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Universidade Adventista de Moçambique

Faculdade de Teologia e Estudos Religiosos

RESUMO DO LIVRO UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO


CAPITULOS 1-8

Trabalho apresentado em cumprimento

das exigências parciais da Cadeira de

Historia da Igreja Cristã II

por:

Francisco Mateus Tenesse

Beira, Agosto 2018


Referência Bibliográfica

GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo, Edições Vida

Nova 1986, 177 páginas. Uma história ilustrada do Cristianismo, vol.1.

A Plenitude do tempo

A palavra de Deus retracta a história da humanidade dizendo que Cristo

veio fazer parte dessa história transformando-a. E até hoje o Senhor intervém

no decurso do mundo através da presença do seu Espírito na vida do seu povo.

Jesus nasceu num tempo em que o mundo era dominado por Roma e os judeus

embora submissos ao poder romano, nunca se conformavam com tal governo.

Havia em Israel diversas ideologias que chamavam a atenção do povo à

permanência na fé e no patriotismo: os saduceus, fariseus, essénios e zelotes,

que fomentavam nos judeus o desejo de libertação. Enquanto isso os judeus

espalhados por todo o mundo lutavam para se manter fiéis em meio a

diferentes culturas.

O Império Romano possuía o controlo político de Israel, mas não o

cultural e religioso (embora fosse inevitável alguma influência) e os judeus

resistiam fortemente à helenização e ao sincretismo que os cercava, provindos

da forte e dominante cultura greco-romana da época. Jesus viveu em meio a

estas circunstâncias e os cristãos, juntamente com os judeus, se esforçavam

para não ser influenciados pelos costumes pagãos.

A igreja de Jerusalém

Em Jerusalém estava a maior parte dos cristãos, dirigida pelos

apóstolos. Nessa cidade havia vários judeus que tinham influências helenistas e

falavam o grego, sendo distinguidos dos outros judeus anti helenistas. Na


Igreja haviam conversos de ambas as posições. Então houve a necessidade de

se nomear os diáconos (de origem helénica) que trabalhavam junto com os

apóstolos na área social e administrativa, representando os judeus gregos na

direcção da igreja.

A missão aos gentios.

Como narra Ato dos Apóstolos, a igreja crescia na comunhão, mas

crescia também a perseguição contra ela e os cristãos se dispersavam, mas isso

fez que expandisse a fé. Os de origem judaica pregaram, principalmente aos

seus conterrâneos que encontravam pelo mundo e os de cultura grega

anunciavam a fé por toda a parte do mundo por onde iam.

Com a conversão de muitos gentios e a consequente formação de igrejas em

diversos lugares, os apóstolos começaram a visitar estas comunidades e a ver o

propósito de Deus em anunciar o evangelho por toda parte. Então Felipe,

Barnabé, Paulo, Tiago e muitos outros viajavam com a missão da

evangelização e organização de igrejas, sendo eles perseguidos por onde iam.

Assim a igreja chegou desde os grandes centros da época até os “confins da

terra”, por iniciativa apostólica ou como na maioria das vezes por iniciativas

isoladas de cristãos que pregavam por onde iam, movidos pelas viagens de

negócios, vocação missionária ou empurrados pela perseguição.

Os primeiros conflitos com o estado

Os primeiros cristãos não achavam que estavam criando uma nova

religião e sim que vivenciavam o cumprimento das profecias judaicas sobre o

Messias. Mas com o tempo foi crescendo a diferença entre os judeus que não

criam em Cristo e os cristãos judeus. Estes foram a cada dia mais deixando de

ser judeus para serem cristãos. Esses problemas geravam vários conflitos entre
eles, mas tantos judeus como cristãos tinham problemas com Roma, o que

trouxe inúmeras perseguições aos dois grupos até se concentrar nos cristãos, o

grupo mais crescente, sendo que os judeus se limitavam ao seu povo, já os

cristãos conquistavam todos os povos.

O império via isso como um risco e sob a ordem de vários imperadores,

perseguiram e mataram os cristãos como se fossem perigosos para a

humanidade. Nero foi o primeiro e mais bravo dos perseguidores e para

explicar o seu prazer em martirizar, chegou a culpá-los do catastrófico incêndio

de Roma. Terminado o seu governo os seus sucessores continuaram o seu

massacre. Muitos destes martírios foram relatados nas atas dos mártires,

escritas principalmente no século segundo.

A perseguição no século segundo

O imperador Trajano, ordenou que os cristãos não fossem perseguidos,

mas que se fossem acusados ante as autoridades, deviam ser castigados pela

rebeldia de não adorar o imperador e se diante dos tribunais não negassem o

Cristo deviam ser mortos. Mesmo diante do fogo, feras e forcas, milhares de

cristãos não cederam, deixando belíssimos testemunhos como os de Inácio,

Policarpo e de Justino. Embora houveram períodos de larga perseguição,

permaneceu até o fim do século segundo a política de Trajano, de não perseguir

directamente a igreja. Porém os cristãos sabiam que mesmo que gozassem de

períodos de paz em alguns lugares, a qualquer momento poderiam ser

entregues.

A defesa da fé

As acusações contra os cristãos


Enquanto não eram perseguidos pelo imperador ou entregues aos

tribunais por acusadores movidos de inveja, os crentes sofriam grande

difamação em todo império. Os boatos tinham duas origens: popular e culta.

Entre o povo, que era privado de cultura, corriam suspeitas de imoralidade,

vícios e sacrifícios infantis, sendo iniciados ao cristianismo somente os

cúmplices destes crimes. Já os estudiosos da época, refutaram as doutrinas

cristãs, vendo os cristãos como rebeldes que se negavam a servir o imperador e

ignorantes por servirem um Deus invisível, ao mesmo tempo Omnipotente e

interessado na vida humana. Por tudo isso tanto o povo quanto os filósofos os

chamavam de ateus.

Os cristãos abandonavam as actividades sociais por terem elas ligações

com o paganismo, não comiam comidas sacrificadas a ídolos e não faziam

parte do exército. Essa separação causava aversão nas pessoas que os cercava.

Mas de fato muita coisa da cultura da época era incompatível com a fé em

Cristo.

A resposta da igreja: a sucessão apostólica.

Para defender essas acusações, se levantavam filósofos cristãos que

argumentaram sabiamente cada uma delas. Principalmente Justino o Mártir,

que era conhecedor de cada uma das filosofias de sua época e testemunhou ser

o cristianismo o mais correto e defender a fé cristã deixando corajosos

discípulos como Taciano. O importante dessa apologética foi mostrar as

incoerências dos cultos aos deuses gregos e romanos, que eram cheios de

falhas e maus exemplos.

Enquanto os de fora maldiziam a igreja, também os chamados cristãos haviam

discussões doutrinárias. Alguns conversos uniam à sua fé, muitos de seus


pensamentos, cultura, ou falta de cultura, trazendo alguns problemas de

interpretação das escrituras.

Houve duas principais correntes de pensamentos hereges que tentaram seduzir

a igreja: o gnosticismo e os ensinos de Márciom. Ambos negavam a criação, o

nascimento virginal de Cristo, a ressurreição e o juízo final. Davam

explicações filosóficas (misturadas ao cristianismo) para tudo.

A resposta da igreja: o cânon.

Para se proteger de tamanhas heresias, a igreja se beneficiou da formação de

um cânon oficial do Novo Testamento, formado basicamente dos evangelhos,

os escritos de Paulo e dos apóstolos. A este cânon foi unido o Antigo

Testamento. Também, baseado na sã doutrina foi definido o credo apostólico,

como uma fiel afirmação de fé, firmada no que os apóstolos de Jesus Cristo

haviam recebido do Senhor e transmitido à igreja, que não era formada de

grupos separados e diferentes, mas foi organizada como uma só igreja católica

(universal) e que pregava a verdade “segundo o todo”.

Criticas

O livro “Uma história ilustrada do Cristianismo” traz palavras sinceras

de pessoas que viveram na era da igreja. Muitas coisas descritas no livro,

embora nem saibamos, porque o autor não retractam duma maneira

escatológica duma maneira ilustrativa para aquele tempo.

A sociedade moderna, cheia de veículos de comunicação, metrópoles e

pessoas graduadas, possui as contraditórias deficiências de haver pouco

diálogo, muita solidão e a ignorância de não compreender o próximo. Em meio


a tantas vidas sem esperanças, lares destruídos, amizades desfeitas, vizinhança

individualista e há tantos relacionamentos arruinados, temos hoje, como

cristãos, o desafio de ajudar alguém, de construir e não destruir trabalhando

para a edificação um do outro.


Conclusão e recomendação

Ele retracta fielmente a história da igreja de cristo e em como muitos cristãos

do passado morreram para que o evangelho chegasse até nós.

Fala também sobre as divergências de opiniões que muitos líderes cristãos

tinham entre si, mostrando que as diferenças entre denominações já existiam

naquele período; entretanto, vale ressaltar que independente de seus

posicionamentos ideológicos, esses líderes serviu a Deus até o fim e

demonstraram seu amor por Cristo sofrendo mortes muitas vezes cruéis.

Outro ponto importante é que através da história vemos que zombarias e

escárnios eram muito frequentes; além de perseguida, a igreja era

ridicularizada por muitos filósofos romanos, o que nos mostra que o neo-

ateísmo não é um fenómeno novo, mas apenas uma retomada de antigas

discussões. Nesse cenário surgem os apologistas que buscam defender o

cristianismo e conciliar fé com a razão, mostrando que não havia

incompatibilidade entre a fé e a filosofia grega. É recomendado o a leitura do

livro há todos os professores amigos e