos seja observada na mesma ordem original:
As mãos do sacerdócio celestial ordenam os homens na terra, e as mãos do sacerdócio delegado à terra, ordenam outros homens; numa cadeia
perfeita de retidão, verdade e justiça. Tudo o que estiver fora disso é usurpação, injustiça, falsidade, mentira e blasfêmia.
Quem pretender assumir essa autoridade do sacerdócio de qualquer outra forma, verá no último dia que foi um indigno operário, sua
consciência o lançará no fogo do inferno.
Assim, Amoramon imita a fala dos anjos :

Ó vós pastores ilegais ! Arrependei-vos, livrai-vos do Mentiroso! Ninguém toma para si essa honra (o sacerdócio) a não ser que seja chamado
por Deus, como foi Aarão! Ó vós que julgais ter sido batizados com autoridade de Deus, mas não fostes !
Quão grande será vossa dor quando descobrirdes que fostes enganados !
Revertei, enquanto ainda é o dia ! Sabei que não tendes promessa nenhuma, pois não conhecíeis onde estava o sacerdócio de Deus, nem os
termos corretos do convênio batismal! Sem eles, que convênio fizestes ? Quereis ouvir do Senhor: Nunca vos conheci ? Reconhecei vosso erro
agora Ó homens ! Retrocedei agora ! Atendei ao convite de Cristo para serdes o Seu povo !
Alma designou um dia na semana para que o povo se reunisse para ensinar e aprender, e para adorar a Deus, v.25. Os sacerdotes não deveriam
depender do povo para seu sustento. Pelo trabalho que fizessem na Igreja, receberiam a graça de Deus, para aumentar sua força no Espírito (a
fé); obtendo maior conhecimento de Deus, podendo assim, ensinar com poder e autoridade, v. 26.

Capítulo 19 : - O rei Noé morre pelo fogo, como profetizou Abinadi. Seu filho Limhi reina como um monarca tributário dos lamanitas ( já falamos
sobre ele no capítulo 7).
Capítulo 23: - Passamos os capítulos de 20 a 22 sem comentar, por não serem significativos para o nosso propósito nesta análise dinâmica.

Alma era grandemente amado pelo povo, e este queria que fosse o seu rei, mas ele recusou-se com estas palavras:
"Assim diz o Senhor: Não estimareis uma carne mais do que a outra, nem um homem se considerará melhor do que outro; portanto, vos digo
que não convém que tenhais rei.
Contudo, se fosse possível que sempre tivésseis homens justos por reis, bom seria para vós que tivésseis rei", v. 7-8.
"Nem confieis em ninguém para que seja vosso mestre, nem vosso ministro, a menos que seja um homem de Deus, que ande em Suas vias e
guarde os Seus mandamentos", v. 14.
As palavras de Alma neste versículo são de suma importância para cada pessoa,
em qualquer época do mundo.
A palavra do Livro de Mórmon nos ensina a como identificar os homens de Deus;
os que andam em Suas vias, porque conhecem os Seus mandamentos e os guardam.

Alma fora constituído no sacerdócio por Deus, era o sumo-sacerdote presidente da Igreja. Ninguém podia pregar ou ensinar, a menos que
recebesse autoridade de Deus por intermédio de Alma. Era ele quem consagrava todos os mestres e os sacerdotes, v. 17.
( sendo Deus o mesmo, assim tem que ser no dia de hoje).

Capítulo 26 : - Vendo-se obrigado a julgar as iniqüidades do povo da Igreja, Alma perturbou-se em espírito; temendo fazer algo de mal à vista de
Deus.
Tendo derramado sua alma diante do Senhor, para saber como agir, a voz de Deus veio a ele e deu todas as instruções necessárias para que ele
administrasse a Igreja com justiça no que concernia aos iníquos especialmente.

No versículo 22, o Senhor diz algo de tremenda significação. Ali, Ele derruba uma série de erros doutrinários, que contribuem para obliterar as
mentes e impedi-las de conhecer a verdade e, em conseqüência, de conhecerem a justiça de Deus:

"Esta é a minha lgreja: (ou: Assim é a minha Igreja) Quem quer


que seja (nela) batizado, será batizado para o arrependimento...".
Disso decorre imediatamente, que não há nenhuma outra razão doutrinária para batizar um homem ou uma mulher (e, sobretudo, uma criancinha
que ainda não tenha chegado à idade do entendimento do que seja bem e mal) repetimos, não há outra qualquer razão justa, que não seja o
arrependimento dos seus pecados, tendo fé em Jesus Cristo.
"Portanto, te digo, ao que não queira escutar a minha voz, não o admitirás na minha Igreja, porque a este não receberei no último dia", v. 28.
"E acontecerá que quando soar a segunda trombeta sairão os que nunca me conheceram, e comparecerão diante de mim...", v. 25. "E então lhes
confessarei que nunca os conheci; e irão ao fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos", v. 27.
Jesus Cristo restaurou a Sua Igreja, agora nos últimos dias ! Já se passaram 167 anos, (1997) desde que começou a enviar seus missionários
gradualmente por todo o mundo livre; levando a mensagem de advertência, e o convite para que todos se arrependam e se reunam à Sua Igreja,
para edificar o Seu reino na terra.
Mas a humanidade em peso, com pouquíssimas exceções tem declarado aos missionários que levam para eles a última advertência de Deus:
- "Ora, já temos nossa igreja, nossa fé, nosso batismo, nossos pastores, nossa Bíblia, nossas capelas, sinagogas, templos e catedrais; já temos
nossos mestres espirituais, nossos santos, nossas santas, nossos terreiros, orixás, babalaôs e Iemanjá !"
-
No julgamento, poderão eles dizer que conheceram a Cristo?
Poderá Ele por acaso dizer que os reconheceu na terra, que eles O serviram em verdade e justiça ?
Se eles não reconhecerem o trabalho que Cristo faz por eles nos seus dias, como esperar que Ele reconheça os seus trabalhos como justos e
verdadeiros ?
Se não fìzerem o trabalho que Cristo os convida a fazer, como esperar que Ele aceite o trabalho que fizeram sem terem sido designados ? Se não
trabalharam para Cristo, para quem o fizeram ?
Assim diz o Senhor: "Se não tendes a mim, nada tendes! Se não fazeis o que Eu digo, não tendes promessa nenhuma ! ".

Quando o versículo 27 diz que irão ao fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos, significa que irão passar pelo fogo; e não que lá ficarão
para toda a eternidade.
Porque esse fogo eterno não foi preparado para que eles nele façam sua residência permanente; os residentes permanentes são o diabo e seus
anjos.
Quando dizemos que vamos aos Estados Unidos da América, estamos dizendo:
"Não vamos para ficar"; pois sabemos que aquele país foi organizado para os seus cidadãos.
Agora, se assumirmos a cidadania daquele país e vamos lá residir permanentemente, diremos então que vamos para os Estados Unidos.
Assim, os filhos da perdição, serão os únicos que assumirão a cidadania do inferno,
para lá irão de mudança por toda a eternidade; os demais que irão ao fogo, só o farão em passagem de purificação. Embora ela possa ser longa,
muito longa mesmo !

O estado espiritual de lamentos e de terrível remorço de consciência, o sentimento de perda irreparável que se desenvolverá no peito dos que se
virem obrigados a reconhecer toda a sua culpa, não remida pela Expiação de Cristo, é o estado que Deus figura como se fosse um lago de fogo e
de enxofre, cuja chama ascende para sempre.
O inferno, é portanto, um estado de autopunição; quando o espírito tem que se defrontar com a verdade e não está em paz com ela; quando tem
que reconhecer sua falha em não ter usado das oportunidades justas que Deus lhe ofereceu, até chegar àquela condição terrivelmente difícil de
suportar - a de nada mais haver que possa fazer, poois o tempo que lhe foi dado para se arrepender já terá passado.

Assim, não é Deus Quem nos lança no fogo, somos nós mesmos ! O Senhor fez todo o possível para que não entremos naquele estado. Os que
forem ao inferno, compraram sua passagem e embarcaram para lá contra a vontade de Deus !
O Plano de justiça não permite que Ele impeça de irem ao fogo aqueles que não querem usar os meios de escape. Como também não permite
que deixem de entrar no Seu descanso, todos aqueles que cumprem toda a justiça.

O Livro de Mórmon nos foi enviado, entre todas as razões que já mostramos e mais outras que continuaremos a mostrar. Também para ensinar o
meio pelo qual poderemos evitar essa crise infernal de consciência.
Se permitirmos que a crise se inicie a mostrar enquanto ainda estamos sendo provados (ainda na dia desta vida),[
e manifestamos desejo de nos reconciliarmos com Deus,
Ele nos concederá o dom do arrependimento e, automaticamente, seremos aliviados
- ao recebermos o batismo da água, seguido do batismo de fogo e do Espírito Santo;
o que imediatamente ampliará nossa mente e nos encherá de fé e esperança na vida eterna.
Mas, se deixarmos que esse estado de crise fique para depois, diante de Deus nossa consciência nos condenará; pois não poderemos burlar
essa verdade interior, ao proclamar a nossa injustiça. Então não será como alguns pensam poder fazer aqui.
Veremos mais sobre isso no decorrer desta análise que fazemos do Livro que veio do pó.
Quem rejeitar o Livro de Mórmon, irá ao fogo por vontade própria, essa é a advertência de Deus !

Deste ponto, vamos voltar um pouco atrás, aos versículos de 25 a 27 do capítulo 27 do Livro de Mosíah - Disse o Senhor a Alma:

"Não te maravilhes de que todo o gênero humano, sim, homens e mulheres, toda a nação, tribo , língua e povo, deva nascer outra vez; sim,
nascer de Deus, ser mudado do seu estado carnal e decaído, para um estado de retidão, sendo redimidos por Deus, convertendo- se em seus
filhos e filhas; e assim possam a ser novas criaturas; e, a menos que façam isso, de modo nenhum podem herdar o reino de Deus".
Não há palavra mais clara ! Todos devem nascer de novo ou Deus não os reconhecerá como Seus filhos espirituais na carne da ressurreição,
gerados para o Pai Eterno pela expiação operada por Cristo. Quem não conquistar essa nova a condição promovida de filho de Deus, não terá
nascido de novo para herdar a vida eterna.

Capítulo 27 - Mosíah tem sérios problemas com seus quatro filhos. Eles e um filho de Alma, do mesmo nome, eram de uma nova geração; não
tinham ouvido as palavras do rei Benjamim e não acreditavam nas tradições dos seus pais. A incredulidade obliterou-lhes o entendimento.
Assim, fecharam o coração para o Espírito de Deus e se tomaram inimigos da Igreja. Eles contribuíam para que o número de incrédulos
crescesse ainda mais, e a perseguição aos membros da Igreja tomava-se cada vez mais séria.

Pelo poder monárquico que tinha, Mosíah, também pelo poder espiritual como portador do sacerdócio de Deus, expediu um decreto cheio de
sabedoria política e espiritual, v. 2 a 5. Novamente o país gozou de paz, mas Alma, o filho, e os quatro filhos rebeldes de Mosíah, continuaram a
causar grandes transtornos; impedindo que à Igreja
prosperasse, desencaminhando muitas pessoas, e permitindo que o inimigo de Deus exercesse seu poder sobre eles e por meio deles. O líder
desses malfeitores era o jovem Alma.
Deus ouviu as orações dos justos e de Alma, o pai, e enviou um anjo para chamá-los à ordem. A experiência dos cinco jovens é relatada dos
versículos 11 ao 33.

Capitulo 28 : - Valendo-se da pedra de vidente, Mosiah traduz a escrita das placas de um povo conhecido como jaredita. Essas pedras estavam
dispostas nos dois aros
de um arco; o objeto fora preparado desde o princípio(desde Adão) e foi sendo transmitido de geração a geração, com a finalidade de que os
profetas o usassem para traduzir idiomas antigos e indecifráveis pelas novas gerações. Esses objetos foram preservados pelo poder de Deus,
para que Ele pudesse transmitir à toda criatura que viesse à terra, as iniqüidades e abominações cometidas pelos povos que os antecederam, e
as conseqüências que os levaram sofrer os julgamentos de Deus, e até mesmo à completa destruição de suas nações.
Os anais jareditas, contavam a história de um povo exterminado pelos julgamentos de Deus; desde a época em que foram destruídos, até a
época da grande torre (Babel), quando o Senhor confundiu a língua do povo e os dispersou por toda a superfície
da terra; e ainda, desde essa época, remontando até à da criação de Adão.
Mosíah tomou das placas de latão e de todas as demais coisas que tinha sob sua guarda e entregou à Alma, o filho. Este, depois de arrepender-
se dos pecados, transformou-se num grande profeta de Deus.

Capítulo 29 : - O rei Mosíah dirige ao povo um valioso libelo por escrito. Algo que demonstra as razões do sucesso e do fracasso dos governos
humanos. Ou o homem governa com o Espírito de Deus ou jamais alcançará paz e segurança para todos.
Os israelitas do passado, eram inicialmente governados por juizes inspirados por Deus, mas quiseram ser como os outros povos que os
rodeavam, rejeitando o governo que Deus exercia sobre eles. Preferiram ser governados por reis.

Mosíah consultou o povo para saber quem escolheriam para ser o rei em seu lugar :
"Teu filho Aarão seja nosso rei e governante", disse o povo. Mas aconteceu que nenhum dos cinco filhos de Mosíah quis ser o rei. Então, ele
dirigiu-se novamente ao povo e apresentou uma proposta de constituição, que supera a todas as constituições existentes no mundo. (O texto
integral pode ser lido dos v.5 ao 32 deste capítulo do Livro de Mosíah, no Livro de Mórmon). Citaremos apenas os seus pontos principais:

"Nomeemos juizes, para que julguem o povo segundo nossas leis, homens sábios segundo os mandamentos de Deus... os juízos de Deus são
sempre justos, mas os dos homens nem sempre são... (mesmo considerando que sejam homens sábios e tementes a Deus, não serão
absolutamente infaliveis nos seus julgamentos)... Como nem todos os homens são justos, não convém que tenhais reis para governar-vos...
escolhei juizes, por meio da voz deste povo, para serdes julgados por leis corretas, dadas pela mão do Senhor... Não é comum que a voz do povo
deseje algo que seja injusto (a regra geral é que os governantes cometam injustiças com a parte maior do povo, para proteger os interesses de
minorias privilegiadas injustamente, por isso, a voz do povo sempre deseja o que seria mais justo para a maioria) mas é comum que a minoria do
povo deseje o que é injusto... Tereis por lei que vossos assuntos serão tratados pela voz do povo. E se acontecer que a voz do povo escolha a
iniqüidade, então é quando os juízos de Deus descerão sobre vós... Mas se tendes juizes que não julgam segundo a lei que lhes foi dada, podeis
fazer que sejam julgados por um juiz superior... e se vossos juizes superiores não ditarem juízos justos, fareis que um pequeno número de
vossos juizes menores se reunam, e eles julgarão aos vossos juizes superiores, segundo a vontade do povo ... Assim, se este povo cometer
pecados e iniqüidades, eles recairão sobre suas próprias cabeças... As iniqüidades dos reis têm causado os pecados de muita gente; portanto,
as iniqüidades do povo, caem sobre a cabeça dos seus reis. (ou governantes, dá no mesmo).

Alma foi nomeado o primeiro juiz superior, ele era também sumo-sacerdote, tendo sido ordenado por seu pai, que o encarregou de todos os
assuntos da Igreja. O governo dos juizes entre os nefitas começou no ano 91 a. C. Alma morreu com a idade de oitenta e dois anos e Mosíah com
sessenta e três, quando era o ano quinhentos e nove desde que Lehi deixara Jerusalém. O reinado dos reis sobre o povo de Nefi termina aí.
-
POSFÁCIO
Sabemos que Deus não faz acepção de pessoas. Ele ama a todos os homens porque age sempre com o fito de educá-los para uma vida mais
feliz, tanto na mortalidade quanto, e principalmente, na imortalidade. A despeito do mal que cometemos, Ele não perde de vista, como nós
perdemos, os propósitos que com Ele tínhamos em comum, quando saímos de Sua presença na eternidade para cruzarmos o dia desta vida
(nosso tempo de provação).
A ira que Deus manifesta no tempo desta vida, no Seu processo educativo, é dissipada quando nos arrependemos verdadeiramente e Lhe
damos prova genuína desse arrependimento; quando voltamos a nos lembrar Dele.
Na análise dinâmica que estamos fazendo juntos (nós e o leitor) constatamos a grandiosa objetividade do amor de Deus; que esse amor não
tem nada de contemplativo ou retórico; não é um amor que Deus confesse por nós apenas com a boca (nas palavras das escrituras), para que
fiquemos divagando sobre o que ele será.
Por esta análise, testemunhamos que Ele tem por nós um amor atuante, permanente, longânime, paciente, misericordioso, zeloso e, sobretudo,
determinado a salvar na Sua presença o maior número possível de Seus filhos.
Compreendemos que Ele quer de nós essa mesma espécie de amor objetivo que nos dedica: Um amor atuante, permanente, confiante,
paciente, forte e poderoso (pela fé) e, sobretudo, determinado a alcançar a salvação na Sua presença; ou isso ou não teremos com Ele unidade
de propósito.
Portanto, Deus se esforça continuamente para dar-nos a mesma motivação que dinamiza o Seu amor - a meta comum que o conhecimento da
verdade aponta: Entrarmos no caminho que o Plano de Salvação revela, para chegarmos aonde Ele habita.
Que livro jamais comunicou ao leitor melhor conhecimento de causa do que este que agora acabamos de analisar ?
Verdadeiramente, por ter sido escrito especificamente para nós, nestes últimos dias, torna-se o livro que mais é capaz de nos aproximar de
Deus...
Mas, em contrapartida, será o que mais nos afastará de Sua salvação esplêndida, se o rejeitarmos !
Não há outro instrumento que nos possa retirar da confusão que o grande fundador de igrejas falsas conseguiu fazer no mundo em torno de
Deus e do Seu Plano.
O mal que o mundo fez com a original pureza das escrituras bíblicas e com a sua interpretação, é a arma principal com que o diabo manipula os
filhos de Deus.
Acontece que ele não pode fazer mais com o Livro de Mórmon o que fez com a Bíblia, por meio de manobrar os homens.
E sabe o leitor por que?
É porque ele não dispõe mais de tempo ! Deus guardou este trunfo para as vésperas da volta de Cristo !
-
Assim, o Livro de Mórmon é o grande instrumento que Deus prometeu uniria,
e agora efetivamente uniu à Bíblia; para devolver ao povo o entendimento original dela; das promessas e convênios feitos por Deus com os
patriarcas e, através deles, com a humanidade inteira !
Os que crerem e fizerem o que devem, virão a constituir a grande nação de Deus no Milênio próximo.
O Livro de Mórmon é o instrumento pelo qual Deus cumprirá Sua promessa de reunir e coligar o povo de Israel, a Sua Sião dos ültimos Dias, e
com isso, também fará uma grande divisão entre o povo da terra - Entre os que crêem no Seu trabalho e os que não crêem ou não se importam,
mesmo crendo.
Para finalizar este trabalho, pelo Espírito Santo, vamos usar o estilo dos quatorze escribas do Livro de Mórmon para clamar com eles à esta
geração:

Ó vós que pregais ilegalmente ! Cessai vossa blasfêmia ! Vede a grandiosidade das palavras do Livro de Mórmon ! Medí a altura e a
profundidade de sua doutrina !
Vede a desproporção incomensurável entre as suas palavras e as das vossas pregações desautorizadas. Temei a ira de Deus! Vinde ao Seu
amor ! Arrependei-vos !
Vinde a Cristo no seu retorno ! Por que escolheríeis a condenação ?
Que vos parece, preferis hoje despertar julgando que servis a Deus, para acordar no tribunal sabendo que servistes ao diabo ? Ou preferis
despertar hoje, descobrindo que servis ao diabo, para chegar ao tribunal sabendo que servistes a Deus ?
Vamos parodiar Josué: Escolhei hoje em quem crereis; eu de minha parte, crerei no Senhor !
AMORAMON, SETEMBRO DE 1997, RIO DE JANEIRO, BRASIL

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UMA ANÁLISE DINÂMICA DO LIVRO DE MÓRMON
INÍCIO DO DOWNLOAD - SEGUNDA PARTE
*
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ÍNDICE TEMÁTICO DA SEGUNDA PARTE
"UMA ANÁLISE DINÂMICA DO LIVRO DE MÓRMON"
POR AMORAMON

Alma foi nomeado o primeiro Juiz Superior.........................................................68


A pregação do anti-Cristo Nehor
Qual é o salário do verdadeiro servo de Deus ?........................................o salário
O homicida deve ser morto.............................................................................71-73
O homem amaldiçoado atrai sobre si a própria condenação...................a maldição
Alma abdica do cargo de Juiz Superior para pregar a palavra...........................74
As perguntas esmagadoras de Alma no seu discurso, vem Amuleque as perguntas
em ajuda de Alma, a disputa com Zeezrom................................................ a disputa
Aos que endurecem seus corações será dada menor porção da
palavra, os judeus têm menos palavras....................os mistérios ............... palavras
As cadeias do inferno.............................................................................................80
A ordenação ao sacerdócio ainda na eternidade,
a redenção preparatória, a atuação do sacerdócio na terra.....sacerdócio..redenção
Exortação de Amoramon........................................................................ exortação 8
O Livro de Mórmon salva ou condena.............................................................85-86
Corihor o anti-Cristo............................................................................... um anticristo
A estranha adoração dos zoramitas.......................................................................88
O discurso sobre a fé feito por Alma................................................................. a fé
Alma discursa para convencer os judeus de que Jesus é o Messias,........aos judeus
não deixar o arrependimento para o fim, a finalidade do último
sacrifício, o batismo de fogo, as reuniões sacramentais, é preciso
cumprir toda a justiça .......................................................................................91-95
Amoramon fala no estilo dos anjos................................................................. a fala
Pela sabedoria de Deus é que as placas foram conservadas........................ placas
A ressurreição dos mortos, a restauração........................................... Ressurreição
O Plano de Redenção............................................................................ .......102-104
O Plano de Misericórdia......................................................................... misericórdia
A parte selada das gravações..................................................................... seladas
O que vale esta geração mais do que a extinta geração dos nefitas ?...... O que?
A inconstância e insignificância dos filhos dos homens....................... inconstante
As profecias de Samuel................................................................................Samuel
Exortação de Amoramon........................................................................ exortação 9
As profecias de Samuel são cumpridas........................................................Os sinais
O povo meça a esquecer-se dos sinais presenciados,
a iniqüidade cresce novamente, a semelhança com os
gentios e judeus dos nossos dias..................................................................116-117
O homicida deve ser morto........................................................................ homicídio
Começa o registro de Mórmon.....................................................................Mórmon
Cumpre-se o sinal anunciado por Samuel, três dias de trevas...........................120
Cristo desce entre os nefitas sobreviventes............................................ Jesus desce
Cristo chama a Nefi e ensina a verdadeira doutrina do batismo.......................122
Cristo chama doze discípulos e os constitui suas testemunhas.....................os Doze
Jesus ensina a instituição da Santa Ceia aos doze.........................................A Ceia
A Igreja de Deus vivia a lei de Moisés...............................................................126
O silêncio pelo espaço de muitas horas........................................................ peculiar
Os anjos são homens ressuscitados............................................................... os anjos
O Senhor continua seu discurso aos nefitas....................................................129-132
Jesus manda registrar as palavras de Malaquias.....................................Malaquias
O Espírito Santo fala pela boca das criancinhas.................................................133
Jesus declara as características de sua Igreja.......................................... o discurso
Jesus pergunta aos doze discípulos seus desejos......................................... 135-137
Mórmon profetiza diretamente a nós, os gentios............................................gentios
O chamado de Mórmon, a condição espiritual dos nefitas....................... .o chamado
Mórmon fala aos gentios dos últimos dias.........................................................142
Mórmon volta a liderar os exércitos nefitas......................................................143
A carta de Mórmon ao rei dos lamanitas...........................................................145
Mórmon dirige-se ao povo lamanita dos nossos dias........................ gentios e judeus
Moroni assume os anais............................................................................... Moroni
Moroni faz um compêndio dos registros contidos nas vinte e quatro
placas encontradas pelo povo de Limhi..............................................................Eter
Moroni reassume sua narrativa sobre o povo de Jared
Jesus mostra seu corpo de espírito ao irmão de Jared...... Jesus ....................149
Que Deus tão diferente o Livro de Mórmon nos apresenta !......................diferente
Os insensatos fazem burla, mas se lamentarão ................................................152
A extinção dos Jareditas.....................................................................................153
O Livro de Moroni.........................................................................O Livro de Moroni
Moroni ensina sobre o batismo na Igreja de Jesus Cristo,............... as criancinhas
batismo de criancinhas é condenado por revelação de Deus.......................155-160
Exortação de Amoramon......................................................................... exortação 10
Posfácio...........................................................................................................posfácio
*
FIM DO ÍNDICE TEMÁTICO
UMA ANÁLISE DINÂMICA DO LIVRO DE MÓRMON
SEGUNDA PARTE
*
O LIVRO DE ALMA
(FILHO DE ALMA)
*
Capítulo 1 - Logo no princípio do governo dos juizes sobre o povo de Nefi, surgiu um homem influente junto ao povo, mas notório inimigo da
Igreja presidida por Alma, o filho, o sumo sacerdote da Igreja e, cumulativamente, o juiz superior.
Esse homem, declarava que os sacerdotes e mestres deveriam ser homens populares; deveriam ser sustentados pelo povo em vez de pelos
esforços do seu trabalho secular. Dizia que todo o gênero humano seria salvo no último dia; que se alegrassem todos, porque o Senhor havia
criado a todos os homens e (por isso) os redimiria a todos; e no final, todos teriam a vida eterna.
-
Nem todos os pregadores, que vivem sustentados pelo dinheiro do povo, dizem essas mesmas coisas que Nehor dizia, era o seu nome. Mas,
digam o que disserem o fato é que o resultado final de sua pregação termina em dinheiro nas suas contas bancárias; dinheiro resultante do
trabalho alheio, do suor do rosto de outras pessoas.
-
SALÁRIO
Quando Deus disse à Adão: "Do suor do teu rosto, comerás o teu pão", referiu-se ao trabalho de suas mãos no preparo e cultivo da terra, o
trabalho imediatamente requerido naquela primeira condição do homem, após a queda, para sustentar a sua vida física. Ele não disse:
"Do teu esforço espiritual para pregar a minha palavra aos teus semelhantes, comerás o teu pão".
Quando Deus diz: "Digno é o trabalhador do seu salário", está dizendo duas coisas semelhantes, mas não iguais.
Num caso trata-se de dinheiro ou bens materiais, literalmente; no outro, a palavra salário é um símbolo, uma figura simplesmente.
Ele não está dizendo: "Digno é o pastor do seu dinheiro, mas sim do seu salário".
E qual é o salário do verdadeiro servo de Deus ?
É a fé e o conhecimento ampliados, a autoridade e o poder para convencer os homens da verdade de Deus.
Porque quem prega por dinheiro não pode estar ensinando a verdade de Deus; quem trabalha no evangelho por dinheiro já está condenado, e
leva à condenação todos os que o seguem; todos os que o sustentam e às suas obras,
contra a justiça determinada por Deus.
-
Nehor era um inimigo inconsciente de Deus, como todos os que se deixam envolver pelas manipulações que o inimigo número um da
humanidade faz das escrituras; para amarrar os homens com as correntes do erro, que são as correntes do inferno.
A primeira coisa que Nehor fez ao obter sucesso entre muitos do povo, foi estabelecer uma igreja, de acordo com o seu próprio entendimento;
que não estava em conforme com o entendimento do Espírito que guiava a Igreja de Deus.
-
Os fundadores de falsas igrejas, tornam-se homicidas espirituais dos seus irmãos,
porque os matam para a salvação eterna, ao lado direito de Deus.
Por essa mesma razão, Satanás é chamado por Deus de homicida desde o princípio.
Porque, sua falsa pregação, causou a morte espiritual e condenação à perdição de um terço das hostes espirituais dos filhos de Deus; que,
usando seu livre arbítrio, se deixaram enganar pela pregação injusta de Lúcifer. Hoje, ele continua operando seus planos na terra, em busca de
vítimas; vítimas que não conseguiu fazer lá.
Tanto prova, que tiveram a permissão de Deus para virem à mortalidade trabalhar por seu progresso, usando o poder da expiação de Cristo.
-
Essa é a desgraça que pesará sobre a cabeça de todos os que não derem ouvidos à pregação do sacerdócio de Deus, para irem atrás das
mentiras do diabo.
Ao ser advertido por um sacerdote de Deus, de nome Gedeon, Nehor encolerizou-se
e o matou com a espada. Mas foi preso e conduzido à presença do juiz superior, Alma,
que o acusou de dois crimes: Um, contra Deus diretamente, ao introduzir a sofistaria sacerdotal, a qual, se ele conseguisse impor ao povo,
causaria sua completa destruição.
O povo perderia a unidade, e com ela todas as grandes bênçãos temporais e espirituais que Mosíah havia desenvolvido com aquela sua gente.
O povo perderia as promessas da vida eterna; não seria isso uma tremenda destruição ?
-
HOMICIDA
O outro crime de Nehor, foi derramar o sangue de um homem justo. Tanto no hemisfério oriental quanto no ocidental, o mandamento de Deus
era que o homicida deveria ser morto. Isso era verdadeiro tanto na lei dada a Moisés quanto na lei do evangelho de Jesus Cristo. O último livro
do Novo Testamento que temos na Bíblia,
é o Apocalipse-
- Uma revelação de Jesus Cristo ao apóstolo João; portanto, sua lei é a do evangelho,
no capítulo 13 : 9-10 lemos:
"Quem matar pela espada pela espada deve ser morto...".
No referente ao crime do homicídio, é sintomático o fato da pena estar registrada no primeiro livro da Bíblia, e também no último :
"Todo aquele que derramar o sangue humano, terá o seu próprio sangue derramado
pelo homem..." , Gênese 9 : 6.
Disse então Alma ao criminoso:
"Se te perdoássemos, o sangue do justo viria sobre nós por vingança; portanto, és condenado a morrer, conforme a lei que nos deu Mosíah,
nosso último rei, a qual, este povo reconheceu...", v. 14.
-
A morte do homicida, não terminou com as sofistarias que ele havia dado início entre o povo. Os amantes das vaidades do mundo, das riquezas
e das honras prestadas pelos homens, continuaram sua senda maldita, v. 16.
A lei dos nefitas era justa e rigorosa. O transgressor sofria sua pena, de acordo com o mal praticado. Por isso, o homicida era morto; isso os
mantinha mais apaziguados.
-
A frouxidão das leis de hoje em muitos países, é a principal causa da ascenção da criminalidade. Os outros muitos fatores que levam os homens
ao crime, são reforçados por essa frouxidão das leis; e da proteção incoerente dos direitos humanos dos que se tornaram desumanos, em
detrimento dos direitos humanos autênticos dos que se esforçam por agir com justiça e humanidade para com seus semelhantes.
-
Em Êxodo 20 : 13 Deus diz ao eventual homicida: "Não matarás". Por quê ? Porque aquele que matar, terá seu sangue derramado pela justiça
dos homens que entendem
e cumprem os mandamentos de Deus.
Os que não entendem, fazem ao contrário do que Deus manda; pretendem estar agindo com misericórdia para com o homicida, sem considerar a
falta de caridade que estão tendo com as próximas vítimas inocentes que cairão.
Se o homicida em potencial souber que, se matar, será morto; não ficará ele com medo de morrer se matar ? - Coletivamente falando, a resposta
é sim ! Sim !
Muitos deixarão de matar com medo da justiça de Deus, a qual manda aos homens que matem o homicida. Caso este em que, Quem mata é
Deus, pois Ele é o Mandante declarado; o homem da lei é apenas o Seu instrumento, não tem nenhuma responsabilidade pela morte do homicida
condenado em obediência à justiça de Deus.
-
"...é preferível que um homem seja julgado por Deus do que pelo homem, porque os julgamentos de Deus são sempre justos e os dos homens
nem sempre o são",
Mosíah 29 : 12.
-
E Deus disse a Joseph Smith:
"Se qualquer dentre vós matar, será entregue e julgado de acordo com as leis da terra; pois lembrai-vos de que ele não terá perdão; e isso se
provará de acordo
com as leis da terra."
-
Não pode haver palavra mais clara do que esta. Talvez os "misericordiosos" da terra queiram convidar o Senhor das nossas vidas a vir fazer um
curso de misericórdia com eles aqui em baixo, quem sabe Ele mudará Sua lei e passará a poupar os homicidas... para fazer a vontade do diabo;
afim de que eles continuem a ceifar a vida dos inocentes.
-
Hoje, o sangue dos justos que é derramado injustamente sobre a terra, cairá sobre a cabeça dos legisladores, que permitem os homicidas
continuarem a viver para matar mais; ou que encorajam outros a entrarem pela senda homicida, por não terem o que temer da frouxidão das leis
e dos que as promulgam. O julgamento de Deus mostrará isso a eles
no último dia.
=
Não comentaremos o capítulo 2 por não ser de interesse ao nosso propósito.
=
Capítulo 3 - Neste capítulo, Deus nos mostra que usa métodos peculiares quando quer, em determinadas épocas e circunstâncias, evitar que
certas sementes corporais se misturem. É Ele mesmo Quem descreve o como e o porquê o faz, v. 6-19.
Lamã e Lemuel, tendo sido amaldiçoados, levaram seu povo para uma vida sanguinária, selvagem e, naturalmente, afastada do Espírito de Deus.
O próprio meio ambiental em que passaram a viver, contribuiu para atrair sobre eles a maldição declarada por Deus, e foram tornados
repugnantes aos nefitas, como o Senhor queria que fossem.
-
O versículo 19, diz que todo homem (que for) amaldiçoado (por Deus), atrai sobre si a própria condenação; portanto, o homem que agir mal
continuamente, até ao ponto de merecer ser amaldiçoado, Deus não Se conterá em fazê-lo; e a maldição não será retirada antes que se
arrependa verdadeiramente.
Nos versículos 26 e 27, Alma comenta:
"...dezenas de milhares de almas foram enviadas ao mundo eterno...para receberem a felicidade eterna ou a miséria eterna, de acordo com o
espírito que quiseram obedecer... Pois todo homem recebe seu salário daquele a quem quiser obedecer..."
-
A felicidade eterna é aquela que o Eterno sente e, por isso a tem. Deus considera miseráveis eternos a todos os que não participem desse Seu
sentimento pleno de felicidade. Não participam, porque não quiseram obedecer as leis que os habilitariam a ela; em conseqüência, terão
obedecido a outro senhor, o qual, conseguiu reduzir sua felicidade na imortalidade, de acordo com a meta maligna de tornar o homem tão
miserável quanto ele é. Disso decorre:
Quão menos obediente é o espírito no dia desta vida, mais miserável ele se torna
na imortalidade, no que concerne à plenitude de Deus
-"A cada um será dado de acordo com suas obras".
Assim terminou o quinto ano do governo dos juizes.
=
Capítulo 4 - O povo de Nefi estava grandemente contristado pelas perdas em homens, mulheres e crianças; também em rebanhos, manadas e
grãos que os lamanitas haviam destruído. Acreditavam que Deus os havia castigado, por suas iniqüidades e abominações.
Isso lhes acordou os espíritos para os deveres que tinham para com Deus, v. 1-3.
A observância dos mandamentos, trouxe-lhes novamente a prosperidade. Mas quando ela estava consolidada, novamente se foi produzindo a
frouxidão espiritual, com as conseqüências inarredáveis.
Isso causou a Alma e aos mestres, sacerdotes e élderes da Igreja, aflições extremas,
v. 7-13. Nessas circunstâncias, Alma resolveu passar a cadeira de Juiz Superior a um homem justo, Nefiah, um elder da Igreja. Alma conservou-
se no cargo de Sumo-sacerdote presidente da Igreja, e foi combater o demônio, que se fortalecera no seio do povo, induzindo ao orgulho,
artimanhas e contendas.
Foi combatê-lo com a força do seu testemunho puro. Isso aconteceu no princípio do nono ano do governo dos juizes.
Alma demonstrou nessa sua decisão, que compreendia profundamente o problema do seu povo: Era uma dificuldade muito mais espiritual do
que política; estava consciente de que se deveria empenhar na conversão do povo; sabia das limitações das leis governamentais como
instrumentos de direção de um povo, quando ele não está preparado espiritualmente para prestigiar o governo, honrando as leis.
-
"Ora, como a prédica da palavra fazia com que o povo tivesse uma grande tendência para praticar o que era justo- sim, produzia mais
efeito sobre as almas do povo do que a espada ou qualquer coisa que lhe houvesse acontecido- Alma pensou que seria aconselhável
experimentar a virtude da palavra de Deus".
-
"As estatísticas demonstram que as crises são causadas por causas espirituais mais do que financeiras, e que a prosperidade é mais resultante
de honradez do que de coisas materiais. Estas forças espirituais, são o verdadeiro fundamento da prosperidade". (Roger W. Babson,
Fundamentals of Prosperity p. 75).
-
Quando Cristo veio anunciar Seu reino, imediatamente iniciou a preparar-nos para ele; lutando para mudar nosso coração, da mediocridade para
as alturas da maturidade e varonilidade Dele. Só os que forem tornados justos poderão ser felizes sob um rei justo; um rei justo será infeliz se
reinar sobre homens injustos.
Cristo é rei e nasceu para ser feliz; portanto, os seus súditos não têm outra escolha para viver sob o seu governo: Ou se tornam justos ou serão
banidos.
=
Capítulo 5 - As palavras que Alma disse ao povo por todas as cidades e aldeias do país, estão registradas em todo este capítulo. É um discurso
notável de sabedoria e espiritualidade, uma poderosa prédica sobre a justiça do reino de Deus.
Vamos citar os pontos principais.
Primeiramente, Alma declara com que autoridade falava ao povo:
Foi consagrado sumo-sacerdote por seu pai para presidir sobre a Igreja de Deus, pois ele tinha o poder e a autoridade de Deus para ordená-lo, v.
3. Relatou a seguir uma breve história espiritual do povo, desde que seu pai havia iniciado a estabelecer uma Igreja na chamada terra de
Mórmon, nas fronteiras do país de Nefi, v. 3-13. Com apoio nessa breve história , Alma inicia a interrogar seus ouvintes no interior de suas almas:

-
AS PERGUNTAS
"Haveis nascido espiritualmente de Deus ?... Haveis recebido Sua imagem em vossos semblantes ?... Haveis experimentado esta grande
mudança em vossos corações ?... Exerceis a fé na redenção Daquele que vos criou ?... Olhais para frente com os olhos da fé, e vedes este corpo
mortal levantado em imortalidade, e esta corrupção levantada em incorrupção, para apresentar-vos ante Deus e serdes julgados de acordo com
as obras que fizestes no corpo mortal ?... Podeis imaginar-vos a ouvir a voz do Senhor naquele dia, dizendo-vos: Vinde a Mim benditos, porque
eis que as vossas obras foram de retidão sobre a face da terra?... Supondes que podereis mentir ao Senhor naquele dia, e dizer:
Senhor, nossas obras foram justas... e que Ele vos salvará ? ...
Ou, ao contrário, podeis imaginar-vos sendo levados ante o tribunal de Deus, com vossas almas cheias de culpa e de remorso; tendo uma
recordação de toda a vossa culpa;
sim, uma recordação perfeita de todas as vossas iniqüidades; sim uma recordação de terdes desafiado os mandamentos de Deus ?... Podereis
olhar para Deus naquele dia,
com um coração puro e mãos limpas ?... Podereis levantar a vista, tendo a imagem
de Deus gravada em vossos semblantes ?
( tendo servido ao diabo neste mundo, que semblante Deus verá nos nossos rostos?) ...
Podeis pensar em serdes salvos, quando vos haveis submetido ao diabo ?..." v.14 - 20.
-
Alma continua a fazer suas perguntas esmagadoras até ao versículo 30. A partir daí,
inicia sua fala de advertência e exortação; pronuncia quatro ais sobre os iníquos, v. 29 - 32. Suas palavras vão num crescendo constante, e
penetram até ao âmago do nosso ser, fazendo-nos divisar aquele tão grave e solene momento em que todos teremos que nos apresentar diante
de Deus.
Ele encerra o discurso com mais sete perguntas poderosas:
-
"Podeis resistir a estas palavras ?... Podeis pôr estas coisas de lado e pisar o Santíssimo com vossos pés ?... Podeis encher vossos corações
de orgulho ?... Persistireis em usar vestimentas luxuosas e entregar vossos corações às vaidades do mundo e às vossas riquezas ?... Podeis
persistir em supor que sois melhores do que o vosso próximo ?... Persistireis em perseguir aos vossos irmãos que se humilham (diante do
Senhor) e seguem a santa ordem de Deus ? (o sacerdócio de Deus), em virtude do qual foram trazidos para esta Igreja, tendo sido santificados
(postos a parte, separados do mundo) pelo Espírito Santo, e que fazem obras de arrependimento consideradas dignas ?... Persistireis em voltar
as costas aos necessitados, negando-lhes vossos bens?", v. 53 - 55.
-
Alma saiu ao campo da luta para combater o demônio (o ímpio) pela palavra de Deus. Esse seu discurso, traduz a figura de linguagem usada
pelo Senhor nas escrituras, quando diz que matará o ímpio com o sopro dos Seus lábios (a palavra) e a espada de dois gumes que sai de Sua
boca (o forte raciocínio do Espírito), que penetra a carne até ao âmago, até às seções das juntas e a medula, continuando a linguagem figurativa;
significando que a palavra penetra até a alma humana,
pelo poder do Espírito.
-
O Espírito derruba o racionalismo carnal do homem, mas não abre seu coração se ele não permitir, se decidir continuar resistindo à palavra. O
Espírito não habita em quem não o quer receber; em quem não quiser dar ordem de despejo ao seu inquilino presente, o espírito do mundo (que
pertence ao diabo ou o príncipe deste mundo nas palavras de Cristo.) O homem que não se arrependa de todos os seus pensamentos e ações
pregressas antagônicos ao Espírito, não se pode livrar do espírito do mundo, esse inimigo que trabalha para levá-lo à condenação.
=
Passamos o capítulo 6 sem comentar, por não ser de interesse ao nosso propósito.
=
Capítulo 7 - Alma prega ao povo de Gedeão; como era um povo justo, o discurso foi mais de profecias e promessas de bênçãos. No versículo 21
Alma diz:
"E não habita em templos profanos; nem pode a imundície ou algo que seja impuro ser recebido no reino de Deus; digo-vos portanto, que tempo
virá, sim, e será no último dia, em que o imundo permanecerá na sua imundície".
=
Capítulo 8 - É a continuação do trabalho missionário de Alma, que une-se a Amuleque e os dois pregam em grande poder. São relatadas as
oposições que sofre do povo da cidade de Amoníah; sua expulsão, humilhações e ultrajes; aparece um anjo a Alma e o instrui a voltar àquela
cidade, quando encontra Amuleque.
-
Os capítulos de 9 até 14, relatam as palavras declaradas por esses dois poderosos missionários ao povo da cidade de Amoníah, depois que
Alma foi mandado de volta pelo anjo, citaremos os pontos principais da fala dos dois. Alma estava protegido pelo poder de Deus para que
pudesse declarar todas as palavras que o Espírito o inspirasse a dizer.
Por isso , falou com grande desassombro.
Fez uma recapitulação da história do povo, desde que Lehi deixou Jerusalém, relatando os maravilhosos atos de Deus para proteger os nefitas.
Declarou então,
que caso não se arrependessem Deus os destruiria por completo.
-
Alma considera a gravidade do procedimento dos nefitas, por terem recebido a luz provinda das tradições corretas dos seus pais; enquanto o
procedimento iníquo dos lamanitas poderia ser explicado pelas trevas que receberam dos seus, isto é, pelas tradições erradas que receberam
desde o princípio, ao se separarem do povo de Nefi.
-
Se aquele povo (nefita) que recebeu tantas bênçãos do Senhor, transgredir contra a luz e o conhecimento que recebeu, será muito menos
aceitável que os lamanitas, será muito mais tolerável para os lamanitas do que para eles, v. 23.
-
Alma acusa o povo de Amoníah de ter endurecido o coração contra a palavra de Deus, por isso era um povo perdido e decaído, obstinado e de
dura cerviz (orgulhoso), v. 30 - 32.
Amuleque vem em ajuda de Alma e inicia sua pregação. Ela consta dos versículos 2 a 23 do capítulo 10.
O povo enche-se de ira e tenta pôr as mãos em Amuleque, mas ele está cheio do poder de Deus e continua a lhes falar com palavra poderosa, v.
25 - 27.
-
Nessas palavras, Amuleque atinge os intocáveis juizes e advogados corruptos,
Se aquele povo (nefita) que recebeu tantas bênçãos do Senhor, transgredir
contra a luz e o conhecimento que recebeu, será muito menos aceitável que os lamanitas,
será muito mais tolerável para os lamanitas do que para eles, v. 23.
Alma acusa o povo de Amoníah de ter endurecido seus corações contra a palavra de Deus, por isso era um povo perdido e decaído, obstinado e
de dura cerviz (orgulhoso), v. 30 - 32.
Amuleque vem em ajuda de Alma e inicia sua pregação. Ela consta dos versículos 2 a 23 do capítulo 10. O povo enche-se de ira e tenta pôr as
mãos em Amuleque, mas ele está cheio do poder de Deus e continua a lhes falar com palavra poderosa, v. 25 - 27. Nessas palavras, Amuleque
atinge os intocáveis juizes e advogados corruptos, os quais, acenderam ainda mais a ira contra ele. O mais hábil entre esses opositores era um
de nome Zeezrom.
=
A DISPUTA
Capítulo 11 - Este capítulo engloba a disputa entre Amuleque e Zeezrom, e resulta em grandes lições espirituais; termina com o assombro do
povo e com o oponente tremendo diante de Amuleque, pelo poder da palavra de Deus. Relatamos os pontos principais da palavra de Amuleque:
-
"Nenhuma coisa impura pode herdar o reino do céu; portanto, como podereis ser salvos, a menos que herdeis o reino dos céus? Assim, não
podereis ser salvos em vossos pecados", v. 37.
Os malvados permanecem como se não tivesse havido nenhuma redenção, a não ser o rompimento das cadeias da morte, porque vem o dia em
que todos se levantarão, e os mortos comparecerão diante de Deus, e serão julgados segundo suas obras", v. 41.
-
Embora nenhuma coisa imunda possa ser salva no reino dos céus (o reino que exerce governo sobre todos os céus do reino global e universal
de Deus, abrangendo todas as Suas criações governadas pela luz de Cristo e pelo Espírito Santo). Todas as coisas, quer puras quer impuras,
serão redimidas da morte temporal ou física.
Então, no estado de justiça individual que for, serão levadas a julgamento; quando Deus determinará o quê e quem será salvo em Sua presença,
portanto, no reino dos céus ou glória celestial.
-
Ressuscitar não implica em salvação na perspectiva de Deus, mas sim, apenas serem afrouxadas as cadeias da morte, para sermos levados a
presença de Deus na carne ressurrecta. Como Ele na Sua carne de ressurreição, estaremos nós nesse mesmo
estado para sermos julgados.
Estaremos no mesmo estado corporal que Deus está, apenas não teremos ainda o Seu Espírito de glória, o qual, poderemos receber
eventualmente, dependendo das obras que houvermos feito no dia desta vida.
-
Salvação, na concepção declarada de Deus, é chegar à Sua presença para ficar por toda a eternidade; tudo o que for menos do que isso, é
condenação eterna.
Essa condenação não significa condenação permanente ao inferno; mas sim a limitação de não mais podermos alcançar a plenitude da
felicidade na presença de Deus;
por não termos feito o que poderíamos para conseguir essa meta; depois das plenas oportunidades que forem dadas para escolhermos entre a
vida eterna ou a morte espiritual.
-
Significa, termos sido superados pelo diabo, no sentido dele ter conseguido nos fazer escolher mal. Dessa forma, nos sujeitando a uma
salvação inferior e com isso, ao nos afastar da presença de Deus, o diabo terá conseguido aproximar-nos da sua miséria, uns mais outros
menos, dependendo das obras.
=
Capítulo 12 - Continua o confronto com Zeezrom, desta vez é Alma quem toma a palavra. Ele confirma tudo o que Amuleque dissera e esclarece
ainda mais. Tanto o povo quanto Zeezrom, cedem ao poder das palavras de Alma, e mudam de atitude. Vamos relatar algumas das suas palavras
naquele momento:
-
OS MISTÉRIOS
"A muitos é concedido conhecer os mistérios de Deus, contudo, se lhes impõe um mandamento estrito de que não os darão a conhecer, senão
de acordo com aquela porção da Sua palavra que Ele concede aos filhos dos homens, conforme a atenção e diligência que Lhe rendem", v. 9.
-
"Portanto, o que endurece seu coração recebe uma menor porção de Sua palavra; e ao que não endurece seu coração lhe é dada a maior parte
da palavra, até que lhe seja concedido conhecer os mistérios de Deus, ao ponto de conhecê-los por completo, v. 10. (como muitos profetas
chegaram a conhecer).
-
"E aos que endurecem seus corações lhes é dada a menor porção da palavra, até que nada saibam concernente aos Seus mistérios; e então o
diabo os leva cativos e os guia segundo a sua vontade até à destruição.
Isto é o que significam as cadeias do inferno", v. 11.
-
O versículo 9 acima, demonstra que Deus tem muito mais a revelar aos filhos dos homens(o quanto Ele revelou a muitos dos filhos de Deus, os
profetas - filhos dos homens, que passaram a ser, espiritualmente falando, os filhos de Deus, por se terem deixado gerar por Ele
espiritualmente). Muitas dessas revelações estão retidas, devido à incredulidade, insuficiência de atenção e diligência dos homens.
-
A PALAVRA
Isso significa: Tanto a Bíblia quanto o Livro de Mórmon ou qualquer outro livro revelado, não contêm toda a palavra que Deus tem para revelar
ao homem.
Porque os filhos dos homens não têm a mesma diligência e atenção pela palavra de Deus que têm os profetas e discípulos mais justos.
Isso é verdadeiro, até mesmo para as palavras e ministério de anjos, já revelados e postos ao alcance de todos; pois a maioria das pessoas
continua sua vidinha como se elas não tivessem acontecido; não existem para elas, por mais significativas que sejam para sua salvação.
-
Os versículos 10 e 11 trazem uma tremenda confirmação disso, pelo que está acontecendo nos nossos dias:
-
Os judeus têm menos palavras de Deus do que a cristandade dos gentios, porque endureceram seus corações para o Novo Testamento.
A cristandade moderna tem menos palavras de Deus do que os membros desta Igreja, quando endurecem seus corações contra o Livro de
Mórmon e a restauração do evangelho.
Tanto judeus quanto gentios, como poderão continuar a progredir no conhecimento de Deus, fechando os ouvidos a Ele?
-
O mesmo aconteceria com os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, se viessem a não aceitar os livros revelados
depois do Livro de Mórmon. Porque ele é completo apenas para o propósito para o qual foi preparado; mas não o é para todos os passos que o
homem deve continuar a dar, na sua caminhada para o encontro com Deus; de forma a poder cumprir todas as ordenanças e convênios do
evangelho, conforme revelados posteriormente nas palavras de Cristo ao profeta Joseph Smith, e que constam do livro Doutrina & Convênios.
Para adicionar luz e conhecimento sobre a Criação, veio mais A Pérola de Grande Valor.
-
O versículo 11 fala em especial do significado das cadeias do inferno: - quando a mente dos homens é controlada pelas mentiras do diabo; elas
tornam-se os elos das correntes que os prendem e guiam, segundo a vontade do adversário de Deus, e levam para a destruição.
Destruição de quê ? - Das suas bênçãos plenas na presença do Deus.
As pessoas que entram nessa catividade, não são totalmente incrédulas, elas têm uma pequena porção da palavra, mas limitam a si próprias por
não aceitarem mais palavras.
-
Alma então descreve a assustadora condição em que se encontrarão os homens que rejeitarem qualquer porção da palavra de Deus; pois seus
pensamentos e obras os condenarão, v. 14 - 18.
-
Do versículo 22 ao 36, o profeta ensina sobre os fundamentos do Plano de Salvação, estabelecido desde a fundação do mundo.
=
SACERDÓCIO
-
Capítulo 13 - Alma ensina sobre o sacerdócio segundo a ordem do Filho de Deus.
Explica que Deus ordenou determinados filhos a esse sacerdócio, para que ensinassem ao povo de que maneira deveriam esperar pelo Seu
Filho para sua redenção
(maneira aí significando a atitude espiritual, o conhecimento e a fé depositados no Redentor), v. 1-2.
Alma reporta-se à eternidade e ensina que esses filhos de Deus foram ordenados deste modo (isto é, por terem tido, desde a eternidade, fé
excepcional, humildade e conhecimento verdadeiro da palavra de Deus) desde a fundação do mundo, segundo a presciência de Deus, por causa
de sua grande fé e boas obras.
Sendo primeiramente livres para escolher o bem ou o mal (isto é, sendo livres, antes de receberem o sacerdócio na eternidade, para escolherem
o bem ou o mal); tendo escolhido o bem e possuindo grande fé, são chamados com um santo chamamento... que, com a redenção preparatória, e
de conformidade com ela, se dispôs para tais seres, v. 3 - 4.
-
Eles foram assim ordenados, desde que Deus fundou este mundo; porque Ele os pré-conheceu, e os selecionou para, ainda no céu, ensinarem
aos seus irmãos. Pois, antecipadamente, eles tiveram a oportunidade de escolher entre o bem e o mal; tendo escolhido o bem e demonstrado fé
excepcional.
Por isso, esses seres receberam a grande bênção de nascerem na carne com essa santa vocação, porque fizeram por isso na preexistência
ainda como espíritos; enquanto outros, por terem rechaçado o Espírito de Deus, devido à dureza de coração e cegueira mental, também ainda
como espíritos, perderam essa grande oportunidade.
Vemos que, no princípio, todos estavam na mesma situação; as diferenças surgiram, quando foram chamados a exercerem seus livre- arbítrios,
v. 5.
-
Alma continua explicando o significado e o propósito do sacerdócio de Deus, e passa a falar no grande sumo-sacerdote Melquisedeque, rei de
Salém (futuramente Jerusalém), contemporâneo de Abraão, a quem este pagava o dízimo; portanto, tinha ascendência sobre Abraão no seu
chamado eclesiástico, v. 6 - 15.
Pela eternidade desse sacerdócio, conforme ensinado no Livro de Mórmon, compreendemos que um erro foi introduzido na Bíblia:
Está em Hebreus 7: 1 - 13, quando alguma impropriedade de tradução, fez com que o texto "sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo
princípio de dias nem fim de vida...", fosse atribuído à pessoa de Melquisedeque, em vez de ao sacerdócio de Deus, cujo nome passou a ser
conhecido como o sacerdócio de Melquisedeque, para evitar a contínua repetição do nome de Deus, ao serem operadas as suas várias
ordenanças.
-
Está lá na Bíblia ! Para que os homens aprendam a ter mais zelo pela sabedoria do Espírito, que inspirou as escrituras, do que pelos erros
absurdos introduzidos pelos homens no seu texto.
Os que já portavam o sacerdócio na preexistência, são chamados novamente na mortalidade, sob o véu do esquecimento da vida pré-mortal.
Assim, têm mais esta oportunidade de confirmar sua santa vocação - recebem aquelas mesmas designações preexistentes:
Ensinar os mandamentos aos filhos dos homens, para que eles se tornem filhos de Deus espiritualmente, e recebam o mesmo sacerdócio; para
que eles também recebam o descanso de Deus, v. 6.
Apresenta-se assim, a derradeira oportunidade para os que precisam compensar sua injustiça preexistente.
Ninguém pode, na mortalidade, ensinar as coisas de Deus, legal e corretamente,
se não receber esse sacerdócio, para compreender sua doutrina:
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, que é de eternidade em eternidade".
Se na eternidade já era necessário portar o sacerdócio para ensinar, quanto mais na mortalidade !
-
O meio que Deus usa para abençoar Seus filhos é estabelecer a Igreja, pelo poder e virtude desse sacerdócio. O próprio Pai eterno ordenou
Jesus Cristo a esse sacerdócio, para que Ele, então, pudesse em justiça estabelecer a Igreja na terra.
Foi assim no passado, é assim no presente e da mesma forma será por toda a eternidade. É por isso que está escrito daquela forma em Hebreus
7: 1 - 3 :
"...de eternidade em eternidade...".
-
Sem que o sacerdócio esteja operante na terra, a verdadeira Igreja não pode ser organizada. O sacerdócio é o espírito de poder e autoridade no
corpo da Igreja;
se ele sai dela, ela morre para Deus, deixa de existir como coisa viva, pois terá perdido o espírito.
Só lhe restará a decomposição e o apodrecimento.
Passará então a ser operada simplesment pelo homem. O resultado será:
Injustiça, contenda, divisões e subdivisões, maledicências, perseguições, homicídios,
e todo o séquito de misérias espirituais que vemos todos os dias entre as igrejas humanas.
-
O homem, sem o poder do sacerdócio de Deus para ampará-lo, instruí-lo, fortalecê-lo na verdade de Deus, não pode suplantar o poder dos
sacerdócios do diabo. É superado por ele espiritualmente e conduzido pelas sendas do seus propósitos malignos;
torna-se instrumento útil em mãos inimigas.
A história de perseguições e morticínios perpetrados pelas igrejas humanas, sem o espírito do sacerdócio, é uma corroboração das palavras do
Livro de Mórmon; é uma constante nas histórias seculares e eclesiásticas em todo o mundo.
-
Aquelas obras malignas, não podem ser atribuídas a qualquer igreja que verdadeiramente portasse, em justiça, o sacerdócio de Deus. As igrejas
que isso fizeram são, portanto, falsas; porque Deus não institui igrejas humanas.
Quando a Igreja instituída por Deus perde Seu sacerdócio, pela reprovação divina,
ela passa a realizar obras mortas. Apenas apresenta uma aparência de legalidade,
é aceita por aqueles que são superficiais de espírito; que não examinam onde pisam
com a atenção e responsabilidade que deveriam ter diante das coisas de Deus.
São levados, e continuam a se deixar levar pelas ondas de falsa espiritualidade das gerações; que continuam, nas suas tradições erradas, a
dominar a mente e o coração dos povos. Até mesmo quando Deus, na Sua presciência, restaura a Sua Igreja em tempo e local que julga
propícios.
-
Jesus estabeleceu, e os apóstolos consolidaram a Igreja de Jesus Cristo no Meridiano dos Tempos, e o fizeram pelo poder e autoridade do
sacerdócio de Melquisedeque,
conferido pelo Deus Pai a Jesus, que o conferiu aos apóstolos e estes a outros que foram entrando para a Igreja.
(ver os capítulos 5 - 7 da carta de Paulo aos hebreus).
Tudo isso é evidente por si mesmo, pois de que outra forma poderia a Igreja ser legalmente estabelecida na terra ? De que forma pode ser legal,
uma igreja que tenha sido instituída de forma diferente do padrão ensinado e praticado por Cristo ?
-
Se Cristo foi um homem comum, todos estão certos. Mas se Cristo é Deus, todos estão errados quando instituem ou quando aceitam filiação a
igrejas que não tenham esses princípios divinos nos seus fundamentos.
O tribunal de Cristo mostrará essa terrível verdade a todos que se dispuserem contra ela.
Quem poderá defraudar o Espírito Santo ?
-
Se Deus obrigasse o homem a manter-se digno portador do sacerdócio, uma vez instituída a Igreja, ela nunca mais deixaria de estar presente na
terra. Mas, nesse caso, Deus não estaria mais operando Seu Plano, teria adotado o plano do diabo, no seu estilo de compelir o espírito do
homem a fazer o que ele quer.
O homem não poderia escolher entre o bem e o mal; não se teria tornado "...como nós, conhecedor do bem e do mal", e a palavra de Deus se
teria tornado vã, quando disse:
"Eis que ponho diante de ti a vida e a morte; o bem e o mal, escolhe pois o bem;
para que vivas, tu e a tua descendência ". (Deut 30: 19)
-
É por isso que a Igreja teve que ser estabelecida, retirada e restabelecida periodicamente sobre a terra. Ela só poderá ser perpetuada, quando a
justiça do homem também se tornar perpétua; o que só será possível quando Cristo voltar e purificar a terra e os seus habitantes, para poderem
viver e conviver com Ele.
-
REDENÇÃO
O versículo 3 deste capítulo de Alma diz:
"...são chamados com um santo chamamento, sim, com esse santo chamamento que, com uma redenção preparatória e de conformidade com
ela, foi disposto para tais seres".
-
Essa redenção preparatória, por meio da expiação, e de conformidade com ela, foi disposta, pela presciência de Deus, para aqueles espíritos de
fé excepcional, demonstrada antes da fundação do mundo e antes que Cristo viesse à carne. Os demais, que não obtiveram essa bênção lá, foi
porque não se mostraram dignos dela, quando as oportunidades eram iguais para todos.
Agora, vamos entender o porquê dessa redenção preparatória:
-
Como demonstramos acima, haveria períodos em que a Igreja não estaria estabelecida na terra. Esses seres de fé excepcional e obras santas
preexistentes, seriam enviados, mas não poderiam participar das bênçãos do portar o sacerdócio na terra e das obras plenas do evangelho, só
possíveis quando a Igreja está operante na terra.
-
Entra então, a aplicação da redenção preparatória que conquistaram na pré-mortalidade; entra a vocação de fé e boas obras que realizaram
ainda como espíritos, a inteligência que conquistaram lá, na presença do Criador, antes da fundação do mundo. Surgem na terra esses espíritos
destacados em todas as realizações louváveis da humanidade, nas ciências e nas religiões de todo o mundo. Apenas, não conseguem
desenvolver aqui seu grande potencial no sacerdócio de Melquisedeque, que caracteriza e dá autoridade e poder à Igreja de Jesus Cristo.
Apenas, não conseguem readquirir na terra aquele conhecimento do Plano de Deus e das Suas ordenanças e convênios, os quais, adquiririam se
o verdadeiro sacerdócio lhes fosse reconferido na carne mortal. Mas a redenção preparatória já lhes foi pré-ordenada, a qual, só perderiam se
pudessem cometer o pecado imperdoável - o de negar o Espírito Santo ou derramar sangue inocente estando sob convênio ou seja, contra a
plena luz do conhecimento.
Foram esses espíritos, muitos dos grandes homens do catolicismo, protestantismo, budismo, confucionismo, etc.; das ciências em todos os
campos, das letras e das artes; muitos daqueles entre eles que, na presciência de Deus, aceitariam a verdade na terra se a eles ela fosse
apresentada. Foram muitos deles, os quais, diante de Deus eram santos por aquela mesma redenção preparatória; sim, muitos deles foram
mortos pelas perseguições das igrejas humanas, daquela grande meretriz e suas filhas, vistas por Nefi e por João nas suas visões.
-
São verdades grandiosas e terríveis para os que não são do Espírito da Verdade, e que preferem comprazer-se no erro, erro trágico que fará
suas consciências culpadas lançá-los ao inferno. Não haverá desculpa para os que rejeitarem a Igreja de Jesus Cristo, em plena luz do
conhecimento individual, quando ela é apresentada com toda a clareza por seus enviados legais, os verdadeiros missionários de Jesus Cristo.
-
Esses ensinamentos do Livro de Mórmon, com o poder e a clareza que nos chegam, são o sopro dos lábios do Senhor (a palavra) e a espada de
dois gumes que sai de Sua boca
(o forte raciocínio do Espírito), para destruir as obras do diabo; para libertar os homens que escolherem a liberdade, das correntes do inferno
que envolvem suas mentes;
para transmitir-lhes a alegria indizível da libertação, anunciada pelo testemunho ardente do Espírito.
-
EXORTAÇÃO
-
Ó homens e mulheres de toda a terra!
Deixai que desperte em vosso peito, a semente de grandiosidade que existe em todos vós !
Pois Deus é o vosso Pai !
Levantai-vos do pó ! Levantai-vos !
Deus elevou Suas palavras ocultas no pó; levantai vós as vossas!
Erguei do pó a semente de vossa grandiosidade ! Desvencilhai-vos das tradições erradas !
Permiti que o Espírito prospere em vossos corações !
Pensai e repensai, antes de ignorardes as palavras que foram ressuscitadas do pó pelo poder de Deus !
Adicionai glória à vossa ressurreição !
Aproxima-se celeremente a volta de Cristo. Vinde a Ele ! Julgai estas palavras !
Se Amoramon não vos falou na língua dos anjos, julgai !
Se Amoramon falou da parte de Deus, do diabo ou de si mesmo, também julgai !
Porque está próximo o último dia de cada um de nós, e em breve estaremos diante de Cristo,
para dizermos o que fizemos com as Suas palavras no dia desta vida !
-
Ao ouvirem as últimas palavras de Alma e Amuleque, alguns creram neles e passaram a escrutinar as escrituras; mas a maioria desejou destruir
os dois missionários.
A clareza das palavras, em lugar de curar suas almas contaminadas, piorou ainda mais a sua aversão à verdade. Procuraram então desfazer-se
deles secretamente, como gosta o diabo. Deus não consentiu que os matassem, mas deixou que fossem presos e levados ao juiz superior
daquela terra.
Zeezrom, de quem já falamos, tendo ficado seriamente impressionado com as palavras dos missionários, começou a sentir-se atormentado com
as dores espirituais do inferno
(as quais surgem das consciências culpadas). Então, corajosamente, procurou advogar a causa de Alma e Amuleque. Mas o povo, possuído do
diabo, acusou os três de estarem endemoninhados, e expulsou a todos os que creram nas palavras de Deus; continuaram a cumprir as ordens
do seu pai, o diabo. Queimaram homens mulheres e crianças, as escrituras; fizeram que os dois missionários fossem levados para assistir as
ignomínias que praticaram contra os que creram, v. 1 - 9.
-
O restante desse período missionário de Alma e Amuleque, é cheio de eventos impressionantes de coragem e fé. É para ser lido diretamente no
Livro de Mórmon.
-
Realmente, não é de admirar que toda humanidade, em todos os tempos, se tenha que arrepender diante da verdadeira doutrina ensinada pelo
sacerdócio de Deus; porque ela supera todas as outras, já que o conhecimento desse sacerdócio vem das profundezas da mente de Deus, que
conhece muito além do que o homem nem mesmo sonha em conhecer.
Alma sabia que a maioria daquele povo não o ouviria, como sabem disso todos os que saem a pregar a verdade de Deus aos homens. O próprio
Deus, quando viesse, sabia que poucos O ouviriam. Mas nenhum deles veio em busca dos muitos que não os ouviriam, e sim dos poucos que o
fariam.
-
O Livro de Mórmon foi enviado por Deus ao mundo, para o benefício dos poucos que o aceitarão. Em conseqüência, tornou-se a testemunha de
acusação contra os muitos que o rejeitarão. Isso acontece, porque o mundo em que vivemos no momento, atravessa a fase telestial de seu
desenvolvimento, e congrega temporariamente
quatro categorias de espíritos:
-
Os relativamente poucos que alcançarão a plenitude das bênçãos de Deus no mundo de glória celestial; os em número mediano, que alcançarão
bênçãos medianas no mundo de glória terrestrial; e as grandes multidões que alcançarão bênçãos menores no mundo de glória telestial. Por
último, também transitam por aqui temporariamente, os espíritos dos que não alcançarão nem mesmo o menor grau de glória no mundo de
salvação telestial; esses irão para as trevas exteriores com o demônio e seus anjos.
-
A rejeição à Igreja verdadeira de Jesus Cristo, num mundo dessa categoria em que estamos vivendo, é um fato natural que não deve ser
encarado com surpresa; já que é um mundo especificamente pré-ordenado para provar os espíritos na sua capacidade de viver na presença de
Deus, e não deve ser negada a oportunidade a ninguém.
Para que, no julgamento, todos confessem que os juízos de Deus são justos.
-
Esta é uma fase em que a maioria dos espíritos torna-se sensual, carnal e diabólica.
O que torna necessária uma "fornalha espiritual" no mundo dos espíritos.
Do contrário, como esses se veriam livres das impurezas espirituais que os contaminaram na sua passagem pelo mundo telestial?
Portanto, que mal lhes fará tomar esse banho de fogo, se ao saírem dele se sentirão melhor ?
-
O Livro de Mórmon, torna-se assim, um meio para nos livrarmos do banho de fogo
no inferno do mundo dos espíritos; pois, pelo arrependimento, teremos tomado aqui mesmo na mortalidade um banho de fogo bem menos
quente:
O batismo da água, seguido do batismo de fogo e do Espírito Santo, o qual, nos livra do estágio no inferno; conduz à santificação, lavando
nossas vestes no sangue de Cristo, nos limpa das manchas desta geração adúltera e pecadora.
=
Capítulos 17 a 29 - Aqui são relatados os serviços missionários de muitos servos poderosos na fé; suas lutas, sofrimentos, aflições, alegrias, etc.
Devem ser lidas diretamente no Livro de Mórmon. O capítulo 28 relata uma tremenda batalha
entre nefitas e lamanitas.
=
Capítulo 30 - Este capítulo, trata de acontecimentos sucedidos aproximadamente
em 74 a. C. É de grande aplicação nos nossos dias; relata a atitude de um homem descrito como um anticristo. Sua maneira de pensar tem
pautado a atitude de muitas pessoas em todas as gerações. A diferença, é que esse homem, de nome Corihor, abria a boca e expressava com
todo o seu poder, o que lhe ia na mente; enquanto seus pares, em todos os tempos e lugares, nem sempre revelam o que lhes habita o coração.
-
Pelo relato do Livro de Mórmon, tudo indica que Corihor não pregava por dinheiro.
Sua motivação era destruir a Igreja de Deus; colocando dúvidas e vacilação nas mentes mais fracas e de fé ainda incipiente. Seus sofismas
estavam a caminho de desviar a muitos, o que levaria o povo a cometer sérios pecados contra os mandamentos de Deus.
Pela lei em vigor, nenhum homem podia ser impedido de expressar seus pensamentos e crenças. Por isso, seu discurso foi ouvido em muitos
lugares e por três juizes do povo, Amon, Gidona e, finalmente, pelo juiz superior que governava todo o país, Alma.
-
Acontece que a iniqüidade de Corihor e suas blasfêmias eram de tal grau, que o povo não suportava sua palavra; levavam-no ao juiz superior da
localidade ou ao sumo-sacerdote que presidia a Igreja. Assim, ele foi sendo expulso sucessivamente dos lugares por onde passava, até que foi
levado à presença de Alma. Eis os pontos principais da fala de Corihor:
-
"Não haveria nenhum Cristo... Nenhum homem pode saber sobre o porvir... Profecias e profetas não são mais do que tradições insensatas...
Portanto, não podeis saber se haverá um Cristo... Dizeis que contemplais no futuro a remissão dos vossos pecados, mas essa crença é o efeito
de uma mentira desvairada, é um transtorno mental causado pelas tradições dos vossos pais, que vos induzem a crer no que não existe... Não há
nenhuma expiação pelos pecados... A cada um lhe toca de acordo com sua habilidade; o homem prospera segundo o seu gênio, cada homem
segundo sua força, não é crime fazer-se qualquer coisa que se queira... Eu não ensino as tradições erradas de vossos pais... Não ensino o povo
a subjugar-se sob as insensatas ordenanças e práticas estabelecidas por antigos sacerdotes; para com usurpação exercer poder e autoridade
sobre ele, para mantê-lo em ignorância, para que não levantem a cabeça, mas que se humilhem de acordo com vossas palavras... Dizeis que este
povo é livre, digo-vos que está em cativeiro... Dizeis que as profecias são verdadeiras, digo-vos que não sabeis se são verdadeiras...Vós desviais
o povo pelas tontas tradições de seus pais, afim de fartar-vos com o trabalho do povo..."
-
Esta última injustiça, Corihor pronunciou ao iniciar o confronto com o juiz supremo, Alma. Esse confronto está registrado nos versículos 22 a
55; termina com um sinal condenatório sobre Corihor, depois que ele, insistentemente, desafiou o poder de Deus que estava em Alma, para que
lhe desse um sinal. Corihor foi condenado de mudez, confessou por escrito seus crimes e pediu que Alma o livrasse da maldição.
Alma respondeu que, se o fizesse, ele voltaria ao pecado anterior, e o entregou à vontade de Deus. A maldição não foi retirada; a desgraça de
Corihor foi anunciada por todo o país, e os que haviam sido desviados por ele, voltaram ao rebanho.
Corihor misturou-se com um povo de nome zoramita, que se havia separado dos nefitas e acabou pisoteado por ele até a morte. O inferno
profundo tragou sua alma, pois ele serviu ao diabo com menção honrosa.
Como vimos no versículo 19 do capítulo 3, o homem amaldiçoado atrai sobre si a própria condenação. Quando Corihor foi levado à presença de
Alma, já estava amaldiçoado por Deus, pelos seus feitos malignos. Na sua confrontação com Alma, ele foi atrair sobre si a maldição, a qual,
finalizando o processo, veio pela boca do sacerdócio de Deus ... e Alma disse: "Ficarás mudo...", v. 49.
=
Capítulo 31 - Tendo Alma vencido o demônio em Corihor, partiu em missão aos zoramitas para combater outros demônios: Os demônios dos
conceitos falsos da eleição, os que induzem às orações fixas e os que levam os filhos dos homens a prostrarem-se diante de ídolos mudos. São
aqueles mesmos demônios que atuam em suas especialidades
nos nossos dias.
Alma temia que os zoramitas estabelecessem relações amistosas com os lamanitas, e que isso resultasse em grandes problemas e perdas para
os nefitas; considerou que a palavra de Deus na mente do povo, faz um efeito mais poderoso do que a espada ou qualquer outro meio aplicado.
Por isso, Alma achou prudente pôr à prova a virtude da palavra de Deus,
v. 5. Organizou um grupo missionário e partiu para conquistar os zoramitas pela palavra de Deus, v. 6-7.
Quando os missionários chegaram às terras dos zoramitas, ficaram assombrados com o número de sinagogas edificadas (exatamente o que
acontece hoje com o assombroso número de capelas edificadas por toda a terra).
Os fiéis se congregavam um dia na semana, e o chamavam O Dia do Senhor; adoravam de um modo completamente estranho aos missionários,
v. 12. Havia no centro das sinagogas uma plataforma que passava da altura das cabeças, nela cabia penas uma pessoa, v. 13. Quem desejava
orar, tomava posição nessa espécie de oratório, estendia as mãos para o alto e clamava em voz alta uma longa oração.
Um a um eles iam tomando lugar nesse oratório, seu nome era rameúmpto, que interpretado significa santo púlpito.
(Essa curiosa arquitetura ainda existe nos nossos dias, embora utilizada com outra finalidade). Daquela posição, eles repetiam a mesma oração,
até que todos o fizessem; então, regressavam às suas casas sem voltar a falar em Deus até que se reunissem novamente ao redor do "santo
púlpito". As palavras que usavam na oração estão nos versículos 15 a 18; nelas identificamos algumas das falsas doutrinas de Corihor.
Também hoje, se prestarmos atenção, pasmaremos com as mais variadas maneiras que os homens inventaram para prestar culto a Deus.
Isaías diz que os povos corromperiam as leis, mudariam os estatutos e quebrariam a aliança eterna (Isa 24: 4-6), e o Senhor disse a Moisés:
"Faz somente em honra do Senhor, aquilo que eu te ordeno; não acrescentes nem tires nada", Deut 12: 32.
-
Quando Alma viu e ouviu a oração e a atitude dos zoramitas, clamou a Deus e pôs diante Dele toda a angústia do seu coração. Clamou tão alto
no Espírito, que suas palavras atravessaram os céus, todas as portas do tempo e alcançaram nossos dias !
Estaria ele antevendo que entre nós haveria quem pensasse como os zoramitas?
-
O clamor de Alma está nos versículos 26 a 35, aqui reproduziremos apenas parte dele,
a que mais se aplica aos nossos dias:
-
"Ó Deus ! Eles te invocam; contudo seus corações estão consumidos de orgulho ... clamam a ti com a boca, enquanto estão inchados de
grandezas e coisas vãs do mundo", v. 27.
=
Capítulo 32 - Este capítulo leva uma poderosa mensagem de Alma aos incrédulos; ensina-lhes o remédio homeopático para esse terrível mal,
caso se queiram curar.
-
Ao ser procurado pelos pobres e mal-vestidos; aflitos por terem sido impedidos de entrar nas sinagogas, devido ao seu estado humilhante de
pobreza, Alma lhes fez uma prédica tão maravilhosa que ela, por si só, já seria suficiente para dizermos: O Livro de Mórmon é de Deus ! Nenhum
homem só por si mesmo, poderia dizer as palavras que Alma pronunciou ! Comentamos a seguir os pontos mais importantes:
-
A FÉ
Ter fé, não significa ter um conhecimento perfeito das coisas, pois quem tem fé, tem esperança em coisas que ainda não vê, mas sabe que são
verdadeiras - Portanto, sabe com certeza que as verá e participará delas no porvir, v. 21. Quando a fé é direcionada para as coisa de Deus, a
certeza só pode ser real, se estiver na senda da verdade do Espírito de Deus; não, apoiada somente na frágil e enganosa opinião carnal. A
consciência do saber que pomos esperança em coisas espirituais verdadeiras, só nos pode acontecer quando testemunhadas pelo poder do
Espírito. A fé dirigida aos nossos objetivos temporais pode falhar-nos, ao morrermos antes de obtê-los; já aquela aplicada às promessas de Deus
jamais nos frustrarão, pois, seremos imortais para recebê-las.
-
Agora Alma faz uma analogia perfeita entre a semente da fé e a semente da palavra de Deus. Já que não podemos dissociar a fé, da palavra de
Deus, Alma passa a cultivar a semente da palavra, para fazer crescer uma pequena muda de fé ... num arbusto ...numa árvore alta e frondosa,
coberta de frutos da vida eterna:
-
A princípio, não podemos saber da veracidade da palavra com perfeição, pois, em se tratando da fé, Alma já nos demonstrou que não é um
conhecimento perfeito, v. 26.
Mas se, ao ouvirmos a palavra, despertarmos nossas faculdades interessadamente e a considerarmos, analisando-a seriamente (Alma diz:
Experimentar com minhas palavras) e exercitarmos um pouco de fé (mesmo que seja apenas um desejo de crer) até crer de maneira a dar
aceitação a uma pequena parte que seja das palavras, v. 27;
se dermos lugar para que seja cultivada uma pequena semente no terreno do nosso coração, e se ela é uma semente verdadeira, e não a
lançarmos fora por nossa incredulidade, resistindo ao Espírito do Senhor (o qual, acompanha toda a palavra verdadeira); então, a semente da
palavra começará a crescer no nosso peito;
(Alma diz inchar, exatamente como fazem as sementes naturais no terreno do plantio)
ao sentirmos essa sensação de crescimento, começaremos a dizer intimamente :
Deve ser uma boa semente (uma boa palavra) porque começa a ampliar a nossa alma, a iluminar-nos o entendimento, a ser deliciosa para nós, v.
28.
Não aumentaria isso a nossa fé ? ; contudo não chega ainda a ser um conhecimento perfeito, v. 29. Se a semente brota, incha e começa a crescer
(a palavra), certamente fortalecerá a nossa fé e poderemos admitir que ela é uma boa semente, v. 30.
Se uma semente não cresce, não é boa; devemos jogá-la fora. Por havermos feito a experiência (semeado a palavra e visto que ela incha, brota e
começa a crescer) saberemos com certeza que ela é boa, v.32 - 33.
A constatação de que a semente é boa, traz-nos, tão somente, um conhecimento perfeito desse fato, momento em que nossa fé, no referente à
qualidade da semente torna-se inativa; porque passamos a saber que a palavra dilatou a nossa alma, nosso entendimento começou a ser
iluminado e a mente a expandir-se, v. 34.
Isso é luz, e o que é luz é bom, porque nos leva a discernir. Mas, depois de havermos provado dessa luz, poderemos considerar nosso
conhecimento perfeito, no referente a todas as coisas dessa luz? - Não ! Nem tampouco deveremos deixar de lado nossa fé; porque apenas a
exercemos para lançar a semente (acolhê-la no coração) a fim de levar a cabo a experiência, para saber se a semente era boa, v.35 e 36.
A medida que a árvore começa a crescer, diremos a nós mesmo, nutrâmo-la com cuidado (estaremos novamente usando de fé, na esperança de
que a planta se transforme numa árvore completa) para que lance raízes,
cresça e nos dê de seu fruto, v. 37.
Mas se não cuidarmos da árvore, se formos negligentes em nutri-la, ela não lançará suas raízes, e quando o calor chegar e abrasar o solo, ela
secará e nós a jogaremos fora, v. 38. Isso não será porque a semente fosse ruim, nem porque o fruto não seja desejável; mas porque nosso
terreno (coração), é estéril e não quisemos nutrir a árvore, por isso, não obteremos o fruto.
Agora, Alma volta à palavra figurada na semente e diz:
-
"... se não cultivais a palavra, olhando para a frente com o olho da fé para (a vinda do) seu fruto, nunca podereis colher o fruto da árvore da vida",
v. 40.
=
AOS JUDEUS
Capítulos 33 e 34 - Estes dois capítulos são uma grandiosa prédica para convencer aos judeus de que Jesus é o Cristo, o verdadeiro Messias.
São citadas profecias de Zenos e de Zenoc, os quais, para os zoramitas em 74 a.C., eram também considerados profetas de Israel. Embora o
nome desses profetas não constem na Bíblia como hoje a conhecemos. Dos versículos 30 a 35 do capítulo 34, vemos as palavras poderosas de
Amuleque, as quais já consideramos anteriormente, mas diremos um pouco mais sobre elas:
-
"... hoje é o tempo e o dia da vossa salvação; portanto, se vos arrependerdes e não endurecerdes vossos corações, imediatamente será
realizado para vós o grande plano de redenção ", v. 31.
-
A palavra imediatamente nesta escritura está realçada, para chamar atenção de que não há "karma" pessoal que possa resistir ao poder do
perdão de Deus, pela expiação de Cristo, em favor do pecador verdadeiramente arrependido e que passa a obedecer aos mandamentos. Quando
o poderoso Plano de Redenção é posto em ação, não há "lei de reencarnação" que possa resistir à verdadeira Justiça posta por Deus no Seu
Plano .
-
"... Não deixeis o dia do vosso arrependimento para o fim; porque depois do dia desta vida, que nos é dado para prepararmo-nos para a
eternidade, se não melhorarmos nosso estado durante esta vida, então virá a noite tenebrosa, na qual não se pode fazer obra alguma", v. 33.
-
Quando o espírito é lançado diante dessa terrível crise, verá que não há possibilidade de fazer mais nada; porque aquele mesmo espírito a quem
se entregou no dia desta vida, tempo que recebeu para preparar-se para o encontro com Deus, sim, aquele mesmo espírito, terá poder para
possuir seu corpo naquele mundo eterno, v. 34.
-
O demônio terá poder sobre os espíritos condenados à limpeza pelo fogo do inferno de suas próprias consciências. Esses, ainda terão
possibilidade de arrependimento; embora não possam receber a redenção dos seus corpos detidos na sepultura e de seus espíritos detidos no
inferno, enquanto não atravessarem essa terrível crise a que se autocondenaram, por terem rechaçado o Espírito da Salvação Eterna.
Os que lá se humilharem e se arrependerem, serão ressuscitados para serem julgados, mas só depois de pagarem toda a sua dívida para com a
justiça.
Já que não quiseram usar do benefício oferecido por Cristo, ao pagar gratuitamente os seus pecados, pagarão por si próprios; para, então,
poderem ser ressuscitados e levados ao julgamento que determinará o tipo de salvação que herdarão, de acordo com as suas obras. Mas haverá
alguns, relativamente poucos, que jamais se arrependerão; esses serão o deleite eterno do diabo e seus anjos nas trevas exteriores.
Eles serão ressuscitados para a condenação eterna, herdarão a plenitude da miséria do seu pai, nas trevas exteriores à ministração do Espírito
Santo.
-
Não há nada, a não ser uma expiação infinita (portanto, realizada por um ser de natureza infinita, um Deus) que tenha poder para responder
pelos pecados intermináveis de um mundo temporal, v. 12. É preciso haver um grande e último sacrifício; o qual, uma vez realizado, porá um fim
a todo derramamento de sangue das vítimas precursoras, que apontavam (anunciavam) o futuro sacrifício de Deus (do Deus Filho, Jesus Cristo);
quando, então, estará inteiramente cumprida a lei de Moisés, sem faltar nem um jota nem um til, e nada se haverá perdido, v.13.
-
A MISERICÓRDIA
-
"... este é o significado inteiro da lei, pois toda a sua culminância aponta para esse grande e último sacrifício; e esse último e grande sacrifício,
será o do Filho de Deus", v. 14.
"... sendo a finalidade desse último sacrifício, pôr em efeito as entranhas da misericórdia, que sobrepujam a justiça (condenatória) e dão aos
homens o meio para terem fé para o arrependimento ", v. 15.
"Assim, a misericórdia satisfaz as exigências da justiça, e cinge os homens nos braços da segurança; enquanto aquele que não exerce a fé para
o arrependimento, fica exposto às exigências de todas as disposições da lei e da justiça; portanto, unicamente para o que tem fé para
arrependimento, se realiza o grande e eterno plano da redenção ", v. 16.
-
Por isso, diz a escritura que sem fé é impossível agradar a Deus. Sim, é impossível despertar nas entranhas do Espírito de Deus, o poder de sua
misericórdia; para que essa força divina se erga em favor do homem, e justifique o perdão diante das outras forças que habitam no seu íntimo:
O julgamento e a justiça, o conhecimento e a verdade.
Sim, sem fé e arrependimento, a misericórdia de Deus torna-se para o homem numa força em potencial apenas; completamente sobrepujada pela
justiça condenatória;
porque os pecados individuais dos homens nunca cessarão, enquanto estiverem neste mundo, sob a queda física e espiritual.
=
No capítulo 33 Alma cita o profeta Zenos: "Por causa do teu Filho desviastes os teus julgamentos", v. 13. Então, pergunta aos seus ouvintes:
"E se o fizestes (lido as escrituras) como podeis deixar de crer no Filho de Deus ?", v. 14.
"Estais indignado Ó Senhor !, com os deste povo, que não querem compreender a tua misericórdia, que lhes concedeste por causa do teu Filho",
v. 16.
Estaria Deus indignado com essa falta daquele povo, mas não conosco quando cometemos a mesma falta ?
-
Voltemos agora um pouco ao capítulo 32, quando Alma ensina sabedoria aos pobres, que foram compelidos a se tornarem humildes de coração,
dado à sua extrema pobreza, v. 6 - 12: "Porque sois obrigados (pelas circunstâncias) a serdes humildes, bendito sois; porque há ocasiões em
que o homem se vê obrigado a ser humilde, busca o arrependimento; e seguramente, o que se arrepende encontrará a misericórdia; e quem acha
a misericórdia e persevera até o fim, será salvo, v. 13. "
"... por haverdes sido compelidos a serdes humildes, fostes abençoados; não podeis supor quão mais abençoados ainda serão os que se
humilharem verdadeiramente por causa da palavra ? "... Sim, abençoados muito mais do que aqueles que se vêem compelidos a se humilhar por
causa de sua extrema pobreza ", v. 14 - 15. "... abençoados são os que crêem na palavra de Deus e são batizados sem obstinação; sem terem
sido levados a conhecer a palavra ou mesmo compelidos a saber
antes de crer ", v. 16.
-
Significa: Sem terem sido obstinados ao ouvirem a palavra e resistido inicialmente a ela, até reconhecerem que é verdadeira.
Aquele que crê e é batizado antes de saber intelectualmente, compelido pelo poder da palavra na sua lógica irrefutável, exerceu de imediato a
humildade de espírito, e muito mais prontamente cedeu ao Espírito Santo; mostrou-se muito mais acessível ao Espírito do que o outro, que lutou
antes de reconhecer.
Não significa que o primeiro não precise saber depois intelectualmente também; pois, ninguém será salvo em ignorância; mas isso virá depois,
gradualmente, com a instrução e o aperfeiçoamento na teoria e na vivência do evangelho.
A vantagem espiritual do primeiro é óbvia, porque creu no espírito, antes de saber intelectualmente; em conseqüência, soube espiritualmente
antes daquele que foi obstinado; um obteve o testemunho do Espírito de imediato, enquanto o outro claudicou no seu intelecto, até que
soubesse intelectualmente e passasse a crer; para só depois, finalmente, vir a saber por manifestação do testemunho do Espírito - processo bem
mais longo do que o realizado pelo primeiro.
-
Mas como todas as bênçãos de Deus são condicionais; pois dependem de perseverança até o fim, essa vantagem inicial pode desaparecer; tudo
dependendo das obras de cada indivíduo ao perseguir a meta da vida eterna.
-
Deus nos ensina que aquilo que diz a um, diz a todos; que não faz acepção de pessoas, portanto, todos devem ser advertidos dessas coisas
para poderem crer nelas, arrependerem-se e serem batizados. Logo, é evidente que a uma criancinha, essas coisas jamais poderiam ser
aplicadas.
Ela não poderia crer ou saber coisa alguma. Já aprendemos que o batismo na verdadeira Igreja de Jesus Cristo é para o arrependimento; não há
outra razão qualquer que possa mudar esse requisito único do Plano de Redenção.
Outro motivo qualquer que o homem tente introduzir, de imediato transforma-se em blasfêmia, iniqüidade e abominação diante da palavra
declarada por Deus:
-
"Faz em honra do Senhor, somente aquilo que eu te ordeno, não acrescentes nem tires nada". Ao introduzir falsas razões para o ato do batismo,
além do requisito único e imutável do arrependimento, o falsificador estará obliterando o entendimento da justiça de Deus e do Seu Plano de
Redenção. Deus executa a obra de Salvação por meio do Espírito Santo. Esse Espírito é dado como um dom ao homem arrependido e batizado,
para que ele possa seguir a senda da Salvação Celestial.
Mas ele só é dado aos que crêem em Cristo integralmente, aceitam o batismo da água e, com isso, habilitam-se ao batismo de fogo e do Espírito
Santo.
O batismo de fogo queima literalmente as impurezas espirituais dos pecados pregressos; torna o homem limpo espiritualmente no ato do seu
advento. É uma oportunidade que Deus dá ao homem de recomeçar sua vida espiritual,
tão limpo quanto era quando criancinha.
-
Mas, como já afirmamos antes, mesmo abandonando os pecados eliminatórios da
vida eterna, o homem não consegue manter-se naquele estado de pureza do momento do seu batismo de fogo (para muitos, esse batismo não
acontece de imediato ao recebimento do Espírito Santo pela voz do sacerdócio; ele vem gradualmente ou simplesmente não vem, pois depende
da qualidade do arrependimento, e porque ninguém pode defraudar o Espírito Santo). O processo do arrependimento deve continuar, tão
seguramente quanto é o fato de que o homem continuará a cometer pecados menores (não passíveis de excomunhão).
Por isso, Deus instituiu as Reuniões Sacramentais semanais.
Faz parte do Plano de Redenção, que o homem continue sua vigilância, arrependendo-se, reparando seus pecados, confessando-os a Deus e os
abandonando.
A quem isso fizer, Deus promete manter limpo pelo poder do Seu Espírito, no ato da renovação do convênio batismal, nas Reuniões
Sacramentais.
-
Quem não comparece a essas reuniões sem motivo justo, não pode manter-se limpo; se morrer nessa situação não lhe irá bem, como irá se
comparecer. Ou aceitamos essa verdade e nos arrependemos ou estaremos admitindo que as palavras da oração sacramental não têm o efeito
que ouvimos o sacerdote pronunciar, e que tanto indo como não, resultará no mesmo. Ou ainda, que não nos importamos com a promessa de
que assim procedendo, teremos sempre conosco o Seu Espírito.
-
Se o batismo de fogo e as reuniões sacramentais fazem tudo isso pelos homens, que pensar dos que saem desta vida para o julgamento, sem
terem queimado no fogo do Espírito de Deus suas impurezas espirituais ?
Quando Jesus disse a João Batista: "É preciso que cumpramos toda a justiça", é porque É MESMO PRECISO !
-
Depois que Jesus cumpriu a justiça do batismo da água é que o Espírito Santo desceu sobre ele, e não antes. Se Jesus não houvesse
cumprido essa justiça, o Espírito não poderia vir sobre ele, mesmo em se tratando do Filho de Deus.
Mesmo tendo sido assistido toda sua vida pelo Espírito Santo, este não lhe poderia ser concedido como um dom permanente e perpétuo, se ele
se negasse a cumprir a lei que habilita o homem a receber do Pai o dom do Seu Espírito.
Se, em vez do que disse a João, Jesus houvesse dito: Está bem João, tens razão.
Eu não tenho pecado, e além disso sou o Filho de Deus, não preciso cumprir essa ordenança. Para mim ela não serviria de nada. Então, ali
mesmo e naquele mesmo instante Jesus estaria cometendo o seu primeiro pecado e, como tal, sujeitando-se
ao diabo.
Essa mesma sujeição aconteceria, se no lugar de João Batista, ali estivessem Herodes ou Caifás para batizá-lo - faltaria o verdadeiro sacerdócio
dee Deus, a justiça não teria sido cumprida e o Espírito não desceria sobre Ele.
-
Diante de toda essas verdades insofismáveis, poderia algum homem pensar em dizer:
-
"Ora, eu já me arrependi, sei que Jesus é o meu Salvador e sei que Ele sabe disso, portanto, para que batizar-me na água ?", ou: "Ora, quando eu
era um bebê, fui batizado, tenho até hoje um atestado de batismo; além disso, quando tinha doze anos lembro-me muito bem de que fui
crismado, em confirmação daquele batismo; meus pais tomaram esse cuidado, e foi assim que meus avós fizeram por eles, e bisavós, trisavós, e
etc."; ou ainda: "Já tenho minha própria religião, como todos que fizeram sua escolha e foram batizados na água pelos pastores das muitas
igrejas que pregam o nome de Cristo" .
-
A FALA
-
Deixemos agora Amoramon falar um pouco na língua dos anjos:
-
Que vos parece, algum desses cumpriu a justiça de Deus ? Foi o Espírito Santo o que veio sobre eles, confirmando a justiça do seu batismo,
ou foi alguma imitação produzida pelo mentiroso das trevas, confirmando o seu poder sobre eles ? Por que deixaríeis essa dúvida para depois ?

E se em vossas opiniões julgais que não tendes dúvida, pensais que esse engano se mudará em acerto diante do tribunal de Cristo ? O que
fareis quando a terrível crise vier sobre vós, e nada mais puderdes fazer, porque o tempo concedido para vos arrependerdes já terá passado ?
Podereis então dizer:
-
"Eu me arrependerei para que possa retornar ao meu Deus?". Alma vos diz que não!:
-
"Não, não podereis dizer isso; porque o mesmo espírito que possua vossos corpos ao sairdes desta vida, terá poder para possuir vossos corpos
naquele mundo eterno, ... porque foi retirado de vós o Espírito do Senhor e não tem morada em vós ...",
34 : 34 - 35.
-
O arrependimento, quando ainda no dia desta vida, produz tristeza e sofrimento espiritual, pelo reconhecimento das injustiças que praticamos.
Mas quando o evangelho nos é anunciado, aprendemos que há uma esperança; aprendemos que nos podemos aliviar imediatamente dessas
dores e aflições mentais e espirituais que nos atormentam, pelo poder da expiação de Cristo e de Sua misericórdia redentora; desde que
façamos as obras da lei espiritual de Deus.
Já o reconhecimento tardio dessas injustiças, quando já houver passado o tempo a nós concedido para nos arrependermos e repará-las;
quando, nessa situação, já nos acharmos diante de nosso Juiz e Senhor, com as vestes imundas dos nossos pecados, isso é o que nos auto-
lançará naquela terrível crise de desespero, angústia, expectativa da enorme desgraça e lamentos de consciência. Pois, nessa circunstância,
como diz Alma, "... foi retirado de vós o Espírito do Senhor e não tem morada em vós..."
Reinará então sobre nós, absoluto, o espírito do diabo, o qual, só nos transmitirá aqueles terríveis sentimentos de desamparo e desesperança;
que a escritura diz muito apropriadamente:
É como se fora um lago de fogo e de enxofre que ascende para sempre. Que figura melhor há para definir uma angústia espiritual indefinível, que
só pode ser entendida por quem dela participar ? Está aí uma coisa que Amoramon não faz nenhuma questão de entender.
-
E continua a língua dos anjos:
Então, quando chegardes ao mundo dos espíritos, com o corpo cheio das manchas não lavadas dos vossos pecados, porque menosprezastes a
doutrina do arrependimento e do batismo; pensais vós que Deus mandará seus anjos darem um jeito, para logo vos abrir as portas do paraíso ?
-
EXORTAÇÃO
-
Ó homens ! Contemplai a grandiosidade da justiça de Deus; pensais que podereis escarnecer dela impunemente ?
Contemplai as lágrimas nos Seus olhos ! Se nada mais puder fazer Sua misericórdia por vós, por a terdes desprezado enquanto ela era ainda
eficaz; antes de entrardes naquela crise ... Porque não O quisestes escutar !
Sim, quando cumpris a justiça do batismo, imediatamente toma curso o plano de redenção, pelo Espírito Santo !
Tão fácil, mas ao mesmo tempo tão difícil, quando escutais mais aos espíritos enganadores do mundo, e fechais vossos ouvidos àquele único
Espírito que vos poderá levar a Deus !
-
Sim, Deus chora ! Chora por cada um de vós que perderá para a vida eterna; porque não quereis usar de Sua misericórdia ! Enquanto o
demônio exulta e ri, na expectativa da chegada daqueles que ficarão por uma estação sob o seu poder; e, sobretudo, da chegada daqueles que
com ele habitarão para toda a eternidade !
Por que "obrigaríeis" Deus a deixar-vos morrer para a vida eterna ? Por que, por vossa justiça no Seu Espírito, não "obrigá-lo" a abrir-vos as
portas da Vida ?
-
Sim, Ele diz: "Estou obrigado quando fazeis o que eu digo; mas se não fazeis, não tendes promessa nenhuma".
=
Passamos o capítulo 35 por não ser de interesse ao nosso propósito.
=
Capítulos 36 e 37 -Alma presta seu testemunho a Helamã, seu filho, para fortalecê-lo no importante encargo que vai receber dele:
AS PLACAS
Conservar todas as placas de Nefi e as de latão, as quais, deverão seguir de geração em geração, conforme profetizado por seus pretéritos
detentores; elas serão preservadas pela mão do Senhor, até que cheguem a todas as nações, tribos, línguas e povos; para que todos possam
saber dos mistérios que elas contêm. Elas serão conservadas e reterão seu brilho; bem como os intérpretes, a bússola ou Liahona e a espada de
Labão.
-
" ... pela sabedoria de Deus estas coisas foram conservadas, pois que ampliaram a memória do povo, convencendo a muitos dos seus erros,
fazendo-os voltar ao seu Deus para que suas almas fossem salvas", v. 8. "... se não fosse pelas coisas que estes registros contêm, Amon e seus
irmãos, não teriam convencido a tantos milhares de lamanitas, da falsidade das tradições dos seus pais; ... levarem-nos ao conhecimento do
Senhor seu Deus e a regozijarem-se em Jesus Cristo, seu Redentor", v. 9. " ... Ele as conservou sagradas, as quais preservará para um seu sábio
propósito, para poder demonstrar o seu poder às futuras gerações", v. 14.
-
Vemos aí um fato importante de anotar: Os objetivos da conservação das placas são vários, e capitais - Ampliar a memória do povo, fazendo--o
recordar das grandes obras do Senhor em seu benefício, com isso retirando de suas almas o espírito de indiferença e conseqüentemente, de
ingratidão; fazer-nos compreender o que Sua mão realizou no longínquo e no próximo passado, para podermos avaliar e compreender o que
Deus realiza no presente; para que aprendamos a viver precavidamente; para garantirmos melhor nosso estado, na mortalidade e após esta vida.

-
Vemos que essas placas, ao serem reveladas a uma geração longínqua no futuro, têm aquela mesma função declarada nos versículos 8 e 9:
Mostrar aos seus receptores os erros acumulados das gerações antecedentes, que deram origem às tradições erradas dos pais; tão prejudiciais
ao progresso espiritual e temporal dos indivíduos e dos povos.
Cabe aqui notar que quando essas placas são reveladas aos espíritos que estão cruzando a mortalidade, é essencial que o seu conteúdo
também seja revelado aos pais, no mundo dos espíritos - para que os corações dos pais voltem-se aos filhos, e os dos filhos aos pais, para que
a terra toda não seja ferida com uma maldição (Malaquias 4: 5 - 6).
No plano de Deus, a salvação dos pais está intimamente ligada à dos filhos; as gerações passadas estão mutuamente ligadas, e às gerações
presentes e futuras; da mesma forma que todos nós estamos ligados ao nosso Pai e à nossa Mãe Celestiais.
-
No versículo 11, Alma diz que esses mistérios não foram plenamente revelados a ele, e que, portanto, não falaria mais sobre isso ao seu filho
Helamã.
As placas não são reveladas às gerações para elogiá-las no seu proceder, nem para dizer quão certas elas se vão indo nos caminhos de Deus.
Pelo contrário, as placas são enviadas para mostrar quão errados estão; elas vêm para chamar os homens ao arrependimento. Principalmente
quando elas são entregues a gerações como as dos últimos dias, após tão longo período de silêncio dos céus (desde a morte dos apóstolos até
1827, quando elas voltaram a ser do conhecimento dos homens).
-
Em 600 a. C. já existiam as placas de latão com as palavras de Deus escritas no hebraico. Nefi gravou seus livros num idioma declarado ser o
egípcio reformado, Joseph Smith passou o texto para o inglês, pelo poder de Deus; portanto a obra de interpretação é de Deus, embora usando a
mente iletrada de Joseph Smith (naquela época).Hoje temos cópias traduzidas em perto de uma centena de idiomas falados na terra. Mas uma
coisa é certa: Deus opera seu Plano de Redenção, usando essas placas com gravações de suas palavras !
-
E quão real Ele se torna com isso ! Deus sai do terreno das abstrações, das teorias, e entra em nossa vida como um Ser real, realíssimo ! Mais
clara e forte se torna nossa esperança de um dia vê-Lo face a face; de constatar que fomos criados à Sua imagem e semelhança; que nada há de
simbólico nessa afirmação da Gênese.
-
Os homens podem passar os textos para o material que quiserem: Pedra, tábua, tabuletas com barro endurecido, papiro, pergaminho, papel
couché, papel comum etc., etc., Mas um fato permanece soberano:
Deus usa placas, e do material mais nobre disponível, mais resistente ao desgaste do tempo, até mesmo ouro ou ligas de cobre. Porque,
enquanto o homem opera com visão de décadas e séculos, Ele opera com milênios e eternidades.
Os dispositivos chamados Urim e Tumim ou intérpretes, são outra característica das operações do Plano de Deus, próprios para lidar com a
interpretação de idiomas perdidos na noite dos tempos. Só assim será possível aos profetas transpor as dificuldades entre idiomas
antiqüíssimos e modernos.
-
Dessa forma, o texto extraído das placas, restaura à geração receptora o verdadeiro conhecimento de Deus e dos Seus convênios. Não será
pelas descobertas por escavações humanas nem pelas descobertas dos pergaminhos do Mar Morto que Deus vai executar o Seu Plano de
Salvação nos últimos dias, pois Ele é capaz de realizar a Sua própria obra. Será por meio de Suas próprias "escavações" que Ele porá as coisas
a limpo.
Joseph Smith não descobriu as placas fazendo escavações; de fato, ele foi levado por Deus ao encontro delas, o anjo Moroni mostrou-lhe o
esconderijo. Quem executou o trabalho não foi o homem, até mesmo os anjos recebem suas ordens de Deus. E se foi Deus Quem executou o
trabalho, ai de quem rir-se dele ! Os que rirem, verão sua imprudência, diz o Senhor !
-
Alma termina o capítulo 37 dando uma explicação a Helamã sobre os princípios espirituais que faziam funcionar o dispositivo orientador que a
colônia de Lehi recebeu do Senhor para cruzar o deserto; no versículo 45 faz uma analogia interessante:
"Não vês nisso um símbolo? Porque tão certo quanto este (instrumento) diretor trouxe nossos pais à terra prometida, por haverem seguido suas
indicações, assim, a palavra de Cristo, se seguirmos seu curso, nos levarão mais além deste vale de dor a uma terra de promissão muito
melhor".
=
Capítulo 38 - Vemos Alma falando ao seu filho Shiblon. Como este era um homem justo, Alma falou-lhe poucas palavras. Deu a ele um breve
testemunho e exortou-o a continuar perseverando na fidelidade ao seu Deus e a fugir de qualquer jactância e orgulho; há também promessas de
bênçãos maiores, sempre condicionadas à fidelidade.
=
Capítulo 39 - Já as palavras de Alma ao seu filho Corianton, foram tão longas que ocupam quatro capítulos do seu livro. Era ele um filho que se
desviara do caminho da retidão; abandonara os deveres do sacerdócio para misturar-se com uma prostituta.
Do versículo 6 ao 8, Alma considera todos os pecados cometidos por esse seu filho, e classifica o pecado sexual como o terceiro em gravidade,
depois do pecado de derramar sangue inocente e o mais grave de todos, o de negar o Espírito Santo, v. 5.
Negar o Espírito Santo, depois que ele já tenha tido morada no coração do homem e que o tenha feito saber sem sombra de dúvida de que Jesus
é o Cristo e que o trabalho em que está engajado é o trabalho verdadeiro de Deus; se acontecer desse homem virar-se contra ele, é como calcar
aos pés o Filho de Deus, crucificando-o espiritualmente no seu coração, isso torna o homem, a partir de então, um inimigo de Deus.
Melhor seria que nunca houvesse nascido, diz o Senhor; porque daí em diante passa a ser mais um demônio para engrossar as hostes do diabo.
-
Negar o Espírito Santo, sabendo o homem sem sombra de dúvida que O está negando, torna-se um pecado imperdoável; e ao que mata um
inocente, contra a luz e o conhecimento que tem de Deus, não é fácil obter perdão, v. 6.
=
A RESSURREIÇÃO
.
Capítulo 40 - Alma explica a Corianton sobre a ressurreição dos mortos:
-
Há uma época determinada em que todos os mortos estarão ressuscitados, somente Deus sabe a hora assinalada, v. 4. Alma diz que deve haver
um intervalo entre a morte e a ressurreição. O que acontece com as almas dos homens (alma aí, na acepção de espírito) durante este intervalo de
tempo ? Um anjo deu esta resposta a Alma:
-
"... os espíritos de todos os homens, quando se separam desse corpo mortal ... sejam bons ou maus, são levados de regresso a esse Deus que
lhes deu vida ", v. 11. "E acontecerá que os espíritos que são justos serão recebidos num estado de felicidade que se chama paraíso: Um estado
de descanso, um estado de paz, onde descansarão de todas as suas aflições, cuidados e dores", v. 12.
-
Vemos que o paraíso é definido antes como um estado de espírito do que como um lugar maravilhoso. Isso porque, o estado de paz espiritual de
um ser, define melhor sua felicidade do que o lugar maravilhoso em que possa estar.
Há quem viva em lugares esplendorosos, no entanto não tem paz; é menos feliz do que outro, cujo lugar de moradia é inferior, mas seu estado de
espírito o conduz à alegria e felicidade maiores.
-
Por três vezes Alma ensina que todos quanto hajam existido entre Adão e a ressurreição de Cristo, serão ressuscitados antes da ressurreição
dos que morram depois da ressurreição de Cristo, vs. 16, 18, e 19. Ele não diz que todos esses ressuscitarão ao mesmo tempo, v. 19.
Alma diz a Corianton, como opinião pessoal, que a ressurreição dos justos (do respectivo período) será no tempo da ressurreição de Cristo
(imediatamente depois dela).
-
É evidente, portanto, que os injustos do período ressuscitarão um certo tempo depois.
Da mesma forma, é óbvio que o mesmo acontecerá com os que vierem ao mundo entre a ressurreição de Cristo e a sua segunda vinda:
-
Os justos ressuscitarão ao tempo dessa sua segunda vinda, e os injustos um tempo depois, durante o decorrer do Milênio da paz; sendo que os
mais injustos, mas ainda mesmo assim, herdeiros de algum grau de glória na ressurreição, só serão levantados próximo ao fim do Milênio. Os
filhos-da-perdição ressuscitarão por último de todos, fora do tempo de salvação que Deus estabeleceu (fora do tempo do Senhor).
-
No versículo 23 a palavra alma está duas vezes empregada na acepção de espírito:
-
"A alma será restaurada ao corpo, e o corpo à alma; sim, e todo membro e junta serão restabelecidos ao seu corpo, sim, nenhum cabelo da
cabeça se perderá, senão que tudo será restabelecido à sua própria e perfeita forma". "E então os justos resplandecerão no reino de Deus. Mas
eis que, uma terrível morte sobrevem aos iníquos; porque morrem quanto às coisas concernentes à retidão ... são lançados fora e consignados a
participar dos frutos dos seus labores ou de suas obras ...", v. 26.
=
Capítulo 41 - Alma explica a Corianton que o plano de restauração é indispensável à justiça de Deus, porque é necessário que todas as coisas
sejam restabelecidas à sua própria ordem. É preciso e justo, segundo o poder da ressurreição de Cristo, que a alma do homem seja restituída ao
seu corpo, e que sejam restauradas ao corpo todas as suas partes e que, após isso, os homens sejam julgados de acordo com suas obras no
dia desta vida; para, como parte dessa restauração de todas as coisas, eles sejam restaurados àquela mesma justiça que praticaram ou à
injustiça.
Sendo essa restauração, à sua própria ordem: A mortalidade ressurge em imortalidade (pois Adão era imortal antes da queda); a corrupção
ressurge em incorrupção.
Ressurge então o homem para uma felicidade infinita, para herdar o reino de Deus, ou para uma miséria interminável, para herdar o reino do
diabo, v. 2 - 4.
-
Já explicamos anteriormente (mas nunca é demais repetir, por causa da tremenda falta de compreensão dessas coisas da justiça divina) que o
reino de Deus abrange todas as moradas dentro do âmbito de ministração e administração do Espírito Santo; que há vários graus de glória aí
distribuídos (heranças de acordo com as obras individuais).
Portanto há também vários graus de glória alcançados pelos espíritos, o que corresponde a vários graus de felicidade e realizações.
Embora a felicidade dos herdeiros possa ser definida como felicidade sem fim, não é igual para todos, da mesma sorte que as obras de cada um
não são iguais em justiça.
Se é preciso que cumpramos toda a justiça, e sabemos que muitos negam-se a fazê-lo, é justo concluirmos que os graus de glória merecidos são
também diversos.
Já explicamos também, que aos olhos de Deus, todos os que não fizerem jus à salvação celestial, perdendo as grandiosas e maravilhosas
bênçãos de viverem como Deus vive, perdem tanto com isso, que se tornam (aos olhos de Deus) miseráveis
para sempre.
-
Mas isso deve ser compreendido no comparativo à glória alcançada por aqueles que cumprem toda a justiça no dia desta vida, e que, por isso
viverão na mesma glória que Deus vive. Já os que não merecerem viver, nem mesmo no menor grau de glória do menor reino de glória, sairão
do âmbito de ministração e de administração do
Espírito Santo
(da vastidão infinita do reino de Deus) para as trevas exteriores, onde reinam o diabo e seus anjos.
-
Assim os homens são feitos seus próprios juizes, ou para fazer o bem ou para fazer o mal. Sendo os decretos de Deus inalteráveis, foi
preparado o caminho; portanto, todo aquele que queira pode andar por ele, v. 7 - 8.
-
Este capítulo traz ao nosso entendimento que a morte não pode restaurar ninguém do mal para o bem; que a palavra restauração seria
inaplicável nesse sentido; porque a justiça de Deus só prevê a restauração ao bem, através do arrependimento.
Sem essa obra de justiça não há nenhuma possibilidade que o mal seja restaurado a qualquer outra coisa que não seja o mal; da mesma forma
que o bem só pode ser restaurado ao bem.
Por todas essas razões, e como a obra iniciada por Deus era perfeita e boa antes da queda, quando Ele diz que restaurará todas as coisas, é
porque as levará a ser como naquele estado de perfeição original ;isto é, todas as coisas da criação e, juntamente, todos os homens que
buscarem o bem e a justiça no dia desta vida.
-
Mas se os homens se quiserem manter no estado carnal, sensual e diabólico durante esta vida, não poderão ser restaurados a uma condição
afim com a natureza de Deus, v. 11 - 12.
=
A REDENÇÃO
-
Capítulo 42 - Alma procura mostrar a Corianton as razões do Plano de Redenção:
-
É justo que Deus, por Sua justiça, castigue o pecador, v. 1. Adão transgrediu a lei de Deus; como Ele não pode habitar com transgressores, Adão
foi afastado de Sua presença, por isso, tornou-se miserável. Tendo antes sido tornado como Deus, conhecedor do bem e do mal, passou a ser
um deus decaído - por ter sido determinado que morreria fisicamente, depois de ter morrido espiritualmente ao ser banido da presença de Deus.
Não foi isso uma miséria para quem se tornara como Deus ?
-
-"Eis que o homem tornou-se como um de nós, conhecedor do bem e do mal".
-
E o homem viu-se perdido para sempre, v. 6. Ao ser separado do Senhor, tanto temporal quanto espiritualmente, o homem tornou-se livre para
seguir sua própria vontade, v. 7. Mas o preço dessa faculdade foram as mortes, espiritual primeiro e depois a física.
-
Quem vive na presença de Deus tem que ser uno com Ele. O homem, no princípio estava com Deus (pois seu espírito é filho de Deus). Já que no
princípio, não podia estar sujeito a nenhuma corrupção espiritual, não poderia saber nem como desobedecer; não podia agir por si mesmo,
seguir sua própria vontade, para obedecer ou desobedecer as leis de Deus.
-
Portanto, não conhecia o bem e o mal. Da mesma forma que as nossas criancinhas não conhecem, os espíritos, no princípio daquele primeiro
estado, também não conheciam.
"Assim, vemos que foi concedido ao homem um tempo para se arrepender; sim, um tempo de provação, um tempo para arrepender-se e servir a
Deus", v. 4.
-
Significa: arrepender-se de passar a vida servindo a si mesmo e aos da sua família, sem nunca lembrar de procurar saber o que Deus quer que
faça além disso:
- o que ele deve fazer diretamente pela Causa de Deus.
-
Quem não faz mais do que auto-serviço e não passa a servir a Deus como Ele quer ser servido, ainda não se arrependeu do seu estado de
egoísmo e ingratidão.
Aquele que tem a pretensão de estar servindo a Deus, quando não faz outra coisa senão seguir seu modo próprio de satisfazer a consciência,
verá que não seguiu a senda da salvação.
Quando chegar à presença de Deus para ser julgado (autojulgado); terá de reconhecer que não buscou a unidade com Ele, que apenas
autoenganou-se na unidade com o seu ego; fez do ego o seu Deus, portanto, perecerá !
Assim, ninguém pode saber qual a vontade de Deus, a não ser por revelação do Espírito Santo; porque a opinião à base do intelecto humano não
é revelação, é opinião mesmo !
-
E como é Deus Quem executa Sua obra, a opinião humana está inteiramente descartada do processo e do Plano de Redenção.
Quem negar estas coisas, nega a própria necessidade da obra de Deus, pois Ele só opera pelo Espírito. Quem aceita sua opinião como sendo
revelação de Deus está em trevas, fez-se deus para simesmo e se não se arrepender será condenado.
-
"Já que os homens se haviam tornado carnais, sensuais e diabólicos por natureza
(por já nascerem numa condição física decaída, e também por tornarem-se espiritualmente decaídos, quando passam do período da inocência e
começam a pecar),
este estado de provação, passou a ser para eles um estado para preparar-se (para o reencontro com Deus); tornou-se um estado preparatório", v.
10.
-
"Portanto, segundo a justiça, o plano de redenção não podia realizar-se senão de acordo com as condições do arrependimento neste estado
probatório, sim, este estado preparatório; porque, a menos que seja por estas condições, a misericórdia não poderia surtir efeito, sem que se
destruísse a obra da justiça. Porém a obra da justiça não poderia ser destruída; se assim fosse, Deus deixaria de ser Deus", v.13.
-
Essas duas escrituras denunciam poderosamente a tremenda burla diabólica, quando ensina a necessidade do batismo para livrar o homem do
pecado de Adão!
Porque este falso motivo jamais despertaria em Deus as entranhas de Sua misericórdia pelo pecador. Já sabemos que isso só é possível pela fé
em Cristo, seguida do arrependimento e do convênio batismal que o pecador faz com Deus em sua mudança de vida. O arrependimento de Adão
fez isso por ele somente, e por mais ninguém.
Da mesma forma que o nosso arrependimento desperta a misericórdia de Deus por nós somente e por mais ninguém. Não é Adão que nos vai
reconciliar com Deus, isso só nós mesmos, individualmente, teremos que fazer com pleno conhecimento de causa, pelo arrependimento, com fé
na expiação de Cristo.
-
Quanto às criancinhas, por ainda não terem a capacidade de discernir entre o bem e o mal, não se podem arrepender; por isso a misericórdia,
em pleno acordo com a justiça, lhes garante a salvação pela expiação do Senhor. Batizar criancinhas para que elas "possam ser salvas", é uma
burla solene e ofensa a Deus. Pois isso anula na mente humana toda a capacidade de entender a justiça, a misericórdia e a verdade. É por isso
que Deus declara mais adiante no Livro de Mórmon que aqueles que morrem com tal pensamento, se lamentarão no inferno.
Pela justiça, é o nosso arrependimento o que nos vai habilitar a usufruir da misericórdia de Deus, a qual, despertada pela expiação de Cristo, é
aplicada em nosso favor. Nós não despertamos a misericórdia de Deus diretamente por nosso arrependimento; pois ele, por si só, não satisfaz
as demandas da justiça incorruptível e perfeita; portanto, nosso arrependimento, tomado isoladamente da expiação de Cristo, não tem poder
para livrar-nos da morte espiritual (a separação de Deus para sempre).
Isso não se dá com a ressurreição do corpo, que é automática e virá sobre todos os homens. Pois, no julgamento final, todos deverão ser
julgados no corpo.
A ressurreição levará toda a criatura humana à presença de Deus, na condição de imortalidade física. Mas o julgamento final é que dirá quem
viverá com Deus, e quem será banido para sempre do tipo de vida que Ele vive.
-
"... não se poderia realizar o plano de misericórdia (da justa e única maneira de aplicar a misericórdia em favor do homem) a não ser que se
efetuasse uma expiação (uma compensação aceitável diante da justiça incorruptível); portanto, o próprio Deus é Quem expia pelos pecados do
mundo (porque foi Ele Quem criou o homem, e todas as condições e circunstâncias que se desenvolveriam na sua vida probatória e preparatória
para o reencontro com Ele) ... para satisfazer as demandas da justiça, para que Deus seja um Deus perfeito, justo e misericordioso também ", v.
16.
-
Quem é capaz de compreender a verdade grandiosa que esta escritura nos ensina ?
Até que realizasse a expiação, de fato, o Senhor ainda não seria um Deus perfeito, justo e misericordioso (significando: Um Deus completo,
formado na escola da divindade).
O Senhor Jesus Cristo veio ao encontro dessa perfeição divina {aqui mesmo onde estamos, a nossa escola de divindade e Dele também),
descendo à carne mortal e realizando a Sua obra de "pós-graduação". Porque , embora em espírito, Ele já fosse como um Deus; embora Ele já
fosse o Cordeiro imolado desde a fundação do mundo, porque aceitara plenamente essa missão, o era potencialmente ainda.
A perfeição de Sua justiça e misericórdia seria efetivada, incorporada a Ele de fato e de direito aqui na terra, ao cumprir a obra expiatória.
-
O mesmo acontece agora na mortalidade com nossos espíritos, embora em menor grau. Também descemos em busca de aperfeiçoarmos em
nós os atributos de Deus, como seus filhos. Só que essa nossa perfeição não será obtida diretamente de nossos esforços, mas sim através da
perfeição alcançada por Cristo.
Ele "comprou" o direito de nos purificar de todo o pecado, pelo alto preço da expiação - com a condição de termos fé Nele, nos arrependermos,
nos batizarmos, recebermos o Espírito Santo e perseverarmos até o fim.
Foi muito mais difícil para ele do que é para nós cumprirmos a nossa parte no Convênio.
-
Os homens não se arrependeriam, a menos que um castigo pelos pecados fosse fixado, (castigo) tão eterno quanto a vida da alma. Castigo que
fosse oposto ao plano da felicidade (preparada por Deus para seus filhos), tão eterna também quanto a vida da alma, v. 16. Como poderia o
homem arrepender-se, a menos que pecasse ? Como poderia pecar se não houvesse lei ? Como poderia haver lei sem que houvesse castigo? v.
17.
-
Como o homem poderia vir a conhecer a misericórdia sem arrepender-se ? Como poderia vir a conhecer a seu Pai sem experimentar Seu poder,
justiça, julgamento, misericórdia e verdade ? Como vemos, todas essas coisas formam um conjunto perfeito de imutabilidade e verdade, de
mútua dependência; em que nenhuma parte desse conjunto pode ser retirada, sob pena de destruí-lo por inteiro.
-
"Desse modo realiza Deus Seus grandes e eternos propósitos, que foram preparados desde a fundação do mundo. E assim se realiza a salvação
e a redenção dos homens, e também sua destruição e miséria", v. 26.
=
Capítulos 43 e 44 - Estes capítulos tratam mais de guerras entre nefitas e lamanitas. Como nessa época a causa dos nefitas era justa aos olhos
de Deus, Alma recebeu do Senhor informações sobre a estratégia dos lamanitas, favorecendo aos nefitas. O morticínio foi enorme entre ambas
as partes; os mortos foram lançados nas águas de Sidon e carregados para as profundidades do mar, c. 44 v. 22. Assim terminou o décimo
oitavo ano do governo dos juizes sobre o povo de Nefi; e também os anais de Alma que foram escritos sobre as placas de Nefi.
=
Capítulos 45 a 62 - No v. 9 do c. 45 Alma inicia uma profecia, mas esclarece a seu filho Helamã, que ela não deveria ser divulgada até que fosse
cumprida. Sua palavra profética vai do v. 9 ao 14. Anuncia a destruição dos nefitas devido à incredulidade e terríveis iniqüidades que
cometeriam. A profecia foi feita em 73 a. C. aproximadamente, e seu cumprimento aconteceu em 385 d. C. O período compreendido por esses
capítulos vai do ano 73 a. C. ao ano 60 a. C. Não é mais comentado por ser de menor interesse ao nosso propósito.
=
Capítulo 63 - Helamã havia passado o encargo dos anais sagrados a Shiblon, um homem justo, em 57 a. C., correspondendo ao ano 36 do
governo dos juizes sobre o povo de Nefi. No ano anterior, uma numerosa companhia de homens (cinco mil e quatrocentos, com suas esposas e
filhos) deixaram a terra de Zarahemla e seguiram para a terra do Norte. Depois dessa companhia, seguiram-se outras naquela mesma direção;
nunca mais o povo de Zarahemla soube do que lhes aconteceu.
Antes de morrer, Shiblon entregou os anais e os objetos sagrados que os acompanhavam, ao filho de Helamã, do mesmo nome que seu pai. As
gravações dos anais sagrados, foram copiadas e enviadas a todos os homens e por toda a terra; com exceção das partes que Alma havia
mandado não enviar (por ordem de Deus); mas que , contudo, foram guardadas sagradas e transmitidas de geração em geração de profetas
(para serem divulgadas no seu devido tempo, de acordo com as ordens de Deus).
Aquela parte das gravações estava selada para aquelas gerações de nefitas, até que sucedesse a destruição do povo. Depois que isso
aconteceu, não mais haveria razão para continuarem seladas. Por isso, foram escondidas pelo poder de Deus até o ano de 1827, mil
quatrocentos e seis anos depois que Moroni as ocultou na terra.
Como ainda há dois terços das placas do Livro de Mórmon seladas para esta nossa geração, imaginamos que isso se dá dentro do mesmo
critério que Deus usou para com os nefitas incrédulos e iníquos: Elas só serão mostradas ao mundo, depois da destruição dos gentios e judeus
iníquos desta geração.
Como foi no passado, assim será no presente.
-
Quando Deus revelou aquela profecia selada a Alma, e ordenou que não a divulgasse, é porque ela já não faria mais nenhum bem aos nefitas. Se
ela lhes pudesse vir a fazer algum bem, Deus tê-la-ia divulgado.
O fato é que eles já estavam suficientemente avisados da destruição que viria sobre eles caso não se arrependessem. Se não se arrependeram
com as palavras de Deus pelos seus profetas, com aquelas necessárias e suficientes palavras que já tinham, e com os sofrimentos sucessivos
que lhes advieram por sua rebelião contra Deus, não se iriam arrepender com mais palavras; elas serviriam apenas para aumentar mais ainda
sua condenação.
Mas no futuro, aquele cumprimento de destruição da profecia selada para os nefitas, serviria como advertência para os povos gentios e judeus
dos últimos dias, quando ela lhes fosse divulgada por mandato de Deus. Quando eles entrassem na mesma senda de iniqüidade por que
entraram os nefitas, os registros lhes seriam mostrados pelo poder de Deus. Então, o mesmo juízo se repetiria:
Se os gentios não se arrependerem, nem os judeus, com as palavras contidas no primeiro terço do Livro de Mórmon, não se arrependerão com
mais palavras dele; isto é, com os dois terços restantes que continuam selados.
Mas, ao serem reveladas essas palavras seladas, em algum momento do princípio do Milênio, aos que restarem dos julgamentos que se abaterão
sobre judeus e gentios, e também reveladas aos povos pagãos (os quais suportarão o dia do julgamento, porque serão tratados por Deus como
povos que não receberam a Lei do evangelho, até então), elas servirão para ajudá-los a se arrepender.
-
Os nefitas não receberam a profecia que estava selada para eles, por causa da incredulidade, que os levou à iniqüidade desenfreada em que
viveram até serem destruídos.
Os gentios e judeus de hoje, pela mesma razão, não recebem os dois terços selados do Livro de Mórmon - por causa da mesma incredulidade e
iniq&üidade que lavram entre eles, e até que, como os nefitas, sejam destruídos pelos julgamentos de Deus
que estão às portas.
Os que se dizem crentes, mas não crêem nestas coisas, são incrédulos diante de Deus, e seus credos são uma abominação para Ele, o
julgamento mostrará isso a todos os homens ! E felizes serão aqueles a quem Deus catalogar como crédulos !
==
O LIVRO DE HELAMÃ
=
Este livro é um relato dos nefitas, suas guerras , contendas e dissensões. Contém também as profecias de muitos profetas pronunciadas antes
da vinda de Cristo. Além disso, é o relato da conversão de muitos lamanitas e de sua posterior retidão, diante das iniqüidades e abominações
dos nefitas. Passamos os capítulos de 1 a 3 sem comentá-los, por não serem de maior interesse ao nosso propósito.
=
Capítulo 4 - Os versículos 12 e 13 mostram a razão porque os nefitas caminharam para a completa destruição como um povo.
Esses versículos parecem estar descrevendo os gentios de hoje, os quais, estão condenando suas nações a perecerem sob os julgamentos que
se abaterão sobre a terra:
-
O orgulho dos corações por causa de suas imensas riquezas; a opressão sobre os pobres, negando o alimento aos famintos de toda a terra, a
roupa aos que estão nus; zombando do que é sagrado.
Quantos, quantos ! Já vimos zombando, atacando com calúnias, fazendo pouco caso ou simplesmente ignorando o Livro de Mórmon e o
chamado do profeta Joseph Smith e de seus posteriores irmãos em Cristo chamados ao apostolado !
Negando o Espírito de profecia e de revelação; negando a ministração dos anjos, e de outros seres celestiais que Deus enviou ao profeta para
por em curso o Plano de Redenção nos últimos dias; assassinando, furtando, roubando, cometendo adultério, assaltando, seqüestrando,
traficando drogas - lançando à miséria física e espiritual os seus irmãos, filhos do mesmo Pai Celestial.
-
O QUE VALEM OS GENTIOS?
-
O que vale esta geração mais do que valia aquela extinta geração de nefitas ?
Se aquela só serviu para o fio da espada, esta só servirá para a queima pelo fogo do Espírito ! Só os que se arrependerem serão retirados,
preservados e salvos do fogo purificador das iniqüidades do mundo, porque terão sido purificados pelo sangue de Cristo, no convênio do
evangelho.
=
Capítulo 5 - "Como a voz do povo estabelecia suas leis e seus governos, e os que escolheram o mal eram mais numerosos do que os que
escolheram o bem, estavam portanto, amadurecendo para a destruição, porque as leis haviam sido corrompidas", v.2.
-
"E não era só isso, eram um povo orgulhoso, a tal ponto que não podiam ser governados pela lei nem pela justiça, senão para sua destruição, v.
3.
-
Foi entre um povo nessas condições espirituais que os irmãos Nefi e Lehi, filhos de Helamã, o filho de Helamã, saíram para pregar o evangelho
depois que Nefi renunciou ao cargo de juiz superior.
Esses dois missionários, foram também entre os lamanitas.
O poder do Espírito que neles estava era de tal grau, que oito mil lamanitas foram batizados em arrependimento; tendo sido convencidos das
iniqüidades de seus pais, as quais, haviam sido iniciadas por Lamã e Lemuel, que as transmitiram à sua posteridade através de falsas tradições.
O resto do capítulo, conta de eventos maravilhosos e manifestações do poder de Deus, ocorridos durante o trabalho missionário de Nefi e Lehi.
=
Capítulos 6 a 9 - Aqui estão registrados os trabalhos missionários de Nefi e Lehi na terra do Norte, seu regresso depois de terem sido
rechaçados, sua volta a Zarahemla.
Nefi sofre ao ver que um bando de ladrões estava ocupando os assentos judiciais, tendo usurpado o poder e a autoridade do país, passando por
alto os mandamentos de Deus e em nenhum sentido sendo justos diante Dele, e negando a justiça aos homens, v. 1 - 4 do c. 7.
-
Nefi passa a pregar ao povo da terra de Zarahemla e encontra enorme oposição.
Ele diz muitas coisas que já comentamos anteriormente, mas há algo de grande importância no seu discurso que comentaremos a seguir:
-
"... Abraão viu a vinda do Messias ... não foi o único que soube dessas coisas, houve muitos, antes dos dias de Abraão que foram chamados
segundo a ordem do Filho de Deus (significa: Chamados ao sacerdócio que era segundo a ordem do Filho de Deus) com o objetivo de que
mostrassem aos do povo (aos que ainda não portavam o sacerdócio), muitos milênios antes de Sua vinda, que a redenção viria a eles ", v. 17 do
c. 8. "Não só Moisés testificou dessas coisas, como também todos os santos profetas, desde os dias dele até os dias de Abraão", v. 16 do c.8.
-
Vemos nesses versículos, o que já vimos antes: Mais uma declaração de Deus de que o sacerdócio é fundamental para que um homem possa
ensinar ao povo.
O Livro de Mórmon ensina a doutrina desse sacerdócio, pois todos os profetas de Israel que o escreveram, o fizeram pelo poder do Espírito
Santo, que atua o poder do sacerdócio segundo a ordem do Filho de Deus ou o sacerdócio de Melquisedeque.
=
Capítulo 10 - A diligência de Nefi em pregar a palavra incansavelmente, fez com que o Senhor falasse a ele e o investisse com grandes poderes,
v. 5 - 10. Então, nessa condição elevada, o Senhor mandou que Nefi voltasse a pregar ao povo. Mas em nada mudou a condição daquela gente.
Houve a seguir muitas dissensões e o povo começou a matar-se mutuamente pela espada. Era o ano 71 do governo dos juizes.
=
Capítulo 11 - Vendo que o povo se estava destruindo pela espada, Nefi clamou ao Senhor e pediu que Ele mudasse a maldição da espada pela da
fome; para ver se eles assim, se recordariam de Deus e, talvez, alguns se arrependessem.
A aflição da fome caiu sobre os nefitas e as mortes foram ainda maiores do que haviam sido pela espada. Quando os do povo estavam para
perecer de fome, começaram a lembrar-se do Senhor e das palavras profetizadas por Nefi.
Quando Nefi viu que o povo se arrependera, clamou de novo ao Senhor e pediu que Ele aplacasse Sua ira, porque os mais iníquos já haviam sido
destruídos pela espada e pela fome. Pediu que a fome cessasse naquela terra.
No ano 76 do governo dos juizes o Senhor fez chover, a terra deu seus grãos na época certa. A seca durara três anos. Houve novamente paz e
prosperidade em toda a terra, do ano 76 ao 79 do governo dos juizes. Mas, a partir do no 79 reiniciaram-se as contendas, mas Nefi e Lehi, que
recebiam revelações diárias, conseguiram contê-los das suas contendas.
Os ladrões e assassinos começaram a se organizar e, instalados nas montanhas (que enorme coincidência !) e no deserto (em baixadas
agrestes, mais outra coincidência), causavam enormes aflições ao povo.
Um exército de homens fortes foi enviado para obstruí-los, mas foi rechaçado; novamente saíram contra os ladrões no princípio do ano 81 e
destruíram a muitos, porém com grandes perdas. Essa nova calamidade veio sobre o povo por causa da sua iniqüidade.
Novamente lembraram-se do Senhor mas, para já no ano seguinte voltarem a esquecer; mais uma vez ficando prontos para a destruição.
=
Capítulo 12 - Neste capítulo, o Espírito analisa a triste condição espiritual do homem neste mundo, naturalmente falando coletiva e não
individualmente, porque há uns poucos que não estão sob o peso de tão grande condenação.
-
INCONSTANTES
-
"Assim podemos ver quão falso e inconstante é o coração dos homens ... que o Senhor faz prosperar aqueles que Nele põem sua confiança ...
podemos ver que é precisamente na ocasião em que (Deus) faz prosperar a seu povo ... preservando suas vidas e livrando-os de seus inimigos
(os maiores dos quais são o diabo e seus anjos); abrandando o coração dos seus inimigos (na carne) para que não lhes declarem guerras ... em
uma palavra, fazendo todas as coisas para o bem-estar e felicidade do Seu povo; sim, então é a ocasião em que endurecem seus corações, e se
esquecem do Senhor seu Deus, e pisam o Santo com os pés; por causa de sua comodidade e extrema prosperidade (prosperidade que os leva a
enredarem-se nas vaidades do mundo, em objetos de todo gênero, lazer e diversões de toda natureza, que não lhes dá nenhum tempo para
pensarem seriamente no seu relacionamento com Deus), v. 1 - 2.
-
"... A não ser que o Senhor castigue o Seu povo com muitas aflições ... a menos que o visite com morte e com terror, com a fome e toda classe
de pestilências, (o povo) não se lembra Dele", v. 3. Ó quão insensatos, quão vãos, quão malignos e diabólicos, e quão prontos a cometer
iniqüidade quão lentos a fazer o bem são os filhos dos homens ! Sim ! Quão prontos são para escutar as palavras do maligno e pôr seus
corações nas vaidades do mundo ! ... Quão prontos estão para exaltar-se no orgulho; quão prontos para jactar-se e cometer toda a classe de
iniqüidades; e quão lentos são em lembrar-se do Senhor seu Deus, em dar ouvidos aos Seus conselhos ... quão lentos são em andar pelas vias
da prudência !", v. 4 e 5.
-
Do versículo 7 ao 22 o Senhor mostra em palavras esmagadoras quão insignificantes são os filhos dos homens (como eles de fato se deveriam
enxergar se fossem sábios e justos, e não tolos e insensatos) diante do incomensurável poder e conhecimento
de Deus.
-
E, no entanto : "... não desejam que os governe e reine sobre eles o Senhor Deus que os criou, apesar de Sua grande benevolência e sua
misericórdia para com eles, depreciam Seus conselhos e não querem que Ele seja o seu guia", v. 6.
-
Isso é uma verdade esmagadora ! Tanto os israelitas no Oriente quanto os nefitas no Ocidente, abandonaram o governo dos juizes para irem
atrás do governo dos reis, para serem como os outros povos da terra e não o povo peculiar que se deixava governar por Deus. Quando Cristo
voltar à terra, o governo dos juizes sobre o seu povo será restabelecido; pois, dentro do reinado de Jesus Cristo através de Sua Igreja, os bispos
serão os juizes comuns em Israel sobre as comunidades de suas mordomias (as alas sobre suas responsabilidades); os presidentes de estaca
serão os juizes superiores sobre as comunidades das alas de suas mordomias e, assim, nessa cadeia de juizes, até chegar ao juiz supremo, o
presidente da Igreja, chamado por Jesus Cristo para ser o juiz sobre toda a terra. "De Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor !".
O povo de Deus, então, abandonará o governo dos homens, de volta ao governo de Deus. O que os homens viraram de cabeça para baixo por
inspiração do diabo, será posto de volta à sua posição correta pelo Espírito do Deus. E quanta coisa vai mudar !
=
SAMUEL
-
Capítulo 13 - Um profeta lamanita de nome Samuel profetiza aos nefitas sob enorme oposição; é expulso, e já estava prestes a regressar à sua
terra quando lhe veio a voz do Senhor mandando-o voltar a proclamar a palavra ao povo. Ele volta, mas é impedido de entrar na cidade de
Zarahemla. Então, Samuel sobe a muralha da cidade e faz uma poderosa prédica. Protegido pelo poder de Deus, não é atingido por pedras,
flechas e lanças arremessadas pelos nefitas contra ele.
Sua fala está contida neste capítulo, dos versículos 5 ao 39. Muita coisa que Samuel lhes falou nessa ocasião, já comentamos no decorrer deste
livro.
=
Capítulo 14 - Samuel fala de um sinal que seria dado a todo o povo vivendo naquelas terras do hemisfério Ocidental: Em mais cinco anos, a
contar do ano 86 do governo dos juizes, apareceriam grandes luzes no céu, de modo que não haveria escuridão na noite anterior à vinda do Filho
de Deus ao mundo (no outro hemisfério).
Aquela noite, aos homens das terras ocidentais, pareceria como se fosse dia.
-
Então, haveria um dia, uma noite e outro dia, como se fossem um só dia. Embora o sol nasceria e se poria normalmente; portanto, eles saberiam
que se teriam passado um dia, uma noite e outro dia. E apareceria uma nova estrela, como nunca haviam visto, o que seria também um sinal para
os povos ocidentais.
Como veremos no livro seguinte, todos esses sinais aconteceram por ocasião do nascimento de Jesus Cristo em Belém, mas só poderiam ser
testemunhados pelos ocidentais; pois as luzes não poderiam iluminar os dois hemisférios ao mesmo tempo.
-
Elas eram objetos planejadamente colocados para produzir luminosidade; pois esse era o seu objetivo precípuo e declarado; objetivo tão
específico quanto era o da bússola que Deus pôs nas mãos de Lehi; e quanto os anais sobre placas com seus intérpretes, que foram passados
de geração em geração até os nossos dias.
-
Que tipo de objetos eram aquelas luzes ? De fato, não importa muito o que fossem ou deixassem de ser; o que importa é que eram objetos reais,
feitos e operados ou mesmo colocados pelo poder de Deus, através de Seus prepostos - Como foram a bússola, os intérpretes e as placas.
-
O que aprendemos de importante com tudo isso ? Qual o fato importante que devemos concluir ?
- É que Deus usa aparatos tangíveis para executar o Seu Plano de Redenção.
Se as luzes eram anteparos usados como espelhos para refletir a luz do sol; se elas eram naves vindas das extremidades dos céus ou os carros
de fogo do Senhor, para usar as palavras de Isaías; isso tudo é secundário.
O que nos interessa é que Deus mandou assinalar aos ocidentais que o Senhor Jesus Cristo estava nascendo no Oriente.
Tudo o que dissemos para as luzes, é válido para a nova estrela, como nunca haviam visto. Dessa nós diremos: É muito mais provável ser um
esplendoroso "carro de fogo" do que qualquer outra coisa ! Porém, mais uma vez:
O que verdadeiramente importa é que ela é o sinal da vinda do Filho do Homem.
O sinal que assinala a presença do Filho de Deus em qualquer lugar do universo onde Ele queira marcar um tempo profetizado. Ela se mostrará
novamente e dessa vez ao mundo todo, por ocasião de Sua segunda vinda.
-
O restante do capítulo contém as palavras de Samuel ensinando ao povo a finalidade da vinda de Jesus Cristo; da necessidade do
arrependimento para nos salvarmos da segunda morte.
Para finalizar, Samuel fala de outro sinal, o que marcará a morte do Messias.
Ela seria assinalada no ocidente por três dia de tenebrosa escuridão - desde o momento em que Ele entregasse o espírito, até que ressuscitasse
no terceiro dia.
Samuel prossegue descrevendo esses sinais com pormenores impressionantes, v. 21 a 27.
O objetivo de todos esses sinais é de que os homens creiam e possam ser salvos;
e por sobre os que não creiam, desça um juízo justo; se são condenados é porque trazem sobre si (atraem sobre si) a própria condenação:
-
... o que perece, perece por causa de si mesmo; quem comete iniqüidade, comete contra si mesmo ... pois eis que Deus vos deu o conhecimento
e vos fez livres, v. 29 e 30.
"Ele vos concedeu que discernais o bem do mal, e vos concedeu que escolhais a vida ou a morte; e podeis fazer o bem, e ser restaurados ao
que é bom, ou seja, que vos seja restituído o que é bom; ou podeis fazer o mal e fazer com o que é mal vos seja restituído" v. 31
=
Capítulo 16 - Passamos o capítulo 15 sem comentar por já havermos comentado suas palavras em capítulos anteriores.
As palavras que Samuel pronunciou quando estava sobre a muralha, tocaram o coração de muitos. Esses foram a Nefi, confessaram seus
pecados e foram batizados.
Os incrédulos tentaram atingi-lo com pedras e flechas, mas a proteção que o Espírito lhe dava era tão evidente (pois seria impossível que as
pedras e flechas não o atingissem em condições normais) que muitos outros mais creram em suas palavras e aceitaram o batismo. Os
incrédulos no poder de Deus, não eram incrédulos no poder de Satanás, e vendo que não podiam atingir a Samuel, mandaram que seus capitães
o prendessem, dizendo que o poder do diabo estava nele.
Mas, tendo entregado sua mensagem, Samuel saltou da muralha e fugiu para o seu país, v. 1 a 7.
-
No ano 90 do governo dos juizes, era o ano 2 a. C., começaram a se manifestar grandes prodígios e sinais ao povo; e as palavras dos profetas
começaram a ser cumpridas.
Mas os incrédulos começaram suas racionalizações e a dizer:
-
"Não é razoável que venha um tal ser como um Cristo; se assim é, e se fora ele o Filho de Deus, o Pai do Céu e da terra, por que não se há de
manifestar a nós, assim como (se manifestaria) àqueles que estão em Jerusalém ? Sim, por que não se há de mostrar nesta terra, assim como na
terra de Jerusalém ?", v. 17 a 19. E assim continuaram auto justificando a incredulidade; acusando os servos de Deus de estarem ensinando as
vãs e iníquas tradições de seus pais, para mantê-los na ignorância e sujeitos a eles. Por meio de astúcia e dos misteriosos artifícios do maligno,
farão algum grande mistério (prodígio) que não podemos compreender, o qual, nos sujeitará para que sejamos servos de suas palavras ...", v. 21.

-
O espírito do diabo, que estava nos nefitas incrédulos do trabalho de Deus, às portas da primeira vinda de Cristo, era o ano 2 a. C., opera hoje
com toda a força entre nós, os gentios. Ele denuncia como coisa do diabo, a vinda do Livro de Mórmon e a obra de restauração de todas as
coisas, às portas da segunda vinda de Cristo !
Ele faz a mesma confusão que fez entre os nefitas, e os gentios estão inteiramente envolvidos pelas cadeias do inferno!
-
Deus quer que aprendamos a aplicar as experiências das gerações passadas às nossas vidas, para que sejamos mais sábios do que eles foram
- quando não souberam, nos seus dias, aplicar as lições que as placas lhes trouxeram com seus registros sagrados, vindos de gerações ainda
mais longínquas no passado.
-
Quando não há profetas vivos, para iluminar pelo Espírito as sucessivas gerações, é certo que os pais que se levantam nessas gerações, serão
vitimados por muitos erros; pois o diabo não cessa de introduzi-los no coração e na mente dos homens
(afinal é este o seu trabalho, o qual ele faz muito bem, por causa da fraqueza espiritual do homem). Formam-se as tradições erradas, que tão
prejudiciais são para as gerações seguintes. O diabo usa o amor dos filhos pelos pais, para formar suas religiões tradicionais e, fortalecendo
esses compromissos de fidelidade a essas tradições erradas, amarra suas mentes e corações, e faz com que os homens depositem fé no que é
falso, no que não tem poder de salvação.
Satanás só será amarrado, quando o homem compreender seus planos e passar a escudar-se no Espírito de Deus, que está no Sacerdócio do
Filho de Deus.
-
Dessa forma, o diabo não deixa que os homens se libertem, impedindo-os de aderir às sucessivas restaurações do evangelho, que Deus tem
enviado por seus anjos e opera por seus profetas vivos na terra.
-
Que vos parece? Essas palavras são do Espírito do Senhor ou do espírito do diabo ?
Se não podeis dizer que são do diabo, então, de quem direis que são?
Direis que são de Amoramon ? Não podeis ! Pois não foi ele quem escreveu o Livro de Mórmon.
Portanto, julgai !
Mas julgai bem ! Porque Cristo vos receberá ou vos rejeitará como o povo de Deus no último dia, de acordo com o que fizerdes de Sua palavra.
==
O TERCEIRO NEFI
O LIVRO DE NEFI
Este é o livro de Nefi, filho do Nefi que era filho de Helamã, filho de Helamã, o filho de Alma, que era filho de Alma, o qual, descendia de Nefi,
filho de Lehi; que saiu de Jerusalém no primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá no ano 600 a. C.
-
Capítulo 1 - O relato deste capítulo cobre os eventos sucedidos entre 1 a. C. e 3 d. C. O Livro de Helamã foi concluído no ano 1 a. C., era o ano
90 do governo dos juizes. O relato deste livro, o do terceiro Nefi, começa no ano seguinte.
O grande acontecimento anunciado pelos profetas, esperado havia quatro milênios pelos filhos de Adão que eram crentes na vinda do Messias,
está aqui registrado; no concernente aos habitantes do hemisfério ocidental, nas terras que constituiriam
as futuras Américas.
-
Nefi, filho de Helamã, partira da terra de Zarahemla, dando a seu filho primogênito, Nefi, o encargo das placas de latão e de todos os anais que
haviam sido conservados, e todas as demais coisas sagradas que haviam sido guardadas junto aos registros desde que Lehi partira de
Jerusalém. Ninguém mais soube de Nefi depois que partiu pela última vez daquela terra. De modo semelhante, também partira Alma, e nunca
mais se soube dele; nem nada se soube de sua morte ou de seu sepultamento. Afirmou-se na Igreja, que Alma fora arrebatado como Moisés, pois
as escrituras dizem que o Senhor tomou Moisés para Si.
Jesus Cristo nasceria no outro hemisfério da terra. No ocidente, formou-se um grande alvoroço da parte dos incrédulos. Quando Nefi viu a
aflição do povo da Igreja diante das ameaças dos incrédulos, os quais, haviam fixado um dia, a partir do qual aplicariam a pena de morte a todos
os que cressem naquelas tradições; quando Nefi viu isso, afligiu-se sobremaneira e clamou fervorosamente ao Senhor a favor do povo.
Foi quando lhe veio a voz do Senhor, dizendo:
-
"... Eis que chegou o momento; e esta noite será dado o sinal, e amanhã venho
ao mundo ... ", v. 13.
-
OS SINAIS
-
E os sinais profetizados por Samuel no capítulo 14 do Livro de Alma, aconteceram integralmente. Ao verem os sinais, muitos incrédulos ficaram
tão abalados que caíram por terra, como se estivessem mortos. Todos os habitantes do hemisfério ocidental que não estavam preparados
espiritualmente, devido à incredulidade, não suportaram a grandiosidade da verdade proclamada por aqueles sinais, seu assombro fez que
caíssem por terra como mortos, v. 16 - 17.
-
O período daquela noite, foi tão claro como o sol do meio- dia !
E a nova estrela apareceu (já falamos sobre ela, aquela mesma estrela que apareceu, marcando o local do nascimento de Jesus no oriente).
Muitos se converteram ao ver que os profetas haviam ensinado a verdade. Houve paz entre o povo no ano 93 do governo dos juizes. Mas já no
ano seguinte, muitos nefitas se tornaram dissidentes e se uniram aos ladrões de Gadianton, aos quais, também a nova geração dos lamanitas foi
levada a unir-se, induzida pelos zoramitas.
-
Aqueles sinais mostraram-se a todos os povos nas terras das futuras Américas.
Mesmo assim, os que já se haviam vendido ao diabo, não se dispuseram ao arrependimento. Isso nos demonstra que a faculdade de exercer o
arrependimento, não depende de sinais. É um dom de Deus, o qual, o homem conquista; primeiramente demonstrando a Ele um espírito contrito
e um coração humilde diante do Seu Espírito,
ao qual ninguém pode enganar.
Pois Ele opera por sentimento transmitido do coração e não por qualquer tipo de racionalização carnal. Um coração orgulhoso e corrupto, jamais
entrará em sintonia com o coração do Espírito Santo.
A despeito da grandiosidade dos sinais os ladrões continuaram ladrões, os homicidas,
os adúlteros, os pecadores do sexo, os mentirosos empedernidos, todos eles continuaram também. Pois já haviam sido amaldiçoados e estavam
atraindo sobre si a própria condenação.
-
As palavras do Livro de Mórmon, são como a claridade que veio sobre aquela noite nefita. Elas iluminam as trevas tenebrosas em que todos
nós estamos mergulhados, os gentios e judeus dos últimos dias ! Quem vê a luz ?
Quem tem a coragem espiritual para olhá-la de frente ? Quem é capaz de jogar fora as tradições erradas de seus pais, avós, bisavós e etc....?
Quem é capaz de pagar o preço que for, pela liberdade do seu espírito ?
-
Quem não for capaz de tudo isso, já estará amaldiçoado no concernente à vida eterna;
é um dissidente de Deus, o Pai, pois esta é a Sua obra, e quem não concorda com ela não pode habitar com Deus.
-
O Livro de Mórmon é o sinal que Deus mandou Seus anjos trazerem à nossa geração; o sinal da restauração de todas as coisas em preparação
da volta de Jesus Cristo ( Atos 3: 19 - 23). Os sinais são para salvar os que crêem, tanto quanto para condenar os incrédulos. O que você vai
fazer do seu porvir eterno caro leitor ?
=
Capítulo 2 - Já ao fim do ano 95 do governo dos juizes, o povo começou a esquecer-se dos sinais e prodígios que havia presenciado, e a
assombrar-se cada vez menos com eles.
Os corações voltaram a endurecer, e suas mentes a deixarem de crer no que viram e ouviram. Começaram a imaginar que tudo aquilo havia sido
efetuado pelos homens e o poder do demônio, para enganar o povo. Desse modo, Satanás voltou a se apoderar do coração do povo (dos que
não pertenciam à Igreja de Deus).
O diabo conduziu-os novamente a pensar que a doutrina de Cristo era coisa vã e insensata.
-
Daí ao ano 99, cem anos depois dos dias de Mosíah, rei dos nefitas; seiscentos e nove anos desde que Lehi partira de Jerusalém; nove anos
depois que o sinal da profecia de Samuel foi dado, os nefitas passaram a contar o tempo. Portanto, desde a vinda de Cristo, se haviam passado
nove anos. Dessa forma, tanto num hemisfério quanto no outro a contagem do tempo passou a ser a mesma; cumprindo-se para os dois povos a
profecia de que Cristo dividiria os tempos.
-
A iniqüidade foi crescendo continuamente e no ano treze, a mortandade causada por guerras e contendas em toda a terra era grande; os
ladrões tornaram-se tão numerosos, matavam tantos homens do povo, assolavam as cidades e causavam tanta mortandade e estragos, que foi
necessária a união dos povos nefita e lamanita para guerreá-los.
-
Portanto, os membros da Igreja de ambos os povos, uniram-se para proteger suas vidas, suas mulheres e crianças, seus direitos, os privilégios
de sua Igreja e de prestarem o culto a Deus, sua independência e liberdade. Assim foram as coisas até o ano quinze, e a espada da justiça pendia
sobre o povo nefita devido à iniqüidade, v. 1 - 12.
-
Ao lermos este capítulo, não podemos deixar de nos assombrar com a semelhança do que está acontecendo nos nossos dias, em todas as
terras do planeta; na nossa terra global de "Zarahemla", assim tornada pelo poder das comunicações e transporte.
Na época dessa narração, Jesus beirava os quinze anos em Nazaré, em mais dezoito anos ele seria crucificado.
Como veremos, um gigantesco castigo viria sobre o povo nefita naquela ocasião.
Nós, de nossa parte, semelhantemente, (1994) estamos às portas do Milênio profético.
A iniqüidade dos gentios e judeus é enorme, tão grande quanto a dos nefitas. O povo em toda a terra, de maneira geral, olha este trabalho de
Jesus Cristo com indiferença, incredulidade, simples tolerância, como alguma esquisitice religiosa, ou até mesmo obra do diabo. Quem não
pensa assim, acaba por pesquisar e se fazer membro da Igreja.
-
Mas quem hoje tem tempo de pensar em qualquer coisa que possa exigir uma mudança pessoal séria ? Mostram as estatísticas: Um em mil ! E
quem, depois de assumir a mudança, é capaz de se manter resolutamente nela ?
Dizem as estatísticas: trinta por cento !
-
Os ladrões, salteadores, seqüestradores, traficantes e bandidos de todas as ordens satânicas, põem as populações em pânico por toda a terra.
Aos nefitas, Deus disse que aqueles males vinham sobre eles devido a terem esquecido o verdadeiro Deus, pisando nas palavras dos profetas
vivos e nas palavras contidas nos anais sagrados que Ele lhes enviou de geração em geração !
Essas mesmas placas que há pouco estiveram entre nós e resultaram no Livro de Mórmon! Assim falam os anjos:
-
Ó gentios meditai ! Por que estais também vós sofrendo a mesma desgraça que eles sofreram ? Deus mudou ? Chamou Ele sobre vós uma
desgraça que não mereceis ?
Será que tudo isso acontecendo sobre vós, vem por conhecerdes o verdadeiro Deus, e porque ouvis as palavras dos profetas vivos entre vós ?
Levantai-vos do pó ou todos vós perecereis !
-
Nos capítulos restante do terceiro Nefi que analisamos, veremos o que sucedeu com os nefitas. Talvez assim compreendamos o que sucederá
conosco em breve, muito breve.
=
Capítulo 3 - Este capítulo começa com o texto da carta do bandido Gidiani , chefe do bando de Gadianton, a Laconeo, o governador da terra de
Zarahemla. A ousadia de Gidiani é impressionante; sua carta vai dos v.2 ao 10. A atitude tomada por Laconeo é descrita nos v. 11 ao 26.
É um testemunho sério do que acontece quando o banditismo numa sociedade não é reprimido com presteza, no seu nascedouro. Ele vai
crescendo geometricamente, até formar um governo paralelo, o qual, estabelece suas próprias leis e desafia o governo legalmente estabelecido.
(qualquer semelhança com as combinações secretas dos nossos dias, não é mera coincidência).
=
Capítulo 4 - Vemos aí a descrição da batalha, com a derrota dos ladrões.
=
Capítulo 5 - Os nefitas voltam a crer nas palavras dos profetas e nos sinais que marcaram a vinda de Cristo. Novamente abandonam seus
pecados para servirem a Deus.
Eles aprisionaram todos os ladrões que escaparam vivos da batalha; a quantos se arrependeram e fizeram convênio de não mais cometer
homicídios, foram postos em liberdade. Mas todos os que não fizeram esse convênio e, com isso, demonstraram continuar com aquela
disposição homicida no coração, foram condenados de acordo com a lei, v. 4 - 5.
-
Quando entram em combinações secretas, os homens cumprem determinados juramentos que não podem quebrar. São as réplicas de Satanás
dos convênios que Deus faz com os membros de Sua Igreja nos templos edificados em honra do Senhor.
Os convênios de Deus são para salvar os homens na Sua presença; as combinações secretas são para matar o corpo de vítimas eventuais se
preciso for (para obter vantagens, lucro ou poder) e para o diabo lançar o espírito dos conveniados no inferno por uma estação, ou mesmo o
corpo ressuscitado para toda a eternidade (no caso dos filhos da perdição).
-
HOMICÍDIO
-
A lei de Deus manda matar o homicida que derrama sangue inocente. Deus não isenta dessa lei os ditos primários ou os classificados como
menores pelas leis dos homens.
Para Deus, o que determina a pena de morte é o sangue inocente que for derramado,
e não a condição exterior a esse fato - a de ser ou não primário, ser ou não menor de idade. Portanto, ao ser cumprida a lei de Deus (ela consta
tanto do Velho quanto do Novo Testamento, no seu último livro, o Apocalipse), quem mata o homicida não é o carrasco nem é a sociedade que o
condenou em tribunal da terra, é Deus quem o mata,
"Aquele que depois de matar tem poder para lançar o corpo e a alma na geena" (que é o fogo do inferno).
Deus manda lançar o espírito do homicida na geena desde o primeiro sangue inocente que derramar, não o segundo, terceiro ou sabe lá quantos,
até que morra e lá seja lançado. Deus age assim, por misericórdia por quem devemos sentir misericórdia:
As vítimas em potencial que cairão sob as mãos de homicidas que já praticaram esse crime anteriormente e não foram extirpados; ou pelas
mãos de novos primários que surgirão, induzidos pela frouxidão das leis humanas no referente ao maior ato ilícito que um ser humano pode
praticar - o de tirar a vida que Deus deu a um seu irmão, com o agravante de ser inocente.
-
Quem mata derramando sangue inocente entregou sua alma ao diabo e Deus manda que morra, sem que por ele tenhamos misericórdia.
Deus conhece melhor os espíritos e o coração dos homens do que nós.
É por isso que nos ensina no Livro de Mórmon que se o homem tivesse a certeza de que se matasse seria morto, ficaria com medo de morrer se
matasse.
Quão fácil seria para os homicidas potenciais de menor idade, aprenderem esta regra !
Muito mais fácil seria para eles entenderem-na, do que à regra que aprenderam dos "misericordiosos" dos direitos humanos:
Não matem ! Mas se matarem vocês são inimputáveis criminalmente. Qual é a diferença de dizer: Matem que nada de sério lhes acontecerá ?
-
Quando ouvimos um defensor dos direitos dos desumanos dizer que nos países onde a pena de morte foi adotada, os crimes de homicídio não
diminuíram, nos perguntamos: - Onde eles conseguiram saber o númmero dos que se reprimiram e deixaram de matar, porque sabiam que se
matassem seriam condenados à morte?
Quantos ficaram com medo de morrer se matassem ?
-
Quantos inocentes seriam salvos, quantas desgraças familiares seriam evitadas !
Como o mundo não se deixa governar pelas leis de Deus; como os homens confiam mais na sua justiça do que na de Deus; por não
compreenderem a verdadeira justiça nem a verdadeira misericórdia, que é revelada de cima por Seu Espírito; guiam-se por uma misericórdia
míope que atua em benefício do homicida (por quem Deus manda não termos misericórdia) e em detrimento das suas vítimas presentes e
futuras, por quem em verdade e justiça deveríamos sentir misericórdia, como Deus sente por elas !
-
Assim ri triunfante o diabo, pois tendo conseguido inverter na mente dos homens o conceito de justiça, pode conservar na terra os seus
súditos, e fazê-los crescer na hierarquia maligna, até mesmo alcançarem sua "exaltação", quando e enquanto estiverem sob seu poder nos
domínios do inferno.
-
E passaram-se vinte e cinco anos desde que foi dado o sinal do nascimento de Cristo. Sucederam grandes e maravilhosas coisas nesse
período, as quais, nem a centésima parte pôde ser registrada neste livro. Mas nas placas Maiores de Nefi, tudo o que se passou foi registrado, v.
7 - 9.
-
Começa então o registro de Mórmon:
-
"E eis que faço o registro sobre placas que fiz com minhas próprias mãos; de modo que fiz o registro dessas coisas segundo os anais de Nefi,
os quais, se gravaram sobre as placas que se chamavam as placas de Nefi", v.11 e 10. "...sou discípulo de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e fui
chamado por ele para declarar sua palavra entre os do seu povo, a fim de que alcancem a vida eterna", v. 13.
-
Mórmon explica que foi chamado para fazer um resumo de tudo o que aconteceu desde a saída de Lehi de Jerusalém até os seus dias. Sua
narração seria tirada dos anais dos seus antecessores, até sua época. Seguida de uma relação do que viu com seus próprios olhos. Mesmo
sendo reduzido, o relato é verdadeiro. Contudo há muitas coisas que não podem ser escritas; tanto pelo tamanho das placas quanto pelas
dificuldades do idioma (o egípcio reformado) , v. 15 - 18.
Mórmon apresenta-se como descendente direto de Lehi. Diz saber com segurança que o Senhor tornará a trazer o conhecimento de Deus a um
resto da posteridade de José; que reunirá das quatro partes da terra todos os descendentes de Jacó que se acham dispersos sobre toda a
superfície da terra; que restaurará à casa de Jacó o conhecimento do convênio feito com eles (por Abraão, Isaque e Jacó), e que então,
conhecerão a Jesus Cristo.
=
Capítulo 6 - Trata da prosperidade dos nefitas sob o governo de Gidgidoni e o juiz Laconeo; bem como dos lamanitas que se transformaram em
nefitas por opção própria, ao se terem unido à Igreja, v. 14 - 16 c. 2.
Depois dá-se nova queda espiritual dos nefitas, v. 10 - 17.
-
A rebeldia dos nefitas contra Deus era intencional, pois conheciam perfeitamente a vontade do Senhor no tocante a eles. Surgiram muitos
homens inspirados que saíram a declarar os pecados e iniqüidades do povo, pregando a redenção que Cristo faria por seu povo, e anunciando
sua morte e padecimentos, v. 18 a 20. A essa altura Cristo completava seus trinta anos no hemisfério oriental, e começava seu ministério entre
os judeus.
Muitos dos pregadores da justiça de Deus foram presos e mandados executar, contra as leis do país, v. 21 - 24. Surgiram denúncias contra os
juizes corruptos que mandavam matar secretamente, sem autorização legal do governador da terra, v. 25.
Os juizes tinham muitos amigos e parentes, e apoiados pelos sumo-sacerdotes, formaram uma combinação secreta contra o povo do Senhor,
para destruí-lo e livrar-se do poder da justiça. Pois os corruptos haviam sido levados ante o juiz superior para serem julgados pelos seus crimes,
v. 26 - 30.
Capítulo 7 - O juiz superior é morto, o governo é destruído, o povo divide-se em tribos de acordo com as famílias, parentes e amigos. O chefe de
cada tribo dita suas leis particulares. Fazem acordos de não se atacarem, mas o povo rapidamente desvia-se de toda a retidão. Nefi sai a pregar o
arrependimento entre um povo já entregue ao diabo.
Por isso, a ministração dos anjos a ele é diária. Nefi faz obras prodigiosas entre o povo, a ponto de reviver um seu irmão morto a pedradas.
Mas em vez de reconhecer o poder de Deus em Nefi, o povo irrita-se ainda mais, demonstrando que os iníquos já estavam prontos para a
destruição. Contudo, houve muitos que se arrependeram e foram batizados. Aproximava-se a hora da morte de Cristo no Gólgota, era o ano 32 d.
C.
=
Capítulo 8 - O ano 32 havia passado, o povo passou a aguardar com grande interesse o sinal anunciado pelo profeta Samuel, o lamanita: A
ocasião em que haveria três dias de trevas sobre a superfície daquela terra.
-
Então, no ano 34, no quarto dia do primeiro mês, desatou-se uma tormenta como jamais vista em toda a terra; houve uma grande e horrenda
tempestade; terríveis trovões sacudiram toda a terra, como se ela estivesse a ponto de partir-se; relâmpagos extremamente resplandecentes.
Incendiou-se a cidade de Zarahemla; a cidade de Moroni afundou nas profundezas do mar e se afogaram seus habitantes; a cidade de Moroníah
foi soterrada.
Houve uma destruição grande e terrível na terra do sul. Mas maior ainda foi a destruição na terra do norte; pois toda a face da terra foi alterada ...
e a descrição prossegue até o versículo 19.
-
Toda essa destruição aconteceu dentro do espaço de tempo de três horas aproximadamente e, então, vieram as trevas sobre aquela terra (o
hemisfério ocidental).
A treva era tão densa que os sobreviventes podiam sentir o vapor da obscuridade.
Não podia haver luz de espécie alguma, nem velas, nem tochas nem fogo de lenha.
Não se podia ver luminosidade nenhuma, tão densos eram os vapores.
A escuridão absoluta durou três dias ! O horror experimentado pelos sobreviventes
nesses três dias está descrito no v. 23 a 25.
=
Capítulo 9 - Enquanto ainda estava mergulhado na escuridão, o povo de todo o hemisfério ocidental ouviu uma voz.
Era o Senhor Jesus Cristo proclamando a destruição de muitas cidades e dos seus habitantes, e as formas pelas quais foram varridos da face da
terra; proclamava também sua divindade, e que a lei de Moisés estava cumprida.
O Senhor então, chama ao arrependimento mais uma vez os homens que foram poupados, por serem mais justos do que os condenados a
morrer nas tormentas (o capítulo inteiro deve ser lido no Livro de Mórmon).
=
Capítulo 10 - Depois que o povo ouviu aquela voz, ainda dentro das trevas, houve um silêncio de muitas horas sobre toda a terra, tão grande foi
o assombro !
Então, ainda mergulhados na escuridão, foi ouvida novamente a mesma voz, e falou-lhes das quantas e quantas vezes Jesus Cristo quis evitar
que tais desgraças caíssem sobre seu povo, e quantas e quantas vezes foi rejeitado !
E aos que ouviram e foram preservados, as mesmas palavras foram ditas no tempo futuro:
-
Quantas vezes os juntarei como a galinha junta seus pintinhos em baixo das asas, se vos arrependerdes e vierdes a mim com propósito íntegro
de coração ! , v. 1 - 6.
-
E passaram-se os três dias, cumprindo-se assim as profecias declaradas pelos profetas para aqueles dias. Salvaram-se apenas os que
receberam os profetas e não os apedrejaram; os que não derramaram o sangue dos santos foram salvos dos cataclismos, v. 12.
Esses julgamentos estão prestes a se abater sobre toda a terra. Dizem as escrituras que os justos serão preservados em lugares de segurança.
Quem acreditar que se esforce para ser tido por Deus como justo e digno de ser preservado. Ele diz que os justos não temerão, porque estarão
preparados.
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JESUS DESCE
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Capítulo 11 - Deste capítulo ao de número 26 está registrada a manifestação pessoal de Jesus Cristo ressuscitado aos nefitas, enquanto a
multidão ainda estava reunida na terra da Abundância (região provavelmente um pouco ao sul da faixa estreita de terra onde hoje está a América
Central).
O povo estava reunido nos arredores do templo; conversavam maravilhados e assombrados com as enormes mudanças geográficas ocorridas e
falavam sobre esse Jesus Cristo de quem se havia dado sinal no tocante à sua morte.
-
Isso revela que muitos daquela multidão, não eram membros da Igreja, ou já saberiam muito melhor sobre Jesus Cristo. Além disso o versículo
13 do capítulo 10, diz que houve alguns que não foram dominados pelos vapores de escuridão, o que nos faz concluir que os membros justos da
Igreja foram retirados antecipadamente para lugares de segurança.
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Enquanto conversavam sobre essas coisas, os do povo ouviram o som de uma voz, mas não conseguiam entender as palavras, vinha como se
descesse do céu.
A voz era suave, mas penetrava o mais profundo da alma dos que a ouviram, o que causava um estremecimento em todo corpo e fazia arder seus
corações.
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O detalhe da descrição do profeta é interessante quando diz que a voz causava esse estremecimento em todo o corpo e ardor no coração,
mesmo sem que as palavras fossem entendidas. Isso demonstra que a voz não era comum, ela vinha com poder espiritual e falava diretamente
ao espírito daquelas pessoas, atuando nas suas entranhas.
O Senhor não pertencia mais ao nosso universo físico; agora Ele era do universo espiritual ressurrecto, não mais se comunicava diretamente por
meios físicos, e sim por meios do Espírito.
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E a multidão viu um homem descer do céu, vestindo uma túnica branca e se postar no meio deles; estendeu a mão e lhes declarou quem era :
(versículos de 10 a 14 do Livro de Mórmon)
Então, todos os presentes foram chamados, um a um, para testemunharem com os olhos e os dedos de suas mãos as marcas dos cravos e da
lança, e souberam com toda a certeza que era o Filho de Deus, de quem os profetas haviam falado, v. 14 - 17.
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O Senhor chamou Nefi pelo nome, demonstrando que conhece a todos pelo nome e que reconhece aqueles que são seus verdadeiros servos, e
confirmou diante de todos a autoridade que Nefi tinha para batizar os daquele povo.
E chamou a outros, habilitando-os da mesma maneira. Disse do modo que o batismo deveria ser realizado, para que não houvessem mais
disputas entre eles sobre isso.
Tudo o que o homem deve saber e observar sobre a verdadeira doutrina do batismo, o Senhor declarou, e está nos versículos de 23 a 41. Onde,
no versículo 40 Ele diz:
-
"E quem declare mais ou menos do que isto, e o estabeleça como minha doutrina, esses tais provêm do mal, e não estão alicerçados na minha
rocha; senão que edificam sobre um cimento de areia, e as portas do inferno estarão abertas para recebê-los, quando venham as inundações e
soprem os ventos".
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Então, Jesus chamou doze discípulos e os comissionou com poder e autoridade para irem por toda aquela terra (do hemisfério ocidental)
proclamando o que ouviram e viram com seus próprios olhos. Aos que cressem e fossem batizados, o Senhor prometeu batizá-los com fogo e
com o Espírito Santo. Disse o Senhor:
Mais bem-aventurados são os que crêem em vossas palavras e descem ao profundo da humildade, e são batizados, porque serão visitados com
fogo e com o Espírito Santo, e receberão uma remissão dos seus pecados.
Esta Análise Dinâmica do Livro de Mórmon que fazemos, foi baseada na última tradução para a língua espanhola, impressa no Paraguai em
julho de 1993 (12921292).
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A expressão aí constante: receberão uma remissão dos seus pecados, parece muito mais precisa do que vimos em traduções anteriores:
receberão remissão dos seus pecados. Isso porque, a segunda expressão poderia transmitir a idéia errônea de uma remissão dos pecados
anteriores ao batismo e também dos posteriores a ele, o que não é o caso correto.
-
A verdade é que no ato do batismo, nós recebemos uma remissão dos pecados que cometemos até nos arrependermos e cumprirmos a lei do
batismo, e não pelos pecados que eventualmente venhamos a cometer posteriormente.
Para esses, desde que não sejam passíveis de excomunhão, a lei e a justiça são outras:
- A fidelidade aos convênios assumidos, o arrependimento, o perdão de Deus e o ato sacramental nas reuniões semanais, para nos mantermos
limpos das manchas do mundo.
-
A conseqüência direta disso é que: Quem não comparece às reuniões sacramentais, não pode manter-se limpo das manchas do mundo. Quando
Deus nos diz que não entram pessoas ou coisas imundas no Seu reino, o que nos parece ?
Se nos fosse possível deixar de pecar depois do batismo, mesmo assim estaríamos pecando por desobedecer a ordem de que nos reunamos
amiúde para participar do sacramento; para demonstrarmos ao Senhor nossa gratidão e que sempre nos lembramos dele.
-
O Senhor então repete aos nefitas um discurso semelhante ao que conhecemos na Bíblia como O Sermão da Montanha, v.3 -48 Ao
compararmos com o registrado em Mateus 5: 3 - 48 , notamos apenas algumas pequenas diferenças nas expressões. Se o Deus é o mesmo, o
evangelho é o mesmo e o povo a ser salvo é o mesmo, o que esperar de Jesus ? Que ele fizesse um discurso diferente para os povos do outro
hemisfério ?
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No versículo 48, depois de ensinar todos os preceitos da lei do evangelho, que superou a antiga lei, O Senhor diz:
"Quisera que fosseis perfeitos (cumpridores da lei) assim como eu, ou como vosso Pai que está nos céus é perfeito"
( no cumprimento dela- e por isso mesmo é perfeito em todas as coisas).
Se formos perfeitos no cumprimento da lei do evangelho, seremos feitos perfeitos no céu, pelo poder restaurador, santificador e glorificador da
expiação de Deus.
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A SANTA CEIA
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Capítulo 18 - Jesus ensina a seus discípulos (os doze) a instituição da Santa ceia; tendo pedido que lhe trouxessem pão e vinho, explicou e
realizou os procedimentos que deveriam ser feitos com cada um desses símbolos.
Explicou que o pão partido e abençoado por ele, dado aos discípulos e por eles à multidão (umas duas mil e quinhentas almas), era uma
lembrança do seu corpo, que lhes havia mostrado, e que seria um testemunho ao Pai de que sempre se lembravam dele; que se eles lembrassem
sempre dele, teriam consigo o seu Espírito, v. 1 - 7.
Jesus explicou o que deveria ser feito com o cálice e o vinho. Os discípulos deveriam tomar do cálice e beber do vinho, e dar às pessoas da
multidão para que bebessem.
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Feito isso, Jesus declarou-os benditos pelo que haviam feito; porque aqueles procedimentos cumpriam os mandamentos e testificavam ao Pai
que estavam dispostos a fazer o que Ele lhes tinha mandado, v. 8 - 10. O procedimento era o testemunho individual da aceitação do convênio
referente ao batismo.
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" ... e o fareis em memória do meu sangue, que foi derramado por vós, para que testifiqueis ao Pai que sempre vos lembrais de mim. E se vos
lembrardes sempre de mim, tereis meu espírito convosco", v. 11.
"Aqueles dentre vós que façam mais ou menos do que isto, não estão edificados
na minha rocha ... ", v. 13.
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Jesus ensina que o seu povo se deve reunir sempre, para realizar a Santa Ceia, e que deve orar sempre. mas que não participem indignamente
de sua carne e de seu sangue (desses símbolos e ordenanças sacramentais) e não permitam que outros participem indignamente, se souberem
que são indignos disso.
Porque quem o faz, come e bebe condenação para sua alma. O Senhor esclarece que lhes deu esses mandamentos (da forma específica e
detalhada que o fez) para acabar com as disputas que haviam entre eles sobre esses assuntos, v. 34.
Jesus deu aos doze discípulos o poder para conferir o Espírito Santo aos batizados na água, v. 37.
A expressão ficaram cheios, usada várias vezes neste capítulo, significa: ficaram cheios do Espírito Santo.
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Vemos que na ordenança correta, o pão deve ser partido pelo sacerdócio.
O Senhor, antes de conferir essa autoridade aos doze discípulos, era o único que podia partir e abençoar o pão, Ele o fez para servir de modelo.
Uma vez o pão partido e abençoado por quem tem autoridade para isso, aquele a quem o pão é oferecido, deve tomá-lo em suas mãos num ato
volitivo e comê-lo; pois é ele, somente ele, quem está prestando testemunho ao Pai de sua obediência ao mandamento, e não outro qualquer que
aja por ele nesse sentido.
Tudo o que for feito, diferente deste padrão exemplificado em pessoa pelo Senhor, vem das trevas. O mesmo acontece com o vinho, quem o
recebe do sacerdócio, deve segurar o cálice e bebe-lo por si mesmo, ninguém pode fazê-lo por ele sem estar incorrendo no erro denunciado pelo
Senhor no versículo 13. Isto é, estará corrompendo o símbolo e desobedecendo o mandamento; não estará edificado na rocha do Senhor, que é a
sua palavra... "e as portas do inferno estarão abertas
para recebê-los".
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Uma vez que, como já vimos, o inferno é um estado de espírito, um estado de lamentos e remorsos de consciência; (tanto pelo bem que
poderíamos ter feito, mas não fizemos, quanto pelos pecados e erros que cometemos e, conscientes deles, mesmo assim deixamos de corrigi-
los; enquanto dispúnhamos de tempo e oportunidade para isso) é um estado angustiante que se alçará do fundo de nossas almas, quando
tivermos que encarar de frente todas as nossas leviandades, pecados e omissões, estando diante de Deus, com o tempo que nos foi dado para
nos arrependermos já esgotado.
Por todas essas circunstâncias incontornáveis, é muito mais fácil ir ao inferno do que imaginamos. Não será Deus quem nos lançará às chamas,
seremos nós mesmos !
E é exatamente por isso que é tão fácil ir ao inferno; é por isso que multidões passarão lá uma estação !
O verdadeiro evangelho é ensinado aos homens para livrá-los de se projetarem no estado infernal; pois Deus não nos quer ver naquele estado.
Ele nos oferece a única saída, não há duas nem três; só há mesmo uma ! Quem perder seu tempo de provação procurando encontrar ou inventar
outra, erguerá os olhos no inferno ... quando nada mais poderá fazer.
Devemos dizer que o inferno é também um lugar, mas por causa dos que estão lá com suas cargas de miséria espiritual.
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Quem rejeitar as palavras de Jesus Cristo que estão no Livro de Mórmon, na Bíblia ou em qualquer outro livro revelado por Deus, já estará a
caminho do fogo eterno.
Os menos injustos serão apenas 'chamuscados' mas a grande maioria ficará muito queimada, muito queimada mesmo! Qual outra condição
poderá haver para quem rejeitar qualquer porção da palavra de Deus ?
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OS DISCÍPULOS
Capítulo 19 - São declarados os nomes dos doze discípulos escolhidos por Jesus. A multidão que compareceu à segunda aparição de Jesus,
pela manhã do dia seguinte à sua primeira manifestação, era tão grande que foi preciso dividi-la em doze grupos, cabendo a cada um dos doze
ministrar a cada grupo. Os discípulos oraram pelo que mais desejavam: Receber o Espírito Santo. Nefi foi batizado pelo poder de Deus, para que
pudesse batizar os outros discípulos com autoridade legalmente constituída; e esses pudessem em seguida batizar os da multidão.
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Anteriormente, Nefi chamara ao arrependimento e batizara incontáveis pessoas para o arrependimento, e para entrarem no rebanho do Senhor
na Igreja de Deus, que vivia a lei de Moisés. Agora, o Senhor havia dado cumprimento à lei de Moisés, que era administrada pelo sacerdócio
Aarônico ou Levítico; dali para a frente a Igreja viveria a lei superior do evangelho de Jesus Cristo, administrada por um sacerdócio maior e mais
poderoso, o sacerdócio de Melquisedeque.
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Portanto, todo aquele procedimento era necessário, para que toda a justiça fosse cumprida. Quem aceitasse a nova Igreja, teria antes que
reconhecer ter a lei de Moisés sido cumprida; que a lei dos mandamentos carnais havia passado e dado lugar à lei espiritual do evangelho; que a
primeira lei apontava para a vinda futura do Filho de Deus, a nova lei apontaria para sua efetiva vinda; que a primeira lei apontava para sua vinda
redentora futura; a segunda lei apontaria para sua futura vinda em julgamento do mundo, e para levar os seus irmãos (que se deixassem por Ele
ser feitos filhos de Deus)
à presença do Pai Eterno.
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Quando todos os discípulos foram batizados e saíram da água, o Espírito Santo desceu sobre eles, todos foram cheios do Espírito e de fogo.
Eles foram envoltos como que por fogo (os fulgores do Espírito assemelham-se ao fogo) e anjos desceram dos céus e lhes ministraram
(entendemos que a palavra ministrar aqui empregada, significa confraternizar, fortalecer, estimular, consolar, exortar), v. 13 - 14. Quando isso
aconteceu, Jesus surgiu e pôs-se no meio deles. Aconteceram coisas maravilhosas, as quais estão descritas nos versículos 25 ao 36.
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Capítulo 20 - Por ocasião de sua segunda aparição entre os nefitas, no dia seguinte à primeira, agora diante de uma multidão muito maior, Jesus
novamente realizou o cerimonial da Santa Ceia; nitidamente com o objetivo de incutir no espírito dos presentes a importância de realizar o
serviço, e realizá-lo corretamente, dentro dos procedimentos restritos que a justiça dos céus exige; pois, nota-se um fato peculiar, que passamos
a comentar:
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Quando ainda ocorria a névoa de escuridão, depois que a voz do Senhor foi ouvida pela primeira vez, houve silêncio pelo espaço de muitas
horas no Ocidente (3 Nefi 10: 1 - 2).
A escuridão desapareceu no raiar do quarto dia desde que se iniciara (3 Nefi 10: 9); portanto, no domingo para os nefitas, o primeiro dia da
semana no hemisfério Ocidental.
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Algumas horas antes já começara o domingo ou o primeiro dia da semana para os povos que estavam no hemisfério Oriental, quando o Senhor
ressuscitou e apareceu a Maria Madalena e depois aos demais (3 Nefi 10: 18). Assim, a primeira Santa Ceia administrada por Jesus no Ocidente,
foi no primeiro dia da semana, enquanto a segunda já foi no dia seguinte. Para nós, está aí demonstrado o seu caráter sagrado, mas didático; já
que não era mais o primeiro dia da semana, conforme estabelecido para o novo Sabat ou O Dia do Senhor. Foi um caso especial em que era
necessário instruir e testemunhar à toda a multidão, e não somente a uma parte dela.
-
O PECULIAR
-
O silêncio pelo espaço de muitas horas, foi para que o Senhor esperasse o raiar do primeiro dia da semana para os do Ocidente, o domingo dos
Nefitas.
Quando ele deveria dar-lhes o testemunho de sua ressurreição; da mesma forma que já dera no raiar do domingo dos orientais, algumas horas
antes.
A diferença dos fusos horários entre a possível localização da terra da Abundância e o meridiano que passa em Jerusalém, é da ordem de sete
horas e meia aproximadamente.
-
Este relato impressionante e altamente técnico, jamais seria observado por um jovem da idade de Joseph Smith, com o nível baixo de
escolaridade que tinha na época em que editou o Livro de Mórmon.
É mais uma entre as muitas demonstrações de que o Livro não foi escrito por ele.
Mas os inimigos inconscientes do trabalho de Deus, sabendo por certo que Joseph era o efetivo responsável por sua edição, ao tentarem provar
que o Livro era uma farsa de autoria do profeta, não estavam senão demonstrando, para o futuro, que seus textos somente poderiam vir de uma
fonte muito superior à capacidade dos homens, qualquer que fosse seu grau de instrução ou escolaridade.
Com o decorrer do tempo, isso ficou cabalmente demonstrado, e hoje o Livro paira absoluto sobre os seus inimigos, destacando-se como o
maior desafio presente para nossa humanidade, quer os judeus quer os gentios !
Assim falam os anjos:
-
O Livro está diante de vós ! Ó gentios julgai ! Ó judeus também julgai !
Mas fazei-o bem ! Porque no último dia sabereis com grande alegria que julgastes bem !
Ou com profunda tristeza que julgastes mal !
-
No versículo 6 está registrado que nem os discípulos nem a multidão haviam levado pão ou vinho, mas que, mesmo assim, todos participaram
dos mesmos, v. 7.
O mesmo milagre da multiplicação do pão e do vinho ocorrido no hemisfério Oriental, aconteceu.
Jesus, mais uma vez fala sobre as palavras de Isaías, e chama a atenção do povo para o fato deles estarem de posse delas; que deveriam
escrutiná-las; pois quando elas tiverem seu cumprimento, também se cumprirá o convênio que o Pai fez com a casa de Israel,
v. 11 - 12. A seguir, Jesus diz que então, os restantes que (ainda) estarão dispersos por toda a face da terra, serão recolhidos do leste e do oeste,
do sul e do norte; e serão levados ao conhecimento do Senhor seu Deus que os redimiu, v. 13.
-
Jesus reafirma que o Pai ordenou-O a dar as terras (das futuras Américas) como herança dos nefitas (israelitas, filhos de José do Egito), v. 14.
Depois que os descendentes desse povo (que recebeu a herança) forem dispersados pelos gentios (os descobridores e colonizadores das
Américas); e (mais depois ainda) quando esses gentios receberem a grande bênção que receberão:
- a plenitude das suas oportunidades, pela plenitude do evangelho que lhes será trazido pelo Livro de Mórmon e a restauração do sacerdócio e
da Igreja de Jesus Cristo; se acontecer que depois de receberem essas bênçãos, os gentios não se arrependerem,
então, aqueles que O estavam ouvindo naquele momento, que são um resto da casa de Jacó; irão entre eles (esses futuros gentios); e estarão
entre aqueles que serão muitos (os anjos); e serão entre eles (os gentios) como um leão entre os animais do bosque (do campo, seria mais fiel
tradução, pois o leão é um terror para os animais que pastam nos campos, e não nos bosques), e como um leão entre as manadas de ovelhas, o
qual, se passa pelo meio, as destrui e despedaça, sem nada que as possa livrar, v. 13 - 16.
-
OS ANJOS
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Os anjos (na doutrina Mórmon) são homens ressuscitados ou temporariamente transformados para cumprirem determinadas missões no Plano
de Deus.
Eles ministram a justiça de Deus aos homens e sobre os homens. Não haveria outra maneira daqueles nefitas que ouviam o dicurso de Jesus,
virem a estar entre os gentios dos últimos dias, como diz a escritura, sem que fosse na categoria de anjos: para estarem "entre aqueles que
serão muitos" (muitos anjos) para cumprirem a missão de destruir os gentios iníquos que não se arrependerem: "Tua mão será levantada contra
os teus adversários, e todos os teus inimigos serão retalhados",
v. 17.
-
(Cabe aqui uma interessante especulação de Amoramon; a qual, satisfará a curiosidade de muitos membros da Igreja sobre esses misteriosos
objetos voadores não identificados que têm visitado a Terra desde muitos séculos atrás.
Há grande possibilidade de que entre alguns deles, estejam esses nefitas que foram poupados e assistiram o discurso e a promessa de Jesus -
de que estariam entre os muitos anjos que desceriam no futuro para castigar os gentios e judeus que não se arrependerem).
... E o futuro deles é o nosso presente!
-
"E acontecerá, diz o Pai, que naquele dia, a espada da minha justiça se alçará sobre eles (os gentios, nós mesmos caro leitor) e a menos que se
arrependam, cairá sobre eles... sim, sobre todas as nações dos gentios", v. 20.
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" ... estabelecerei este povo (os filhos justos de Lehi que estavam ali ouvindo o discurso de Jesus) nesta terra (as Américas no futuro), para o
cumprimento do convênio que fiz com Jacó, vosso pai, e será uma Nova Jerusalém. E os poderes do céu estarão entre este povo, sim, eu
mesmo estarei entre vós", v. 22.
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Todos os gentios que aceitarem as bênçãos oferecidas a eles pelo Senhor, as bênçãos advindas da oportunidade de usufruírem da plenitude do
evangelho, são tornados o povo de Israel e herdeiros de todas as promessas de Deus a esse povo, nas terras que lhes forem designadas por
herança eterna. Herança que para o povo judeu será a terra de Jerusalém na Palestina, v. 29. Nesse longo discurso de Jesus aos nefitas, ele
explica sua associação, como filhos dos profetas, com as palavras de Isaías em 2: 2 - 5; 59: 20 - 21; 44: 21; 52: 1 - 3,7 - 9, 15.
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No versículo 46, Jesus diz que o convênio que o Pai fez com seu povo, se cumprirá (após toda essa saga milenar de vacilação, incredulidade,
rebeldia, iniqüidade, dispersão, dor...) depois do povo ser recolhido à terra de sua herança e, finalmente, reconhecer que Jesus é o Cristo.
Isso não acontecerá antes que suceda a última e grande batalha contra os judeus, cercados em Jerusalém pelas nações inimigas inconscientes
da obra de Deus.
O palco dessa batalha da guerra do Armagedom, recebe agora seus retoques finais.
Pois, é Jesus Quem proclama que, quando o mundo proclamar a paz (no Oriente Médio, naturalmente) então é que virá a guerra (aquela guerra
final deste milênio) !
Alguém duvida que o mundo esteja começando a declarar paz naquela região ?
Mas o Senhor diz que não haverá paz, até que Ele venha e combata o seu próprio combate contra as nações inimigas de Israel.
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Quem poderá compreender Isaías melhor do que Aquele que deu a Isaías as palavras ? Quem não receber a fonte das profecias daquele grande
profeta, jamais poderá compreendê-lo como Jesus o compreende. Todo esse conhecimento está no Livro de Mórmon para quem o quiser
receber.
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O DISCURSO DE JESUS
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Capítulo 21 - O Senhor continua seu discurso aos nefitas, falando de pontos capitais nas escrituras; para que os povos dos últimos dias possam
reconhecer os sinais dirigidos ao seu momento de vida mortal, dentro do Plano de Redenção.
Essas palavras de Jesus, constituíam-se numa esperança segura para os que O ouviam naquele instante, e uma tábua de salvação para os
povos futuros, quando recebessem as mesmas palavras Dele.
Poderiam associá-las a si mesmos e vencer as dúvidas e perplexidade do seu tempo, identificando o verdadeiro caminho da salvação, entre a
tremenda mixórdia cultural e religiosa em que o diabo lançaria os homens nos últimos dias, para impedi-los
de enxergar a luz !
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Esse Plano estaria consubstanciado nos registros em placas, mandadas fazer pelo Senhor; para caracterizar, nas palavras de Isaías, a obra
estranha e maravilhosa que faria entre esses povos nos últimos dias.
As gravações das placas seriam feitas diretamente pela mão dos profetas de Israel;
o Espírito do Senhor se expressaria por esses servos divinamente chamados e comissionados; as palavras, dessa forma, não seriam poluídas
pelas mãos de copistas
e tradutores não inspirados, nem seriam introduzidas interpretações particulares de indivíduos ou de concílios; quando viessem à luz, seria por
intermédio de um profeta, para serem interpretadas pelo poder de Deus e não do homem; pois é Deus Quem tem que fazer a Sua obra, Ele não Se
pode pôr na dependência de nenhum homem, para que a glória seja Dele (e é), a obra tem que ser feita por Ele.
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Não foi Joseph Smith quem trouxe à luz o texto, nem o Livro ou as placas; não foi o anjo Moroni que as trouxe, foi Deus Quem o mandou trazê-
las à luz; porque é Ele, e não o anjo Moroni o autor; e, portanto, é Quem tem que comandar o Plano.
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E também, não é o intelecto de qualquer homem por si só, desprovido da influência do Espírito Santo, que pode alcançar o entendimento do
Livro de Mórmon e do poder envolvido na sua vinda. Ou esse Espírito o ilumina ou o homem não pode entender o que tem nas mãos e, muito
menos, o que nele está escrito.
Só a retidão e a oração desenvolverão nele essa capacidade. Para que se conscientize de que, também, o seu entendimento das coisas
sagradas é obra de Deus e não dele; para aprender que nada tem de que jactar-se, porque a glória do entendimento também não é dele, é de
Quem o fez entender e, com isso, o fez um participante e não um dono de Sua glória. E Jesus disse ao Pai antes da fundação do mundo:
"Seja tua a glória para sempre".
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Diante de todos esses cuidados de Deus com a Sua obra, para garantir seu benefício ao homem, de forma que ela não possa ser superada
pelos artifícios do diabo, é triste, mas temos que admitir : Tudo isso pode ser destruído com um simples sopro dos lábios dos homens. Num
simples fôlego eles podem dizer - Não creio em nada disso !
Pronto ! Para ele a obra da salvação na presença de Deus estará destruída ! Completamente destruída !
-
Qual é o papel que Deus designou ao homem em tudo isso ? O que é requerido dele ao aprender sobre os convênios propostos por Deus ? É
simplesmente isto:
Ou aceita que Deus o faça prosperar, permitindo que suas pequenas obras sejam associadas às grandiosas obras de Deus, delas se fazendo
participante, ou não permite a associação, permanecendo fraco e miserável para sempre (porque Deus considera miseráveis todos os que não
participem da plenitude de Sua glória - entenda quem puder !).
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Essa desgraça pende sobre a cabeça de todos os homens, mas, por enquanto, ainda há uma saída: Arrepender-se e associar-se a Deus,
trabalhando com Ele no Seu Plano de Redenção, em benefício de toda a humanidade.
Depois do dia desta vida, o qual, termina aqui mesmo na mortalidade para quem receber com toda clareza os ensinamentos contidos nas
placas sagradas de Deus, no Livro de Mórmon, (e não no fim do tempo de cada um no mundo dos espíritos, até imediatamente antes da
ressurreição), repetimos, depois desse tempo que nos foi dado para nos arrependermos, não haverá mais remédio para essa desgraça, que está
na perspectiva de Deus :
Ter-nos-emos feito miseráveis para sempre, por nossa própria escolha !
-
Os pontos capitais do discurso do Senhor aos nefitas:
-
Um sinal será dado para sabermos quando essas coisas estarão para acontecer, a época em que o Senhor recolherá o seu povo da larga
dispersão, e que estabelecerá entre eles Sua Sião (que significa um povo puro de coração, habitando lugares santos), v. 1.
- O sinal: Quando forem dadas a conhecer aos gentios (a nós nos últimos dias) as coisas que o Senhor estava declarando ali aos nefitas; as
quais, mais adiante nos séculos, Ele mesmo declararia aos gentios pelo poder do Espírito Santo (concedido a eles pelo Pai); para que eles
venham a saber do povo nefita, que era um resto da casa de Jacó, e saber também com respeito àquele Seu povo (os índios americanos) que
seria espalhado por eles (os gentios).
Quando o Pai fizer os gentios saberem dessas coisas, pelo Espírito Santo, e então, por meio desses mesmos gentios, essas coisas cheguem ao
conhecimento dos descendentes de Lehi (os lamanitas ou índios americanos do norte do centro e do sul);
este será o sinal dado a todos os povos, de que a Obra do Pai está começando; tudo isso será dado ao conhecimento dos gentios pelos textos
do Livro de Mórmon e o testemunho do Espírito Santo, v. 1 - 3.
-
- O Pai estabelecerá (naquela terra ocupada pelos nefitas e lamanitas) no futuro tempo dos gentios, um povo livre (pelo poder do Pai, que é o
Espírito Santo); para que essas coisas possam proceder dos gentios para a posteridade dos filhos de Lehi, que degenerarão em incredulidade e
maldade (razão porque serão abatidos pelos gentios em julgamento de Deus e espalhados pelas terras de sua própria herança), v. 4 - 5.
-
Os gentios vieram da Europa como navegadores, descobridores e colonizadores, e abateram os índios americanos, tomaram suas terras e suas
posses, os espalharam e confinaram em reservas indígenas. Esses índios, na sua maioria são os descendentes longínquos dos lamanitas que
destruíram o povo nefita em 400 d. C., mil e cem anos antes das descobertas marítimas.
-
- Naquele dia o Pai fará entre os gentios uma obra grande e maravilhosa, por causa do Senhor Jesus Cristo; e haverá entre eles quem não O
crerá, por mais que faça o homem por declará-la, v. 9.
-
Significa que por mais insistentemente e por mais que seja claro na sua pregação, o homem não conseguirá fazer com que esses incrédulos
empedernidos acreditem nesta obra de Deus. Exatamente porque não é o homem que faz crer, e sim o Espírito Santo, o qual, não opera em favor
dos incrédulos dessa espécie, v. 9.
-
- Do versículo 11 ao 21, o Senhor declara como o peso do seu braço cairá sobre os gentios que não se arrependerem. Do versículo 22 ao 29, o
Senhor explica o papel que terão no Seu Plano de Redenção, os gentios que se arrependerem, e da construção da cidade que se chamará A Nova
Jerusalém (nas Américas), fato que em breve acontecerá.
=
Capítulo 22 - O Senhor usa o capítulo 54 de Isaías para mostrar o que acontecerá ao povo de Israel quando entrar no caminho franco de sua
restauração temporal e espiritual. Ele diz da beleza esplendorosa da cidade de Jerusalém ao ser reconstruída; o terror não mais se aproximará
de Jerusalém; quem juntar-se contra a cidade do Senhor, cairá; nenhuma arma forjada contra ela prosperará e toda língua que se levantar contra
o povo de Jerusalém será condenada, porque a retidão dos servos do Senhor vem Dele (portanto, quem os poderá condenar ?), v. 17.
=
Capítulo 23 - Grandes são as palavras de Isaías, diz o Senhor no versículo 1.
-
O Senhor faz questão de prestigiar seus profetas, mesmo sabendo que as palavras por eles pronunciadas foram inspiradas pelo Espírito Santo,
e não pela vontade humana de cada um. Não obstante, eles têm o mérito de terem sido escolhidos para suas missões, por suas qualificações
espirituais conquistadas na preexistência, o que os tornou mais valorosos espiritualmente do que os homens comuns.
-
Jesus continua a exortar o povo a escrutinar as escrituras, pois muitas delas testificam dessas coisas. Explicou aos nefitas todas as escrituras
que haviam recebido e mandou escrever outras que ainda não tinham. Mandou Nefi trazer-Lhe os anais; quando perguntou por que não estava
escrita a profecia de Samuel, o lamanita, que dizia: "... no dia que o Pai glorificar o Seu nome em mim, muitos santos se levantariam dentre os
mortos, apareceriam a muitos, e lhes ministrariam ", v. 9. E isso foi escrito, de acordo com a ordem de Jesus. Na sua fala aos nefitas, Jesus
unificou de maneira portentosa o ensinamento de todas as escrituras que eles possuíam, e mandou que ensinassem o que lhes acabara de
explicar.
-
Quem mais poderia unificar todas essas escrituras e explicá-las com a clareza que fez Jesus, como se elas fossem uma única ? Quem poderia
fazer tal portento ? Só mesmo o autor de todas elas, Jesus Cristo ! Qual é o único Livro no mundo que contém essa unificação ? É o Livro de
Mórmon !
"E os que escrutinarem minhas palavras e se arrependerem e forem batizados, se salvarão", v. 5.
-
Que enorme falta ! Que grande ingratidão comete o homem que ignora a lição maravilhosa que Jesus nos dá do Plano de Redenção ! A
ingratidão é um dos muitos degraus que podem levar nossos espíritos ao inferno.
=
MALAQUIAS
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Capítulo 24 - Jesus mandou que fossem escritas as palavras que o Pai dera a Malaquias e as explicou (comparar com Malaquias, capítulo 3).
"Assim disse o Pai a Malaquias: Eis que enviarei o meu mensageiro, e ele preparará o caminho diante de mim, e repentinamente o Senhor a
quem buscais virá ao Seu templo, sim, o mensageiro do convênio, em quem vos deleitais. Eis que virá, disse o Senhor dos Exércitos. E quem
poderá suportar o dia de sua vinda ? Quem poderá ficar de pé quando Ele aparecer ? Porque é como fogo purificador e como o sabão dos
lavandeiros", v. 1 - 2.
=
Capítulos 25 e 26 - O Senhor manda continuar a registrar Malaquias, capítulo 4.
-
Essas escrituras não constavam das placas de latão que Lehi trouxe de Jerusalém, pois Malaquias ministrou cerca de duzentos anos depois da
partida de Lehi. Elas são de grande importância para os seus descendentes; para que os judeus e gentios possam entender as ações de Deus
nos últimos dias, antes da volta de Jesus Cristo para julgar o mundo.
-
Da mesma sorte, os profetas Ageu, Zacarias, Abdias, Neemias, Joel e Esdras também não podiam estar nas placas de latão; pois todos esses
ministraram depois da partida de Lehi.
Jesus explicou todas essas coisas desde o princípio, até a época em que virá em sua glória; até que os elementos sejam derretidos sob calor
abrasador, e a terra se enrugue como um rolo de papel, e que passem o céu e a terra, v. 3.
-
Mórmon, o profeta escriba deste resumo, então declara que não pode escrever nem a centésima parte das coisas que Jesus ensinou ao povo
nessa ocasião, devido às placas que estava usando. Mas diz que as placas de Nefi (as maiores) contêm a maior parte dos Seus ensinamentos, v.
6 - 7.
Quando o resumo feito por Mórmon chegar às mãos dos gentios (e já chegou, é o Livro de Mórmon) isso servirá para por em prova (diante de
Deus) a sua fé.
E se acontecer que creiam nele, então lhes serão manifestadas as coisas maiores.
Mas se não crerem nos registros menores, as coisas maiores lhes serão retidas, para sua condenação, v. 9 - 10. Pelo espaço de três dias o
Senhor ensinou ao povo, em várias entrevistas, e após isso, se lhes manifestava com freqüência, e partia o pão muitas vezes, o abençoava e lhes
dava.
Jesus realizou obras maravilhosas com a participação das criancinhas, abriu-lhes a boca (a fala) e o Espírito Santo falou por elas coisas tão
maravilhosas que foi proibido a qualquer homem escrevê-las, v. 16.
Que instrumentos mais puros poderia o Espírito encontrar na terra para se manifestar do que as criancinhas, inocentes de qualquer culpa, sem
pecado nenhum ?
=
Capítulo 27 - É focalizado um assunto de grande interesse pertinente aos nossos dias; em que há um número incalculável de igrejas
supostamente de Cristo, mas que se apresentam com não menor variedade de denominações.
-
Os discípulos nefitas aproximaram-se do Senhor e lhe perguntaram por que nome deveriam chamar a Sua Igreja, porque havia disputa entre o
povo sobre isso, v. 3.
Então o Senhor, depois de algumas considerações lógicas, fundamentadas nas escrituras, lhes respondeu com uma pergunta chave:
.
"E como pode ser minha Igreja, salvo leve o meu nome ? ... se uma igreja leva o nome de Moisés, então é a igreja de Moisés; ou se lhe dá o nome
de algum homem, então é a igreja desse homem; porém, se leva o meu nome, então é a minha Igreja, se é que esteja fundada sobre o meu
evangelho," v. 8.
-
Esta resposta de Jesus estabelece dois pontos indisputáveis para caracterizar a Igreja verdadeira de Jesus Cristo:
Primeiro, ela deve levar o Seu nome; segundo deve ser fundada sobre o evangelho de Jesus Cristo (sobre o evangelho integral e não sobre
fragmentos isolados dele, o que seria uma loucura, um contra-senso).
Para estar fundamentada no evangelho, entre todos os seus estritos requisitos, é preciso também que esteja de acordo com as leis da terra (as
leis estabelecidas pelos governos da terra) ou ela seria uma entidade clandestina no seio dos países onde estivesse estabelecida - outro contra-
senso inadmissível parra a Igreja de Jesus Cristo.
Ela não poderia cumprir a justiça de Deus, se fosse uma organização ilegal, marginal diante das leis governamentais. Para isso ela deveria ter
seu nome registrado , como entidade legal da sociedade civil dos países. Uma vez registrada no seu nome correto, nenhuma outra entidade
poderia usar esse nome sem entrar na ilegalidade.
-
Ora, a Igreja foi registrada em 1830 com o nome: A IGREJA DE JESUS CRISTO !
-
Até segundo as leis da terra não pode haver outra, quanto mais pelas leis celestiais ! Realmente ! Só não a encontrarão, os que fizerem força
para não encontrar !
-
Nesse primeiro aspecto, a questão do nome da Igreja está resolvido, resta apenas saber se ela está fundamentada no evangelho. Para saber
isso, não se conseguirá ouvindo as opiniões humanas; mas sim estudando as escrituras assiduamente com esse propósito; dando ao Espírito
do Senhor o testemunho de interesse genuíno em saber a verdade. Então, o Espírito o conduzirá ao conhecimento verdadeiro e vivo, porque lhe
abrirá o caminho da Vida.
-
E continuou Jesus: "Porém, se (a Igreja) não está fundamentada sobre o meu evangelho, e está fundada sobre as obras dos homens ou sobre
as obras do diabo (não importa), em verdade vos digo que gozarão de sua obra por um tempo, mas em pouco vem o fim, e são cortados e
lançados ao fogo, de onde não podem voltar", v. 11.
( de onde não podem mais voltar à presença de Deus, para viver com Ele e como Ele)
-
E por que não mais podem voltar ? Porque nada impuro pode entrar no reino de Deus; ninguém entrará no Seu repouso, a menos que tenha
suas vestes lavadas no sangue de Cristo, mediante sua fé e arrependimento de todos os seus pecados,
e de sua fidelidade até o fim, v. 19.
-
"Escrevei os feitos deste povo no futuro, tal como foi escrito aquilo que já passou; pois pelos livros que forem escritos, e os que se escreverão,
será julgado este povo, porque por meio deles (dos livros) serão dadas a conhecer as obras dos homens; ... Todas as coisas são escritas pelo
Pai; por conseguinte, o mundo será julgado pelos livros que se escrevam", v. 24 - 26.
-
Jesus então declara que seu gozo é completo por ver que nenhum daquela geração se perderá. mas que ele se aflige pelos da quarta geração a
contar dela, porque serão levados cativos, assim como o foi o filho da perdição (Jesus falava de Judas Iscariote) que o vendeu por dinheiro, v. 31
- 32.
-
Terminamos a análise deste capítulo com as palavras ditas por Jesus aos judeus na Palestina:
"Entrai pela porta estreita, porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que o acham; porém larga é a
porta, e espaçoso o caminho que conduz à morte, e muitos são os que transitam por ele, até chegar a noite,
em que ninguém pode trabalhar".
-
Vemos aí Jesus ser mais claro ainda, quando diz que muitos transitam pelo caminho que conduz à morte, até chegar o momento em que
nenhum trabalho para sua salvação (o arrependimento) possa ser feito.
-
Já consideramos o significado figurativo da palavra noite aí empregada, significando o tempo em que nada mais poderemos fazer para salvar-
nos da condenação.
=
Capítulo 28 - Jesus então perguntou aos doze discípulos nefitas, o que cada um deles desejava depois que Ele se fosse para o Pai. Nove deles
pediram que depois de viverem até a idade designada para o homem viver na terra, que o ministério para o qual haviam sido chamados
terminasse, a fim de que fossem logo a Jesus no seu reino.
Jesus respondeu que quando eles atingissem os setenta e dois anos de idade iriam a ele no seu reino e teriam repouso, v. 1 - 3.
Vemos que na época dos nefitas, o tempo designado por Deus para os homens viverem na mortalidade era de setenta e dois anos.
Obter repouso na presença de Deus, significa participar de Sua plenitude, trabalhar como Ele trabalha. Jesus ensinou que o Pai trabalha até hoje.
O hoje de Deus é eterno.
-
Os outros três discípulos ficaram temerosos de expor o seu desejo, mas Jesus, conhecendo-lhes o pensamento disse: "... haveis desejado o
que de mim desejou João, meu amado, que acompanhou-me no meu ministério, antes que eu fosse crucificado
pelos judeus".
-
Aqui cabe dizer que Jesus não se considerou crucificado pelos romanos, os autores físicos do ato; mas sim pelos mandantes judeus, os
verdadeiros instigadores, conspiradores e autores intelectuais da crucifixão; aqueles que tinham a obrigação de reconhecer o seu Deus, porque
tinham as escrituras; enquanto os romanos não tinha ainda a luz que os pudesse responsabilizar pela morte de Deus.
Jesus pediu ao Pai que perdoasse aos soldados romanos, pois eles não sabiam e não tinham obrigação de saber o que estavam fazendo; não
tinham obrigação de saber o que os judeus tinham. Para os soldados romanos era o pedido de perdão, mas para os mandantes judeus era o
pedido de justiça ... e ela foi feita !
-
Continuando a falar aos três discípulos, disse Jesus:
-
"Por isso, mais benditos sois, pois nunca provareis a morte; e sim vivereis para ver todos os feitos do Pai para com os filhos dos homens, até
que se cumpram todas as coisas segundo a vontade do Pai, quando eu venha em minha glória com os poderes
do céu".
E nunca padecereis as dores da morte; senão que, quando eu venha em minha glória, sereis mudados da mortalidade para a imortalidade
(ressuscitados) num abrir e fechar de olhos (instantaneamente); e então sereis benditos no reino de meu Pai. E além disso, não sentireis dor
enquanto vivais na carne (mortal), nem pesar, senão pelos pecados do mundo; e farei tudo isso, porque vosso motivo ao desejardes isso de
mim, foi trazer a mim as almas dos homens, enquanto existir o mundo", v. 7 - 9.
-
O desejo desses três nefitas era fundamentado num motivo tão justo e importante para o Plano de Deus que, até mesmo o decreto da morte
natural ou física, pôde ser mudado em transformação dos seus corpos.
Para que não experimentassem o processo natural da morte, que vem pelo desgaste das funções orgânicas, seguido da perda gradual da
vitalidade física.
Essa morte eles não provariam, embora tivessem que passar ainda por aquela transformação instantânea para o estado de ressurreição. Seus
espíritos não seriam desligados dos seus corpos, não precisariam ir para o paraíso de Deus no mundo dos espíritos, porque seu estado jamais
seria o de espírito novamente; condição em que ainda teriam, por um tempo, seus corpos físicos detidos na tumba da terra.
=
Dos capítulos 12 ao 23 estão descritas as obras poderosas desses três discípulos entre os nefitas; e do versículo 24 ao 39, o profeta Mórmon
fala sobre as obras futuras que eles realizarão entre os homens para levar a cabo o Plano de Redenção nos últimos dias.
-
Mórmon termina este capítulo com uma fortíssima advertência aos incrédulos deste trabalho de Jesus Cristo, v. 34 - 35. Ele fala mais alguma
coisa sobre a transformação que os três nefitas sofreram nos seus corpos para que não provassem a morte,
v. 36 - 40.
=
Capítulo 29 - É Mórmon quem profetiza diretamente a nós neste capítulo:
"Quando o Senhor em sua sabedoria julgue prudente que essas coisas cheguem aos gentios, segundo sua palavra, então sabereis que já
começa a se cumprir o convênio que o Pai fez com os filhos de Israel, no concernente à sua restauração às terras de sua herança. E podereis
saber que as palavras do Senhor, declaradas pelos santos profetas, se cumprirão todas; e não tereis de dizer que o Senhor demora sua vinda
aos filhos de Israel, v. 1 - 2.
-
Nos versículos 3 e 9 Mórmon adverte aos que julgam vãs as palavras dos profetas; aos que desdenham dos feitos do Senhor. Porque a espada
de sua justiça está em sua destra e se depreciarmos a sua obra, ele fará que ela prontamente nos alcance.
Então Mórmon, que aprendeu muito bem a falar na língua dos anjos,
termina assim este capítulo:
-
"Ouvi Ó gentios, escutai as palavras de Jesus Cristo, o filho do Deus vivente, as quais ele me mandou que diga no concernente a vós; pois eis
que me mandou escrever dizendo: Retornai, todos vós gentios, de vossos caminhos de maldade; arrependei-vos de vossas más obras, de
vossas mentiras e enganos, de vossas fornicações, de vossas abominações secretas, vossas idolatrias, vossos assassinatos, vossas sofistarias
sacerdotais, vossas invejas e vossas contendas, e de todas as vossas iniqüidades e abominações, e vinde a mim, e sede batizados em meu
nome, para que recebais a remissão de vossos pecados, e sejais cheios do Espírito Santo, para que sejais contados entre os do meu povo, que
são os da casa de Israel".
O QUARTO NEFI
(Filho de Nefi, um dos doze discípulos de Cristo entre os nefitas)
O LIVRO DE NEFI
-
Este livro relata o grande momento da civilização nefita.
Depois dos julgamentos em que a parte mais iníqua dos nefitas e lamanitas foi eliminada pelas tormentas, fogo, terremoto e maremoto, os quais
vieram depois da justiça pela espada. Foi quando Jesus lhes apareceu e ministrou pessoalmente; quando aquela terra ficou livre da maldade
grossa que ali imperava.
Então iniciou-se uma era maravilhosa de paz que levou a civilização nefita ao seu momento de glória. Acabaram-se contendas e disputas, todos
passaram a agir com justiça uns para com os outros; tinham todas as coisas em comum, não havia ricos ou pobres, escravos ou livres, todos
foram tornados livres e participantes do dom celestial (o Espírito Santo).
Os doze discípulos de Jesus, faziam poderosos milagres entre o povo e os curavam de todas as enfermidades e deformidades.
A prosperidade foi enorme em todos os sentidos.
Nefi envelheceu e morreu, seu filho Amós recebeu dele o conjunto de placas, e passou a registrar sobre estas placas (as menores) e também
sobre as placas maiores de Nefi, era o ano 84 d. C. Até aquele ano, havia desaparecido a separação entre nefitas e lamanitas, não mais se
conheciam por aquelas denominações separatistas, eram um só povo, todos participantes do dom de Deus (o Espírito Santo).
Mas, a partir daquele ano, uma pequena parte do povo rebelou-se contra a Igreja, e tomou a si novamente o nome de lamanita. O povo chegara a
ser sumamente rico pela prosperidade em Cristo, v.23. mas, passados duzentos anos da vinda de Cristo, as divisões em classes começaram
novamente a surgir. Já no ano 210, em lugar de uma e única verdadeira Igreja, começaram a aparecer muitas outras em toda aquela terra.
-
Todas professavam conhecer a Cristo, não obstante, negavam a maior parte do seu evangelho, de modo que toleravam toda sorte de
iniqüidades, e administravam o que era sagrado (na Igreja verdadeira) a pessoas indignas, v.26-27.
-
Embora fossem muitas essas igrejas que professavam ser de Cristo, elas são referidas por Mórmon como sendo uma só:
"E esta igreja multiplicou-se em grande número por causa da iniqüidade, e pelo poder de Satanás, que apoderou-se de seus corações", v.28.
No versículo seguinte, Mórmon fala de outra igreja, mas diz que esta negava a Cristo. Naturalmente esta última também congregava outras
denominações, mas para o Espírito de Deus era como se fossem uma só.
Usando o mesmo raciocínio, diante da verdade, justiça e conhecimento que existem no julgamento do Espírito, o qual é o julgamento de Deus,
todas essas denominações somavam-se entre si, no sentido de não serem a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.
-
Reduzindo todas elas a esse termo semelhante, resulta naquilo ensinado anteriormente pelo profeta Nefi:
"Só há duas igrejas - A Igreja do Cordeiro de Deus e a igreja do diabo".
Essa última congrega todas as denominações existentes no mundo, menos a verdadeira.
-
Se a Igreja do Cordeiro de Deus existe para levar os homens à presença do Deus Pai, de quem é a outra, para que servirá, e para onde levará os
homens que a ela se deixarem pertencer; que disso não se arrependem e rejeitam o convite que Deus lhes faz para virem servir na Sua Igreja ?
-
A resposta é simples:
Primeiramente, ela, como falsa igreja que é, não tem poder para levar o homem à presença de Deus para viver com ele. Tem poder sim, mas para
levá-lo diante de Deus cheio de culpas e injustiças, para ser julgado e banido de Sua presença, como quer Satanás, o seu mentor.
Em segundo lugar, sua utilidade prática, para quem aprender a "usá-la", é demonstrar aos que buscam a Deus fidedignamente, que nela não é o
lugar de ficar, que a verdade de Deus está em outro lugar. Enfim, ela serve para levar os que não conseguirem sair dela, para onde Deus gostaria
que não fossem.
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Depois disso, a queda gradua do povo nefita é relatada por Mórmon nos versículos de 30 a 46. Amós morreu no ano 305, os anais passaram às
mãos de seu irmão Amaron. no ano 320 ele foi induzido pelo Espírito a ocultar os anais sagrados, v.48. os anais foram ocultados, com o
propósito que viessem outra vez ao resto da casa de Jacó, segundo as profecias e promessas do Senhor, v.49.
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O LIVRO DE MÓRMON
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Capítulo 1 - O título geral do livro em placas que Joseph Smith recebeu do anjo Moroni é O Livro de Mórmon, o qual tinha e continua a ter dois
terços do seu conteúdo lacrados por um selo. O profeta só teve acesso a um terço das placas para fazer a interpretação.
É portanto um livro selado, já que estamos impedidos de saber o que contêm esses dois terços. O profeta Mórmon foi encarregado de fazer um
resumo de todas as coisas escritas nas placas menores; aquelas que continham as coisas mais sagradas e que deveriam chegar ao
conhecimento das gerações sucessivas, até que Deus as mandasse ocultar.
-
E daí, até o tempo em que as trouxesse novamente à luz para complementar o seu Plano. Após feito esse resumo, Mórmon escreveu o seu
próprio livro; relatando os fatos mais importantes e sagrados de sua experiência de vida à serviço de Deus.
Esse livro também é chamado pelo seu nome: O Livro de Mórmon.
-
Quando ele ainda era um menino de uns dez anos de idade, tendo sido observado por Amaron (o mesmo que ocultara os anais) como um
menino sério e atencioso, foi procurado por ele que disse: "Quando tenhas uns vinte e quatro anos, quisera que recordasses as coisas que
observasses concernentes a este povo, e quando chegues a essa idade, vás à terra de Antum, a uma colina que se chamará Shim; ali depositei
para os fins do Senhor todas as gravações sagradas concernentes a este povo. Toma contigo as placas de Nefi, e as demais deixarás no lugar
onde estão. Sobre as placas de Nefi gravarás todas as coisas que hajas observado concernentes a este povo", v. 3 - 4.
-
Com onze anos de idade, Mórmon foi levado para o sul, até a terra de Zarahemla e observou os acontecimentos sucedidos com o povo
daquelas terras.
A maldade prevalecia, o Senhor decidiu retirar seus discípulos; cessaram as curas e milagres e o Espírito Santo não desceu sobre mais
ninguém, v. 13 - 14.
-
Quando Mórmon tinha quinze anos de idade o Senhor o visitou. Ele tentou pregar ao povo, mas o Senhor o proibiu. Porque eles se haviam
rebelado intencionalmente contra Deus. A terra fora amaldiçoada por causa deles e o poder do maligno estendeu-se por todos os lugares; até se
terem cumprido as profecias de Abinadi e de Samuel, o lamanita.
=
Capítulo 2 - A vida guerreira de Mórmon começa aos dezesseis anos, quando ele sai à frente de um exército nefita contra os lamanitas, em 326 d.
C.
(um ano depois de se ter realizado o célebre conselho de Nicéia, na época do rei Constantino, no outro hemisfério da terra).
A situação dos nefitas tornara-se calamitosa, mas mesmo assim eles não se arrependiam. A terra estava inundada de ladrões e de lamanitas,
sangue e mortandade reinavam em todos os lugares, a terra inteira estava em revolução, v. 8.
Sucedeu que os nefitas começaram a se arrepender e a chorar como havia profetizado Samuel; pois ninguém conseguia conservar o que era
seu, por causa dos ladrões, bandidos, assassinos, artes mágicas e bruxarias, v. 10.
Mórmon então começou a regozijar-se intimamente; pensando que finalmente o povo obteria misericórdia de Deus. Mas logo confessou sua
ilusão, pois o pesar do povo já era o dos condenados; sua aflição não era para o arrependimento, vinda da bondade de Deus; porque o Senhor
não iria permitir que achassem felicidade no pecado.
E não vinham a Jesus com um coração quebrantado (humilde) e espírito contrito; mas sim amaldiçoaram a Deus, e desejaram antes morrer
fisicamente do que abandonar a suposta felicidade nos seus pecados, para poderem servir a Deus.
No entanto, lutavam com as espadas por suas vidas (para poderem continuar vivendo a falsa felicidade nos pecados). A motivação deles era
lutar pelos pecados, em vez de lutar contra eles e viverem para Deus, como já haviam vivido seus pais desde o tempo em que Cristo ministrou
entre eles em 34 d. C. até duzentos anos atrás.
O dia da graça já havia passado para eles, e Mórmon viu milhares deles serem abatidos em franca rebelião contra Deus, e serem amontoados
como esterco sobre a superfície da terra. Era o ano 344 d. C. , v. 11 - 15.
-
Deus mandou Mórmon registrar isso, para mostrar à nossa geração o risco que corremos. Hoje, os ladrões , homicidas, criminosos de todos os
matizes, feiticeiros e parentela, infestam todas as sociedades dos gentios; a iniqüidade continua a crescer na terra inteira. Milhares e milhares
prefeririam morrer a ter que abandonar seus pecados para poderem servir a Deus ! Exatamente como os nefitas daquela época trágica!
-
Que diferença há entre a disposição dos gentios (coletivamente falando) e a dos nefitas (também coletivamente falando) ? Nenhuma !
Afirmamos ! Ora, Deus teve que destruir os nefitas; por isso, ele terá que destruir a todos os gentios que não
se arrependerem. É só esperar para ver !
-
No ano 345 d. C., os nefitas empreenderam uma fuga diante dos lamanitas e chegaram a uma terra de Jason, situada não longe da terra de
Shim, onde estavam ocultos os anais. Mórmon foi ao local e cumpriu as instruções que recebeu de Amaron quando ainda era um menino de dez
anos de idade, v. 16 - 18.
Daí em diante, os lamanitas continuaram a perseguir os nefitas com exércitos cada vez maiores; da ordem de cinqüenta mil homens em certa
ocasião. Mórmon continuava no comando, mas ciente de que seu povo não contava mais com a ajuda do Senhor, portanto combatia apenas com
a sua própria força.
=
Capítulo 3 - Mórmon mais uma vez recebeu ordem do Senhor para chamar o povo ao arrependimento, mas foi tudo em vão; eles não quiseram
usar essa última oportunidade.
-
Nos anos 361 e 362 d. C. houve duas grandes batalhas em que os lamanitas foram derrotados, v. 4 - 8. Por motivo dessas duas vitórias notáveis,
os nefitas começaram a jactar-se de sua própria força, e juraram pelos céus e pelo trono de Deus, que iriam sobre os seus inimigos e os fariam
desaparecer da face da terra, v. 9 - 10.
Desde esse momento, Mórmon abdicou de ser o comandante e chefe desse povo, v. 11. Quando os nefitas fizeram aquele juramento, por todas
as coisas sagradas que Jesus Cristo lhes havia proibido, a voz do Senhor veio a Mórmon:
-
"Minha é a vingança, e eu a retribuirei; e porque este povo não se arrepende depois que eu o livrei, eis que será banido da face da terra", v. 15.
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Mórmon decidiu ser uma testemunha passiva de tudo o que aconteceria com aquele povo daí por diante, v. 16.
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AOS GENTIOS DE HOJE
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E o profeta passa a se dirigir a nós, nos últimos dias:
-
"... escrevo a vós gentios, e também a vós casa de Israel, (esperando) que quando comece a obra (quando o Livro de Mórmon chegar às mãos
dos gentios e de suas mãos vão aos lamanitas, que são descendentes da casa de Israel, e daí aos judeus), vos acheis a ponto de vos
preparardes para voltar à terra de vossa herança", v. 17. "... escrevo a todos os extremos da terra; a vós doze tribos de Israel, que sereis julgados
segundo vossas obras pelos doze que Jesus escolheu na terra de Jerusalém, para que vós fosseis Seus discípulos"
( para que, por intermédio da ministração desses doze , os descendentes das doze tribos de Israel pudessem ser discípulos de Jesus).
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"E escrevo também ao resto deste povo ( os descendentes dos lamanitas - os índios das Américas); <que de forma semelhante, serão julgados
pelos doze discípulos que Jesus escolheu nesta terra ( no Ocidente); e esses doze últimos, serão julgados pelos doze que Jesus escolheu em
Jerusalém". "... para que saibais que todos devem comparecer ante o tribunal de Cristo, sim, toda alma que pertence a toda a família humana de
Adão",
"E também para que creiais no evangelho de Jesus Cristo, que tendes entre vós; e também para que os judeus, o povo do convênio do Senhor,
tenha outro testamento (testemunho) além daquele que viram e ouviram de que Jesus, a quem mataram,
era o verdadeiro Cristo e o verdadeiro Deus",
-
(era preciso que mais outro testamento ou testemunho fosse adicionado ao testemunho que conhecemos como O Novo Testamento: O Livro de
Mórmon é o outro testamento que completa a lei dos testemunhos do evangelho)
-
"E quisera eu poder persuadi-los, a todos vós extremos da terra, a que vos arrependêsseis e vos preparásseis para comparecer ante o tribunal
de Cristo," v. 18 - 22.
=
Capítulo 4 - Este é um capítulo de guerras entre os dois povos, com combates enormemente sangrentos, basta citarmos as palavras mais
candentes de Mórmon:
"... e os castigos de Deus sobrevirão aos iníquos; e é pelos iníquos que os iníquos são castigados; porque são eles que incitam os corações dos
filhos dos homens a derramar sangue", v. 5. "... é impossível que a língua relate ou que o homem faça uma descrição completa da horrível cena
de derramamento de sangue e mortandade que existia entre o povo, tanto nefitas quanto lamanitas; e todo coração se havia endurecido e se
deleitava em derramar sangue continuamente. Jamais tinha havido tamanha iniqüidade entre os filhos de Lehi, nem mesmo em toda a casa de
Israel, segundo as palavras do Senhor, como a que havia entre este povo", v. 11 - 12.
-
Só mesmo o Senhor poderia fazer uma afirmação destas, pois Mórmon não poderia por ele mesmo, conhecer tudo o que se passara com o povo
de Israel em todos os tempos e lugares. As barbaridades cometidas pelos lamanitas ao oferecerem os prisioneiros nefitas, tanto mulheres
quanto crianças, em sacrifício aos seus ídolos, atravessaram os tempos e chegaram às cerimônias religiosas dos astecas, incas e maias.
-
Do versículo 13 ao 22, vemos descrições sumárias de batalhas contínuas. E no versículo 23, Mórmon diz que ao ver os lamanitas prestes a
subjugar a terra, foi à colina de Shim e recolheu todos os anais que Amaron havia escondido para os fins do Senhor.
=
Capítulo 5 - Mórmon arrepende-se do seu juramento de que nunca mais comandaria os nefitas em batalha e aceita novamente o comando dos
exércitos. mas escreve que não mais abrigava qualquer esperança, porque conhecia os juízos do Senhor sobre eles, pois não se arrependiam de
suas iniqüidades. Eles apenas lutavam por suas vidas, mas sem invocar ao Ser que os criou.
Os nefitas haviam chegado àquele ponto de desgraça espiritual a que só podem chegar os povos e indivíduos que conheceram e participaram
larga e incontestavelmente dos melhores dons de Deus nesta vida (pelo Espírito Santo) e depois, conscientemente, escolheram voltar à
iniqüidade.
Com isso os nefitas tornaram-se incapazes de reverter de sua maldade; porque o espírito do diabo, a quem conscientemente se entregaram,
suplantara de modo decisivo a luz de Cristo nas suas almas; eles não permitiriam mais ao Senhor, restaurar-lhes o dom do arrependimento; já
que seu coração não se podia mais humilhar em retidão diante do Espírito de Deus e, conseqüentemente, não podiam mais invocar ao Senhor.
Haviam cortado Deus de suas vidas em pleno conhecimento de causa. Por isso Deus também os havia cortado da vida eterna, e deixado que eles
lutassem por si mesmos, com suas próprias forças; até que as profecias fossem cumpridas e eles fossem completamente varridos da terra.
Mórmon conhecia agora profundamente a desgraça que caíra sobre seu povo. Mas sabia que a sua salvação era certa, mesmo que morresse
lutando por um povo condenado a morrer pelas mãos dos lamanitas.
Mórmon continua descrevendo as batalhas, no versículo 8 diz:
-
"... não desejo atormentar as almas dos homens, pintando-lhes tão terrível cena de sangue e mortandade que se apresentou diante de meus
olhos; porém, sabendo que essas coisas certamente se darão a conhecer, e que toda a coisa que está oculta será revelada desde o teto das
casas e, além disso, que o conhecimento dessas coisa deve chegar ao resto desse povo (dos lamanitas, representados no futuro pelos índios
americanos das três Américas) e também aos gentios (os povos oriundos do Velho Mundo, que cruzariam o oceano e chegariam ao resto do
povo de Lehi) sobre quem o Senhor disse que dispersarão a este povo e os considerarão como nada entre eles; escrevo portanto um breve
compêndio ...", v. 8 -9.
"E se escrevem estas coisas para o resto da casa de Jacó; e se escrevem desta maneira (em placas) porque Deus sabe que em iniqüidade não
se manifestará a eles; e se ocultarão (as placas) para os propósitos do Senhor, a fim de que apareçam no devido tempo", v. 12. "...irão aos
incrédulos entre os judeus; e irão com este fim: Que sejam convencidos de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivente; para que o Pai realize
por meio do seu mui amado, seu grande e eterno propósito de restaurar aos judeus, ou seja, a toda a casa de Israel à terra de sua herança que o
Senhor seu Deus lhes deu, para cumprimento do seu convênio;", v. 14.
-
O que antes não era urgente para o Pai, passou a sê-lo nos nossos dias; pois chegou tempo de fazer com que o convênio feito com Abraão,
Isaque e Jacó, tenha seu cumprimento. Esse convênio, entre muitas coisas temporais e espirituais, envolve a posse perpétua de terras neste
planeta; coisa que nenhum daqueles patriarcas usufruiu de fato até agora. Portanto todas essas coisa terão agora que ter seu cumprimento ...Ou
Deus deixará de ser Deus !
-
Mórmon continua considerando o que acontecerá com os lamanitas posteriormente.
Diz que eles chegarão a ser tornados numa gente escura, imunda e repulsiva; sobrepujando a descrição do que já se havia visto entre esse
povo; e isso, devido à sua incredulidade e idolatria; as bênçãos que foram dadas para esse povo, que um dia chegou a ser deleitável, que teve a
Cristo como pastor.
Mas cujas gerações posteriores se deixaram novamente conduzir por Satanás, foram reservadas para os gentios que possuirão a terra
(reservadas mas ainda não dadas, pois isso estaria na dependência da fidelidade dos gentios). Então, o Senhor se recordará do convênio feito
com Abraão, e das orações dos justos a favor deles; termina o capítulo perguntando a nós, o povo dos últimos dias:
-
"E então, ó gentios, como podeis permanecer ante o poder de Deus (ante todas essas realizações do poder de Deus) sem que vos arrependais e
retrocedais dos vossos caminhos iníquos?", v. 22.
"Portanto, arrependei-vos e humilhai-vos ante Ele, para que não se levante em justiça sobre vós; para que um resto da posteridade de Jacó vá
entre vós como leão, e vos despedace, e não haja o que vos livre ", v. 24.
-
Já comentamos anteriormente de que forma virá essa posteridade de Jacó para derramar a justiça sobre a cabeça dos gentios que não se
arrependerem - eles virão como anjos, com os outros anjos.
=
Capítulo 6 - Mórmon escreve uma epístola ao rei dos lamanitas e pede que permita aos nefitas juntarem-se na terra de Cumorah, nas
imediações de uma elevação do mesmo nome, e ali entrariam na batalha final, v. 2. O rei lamanita concedeu o pedido.
No ano 384 d. C. todo o povo nefita estava recolhido na terra de Cumorah.
Sem dúvida, Mórmon ao escrever esta carta estava consciente de que seu pedido levaria ao cumprimento das profecias sobre a destruição do
povo nefita.
Para os propósitos do rei lamanita, também era de grande conveniência ver o povo condenado reunir-se num mesmo lugar. Isso facilitaria sua
determinação de extermínio completo.
Ao mesmo tempo, é preciso considerar que Mórmon, como um homem experiente na guerra, escolheu um lugar cheio de fontes, rios e muitas
águas, além da colina de Cumorah lhes poder dar uma certa vantagem de posição sobre o inimigo.
-
A cena final, para que fosse cumprida a palavra do Senhor, estava pronta: (o povo nefita) "... será banido da face da terra", v. 5 do c. 3. O povo já
estava amaldiçoado para a exterminação, estava ali apenas para atrair sobre suas cabeças
a própria maldição.
-
Quando haviam decorrido esses 384 anos da vinda de Cristo, Mórmon começou a sentir o peso da velhice; sabia ser aquela, a última luta do
seu povo. O Senhor ordenou que ele não deixasse os anais sagrados caírem nas mãos dos lamanitas, pois seriam destruídos.
Diz o profeta: "Fiz portanto esta relação das placas de Nefi e escondi na colina de Cumorah todos os anais que me foram confiados pela mão do
Senhor, com a exceção destas placas, que entreguei ao meu filho Moroni", v. 6.
-
Mórmon relata a cena final nos versículos 7 a 15. Ele diz da sua incomensurável dor pela perda do seu povo, com a exceção de uns poucos que
escaparam para o sul e outros poucos que se passaram aos lamanitas; além dos vinte e quatro que ficaram ainda vivos juntos a ele, inclusive
seu filho Moroni, v. 16 - 22.
O profeta dá conta de que foram mortos cerca de duzentos e vinte mil combatentes nefitas, e que seus corpos foram deixados desfazer-se
como esterco sobre a terra.
=
Capítulo 7 - Novamente Mórmon dirige-se ao povo lamanita que viveria nos nossos dias e dá a eles mais uma vez o testemunho de Cristo e de
Sua missão, v. 2 - 8.
A seguir diz que estes anais foram escritos, para que creiamos nos anais que nos
chegaram pelos judeus, anais esses que chegarão aos descendentes dos lamanitas, pela mão dos gentios (como já dissemos anteriormente, que
viriam da futura Europa).
E se crermos naqueles anais, também creremos nestes (O Livro de Mórmon).
Termina o capítulo exortando-nos a crer em Cristo, ao batismo na água e depois ao batismo do fogo e do Espírito Santo, seguindo o exemplo do
Salvador, então, estaremos bem no dia do juízo, v. 10.
=
MORONI
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Capítulo 8 - Moroni assume os anais que recebeu de seu pai, Mórmon.
Ele diz que encerra o registro de Mórmon e que tem poucas coisas a escrever,
segundo seu pai o instruiu, v. 1. Começa por dizer que os nefitas que haviam escapado
para as terras do sul, foram perseguidos e mortos pelos lamanitas. Diz que está só, para relatar a destruição final de seu povo; não sabe quanto
tempo o Senhor permitirá que viva, vagando, sem ter amigos nem para onde ir, v. 5.
-
Os lamanitas estão em guerra uns com os outros, só há lamanitas e ladrões sobre a face da terra. Não há ninguém que conheça o verdadeiro
Deus, a não ser os três discípulos de Jesus; os quais, não foram permitidos permanecer com o povo,
devido à iniqüidade.
-
Moroni diz não saber onde eles estão, se sobre a face da terra ou não.
Mas que tanto seu pai quanto ele os viram e receberam ministração deles, v. 9 - 11.
-
"Quem receba esta história, e não a condene pelas imperfeições que nela hajam, essa pessoa receberá coisas maiores do que estas ...", v. 12.
-
Moroni declara que ele mesmo é quem esconde as placas; que é decreto do Senhor que ninguém pode obtê-las para lucrar (por esse fato, elas
não têm nenhum valor, pois quem tentasse obter lucro com elas não conseguiria).
Mas a história que elas contêm, é de grande valor, e o Senhor abençoará aquele que as traga à luz, v. 14. Ele então escreve sobre o dia em que
estes registros virão à luz,
e declara o terrível estado de iniqüidade que reinará entre os gentios, v.27 -33.
E como Mórmon já fizera, dirige-se diretamente ao povo dos nossos dias; declarando que nos conhece, e o demonstra ao escrever sobre todas
as mazelas espirituais que hoje nos envolvem, v.35 - 41; o que levará nossas consciências a lançar-nos no inferno, ao nos apresentarmos diante
de Deus em toda nossa imundície, a menos que nos arrependamos e sigamos os passos que Ele manda.
=
Capítulo 9 - Moroni chama ao arrependimento os povos que não crêem em Cristo, e diz a eles: "... crereis no dia de vossa visitação; ... sim, esse
grande dia em que sereis levados a comparecer ante o Cordeiro de Deus - direis então que não há Deus?", v. 21.
"Quando se vos faça ver vossa nudez diante de Deus, e também a glória de Deus e a santidade de Jesus Cristo, isso acenderá uma chama de
fogo inextinguível em vós ", v. 5.
"Aos que negam as revelações de Deus, dizendo que elas cessaram (com a morte dos apóstolos); que não há mais profecias, dons, curas, nem
o dom de falar em línguas, nem interpretação de línguas", v. 7.
"Aquele que nega essas coisas não conhece o evangelho de Cristo; ...não leu as escrituras; e se as leu não compreende", v. 8.
-
Dos versículos 12 ao 20, Moroni demonstra que Deus é e nunca cessará de ser um Deus de milagres.
Do versículo 21 ao 26, ele nos exorta a crer em Cristo sem nada duvidar, e Ele nos confirmará todas as suas palavras (pelo poder do Espírito
Santo), v. 25.
-
Do 27 ao 29 Moroni exorta-nos e ensina sobre a atitude espiritual que devemos manter como membros da Igreja de Jesus Cristo.
-
No versículo 32 Moroni declara que os registros do Livro de Mórmon foram feitos nos caracteres por eles denominados egípcio reformado, os
quais, eles transmitiram e alteraram de acordo com a sua maneira de falar; que se as placas fossem maiores eles teriam escrito em hebraico,
mas também o hebraico foi por eles alterado. Se houvessem escrito em hebraico, não haveria nenhuma imperfeição nos anais.
-
O hebraico original, seria o idioma mais adequado para transmitir a palavra de Deus a nós; desde que também pensássemos em hebraico.
Porque quando ele é traduzido para outras línguas, perde muito da sua força original; o significado é também um tanto diferente, por essa perda
de força na expressão das idéias.
Com este capítulo, Moroni encerrou os registros de seu pai, Mórmon.

O LIVRO DE ÉTER
-
Capítulo 1 - Moroni faz um compêndio dos registros contidos nas vinte e quatro placas encontradas pelo povo de Limhi na época do rei Mosíah,
aproximadamente no ano 121 a. C. Ele explica que iniciará o compêndio a partir da época da grande torre (a torre de Babel), pois supõe que as
coisas anteriores se achem registradas nos livros dos judeus. A história vai até a destruição do povo vindo de lá, v. 1 - 4.
O autor desses anais chamava-se Éter, descendente de Coriantor. Moroni registra a genealogia desse Coriantor até Jared; passando por trinta
ancestrais, o registro genealógico alcança o ano dois mil duzentos e quarenta antes de Cristo, aproximadamente.
-
Jared veio da grande torre acompanhado por seu irmão (um grande profeta de Deus) e sua família, juntamente com alguns outros poucos e
suas famílias, na época em que o Senhor confundiu a língua daquele povo e o dispersou por toda a superfície da terra.
A língua falada por Jared e aquele pequeno grupo que o acompanhava, não foi confundida, por concessão do Senhor ao pedido do irmão de
Jared. Eles foram conduzidos pelo Senhor a uma terra grandemente favorecida , e que lhes foi prometida como herança, na condição de se
manterem fiéis servidores do seu Deus.
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Capítulo 2 - Diz Moroni no versículo 9:
-
"Assim podemos ver os decretos de Deus concernentes a esta terra: ( a terra onde Moroni estava, portanto, as Américas) Que é uma terra de
promissão; e qualquer nação que a possua servirá a Deus (aos propósitos de Deus) ou será exterminada, quando a plenitude da sua ira caia
sobre ela".
No decurso desta nossa análise do Livro de Mórmon, veremos que duas grandes nações, um dia ditosas: Os jareditas de quem agora tratamos,
e os nefitas aproximadamente dois mil e seiscentos anos depois, acabaram por serem varridas da face da terra por causa da iniqüidade a que se
entregaram.
Agora, mil e seiscentos anos após a eliminação dos nefitas, chegou a vez dos gentios no cronograma celestial; chegou a nossa vez de sermos
julgados; para sermos salvos ou sermos exterminados, como incapazes de sermos aproveitados para viver
com Deus.
-
É por isso que o Livro de Mórmon nos foi enviado. Para que se possam salvar os que acreditarem nele, e fizerem o que Deus lhes manda no Seu
registro em placas, que têm percorrido as gerações, anunciando a cada uma ter chegado a hora do seu julgamento.
-
Moroni continua seu comentário:
"E isto vem a vós, ó gentios, para que conheçais os decretos de Deus, para que vos arrependais ... e não façais vir sobre vós a ira de Deus, como
têm feito até agora os habitantes da terra", v. 11.
Agora ele reassume a narrativa sobre o povo de Jared. O Senhor os conduz até a orla do mar, onde eles vivem por quatro anos. Ordena então
que construam barcos ligeiros que possam deslizar sobre as águas, segundo técnica especificada pelo Senhor, v. 16 - 25.
Capítulo 3 - Os barcos eram em número de oito, e devido às características insólitas de sua construção, para suportar os vagalhões oceânicos,
podiam ser hermeticamente fechados, quando estivessem momentaneamente submersos. Havia uma abertura na coberta e outra no fundo, v. 19
- 20.
-
Não há detalhes sobre essa abertura no fundo, talvez fosse para servir como lastro,
e manter o barco numa posição próxima da horizontal. A abertura da coberta era para entrar ar quando o barco estivesse na superfície. Nesse
tipo de construção eles viajariam na escuridão, se o Senhor não lhes provesse um meio de obterem luz. Dessa necessidade aconteceu um
diálogo entre o irmão de Jared e o Senhor, que levou a muitos ensinamentos, v. 1 - 16.
Moroni comenta alguns pontos desses ensinamentos: "Jesus mostrou-se a esse homem no Seu espírito, segundo a maneira e semelhança do
mesmo corpo que se mostrou aos nefitas", v. 17.
Significa que Jesus mostrou ao irmão de Jared que Seu corpo de espírito era à imagem e semelhança do corpo ressuscitado em que se
mostraria aos nefitas num futuro distante.
"Devido ao conhecimento desse homem, não se lhe pôde impedir de ver dentro do véu ... pelo que, tendo esse conhecimento perfeito de Deus,,
foi impossível impedi-lo de ver dentro do véu; portanto, viu a Jesus e Ele lhe ministrou", v. 19 - 20.
Jesus proibiu-o de manifestar as coisas que viu e ouviu a qualquer homem.
"Quando venhas a mim (quando estivesse perto de morrer) as escreverás e as selarás para que ninguém as possa interpretar; porque as
escreverás numa linguagem que não se poderá ler", v. 21 - 22. "... te darei estas duas pedras (intérpretes) e também as selarás junto às coisas
que escrevas ... farei em meu próprio e devido tempo, que estas pedras aclarem aos olhos dos homens as coisas que escreverás".
Essas coisas só deveriam chegar ao conhecimento dos homens, depois que o Senhor se manifestasse em carne.
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Capítulo 4 - Os escritos do irmão de Jared continuarão selados até que os homens manifestem uma fé do grau que ele tinha.
As revelações plenas de Deus são bênçãos reservadas para aqueles que realmente têm fé. Ora, se a maioria da humanidade não consegue crer
nem nesta pequena parte do Livro de Mórmon que Deus mandou entregar, como vai receber coisas muito maiores ainda, que estão seladas
exatamente por causa da incredulidade ?
-
Moroni recebeu ordem de Jesus Cristo para selar o que compendiou dos escritos do irmão de Jared.
-
"E o que contenda contra a palavra do Senhor, maldito seja; e o que negue estas coisas, maldito seja; porque a estes não mostrarei coisas
maiores ...", v. 8.
"E aquele que não crê nas minhas palavras, não crê nos meus discípulos; e se é que não sou o que fala; julgai, porque no último dia sabereis
que eu sou o que fala", v. 10.
"Mas ao que creia nestas palavras que falei, eu o visitarei com as manifestações do meu Espírito, e ele saberá e dará testemunho. Porque por
meu Espírito, saberá que estas coisas são verdadeiras", v. 11.
-
Dos versículos 13 ao 19, o Senhor faz mais um chamado poderoso aos gentios para que se arrependam.
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Capítulo 5 - Moroni adverte a quem receber os anais no futuro, depois que ele os ocultar, a não tocar nas coisas que estiverem seladas com o
fito de traduzi-las, pois isso está proibido. Até que Deus julgue prudente fazê-lo, v. 1.
As placas não seladas do Livro de Mórmon serão mostradas a três outros homens além do que as receber; serão mostradas a esses três
homens pelo poder de Deus (e não pelo homem que as receber - De fato, quem mostrou as placas às três testemunhas foi o anjo Moroni, e não
Joseph Smith).
-
"... e o testemunho de três, e esta obra, na qual se mostrará o poder de Deus e também Sua palavra, da qual o Pai, o Filho e o Espírito Santo dão
testemunho; tudo isso se levantará como testemunho contra o mundo nos últimos dias", v. 3.
-
Moroni termina o registro neste capítulo, assim:
"... se não tenho autoridade para essas coisas, julgai; porque sabereis que tenho autoridade quando me vejais, e compareçamos diante de Deus
no último dia. Amém", v. 6.
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UM DEUS DIFERENTE
-
Que Deus tão diferente o Livro de Mórmon nos apresenta !
Que Deus tão distante dos deuses etéreos, diáfanos, teosóficos, esotéricos !
Que Deus tão compreensível, diante do deus dos protestantes, evangélicos, católicos: Incompreensível, sem partes ou paixões ... sem corpo !
Que Deus tão diverso desses que o mundo proclama ! Que Deus tão concreto esse que o Livro de Mórmon proclama !
Tão pessoal, tão tangível na Sua pessoa, quanto nos instrumentos que emprega para levar avante o Seu Plano de Redenção !
Que Deus tão real esse que o Livro de Mórmon nos apresenta !
Placas, bússola, pedras transparentes (intérpretes), luzes que navegam e pairam nos céus sobre objetivos determinados, carros de fogo e seres
tangíveis nos seus corpos ressuscitados !
-
Por todas essas coisas e muito mais, é que o arrependimento que Deus exige desta nossa geração é muito grande. A começar pelas idéias
falsas que fazemos de Sua pessoa. Precisamos de uma restruturação geral de nossas crenças e pensamentos.
Para dominarmos as mentiras do mundo e podermos comparecer sem manchas
ao tribunal de Cristo.
=
Capítulos 6, 7 e 8 - Moroni prossegue com a história de Jared e seu irmão.
No capítulo 8 há um registro de grande interesse para nós os gentios. Referindo-se às combinações secretas (elas visam adquirir poder, até que
se estendam por toda a nação) que promovem homicídios e a destruição espiritual do povo, Moroni registra:
-
"... o Senhor manda que quando vejais surgirem essas coisas entre vós, que desperteis para vossa terrível situação ... porque quem a
estabelece, procura destruir a liberdade de todas as terras, nações e países; e leva a cabo a destruição (espiritual e depois física) de todo o povo,
porque é o diabo quem a edifica ... esse mesmo mentiroso que tem provocado o homem a assassinar desde o princípio ...", v. 24 - 25.
Nosso mundo está repleto de combinações secretas para obter lucro e domínio sobre o povo. Homicídios, destruição moral e física pelos
cartéis que comandam as drogas no seio de todas as nações, revelam quão terrível é nossa situação diante do Criador.
E Já que os gentios, coletivamente considerando, não dão mostra de que se arrependerão, o Senhor terá que descer em fogo para destruí-los
como já fez com os jareditas e com os nefitas ... Se não o fizesse, deixaria de ser Deus !
=
Capítulos 9, 10 e 11 - Moroni prossegue relatando a história dos jareditas: Os reinos passam de um rei a outro pela descendência, por intrigas ou
assassinatos. O profeta Emer viu o Filho de Deus. Muitos profetas chamam o povo ao arrependimento.
Fome e serpentes venenosas afligem o povo. Alguns reis são justos, outros iníquos. Quando há retidão, o Senhor abençoa o povo e o faz
prosperar, mas as guerras, dissensões e a iniqüidade prevalecem. Profetas predizem a completa destruição do povo, mas suas palavras são
rechaçadas.
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Capítulo 12 - O profeta Éter viveu nos dias de Coriantumr que chegou a ser rei de toda aquela terra. Éter ensinou que é por meio da fé que todas
as coisas se cumprem:
-
"De sorte que os que crêem em Deus podem ter a firme esperança de um mundo melhor, um lugar à direita de Deus; e essa esperança vem pela
fé, proporciona uma âncora às almas dos homens e os faz seguros e firmes, abundando sempre em boas obras, sendo impulsionados a glorificar
a Deus", v. 4.
-
Então, Moroni adiciona seu próprio comentário sobre esses ensinamentos de Éter, está registrado nos versículos de 6 a 22.
Depois das palavras desse comentário, Moroni profetiza que os gentios farão burla dessas coisas, devido à debilidade que os escribas
daquelas placas têm para escrever.
E escreve que o Senhor os fez fortes em palavras (faladas) por causa da fé, mas não os fez fortes para escrever; porque o Senhor concedeu que
todos (os profetas) daquele povo declarassem muito (pela própria voz) devido ao Espírito que lhes deu,
v. 23.
-
Moroni diz que sua escrita não era forte como as coisas escritas pelo irmão de Jared. Pois Deus concedeu a ele que as coisas que escrevesse
fossem tão potentes como as coisas que Deus mesmo escreveria, ao ponto de dominar os homens que as lessem,
v. 24.
Continua Moroni dizendo que Deus fez grandes e potentes as palavras que eles falavam ao povo (os profetas nefitas e lamanitas), ao ponto de
não poderem ser reproduzidas por escrito. Nisso viam sua debilidade e seu tropeçar, na maneira de colocar as palavras escritas, v. 25.
-
Lembramos que a língua do povo de Jared não foi confundida quando eles saíram da torre. Continuaram a falar e escrever a mesma língua que
Deus usava para se comunicar com os patriarcas pré-diluvianos. Há línguas, mesmo entre as de hoje, que têm capacidade maior do que outras
para colocar poder na expressão das idéias. Em escala maior, era sobre isso que Moroni escreveu.
-
Mas ao perceber este último pensamento de Moroni, o Senhor lhe disse:
-
"Os insensatos fazem burla, mas se lamentarão; e minha graça é suficiente para os mansos, para que não tirem proveito (os que burlam) da
vossa debilidade. Dou aos homens fraqueza para que (aprendam) a ser humildes; a minha graça basta a todos os homens que se humilham
diante de mim, e têm fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles.
Mostrarei aos gentios sua fraqueza, e lhes mostrarei que a fé, a esperança e a caridade conduzem a mim, a fonte de toda a retidão, v. 26 - 28.
-
Ao ouvir essas palavras do Senhor, Moroni lhe diz do consolo que sentiu, e implorou que desse essa graça aos gentios, para que eles tivessem
caridade, v. 36.
Mas o Senhor disse: "Se eles não têm caridade, é coisa que nada tem a ver contigo; tu foste fiel; portanto, tuas vestes estarão limpas. E porque
viste tua debilidade, serás fortalecido, até sentar-te no lugar que preparei na mansão do meu Pai".
-
O que Moroni fez por si mesmo (ver sua fraqueza, reconhecer sua debilidade e humilhar-se profundamente diante da grandiosidade de Deus),
não poderia fazê-lo por ninguém. Esse é um esforço individual que cada um gentio terá que fazer por
si mesmo.
-
Só nos valerá pedir pelos que se humilharão dentro da justiça; não pelos que não se querem humilhar ou que só se humilharão sob o peso da
justiça no último dia.
Nada poderemos fazer por eles, porque não querem ouvir a verdade a retidãoe a justiça.
=
Capítulos 13, 14 e 15 - Estes capítulos registram a queda e extinção completa da nação Jaredita. No versículo 3 do capítulo 13 vemos Éter dizer:
"... depois que se retiraram as águas (do dilúvio), chegou a ser uma terra escolhida sobre todas as demais ... que era o sítio da Nova Jerusalém
que desceria do céu, e o santo santuário do Senhor", v. 3.
Já no versículo 4: "Éter viu os dias de Cristo, e falou de uma Nova Jerusalém sobre a terra".
E falou também concernente à casa de Israel e a Jerusalém de onde Lehi haveria de vir - que depois de destruída, seria reconstruída, uma
cidade santa para o Senhor, portanto, não poderia ser uma Nova Jerusalém, porque já teria existido na antigüidade; mas seria reconstruída e
chegaria a ser uma cidade santa do Senhor. Edificada para a casa de Israel.
-
E sobre esta terra (as futuras Américas) se edificaria uma Nova Jerusalém para o resto da posteridade de José, a fim de que sua semente não
perecesse; tal como foi misericordioso com o pai de José, para que sua semente também não perecesse, v. 5 - 7.
-
Vemos aí o profeta Éter falar de três cidades: A Nova Jerusalém que desceria do céu, para a qual haveria um sítio determinado para recebê-la (v.
3).
A Nova Jerusalém construída sobre a Terra e a Jerusalém de onde Lehi partiu.
-
Quando fala da primeira, Éter diz de um sítio destinado a recebê-la quando descer do céu (Apocalipse 21:2), v.3 e v. 10. Um ciclópico objeto
transportando os santificados que habitam o céu. Quando fala da segunda, refere-se a uma Nova Jerusalém a ser construída (nas Américas), v. 6.

Quando fala da terceira, diz da reconstrução da antiga Jerusalém, v. 5.


Depois de falar na construção da Nova Jerusalém e na reconstrução de Jerusalém, e na instalação do seu povo nas terras de promissão
(quando essas duas cidades serão as capitais, uma em cada hemisfério), v. 8, o profeta fala de um novo céu e uma nova terra, v. 9; para finalizar
dizendo: "Então vem a Nova Jerusalém ...", v. 10, e depois:
"Então vem também a antiga Jerusalém ...", v. 11.
-
Vemos a correlação dessas coisas da seguinte forma: A Nova Jerusalém que descerá do céu, será unida à Nova Jerusalém construída na terra;
como a antiga Jerusalém
(o povo justo e santo que habitou a antiga Jerusalém) descerá do céu e se unirá à Jerusalém reconstruída na Palestina. Os justos e santos que
estão salvos e que viveram nas Américas e na Palestina, constituem a Jerusalém Celestial, e descerão, cada povo, para as terras de suas
respectivas heranças sobre a terra.
-
Éter foi rejeitado pelos jareditas, a despeito da grandiosidade das profecias que declarou. Registrou o final de sua história escondido na
cavidade de uma rocha, para não ser morto. À noite ele saia para constatar as destruições que sobrevinham
sobre o povo.
-
O Senhor preservou-o para dar testemunho do cumprimento de todas as Suas palavras, que terminaram, no concernente ao povo jaredita, com a
morte de Shiz, tendo Coriantumr caído ao seu lado como se não tivesse vida, c. 15, v. 31 - 32. As últimas palavras que Éter escreveu foram: "Se o
Senhor quer que eu seja transladado, ou que sofra a vontade de Deus na carne, não importa, contanto que eu me salve no reino de Deus. Amém".

-
O LIVRO DE MORONI
-
-Capítulo 1 - Moroni declara que após haver feito o compêndio dos anais do povo de Jared, pensara em não escrever mais (ele esperava logo
perecer, dado à perseguição implacável dos lamanitas em busca dos nefitas que pudessem ter escapado da matança). Até então, Moroni
conseguira sobreviver ocultamente, e resolveu escrever mais algumas palavras que talvez fossem de valor para os lamanitas em algum dia
futuro, segundo a vontade do Senhor, v. 1 - 4.
=
Capítulo 2 - Moroni relata a forma pela qual Jesus comissionou os doze discípulos, por imposição das mãos; e chamando-os pelo nome,
instruiu-os a pedir ao Pai em Seu nome o Espírito Santo, e então, eles teriam o poder para que aqueles sobre quem impusessem as mãos e
conferissem esse Espírito em Seu nome, recebessem
o Espírito Santo.
=
Capítulo 3 - É relatada a forma pela qual os discípulos chamados por Jesus, que eram conhecidos como os élderes da Igreja, ordenavam outros
élderes e mestres: Oravam ao Pai em nome de Cristo, impunham as mãos (sobre o receptor da ordenação) e diziam:
"Em nome de Jesus Cristo te ordeno para que sejas presbítero (ou te ordeno para que sejas mestre) para pregar o arrependimento e a remissão
dos pecados por meio de Jesus Cristo, mediante a perseverança na fé em seu nome até o fim. Amém ".
E os ordenava pelo poder do Espírito Santo que neles estava, v. 1 - 4.
=
Capítulos 4 e 5 - Moroni registra a forma pela qual os élderes administravam o pão
e o vinho sacramentais.
=
Capítulo 6 - "E agora falo no concernente ao batismo. Eis que eram batizados élderes, sacerdotes e mestres; e não eram batizados a menos que
dessem frutos apropriados para demonstrar que eram dignos dele (do batismo)", v. 1.
"E tampouco recebiam a ninguém para o batismo, a menos que viesse com um coração quebrantado e um espírito contrito, e testificasse à
Igreja que verdadeiramente se havia arrependido de todos os seus pecados", v. 2.
=
Já discutimos isso anteriormente, portanto, não devemos estranhar que os élderes se tivessem que batizar na Igreja de Jesus Cristo, quando
haviam sido élderes, mas na Igreja de Deus, que vivia sob a lei de Moisés até a vinda de Cristo.
Nova lei novo convênio, novo batismo. O versículo 2 mostra que tanto os élderes, sacerdotes e mestres da Igreja de Deus, sob a lei de Moisés,
quanto aqueles que se iriam batizar pela primeira vez, teriam que obedecer a mesma justiça.
-
Depois de purificados pelo Espírito Santo eram contados entre os membros da Igreja, tendo seus nomes registrados, v. 4. E a Igreja reunia-se
constantemente para participar
do pão e do vinho em memória do Senhor Jesus, v. 6. Esforçavam-se para não haver iniqüidade entre eles, e a quem encontravam cometendo
iniqüidade, e que fosse condenado diante dos élderes, por três testemunhas da Igreja, caso não se arrependesse nem confessasse, seu nome
era cortado e não mais contado entre
o povo da Igreja, v. 7.
Mas quantas vezes se arrependesse e pedisse perdão com verdadeira intenção, era perdoado (Mosíah 26: 30 - 31).
Isso significa que o homem poderia ser readmitido à Igreja, depois de ter cometido um pecado eliminatório e sido cortado dela.
Não que ele pudesse ficar indefinidamente com o nome nos registros, contado como membro, pecando e sendo perdoado pelos mesmos
pecados; numa sucessão interminável de vezes. Isso contribuiria para transmitir-lhe frouxidão espiritual; eliminaria a possibilidade de um
arrependimento genuíno, e de uma decisão autêntica de reforma de vida. Se a verdadeira Igreja de Jesus Cristo permitisse que isso viesse a
suceder com seus membros, não estaria edificando os filhos de Deus, mas sim os destruindo para a salvação na Sua presença.
"E os da Igreja (os élderes) dirigiam as reuniões de acordo com as manifestações do Espírito ... porque, conforme lhes guiava o poder do
Espírito Santo, ou bem pregar, exortar, orar, suplicar ou cantar, assim o faziam", v. 9.
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Capítulo 7 - Moroni escreve algumas palavras faladas por seu pai, Mórmon, sobre fé, esperança e caridade. Este registro é notável, ocupa todo
este capítulo, vai do versículo 2 ao 48. Deve ser lido e meditado profundamente, pela grandiosidade dos ensinamentos de Mórmon para os que
almejam edificar-se em Cristo:
- Mórmon fala da autenticidade do seu chamado;
- Esclarece que fala aos membros da Igreja, que lograram obter a esperança de entrarem no repouso do Senhor;
- Fala na fonte do bem e na fonte do mal, v. 4 - 13;
- Adverte aos irmãos da Igreja para que tomem cuidado para não confundir como
sendo de Deus aquilo que é mal, e o que é bom como sendo do diabo, v. 14 - 19;
- Ensina como será possível nos aferrarmos a todo o bem por meio da fé, v. 20 - 39;
- Então, começa sua prédica sobre a esperança, v. 40 - 44;
- E finaliza discorrendo sobre a caridade, v. 45 - 47.
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Capítulo 8 - Este é um capítulo eliminatório. Suas palavras levarão muitos milhões de almas a se condenarem ao "lago de fogo e enxofre"; por
razão de suas consciências culpadas diante do tribunal do Senhor.
Essas palavras foram colocadas a partir das oito últimas páginas, das seiscentas e quarenta e duas que examinamos para escrever esta nossa
análise dinâmica.
É como um grande final em que Deus, depois de toda essa avalanche de luz e verdade, ainda explode uma supernova; como última tentativa de
chamar a atenção de pelo menos alguns poucos entre esses muito milhões de seus filhos, cegados pela força das mentiras tradicionais, que são
verdadeiras correntes do inferno.
Moroni fala de uma epístola que recebeu de Mórmon, pouco depois do seu chamado ao ministério ( o de Moroni).
Esta epístola tem um enorme poder de libertação, porque faz denúncia sobre um fato de grande gravidade diante de Deus, mas que devido a
ignorância humana, pouca importância se lhe dá ! Ignorância da justiça e misericórdia de Deus, que anula a compreensão do Seu Plano e da
expiação de Cristo.
Mórmon escreve sobre algo muito grave que o estava afligindo extremamente
(já desde aquela época, aproximadamente em 385 d. C.). Fato que à primeira vista não parece tão sério; mas, ao se desenvolverem as
conseqüências e implicações espirituais dele, torna-se num desastre incomensurável !
"Se o que eu soube é a verdade, tem havido disputas entre vós sobre o batismo de vossas criancinhas", v. 5. Porque imediatamente que soube
estas coisas de vós, perguntei ao Senhor sobre o assunto e a palavra do Senhor veio a mim pelo Espírito Santo, dizendo: ... Vim ao mundo, não
para chamar os justos ao arrependimento, e sim aos pecadores; os sãos não precisam de médico, e sim os que estão enfermos; ...as criancinhas
estão sãs, porque são incapazes de cometer pecado; portanto, a maldição de Adão é quitada em mim, de modo que não tem poder sobre elas; e
a lei da circuncisão foi abolida em mim ... portanto ... sei que é uma solene burla diante de Deus que batizeis as criancinhas",
vs. 7 - 9. "... ensinarás: O arrependimento e o batismo aos que são responsáveis e
capazes de cometer pecado; ... os pais se devem arrepender e ser batizados,
e humilhar-se como (são humildes diante deles) as suas criancinhas, e se salvarão todos eles com os seus pequeninos ... o batismo é para o
arrependimento, a fim de cumprir o mandamento para a remissão dos pecados. Mas as criancinhas vivem em Cristo desde a fundação do
mundo, e se assim não for, Deus é um Deus parcial, e também um Deus variável que faz acepção de pessoas; porque quantos pequeninos
morrem sem batismo !
... se as criancinhas não se pudessem salvar sem ser batizadas, elas teriam ido a um inferno sem fim ... quem julga que as criancinhas têm
necessidade de batismo, está no fel da amargura e nas cadeias da iniqüidade, porque não tem fé, nem esperança, nem caridade; portanto, se
perecer com tal pensamento, terá que baixar ao inferno", vs. 10 - 14.
-
Se Deus condenasse ao inferno ou ao "limbo" uma criancinha, por não ter sido batizada, Ele não teria misericórdia, nem justiça, nem
julgamento. Nesse único ato de injustiça Ele deixaria de ser Deus, para transformar-se no mais ignóbil dos demônios.
Pois estaria batizando os que não precisam (enquanto ainda não precisam ser batizados) para não os batizar quando futuramente precisarão
(quando mais precisarão sê-lo).
Esse falso deus estaria destruindo no entendimento dos homens todo o poder de livramento da expiação de Cristo e, em conseqüência,
condenando-os a morrerem sem a remissão dos seus pecados, por ignorância dos termos da verdadeira justiça.
Estaria negando a misericórdia e o amor de Deus pelas criancinhas inocentes de qualquer culpa, para, quando se tornassem adultos, se fossem
enchendo cada vez mais de pecados, e com essa horrível carga de culpa de tal pensamento.
Sem terem permitido (por ignorância da verdade) que as entranhas da misericórdia do verdadeiro Deus, despertasse ao seu favor todas as
bênçãos da expiação de Cristo, para levá-los à vida eterna.
Eis aí o quadro terrível que afligiu o profeta Mórmon ao tomar conhecimento do que estava começando a acontecer na Igreja de Jesus Cristo no
hemisfério Ocidental.
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Mórmon não sabia era que o demônio já havia conseguido estabelecer essa prática desde pelo menos um século antes, na Igreja do hemisfério
Oriental, a qual, em 385 d. C., já estava em franco caminho da apostasia.
Mórmon viu que se esse mal não fosse imediatamente extirpado do seu meio, a Igreja deixaria de ser A Igreja de Jesus Cristo, para ser a igreja
do demônio, a mais abominável entre todas, pois sua obra passaria a ser a de levar o rebanho ao inferno
(da angústia, lamento de consciência, como um lago de fogo que queima para sempre).
-
Dessa forma astuciosa e sutil o demônio levará milhões de almas às chamas !
Não era para menos o horror de Mórmon em face do problema, pelo conhecimento dessas coisas que obteve por revelação direta de Deus, pelo
Espírito Santo !
-
Não é para menos o horror que Mórmon transmitiu ao coração de Amoramon ao analisar sua palavra e escrever este livro.
É por isso que Amoramon não resiste agora ao impulso de escrever na língua dos anjos:
-
EXORTAÇÃO
-
Ó vós meus parentes próximos e distantes ! Ó vós meus amigos e conhecidos seculares ! Ó vós que não me conheceis ! Ó vós que fazeis burla
do que escrevo ! Ó vós que me odiais pelo que escrevi ! Ó vós que sois indiferentes à essas palavras !
Ó todos vós extremos da terra !
Por terdes lido essas coisas, hoje vossa culpa é maior; porque podeis pecar contra maior luz, contra um maior conhecimento que Deus nos
comunicou !
Revertei dos vossos sentimentos e pensamentos !
Arrependei-vos e batizai-vos, salvai-vos do poder insidioso e astucioso do demônio !
Livrai-vos dos braços do maligno e correi para o abraço de Jesus Cristo,que ansioso vos espera !
Honrai a verdadeira justiça de Deus, virai as costas ao demônio fantasiado de deus !
Expulsai das vossas mentes as tradições erradas ou perecereis para a vida eterna !
-
Agora voltemos ao linguajar secular.
Quem ainda não compreendeu que o chamado para servir a Deus na Sua Igreja e do modo que Ele quer ser servido, é também para si; quem
ainda não compreendeu que Deus não o quer como espectador; que no palco das Suas ações Ele só quer atores; esse, ainda não sente a
pressão de consciência que nós sentimos para abrir a boca e declarar as palavras que Deus mandou ao nosso século.
Se a salvação é oferecida a todos, o chamado para servir é também dirigido a todos ...
É aceitar o serviço ou morrer para a vida eterna.
Se o chamado chegou a nós, a questão é simples: É aceitar Viver ou preferir morrer espiritualmente, banido da presença de Deus como incapaz
e, portanto, imprestável para os Seus grandes serviços do tempo e da eternidade.
-
O Livro de Mórmon foi enviado por Deus para combater as obras que o diabo realizou no mundo contra os homens; foi enviado para combater
contra o mundo, a favor dos justos que este mundo submeteu pelas mentiras, deturpações e sofistarias sacerdotais dos servos inconscientes do
diabo.
Foi enviado para condenar o mundo e advertir aos que estão espiritualmente nele,
que saiam; foi enviado para advertir que Deus vai destruir o mundo e todos os que persistirem em continuar espiritualmente nele; para dar a
justa oportunidade a todos
os que se quiserem salvar - Pela fé na palavra de Cristo entregue à sua geração, arrependimento, batismo da água, e o dom do Espírito Santo,
para prosseguir no serviço
de Deus. O Livro de Mórmon foi enviado também para deixar sem desculpas diante do tribunal de Deus, os homens que optarem por ignorar ou
combater suas palavras.
-
E continua a epístola de Mórmon, condenando a prática diabólica do batismo
das criancinhas:
-
AS CRIANCINHAS
-
"...terrível é a iniqüidade de supor que Deus salva a uma criancinha por causa do batismo, enquanto outra deve perecer porque não teve
batismo ... Eis que falo com valentia, porque tenho a autoridade de Deus, e não temo o que o homem possa fazer, porque o perfeito amor afasta
todo o temor ", vs. 15 e 16.
"Ai destes ! Porque estão em perigo de morte, inferno e um tormento sem fim!
Digo ousadamente; Deus m'o ordenou. Escutai estas palavras e obedecei-as, ou elas testificarão contra vós no tribunal de Cristo ... todas as
criancinhas vivem em Cristo e também todos aqueles que estão sem lei (que não tiveram conhecimento da lei ainda). Porque o poder da
redenção surte efeito em favor de todos aqueles que não têm lei; portanto, aquele que não tenha sido condenado, ou seja, quem não está sob
condenação alguma, não pode arrepender-se; e para esse tal, o batismo de nada serve ... o arrependimento é para aqueles que estão sob
condenação e sob a maldição
de uma lei violada", vs. 21, 22 e 24.
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Capítulo 9 - Este capítulo contém uma segunda epistola de Mórmon a Moroni.
É o testemunho final sobre a derrocada do povo nefita e lamanita; do morticínio final, quando os nefitas foram aniquilados como povo pelos
lamanitas; horror, bestialidade e canibalismo de ambas as partes. Como os jareditas, os nefitas também foram destruídos. Agora é a vez dos
gentios e judeus que se negarem a servir a Jesus Cristo em verdade e justiça.
Capítulo 10 - E chegamos ao último capítulo do último livro deste primeiro terço do Livro de Mórmon. Os dois terços restantes continuam
selados e guardados sob o poder de Deus.
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Diz Moroni que já se passaram quatrocentos e vinte anos desde o sinal que marcou a vinda do Senhor Jesus Cristo. Ele selará os anais depois
de escrever estas últimas palavras aos lamanitas, v. 1 - 2.
-
- "E quando receberdes estas coisas, quisera exortar-vos a que pergunteis a Deus o Pai Eterno, em nome de Cristo, se elas são verdadeiras; e
se pedirdes com um coração sincero, com real intenção e tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo; e
pelo poder do Espírito Santo podereis saber a verdade de todas as coisas ...", v.4.
-
Há uma prédica final de Moroni e, então ...
- "... E agora despeço-me de todos. Logo irei descansar no paraíso de Deus, até que meu espírito e meu corpo novamente se reunam, e eu seja
levado triunfante pelos ares, para encontrar-vos ante o agradável tribunal do Grande Jeová, o Juiz Eterno dos vivos e dos mortos. Amém".
-
Por tudo aqui escrito é que afirmamos: O Livro de Mórmon é o mais importante livro que existe sobre toda a face da terra para quem ainda se
encontra espiritualmente enredado nas teias do mundo; porque ele é o único a poder libertá-lo dos enganos diabólicos. Ele é o instrumento
físico-espiritual que Deus colocou nas nossas mãos que mais nos pode aproximar Dele, por Seu Espírito de poder e inteligência. Exatamente
porque esta é a sua função: Libertar-nos para irmos ao encontro do verdadeiro Deus !
POSFÁCIO
-
Sabemos que Deus não faz acepção de pessoas. Ele ama a todos os homens porque age sempre com o fito de educá-los para uma vida mais
feliz, tanto na mortalidade quanto, e principalmente, na imortalidade. A despeito do mal que cometemos, Ele não perde de vista, como nós
perdemos, os propósitos que com Ele tínhamos em comum, quando saímos de Sua presença na eternidade para cruzarmos o dia desta vida
(nosso tempo de provação).
A ira que Deus manifesta no tempo desta vida, no Seu processo educativo, é dissipada quando nos arrependemos verdadeiramente e Lhe
damos prova genuína desse arrependimento; quando voltamos a nos lembrar Dele.
-
Na análise dinâmica que acabamos de fazer juntos (nós e o leitor) constatamos a grandiosa objetividade do amor de Deus; que esse amor não
tem nada de contemplativo ou retórico; não é um amor que Deus confesse por nós apenas com a boca (nas palavras das escrituras), para que
fiquemos divagando sobre o que ele será. Por esta análise, testemunhamos que Ele tem por nós um amor atuante, permanente, longânime,
paciente, misericordioso, zeloso e, sobretudo, determinado a salvar na Sua presença o maior número possível de Seus filhos.
Compreendemos que Ele quer de nós essa mesma espécie de amor objetivo que nos dedica: Um amor atuante, permanente, confiante,
paciente, forte e poderoso (pela fé) e, sobretudo, determinado a alcançar a salvação na Sua presença; ou isso ou não teremos com Ele unidade
de propósito. Portanto, Deus se esforça continuamente para dar-nos a mesma motivação que dinamiza o Seu amor - a meta comum que o
conhecimento da verdade aponta: Entrarmos no caminho que o Plano de Salvação revela, para chegarmos onde Ele habita.
-
Que livro jamais comunicou ao leitor melhor conhecimento de causa do que este que agora acabamos de analisar ? Verdadeiramente, por ter
sido escrito especificamente para nós, nestes últimos dias, torna-se o livro que mais é capaz de nos aproximar de Deus...Mas, em contrapartida,
será o que mais nos afastará de Sua salvação esplêndida, se o rejeitarmos !
Não há outro instrumento que nos possa retirar da confusão que o grande fundador de igrejas falsas conseguiu fazer no mundo em torno de
Deus e do Seu Plano.
O mal que o mundo fez com a original pureza das escrituras bíblicas e com a sua interpretação, é a arma principal com que o diabo manipula os
filhos de Deus. Acontece que ele não pode fazer mais com o Livro de Mórmon o que fez com a Bíblia, por meio de manobrar os homens. E sabe o
leitor por que?
- É porque ele não dispõe mais de tempo ! Deus guardou este trunfo para as vésperas da volta de Cristo !
Assim, o Livro de Mórmon é o grande instrumento que Deus prometeu que uniria,
e agora efetivamente uniu à Bíblia; para devolver ao povo o entendimento original dela; das promessas e convênios feitos por Deus com os
patriarcas e, através deles, com a humanidade inteira !
Os que crerem e fizerem o que devem, virão a constituir a grande nação de Deus no Milênio próximo. O Livro de Mórmon é o instrumento pelo
qual Deus cumprirá Sua promessa de fazer uma grande divisão entre o povo da terra - Entre os que crêem no Seu trabalho e os que não crêem
ou não se importam, mesmo crendo.
-
Para finalizar este trabalho, pelo Espírito Santo, vamos usar o estilo dos quatorze
escribas do Livro de Mórmon para clamar com eles à esta geração:
-
Ó vós que pregais ilegalmente! Cessai vossa blasfêmia! Vede a grandiosidade das palavras do Livro de Mórmon! Medí a altura e a profundidade
de sua doutrina! Vede a desproporção incomensurável entre as suas palavras e as das vossas pregações desautorizadas. Temei a ira de Deus!
Vinde ao Seu amor! Arrependei-vos! Vinde a Cristo no seu retorno! Por que escolheríeis a condenação? Que vos parece, preferis hoje despertar
julgando que servis a Deus, para acordar no tribunal sabendo que servistes ao diabo? Ou preferis despertar hoje, descobrindo que servis ao
diabo, para chegar ao tribunal sabendo que servistes a Deus?
-
Vamos parodiar Josué: Escolhei hoje em quem crereis; eu de minha parte, crerei no Senhor!
AMORAMON, SETEMBRO DE 1994, RIO DE JANEIRO, BRASIL
AGRADECIMENTOS
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Quero tornar público meus agradecimentos ao meu irmão em Cristo, Dirceu A. Portes Júnior; tanto pelo incentivo espiritual que me deu para realizar este
trabalho quanto pela efetiva ajuda prestada, ao ensinar-me a operar a edição de textos em computador; tendo também realizado a primeira impressão de
Uma Análise Dinâmica do Livro de Mórmon.
Também quero estender os agradecimentos ao meu irmão Gert Ferdinand Folz, que leu cuidadosamente o meu trabalho e apresentou boas sugestões.
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