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LIÇÃO 10

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 10ª LIÇÃO DO 1º TRIMESTRE DE


2019 – DOMINGO, 10 DE MARÇO DE 2019

PODER DO ALTO CONTRA AS HOSTES DA


MALDADE

Texto áureo

“E eis que sobre vós envio a


promessa de meu Pai; ficai,
porém, na cidade de Jerusalém,
até que do alto sejais revestidos
de poder.” (Lc 24. 49)
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Atos 8. 5-13, 18-21.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Meu Distinto e nobre Amigo Leitor, eis a 10ª Lição deste trimestre, desta feita
com o tema: Poder do Alto Contra as Hostes da Maldade.

Destarte, nesta presente Lição, perceberemos que temos que ter consciência
de que precisamos do poder do alto para vencer as hostes da maldade.
Explicaremos o contexto histórico de Samaria; Exporemos sobre o Evangelho entre
os samaritanos; e, Mostraremos Filipe em Samaria e Simão, o Mágico.

Portanto, distinto amigo leitor - boa leitura e bons estudos!

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I – Contexto Histórico de Samaria

Segundo os estudiosos na história de Israel, incluindo a história bíblica,


narrada no capítulo 8 de Atos dos Apóstolos, quando os cristãos foram dispersos,
Filipe, que se tornou famoso como um dos Sete, chegou a Samaria e pregou ali.
Todo este incidente do trabalho em Samaria é assombroso devido a que era
proverbial que os judeus não se comunicavam com os samaritanos (João 4.9).

As divergências entre ambos os povos já vinha de séculos. Muito antes, no


século VIII a.C., os assírios conquistaram o reino do Norte cuja capital era Samaria.
Como costumavam fazer os conquistadores naqueles dias, deportaram a maior parte
da população e a puseram no estrangeiro.

1. A fundação de Samaria.

Samaria era conhecida por outros nomes, dos quais temos: Sebastia,
Sebastiya, Sebastiyeh, Sebastos, Sebustiyeh, Shamir, Shomeron, Shomron, “casa
de Khomry”.

Samaria era a capital do Reino do Norte, Israel, e, estava localizada sobre


uma colina de 91 metros de altura, a 67 quilômetros ao norte de Jerusalém. Situada
a meio caminho do Jordão ao Mediterrâneo, a oriente da planície de Sarom, no alto
de um monte alongado e íngreme, a noroeste de Siquém, próximo da entrada da
Planície de Sarona e da entrada do Vale de Jezrael em direção a Fenícia. Os reis
empreenderam muitas obras na cidade para a tornarem forte, bela e rica. Acabe
construiu uma casa de marfim (1Reis 22.39) e também mandou cercar a cidade com
grossas muralhas, tornando-a invencível. Construiu ainda, a gosto de sua esposa
Jezabel, um monumental templo dedicado a Baal.

Já no período dos reinados de Onri e Acabe (882-851 a.C.), Israel foi


constantemente ameaçada pelos arameus de Damasco. Nesse período a capital de
Israel foi mudada de Siquém para Fanuel, na Transjordânia; logo após para Tersa e,
em seguida para Samaria, por Onri (1 Rs 16.23-24).

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Onri pai de Acabe comprou de um cidadão de nome Semer, um monte onde
construiu uma bela cidade. Em homenagem ao seu antigo proprietário, Onri deu a
cidade o nome de Samaria (1 Reis 16.24), como vimos no subtópico 1 desta lição.

Destarte, ressaltamos que a construção de Samaria foi completada por


Acabe, e como capital permaneceu por 150 anos

2. O cativeiro.

À época da invasão da terra por parte dos israelitas esta região era habitada
pelos ferezeus. Couberam como herança as tribos de Efraim, Issacar e Benjamim.
Com a divisão do reino entre Roboão e Jeroboão, a faixa de terra que se estendia
desde Betel até Dã, e desde o mar Mediterrâneo até a Síria e Amom, ficou
conhecida como província de Samaria. Essa área de terra foi primeiramente
ocupada pelas dez tribos de Jeroboão. Esse território foi diminuídos pelas
conquistas de Hazael, rei da Síria, conforme relato bíblico:

“Naquelas dias começou o Senhor a diminuir os limites de Israel, que foi


ferido por Hazael em todas as suas fronteiras, desde o Jordão para o nascente do
sol, toda terra de Gileade, os gaditas, os rubenitas e os manassitas, desde Aroer,
que estão junto ao vale de Amom a saber Gileade e Basã” (2 Reis 10.32).

Depois foi a vez de Pul e Tiglate-Pileser diminuírem a extensão da província


(2 Reis 15.29) e finalmente pelas vitórias de Salmanaser, que “passou por toda a
terra, subiu a Samaria e a sitiou por três anos” (2 Reis 17.5-6). Depois deste último,
Samaria ficou em completa desolação (2 Reis 17.23), sendo depois povoada por
estrangeiros durante os anos de cativeiro (2 Reis 17.24; Esdras 4.10).

3. As diferenças entre judeus e samaritanos.

Pois bem, assim, perguntamos: Quem eram os Samaritanos?

O sentido desta palavra na única passagem do Antigo Testamento (2Rs


17.29), aplica-se a um indivíduo pertencente ao antigo Reino do Norte de Israel.

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Em escritos posteriores, significa um individuo natural do distrito de Samaria,
na Palestina central (Lc 17.11).

Mas de onde veio esta etnia, ou como se originou a nacionalidade


samaritana? Quando Sargão tomou Samaria levou para o cativeiro, segundo ele diz,
27.280 de seus habitantes, deixando ainda alguns israelitas no pais. Sabendo que
eles conservavam o espírito de rebelião, planejou um meio de os desnacionalizar,
estabelecendo ali colônias de habitantes da Babilônia, de Emate (2Rs 17.24), e da
Arábia. Estes elementos estrangeiros levaram consigo a sua idolatria.

A maior parte dos judeus sentia repugnância em manter relações sociais e


religiosas com os samaritanos.

Os samaritanos não tinham sangue puro de hebreus, nem religião judaica. Diz
o historiador judeu Flavio Josefo, que, no tempo em que os judeus prosperavam, os
samaritanos pretendiam possuir alianças de sangue com eles, mas em tempos de
adversidade, repudiavam tais alianças, dizendo-se descendentes dos imigrantes
assírios.

II – O EVANGELHO ENTRE OS SAMARITANOS

Na sua última conversa com os apóstolos antes de voltar para o céu, Jesus
orientou sobre as fases geográficas do trabalho que seria feito por esses
embaixadores: “... sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a
Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8). O registro do progresso do
evangelho em Atos capítulos 2 a 7 mostra o início desse trabalho, pois os apóstolos
e outros pregaram ousadamente em Jerusalém, a cidade principal da Judeia.
Milhares de judeus aceitaram a mensagem de Jesus Cristo crucificado e ressurreto,
e a igreja cresceu de maneira impressionante.

1. Jesus e os samaritanos.

Biblicamente falando, sabemos que Jesus não veio somente para oferecer a
salvação aos judeus religiosos. Ele veio pelo amor de Deus para com todos (João
3.16). Ele mesmo havia ensinado uma mulher samaritana que trouxe muitos outros a
conhecerem o Senhor (João 4.1-42).
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Em Atos 8, poucos anos depois dessa parada de Jesus em Samaria, Filipe
chegou com a mensagem do evangelho. dedicados, os romanos também eram
altamente disciplinados e hábeis na luta.

2. O poder de Deus entre os samaritanos.

Pela imposição das mãos dos apóstolos, Filipe, o homem que levou o
evangelho a Samaria, havia recebido poder para realizar milagres. Ele usou esse
poder, não para encher os cofres da igreja, nem para engrandecer seu nome diante
do povo, e sim para confirmar a mensagem que ele pregou sobre Jesus. Muitas
pessoas, inclusive aquelas que anteriormente foram enganadas por um mágico
chamado Simão, foram persuadidos da verdade que Filipe pregou. Mostraram sua fé
e foram batizadas (Atos 8.1-12).

3. O batismo no Espírito Santo (vv. 14-17).

Este era, indubitavelmente, um momento crucial para a divulgação das Boas


Novas e para o crescimento da Igreja Cristã. Pedro e João foram enviados para
Samaria para ajudar evitar que o novo grupo de crentes em Jesus se dispersasse.

Quando Pedro e João perceberam o Senhor trabalhando na vida daqueles


samaritanos, tiveram a certeza de que o Espírito Santo trabalhava em todos os
cristãos, nos gentios, nos samaritanos e nos judeus “puros”.

III – FILIPE EM SAMARIA E SIMÃO, O MÁGICO

Evidentemente, o motivo principal que levou os samaritanos a receber tão


alegremente o evangelho pregado por Filipe, foram os milagres por ele operados (At
8.5,6).

Outro motivo que sem dúvida concorreu para o mesmo resultado, é que, ao
contrário das doutrinas dos judeus, o Cristianismo seguia os ensinos e os exemplos
de seu fundador, Jesus, admitindo os samaritanos os mesmos privilégios que
gozavam os judeus convertidos ao Evangelho (Lc 10.29-37; 17.16-18; Jo 4.1-42).

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1. Simão, o mágico.

Como diz William Barclay: “Simão não era um personagem incomum no


mundo antigo. Havia muitos astrólogos, adivinhos e magos, e em uma era crédula
tinham uma grande influência e viviam luxuosamente. Não devemos nos
surpreender muito disto quando até o século XX não se libertou dos adivinhos e da
astrologia, como pode testemunhá-lo quase qualquer periódico ou revista popular”.

E ele continua:

“para compreender corretamente o que era que Simão queria, devemos ter
em conta algumas das coisas da atmosfera e a prática da Igreja primitiva.
Nela a entrada do Espírito no homem estava relacionada com certos
fenômenos bem visíveis e definidos. Em especial estava relacionada com o
dom de falar em línguas (Atos 10: 44-46). Quando o Espírito Santo entrava
em um homem, este experimentava uma espécie de êxtase que se
manifestava no estranho fenômeno de emitir sons sem sentido. Pode
parecer estranho, mas isto era muito impressionante. Na prática judia era
muito comum a imposição das mãos. Quando se realizava isto se dizia que
havia uma transferência de certas qualidades de uma pessoa a outra. Ainda
utilizamos este costume na ordenação de ministros”.

Ora, Simão estava impressionado pelos efeitos visíveis da imposição das


mãos e tentou comprar a habilidade para fazer o que os apóstolos podiam fazer.
Simão deixou seu nome na linguagem comum, pois a palavra simonia significa ainda
hoje a indigna compra-venda de postos eclesiásticos.

2. A conversão de Simão, o mágico.

Pois bem, como visto no versículo 13, este Simão “creu” e foi batizado. Ele,
naquele momento, aceitou como fatos os milagres operados por Filipe, e também,
evidentemente, como fato o poder que estava por trás daqueles sinais.

Contudo, infelizmente, não se converteu. Isto porque, a razão básica, antes e


depois que “creu”, foi o egoísmo.

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Logo, como bem escreveu Barclay:

Simão tinha duas falhas. (1) Não estava interessado realmente em dar o
Espírito Santo a outros; só lhe interessavam o poder e o prestígio que
adquiriria com ele. Esta exaltação do eu é sempre o perigo do pregador e
do professor. É certo que ambos devem brilhar aos olhos dos homens; mas
também é certo — como disse Denney — que não podemos demonstrar ao
mesmo tempo que somos inteligentes e que Cristo é maravilhoso. (2) Simão
se esqueceu de que há certos dons que dependem do caráter. O dinheiro
não pode comprá-los. Mais uma vez, deve-se advertir o pregador e o
professor: “Pregar é comunicar a verdade através da personalidade.” Para
dar o Espírito a outros não é necessário que alguém seja rico, mas sim que
a gente mesmo possua o Espírito.

3. A repreensão do Apóstolo Pedro (vv. 21-23).

Cabe-nos refletir naquela frase que diz “tudo tem o seu preço”, e que aqui,
neste mundo de subornos e materialismo em que vivemos, fora e dentro das
paredes eclesiástica (não em todas), se reveste de verdade.

Simão pensou que pudesse comprar o poder do Espírito Santo, mas Pedro o
repreendeu severamente.

O único caminho para receber o poder de Deus está em fazer o que Pedro
aconselhou Simão a fazer: afastar-se do pecado, pedir perdão a Deus e ser cheio do
seu Espírito. Nenhuma quantia em dinheiro pode comprar a salvação, o perdão dos
pecados e muito menos o poder de Deus.

Esses são obtidos tão somente pelo arrependimento sincero e pela fé em


Cristo Jesus como Salvador.

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CONCLUSÃO

Portanto, como bem escreveu o comentarista da Lição: “[...] A história de


Simão, o mágico, nos mostra que seu comportamento foi reprovado por Deus. [...]
Isso nos serve de lição para estarmos alertas quanto aos líderes enganosos”.

Logo, louvemos ao Senhor Jesus com este lindo coro – extraído do Hino de
número 24 da nossa Harpa Cristã –, sabedores que as obras das trevas só serão
dissipadas e totalmente destruídas pelo poder emanado da Pregação do Evangelho
de Cristo.

Poder, poder, poder pentecostal.


Ó vem nos inflamar,
Também nos renovar;
Ó vem, sim, vem, ó chama divinal,
Teus servos batizar.

[Jairo Vinicius da Silva Rocha. Professor. Teólogo. Tradutor. Bacharel em


Biblioteconomia – Presbítero, Superintendente e Professor da E.B.D da Assembleia
de Deus no Pinheiro.]
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Maceió, 9 de março de 2019.