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Artigo Técnico

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Potencialidade da gordura
de frango para produção de
biodiesel
Rodrigues, Kênia Ferreira. (Professora Assistente da Fundação Universidade Federal do Tocantins-
UFT), Fraga, Antônio Carlos. (Professor Titular DAG – UFLA), Castro Neto, Pedro. (Professor Titular
DEG – UFLA, www.ufla.br, pedrocn@ufla.br), Maciel , José Antônio da Silva Maciel . (Professor Doutor,
FEA – Unicamp), Lopes, Osvaldo Candido. (Doutorado da FEA – Unicamp)

Introdução
Material e Métodos
A crescente expansão da produção de carne de fran-
go no Brasil, coloca para a indústria avícola a necessi- A presente pesquisa foi realizada na Universidade
dade de melhorar a qualidade das carcaças colocadas à Federal de Lavras – UFLA, visando à determinação do
disposição dos consumidores. rendimento de carcaças comuns de quatro diferentes
Entendendo como qualidade o conjunto de atribu- marcas comerciais, obtidas no mercado de Lavras –
tos que condicionam a aceitação de um produto pelo MG.
consumidor, esta pode ser comprometida pela presen- Estas foram pesadas individualmente no momento
ça da gordura na carcaça, gordura abdominal encon- da compra e, após, foram separadas as seguintes par-
trada na região próxima à cloaca ou a grande quantida- tes: cabeça, pescoço, vísceras comestíveis (fígado,
de de pele, principalmente a cobertura do peito. moela, coração) e gordura abdominal (da região da
O grande impasse seria qual o destino a ser dado a cloaca). Em seguida estas carcaças foram seccionadas
este material pelo abatedouro, já que a utilização de e pesadas para obtenção dos rendimentos das diversas
subprodutos de origem animal está sendo atualmente partes. Procedeu-se a análise estatística num delinea-
retirada das dietas animais, se tornando um produto mento inteiramente casualizado com 4 marcas e 5 re-
com potencial poluente. A utilização deste material como petições.
fonte para produção de energia, como biodiesel, apare-
ce como uma excelente alternativa para a indústria, com
grande apelo quando se pretende à conservação do meio Resultados
ambiente.
O teor de gordura em uma carcaça de frango de Os resultados dos rendimentos dos diferentes com-
corte pode ser influenciado por diversos fatores, como ponentes da carcaça (%) em relação ao peso das aves
origem genética (LITTLEFIELD, 1972; Merkley, estão dispostos nas tabelas 1 e 2. As dietas atuais a
Littlefield e Chaloupka, 1973); idade da ave (Edwards, base de milho e soja, seguindo as recomendações das
Drnman, Abov- Ashour e Nugara, 1973); sexo, as fê- tabelas brasileiras levam a certa uniformidade em ter-
meas tendo mais gordura do que os machos (Summers, mos de produção de gordura abdominal. Se conside-
Singer e Ashton, 1965; Cotta e Delpech,1990). rarmos o peso médio das carcaças em torno de 2,4 kg,
Além destes, o teor de gordura ainda tem uma cor- a gordura abdominal presente na carcaça, que será pro-
relação positiva com o peso vivo da ave (Chambers e vavelmente descartada pelo consumidor será em torno
Fortin, 1983). de 34 gramas.
As linhagens modernas vêm sendo trabalhadas para Ao avaliar as diferentes marcas de frango, verifi-
um rápido ganho de peso e deposição protéica, sendo cou-se um rendimento de gordura abdominal variando
que quando há qualquer desbalanço no fornecimento de 1% a 1,8%, o que daria uma variação de 24 a 43
dos nutrientes a disposição de gordura abdominal é gramas.
aumentada. Esta gordura é gerada através da hipertrofia Se considerarmos que a produção brasileira no ano
e hiperplasia das células adiposas (Hood, 1984). de 2004 se aproximou dos 8,5 milhões de toneladas, a
Outubro de 2006 Revista Biodiesel
Artigo Técnico
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Tabela 1 - Participação (%) de diferentes componentes de miúdos em relação ao


peso na hora da aquisição

Partes Marcas Métodos


A B C D

Cabeça 2,5 a 2,9 a 3,2 a 2,9 a 2,9


Pescoço 3,5 a 2,8 a 3,9 a 3,2 a 3,4
Fígado 2,1 a 2,3 a 2,8 a 2,5 a 2,4
Moela 1,4 a 1,3 a 2,2 a 1,1 a 1,5
Pés 2,9 a 3,9 a 3,2 a 5,7 a 3,9
Gordura Abdominal 1,1 a 1,6 a 1,0 a 1,8 a 1,4
Em cada linha, médias seguidas de letras iguais nas linhas são estatisticamente semelhantes (P>0,05)

Tabela 2 - Rendimentos (%) de diversos cortes em relação ao peso da carcaça na


hora da aquisição de quatro marcas comerciais de frango

Partes Marcas Métodos


A B C D

Peito 16,3 a 15,0 a 14,9 a 14,8 a 15,3


Dorso 15,8 a 16,1 a 15,5a 15,9 a 15,8
Sobre-coxa 9,5 a 9,8 a 9,1 a 9,8 a 9,6
Coxa 7,4 a 6,9 a 7,1 a 7,8 a 7,3
Asa 5,9 a 6,3 a 6,8 a 6,7 a 6,4
(Coxa+sobre-coxa) 16,5 a 16,2 a 16,2 a 17,1 a 16,6
Pele+osso de peito 2,5 a 2,2 a 1,6 a 2,6 a 2,2
Pele+osso da sobre-coxa 1,7 a 2,1 a 1,6 a 1,9 a 1,8
Pele+osso da coxa 3,4 a 3,4 a 3,4 a 3,9 a 3,5
Pele+osso da coxa + sobre-coxa 5,0 a 5,0 a 5,1 a 5,3 5,1
Em cada linha, médias seguidas de letras iguais nas linhas são estatisticamente semelhantes (P>0,05)

produção de gordura abdominal chega a variar de de 13.000 ton de pele, somado a da gordura abdominal,
85.000ton a 153.000ton, material este que poderia ser poderiam contribuir com 12 a 20% da necessidade de
utilizado como matéria prima para a produção de matéria prima para a produção de biodiesel, para aten-
biodiesel, representando hoje cerca de 10 a 16% da ne- der a legislação de B2.
cessidade do B2.
A produção verticalizada da indústria avícola traz um
outro problema, com a produção de filetes de carne de Conclusão
frango a pele se torna um resíduo problemático na in-
dústria avícola. O teor de gordura abdominal variou de 1,0 a 1,8%,
Esta pele pode perfazer também em torno de 2% e não teve efeito de diferentes marcas de frango.
daquela porção, considerando a tabela 2 renderia em A contribuição da gordura abdominal e da pele do
torno de 1 a 1,5%, ou seja, de 85.000ton a 127.000ton, peito de frango pode chegar a contribuir com 12 a 20%
considerando que a indústria de produção de filetes ain- da necessidade de matéria prima para o biodiesel, para a
da é limitada no Brasil, vamos considerar que em torno utilização do B2.
de 15% da produção seja neste setor, teremos em torno
Revista Biodiesel Outubro de 2006

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