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SOBRE O AUTOR

A história

Meu nome é Raoni Paraguassu e nasci em 1985. Muito cedo decidi que iria cursar Engenharia Civil. Cursei ensino técnico em São José dos Campos e graduação na Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, um campus da UNESP, justa- mente o mais longe de minha cidade natal Mogi das Cruzes. Mais que formação técnica, estar longe de casa durante 5 anos me proporcionou experiências que me formaram como ser humano, como um intercâmbio universitário internacional que trouxe de volta na bagagem uma especialização em tratamento de água e resíduos. Estar longe tam- bém construiu dentro de mim um senso de relacionamento e de ajuda mútua que somente mais tarde vim entender como princípios de um bom networker. Depois de formado tive contato com a geotecnia logo em minha primeira experiência profissional atuando em frente de perfuração de túneis de mineração utilizando método NATM. Em seguida, em 2011, ingressei na Engecon Fundações, empresa especializada em fundações, contenções e ensaios, quando resolvi me es- pecializar em geotecnia, pela Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp. De lá para cá acumulei, junto ao time da Engecon, experiências práticas ao ritmo de, em média, 300 obras por ano, aprendendo em cada obra, em cada erro, em cada desafio superado, em cada sucesso.

Hélice Contínua:

Guia De Execução

em cada sucesso. Hélice Contínua: Guia De Execução O Insight Durante esses anos, em contato com

O Insight

Durante esses anos, em contato com

grandes profissionais da engenharia, ficou mui- to evidente o quanto a matéria de fundações é abordada na área acadêmica somente no as- pecto teórico. Conheci excelentes engenheiros, e outros profissionais da área civil, com am- plo conhecimento das formulações, teorias

e até alguma experiência em execução, mas

é na prática que se conhece os gargalos da

obra e temos as respostas para superá-los rapidamente ou antecipá-los, evitando assim desperdícios financeiros e de tempo. Com o objetivo de democratizar o conhecimento prático das obras de fundação, ajudar você a enxergar os referidos gargalos, superar as dificuldades e muito provavelmente antecipá-los, que compartilho, neste guia práti- co, minha experiência na área de fundações de grandes edifícios, esperando adicionar a sua experiência, parte do meu conhecimento.

COMO USAR ESTE GUIA

O sucesso de um projeto é, entre outras condi-

cionantes, diretamente proporcional ao foco e dedicação que o profissional dá a ele. E isso não é válido somente para projetos de Engenharia, e sim qualquer tarefa que você encare em sua vida. Qualquer informação que este guia venha adicionar aos seus conhecimentos, só terá

propósito se você, de fato, aplicar e adaptar à sua reali- dade. Então vamos em frente!

A pretensão deste guia é orientar as etapas de

execução de um projeto de fundação em estaca tipo Hélice Contínua, que poderá ser adaptado para qualquer outro tipo de fundação, minha escolha pela hélice con- tínua vem da minha maior experiência ao longo destes anos, da demanda de mercado e do relacionamento com tantas outras empresas do setor. Hoje a grande maioria das obras de fundação em nosso país são executadas utilizando a solução em Hélice Contínua, quer pela segu- rança, pela produtividade, pela ausência de vibrações, tornando a obra menos incomoda nas regiões de maior adensamento populacional. Com aplicação ex- clusivamente prática, este guia pretende apresentar recomendações baseado nas normas vigentes. Para recomendações técnicas consultar as normativas para cada etapa da obra. Para facilitar o processo de aplicação deste guia

e imersão neste universo das obras de fundação, quero compartilhar com você algumas dicas e assim trilharmos juntos os próximos desafios nesse segmento:

Hélice Contínua:

Guia De Execução

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muita troca de experiência e opiniões. Compar- tilhe este material com seus colegas, com seu time,
muita troca de experiência e opiniões. Compar- tilhe este material com seus colegas, com seu time,
muita troca de experiência e opiniões. Compar- tilhe este material com seus colegas, com seu time,

Acredito muito que este guia pos- sa ser útil de diversas maneiras para diversos públicos. Para um estudante que busca maior conhecimento prático e deseja iniciar no mercado de trabalho sem sentir-se um peixe fora d’água. Para um profissional responsável por geren- ciamento das frentes de trabalho de um projeto, que deseja entender os garga- los, prever possíveis dificuldades nesta etapa, antecipá-las e assim planejar sua obra buscando equilíbrio entre os orça- mentos estimado e realizado, que con- venhamos, é sempre um desafio. Para um investidor participativo, em busca daquele algo mais, uma informação, um insight, uma sacada, uma oportunidade de evitar ou eliminar um gargalo e assim gerar uma economia em sua obra e con- sequentemente em seus investimentos.

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Guia De Execução

INTRODUÇÃO

O guia que apresento aqui apli- ca-se não somente para obras de fundação em hélice contínua, mas para todas as soluções em estacas comu- mente utilizadas. Para as outras tantas soluções, a base de raciocínio do guia se aplica adaptando-se as sequências executivas de cada solução. As informações aqui apresenta- das, respeitam uma sequência cronológi- ca das atividades, sendo que na última parte deste guia foi incluído um fluxo das atividades para que você possa levar em suas anotações de obra e realmente apli- car em seu dia a dia, sendo apontados também alguns dos gargalos que são co- mentados ao final.

COMEÇANDO SEU PLANEJAMENTO

O esquema proposto para a administração da obra prevê que tarefas anteriores à mobilização do equipamento de fundação, já tenham sido exe- cutadas, como por exemplo toda a contratação de fornecedores de materiais e serviços, execução de ensaios de campo e da contratação do consultor de solos responsável pelo projeto. Admitese também que todas as licenças necessárias para início da obra já tenham sido emitidas. Para melhor entendimento deste guia, cada tarefa foi apresentada e numerada em uma sequên- cia cronológica.

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Kick Off

1

uma reunião com os stakeholders envolvidos no proje-

to para prever, discutir e evitar possíveis obstáculos na execução da obra. Devem participar dessa reunião repre- sentantes do executor das fundações, dos fornecedores de serviços adicionais, fornecedores de materiais em especial

representante da usina de concreto, o consultor de solos, e

o representante do cliente. Serão discutidos recursos, tare-

É

fas, prazos e estipulado cronograma idealizando o planeja- mento da obra.

2

o

Preparar o Canteiro

Com as informações colhidas e o planejamento realizado pela equipe de engenharia, a próxima etapa é preparar

canteiro para recebimento do equipamento prevendo e

evitando todos os obstáculos identificados na reunião de planejamento.

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EXECUTANDO SUA OBRA

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Mobilização do Equipamento

A mobilização do equipamento de fundação para o canteiro de obras é uma etapa crítica para todos os envolvidos. É o primeiro teste que o planejamento será submetido, com o desafio de acessar a obra com todos os equipamentos, considerando desde o entorno, condições topográficas, até acessos e todas as suas restrições previamente identificadas.

e todas as suas restrições previamente identificadas. 4 Montagem do Equipamento e Acessórios montagem do

4

Montagem do Equipamento e Acessórios

montagem do equipamento e seus acessórios é o segundo momento crítico para toda a obra

de fundação, e é onde se reconhece existe a maior incidência de acidentes, portanto atenção

todos os procedimentos de segurança necessários. Essa operação deve ser realizada única e

exclusivamente pela Empresa de fundações contratada, e, caso possível, somente apoiado pelos equipamentos adicionais como escavadeiras e retroescavadeiras. Essa etapa consiste no içamento da torre da máquina, montagem de seus trados de perfuração, da linha de mangotes de concreto, e da entrada de energia da obra para o quadro elétrico do fornecedor, quando necessário.

A

a

quadro elétrico do fornecedor, quando necessário. A a 5 Calibrar Dados de Bombeamento São necessárias as

5

Calibrar Dados de Bombeamento

São necessárias as informações do fornecedor do serviço de bombeamento quanto ao volume de concreto por camisa e a fre- quência de batidas por minuto do pistão. Essa configuração é necessária para garantir pressões positivas de injeção evitando que o bombeamento do concreto ocorra somente por gravidade após a curva do trado.

DICA Para diminuir as inter- ferências na obra provenientes de falhas de concretagem é recomenda- do que a mesma bomba de concreto execute toda a obra evitando trocas de equipamento e por consequência reconfigurações do computador.

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Deslocamento para a Estaca

Com o equipamento montado e a bomba calibrada no computador, a equipe de perfuração deve direcionar o equipamento para a esta- ca a ser executada. Essa etapa deve respeitar a sequência executiva determinada na reunião de planejamento da obra.

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Prumo da Torre e Posicionamento no Piquete

e

Uma vez que o equipamento está locado na estaca a ser executada é necessário corrigir o prumo da torre e em seguida conferir o alinhamento do eixo do trado de perfuração com o piquete de locação da estaca. O prumo da torre é ajustado através das informações na tela do computador com desvios nos eixos x e y fornecidos pela leitura do sensor de inclinação instalado no equipamento. A importância dessa etapa é garantir que não haja inclinações e excentricidades nas perfurações evitando gastos extras com aumento de blocos e/ou vigas alavanca para contrapor os esforços provenientes de erros dessa ordem.

8

9

Programar o Computador

A cada perfuração o computador do equipamento deve ser reprograma- do com os dados da estaca a ser perfurada, como numeração da estaca, diâmetro, data e hora da execução, entre outros. Assim a rastreabilidade de cada perfuração fica garantida com dados de tempo de execução, ve- locidade de perfuração e velocidade de subida do trado, volume de con- creto na estaca, pressão de injeção do concreto, profundidade perfurada, esforço que o equipamento sofre para a perfuração a cada metro exibido em forma de torque, e inclinação da perfuração nos eixos x e y, dados esses fornecidos pelos sensores dos equipamentos ao longo da operação.

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Liberar Eixo Trado-Piquete com Cliente

Atividade que deve ser realizada a cada perfuração, a liberação do alinhamento do trado com o piquete deve ser feita por um representante da obra. Uma conferência das locações pela topografia é um importante acompanhamento para garantir que não houve deslocamentos das marcações em função da movimentação da máquina no canteiro. O não acompanhamento dessa etapa por parte da obra pode gerar excentricidades na execução das estacas mesmo com as perfurações acontecendo no alinhamento com os piquetes e con- sequentemente custos não previstos com aumento de blocos de fundação e até mesmo construção de vigas tipo alavanca não previstas em projeto.

de vigas tipo alavanca não previstas em projeto. Perfurar Até a Profundidade Estimada Nesse momento se
de vigas tipo alavanca não previstas em projeto. Perfurar Até a Profundidade Estimada Nesse momento se

Perfurar Até a Profundidade Estimada

Nesse momento se inicia uma atividade de tomada de decisão. Com o início da perfuração é possível avaliar a cada metro, qual é a resistência da camada sendo perfurada através das medidas de torque exibidas pelo computador, que é a tradução das pressões do sistema hidráulico da máquina, sendo a maior pressão do siste- ma equivalente a um maior esforço para a perfuração da estaca. Algumas situações podem resultar dessa operação e que precisam de tomada de decisão que veremos nos próximos passos.

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PRÓXIMAS ATIVIDADES A partir da próxima atividade adentramos em etapas que exigem respostas para prosseguir para a ativi- dade seguinte. Assim a numeração das nossas atividades seguirá a sequên- cia numérica do fluxo de atividades, e para cada resposta será indicado para qual atividade deve-se seguir, não necessariamente para a atividade do seguinte. Para melhor entendimento da sequência de atividades, verifique o fluxograma anexo.

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Primeira Estaca da Obra?

A primeira perfuração da obra define diretrizes para prosseguir com a execução do restante do projeto. Chamada de estaca prova ou estaca piloto, esta deve ser acompanhada por engenheiro da executora e consultor de solos. Três são os cenários que podem surgir desta etapa. Cenário 1, a perfuração atinge a profundidade esperada com medida de torque, ou resistência à perfuração, adequada do ponto de vista do consultor. Cenário 2, a perfuração atinge a profundidade esperada com medida de torque, ou resistência à perfuração, insuficiente do ponto de vista do consultor. Cenário 3, a perfuração não atinge a profundidade esperada e a medida de torque, ou resistência à perfuração, indica subsolo com resistência à perfuração suficiente para impedir o avanço da ferramenta.

Pergunte-se “Primeira estaca da obra?”

SIM

NÃO

Seguir para a atividade 13.

Seguir para a atividade 14.

13

Aprovado Pelo Consultor de Solos?

Os três cenários possíveis para o resultado da estaca prova devem ser aprovados pelo consultor de solos e responsável pelo projeto de fundação do empreendimento.

Pergunte-se “Aprovado pelo Consultor de Solos?”

SIM

NÃO

Mais rápido e favorável. Aqui o comportamento de campo corresponde à ex- pectativa do projeto. Seguir para a atividade 14

 

Situações apresentadas di- vergiram da expectativa do projeto, precisam ser anal- isadas em conjunto pelo consultor de solos, cliente e executor da obra. Seguir para atividade 15

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14

Concreto Aprovado?

Nas situações possíveis: a) do consultor de solos ter aprovado o resultado da estaca prova; ou b) ter solu- cionado um dos cenários de desaprovação, ou c) não ser a primeira estaca da obra; para prosseguir com a injeção da estaca o concreto fornecido para o projeto deve ser aprovado pelo controle tecnológico da obra de acordo com as normativas de recebimento de concreto.

Pergunte-se “Concreto aprovado?”

SIM

NÃO

Seguir para a atividade 19.

Seguir para atividade 15.

Solução entre Consultor, Executor e Cliente?

15

Nas hipóteses da estaca prova ter resultado de cenários 2 ou 3 como alertado na atividade 12, o consultor pode solicitar aprovação em conjunto com o executor e o cliente. Isso se dá por alguns motivos, entre eles, o impacto financeiro que a solução pode gerar, como por exemplo aumento da profundidade da estaca e/ou seu diâmetro, ou uma solução dada pelo executor diferente do que se previa no projeto inicial, que sofrerá uma revisão. A participação do executor nesse momento é essencial para que ele possa contribuir com alternativas técnicas do ponto de vista da execução e suas experiências em casos de obras semelhantes.

Pergunte-se “Será necessária uma nova solução e revisão do projeto?”

SIM

NÃO

Retornar para a atividade 14.

Seguir para atividade 16.

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16

Solução Não Atende o Projeto

Guia De Execução 16 Solução Não Atende o Projeto 19 Injeção de Concreto com Controle na

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Injeção de Concreto com Controle na Velocidade de Subida

Uma vez que uma solução que aten- da as partes envolvidas no projeto não seja possível por uma série de razões, econômicas, executivas e/ou consultivas segue-se para a conclusão do projeto.

Com o concreto aprovado para seu recebimento, inicia-se a in- jeção na estaca perfurada através do equipamento de bombeamen- to contratado. A injeção de con- creto deve ser avaliada através do computador da máquina jun- tamente com a informação de ve- locidade de subida da ferramenta de perfuração, de forma a garan- tir um preenchimento ótimo da seção escavada.

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Conclusão e Desmobilização

É definido o projeto como concluído e a empresa de execução inicia a operação de desmobilização.

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Recusar Concreto e Solicitar Novo Envio

Na hipótese de o concreto não atender as especificações normatizadas de rece- bimento da obra, deve ser recusado seu recebimento e solicitado um novo envio de uma nova carga.

DICA Velocidades de subida da ferramenta de perfuração não compatíveis com a frequência de bombeamento do equipamento re- sultam em falhas no preenchimento da estaca. Velocidade de subida mais rápida que o indicado permite es- trangulamentos do fuste. Velocidade de subida inferior ao indicado pode ser mais um agravante para o so- breconsumo no volume estimado de concreto da estaca.

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Interromper Injeção na Cota de Apoio do Equipamento

Interromper a atividade de injeção de concreto na cota de apoio do equipamento de perfuração. Alguns projetos solicitam interromper o preenchimento da estaca em cotas abaixo do terreno visando um menor volume de arrasamento da estaca. Casos assim, devem ser discutidos em conjunto com as partes en- volvidas, de forma a não gerar custo à obra, tampouco atividades inseguras.

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Limpeza do Solo Proveniente da Escavação

Após a conclusão da injeção deve haver a movimentação do equipamento de perfuração para liberar espaço para a limpeza do volume de solo resultante da perfuração. Essa limpeza deve ser feita com equipamento compatível com o volume, ex.: escavadeira hidráulica ou retroescavadeira e até mini escavadeiras.

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Instalar Armadura

Assim que a região da estaca escavada estiver limpa, provi- dencia-se a instalação da armadura. Instalada somente por gravidade é o momento de maior validação da qualidade do concreto. A armadura deve ser instalada sem dificuldade e somente pelo seu peso próprio deve descer o fuste da estaca.

DICA Também deve ser prevista a logística de retirada desse volume do gabarito para não limitar a movimentação do equipamento de perfuração. Caso o ter- reno não permita acumular esse volume sem impactar as operações, viagens de bota-fora devem ser previstas. O acúmu- lo de solo de escavação no canteiro é um fator de alto impacto na produtividade do equipamento, quando gerido de forma ineficiente.

DICA Fixar a parte exposta do arran- que na cota de apoio do equipamento é im- portante para que não se “perca” a cota de arranque da armadura por possível escor- regamento da mesma dentro do fuste da estaca.

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Última estaca do dia?

Quando finalizada a operação diária outras tarefas precedem o dia de execução.

Pergunte-se “Última estaca do dia?”

SIM

NÃO

Seguir para a atividade 24.

Retornar para a atividade 06

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Limpeza da Rede de Concreto

Após a execução da última estaca do dia a equipe executora deve proceder com a limpeza de todo o sistema de injeção prevenindo, assim, a cura de resíduos de concreto nos mangotes e no interior da ferramenta de perfuração, evitando possíveis entupimentos nas próximas atividades.

Observação No fluxo de atividade do executor, essa etapa deve também deve acontecer quando houver atraso entre viagens de concreto, ou quando ocorrer algum entupi- mento ao longo do dia de operação.

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Última estaca da obra?

Quando finalizado os trabalhos, as estacas do projeto outras tarefas precedem o fim das etapas executivas.

Pergunte-se “Última estaca da obra?”

SIM

NÃO

Seguir para a atividade 26.

Retornar para atividade 06.

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Conferência OK?

Quando finalizadas as operações, a etapa de conferência é a mais importante para que não ocorrer retrabalhos. Devem ser conferidas: as estacas executadas, as armaduras consumidas, volume de con- creto estimado versus realizado, alinhamento dos eixos, etc. e assim executar eventuais correções, com o equipamento de perfuração ainda mobilizado.

Pergunte-se “Conferência OK?”

SIM

NÃO

Retornar para a atividade 17.

Retornar para atividade 06.

Assim termina o fluxo básico de atividades para execução de uma obra de fundações em solução de estaca hélice contínua. Para melhor enten- dimento foi adicionado aos anexos o fluxograma dessas atividades, com linguagem mais visual. A partir desse fluxo também é possível identificar alguns gargalos que serão explorados na seção seguinte.

OS GARGALOS

Acredito muito na troca de ex- periências para que cada elemento, seja humano ou institucional, atinja seus ob- jetivos com integridade e ética. Todo o movimento empreendedor jovem de sucesso tem a troca de experiência, o relacionamento e mentorias como base em seu crescimento. Ao longo da elaboração deste guia, que com mais especificidade nos itens executivos utilizo diariamente nas atividades da empresa, meu time iden- tificou diversos gargalos que geram pre- juízos não somente para o executor, mas para todos os envolvidos.

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Campanha de ensaios geotécnicos Quando se trata de uma obra geotécnica, todo o fluxo de
Campanha de ensaios geotécnicos Quando se trata de uma obra geotécnica, todo o fluxo de
Campanha de ensaios geotécnicos

Campanha de ensaios geotécnicos

Quando se trata de uma obra geotécnica, todo o fluxo de atividades se inicia baseado

Quando se trata de uma obra geotécnica, todo o fluxo de atividades se inicia baseado nas informações da campanha de ensaios. Esse item tem uma importância nas direções e custos que o projeto e execução tomam, fornecendo os parâmetros para estimar a resistência do solo, a escolha do tipo de fundação e a profundidade das fundações. Evitar este gargalo é garantir uma campanha de qualidade com empresa com capacitação técnica comprovada prestando este importante serviço em sua obra. Para validar a qualidade dos ensaios, as normas técnicas oferecem toda a sequência executiva de cada tipo de ensaio que a campanha pode conter.

dos ensaios, as normas técnicas oferecem toda a sequência executiva de cada tipo de ensaio que

PROJETO

Concluída a campanha de ensaios geotécnicos, sua obra já deve possuir um consultor geotécnico designado para propor a solução de fundação mais viável baseando suas escolhas nas informações das sond- agens e condições econômicas. Para evitar mais esse gargalo que antecede as execuções é im- portante buscar um profissional com formação na área geotécnica, por especialização ou até por experiência vasta no setor, que deve analis- ar e até questionar os resultados dos softwares de cálculo utilizados na modelagem da superestrutura. Para a infraestrutura uma análise mais analógica será necessária. Visitas do profissional ao local da obra podem antecipar e solucionar questões como limitações de acesso ou impactos às construções vizinhas. Projetos de fundação de qualidade tendem a economizar mais de 20% no custo final da fundação como um todo. Um projeto de alta quali- dade técnica pode evitar prejuízos mesmo que ocorram falhas em outras etapas. Já um projeto sem qualidade técnica não pode ser salvo por acer- tos nas outras etapas.

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Guia De Execução

Executor das fundações Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega,
Executor das fundações Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega,
Executor das fundações

Executor das fundações

Executor das fundações Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega, e
Executor das fundações Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega, e
Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega, e essa es-

Após a fase de projeto, o momento de contratação do fornecedor chega, e essa es- colha pode definir o sucesso ou fracasso de sua obra de fundação. A escolha de seu for- necedor deve começar por uma avaliação do corpo técnico da empresa contratada, assim como de sua estrutura de atendimento. Por se tratar de trabalho com equipamentos de alta complexidade, perguntas como, qual a estrutura de manutenção a empresa dispõe, qual o registro de manutenções realizadas no equipamento, e qual o plano de contingên- cia caso uma falha mecânica venha a ocor- rer em campo, devem ser respondidas antes da contratação. Uma atitude participativa ao projeto também é desejável, onde o corpo técnico da empresa avalia o projeto junto ao consultor antes do início dos trabalhos. Um maior leque de produtos que seu fornecedor possa oferecer lhe dará a segurança de que, caso seja necessária uma alteração de proje- to, ele o orientará com a melhor solução para sua obra e não com a melhor solução para o produto que ele possui.

Fornecedor de materiais

Durante a execução da obra diversos fornecedores de materiais participarão oferecendo os recur- sos necessários para desenvolver a operação. Os materiais chave são:

o concreto usinado e as armaduras para as estacas. O concreto tem o potencial de ditar o ritmo de operação da fase executiva para a solução em fundação em hélice contínua. Cada empresa executora de fundações tem sua metodologia de liber-

ação de concreto para abasteci- mento do equipamento de perfu- ração. É importante avaliar se essa metodologia pode ser otimizada, uma vez que, sem o concreto em obra, o fluxo de atividades não pode prosseguir. Para as armaduras das estacas, existem detalhes de fornecimento que impactam tam- bém na operação, como por exem- plo a forma de entrega das peças. As armaduras serão entregues no

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canteiro já montadas ou somente cortadas e dobradas? A obra tem equipe de armadores caso seja necessário montagem na obra? A equipe tem ritmo de produção sufi- ciente para atender a demanda do equipamento de perfuração? Esse cuidado é ponto im- portante para definir economias ou gastos que poderiam ter sido evitados em uma execução de obra de fundação.

Serviços adicionais Para que a operação possa se desenvolver, diversos outros serviços estão ligados à
Serviços adicionais Para que a operação possa se desenvolver, diversos outros serviços estão ligados à
Serviços adicionais Para que a operação possa se desenvolver, diversos outros serviços estão ligados à
Serviços adicionais

Serviços adicionais

Para que a operação possa se desenvolver, diversos outros serviços estão ligados à execução. Alguns

Para que a operação possa se desenvolver, diversos outros serviços estão ligados à execução. Alguns deles tem impacto direto na produtividade e na qualidade do trabalho como por exemplo serviços de bombeamento de con- creto, serviços dos equipamentos de apoio e limpeza da obra com bota-fora de material escavado, e o acompanhamento topográfico da obra para preve- nir excentricidades nas escavações.

de material escavado, e o acompanhamento topográfico da obra para preve - nir excentricidades nas escavações.

CONCLUSÃO

Com as atividades descritas e os gargalos aqui identificados existe um grande potencial para se antecipar e evitar custos extras em obras de fundação com solução em estaca hélice contínua. Esse guia pode e deve ser adaptado ao seu canteiro de obras, ao seu local de atuação, onde os fornecedores podem ter características de contratação diferentes das exploradas aqui, e também à solução de fundação

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Guia De Execução

de fundação Hélice Contínua: Guia De Execução definida para seu projeto, caso seja diferente da solução

definida para seu projeto, caso seja diferente da solução em es- tacas hélice contínua. O objetivo aqui será atingi- do se, após a leitura e aplicação das etapas trabalho descritas, e a antecipação de algum gargalo apresentado, você possa agregar valor ao seu projeto, de modo que os custos estimados sejam cum- pridos, ou ainda reduzindo prazos para de execução.

FLUXO DE ATIVIDADES

PRELIMINARES

FLUXO DE ATIVIDADES PRELIMINARES Equipamentos que compõe obra de Hélice Contínua • Máquina perfuratriz • Jogos

Equipamentos que compõe obra de Hélice Contínua

• Máquina perfuratriz

• Jogos de trado

• Bomba de concreto

• Mangotes de acoplagem

• Computador de monitoramento

• Sensores de monitoramento

• Equipamento de limpeza e apoio (escavadeira ou retro)

• Bomba d’água

Equipe alocada à máquina perfuratriz

• Engenheiro Supervisor (1)

• Encarregado de equipe (1)

• Operador de perfuratriz (1)

• Ajudante (2)

• Operador equipamento de apoio (1)

• Operador de bomba de concreto (1)

FLUXO DE ATIVIDADES

PARA ESTACA PROVA

FLUXO DE ATIVIDADES PARA ESTACA PROVA

FLUXO DE ATIVIDADES

DE PRODUÇÃO

FLUXO DE ATIVIDADES DE PRODUÇÃO