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FEST – “Formando Obreiros Aprovados”

13.348.109/0001-66
FEST – Filemom Escola Superior de Teologia
13.348.109/0001-66

A DOUTRINA DAS
SAGRADAS ESCRITURAS

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia


Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte
FEST – “Formando Obreiros Aprovados”
13.348.109/0001-66

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Bibliologia Doutrina das Escrituras
Pr. Mateus Duarte
ÍNDICE

CAPÍTULOS:

I. Introdução 03-08
.......................................................................................................
II. A Bíblia como um livro I 09-11
................................................................................
III. A Bíblia como um livro II - As divisões das Escrituras 12-16
................................
IV. Os escritores das Sagradas Escrituras 17-18
...........................................................
V. A Inspiração das Escrituras 19-22
............................................................................
VI. O Espírito Santo e as Escrituras 23-24
.....................................................................
VII. Os símbolos das Escrituras 25-26
.............................................................................
VIII. O cânon das Escrituras 27-32
...................................................................................
IX. Infalibilidade das Escrituras 33-36
...........................................................................
X. Como as Escrituras chegaram até nós 37-46
...........................................................

APÊNDICES:

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I. Inerrância ou Infalibilidade 47-50
..............................................................................
II. Autenticidade ou Genuinidade 51-51
.........................................................................
III. Credibilidade ou Veracidade 52-56
..........................................................................
IV. Bibliolatria 57-57
.......................................................................................................
V. Bibliomancia 58-60
....................................................................................................
VI. Interpretação 61-61
.....................................................................................................
VII. Bônus do professor (Leia com atenção – antecipadamente) 62-70
............................

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Bibliologia Doutrina das Escrituras
Pr. Mateus Duarte
I. (1ª AULA) - INTRODUÇÃO

ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA: “O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS É O ALIMENTO DO CRISTÃO”
OBJETIVO: Que o aluno aprenda a importância do estudo da Bíblia em sua vida diária
MEMORIZAR: Salmo 119:130 “A exposição das tuas palavras dá luz; dá entendimento aos simples”.
Reflita sobre algumas verdades bíblicas que são importantes para a nossa sociedade e que
estão sendo deixadas de lado, por exemplo, “É melhor dar do que receber” – “Amar ao
REFLEXÃO: próximo como a ti mesmo”. Cite outros exemplos e reflita. Adquira um caderno
universitário para anotações sobre essa lição e ecsreva seus pensamentos sobre o que você
fl i
DICAS PARA O PROFESSOR
- Incentive os alunos a trazerem para a aula um caderno universitário. Em qualquer
loja de R$ 1,99, se acha. Incentive-os a escreverem suas reflexões neste caderno,
separando metade dele para anotações que eles queiram fazer em classe e metade
para suas reflexões.
- Pode-se usar nesta aula, alguns assuntos do texto “meditação e memorizaçã”, que só
constam da apostila do professor. O professor pode perguntar quem é habitado a ler
jornais, revistas, etc. e quanto tempo dispoe para isso. Pedir para os alunos
memorizarem um versículo, além do citado acima em casa e recitá-lo na próxima
aula.
- Usando o quadro negro: Perguntar o nome dos doze discípulos de Jesus e o nome dos
27 livros do N.T, ou dos cinco livros do Pentatêuco. Pode-se crir muitas coisas usando
esses exemplos como base. O intuito é levar o aluno a despertar-se para o
conhecimento bíblico.
Exemplo de Escboço
- CORPO: Aula Explanativa sobre os tópicos:1) Bibliologia, 2) O Campo deste assunto e
3) A razão da necessidade das Escrituras.
- Nos itens: (a) e (b) do tópico (3), pedir para os alunos completarem as lacunas em
grupo. Tempo de 10 minutos para a explanação da primeira parte, 10 minutos para os
alunos completarem as lacunas e 10 minutos para o professor passa as respostas.
- Aula explanativa a segunda parte da lição: item (4) e (5).
- Pode-se concluir falando da importância do aprendizado de como se manusear a
palavra de Deus. Cite (II Tm 2:15).
AVALIAÇÃO
Ajude os alunos a completarem as palavras cruzadas.

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A. Bibliologia:

O assunto Bibliologia, compreende o estudo introdutório e auxiliar das Sagradas


Escrituras. Com ele entendemos de que maneira chegou a Bíblia até nós e como estudá-
la. A necessidade desse estudo, se dá pelo fato de que sendo a Bíblia um livro divino,
veio até nós por canais humanos, tornando-se divino-humana, assim como o é a
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Palavra Viva, Cristo, que sendo Deus, tornou-se também divino-humano (Jo1:1; Ap
19:13).
Através da Bíblia, Deus fala aos homens em linguagem humana, por esse motivo
encontramos nela, referências a montanhas, rios, mares, clima, dinheiro, comércio,
política, etc. Isto é, Deus, para se fazer entender, vestiu a sua Palavra Escrita com a
nossa linguagem, pois se usasse a sua linguagem, nem o mais sábio dos homens, ou o
mais brilhante cientista poderia entendê-lo.

B. O campo deste assunto:

A Bibliologia estuda a Bíblia sob os seguintes pontos de vista:

a) Observações gerais sobre sua leitura e estudo.


b) Sua estrutura, considerando sua divisão, classificação dos livros, capítulos,
versículos particularidades e tema central.
c) A Bíblia considerada como livro divino (sua inspiração, infalibilidade,
credibilidade)
d) A formação do Cânon Sagrado
e) A preservação e tradução do texto Bíblico
f) Formas erradas de se estudar e considerar a Bíblia, como: a) Bibliolatria, b)
Bibliomancia.

C. A Razão da necessidade das Escrituras

Isto está implícito em salmo 119:130; Isaías 34:16; 2 Timóteo 2:15; I Pedro 3:15 e
nos conduz a dois pontos de suma importância: a) Porque devemos estudar a Bíblia e b)
Como devemos estudar a Bíblia.

g) PORQUE DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA:

1. Ela é o único manual do crente na vida cristã e no serviço do Senhor. O crente


foi salvo para servir ao Senhor (Ef 2:10; I Pe 2:9). Desta forma, sendo a Bíblia o
manual de Deus para as nossas vidas é indispensável que aquele que o serve
a conheça muito bem (2 Tm 2:15).

2. Ela alimenta nossa alma (Jr 15:16; Mt 4:4; I Pe 2.2). Não há dúvida que a
Palavra de Deus traz nutrição e crescimento espiritual.

3. Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa (Ef 6:17). Se conhecermos bem a
palavra de Deus, na hora que precisarmos o Espírito de Deus nos instrui
segundo a palavra de Deus que habita em nosso coração e mente. Inclusive,
um requisito essencial para que Deus responda as nossas orações é estarmos
saturados da sua palavra. Por quê ? Pois dessa forma oraremos segundo a Sua
soberana vontade e não segundo as nossas.

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4. Ela enriquece espiritualmente a vida cristã (Salmo 119:72). Essas riquezas
vêem por revelação pelo Espírito de Deus primeiramente (Ef 1:17). O crente
que quiser entender a Bíblia com o seu intelecto, logo desistirá, pois somente
o Espírito Santo de Deus conhece as coisas de Deus (I Co 2:10). A Bíblia é a
revelação de Deus à humanidade. Tudo que o homem precisa saber a respeito
de Deus, de sua conduta espiritual, fidelidade e felicidade eterna está na
Bíblia, sendo ela a única fonte de revelação escrita de Deus. Não há mais
nenhum outro manual senão a Palavra de Deus. O homem deve ler a Bíblia
para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo e praticar a Bíblia para ser santo.

h) COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA:

1. Leia a Bíblia conhecendo seu autor: Isto é de suma importância, é a melhor


maneira de se estudar a Bíblia. Ela é o único livro cujo autor está sempre
presente quando é lida. Quem melhor para nos explicar aquilo que não
entendemos em seu conteúdo que seu autor ? Façamos como Maria, irmã de
Marta, que aprendia aos pés do mestre (Lc 10:39). Este ainda é o melhor lugar
para o aluno !

2. Leia a Bíblia Diariamente: (Dt 17:19). Esta regra é excelente. Presume-se que 90
% dos crentes não lêem a Bíblia diariamente. Não é de admirar que haja
tantos irmãos frios nas igrejas ! Não apenas frios mas raquíticos, anãos,
carnais, indiferentes. Sem crescimento espiritual, Deus não pode revelar-nos
suas verdades mais profundas (Mc 4:33; Jo 16:12; Hb 5:12). Há pessoas que
acham tempo para ler, ouvir e assistir a tudo, menos para ler a Bíblia. É justo
lermos outras coisas, como jornais ou revistas, mas é primordial tomar mais
tempo para as Escrituras.

3. Ler a Bíblia com a melhor atitude mental e espiritual. Isto é fundamental para
que possamos estudá-la corretamente. A melhor atitude é: a) Ler a Bíblia
como a Palavra de Deus e não como uma obra literária qualquer (II Tm 3:16; I
Pe 1.21). Estudar a Bíblia com oração e não apenas com o intelecto. As
riquezas da Palavra de Deus são para os simples de coração que temem ao
Senhor (Tg 1:21). Quanto maior for a nossa comunhão com Deus, mais
humildes seremos. Os galhos mais carregados de frutos são os que mais se
abaixam ! É preciso ler a Bíblia crendo em tudo que ela ensina, inclusive no
campo sobrenatural. A dúvida cega o leitor (Lc 24:25).

4. Leia a Bíblia com oração, devagar e meditando. Assim fizeram os servos de


Deus no passado: Davi (Sl 119:12,18); Daniel (Dn 9:21-23). Na presença do
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Senhor, em oração, as coisas incompreensíveis são esclarecidas (Sl 73:16,17). A
meditação na Palavra aprofunda a sua compreensão (Js 1.8). Muitos lêem a
Bíblia para estabelecerem recordes de leitura. Ao ler a Bíblia, aplique-a a si
próprio, caso contrário não haverá virtude alguma nisto !

5. Leia a Bíblia toda: É a única maneira de conhecermos toda a verdade de Deus


revelada a nós. – Como o leitor pensa compreender um livro que ainda não leu
do princípio ao fim ? Mesmo lendo a Bíblia toda, não a compreendemos
totalmente. Ela, sendo a Palavra de Deus, é infinita ! Nem mesmo a mente de um
gênio poderia interpretá-la sem erros. Não há no mundo ninguém que possa
esgotar a Bíblia. Todos somos sempre alunos (Dt 29:29; Rm 11:33,34; I Co 13:12).
Portanto na Bíblia há dificuldades, mas o erro está sempre do lado humano. O
Espírito Santo, que conhece as profundezas de Deus, pode ir revelando o
conhecimento da verdade, à medida que buscamos a face de Deus e andamos
mais pertos Dele. Amém.

D. O tema Central da Bìblia:

Jesus é o Tema Central da Bíblia (Lc24:44; Jo 5:39; At 3:18;10:43; Ap: 22:16). Em


tipos e figuras Ele aparece em todo o Antigo Testamento e sua manifestção em
carne ocorre no Novo Testamento (Evangelhos).

Veja o seguinte esquema abaixo:

- Em Gênesis, Jesus é o descendente da mulher (Gn 3.15).


- Em Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascoal.
- Em Levítico, é o Sacrifício Expiatório.
- Em Números é a Rocha Ferida.
- Em Deuteronômio, é o Profeta.
- Em Josué, é o Capitão dos Exércitos do Senhor.
- Em Juízes, é o Libertados.
- Em Rute, é o Parente Divino.
- Em Reis e Crônicas, é o Rei Prometido.
- Em Ester, é o Advogado.
- Em Jó, é o nosso Redentor.
- Nos Salmos, é o nosso Socorro e Alegria.
- Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.
- Em Cantares de Salomão, é o nosso amado.
- Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro.
- Nos Profetas, é o Messias Prometido.
- Nos Evangelhos, é o Salvados do Mundo.
- Nos Atos dos Apóstolos, é o Cristo Ressurgido.
- Nas Epístolas, é a cabeça da Igreja.

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- No Apocalipse, é o Alfa e o Ômega; é o Cristo que volta para buscar sua igreja e
reinar para sempre !!!

Tomando o Senhor Jesus Cristo com tema central da Bíblia, podemos resumir os
66 livros em cinco palavras referentes a Ele, assim:

- PREPARAÇÃO:
o Todo o Antigo Testamento, pois trata da preparação para o advento de Cristo.
- MANIFESTAÇÃO:
o Os Evangelhos, pois tratam da manifestação de Cristo e sua obra na Terra.
- PROPAGAÇÃO:
o O Livro de Atos dos Apóstolos, que trata da propagação do evangelho Cristo.
- EXPLANAÇÃO OU EXPLICAÇÃO:
o As Epístolas, que são a explicação da doutrina (ensinamento) de Cristo, que Ele
ensinou aos discípulos (tudo aquilo que Jesus falava aos seus discípulos, o fazia
em particular, nunca nas mesmas pregações feitas à multidão, vê-se que os
ensinamentos dos apóstolos nas cartas, são mais profundos em certos aspectos,
do que o que Jesus falava à multidão, ela ainda não estava preparada, estava no
estágio do vinde a mim Mt 11:28. Porém aos discípulos – do grego
matetai, que significa aluno - ensinava as coisas profundas em
particular, à noite nas vigílias nos montes, para que pudessem depois, explicar
à igreja, trabalho esse incumbido a eles por Jesus, que contou também com a
ajuda do Espírito Santo. (Jo 16:13)
- CONSUMAÇÃO:
o O livro de Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas preditas,
através de Cristo. (Dr. C.I. Scofield).

Desta maneira, a Bíblia sem Jesus, seria como a física sem a matéria, ou a
matemática sem os números.

E. Sistema de referências bíblicas e Siglas

IV. Aprendendo a ler e escrever referências bíblicas:

IV.E.A.1. O sistema mais rápido e fácil é o adotado pela Sociedade


Bíblia do Brasil: duas letras, sem ponto abreviativo, para cada livro da Bíblia. Ex: Gn
– Genesis, At – Atos. Ente capítulo e versículo poe-se apenas um ponto. Ex: Gn 1.1.
(Obs. Nesta apostila, adotamos dois pontos).

IV. Diferenças entre texto, contexto e referências:

IV.E.B.1. Texto, são as partes contidas numa determinada passagem


bíblica.

IV.E.B.2. Contexto, são as partes que ficam antes e depois do texto,


podendo ser imediato, por exemplo: um versículo ou parte de versículo anterior ou
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posterior, ou também, remoto, como o capítulo anterior ou posterior ou até mesmo
um livro anterior ou posterior e ainda a Bíblia toda. Por exemplo o contexto da
história de Jesus é a Bíblia toda, como já vimos.

IV.E.B.3. Referência é a conexão direta sobre determinado assunto.


Além de indicar o livro, capítulo e versículo, a referência pode levar outras
indicações, como:
- “a”, indicando a parte inicial do versículo: (Rm 11.7a).
- “b”, indicando a parte final de um versículo: (Rm 11.7b).
- “ss”, indicando os versículos que se seguem até o fim ou não do capítulo
(Rm11.7ss)
- “qv”, significando que veja. Recomendando para não deixar de ler o texto
recomendado. Vem do latim quod vide = que veja. Quando lemos um livro sobre
algum assunto bíblico, o qual contenha referências, essas, se não dominadas, faz
com que não compreendamos o que o autor quer que façamos, desta forma
deixamos de aproveitar o que o livro nos oferece a nível de conhecimento.
Simplesmente passamos pelas referências, como se elas estivessem ali por engano,
achamos que são pontinhos perdidos no texto.
- “cf”, significando compare, confirme, confronte. Vem do latim confere.
- “i.e”, significando isto é, vem do latim = id est.

IV. Siglas das diferentes versões em vernáculo, ou seja, na nossa língua.

IV.E.C.1. ARC, Almeida Revista e Corrigida. Bíblia traduzida dos


originais por João Ferreira de Almeida. Versão Antiga.
IV.E.C.2. ARA, Almeida Revista e atualizada. É a edição atualizada de
Almeida em 1958.
IV.E.C.3. FIG, Padre, Antônio Pereira de Figueiredo. Atualmente
impressa pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. (SBBE).
IV.E.C.4. SOARES, Padre Matos Soares, versão popular dos católicos
brasileiros.
IV.E.C.5. RHODEN ex-padre brasileiro, versão particular, somente o
NT.
IV.E.C.6. CBSP, Centro Bíblico de São Paulo, Edição católica popular
da Bíblia, SP
IV.E.C.7. TRAD. BRAS. Tradução Brasileira, 1917
IV.E.C.8. NVI – Nova Versão Internacional.

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Exercício:

- Vamos desvendar as maravilhas da Palavra de Deus, nas palavras cruzadas abaixo:

1 Ela é a ...
2 Ela é o ...
3 Seu estudo compreende a ...
4 Devemos sempre... a Bíblia
5 Devemos ler...
6 É nossa obrigação... a Palavra de Deus.
7 A Bíblia...
8 Ela garante o nosso...
9 Ela produz...
10 Nela encontramos as...
11 Os livros da Bíblia são os...
12 Ela foi dada a nós por...
13 Ela é ...
14 Nela encontramos ...
15 A Bíblia nos revela...
16 Conhecendo a Bíblia...
17 Devemos ... a Bíblia todos os dias.
18 Terceira divisão dos Textos do AT hebraico

1 E S P A D A D O E S P Í R I T O
2 M A N U A L D O C R I S T Ã O
3 B I B L I O L O G I A
4 L E R C O M R E V E R Ê N C I A
5 A B Í B L I A T O D A
6 L E R D I A R I A M E N T E
7 A L I M E N T A A A L M A
8 C R E S C I M E N T O E S P I R I T U A L
9 F E
10 D O U T R I N A S B Í B L I C A S
11 O R Á C U L O S D E D E U S
12 I N S P I R A Ç Ã O D I V I N A
13 L I V R O D O S L I V R O S
14 V I D A E T E R N A
15 J E S U S T E M A C E N T R A L
16 A V E R D A D E V O S L I B E R T A R Á
17 E X A M I N A R

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18 E S C R I T O S

II. (2ª AULA) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO I

ABORDAGEM DO ALUNO

TEMA: “A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS”

Que o aluno aprenda sobre os materias antigos usados na escrita da Bíblia e sobre a
OBJETIVO:
terminologia “Bíblia” e seus nomes canônicos
“Sucedeu pois no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, que da parte do
Senhor veio esta palavra a Jeremias, dizendo: Toma o rolo dum livro, e escreve nele todas
MEMORIZAR:
as palavras que te hei falado contra Israel, contra Judá e contra todas as nações, desde o
dia em que eu te falei, desde os dias de Josias até o dia de hoje” Jr 36:1-2.
Reflita sobre alguns pontos que você acha que dificultavam o trabalho dos “escritores” da
REFLEXÃO: Bíblia e dos escribas que faziam as suas cópias, para serem lidas no templo ou nas
sinagogas. E na facilidade de ser feito esse trabalho nos dias de hoje.
DICAS PARA O PROFESSOR
- Revista um pedaço de duratex, de mais ou menos 20cm X 15cm, com argila ou barro,
(uma camada fina) estando meio úmido leve para que os alunos escrevam algo, sobre
ela, como por exemplo, cada um escreve o seu nome completo, deixe secar e faça um
mural Para o processo de secagem o ideal é deixar num forno numa temperatura bem
baixa por uns 20 minutos, o melhor material para isso é a argila, que não trinca. Se
tiver palha de milho seca, corte varias tiras de mais ou menos 10 cm e cole uma a
outra formando uma folha de mais ou menos 30 cm de largura, faça duas folhas
dessas, umidessa as duas e cole-as trasversalmente colocando um peso grande em
cima por um dia. Deixe secar e faça o mesmo exercício citado acima. Isso substitui o
papiro. Se tiver condições compre uma folha de pergaminho (em algumas gráficas
pode-se encontrar). Existem também folhas de papiro, com desenhos egípcios em
lojas de materiais antigos e de quadros. Em último caso, tente encontrar fotos desses
materiais em revistas ou enciclopédias coloridas.

AVALIAÇÃO
Exerecícios de lacunas, deixe que os alunos tentem completar, depois passe a correção.
Pode-se pedir para os alunos responderem

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A. Os livros Antigos

1. A Bíblia é um livro antigo. Os livros antigos tinham a forma de rolo (Jr. 36.2). Eram
feitos de papiro ou pergaminho. O papiro é uma planta aquática que cresce junto a
rios e banhados, no Oriente Próximo, cuja entrecasca (parecida com a palha seca do
milho) servia para escrever. Essa planta existe ainda hoje no Sudão, na Galiléia
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Superior e no vale de Sarom. As tiras extraídas do papiro eram coladas uma a
outra até formarem um rolo com uma determinada extensão. Esse material gráfico
é mencionado muitas vezes na Bíblia, exemplos: Êxodo 2.3; Jó 8.11; Isaías 18.2. Em
certas versões da Bíblia, o papiro é mencionado como junco. De fato, é um tipo de
junco de grandes proporções. De papiro, deriva-se a nossa palavra papel e seu uso
na escrita vem de 3000 a.C.
2. Pergaminho é pele de animais, cortida e polida, utilizada na escrita. É material
gráfico melhor que o papiro. Seu uso é mais recente que o do papiro. Vem dos
primórdios da era cristã, apesar de já ser conhecido antes. È também mencionado
na Bíblia, como em II Tm 4.13.
3. A Bíblia foi escrita originalmente em forma de rolo, sendo cada livro um rolo.
Assim, vemos que a princípio, os livros sagrados não estavam unidos uns aos
outros como os temos hoje em nossas Bíblias. O que tornou isso possível, foi a
invenção do papel no século II, pelos chineses, bem como a do prelo, de tipos
móveis, inventado em 1945, pelo alemão Gutemberg. Até então era tudo
manuscrito pelos escribas de modo laborioso, lento e oneroso. Quanto a este
aspecto da difusão de sua Palavra, Deus tem abençoado maravilhosamente, de
modo que hoje, milhões de exemplares das Escrituras são impressos com rapidez e
facilidade em muitos pontos do globo. Também, graças aos progressos alcançados
no campo das investigações e da tecnologia, podemos hoje transportar com toda
comodidade um exemplar da Bíblia com todos os seus livros, inclusive dentro de
um simples disquete de computador, coisa impossível nos tempos primitivos.
Ainda hoje, devido aos ritos tradicionais, os rolos sagrados das Escrituras
hebraicas continuam em uso nas sinagogas judaicas.
4. A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso !

B. Terminologia

1. (O nome Bíblia). Esse vocábulo não consta dos escritos sagrados, somente na capa.
Por quê e de onde vem então? A palavra Bíblia em português vem do grego
(biblos) que era o nome que os gregos davam à folha de papiro, usada
para escrever. Ex: "Livro (biblos) da genealogia de Jesus Cristo..." (Mt 1:1); também
derivado-se de (biblion), "rolo" ou "pequeno livro, ou “livro”:
"Então lhe deram o livro (biblion)... e, abrindo o livro (biblion)..." (Lc 4:17). O termo
biblos vem então do nome dado à polpa interna da planta do papiro em que se
escreviam os livros antigos. Uma coletânea de folhas era um biblion – livro. E uma
coletânea de “biblions” (livros), formavam uma Biblia – palavra derivada de
biblios. Portanto Bíblia é literalmente, uma coleção de livros. A Bíblia Sagrada é
então uma coleção de livros divinamente inspirados por Deus, ou seja, os 66 livros
que conhecemos como o Cânon Sagrado. Com a invenção do papel, desapareceram
os rolos, a palavra biblos (folha de papiro), deu origem a “livro”, como se vê em
biblioteca, bibliófilo, bibliografia, etc. É consenso geral entre os doutos no assunto
que o nome Bíblia foi primeiramente aplicado às Escrituras Sagradas por João
Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no Século IV. E porque as Escrituras
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formam uma unidade perfeita, a palavra Bíblia, sendo um plural, como acabamos
de ver, passou a ser singular, significando O LIVRO, isto é, o LIVRO dos livros; O
livro por excelência. Como livro divino, a definição canônica da Bíblia é “A
revelação de Deus à humanidade”.
2. Escritura(s). Termo usado no N.T. para os livros sagrados do A.T., que eram
considerados inspirados por Deus (2 Tm 3:16; Mc 12:10; 15:28; Lc 4:21; Jo 2:22; 7:38;
10:35; Rm 4:3; Gl 4:30; 2 Pe 1:20; Mt 22:29; Mc 12:24; Lc 24:27; Jo 5:39; At 17:11; I Co
15:3,4; 2 Tm 3:15). Também é usado no N.T. (2 Pe 3:16). Esses termos significam
"escritos sagrados". Paulo usa o termo "Sagradas Escrituras" uma vez em (Rm 1:2);
"Sagradas Letras" em (2 Tm 3:15) uma vez e "Oráculos de Deus" em (Rm 3:2) uma
vez.
3. Palavra de Deus. É usada em relação a ambos os testamentos, em sua forma escrita
(Mt 15:6; Jo 10:35; Hb 4:12; 1 Ts 2:13; 2 Co 2:17; Rm 10:17; Mc 7:13).
4. Sagradas Escrituras (Rm 1.2),
5. Livro do Senhor (Is 34.16)
6. A palavra de Deus (Mc 7.13; Hb 4.12)

Exercício:

1) Ler o salmo 119, conhecido como o "salmo da Bíblia" o qual comunica a idéia de que a
palavra de Deus contém tudo o que o homem precisa saber. Com a exceção dos
versículos 1-3 e 115, ele é dirigido ao Senhor. Com exceção dos versículos 90,122 e
132, todos os demais possuem expressões ou termos referentes à Palavra de Deus.
Encontre pelo menos 10 destes termos:

a) b)
c) d)
e) f)
g) h)
i) j)

2) Complete as frases:

a) Os materiais mais usados para se escrever, nos tempos do AT e do NT, nos quais
inclusive foram escritos a Palavra de Deus eram o Papiro e o Pergaminho.
b) A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso.
c) A palavra Bíblia quer dizer uma coleção de livros divinamente inspirados.
Também o Livro dos livros.
d) A Palavra de Deus, antigamente tinha a forma de rolo, sendo cada livro, um rolo.
e) Até hoje os rolos, são usados nas sinagogas judaicas.

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III. (3ª AULAS) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO II - As divisões das Escrituras

ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA: “A ORGANIZAÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA”
Que o aluno se familiarize com as divisões e subdivisões da Bíblia, para poder
OBJETIVO:
compreender melhor seus vários assuntos.
- “Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que
MEMORIZAR: importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos
Profetas e nos Salmos. Lc 24:44”.
Reflita sobre os benefícios de se ter uma Bíblia dividida em capítulos e versículos e com
uma subdividivisão dos livros por ordem de assunto. Escreva no caderno de anotações.
Faça também uma análise das dificuldades dos escribas neste sentido, levando-se em
consideração que por ser escrita em rolos, era difícil a locomoção da Palavra de Deus o que
REFLEXÃO: levava os escribas a decorarem livros inteiros. Reflita na pergunta: “Por causa das
facilidades que temos hoje para lermos a Bíblia, levando-se em consideração que todos nós
podemos ter uma em casa, prontinha para lermos e acharmos qualquer texto que
quizermos, com um simples toque no índice que algumas possuem, inclusive tendo à
nossa disposição estudos e comentários das partes de difícil compreenção, que já vêm no
rodapé de algumas delas não nos tornamos mais preguiçosos na leitura e pesquisa da

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Pr. Mateus Duarte
ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A. Os dois testamentos

A Bíblia está dividida em duas seções conhecidas como Antigo e o Novo Testamento.
A palavra "testamento" foi originalmente traduzida como "aliança" ou "pacto" que Deus
fez com seu povo. O Antigo Testamento contém 39 livros e o Novo, 27. O AT tem esse
nome por ser a antiga aliança que Deus havia feito com Abrão e renovado com os
patriarcas e com Davi. Tem sentido único de concerto, pacto, pois era o pacto que Deus
havia feito. Já o NT, é a nova aliança que Cristo fez conosco por meio de seu sangue,
além de ter também o sentido de “testamento”, que uma pessoa faz para outra herdar na
ocasião de sua morte. O testamento que Cristo nos deixou na ocasião de sua morte de
cruz, ou seja, a vida nova por intermédio de seu sangue e a certeza da vida eterna !

B. Divisões do Antigo Testamento

O Antigo Testamento tem 39 livros que foram escritos originalmente em hebraico,


língua oficial da nação Israelita, com exceção de pequenos trechos que o foram em
aramaico (livro de Esdras, Jeremias e Daniel), sendo a mais extensa em Daniel, que vai de
2.4 a 7.28. O aramaico era a língua que Israel havia trazido do seu exílio da Babilônia. Há
também algumas palavras persas, sendo a Pérsia uma das nações que dominou sobre o
império babilônico. Daniel viveu na Babilônia desde o imperador Nabucodonosor,
imperador mais proeminente desta nação, até o império medo-persa. Os 39 livros do A.T,
estão classificados em 4 grupos, conforme os assuntos a que pertencem: LEI, HISTÓRIA,
POESIA, PROFECIA.

Vejamos os livros por cada grupo:

a) LEI. São 05 livros: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números, Deuteronômio. São


comumente chamados de “O Pentatêuco”. Esses livros tratam da origem de todas
as coisas, da Lei e do estabelecimento da nação de Israel.
b) HISTÓRIA. São 12 livros: de Josué a Ester. Ocupam-se da história de Israel nos
seus vários períodos: a) Teocracia, sob os juízes. b) Monarquia, sob Saul, Davi e
Salomão. c) Divisão do reino e cativeiro, contendo os relatos dos reinos de Israel -
(reino do norte, constituído de dez tribos) e Judá (reino do Sul, constituído das
tribos de Judá e Benjamim) este levado em cativeiro pela Babilônia e aquele pelos
Assírios. O reino do norte, Israel, desapareceu devido a sua constante
desobediência a Deus, tendo eles se misturado com os assírios, surgindo daí,
inclusive, os samaritanos. Judá retorna a Jerusalém com Zorobabel, Esdras e
Neemias, em conjunto com os profetas contemporâneos a essa época. Daí surge o
termo Judéia, relacionado à região que compreendia os limites da nação Israelita,
sendo esta depois subjugada pelo império romano.
c) POESIA. São 05 livros: de Jó a Cantares de Salomão. São chamados poéticos, não
porque sejam cheios de imaginação e fantasia, mas devido ao gênero do seu
conteúdo. São também chamados devocionais.
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d) PROFECIA. São 17 livros: de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em:
a. Profetas Maiores: de Isaías a Daniel. (05 livros)
b. Profetas Menores: de Oséias a Malaquias. (12 livros)
Os nomes maiores e menores não se referem ao mérito ou notoriedade do
profeta, mas ao tamanho dos livros e à extensão do ministério profético, ou seja, sua
duração.
Nas Bíblias de edição católico-romana, os livros de 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis, são
chamados de 1,2,3 e 4 Reis, respectivamente, 1 e 2 Crônicas são chamados de 1 e 2
Paralipômenos. Esdras e Neemias são chamados de 1 e 2 Esdras. Também nas edições
católicas de Matos Soares e de Figueiredo, o Salmo 9 corresponde nas versões de
Almeida, aos Salmos 9 e 10. O numero 10 é o nosso 11. Isso vai assim até os Salmos 146
a 147 que nas nossas compreendem o salmo 147. Deste modo, os três últimos Salmos
são idênticos em qualquer uma das versões acima citadas. Essa diferença de
numeração, em nada afeta o texto em si, e não poderia ser doutra forma, sendo a Bíblia
o Livro do Senhor !
Nas nossas Bíblias, os livros do A.T estão classificados por ordem de assunto. Essa
classificação vem da Septuaginta – de setenta - (versão grega do A.T em hebraico, que leva
esse nome, por ter sido escrita, segundo uma tradição judáica, por uma comissão de setenta e
dois jedeus, dirigida aos judeus de língua grega. Há outras versões de como a Septuaginta foi
escrita, sendo por volta de 250 a 150 a.C). Ela teve como base o AT hebraico. É a Bíblia
mais antiga que temos, mesmo não havendo hoje, nenhuma parte dos originais.
Somente as cópias, das quais a mais antiga data de 325 d.C. Na confecção da
septuaginta vê-se a provisão de Deus para que a sua palavra fosse difundida, já que a
língua comercial da época era justamente o Grago. Foi com a septuaginta que surgiu a
divisão do AT, como temos hoje em nossas Bíblias, ou seja, LEI, HISTÓRICOS,
POESIA, PROFÉTICOS. No caso da classificação por assunto, não é levada em canta a
ordem cronológica dos livros, ou seja, a ordem por datas em que foram escritos. Ex.
Gêneses (1521-1500 a.C) antes de Jó (1521 a.C – provavelmente o primeiro livro do AT
a ser escrito), Mt (60 d.C) antes de I Ts (51. d.C – primeiro livro do NT a ser escrito).
Isso é diferente no AT Hebraico, que é disposto cronologicamente. Neste caso, o leitor
inexperiente, poderá fazer grande confusão se quiser agrupar os assuntos de nossas
Bíblias cronologicamente. Ex. Genesis é o livro dos começos, mais muitos fatos que ele
relata, por exemplo a história de José no egito, aconteceram muitos anos depois de Jó
existir, apesar do livro de Jó estar situado após o livro de Gênesis, justamente pelo
agrupamento em ordem de assunto. No caso de Gênesis e Jó, isso se dá por causa da
criação (início de tudo) que é relatada em Gênesis.

O Antigo Testamento hebraico é dividido em três seções:

- A Lei (Torah), cinco livros: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio.


- Os Profetas (Nebhiim), oito livros: Primeiros Profetas - Josué, Juízes, Samuel e
Reis; Últimos Profetas: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os últimos doze: (de Oséias a
Malaquias, esses doze para os judeus são considerados um só livro, apesar de
ter tido cada um um escritor diferente).
- Os Escritos (Kethbhim) - às vezes chamados de Salmos, inclusive por Jesus Lc
24.44, onze livros, sendo: Livros Poéticos - Salmos, Provérbios e Jó; Os Cinco
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Pergaminhos: (Megilloth) - Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Ester e
Eclesiastes; Livros Históricos - Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas. O LIVRO
DE DANIEL apesar de ser um livro que contenha profecias e em nossas Bíblias
ser classificado como profético é considerado histórico para os judeus, por
relatar a História do povo de Israel na Babilônia.
Em vez de 39 livros, como temos nas nossas Bíblias referentes ao Antigo
Testamento, os Judeus têm 24, devido à divisão vista assima, desta forma temos:
- Os dois livros de Samuel....................................... 01 Livro
- Os dosi de Reis...................................................... 01 Livro
- Os dois de Crônicas............................................... 01 Livro
- Os dois, Esdras e Neemias..................................... 01 Livro
- Os doze Profetas Menores...................................... 01 Livro
- Os demais livros do AT......................................... 19 Livros
- Total............... 24 Livros

Estas divisões estão de acordo com as palavras de Jesus, veja Lc 24:44. O Antigo
Testamento é algumas vezes mencionado abreviadamente como a "lei e os profetas"
(Mt 5:17; 11:13; At 3:15). Ainda mais brevemente, o termo "Lei" parece incluir as
outras divisões (Jo 10:34; 12:34; 15:25; I Co 14:21).

C. Divisões do Novo Testamento

O N.T, tem 27 livros. Foi escrito originalmente em grego; não o grego clássico dos
grandes pensadores e eruditos, mas o grego conhecido como (Koiné), ou
seja, popular, língua grega falada pelo povo (comerciantes, pescadores, etc). Seus 27
livros estão classificados em 4 grupos conforme os assuntos a que pertencem.

- BIOGRÁFICOS. São 04 livros: Mateus, Marcos, Lucas, João. (vida de Cristo)


- HISTÓRICOS. um livro: Atos.
- PEDAGÓGICOS, conecidos como EPÍSTOLAS) - do grego
- que significa CARTAS. (Por isso os chamamos de Epistolas ou Cartas) São
21 livros: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e
2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1,
2 e 3 João e Judas.
- PROFÉTICO. um livro: Apocalipse.
D. Capítulos e versículos

A Bíblia antes, não era dividida em capítulos e versículos, o que se deu da seguinte
forma:

Divisão em capítulos: Por volta de 1250, pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade
dominicano e estudioso das Escrituras.

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Divisão em versículos: Em duas etapas: A.T em 1445 pelo Rabi Nathan; N.T. em
1551, por Robert Stephans, um impressor de Paris. Steves publicou a primeira Bíblia
(Vulgata Latina) dividida em capítulos e versículos em 1555.
A Bíblia contém: 1.189 capítulos e 31.173 versículos.
A.T. : 929 capítulos e 23.214 versículos
N.T. : 260 capítulos e 7.959 versículos

O número de palavras e letras depende do idioma e da versão. O maior capítulo é o


Salmo 119 e o menor o Salmo 117. O maior versículo está em Ester 8.9; o menor em
Êxodo 20.30. (isso, nas versões portuguesas e com exceção das chamadas
“Traduções Brasileiras”, onde o menor é Lucas 20.30). Em certas línguas, o menor é
João 11.35. Os livros de Ester e Cantares não contém a palavra Deus, porém a
presença de Deus é evidente nos fatos neles desenrolados, mormente em Ester. Há
na Bíblia 8.000 menções de Deus sob vários nomes divinos e 177 do Diabo sob seus
vários nomes.
A vinda do Senhor é referida direta e indiretamente 1.845 vezes, sendo 1.527 no AT
e 318 no NT. Não é esse um assunto para séria meditação ?
O Salmo 119 tem em hebraico 22 seções de 8 versículos cada uma. O número 22
corresponde ao número de letras do alfabeto hebraico. Cada uma das 22 seções
inicia com uma letra desse alfabeto, e, dentro de cada seção, todos os versículos
começam com a letra da respectiva seção. Caso semelhante há no livro de
Lamentações de Jeremias. Ali, em hebraico, os capítulos 1,2,4 têm 22 versículos cada
um, correspondendo as 22 letras do alfabeto, de álafe a tau. Porém o capítulo 3 tem
66 versículos, levando cada três deles, a mesma letra do alfabeto.Há outros casos
assim na estrutura da Bíblia. Isso jamais poderia ser obra do acaso, levando-se em
consideração que os escritores dos Salmos foram vários e de épocas distantes. A
frase “não temas” ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá uma para cada dia do
ano! O capítulo 19 de 2 Reis é idêntico ao 37 de Isaías. O AT encerra citando a
palavra Maldição. O NT encerra citanda a expressão “A graça do nosso Senhor Jesus
Cristo”. Exemplos de falhas nas divisões: Atos 21 e 22 e João 7:53 e 8:1. Isso não afeta
o texto bíblico, o que não poderia ser diferente. Sendo afetado somente a
distribuição dos assuntos. Lembrando que os originais não têm divisão de capítulo
e versículo.

(4ª AULA) - OS ESCRITORES DAS SAGRADAS ESCRITURAS

ABORDAGEM DO ALUNO
“A VIDA DOS ESCRITORES E O MILAGRE DA UNIDADE DA PALAVRA DE
TEMA:
DEUS”.
Que o aluno descdubra a mão de Deus por tráz dos escritores da Bíblia, devido à unidade
OBJETIVO: que a mesma apresenta em seus sessenta e seis livros, apesar da grande diferença cultural
e social dos escritores e da distância de tempo e lugares em que a mesma foi escrita.
“sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular
MEMORIZAR: interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os
homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”. II Pe 1:20-21.

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Reflita no fato de que a Bíblia apesar de ter sido escrita por homens judeus, com cultura
oriental com a possível exceção de Lucas, assim mesmo tem inlfuenciado a vida de
milhares de pessoas em todo o globo terrestre. Será que um livro escrito por escritores
REFLEXÃO: humanos, os quais com certeza não conseguem agradar a todos os gostos literários - como
vemos na literatura mundial: uns gostam de Machado de Assis, outros detestam, uns
gostam de Sideney Sheldon, outros detestam - teria condições de ser tido como um livro
comum a todos os povos? Não se diz que a Bíblia é alemã japonesa inglesa ou até mesmo
DICAS PARA O PROFESSOR
Use o método do A R O A, (sigla de Alvo, Realidade, Objetivo e Ação)
INDIVIDUALMENTE com seus alunos da seguinte forma: peça para que eles façam no
caderno de anotaçõs, pode ser feito em grupo, porém cada aluno faz o seu, apenas
consultando os colegas de grupo. Funciona assim:
MÉTODO DO A R O A

A - Alvo - (Você se preocupa em saber o nome dos escritores da Bíblia, em quanto


tempo ela foi escrita ou quantos foram os escritores? Cite os alvos que você quer
alcançar neste sentido).
R - Realidade (Você já sabia o que foi estudado hoje, faça uma lista da sua realidade
sobre o conhecimento desta matéria)
O - Objetivo (Qual o seu objetivo para aprender sobre essa lição e sobre a palavra de
Deus? Faça uma lista com seus objetivos.)
A - Ação (Escolha três itens de sua lista e coloque em pratica durante essa semana).

As perguntas variam de lição para lição. NUNCA SE ESQUEÇA DE USAR A SUA


CRIATIVIDADE PROFESSOR !!! O AROA pode ser usado em todas as aulas como complemento para
fixação da matéria.

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A Bíblia é um só livro, sendo também muitos livros escritos por não menos que
quarenta escritores diferentes, muitos dos quais nunca se conheceram, através de um
período de  1.600 anos. Todavia sua unidade e continuidade são tão evidentes que é fácil
pensar que teve um só autor - que não seria outro senão o próprio Deus.
Dos sessenta e seis livros da Bíblia, os autores de cinqüenta e cinco livros são
facilmente identificados pela tradição e história. Os onze livros cujos autores não são
conhecidos: Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Ester, Jó e Hebreus.
Alguns livros, tais como Gênesis, Juízes, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, cobrem
períodos tão longos da história que talvez se tratem de coleções de registros antigos
reunidos e editados por algum indivíduo escolhido por Deus, perto do final do período
descrito do livro. Por exemplo, Moisés poderia ter compilado o livro de Gênesis, ou seja,
agrupado os assuntos, colhendo-os de materiais já existentes ou de tradições orais, por
exemplo sobre a criação e os primeiros acontecimentos de Gênesis. Como? Abrãao foi
contemporâneo de Sem, filho de Noé que conheceu a Matusalem, esse contemporâneo do
próprio Adão. Desta forma Abraão, passou com certeza seus conhecimentos para Isaque
seu filho, o qual passou para Jacó, até José, que os levou consigo para o Egito, onde
nasceu Moisés. Pode ponderar que alguns desses fatos foram revelados pelo próprio
Deus a Moisés. Se assim for, o número real de escritores que contribuíram para a Bíblia
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pode ser consideravelmente maior que quarenta. Salmos e Provérbios têm vários autores.
As inscrições que aparecem como cabeçalho de muitos salmos sugerem pelo menos sete
escritores diferentes. Além de Salomão, como autor de Provérbios, Agur é mencionado
no capítulo 30:1 e o Rei Lemuel no capítulo 31:1.
Todos os autores, com a possível exceção de Lucas, eram judeus e escreveram no
contexto da religião judaica. Todavia, as palavras por eles escritas contêm maior apelo e
interesse para as pessoas de todas as nações do que quaisquer outras palavras já escritas.

Livro Autor Ocupação Livro Autor Ocupação


Gênesis- Moisés Estadista Mateus Mateus Cobrador de
Egípsio/Pastor de impostos
Deuterônomio Ovelhas/Legislador
de Israel
Josué Josué Sucessor de Moisés Marcos Marcos
I e II Samuel Samuel / Natã Profeta/Profeta Lucas Lucas Médico

/ Gade
Esdras Esdras Governante de Israel João João Pescador

Neemias Neemias Sacerdote Atos Lucas


Salmos Davi / Pastor de Ovelhas e Romanos- Paulo Fariseu - Doutor da
Rei de Israel/ Rei de Lei, membro do
Salomão / Israel / Filemom supremo tribunal
Filhos de Coré Levitas israelita
/ Asafe /
Hemã / Etã /
Moisés
Provérbios Salomão / Rei/ Tiago Tiago Pescador
Rei
Agur /
Lemuel
Eclesiastes / Salomão Rei I e II Pedro Pedro Pescador

Cantares
Salomão
Jeremias Jeremias Profeta I, II e III João João Pescador

Ezequiel Ezequiel Profeta Judas Judas Pescador

Daniel Daniel Profeta e 1º minist Apocalipse João Pescador

Amós Amós Profeta

1) Complete a frases:

a) A Bíblia foi escrita por cerca de quarenta escritores diferentes. Sendo que algumas
informações registradas, foram colhidas de escritos ainda mais antigos, ou por
informações orais coletadas, por exemplo, Moisés não viveu na época de Adão,
Noé, Abraão, Isaque e Jacó, mas foi inspirado por Deus a coletar informações,
sendo que algumas delas possivelmente foram reveladas a ele pelo próprio Deus.
b) A Bíblia foi escrita através de um período aproximado de 1600 anos.

(5ª AULA) - A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS

ABORDAGEM DO ALUNO
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TEMA: “A BÍBLIA FOI INSPIRADA POR DEUS E NÃO ESCRITA POR HOMENS
SOMENTE”
Que o aluno aprenda que a Bíblia apesar de ter sido escrita por homens, ela tem como
OBJETIVO:
“AUTOR” , o próprio Deus que os “inpirou” para escreve-la.
“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para
MEMORIZAR: corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
preparado para toda boa obra” II Tm 3:16-17.
Reflita sobre as várias teorias sobre a inspiração da Bíblia e diga porque a inspiração
REFLEXÃO:
Plenária ou verbal é a correta. Qual a intenção das outras teorias? tome como base (Salmos
DICAS PARA O PROFESSOR
Leve o aluno a saber que as falsas teorias sobre a inspiração da Bíblia são elaboradas
pelo homem, para que esse possa se livrar da culpa ou responsabilidade diante de Deus. Use
os seguintes textos (Salmos 10:1-18 e 14:1-7).
AVALIAÇÃO
- Faça no quadro negro as colunas do exercício 1 e peça para os alunos irem
respondendo.
- Exerecícios de lacunas, deixe que os alunos tentem completar, depois passe a
correção. Pode-se pedir para os alunos responderem

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

F. Definição de Inspiração

A Bíblia revela a fonte de sua magnificência: "Toda Escritura é inspirada por Deus."
Isto não significa que Deus "inspirou" os escritores (no sentido de dar-lhes uma “inspiração”
apenas), ou seja, que eles apenas interpretaram uma imaginação que lhes foi concedida, mas
que a Palavra foi produzida pelo sopro criativo de Deus. Assim como Deus soprou em Adão
o "fôlego da vida", Ele soprou também nas Escrituras o hálito de sua vida. Lemos igualmente
em 2 Pedro 1:21: "...os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo". Este
versículo diz literalmente: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada (ou trazida) por
vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos (ou trazidos) pelo
Espírito Santo."

G. Significado de Inspiração

A inspiração é então, o processo pelo qual, homens movidos pelo Espírito (2 Pe 1:21)
produziram escrituras inspiradas pelo Espírito (2 Tm 3:16). Esse poder inexplicável foi colocado pelo
Espírito Santo sobre os autores das Sagradas Escrituras, a fim de orientá-los até mesmo no emprego
das palavras usadas, e para preservá-los de todo erro e de todas as omissões.
O engano está em tentar explicar o inexplicável e sondar o insondável. Os meios ou o
processo de inspiração são um mistério da providência de Deus, mas os resultados deste
processo são um registro verbal (as palavras), pleno (estendendo-se igualmente a todas as
partes), infalível (sem erros) e com autoridade.

NOTA: A palavra, inspiração vem do latim e no seu sentido fisiológico, significa respirar para dentro. Ela
é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este
vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer
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que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em II Tm 3:16 encontramos o
vocábulo grego ( - theopneustos), que significa soprado por Deus (e que foi tradizido
na ARC como “inspiradas”). Portanto, podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada
(expiração do ar para fora) por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro
de Deus, é o próprio Deus falando (II Sm 23:2). Apesar disso, como é usado o termo inspiração e não
expiração em nossas versões portuguesas, pelo menos nas mais antigas, devemos sempre ter em
mente que na verdade, as palavras foram expiradas por Deus, dentro dos escritores.

H. Teorias falsas sobre a inspiração da Bíblia

Aqui falamos das falsas teorias da inspiração da Bíblia, apresentando provas para
refutá-las:

a) A teoria da inspiração natural-humana ensina que a Bíblia foi escrita por


homens dotados de gênio e capacidade intelectual especial, como Milton, Sócrates,
Shekespeare e outros. Os escritores da Bíblia afirmavam que era Deus quem falava e não
eles. (2 Sm 23.2; At 1.16;). Além disso, homem algum, por mais sábio que fosse seria
capaz de escrever com precisão, coisas que iriam acontecer no futuro, como o nascimento
de Cristo, a formação de nações inteiras, bem como a destruição de outras, dados
geográficos impossíveis de serem conhecidos na época e hoje reconhecidamene
verdadeiros.

b) A teoria da inspiração divina comum, ensina que a inspiração dos escritores


foi a mesma que recebemos hoje, quando oramos, jejuamos e vivemos em comunhão com
Deus, o que não pode ser pois, a) A inspiração comum que temos hoje pode ser gradual, a
medida que oramos e vivemos com Deus, b) pode ser permanente (I Jo 2.27), enquanto
que a inspiração dos escritores da Bíblia era temporária. Em centenas de vezes
encontramos na Bíblia a expressão dos profetas: “Então veio a mim a palavra do
Senhor...”, indicando o momento exato em que Deus os tomava para transmitir sua
palavra.

c) A teoria da inspiração parcial ensina que algumas partes da Bíblia são


inspiradas, outras não; que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas que contém a Palavra
de Deus. Se essa teoria fosse correta, estaríamos em grandes apuros, pois quem poderia
afirmar quais as partes inspiradas e quais as não inspiradas? A própria Palavra de Deus
refuta isso em (II timóteo 3.16) e em Marcos 7.13, Jesus aplicou o termo “A Palavra de
Deus", a todo o AT. Quanto ao NT ver Jo 16.12 e Ap 22:18,19.

d) A teoria do Ditado verbal, ensina a inspiração da Bíblia, somente quanto às


palavras, não deixando lugar para o estilo e atividade do escritor , coisa que é visível em
cada livro das escrituras. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fatos
conhecidos (Lc 1.4), ou seja escreveu o livro a partir de fatos conhecidos, o mesmo pode-
se dizer de Moisés, que não viveu no tempo de adão, ou Abraão. Esta falsa teoria faz dos
escritores verdadeiras máquinas, que escreveram sem qualquer noção de mente e

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raciocínio. Deus não falou aos escritores como quem fala através de um alto-falante, Ele
usou suas faculdades mentais.

e) A teoria da inspiração das idéias, ensina que Deus inspirou as idéias da


Bíblia, mas não as suas palavras. Estas ficaram a cargo dos escritores. Sendo que eles
puderam escolher as palavras que quisessem para expressar as idéias que Deus havia
lhes inspirado. Ora, o que é a palavra na definição mais simples, senão a “expressão do
pensamento”? Tente você agora, formar uma idéia, sem palavras... Impossível ! uma idéia
ou pensamento inspirado só pode ser expresso por palavras inspiradas ! Ninguém pode
separar a palavra da idéia. Ver a palavra “falar” em I Co 2.13; Hb 1.1; 2 Pe 1.21. As
palavras foram também inspiradas (Ap 22.19). As palavras foram inspiradas, não só
quanto à exatidão, mas também quanto à ordem em que foram usadas. (Jó 37.9 e 38.19 – a
palavra exata); (I Co 6.11 – a ordem das palavras no seu emprego).
I. Teoria correta sobre a inspiração da Bíblia

Como vimos, existem várias teorias sobre inspiração aplicada à Bíblia, porém a
teoria correta é:
A teoria da Inspiração Plenária ou verbal. Esta sustenta que todas as palavras
escritas são inspiradas por Deus (2 Tm 3:16). O termo "Verbal" significa: as palavras e
"pleno" significa: completo, contrário de parcial. Ensina portanto, que as palavras em si, e
todas elas, são inspiradas. Significa que homens santos escreveram a Bíblia com palavras
de seu vocabulário, porém sob a poderosa influência do Espírito Santo de Deus. Deus
deu completa expressão aos seus pensamentos nas palavras do registro bíblico, sem
torná-los meras máquinas. Ele guiou a própria escolha das palavras usadas de acordo
com a personalidade, capacidade intelectual e o contexto cultural dos escritores; de
maneira que; de algum modo inescrutável e misterioso, o que eles escreveram, ou seja, a
Bíblia Sagrada é a própria Palavra de Deus. Após o último livro ser escrito cessou a
Inspiração Plenária, de modo que nem mesmo os escritores, nem qualquer servo de Deus
pode ser chamado inspirado no mesmo sentido.

J. Diferenças entre Revelação, Inspiração e Iluminação

É importante distinguir revelação, inspiração e iluminação. A revelação é o ato de


Deus mediante o qual Ele comunica diretamente a verdade antes desconhecida para a
mente humana - verdade que não poderia ser conhecida de qualquer outra maneira.
Nem todo conteúdo da Bíblia foi diretamente revelado aos homens. Estamos
seguros porém, de que este registro é verídico. Ela contém muitas observações pessoais,
registros históricos, geográficos (por exemplo: Isaías já afirmava ser a Terra redonda, Is
40.22 – observe as expressões “sobre” e “redondeza” – isso quer dizer que Deus está
sobre a Terra observando-a como uma esfera, sendo que cerca 2200 anos depois, os
cientistas da época ainda achavam ser ela quadrada, até 1500 d.C, essa crença era aceita,
sendo provado o contrário por Colombo em suas viagens marítimas o que foi também
provado cientificamente por Galeleu Galilei com a invenção do telescópio). O Espírito
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Santo dirigiu e influenciou os escritores a fim de que por inspiração, não cometessem
qualquer erro de verdade ou doutrina. A Bíblia, registra as palavras e os atos de Deus,
dos homens e do diabo. É de suma importância, verificar cuidadosamente quem está
falando (Ex: No livro de Jó, ora Deus está falando, ora o próprio Jó, ora o diabo, ora seus
amigos, porém todo o registro é verídico).
Alguns confundem inspiração com iluminação. A iluminação se refere à influência
do Espírito Santo, comum a todos os cristãos, que os ajuda a entender as coisas de Deus (I
Co 2:14). Esta iluminação das coisas espirituais é prometida a todos os crentes e pode ser
experimentada por eles. (Lc 10:21). Pedro cita um exemplo interessante em que os
profetas receberam inspiração para registrar grandes verdades, mas não lhes foi
outorgada iluminação para compreender o sentido exato do que profetizavam. (1 Pe 1:10-
12).

(6ª AULA) - O ESPÍRITO SANTO E AS ESCRITURAS

ABORDAGEM DO ALUNO

TEMA: “O AGIR DO ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS”


Que o aluno saiba que foi o Espírito Santo quem inspirou as Sagradas Escrituras e é Ele
OBJETIVO:
quem nos dá entendimento acerca dela.
“Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará
MEMORIZAR:
todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito”. Jo 14:26
É provado que o homem por si só, por mais intelectual e detentor de grande sabedoria
humana, tem através dos séculos, invuluído, decrescido na escala moral, social e
espiritual. Vê-se isso nos grandes pensadores, como Sócretes, Platão e outros, que por mais
REFLEXÃO: que tenham deixado grandes ensinamentos, suas próprias vidas eram levadas pela
prostituição e imoralidade. Alguns até afirmavam que isso era bom ! Vemos isso hoje na
vida das pessoas em evidência em nosso país e no mundo. Ora, sem o Espírito Sano não
podemos compreender e viver segundo os elevados padrões de nosso Deus ! Is 55:8-9.
REFLITA SOBRE ISSO

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A inspiração justifica a infalibilidade e esta prova a inspiração. Este milagre de


inspiração infalível aparece como sendo ministério do Espírito Santo, o qual poderia ser
perfeitamente o maior de todos os ministérios em que o Espírito está envolvido. Todos os
crentes cheios do Espírito conheceram, até certo ponto, o milagre da inspiração divina
pelo Espírito Santo, mas jamais até o extremo experimentado pelos escritores bíblicos.
O movimento pentecostal tem sido acusado de ser um movimento centrado na
experiência, como de fato o é ! Mas é também um movimento centrado na Bíblia. É
maravilhoso ver como o Espírito Santo e a Palavra escrita estão sempre de perfeito
acordo. Deve ser assim, porque a Palavra é o resultado da inspiração do Espírito.
Se há pessoas comprometidas com a Palavra de Deus, com certeza são aquelas que
crêem no batismo pentecostal com o Espírito Santo. Elas têm um ministério de inspiração.
Crêem na profecia, no falar em outras línguas com interpretação, nas revelações
inspiradas. Como se pode saber se estas vêm ou não de Deus? O fato de alguém afirmar
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que tem uma revelação do Senhor não significa que esta deva ser aceita como se fora de
Deus. É necessário que haja uma norma, um tribunal supremo de apelação, pelo qual
todas as manifestações dos dons do Espírito possam ser julgadas. De fato, a Escritura
recomenda que se julgue toda a profecia, a qual Paulo reconhece como sendo talvez o
maior entre os dons. (1 Co 14:29; Is 8:20). Existe esse "tribunal de apelação" do qual
podemos aproximar-nos: é a Palavra escrita, inspirada pelo Espírito Santo. Pedro a chama
de "palavra profética" (2 Pe 1:19). Os que ministram, não importa com que capacidade,
nunca estão tão completamente "no Espírito" como quando o fazem de pleno acordo com
os ensinamentos claramente revelados na Bíblia, a Palavra de Deus. "Quem tem ouvidos,
ouça o que o Espírito diz às igrejas" é uma exortação feita sete vezes no livro de
Apocalipse (2:7,11,17,29; 3:6,13,22), após cada uma das cartas escritas pelo próprio Senhor
Jesus Cristo.
A seguinte lista de referências, onde o Espírito Santo e a Palavra são mencionados
juntos, ilustra a importância de reconhecer o ministério tanto do Espírito como da
Palavra e demonstra a harmonia entre a Palavra e o Espírito, que agiu:

K. No Velho Testamento
2 Samuel 23:2; Provérbios 1:23; Isaías 40:7-8; Isaías 59:21; Zacarias 4:6;

L. Nos Evangelhos
Mateus 22:29; Marcos 16:20; Lucas12:12; João 3:34; João 6:63; João 14:26;

M. Em Atos do s Apóstolos
Atos 1:16; Atos 4:31; Atos 6:10; Atos 10:44; Atos 10:37,38; Atos 11:15,16;
Atos 13:4,5; Atos 15:7,8; Atos 16:6; Atos 18:25; Atos 28:25;

N. Nas Epístolas
Romanos 15:18,19; 1 Coríntios 2:13; 1 Coríntios 12:8; 2 Coríntios 6:7; Efésios 1:13;
Efésios 6:17; 1 Tessalonicenses 1:5,6; 1 Timóteo 4:12; Hebreus 2:3,4; Hebreus 6:4,5;
1 Pedro 1:12; 2 Pedro 1:21; 1 João 5:7.

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V. (7ª AULA) - OS SÍMBOLOS DAS ESCRITURAS

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A Bíblia emprega muitas vezes linguagem simbólica em seus ensinos. A verdade


espiritual pode ser frequentemente transmitida com mais realidade por meio de símbolos
que produzem uma imagem na mente humana. Existem, pois, vários símbolos utilizados
através das Escrituras com esta finalidade. Eis uma lista dos mais comuns:

A. Espelho
Tg 1:23-25 ilustra o poder revelador da Palavra.

B. Crítico
No grego, Hebreus 4:12 diz: "A Palavra de Deus é... crítico dos pensamentos e
propósitos do coração."

C. Semente
1 Pe 1:23; Lc 8:5-15; Is 55:10,11; Tg 1:18. Este símbolo sugere o poder regenerativo
da Palavra. É uma Palavra que dá vida.
D. Lavadouro e Água
Ef 5:26; Ap: 1:5b; Sl 119:9; Jo 15:3. A pia ficava entre o adorador e o tabernáculo,
possibilitando a purificação. A mesma Palavra que revela nossa contaminação também
fornece um meio de limpeza.

E. Lâmpada e Luz
Sl 119:105,130; Pv 6:23. Esses símbolos falam da influência da Palavra, iluminando
e guiando num mundo de trevas. Ela existe para que seja "tanto mais confirmada a
Palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar
tenebroso” (2 Pe 1:19).

F. Fogo
Jr 23:29; Jr 20:9. A palavra "fogo" usada nestes versículos parece sugerir impulso e
energia consumidores. (Sl 39:3).

G. Martelo
Jr 23:29. Esta figura sugere o poder da Palavra, aplicada constantemente, que
eventualmente quebrará o coração duro como pedra.

H. Espada
Ef 6:17; Hb 4:12. Esta é a única arma ofensiva do crente em sua luta contra os
"principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as
forças espirituais do mal, nas regiões celestes". (Ef 6:12).

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I. Alimento
Da mesma forma que o corpo de carne precisa de alimento material, o espírito do
homem precisa do alimento espiritual, que é a palavra de Deus, sem a qual não tem vida.
Jó 23:12b.
Exemplos:

- Leite - 1 Pe 2:2; 1 Co 3:1,2


- Pão - Mt 4:4
- Carne - Hb 5:12-14
- Mel - Sl 119:103

(8ª AULA) - O CÂNON DAS ESCRITURAS

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A palavra "cânon" vem do grego , (Kanon) significando uma "cana de


junco" que era usada com uma "vara de medir", e indicava também uma regra, uma
norma. O cânon da Bíblia consiste naqueles livros considerados com mérito para serem
incluídos nas Sagradas Escrituras. Em outras palavras, os vários livros que possuíam e
exerciam autoridade divina, eram úteis para fé e adoração e ofereciam inspiração ou
edificação foram "canonizados", isto é, universalmente aceitos pelos Judeus (Antigo
Testamento) e pela Igreja (Antigo e Novo Testamento) como "PALAVRA DE DEUS".

A. O Cânon do Antigo Testamento

Qualquer consideração sobre as épocas exatas em que o cânon do A.T. se encerrou,


leva a uma variedade de opiniões entre os eruditos bíblicos. O Antigo Testamento não se
refere ao assunto. No entanto, oferece muitas sugestões quanto ao início das leis de Deus
por escrito, a fim de que pudessem ser preservadas para o povo. Êxodo 17 narra a vitória
dos filhos de Israel sobre os Amalequitas, e o versículo 14 diz: "Escreve isto para memória
num livro e repete-o a Josué...".
Outros exemplos: Êxodo 24:3-4 registra as palavras e juízos de Deus sendo escritos,
Deuteronômio 31:9-11 dá uma descrição de Moisés escrevendo a Lei, que deveria ser
guardada e lida para o povo de Israel a cada 7 anos. Josué, sucessor de Moisés também
escreveu no "livro da lei de Deus" (Js 24:26). Além dos registros de Samuel (1 Sm 10:25);
Jeremias (Jr 36:2). Todos estes registros formaram o livro da Lei do Senhor que foi lido e
honrado pelo povo nas seguintes situações: Ne 8:1-8; 2 Rs 22:8; 2 Rs 23:2. Vemos deste
modo os começos do que veio posteriormente a tornar-se a Escritura do Antigo
Testamento. É consenso que o cânon do A.T, foi escrito num período aproximado de 1046
anos. Moisés começou a escrever o Pentateuco por volta de 1491 a.C e encerrou-o em 1451
a.C. É claro que partes do Pentateuco como Ex 11:3; 16:35; Dt 34:1-12, foram escritas e
acrescentadas posteriormente, provavelmente por Jusué, sucessor de Moisés.
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Opiniões referentes sobre quando estes 39 livros escritos foram considerados
canônicos divergem entre 444 a.C. a 100 a.C., não se pode dizer com exatidão. O
importante é que o cânon do Antigo Testamento se achava indubitavelmente completo
nos dias de Cristo. Jesus se referiu a ele como: "As Escrituras" em Jo 5:39; Lc 24:27. É
também bastante aceita a idéai de que Esdras quando presidiu a grande
(sinagoga – congregação de pessoas), formada por 120 membros representando as 12
tribos de israel, para definir a nova vida religiosa, política e social pós exílio - Ed 7:10-14,
dirigiu também o fechamento do cânon sagrado do Antigo Testamento, ou seja, a seleção
dos livros considerados divinamente inspirados. Isso se deu na volta de Judá do cativeiro
Babilônico, agora sobre o domínio da Pérsia, novamente a Jerusálem. Essa grande
sinagoga deu origem, posteriormente, ao Sìnédrio – Supremo Tribunal Judeu - do qual o
Apóstolo Paulo, antes Saulo de Tarso, fez parte. Este supremo tribunal Judeu, possou
depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C, a ter sua sede em Jaminia, perto da
moderna Jope, em Israel. Esse fato é importante, pois foi em Jaminia, que em 90 d.C, os
rabinos judeus num concílio sob a direção de Johanan Bem Zakai, reconheceram e
fixaram o cânon do A.T definitivamente. Houve muitos debates acerca da aprovação de
certos livros, principalmente dos “Escritos”. Note-se porém que o trabalho desse concílio
foi apenas ratificar o que já era eceito por todos os Judeus através dos séculos. Apesar de
que para os Judeus isso não tinha importância, devemos salientar, como igreja, que o
próprio Jesus Cristo ratificou todo o A.T, como o temos hoje. E isso para nós basta !
Há livros sitados no A.T, até hoje não encontrados (veja Nm 11.41; I Cr 27:24; 29:29;
II Cr 9:29; 12:15; 13:22; 26:22; 33:19). São casos, cujos segredos, só Deus sabe. Talvéz um
dia venha à luz, como os MSS de Qunram, Mar Morto, 1947 !

B. O Cânon do Novo Testamento

Fica mais fácil traçar a canonização dos 27 livros do N.T. do que as do A.T., pois a
evidência disponível é muito maior. Os livros do N.T. foram escritos durante a última
metade do século I A.D (ano domini - ano do nacimento do Senhor). A recém-formada
igreja cristã usava as Escrituras do A.T. como base para a sua fé, mas, além disso, era
dada grande importância às palavras de Jesus e aos ensinos dos apóstolos. Dessa forma,
não decorreu muito tempo antes que os evangelhos passassem a ser usados juntamente
com o A.T. A autoridade dos apóstolos é plenamente confirmada. Veja os seguintes
exemplos: I Jo 1:3; 2Pe 1:16; At 2:42; Ap 1:11. Em vista de as epístolas de Paulo terem sido
escritas para satisfazer a uma necessidade específica de uma igreja local ou de um
indivíduo, elas eram preservadas pelo seu valor espiritual e lidas nas igrejas. Em várias
ocasiões Paulo deu ordens para que suas cartas fossem lidas e circuladas: 1 Ts 5:27; Cl
4:16.
A demora de quase 400 anos (o último livro, apocalipse, foi escrito por volta de 96 a.C) para a
canonização dos livros do N.T, se deu pelo zelo da igreja e também pela responsabilidade
que envolvia a canonização. Muitos livros foram duramente debatidos. Houve bastante
relutância quanto às epístolas de Pedro, João e Judas, bem como ao livro de apocalipse.
Não é difícil compreender que, na ocasião em que o cânon do N.T estava sendo
considerado, havia muitos livros que reclamariam também uma posição no memso,
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porém em sua maioria, eram ensinos adulterados e heréticos e assim foram considerados
como livros apócrifos do N.T. resultando no terceiro concílio de Cartago em 397 d.C. que
estabeleceu a forma final do cânon do NT, contendo os 27 livros canônicos e não houve
nenhum movimento no cristianismo para acrescentar, nem para anular qualquer coisa
nele. Antes disso, em 367 d.C, ou seja, 30 anos antes, Atanásio, Patriaca de Alexandria e
autor do célebre “Credo” que leva o seu nome, em defesa da divindade de Cristo,
publicou uma lista dos 27 livros canônicos como os temos hoje, esta lista foi aceita pelo
concílio de Hipona, (Africa) cidade da qual Agostinho era bispo, em 393 a.C. O próprio
Jesus Profetizou que os apóstolos iriam, através do ensinamento do Espírito Santo,
escrever o Novo Testamento veja (Jo 14:26).
Existem assim como no A.T, livros desaparecidos, citados no Novo Testamento:
(veja I Co 5:9; Cl 4:16). O mistério e o porque, somente Deus o sabe.

Testes usados para determinar a canonicidade dos livros do NT.

Os seguintes princípios foram usados para determinar a posição de um livro no


cânon:

1. Apostolicidade. O livro foi escrito por um apóstolo, ou por alguém associado de


perto com os apóstolos? Esta questão tinha especial importância com respeito a
Marcos, Lucas, Atos e Hebreus, já que Marcos e Lucas não se encontravam
entre os doze e a autoria de Hebreus era desconhecida.
2. Conteúdo espiritual. O livro estava sendo lido nas igrejas e seu conteúdo era um
meio de edificação espiritual? Este era um teste muito prático.
3. Exatidão doutrinária. O conteúdo do livro era doutrinariamente correto?
Qualquer livro contendo heresia, ou contrário aos livros canônicos já aceitos,
eram rejeitados.
4. Uso. O livro fora universalmente reconhecido nas igrejas, sendo amplamente
citado pelos Pais da Igreja (líderes da igreja primitiva)?
5. Inspiração divina. Ele dava verdadeira evidência de inspiração divina? "Este era
o teste básico, e tudo teria que convergir para este ponto”.

C. Os Apócrifos

A expressão "livros apócrifos" referente aos 14 livros acrescentados ao A.T. tem o


sentido de "oculto" ou "escondido", literalmente Apócrifo significa “obscuro” No sentido
religioso significa não genuíno. Os 14 apócrifos compreendem 10 livros e 4 acréscimos a
livros canônicos. Para os católicos, eles são considerados parte do cânon sagrado e são
por eles denominados deuterocanônicos. Porém para os protestantes são desconsiderados
pelas seguintes razões:

2) Estes livros e acréscimos a livros, não fazem parte da Bíblia hebraica;


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3) Existem neles elementos inconsistentes com a doutrina protestante (ex:
oração pelos mortos);
4) No N.T. não existe nenhuma referência a estes livros, ao contrário dos
outros cujas partes de quase todos os livros do A.T. possuem referências no
NT e principalmente, não há evidências de inspiração divina em seus
escritos;
5) Os apócrifos contidos no AT, foram todos escritos no período
intertestamentário ou interbíblico, ou seja, no período de 400 anos entre
Malaquias e Mateus, período este, no qual não houve comunicação entre
Deus e o povo de Israel, ou seja, reconheci-damente pela própria nação
israelita não havia profeta. Neste período o cânom já havia sido encerrado
por Esdras há 45 anos, ou seja, os 39 livros da Bíblia Hebraica.
6) Jesus nunca citou qualquer desses 14 livros Apócrifos ou de qualquer outro
em seus ensinamentos, como fez com todos os 39 livros do AT hebraico.
7) Foram aceitos até mesmo, nas Bíblias de edição católico-romana, no Concílio
de Trento em 1546 d.C., ou seja, séculos depois de Cristo e
aproximadamente 1100 anos depois do último concílio de bispos judeus, em
Cartago 397 d.C, para definir o cânon do A.T. Antes do concílio de trento a
Igreja Católica aceitava os 14, depois passou a aceitar apenas 11, sendo 7
livros e 4 acréscimos, rejeitando 3 livros, devido a sua enorme quantidade
de fantasias e heresias. A igreja grega ortodoxa aceita os 14 ainda hoje.
8) Em 18 de Abril de 1546 a igreja romana aprovou os apócrifos, para
combater o movimento protestante ou reformista sob a liderança
principalmente de Lutéro, o qual crescia grandemente. Nesta época os
protestantes combatiam veementemente as novas doutrinas romanistas: do
purgatório, da oração pelos mortos, da salvação mediante obras. A igreja
católica-romana achava nos apócrifos, base para essas doutrinas e apelou
para eles aprovando-os como canônicos. Houve grande disputa até entre os
romanistas. Dominicanos combatiam os franciscanos (maioria no clero, o
qual era grandemente influenciado pelos jesuítas) na questão da aprovação
dos apócrifos. O cardeal Pallavaciani em sua “História Eclesiástica”, declara
que “em pleno concílio de Trento, 40 bispos dos 49 presentes, travaram luta
corporal, agarrados às barbas e batinas uns dos outros...” Foi neste
ambiente “espiritual”, que os apócrifos foram aprovados !
9) Além do mais a igreja católica ou qualquer outro povo, não têm direito
histórico para dizer quais são os livros pertencentes ao cânon do AT,
direito este que pertence ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE aos Judeus, visto
que na época em que foi escrito, o mesmo o foi mediante inspiração de
Deus, pelos judeus ! Há que se resaltar que a Igreja católica-romana tem lado
a lado com a Bíblia, como fonte de autoridade, as tradições criadas por ela e
aprovadas pelos seus papas, os quais segundo ela, são sucessores de Pedro:
“Primeiro Papa”. Sendo que o próprio Pedro nunca se declarou ser líder da
igreja em sua época, sendo até mesmo sido repreendido certa oicasião pelo
apóstolo Paulo, quanto a uma questão doutrinária (...Mas, quando vi que não andavam
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retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas (Pedro) perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os
Gl 2.14. Além do
gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?)
mais, o fato de a igreja romana dizer que Pedro foi o primeiro papa é por ela
justificado pela passagem de Mt 16: 17-19 (... Pois também eu te digo que tu és Pedro
-- “(do grego - petros) que significa pedregulho ou pedra pequena,” -- e sobre esta
pedra – “(do grego - petra), que significa Rochedo” -- edificarei a minha igreja, e as
portas do inferno não prevalecerão contra ela...). -- Ou seja, as portas do inferno não
prevalecem sobre a igreja que está edificada sobre “O Rochedo”, que é Jesus
Cristo e não sobre o pedregulho que era Pedro e que certamente serão todos
aqueles que se julgarem seus sucessores, como os papas. A igreja romana
está edificada sobre eles, pois os mesmos têm o poder de estabelecerem
novas normas, mesmo não constando das Sagradas Escrituras. Foi assim,
que aprovaram os livros apócrifos. Porém, o próprio apóstolo Pedro diz ser
Jesus a Rocha sobre a qual está edificada a igreja (...Por isso, na Escritura se diz: Eis
que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores
rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina...)
10) Flávio Joséfo, o maior historiador judeu, nunca citou estes livros como parte
do cânom do A.T. em seus escritos, pelo contrário, rejeitava-os
veementemente.

D. CURIOSIDADES

Os 7 Livros Apócrifos das edições cotólico-romanas:


 Tobias (após o livro canônico de Esdras)
 Judite (após o livro apócrifo de Tobias)
 Sabedoria de Salomão (após o livro canônico de Cantares)
 Eclesiástico (após o livro apócrifo de Sabedoria)
 Baruque (após o livro canônico de Jeremias)
 1 Macabeus (após o livro canônico de Malaquias)
 2 Macabeus (após o livro apócrifo de 1 Macabeus)

Os 4 Acrescimos a livros das edições cotólico-romanas:


 Adições feitas no livro de Ester (a Ester 10:4 – 16-24)
 Canção dos três santos filhos ( a Dn 3.24-90)
 História de Suzana (a Dn cap 13)
 Bel e o Dragão (a Dn cap 14)

Estes são os 11 apócrifos aceitos atualmente pela igreja romana, os outros 03 livros
rejeitados a partir de 1546 d.C, são:
 3 Esdras
 4 Esdras
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 A Oração de Manassés

NOTA.: Os livros apócrifos de 3 e 4 Esdras, são assim chamados, pois nas edições
católicas os livros canônicos de Esdras e Neemias são respectivamente I e II Esdras.

Livros Apócrifos do Novo Testamento:


 Epístola de Barnabé
 Terceira Epístola aos Coríntios
 O Pastor de Hermas
 Ensino ou (Didaskê - dos Doze - do qual deriva didática
 Epístola aos Laodicenses
 Epístola de Policarpo aos Filipenses
 Sete Epístolas de Inácio

(9ª AULA) - INFALIBILIDADE DAS ESCRITURAS

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

E. Definição de Infalibilidade

A infalibilidade das Escrituras significa que os escritos originais da Bíblia não


continham erros. Nos idiomas originais em que foi escrita, ou seja, escritos pela pena dos
“escritores inspirados”, ela é absolutamente infalível - sem erro de qualquer tipo. Esta
tem sido a posição de todas as igrejas evangélicas através dos anos.

F. O Testemunho da Infalibilidade

1. De onde vem esta doutrina de infalibilidade? Da própria Escritura. Ela afirma ser
inspirada por Deus. (2 Tm 3:16 e 2 Pe 1:21)
a) Os escritores do Antigo Testamento são muito claros ao afirmar que estavam
transmitindo a Palavra de Deus. (Dt 4:2; Sl 19:7; 2 Sm 23:2; Is 1:2; Jr 1:7-9; Ez 2:7)
b) Os escritores do Novo Testamento também dão testemunho do fato de que
Deus era quem falava no Antigo Testamento. Exemplos: Nos Evangelhos - Mt
1:22; Lc 1:70; Mc 12:36; Nas Epístolas - Rm 7:12; Hb 4:12; Tg 1:22-25; 4:5; Ap
22:18-19.
Desta maneira, no início (Dt 4:2; 12:32), no meio (Pv 30:6) e no fim das Escrituras
(Ap 22:18,19), Deus adverte contra a alteração da sua Palavra, acrescentando ou
retirando qualquer coisa de sua mensagem.

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c) O próprio Jesus deu testemunho da Escritura. Cristo confirmou especificamente
todo o Antigo Testamento, no qual não encontrou um único erro ou
inconsistência. Baseou continuamente seus argumentos e exortações sobre ele.
(Mt 5:18; Jo 10:35). Em Lc 24:44 Jesus se refere às três seções que abrangiam o
A.T. inteiro.

2. A Bíblia é uma revelação original da verdade. A Bíblia é uma revelação de verdades


as quais o homem só pode conhecer pelo que ela diz. O homem pergunta:
Quem sou? De onde vim? Para onde estou indo? O que dizer sobre
imortalidade, céu, inferno, juízo e eternidade? O que o homem sabe, o que pode
saber fora da Bíblia? Muitos estão virtualmente fazendo o seu próprio deus. De
que serve um deus feito por mãos humanas? Se o ser humano pode fazê-lo, ele
é então maior do que seu deus e portanto não precisa dele. Ninguém jamais
pôde revelar um deus como o Deus das Sagradas Escrituras. O cristão não se
envergonha absolutamente por não poder explicar tudo sobre Deus. Deus não
seria Deus se isto fosse possível. Ninguém adora o que compreende. Só quando
alguém ultrapassa as fronteiras da sua própria compreensão é que inclina a
cabeça e levanta as mãos em adoração.

3. A Bíblia é uma revelação imutável. Muito da incerteza e da incredulidade a


respeito da Bíblia partiu dos chamados cientistas. Em vista de a infalibilidade
da Bíblia encontrar-se no nível dos fatos observáveis, os céticos e letrados
incrédulos são os mais propensos a atacá-la. Muitos fizeram da ciência
praticamente um deus. O termo "ciência" significa apenas "conhecimento", e ela
não deve ser adorada e nem temida. Os textos científicos ficam rapidamente
obsoletos, enquanto a Bíblia não teve de ser alterada em nada, no decorrer de
milhares de anos que foi escrita. Por que duvidar de um livro que resistiu aos
séculos e a todos os ataques feitos contra ele, aceitando ciências que necessitam
ser revistas a cada passo? A Bíblia não é um manual científico, mas jamais foi
provado que contenha qualquer fato científico falso. O relato da criação de
Gênesis continua de pé.
4. A Bíblia é exata moral e espiritualmente. Não é no domínio científico que a Bíblia
demonstra sua maior exatidão, mas no campo moral e espiritual. A Bíblia tem
produzido resultados práticos, tem influenciado as civilizações, transformado
vidas, trazido luz, inspiração e conforto a milhões (Veja 1 Ts 2:13). Alguém já
ouviu dizer que a ciência transformou a vida de um ladrão ou mudou o caráter
de alguém, ou que trouxe paz ao desesperado, ou fez com que o filho que
odiava o pai passese a amá-lo derrepente ? Claro que não ! A ciência até tenta
em nossos dias dar uma resposta aos sentimentos, como o amor, porém são
respostas vagas e frias, como quando dizem que o amor é gerado em certa
região do cérebro. Ora, o que é o cérebro, senão o orgão físico de nosso corpo,
encarregado de interpretar em linguagem física, ou seja, química, os
sentimentos da alma, para que o corpo físico possa expressá-los ? Mas como
explicar os sentimentos da alma e do espírito propriamente, senão pela palavra
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de Deus ? (Hb 4:12). A psicologia, ao tratar um homosexual não pode
transformá-lo, por isso diz que seu sentimento deve ser liberado e aceito. “São
erradas as pessoas que não compreendem” essas pessoas que liberam seus
sentimentos ou “índole”.

Exercícios

1) Jesus referiu-se a inúmeros personagens e acontecimentos do Antigo Testamento,


dando assim testemunho da sua autenticidade e autoridade. É interessante notar,
pela lista seguinte, que Jesus colocou seu selo de aprovação sobre alguns eventos e
milagres do A.T. que sempre foram muito questionados pelos críticos. Leia os
textos abaixo e diga qual o tema ou história do Antigo Testamento a que eles se
referem, conforme o exemplo:

 Mateus 19:4-5  Criação do homem e casamento (Adão e Eva).


 Lucas 17:26,27 
 Lucas 17:28,29 
 João 7:22 
 Mateus 26:2 
 João 7:19 
 Mateus 19:17-19 

 Mateus 19:7-9 
 Marcos 12:26 
 Jo 3:14; Mc 12:26 
 Mateus 12:40 
 Mateus 12:41 
 Mateus 6:29 
 Mateus 12:3-4 
 Lucas 4:25 
 Lucas 4:27 
 Mateus 23:35 
 Lucas 4:16-21 
 Mateus 17:10-13 

 Mateus 24:15 

VI. (10ª AULA) - COMO AS ESCRITURAS CHEGARAM ATÉ NÓS

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-

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

A história de como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos,


começa com os manuscritos originais, ou “autógrafos”, como são chamados. Esses textos
originais foram escritos por homens da antiguidade movidos pelo Espírito Santo (2 Tm
3:16; 2 Pe 1:20,21).
Durante anos, os céticos declararam que Moisés não poderia ter escrito a primeira
parte da Bíblia porque a escrita era desconhecida na época (1500 a.C.). A ciência da
arqueologia provou desde então que a escrita já era conhecida milhares de anos antes dos
dias de Moisés. Os sumérios, egípcios e babilônicos já escreviam em 4000 a.C. Em 1887, o
erudito Petri descobriu os tabletes de Tel-El-Armarna, no norte do Egito. Entre esses
tabletes, havia cartas escritas por pessoas que viveram muito antes de Moisés, o que
prova que alguém que viveu em sua época, poderia perfeitamente dominar a arte da
escrita, principalmente ele, que possuia nível universitário e que fora criado como
príncipe do Egito.

A. Materiais antigos de escrita

VI. Pedra – Ex. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos escritos em tábuas de
pedra.

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VI. Argila – Preparada em pequenos tabletes, era usada pelos assírios e
babilônicos.
VI. Madeira – Bastante usada pelos gregos. Ex. Isaías 30:8 e Habacuque 2:2.
VI. Couro – O Talmude judeu (conjunto das leis judaicas – escritas e orais -
inclusive o pentatêuco), exigia especificamente que as Escrituras fossem
copiadas sobre peles de animais, sobre couro. É praticamente certo, que o A.T.
foi escrito em couro. Eram feitos rolos, costurando juntas as peles que mediam
de alguns metros a 30 metros ou mais de comprimento. O texto era escrito em
colunas perpendiculares ao rolo. Os rolos, entre 26 a 70 cm de altura eram
enrolados em um ou dois pedaços de pau.
VI. Papiro – É quase certo que o N.T. foi escrito sobre papiro, por ser este o
material de escrita mais importante na época. O papiro é feito cortando-se em
tiras seções delgadas de cana de papiro, empapando-as em vários banhos de
água, e depois sobrepondo-as umas às outras para formar folhas. Uma
camada de tiras era colocada por sobre a primeira, e depois as punham numa
prensa, a fim de aderirem umas às outras. As folhas tinham de 15 a 38 cm de
altura e 8 a 23 cm de largura. Rolos de qualquer comprimento eram
preparados colocando juntas as folhas. Geralmente mediam cerca de 10m de
comprimento, embora tenha sido encontrado um rolo com 47m de
comprimento.
VI. Velino ou pergaminho – Começou a predominar mediante os esforços do rei
Eumenes II , de Pérgamo (197-158 a.C.), sendo também utilizadas peles de
animais (ovelhas e cabras) que eram passadas por um tratamento obtendo-se
daí, um couro de excelente qualidade. Este tipo de material foi utilizado
centenas de anos antes de Cristo e, por volta do século IV d.C., ele suplantou o
papiro. Quase todos os manuscritos conhecidos hoje são em pergaminhos.

B. O códice
O códice é um manuscrito em forma de livro, em vez de rolo. Em torno do século I
ou II d.C., as folhas de material escrita foram juntadas em forma de livro ao invés de
reuni-las lado a lado para fazer um rolo. O códice era de mais fácil transporte e tornou
possível manter uma quantidade muito maior de escrita num só lugar.

C. Instrumentos antigos de escrita

A tinta negra para escrever era preparada com fuligem ou negro de fumo e cola,
diluídos em água. Os essênios, que escreveram os Rolos do Mar Morto, usavam ossos
queimados de cordeiro e azeite. É notável como a escrita permanece tão bem conservada
até hoje. Os instrumentos de escrita eram um conzel para usar sobre pedra e um estilete
feito de metal ou de madeira dura para uso nas tábuas de argila. Penas foram inventadas
para escrever sobre o papiro ou pergaminho. Estas eram feitas de talos ocos de grama de
pasto (capim) ou bambu. O bambu seco era cortado diagonalmente com uma faca, sendo
bem afiado na extremidade, a qual era então fendida. A fim de manter os materiais em
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boas condições, os escribas portavam uma faca. É preciso ressaltar que, tanto quanto
sabemos, nenhum dos autógrafos. Alguns podem vir a ser ainda descobertos, mas isso é
duvidoso. Não se encontrou até agora nenhum material dos tempos bíblicos. É possível
que se existissem, as pessoas iriam adorá-los fisicamente, tal como fizeram os judeus no
deserto com a serpente de metal (Nm 21:5-9; II Reis 18:3-4).

D. Idiomas usados

A Bíblia foi escrita originalmente em três idiomas: hebraico, aramaico e grego,


inclui-se algumas palavras persas. Essas línguas continuam sendo faladas em algumas
partes do mundo contemporâneo. O hebraico é a língua oficial do Estado de Israel. O
aramaico é falado por alguns cristãos nas vizinhanças da Síria. O grego, embora muito
diferente daquele do Novo Testamento, é falado por milhares de pessoas hoje.

VI. Hebraico – Quase todo o A.T. foi escrito em hebraico. As letras tipo bloco eram
escritas em maiúsculas, sem vogais, sem espaços entre palavras, frases ou
parágrafos, e sem pontuação. Os pontos das vogais foram acrescentados mais
tarde (entre 500 a 600 d.C.) pelos eruditos massoretas. O hebraico é conhecido
como um dos idiomas semíticos, que inclui o aramaico.

VI. Aramaico – Um idioma aparentado com o hebraico, o aramaico tornou-se a


língua comum na Palestina depois do cativeiro babilônico (500 a.C.). Algumas
partes do A.T. foram escritas neste idioma: uma palavra designando nome de
lugar em Gênesis 31:47; um versículo em Jeremias 10:11; cerca de seis
capítulos no livro de Daniel (2:4b-7:28); e vários capítulos em Esdras (4:8-6:18;
7:12-26). O aramaico continuou sendo o vernáculo da Palestina durante vários
séculos. Temos assim algumas palavras aramaicas preservadas para nós no
N.T.: Talitha cumi (“Menina, levanta-te”), em Marcos 5:41; (Efatá) –Ephphatha:
(“Abre-te”), em Marcos 7:34; Eli, Eli lama sabachthani (“Deus meu, Deus meu,
por que me desamparaste?”), em Mateus 27:46. Jesus se dirigia habitualmente
a Deus como Abba (aramaico “Pai”). Note a influência disto em Romanos 8:15
e Gálatas 4:6. Outra frase comum dos primeiros cristãos era Maranatha (“Vem,
nosso Senhor”), em 1 Coríntios 16:22.

VI. Grego – Apesar de Jesus falar aramaico, o Novo Testamento foi escrito em
grego. A mão de Deus pode ser vista nisto, porque o grego era o idioma
internacional, ou seja, comercial do século I, assim como é o inglês hoje,
tornando assim, possível a divulgação do evangelho através de todo o mundo
então conhecido.

E. Manuscritos

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VI. Definição – A palavra “manuscrito” como usada hoje é restrita àquelas cópias
da Bíblia feitas no mesmo idioma em que foram originalmente escritas e não
aos originais, aos quais chamamos “aoutógrafos”. Na ocasião em que a Bíblia
veio a ser impressa (1455 d.C.), havia mais de 2000 manuscritos nas mãos de
certos letrados. Nenhum era, de forma alguma, completo. Alguns contêm
apenas porções do texto original, mas reunidos podem assegurar um texto
completo. Existem cerca de 4.500 manuscritos do Novo Testamento. Este
número é significativo quando se considera que os eruditos tendem a aceitar
dez ou vinte manuscritos dos escritos clássicos, a fim de reputar genuína uma
obra antiga.

VI. Classificação – Os manuscritos estão divididos em duas classes:


a) Unciais (do latim uncia, polegada). São assim chamados por serem escritos
em grandes letras maiúsculas. Trata-se dos manuscritos mais antigos.
b) Cursivos. Vieram mais tarde os manuscritos cursivos, que receberam este
nome por serem escritos com letras “cursivas” ou à mão.

VI. Manuscritos Mais Famosos:

- Antigo Testamento em Hebraico.

- Códice dos primeiros e últimos profetas (895 d.C), - Códice do Pentateuco


(900 d.C), - Códice Aleppo – Com o Antigo Testamento completo, base da nova
Bíblia hebraica elaborada pela Universidade Hebraica de Jerusalém (930 d.C) –
Códice 19 A – Biblioteca de Leningrado (Rússia - , chegando lá quando não havia
ainda o comunismo). É o mais antigo manuscrito completo do AT hebraico, isto é, o
mais antigo datado. O original foi escrito por Moses Ben Asher em 1000 d.C, foi
copiado por Samuel Ben Jacob em 1008 d.C – O rolo de Isaias (achado nas
proximidades do Mar Morto em 1947), Este Manuscrito foi encontrado juntamente
com os famosos rolos do Mar Marto em 1947 e data de 100 a.C, isto é, 1000
anos mais antigo do que qualquer outro manuscrito conhecido. Levando-se
em consideração que esse manuscrito concorda com o das nossas Bíblias atuais,
temos nisso uma prova singular da autenticidade das Escrituras, considerando que
esse rolo de Isaias tem agora mais de 2000 mil anos de existência !

- Manuscritos do Antigo e Novo Testamento em Grego

- Manuscrito Sinaítico: - Código Alef (340 d.C) – único com o Novo Testamento
completo, Manuscrito Vaticano: – Códice B (325 d.C), Manuscrito Alexandrino: –
Códice A (425 d.C), Manuscrito Efráemi: – Códice C (345 d.C), Manuscrito Beza: –
Códice D (Século VI).

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F. As Versões

Depois dos manuscritos, a próxima forma mais importante das Escrituras, que dá
testemunho da sua antiguidade, são as versões. A versão é uma tradução do idioma
original de um manuscrito em outro idioma. Existe um número muito grande de versões,
mas apenas algumas serão consideradas como exemplos dispersos através dos anos até
hoje.

VI. A Septuaginta – Esta é, talvez a mais importante das versões, por sua data
antiga e influência sobre outras traduções. A Versão Septuaginta é uma
tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego. Foi iniciada a cerca de
250 a.C. e terminada cerca de 150 a.C. – (esta é a versão mais aceita por alguns
eruditos), sendo provavelmente a mais antiga tentativa de reproduzir um
livro de um idioma para outro. É o documento bíblico mais antigo que
possuímos, sendo a cópia mais antiga, datada de 325 d.C.

VI. O Pentateuco Samaritano – A raça samaritana surgiu depois dos assírios terem
conquistado o reino do Norte de Israel, em 721 a.C., e levado a maior parte das
dez tribos para o cativeiro. Sargão, rei dos assírios, mandou muitos povos
idólatras das suas províncias orientais para Israel (2 Reis 17:5,6,24). Esses
povos fizeram casamentos mistos com os israelitas que tinham ficado na terra,
formando assim a raça samaritana, uma mistura de israelitas e pagãos. Eles
estabeleceram um culto rival ao dos judeus, construindo um templo no monte
Gerizim. Eles aceitavam apenas o Pentateuco. Em 2 Reis 17:26-28, lemos a
respeito de um sacerdote, dentre os judeus cativos na Assíria, sendo mandado
de volta a Samaria para ensinar o povo. Acredita-se que ele levou consigo uma
cópia do Pentateuco hebraico.

VI. As versões siríacas – O idioma sírio era a principal língua falada nas regiões da
Síria e da Mesopotâmia. É quase idêntico ao aramaico.

VI. As versões latinas – Latim antigo e a Vulgata Latina.

VI. Além dessas, as versões modernas são de suma importância às diversas


nacionalidades existente no mundo, uma vez, que são poucos os que podem
ler a Bíblia na línguagem em que foi escrita originalmente. Essas versões estão
sempre sendo revisadas, devido a achados mais antigos e descobertas da
crítica textual. Além da própria linguagem humana, exigir isto devido a sua
evolução natural. Desta forma as revisões permitem ao leitor de agora
compreender melhor um texto escrito na sua forma atual de linguagem, do
que se ele tivesse que ler o texto de uma Bíblia escrita em 1600. É evidente que
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mesmo os textos mais modernos devem sempre seguir o mais próximo
possível o original, nunca perdendo o sentido literal. Entre elas temos as
Versões Européias – francês (1487); italiano (1432); alemão (1534); o sueco (1541);
o dinamarquês (1550); o holandês (1560); o espanhol (1602); o finlandês (1602);
o português (1681); etc. Hoje em dia a Bíblia está traduzida não somente nas
principais línguas da Europa, mas também em todas as principais do mundo.
Das versões europeias, se destacam três, devido sua importância, são elas:

1) As Versões de língua Inglesa (A inglaterra foi a primeira nação a traduzir a


Bíblia para sua língua), As versões na língua inglesa são 13, incluindo
Inglaterra e USA, as quatro mais recentes e importantes versões são:
a. A versão Autorizada ou Versão do Rei Tiago (The King James version).
Publicada em 1611 d.C, até hoje a preferida dos povos de língua
inglesa.
b. A versão Revisada (English Revised Version – NT em 1881, AT em 1885),
revisão da versão autorizada sendo usados MSS mais antigos que os
utilizados na The King James Version.
c. A versão Revisada Americana (American Standard Version), preferida dos
membros do comitê que elaborou a versão revisada de 1881-1885 (ítem
B). Foi publicada em 1900 NT e 1901 AT.
d. A versão Padrão Revisada (Revised Standard Version) é mais uma nova
verão do que uma revisão. Apesar de ser elaborada por grandes
doutores da língua hebraica e grega, não teve a aceitação que se
esperava. Terminada em 1946 NT e 1952 AT.
e. As mais recentes versões em Ingês são: Jerusalém Bible (1966); New
English Bible (1970); Good News Bible (1976); New International (1978), esta
última é considerada a verão mais fiel publicada até hoje em língua
inglesa. Fiel aí, no sentido de que as palavras usadas, são o mais literal
possível, sem interpre-tações para os textos ou palavras sinônimas, ou
seja, palavras na mesma ordem do original e com significado fielmente
igual.

2) Versão Alemã, Elaborada por Lutéro, (Martinho) apartir das línguas


originais, Hebraico e Grego. Ele concluiu esta Bíblia em 1534. A Bíblia na
alemãnha, faz parte inclusive, da historia da literatura nacional deste país.

3) Versões em Portugues. No início, como nas versões em outras línguas


foram traduzidas partes dos Textos Sagrados. D. Diniz rei de portugual
(1279-1375), traduziu da Vulgata uma parte do livro de Gênesis. O rei D.
João I (1385-1433), ordenou a tradução dos Evangelhos. Esse mesmo rei
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traduziu os Salmos. Frei Bernardo traduziu o Evangelho de São Mateus no
século XV. Em 1495 a Rainha Leonor casada com D. Joaõ II, mandou
publica o livro “A vida de Cristo”, uma espécie de Harmonia dos
Evangelhos. Em 1505, a mesma rainha mandou imprimir os Atos dos
Apóstolos e as Epístolas Universais.

- Vejamos agora as traduções completas:

a. A Versão de Almeida. João Ferreira d’Almeida foi ministro do Evangelho


da Igreja Reformada Holandesa, em Batávia, então capital da ilha de
Java, na Oceania. (Batávia é agora a moderna Djakarta, capital da
indonésia), Java era então domínio holandês, conquistada aos
portugueses. Almeida traduziu primeiro o Novo Testamento,
terminou-o em 1670; em 1681 foi ele impresso em Amsterdam,
Holanda, isto é, 100 anos antes da primeira edição católica da Bíblia, a
do Padre Figueiredo (1781) ! Almeida traduziu o Antigo Testamento até
Ezequiel 48.21, qundo então faleceu em 1691. Missionários seus amigos
completaram a tradução, especialmente Jacob Opden Akker. Almeida
fez sua tradução utilizando-se dos Originais Grego e Hebraico, linguas
que estudou depois de abraçar o Evangelho. Utilizou também as
versões, holandesa de (1637) e a espanhola (de valera, 1602). Seu Antigo
Testamento foi publicado em 1753 em Amsterdam. A Sociedade Bíblica
Britânica e Estrangeira (SBBE) começou a publicar o texto de Almeida
em 1809, publicando a Bíblia completa pela primeira vez, em 1819. Pelo
fato de o texto de Almeida não ser muito bom, pois ele havia saído de
Portugual ainda quando criança, não se aprofundando na cultura de
seu paíz, houve a necessidade de se revisar o texto. O que ocorreu em
1894 e 1925. Em 1951, a Imprensa Bíblica Brasileira (Organização Batista
Independente) publicou a “Edição Revista e Corrigida”,
abreviadamente ARC. Depois, uma comissão de especilaistas
brasileiros trabalhou de 1945 a 1955 para apresentar a “Edição Revista e
Atualizada” de Almeida (ARA). Esta é uma tradução magnífica e de
linguagem qualificada. O NT foi publicado em 1951 e o AT em 1958. A
publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), sendo a comissão
composta de 30 elementos abalizados de várias denominações, como
Sinésio Lira, A.C Gonçalves, Crabtree, R.G. Bratcher, W. C. Taylor. Foi
usado o texto grego de Nestle (versão grega mais fomosa) para o NT e
o hebraico de Letteris, para o AT, sendo feito o melhor possível na
tradução. Há ainda uma comissão revisora, acompanhando
constantemente os progressos da crítica textual.

b. A versão Figueiredo. O padre Antônio Pereira de Fegueiredo, português,


levou 17 anos no preparo de sua versão. Publicou o NT em 1781 e o AT
em 1790. Esta versão foi traduzida da Vulgata Latina. A SBBE, publica
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o texto de figueiredo desde 1821, sendo o texto atual, melhor do que o
primitivo.

c. A tradução Brasileira. Começou em 1904, por uma comissão de vultos do


evangelismo brasileiro, nomeada pela SBA (sociedade Bíblica
Americana) e SBBE (Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira). Entre
outros, foram nomeados membros da comissão: Antônio Trajano,
Eduardo Carlos Pereira e Hipólito de Oliveira Campos. O NT foi
publicado em 1910 e o AT em 1917. A tradução é mui fiel ao original.
Há muita rigidez na tradução. Falta-lhe a beleza de estilo e a segurança
vernacular, por ser literal, e não à base da equivalência dinâmica como
se diz em linguística, ou seja, com as mesmas palavras e na mesma
ordem do original, não levando em conta justamente a dinâmica da
língua para a qual esta sendo traduzida.

d. A versão de Rhoden. Consta só do NT. Era padre brasileiro de Santa


Catarina, quando da tradução. Começo o trabalho como estudante, na
Alemanha, em 1924-1927, concluindo-o no Brasil. Foi publicada em
1935. Este padre deixou a igreja Romana. É versão muito usada para se
fazer estudo comparativo pela crítica textual. O texto grego utilizado
foi o de Nestle.

e. A versão de Matos Soares. Também padre Brasileiro. Traduziu a Vulgata


Latina. Concluiu a Tradução em 1932, mas só em 1946 foi publicada. É
a Bíblia popular dos católicos romanos brasileiros. Aversão carece de
fidelidade. Como todo tradutor católico, nota-se em Matos Soares
preconceitos e tendências, especialmente nos itálicos*, que às vezes tem
texto maior que o próprio original. O Papa é conivente nisto, conforme
sua carta do Vaticano de 1932.
i. *As palavras em itálico não contam do texto original, somente foram
introduzidas para facilitar o sentido do texto, ou seja seu entendimento.
SEMPRE têm que estar em itálico para que o leitor saiba que não fazem
parte do Texto Sagrado.O fato é que quando um leitor desavisado lê uma
palavra em itálico nestas Bíblias: a) terá a certeza de que é a “Palabvra de
Deus” e, não o é. b) pelo fato de algumas terem tamnho maior – (isso na
versão católica de Matos Soares), achará que são mais importantes do que
o restante do trexto, que é de fato a Palavra de Deus ! Em portugues, a
única tradução protestante com itálicos é a ARC.

f. Existem ainda as versões protestantes na linguagem de hoje. Algumas,


inclusive, que fogem totalmente da tradução literal (ordem das
palavras), para que o leitor possa compreender melhor o texto Bíblico.
Estas versões, são muito interassantes para se estudar e comparar o
texto Bíblico tradicional.

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NOTA: Para um conteúdo informativo maior é altamente recomendado a leitura de
um livro de Bibliologia, como por exemplo: “Fundamentos da Teologia Pentecosta – Vol
I” dos autores: Guy P. Duffiel e Nathaniel M. Van Cleave – Editora Quadrangular e “A Bíblia
Através dos Séculos” de Antônio Gilberto, Editora CPAD, já que esta apostila e apenas
um breve resumo sobre o assunto.

G. Crítica Bíblica

VI. Alta Crítica – Examina os vários livros da Bíblia do ponto de vista da sua história.
Por exemplo, trata da idade, autoria, autenticidade canônica. Traça a sua origem,
preservação e integridade, mostrando seu conteúdo, caráter geral e valor. É
segundo a teologia tradicional, inimiga do texto bíblico por assim dizer, já que
todo ele é inspirado e ela ocupa-se em mutilar o mesmo, baseando-se em fontes
externas de conhecimento humano para provar ou não sua autenticidade
histórica (datas, citação de lugares, que eles acham que nem existiram, etc). Por
exemplo, Eruditos da alta crítica riam do fato de se atribuir a “autoria” do
pentateuco a Moisés dizendo que ele não poderia tê-lo escrito, pois a escrita ainda
era desconhecida nesta época, o que já há muito foi refutado como vimos. Outro
fato é o de acharem que o povo hetita, ou os heteus, nem sequer existiu, sendo
sua citação na Bíblia uma história fictícia segundo eles. Riam desse fato e diziam
que não havia nenhuma evidência da existência desse povo, que é citado na Bíblia
em passagens como Gn 25:9; 26:34 e Ex: 23:28. Porém no início do século XX,
arqueólogos descobriram os impresionantes hieroglifos hititas na cidade de
Bogatz-Keui, no Oriente Médio. Mais tarde foi escavada uma cidade hitita
inteira.

VI. Crítica Menor (Baixa Crítica ou Crítica Textual) – O segundo tipo de crítica tem por
objetivo, verificar as palavras exatas dos textos originais da Bíblia. Seu método é o
de reunir e comparar os manuscritos, versões e citações antigas da Escritura; e
determinar com isso, a leitura correta de cada passagem duvidosa, sabendo que
para isso contam com cerca de 4000 manuscritos da Bíblia. Diferente da alta
crítica, a crítica textual ao lado da arqueologia vem provando que o texto bíblico é
autêntico, o que não poderia ser diferente, visto que o seu autor é o próprio Deus.
Deve-se levar em consideração, que os MSS, ou seja, as cópias dos autógrafos, são
de datas das mais varias e foram achados em lugares e épocas distantes uns dos
outros. Tendo sido escritos por pessoas, de várias épocas diferentes e em lugares
diferentes. Tendo-se notado fidelidade em todos eles, exceto quando de erros, os
quais são explicsados adiante, o que não interfere nesta fidelidade, devido ao
trabalho da crítica textul. Portando, com isso temos a certeza de sua
autenticidade.

H. Evidências para Textos Bíblicos

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O crítico bíblico sincero utiliza-se de três fontes principais de evidência para
determinação das palavras exatas – as mais próximas dos manuscritos originais. Duas
delas já foram mencionadas: os manuscritos e as versões. A terceira, são escritos dos
Primeiros Pais da Igreja.

VI. Os Pais da Igreja – esses homens foram chamados “pais”, que é um sinônimo
de mestres. Foram grandes líderes, teólogos, professores e eruditos dos
primeiros séculos depois de Cristo. Eram cristãos dedicados que escreveram
sermões, comentários e harmonias. Eles defendiam ardentemente a fé contra
as incursões pagãs.

VI. Os Rolos do Mar Morto – Os Rolos do Mar Morto, cerca de 350, foram
considerados como sendo uma das maiores descobertas arqueológicas do
século XX. Escritos pelos essênios entre o primeiro século antes de Cristo e o
primeiro século depois de Cristo, as partes bíblicas deste rolo (quase o A.T
inteiro), nos fornecem manuscritos mais antigos que quaisquer outros.

VI. Os Papiros – De grande interesse para os eruditos bíblicos é uma certa


quantidade de papiros descobertos recentemente (1931) nas tumbas do Egito.
Estes têm sido considerados os de benefício mais importante para a crítica
textual do Novo Testamento.

VI. Declarações Estimulantes

a) As doutrinas das Escrituras: Qualquer que seja a variante das leituras


descobertas pelos críticos textuais, é um fato reconhecido que nenhuma
delas de maneira alguma altera a doutrina da fé cristã.
b) Pureza do texto: Estudiosos avaliaram cuidadosamente a evidência e
concluíram que o texto do Novo Testamento é bem mais de 99% puro.

VI. Que saibam todos os estudiosos sinceros da Palavra de Deus, que ela é um
verdadeiro milagre. Imagine se fosse dada a missão de escrever um livro a
quarenta escritores diferentes, com cultura, nível social e econômico
diferentes. E que vivessem em lugares grandiosamente distantes. E que os
mesmos escritores, fossem selecionados num período de 1600 anos. Cada
escritor, ao terminar a sua obra, deveria gardá-la bem segura, a fim de que não
desaparessesse, por outro lado, deveria também incentivar a leitura do seu
livro em sua época e proceder para que a posteridade também o tivesse como
obra prima e principalmente que seu assunto fosse atual, sempre. Sabendo
que poderia haver perseguição com intuito de sua destruição, devido ás
culturas diferentes, interesses políticos, etc. Ao final de 1600 anos, todos os
escritos deveriam ser agrupados em um só volume e considerados um só
livro, tendo um conteúdo e uma idéia central ÚNICA. CERTAMENTE ISSO
SERIA A MAIOR CATASTROFE DA LITERATURA MUNDIAL ! Pois bem,
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isso foi o que aconteceu na confecção, preservação e agraupapamento dos
livros da Bíblia Sagrada. E o fato de ter ela, um conteúdo indiscutivelmente
único e sempre atual em seus sessenta e seis livros, nos leva a ter a certeza de
que ela possui somente um autor, que não é outro senão o DEUS TODO
PODEROSO, que a trouxe até nós é que a preserva até hoje !

Exercícios:

1) Complete as sentenças:
a) A história de como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos,
começa com os “manuscritos” originais, ou “autógrafos”, como são chamados.
b) Durante anos, os céticos declararam que Moisés não poderia ter escrito a primeira
parte da Bíblia porque a escrita era desconhecida na época (1500 a.C.). Porém a
ciência da arqueologia provou desde então que a escrita já era conhecida milhares
de anos antes dos dias de Moisés. Os sumérios, egípcios e babilônicos já
escreviam em 4000 a.C.
c) Alguns materiais usados pelos escritores da Bíblia:
i) Pedra – Ex. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos escritos em tábuas de
pedra.
ii) Argila – Preparada em pequenos tabletes, era usada pelos assírios e babilônicos.
iii) Madeira – Bastante usada pelos gregos. Ex. Isaías 30:8 e Habacuque 2:2.
iv) Couro – O Talmude judeu exigia especificamente que as Escrituras fossem
copiadas sobre peles de animais.
v) Papiro – Material usado para escrever o NT. Eram coladas as tiras umas nas
outras formando as folhas.
vi) Velino ou pergaminho – Começou a predominar mediante os esforços do rei
Eumenes II , de Pérgamo (197-158 A.C.), sendo também utilizadas peles de
animais (ovelhas e cabras) que eram passados por um tratamento especial.
d) As matérias primas usadas para a escrita antiga eram: a tinta negra, que era
preparada com fuligem ou negro de fumo e cola, sendo diluídos em água, também
os essênios, que escreveram os Rolos do Mar Morto, usavam ossos queimados de
cordeiro e azeite.
e) Os Instrumentos antigos de escrita eram um conzel para usar sobre pedra e um
estilete feito de metal ou de madeira dura para uso nas tábuas de argila. Penas
foram inventadas para escrever sobre o papiro ou pergaminho.
f) A Bíblia foi escrita originalmente em três idiomas: hebraico, aramaico e grego.
g) A palavra “manuscrito” como usada hoje é restrita àquelas cópias da Bíblia feitas
no mesmo idioma em que foram originalmente escritas.
h) A versão é uma tradução do idioma original de um manuscrito em outro idioma.
i) Alta Crítica – Examina os vários livros da Bíblia do ponto de vista da sua história.
j) Crítica Menor (Baixa Crítica) – O segundo tipo de crítica tem como objetivo verificar
as palavras exatas dos textos originais da Bíblia.
k) Os manuscritos servem para que a crítica textual tenha o maior numero possível de
informação para chegar o mais próximo possível do texto original.
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l) As versõs em outras linguas são muito importantes, pois com elas cada povo pode
ler a Bíblia em sua própria língua.
m) As revisões feitas em nossas Bíblias são importantes por dois motivos: a) por causa
da evolução da linguagem humana. b) por causa do trabalho da crítica textual,
com a descoberta de novos manuscritos pela ciência da arqueologia.
n) A versão de Almeida Revista e Corrigida corresponde a ARC e a Almeira Revista e
Atualisada corresponde a ARA.
o) A versão católica de Matos Soares é a preferida dos católicaos Brasileiros.
p) O texto Bíblico que temos hoje é mais de 99% puro, segundo estudos da crítica
textual. As variantes que existem de um manuscrito para outro, ou são erros
involuntários, que não interferem no texto, devido à grande quantidade de
manuscritos, ou são partes de texto que faltam, oque é completado, com partes de
outros manuscritos. Garantindo assim, a pureza do Texto Sagrado, visto que conta-
se para isso com mais de 4000 manuscritos !

APENDICE I

INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no


sentido em que foram empregadas e no sentido que realmente se destinavam a ter, não
expressam erro algum.

A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores


não tinham faltas na vida, mas que os seus ensinos foram preservados de erros. Eles
podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por
exemplo, quanto a terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social
etc. Quando por exemplo, Josué escreve que o Sol parou, na verdade sabemos que quem
parou foi a Terra (deixou de fazer o movimento de rotação em volta do seu próprio eixo)
por um milagre, tendo em vista que todos os habitantes seriam arremeçados para o
espaço se assim não fosse. Porém Josué não posuia conhecimento científico e não foi
interesse de Deus revelar a ele tal conhecimento, até porque ninguém da época
entenderia tal explicação científica, exceto Josué por revelação. Por isso foi mais
conveniente para Deus “inspirá-lo” a escrever o que ele viu, ou seja, o Sol parado no meio
do céu por quase um dia interiro ! Js 10:13.
Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele
não possa ser mal compreendido.
A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É
muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade
de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras.

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A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto
de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, perpetua os erros e
as trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do
seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade ?
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se ela é
parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela ? (II
Tm 3:16) Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte, a
benção e a maldição estão a depender de um processo de separação entre o certo e o
errado, o qual o homem não pode realizar.
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na
veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por
descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que
negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de
suas próprias opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que
atribuem erro à passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez
côvados de diâmetro de uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta
côvados o cingia em redor. Sendo assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3
em vez de 3,1416. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade
da borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não
podemos chegar a uma conclusão definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao
escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em I
Co.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm 25:9 diz
que o número dos que morreram foi de 24.000. Acontece que em Números nós temos o
número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial
que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá
contabilizar o total de 24.000.

A inerrância, ou seja, a inexistência de erros, não abrange as cópias dos


manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto é, os originais, ou seja, podemos
encontrar erros de escrita nos MANUSCRITOS. Desse modo podemos listar os seguintes
tipos de erros, sempre com relação aos manuscritos:

a) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou


defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais.
1. Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama
(juntos), mas há alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas (
LL ) juntos deram ao copista a idéia de um mi , ou seja, em vez de
( alla), ( ama). Em At.15:40 onde há -
EPLEXAMENOC (tendo escolhido) aparece no Códice Beza
-EPDEXAMENOC (tendo recebido) onde o lambda (
maiúsculo é confundido com um delta ( maiúsculo. Há também confusão
de sílabas, como é o caso de I Tm.3:16 onde o manuscrito D traz
- homologoumen ôs (nós confessamos que) em
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vez de - homologoumenôs – de homologar em
portugues (sem dúvida). O erro visual chamado parablopse (um olhar ao
lado) é facilitado pelo homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas,
levando o escriba a saltar uma delas, ou pelo homoioarchon, que são duas
linhas com o mesmo início. O Códice Vaticano ou “B”, em Jo.17:15, não
contém as palavras entre parênteses: “Não rogo que os tires do (mundo, mas
que os guardes do) maligno”. Consultando o N.T. grego veremos que as duas
linhas terminavam de maneira idêntica: em autos ek tou no manuscrito que o
escriba de B copiava. Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b,
devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual
eles se derivam. O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do
Capítulo 2 do livro de Atos: “Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu
sancto”, sendo este em caso de adição, chamado ditografia, que é a repetição
de uma letra, sílaba ou palavras.

2. Falhas de Audição: Era costume, muitos escribas se reunirem numa sala


enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o
escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1
encontramos um destes casos, onde as variantes echômen e echomen foram
confundidas. IPe.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes
cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta última encontrada nos manuscritos K e
L. No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual
dentro das respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos
(vitória), foi confundido por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B
como “tragada foi a morte no conflito”. Em Ap.15:6 onde se lê “vestidos de
linho puro” a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A
e C “vestidos de pedra pura”. Desse modo uma só letra que o ouvido menos
apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido,
torna-se erro grosseiro e hilariante.

3. Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer


erros que variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da
preposição ek por apo, até a transposição de letras dentro de uma palavra,
como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse “porque elas dão testemunho de
mim” (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu “porque elas
pecam a respeito de mim” (hamartanousai).

b) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração


dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.

1. Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar


passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê “...estende a tua mão. E
ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra”. Em alguns manuscritos de
Marcos o texto pára em “restaurada”, sendo que em outros o escriba
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acrescentou as palavras “como a outra” para harmonizá-lo com Mateus.
Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T.
conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e
Bizantinos mudaram “no profeta Isaias” para “nos profetas” porque
verificaram que a citação não é só de Isaias.

2. Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as


palavras “nem o Filho”, pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e
deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino). Os
manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo,
em Lc.1:3, a frase “e ao Espírito Santo” como “empréstimo” de At.15:28.
3. Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos
escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e
supressões.Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as
palavras “trinta moedas de prata” foram alteradas para “trinta estateres” nos
MSS D, A e B, a fim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde
outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e H) que conheciam os dois textos,
juntaram-no produzindo a frase “trinta estateres de prata”.

4. Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice


1518, anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk
anthrôpines (espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado, o
escriba do manuscrito 603 incluiu esta expressão no texto: “Se alguém de vós
tem falta de sabedoria espiritual e não humana, peça-a a Deus...”. (conferir)

NOTA.: Esses “erros” dos manuscritos (cópias), não aparecem nas versões. Isso,
justamente porque o trabalho da Crítica Textual, consiste em confrontar o maior número
possível desses manuscritos, para extrair o texto correto, sendo que cantam para isso,
com mais de 4000 deles ! Existem em algumas de nossas Bíblias textos entre chaves “[
]”, o que significa que esses textos existem em alguns manuscritos e em outros não. Seja
como for jamais temos casos em que esses textos contradizem o contexto todo.

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APENDICE II

AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa ou pessoas
cujo nome ele leva, ou se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a tradição antiga o atribui, ou se
não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à época que a tradição lhe atribui. O Credo
Apostólico não é genuíno, porque apesar de ter este nome, não foi composto pelos apóstolos. As
Viagens de Gulliver (conto popular norte americano) é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift,
embora seus relatos sejam fictícios. Atos de Paulo (Livro Apócrifo) não é genuíno, pois foi escrito por
um sacerdote contemporâneo de Tertuliano bem depois de Paulo. Desse modo a autenticidade
relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os livros da Bíblia possuem autenticidade
comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia (Gl.6:11; Cl.4:18).

APENDICE III

CREDIBILIDADE OU VERACIDADE

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os assuntos como


aconteceram ou como eles são; e quando seu texto atual concorda com o escrito
original, ou seja, com os (MSS).
Nesse caso, credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e à pureza do
texto atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás em Gn.3: 4,5 são
inspiradas, mas não possuem autoridade, porque não é verdade, porém têm
credibilidade ou veracidade (quanto a sua transcrição) porque foram registradas
exatamente como Satanás disse. Sobre a veracidade das palavras de Satanás, não se
relaciona essa veracidade ao fato de ser verdade o que ele pronunciou, mas sim sobre o
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registro de como ele as pronunciou, ou seja, se a forma como ele pronunciou até mesmo
uma mentira, foi registrada pelo escritor do livro onde a mesma se encontra, da forma
como ele a pronunciou.

A)Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos:

1. Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. Ele
endossou grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A
criação do universo por Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a
existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio (Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e
Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a Moisés na sarça (Mc.12:26), a
dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do grande peixe
(Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia os fatos, e
não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo tempo ser honesto. Seu
testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro ou Ele deve ser
rejeitado como Mestre religioso.

2. Prova Arqueológica e Histórica:

a. Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em Gn.


14, não pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do
Eufrates “mostram indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na
Bíblia como tendo participado desta expedição não são, como era dito
displicentemente," “invenções etnológicas”, mas sim personagens históricos
reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo maravilhoso código de
leis foi tão recentemente descoberto por De Morgan em Susa”. (Geo. F.
Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras). As
tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas aos
seus maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past = Luz de um Passado
Antigo). Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida
mais de 1.000 anos antes de Abraão, 4000 anos a.C. (James Orr, The Problem
of the Old Testament = O Problema do Velho Testamento).A arqueologia
também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e ter sido
liberto (Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz
Decisória dos Monumentos).Muitas outras confirmações da veracidade dos
relatos das Escrituras poderiam ser apresentadas, mas esses são suficientes e
devem servir como aviso aos descrentes com relação às coisas para as quais
ainda não temos confirmação; podemos encontrá-las a qualquer hora.

b. Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições


bíblicas. Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da
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Assíria, que sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria
(IIRs.17:3-6). A história mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é
mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar
(Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais considerados como personagens
fictícios, pois há algum tempo, por não haver provas históricas da existência
real desses imperadores, eles eram assim considerados.

3. As Escrituras possuem Integridade:

a. Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas


provam que os povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas
Escrituras são encontrados justamente onde as Escrituras os localizam, no
local exato e sob as circunstâncias geográficas exatas descritas na Bíblia.

b. Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças


têm sido demonstradas como corretas com os fatos etnológicos revelados pela
arqueologia.

c. Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e aconte-


cimentos, com o período de sua ocorrência é corroborada pela cronologia Síria
e pelos fatos revelados pela arqueologia.

d. Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em


harmonia perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por
descobertas arqueológicas.

e. Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos


livros incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de
sua integridade. Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e
1.516 d.C., concordam com os exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a
possuímos hoje, já existia há 400 anos passados, isso referente é claro, à Bíblia
como a temos hoje, com os 66 livros do Antigo e Novo Testamento reunidos
em um único volume, pois os “Escritos Sagrados”, já existiam há milhares de
anos históricamente comprovados, como já vimos. Quando essas Bíblias
foram impressas, somente certo erudito, tinha em seu poder mais de 2.000
manuscritos, hoje, como já vimos, somente do Novo Testamento são mais de
4000 ! Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e
credibilidade do Texto Sagrado, e tem servido para restaurar ao texto sua
“pureza original”, e fornecem proteção contra corrupções futuras (Ap.22:18-
19; Dt.4:2;12:32). Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais
de 4.000 manuscritos, os escritos seculares, que geralmente são aceitos sem
contestação, baseiam-se em apenas uma ou duas dezenas de exemplares.As

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quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C.,
correspondem exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente.

B) Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos:

1. Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam


investidura do Espírito Santo e assim escreveram não somente guiados pela
memória, por apresentações de testemunho oral e escrito, e discernimento
espiritual, mas como escritores qualificados pelo Espírito Santo.

2. Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a


verdade, e a circunstância de seus registros indicam que não eram enganadores
intencionais mais sim homens honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus
interesses materiais, posição social, e suas próprias vidas. Por quê razão
“inventariam uma história”, que condena a hipocrisia e é contrária às suas
crenças herdadas, pagando com suas próprias vidas para isso ?

3. Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao


outro. Os vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de
Jesus Cristo e Sua obra.

4. Prova Arqueológica e Histórica:

a. Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do


N.T. Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.),
sendo que Lucas se refere ao segundo período.Lisânias, o Tetrarca é
mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que Lucas se
refere. Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus
(Júpiter) e Hermes (Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram
colocados no mesmo nível, no culto local dos gregos, conforme descrito em
At.14:12. A alta crítica dizia, que um simples erro em um versículo de Atos
dos Apóstolos, poderiam ser o motivo para se rejeitar todos os escritos de
Lucas, pois se ele errou uma vez, quem poderia assegurar que ele não
cometera outros erros. A palavra atacada era “Proconsul”. O problema
segundo os críticos é que as províncias romanas se dividiam em duas
classes, Imperial e Senatorial. E Chipre, onde os eventos de At. 13:6-7
acontecem era uma província Imperial e deveria ter um Propretor a
administra-la e não um Proconsul, como é mencionado por Lucas. Dessa
forma ele cometeu um erro e todos os seus escritos, ou seja, os livros
canônicos de “Lucas” e “Atos dos Apóstolos” deveriam ser suspeitos.
Porém, arqueológos encerraram as discussões ao encontrarem evidências
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históricas que provam que na época de Lucas, Roma havia emitido um
decreto que autorizava a mudança de Chipre de província Imperial para
Senatorial. Dessa forma Lucas estava absolutamente correto ao dizer que o
governante era um Procunsul. A seguir os arqueólogos encontraram mais
uma evedência: uma moeda daquela época, incrita com o nome de Sérgio
Paulo, o que prova que ele foi mesmo Proconsul da província !

b. Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria


(Lc.2:2), os atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas
(Mt.14:1-12), de Agripa I (At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II
(At.25:13-26:32) etc, tudo isso provado históricamente.

APÊNDICE IV

BIBLIOLATRIA

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

Do grego ( biblios - livro + (( latria – adoração: é a adoração do


aspecto meramente físico da Bíblia Sagrada; é a sua transformação num fetiche. Muitos crentes
acreditam que a posse da Bíblia é, em si mesma, mais do que suficiente para livrá-los de todos os
perigos e vicissitudes. Não são poucos os que por exemplo, deixam a Bíblia aberta no Salmo 91,
acreditando que esta passagem, destituída de seu real significado, fosse uma espécie de barreira
contra todas as temeridades. Quantas vezes deparamo-nos com as “caixas de promessas”,
tomando o lugar que a Palavra de Deus deveria ocupar na vida de todo o cristão piedoso.
Nestas, só há promessas ! E as advertências, os ensinamentos preciosos e tão fundamentais para o
nosso crescimento espiritual ? São insignificantes para aqueles que querem somente extrair da
Bíblia aquilo que lhe apraz. A Bíblia Sagrada foi nos dada não como objeto de culto, no-la deu o
Senhor, para que aprendêssemos nela, a como servi-Lo e somente a Ele adorar.
Bíbliolatria é também, termo usado por alguns teólogos modernos (sem compromisso o Deus
da Bíblia), para depreciar, ou seja, menosprezar a doutrina da inspiração, infalibilidade e
inerrância das Sagradas Escrituras. Dizem que acreditar nisso é bibliolatria.

APÊNDICE V

BIBLIOMANCIA

ESTUDANDO A LIÇÃO !!!

Do grego ( biblios - livro + (( Manteia – adivinhação: é a


adivinhação por meio da Bíblia. O método consiste-se em abrir-se o Livro Sagrado ao acaso,
a fim de se buscar as respostas para os problemas do dia-a-dia. A bibliomancia contraria o
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“espírito”, ou seja, o objetivo da Palavra de Deus e leva o crente a interpretá-la
incorretamente, pois este, sempre lerá textos fora de seu verdadeiro contexto (refere-se ao
estudo da hermenêutica Bíblica). Ex: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, esse
texto quando tirado de um “caixinha de promessa” e lido fora de contexto, torna o crente um
super-herói, porém no seu contexto, ou seja, lendo o texto completo, temos um exemplo
maravilho de Paulo, que está disposto, com a ajuda do Senhor, a suportar todas as aflições
por causa do evangelho e não a ter tudo aquilo que ele quiser na vida, como alguns pregam
ao ler o referido texto (veja abaixo explicação do contexto). É claro que Deus está disposto a
nos dar vida próspera, (prosperidade – ausência de necessidade) mas devemos nos basear
nos textos referentes a isso na palavra de Deus e não em textos pararelos, que querem dizer
outra coisa. (a caso não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz; sendo que
eu tal não falei ?) Portanto assim diz o Senhor Deus: Porque tendes falado vaidade, e visto mentiras, por isso eis que eu sou contra vós,
diz o Senhor Deus.Ez 13:7-8. Existem líderes que estão criando, com a bibliomancia doutrinas
que não existem na Bíblia, como a “Doutrina da Prosperidade”. Deus nunca prometeu que
iria deixar todos os seus servos ricos, pelo contrário, alguns, como os apóstolos, os pais da
igreja primitiva e até os missionários nos dias de hoje (que podemos ser até nós !),
deveriam e devem passar por aflições, até para ter a sua fé aumentada. Isso é difícil de
aceitar às vezes, mas é o que a Bíblia ensina: (Jo 2:10; Lc 10:1-7; Mt 8:20 – No sentido de não ter
“parada” ou morada certa por causa das viagens). Isso, só deve acontecer para o bem do evangelho ou
para o nosso próprio crescimento espiritual. (Rm 8:28). Se assim o for, dê graças,
pois sempre a vitória e muito maior !

Exemplos de Leituras fora do contexto, que levam a cometermos a Bibliomancia:

Filipenses 4:10-19

TEXTO LIDO DENTRO DO SEU “CONTEXTO”

10 Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na
verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade.
11 Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me
encontre.
12 Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto
em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade.

13 POSSO TODAS AS COISAS naquele que me fortalece.

Explicação: (Paulo agradece aos Filipenses e louva ao Senhor, por eles se lembrarem dele, através
das ofertas para a manutenção do seu ministério). Diz que faz isso não por necessidade, pois está
acostumado e experimentado tanto na ABUNDÂNCIA COMO NA ESCAÇES, pode todas essas coisas
naquele que o fortalesse.

14 Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.


15 Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja
comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente;
16 porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades.

Explicação: (Paulo ressalta a importância do que fizeram os de Filipos, acrescentando que só os


filipenses se lembraram dele nesta ocasião).

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17 Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.

Explicação: (Paulo explica que o fato dele se alegrar nas suas ofertas é porque as mesmas contribuem
para a própria felicidade e prosperidade deles (filipenses), como vemos nos vv 18-19, logo abaixo).

18 Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte
me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.
19 Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.

Explicação: (Podemos sim ser abençoados, espiritual, física e financeiramente falando, pelo que
Paulo nos diz neste dois versículos finais – 18 e 19 - , mas isso, devido à nossa preocupação em colocar o
reino de Deus em primeiro lugar, como aconteceu com a igreja de Filipos. Porém, o versículo 13, expressa
uma verdade bem diferente da que tem sido pregada por aí !)

TEXTO LIDO FORA DE CONTEXTO:

13 Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

Explicação: A impressão que temos, quando ouvimos ou lemos esse texto


desacompanhado do seu contexto é que, podemos voar, podemos ficar milionários, nunca
mais ficaremos enfermos, nunca mais teremos aflições, ou seja, TUDO DE BOM QUE
QUISERMOS IMAGINAR ! E não é isso que a exegese do texto nos revela, pois se isso for
verdade, as palavras de Paulo acima desse texto, ou seja, seu contexto e as do próprio Jesus
em Jo 16:33, foram equivocadas. (“... No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o
mundo”). CUIDADO, este é outro texto que pode nos levar a cometer enganos. Quem
venceu o mundo (mundo – do grego: -“cosmos” – “sistemas de coisas”, ou
seja, - o pecado, a injustiça e todos os males atuais, o próprio diabo, já que o mundo jaz
no maligno) foi Jesus e não nós. Não temos condições de vencermos o mundo (caso contrário
Jesus não precisaria vir aqui), mas podemos estar ligados Nele, que venceu. (Jo 15:5-6; I Jo 3:9-10;
Ef 2:8-9; II Co 5:17). Dessa forma “somos mais do que vencedores EM CRISTO JESUS...”
Rm 8:35-39 (quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a
nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados
como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem
potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está
em Cristo Jesus nosso Senhor.)
Veja que este último texto bíblico faz referência a vencermos o
mundo, ou seja, estarmos sempre com Cristo, mesmo que tenhamos que passar por
aflições.

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APENDICE VI

INTERPRETAÇÃO

Interpretação é a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases


de um texto, para torná-los compreensivos.

A ciência da interpretação estuda as técnicas de interpretação de um texto, sendo a


principal delas, tomar como regra geral para fonte de interpretação de um texto, o seu
próprio contexto, ou seja, no caso da Bíblia, fazer dela sua própria intérprete, extraindo
sempre o sentido original do texto usando a EXÉGESE – (técnica que consiste em se consultar o
significado das palavras e o sentido do texto, na língua original nos quais foram escritos), fazendo-se para isso,
perguntas como: PARA QUEM foi escrito ?, POR QUÊ foi escrito ?, QUANDO foi escrito
?, ONDE foi escrito ?, qual a CULTURA de quem escreveu ? qual a CULTURA da pessoa
ou povo para quem o texto foi escrito? tem sentido LITERAL ?, tem sentido FIGURADO
?, é usada uma PARÁBOLA ?, o que é uma PARÁBOLA?, foi usada uma FIGURA DE
RETÓRICA?, que é uma FIGURA DE RETÓRICA?, etc.
EM RAZÃO DA ABRANGÊNCIA DO ASSUNTO “INTERPRETAÇÃO BÍBLICA”,
REQUER-SE UM ESTUDO ESPECIAL SEPARADO DA BIBLIOLOGIA, ESTUDO
ESTE AO QUAL CHAMAMOS: “HERMENÊUTICA BÍBLICA” - (Hermenêutica -
Técnica ou arte de se interpretar textos antigos), que é estudada inclusive em alguns
cursos universitáios, como: direito, arqueologia, etc.

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APENDICE VII

Meditação
A Bíblia contém uma grande quantidade de textos que falam a respeito da
MEDITAÇÃO e este fato já é o suficiente para que saibamos de sua importância em nossa
vida cristã. Trata-se de uma atividade de altíssimo nível, requerendo, portanto, dos seus
praticantes fidelidade e disciplina.Esta prática, porém, para os ocidentais, é uma prática
muito difícil. A nossa natureza luta contra nós. Somos naturalmente empíricos. Os povos
orientais são dados a esta prática e isto pode ser visto nas artes marciais, seitas, vida
cotidiana, etc; a MEDITAÇÃO está presente em tudo. Assim, o cristão ocidental que pretende
se aventurar no campo da MEDITAÇÃO deve saber de antemão que travará uma luta
intensa contra a sua própria natureza. Mas a vitória é possível. Não desanime já.

Importância

Mas qual a importância desta prática para a minha vida? Não dá para esquecer este
negócio e não arrumar algo mais para "minha cabeça ?”. Dá. Se os cristãos ocidentais fossem
perecer por falta de Meditação, então há muito que não teríamos mais cristãos deste lado do
mundo. Mas se temos cristãos por aqui ainda, então é porque é possível viver sem meditar.
Porém, embora ainda tenhamos cristãos deste lado do mundo, a verdade é que bem poucos
têm experimentado a profundidade de um relacionamento mais íntimo com Deus. Mas eu
quero experimentar isto, diria você. Então eu te responderia: você precisa praticar a
Meditação. Que dilema!
Como disse acima, se esta prática não fosse importante, o Espírito Santo não teria
inspirados os homens de Deus, usados para transmitir as Escrituras, a incluírem instruções
acerca da mesma.
A Meditação nos leva a viajar com o Espírito por caminhos, às vezes, nunca
percorridos por outros, ou mesmo, a percorrer os mesmos caminhos, mas de uma maneira
muito pessoal, como se você fosse o primeiro a fazê-lo. É uma prática para os que desejam,
com seriedade, ver Deus mais claramente e cuidar dos seus semelhantes. Mas a Meditação
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não envolve somente Bíblia. Este é um dos seus aspectos que muitos desconhecem. Veremos
mais adiante que o escopo da Meditação pode abranger várias áreas de nossa vida, mesmo a
vida secular. Nela você vive antecipadamente um momento. A meditação, de certa forma,
não é só receber, mas é um preparo profundo para dar, para executar. No que se refere a
ministrar uma aula, ela te dá segurança para falar, direção. Definição1.
A definição desta palavra na Língua Portuguesa é a seguinte: "Ponderar, considerar,
pensar sobre", basicamente o mesmo da Língua Grega e Hebraica, nas quais foram escritos os
textos sagrados. Etmologicamente, a origem desta palavra, deriva de uma outra palavra
"ruminar". Mas o que é ruminar ? A ruminação é algo presente no aparelho digestivos de
certos animais, entre eles os bovinos, por exemplo, que consiste no seguinte: eles ao contrário
dos demais e mesmo do homem, possuem dois órgãos digestivos, a saber, o rúmen e o
estômago. Durante o dia o que eles ingerem é armazenado no rúmen, porém, não é digerido.
À noite, o alimento ingerido, é regurgitado à boca e então mastigado e enviado ao estômago.
Então o alimento é processado. Assim, podemos compreender o sentido mais profundo da
Meditação. Ela consiste em receber algo, armazená-lo em nossas mentes, posteriormente
pensar sobre o mesmo profundamente, para receber tudo o que está implícito na mensagem.
Escopo da Meditação

Comentei que a Meditação não se restringe somente a Palavra, mas que envolve outras
áreas da nossa vida, tanto espiritual, quanto material. Mas de que forma? Vejamos quais são
as coisas que a Bíblia nos dá como escopo da Meditação:

A Palavra de Deus
Como não poderia deixar de ser, a Bíblia é o objeto principal da meditação.
Simplesmente porque é dela que pregamos, ensinamos, evangelizamos. É o centro de nossa
vida e aquela que merece muito tempo de meditação. Nela estão as verdades de Deus. Eis
alguns textos que nos ordenam isto: Js. 1.8,9; Sl. 1.2; Sl. 119.23,48,78,97,148; etc...

As Obras Divinas: Sl. 119.27; Sl. 143.5; 145.5

O Sl. 77.12 entre outros nos convida a meditar nas obras de Deus e nas suas
maravilhas. Isto nos leva a pensar sobre a grandeza, o poder, a misericórdia divina.

Preparação para agir: Jo. 5.19

Jesus nada fazia de momento. Suas atitudes eram todas "pré vistas" diante de Deus.
Um exemplo comum de como a meditação é uma preparação para agir pode ser visto nas
artes marciais, onde os movimentos são desenvolvidos a nível mental e não somente físico.
As nossas aulas, pregações e outras coisas devem ser executadas primeiramente a nível
mental, ou seja, devemos reservar um período para mentalmente, repassar todos os passos
da aula ou da pregação. Esta prática nos dá muita segurança no conduzir das nossas
atividades. São nestes momentos que Deus acrescentará ao professor estratégias,
criatividade, dinâmicas, enfim, tudo o que for necessário para que a ministração seja um

1
[Do lat. meditatione.] S. f.
1.Ato ou efeito de meditar; concentração intensa do espírito; reflexão.
2.Oração mental, que consiste sobretudo em considerações e processos mentais discursivos, e que se opõe à contemplação.
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sucesso: alunos satisfeitos e edificados na Palavra. Deve fazer parte da preparação da aula.
Um bom professor deve ministrar a mesma aula em três tempos: antes, durante e depois.
Antes é a meditação na aula, durante é a ministração da aula propriamente dita e o depois e a
reflexão onde se busca corrigir as falhas ocorridas ou aprimorar os métodos para que na
ocasião seguinte, possa-se alcançar resultados mais profundos e satisfatórios. Pode-se pensar
que isto venha a anular o Espírito. Mas não é assim, ou melhor, não deve ser assim. Toda a
nossa preparação deve ser submetida a Deus. Era assim que Jesus fazia. Quando partia para
realizar algo, ele já tinha a ação delineada pelo Espírito e de certa forma, já tinha realizado a
ação no mundo espiritual e a consumava no mundo físico.

SUGESTÕES DE LEITURA

Vida de Meditação – Ken Gire – Editora Textus.


Meditações para a Vida – Ken Gire – Editora Textus.

SUGESTÕES DE LIVROS DEVOVIONAIS

Meditações para a Vida Diária – Editora Textus.


Manancial no Deserto – Lettie Cowman – Editora Betânia
Uma Mesa no Deserto – Watchman Nee – Editora dos Clássicos

Atividade prática:

Meditando num vocábulo: SANTIFICAÇÃO

Meditando numa passagem: Mt. 25.1-14

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Meditando a partir da natureza: Frutos

Memorização

Alguns meses depois de estar na igreja e tendo aceitado a Cristo como salvador, fui
encaminhado a um professor que ministraria algumas aulas de discipulado. Sinceramente
não me lembro praticamente nada do que foi abordado naquelas tardes de sábado, porém,
uma das atividades que aquele professor aplicou em classe haveria de marcar a minha vida
para sempre. No livreto que utilizávamos, havia uma folha picotada, dividida em quatro
partes, contendo cada uma um versículo bíblico que deveríamos memorizar. Prontamente
memorizei os textos, um por semana, e aquela atividade despertou em mim o desejo de
memorizar outros mais. Passado algum tempo fui convidado por um irmão de outra
denominação para assistir um estudo que seria ministrado por um pregador de um país sul
americano. Fiquei extremamente impressionado com a facilidade que aquele homem tinha
ao citar textos e mais textos da Bíblia, sem consultar e sendo capaz até mesmo de corrigir
erros que o público cometia ao ler textos incorretos. Achei que poderia memorizar pelo
menos um pouco da Bíblia, não tanto aquele pastor, mas um pouco. Assim começou a minha
vereda na memorização. Ao longo dos anos pratique muito e descobri o quanto esta prática
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tornou-se uma benção para o meu ministério e para minha vida. O que você terá a seguir não
foi extraído de manuais ou livros, é o meu próprio testemunho, é a forma como aprendi
naqueles tempos, com o próprio Deus, a memorizar a Bíblia. Hoje, vejo que os princípios
aplicados são muito semelhantes aos que profissionais de escolas especializadas propõe aos
seus alunos. Espero que você também se empolgue com a idéia e com a possibilidade de
tornar-se uma ferramenta versátil nas mãos do Senhor. Eu garanto: vale a pena.
Um aspecto importante que todos devem ter bem claro em sua mente: todos são
capazes de memorizar, o que muda de uma pessoa para outra é a velocidade, a quantidade.
Ninguém deve se sentir frustrado por conseguir trabalhar apenas um versículo por semana.
Explore a sua capacidade e seja fiel dentro dela.

Introdução

Sabe-se atualmente que utilizamos apenas 10% de nossa capacidade mental, ou seja,
na realidade o ser humano desconhece a plenitude de sua mente e o que ela pode realizar.
Alguns poucos que se aventuram a desbravar esta área de sua vida alcançam logo destaque
entre os demais. Existem diversos fatores que nos levam a não usar nossa mente. Um deles é
o desenvolvimento tecnológico. A cada dia que passa precisamos menos de nossas mentes
para resolver nossos problemas, os quais passam a ser solucionados pelos simples apertar de
botões e coisas assim. Mesmo as crianças não são incitadas a usar suas mentes, visto que a
maioria dos brinquedos modernos são eletrônicos, que exigem pouco da criança em termos
de aprendizado e raciocínio. Mas o maior e pior dos fatores é a preguiça mental. Gostamos
de viver do jeito que estamos e nem sempre queremos pagar o preço da aventura para além
dos 10%; porque ela exige dedicação. Dedicação do tipo que acontecia nos mosteiros antigos
ou entre os judeus escribas, onde havia um intenso programa de memorização das
Escrituras, livros inteiros eram recitados decor. Os tempos de perseguição, principalmente
naqueles em que os inimigos queriam extinguir a Palavra de Deus, faziam com que esta
prática crescesse muito. Assim temos exemplos históricos vívidos desta prática, pouco
executada nos dias atuais. Por quê? Porque nunca ninguém soube o que é não ter uma Bíblia
em casa e muito menos soube o que é ser ilegal possuir uma delas.

Importância da Memorização

Agora, a Memorização não é importante somente em tempos de crise e não


precisamos esperar pelos mesmos para começar a praticá-la. O professor que deseja ser algo
mais do que o padrão que pode ser visto nas igrejas hoje, que deseja fazer diferença no seu
ministério, deve praticá-la. Quando os textos estão dentro de nós, o Espírito pode usar-nos
com uma flexibilidade muito maior. Tente imaginar que ao preparar uma aula, toda a Bíblia
estivesse dentro de sua mente: Você começa a escrever a aula e os versículos surgem em sua
mente automaticamente e você vai colocando cada um em seu lugar. Sem chave bíblica, sem
dicionários, usadas apenas de vez em quando. Que tal?

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Tente imaginar você sendo interpelado por membro de uma seita qualquer e poder
conversar com ele "fluentemente" com textos e mais textos que venham a destruir os seus
falsos ensinos. Tente imaginar um aluno seu, fazendo uma pergunta difícil, não programada.
Em outros casos você teria de deixar para a aula seguinte uma resposta pendente. Mas agora
não. O Espírito de Deus te faz lembrar alguns textos que você memorizou e através deles
tecer uma resposta bíblica, equilibrada para o seu aluno. Tudo bem. Digamos que você se
convenceu, mas está se perguntando: - Mas como se faz Memorização?

Técnicas de memorização

Primeiramente você deve saber que Memorização não se restringe a versículos. Ela
pode ser aplicada de outras formas como memorizar feitos bíblicos, capítulos, ensinamentos,
etc... Outro aspecto importante: Memorizar não é decorar. Neste caso você esquece rápido,
mas naquele o que você guardou em sua mente, acompanhará você por toda vida.

Primeiro passo: Leitura exaustiva

Leia o texto exaustivamente, no mínimo 10 vezes ou até sentir que o conteúdo em


linhas gerais comece a fixar-se em sua mente. Quando for capaz de lembrar dos pontos
principais do texto então já está perto do ponto ideal para passar ao passo seguinte. A leitura
dever ser feita de uma forma especial: leia em voz audível, olhando o texto atentamente e
como um todo. Evite focar linha a linha, procure ver o texto na página, como se fosse um
desenho no papel.

Segundo passo: Repetição

A base da técnica que adotaremos aqui é a repetição. Consiste na leitura de um certo


texto um número indeterminado de vezes, variando este número de acordo com a pessoa.
Não se trata de uma leitura simples, mas de uma leitura extremamente atenta, onde os
esforços não são dirigidos para entender, mas para guardar. Você deve usar os olhos, ver o
texto; da mesma forma que você olha para um quadro ou gravura. A fim de facilitar a
assimilação, você deve quebrar o texto em partes, usando para isto a própria pontuação do
texto. Vejamos um exemplo:
"Tampouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem, para que não
entristeçais como os demais que não tem esperança."

I. Ts. 4.13
Quebrando o texto temos:

"Tampouco queremos,": repita diversas vezes esta parte, até sentir que está em você.
Pronto?

Passe para a seguinte.

irmãos,: Repita o processo. Pronto? Agora você deve repetir as duas primeiras partes
juntas, vela abaixo:
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"Tampouco queremos, irmãos”,: Repita isso muitas vezes. Você adquirirá com o tempo,
experiência para saber quando parar. Concluído, passe para a terceira parte.

Deixando as duas primeiras armazenadas, passe agora para esta parte e repita o processo de
repetição.

"que ignoreis acerca dos que dormem,"

Agora ajunte as três partes. Repita as três juntas:

"Tampouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem,"

Pronto? Muito bom! Agora guarde estas três e vamos para a última. Repita o processo.

"para que não entristeçais como os demais que não tem esperança."

Assimilou? Então vamos falar todas as partes de uma vez?

"Tão pouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem, para que não entristeçais
como os outros que não tem esperança."

Uma vez concluída a memorização, você deve repetir o versículo mais algumas vezes
incluindo agora a referência, no caso, I Ts. 4.13. Assim, toda vez que você ouvir o texto
lembrar-se-á da referência e vice-versa. Quando ocorrer de estar em um culto e ouvir a
referência, mas não conseguir lembrar o texto, então você deve repassar o versículo até que
fique gravado em sua memória. Este é o processo básico. Com o muito praticar você começa
a falar com o texto e isto começa a facilitar a memorização. No texto acima, por exemplo, note
que uma parte pede a outra e assim quando você percebe isto começa a ficar mais fácil
lembrar o que está faltando.
A primeira parte diz: Tão pouco queremos. Quem não quer, não quer alguma coisa de
alguém. O alguém aqui é irmãos e o que não se quer dos irmãos: que ignoreis acerca dos que
dormem. Quem quer, quer alguma coisa de alguém para alguma finalidade. Qual a
finalidade? para que não entristeçais como os outros que não tem esperança."
A primeira vista parece difícil, mas com o tempo se torna automático. Quando, pois,
for memorizar um texto, secione o mesmo e observe o que pode ser perguntado ao texto.
Assim se você esquecer de uma parte pode perguntar ao texto qual a parte que está faltando,
até que ela seja inculcada em sua mente.

Terceiro passo: escrever

Você já ouviu algum aluno de alguma escola dizer o seguinte: "Eu tive o maior
trabalho de fazer a cola e nem precisou. Eu lembrei de tudo."? Sabe por quê isto acontece?
Porque aquilo que ele ouviu, ele dispôs-se a escrever. O ato de escrever ajuda a fixar o que foi
lido e ouvido. Escreva tudo o que você memoriza. Estes são os três passos básicos no estilo de
Memorização proposto neste treinamento, existem outros que podem ser aprendidos de
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escolas profissionais e que estão à disposição daqueles que desejarem se aprofundar nesta
área.

O que memorizar?

O professor deve selecionar o que vai memorizar, fazer um planejamento.

Memorizando por assunto

Se você pretende memorizar versículos sobre um determinado assunto como por


exemplo esperar, então você deve usar uma chave bíblica para localizar os textos que falem
sobre isto. Você pode usar ainda uma Bíblia que tenha um bom sistema de referências. Neste
caso, a Versão Corrigida é uma das mais simples e possui um bom sistema de referências.
Uma vez selecionado os textos, mãos à obra.

Memorizando pontos principais

Outra forma de Memorização é você selecionar dentro de um livro os principais


versículos do mesmo. Para isto leia o livro atentamente marcando todos os textos que você
julga importante.

Memorizando temas

É importantíssimo para o professor saber o que trata cada livro da Bíblia, o seu tema
central. Ainda em relação a temas você pode memorizar todos os capítulos que falam acerca
de um mesmo assunto. Um exemplo quais os capítulos que falam sobre carne sacrificada aos
ídolos? At. 15; I Co. 8,10. E assim por diante. Invente a sua maneira, Deus pode te levar a
seguir outros rumos dentro desta disciplina.

Conclusão

De maneira resumida, isso é o mínimo necessário que você precisa saber acerca da
memorização. Tenha certeza de uma coisa: se você praticar, ainda que seja este mínimo, você
perceberá a diferença com o tempo. Não se desespere, tenha paciência. Depois fazer uma ou
duas memorizações você poderá determinar o seu ritmo. Um, dois, três, dez versículos por
dia, não importa. O importante é fazer.

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Sugestões de textos para memorizar

Texto Assunto Texto Assunto


Gn. 3.15 A primeira promessa Êx. 4.30 Segurança para falar
messiânica
Lv. 25.10 Ano do jubileu Nm. 32.23 O alcance do pecado
Dt. 29.29 Os mistérios de Deus Js. 24.15 A escolha certa
Rt. 1.16 Exemplo de confiança e I Sm. 7.12 A ajuda divina
fidelidade
II Sm. O lamento do pai I Re. 3.9 A maior virtude a ser
18.33 buscada
II Re. 6.17 Reforço do céu I Cr. 15.7 Galardão divino
II Cr. 7.14 A condição para a restauração Ed. 7.10 O escriba fiel
Ne. 9.28 A força do cristão Et. 4.14 Instrumento de
salvação
Jó 19.15 Segurança no redentor Sl. 1.1 Regra de vida
Pv. 1.7 Adquirindo a sabedoria Ec. 3.1 O tempo de Deus
Ct. 8.6 O amor de Cristo pela Igreja Is. 1.18 Restauração divina
Jr. 2.13 A pior maldade Lm. 3.21 Silêncio e espera
Ez. 12.25 A palavra segura Dn. 12.3 Uma promessa ao justo
Os. 6.3 A causa da morte do homem Jl. 2.28 O derramamento do
Espírito
Am. 8.11 Tempos difíceis Ob. 4 A humilhação do
orgulhoso
Jn. 1.3 Uma viagem custosa Mq. 6.8 A petição divina
Na. 1.7 O esconderijo no dia da Hb. 3.19 A confiança inabalável
angústia
Sf. 1.7 A provisão por excelência Ag. 2.8 O dono de tudo
Zc. 4.6 A força que não violenta Ml. 3.10 Dízimos e ofertas

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Acima você tem 39 versículos, um de cada livro do VT, para memorizar. Depois que
terminar estes faça você mesmo uma lista semelhante do NT e memorize. Procure escolher o
versículo chave de cada livro ou um importante, que sempre seja usado. Mãos a obra!!!

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B I B L I O G R A F I A:

“Bíblia de Estudos Vida”,


Editora: Vida

“Bíblia de Estudos Pentecostal” ,


Editora: CPAD

“Bíblia de Estudos NVI”


Editora: Vida

“Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”


Autor: Myer Perlman
Editora VIDA

“Fundamentos da Teologia Pentecostal Vol. I e II”


Autores: Guy P. Duffiel e Nathaniel M. Van Cleave
Editora: Quadrangular

“Pequena Enciclopédia Bíblica”


Autor: O. S. Boyer
Editora: Vida.

“Novo Dicionário Globo da Língua Portuguesa”

“A Bíblia Através dos Séculos” -Livro de Bibliologia


Autor: Antônio Gilberto
Editora CPAD.

“Dicionário Teológico com suplemento biográfico dos grandes teólogos e pensadores”.


Autor: Claudionor Corrêa de Andrade.
Editora: CPAD.

www.gospelnews.com.br -
www.Quadrangular.com.br
www.bibliaworld.com.br

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