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CONTRIBUIÇÕES DE JUNG PARA A PSICOLOGIA E A TEORIA DA PSICOLOGIA

ANALÍTICA

RESUMO.
No presente artigo iremos abordar as contribuições de Jung para a psicologia e a repercussão de
suas teorias na atualidade. Jung foi fundador da psicologia analítica e desenvolveu as primeiras teorias
psicológicas baseadas no inconsciente, ligadas com Freud.

Palavras Chave: Inconsciente coletivo. Inconsciente pessoal. Complexo. Arquétipo.


ABSTRACT.
CONTRIBUTIONS TO THE PSYCHOLOGY OF JUNG AND THEORY OF
ANALYTICAL PSYCHOLOGY
In this article we discuss Jung's contributions to psychology and the impact of his theories today.
Jung was the founder of analytical psychology and developed the first psychological theories based on
unconscious, connected with Freud.
Keywords: collective unconscious, personal unconscious, complex, archetype.

1. INTRODUÇÃO
Jung criou uma linha chamada psicologia analítica, onde suas próprias experiências, sonhos,
fantasias e intuições foram alvo de pesquisa. Carl Gustav Jung foi um dos precursores da visão do
homem por inteiro que hoje é tão usada na medicina alternativa, nas práticas holísticas e inclusive na
psicologia. Além disso, ele incluía na sua visão de homem, as características sociais, culturais e
universais.
Sua técnica de terapia consistia justamente em acreditar que nenhuma terapia seria valida para
todas as pessoas e, portanto buscava o contato com o paciente para descobrir qual seria a mais
conveniente a este.
Estudou particularmente a neurose da qual acreditava que estava presente em todos os estágios da
vida, que ela se reconstrói em cada um deles e desta forma não é estritamente necessário, como fazia
Freud, retornar ao passado para tratá-las. Ele dividia seu tratamento em quatro fases: confissão,
explicação, educação e transformação (Jung, 1935).
Outra forma que Jung utilizava para tratar seus pacientes era a interpretação de sonhos por livre
associação, onde ele tentava entender não apenas o porquê do sonho como também o para que.

2. CONTRIBUIÇÕES DE JUNG PARA A PSICOLOGIA E A PSICOLOGIA


ANALÍTICA

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As pesquisas de Jung para comprovar o complexo e o inconsciente baseavam-se na variância das
respostas de um individuo a perguntas. Quando havia alguma reação inesperada pelas perguntas,
podia-se verificar a presença de complexos inconscientes. Além disso, Jung se valia de estudos com os
sonhos e desenhos, dos quais ele percebeu uma semelhança com imagens e símbolos históricos e
mitológicos. Com isso, Jung descobre que além do inconsciente pessoal há o inconsciente coletivo.
O inconsciente pessoal é a parte do aparelho psíquico onde se encontra os conteúdos reprimidos
da consciência e percepções subliminares que não possuem necessidade de estar na memória no
momento presente, mas que constituem uma espécie de banco de dados. O inconsciente coletivo trata
das imagens e símbolos conhecidos universalmente, que constituem a parte do parelho psíquico que
lida com os instintos do homem que foram herdados da humanidade e que serão desenvolvidos através
das experiências de vida. Um exemplo desses símbolos do inconsciente é a figura materna relacionada
à mulher, que em sonhos é muitas vezes associada a fadas ou bruxas. Essa simbologia é então
denominada, arquétipo que demonstra as semelhanças e interdependências de tudo que podemos
encontrar, inclusive dos próprios mitos, como por exemplo, os grandes messias, Buda, Krishina e
Jesus que possuem histórias parecidas. Segundo Jung: “Existem tantos arquétipos quantas as situações
típicas da vida. Uma repetição infinita gravou estas experiências em nossa constituição psíquica, não
sob a forma de imagens saturadas de conteúdo, mas a princípio somente como formas sem conteúdo
que representavam apenas a possibilidade de certo tipo de percepção e de ação.”
Na realidade outros pensadores como Platão, Dürkheim, Hubert e Mauss entre outros, já
abordavam a teoria do arquétipo, mas foi Jung que finalizou a teoria e tornou produtiva a psicologia.
Dizia ele que o arquétipo “significa nada menos do que a presença, em cada psique, de disposições
vivas inconscientes, e, nem por isso menos ativas, de formas ou idéias em sentido platônico que
instintivamente pré-formam e influenciam seu pensar, sentir e agir.”
Outro exemplo de arquétipo é a persona, que é o papel e a personalidade do individuo que surge
como um meio do ser humano dominar seus instinto e agir em sociedade. O nome persona, que no
grego se referia as máscaras utilizadas em teatros, já deixa bem claro que sua função era de mascarar
os instintos humanos para conseguir conviver em sociedade. Por um lado ela é benéfica por facilitar
esse convívio pessoal, mas por outro atrapalha na media em que inibe a natureza do homem.
Outros arquétipos são o anima, (que na verdade é o lado feminino no homem), e o animus (o lado
masculino na mulher), assim como no yin yang, tanto o homem quanto a mulher possuem ambas as
essências. O equilíbrio entre o anima e o animus institui a maturidade na psique humana.
Estes arquétipos são também responsáveis pela forma que vemos o sexo oposto, a que chamamos
de projeção. A mãe, para o menino é a primeira projeção do sexo oposto que se dá inconscientemente
e, portanto, a relação dele com esta será fundamental para regular os seus relacionamentos
posteriormente.

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Já a sombra é o arquétipo que regulará as relações com indivíduos do mesmo sexo, é nela que se
encontra tudo o que há na personalidade e que não se encontra no consciente. Até mesmo o ego para
Jung é um complexo. Diz ele: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral
de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória. Todos temos certa idéia de
já termos existido, quer dizer, de nossa vida em épocas passadas; todos acumulamos uma longa série
de recordações. Esses dois fatores são os principais componentes do ego, que nos possibilitam
considerá-lo como um complexo de fatos psíquicos.”
Sendo assim a psique funciona basicamente como uma luta entre forças contrarias na busca de
um equilíbrio e sua estrutura poderia ser evidenciada pela imagem a seguir, onde a menor seção
corresponde à consciência. No inconsciente pessoal estão os complexos e no coletivo os arquétipos. A
personalidade é um complexo que se encontra no eu (yo) no centro do aparelho psíquico, ele surge nos
primeiros anos de vida e nos dá a consciência da existência
Jung buscava conhecer o ser humano e os mistérios da vida, ele percebeu que a psique humana
busca retornar as origens e chama esse processo de processo de individuação. Ele acreditava que esse
processo era essencial para o equilíbrio do ser humano que se dirige para o centro do ser, o “Self”, de
onde vem toda a energia e personalidade de uma pessoa. Jung dizia que: “O Self representa o objetivo
do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua
vontade. A dinâmica desse processo é o instinto, que vigia para que tudo o que pertence a uma vida
individual figure ali, exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência do
que acontece, quer não.”
Para Jung esse processo de individuação necessitava da interação do ego para que houvesse
integração do consciente e do inconsciente. Então ele cria um teste chamado teste de associação de
palavras, onde ele retorna ao conceito de complexos.
São inúmeros os complexos, como o complexo materno, o complexo paterno, o complexo de
poder, o complexo de inferioridade, o de superioridade, etc. Eles são os meios para encontrar o
inconsciente. Quando ocorrem situações em que a pessoa tem comportamentos inconscientes é um
sinal de que o complexo esta dominando o ego.Alem disso, há quatro atitudes básicas que um
individuo pode tomar diante de um complexo: ignorá-lo, identificar-se com ele, projetá-lo nos demais,
ou enfrentá-lo (Jacobi, 1957), sendo que apenas com a quarta atitude podemos eliminar o complexo
Segundo Jung “... o complexo emocionalmente carregado é a imagem de uma determinada
situação psíquica com uma carga emocional intensa que se mostra, assim, incompatível com a habitual
disposição ou atitude da consciência. Essa imagem é dotada de certa coesão interna, possui sua própria
totalidade e dispõe, ainda, de um grau relativamente alto de autonomia. Isto é, está muito pouco sujeita
às disposições da consciência e, por isso, comporta-se na esfera da consciência como um corpus
alienum (corpo alheio) cheio de vida...”

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3. CONCLUSÃO:
De maneira geral, a proposta do trabalho foi apresentar a psicologia de Jung. Partiu-se de sua
relação professor-aluno, com seu mestre Sigmund Freud. Depois se centrou em suas próprias teorias
psicológicas e psicanalíticas.
O intento não foi de colocar uma discussão histórica, mas aprofundar a discussão conceitual da
psicologia de Jung. Desta forma, a questão principal que percebemos na pesquisa foi referente à teoria
Junguiana de complexos e arquétipos, a psicologia analítica e a teoria das personalidades.

4. REFERÊNCIAS:

GOTTLIEB, Brenda. Carl Gustav Jung. Disponível em:


<http://www.artesdecura.com.br/revista/arte_curadores/carl_jung.htm>.
Acessado em 22 de maio de 2013.

SANTANA, Ana Lucia. Memórias, sonhos e reflexões. Disponível em:


<http://www.infoescola.com/livros/memorias-sonhos-e-reflexoes/>.
Acessado em 22 de maio de 2013.

PORTILLO, Vanilde Gerolim. Jung e os Conceitos Básicos da Psicologia Analítica.


Disponível em:
<http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos_Psicologia/Jung_e_a_psicologia_analitica.htm>.
Acessado em 22 de maio de 2013.

ALONSO, Juan Carlos. A Psicologia Analítica de Jung e suas Aportes à Psicoterapia.


Disponível em: <http://www.adepac.org/Portugues/PP01-1.htm>.
Acessado em 22 de maio de 2013.

JUNG, Carl Gustav. Psicogênese das doenças mentais. Vozes LTDA. Rio de Janeiro, 1986.
JUNG, Carl Gustav. Memórias Sonhos e Reflexões. Nova fronteira. Rio de Janeiro, 1963

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Nova Fronteira. Rio de Janeiro.

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